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“No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão” (v.23).
Tudo quanto examinamos neste livro, até agora, tem mostrado um caminho sobremodo excelente e que arrebata os nossos sentidos a buscar uma comunhão tal qual a de Daniel. Como tudo na vida daquele fiel servo de Deus, não poderia ser diferente a partir do momento em que entendeu, pelo estudo das Escrituras, que o cativeiro do povo de Deus estava prestes a terminar: ele precisava orar. O fim dos setenta anos de exílio determinados por Deus (Jr.25:11; 29:10) representava o retorno para casa. Esta era a verdade presente e a grande esperança para o tempo de Daniel.
Mas, assim como no capítulo anterior, a continuação do capítulo nove mostra uma profunda relação com o santuário. Percebam o seguinte comentário: “O santuário é o principal tema da Bíblia. No Pentateuco, os cinco livros de Moisés, 45 capítulos são dedicados ao tema do santuário. Nos livros dos profetas, outros 45 capítulos também tratam deste tema. Nos demais livros da Bíblia, há cerca de 150 referências ao santuário. Crê-se que os salmos foram escritos para servirem de coletânea para os louvores do santuário. O livro do Apocalipse é estruturado no santuário. Ele possui sete divisões e cada uma delas se inicia com uma cena no Santuário Celestial” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.39).
As orações de Daniel comoveram o coração de Deus, a ponto de suas primeiras palavras já serem o suficiente para fazer descer do céu o anjo mais poderoso a fim de lhe revelar a profecia a respeito do futuro de Israel. Acerca das setenta semanas continuemos meditando no que diz o Guia de Estudos Bíblia Fácil: “Se cada semana possui 7 dias e estamos falando em dias proféticos, ou seja, cada dia representando um ano, assim temos o seguinte cálculo: 69 semanas X 7 dias = 483 dias proféticos/anos literais. Se partirmos do ano 457 a.C., data do decreto de Artaxerxes, e viajarmos no tempo 483 anos, chegaremos ao ano 27 d.C. Segundo o anjo, este seria o ano do aparecimento do ‘Ungido’, o ‘Príncipe’ (Dn.9:25) […] Este foi o ano do batismo de Cristo quando Ele recebeu a unção do Espírito Santo (Mt.3:16)”.
“Conforme a profecia Ele [Jesus] faria uma ‘firme aliança com muitos, por uma semana’, ou sete anos, alcançando assim o ano 34 d.C. Que acontecimento assinala o fim desse período de aliança? Estudando o livro de Atos, encontramos o último discurso de Estevão, um dos sete diáconos da igreja primitiva (At.7:1-53) […] Antes de morrer ele contemplou Jesus em pé à direita do Pai (At.7:55,56), numa atitude de reprovação e julgamento à nação judaica. Isso ocorreu no ano 34 d.C. e assinala o fim dos 490 anos de oportunidade ao povo judeu como povo escolhido”.
Porém, amados, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14) proféticas/dois mil e trezentos anos literais, ainda faltam mil oitocentos e dez anos. O Guia de Estudos continua dizendo: “Basta agora adicionar os 1.810 anos restantes, e a profecia alcança o tempo exato em que se iniciaria a purificação do santuário, ou seja, 1844. Fazendo um paralelo entre o 10° dia do 7° mês do calendário judaico, dia que acontecia a expiação de Israel (Lv.16:29), com o nosso calendário gregoriano atual, chegamos ao dia 22 de outubro de 1844” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.45, 46).
Houve um grande despertamento nos anos que antecederam esta data, para o estudo da Bíblia, que, graças à reforma protestante, já circulava livremente, principalmente para as profecias do livro de Daniel. Tomado por grande certeza de que Deus o guiava e que o entendimento que lhe foi dado apontava para o evento mais aguardado pelos justos, Guilherme Miller, um fazendeiro sincero em seus propósitos, dedicou-se a pregar com veemência a verdade descoberta, dando origem ao movimento milerita.
Continua o Guia de Estudos: “Eles pensavam que a purificação do santuário fosse a Segunda Vinda de Cristo. O dia 22 de outubro de 1844 passou e Jesus não voltou. Foi uma amarga decepção. Todavia, esta decepção já estava profetizada. Em Apocalipse 10 lemos a respeito de um livrinho que João deveria tomar e comer. Na boca seria doce, mas no estômago, amargo (Ap.10:8-10). Essa profecia descreveria a experiência de desapontamento que os mileritas enfrentariam. O movimento milerita deu origem a Igreja Adventista do Sétimo Dia (Ap.12:17; 14:6-12), igreja que surge com a missão de restaurar a verdade de Deus deitada por terra pelo chifre pequeno (Dn.7:25 e 8:12)” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.46).
Miller acertou na data, mas errou no evento. Como vimos, isto já estava previsto pela profecia de Apocalipse 10. Pois que “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Isto é, ali não deveria ser o fim, mas o ponto de partida para um movimento que alcançaria o mundo no tempo do fim. Sendo o santuário terrestre uma sombra do celeste (Hb.8:2), “assim como o santuário terrestre passava por uma purificação anual, o mesmo aconteceria com o celestial”, e, no dia 22 de outubro de 1844, Jesus deu “início ao Seu ministério como Sumo Sacerdote”, passando do lugar Santo do Santuário Celestial, para o Lugar Santíssimo.
“Isso indica que estamos vivendo, desde 1844, o grande dia profético da expiação. Quando esse juízo terminar Jesus voltará à Terra como ‘Rei dos reis e Senhor dos senhores’ (Ap.19:16), para dar a recompensa a cada um (Mt.25:31-46) e destruir o chifre pequeno. Finalmente o reino será dado aos santos do Altíssimo e eles reinarão por toda a eternidade (Dn.7:11, 18 e 27)” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.46).
A atitude de Daniel ao descobrir as verdades para o seu tempo (v.3) é a mesma que precisamos ter, hoje, diante da sublime verdade de que falta muito pouco para vermos o nosso Salvador retornando nas nuvens do céu. Se Daniel já orava, passou a suplicar. E se já era humilde, passou a se humilhar. Assim como o Dia da Expiação era um dia de aflição de alma para o povo de Israel (Lv.16:29), é tempo de afligirmos a nossa alma perante o Senhor e clamarmos por Sua purificação. A mensagem do santuário nos oferece uma exposição didática do plano traçado pelo Criador mesmo antes da fundação do mundo. Ali, encontramos o Cristo crucificado, o Cristo ressuscitado e o Cristo glorificado. E a firme e fiel promessa de que Ele atua como nosso intercessor diante do Pai, para muito em breve, nos levar para Casa!
Santo Deus, as Tuas profecias nos revelam que estamos no fim do tempo do fim. Como Daniel percebeu o fim do período profético e seu coração se enterneceu, buscando a Tua face com jejum e súplicas, já é tempo de reconhecermos nossa condição infeliz, miserável, pobre, cega e nua e clamarmos por Teu perdão e auxílio. “Ó Senhor, ouve, ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age; não Te retardes, por amor de Ti mesmo, ó Deus meu; porque a Tua [igreja] e o Teu povo são chamados pelo Teu nome” (v.19). Que seja este o nosso clamor diário! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Daniel9 #RPSP
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“Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (v.14).
Um intervalo de dois anos ocorreu entre a primeira e a segunda visão de Daniel (v.1). Como se estivesse em outro lugar, o profeta levantou os olhos e viu (v.3) outros símbolos cujos significados apontavam novamente para o tempo do fim. Desta vez, apenas dois animais lhe são apresentados: um carneiro (v.3) e um bode (v.5). Perante Daniel estava a revelação do que haveria “de acontecer no último tempo da ira” (v.19).
Percebam que os animais representam apenas dois reinos dos quatro que já estudamos (v.20-21). No entanto, um terceiro poder surge no enredo da visão. Vejamos:
O “carneiro com dois chifres, que viste, são os reis da Média e da Pérsia” (v.20). Sobre ser um chifre maior do que o outro, escreveu Henry Feyerabend: “Os medos vieram primeiro, mas os persas tornaram-se os membros dominadores dessa união” (Daniel Verso por Verso, p.134).
O próprio texto bíblico declara que “o bode peludo é o rei da Grécia; o chifre grande entre os olhos é o primeiro rei” (v.21). No mesmo livro continua dizendo o seguinte: “Os gregos costumavam falar de si mesmos como o povo do bode, e tinham esse animal como símbolo nacional […] Assim como o carneiro do verso 21, o bode é claramente identificado pelo anjo como a Grécia, e o estupendo chifre é identificado como o primeiro rei, Alexandre o Grande” (Daniel Verso por Verso, p.135).
Os “quatro chifres notáveis” (v.8) representam os quatro dos principais comandantes do exército grego que dividiram o império entre si, após a morte de Alexandre (Idem, p.136). Sobre o chifre pequeno requer uma especial atenção. Quando, no verso nove declara que “de um dos chifres saiu um chifre pequeno”, ou, na edição Almeida e Corrigida, de 1995, onde lemos: “E de uma delas”, a melhor forma de compreendermos é extraindo o sentido do original hebraico:
“Numa leitura superficial, pode parecer que o pequeno chifre saiu de um dos quatro chifres. Um especialista no texto hebraico descartaria essa possibilidade. Chifres, em hebraico, são do gênero feminino, e a palavra original correspondente a ‘delas’ está no masculino. Por isso, não pode se referir aos chifres, mas sim aos ventos (v.8), que tanto podem ser masculino ou feminino” (Daniel Verso por Verso, p.136-137). Partindo desta premissa, chegamos a uma linha de perfeita coerência entre esta visão, a visão anterior, do capítulo sete, e o sonho de Nabucodonosor do capítulo dois, considerando que o chifre pequeno se refere a Roma, pelos seguintes aspectos:
- “Roma segue a Grécia em Daniel 2 e 7. É lógico que Roma também devesse seguir a Grécia em Daniel 8.
- Roma levantou-se do oeste, encaixando-se assim na descrição de um poder vindo dos quatro ventos.
- O império romano dominou o Oriente Médio, ‘para a terra gloriosa’ (Daniel 8:9).
- Roma ‘engrandeceu-se até ao príncipe do exército’ (Daniel 8:11). Pôncio Pilatos e os soldados que condenaram e crucificaram Jesus eram todos romanos.
- Roma tornou em ruínas o lugar do santuário, em 70 d.C., e terminou permanentemente os sacrifícios que ali ocorriam” (Daniel Verso por Verso, p.138).
- O domínio romano tomou forma religiosa quando deu início a era de Roma papal, que “deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou” (v.12). A Idade “escura” permaneceu durante o exato período de 1260 anos, como revelado nas profecias. Porém, ainda em meio às trevas espirituais, Deus começou a levantar servos fiéis que encontraram nas verdades da Palavra de Deus a verdadeira fonte de vida. Huss, Jerônimo, Lutero, dentre outros, iniciaram a obra que revolucionaria o mundo e que o prepararia para o cumprimento da profecia de Daniel 8:14 e de Apocalipse 10.
Sabendo que, em profecia, um dia equivale a um ano, as “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (v.14), o período de 2300 dias (tardes e manhãs) refere-se, portanto, a dois mil e trezentos anos, cujo início estudaremos no próximo capítulo.
Como Daniel, mesmo que tentemos compreender os propósitos divinos, não somos capazes de fazê-lo a menos que Deus mesmo, de alguma forma, nos revele (v.15). O aparecimento do anjo Gabriel, o mesmo que apareceu a Maria a fim de declarar a sua gravidez sobrenatural (Lc.1:26-27), representa uma maneira muito especial do Senhor nos dizer que o que Ele mostrou ao Seu profeta tem tanta importância quanto a primeira vinda de Jesus a esta Terra: “Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim” (v.17).
“Entende”, meu querido irmão e minha querida irmã: já estamos vivendo no “tempo determinado do fim” (v.19), e o príncipe deste mundo tenebroso tem feito “prosperar o engano” para destruir “a muitos que vivem despreocupadamente” (v.25). Mas, a pedra que arrojou a estátua do sonho de Nabucodonosor, quebrará, “sem esforço de mãos humanas” (v.25), o reino das trevas. Não existem mais diante de nós “dias mui distantes” (v.26), mas uma profecia que “se apressa para o fim e não falhará” (Hc.2:3). O Juiz justo está prestes a declarar: “Feito está” (Ap.16:17). E esta não é uma mensagem que deva nos causar medo, mas, nas palavras do Dr. Jiri Moskala: “O julgamento é uma boa notícia. Deus deseja nos justificar e salvar!”
Portanto, amados, tomemos, hoje, uma firme decisão ao lado da verdade que liberta e salva. Muito em breve, Cristo quebrará de uma vez por todas o jugo do pecado. Levantemos os olhos (v.3) e contemplemos, pela fé, o Deus que Se aproxima: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da Terra” (Is.45:22).
Senhor, graças Te damos pelo privilégio de termos em mãos a Tua Palavra e as Tuas profecias! Naquele tempo, Daniel não compreendeu plenamente a significação de suas visões e sonhos, mas o Senhor permitiu que ele vivesse tempo suficiente para ver o início do cumprimento das profecias que lhe foram reveladas. E que tempo solene temos vivido! Nossa geração tem contemplado diversos eventos que revelam o cenário profético do tempo do fim e que apontam para o breve retorno de Jesus. Ajuda-nos a sermos encontrados por Ti como Daniel, íntegros, sábios e humildes! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, libertos pela verdade que salva!
Rosana Garcia Barros
#Daniel8 #RPSP
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“Mas os santos do Altíssimo receberão o reino e o possuirão para todo o sempre, de eternidade em eternidade” (v.18).
Mediante uma leitura repleta de símbolos, o verso acima expõe o objetivo final de toda a exposição profética: os salvos reinarão com Cristo no reino eterno. A certeza de tamanha promessa, portanto, deve despertar nossos sentidos a examinar com cuidado as profecias envolvidas aqui, já que elas apontam para um final que definirá o meu e o seu destino eterno.
Daniel não mais estava diante da incumbência de revelar o sonho de alguém, mas ele mesmo foi contemplado com um sonho que já trazia a sua devida interpretação. Os metais da estátua de Nabucodonosor agora tomaram forma de quatro animais surreais. Seguindo a mesma sequência de reinos, acompanhem comigo a explicação do pastor Henry Feyerabend:
“Babilônia, que foi representada pela cabeça de ouro da imagem, era o primeiro e o mais nobre de todos os reinos – dominante, como o rei da floresta; veloz e de longo alcance como a águia”. “O império Medo-Persa é representado por um urso […] Menos nobre do que o leão, o urso ilustra a deterioração progressiva, que é uma das características da estátua de Daniel 2”. As três costelas na boca dão margem a duas linhas de interpretação: “Ciro acabara de absorver os três impérios – o da Babilônia, dos medos e dos persas. Pode ser também uma referência à Babilônia, Lídia e Egito, que foram castigados e oprimidos pelos persas”.
“Por que a Grécia foi comparada a um leopardo? […] Nada na história do mundo pode ser comparado à velocidade com que Alexandre o Grande vencia as nações […] Com apenas 30 mil homens, Alexandre atacou Dario, com 600 mil. Como um leopardo ataca um leão ou urso, a Grécia conquistou a Pérsia. Esse leopardo tinha quatro cabeças. O império de Alexandre foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro, que dominou a Macedônia e a Grécia; Lisímaco, que dominou a Trácia e a Bitínia; Ptolomeu, o Egito; e Seleuco, a Síria” (Idem, p. 119).
“O quarto animal era tão diferente dos demais que o profeta não pôde encontrar nada na natureza real para descrevê-lo… Sua descrição – terrível, espantosa, muito forte e que fazia em pedaços outras nações, pisando-as aos pés, é uma descrição realista de Roma. Nenhuma outra nação poderia se encaixar nessa forma profética […] somos informados de que Roma seria dividida em dez reinos, os quais são simbolizados por dez chifres […] As dez divisões do império romano são identificadas como os Germanos, os Ostrogodos, Visigodos, Francos, Vândalos, Suevos, Burgúndios, Hérulos, Anglo-Saxões e Lombardos” (Daniel Verso por Verso, p.117-121).
Dado o conhecimento de que os dez chifres foram dez divisões do império romano, o chifre pequeno também simboliza um poder. E o pastor Henry continua dizendo: “O décimo-primeiro chifre surgiu entre os dez. O papado fez sua aparição no território da Roma imperial, entre as nações da Roma dividida […] Por meio de guerra e diplomacia, o papado, que adotou o Credo Niceno, empenhou-se em destruir […]” três daquelas nações: os Hérulos (493 d.C.), os Vândalos (533 d.C.) e os Ostrogodos (538 d.C.) (Daniel Verso por Verso, p.122 e 123).
Tendo o seu cumprimento no decorrer da história, as profecias de Daniel nos apontam para um futuro e decisivo acontecimento: a segunda volta de Cristo, com o estabelecimento de Seu reino eterno. A descrição dada pelo profeta sobre o Ancião de Dias revela a autoridade e a majestade supremas e eternas de Deus ao sentar-Se como Juiz de toda a Terra e dar início a uma fase do julgamento que findará pouco antes do retorno de Jesus a esta Terra. Contudo, apesar de tão grande esperança, o pequeno e insolente chifre ainda traria muito sofrimento “aos santos do Altíssimo”, que lhes seriam entregues nas mãos “por um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (v.25).
No Guia de Estudo Bíblia Fácil encontramos a seguinte explicação: “Considerando que na mensagem profética do livro de Daniel, ‘tempo’ corresponde a ‘ano’ (ver Daniel 11:13), temos aqui três tempos e meio, ou seja, três anos e meio. Este mesmo período de tempo aparece em Apocalipse 11:3; 12:6, 14 e 13:5, onde temos 42 meses (3,5 anos x 12 meses = 42 meses) e 1.260 dias (42 meses x 30 dias = 1.260 dias). Considerando ainda que na profecia um dia profético equivale a um ano literal (ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6, 7), 1.260 dias proféticos representam na realidade 1.260 anos literais […] A partir de 538 d.C., inicia o período de completo domínio papal que, segundo o próprio Daniel, se estenderia por 1.260 anos. Se contarmos 1.260 anos a partir de 538 d.C. chegaremos a 1798 […] o Papa Pio VI foi preso em fevereiro daquele ano e levado à Florença […] Terminava assim, em 1798, a supremacia papal de 1.260 anos” (Guia de Estudo Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.30).
O poder que cuidou “em mudar os tempos e a lei” (v.25) pode hoje não ter mais a supremacia sobre o governo terrestre, mas, certamente, a mudança que efetuou com relação às verdades das Escrituras, prosperou (Dn.8:12). Basta comparar o catecismo com o conteúdo da Bíblia e verificar o que o próprio papado declara: “O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não é o de homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com total poder de unir e de afastar seu rebanho” (Lucius Ferrari, Prompta Bibliotheca, 8 volumes, art. “Papa, II”).
“Aqui terminou o assunto” (v.28) por hoje. Sei que se trata de uma mensagem muito forte e que talvez envolva tudo o que você até hoje acreditava e seguia com sinceridade. Ou quem sabe você até já ouviu falar disso tudo, mas nunca havia dado a devida atenção. Se o seu coração ficou perplexo, não se preocupe, pois até o próprio Daniel ficou perturbado com tantas informações. O convite do Senhor a você e a mim, hoje, é que permitamos que o Espírito Santo continue nos dirigindo neste estudo e que o nosso coração esteja aberto às Suas preciosas verdades. Não esqueça de que o próprio Jesus afirmou que o Espírito seria enviado para nos guiar “a toda a verdade” (Jo.16:13). Deus é amor (1Jo.4:8), mas Ele também é um Justo Juiz que muito em breve virá para “destruir e consumir até ao fim” o inimigo mentiroso e todo aquele que por ele se deixou ser enganado. Eis em suas mãos as verdades absolutas do Senhor. A escolha de segui-las, ou não, é toda sua.
Senhor, nosso Deus, as Tuas profecias confirmam o passado, nos ajudam a viver o presente pela fé e a olhar para o futuro com esperança. Ajuda-nos a compreendê-las e vivê-las, no sentido de estarmos em constante preparo e vigilância. Une o nosso coração ao Teu, de forma que nossas afeições estejam nas coisas lá do alto. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Daniel7 #RPSP
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“Disseram, pois, estes homens: Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus” (v.5).
Sob a regência do rei Dario, os medos e os persas tomaram o controle do governo mundial e adaptaram o sistema político, nomeando três presidentes e cento e vinte sátrapas (governadores das satrapias ou províncias). Este sistema garantia um melhor controle nos negócios do reino e evitava possíveis rebeliões. De todos, porém, Daniel logo se destacou, se distinguindo dos demais “porque nele havia um espírito excelente” (v.3). Havia algo em Daniel que o rei não conseguia ver em nenhum de seus subordinados. Como uma luz que se acende e dissipa as trevas, assim era Daniel num meio de intrigas e ambições políticas.
Movidos por inveja, os demais presidentes e os sátrapas se uniram com o propósito maligno de “acusar a Daniel a respeito do reino”. O que eles conseguiram, porém, foi perceber que Daniel era fiel em tudo, de modo que “não se achava nele nenhum erro nem culpa” (v.4). Liderados pelo mentor de toda a iniquidade, aqueles homens não desistiram, só mudaram de estratégia: “Nunca acharemos ocasião alguma para acusar a Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus” (v.5). Desta vez não foi difícil encontrar um motivo para eliminar aquele cujo caráter lhes era uma constante repreensão. E mentindo a respeito do consentimento do próprio Daniel, conseguiram a aprovação de Dario em um interdito irrevogável.
Maior do que um decreto de morte era o relacionamento íntimo entre Daniel e o Senhor. Daniel sabia que, como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego no campo de Dura, não se tratava de orar ou não orar, mas, novamente, era uma questão de adoração. Todos conheciam a devoção de Daniel ao seu Deus e suas orações diárias haviam se tornado um testemunho público disso. Se Daniel houvesse fechado as janelas e orado em secreto, ele teria tomado uma posição diferente de seus três amigos quando ficar em pé era o sinal distintivo entre os falsos e os verdadeiros adoradores. Seu costume diário não foi apenas o que definiu a sua sentença de morte, mas também o que definiu diante de todo o reino, a Quem ele servia.
Profundamente consternado e sentindo-se enganado, Dario “determinou consigo mesmo livrar a Daniel” (v.14). Mas logo perceberia que não se tratava de um livramento por mãos humanas, e sim, divinas. Enquanto Daniel dormia numa cova de leões, o rei não conseguia dormir em seu palácio. O ambiente não deve definir o nosso estado de espírito. Daniel sabia que não havia entrado sozinho naquela cova. Dario, contudo, mesmo cercado de pessoas que estavam a postos para servi-lo, nunca se sentiu tão só. Andar com Deus é uma dádiva que não pode ser comparada a nenhuma regalia desta terra. A Bíblia não diz o que o profeta sentiu ao entrar naquele lugar, mas, certamente, o que Dario reconheceu em Daniel, Deus confirmou e honrou: “Daniel, servo do Deus vivo!” (v.20).
Vejamos o que Ellen White escreveu a respeito deste episódio de estrita fidelidade: “Deus não impediu os inimigos de Daniel de lançarem-no na cova dos leões; Ele permitiu que anjos maus e homens ímpios chegassem a realizar o seu propósito; mas isto foi para que pudesse tornar o livramento do Seu servo mais marcante e mais completa a derrota dos inimigos da verdade e da justiça. ‘A cólera do homem redundará em Teu louvor’ (Sl.76:10), o salmista testificou. Graças à coragem deste único homem que escolheu seguir o direito antes que a astúcia, Satanás devia ser derrotado e o nome de Deus exaltado e honrado” (Profetas e Reis, CPB, p.277).
Às vésperas do tempo em que os filhos do reino serão perseguidos por serem fiéis à “lei do seu Deus” (v.5), estes devem ser reconhecidos em tempos de guerra pelo que costumavam fazer em tempos de paz. Notem que, na bonança, Daniel se destacou no meio de um grupo de mais de 120 líderes políticos, e, na tribulação, sua fé se tornou conhecida por todo o reino. Amados, Deus nos chamou para fazermos a diferença aonde quer que estivermos. Mas logo, a fé genuína não conhecerá fronteiras, e então, será conhecido de todos “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Logo o inimigo de nossas almas receberá o castigo que ele faz de tudo para nos impor (v.24). Portanto, já é chegada a hora de despertar, servos do Deus vivo! Então, quando vier a última grande prova, como Daniel, sairemos de lá sem nenhum dano, pois confiamos no Senhor nosso Deus (v.23). E, com Ele, prosperaremos em Seu reino eterno (v.28).
Pai, não Te pedimos que nos livre das covas de leões, mas que nos sustente e salve mesmo que nelas tenhamos que entrar. Que o Teu nome seja glorificado em toda a Terra pelo testemunho da Tua última igreja fiel e confiante! Precisamos ter uma vida de oração como Daniel. Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, servos e servas do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Daniel6 #RPSP
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“Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele. TEQUEL: Pesado foste na balança e achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino e dado aos medos e aos persas” (v.26-28).
De coração iníquo e com a mente embotada, Belsazar, neto de Nabucodonosor, ocupava o lugar de seu pai no trono da superpotência do mundo antigo. Em seu pretenso governo regado a vinho e orgias, quebrou todos os protocolos da época ao usar os utensílios sagrados da Casa de Deus em seu banquete pagão. Nem Nabucodonosor, em sua obstinação, ousou realizar tamanha afronta. Todos cantavam e brindavam em honra aos seus deuses fajutos, quando, “no mesmo instante, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam” (v.5). Belsazar viu o que só Moisés, até então, havia visto. Uma vez que, no monte Sinai, o Senhor escreveu, perante o grande líder de Israel, “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18).
O rei foi tomado de tanto pavor, que “os seus joelhos batiam um no outro” (v.6). Em tom de urgência, Belsazar mandou chamar “os encantadores, os caldeus e os feiticeiros” (v.7), que, destituídos da sabedoria e entendimento do Alto, “não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação” (v.8). As suas imagens de escultura, sobre as quais o Senhor, também com o Seu próprio dedo, havia escrito: “Não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êx.20:5), mostraram a sua inutilidade, pois que “não veem, não ouvem, nem sabem” (v.23) coisa alguma.
Contudo, havia em Babilônia alguém em quem se achavam “espírito excelente, conhecimento e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e solução de casos difíceis” (v.12). “Então, Daniel foi introduzido à presença do rei” (v.13), para novamente provar naquela corte pagã, que só o Senhor é Deus. Apesar de ter sido ricamente assistido por Nabucodonosor com presentes e cargos privilegiados, Daniel recusou as honrarias vindas da parte de Belsazar, pois sabia que o Senhor o havia rejeitado (v.17).
Diferente de Nabucodonosor, Belsazar conservou a soberba e a arrogância de seu coração mesmo sendo conhecedor de tudo o que se havia passado com seu antepassado (v.22). E, “naquela mesma noite, foi morto” (v.30), e destruído o reino que era considerado invencível. A cabeça de ouro deu lugar ao peito e aos braços de prata (Dn.2:32), iniciando assim o cumprimento do sonho dado a Nabucodonosor e de todas as predições ditas pelos Seus profetas (Jr.51:41; Is.14:23; Is.47:1-15). Caiu, caiu, pois, a grande Babilônia!
Diante do cenário profético atual, Babilônia ocupa uma posição simbólica para designar o reino de trevas e de engano que tem seduzido o mundo. E, diante dos fatos que se noticiam, cada vez mais revestidos de terror e de estupefação, as palavras escritas por Ellen White, há mais de cem anos, assemelham-se às palavras de um jornal de hoje: “O tempo presente é de dominante interesse para todo o vivente. Governadores e estadistas, homens e mulheres pensantes de todas as classes, têm fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar as relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda” (Profetas e Reis, CPB, p.274).
À semelhança de Belsazar, estamos prestes a ver o cumprimento final da segunda voz angélica: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (Ap.14:8). Notem que, da mesma forma que Belsazar bebia vinho diante dos grandes da Terra num culto promíscuo e abominável, o profeta do Apocalipse descreveu uma espécie de vinho que prostituía “todas as nações”. E, logo depois, ao findar da terceira voz angélica, João descreveu o que manterá sóbrio e a salvo o remanescente do Senhor: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Vocês acham coincidência o fato de Deus ter usado o próprio dedo para escrever apenas naquelas duas situações?
O mesmo dedo que escreveu os dez mandamentos e iniciou dizendo: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4), foi o mesmo que decretou a queda do império que desprezava a Sua Lei (v.26). Da mesma forma, o desprezo pela Lei de Deus decretará a sentença definitiva daquela que tem embriagado o mundo com o seu vinho de mentiras. E o tempo solene no qual vivemos nos exige uma decisão firme e urgente. Precisamos atender, agora, ao apelo divino: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Pois como em um só dia veio a destruição da antiga Babilônia, “em um só dia” Deus dará termo a atual meretriz, “porque poderoso é o Senhor Deus, que a julgou” (Ap.18:8).
Amados, a graça de Jesus por meio de Seu sacrifício é o único argumento diante do Pai que nos salva e nos redime. Mas a mesma graça também nos lembra do porquê o Filho de Deus teve que descer até nós para cumprir o que a Seu respeito estava escrito. Ele “foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Is.53:5). E o que é a iniquidade, ou pecado? O apóstolo João também nos responde: “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). Portanto, todo aquele que aceita a graça maravilhosa e suficiente de Cristo Jesus, é conduzido pelo Espírito Santo a andar como Ele andou (1Pe.2:21). E serão estes que, como Daniel, recusarão os presentes corruptíveis de Babilônia e aguardarão o sublime e eterno presente: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10).
Nosso Pai amado, como caiu a antiga Babilônia, cremos que o Senhor também fará cair a última Babilônia! Queremos estar seguros em Ti, Senhor, pois Tu és o nosso refúgio. Escreve a Tua lei nas tábuas do nosso coração! Não queremos almejar mais nada desta terra, a não ser o sublime privilégio de andar Contigo, aguardando e apressando a nossa bendita redenção. Nós Te amamos, Senhor! Volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, santos dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#Daniel5 #RPSP
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“Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo” (v.2).
A narrativa deste capítulo é o testemunho de um rei pagão que se converteu após uma dramática experiência. Quando estava tranquilo em sua casa e feliz no seu palácio, Nabucodonosor teve outro sonho que o espantou (v.4-5). Mesmo após perceber a sabedoria e inteligência dez vezes superior de Daniel e seus amigos, a revelação de seu primeiro sonho por Daniel e de ter sido testemunha ocular do milagre na fornalha ardente, o coração do rei ainda estava acorrentado ao orgulho e às glórias desta terra. Não podia admitir que seus sábios novamente falhassem em atender às suas expectativas. Desta vez, ele lhes contou o sonho, mas o Senhor não permitiu que aqueles charlatães dessem uma falsa interpretação, de modo que, “Por fim” (v.8), Daniel foi levado à presença do rei e provou, pela terceira vez, que o Senhor é o único e verdadeiro Deus.
Comparado a uma árvore grande e frondosa, abrigo de aves e de “todos os seres viventes” (v.12), Nabucodonosor recebeu do Senhor o poder, a riqueza e a fama diante de todas as nações. Estava vivendo um período próspero e pacífico, de modo que ninguém e nenhum reino se lhe apresentava como algum tipo de ameaça. Essa tranquilidade, porém, tornou-se-lhe em laço, pois olhou para o seu reino como uma conquista pessoal e meritória. Ao ouvir o relato do sonho, Daniel “esteve atônito por algum tempo, e os seus pensamentos o turbavam” (v.19). Apesar de ter sido chamado pelo rei como última opção, o profeta nutria afeição e sincero respeito pelo tolo rei. Foi muito difícil para Daniel revelar a interpretação do sonho e pensar que o seu cumprimento poderia ser o fim da graça para Nabucodonosor.
Foi enquanto o rei proferia seu soberbo discurso, que o vigilante celeste declarou o juízo há um ano revelado. “No mesmo instante, se cumpriu a palavra sobre Nabucodonosor” (v.33). Sua deplorável condição, por sete anos, provou que Babilônia como qualquer das demais nações da Terra não eram mantidas pelas mãos de seus governantes, mas pelas mãos de Deus. Somente no final do tempo determinado, Nabucodonosor levantou “os olhos ao céu”, recuperada a sua sanidade mental, e “bendisse o Altíssimo” (v.34). Esta poderia ter sido uma história ocultada perante todos. Afinal, o grande e poderoso Nabucodonosor passou por um tempo de terrível humilhação. Mas o fato de ele mesmo relatar este episódio “a todos os povos, nações e homens de todas as línguas, que habitam em toda a Terra” (v.1), é uma prova segura e convincente da mudança efetuada em seu coração.
Sabem, amados, sete anos não são sete dias. Dadas as condições degradantes daquela experiência, foi muito amor envolvido. Deus não desistiu de Nabucodonosor, porque antes de ser um rei, ele era um filho pródigo que precisava cair em si. Mesmo em sua vulnerabilidade, Deus não permitiu que sofresse danos que colocassem em risco a sua vida. O Pai tem propósitos de salvação na vida de cada um de Seus filhos. Ninguém é visto por Ele como bastardo ou inútil. Se há uma fagulha de esperança, Ele não mede esforços até que O conheçamos pessoalmente. Nabucodonosor foi impactado pelo testemunho de Daniel e de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, mas ele precisava viver o seu próprio testemunho. Precisava da experiência de Jó: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:5).
E você? Já teve esta experiência? Pode não ter sido tão dramática, como passar sete anos vivendo como um animal, mas, certamente, por mais simples que seja a forma de nos alcançar, ela se torna o mais poderoso testemunho do amor de Deus pela raça caída. A justiça do Senhor requer de nós a confissão e o abandono do pecado e, a Sua misericórdia, que a nossa vida seja um reflexo do caráter de Cristo (v.27). A loucura do rei caldeu ilustra a loucura humana em permanecer longe de seu Criador. Deus deseja estabelecer um relacionamento tão íntimo conosco de modo que Sua voz nos seja audível. Era assim que Enoque andava com Deus. E será assim que os salvos vão reconhecer a voz do Senhor quando Ele voltar.
A experiência da conversão deve resultar em uma vida diária de comunhão com Deus. Cada dia é uma nova oportunidade de provar e ver que o Senhor é bom. Estude a Bíblia com humildade. Ore com sinceridade. E por onde você andar, todos saberão que você esteve com Deus.
Rei dos reis e Senhor dos senhores, nós Te louvamos e glorificamos, porque todas as Tuas obras são verdadeiras, e os Teus caminhos, justos, e podes humilhar aos que andam na soberba! Mas o Senhor não humilha os soberbos para condená-los, mas para salvá-los. Oh, Senhor, nosso coração é enganoso, orgulhoso e egoísta! Que possamos, a cada dia, erguer os nossos olhos ao céu, reconhecendo quão dependentes de Ti nós somos. Continua nos reavivando e falando conosco de forma pessoal através da Tua Palavra. Ensina-nos a andar Contigo como andou Enoque! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Daniel4 #RPSP
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“Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o Seu anjo e livrou os Seus servos, que confiaram nEle, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus” (v.28).
Entusiasmado com a ideia de que ocupava um lugar privilegiado no cenário profético, segundo o sonho que Daniel havia revelado a interpretação, Nabucodonosor encheu-se de orgulho e permitiu que a cabeça de ouro ofuscasse a sua experiência com “o Senhor dos reis” (Dn.2:47). Insatisfeito em ser apenas a cabeça, mandou fazer uma réplica da estátua de seu sonho toda de ouro, desafiando os propósitos divinos. O que ele não esperava era que, ali, “no campo de Dura” (v.1), não seria aquela magnificente imagem o centro das atenções.
Os seis instrumentos da banda de Babilônia estavam a postos para a apresentação que, ninguém imaginava, introduziria um dos maiores milagres de toda a história da humanidade. A música, como um meio de amortizar a consciência de todos, não intimidou nem fez diferença para aqueles fiéis que bem conheciam o verdadeiro canto do Senhor. Como a música teve um papel preponderante naquele episódio, não será diferente no desfecho de todas as coisas, quando o povo de Deus estiver diante de uma falsa adoração promovida pelos governantes da Terra. Sobre a influência da música na adoração, notem o que escreveu Jacques Doukhan: “Os antigos sabiam como usar a música para provocar uma experiência mística […] Hoje, graças à mídia, podemos testemunhar o efeito da música sobre as massas […] O fenômeno tem invadido até mesmo as comunidades religiosas […] Da mesma forma, na planície de Dura, os pregadores de Babel não perderam tempo com demonstrações intelectuais ou argumentos. A música é suficiente para desencadear a adoração” (Secrets of Daniel, p.48, 49). Que o Senhor nos conceda sabedoria para discernir o louvor que Lhe é aceitável.
Todas as autoridades estavam reunidas, os músicos aguardavam a ordem do arauto, porque, ao som dos seis instrumentos e “de toda sorte de música” (v.5), todos, sem exceção, deveriam prostrar-se e adorar a imagem “que o rei Nabucodonosor levantou” (v.5), ou, do contrário, seriam lançados, “no mesmo instante […], na fornalha de fogo ardente” (v.6). Então, ao som dos instrumentos, “se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado” (v.7).
Todavia, em meio àquele tapete humano, três homens, ainda no vigor da juventude, destoaram da multidão. Enquanto a música fez com que todos caíssem com o rosto em terra, eles permaneceram em pé fiéis a seus princípios. Enquanto o medo atravessava o coração da multidão, a confiança e o temor do Senhor sustentavam aqueles três arautos da verdade, que, mesmo sob terrível ameaça, não curvaram nem sequer a cabeça. Quanta fé! Admirável coragem! Virtudes que só podem ser alcançadas mediante uma vida de total entrega e dependência aos cuidados divinos. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego não desafiaram apenas a Nabucodonosor e todas as autoridades presentes ali, mas fizeram tremer Satanás e todas as suas hostes malignas.
Então, diante do maior monarca de toda a Terra, aqueles três jovens fizeram, o que todos pensavam ser, o seu último corajoso discurso: “Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. Se o nosso Deus, a Quem servimos, quer livrar-nos, Ele nos livrará da fornalha ardente e das tuas mãos, ó rei. Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” (v.16-18). Estas palavras foram o bastante para o rei ficar “transtornado” (v.19). Ele ficou tão confuso com tudo aquilo, que além de mandar aquecer a fornalha “mais do que se costumava” (v.19), ainda ordenou amarrar os corajosos adoradores do Deus vivo. E, atados com as próprias roupas (v.21), foram lançados nas chamas que imediatamente mataram seus algozes (v.22).
Diante de todo o mundo de sua época, inclusive de seus conterrâneos instáveis, Hananias, Misael e Azarias revelaram o verdadeiro ouro refinado: um caráter segundo o coração de Deus. Percebam a seguinte citação:
“Os três hebreus declararam a toda a nação babilônica sua fé nAquele a quem adoravam. Eles descansaram em Deus […] E de maneira maravilhosa sua fé no Deus vivo tinha sido honrada à vista de todos. A notícia de seu maravilhoso livramento fora levada a muitos países pelos representantes das diferentes nações que tinham sido convidados por Nabucodonosor para a dedicação. Mediante a fidelidade de Seus filhos, Deus fora glorificado em toda a Terra” (Profetas e Reis, CPB, p.512).
E da mesma boca de quem indagou: “E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (v.15), saiu a resposta: “Porque não há outro deus que possa livrar como Este” (v.29). Louvado seja o nome do Senhor! O inimigo pode enviar chamas ardentes na vida dos “servos do Deus Altíssimo” (v.26), mas “nem cheiro de fogo” (v.27) passará sobre eles. Ele pode querer nos amarrar salientando a nossa fragilidade, mas andaremos “soltos, passeando dentro do fogo” (v.25), porque conosco está o Filho do Deus Altíssimo, que de forma espantosa nos dá livramento.
Prestem bastante atenção, servos e servas do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: o tempo de prova sobremodo terrível, que antecede a segunda vinda do nosso Salvador, está prestes a eclodir. Assim como a palavra de Nabucodonosor “era urgente” (v.22), mais urgente tem sido a estratégia de Satanás em destruir o maior número de pessoas que ele puder. Mas a sua ira fatal é contra “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17), os quais perseguirá com decidido empenho. E para isso, a fornalha já está sendo aquecida. Em sua “grande cólera”, o inimigo se valerá das maiores autoridades mundiais para concretizar seus planos, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Contudo, para todo aquele que, à semelhança daqueles três jovens, perseverarem até o fim, a fornalha aquecida “sete vezes” (v.19) será a perfeita prova de que Deus possui servos fiéis ainda nos últimos dias, cumprindo-se, pois, o que está escrito:
“Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Estamos todos inseridos no grande conflito, cujo foco é: ADORAÇÃO. É tempo de darmos ouvidos à voz angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Percebam o que o Senhor revelou ao Seu último povo, amados:
“Como nos dias de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, no período final da história da Terra o Senhor operará poderosamente em favor dos que ficarem firmes pelo direito. Aquele que andou com os hebreus valorosos na fornalha ardente, estará com os Seus seguidores em qualquer lugar. Sua constante presença confortará e sustentará. Em meio do tempo de angústia — angústia como nunca houve desde que houve nação — Seus escolhidos ficarão firmes. Satanás com todas as forças do mal não pode destruir o mais fraco dos santos de Deus. Anjos magníficos em poder os protegerão, e em favor deles Jeová Se revelará como “Deus dos deuses” (Daniel 2:47), capaz de salvar perfeitamente os que nEle puseram a sua confiança” (Profetas e Reis, CPB, p. 261).
Deus Altíssimo, nós Te louvamos e bendizemos o Teu nome, porque só Tu és Deus, só Tu és capaz de livrar e salvar os Teus filhos! Pai, como aqueles três valorosos servos foram vencedores sobre a falsa adoração, e como Jesus venceu esta terceira tentação no deserto, queremos ser fiéis prestando adoração somente a Ti. Confiamos em Tua fiel promessa: “Quando passares pelas águas, Eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2). Coloca em nosso coração e em nossos lábios, um cântico de verdadeira adoração a Ti, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, purificados pelo fogo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Daniel3 #RPSP
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“Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão de noite; Daniel bendisse o Deus do céu” (v.19).
Era apenas o segundo ano de seu reinado, e Nabucodonosor já experimentava o apogeu de sua nação, uma superpotência do mundo antigo. Sua fama correu o mundo e os reis da Terra lhe eram submissos. De uma forma extraordinária, um reino antes considerado de pouca importância, conquistou “o poder, a força e a glória” (v.37). Quando o profeta Isaías, por exemplo, profetizou acerca de Babilônia, ainda era algo impensável para Israel que esta nação tomaria as rédeas do mundo em suas mãos. Babilônia, porém, tornou-se a capital da Terra e, Nabucodonosor, o rei que Deus levantou a fim de estabelecer o Seu juízo sobre os povos. A este mesmo rei, o Senhor revelou o futuro das nações até os “últimos dias” (v.28). Através da imagem gráfica de “uma grande estátua […] de extraordinário esplendor” (v.31), o Senhor mostrou ao rei a história da humanidade até ao tempo do fim.
Cercado de magos, encantadores e feiticeiros (v.2), considerados os sábios do reino, Nabucodonosor declarou a sua imposição e ameaça: “Uma coisa é certa: se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas serão feitas monturo” (v.5). No antigo Oriente os sonhos eram considerados previsões divinas e existiam pessoas dedicadas apenas a interpretá-los. Tanto é que, ainda hoje, no islamismo os sonhos são levados muito a sério, e muitos relatos correm o mundo sobre muçulmanos que têm se convertido ao cristianismo através de sonhos e visões; algo que tem crescido absurdamente nos últimos anos. Mas, ao contrário destes, o rei de Babilônia dá a entender que não lembrava de tudo em seu sonho, como escreveu Ellen White: “Nabucodonosor teve um sonho singular, pelo qual ‘seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o seu sono’. Mas embora a mente do rei estivesse profundamente impressionada, foi-lhe impossível, quando despertou, recordar as particularidades” (Profetas e Reis, CPB, p. 250). E, perturbado por sabê-lo e entendê-lo, tomou uma decisão tão firme quanto a de Daniel no capítulo anterior.
Já decidido a cometer um verdadeiro morticínio da classe dos sábios, o rei não esperava que dentre estes houvesse quem daria um fim ao seu desespero. Nabucodonosor sabia que seu sonho se tratava de uma revelação e a proposta de Daniel, de forma “avisada e prudentemente” (v.14), veio até ele como um fio de esperança. Unidos em oração, “Daniel e seus companheiros” pediram “misericórdia ao Deus do céu sobre este mistério” (v.18). “Então, foi revelado o mistério a Daniel numa visão da noite” (v.19), e, após uma oração de ação de graças proferida pelo profeta, este demonstrou compaixão ao pedir a Arioque que poupasse a vida dos “sábios da Babilônia” (v.24), pois que ele já tinha uma resposta favorável para apresentar ao rei.
A maneira como Daniel foi anunciado à presença do rei revela a poderosa lição de que Deus não está com a maioria, Deus está com os humildes de coração, ainda que sejam poucos ou apenas um. Enquanto Arioque disse, referindo-se a Daniel: “Achei um” (v.25), Daniel disse a Nabucodonosor: “há um Deus no céu” (v.28). Enquanto os sábios caldeus tentaram enganar o rei com “palavras mentirosas e perversas” (v.9) ostentando a sabedoria que não possuíam, Daniel revelou a humildade de um verdadeiro servo do Altíssimo: “E a mim foi revelado este mistério, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação se fizesse saber ao rei, e para que entendesses as cogitações da tua mente” (v.30).
Em apenas um capítulo da Bíblia, encontramos a revelação precisa sobre a história dos maiores impérios mundiais da Antiguidade e o futuro glorioso de “um reino que não será jamais destruído” (v.44). “A cabeça de fino ouro” (Babilônia), “o peito e os braços de prata” (Medo-Pérsia), “o ventre e os quadris, de bronze” (Grécia), “as pernas, de ferro, os pés, em parte, de ferro, em parte, de barro” (Roma), compõem a profecia que fielmente encontrou seu cumprimento na história mundial. Culminando nos tempos dos “artelhos dos pés” (v.42), ou seja, os países da Europa, que, tantas vezes tentaram unir forças “mediante casamento” (v.43), percebemos o perfeito cumprimento profético, posto que “o ferro não se mistura com o barro” (v.43).
O capítulo dois de Daniel exalta a fidelidade de Deus e Seu controle no curso da história, ainda que o homem tente usar seus próprios meios ignorando o que está escrito. Babilônia foi conquistada pelos medos e os persas; estes, foram conquistados pelos gregos; e os gregos foram derrotados por Roma. Vários casamentos foram feitos a fim de estabelecer uma aliança política entre as nações da Europa, mas todos fracassaram em seus propósitos. Provas inquestionáveis da veracidade das Escrituras e da sabedoria de “um Deus no céu, O qual revela os mistérios” (v.28) e faz saber aos Seus servos o que é importante para o fortalecimento da nossa fé e aperfeiçoamento de nosso relacionamento pessoal com Ele. Lembre-se de que Deus revelou tão grande mistério a um rei pagão, o qual veremos mais adiante, foi tremendamente provado até tornar-se como “fino ouro” (v.32).
Meus amados irmãos, estamos vivendo no desfecho de um sonho revelado há mais de dois mil e quinhentos anos! Estamos nos dedos dos pés! Estamos muito perto do tempo em que a pedra “cortada sem auxílio de mãos” (v.34) porá fim ao reino do príncipe deste mundo! Não serão guerras, não será uma arma nuclear, não serão pandemias, não será qualquer manifestação da natureza que acabará com este planeta em ebulição. Mas “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1Pe.2:7). E a pedra é Cristo (1Co.10:4)! Breve o reino de Cristo será estabelecido de uma vez por todas! Esta é uma mensagem que não deve ser calada. Uma profecia não somente informativa, mas salvífica. Em tempos de ameaça e perseguição, Daniel e seus amigos confiaram em Deus e o Senhor os honrou. Em meio à Babilônia atual, escolhamos servir a Deus e confiar em Sua provisão, e, certamente, Ele nos guardará até que venha o Seu reino eterno. Perseveremos, amados, pois logo estaremos em casa!
“Seja bendito o nome de Deus, de eternidade a eternidade, porque dEle é a sabedoria e o poder; é Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; Ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com Ele mora a luz. A Ti, ó Deus de meus pais, eu Te rendo graças e Te louvo” (v.20-23)! Deus de Daniel, sê também o Deus de nossa vida, guiando-nos em humildade, mansidão e sabedoria pelo poder do Teu Espírito! Neste capítulo também vemos a vitória sobre a presunção e o orgulho, pois que Daniel foi humilde, dando um prelúdio da vitória de Cristo sobre a segunda tentação no deserto. Retira de nós toda presunção e orgulho, Pai, e faz-nos cada vez mais semelhantes a Teu Filho! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos do reino que não terá fim!
Rosana Garcia Barros
#Daniel2 #RPSP
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“Resolveu Daniel, firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; então, pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não contaminar-se” (v.8).
Na primeira deportação dos exilados de Jerusalém para Babilônia, no terceiro ano “do reinado de Jeoaquim, rei de Judá” (v.1), estavam quatro jovens cujos princípios eram firmes e de fé inegociável. “Daniel, Hananias, Misael e Azarias” (v.6), deixaram nos registros da história a prova de que é sim possível permanecer fiel em meio à infidelidade. Levados para uma terra estranha e de cultura pagã, aqueles jovens de linhagem nobre foram apresentados à corte babilônica e aos seus mais diversos e estonteantes entretenimentos.
Estima-se que Daniel tenha pisado em solo babilônico entre os seus quatorze e dezesseis anos de idade. Como entender, pois, a firmeza de caráter de Daniel e de seus amigos, e sua fidelidade aos princípios estabelecidos por Deus? A resposta está na educação do lar. No capítulo 2, verso 23 temos uma inferência quanto a seus pais. Certamente, esses jovens foram instruídos com zelo e ensinados na admoestação do Senhor. Sobre essa fundamental e importantíssima informação, escreveu Ellen White:
“Daniel e seus companheiros tinham sido educados por seus pais nos hábitos da estrita temperança. Tinham sido ensinados que Deus lhes pediria contas de suas faculdades, e que jamais deveriam diminuí-las ou enfraquecê-las. Esta educação fora para Daniel e seus companheiros o meio de sua preservação entre as desmoralizantes influências da corte de Babilônia” (Profetas e Reis, CPB, p.244).
Daniel e seus amigos foram, portanto, frutos de lares cristãos em harmonia com as orientações divinas. Diante de uma mesa farta das “finas iguarias do rei” (v.8) e da realidade de que tinham a chance de, pela primeira vez, experimentar a “liberdade” de comer e fazer tudo aquilo que seus zelosos pais os haviam ensinado a rejeitar, a atitude desses jovens foi surpreendente e tornou-se um dos maiores testemunhos de fidelidade das Escrituras. Experimentados com a ração do Éden (Gn.1:29), aqueles jovens que já eram “sem nenhum defeito, de boa aparência, instruídos em toda a sabedoria, doutos em ciência” e “versados no conhecimento” (v.4), adquiriram melhor aparência e maior força “do que todos os jovens que comiam das finas iguarias do rei” (v.15).
Após o período estabelecido por Nabucodonosor, os quatro valorosos rapazes foram levados à sua presença (v.18). E Deus os capacitou de uma sabedoria e inteligência tão avançadas, que o rei “os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino” (v.20), e o Senhor deu a Daniel “inteligência de todas as visões e sonhos” (v.17). Ou seja, Deus está disposto a derramar torrentes de sabedoria e de inteligência sobre os Seus filhos. Contudo, há um caminho a se percorrer. O mundo é guiado por Satanás a pensar da mesma forma que pensou o chefe dos eunucos: “por que, pois, veria ele o vosso rosto mais abatido do que o dos outros jovens da vossa idade?” (v.10). E deixamos de experimentar o pleno vigor de um corpo saudável e de uma mente mais clara e lúcida como resultado de uma dieta suficientemente completa.
O “garçom” maligno deseja destruir a sua vida e a vida de sua família, assim como iniciou sua obra no Éden. O “cardápio” de Satanás pode até parecer mais atrativo, mas, na realidade, não passa de um “prontuário” de enfermidades. Hoje, a maior desgraça de uma vida intemperante e de um lar desestruturado tem sido a destruição da mente humana. Através de um apetite desregrado e artificialmente estimulado, e de um estilo de vida desprovido de hábitos saudáveis, a mente é sobrecarregada e prejudicado o equilíbrio químico necessário para o seu bom funcionamento. E este declínio mental tem causado danos de maiores proporções, formando uma nova geração de pessoas mentalmente doentes. É certo que nem todas as causas advém de uma vida desregrada, mas escolher viver um estilo de vida que glorifique a Deus pode ajudar, e muito, no processo de superação até mesmo de traumas.
Talvez você não tenha recebido uma educação cristã como aqueles jovens hebreus. Talvez você ainda precise experimentar um real relacionamento com o Senhor. Não se preocupe! Vá a Jesus, agora! Peça a Ele que mude a sua história. Acredite, Ele é especialista nisso. Há dez anos, eu permiti que o Espírito Santo iniciasse uma obra especial em minha vida e o testemunho de Daniel foi o que me fortaleceu a dar os primeiros passos em direção ao centro da vontade de Deus. Desde então, tenho experimentado as bênçãos diárias das fiéis promessas divinas. Ainda surgem covas de leões, e fornalhas são acesas, mas a certeza de que Jesus está comigo é inquestionável.
Por experiência própria, amados, decidir, “firmemente, não contaminar-se com as finas iguarias” (v.8) do príncipe deste mundo não é tarefa fácil, mas, sem dúvida, é a escolha mais sábia a ser feita, e, garanto a vocês, a mais feliz. Por nós mesmos não temos forças para conseguir, mas se confiarmos no poder de Deus, Ele nos dará a vitória.
Senhor, nosso Deus, da mesma forma que Daniel foi perseverante, buscou a santificação, foi obediente à Tua Palavra e confiou em Ti, imprime em nós “a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus “ (Ap.14:12). Como Daniel e seus amigos, e Jesus, foram vitoriosos na tentação do apetite, ajuda-nos a vencer pelo Teu poder. Necessitamos compreender a real importância da mensagem de saúde para os nossos dias. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Daniel1 #RPSP
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“[…] e o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor Está Ali” (v.35).
A Bíblia não diz quanto tempo durou esta última visão de Ezequiel, mas nas entrelinhas de sua riqueza de detalhes, podemos perceber que se tratou de um tempo considerável. Além do momento da visão, certamente o profeta teve de dedicar um outro para deixá-la registrada. Incrível a capacidade que o Senhor concedia aos Seus servos de memorizar cada palavra a ponto de escrevê-las uma por uma. O livro de Ezequiel começou com uma visão do Senhor em Seu trono e termina com uma visão do Senhor em Sua cidade. O chamado inicial do profeta consistia em admoestar um povo impenitente, e sua última missão, a de levar este mesmo povo a olhar para o santuário e perceber o zelo e amor de um Deus que desejava habitar no meio deles.
Vivemos no século da pressa. A celeridade em todos os aspectos é considerada fator determinante. É uma geração que não suporta a espera ou a frustração. Tudo tem de acontecer em tempo recorde e da forma prevista. No trânsito, no trabalho, na escola, tudo parece seguir um compasso acelerado e, quanto mais objetivo e prático, melhor é o método. Leitura contemplativa? Não! Tem de ser leitura dinâmica. Esperar em filas? Que nada! Com um clique na internet eu resolvo tudo. E nesse ritmo que avança em medida quase que enlouquecedora, com meios cuja promessa é de otimizar o nosso tempo, a impressão que dá é que nunca na história deste mundo o período de 24 horas foi tão curto.
O ministério de Ezequiel incluiu a realidade de ter de lidar com a apostasia de seu próprio povo, de ser admirado, mas não levado a sério, e da morte de sua amada esposa. Foi uma verdadeira escola de paciência, perseverança e domínio próprio. Três virtudes quase perdidas neste século acelerado. Com a mente entorpecida pelas distrações na velocidade de um clique, milhares conhecem as últimas tendências da moda, as séries mais famosas, os jogos mais recentes, as celebridades mais populares, os lugares mais badalados, mas o máximo que conhecem sobre Deus e Sua Palavra se resume a uma hora de alguma novela com enredo supostamente bíblico e nenhuma de diligente estudo da Bíblia.
E enquanto continuamos achando que os recursos tecnológicos nos favorecem o tempo, o nosso tempo com Deus, a preciosa comunhão pessoal, é trocado por uma “espiada” nas redes sociais, que facilmente se transforma em uma hora; tempo que deveria ser empregado em cuidadoso preparo para o retorno do Senhor. Oh, amados, Deus já preparou a nossa porção em Sua santa cidade! O que é este mundo e o que nele há que possa ser comparado a morar no lugar em que Deus habita? Até quando continuaremos nos enganando a nós mesmos perdendo o nosso tempo aqui com o que é secular e sentenciado à destruição?
“Oh! Que geração! Considerai vós a Palavra do Senhor” (Jr.2:31)! Na cidade onde o Senhor estará não entrará nada impuro ou contaminado. E que terríveis têm sido os resultados na vida daqueles que tanto “correm” para trás. Pensam estar avançando enquanto estão involuindo em alta velocidade. Quando as fronteiras de muitas nações se fecham para a entrada de estrangeiros, o Senhor nos convida a morar no lugar cujas portas dos quatro lados estão abertas para receber a todos quantos queiram entrar e ali viver por um tempo que se chama eternidade.
Há um país preparado para todos aqueles que decidiram firmemente pelo “assim diz o Senhor” ainda que andando sempre à sombra da expectativa humana; que, iluminados os olhos da fé, aguardam com paciência, perseverança e domínio próprio, a cidade em que “o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap.22:5). É tempo de sincera comunhão e santa consagração! Entregue-se por completo aos cuidados do Espírito Santo e Ele tornará a sua existência mortal e corruptível em imortal e incorruptível. Em nome de Jesus, “hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15)!
Pai de amor, nós Te agradecemos pelo estudo de mais um livro das Escrituras! Quantas lições aprendemos com o ministério de Ezequiel e que precisamos colocar em prática em nossa vida! Dá-nos Teu Espírito, Senhor, para que nossa vida corresponda à Sua boa obra em nós. Abençoa cada mãe com amor, fé, santificação e sabedoria! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, cidadãos da pátria superior!
Feliz dia das mães a todas as mamães reavivadas!
Rosana Garcia Barros
#Ezequiel48 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100