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“A soberba de Israel, abertamente, o acusa; todavia, não voltam para o Senhor, seu Deus, nem O buscam em tudo isto” (v.10).
A iniquidade dos regentes de Israel levou todo o povo à prática de abominações e descaso para com Deus e Sua Palavra. Disposto a mudar-lhes a sorte, o Senhor desejava restaurar os filhos do Seu povo e trazê-los de volta ao Seu aprisco. Contudo, rejeitaram o chamado do Altíssimo e dEle fugiram (v.13). A negativa partia do princípio de que ninguém havia que invocasse ao Senhor (v.7). Ninguém havia que O buscasse ou desejasse estar em Sua presença. A situação deles era cômoda e, em meio à apostasia, ocupavam o coração com as efêmeras alegrias deste mundo, enquanto se orgulhavam em fazer parte da nação eleita.
No capítulo vinte e três do livro de Mateus, Jesus proferiu severas advertências contra os líderes da época. E a primeira delas exemplifica bem a situação de Israel: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!” (Mt.23:13). Ao invés de serem instrumentos de salvação, suas vidas tornaram-se uma barreira impedindo que muitos conhecessem, de fato, a Deus. A ostentação e o orgulho tornaram os líderes do povo uma espécie de padrão inalcançável. Colocando-se acima de tudo e de todos, abandonaram a essência da liderança: a humildade. E, tomados de um espírito soberbo, rejeitaram o único Mestre: “Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos” (Mt.23:8).
A primeira vez que os discípulos de Jesus foram chamados de cristãos se deu em Antioquia, após a dispersão “por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão” (At.11:19). Ali, e nas cidades circunvizinhas, o evangelho foi pregado com inteireza de coração, pois “a mão do Senhor estava com eles” (At.11:21). Era isso que Deus esperava do antigo Israel e é isso que Ele espera do Seu Israel atual. O Senhor não leva em conta apenas a aparência de santidade, mas em sermos dEle “em espírito e em verdade” (Jo.4:24). Ele não deseja ouvir os “uivos” (v.14) de Esaú (Hb.12:17), mas o clamor de Jacó (Gn.32:26), de corações que reconhecem a sua real condição: inteiramente dependentes da graça de Jesus Cristo.
Sobre a obra do Espírito Santo na vida dos fiéis servos de Cristo, Ellen White escreveu:
“Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a luz do Céu. Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes de cima. A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.122).
A verdade é esta, amados: diante de Deus, não há distinção entre líderes e liderados, a não ser que aqueles possuam uma maior responsabilidade. Somos todos irmãos e filhos do mesmo Pai (Mt.23:9). Todos carecemos da mesma graça, da mesma misericórdia e do mesmo Mediador, Jesus Cristo (1Tm.2:5). Ele mesmo nos deixou exemplo, quando, sendo Senhor, Se humilhou à condição de servo (Jo.13:14). Portanto, liderar não é mostrar serviço, mas servir para mostrar Jesus. E isso só acontece quando estamos sob a liderança do Espírito de Deus. Portanto, oremos com fervoroso esforço a fim de que o Espírito Santo lidere a minha e a sua vida. Então, sucederá que se cumprirá em nós a letra da canção: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (“Pegadas”, Novo Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 390).
Querido Pai que habita nos Céus, O reconhecemos como Senhor de nossa vida e clamamos para que sejamos Teus cooperadores na obra final da pregação do evangelho eterno. Mas para que isso seja possível, necessitamos do poder do Espírito Santo! Sabemos que bem mais do que possamos desejar receber, o Senhor deseja nos dar o dom do Teu Espírito. Que sejamos Tuas testemunhas, por Tua graça e misericórdia! Cobre-nos com o manto da Tua justiça para que não seja vista a vergonha da nossa nudez, e sim os Teus méritos, nosso Senhor! Imprime em nós o caráter de Cristo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, liderados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Oseias7 #RPSP
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“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (v.3).
Proferidas de lábios que manifestem o que sai de um coração sinceramente convertido, as palavras do verso acima expressam um dos mais belos resumos da esperança em Cristo Jesus. Tais palavras, no entanto, foram ditas por um povo cujo amor era “como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa” (v.4). Não havia solidez e nem entrega. Apenas uma adoração vazia na tentativa de angariar as bênçãos de Deus. Havia uma aparente piedade, destituída da real e urgente necessidade de arrependimento e confissão. Enquanto não reconhecessem sua culpa, continuariam a manifestar a sua morna atuação.
Julgando ter encontrado um bom motivo para acusar os discípulos, alguns fariseus e escribas questionaram a Jesus: “Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos, quando comem” (Mt.15:2). A resposta de Jesus revelou o que somente Ele pode ver: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8). Enquanto aqueles homens se preocupavam com a purificação exterior, negligenciavam o que de fato os manteria limpos. Esta também foi a mensagem dada por Oseias a Israel. Enquanto não buscassem purificar-se de seus pecados, continuariam contaminados pela prática de abominações.
Uma mensagem semelhante foi dirigida à última igreja: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). Apontada como uma igreja morna, a ponto de causar náuseas no Senhor (Ap.3:16), Laodiceia é o fiel retrato de uma geração de crentes estagnados em sua confortável condição “equilibrada”. Detentores de uma suposta santidade regada à arrogância e presunção, não aceitam o confronto do Espírito com seus pecados, de forma que ignoram Seus apelos. A voz da profecia continua ecoando através das Escrituras em um chamado constante e urgente. A voz do Senhor nos diz que os recursos divinos ainda estão disponíveis: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:18).
Deus está preparando um povo que, pela pureza do coração e caráter santo, revelará ao mundo os resultados irresistíveis do genuíno amor. Uma nação de homens e mulheres que está sempre a olhar para cima à vista de um Salvador pessoal que os eleve cada vez mais perto da condição de cidadãos do reino dos céus: “O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; o que, a seus olhos, tem por desprezível o réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; o que jura com dano próprio e não se retrata; o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado” (Sl.15:2-5).
Precisamos nos despir, amados, de tudo o que esteja maculando a nossa vida. Pois enquanto Jesus purifica o santuário do Céu, deve haver um processo de purificação sendo realizado em nós. Ou “acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co.6:19). O selo do Deus vivo (Ap.7:3) só será colocado sobre o “que é limpo de mãos e puro de coração” (Sl.24:4). Como o profeta viu “uma coisa horrenda na casa de Israel” (v.10), os olhos do Senhor estão sobre a Sua igreja sacudindo-a e purificando-a de toda a palha e joio. Oxalá façamos parte do precioso trigo, que mesmo sacudido em um processo doloroso e exaustivo, permanecerá “firme pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (EGW, Educação, p.57).
Senhor Deus, ilumina a nossa mente com a luz da Tua Palavra. O tempo que está bem diante de nós e que já dá sinais de que se aproxima, nos exigirá uma fé e coragem inabaláveis. Mas o Senhor prometeu cuidar de nós se tão somente confiarmos em Ti. Socorre-nos em nossa fraqueza e transforma o nosso caráter à semelhança do Teu. Estamos cansados, Pai! Cansados deste mundo, de nós mesmos e do pecado que constantemente nos assedia. A que hora estamos da noite? Oh, Pai, faze raiar a Tua manhã gloriosa! Vem logo nos buscar! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, purificados pelo Espírito!
Rosana Garcia Barros
#Oseias6 #RPSP
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“O seu proceder não lhes permite voltar para o seu Deus, porque um espírito de prostituição está no meio deles, e não conhecem ao Senhor” (v.4).
Uma dura repreensão foi dirigida aos sacerdotes e líderes do povo. Sobre estes pesava a grande responsabilidade de liderar a nação sob o governo divino. Contudo, desconsiderando os princípios exigidos pela Lei, se afundaram na “prática de excessos” (v.2), através de uma liderança permissiva e licenciosa. Começando pelos sacerdotes, príncipes e principais autoridades do povo, o Senhor derramaria o Seu juízo: “Eu castigarei a todos eles” (v.2). Todos haviam se corrompido de tal maneira que a sua conduta havia criado uma barreira entre eles e Deus, “porque um espírito de prostituição” estava “no meio deles, e não” conheciam “ao Senhor” (v.4).
Um sentimento de grandeza e superioridade agia em direta oposição à santidade e simplicidade que deveriam manifestar. Israel tornou-se uma nação arrogante, tomando para si os louros da verdade que eles mesmos desprezavam e desconheciam. Enquanto menosprezavam as demais nações, adotavam seus costumes pagãos e tomavam para si mulheres estrangeiras que geravam “filhos bastardos” (v.7), filhos que não eram instruídos na Palavra do Senhor, e sim conforme a idolatria de sua família materna. O toque da trombeta era um claro aviso de que o “dia do castigo” (v.9) viria e, “porque foi do seu agrado andar após a vaidade” (v.11), não haveria livramento (v.14).
Escrevendo acerca do sofrimento na vida do cristão, Pedro deixou registrada a ordem dos fatores na aplicação do juízo divino: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17). Ao apóstolo João também foi dada semelhante revelação: “Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de Deus, o seu altar e os que nele adoram” (Ap.11:1). Até mesmo os sofrimentos que resultavam dos juízos aplicados a Israel eram oportunidades de conversão aos impenitentes: “até que se reconheçam culpados e busquem a Minha face” (v.15). Essa conversão deveria partir do maior para o menor. Se os líderes da nação não experimentassem genuíno arrependimento e confissão, sua influência continuaria a ser uma pedra de tropeço para seus liderados.
Na primeira pregação de Cristo, encontramos o toque de trombeta que deve nos despertar a cada dia: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). Esta é uma mensagem dirigida a todos nós, pastores e leigos. Quantos ministros, guiados pela soberba, têm hoje se dirigido “com os seus rebanhos […] à procura do Senhor, porém não O acharão” porque o Senhor “Se retirou deles” (v.6). Eles “não conhecem ao Senhor” (v.4), embora professem conhecê-Lo. E uma terrível lacuna tem se interposto entre Deus e o Seu povo devido à má gestão de líderes que ainda não passaram pela escola de Cristo. Ainda não foram até Ele para aprender de Sua humildade e mansidão (Mt.11:28-30), carregando sobre si o pesado fardo da vaidade de apresentar perante todos o relatório de seu “sucesso” ministerial.
Meus amados irmãos e amados pastores, “ouvi isto”, “escutai” e “dai ouvidos” (v.1), pois o Senhor, nosso Deus, nos tornou “conhecido o que se cumprirá” (v.9). Não somos ignorantes quanto às profecias do tempo do fim. E se “Israel está contaminado” (v.3); se como Israel espiritual de Deus temos procedido de maneira a repelir a presença do Senhor, é tempo de arrependimento e contrição; é tempo de confessarmos os nossos pecados e buscarmos um verdadeiro reavivamento do Espírito. Só conseguiremos suportar os eventos finais que diante de nós estão se, hoje, como Cristo, subirmos ao Getsêmani da comunhão (Mt.26:36). Portanto, todos, ministros do evangelho e membros, despertai enquanto há graça, “porque o Dia do Senhor vem, já está próximo” (Jl.2:1).
Santo Deus, desperta-nos e nos une a Ti pelos laços de Teu amor incomparável! Enche-nos do Teu Espírito até que não reste mais nada de nós! Liberta-nos das prostituições deste mundo! Faz-nos limpos de mãos e puros de coração, por Teu poder e graça! Queremos andar Contigo. Que nossos pensamentos estejam a cada momento voltados para Ti. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, Israel de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Oseias5 #RPSP
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“O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque, tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também Eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de Mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também Eu Me esquecerei de teus filhos” (v.6).
O relacionamento entre Oseias e Gômer tornou-se um símbolo do que Deus desejava realizar no meio do Seu povo. O procedimento do profeta em receber de volta sua esposa e preservá-la em um tempo de purificação de sua prostituição era exatamente o que o Senhor desejava operar na nação apóstata. A verdade, o amor e o conhecimento de Deus foram apresentados como inexistentes em Israel, “porque ao Senhor deixaram de adorar” (v.10). A verdade representa a liberdade que há no relacionamento com Deus. “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). O amor é símbolo de uma aliança eterna: “Com amor eterno Eu te amei” (Jr.31:3). E o conhecimento de Deus é a intimidade que nos aproxima dEle e que nos faz desejar prosseguir em conhecê-Lo cada vez mais, ansiando por Sua vinda (Os.6:3).
Foi dentro do contexto de líderes e liderados destituídos desta tríplice comunhão, que Deus levantou Oseias com uma mensagem muito clara e direta. Os sacerdotes viviam uma espécie de sacerdócio de fachada. Sua função ainda era mantida, mas haviam perdido o respeito do povo que os acusava, mas que também refletia a insensatez da liderança. E nessa troca de ofensas e acusações, seus corações estavam tão distantes do Senhor e de Sua Palavra, que pela sensualidade e pela prostituição espiritual e física, “abandonaram o seu Deus” (v.12). Enganados por “um espírito de prostituição” (v.12), deixaram de ouvir o Espírito Santo, que é Quem dá o entendimento, e “o povo que não tem entendimento corre para a sua perdição” (v.14).
A ausência do conhecimento que resulta em corrupção e destruição não se trata do conhecimento intelectual apenas. Nunca houve um tempo de tanto esclarecimento bíblico como o que vivemos hoje. Com as facilidades da tecnologia, estamos a um “clique” de um vasto leque de informações, e nossa igreja vai além, com inúmeros materiais de conteúdos riquíssimos. Mas nem tudo isso junto é capaz de preencher o vazio da alma se não compreendermos o real objetivo de examinarmos as Escrituras: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Se não buscarmos o conhecimento da Bíblia a fim de conhecermos a Deus e Seu caráter na pessoa de Jesus Cristo, então o nosso conhecimento é vão e não menos insignificante quanto o de Satanás, que também conhece bem as Escrituras (Mt.4:6).
Deus desejava comungar uma amizade genuína com os sacerdotes e com o povo, e isto implicava viver a verdade presente através de um conhecimento prático. Mas eles rejeitaram o conhecimento. Ou seja, sabiam o que deviam fazer, mas não faziam. E essa negligência implicaria em consequências inevitáveis sobre a sua descendência (v.6). Seus filhos sofreriam não porque pagariam pelos pecados de seus pais, e sim porque seriam frutos de lares nominalmente religiosos, mas fatalmente apostatados. Será que o “pedaço de madeira” e “a vara” (v.12) não mudaram apenas de cenário, e prosseguimos hoje consultando o que nos é conveniente e não o que sabemos ser a vontade de Deus? Creio que Satanás tem dado risadas de um povo que julga ter tudo o que precisa (Ap.3:17), mas que não passa de escravo da própria razão pervertida.
Mas a realidade da igreja hoje não deveria ser uma surpresa para nós e nem deveria nos causar espanto. Através de Sua Palavra, o Senhor já havia nos advertido quanto ao que aconteceria no tempo do fim. Ou nos apegamos à Palavra de Deus com genuíno interesse em conhecer a Sua vontade; ou nos entregamos à oração como quem caminha com um amigo; ou permitimos que o Espírito Santo opere em nós o que mais necessitamos, que é um reavivamento e reforma, ou seremos facilmente enredados pelos enganos desses últimos dias, que inclui os enganos sutis de Satanás sendo pregados até mesmo dos púlpitos de nossas igrejas por líderes que não conhecem a Deus, mas que bem conhecem as melhores técnicas de oratória e convencimento. Notem bem a seguinte advertência: “Muitos se levantarão em nossos púlpitos tendo nas mãos a tocha da falsa profecia, acesa na infernal tocha de Satanás” (EGW, Testemunhos Para Ministros, CPB, p.409).
Temos todo o conhecimento necessário para este tempo do fim. Mas será que isso basta, amados? Para quê uma mensagem de saúde, um apelo claro para que as famílias com crianças busquem uma vida simples no campo e se envolvam no trabalho missionário ou que os pais assumam suas funções na educação do lar, se nossa vida não reflete nenhuma dessas mensagens? Somos detentores de uma verdade presente repleta de orientações práticas, enquanto o “que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar” (v.2). Muitos têm acusado seus líderes, mas a realidade é que “como é o povo, assim é o sacerdote” (v.9). Eis aqui uma serva de Deus que deseja ardentemente viver tudo o que o Senhor nos deixou revelado como sendo Sua vontade para o Seu povo nos últimos dias. Mas aqui também está quem enfrenta uma grande luta diária para caminhar nesse sentido.
Não é uma jornada fácil, meus irmãos! Então, lutemos juntos em oração até que o Senhor nos abençoe! Também não são palavras fáceis de se falar, visto que nunca foi o objetivo deste ministério causar nenhum tipo de polêmica. Muito pelo contrário. O meu coração anseia que todos nós possamos viver a vontade do Senhor em meio a uma terra que “está de luto” (v.3), assim como viveram os patriarcas, “confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a Terra” (Hb.11:13). Há um propósito glorioso e grandioso por trás de manter uma vida saudável, simples e tranquila. Mas tudo isso deve ser buscado mediante muita oração e comunhão, pois o inimigo sempre se levanta para atacar aqueles que resolvem firmemente fazer a vontade de Deus. Portanto, o convite do Senhor para nós a cada dia é o mesmo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Em aceitá-lo, está a nossa segurança e o caminho do verdadeiro conhecimento.
Querido Pai Celestial, nós Te louvamos porque o Senhor repreende e disciplina a quantos ama! E se as advertências deste livro foram preservadas através dos tempos e chegaram até nós hoje, é porque necessitamos dar ouvidos a elas, de forma que o Teu Espírito possa alcançar o nosso coração de pedra e substituí-lo por um coração de carne que não endureça diante da repreensão, mas que seja modelável à mansidão e humildade de Cristo. Sê com os pastores e líderes da Tua igreja, Senhor! Reaviva-os por Tua Palavra e conduze-os com Teu Espírito a fim de que eles sejam instrumentos Teus para conduzir Teu povo na obra final da pregação do evangelho. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Oseias4 #RPSP
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“Depois, tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao Senhor, seu Deus, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do Senhor e da Sua bondade” (v.5).
Como alguém cuja vida era não mais do que um objeto descartável aos olhos daquela sociedade, Gômer estava sob o olhar de amor do Senhor e de seu fiel marido. Desvalorizada, humilhada e sendo indigna de qualquer ato de bondade, aquela mulher experimentou o poder da graça de uma maneira que jamais imaginou. De uma adúltera em situação vexatória a uma mulher comprada pelo preço do amor incondicional. Oseias tomou para Si a vergonha de sua esposa ao se expor em recebê-la de volta a despeito de sua infidelidade. Temos aqui um maravilhoso símbolo da história de nossa redenção.
Como pecadores e adúlteros, fazemos parte de uma raça caída cuja justiça não passa de “trapo da imundícia” (Is.64:6). Expostos ao vexame diante do Universo pelo grande acusador, que nos “acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap.12:10), nossa condição não é menos constrangedora do que a da esposa do profeta, pois os nossos pecados fazem separação entre nós e o nosso Deus (Is.59:2). Em nossa facilidade e, até especialidade, de identificar a falta alheia, muitas vezes perdemos a oportunidade e o privilégio de sermos alcançados e transformados pelo objetivo principal das Escrituras: nos salvar de nós mesmos.
Assim como Gômer não esperava aquela atitude de Oseias e muito menos se tornar um símbolo do que Deus deseja fazer por Seu povo, talvez estejamos enfrentando uma fase tão ruim da vida a ponto de pensarmos que não somos dignos do amor de Deus. E, na verdade, não somos. Mas o que o profeta fez por sua esposa, Cristo escolheu fazer por nós. Não com “quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada” (v.2), mas com o valor incalculável de Sua própria vida. Como Oseias se expôs ao vexame de receber de volta uma adúltera, Cristo Se “fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co.5:21).
Todos nós temos enfrentado dias muito difíceis, e muitos têm surgido mundo afora tentando explicar tudo o que está acontecendo através de teorias, documentos e apresentação de fatos históricos. Apesar da veracidade de muitas coisas e do fato de que tantas outras não passam de fábulas humanas, o propósito principal e o que deveríamos estar buscando tem sido perdido de vista: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (Is.55:6). O preço já foi pago. O resgate já foi efetuado. Semelhante a Gômer, temos enfrentado um tempo de espera de “muitos dias” (v.3). Até lá, o que Cristo espera de nós é que O aguardemos sendo purificados “por meio da lavagem de água pela Palavra” (Ef.5:26).
O nosso tempo de espera corresponde ao tempo em que o Senhor espera por nós, como nas palavras do profeta: “assim também eu esperarei por ti” (v.3). Imagino Oseias se aproximando de Gômer, tomando-a nos braços, e sentindo o seu corpo tremer numa mistura de vergonha e profunda gratidão pela bondade imerecida. Assim também, “nos últimos dias”, os remidos de Deus, aqueles que reconhecem a sua condição indigna e a sua completa dependência dos méritos do Salvador, “tremendo, Se aproximarão do Senhor e da Sua bondade” (v.5). Um capítulo bem pequeno, mas com um conteúdo que nem a eternidade conseguirá esgotar. Oh! Precioso amor incondicional!
Ajuda-nos, Pai amoroso! Reconhecemos o alto preço que Jesus pagou por causa da nossa condição vergonhosa e queremos esperar por Ti como “filhos da obediência” (1Pe.1:14). Nesses dias finais, nos aproximamos de Ti e da Tua bondade com temor e tremor. Enche-nos do Teu Espírito para que possamos Te buscar e Te adorar “em espírito e em verdade” (Jo.4:23). Enquanto O esperamos, fortalece a nossa fé para que mais do que as acusações do Maligno, sejam as Tuas misericórdias a nos declarar: “Não temas, porque Eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és Meu” (Is.43:1). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos amados do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Oseias3 #RPSP
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“Desposar-te-ei Comigo para sempre; desposar-te-ei Comigo em justiça, e em juízo, e em benignidade, e em misericórdias” (v.19).
Sempre ouvi o ditado que diz: “Quem casa, quer casa”. Senti isso na pele quando meu marido e eu nos casamos e fomos para o nosso primeiro apartamento. Era pequeno, mas era um lugar para chamar de nosso lar. Porém, acima do lugar está quem o ocupa, e descobrimos que muito além de uma casa, quem casa quer amor, respeito, cumplicidade, fidelidade e tudo o mais que é necessário para uma vida a dois feliz e realizada.
Israel rompeu com a aliança do Senhor. Ainda permanecia em casa, realizando “todas as suas solenidades” (v.11), e, ao mesmo tempo, portando-se como uma mulher adúltera. Vivia uma santidade forjada e usava tudo o que tinha como formas de culto aos baalins. Deus não queria o Seu povo simplesmente como uma boa “dona de casa”, mas como uma esposa fiel e digna de louvor (Pv.31:28).
Comparando o louvor da mulher virtuosa com o texto de hoje, percebi que o contraste entre a mulher virtuosa e a infiel encontra-se exatamente nas “cláusulas” apresentadas pelo Senhor em Seu contrato de casamento. O casamento deve ser:
“Para sempre” (v.19);
Justo;
Benigno;
Repleto de misericórdia;
Enquanto os filhos de Israel se ataviavam com adornos e joias para adorar outros deuses, a única coisa que o Senhor desejava ver neles era as virtudes do Espírito Santo (Gl.5:22 e 23), que valem mais do que muitas joias (Pv.31:10). Enquanto usavam a lã e o linho, “que lhe deviam cobrir a nudez” (v.9), para fins egoístas e idólatras, o Senhor desejava vesti-los “de lã escarlate […] de linho fino e púrpura” (Pv.31:21 e 22). Enquanto transformavam “a prata e o ouro” (v.8) em objetos de culto pagão, Deus esperava que abrissem a “mão ao aflito” e socorressem ao necessitado (Pv.31:20).
Como um marido que dá a vida por sua mulher, o Senhor declarou a Israel o Seu amor incondicional e eterno. O deserto não seria uma vingança, mas uma forma de trazer de volta a amada de Sua alma e levá-la para “repousar em segurança” (v.18). O mesmo amor foi declarado ao mundo, quando Jesus deu a Sua vida em nosso favor. A maior aliança já feita entre Deus e os homens constituiu no sacrifício de Seu Filho amado, e, ainda assim, somos tão egoístas que preenchemos o nosso coração com os entulhos de pecados que nos fazem esquecer-nos do Senhor, que nos “amou de tal maneira” (Jo.3:16).
Que possamos permitir que Deus torne o nosso coração uma terra fértil e que as virtudes do Espírito Santo sejam nele cultivadas, para que muito em breve, ouçamos Jesus nos ares a nos dizer: “Tu és o Meu povo”, e possamos Lhe responder: “Tu és o meu Deus!” (v.23).
Senhor, de fato as advertências dadas a Israel por meio de Oseias, também se aplicam ao Teu povo hoje. Existem muitos pecados acariciados e práticas idólatras que têm maculado e cauterizado a mente de muitos, impedindo-os de ouvir a Tua voz suave e mansa. Pai, tem misericórdia da Tua igreja! Abre os nossos olhos e os nossos ouvidos antes que seja tarde! Continua iluminando a nossa mente com a luz da Tua Palavra e grava em nossa vida as virtudes do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, virtuosos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Oseias2 #RPSP
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“Quando, pela primeira vez, falou o Senhor por intermédio de Oseias, então, o Senhor lhe disse: Vai, toma uma mulher de prostituições e terás filhos de prostituição, porque a terra se prostituiu, desviando-se do Senhor” (v.2).
Chamado com um propósito específico em um tempo em que o povo de Deus havia se afastado dos propósitos divinos, Oseias encabeça a lista dos doze profetas menores. Apesar de assim serem denominados, eles são conhecidos como menores não pelo grau de importância, e sim pelas mensagens curtas e objetivas. Oseias foi conterrâneo dos profetas Isaías, Miqueias e Amós, o que indica a grande misericórdia do Senhor em orientar o Seu povo e sua urgente necessidade de mudança. O ministério profético de Oseias foi dirigido originalmente ao Reino do Norte (Israel), mas também deveria alcançar o Reino do Sul (Judá).
Ao ouvir pela primeira vez o Senhor a lhe falar, Oseias recebeu uma ordem que deve tê-lo transtornado. Como fiel servo de Deus, é certo que o profeta jamais cogitou casar com quem não lhe fosse fiel. O casamento é considerado um símbolo da união entre Deus e a Sua igreja, e um matrimônio como o de Oseias seria considerado uma desonra a este símbolo sagrado. Porém, não havia um meio mais eficaz de transmitir os oráculos divinos do que fazendo da vida de Seus profetas uma ilustração da realidade de Seu povo. Foi assim com Ezequiel, quando foi impedido de chorar pela morte de sua amada esposa (Ez.24:16); com Isaías, quando teve de andar despido e descalço durante três anos (Is.20:3); com Jeremias, quando comprou um campo em uma terra que logo seria tomada por Babilônia (Jr.32:7).
Não bastasse seu casamento vexatório com Gômer, os nomes de seus filhos também eram uma espécie de repreensão ao povo: Jezreel (“Deus dispersará”), Lo-Ruama (“Desfavorecida”) e Lo-Ami (“Não-Meu-Povo”). Ao quebrar a aliança do Senhor, envolvendo-se com as abominações dos povos vizinhos, tanto Israel como Judá deliberadamente romperam seu compromisso com Deus. Através de Jezreel, o Senhor declarou o futuro da nação, dispersa pela Terra devido às suas próprias ações. Ao nascer-lhe uma filha, Deus fez distinção entre Israel e Judá. Israel não mais seria digna de compaixão, mas sobre Judá ainda repousaria o favor divino. Já o terceiro filho indicava a mensagem mais dura a Israel, uma mensagem de exclusão: “porque vós não sois Meu povo, nem Eu serei vosso Deus” (v.8).
Contudo, a partir do versículo dez, o Senhor começou a declarar o Seu amor incondicional. O fim da dinastia dos reis de Israel não significava a destruição do povo, mas a perpetuidade da dinastia do Rei dos reis. Espalhados entre as nações, Deus voltaria a reunir os Seus filhos que constituiriam “sobre si uma só cabeça” (v.11). De modo muito claro, percebemos a distinção entre a fidelidade de Deus e a infidelidade do Seu povo. A prostituição na Bíblia indicava a idolatria. Israel se envolveu com deuses pagãos esquecendo-se “do Deus vivo” (v.10). Esta metáfora não é uma mensagem ultrapassada, mas é tão atual quanto as notícias de hoje. Quando partimos da premissa de que quem casa espera que haja exclusividade, fidelidade, entendemos melhor o que Deus espera de nós: a nossa entrega total, a integridade do nosso ser.
Creio que uma das piores situações na vida do ser humano seja a falta de compromisso. Um relacionamento, por exemplo, onde não há compromisso, está fadado ao fracasso. O casamento representa a união entre um homem e uma mulher onde ambos assumem votos que precisam e devem ser cumpridos. Não é diferente quando assumimos um compromisso com Cristo. Quando entendemos que Ele é “o cabeça” da relação (Ef.5:23), passamos a nos submeter aos Seus cuidados e a obedecer aos Seus desígnios, não como uma forma de conquistar o Seu amor, mas de demonstrar que O conhecemos e O amamos.
O que o Senhor espera como resultado do estudo deste livro, é que façamos uma análise de nossa condição espiritual. Realmente estamos sendo fiéis ao compromisso que fizemos com Ele, ou nosso coração ainda está dividido? O amor de Deus é incondicional, mas também requer compromisso de nossa parte. Se temos “adulterado” nesse sentido, da mesma forma que um dia Jesus fez calar uma turba acusadora, Ele nos diz hoje que também não nos condena, mas conclui com uma ordem: “Vai, e não peques mais” (Jo.8:11). Em buscar sermos fiéis a esta ordem, está a verdadeira felicidade em nosso relacionamento com Ele. Clamemos pelo Espírito Santo! Ele nos ajudará!
Pai de amor, nos ajuda a compreender a aplicação desta mensagem profética para os nossos dias. Pois não estamos livres dos mesmos perigos, pelo contrário, o inimigo tem assediado o Teu povo com uma ira cada vez maior. Oh, Senhor, vem em nosso auxílio com Tua destra vitoriosa e nos sustenta pelo Teu poder! Como necessitamos do Teu Espírito e de uma experiência diária Contigo! Segura em nossa mão para que, como Oseias, façamos sempre a Tua vontade, ainda que nos seja difícil ou não compreendamos. Enche-nos de fé, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, “filhos do Deus vivo” (v.10)!
Rosana Garcia Barros
#Oseias1 #RPSP
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“Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (v.4).
Intitulado de “O tempo do fim”, o capítulo de hoje revela a mais clara verdade de que este mundo de pecado possui um prazo de vencimento. Semelhante ao dia em que Jesus Se levantou de Seu trono, encerradas as setenta semanas proféticas, ou quatrocentos e noventa anos literais, quando o martírio de Seu servo Estêvão selou este momento, Ele novamente Se levantará como Miguel, o Comandante dos exércitos do Céu, não mais para declarar a sentença sobre uma nação apenas, mas sobre toda a Terra. Com solene silêncio, todo o Céu ouvirá da boca do Senhor as palavras definitivas: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).
Aproxima-se o tempo em que os ímpios “Andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12) e “haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” (v.1). Aqueles que estiverem vivos por ocasião dos dias que sucederão o fim do tempo da graça, a última geração de falsos e verdadeiros adoradores, hão de experimentar em grande medida os terríveis resultados da ausência do Espírito Santo; “mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (v.1). Deus não abandonará os Seus fiéis servos, todo aquele que tem “o seu nome no Livro da Vida” (Ap.3:5), ainda que estes sintam-se como ovelhas sem pastor. A fé e a força ser-lhes-ão dadas na proporção de que necessitam.
Coisas maravilhosas e grandiosas foram dadas a conhecer ao profeta Daniel, de modo que seu coração pulsava no desejo de entendê-las. Diante dAquele “que estava sobre as águas” (v.6), o profeta obteve apenas um vislumbre do que precisava ser guardado e selado “até ao tempo do fim” (v.4). Muitos se debruçaram sobre o livro de Daniel a fim de compreendê-lo. É provável que os “magos do Oriente” (Mt.2:1), tenham obtido algum conhecimento sobre a chegada do Messias a partir do estudo deste livro profético, bem como Simeão (Lc.2:25) e a profetisa Ana (Lc.2:36). Cumprida boa parte das profecias sobre os reinos descritos neste livro, Jesus mesmo apontou o livro de Daniel como um livro que deva ser lido e entendido (Mt.24:15). Portanto, chegaria o tempo em que o saber se multiplicaria com relação às profecias de Daniel.
Não foi sem razão que o Senhor declarou ao profeta a seguinte bem-aventurança: “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias” (v.12). Temos aqui mais um período profético. Período que muitos consideram misterioso, e também que tem sido passível de muitas conjecturas. Analisando, porém, conforme as demais profecias, segundo a linha historicista, temos que os 1290 (v.11) e os 1335 (v.12) dias proféticos também se tratam de anos literais, e se deram concomitante aos tempos proféticos dos 1260 anos (Dn.7:25) e dos 2300 anos (Dn.8:14), tendo início no ano 508 d.C., quando Clóvis derrotou os visigodos arianos, implementando a união entre Igreja e Estado a fim de punir os que consideravam “hereges”. Portanto, a contar deste ano, após os 1335 anos, chegamos ao ano de 1843, quando o mundo foi fortemente impactado pela mensagem milerita acerca da segunda vinda de Cristo; movimento que deu início à Igreja Adventista do Sétimo Dia.
No livro de Provérbios 9:10, está escrito: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência”. Já no início de Seu ministério terrestre, Jesus afirmou: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt.7:24). E através de uma parábola, também classificou os prudentes como cinco virgens que, aguardando a chegada do noivo, “além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas” (Mt.25:4). A primeira voz angélica ordena: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7). A obediência e o devido preparo, portanto, são duas coisas imprescindíveis e que são os resultados inevitáveis de sabedoria e prudência.
O fato de fazermos parte de uma igreja profética não nos concede um direito adquirido. Se fosse assim, não precisaríamos ser “purificados, embranquecidos e provados” (v.10). Se, pela graça de Deus e obra do Espírito Santo não perseverarmos em praticar “o conhecimento do Santo”, seremos semelhantes ao insensato que constrói a sua casa sobre a areia (Mt.7:26). Bem como, se não buscarmos incessantemente pelo poder do Espírito Santo, seremos como as virgens néscias, tendo a Palavra, ou seja, a lâmpada nas mãos, mas sem o azeite para mantê-la acesa (Mt.25:3). Nesses dias de crescente tensão e de sinais que apontam para o breve retorno de Cristo, “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá” o que está acontecendo, “mas os sábios entenderão” (v.10).
“Tu, porém, segue o teu caminho até ao fim” (v.13), vigiando e orando, e fazendo “discípulos de todas as nações”, conforme a ordem do Mestre (Mt.28:19). “Porque”, como o apóstolo Paulo, eu estou bem certa, “de que nem a morte […] poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38, 39). Pois, se perseverarmos, segundo a Sua promessa, o Senhor nos fará resplandecer “como o fulgor do firmamento”, e seremos “como as estrelas, sempre e eternamente” (v.3). Não sabemos o que nos espera neste tempo “qual nunca houve” (v.1). Mas de uma coisa podemos ter certeza: as palavras do Senhor “são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6).
“Não fará Deus justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los?” (Lc.18:7). Oh, amados, o Senhor não retarda “a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Despertai, últimos filhos de Deus, “pois o tempo está próximo” (Ap.22:10)! “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Pai de amor, eu Te louvo por mais um estudo da Tua Palavra! Eu Te louvo porque foi pelo testemunho de Daniel que alcançastes o meu coração para Ti e sei que muitos também têm sido alcançados por este livro especial! Ele nos diz que estamos muito perto de encontrar o nosso Redentor face a face! Oh, meu Deus, que sublime alegria, preciosa esperança! A nossa redenção se aproxima! Aleluia! Que sejamos encontrados por Ti alicerçados na rocha firme da Tua Palavra, com nossas lâmpadas acesas. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, sábios dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#Daniel12 #RPSP
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“Aos violadores da aliança, ele, com lisonjas, perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (v.32).
Gosto muito do episódio narrado em Atos 8:26-31, onde um dos diáconos da igreja primitiva, Filipe, é enviado a falar a um etíope eunuco, um importante oficial da rainha da Etiópia, com o fim de lhe explicar uma porção das Escrituras. Guiado pelo Espírito Santo, Filipe se aproximou daquele homem e lhe fez a seguinte pergunta: “Compreendes o que vens lendo?” (At.8:30). E a resposta do eunuco, com um rolo do livro do profeta Isaías em mãos, retornou com outro questionamento: “Como poderei entender se alguém não me explicar?” (At.8:31). Então, Filipe o ensinou, o homem entendeu e aceitou a verdade e, sem perder mais tempo, pediu para ser batizado.
Com surpreendente precisão, cada detalhe narrado no capítulo de hoje foi cumprido no curso da história. Mas, para que eu pudesse afirmar isso, homens de Deus, guiados pelo Espírito Santo, se debruçaram sobre a Bíblia e, examinando a história secular, descobriram que a Palavra Inspirada estava narrando eventos já ocorridos e apontando para a gloriosa vitória final. O Senhor tem usado “Filipes” modernos para, à semelhança daquele diácono e de Daniel, proclamar “a verdade” (v.2) ao mundo.
Com relação a parte histórica, podemos resumir da seguinte forma, com a ajuda do Guia de Estudos Bíblia Fácil:
1. Os quatro reis que sucederam o reinado de Ciro (v.2): “Cambises (530-522 a.C.), Falso Smerdis ou Gaumata (522 a.C.), que ficou poucos meses no trono e Dario I (522-486 a.C.). O quarto rei é Xerxes (486-465 a.C.)”;
2. Rei poderoso (v.3), representando Alexandre, o Grande.
3. “Quatro ventos” (v.4): Os quatro generais que sucederam Alexandre: Cassandro (Oeste), Lisímaco (Norte), Selêuco (Leste), Ptolomeu (Sul).
4. “A filha do rei do Sul casará com o rei do Norte” (v.6): “Antíoco II deveria se casar com Berenice, filha de Ptolomeu II, mas teve que divorciar-se de sua esposa Laodice. Esta tentativa de cimentar as relações entre o Egito e a Síria não teve êxito. Depois que seu sogro (o rei Ptolomeu) morreu, ele se divorciou de Berenice e retomou Laodice como sua esposa”;
Observem que, novamente, estamos diante de uma explicação mais detalhada dos reinos apresentados nas visões dos capítulos anteriores. Apesar de não se referir a Babilônia, há uma abordagem quanto aos sucessivos impérios: Medo-Pérsia, Grécia e, por fim, Roma (v.21 em diante). O “homem vil” (v.21) ou “chifre pequeno” (Dn.7:8), continua a nos elucidar o Guia de Estudos: “se refere tanto a Roma Pagã como a Papal […] O profeta viu que o verdadeiro povo de Deus, que sempre esteve determinado a contar aos outros sobre a gloriosa verdade do evangelho, enfrentaria perseguições e dificuldades impostas por Roma. Esta igreja apóstata utilizaria a força, a tortura e a inquisição para eliminar qualquer um que ensinasse de maneira diferente o que ela ensinava. A Bíblia descreve que esse poder continuará sua guerra contra os santos até o fim e, então, seu domínio será retirado para sempre, e será consumido quando Jesus se manifestar em Sua Segunda Vinda (2Ts.2:8)” (Guia de Estudos Bíblia Fácil, Profecias de Daniel, p.52).
Jesus afirmou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Daniel profetizou que aqueles que violam a aliança do Senhor se perverterão, “mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (v.32). Será que, de fato, conhecemos a Deus? Tanto Filipe quanto Daniel foram atalaias das verdades do Senhor. Eles não viviam segundo as suas vontades e desejos, mas conheciam a voz do seu bom Pastor e, guiados pelo Espírito Santo, seguiam Seus passos. E embora tenham padecido perseguições, caíram “para serem provados, purificados e embranquecidos” (v.35). Ao lado deles estava o Senhor Deus, “como um poderoso guerreiro” (Jr.20:11). E, semelhante ao eunuco etíope, “escaparão estes: Edom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom” (v.41). Ou seja, Deus possui filhos em todas as nações e tribos e os está convidando e ajuntando ao Seu aprisco.
Os acontecimentos proféticos descritos no livro de Daniel não são apenas registros do passado, mas também nos servem de alerta de que precisamos despertar quanto ao que estamos fazendo de nossa vida hoje, a fim de assegurar o nosso futuro, “porque aquilo que está determinado será feito” (v.36). Afirmar que estamos “no tempo do fim” (v.40) não é uma mensagem sensacionalista, e sim o grito de um Pai que deseja salvar os Seus filhos da morte eterna. Ele apresenta a Sua Palavra não apenas como um livro de eventos passados, mas como a bússola que nos indica um futuro glorioso de “um reino que não será jamais destruído” (Dn.2:44). “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
Que assim como Filipe e Daniel, a nossa vida seja uma revelação do Deus que conhecemos.
Senhor, até para nossas orações provestes um meio de que elas sejam ouvidas e aceitas no Amado. Graças Te damos pelo Espírito Santo que ora por nós com gemidos inexprimíveis e pela mediação do nosso Salvador! Ainda que algumas coisas sejam difíceis de entender, cremos que não deixas os Teus fiéis sem preparo e sem aviso. Logo Jesus voltará e queremos estar prontos para com Ele subir. Ajuda-nos, Senhor! Dá-nos o Teu ouro refinado, as vestes brancas de Tua justiça e o Teu colírio! Dá-nos o caráter de Cristo, a fim de pregarmos o Teu evangelho com amor e com poder. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Daniel11 #RPSP
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“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas” (v.2).
A jornada espiritual de vinte e um dias feita por Daniel vai muito além de ter sido apenas uma restrição alimentar. Ela nos revela a sabedoria que obteve aquele servo de Deus quanto à verdade de que as visões que teve “envolvia grande conflito” (v.1). E, em tempos de guerra, meus irmãos, precisamos estar munidos das armas corretas (Ef.6:10-18), ou, do contrário, corremos o sério risco de perecer.
Daniel entrou em um período de profunda angústia de alma, e, tomando posse do que já lhe era um costume, as três orações especiais do dia tornaram-se em “três semanas inteiras” (v.3) de reavivamento espiritual. Abstendo-se de “manjar desejável” (v.3) e de tudo aquilo que pudesse lhe embotar a mente ou distraí-la, Daniel provou, mais uma vez, que o que nós consumimos tem uma íntima relação com o nosso todo. Ou, “acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo […] ?” (1Co.6:19).
O mérito da questão, contudo, não se trata de comida ou de bebida, mas da escolha de um servo de Deus de buscar na Fonte de toda a sabedoria as respostas para os anseios de sua alma. A abstinência de certos tipos de alimento foi a consequência e não a causa. A profunda comunhão que estabeleceu nesses dias o levou a uma intimidade tal que, desta vez, Deus não Se contentou em enviar o Seu anjo, mas Ele mesmo Se manifestou. Comparem a descrição feita nos versos cinco e seis com a visão de João em Apocalipse 1:13-15, e percebam que trata-se da mesma Pessoa: o próprio Jesus Cristo.
Semelhante ao que aconteceria com o apóstolo Paulo centenas de anos depois (At.9:7), os homens que estavam na companhia de Daniel foram tomados de “grande temor, e fugiram e se esconderam” (v.7). Duas coisas ficam bem evidentes aqui: Primeira, que, diferente de Daniel, Paulo não teve aquela visão após um período de reavivamento espiritual, mas enquanto perseguia severamente os cristãos; o que comprova a veracidade das palavras do Senhor ao profeta Samuel: “[…] porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm.16:7). Segunda, que todo aquele que não possui um coração sincero e pronto a ouvir a voz de Deus, foge e se esconde de Sua presença. Portanto, não foi o que Daniel fez que o levou a ver Jesus, mas o que ele permitiu que o Espírito Santo fizesse nele.
Contemplando tão sublime visão e ouvindo tão poderosa voz, o profeta perdeu as forças e sofreu um desmaio (v.8, 9). Mas “certa mão” (v.10) o tocou e colocou Daniel na posição de submissão, e também de vigor espiritual (v.10). Gosto muito de uma frase de um autor desconhecido, que diz: “Quando você se curva diante de Deus, você anda reto diante dos homens”. Daniel não foi colocado em pé imediatamente, e sim na posição que lhe daria forças para se levantar. Notem que as orações daquele “homem muito amado” (v.11) não somente moveram o coração de Deus, ao lhe enviar Miguel, mas também a ira de Satanás.
Sobre este conflito entre o bem e o mal, escreveu o pastor Henry Feyerabend: “O nome Miguel significa ‘Quem é como Deus?’. O Novo Testamento descreve Jesus como um ser ‘na forma de Deus’ (Filipenses 2:6), ‘a imagem do Deus invisível’ (Colossenses 1:15), ‘a expressa imagem da Sua pessoa’ (Hebreus 1:3). Os melhores escritores judeus estão de acordo, ao ensinarem que o nome ‘Miguel’ é o mesmo que o título de ‘Messias’. Nenhum ser criado pode preencher essas qualificações”(CPB, Daniel Verso por Verso, p.174).
Enquanto no livro de Daniel Ele é identificado como um príncipe, no livro de Judas é chamado de arcanjo, que não pode ser confundido com um anjo. Contribuindo para o nosso entendimento, o pastor Henry continua: “a palavra grega archaggelos é composta de archi, um prefixo que denota ‘chefe’ e a palavra aggelos, ‘mensageiro’. Ele é o Mensageiro-Chefe. Ele não é um anjo, mas o Comandante dos anjos” (CPB, Daniel Verso por Verso, p. 177).
No findar dos setenta anos para ver cumprida a promessa de Deus e o povo de Israel poder voltar à sua terra, houve profunda resistência do rei da Pérsia, que, julgando o enredo ali envolvido devido ao personagem “Miguel”, é certo de que aquele rei estava sendo persuadido pelo próprio Satanás. Este título para Jesus, “Miguel”, só aparece mais duas vezes na Bíblia, e em todas elas, há um cenário de guerra contra o inimigo de Deus (Jd.9 e Ap.12:7). Portanto, é certo de que, enquanto Daniel lutava em oração, Miguel guerreava “contra o dragão” (Ap.12:7).
No findar da história terrestre, o Espírito do Senhor tem trabalhado com grande urgência a fim de que apliquemos o coração a compreender a verdade presente e a humilharmos o coração perante Deus (v.12). Deus não escolhe a quem salvar, mas nos dá a liberdade de escolher a quem servir. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito […]” (Jo.3:16), isto é, Ele amou a toda humanidade desde Adão. Ele não faz acepção de pessoas (Rm.2:11). O Seu dom gratuito de amor é uma oferta para todos. Porém, a salvação implica na condição contida no final do mesmo verso: “[…] para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Estamos todos inseridos no “grande conflito” (v.1) que envolve o meu e o seu destino eterno. Assim como Daniel despertou a ira de Satanás, o inimigo de Deus está irado contra um pequeno povo (Ap.12:17) que tem sido uma “pedra no seu sapato”. Perseverando em viver de acordo com a luz dada ao profeta Daniel, este povo despertará a cólera final do inimigo, que usará governantes e autoridades para dispersá-lo e impedir que avance para a Canaã celeste. Mas, todo aquele que, semelhante ao “homem muito amado” (v.19), permitir que o Espírito Santo o conduza, não terá o que temer, pois ainda que tenha que passar por um período em que sentirá lhe fugir as forças e até a própria vida (v.17), será fortalecido pelo Príncipe da Paz (v.19).
O Espírito do Senhor deseja realizar em nós uma maravilhosa obra de reavivamento e reforma. Tão perto como estamos do cumprimento profético do retorno de Jesus, necessitamos da experiência de Daniel em proporção ainda maior. Daniel orava e chorava para que o povo de Deus pudesse retornar à Jerusalém terrestre. Como o povo que aguarda a bendita esperança de subir à Jerusalém celeste, quão intensa deve ser a nossa experiência, tal qual a noite de luta de Jacó (Gn.32:26)!
Em nossos lugares de oração, quer seja num bosque ou numa montanha, quer num canto do quarto ou num cômodo solitário, sejam expostas as nossas fraquezas e debilidades e ouvida a voz de Deus a nos dizer: “[…] como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (Gn.32:28). Que façamos parte do seleto grupo dos amados de Deus que estão, como escreveu Ellen White, “esperando somente serem recolhidos” (CPB, Atos dos Apóstolos, p.109).
Pai Celestial, nós Te louvamos por Teu grande amor para conosco em teres enviado Teu Filho ao mundo para vencer a batalha que jamais poderíamos vencer sozinhos! É pela maravilhosa graça de Cristo que podemos ser chamados de Teus filhos amados! Antes da fundação do mundo o Senhor nos amou e nos proveu perfeito livramento. Pai, por Tuas muitas misericórdias, socorre-nos nestes dias finais! Envia-nos Teu Espírito a fim de nos convencer do pecado, da justiça e do juízo e nos guiar a toda a verdade. Prepara o Teu povo para Te encontrar e volta logo, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Daniel10 #RPSP
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