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“Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra” (v.9).
Após a convocação para uma assembleia solene, de santo jejum e santificação, o profeta encerrou as palavras inspiradas com mais duas convocações: para o “juízo” (v.2) e para a “guerra santa” (v.9). Todas as nações são convocadas “para o vale de Josafá” (v.12). Não se trata de um lugar geográfico, mas do Dia do juízo de Deus, conforme o significado do nome “Josafá”: O Senhor julga. Podemos dividir o capítulo de hoje em três partes: o juízo sobre os ímpios, a batalha final e a restauração do povo de Deus.
Há um juízo contra os inimigos do povo de Deus com base em acusações bem definidas, quando se cumprirá o que está escrito: “A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor” (Rm.12:19). Chegará o tempo em que o clamor do sangue dos filhos de Deus (Gn.4:10; Ap.6:10) atingirá o seu clímax e o Senhor descerá com Sua “foice afiada” (Ap.14:17), “em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus […], a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade” (2Ts.1:8; 2:12).
“Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e a nossa reunião com Ele” (2Ts.2:1), quão perto estamos deste momento! E que guerra se apresenta bem à nossa frente! Existe um inimigo voraz e cheio de cólera com hostes malignas usando todas as suas armas e as estratégias mais baixas a fim de arrebanhar o maior número de pessoas para a destruição. E é contra esses adversários espirituais que temos de lutar. Não com armas forjadas por mãos humanas, mas com a indestrutível armadura de Deus.
Portanto, é hora de suscitar “os valentes” (v.9) do Senhor. “Ó Senhor, faze descer os Teus valentes” (v.11); aqueles que, revestidos “de toda a armadura de Deus”, resistirão “no dia mau” e permanecerão inabaláveis; aqueles que cingidos “com a verdade” e vestidos “da couraça da justiça”, se apressarão em pregar o “evangelho da paz”; que, “embraçando sempre o escudo da fé”, não serão atingidos pelos “dardos inflamados do Maligno”; que tendo a mente protegida pelo “capacete da salvação” não darão ouvidos a “falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber” (1Tm.6:20); que empunhando com mão firme “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”, não temerão defendê-la perante os seus algozes; aqueles que, “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”, reconhecerão que “já é hora de” despertarmos “do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11; Leia Ef.6:10-18).
O “vale da Decisão” (v.14) não se trata de um momento em que decisões serão tomadas, mas do tempo em que será declarado: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Amados, é tempo de confiarmos no Senhor e crermos em Seus profetas de todo o nosso coração (2Cr.20:20)! “Porque o Dia do Senhor está perto” (v.14) e os sinais no céu e na terra já anunciam a chegada do nosso Redentor. Enquanto os ímpios tremerão diante das últimas manifestações, “o Senhor será o refúgio do Seu povo e a fortaleza dos filhos de Israel” (v.16). Diante disso, até a mais frágil alma poderá dizer: “Eu sou forte” (v.10). Aleluia!
“Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus” (Sl.46:4), de onde sai “uma fonte da Casa do Senhor” (v.18) para dessedentar os que aceitaram receber “de graça a água da vida” (Ap.22:17). Ali serão recebidos os vitoriosos combatentes, que se submeteram ao “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5). Deus está suscitando um exército de homens, mulheres e crianças tal qual os que abalaram o mundo na fé primitiva. Cristãos que, como Paulo, se entregarão “totalmente à Palavra” (At.18:5), e como Estêvão, “cheio de graça e poder”, e do Espírito, “pelo qual ele falava” (At.6:8 e 10). Pessoas como o carcereiro romano, que, com toda a sua casa, “manifestava grande alegria, por terem crido em Deus” (At.16:34).
Que, pela graça de Deus, estejamos diariamente nas trincheiras do Senhor. “E há de ser que, naquele dia” (v.18), o Senhor nos dirá: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34).
Nosso Pai do Céu, este mundo está ficando insustentável em todos os aspectos. Temos enfrentado uma guerra pelo controle da nossa mente. E nós Te louvamos porque, mesmo em meio ao caos, o Senhor nos dá o bálsamo da Tua Palavra! Como a Tua Palavra é preciosa! Mas muitos têm usado as Escrituras sem discernimento e se apegado a sentimentos e emoções, quando a verdadeira adoração é resultado de um culto racional. Oh, Senhor, tem misericórdia! Faze de nós Teu exército de oração! E que nossa decisão hoje e cada dia revele naquele grande Dia que somos herdeiros do Teu reino. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército de oração!
Rosana Garcia Barros
#Joel3 #RPSP
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“E acontecerá, depois, que derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões” (v.28).
Certa vez, fui questionada acerca da condição espiritual do mundo cristão atual. E, ao ponderar sobre a nossa realidade, me deparei com um quadro caótico e degradante. Percebam que não fui questionada acerca da condição espiritual do mundo inteiro, mas apenas no contexto cristão. A verdade é que perdemos a noção de que existe diferença entre o santo e o profano. Entre doutrinas e tradições, vivemos em uma geração que vem perdendo a essência do evangelho devido a falta de contato com a Palavra de Deus. Há uma luta entre relativismo e legalismo que tem, paulatinamente, dividido a igreja e a afastado do relacionamento com o Criador, desviando o foco da verdadeira adoração, conforme o “assim diz o Senhor”, para uma falsa adoração, conforme o assim diz o homem.
Envolvidos em uma guerra de teorias humanas, muitos se posicionam em suas trincheiras pensando estar sob a bandeira de Deus. Seus “gritos” em defesa de uma guerra já fadada à derrota, abafam a “voz de rebate” (v.1) e o som da trombeta, que já anunciam “o Dia do Senhor” que “vem, já está próximo” (v.1). E enquanto se preocupam com suas ideias equivocadas, Satanás avança em destruir suas famílias e qualquer possibilidade de salvação, afastando-os da verdade que liberta e do Céu que lhes foi preparado. São famílias e igrejas que lutam entre si, esquecendo-se do que disse Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).
O último chamado de Deus a cada ser humano tem sido feito pelo Espírito Santo, e isto, “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). A Sua voz não pode ser ouvida por aqueles que se digladiam entre si, mas por aqueles que “não empurram uns aos outros” (v.8) e que rasgam o coração perante Deus (v.12) em atitude de profundo e genuíno arrependimento. “O Senhor levanta a voz diante do Seu exército” (v.11) de oração, e não de murmuração. Um exército que entende que Deus não aceita nada menos do que a entrega de todo o coração, “e isso com jejuns, com choro e com pranto” (v.12). Sobre isso, certa vez, tive um sonho. E foi assim:
Eu estava dentro de um barracão de armamentos. Ao sair dali, percebi que estava em um grande acampamento de guerra. Tinham muitas barracas, todas iguais e organizadas em fileiras. Estávamos todos em um grande vale e eu via escadas ao redor, nas subidas dos montes, e homens subindo e descendo. E eu pensava: “Se o inimigo nos atacar, estamos perdidos, pois estamos encurralados”. De repente, chegavam muitos ônibus e eu perguntei se não eram inimigos, mas uma voz falava à minha mente: “Não são inimigos. São reforços”. Então, via homens e mulheres descendo dos ônibus vestidos para batalha. Fui ao centro do acampamento e pensei: “Se é guerra, tem que ter oração. Onde será o barracão de oração?” E a mesma voz me falava: “Não há um lugar só de oração, mas todos estão espalhados orando para que o inimigo não venha e os fira de uma vez”. Fim do sonho.
O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo, de forma completa e real, consiste em uma busca pessoal, constante e baseada em renúncias. É algo que se dará do individual para o coletivo. E nem todo aquele que busca está necessariamente disposto a responder a essa promessa. Como na parábola das dez virgens, em que todas estavam juntas no mesmo propósito de adentrar às bodas do Noivo. Contudo, apenas metade delas estava realmente pronta para o casamento; apenas metade entendeu a importância de possuir o azeite reserva. Necessitamos de uma vida de oração; de clamor diário pelo batismo do Espírito Santo. Necessitamos de uma comunhão tal com Cristo de forma que tenhamos sempre em mente que Ele está ao nosso lado, caminha conosco, e que isso nos desperte alegria e ao mesmo tempo um senso constante de temor e reverência.
O derramamento do Espírito não é uma promessa exclusiva para alguns, mas para “toda a carne”, como está escrito; inclusive, para os servos e as servas (v.28-29). No entanto, o que definirá quem estará salvo e quem estará perdido será a resposta de cada ser humano ao último chamado de Deus: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (v.32). Eis a porção dobrada do azeite e a solução para o verdadeiro reavivamento: a união entre o poder do Espírito Santo e o instrumento humano cooperando com Ele.
Dias antes do Pentecostes, os discípulos estavam vivendo um momento de grande fragilidade. A morte de Jesus havia destruído toda a esperança e expectativa de um reino superior. Contudo, ao contemplarem o seu Salvador ressuscitado e ouvir-Lhe a voz de conforto por quarenta dias até a Sua ascensão, receberam o ânimo que precisavam para perseverarem “unânimes em oração” (At.1:14), na certeza de que receberiam o poder do Espírito Santo (At.1:8). A partir do momento em que os discípulos reconheceram as suas limitações e fragilidades e sua completa dependência da graça de Cristo, invocando o nome do Senhor em oração, a promessa se cumpriu. Da mesma forma, quando aceitamos a Cristo como nosso Salvador pessoal, passamos a fazer parte do corpo de Cristo e, como membros deste corpo, precisamos buscar a mesma comunhão que levou os discípulos a receber a promessa, através de uma vida de oração, perseverança e obediência à Palavra de Deus.
Deus tem Seus escolhidos em todos os cantos da terra, amados. Há muita gente ainda em Babilônia que, no devido tempo, aceitará o convite: “Sai dela, povo Meu” (Ap.18:4). São pessoas que invocam ao Senhor e O amam conforme a luz que receberam. Creio que a obra do Espírito Santo já está quase a ser concluída e que igrejas inteiras hão de aceitar a verdade presente, como já tem acontecido. A promessa do reavivamento pelo Espírito Santo não corresponde a um diploma de doutorado em Bíblia, mas a um chamado do Pai de amor aos Seus filhos “pobres de espírito” (Mt.5:3). A salvação em Cristo não se limita aos mestres das Escrituras, mas é para os que a vivem ainda que na ignorância do incompleto até que o Espírito as guie “a toda a verdade” (Jo.16:13). Para Jesus, não há diferença entre atiradores de pedras religiosos e uma prostituta arrependida, Ele os ama de igual forma, mas a nossa decisão diante de Seu amor é o que definirá o nosso destino eterno (Jo.8:9).
Deus tem uma igreja pura na Terra, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), que não é convidada a viver um cristianismo de aparências, mas que reflita a imagem do seu Salvador. Muitos há que, guiados pelo Espírito Santo, estão se unindo a esta igreja sem nem mesmo se dar conta. O evangelho eterno é uma mensagem para todos, “a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6) e o Espírito Santo tem feito esta obra com primazia e grande pressa. Infelizmente, nem todos aceitam o convite divino. Mas não temos o que temer se o Espírito do Senhor é o nosso guia. Jamais seremos envergonhados (v.19, 26 e 27) se temos um relacionamento pessoal e diário com Cristo e buscamos seguir os Seus passos.
Que aceitemos, hoje, a provisão divina (v.19), tomando posse, pela fé, da chuva temporã, que rega o nosso coração num trabalhar diário, preparando-nos para a chuva final. Então, estaremos “entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar” (v.32).
Pai de amor e misericórdia, para que haja um reavivamento da verdadeira piedade em nós, para que o Espírito Santo seja derramado em nossa vida com poder jamais visto, existem condições. Rasgar o coração e se converter ao Senhor, reconhecendo a Tua misericórdia, a Tua compaixão, a Tua longanimidade e a Tua bondade revelam a entrega de um coração verdadeiramente transformado. Mas esta obra não é de um dia ou de um momento apenas, e sim pelo trabalhar contínuo do Teu Espírito. Oh, Senhor, realiza esse milagre em nossa vida! Derrama sobre nós o Espírito Santo e nos conserva “entre os sobreviventes” dos últimos dias: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, sobreviventes dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
#Joel2 #RPSP
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“Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor “ (v.14).
Apesar da incerteza quanto à época exata das profecias de Joel e de terem sido dirigidas mais especificamente para o povo de Judá, suas palavras têm propósitos escatológicos e globais, a serem transmitidas de geração em geração (v.3). O cancelamento dos rituais sagrados e a destruição dos produtos do campo representavam uma grande tragédia para o povo de Deus; sinais de que a bênção e a presença de Deus haviam se retirado do meio deles; uma época em que Jerusalém precisava ser sacudida a fim de despertar para a necessidade de um reavivamento espiritual.
Com mensagem semelhante a que vimos ontem, em Deuteronômio 6:4-9, Joel iniciou seu livro enfatizando a importância de darmos ouvidos às palavras do Senhor e transmiti-las a nossos filhos, e estes replicá-las a seus filhos, “e os filhos destes, à outra geração” (v.3). Um apelo que precisava avançar do círculo familiar para o mundo. Notem que existe uma ordem na convocação: primeiro os sacerdotes, depois os anciãos, e só então todos os moradores da terra (v.13-14). Se vestir “de pano de saco” (v.13) era um símbolo de arrependimento e humilhação. O Senhor esperava que os líderes espirituais da nação fossem os primeiros a dar esse passo na Sua direção, preparando o caminho para que todos passassem pela mesma experiência.
Assim aconteceu no Pentecostes. De homens ambiciosos por posições no reino de Cristo, os discípulos foram convertidos em homens cheios do Espírito Santo a fim de liderar a igreja primitiva sob o estandarte do evangelho. Com a promessa de um poder ainda mais expansivo, o remanescente dos últimos dias aguarda e anseia pelo cumprimento desta profecia. Não podemos, porém, aguardar o cumprimento da promessa enquanto não tivermos a mesma atitude dos discípulos de Jesus: “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (At.1:14). Foram dias de profundo arrependimento e confissão de pecados. Seus corações foram enternecidos pela cruz do Calvário. A cena do amor sem comparação de Seu Mestre, era-lhes uma constante lembrança de que seus pecados O haviam pendurado no madeiro.
Quão maior e mais intensa deve ser a manifestação do Espírito Santo no Seu último povo! Não pela importância de quem a recebe, mas pela solenidade e proximidade do maior evento de todos os tempos: “Ah! Que dia! Porque o Dia do Senhor está perto e vem como assolação do Todo-Poderoso” (v.15). “Ébrios, despertai-vos e chorai” (v.5)! Aos que ainda estão bebendo do vinho de Babilônia (Ap.14:8), há um chamado a fim de que acordem e se arrependam de seus pecados. Amados, o mundo está caminhando para um colapso jamais visto e muitos têm despertado para isso e buscado a orientação divina para estar preparado para este tempo. E o Senhor deixou bem claro em Sua Palavra que o fator determinante da preparação é a comunhão com Ele.
Abra o seu coração ao “Maravilhoso Conselheiro” (Is.9:6). Ele está disposto, através do estudo de Sua Palavra, a nos fazer vislumbrar a cruz com a mesma profundidade daqueles que foram testemunhas oculares do precioso sacrifício. Não é tempo de aperfeiçoar rituais e ajuntar tesouros. É tempo de clamar “ao Senhor” (v.14) pela plenitude do Espírito Santo como preparação para o “ressoar da última trombeta” (1Co.15:52).
“A Ti, ó Senhor, clamo” (v.19): Dá-nos Teu Espírito! Levanta uma liderança forte e ativa, que promova um reavivamento da verdadeira piedade no meio do Teu povo. Converte o coração dos pais aos filhos, e dos filhos a seus pais. Levanta uma geração que Te conheça e ilumine o mundo com a Tua glória. Quebra, Senhor, a hipnose que Satanás tem usado a fim de que muitos permaneçam dormindo enquanto ele não para de trabalhar para destruir-lhes a vida. Oh, Senhor, até quando? Desperta o Teu povo! Desperta os Teus pastores! Porque nós cremos, que Aquele que há de vir virá, e não tardará. Volta logo, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Joel1 #RPSP
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“Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba, porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (v.9).
O último capítulo do livro de Oseias termina com o apelo comovente do Senhor a Seu povo: “Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído” (v.1). Quando os hebreus saíram do Egito, levaram consigo os costumes pagãos adquiridos nos anos de cativeiro e revelaram um espírito crítico e murmurador que acabou por postergar a sua entrada na terra prometida. Contudo, os quarenta anos no deserto foram significativos na formação do caráter da geração que entraria em Canaã. Em Sua bondade e misericórdia, Deus guiou o Seu povo manifestando constantemente provas de Sua presença e cuidado. Mas, com o passar dos anos, a fartura e a tranquilidade tornaram-se em soberba e egoísmo, e, vez após outra, a Bíblia relata os episódios em que Israel caiu em terrível apostasia.
A fim de evitar a idolatria e a apostasia, o Senhor deixou às famílias de Israel preciosas orientações: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt.6:4-9). Em cumprir essas palavras estava a promessa da bênção e da justiça de Deus de geração em geração.
A situação do povo nos dias de Oseias era resultado direto da desobediência a estas orientações. Os casamentos mistos e as demais associações com os idólatras tornaram Israel uma nação sem identidade, e, por consequência, espiritualmente adúltera. O plano divino para as famílias do antigo Israel deveria ser um modelo para o mundo em todas as gerações. O apelo “Volta, ó Israel” (v.1), apontava para a estrita obediência às Escrituras, para uma vida de fidelidade a Deus mediante “palavras de arrependimento” (v.2) e confissão. Era dever dos pais ensinar aos filhos por preceito e por exemplo, erguendo no lar a Palavra de Deus como perpétuo memorial da verdade que liberta e santifica.
O mesmo dever é requerido hoje dos responsáveis do lar. Como campos frutíferos e férteis, as famílias do Israel espiritual de Deus têm a mesma promessa como garantia de um Deus que não muda (Ml.3:6) e que deseja nos curar, amar (v.4) e vivificar (v.7). “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” (At.16:31), não foram palavras ditas apenas ao carcereiro e sua família, mas a todos os que confiam no Senhor e nEle buscam o poder do Espírito a fim de ouvir e praticar as Sagradas Escrituras. “Quem é sábio, que entenda estas coisas; quem é prudente, que as saiba” (v.9).
Lembremos de Noé, amados, quando ele e sua casa foram os únicos a entrar na arca. Lembremos que no primeiro advento de Cristo, conseguimos contar nos dedos aqueles que reconheceram a Sua chegada. E que a Bíblia chama de “restantes” (Ap.12:17) aqueles que serão encontrados fiéis antes da segunda vinda de Jesus. Que, pela graça do Senhor, nosso Deus, nós e a nossa casa nos voltemos para Ele enquanto há tempo, “porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão” (v.9).
Santo Deus, mais um livro profético estudado, mas não concluído, pois a Tua Palavra é fonte inesgotável de sabedoria e conhecimento. Cremos que o Teu Espírito falou conosco o que era necessário a cada dia e clamamos para que assim permaneça até o fim. Se preciso for, quebra a nossa vida e a refaz como vaso de honra, pelo Teu poder e graça. E dá-nos o Espírito Santo a fim de sermos a Tua igreja pura e sem mácula, preparada para Te encontrar. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, famílias de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Oseias14 #RPSP
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“A tua ruína, ó Israel, vem de ti, e só de Mim o teu socorro” (v.9).
Mediante a apostasia e a idolatria, Israel se afastou de Deus e levantou para si “ídolos segundo o seu conceito” (v.2). Ignorando os mandamentos inaugurais – “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura” (Êx.20:3-4) – sacrificavam a seus ídolos e até beijavam bezerros (v.2). Cegos para enxergar a sua condição miserável e fatalmente destinada à destruição, os filhos de Israel insistiam em permanecer distantes do Senhor e alheios à voz profética. Como presas fáceis rapidamente caminhando em direção às “feras do campo” (v.8), logo colheriam o resultado de sua insensatez.
Enquanto pecavam “mais e mais” (v.2), transgredindo abertamente a lei divina, Deus Se revelava a eles como “o Senhor, teu Deus” (v.4). Em cada advertência havia uma extraordinária medida de bondade e misericórdia. Que não havia “outro deus” e que não havia outro Salvador (v.4), era a verdade que libertaria o povo da escravidão do pecado, caso dessem ouvidos a Deus. Do deserto a Canaã, o Senhor trouxe à lembrança a fidelidade de Sua aliança e a facilidade com que Seu povo dEle esquecia (v.6). Quando em apuros, clamavam a Deus por livramento, mas, “uma vez fartos”, eram vencidos pela soberba (v.6) e voltavam ao seu estado de trevas anterior. O Salmo 107 reflete bem a condição de Israel e a misericórdia divina:
“Andaram errantes pelo deserto, por ermos caminhos, sem achar cidade em que habitassem. Famintos e sedentos, desfalecia neles a alma. Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações. Conduziu-os ao caminho direito, para que fossem à cidade em que habitassem. […] Os que se assentam nas trevas e nas sombras da morte, presos em aflição e em ferros, por se terem rebelado contra a Palavra de Deus e haverem desprezado o conselho do Altíssimo, de modo que lhes abateu com trabalhos o coração – caíram, e não houve quem os socorresse. Então, na sua angústia, clamaram ao Senhor, e Ele os livrou das suas tribulações” (Sl.107:4-7, 10-13).
Através de Jesus Cristo, Deus proveu ao homem o livramento de suas tribulações. O Filho de Deus tomou sobre Si o nosso “pecado […] armazenado” (v.12) e nos “chamou das trevas” e das sombras da morte “para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Israel não precisava testemunhar mais milagres no céu e na terra, e sim que o maior milagre de todos fosse realizado nos corações: a genuína conversão. “Eu os remirei do poder do inferno”, disse o Senhor, “e os resgatarei da morte; onde está, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição?” (v.14). Essa era a obra que Deus desejava operar no meio do Seu povo. Essa é a obra que Ele está realizando no meio do Seu último povo.
Todo aquele que houver rejeitado a Cristo e Sua obra substitutiva, “levará sobre si a sua culpa” (v.16) e, sobrevindo o “vento do Senhor” (v.15) com as sete últimas pragas (Ap.7:1; Ap.16), sentirá dores como a “de parturiente” (v.13). Rejeitaram a Palavra de Deus e não deram ouvidos aos testemunhos inspirados, portanto, serão “como palha que se lança da eira e como fumaça que sai por uma janela” (v.3). Ainda assim, antecedendo esse tempo, pouco antes de se fechar a porta da graça, muitos que haviam empregado grandes esforços em lançar por terra as verdades das Escrituras e difamado os escritos de Ellen White, terão seus olhos abertos ao contemplar as cenas finais e o testemunho fiel e verdadeiro do remanescente de Deus, unindo-se a ele como última força combativa.
Como últimos soldados de Cristo Jesus, “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” (Ef.6:12), isto é, contra Satanás e seus anjos. Uma luta que se desferida pela força do braço humano já teria nos esmagado. Mas porque o nosso Redentor pisou na cabeça do nosso adversário, “nem a morte […] poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co.15:54-55).
Logo as profecias de Isaías e Oseias se cumprirão. Que, pela graça de Deus, façamos parte do seleto grupo, dos que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).
Oh, Senhor, que triste a profecia contra os que dão as costas a Ti! Tantas oportunidades tens nos concedido. Ajuda-nos a não andarmos segundo a carne, mas segundo o Espírito! Queremos ser transformados na Tua volta ou estar entre aqueles que ressurgirão na primeira ressurreição. Quer vivamos, quer morramos, sejamos sempre Teus, Pai! Até lá, santifica-nos por Tua Palavra, purifica o nosso coração e que nada neste mundo nos afaste de Ti. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, redimidos pelo sangue do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
#Oseias13 #RPSP
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“No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão; no vigor da sua idade, lutou com Deus” (v.3).
Agarrado ao calcanhar de seu irmão gêmeo, Jacó saiu do ventre de sua mãe já lutando pela primazia. Cresceu ouvindo de Rebeca a promessa divina de que governaria sobre o seu irmão e isso lhe era um constante incentivo a buscar a oportunidade que confirmasse a profecia. Como o enganador no Éden, ele usou o apetite como meio de conquistar o direito da primogenitura (Gn.25:33-34). Aproveitando-se da cegueira de Isaque, se passou por Esaú, recebendo o que julgava ser a garantia da promessa. Como num filme, Jacó viu toda a sua vida envolta em mentiras e sua mente foi terrivelmente perturbada pela culpa, enquanto vagava como fugitivo de seu próprio lar.
Foi no deserto, dormindo o sono da tristeza e da angústia, que Jacó teve o sonho que mudaria para sempre a sua vida e a história de sua descendência. Naquela escada mística (Gn.28:12), ele viu o caminho da salvação através da graça de um Deus que vai em busca do pecador. Pela primeira vez, Jacó “achou a Deus” (v.4). Logo após, apesar dos muitos anos de trabalho útil e bênçãos na casa de seu tio Labão, também foram anos de duras provas até que seu orgulho fosse transformado em humildade. Finalmente, Jacó estava pronto para voltar a Canaã, mas ainda precisava de uma última experiência; aquela que definiria o seu futuro e seria um símile da experiência do tempo de angústia nos dias finais.
O profeta Oseias resgatou a experiência de Jacó como um modelo para Israel. Ainda que Seu povo estivesse em situação de letargia, “o Deus dos Exércitos” (v.5) que lutou com Jacó estava em posição de batalha a fim de confirmá-lo como Israel, aquele que luta com Deus e com os homens e prevalece (Gn.32:28). Em vão lutou Jacó no ventre de sua mãe por uma posição terrena, mas foi “no vigor da sua idade” (v.3) que desferiu a luta que definiu o seu destino eterno. Em seu discurso laodiceano: “me tenho enriquecido e adquirido grandes bens; em todos esses meus esforços, não acharão em mim iniquidade alguma, nada que seja pecado” (v.8), Israel vivia o primeiro estado de Jacó, cego em seus próprios esforços inúteis. Necessitava da última luta vivificante e da conversão que havia levado Jacó a chorar e suplicar o favor divino (v.4).
O mundo grita as dores do parto como prestes a dar à luz. A Terra geme os resultados de milênios de pecado e o coração humano acompanha essa involução. Enquanto Jacó dormia, “ali falou Deus conosco” (v.4). De semelhante modo, há esperança aos que ainda estão em sonolência espiritual. O Senhor deseja despertar os Seus filhos a fim de que sejam Suas testemunhas; para, como Jacó, a experiência de seu encontro com Deus sirva como modelo para os que ainda dormem. Há uma luta à nossa frente prestes a começar. Eu ouso afirmar que ela já começou a revelar os primeiros sinais de sua intensidade. E só estaremos prontos para entrar na Canaã celeste se sairmos vitoriosos com Cristo do conflito final.
O Espírito Santo está a apelar: “converte-te a teu Deus, guarda o amor e o juízo e no teu Deus espera sempre” (v.6). Como temos nós respondido ao Seu comovente e urgente apelo? Só teremos forças para prevalecer na última grande luta se, como Jacó, o nosso eu estiver escondido em Deus. Certamente, encontraremos resistência nessa árdua jornada, pois nem todos entenderão e aceitarão a nossa entrega genuína a Deus. Porém, somos chamados a guardar o amor e orar até mesmo por nossos inimigos e pelos que nos perseguem, revelando o caráter do nosso Pai (Mt.5:44). E se, dia após dia, confirmarmos a nossa perseverança, o Espírito nos conservará “íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts.5:23). Busquemos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo, porque Ele “cumprirá a Sua palavra sobre a Terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28).
Oh, Pai que está nos Céus, como Jacó lutou com o Senhor e prevaleceu, também queremos sair vitoriosos de nossa luta. Realiza o devido processo em nós até que nossa vida reflita o que foi dito por intermédio de Teu profeta: “converte-te a teu Deus, guarda o amor e o juízo e no teu Deus espera sempre”. Enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que lutam com Deus e prevalecem!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Oseias12 #RPSP
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“Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor; fui para eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas e Me inclinei para dar-lhes de comer” (v.4).
Em direto contraste com o amor de Deus estava a ingratidão de Israel. A ilustração da figura paterna que ensina a criança a andar, que a segura no colo, que cuida de suas feridas e lhe dá de comer é um retrato digno do cuidado do Senhor para com o Seu povo. Todavia, Israel se portou como um filho rebelde, rejeitando o Senhor, recusando-se “converter-se” (v.5). “Quanto mais” Deus “os chamava, tanto mais se” afastavam dEle; “sacrificavam a baalins e queimavam incenso às imagens de escultura” (v.2). Toda a nação estava corrompida e inclinada a desviar-se de Deus (v.7). Por outro lado, o amor do Pai permaneceu intacto: “Meu coração está comovido dentro de Mim, as Minhas compaixões, à uma, se acendem” (v.8).
Aos olhos humanos, a rebelião de Israel demandava castigo. Não obstante, o Senhor provaria mais uma vez que a Sua ira não é manifestada segundo a ira humana: “Não executarei o furor da Minha ira […] porque Eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; não voltarei em ira” (v.9). Sendo experimentado nisso, o salmista Davi declamou a respeito do Senhor: “Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades” (Sl.103:10). Deus tinha um plano maior para o Seu povo, e este plano incluía o resgate de Seus filhos mediante “o castigo que nos traz a paz” (Is.53:5). Como leão que ruge a fim de ser ouvido a longa distância, o Senhor chamaria os filhos de Israel e novamente os congregaria, ainda que espalhados entre as nações.
O plano da redenção mediante o sacrifício de Seu Filho nos permite ter acesso direto ao Pai. Temos o sublime privilégio de nos achegar a Deus porque Jesus nos comprou esse direito por Sua morte e porque Ele vive. Temos feito diligentes esforços a fim de sermos instruídos nos mistérios da cruz? Um amor que “alivia o jugo” (v.4) de quem se recusa a aceitá-lo deve, no mínimo, ser o nosso principal objeto de estudo. A ingratidão do antigo Israel não foi tão grande quanto a do Israel espiritual de hoje. Enquanto o Consolador nos envolve “com laços de amor” (v.4), nosso coração insiste em desviar-se dEle. Enquanto Ele nos aponta para Jesus, recusamos nos converter a fim de não abrir mão de nossos pecados acariciados.
Mas ainda que diante de “uma geração má e adúltera” (Mt.12:39), Jesus cumpriu com perfeição Sua missão salvífica. E mesmo que a última geração tenha superado as iniquidades de Sodoma (Ez.16:47), a espera de Deus reflete o Seu grande amor por nós, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). “Andarão após o Senhor” (v.10) os filhos que reconhecerem a sua miserável condição e completa dependência do Pai, buscando andar em novidade de vida. A cruz não foi o fim e nem o início do ministério de Cristo. Ele é o “Pai da Eternidade” (Is.9:6), “o Princípio da criação de Deus” (Ap.3:14), o “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8), o “sumo sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus” (Hb.8:1), o nosso “Advogado junto ao Pai” (1Jo.2:1), “o Leão da tribo de Judá” (Ap.5:5), que ruge a fim de reunir os Seus escolhidos dos quatro cantos da Terra. Assim como a profecia do versículo um se cumpriu na vida de Cristo (Mt.2:15), que possamos permitir que nossa vida, pelo poder do Espírito Santo, seja um testemunho fiel de nossa comunhão com a Palavra.
Olhemos para Jesus, amados! Olhemos para Aquele que poupou as nossas costas dos açoites do inimigo e nossa fronte dos espinhos da vergonha! Olhemos para o precioso Cordeiro de Deus, cujos pés e mãos perfurados não foram capazes de deter o amor que se manifesta e salva até mesmo na “hora undécima” (Mt.20:6; Mt.23:42). Olhemos para Aquele que adiou o Seu reencontro com o Pai a fim de consolar uma filhinha que chorava (Jo.20:15). Olhemos para o Mestre que não levou em conta a cegueira dos discípulos no caminho de Emaús, mas pacientemente os instruiu e com eles sentou-Se “para dar-lhes de comer” (v.4; Lc.24:25-30). Olhemos para o nosso Mediador, que pensou em mim e em você ao orar: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por intermédio da Sua Palavra” (Jo.17:20). É Ele que hoje nos diz: “Olhai para Mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra; porque Eu sou Deus, e não há outro”, diz o Senhor (Is.45:22).
Deus de misericórdias, foi Jesus quem afirmou que podemos chamá-Lo de Pai. E que privilégio imerecido o nosso! Mas pelos méritos do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, nós somos considerados Teus filhos amados. Envolve a nossa vida com Teus laços de amor e nos dá de comer de toda Palavra que sai de Tua boca, ó Deus. Santo de Israel, purifica o nosso coração, grava a Tua lei em nossa mente e toma-nos em Teus braços mais este dia. Somos Teus, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos amados do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Oseias11 #RPSP
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“Então, Eu disse: semeai para vós outros em justiça, ceifai segundo a misericórdia; arai o campo de pousio; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que Ele venha, e chova a justiça sobre vós” (v.12).
Após a separação da nação de Israel entre Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá), Jeroboão, o primeiro líder do Reino do Norte, estabeleceu uma estratégia a fim de que o povo não fosse a Jerusalém para adorar. Erguendo dois bezerros de ouro, “disse ao povo: Basta de subirdes a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito!” (1Rs.12:28). Essa condição de idolatria acompanhou a trajetória dos reis de Israel e tornou-se a pior causa de sua degradação e ruína. Através da linguagem da agricultura, Oseias se valeu dos três estágios do plantio: o preparo do solo, o plantio em si, e a colheita, a fim de ilustrar a triste realidade de seu povo e trazer-lhe à memória o único método verdadeiramente eficaz: o método divino.
Havia em Israel empatia pelo pecado. E quanto mais gozavam do fruto de sua luxúria, mais distraídos ficavam quanto à “erva venenosa” que crescia “nos sulcos dos campos” (v.4). O juízo estava sendo lavrado para a própria destruição deles e não havia quem atentasse para isso. Mediante um coração falso (v.2) e inconstante, o destino de Israel seria a vergonha “por causa de seu próprio capricho” (v.6). E nos lugares que antes julgavam obter uma boa colheita, em meio a “espinheiros e abrolhos”, perceberiam que ali haviam buscado o seu próprio infortúnio, pois “aos montes se dirá: Cobri-nos! E aos outeiros: Caí sobre nós!” (v.8). Diante da negativa em aceitar as instruções divinas (v.12), outro não poderia ser o resultado: “Arastes a malícia, colhestes a perversidade; comestes o fruto da mentira” (v.13).
É ilusão pensar que o fato de pertencer à família cristã é garantia de salvação. Ser cristão não é assumir um título, mas uma cidadania. Todo aquele que entende que o seu lugar não é aqui, que não pertence a este mundo, não vive em conformidade com as práticas desta terra, mas, pela fé, caminha em direção à Pátria Celeste, buscando “ao Senhor, até que Ele venha” (v.12). O método divino a fim de obtermos uma boa safra é o único que pode transformar o solo ruim e infértil do nosso coração em um “campo de pousio” (v.12) limpo e preparado para receber a chuva da justiça. Mas como essa obra poderá ser realizada em nós enquanto não quebrarmos “os altos de Áven” (v.8) de nossa vida? Como esperar e pedir pela última chuva, enquanto permitimos que o inimigo lance o seu joio com suas distrações destrutivas?
Agora é o tempo que nos é concedido como dia de arar, plantar e colher. Não nos foi dado tempo mais oportuno do que este. “Eis agora o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Um único dia sem arar o solo do coração com a oração a fim de prepará-lo para receber a boa semente da Palavra é resultado certo de uma colheita arruinada. Diante do cenário mundial atual, estamos simplesmente nos acostumando e nos adaptando à nova realidade? Ou buscando no Senhor e na sabedoria da Sua Palavra o melhor método de nos mantermos em Sua seara “até que Ele venha” (v.12)? O Senhor nos deixou escrito na Bíblia e no Espírito de Profecia as instruções necessárias para que Ele nos encontre em Seu grande Dia como trigo, e não como joio.
Cristo está prestes a ceifar a Terra, “visto que a seara da terra já amadureceu” (Ap.14:15). E de que lado estaremos? Daqueles que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14)? Ou dos que dirão “aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós!” (Ap.6:16)? O nosso lugar não é aqui, amados, nesta terra cheia dos “espinheiros e abrolhos” do Maligno! Clamemos ao Senhor para que o orgulho não contamine o nosso coração, pois “nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co.3:7). Coloquemo-nos, pois, nas mãos do grande Agricultor e Ele fará descer sobre nós a Sua chuva de justiça (v.12) e nos levará para desfrutar de Sua messe abundante e eterna.
Oh, Deus eterno e bendito, quão misericordioso Tu és, por nos repreender e disciplinar, porque o Senhor nos ama! Ensina-nos a semear em justiça e ceifar em misericórdia. O chamado para ararmos um campo de pousio, um campo novo, é para que busquemos a Ti com inteireza de coração; para que não haja em nós as ervas daninhas deste mundo. Senhor, é tempo de Te buscar até que venhas. Promove em nós um reavivamento da verdadeira piedade e que nada neste mundo nos afaste do Teu amor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, seara do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Oseias10 #RPSP
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“O meu Deus os rejeitará, porque não O ouvem; e andarão errantes entre as nações” (v.17).
Um dos relatos bíblicos mais tristes e difíceis de se ler encontra-se no capítulo dezenove do livro de Juízes. A violência cometida contra a concubina do levita e o esquartejamento de seu cadáver foram absurdos que, certamente, chocaram Israel e que levaram todo o povo a concluir: “Nunca tal se fez, nem se viu desde o dia em que os filhos de Israel subiram da terra do Egito até ao dia de hoje; ponderai nisso, considerai e falai” (Jz.19:30).
A corrupção de Israel nos tempos de Oseias foi comparada com este episódio, “como nos dias de Gibeá” (v.9), onde a maldade era sem escrúpulos. O povo se comportava como se em dias de festa, quando, na verdade, estava para viver dias de luto. Até as novas gerações não seriam poupadas do castigo vindouro, sendo levadas “ao matador” (v.13). A bênção que deveria ser perpetuada para a vida (Dt.6:4-9), foi trocada pela maldição para a morte (Dt.28:15).
A tragédia humana atinge o seu ápice na proporção em que o homem deixa de ouvir a voz do seu Criador. A mesma voz que falou e tudo se fez, é a mesma que continua falando através de Sua Palavra com a finalidade de – dia após dia – nos santificar. É uma obra contínua e ininterrupta que só atingirá o seu clímax no grande Dia do Senhor. Deixar de ouvir a voz de Deus não é só uma questão de escolha, mas de renúncia à própria finalidade para a qual fomos criados: “[…] os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:7).
Com isso em mente, ponderemos, consideremos e falemos acerca de nossos dias. O que temos visto e ouvido pelo mundo afora, de uns anos para cá, não tem sido um episódio esporádico de violência extrema, mas um surto de crimes hediondos que têm tornado esta terra um lugar terrível de se viver. O descaso para com a vida alheia, o desamor e o prazer a todo custo são as principais causas para que haja um número gigante de vítimas fatais. Mas esta é a face do homem longe de Deus! Este é o quadro pintado pelo príncipe deste mundo!
O que estamos testemunhando, hoje, é o retrocesso humano e a degradação do mundo. Quanto mais distantes vivemos dos propósitos de Deus, mais vulneráveis ficamos às nossas paixões e concupiscências, então, começamos a nos destruir uns aos outros. Nunca estivemos tão perto de ver cumprida esta profecia de Oseias: “Chegaram os dias do castigo, chegaram os dias da retribuição” (v.7). Despertemos, amados! Basta olhar para os lados e perceber que o relógio deste mundo está prestes a marcar o seu minuto final. Isto não é sensacionalismo! Isto é choque de realidade! O Senhor tem chamado o Seu povo para ouvir: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz” (Ap.2:7). E o que temos feito com esse privilégio? Aproveitado ou rejeitado?
Jesus está às portas, amados! E Ele deseja nos encontrar como Ele quando aqui esteve, “no poder do Espírito” (Lc.4:14). Em nome de Jesus, aproveitemos ao máximo estes últimos instantes enquanto ainda podemos ouvir a voz do Espírito Santo. Porque está chegando o tempo em que todas as oportunidades cessarão e cumprir-se-á a profecia: “Ai deles, quando deles Me apartar!” (v.12).
Oh, Senhor, pouco tempo falta para que este mundo seja abalado pelos quatro ventos da Terra! E o tempo que temos se chama agora. Agora, Senhor, nos batiza com Teu Espírito! Agora, Pai, toma o nosso coração inteiramente, pois o entregamos a Ti! Agora, Senhor, reaviva e reforma a nossa vida! Abre os nossos ouvidos espirituais através da Tua Palavra, pois queremos Te ouvir. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, ouvintes atentos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Oseias9 #RPSP
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“Embora Eu lhe escreva Minha lei em dez mil preceitos, estes seriam tidos como coisa estranha” (v.12).
A trombeta era um instrumento muito utilizado, tanto em batalhas quanto em festas e assembleias solenes. Geralmente, servia como um sinal de alerta ou de convocação, mas também para comemorar a vitória em alguma batalha. No Antigo Testamento encontramos diversos relatos em que a trombeta é utilizada. No livro de Neemias, por exemplo, o próprio Neemias, devido a reconstrução dos muros de Jerusalém demandar dispersão, convocava o povo para orar ao “som da trombeta” (Ne.4:20).
O capítulo de hoje já inicia com um recado em tom de urgência: “Emboca a trombeta” (v.1), indicando que ela está prestes a ser tocada. Com o castigo às portas e avisado pelos profetas de Deus de que sua falsa religião precisava ser substituída pela “religião pura e sem mácula” (Tg.1:27), “Israel rejeitou o bem” (v.3) e teria de sofrer a dor das feridas que ele próprio causou (Pv.11:17). Apesar da aberta idolatria (v.6), o povo ainda enchia a boca para dizer: “Nosso Deus! Nós, Israel, Te conhecemos” (v.2), e, ao mesmo tempo, contaminavam a casa do Senhor com seus ídolos e práticas pagãs. Eram exatamente um tipo de Laodiceia, acomodando-se à condição de que, como nação eleita de Deus, já eram ricos e abastados e não precisavam de mais nada (Ap.3:17): “Porque Israel se esqueceu do seu Criador e edificou palácios” (v.14).
Conforme as profecias bíblicas, vivemos no tempo que antecede a sétima e última trombeta. Basta observar a condição atual do mundo para perceber que “o sétimo anjo” (Ap.11:15) já está com a trombeta na boca apenas aguardando a ordem divina. E adivinhem só o que João viu logo após o ressoar da última trombeta: “Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no céu, e foi vista a arca da Aliança no seu santuário […]” (Ap.11:19). E o que era mantido dentro da arca da Aliança no santuário terrestre? Além da vara de Arão e da urna de ouro contendo uma porção do maná, estavam ali “as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18).
Agora, vejamos o porquê o Senhor irou-Se contra o Seu povo: “porque transgrediram a Minha aliança e se rebelaram contra a Minha lei” (v.1). Transgredir significa passar dos limites. Israel passou dos limites confessando uma fé tão frágil quanto os deuses que construiu. Como uma revelação do verdadeiro caráter divino, a Lei do Senhor “é santa, e o mandamento, santo, e justo e bom” (Rm.7:12). Interessante que enquanto Deus Se ira pela transgressão de Sua lei, Satanás Se ira com aqueles que “guardam os mandamentos de Deus” (Ap.12:17). Percebem, amados?
O Criador nos deixou dez preceitos com base nos quais um dia seremos julgados (Tg.2:12). A Lei de Deus expressa dez vezes que você e eu somos pecadores e precisamos de um Salvador que, nos deixando exemplo, foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Ele não voltará para buscar os que “amam o sacrifício”, pois “o Senhor não os aceita” (v.13), mas virá segunda vez para levar Consigo “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12), como expressão do grande amor que os salvou.
Não podemos perder a inocência (v.5) que este mundo vil tem tirado até mesmo das crianças. Os mandamentos de Deus “não são penosos” (1Jo.5:3), e sim motivo de alegria daqueles que descobrem a bem-aventurança de seguir os passos de Jesus (1Pe.2:21). Que estejamos todos prontos para o ressoar da última trombeta, orando em todo o tempo: “Ensina-me, Senhor, o caminho dos Teus decretos, e os seguirei até ao fim” (Sl.119:33).
Senhor, nosso Deus, Criador dos céus e da terra, não nos deixarias neste mundo de pecado sem uma lei para reger a nossa vida de volta ao Teu encontro. Porque o pecado fez separação entre nós e o Senhor, e a Tua lei nos lembra da nossa condição vergonhosa e completamente dependente de um Salvador. Nela podemos ver a nossa maldade, mas também a Tua bondade; a nossa ira, mas também o Teu amor; o nosso pecado, mas também o Teu perdão; o nosso eu, mas também o Teu caráter na face de Cristo. Seja a nossa obediência o resultado do poder da Tua graça em nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, bem-aventurados!
Rosana Garcia Barros
#Oseias8 #RPSP
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