Reavivados por Sua Palavra


OBADIAS – Comentado por Rosana Barros
20 de junho de 2024, 0:45
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Além de conter apenas um capítulo, este livro também é misterioso quanto a identidade de Obadias e a data específica de sua aplicação profética. Existe, contudo, uma rica e poderosa mensagem nestes 21 versículos. Edom e Israel representam não apenas dois povos distintos, mas duas descendências originárias de irmãos gêmeos. Ao trocar o seu direito de primogenitura por um prato de ensopado de lentilhas, Esaú ficou conhecido como Edom, que significa “vermelho” ou “avermelhado”. Jacó, por sua vez, teve seu nome mudado para Israel após ter lutado com Deus e prevalecido. Apesar do reencontro pacífico entre os irmãos, Esaú permaneceu em sua idolatria e rebelião à vontade de Deus, enquanto Jacó buscou transmitir aos seus descendentes o conhecimento do Senhor.

Nesses dois povos, Deus revela duas realidades, dois caminhos, dois destinos. Edom é acusado de cometer graves delitos contra Israel. “A soberba do [seu] coração” (v.3) e sua falta de entendimento (v.7) lhe custaria a destruição total, de forma que “ninguém mais restará da casa de Esaú, porque o Senhor falou” (v.18). Podemos dizer que Edom representa o grupo dos perdidos, que “no dia da angústia” (v.14), no tempo em que o grupo dos salvos será severamente perseguido, vendo o infortúnio dos filhos de Deus, olharão “com prazer para o seu mal” (v.13) e serão tão malignos quanto os antigos edomitas. Enquanto isso, certos de que “o Dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações” (v.15), “os da casa de Jacó” (v.17), os filhos do Israel espiritual de Deus, serão fortalecidos e firmados na esperança de que sua última luta precede a sublime vitória.

Como Esaú e Jacó vieram do mesmo ventre materno, todos viemos das mãos de um só Criador. Mas como eles fizeram sua escolha sobre que lado seguir e a quem servir, todos temos o livre arbítrio, que define de que lado estamos e a quem adoramos. Está chegando o Dia, amados, em que “ninguém mais restará da casa de Esaú” (v.18), mas “os da casa de Jacó possuirão as suas herdades” (v.17). Está chegando o Dia em que as nações que não consideraram o Senhor e nem O conheceram “serão como se nunca tivessem sido” (v.16). Beberão “do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira” (Ap.14:10), pois rejeitaram beber do “cálice da salvação” (Sl.116:13).

Por muito tempo Esaú acreditou que a fuga de Jacó tinha sido a oportunidade perfeita de assumir o que alegava ser seu por direito. A liderança familiar, as terras e os bens corruptíveis ficaram sob seu controle. No entanto, a profecia quanto a Jacó atormentava o seu coração e representava-lhe uma constante ameaça; sentimento este que foi transmitido de geração em geração. No tempo de algum conflito que levou uma terrível calamidade a Israel, o povo de Edom vibrou e celebrou como se fosse a revogação da profecia e uma nova era para a sua nação. Semelhantemente, há uma profecia que garante a vitória final “dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). E, diante de um tempo sobremodo angustiante para os fiéis servos de Deus, e por se tratar de um grupo insignificante em tamanho, “nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da Sua vinda?” (2Pe.3:3-4).

Amados, o que nos espera daqui para frente são tempos muito angustiosos e probantes. Precisamos, hoje, agora, clamar pelo poder do Espírito Santo em nossa vida a fim de que possamos ser fortalecidos para suportar as provações e ignorar as humilhações e escárnios que virão como setas do Maligno para tentar nos ferir. Olhemos para o nosso Redentor, que como ovelha muda suportou as injúrias e as zombarias vislumbrando a Sua vitória pelos olhos da fé. Jesus foi para a cruz com o peso da aflição de quem não sabia se o Seu sacrifício seria suficiente para o Pai. Os salvos que estarão vivos na ocasião do retorno de Cristo passarão por semelhante prova, apesar de odiados pelo mundo por sua fé inabalável, indagarão naquele Dia: “Quem poderá estar em pé? Estão minhas vestes sem mancha?” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, CPB, vol.1, p.60).

Mas como ao profeta Obadias foi dada a certeza: “os da casa de Jacó possuirão as suas herdades” (v.17), os justos ouvirão a doce voz de Jesus a lhes responder: “Aqueles que têm mãos limpas e coração puro serão capazes de estar em pé; Minha graça vos basta” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, vol.1, p.60). Olhemos para o Autor e Consumador de nossa fé, amados! Olhemos para Aquele que pagou a nossa dívida e nos prometeu que logo estaremos no reino que “será do Senhor” (v.21). “Porque o Dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações” (v.15). Seja este o louvor de nosso coração expectante: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Querido Pai que habita nos Céus, graças Te damos por mais um estudo da Tua santa Palavra! Obadias é um livro pequeno, mas poderoso, porque é o Senhor quem fala. Queremos fazer parte dos da casa de Jacó. Somos tão frágeis e pequenos. Dá-nos força, Senhor! E ajuda aqueles que ainda não Te conhecem a Te conhecer. Sabemos que o Teu Espírito já está fazendo esta obra, mas, como o Senhor mesmo nos comissionou, queremos fazer parte desse ministério de salvação, para que venha o Teu reino. Sentimos saudades, Senhor! Volta logo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#Obadias #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 9 – Comentado por Rosana Barros
19 de junho de 2024, 0:45
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Os filhos de Israel haviam atingido o limite de seus pecados, de forma que o Senhor declarou ao Seu profeta o juízo definitivo sobre o Seu povo. “[Em] pé junto ao altar” (v.1), o justo Juiz havia Se levantado para pronunciar a inevitável sentença. Nem todas as estratégias humanas poderiam afetar ou impedir o que Deus havia estabelecido. Os versos dois ao quatro descrevem a onipresença divina a fim de realizar o Seu juízo. Um contraste direto com os versos oito ao dez do Salmo 139, quando Davi exalta a onipresença de Deus a fim de amparar os Seus filhos. A atuação do Senhor, porém, seria limitada a “[todos] os pecadores” (v.10) do povo, de modo que Ele não destruiria “de todo a casa de Jacó” (v.8).

O anúncio do juízo foi sucedido por uma mensagem de esperança: “Mudarei a sorte do Meu povo de Israel” (v.14). Apesar da difícil sacudidura e do juízo contra o “reino pecador” (v.8), o Senhor não permitiria que caísse “na terra um só grão” (v.9). Ou seja, “[todos] os pecadores” (v.10) sairiam, e nenhum dos justos pereceria. Haveria um tempo de sofrimento para o povo de Deus nesse processo, assim como o grão sofre um trauma ao ser sacudido. Mas semelhante ao trigo no crivo, onde somente a escória é lançada fora, Deus purificaria o Seu povo de todas as iniquidades, estabelecendo-o como Sua planta dileta: “Plantá-los-ei na sua terra, e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o Senhor, teu Deus” (v.15).

Há uma sacudidura acontecendo no meio do povo de Deus que se avoluma e se apressa para o seu desfecho. Enfrentamos um tempo sobremodo decisivo deste processo exaustivo. Tempo em que os olhos do Senhor percorrem toda a Terra em busca de Seus últimos grãos. Pois “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). O prumo divino permanecerá no meio do Israel espiritual até que o último grão seja recolhido e a última palha removida. Este prumo, esta norma de conduta, é a Palavra de Deus, a Sua vontade revelada. Todo aquele que por ela é guiado anda em retidão diante de Deus.

Com a mesma astúcia com que tentou a Cristo no deserto, Satanás usará a própria Escritura Sagrada a fim de desviar os impenitentes da verdadeira orientação bíblica. E muitos que hoje fazem parte do professo povo de Deus, abandonando as fileiras do Senhor e unindo-se às concupiscências do mundo, se tornarão, como escreveu Ellen White, “os piores inimigos de seus antigos irmãos” (O Grande Conflito, CPB, p.614). Isso é muito sério, amados! Não foi sem razão que Cristo mesmo nos advertiu: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mt.26:41). As palavras a seguir são de uma carta escrita por Ellen White e que precisam penetrar o nosso coração com a urgência que requer este tempo. Ela escreveu:

“As pessoas que nos circundam precisam ser despertas e salvas, ou perecerão. Não temos nem um minuto a perder. Todos exercemos uma influência que fala em favor da verdade ou contra ela. Desejo levar comigo as inconfundíveis evidências de que sou uma discípula de Cristo. Queremos algo além da religião do sábado. Necessitamos dos princípios vivos e de sentir diariamente nossa responsabilidade individual. Isso é evitado por muitos e seu resultado é descuido, indiferença, falta de vigilância e espiritualidade. Onde está a espiritualidade da igreja? Somos homens e mulheres cheios de fé e do Espírito Santo? Minha oração é: ‘Purifica Tua igreja, ó Deus’. […] Deus está peneirando Seu povo. Ele terá uma igreja pura e santa. […] Têm surgido pessoas corrompidas que não poderiam viver com o povo de Deus. Elas desprezaram a reprovação e não gostavam de ser corrigidas. […] A ira de Deus cairá sobre nós se esses corruptos pretensiosos permanecerem em nosso meio. […] O peneiramento está em curso. Não venhamos a dizer: ‘Detém Tua mão, ó Deus’. A igreja precisa ser purificada e isso acontecerá” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, vol.1, p.99, 100).

A mensagem é muito clara, amados: a sujeira sai e o grão fica. Não haverá o surgimento de uma nova igreja, e sim o processo de purificação dos adventistas do sétimo dia. Portanto, a alternativa não é sair da igreja, por qualquer motivo que seja, mas nela permanecer ainda que severamente provados. Sabendo que ainda existe uma mistura no meio de Israel, não é nosso papel definir quem é palha e quem é grão, mas unir o nosso coração ao coração de Deus a fim de que permaneçamos dentro do crivo de Jesus até que Ele volte. “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). “Senhor é o Seu nome” (v.6). E o Senhor mesmo preencherá as fileiras vazias com aqueles que atenderão ao Seu último chamado.

Nosso Pai Celestial, há uma sacudidura acontecendo agora mesmo no meio do Teu povo e que se apressa para o fim. Queremos ser Teus preciosos grãos, Senhor! Dá-nos a perseverança dos santos, um povo que Te obedece porque Te ama e Te conhece! Fortalece a nossa fé em Jesus, pois Ele é o Autor e o Consumador de nossa fé. Instrui-nos mediante a Tua Palavra e que Teu Espírito imprima em nós o caráter de nosso Salvador. Louvado seja o Teu nome por mais este estudo profético! Firma os nossos passos nos Teus, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, grãos no crivo de Deus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Amós9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 8 – Comentado por Rosana Barros
18 de junho de 2024, 0:45
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Através de ilustrações do dia a dia, o Senhor revelava “Seus segredos aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). Usando um trocadilho, o profeta expôs duas palavras que em hebraico possuem a pronúncia semelhante: “frutos de verão” (v.1) e “fim” (v.2), apontando para o resultado da apostasia nacional. No lugar dos cânticos haveria pranto e mortos “em todos os lugares” (v.3). Em lugar do estrépito de seus cânticos e das melodias de suas liras (Am.5:23), haveria “Silêncio!” (v.3). Aproximava-se a ruína da nação que destruía “os miseráveis da terra” (v.4) e procedia “dolosamente com balanças enganadoras” (v.5).

Como se não bastasse, suas obras continuavam revelando a sua dureza de coração, de forma que lhes sobreviria um juízo semelhante ao que foi derramado sobre o Egito (v.8 e 10). Sinais na terra e no céu seriam vistos e sentidos por todos. Mas creio que o pior deles seria aquele que afetaria cada um de forma individual. Havia um tempo de graça sendo estendido ao povo, e Amós deixa bem claro que esse tempo tinha data de validade. Pois chegaria o momento em que, ainda que corressem e se esforçassem por encontrar a Palavra de Deus, não mais a achariam. Não a procurariam, portanto, a fim de conhecer a Deus e buscá-Lo de todo o coração, mas como uma tentativa desesperada de quem percebe que está prestes a colher os maus frutos das “suas obras” (v.7).

A começar pelo Seu povo, aquele que tem sido agraciado com a Palavra da Verdade, o Senhor tem dado a Sua palavra de advertência. “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17), assim como chegou para o antigo Israel. E como Deus separou Abraão da casa de sua parentela; como buscou separar Israel das influências das nações pagãs; como cuidou de Elias e de João Batista no deserto; como foi com Daniel e seus amigos que, mesmo numa corte pagã, se destacaram por sua fidelidade ao Senhor; como enviou Jesus ao mundo, que cresceu em um lar campestre aprendendo de seus pais as sagradas lições que O ensinaram a conhecer e amar o Pai, assim também Deus tem um propósito santo para a Sua última igreja na Terra.

Em meio a uma geração que prefere se amoldar aos padrões deste mundo, existe um pequeno povo que sustenta os princípios da Palavra do Senhor. Que pelo conhecimento de Deus são portadores de uma mensagem de esperança e salvação. Cujo zelo revela o desgosto ao ver o procedimento insensato dos que não guardam a Palavra do Senhor (Sl.119:158). Cuja alma desfalece aguardando a salvação, mas que espera e confia na fidelidade dos testemunhos que saem da boca de Deus (Sl.119:81 e 88). Um povo que, qual Amós, não sustenta qualquer tipo de mérito ou privilégio (Am.7:14), mas que permanece em constante vigilância contra as ciladas do enganoso coração. Um povo que não ousa olhar para o Céu antes de lançar por terra o próprio eu. Que diariamente convida o Espírito Santo como seu conselheiro e amigo mais íntimo.

A não ser que o nosso eu esteja escondido em Cristo de forma que Ele Se revele em nós, e jamais saberemos o que significa: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14). Enquanto muitos se esforçam por fazer brilhar na vida uma luz espúria, a verdadeira luz só pode ser manifestada naqueles que estão conectados à fonte de toda luz: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e, luz para os meus caminhos” (Sl.119:105). Aqueles, porém, que, no tempo da graça, têm rejeitado os mais brilhantes raios de luz já dados por Deus à humanidade, estão caminhando para o tempo de densas trevas (v.9), em que “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (v.12). “Esses mesmos cairão e não se levantarão jamais” (v.14).

O que mais precisa acontecer, amados, a fim de que nossos olhos se abram para ver o amor e a salvação de Deus em Sua puríssima Palavra (Sl.119:140)? Quanto tempo mais até que despertemos para perceber a solenidade de nossos dias e quão perto estamos do encontro com o nosso Deus? É tempo de falar o que precisa ser dito, “quer ouçam, quer deixem de ouvir” (Ez.2:7).

Estudemos os testemunhos dos fiéis servos de Deus na Bíblia. Estudemos os testemunhos dos reformadores protestantes e dos pioneiros adventistas. “Considerai o vosso passado” (Ag.1:5). Em sua árdua missão, Tiago White deixou registradas palavras que bem definem “a carreira que nos está proposta” (Hb.12:2): “O verdadeiro discípulo não viverá para satisfazer o eu, mas para Cristo e para o bem dos Seus pequeninos. Ele está pronto a sacrificar sua comodidade, prazer, conforto, conveniência, vontade e desejos egoístas, pela causa de Cristo, ou nunca reinará com Ele em Seu trono” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, vol.1, p.85, 86).

Clamemos pelo poder do Espírito Santo em nossa vida, e certamente seremos as testemunhas de Jesus nesses dias decisivos (At.1:8).

Nosso Pai Celestial, como Isaías, reconhecemos que somos “um povo de impuros lábios” (Is.6:5)! Sendo assim, toca a nossa boca com “uma brasa viva” do Teu altar e purifica-nos de nossos pecados (Is.6:6-7), para que possamos declarar de todo o nosso coração: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is.6:8); antes que cheguem os dias maus em que se dirá: “Passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos” (Jr.8:20). Queremos ver a Tua face e receber o Teu abraço, Senhor! Que a Tua Palavra continue iluminando o nosso caminho até esse tão almejado encontro. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9)!

Rosana Garcia Barros

#Amós8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 7 – Comentado por Rosana Barros
17 de junho de 2024, 0:45
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Em visão, Amós contemplou três cenários de destruição. O primeiro deles era tão severo que o profeta declarou: “Senhor Deus, perdoa, rogo-Te; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno” (v.2). O segundo, semelhante ao primeiro, também fez o profeta tremer diante de seus terríveis resultados, de forma que novamente expressou sua aflição: “Senhor Deus, cessa agora; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno” (v.5). Mas, então, o Senhor apresentou a Amós o terceiro cenário: “Eis que porei o prumo no meio do Meu povo Israel; e jamais passarei por ele” (v.8). O prumo é um instrumento indispensável na construção civil, que serve para definir o alinhamento de uma edificação. Portanto, Deus provaria o Seu povo para ver se andaria ou não em retidão diante dEle.

A mensagem era muito clara, amados: Havia um juízo iminente contra Israel. Amós se preocupou com um grupo ao qual chamou de Jacó, uma pequena porção. O arrependimento de Deus frente às duas súplicas do profeta não era, porém, como se Ele desistisse de fazer algo, e sim que há um intervalo entre o que Deus diz que fará e o que Ele de fato realiza, chamado misericórdia. O homem de Deus percebeu que os dois primeiros juízos poderiam afetar até mesmo aqueles que sinceramente estavam buscando ao Senhor e clamou para que aquelas ameaças não acontecessem. O fato de não ter contestado o terceiro juízo não significa que tenha sido uma opção mais maleável, e sim porque, mesmo que Israel fosse penalizado por sua rebeldia, isso não afetaria a fé do pequeno grupo de crentes que decidiria viver em conformidade com “o prumo” (v.8) divino.

Mas enquanto Amós declarava a sua preocupação com o bem-estar e a salvação de seus irmãos, com a humildade de quem não se considerava acima de ninguém, ao mesmo tempo era acusado de traição. O “sacerdote de Betel” (v.10), o líder espiritual da nação, aquele que deveria ser o primeiro a dar ouvidos às palavras do profeta, foi o primeiro a rejeitar a mensagem e dar ordem de deportação a Amós. Os líderes de Israel não souberam reconhecer os oráculos de Deus, simplesmente porque não estavam dispostos a viver conforme as suas exigências. Como nação eleita, era sua responsabilidade representar o reino de Deus como um muro bem edificado e reto, não permitindo passagem a quem quer que ameaçasse a sua estrutura. Mas qual muro repleto de brechas, Israel acolheu as iniquidades das nações pagãs, deixando de ser um povo santo e separado, para ser um povo profano e misturado.

Oh, amados, não têm as Escrituras falado conosco nesses últimos dias, como se escritas especialmente para este tempo? Temos uma mensagem clara e urgente: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7). Há um juízo em andamento e um juízo final iminente (Ap.14:9-11). Ao portador de uma mensagem de salvação foi dito: “Fora daqui!”. Será que não estamos fazendo o mesmo com aqueles que o Espírito Santo tem usado a fim de nos despertar para um estilo de vida que glorifique a Deus e favoreça a nossa comunhão com Ele? Será que verdadeiramente temos sido honestos conosco e com os outros, pregando, por preceito e por exemplo, a verdade presente para os nossos dias?

Amados, precisamos clamar ao Senhor por misericórdia! Precisamos urgentemente de um genuíno reavivamento e reforma! Precisamos sinceramente reconhecer a nossa debilidade e incapacidade diante de Deus e rogar pelo Seu poder transformador em nossa vida! Esse é um desafio diário que requer abnegação de tudo aquilo que tem sido prejudicial em nossa jornada cristã. Precisamos clamar para que o precioso sangue do Cordeiro lave a nossa vida e dê o propósito certo à nossa existência, que é glorificar a Deus.

Eu oro para que a igreja de Deus, inclusive e principalmente seus líderes, experimentem uma conexão tal com o Senhor que saibam reconhecer o que vem dEle e o que não vem. Para que não tentem calar os Amós atuais que o Espírito Santo tem usado como os atalaias do último Israel de Deus. Existe um pequeno povo que, qual Jacó, tem lutado com Deus neste tempo de noite espiritual. Oremos, amados! Oremos para que a nossa fé não desfaleça! Supliquemos ao Senhor, com as palavras do profeta:

“Senhor Deus, perdoa, rogo-Te; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno. […] Senhor Deus, cessa agora; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno” (v.5). Somos pequenos e indefesos diante dos nossos inimigos, mas se o Senhor está conosco, não temos o que temer. Como no tempo de Amós, resta hoje um pequeno povo, o Teu remanescente. Queremos fazer parte dele, Pai de amor. Ilumina e santifica a nossa vida com a Tua Palavra. Nós Te bendizemos e Te agradecemos por Tua bondade e misericórdia para conosco a cada dia! Nós Te amamos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, pequeno Jacó!

Rosana Garcia Barros

#Amós7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 6 – Comentado por Rosana Barros
16 de junho de 2024, 0:45
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Estudando as Escrituras, mais precisamente o livro do profeta Jeremias, Daniel se deu conta do momento solene em que estava vivendo, às portas de cumprir-se a profecia acerca dos setenta anos de cativeiro babilônico. Diante de tal descoberta, o profeta pôs-se a buscar ao Senhor “com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (Dn.9:3). E a resposta de Deus foi imediata e sublime. Ele enviou o anjo Gabriel no princípio das súplicas do profeta para lhe revelar o entendimento acerca da profecia e lhe declarar o quanto ele era amado (Dn.9:23). Houve, porém, resistência da parte do inimigo e Alguém ainda mais poderoso foi enviado em seu favor.

Ao compreender o “grande conflito” (Dn.10:1) de que falava a profecia, Daniel pranteou, ou seja, angustiou-se, “durante três semanas” (Dn.10:2). Durante vinte e um dias, o profeta aplicou o seu coração a humilhar-se perante Deus e nEle buscar as respostas às suas inquietações. Foi quando, em visão, contemplou o próprio Jesus e, diante da Majestade dos Céus, ao som de Suas palavras, caiu sem sentidos, “rosto em terra” (Dn.10:9). Contudo, uma mão lhe tocou, lhe sacudiu e lhe pôs prostrado. Daniel se pôs em pé ainda tremendo e uma dor sobremodo grande tomava conta de seu corpo a ponto de declarar não ter lhe sobrado “força alguma” (Dn.10:17). Então, ao ouvir a voz segunda vez, sentiu-se fortalecido.

O capítulo de hoje apresenta um povo completamente inerte ao cenário profético que estava prestes a enfrentar. Acomodados com sua religiosidade e despreocupados quanto à sua condição laodiceana, regalavam-se em suas festas insanas, comendo, bebendo e cantando “à toa” (v.5). Banqueteavam-se enquanto diziam “estar longe o dia mau” (v.3). Ao contrário de Daniel, que se absteve de “manjar desejável”, de carne e de vinho e de ungir-se “com óleo algum” (Dn.10:3), os filhos de Israel comiam “os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro” (v.4), bebiam “vinho em taças” e ungiam-se “com o mais excelente óleo” (v.6). Eles não se afligiram e nem atentaram com a ruína que estava prestes a cair sobre a nação.

Será que estamos longe desta realidade, amados? Examinemos o que aconteceu com Daniel por etapas:

1. Daniel estudou as profecias;
2. Daniel entendeu as profecias;
3. Daniel orou, jejuou e se humilhou perante Deus;
4. Daniel recebeu entendimento ainda maior;
5. Diante de tal entendimento, Daniel angustiou-se e aplicou o coração a entender melhor os planos de Deus;
6. Em tempo de angústia, abriu mão do que poderia atrapalhar a sua busca;
7. Ao contemplar Jesus, e ao ouvir as Suas palavras, sentiu-se fraco e débil;
8. Prostrado, recebeu forças para se levantar;
9. Reconhecendo a sua fraqueza, suas forças foram renovadas;
10. Firmado na “escritura da verdade” (Dn.10:21), tornou-se vitorioso pela vitória de Miguel, o Senhor dos Exércitos.

Conforme estudamos nas profecias de Daniel, desde 22 de outubro de 1844, estamos vivendo o grande dia da expiação profético. E qual deve ser a nossa conduta diante de tal entendimento? Vejamos: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv.23:29). Percebem a solenidade deste momento? Quanto mais examinamos as Escrituras, mais devemos sentir a nossa necessidade de buscar ao Senhor. Quanto mais buscamos ao Senhor, mais o Seu Espírito nos mostra o que precisamos renunciar por amor a Jesus. Quanto mais nos aproximamos de Jesus e buscamos entender as Suas palavras, mais reconhecemos a nossa debilidade e fraqueza. E quanto mais reconhecemos a nossa debilidade e fraqueza, mais sentimos a necessidade de um Salvador. “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

O que é a força do homem comparada à força do Onipotente? Nada! O Senhor não está interessado em ver templos suntuosos e cultos atraentes, mas eis para quem Ele olha: “mas o homem para quem olharei é este: o aflito e abatido de espírito e que treme da Minha palavra” (Is.66:2). A aflição que o profeta Daniel sentiu e de que a Bíblia se refere não é no sentido de reclamar da vida, amados, mas de dedicar a vida por completo aos cuidados dAquele que muito em breve tornará a nossa aflição em eterna alegria. O tempo de aflição antecede o tempo de regozijo. Como está escrito: “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6).

Como estamos vivendo o dia de angústia? Vivendo sem receio, pensando estar adorando a Deus quando na verdade estamos servindo ao nosso ventre e aos nossos desejos? Ou, como Jacó, estamos clamando em grande angústia de alma: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (Gn.32:26)? Despertemos, amados! As profecias nos apontam um fim iminente! A natureza grita que este mundo está nos momentos finais! As desculpas e o esforço humano de nada servirão quando eclodir o tempo de angústia final.

Ellen White escreveu: “Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de angústia, ou em qualquer ocasião subsequente. O caso de todos estes é sem esperança” (O Grande Conflito, CPB, p.626).

Fazemos parte de um movimento profético e com uma mensagem sobremodo solene. Hoje é tempo de buscar ao Senhor com toda oração e súplicas, a fim de resistirmos à hora de aflição que diante de nós está, como também o Espírito Santo nos revelou através de Sua serva: “O tempo de agonia e angústia que diante de nós está, exigirá uma fé que possa suportar o cansaço, a demora e a fome – fé que não desfaleça ainda que severamente provada. […] Jacó prevaleceu porque era perseverante e decidido. Sua vitória é uma prova do poder da oração importuna. […] Os que não estão dispostos a negar o eu, a sentir verdadeira agonia perante a face de Deus, a orar longa e fervorosamente rogando-Lhe a bênção, não a obterão. Lutar com Deus – quão poucos sabem o que isso significa!” (O Grande, Conflito, CPB, p.626, 627).

Despertai e tremei, vós “que viveis despreocupadamente; turbai-vos, vós que estais confiantes” (Is.32:11)! Pois eis que a profecia “se apressa para o fim e não falhará” (Hc.2:3). Busquemos ao Senhor através de Sua Palavra, pois nela encontramos o plano vitorioso de Deus para este grande conflito.

Nosso Deus e pai, Senhor dos Exércitos, queremos ser Teus servos e soldados devidamente revestidos de Tua armadura. Dá-nos a sabedoria e o poder necessários para sermos vitoriosos contra o pecado. Imprime em nós o caráter manso e humilde de Cristo a fim de vivermos como Ele viveu, amarmos como Ele amou, servirmos como Ele serviu. Enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, fiéis dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#Amós6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 5 – Comentado por Rosana Barros
15 de junho de 2024, 0:45
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Recusando-se em dar ouvidos ao Senhor e se converter dos seus maus caminhos, Israel colheria os resultados de sua insensatez. Sua condição foi revelada em uma lamentação que indicava a misericórdia divina ainda sendo manifestada, mesmo que apenas para conservar um décimo da nação (v.3). “Buscai ao Senhor e vivei” (v.6), era o apelo comovente que irrompia dos lábios do profeta. Seu ministério, contudo, não consistia em minimizar os juízos de Deus, mas declará-los com a clareza e a verdade necessárias; palavras que foram recebidas com rejeição: “Aborreceis na porta ao que vos repreende e abominais o que fala sinceramente” (v.10).

Este capítulo apresenta um Israel religioso, exímio cerimonialista e músico excepcional. No entanto, quanto à sua religião, Deus disse: “Aborreço” (v.21). Quanto às cerimônias: “nem atentarei” (v.22). E quanto aos louvores: “Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos” (v.23). Além de ter proferido um “Ai” que pode deixar bem confuso quem não compreende o contexto: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor!” (v.18).

Era um povo que sonhava com a vinda do Messias. Confiantes na promessa de um Salvador que descenderia da raiz de Davi, ostentava ser o povo da aliança, esquecendo-se, porém, do Deus da aliança. Os pobres e necessitados eram rejeitados e o tratamento de uns para com os outros era medido conforme o poder aquisitivo. Não havia amor genuíno, mas um jogo de interesses que fazia de Israel um povo com a mensagem certa, mas com as atitudes erradas.

Imagine que você vivesse no tempo da segunda guerra mundial e, buscando algum conforto, entrasse em uma igreja e se deparasse com Hitler pregando sobre o amor de Deus. Você conseguiria dar ouvidos a tal sermão? Creio que não. E o porquê desta resposta é um tanto lógica: porque as suas palavras não seriam fiéis ao que ele realmente praticava. É fácil ser um bom crente de igreja, difícil é ser a igreja do único que é Bom (Mt.19:17). Tudo isso foi resumido por Tiago numa única sentença: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22). Ele ainda fez referência à prática dos mandamentos (Tg.1:25) e ao perigo que existe em não refrear a língua (Tg.1:26). E terminou explicando o que é, aos olhos de Deus, a verdadeira religião: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg.1:27).

Jesus está prestes a vir buscar as dízimas da terra, aqueles que buscam viver o evangelho que pregam. O Senhor não dirá a Seus justos: “Vinde benditos de Meu Pai, porque vocês construíram suntuosas igrejas, vestiram-se com decência e bom gosto, prepararam os melhores programas e cantaram como ninguém”. Mas Ele dirá: “Vinde benditos de Meu Pai […] Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e fostes ver-Me” (Mt.25:34-36).

Precisamos parar de edificar “casas de pedras lavradas” (v.11) em um tempo que requer de nós a renúncia do eu em favor do próximo. E clamar ao Espírito Santo que nos conceda a prudência tão necessária nesses dias finais. Pois “o que for prudente guardará, então, silêncio, porque é tempo mau” (v.13). “Aborrecei o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo” (v.15). Do contrário, “para que desejais vós o Dia do Senhor?” (v.18).

Amados, o reavivamento tão necessário não se trata de um culto prolongado em manifestações emocionais, porque esse uma hora acaba. O verdadeiro reavivamento consiste na entrega de nossa vida aos cuidados do Espírito Santo e o resultado consiste no Seu fruto em nós (Gl.5:22-23). Que possamos buscar no Senhor o genuíno reavivamento. Então, poderemos unir nosso clamor ao do discípulo amado: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Deus dos Exércitos, não queremos desejar o Teu Dia e pedir que ele venha sem discernimento. Reaviva-nos pelo poder do Teu Espírito! Que a Tua Palavra continue iluminando o nosso caminho e fortalecendo a nossa fé, para que possamos viver em verdade uma religião pura e sem mácula. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#Amós5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 4 – Comentado por Rosana Barros
14 de junho de 2024, 0:45
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A profecia específica contra as mulheres de Samaria não foi exclusiva, no que se trata de juízos contra as mulheres de Israel. Por duas vezes, Isaías repreendeu as filhas de Sião por sua arrogância e vaidade (Is.3:16-26) e por se mostrarem acomodadas e negligentes com relação ao seu importante papel no desenvolvimento e bem-estar do lar e da nação (Is.32:9-11). Em visão, Ezequiel também viu na entrada do Tabernáculo, “mulheres assentadas chorando a Tamuz”, um deus babilônico (Ez.8:14). O profeta Amós, portanto, foi mais uma voz de advertência àquelas que foram escolhidas por Deus para uma missão de caráter sagrado e de propósitos eternos.

A cegueira espiritual de Israel se deu, em grande parte, pelo procedimento insensato e indiferente daquelas que deveriam iluminar seus lares com a luz provinda das Escrituras. Mas qual as “vacas de Basã” (v.1), que viviam em campos férteis engordando a fim de serem abatidas, as mulheres de Israel exigiam de seus maridos uma vida de ostentação, ignorando, mesmo que de forma indireta, que o seu luxo custava o que poderia dar alívio aos necessitados, caminhando, desapercebidas, como o gado cevado para a morte iminente. Era um tempo em que as mulheres se preocupavam apenas com o embelezamento de si mesmas e de suas casas, enquanto seus filhos cresciam em um lar economicamente próspero e nominalmente religioso, mas espiritualmente falido.

Que dor não sentiam os profetas de Deus em ver seu povo se autodestruindo! Imagino esses homens de Deus com lágrimas nos olhos e voz embargada ao proferir essas palavras difíceis. Principalmente ao perceberem que suas mensagens eram consideradas alarmistas e fanáticas. Amós descreveu a religião de Israel como uma religião ativa e publicamente divulgada. Havia sacrifícios matinais diários, devolução de dízimos “de três em três dias”, “sacrifício de louvores do que é levedado”, “ofertas voluntárias”, tudo isso sendo publicado, porque disso gostavam (v.4-5). Era a típica religião de aparências. Resultado dessa religiosidade: “Vinde a Betel e transgredi, a Gilgal, e multiplicai as transgressões” (v.4).

Resumindo, amados: Estava tudo errado. Tudo errado! O que julgavam ser meios de se aproximarem de Deus, na verdade os afastavam ainda mais do Senhor e de Sua santa vontade. Com isso, os meios divinos não foram reconhecidos a fim de que se convertessem a Ele. O Senhor enviou a fome, a seca, as pragas na vegetação, a doença, a violência e até mesmo a destruição de suas cidades, mas nem assim se converteram ao Senhor nem tampouco se arrependeram de seus pecados. Era naquela situação degradante que teriam de se deparar com o “Senhor, Deus dos Exércitos” (v.13). Um último e comovente apelo foi erguido ainda assim: “Prepara-te, ó Israel” (v.12)!

Não é o capítulo de hoje uma mensagem atual? De que forma nos encontramos, mulheres? De que forma nos encontramos, Israel de Deus? Onde estão os nossos olhos e onde está o nosso coração? Olhando para o Céu, para o Autor e Consumador de nossa fé, com o coração humilde e silente a fim de ouvir e aceitar os planos do Senhor em nossa vida? Ou olhando para baixo, para este mundo corrupto, contemplando e admirando as redes sociais e as selfies que tão somente revelam a vaidade humana? O que mais precisa acontecer para que despertemos de nosso sono letal? Vocês acham que Deus considera como de pequena importância a insensibilidade do Seu povo, enquanto milhares de pessoas morrem todos os dias sem o conhecimento de Deus? É à nossa geração que Jesus tem clamado a plenos pulmões enquanto estende perante o Pai as marcas de Seu sacrifício: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mc.7:6).

Prepara-te, ó Israel! Prepara-te “para te encontrares com o teu Deus” (v.12)! Porque “vem o nosso Deus e não guarda silêncio” (Sl.50:3). O nosso coração deve arder nesta expectativa e buscar o preparo necessário não importando se Jesus volte hoje, amanhã ou daqui há cem anos. Sinceramente, amados, nunca foi a minha intenção compartilhar qualquer palavra alarmista, mas o meu coração tem ardido cada dia mais na certeza de que logo nos encontraremos com o nosso Deus. Não é tempo de oferecer ao Senhor louvores levedados por nossos gostos pessoais corrompidos. É tempo de viver na presença de Deus ainda que o mundo e até mesmo aqueles que mais amamos nos humilhem ou ignorem. “Prepara-te, povo Meu!”, diz o Espírito Santo a cada um de nós. “Prepara-te […] para te encontrares com o teu Deus” (v.12)! Este é o apelo urgente dAquele que breve virá!

Senhor, Deus dos Exércitos, certamente esta palavra profética nos alcança hoje com a mesma força e autoridade. Todas estas profecias têm a Tua assinatura e isto, por si só, deveria nos levar à profunda e séria reflexão. Tudo que necessitamos conhecer nos foi deixado escrito para preparo nosso e de nossa família. Oh, Pai, desperta-nos e converte-nos a Ti! E usa-nos para a Tua glória neste tempinho final de graça! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, Israel que despertou!

Rosana Garcia Barros

#Amós4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 3 – Comentado por Rosana Barros
13 de junho de 2024, 0:45
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O castigo iminente contra a maldade de Israel, bem como os juízos contra as demais nações não eram sentenças definitivas, mas alertas proféticos, assim como a trombeta anunciava o conflito e o rugido de um leão contra a sua presa. Quando o profeta Jonas, por exemplo, foi chamado para ir a Nínive, sua mensagem não incluía um apelo ao arrependimento, e sim de juízo: “Ainda em quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn.3:4). A resposta àquela dura mensagem foi de profundo arrependimento e sincera humilhação diante de Deus. E toda a cidade foi salva de seus pecados. Pessoas que, segundo Deus, não sabiam discernir “entre a mão direita e a mão esquerda” (Jn.4:11). Ou seja, um povo que não tinha o conhecimento de Deus, mas que, ainda assim, O buscou de todo o coração se esforçando por alcançar o Seu perdão e a Sua aprovação.

Uma atitude similar deveria ter acontecido em Israel. Mas diante do castigo vindouro, o povo permanecia em sua letargia espiritual, corrompendo ainda mais suas faculdades e selando o juízo predito. Samaria, capital da nação, havia se tornado a capital da depravação e do luxo. Castelos, casas de verão, casas de inverno e grandes casas ornadas com marfim compunham o cenário de uma sociedade dominada pelos ricos. E nos “altares de Betel” (v.14) eram praticados todos os tipos de rituais detestáveis. Ainda sustentando fazer parte da herança eleita, o coração endurecido do povo permanecia estático e as palavras do profeta uma grave ofensa à sua consciência embotada pelas orgias e estilo de vida depravado.

A triste condição de que “Israel não sabe fazer o que é reto” (v.10) precisa ecoar como uma trombeta em nossos ouvidos, hoje. Temos o velho hábito de estudar os relatos sobre o antigo Israel como se tivessem ficado no passado de um povo rebelde e inconstante. Mas o apóstolo Paulo bem compreendeu a razão desses registros: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6). Como Israel de Deus, precisamos dar ouvidos à Palavra do Senhor, revelada a nós através de Seus profetas. A verdade presente para o nosso tempo através das três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12 não é tão fácil de se proclamar quanto os juízos anunciados por Amós. Seu teor inclui um juízo global que está em andamento, um juízo sobre um sistema político-religioso denominado de Babilônia e um juízo final contra todo aquele que “adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão” (Ap.14:9).

Como vemos, não é bem a mensagem de “Deus é amor” que a maioria gostaria de ouvir. Sim, amados, Deus é todo amor! Ele é o próprio Amor (1Jo.4:8)! E é justamente causa desse amor que Ele não pode permitir que o mal se perpetue. É por amor que Ele repreende e disciplina a fim de despertar o Seu povo adormecido (Ap.3:19). Foi por amor que Cristo pagou o preço que jamais poderíamos pagar. E deve ser por amor, a entrega da nossa vida a Ele.

Quando alguém se converte genuinamente e passa a entender a verdadeira natureza do pecado, de como ele entristece o coração de Deus e como também magoa os seus semelhantes, não permanece na prática do pecado. Ainda que na jornada aconteçam momentos de fraqueza, sua alma gemerá as dores de quem enfrenta o grande conflito pessoal: “mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”. E a maravilhosa resposta vem logo em seguida: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:23-25).

“O Senhor olha dos céus; vê todos os filhos dos homens; do lugar de Sua morada, observa todos os moradores da Terra” (Sl.33:13-14). O que Ele tem visto ao olhar para a Sua igreja, hoje? Templos bem edificados e ornados com marfim, ou um povo “que vive com integridade, e pratica a justiça, e de coração fala a verdade; que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao Senhor; que jura com dano próprio e não se retrata; que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente” (Sl.15:2-5)?

Sabem, amados, o que conforta o nosso coração é saber que, através da palavra profética de Ellen White, o Senhor nos revelou de que a Sua igreja pode até parecer que está prestes a cair, mas não cairá. Louvado seja Deus! Que façamos parte, pela graça de Cristo e poder do Espírito Santo, da última igreja que revelará o caráter manso e humilde do Salvador, o único tesouro que Deus leva em conta.

Deus amado, que o Senhor seja o nosso tesouro particular. É certo que temos uma mensagem de juízo para dar ao mundo e não podemos negligenciar tal responsabilidade. Mas também é uma mensagem de esperança a um mundo que Deus amou de tal maneira, com tanta intensidade, que deu o melhor do Céu, Seu Filho amado, para dar vida eterna a todo o que nEle crê. Que essa mensagem primeiro transforme a nossa vida e caráter, então, pelo poder do Espírito, seremos capacitados a dar a mensagem ao mundo como testemunhas de Jesus. Ajuda-nos a darmos ouvidos aos Teus servos, os profetas e batiza-nos com o Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, mensageiros da esperança!

Rosana Garcia Barros

#Amós3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 2 – Comentado por Rosana Barros
12 de junho de 2024, 0:45
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Após as ameaças contra as nações inimigas, Judá e Israel não escaparam da indignação do Senhor. Seus pecados eram ainda maiores do que os das demais nações, visto serem conhecedores da verdade enquanto andavam em “suas próprias mentiras” (v.4). O Reino do Norte foi além, manifestando uma conduta depravada e idólatra, a ponto de perverter “o caminho dos mansos” (v.7) e profanar o nome do Senhor com práticas sexuais ilícitas. Numa tentativa de não contaminar suas vestes, participavam dos cultos abomináveis e sensuais com roupas emprestadas (v.8) e tinham prazer em extorquir os pobres e necessitados do povo.

Deus despertou a memória de Israel ao tempo de sua saída do Egito, aos quarenta anos de peregrinação no deserto e à conquista de Canaã, de como Ele conduziu o Seu povo e lhe suscitou homens e mulheres como profetas e nazireus; pessoas que receberam do Senhor a capacitação para um ministério de educação, a fim de orientar o povo “no caminho em que deve andar” (Pv.22:6). Mas como filhos rebeldes, buscavam corromper os escolhidos de Deus e rejeitavam qualquer profecia que contrariasse suas práticas promíscuas e sua religião de rituais vazios e inúteis. Israel chegou ao terrível ponto de vender “o justo por dinheiro” e condenar “o necessitado por causa de um par de sandálias” (v.6).

Existe uma confusão muito grande no mundo cristão a respeito da justificação pela fé e da questão das obras. É certo que, se Deus condena a desobediência à Sua Lei e expôs em Sua Palavra vários relatos dos Seus juízos aos impenitentes, a obediência é um requisito exigido pelas leis divinas que regem o universo. No entanto, desde o primeiro delito ficou muito claro de que nada do que o ser humano faça pode salvá-lo da condenação do pecado. Cada sacrifício e holocausto representava o ato substitutivo que somente Alguém que fosse a própria Vida poderia realizar. A salvação pela graça, mediante a fé (Ef.2:8), contudo, não nos autoriza a desprezar a Lei, pelo contrário, ela nos impulsiona a viver “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6); a mesma fé manifestada na vida de Jesus, que “a Si mesmo Se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).

Por outro lado, também existe outra classe de pessoas, professos cristãos, que embora pareçam piedosos, ignoram muitas orientações proféticas, ainda que professem admirá-las. O problema pode estar exatamente aí: apenas admiram. E para aplacar a consciência, se envolvem em atividades religiosas como para apresentar suas agendas diante de Deus. Toda a vida de Cristo está relatada nos evangelhos em cumprimento direto a tudo o que a respeito dEle está escrito. Jesus viveu conforme todas as orientações proféticas e nos deixou o perfeito exemplo do que significa: “a fé sem obras é morta” (Tg.2:26). A Sua dependência do Pai e completa entrega a Ele era o que naturalmente guiava os Seus passos na direção de quem dEle necessitava, e firmava o Seu caráter manso e humilde.

Amados, a descrição de Laodiceia é tão lamentável e medíocre quanto a do antigo Israel (Ap.3:15-17). O Senhor sabia que diante das dificuldades dos últimos dias, o Seu povo cairia num torpor que seria fatal para muitos. Como Adão e Eva tentaram cobrir a sua nudez com folhas de figueira, muitos hoje têm depositado a sua confiança em suas próprias obras, enquanto Jesus permanece do lado de fora solicitando entrada (Ap.3:20). Para eles está tudo bem ser ativo em uma igreja enquanto contemplam, ou até mesmo praticam, pornografia e violência; está tudo bem gastar horas na televisão ou na Internet comparado aos poucos minutos em sua “devoção” automática; está tudo bem assistir novelas, séries e filmes que incitam a sensualidade, o adultério, a mentira e demais condutas condenadas por Deus, enquanto frequentam os cultos, que, aliás, geralmente são considerados monótonos e desinteressantes (Por que será, não é mesmo?); está tudo bem condescender com o apetite destruindo o corpo, que é o “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19), pois afinal de contas no prato também têm uma folha de alface e umas rodelas de tomate; está tudo bem vestir uma roupa sensual, pois o importante é estar na igreja e não o que visto.

Em nome de Jesus, amados, não considerem essas palavras agressivas! Nem tampouco como setas apontadas em alguma direção. Até porque a salvação é individual. Considerem como palavras de quem um dia esteve daquele lado e que, pela graça maravilhosa de Jesus, foi salva e luta diariamente para não olhar para trás. Quantas vezes eu fui confrontada pelo Espírito Santo e até por pessoas usadas por Ele a fim de perceber o mal que eu estava causando a mim mesma e à minha família e como estava cada vez mais longe de Deus e de Sua vontade.

Nenhuma das vezes foi fácil ouvir e entender que eu estava errada, simplesmente porque a nossa natureza é atraída pelo que é carnal e não gostamos de ser repreendidos. Mas podem ter certeza, meus amados irmãos, que toda fraqueza vencida pelo poder da Palavra e da oração, foi uma força adicional para que eu pudesse vencer as demais. Não que ainda não enfrente lutas, pois quanto mais perto chegamos de Jesus, mais nossos olhos se abrem para perceber o quão dessemelhantes dEle nós somos. Hoje entendo que não é porque tenho rejeitado o que o mundo oferece que serei salva, mas, porque fui salva, nada do que o mundo oferece me interessa mais. Percebem a diferença?

Quando tiramos os olhos de nós mesmos, nossos gostos e preferências, sonhos e projetos em que Deus não foi consultado a respeito, matamos o nosso egoísmo de inanição e alimentamos o altruísmo que imprime o caráter de Cristo em nós. Logo o nosso Redentor voltará e “De nada valerá a fuga ao ágil, o forte não usará a sua força, nem o valente salvará a sua vida” (v.14). Diante da face do Santo Deus, “o mais corajoso entre os valentes fugirá nu naquele dia” (v.16), pois rejeitou as vestes da justiça de Cristo no tempo da oportunidade. “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2).

É tempo de clamarmos pelo Espírito Santo e, com o coração contrito e sincero, permitir que Ele nos transforme, “de glória em glória”, na imagem do nosso Senhor Jesus Cristo (2Co.3:18). E se você pensa que não consegue, é a você mesmo que Jesus diz: “Bem-aventurados os humildes de espírito [os que reconhecem que não conseguem e que precisam do auxílio divino], porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). Agarre-se a Jesus como seu Advogado e Sumo Sacerdote, e não precisará temê-Lo quando Ele vier como Justo Juiz.

Pai Santo, nós Te louvamos por Tua misericórdia e por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento! Nós Te louvamos, porque apesar de nós mesmos, de não merecermos nada do que fazes por nós, ainda assim o Senhor vem ao nosso encontro e nos cobre com o Teu manto de justiça! Até nossos atos de justiça são imundos, Senhor. Nada do que façamos pode nos recomendar a Ti. Mas se permitirmos que o Teu Espírito habite em nós, Ele nos move na direção da Tua vontade e nos capacita a Te obedecer. Graças Te damos pela salvação em Cristo! Que pelo poder de Sua graça, nossa vida revele o Seu caráter, glorificando sempre a Ti. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Amós2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



AMÓS 1 – Comentado por Rosana Barros
11 de junho de 2024, 0:45
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O ministério profético de Amós pode ser resumido e compreendido através do significado de seu nome: “sobrecarregado” ou “portador de cargas”. Em meio a um tempo de falsos profetas, pagos para falar o que o povo gostaria de ouvir, Amós teve de suportar o peso de uma mensagem dura a um povo adormecido pela paz e pela prosperidade. Seu trabalho, contudo, não foi restrito apenas a Israel, mas às demais nações que, mesmo tendo testemunhado por muitos anos o poder de Deus, se negavam a reconhecê-lo. Como um leão, o Senhor rugia de Sião a fim de ser ouvido em terras longínquas. Não haveria desculpas para as nações que se recusassem a ouvi-Lo. Como voz profética, Amós declarou as palavras do Senhor a oito nações, sendo Israel o foco principal de sua pregação.

Percebam que todos os juízos divinos são declarados em resposta a pecados contra a vida. Escravidão opressora, falta de caridade, quebra “da aliança de irmãos” (v.9), homicídios, crimes hediondos compõem a lista das abominações cometidas por aqueles povos em uma completa contradição às leis de Deus. Mas Amós não encontraria maior resistência à sua mensagem e nem maiores pecados nas nações pagãs, do que entre os filhos de Israel. Apesar de pertencer ao Reino do Sul, ele deveria ter um ministério mais ativo no Reino do Norte. E seus oráculos deveriam permanecer como um “despertador” mundial a todas as gerações. Um lembrete constante de que o Senhor faz justiça na Terra e delega à Sua igreja a responsabilidade de advertir o mundo: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7), ainda que esta não seja a mensagem mais atraente de se ouvir e nem a mais fácil e popular de se declarar.

De fato, estamos vivendo em uma época singular. Quando o mundo ostentava um período de suposta prosperidade e paz, a situação nos países em conflito civil se agravou, eclodindo em forma de filas crescentes e intermináveis de refugiados nas fronteiras de países vizinhos, em busca de asilo político. De repente, inúmeras catástrofes naturais transformaram o cenário de cidades inteiras e até de áreas equivalentes ao território de nações, em completa devastação. Uma série de manifestações a respeito das condições climáticas tem reunido os principais líderes mundiais em portas abertas e fechadas a respeito de implementar estratégias para conter o relógio apocalíptico da natureza. Foi quando todos nós fomos pegos de surpresa por um vírus que matou homens e até animais, causando um caos na saúde pública, na economia e nos relacionamentos. O distanciamento e isolamento sociais podem até ter ajudado a conter o avanço do vírus, mas também foram fatores inquestionáveis para o crescimento de doenças emocionais.

Quando no dia 10 de setembro de 2020 o céu da Califórnia tomou um aspecto alaranjado e denso nas horas que deveriam ser as mais claras do dia, foi constatado que a maior parte da população foi tomada por um sentimento de pavor. A impressão que tiveram foi de um iminente apocalipse e que nem as melhores imagens registradas podem descrever o cenário de horror que foi aquele dia. Diante de notícias como estas e dentre outras que confirmam o cenário profético que aponta para o breve retorno de Cristo, como povo de Deus dos últimos dias não podemos nos acomodar e nem tampouco nos desesperar dada a atual conjuntura. Foi-nos dito: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28).

Como o Senhor rugiu a Sua mensagem profética de Sião, Ele deseja usar a Sua igreja hoje com uma mensagem que para muitos pode até parecer dura e difícil de ouvir, mas que é necessária e salvífica. “Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv.3:12). Foi à Sua última igreja que Ele declarou a Sua indignação, mas também foi a ela que declarou o Seu amor: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:19-20).

Há uma obra a ser realizada com urgência. E ela deve começar em nosso coração. Permita que o Espírito Santo te convença “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo.16:8) e mediante o conhecimento que salva e liberta, “a vossa tristeza se converterá em alegria. […] O vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo.16:20 e 22), pois você estará bem certo de que “ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:37). Amós proclamou ao mundo de sua época o “assim diz o Senhor”. Estamos nós dispostos a fazer o mesmo hoje?

Santo Deus, como a partir de Jerusalém a Tua voz se ergueu às demais nações, que, hoje, a partir do Teu remanescente, a Tua voz seja ouvida em toda a Terra. Lançamos sobre Cristo todas as nossas cargas e confiamos de que Ele nos concederá o Seu jugo suave e o Seu fardo leve. Porque sabemos que andar no caminho estreito requer de nós decisões e atitudes que acabam despertando a ira do inimigo, mas também sabemos e cremos que Jesus está sempre conosco suavizando as nossas dores e sustentando-nos por Seu poder e graça. Graças Te damos, Senhor! Ajuda-nos a sermos atalaias da Tua verdade, ainda que incompreendidos e perseguidos! E ainda que todos os castelos da Terra sejam destruídos, há um Palácio no céu preparado para nós e nós confiamos em Tuas promessas. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescente dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#Amós1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100