Reavivados por Sua Palavra


MIQUEIAS 6 – Comentado por Rosana Barros
30 de junho de 2024, 0:45
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No primeiro sermão de Cristo, o famoso sermão do monte, Ele apresentou o passo a passo de uma vida cristã vitoriosa. Ao contrário do que os judeus tinham aprendido de seus líderes desde então, “as multidões” ficaram “maravilhadas da Sua doutrina; porque as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt.7:28-29). Tomando os antigos profetas como exemplo, Jesus elencou as bem-aventuranças definindo como felicidade real aquela que tem o Céu como alvo bem definido. Ser feliz, portanto, não depende dos benefícios que possam existir na caminhada, mas o que há no final dela. E foi “por amor da Sua própria justiça”, tornando a Sua lei gloriosa (Is.42:21), que Ele não somente veio para morrer em nosso lugar, mas para nos deixar exemplo de como devemos viver aqui, a fim de seguirmos “os Seus passos” (1Pe.2:21), até que Ele volte.

Foi a partir da mensagem central do Cristo que viria como antítipo dos sacrifícios realizados no santuário, que Deus introduziu a Sua “controvérsia com o Seu povo” (v.2). “Ouvi, agora” (v.1), apelava o profeta aos incautos de coração. Os dois episódios relatados pelo Senhor revelam a natureza de Seu caráter misericordioso e Seu amor incondicional para com Seu povo. O Senhor enviou Moisés para libertar Israel quando este nem sequer tinha um lugar de adoração e quando muitos dentre o povo haviam se corrompido com a cultura e a idolatria pagã. E o único sacrifício exigido foi aquele que, mais do que qualquer outro relatado nas Escrituras, revelava o perfeito plano da salvação em Cristo (Êx.12:1-13). Já no episódio de Balaão, após abençoar Israel por três vezes, sem que o povo percebesse o perigo que estava correndo, declarou a profecia a respeito de Cristo: “uma estrela procederá de Jacó, de Israel subirá um cetro” (Nm.24:17). Em ambas as experiências, a resposta para Israel foi: Jesus Cristo salva!

A doutrina da salvação por obras, por mais que seja considerada como um problema do passado na vida dos escribas e fariseus, e um mal que imperava na Idade das trevas, prosseguiu com seus efeitos alcançando a nossa geração de crentes apenas com uma roupagem diferente. De modo que “milhares de carneiros” (v.7) continuam sendo sacrificados, sendo mudado apenas o formato e o objeto do “sacrifício”. Praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com Deus não requer de nós uma religião de aparências e de sacrifícios vazios, mas um vivo e transparente relacionamento com Deus, de forma que nossas palavras possam tão-somente refletir a coerência de quem aceitou viver a vida dAquele que nos “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).

Todo aquele que deseja andar com Deus, como andou Enoque (Gn.5:24), encontrará verdadeira e suficiente motivação na pessoa de Jesus Cristo. Muitos alegam ter lido muitas vezes a Bíblia e os escritos do espírito de profecia enquanto mantém seus corações fechados para a boa obra que o Espírito Santo deseja realizar na vida. Deveriam, porém, deter-se em ler outras dezenas de vezes, desta vez clamando ao Céu com humildade para que, silenciado o coração enganoso, ouçam com clareza a mesma voz que acalmou a tempestade, curou os enfermos, expulsou os demônios e perdoou os pecadores.

Você ainda nutre alguma dúvida acerca das Escrituras e dos Testemunhos Inspirados? Então olhe para Jesus. Examine a Sua vida. Contemple a Sua morte. Maravilhe-se com Sua ressurreição. Se você fixar os seus olhos em Jesus, o Espírito Santo lhe concederá o poder para praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com o Senhor até que Ele volte.

Deus amado, só é possível colocar em prática o que o Senhor nos pede se o Teu Espírito habitar em nós. Enche o nosso coração do poder do Espírito Santo para que nossa vida reflita o caráter manso e humilde do nosso Salvador. Precisamos de Ti a cada passo, Senhor. Queremos andar Contigo como andou Enoque. Ilumina o nosso caminho com a luz da Tua Palavra e guia-nos até Te encontrarmos nas nuvens do céu. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Miqueias6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MIQUEIAS 5 – Comentado por Rosana Barros
29 de junho de 2024, 0:45
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A esperança apresentada pelo profeta não consistia em uma experiência de livramento para Israel apenas, mas no maior livramento de todos os tempos para todas as nações da Terra. Na cidade de Belém, nasceria Aquele cuja primeira vinda dividiu o tempo em antes e depois de Cristo, e garantiu com sangue inocente a salvação de “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). Sendo constantemente assaltados pelas nações inimigas, os filhos de Israel acabaram canalizando suas esperanças em uma mera libertação terrena. Aguardavam o Messias que destruísse de uma vez por todas o poderio estrangeiro e perderam o privilégio de participar das alegrias que somente a verdadeira esperança pode proporcionar.

Jesus veio primeira vez exatamente como descrito pelos profetas. Tudo em Sua vida revelava o íntegro e fiel testemunho das Escrituras e o caráter dAquele que O enviou. Em uma família pobre e temente ao Senhor, o menino Deus cresceu sentindo na pele as dificuldades deste mundo de pecado e adquirindo, um dia após o outro, a resistência espiritual que o estava forjando para assumir, de fato, o Seu ministério à humanidade. O Príncipe da Paz não veio para erguer a bandeira de um só país, mas para ser levantado como vergonha para os perversos e alegria para os redimidos. Por Sua morte ignominiosa, Ele Se tornou “a nossa paz” (v.5).

As fileiras do Senhor que hoje são ocupadas por muitos cuja visão não passa das coisas desta Terra, logo serão preenchidas pelo “restante de Jacó”, que está “no meio de muitos povos” (v.8) e ao “restante de seus irmãos” que retornarão “aos filhos de Israel” (v.3). As ovelhas perdidas serão carregadas de volta, as dracmas serão encontradas e os pródigos tornarão ao lar. Esta é uma obra que já está sendo realizada e se apressa para o seu desfecho. O remanescente “estará no meio de muitos povos, como orvalho do Senhor” (v.7). A presença e influência peculiar do povo de Deus será uma bênção entre as nações, de modo que muitos que ainda se encontram em Babilônia, ao ver o santo procedimento do remanescente através da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), atenderão ao último apelo: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

Sim, Jesus é paz, Jesus é amor, Jesus é vida. Mas Jesus também é justiça, e não permitirá que o mal atinja um limite acima do que Ele mesmo estabeleceu como medida final. Ele diz: “Com ira e furor, tomarei vingança sobre as nações que não Me obedeceram” (v.15). A obediência não é a causa da salvação, já que somos salvos pela graça mediante a fé (Ef.2:8). Contudo, ela se torna um resultado inevitável na vida de todos os que foram salvos por Jesus. E, por conseguinte, uma das características do remanescente dos últimos dias: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé em Jesus” (Ap.14:12).

Sabem, amados, às vezes me pego olhando as estrelas e lembro da experiência dos sábios do Oriente. Aqueles homens estudaram as profecias e ao verem um sinal no céu, creram na promessa e reconheceram o tempo de seu cumprimento a ponto de enfrentarem uma longa viagem na certeza de que encontrariam o recém-nascido Rei dos judeus. Como me disse uma irmã querida: “Eles viram a estrela e viram o Menino. Da mesma forma, os que estão atentos aos sinais da proximidade da volta de Jesus, logo O verão”.

Muito em breve o nosso Salvador virá e a urgência com que pregamos não deve estar mais evidente em palavras do que em atitudes. Aquele “cujas origens são […] desde os dias da eternidade” (v.2) deseja realizar a obra necessária em nossa vida a fim de que muito em breve com Ele possamos habitar seguros. Não temos o que temer se descansarmos nAquele que quer nos apascentar “na força do Senhor” (v.4). Nesses dias difíceis, clamemos ao Senhor pelo poder do Consolador, para que sustentados em Suas mãos sejamos o que Ele nos criou para ser.

Pai Celestial, a quase dois mil anos enviaste o Teu Filho amado, o nosso maior e melhor presente! Louvado seja o Senhor por Tua graça e pela justiça do nosso Salvador que nos cobre com vestes novas e limpas! Concede-nos, ó Deus, o poder do Teu Espírito! Retira de nós tudo aquilo que esteja nos impedindo de recebê-lo. As profecias apontam para a brevidade da volta do nosso Redentor. Ajuda-nos a sermos conhecedores do tempo, para que, semelhante aos sábios do Oriente, possamos encontrar o nosso Senhor e Salvador como Seus verdadeiros adoradores. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, restante de Jacó!

Rosana Garcia Barros

#Miqueias5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MIQUEIAS 4 – Comentado por Rosana Barros
28 de junho de 2024, 0:45
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Antes do momento de Sua ascensão, Jesus confirmou a mensagem profética aos gentios dando a seguinte ordem aos Seus discípulos: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mt.28:19). O pensamento exclusivista ainda permanecia no coração daqueles que deveriam atravessar as fronteiras do preconceito e olhar para os estrangeiros como alvo do mesmo amor que os alcançou. Israel não foi eleita como única nação a ser salva, mas como um povo peculiar com uma única mensagem de salvação. Sua missão consistia em pregar e ensinar a Palavra de Deus por preceito e por exemplo, fechando as entradas da alma para o mundo, mas sem desprezar as pessoas que nele estão e cujo coração apresentasse algum interesse em conhecer o Deus único e verdadeiro.

Os filhos de Israel, e principalmente os líderes que compunham a orgulhosa nação, não compreenderam sua missão porque mantiveram seus corações fechados enquanto eram perfeitamente receptivos à cultura daqueles que apontavam como impuros e perdidos. Julgavam ser um farol entre as nações quando sua luz não era maior do que uma fagulha prestes a apagar. Mas, no fim das setenta semanas profetizadas por Daniel (Dn.9:24-27), a morte de Estêvão selou o fim da eleição de Israel (At.7:55-56) e, através da igreja primitiva, o Senhor inaugurou o tempo da esperança de todas as nações. A visão de Pedro e sua experiência na casa de Cornélio (At.10), o chamado de Paulo como apóstolo dos gentios (At.9:15), tudo apontava para o cumprimento do que os profetas antigos já haviam escrito e do que Cristo assinou com Seu sangue na cruz do Calvário.

Sabemos que, conforme as profecias bíblicas, estamos vivendo no tempo do fim. E, de uma forma ainda mais resoluta e pontual, exatamente para o Israel espiritual de Deus hoje, foi conferida a responsabilidade de pregar “o evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), a fim de anunciar a todos o juízo e a bendita esperança de que Jesus Cristo em breve voltará; uma mensagem do amor eterno de Deus pela humanidade e Seu desejo de restaurá-la ao estado de perfeição original. Muitos, porém, têm rejeitado o convite divino ainda que, como no antigo Israel, sustentem uma religião de aparências supondo comprar a salvação que o Senhor nos oferece como um “dom gratuito” (Rm.6:23).

Como última igreja de Deus na Terra, a nossa missão não consiste na realização de uma série de obras enquanto o nosso eu permanece sendo alimentado por gostos pessoais. Fomos comprados pelo preciosíssimo sangue do Cordeiro e “criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10). Ou seja, assim como Filipe foi guiado pelo Espírito Santo ao encontro do eunuco etíope (At.8:29), assim como Paulo foi pelo mesmo Espírito impedido de ir para a Ásia e enviado para Macedônia (At.16:6-10), o Espírito Santo tem propósitos específicos na vida de cada filho de Deus que se entrega por completo à vontade divina.

Não deveríamos, portanto, nos preocupar quanto ao que fazer, e sim o quanto a nossa vida está cativa em Deus, e Ele cuidará em fazer “as nossas obras […] por nós” (Is.26:12). Nada pode superar, em matéria de evangelismo, o testemunho da entrega genuína de um coração a Deus. Nada pode falar mais alto a favor do evangelho do que uma vida guiada pelo Espírito Santo. Nem todos os sermões podem ter o mesmo impacto que uma família que serve ao Senhor. Fomos salvos para ser santos como Deus é santo (1Pe.1:16), não para revelar ao mundo um padrão inatingível, mas para revelar o caráter de Cristo que estende a Sua destra no abismo que nos separa de Deus e promete ser tudo em nós se assim o permitirmos.

Se você ainda não compreende o que é graça e que nada do que você faça o torna mais ou menos merecedor dela, clame hoje ao Espírito Santo para ser um aluno na escola de Cristo. Há um mundo com quase oito bilhões de habitantes a ser advertido e isso acontecerá com poder jamais visto por meio de um remanescente que iluminará a Terra com a glória de Deus (Ap.18:1). Há um poder divino disponível até ao mais débil pecador que se arrependa. Quando for “um o coração e a alma” (At.4:32) do Israel espiritual de Deus, o mundo assistirá a mais sincera manifestação da verdadeira piedade como desde os tempos apostólicos não se via.

Quer você fazer parte desta última geração de santos? Então pare de contemplar as coisas que há no mundo e olhe para Jesus Cristo. É pela contemplação que somos transformados, “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Mantenha os seus olhos em Jesus e, certamente, você será a luz de que o mundo tanto necessita.

Pai de amor, quão preciosa é a Tua graça manifestada em Cristo! Ele pagou o preço que jamais poderíamos pagar. Por isso, podemos comprar o ouro refinado pelo fogo, as vestiduras brancas e o colírio. Cremos que o poder da Tua graça pode transformar a nossa vida e torná-la semelhante a de Jesus. Aceitamos e desejamos esta transformação, Senhor! Unge-nos com Teu Espírito para que possamos sempre manter nossos olhos em Jesus e ser iluminados por Ele. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#Miqueias4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MIQUEIAS 3 – Comentado por Rosana Barros
27 de junho de 2024, 0:45
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Quando os filhos são apenas bebês, é mais fácil para os pais lidar com eles no sentido de discipliná-los. À medida em que vão crescendo, e eles passam a ganhar certa autonomia, como andar, comer e fazer outras coisas sozinhos, começam a manifestar seus gostos e vontades de forma mais forte, mas, a depender da estrutura familiar, ainda são subordinados aos seus pais. Na adolescência, quando passam por uma fase de transição, pensam estar sempre com a razão e torna-se mais difícil ainda os corrigir. E, a depender da educação do lar e formação do caráter desses filhos, eles serão adultos submissos à vontade de Deus ou homens e mulheres que não admitem ser corrigidos.

Através de meus filhos, o Senhor tem me ensinado a lidar com diferentes fases ao mesmo tempo e, nos desafios diários, me ensinado a descansar em Seus cuidados. Foi na educação do lar que Deus deixou para Israel a base sólida para a formação de homens e mulheres que temem a Deus e que permanecem como alunos que nunca se desligam da escola de Cristo (Dt.6:4-9). E foi na negligência dessa educação que o povo se corrompeu e passou a ser regido por pessoas alheias à vontade divina e incapazes de dar ouvidos à voz da repreensão. Aos “chefes da casa de Israel” (v.1) foi dirigida a mais dura palavra, pois, como líderes, era seu dever cuidar do povo e garantir que seguissem o “assim diz o Senhor”. No entanto, por seus corações obstinados “fizeram mal nas suas obras” (v.4) e até mesmo os profetas falavam do que não sabiam, “porque não [havia] resposta de Deus” (v.7).

Com a autoridade dada pelo Céu, Miqueias se colocou diante do povo como o porta-voz do Senhor, declarando a transgressão de Jacó e o pecado de Israel. Como era de se esperar de uma geração movida pela avareza e pelo egoísmo, as palavras proféticas eram desconsideradas enquanto sustentava estar Deus no meio dela: “Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nós sobrevirá” (v.11). Mas as ameaças dadas por intermédio do homem “cheio do poder do Espírito do Senhor” (v.8), certamente se cumpririam, pois que, qual filhos rebeldes, os líderes insensatos se recusaram a submeter-se ao Pai celestial.

Amados, como última igreja de Deus, não fomos repreendidos por sustentar doutrinas falsas ou ensinamentos contrários à Palavra de Deus. Pelo contrário, somos ricos e abastados do conhecimento da verdade. Somos ricos e abastados de bons oradores e mestres com capacidades brilhantes. Mas somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17) do único conhecimento que salva. “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Jesus repreende e disciplina o Seu último povo porque O ama (Ap.3:19); porque deseja que ele O conheça de fato e de verdade, em um relacionamento pessoal e íntimo que nos leve a aprender mais e mais quem Ele é. E quando isso acontece, é impossível não nos unirmos à declaração do apóstolo: “o amor de Cristo nos constrange” (2Co.5:14).

Está chegando o tempo, e creio que já chegou, em que precisaremos de muito mais que bons sermões e poucos minutos de comunhão se queremos, como Miqueias e os discípulos no Pentecostes, experimentar o poder do Espírito Santo em nossa vida. Todos nós temos um trabalho a fazer na seara do Senhor. Todos nós fomos chamados à santa lida. No entanto, a não ser que nos tornemos como crianças, totalmente dependentes e submissos à vontade do Pai, jamais entenderemos o valiosíssimo preço de nossa redenção e a maravilhosa graça que nos foi outorgada.

É tempo de, como Jesus, falar mais com a vida do que com os lábios. Mas isso só é possível se estivermos escondidos com Cristo em Deus. Então, com o coração humilde e manso, receberemos do Céu o direito e a autoridade de declarar: “Eu, porém, estou cheio do Espírito do Senhor, cheio de juízo e de força, para declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel, o seu pecado” (v.8).

Nosso Deus e pai, a Tua misericórdia se estendeu até este tempo nos alcançando, e a Tua Palavra tem sido nosso alimento diário e a Tua voz ao nosso coração. Esconde-nos em Teu pavilhão e enche-nos do Espírito Santo! Não queremos permanecer em nossos pecados, Senhor! Converte o coração dos pais aos filhos e dos filhos a seus pais! Perdoa-nos e guarda-nos para o Teu reino! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, atalaias do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Miqueias3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MIQUEIAS 2 – Comentado por Rosana Barros
26 de junho de 2024, 0:45
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O capítulo de hoje apresenta um contraste entre aqueles “que, no seu leito, imaginam a iniquidade e maquinam o mal” (v.1), e “o restante de Israel”, congregados por Deus “como ovelhas no aprisco” (v.12). A ganância e a mentira regiam a vida da maioria dos líderes políticos e religiosos da nação, de forma que o povo comum sofria devido as suas práticas abusivas. E apesar dos constantes e claros apelos dos profetas do Senhor, rebelavam-se cada vez mais e, com seus profetas ébrios (v.11), declaravam: “a desgraça não cairá sobre nós” (v.6). Contudo, toda a maligna ambição que os tornava duros de coração, logo revelaria seus trágicos resultados, “porque o tempo será mau” (v.3).

O juízo anunciado foi ignorado, e, em seu lugar, foi proclamado um tempo de paz e prosperidade. E à pergunta retórica: “Está irritado o Espírito do Senhor?”, lhes foi dada a resposta que não queriam ouvir: “Sim, as Minhas palavras fazem o bem ao que anda retamente” (v.7). O povo, porém, agia como se fosse inimigo de Deus, roubando os que queriam paz e provocando a ruína de muitas famílias (v.8). Caso não se arrependessem, sua imundícia os destruiria “dolorosamente” (v.10). E enquanto davam ouvidos a falsos profetas (v.11), a calamidade os alcançaria quando menos esperassem.

Mas o Senhor enxergou algo de precioso em meio à sujeira. O “que anda retamente” (v.7) foi identificado pelo Investigador divino, que procura todo aquele que abre o coração para a sagrada obra do Espírito Santo. Apesar da humilhante devastação que os assírios causariam a Israel, Deus prometeu congregar o restante do Seu povo, “como ovelhas no aprisco” (v.12), abrindo caminho e indo adiante deles, assim como um pastor conduz o seu rebanho (v.13). Esta promessa não ficou no passado, mas foi confirmada por Jesus a todas as gerações de Seu fiel povo.

Como os líderes de Israel foram comparados a ladrões e salteadores, Jesus ampliou essa analogia para todos os líderes insensatos do Seu povo: “Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador” (Jo.10:1). Ele também disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem […] Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas […] conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem a Mim” (Jo.10: 9, 11 e 14). Através desta ilustração, conseguimos vislumbrar um Deus que deseja suprir as nossas necessidades em todas as esferas da vida, e que, pensando em Mim e em você, declarou: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então, haverá um rebanho e um Pastor” (Jo.10:16).

O bom Pastor está hoje apelando: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is.55:6-7). Há um tempo limite para o mal e uma medida determinada para a iniquidade, que estão prestes a ser atingidos. Porque o “Meu Espírito não agirá para sempre no homem”, diz o Senhor (Gn.6:3). Permita que o bom Pastor vá adiante de você abrindo caminho e, certamente, Ele te levará “para junto das águas de descanso” e habitarás “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl.23:2 e 6).

Amado Pai Celestial, estamos vivendo nos últimos instantes desta Terra, e isso tem sido conhecido de todos os que têm Te buscado e invocado o Teu nome. Mas ainda existem ovelhinhas Tuas fora do aprisco da salvação. Vai em busca delas conforme prometestes, Senhor, e as retira das garras do engano. Congrega o restante de Israel; abre caminho, Jesus é o caminho; faze-o entrar pela porta, Jesus é a porta; para que Teu povo siga o Rei da Glória, Jesus é o Rei da Glória! Queremos fazer parte deste povo seleto. Salva-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, ovelhas de Jesus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Miqueias2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MIQUEIAS 1 – Comentado por Rosana Barros
25 de junho de 2024, 0:45
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Desde a separação entre Reino do Norte (Israel) e Reino do Sul (Judá), criou-se uma constante tensão e disputa entre estes reinos. Possuindo a maioria das tribos, Israel evocava o direito de permanecer como a nação eleita. Já o reino de Judá, apesar da pequena representação, se apegava ao fato de ser detentor de Jerusalém e do Templo, da aliança divina com Davi e da profecia de que “o cetro não se arredará de Judá” (Gn.49:10). Ambos os reinos, porém, foram colocados em pé de igualdade pelo Senhor: “Qual é a transgressão de Jacó? Não é Samaria? E quais os altos de Judá? Não é Jerusalém?” (v.5). Tanto Israel quanto Judá haviam se afastado do Senhor e quebrado a Sua santa aliança. Aos olhos de Deus era um só reino dividido contra si mesmo.

A respeito desse tipo de problema, Jesus declarou: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25). Contemporâneo de Isaías, Amós e Oseias, o profeta Miqueias recebeu a difícil incumbência de reforçar a verdade presente naquele tempo. Pela quantidade de mensageiros, isso revela que se tratava de um tempo sobremodo difícil, de grande corrupção moral e apostasia. Israel e Judá estavam prestes a sofrer a terrível invasão assíria, colhendo os resultados de suas feridas incuráveis (v.9), e a única saída para o povo de Deus estava em se arrepender e se converter dos seus maus caminhos.

Em Seu ministério terrestre, Jesus Se deparou com a séria rivalidade entre judeus e samaritanos. Nenhum dos lados reconheceu o tempo de Sua chegada. Nenhum estava preparado para receber Aquele que veio para proclamar e confirmar o único reino que “subsistirá para sempre” (Dn.2:44). Junto à “fonte de Jacó” (Jo.4:6), Jesus assentou-Se a fim de declarar ao público de uma só mulher uma verdade que nos alcança com o infalível poder de Sua palavra. Aquela mulher ilustrava muito bem a condição espiritual de Israel: prostituída e desprezada por seus irmãos. Jesus revelou o pecado daquela mulher com brandura e misericórdia, o que despertou-lhe o interesse em ouvi-Lo mais e resultou em uma conversão genuína e evangelismo prático e eficiente.

Despertada para uma nova experiência, a mulher expôs o dilema que a angustiava: “Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar” (Jo.4:20). A resposta do Salvador esclarece o fato de que Deus tem sim uma igreja, uma nação eleita, um povo de Sua exclusiva propriedade (1Pe.2:9), mas que o Pai está procurando e recolhendo como Seu precioso trigo: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Esta verdade continuará viva em seus efeitos até que do Céu brade a ordem: “chegou a hora de ceifar, visto que a seara da Terra já amadureceu” (Ap.14:15).

Eu creio que já está mais do que claro no que estudamos nas Escrituras até agora que cada mensagem de juízo divino era acompanhada pela essência do caráter de Deus, que é o amor. Vemos isso claramente, por exemplo, nos livros dos contemporâneos de Miqueias. O livro de Isaías começa com uma mensagem de juízo e termina com uma mensagem de esperança. O livro de Amós inicia com uma ameaça e termina com a promessa da restauração. O livro de Oseias começa revelando a infidelidade do povo e é encerrado com promessas do perdão divino. Veremos que não é diferente no livro de Miqueias. Começamos estudando uma mensagem de juízo e terminaremos com um dos mais lindos textos sobre o perdão, a fidelidade e a misericórdia de Deus.

Estamos vivendo em tempos decisivos e emprestados, amados. É a experiência pessoal com Deus através de uma vida de comunhão diária com Ele que resulta em obediência às verdades que nos levam a conhecê-Lo. E, muitas vezes, situações adversas são permitidas a fim de moldar o nosso caráter e nos fazer enxergar, ainda que palidamente, quem de fato Deus é. É assim que aprendemos a caminhar com o Senhor, adorando-O em espírito e em verdade, e por Ele somos encontrados como Seus verdadeiros adoradores, “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15).

Portanto, não fique chateado se por algum meio a repreensão lhe alcançou. Pois Aquele que nos convence do pecado é o mesmo que nos consola: o Consolador, o Espírito Santo. Ele deseja purificar o nosso coração com o amor de Deus a fim de fazer dele a morada de Cristo. Prossigamos, pois, em conhecer ao Senhor através de mais este livro inspirado.

Pai amado, enquanto o país está em polvorosa em meio à idolatria deste mês, nosso coração anseia pelo Senhor e pelo lugar de paz que Cristo nos foi preparar. A maioria esmagadora das pessoas ignoram ou simplesmente não querem dar ouvidos à Tua Palavra. Não permite que nos conformemos com este século, com as coisas deste mundo! Não, Senhor! Ó, Pai, esvazia-nos de nós mesmos e enche-nos do Teu Espírito! Logo o Senhor sairá “do Seu lugar” e descerá. Capacita-nos, Te suplicamos, para darmos o alto clamor! E volta logo, nosso Deus! Nós Te amamos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#Miqueias1 #RPSP

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JONAS 4 – Comentado por Rosana Barros
24 de junho de 2024, 0:45
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Inconformado e irado com a ação dos ninivitas e com a reação de Deus, Jonas fez uma oração que confirma a razão de ter fugido. O maior medo de Jonas não era o de enfrentar a violência dos ninivitas, mas de que o perdão divino os alcançasse. “Tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver” (v.3), foi o pedido desesperado e inconsequente do profeta. Jonas pensava que assistiria de camarote a destruição daquela cidade semelhante ao que aconteceu com Sodoma.

Apesar de seus acessos de ira e senso de justiça própria, Jonas conhecia ao Deus que servia: “és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal” (v.2). Diferente da versão tirana criada pelo pensamento de que Deus é um ser que tem prazer em destruir os desobedientes, a experiência de Nínive certamente é uma prova inquestionável de que Ele não tem prazer na morte do perverso. Antes, deseja “que ele se converta dos seus caminhos e viva” (Ez.18:23).

A paciência de Deus para com o profeta foi tão grande quanto o foi com os ninivitas, senão maior. Porque Jonas era conhecedor da Palavra, mas aquele povo não sabia “discernir entre a mão direita e a mão esquerda” (v.11). Eram ignorantes acerca do que era certo e do que era errado. Deus, então, em Sua infinita misericórdia, permitiu que aquele Seu zeloso servo aprendesse uma inesquecível lição de amor, misericórdia e perdão.

Jonas construiu um abrigo provisório para assistir “o que aconteceria à cidade” (v.5). Em seu desconforto, Deus fez crescer sobre ele uma planta que lhe daria um pouco de alívio em meio ao calor do oriente. O fato de ele ter se alegrado “em extremo por causa da planta” (v.6) não deve ter sido só pela sombra que ela lhe proporcionou, mas, é bem provável que o nascimento sobrenatural daquela planta tivesse representado para ele um sinal de que Deus o estava abençoando e confirmando a sentença condenatória que logo ele contemplaria.

Contudo, a planta secou, o calor tornou-se insuportável, pela segunda vez Jonas pediu a morte e pela segunda vez o Senhor lhe perguntou: “É razoável essa tua ira […]?” (v.9). Faltava algo para Jonas. A sua vida passou a não fazer mais sentido. A sua resposta diante do ocorrido revelava algo que tem sido a principal causa das enfermidades da mente humana: a ausência do espírito de perdão. E isto não é somente um princípio bíblico, mas um fato cientificamente comprovado. Não perdoar pode causar problemas emocionais, e até físicos e psicológicos muito graves.

O perdão não é algo que acontece de repente. Perdoei e está tudo certo. Não, amados. Exige todo um processo que requer paciência e perseverança. Percebam que Deus provocou Jonas a, mesmo sem perceber, passar pela primeira fase do processo que é reconhecer a ira, a mágoa. Disse ele: “É razoável a minha ira até à morte” (v.9). Por mais que a atitude do profeta estivesse “temperada” de raiva, ele reconheceu o seu rancor diante de Deus. Ele deixou bem claro o que estava sentindo. E Deus não nos priva de expressarmos os nossos sentimentos. Muito pelo contrário, Ele nos dá a total liberdade para isso. Se “a oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 94), então Ele espera que as nossas palavras sejam a exata expressão do que está em nosso coração.

“Robert Enright, cofundador do International Forgiveness Institute […] concluiu que o processo de perdão envolve quatro fases. São elas:

Reconhecimento da raiva, considerando a sua influência na nossa forma de viver e sentir.
Decidir perdoar, a partir de dentro e no tempo de cada um.
Trabalhar o perdão desenvolvendo empatia e compaixão.
Descobrir e libertar-se da prisão emocional.”
(https://goo.gl/soiBbg).

Portanto, se como Jonas, você tem dificuldade para perdoar, não se desespere. O Senhor nos tem feito a mesma pergunta: “É razoável essa tua ira?” (v.4). Responda-O com inteireza de coração. Não tente esconder ou mascarar aquilo que Deus já conhece. Não perca a sua saúde física, emocional e espiritual acalentando sentimentos que lhe destroem pouco a pouco e lhe fazem perder o privilégio de ser reconhecido como um discípulo de Jesus: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35); e de tornar-se perfeito “como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt.5:48).

Se Deus perdoa as nossas ofensas, quanto mais devemos perdoar as ofensas de nossos semelhantes! Permita que o Espírito Santo derrame em seu coração a abundante chuva do amor de Deus (Rm.5:5), e que a sua vida seja uma manifestação do milagre do perdão. Faça das palavras a seguir a sua oração neste dia também:

Ó, Senhor, meu Deus, dá-me um coração misericordioso e compreensivo! Ajuda-me, Senhor, a não fugir dos Teus propósitos! Ajuda-me, Pai, a ter coragem para assumir os meus erros e forças para enfrentar as consequências deles! Ajuda-me, Deus meu, a fazer a Tua vontade! Ajuda-me, meu Redentor, a ser o que queres que eu seja! Ajuda-me a perdoar o meu semelhante! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, perdoados pelo Pai e perdoadores de seus irmãos!

Rosana Garcia Barros

#Jonas4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JONAS 3 – Comentado por Rosana Barros
23 de junho de 2024, 0:45
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Recebendo uma segunda chance, Jonas finalmente se dispôs não mais para fugir, mas para cumprir sua missão como atalaia do Senhor. O profeta teimoso iniciou a jornada “de três dias” apregoando a mensagem divina àquela cidade, porque “Nínive era cidade mui importante diante de Deus” (v.3). Os resultados ali obtidos num intervalo de três dias, Moisés não pôde testemunhar em quarenta anos pastoreando Israel. As atitudes de Jonas bem refletiam o coração de seu povo: zeloso pela lei, mas intolerante quanto à misericórdia.

Ainda que não compreendesse o porquê de estar advertindo a um dos povos mais bárbaros da época, desta vez, Jonas “levantou-se […] e foi” (v.3). Contudo, diferentemente de Abraão, quando questionou ao Senhor sobre a possibilidade de haver justos em Sodoma e Gomorra (Gn.18:22-33), Jonas esperava que a mesma destruição que baniu aquelas cidades caísse sobre Nínive. A sua disposição não era a de salvar pessoas, mas a de garantir de que todas fossem advertidas de sua iminente destruição. Ele nutria em seu coração a “esperança” de contemplar de camarote as cenas de juízo que livraria o seu povo de mais um inimigo.

Porém, o que se seguiu frustrou por completo suas ideias e concepções acerca de seus ouvintes. Jonas foi testemunha ocular da maior história de conversão coletiva registrada nas páginas sagradas. A inclusão dos animais indica uma submissão total de cada criatura e o fato de que aqueles povos eram extremamente idólatras e pervertidos moralmente. Além da prática de adoração a certas espécies de animais, a prática do bestialismo também era muito comum entre os povos pagãos. Os ninivitas reconheceram que tudo o que respirava estava contaminado pelas abominações que até então haviam cometido.

A Bíblia relata que todo o povo se arrependeu e, como um só homem, clamava a Deus pelo perdão. Toda aquela cidade foi salva por causa da pregação de um homem. Ele tinha uma mensagem de juízo para proclamar, porém, ainda que não entendesse dessa forma, também era uma mensagem de misericórdia. Jonas sabia que se eles se arrependessem, Deus os perdoaria. O que ele temia era exatamente isso, que Deus perdoasse aqueles que ele odiava. Os ninivitas haviam oprimido o seu povo e assassinado seus amigos, e quem sabe até seus familiares. Como levar salvação para esse tipo de gente? O que você faria no lugar dele? E se Deus lhe pedisse para pregar para o assassino de alguém de sua família?

Conheço uma irmã muito querida que sofreu a perda de seu filho, e após um período de jejum e muita oração, encontrou-se com o assassino e lhe ofereceu o perdão. Mais do que isso, o Espírito Santo colocou em seu coração amor de mãe por aquele rapaz. Foi assim que nasceu um lindo ministério aos encarcerados em sua cidade. Portanto, amados, o Senhor desejava curar o coração de Jonas assim como curou o coração daquela mãe enlutada.

Um dos piores enganos de Satanás tem sido o de desvincular o amor de Deus de Sua justiça. Isso faz com que grande parte do mundo cristão pregue sobre o amor, mas descarte a justiça divina. Por isso que o Antigo Testamento tem sido negligenciado como se fosse uma parte das Escrituras que perdeu o seu valor. Lançam por terra verdades que o próprio Senhor disse que jamais passariam (Is.40:8), perdendo o privilégio de proclamar a mensagem completa (2Tm.3:16-17). Assim, o amor tem sido pregado não como a essência do caráter divino, mas como um escape para se viver da forma que bem desejar. A mensagem de Jonas era de juízo, mas também era um chamado do amor divino para uma vida transformada, mesmo que o próprio profeta não compreendesse dessa forma.

Nestes últimos dias, Deus tem um povo com a mesma missão de Jonas, que é pregar “as verdadeiras palavras de Deus” (Ap.19:9), independentemente de quem seja ou de sua reação. Deus tem chamado “Jonas” modernos para difundir o Seu último chamado de juízo e de amor. Não com o mesmo sentimento que houve no profeta, mas tendo “o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp.2:5). “Deus é amor” (1Jo.4:8), e Ele tem usado os Seus pregadores da justiça dos últimos dias, convocando, sem fazer acepção de pessoas, todos, para receberem de igual modo a salvação em Cristo Jesus. O verdadeiro amor não é uma emoção, nem tampouco uma desculpa para se levar uma vida libertina. O verdadeiro amor é Jesus Cristo e quem O ama segue os Seus passos (1Pe.2:21) e cumpre as Suas palavras: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15).

O fato é: assim como amou aos ninivitas, Deus te ama, quer você tenha conhecimento disto, quer você aceite, quer não. No entanto, amá-Lo ou não, é sim uma escolha sua. Clamemos “fortemente a Deus” (v.8) e busquemos, pelo poder do Espírito Santo, a conversão diária de que tanto necessitamos.

Querido Pai, o Teu amor por nós é tão grande que enviaste Teu Filho amado para pagar o preço do nosso resgate e para ser o nosso Mediador, de forma que nossas orações sejam aceitas por Ti. O Senhor não espera mais que nos vistamos de panos de saco e lancemos terra e cinza sobre a nossa cabeça. Mas um “coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Ó, nosso Deus, purifica o nosso coração e nos concede alegria em pregar o Teu evangelho! Dá-nos o entendimento verdadeiro e harmonioso do Teu amor e da Tua justiça. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, convertidos pelo Amor!

Rosana Garcia Barros

#Jonas3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JONAS 2 – Comentado por Rosana Barros
22 de junho de 2024, 0:45
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Tragado pelo grande peixe, Jonas passou pelos momentos mais assustadores de sua vida. Diante da morte, absorto pelas circunstâncias em que havia parado, o profeta ergueu um clamor a Deus. Imagino Jonas gritando com todas as forças que ainda lhe restavam, em prantos, confessando o seu pecado e suplicando pelo perdão divino. Maior do que o abismo que o rodeava (v.5), era o abismo que estava em seu coração. Mas foi quando sentiu como se fosse morrer por dentro, quando apresentou sinais de um quadro emocional debilitado, que Jonas lembrou-se do Senhor (v.7).

Por mais que tenhamos uma aversão natural à dor, é ela que nos alerta quando precisamos de ajuda. Reconhecendo a sua necessidade real, Jonas não pediu para sair do ventre do peixe, mas para ser salvo do que estava dentro dele mesmo (v.7). Sua desobediência foi a causa de todo aquele sofrimento e, reconhecendo a sua culpa, ofereceu sacrifício ao Senhor “com a voz do agradecimento” (v.9). Um coração agradecido, que reconhece que “ao Senhor pertence a salvação” (v.9), que se submete à guia do Espírito Santo, permitindo que Ele o molde, torna-se lugar propício para a Sua morada.

Não existe inimigo mais perigoso do que o “eu” não convertido. Muitos há que, no abismo da aflição pessoal, estão sofrendo sozinhos e clamando em silêncio. E a pergunta que não cala em seus corações, é: “Ainda existe salvação para mim?” Jonas também levantou a possibilidade de não mais haver salvação para ele (v.4). Porém, quando a sua oração foi recebida e a voz de lamentação tornou-se em voz de ação de graças, a alegria da salvação em Deus inundou o seu coração de esperança e de gratidão.

O objetivo do chamado de Jonas não foi apenas o de ir advertir o povo de Nínive, e sim de salvá-lo e de deixar registrado nas Páginas Sagradas um relato surreal, mas repleto de lições espirituais. Quebrando o estigma de que a fragilidade emocional é sinônimo de falta de fé, Jonas nunca havia vivido uma experiência tão íntima com Deus como naqueles três dias de terrível angústia. O Senhor não deseja que soframos, mas se o sofrimento for o meio pelo qual possamos conhecê-Lo, então ele virá e resultará em vitórias pelo poder de Deus.

O Senhor tem um plano específico na vida de cada um de Seus filhos. Não precisamos temer as adversidades e as provações, pois elas surgem como “lições de casa” dadas pelo divino Instrutor para nos habilitar para o Seu serviço e nos revestir do poder do alto. “Porque o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder” (1Co.4:20). Logo o Senhor voltará para nos livrar do abismo do pecado. Que o Eterno tenha misericórdia de nós assim como teve de Jonas e de Nínive, e que jamais O abandonemos (v.8). Que, semelhante a Jonas, sejamos salvos para servir.

Pai de misericórdias, em nossa angústia erguemos nosso clamor a Ti e o Senhor ouve a nossa voz! Que privilégio o nosso chamá-Lo de Pai e poder entrar em Tua santa presença, ainda que não saibamos orar como convém. Porque temos a promessa do Espírito Santo que ora e intercede por nós com gemidos inexprimíveis; e porque temos um Sumo Sacerdote, Jesus, que ministra em nosso favor e, com Seu sangue, nos purifica de nossos pecados. Ó, Senhor, nos ensina a confiar em Ti ainda que nos momentos mais difíceis e a olhar para Ti, ainda que tudo ao nosso redor se abale! Transforma o nosso coração e faze dele a Tua morada todos os dias! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, salvos para servir!

Rosana Garcia Barros

#Jonas2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JONAS 1 – Comentado por Rosana Barros
21 de junho de 2024, 0:45
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Jonas recebeu de Deus um chamado sobremodo difícil. Ele deveria ir à ímpia cidade de Nínive, capital da Assíria, e clamar “contra ela” (v.2) uma mensagem de juízo. O profeta compreendeu bem o que lhe cumpria realizar e o resultado que poderia obter de sua pregação. Apesar de ser enviado com uma mensagem de juízo, Jonas conhecia o suficiente a bondade e a misericórdia de Deus e sabia que, caso dessem ouvidos às Suas palavras, Ele os perdoaria. Mas o profeta tomou uma direção contrária.

A Bíblia diz que “Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor” (v.3). Será que essa atitude se difere da nossa, amados? Quantas vezes não nos dispomos na direção errada, “para longe da presença do Senhor” (v.3)? Deus pediu que Jonas fosse pregar para seus inimigos. Era um povo pagão e cruel. A História e a Arqueologia confirmam a veracidade bíblica de que se tratava de uma cidade sanguinária e sem escrúpulos. Como disse o Senhor, os ninivitas não sabiam “discernir a mão direita e a mão esquerda” (Jn.4:11). Ou seja, não sabiam fazer diferença entre o certo e o errado, não tinham o entendimento acerca do bem e do mal que Israel possuía.

Contudo, Jonas não podia aceitar a ideia daquele povo compartilhar do mesmo conhecimento e recompensa de Israel. As promessas do Senhor seriam estendidas também àquele povo detestável, que tantas vezes havia oprimido a nação eleita? Aquilo era inaceitável e a fuga era uma melhor opção. Pelo  menos, foi o que Jonas pensou ao entrar naquele barco a caminho de Társis. Uma atitude que reflete a realidade de muitos frente aos propósitos divinos. Fazer a vontade de Deus pode nos exigir sair da nossa zona de conforto e entrar em terreno incerto e hostil. Mas o mesmo Deus que nos chama, promete nos acompanhar: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; Eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a Minha destra fiel” (Is.41:10).

Ao andar na contramão de Deus, Jonas deparou-se com um sentimento de desalento que o fez dormir “profundamente” (v.5). E seu sono seria fatal, não fosse a fidelidade do Deus que o chamou. Jonas fugiu, mas a promessa do Senhor não falhou. E em meio à turbulência, seus companheiros de viagem invocavam, cada um ao seu deus. A descoberta de um tripulante que dormia um sono profundo em meio a “uma grande tempestade” (v.4), surpreendeu a tripulação, que logo o chamou para que orasse a seu Deus. No final das contas, sua fuga parece que não deu muito certo. A “sorte caiu sobre Jonas” (v.7) e a resposta às perguntas que se seguiram define a identidade que Jonas jamais deveria ter ocultado: “Sou hebreu e temo ao Senhor, o Deus do céu, que fez o mar e a terra” (v.9).

Se nos fizessem essas perguntas hoje, o que responderíamos? Qual é a nossa identidade? E eu não me refiro à ocupação, ao endereço e à nacionalidade desta Terra, amados. Será que às vésperas do momento mais portentoso deste mundo, estamos agarrados no sono? Que se passa conosco? O Deus do céu, que fez o mar e a terra, nos confiou a tremenda missão de pregar o “evangelho eterno aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). E nós estamos dormindo profundamente? Não, povo do advento! “Levanta-te, invoca o teu Deus” (v.6)! Foi no momento de terrível angústia que Jesus pediu a Seus discípulos que vigiassem e orassem com Ele, e afastou-se para orar sozinho. “Levantando-Se da oração, foi ter com os discípulos, e os achou dormindo de tristeza, e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação” (Lc.22:45-46).

Talvez Jonas tenha dormido de tristeza. Tristeza pelo pedido que Deus lhe fez. Tristeza por ter fugido dEle. Tristeza por sua rebeldia e sentimento de culpa. Talvez os discípulos tenham se entristecido porque a missão de seu Mestre não era a que eles esperavam que fosse. Amados, há um inimigo ao nosso redor fazendo de tudo para nos desanimar e nos fazer cair em sono profundo e fatal. Pode ser que estejamos agora mesmo fugindo de nosso chamado e tendo que passar por uma forte tempestade. Mas saiba que assim como a tempestade foi instrumento de Deus para resgatar Seu profeta fujão, as circunstâncias pelas quais passamos podem ser meios divinos de nos salvar de nós mesmos. O Senhor deseja que a identidade celestial esteja estampada em nossa vida a fim de que fique patente diante de todos a quem nós servimos.

O Espírito Santo pode transformar a nossa fuga em mais um meio de alcançar pessoas para o reino dos céus. Mas se Ele te mandar retornar à sua missão original, ainda que seja como se te lançassem em mar revolto, Aquele que “cessou o mar da sua fúria” (v.15) e preservou a vida de Jonas “no ventre do peixe” (v.17), cuidará de você também. Apegue-se às fiéis promessas do Senhor! Memorize-as e as guarde no coração! Há uma Nínive lá fora aguardando os Jonas atuais despertarem do sono, saírem do barco e viverem uma experiência tão real e tão profunda com Deus que se reflita em uma vida cheia do poder do Espírito. Está você disposto a viver essa experiência diária? Então continue sendo reavivado pela Palavra de Deus.

Nosso Criador, Deus do céu, da terra e do mar, nós Te louvamos por Tua bondade e misericórdia! Te louvamos porque a história de Jonas nos ensina preciosas lições! Dá-nos um coração novo! Coloca dentro de nós o Espírito Santo para que não nos desviemos da Tua vontade nem para a direita nem para a esquerda. Desperta a Tua igreja, Senhor! Desperta-nos a fim de que todos saibam que ocupação é a nossa: Teus servos; de onde nós viemos: das Tuas mãos; qual é a nossa terra: a Nova Jerusalém; e de que povo nós somos: dos “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12), a fim de que todos temam e tremam diante do Senhor nosso Deus. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, servos e servas do Criador!

Rosana Garcia Barros

#Jonas1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100