Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 19 – Comentado por Rosana Barros
18 de agosto de 2024, 0:45
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A jornada terrestre de Jesus incluía constantes viagens em busca das ovelhas perdidas da casa de Israel. Multidões O seguiam e Ele as curava. E entre ensinamentos e curas, Jesus também era experimentado pelos fariseus, que frequentemente O interrogavam acerca de questões da Lei. Na verdade, a questão do divórcio era algo muito sério e que lidava com consequências eternas. O repúdio tornou-se algo corriqueiro, como bem disseram os fariseus, “por qualquer motivo” (v.3), sendo que Moisés o permitiu na condição de ter achado o marido “coisa indecente” na mulher (Dt.24:1), justamente na tentativa de evitar a prática do divórcio por causa da dureza de coração do povo (v.8). Ao fazer menção da união entre Adão e sua mulher no Éden, Jesus deixou bem claro o Seu modo de ver o casamento: uma instituição sagrada.

Jesus mesmo disse que “Nem todos são aptos para receber este conceito” (v.11). Hoje, viver uma relação conjugal dentro dos parâmetros divinos tornou-se fora de moda, e falar sobre isso é considerado praticamente um crime. Pessoas têm sido investigadas e processadas pelo simples fato de expor a sua crença no que diz a Palavra de Deus. A vontade do Senhor para o matrimônio e a sexualidade humana é claramente revelada “desde o princípio” (v.4) e ainda que existam dificuldades pessoais quanto a isto, Jesus assegurou que existe sim oportunidade de escolher o celibato voluntário por amor a Ele, pois muitos “a si mesmos se fizeram eunucos, por causa do reino dos céus” (v.12).

Mas além dos casados e solteiros, Cristo também lidava com outras classes de pessoas. Dentre elas, uma Lhe era muito especial e transmitia leveza à Sua pesada lida: as crianças. A empatia, simplicidade e sinceridade dos pequeninos enchia o coração do Mestre de uma doçura singular. E a fim de que Seus discípulos pudessem desfrutar de semelhante bênção, declarou: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a Mim, porque dos tais é o reino dos céus” (v.14). Entre Seus ouvintes, porém, estava alguém que tentava assimilar todos esses ensinamentos e cujo coração se enterneceu ao ver Jesus recebendo crianças com tanto afeto e consideração. O jovem rico havia aprendido em sua infância a guardar os mandamentos, mas nunca tinha associado a obediência com o amor.

À sua pergunta: “Mestre, que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?” (v.16), primeiro Jesus deixou bem claro que “Bom só existe um” (v.17). Portanto, é a bondade de Deus que deve estar em evidência e é ela que nos “conduz ao arrependimento” (Rm.2:4), o primeiro passo na direção do reino dos céus. Em seguida, Jesus apresentou a guarda dos mandamentos como um passaporte para a vida: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (v.17). Como escreveu o salmista: “Nunca me esquecerei dos Teus preceitos, visto que por eles me tens dado vida” (Sl.119:93). Citando os mandamentos relativos ao amor ao próximo, Jesus falou o que aquele jovem com facilidade assegurou observar, mas que nunca havia aprendido a amar.

O perfeito caráter que Deus requer de Seus filhos é a disposição em ouvir e praticar as Suas palavras (Gn.17:1; Mt.5:48; 2Tm.3:17). O pedido que Ele fez ao jovem rico pode ser replicado na vida de qualquer pessoa, ainda que o objeto a ser abandonado seja diferente. Jesus pode estar lhe dizendo, hoje: “Se queres ser perfeito”, abandone a pornografia, “depois, vem e segue-Me”. “Se queres ser perfeita”, exclua esta rede social que em nada lhe edifica, “depois, vem e segue-Me”. “Se queres ser perfeito”, abandone esses jogos, séries e filmes que estão manchando o seu caráter, “depois, vem e segue-Me”.

Infelizmente, como o jovem rico, muitos ouvindo “esta palavra” (v.22) vão embora tristes pelo amor às coisas deste mundo, perdendo o privilégio de participar dos tesouros do Céu, “onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt.6:20). A verdadeira riqueza está em uma vida de santificação no Espírito. A inquietação daquele jovem tem sido a de muitos que, ainda que reconheçam em Jesus um Mestre, Alguém que dispensa uma multidão de ouvintes só para dar atenção a crianças, não estão dispostos a depor dos ídolos do coração a fim de segui-Lo.

Guardar os mandamentos não se trata de uma imposição dada por um Deus arbitrário, mas de uma proteção dada por um Deus amoroso. É como numa ilustração dada em certa lição da escola sabatina, em que uma garotinha nadava com seu pai no mar, quando perceberam que a correnteza os tinha levado para águas mais profundas. O pai então instruiu a garota a boiar e aguardar porque ele nadaria em busca de ajuda e voltaria para buscá-la. Quatro horas depois, seu pai e os socorristas a encontraram tranquila boiando em alto mar. Chegando na praia, estranhando a comoção de amigos e familiares, ela disse mais ou menos assim: “Eu só fiz o que meu pai mandou, pois eu sabia que ele voltaria para me buscar”.

É tão simples, não é mesmo? Que tal experimentarmos esta maneira infantil, mas tão sábia, de aguardarmos o Pai vir nos buscar? Não se trata apenas de obediência, amados, mas de um relacionamento de amor e confiança com Deus. Pode ser que você não tenha que deixar para trás grandes riquezas ou vícios secretos, mas “casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe [ou mulher], ou filhos, ou campos”, por causa do nome de Jesus, mas, se assim você tiver de fazer, saiba que “receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (v.29).

Todo aquele que conhece e prossegue em conhecer Jesus a cada dia não sonha com ruas de ouro ou palácios de cristal, mas com o dia em que “Jesus, fitando neles o olhar” (v.26), lhes dirá: “Vinde, benditos de Meu Pai” (Mt.25:34). Chegou a hora de abandonarmos tudo aquilo que nos impede de nos entregarmos por completo a Cristo. Que você e eu possamos boiar seguros no mar da vida na certeza de que logo nosso Pai virá em nosso resgate. Ele nos diz hoje: “anda na Minha presença e sê perfeito” (Gn.17:1).

Querido Pai amoroso, muitas vezes as crianças compreendem melhor o Teu evangelho do que nós adultos. Impõe a Tua santa destra sobre nós e nos abençoa, Senhor! Livra-nos da dureza de coração e derrama uma bênção especial sobre os casais do Teu povo! Que como aquela garotinha confiou em seu pai mesmo na demora, ó Deus bendito, nos ajuda a confiar em Ti, enquanto o Senhor não vem! Dá-nos fome e sede da Tua Palavra e a ardente expectativa de contemplar o Teu olhar amoroso. Perdoa-nos, Pai! Somos tão tardios para entender a Tua Palavra e discernir a Tua voz. Oh, Deus de misericórdia, ilumina o nosso entendimento e que nada mais neste mundo nos impeça de segui-Lo, ainda que isso implique perdas e renúncias. Socorre-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, perfeitos pela graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Mateus19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 18 – Comentado por Rosana Barros
17 de agosto de 2024, 0:45
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Após quinze anos de igreja, minha vida passou por uma mudança de 180°. Através de uma jornada espiritual e do projeto Reavivados Por Sua Palavra, meus olhos foram abertos para a beleza do conhecimento de Deus e de Cristo. Entre as muitas formas que Jesus usou para Se apresentar, uma delas foi marcante para mim. Através de cartas diárias minhas para Ele e dEle para mim, uma delas me foi apresentada pelo Espírito Santo como uma mensagem especial e muito importante para os nossos dias. Ela diz assim:

“A Minha obra de intercessão no santuário celestial ainda não está completa. Tenho intercedido junto ao Pai por todos os crentes e como tem sido difícil para Mim o veredito de alguns!

Filhinha, a Minha luta tem sido para que vocês não Me louvem apenas com os lábios, porque para estes, quando Eu voltar, com o coração partido, terei que dizer: ‘Nunca vos conheci’!

Vocês precisam Me buscar e Me louvar com todo o vosso coração! Se vocês Me louvam com o coração cheio de orgulho, vaidade ou raiva que sentem por alguém, esse louvor é maldito, e para Mim não tem valor algum!

O Meu povo necessita compreender que precisa buscar o coração de uma criança, precisa almejar ser como criança. Precisa buscar um coração puro, rápido para amar, rápido para perdoar!

Assim como um dia Eu disse: ‘Deixai vir a Mim os pequeninos’, Eu direi naquele Grande Dia: ‘Vinde, benditos de Meu Pai’! Não será diferente, pois virão a Mim todos aqueles que aceitaram tornar-se como criança!

Por isso, filhinha, busque este ideal e leve esta mensagem para quantos Eu colocar em seu caminho!

Eu te amo! Volto logo!

Com lágrimas de amor, Jesus”.

A pergunta que não calava no coração dos discípulos era esta: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” (v.1). O desejo por assumir um lugar de destaque no reino de Cristo, certamente inquietava-os e foi o principal motivo de discussão entre eles durante os três anos e meio em que andaram com Jesus, mesmo diante da resposta que deveria ter sido suficiente para encerrar este assunto. “Chamando uma criança” (v.2), Jesus declarou, em outras palavras, a Sua primeira fala no sermão da montanha: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). Jesus não se referiu à imaturidade de uma criança, mas a humildade em reconhecer que necessita de ajuda, que não consegue andar sozinha.

Mas Cristo foi além, e despertou Seus discípulos à responsabilidade de jamais servirem de pedra de tropeço aos Seus pequeninos. Como crianças de Jesus, Ele espera que vivamos em conformidade com os Seus ensinos e busquemos a comunhão do Espírito. Como pecadores, não estamos livres de falhar, contudo, Ele nos deixou escrito o caminho por onde devemos andar e espera que estejamos sempre dispostos a dEle aprender, com humildade e inteireza de coração. Aquele que nos chamou “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9), espera que vivamos de forma digna ao nosso chamado. E isso só pode acontecer se permitirmos que o Espírito Santo realize a Sua boa obra em nós.

Os anjos que assistem à presença de Deus face a face, são os que têm cuidado e guardado os pequeninos de Deus para a salvação, como está escrito: “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb.1:14). Deus não deseja perder um pequenino sequer de Seu redil e vai em busca daquele que porventura tenha se extraviado. Mas Ele também nos chamou à responsabilidade de cuidarmos uns dos outros e de como devemos agir em situações de conflito. Vejamos a ordem estabelecida por Jesus para tentar sanar um conflito entre irmãos:

1. “Vai argui-lo entre ti e ele só” (v.15). Ou seja, não divulgue o pecado do seu irmão, mas procura primeiro resolver o problema com ele;
2. Se caso ele “não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas” (v.16) para que fique provado o seu desejo pela paz;
3. “Se ele não os atender, dize-o à igreja” (v.17).

Quando eu era criança, lembro-me do costume que havia em estar “de bem” ou “de mal” de algum coleguinha. Mas também me lembro de como era curto o intervalo entre um “tô de mal” e uma nova brincadeira. As crianças são rápidas para perdoar e resolvem seus atritos com facilidade, enquanto nós adultos, considerados “maduros”, estabelecemos uma linha divisória entre nós e aqueles que não perdoamos. O nosso maior problema não é ter que conviver com eles, mas com os maus sentimentos que permitimos tomar conta de nosso coração. Observem que o verso que todos usamos para afirmar que Jesus está no meio de nós, está dentro do contexto do perdão: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, ali estou no meio deles” (v.20).

Muitos há que pensam estar reunidos em nome de Jesus, enquanto conservam um coração governado pelo orgulho e pela vaidade. A pergunta de Pedro e sua tentativa de parecer mais misericordioso do que os outros com a “perfeita” quantidade de perdões, foi subjugada pelo Matemático do amor com “setenta vezes sete” (v.22). Não há como ser levado a sério como cristão se o amor e o perdão não fizerem parte de nossa caminhada. Ambos são dons de Deus que precisamos pedir todos os dias. “Se do íntimo” (v.35), não vivermos o perdão, estamos nós mesmos amarrando ao nosso pescoço “uma grande pedra de moinho” (v.6).

Amados, todos temos uma conta que, por nossos próprios esforços, seria impossível de pagar. Mas Jesus assumiu a nossa dívida e decidiu nos perdoar. Qual será, pois, a nossa reação diante de tão grande sacrifício de amor? Sufocar aqueles que nos fizeram mal pelo ódio? Ou conceder-lhes um lindo sorriso de perdão da criança que permitimos que Jesus nos transformasse? Raiva ou compaixão? Ódio ou amor? A escolha é nossa.

Por isso que o nosso relacionamento com Cristo é imprescindível. Podemos até achar que estamos muito distantes de ter o caráter de Jesus, mas se Ele prometeu estar conosco todos os dias e a perseverança é uma das características dos salvos, então não desista e não desanime. Porque estou plenamente certa “de que Aquele que começou boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Mas, lembre-se: aquele que não se tornar como criança, jamais entrará no reino dos céus (v.3).

Nosso Pai de amor, como é difícil termos que lidar com nossa natureza má e tendenciosa a pecar. Muitas situações mancham o nosso coração com mágoa, raiva e orgulho. Tem misericórdia de nós, Pai! Purifica o nosso coração! Pedimos pelo Espírito Santo como nosso companheiro e instrutor constante, para que sempre olhemos para nosso próximo tendo em vista que cada um tem uma história de vida que muitas vezes não conhecemos. Dá-nos o coração de compaixão e o olhar sensível do nosso Salvador para que, qual crianças, sejamos rápidos para amar e rápidos para perdoar. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, crianças de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Mateus18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 17 – Comentado por Rosana Barros
16 de agosto de 2024, 0:45
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A menção de que alguns dos discípulos veriam Jesus no Seu reino antes de passar pela morte (Mt.16:28) se concretizou “[seis] dias depois” (v.1), quando Jesus “foi transfigurado diante deles” (v.2). O “Seu rosto resplandecia como o sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz” (v.2). Pedro, Tiago e João tiveram um vislumbre do reino dos céus na pessoa de Cristo glorificado, e de Moisés e Elias, que representam, respectivamente, os mortos justos que serão ressuscitados e os fiéis que estarão vivos na ocasião do retorno de Cristo. Extasiado com o que via, Pedro propôs montarem ali mesmo um acampamento, o que reforça o fato de que Moisés e Elias foram levados ao Céu de forma corpórea, assim como acontecerá com os salvos no grande Dia do Senhor (1Co.15:51-54).

Que momento solene e sagrado aqueles três discípulos puderam testemunhar! Envolvidos por “uma nuvem luminosa” (v.5), “caíram de bruços, tomados de grande medo” (v.6). Daquela nuvem, o Pai declarou as mesmas palavras ditas no batismo de Jesus (v.5). Diante da presença de Deus toda a conjuntura humana perde as forças. Isaías, Daniel, João são exemplos de pessoas que foram tomadas de grande temor diante das visões divinas. Mas assim como o anjo do Senhor os tocou restaurando-lhes a força, Jesus tocou em Seus discípulos, “dizendo: Erguei-vos e não temais” (v.7). Por mais emocionante e marcante que fosse aquela experiência, ela só poderia ser compartilhada após a ressurreição de Cristo. O relato do que ali aconteceu seria bem mais impactante e eficaz após a vitória de Jesus sobre a morte, confirmando a bendita recompensa já desfrutada por “Moisés e Elias” (v.3).

A profecia acerca de Elias e a forma como os escribas acreditavam que aconteceria também explica a atitude de Pedro em se oferecer para armar tendas. É bem provável que ele tivesse ligado aquele momento à profecia, julgando que Elias havia chegado. Jesus desvendou, então, o verdadeiro sentido profético, de que a vinda de Elias não se tratava do próprio Elias vindo à Terra, mas da representação de dois ministérios: um que antecederia a primeira vinda de Cristo, que foi o de João Batista (v.13), e outro que antecede o Seu segundo advento. Por isso que Jesus usou uma aplicação no passado: “Eu, porém, vos declaro que Elias já veio” (v.12), e outra no futuro: “De fato, Elias virá” (v.11). Como João Batista, Deus separou um povo peculiar nos últimos dias a fim de “habilitar para o Senhor um povo preparado”; um povo que vai “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias(Lc.1:17).

Enquanto Jesus estava no monte, na presença do Pai, Satanás se manifestava na vida de um menino, o qual não pôde ser curado pelos discípulos. Estamos lidando constantemente com um inimigo de forças superiores. Seria impossível vencê-lo não fosse a intervenção de Cristo. Mas para que isso aconteça, é preciso ter fé. É necessário habitar “no esconderijo do Altíssimo” (Sl.91:1), “por meio de oração e jejum” (v.21). Quem assim o faz, torna-se parte do último Elias, que irá restaurar “o altar do Senhor, que estava em ruínas” (1Rs.18:30) e que através de uma vida de oração, receberá o refrigério do Espírito Santo. Até lá, continuaremos como foi com Pedro ao pagar o imposto, tendo que lidar com as questões corriqueiras deste mundo, mas o Senhor até nesses assuntos promete cuidar de Seus filhos até que Ele volte.

Amados, a Bíblia diz que “os discípulos se entristeceram grandemente” com a notícia da morte de Cristo (v.23). Nós, porém, temos uma notícia tão maravilhosa para dar ao mundo, que o apóstolo Paulo escreveu: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp.4:4). Precisamos sair no espírito e poder de Elias para anunciar a bendita esperança de que muito em breve não apenas três discípulos verão Jesus em toda a Sua glória, mas “todo olho O verá” (Ap.1:7). Sua morte não foi o fim e Sua ressurreição não foi exclusivista. Em Seu plano consumado e perfeito, “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras […] e foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co.15:3, 4), “para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (2Co.5:21). “Erguei-vos” Elias do Senhor “e não temais” (v.7), pois, muito em breve, “levantando os olhos, a ninguém [veremos], senão Jesus” (v.8).

Grandioso Pai Celestial, nós Te louvamos pela preciosa promessa contida no capítulo de hoje! A promessa de que os mortos em Cristo serão ressuscitados, os Teus fiéis vivos serão trasladados e que veremos a Tua linda face. Repreende o inimigo e seus agentes para que eles não tenham poder algum sobre a nossa vida e a nossa família. Que enquanto aqui estivermos, andemos como cidadãos do Céu, cumprindo nossos deveres perante as autoridades, pagando o que seja devido e cumprindo a missão como o último Elias nesta Terra. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, último Elias!

Rosana Garcia Barros

#Mateus17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 16 – Comentado por Rosana Barros
15 de agosto de 2024, 0:45
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Os líderes judeus estavam constantemente incomodados com a atração do povo por Jesus. A oratória impecável daqueles homens nunca havia reunido tão grandes multidões quanto as que disputavam um lugar mais favorável próximo a Cristo. Era ali, em meio a todos, que eles tentavam arruinar o ministério de Jesus com perguntas maliciosas ou pedidos extravagantes. Suas intenções, no entanto, eram cada vez mais conhecidas do povo através da sabedoria de Cristo, cujas respostas tornavam evidente o objetivo comum dos mestres da Lei. Aqueles que julgavam conhecer as Escrituras não sabiam “discernir os sinais dos tempos” (v.3). Sabiam a letra da Lei e as profecias relativas ao Messias, mas não souberam reconhecê-Lo quando Ele enfim chegou.

O mais incrível de tudo isso é que sinais e milagres nunca foram suficientes para manter a fé de Israel. Desde os prodígios no Egito até os grandes sinais no deserto e a forma sobrenatural com que tantas vezes o Senhor agiu em defesa de Seu povo, não garantiram a perpetuação de gerações de uma “gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Pelo contrário, a fidelidade do povo durava o tempo de vida de um líder fiel, então, tornavam a misturar-se com práticas pagãs e davam as costas ao Senhor. Deus não chamou um povo apenas para se dizer a nação escolhida, mas para que revelasse o Deus que o escolheu. Como as palavras de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (v.16), não foram ditas por motivação própria, mas divina (v.17), assim deve a igreja de Deus na Terra confessar a Jesus pela revelação do alto, sendo um instrumento edificado sobre este firme fundamento: “E a pedra era Cristo” (1Co.10:4).

Pedro, do grego “petros” significa “pedra pequena”, enquanto a pedra a que Jesus se referiu sobre a qual edificaria a Sua igreja é a palavra grega “petra”, que quer dizer “uma pedra maciça”. Portanto, Cristo não edificaria Sua igreja sobre o fundamento arenoso de um ser humano, mas dEle mesmo, a quem o próprio Pedro se referiu como sendo “a pedra angular” (At.4:11; 1Pe.2:7). E da mesma forma com que Pedro foi usado por Deus, sua frágil natureza carnal foi exposta a serviço do inimigo: “Arreda, Satanás! Tu és para Mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens” (v.23). Eis o “fermento dos fariseus e dos saduceus” (v.6) sobre o qual Jesus advertiu os Seus discípulos a não tomar parte; doutrinas enganadoras, aparentemente inocentes e revestidas de boas intenções, mas que são contrárias à vontade de Deus com vistas a agradar a vaidade humana.

A religião que muitos têm apresentado como um cristianismo facilitado não condiz com o evangelho de Cristo, que diz: “tome a sua cruz e siga-Me” (v.24). Esconder-se atrás de uma capa de santidade ou se expor como um cristão descolado são extremos que em nada se alinham à Palavra do Senhor. Jesus não foi perseguido por transgredir as Escrituras, mas por não compactuar com as leis e tradições humanas que dificultavam a nação de ter seus olhos abertos para o verdadeiro evangelho. Há um conflito virtual acontecendo enquanto milhares têm descido à sepultura para a morte eterna. Chega, meus irmãos! É hora de despertar! Como Jesus, necessitamos da sabedoria do Espírito Santo para não nos determos em “discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a Lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt.3:9). Se tivermos de falar, falemos o que for necessário, mas, como Cristo, sem perder tempo: “E, deixando-os, retirou-Se” (v.4).

É tempo de olhar para Jesus e entender qual será o povo a quem Ele virá buscar: “Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me” (Mt.25:35-36). Obras que não foram realizadas por aplausos ou reconhecimento, nem tampouco para mérito próprio, mas aquelas que estão tão ligadas à vontade divina que a vida nesta Terra já não representa mais viver para si mesmo.

Oremos uns pelos outros, amados, “e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18). “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de Seu Pai, com os Seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras” (v.27).

Pai de amor e de bondade, guia-nos em Teu caminho eterno, firmando nossos pés na rocha inabalável que é Cristo. Ilumina a nossa mente com a luz que provém da Tua Palavra e enche-nos do Espírito Santo, de modo que possamos morrer para o mundo e viver para o Senhor. Transforma o nosso caráter edificando-o segundo a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Mateus16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 15 – Comentado por Rosana Barros
14 de agosto de 2024, 0:45
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Os escribas e fariseus eram mestres em subverter a Palavra de Deus a fim de seguir suas próprias tradições, e isso, sob a capa de uma religião piedosa e rígida. Eram rápidos em acusar Jesus e Seus discípulos em transgredir a Lei, enquanto invalidavam as Escrituras “ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (v.9). O evangelho segundo Mateus corrobora a verdade absoluta de que “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16), contendo cerca de 60 citações do Antigo Testamento. Apontando para o quinto mandamento do Decálogo, Jesus exemplificou o perigo em oferecer a Deus uma adoração vã baseada em ensinamentos que em nada confirmam o que está escrito.

Com ávido empenho, os fariseus erguiam o estandarte de suas tradições enquanto “pisavam” os Pergaminhos que diziam tutelar. Seus lábios estavam sempre aguçados para erguer a voz em acusações enquanto mantinham-se afastados daqueles que consideravam impuros e indignos. Orgulhavam-se de sua condição “sagrada”, mas eram “cegos, guias de cegos” (v.14), e seu coração, um compartimento lacrado para o Mestre divino. Muitos ainda hoje insistem em repetir o mesmo erro, fazendo da Palavra de Deus ou um artifício para o fanatismo, ou mesmo apenas um livro de consulta aleatória para o relativismo. Fazem de Jesus o argumento principal de suas teorias, quando, na verdade, não estão dispostos a imitar-Lhe na senda da humildade.

A atitude da “mulher cananeia” (v.22) ilustra a fé humilde daqueles que entendem que seguir a Jesus nem sempre significa ter a Sua atenção imediata, mas que a provação da fé, “uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:3). Afinal, ao proeminente apóstolo Pedro foi dito: “Homem de pequena fé” (Mt.14:31), mas àquela mulher estrangeira, “disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé” (v.28). Percebem, amados?

Tem sido assustadora a maneira com que muitos professos cristãos, até mesmo adventistas, têm profanado a Palavra de Deus com discursos muito bem elaborados a fim de tentar validar pecados que o Senhor condena e abomina. Mais assustador ainda é pensar na quantidade de pessoas, principalmente adolescentes e jovens, que estão sendo doutrinados por essas ideias tão intimamente ligadas com a cobiça que há no mundo. Jesus não aboliu uma das leis de saúde instituídas por Deus antes mesmo do dilúvio (Gn.7:2), mas confirmou o que já havia dito por intermédio de Isaías e de tantos outros profetas: que se a Sua Lei não estiver gravada em nosso coração, nossas ações e palavras jamais serão validadas pelo Céu. E Deus está levantando homens e mulheres de coragem a fim de falar a verdade com o poder do Espírito Santo; servos de Deus que não estão preocupados como os discípulos se hão de escandalizar os de coração endurecido (v.12), mas que se preocupam sim em levar os enfermos espirituais “junto aos pés de Jesus” (v.30) a fim de obterem a cura.

Amados, o Espírito Santo clama para que perseveremos em estudar a Bíblia todos os dias! Que nos alimentemos da Palavra antes de buscar o alimento mastigado por outros. Não examinemos a Bíblia para justificar nossos pecados, mas para sermos revestidos da justiça de Cristo. Percebam que o primeiro milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não foi suficiente para que os discípulos reconhecessem em Jesus o Pão da vida (v.33). Assim também não podemos nos apegar à experiência espiritual de ontem negligenciando o alimento diário de que tanto necessitamos. Eu gosto de pensar que assim como os doze cestos que sobraram da primeira multiplicação representam os doze apóstolos, estes sete cestos da segunda multiplicação (v.37) representam os sete primeiros diáconos instituídos na igreja primitiva, “homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (At.6:3). Isso significa que nós só podemos oferecer se antes tivermos de onde tirar.

Precisamos, hoje, ser homens e mulheres cheios do Espírito Santo! “Pois haverá tempo”, e ouso afirmar que já chegou, “em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm.4:3-5). Está você disposto a aceitar essas ordens divinas? Oremos juntos, então:

Pai nosso que está nos céus, o Teu nome seja santificado em nossa vida e através de nossa vida. Concede-nos a sobriedade, a perseverança, a sabedoria e a capacitação do Espírito para o Teu serviço. Enche-nos do Espírito Santo para que com nossas lâmpadas acesas, possamos proclamar o Teu evangelho eterno com poder. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Mateus15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 14 – Comentado por Rosana Barros
13 de agosto de 2024, 0:45
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Após enfrentar a rejeição de Seu povo em Nazaré, Jesus teve de enfrentar outro duro golpe: a notícia da morte de João Batista. Atendendo a um capricho de sua enteada, Herodes “deu ordens e decapitou a João no cárcere” (v.10). João foi odiado por chamar o pecado pelo nome, advertindo o tetrarca sobre seu relacionamento pecaminoso. O ódio instalado no coração de Herodias só aguardava a oportunidade perfeita para consumá-lo na morte do profeta. Ao ouvir o que tinha acontecido, Jesus procurou sair dali “para um lugar deserto, à parte” (v.13). Seu coração deveria estar despedaçado e necessitado do conforto do Pai. Contudo, ao desembarcar, “viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos” (v.14).

O primeiro instrumento do Pai para confortar Seu Filho amado foi cercando-O de pessoas que necessitavam de Seu auxílio. Ao curar e alimentar milagrosamente aquelas pessoas em um lugar deserto, Suas obras testificaram do testemunho de João Batista e fortaleceram a fé daqueles que O seguiam, sobrando exatamente “doze cestos cheios” (v.20) de alimento, uma bonita representação do ministério dos apóstolos. Ainda assim, Jesus precisava de um momento sozinho, o que conseguiu ao findar do dia. Esses momentos preciosos eram de muito valor para o nosso Salvador, que os empregava em orações e súplicas a fim de ser fortalecido em favor da humanidade caída. Jesus não somente sofria um desgaste físico, mas principalmente emocional, ao ter que lidar com tantas mazelas e sofrimentos. Que contraste das multidões de enfermos com os milhares de anjos que O adoravam no reino celeste!

Contudo, a Sua necessidade de ficar sozinho não era maior do que a necessidade daqueles que precisavam dEle. E como escreveu o salmista: “Pelo mar foi o Teu caminho; as Tuas veredas, pelas grandes águas” (Sl.77:19), Jesus foi Se encontrar com os discípulos “andando por sobre o mar” (v.25). Mas o desespero deles de ver o barco sendo “açoitado pelas ondas” (v.24) não foi maior do que o de ver o vulto de alguém andando sobre as águas. A revelação de Jesus e a incomum caminhada de Pedro nos revelam importantes lições: ainda que pareça estar tudo dando errado, Jesus está sempre por perto para nos confortar; mesmo que tenhamos que enfrentar a fúria das tempestades da vida, se clamarmos pelo auxílio de Deus, Ele “prontamente” (v.31) estende a Sua mão para nos socorrer, entra no barco da nossa vida e faz cessar a tormenta.

Como os habitantes de Genesaré, precisamos exercitar a fé em Cristo de simplesmente “tocar na orla de Sua veste” (v.36) até aquela de quem aguarda ser “vestido de vestiduras brancas” (Ap.3:5). A morte e o luto têm batido à porta de inúmeras casas todos os dias. E como Jesus Se entristeceu com a morte de João e desejou estar sozinho, muitos têm passado pela mesma angústia. Mas o encontro dEle com as multidões enfermas e famintas e Sua subida ao monte para falar a sós com o Pai nos ensinam o método divino de suportar o luto: tendo compaixão de quem necessita e uma vida de comunhão com Deus. Ou seja, seguindo o exemplo de Cristo Jesus.

Jesus sempre conservava em Seu rosto um sorriso de aceitação e um olhar de simpatia. Mesmo nos momentos mais difíceis de Seu ministério, servia com amor sem manifestar qualquer tipo de preferência ou rejeição. Não buscava reconhecimento no que fazia, mas, “erguendo os olhos ao céu” (v.19), sempre buscava fazer a vontade do Pai que está nos Céus. Se o Filho de Deus assim agia, quanto mais nós devemos nos ocupar tão-somente em manter nossos olhos fixos no alto para que nossa visão horizontal seja santificada. Ajudar uns aos outros e orar uns pelos outros, como bem disse Jesus no sermão do monte, não devem ser obras meritórias, e sim o resultado de uma vida escondida com Cristo em Deus. Como a lâmpada não acende por vontade própria, nossa luz nunca brilhará se não estivermos conectados à Fonte.

João Batista, o maior profeta que já pisou sobre a Terra, foi preso injustamente e morto de forma cruel. O ministério de Jesus consistia em dias inteiros lidando com enfermos e endemoniados, pouco descanso e a desgastante perseguição dos líderes religiosos. O que nos faz pensar que uma vida cristã cômoda é sinal de bênção? Logo as fogueiras da perseguição serão reacendidas. Estamos prontos para enfrentar os machados dos verdugos ou para percorrer a Terra em busca dos restantes que necessitam do alimento espiritual?

O tempo que se aproxima se assemelha à tempestade de vento que açoitava o barco dos discípulos. Como foi com Pedro, nossa fé será provada e não poucas vezes parecerá submergir. Mas se estivermos dispostos a clamar: “Senhor, salva-me!” (v.30), certamente e “prontamente” (v.31), seremos elevados pela destra do nosso Redentor. Pare de reparar “na força do vento” (v.30) e olhe para Jesus! Então, venha o que vier, estaremos ocupados adorando Aquele que faz cessar toda tormenta.

Pai querido, Teus planos são sempre maiores e melhores do que os nossos. Ainda que aos olhos humanos nossa vida não corresponda às expectativas deste mundo, queremos corresponder às expectativas do Céu, porque é para lá que estamos indo. Por Tua graça e bondade, guia-nos no mar da vida e que nossa fé esteja sempre pronta a agir em Tua direção. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de fé!

Rosana Garcia Barros

#Mateus14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 13 – Comentado por Rosana Barros
12 de agosto de 2024, 0:45
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Ao longo da História, Deus tem transmitido à humanidade os oráculos do Céu em linguagem que possamos compreender. A fim de anunciar o dilúvio, Ele ordenou a Noé que construísse uma arca. Aquela gigante embarcação tão bem trabalhada e nunca vista antes era o recado de Deus para o mundo de que o dilúvio viria, quer acreditassem quer não. O santuário no deserto era uma maquete ilustrativa do plano da redenção. A serpente levantada no deserto, uma figura do sacrifício salvífico de Cristo. O casamento do profeta Oseias, uma ilustração da infidelidade de Israel. Em todas as épocas, Deus tem suscitado diferentes formas de transmitir a Seu povo mensagens de advertência e de salvação.

Apontando para o tempo messiânico, o salmista escreveu: “Abrirei os lábios em parábolas e publicarei enigmas dos tempos antigos” (Sl.78:2). O ensino de Jesus por parábolas foi justificado por Ele como o cumprimento do que também escreveu o profeta Isaías: “Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais. Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhes os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo” (Is.6:9-10). Parece ser algo tão contraditório se comparado ao ministério de Jesus como um todo, não é mesmo? As parábolas estavam envoltas em mistério para as multidões, sendo reveladas apenas aos discípulos. O que nos deixa uma lição de fundamental importância: estar com a maioria nem sempre significa estar com a razão.

As multidões que afluíam a fim de ouvir o Mestre estavam tão prontas para aclamá-Lo rei como para arremeter contra a Sua vida. Sua reação dependia do que Jesus realizava. Se multiplicava pães e peixes ou se fazia muitos milagres, Jesus era ovacionado. Mas se declarava ser Aquele de quem os profetas escreveram, estavam prontas para precipitá-Lo despenhadeiro abaixo (Lc.4:29). Aquelas multidões representam as sementes lançadas à beira do caminho, em solo rochoso e entre os espinhos. São aqueles que não compreendem a Palavra, os que a recebem com alegria, mas não têm raiz e os que amam mais o mundo do que ao Senhor. Estas três classes fazem parte do mesmo grupo descrito por Isaías: “Porque o coração deste povo está endurecido” (v.15).

A semente do evangelho tem sido lançada em todos os lugares. Em Sua justiça, Deus não deixará que uma pessoa sequer tome por defesa o nunca ter sido alcançada pela oportunidade de conhecê-Lo. Através do bom solo de corações dispostos a amar e servir ao Senhor com alegria, Deus tem espalhado as boas-novas da salvação pela fé em Cristo Jesus “a cem, a sessenta e a trinta por um” (v.23). Os verdadeiros discípulos de Jesus são bem-aventurados porque permitiram ter seus olhos e ouvidos bem abertos à compreensão da verdade que liberta, que santifica e que salva.

Mas a igreja de Cristo ainda é composta de joio e trigo, de peixes bons e de peixes ruins. Nossa missão, no entanto, consiste apenas em plantar e pescar. A colheita e a separação dos peixes pertencem aos anjos subordinados ao Senhor. E isso está bem claro: “Mandará o Filho do Homem os Seus anjos, que ajuntarão do Seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes” (v.41-42). “Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes” (v.49-50).

Amados, se o reino dos céus não for em nossa vida semelhante a um tesouro escondido ou a “uma pérola de grande valor” (v.46); se nosso coração estiver endurecido pelas vaidades deste mundo e pelos maus sentimentos, nunca poderemos entender “todas estas coisas” (v.51), os preciosos mistérios do reino dos céus, porque “os perversos procederão perversamente, e nenhum deles entenderá, mas os sábios entenderão” (Dn.12:10). Em Nazaré, Jesus não fez muitos milagres, “por causa da incredulidade deles” (v.58). Hoje, Ele deseja realizar em nossa vida o maior dos milagres, que é a transformação de nosso caráter. Não sejamos, pois incrédulos, mas crentes (Jo.20:27).

Aqueles que desejam ardentemente ter seu caráter transformado e habitar para sempre com Jesus, orem comigo neste momento:

Pai de amor, a Ti suplicamos pelo Espírito Santo em nossa vida para que, iluminados por Tua sabedoria, pela fé, possamos Te ver, ouvir a Tua voz e entender todas estas coisas. Almejamos o lar de pureza, santidade e justiça que prometestes. Almejamos desfrutar do Teu amor por toda a eternidade. Prepara-nos para Te encontrarmos, nosso Deus e Senhor! Em nome de Jesus Te pedimos e Te agradecemos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, sábios de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Mateus13 #RPSP

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MATEUS 12 – Comentado por Rosana Barros
11 de agosto de 2024, 0:45
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Como um dos sinais distintivos da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a observância do quarto mandamento tem sido alvo de muitas discussões entre as demais denominações cristãs, que defendem a guarda do domingo, ignorando o fato de ser esta uma doutrina de origem pagã e que em nenhum lugar na Bíblia encontramos qualquer texto que autorize a mudança do dia de guarda. Desde o Éden, antes mesmo da queda do homem, o Senhor já havia estabelecido o sétimo dia como um memorial da criação, um dia de especial comunhão entre a criatura e o Criador. Um dia de descanso, de santificação e de bênção (Gn.2:1-3). Um dia de caminhar pela natureza e desfrutar dos frutos da terra, de ir à igreja e de fazer o bem a quem precisa, assim como Jesus nos deixou o exemplo, e com plena autoridade aplicou a Si o título de “Senhor do sábado” (v.8), como diz o mandamento: “Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus” (Êx.20:10).

O sábado havia se tornado um fardo, onde os líderes religiosos sacrificavam seus próprios irmãos no altar da condenação. Estavam sempre atentos a fim de manter o rígido cumprimento de suas normas humanas sabáticas, esquecendo-se que o quarto mandamento “foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc.2:27). “Misericórdia quero e não holocaustos” (v.7) deve ser o princípio norteador de toda a obediência. Quando isso não é praticado, corremos o sério risco de viver uma tradição legalista e farisaica, perdendo de vista o principal objetivo do sábado: a comunhão com o Criador e uns com os outros. A cura do homem da mão ressequida e todas as demais curas realizadas “em dia de sábado” (v.1) ilustram o desejo de Jesus de desfrutarmos de Seu dia especial de restauração e alegria. E isto “é lícito” (v.12), ou seja, está em conformidade com a Lei do Senhor do sábado.

Além de ter exemplificado a verdadeira observância do sétimo dia, Jesus também revelou o espírito humilde que deve reger a vida de todo servo de Deus. Ao pedir “que O não expusessem à publicidade” (v.16), Jesus não estava apenas preservando o Seu ministério de maiores perseguições, mas também de se igualar àqueles que O perseguiam. Os escribas e fariseus muito se orgulhavam de seus eloquentes discursos e de suas longas orações em lugares públicos. E o sábado havia se tornado o dia oficial para tais apresentações, de modo que o povo comum, principalmente os estrangeiros que habitavam entre eles, sentiam-se constrangidos e impelidos a permanecer em suas casas a fim de não incorrer na transgressão de alguma das inúmeras regras judaicas impostas para o sábado. Definitivamente, o sábado não era um dia alegre, mas havia se tornado uma penosa tradição.

O Senhor do sábado, Aquele que “fez o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11), também tem o poder de expulsar da vida humana os demônios que a afligem. Mas assim como foi acusado de transgredir a Lei que Ele mesmo estabeleceu na criação e entregou a Moisés no Sinai, também foi acusado de expulsar demônios “pelo poder de Belzebu” (v.24). Com a mesma autoridade e poder com que expulsou o dragão e seus anjos do Céu (Ap.12:9), Jesus libertava os cativos de Satanás “pelo Espírito de Deus” (v.28). Seu ministério consistia em libertar e salvar. O dos líderes religiosos, pelo menos em sua maioria, o de acusar e condenar. É nesse ponto que necessitamos de todo o cuidado e exame pessoal a fim de não incorrermos no pecado da “blasfêmia contra o Espírito” e nem em “falar contra o Espírito Santo” (v.31, 32).

O pecado contra o Espírito Santo consiste em ter o coração endurecido de tal maneira a apontar as obras de Deus como se fossem obras do maligno e a tomar uma distância tão grande do Senhor a ponto de não mais ouvir a voz do Espírito. E se não conseguimos ouvir “o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.3:22), como, pois, haverá arrependimento e necessidade de um Salvador que redime? Em um mundo materialista onde coisas valem mais do que pessoas, estamos sendo sacudidos por inúmeras tragédias que têm despertado muitos a rever os seus conceitos. E são estes que estão caindo em si, que, olhando para Jesus encontram nEle a verdadeira liberdade e o prazer que há na obediência motivada pelo amor. Desta forma, o sábado torna-se um dia de alegria e de esperança, e as obras do Espírito são reconhecidas e aceitas.

Jesus nos convida a experimentarmos tal comunhão diária com Ele de modo que nossa boca manifeste que nosso coração está cheio do Seu Espírito. E Ele nos deixou um sinal semanal de Sua bondade e amor: “Também lhes dei os Meus sábados, para servirem de sinal entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica” (Ez.20:12). Que seja feita a vontade do Pai celeste em nossa vida (v.50), e faremos parte da família de Jesus, que muito em breve estará para sempre adorando o Senhor “de um sábado a outro” (Is.66:23).

Senhor do sábado, Criador do céu e da terra, que o verdadeiro entendimento da Tua Palavra ilumine a nossa mente a fim de que nossa vida seja uma árvore boa que dá bons frutos. Quão preciosa é a Tua verdade, que nos liberta e santifica! Humildemente clamamos por Teu perdão e para que Teu Espírito nos purifique e nos guie até que possamos Te encontrar! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, árvores boas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Mateus12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 11 – Comentado por Rosana Barros
10 de agosto de 2024, 0:45
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Após instruir Seus discípulos, Jesus “partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles” (v.1). O sucesso da formação teológica e do discipulado daqueles homens consistia em uma matéria principal: contemplação. Ao contemplar o seu Mestre, o que Ele falava, como agia e reagia, lhes ensinaria na prática que “o reino dos céus é tomado por esforço” (v.12) e que “a sabedoria é justificada por Suas obras” (v.19). As obras de Cristo, tudo o que Ele fazia, apontava para a Sua íntima comunhão com o Pai e fiel cumprimento do que a Seu respeito está escrito.

Foi ouvindo “falar das obras de Cristo” (v.2), que João Batista enviou seus discípulos a fim de acabar com a sua angústia: Era Ele mesmo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo? A resposta iria até João novamente em forma de obras, segundo o que foi predito pelo profeta Isaías: “os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (v.5).

O ministério de João Batista consistiu em preparar o caminho para a chegada do Messias. Como porta-voz do reino dos céus, sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor em condições bem difíceis. Seu púlpito? O deserto. Seus ouvintes? “Uma geração má e adúltera” (Mt.16:4). Sua moradia? Precária. Sua comida? Limitada. Pode-se dizer que João foi considerado por muitos como um lunático no deserto. Mas o que importava a opinião da maioria comparada a opinião do próprio Jesus? “Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista” (v.11). Pelo poder de Deus, o deserto da Judeia se tornou em manancial, pois que, de João, jorrava uma fonte “para a vida eterna” (Jo.4:14). E, dentre os que creram em Jesus e O seguiram, estavam muitos que aceitaram beber desta fonte e inundar a vida de outros com as boas-novas do evangelho.

As obras de Cristo, porém, nem sempre obtinham o resultado esperado. Jesus citou, por exemplo, algumas “cidades nas quais Ele operara numerosos milagres” (v.20), mas que não se arrependeram de seus pecados. Ou seja, não houve transformação, não houve mudança. Isto significa que o que Jesus opera na vida de alguém requer uma resposta, um resultado. Arrependimento, confissão e conversão são elementos inseparáveis. Muitos são impactados e ficam maravilhados com o que Cristo realiza em suas vidas, mas não passa disso, uma emoção motivada pela necessidade de bênçãos materiais que, quando alcançadas, ao invés de levá-los para mais perto do Senhor, se tornam verdadeiras pedras de tropeço afastando-os cada vez mais da fonte de toda vida. A verdade é que “menos rigor haverá, no Dia do Juízo” (v.24) para com as antigas cidades impenitentes do que para com aqueles que agem desta forma.

O que João pregou no deserto e Jesus confirmou em Seu ministério (Mt.4:17), é uma mensagem tão clara e simples que “aos pequeninos” foi revelada, ao passo que “aos sábios e instruídos” (v.25) foi ocultada pela dureza de seus corações. Se conhecer o Pai implica em primeiro conhecer o Filho (v.27), ir até Jesus e permanecer contemplando-O é tudo de que precisamos. O convite de Cristo não consiste em somente ir até Ele, mas em ir a Ele e aprender dEle: “Vinde a Mim […] e aprendei de Mim” (v.28, 29). E nem todos estão dispostos a aceitar e aprender as lições da escola cristã através de renúncias, angústias, sofrimentos e perseguições. Como as multidões na multiplicação dos pães e dos peixes, querem ser alimentados, e como os convidados nas bodas de Caná, desejam o melhor vinho, mas rejeitam ter de passar pelo deserto da tentação ou ter que carregar a sua cruz.

Quando vamos até Jesus descobrimos que o caminho estreito é difícil, mas que nEle, em Cristo, tudo se torna mais suave e mais leve (v.30). Através do Espírito Santo, Jesus nos ensina dia a dia que na mansidão e na humildade de coração entramos em um íntimo relacionamento com Deus, refletido no caráter e nas obras. “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço” (v.12); não aquele em que o homem é o próprio autor da vida, mas aquele que, escondido em Cristo, permanece ali até à morte ou até que Ele volte. Semelhante a João e a Jesus, que nossas obras testifiquem da operosidade do Espírito Santo em nós. Então, muito em breve ouviremos o convite definitivo: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34).

Ó, Deus eterno e bendito, como necessitamos de Tua graça salvadora e transformadora! Como necessitamos contemplar a beleza da Tua santidade! Porque é pela contemplação que somos transformados, de glória em glória, à Tua própria imagem, por intermédio do Teu Espírito Santo. Pai, quão difícil é renunciar o nosso eu e viver inteiramente para Ti. É uma obra que não conseguimos realizar sozinhos, mas cremos que, em Cristo, podemos todas as coisas. Ajuda-nos, Senhor! Graças Te damos porque, por Tua misericórdia, ouves nossa oração! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, pequeninos na escola de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Mateus11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 10 – Comentado por Rosana Barros
9 de agosto de 2024, 0:45
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O discurso de Jesus neste capítulo é um verdadeiro choque de realidade para Seus discípulos. Formado o Seu pequeno grupo especial, Cristo tomou o cuidado de adverti-los quanto à sua missão e as dificuldades que envolveriam a mesma. O público alvo do discipulado seria “as ovelhas perdidas da casa de Israel” (v.6), o que não era uma tarefa fácil, dada a incredulidade do povo quanto ao ministério messiânico de seu Mestre. Jesus expôs algumas características que devem compor a vida de Seus seguidores. São elas:

1. Devem manter o foco (v.5-6);
2. Pregar “que está próximo o reino dos céus” (v.7);
3. Viver o amor prático (v.8);
4. Depender de Deus mediante uma vida altruísta: “de graça recebestes, de graça dai” (v.8);
5. Ter uma vida simples (v.9), mas com dignidade (v.9);
6. Ser corteses (v.12);
7. Ser prudentes (v.14 e 16);
8. Ser cuidadosos (v.17);
9. Confiar na ação e na provisão divina (v.19);
10. Estar dispostos a abrir mão da própria vida por amor a Cristo (v.39).

Diante de um mundo secularizado e individualista, provavelmente vivemos em uma das piores épocas de se praticar o discipulado. Apesar do direito fundamental quanto à liberdade de crença ainda poder ser proclamado e defendido, parece que quanto mais liberdade temos, mais nos acomodamos em nossas confortáveis igrejas, pregando um evangelho que na realidade não vivemos. O evangelho prático conforme os métodos e instruções de Cristo requer renúncia. E perante à sociedade, inclusive a religiosa, uma vida de abnegação não combina com o estereótipo da prosperidade criado por tradições humanas.

Não confundam, amados. Cristo não disse que os Seus seguidores viverão de esmolas, e sim que “digno é o trabalhador do seu alimento” (v.10). Mas Ele também não prometeu riquezas ou prestígio. Pelo contrário, Ele nos advertiu acerca das dificuldades e perseguições. Jesus prometeu sim, recompensas que são eternas, “tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mt.6:20). O princípio envolvido aqui, portanto, é o do contentamento. É estar satisfeito em toda e qualquer situação, “ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide” (Hc.3:17).

A nossa missão é estar constantemente aprendendo na escola de Cristo e, mediante a ação do Espírito Santo, falaremos e viveremos conforme a Sua guia. Não temos o que temer diante dos que desejam o nosso mal, pois eles podem até resumir a nossa jornada nesta terra, mas não podem nos tirar a vida eterna em Cristo Jesus. A nossa família deve sempre ser o nosso primeiro público alvo na pregação do evangelho, porém, Jesus também nos advertiu que nem sempre seremos amados ou bem-vindos, inclusive pelos da nossa “própria casa” (v.36).

Uma coisa é certa, meus irmãos: Jesus lançou por terra a teologia barata de que um cristão abençoado é um cristão abastado. Contudo, também deixou bem claro de que Ele tem cuidado dos Seus (v.31). Aquele que amou até à morte uma humanidade ingrata e imerecedora, espera que, de igual forma, possamos viver o maior dos dons: o amor. Amor a Deus e amor ao próximo é o que deve reger a nossa vida e nos impulsionar a almejar seguir os passos de Jesus (1Pe.2:21). Em um tempo profético onde o amor de quase todos está se esfriando (Mt.24:12), perseverança é o segredo da vitória final. Onde o ódio impera, aquele que perseverar no amor certamente manifestará “plena luz” (v.27) e “será salvo” (v.22).

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Assim como um filho que ama a seus pais tem prazer em obedecê-los, aquele que ama a Deus Lhe obedece e busca viver o amor. Um verdadeiro discípulo de Cristo não é aquele que se esforça por mostrar que suas obras O testificam, mas aquele cuja vida escondida em Cristo manifesta o Seu caráter. Que o Espírito Santo derrame em nosso coração o amor de Deus (Rm.5:5) e faça de nós verdadeiros discípulos:

“Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).

Pai Celestial, todos nós precisamos aprender na escola de Cristo e crescer em Sua graça todos os dias. Envia-nos o Teu Espírito de amor para que nossa vida seja tão-somente uma revelação do caráter de Jesus. Que a obediência de Cristo guie nossos pensamentos e ações, de forma que seja o Espírito Santo a falar em nós e sejamos Teus discípulos amados. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, discípulos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Mateus10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100