Reavivados por Sua Palavra


MARCOS 1 – Comentado por Rosana Barros
28 de agosto de 2024, 0:45
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O evangelho segundo Marcos, atribuído a um possível seguidor de Jesus, é introduzido pela percepção do autor: “Jesus Cristo, Filho de Deus”. A vida e ministério de Cristo são relatados por Marcos explorando as emoções e reações dAquele que possuía a filiação divina. Desde João Batista, o evangelista deixou escrito detalhes que nos ajudam a montar o “quebra-cabeça” dos evangelhos a fim de que tenhamos um quadro límpido e vívido da vida terrestre do Filho de Deus. Primeiro, “apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados” (v.4). A obra do Batista foi um preâmbulo da nova aliança, tornando o batismo o símbolo do primeiro passo do homem na direção de Cristo: o arrependimento.

O batismo nas águas, contudo, precisa ser confirmado a cada dia pelo batismo “com o Espírito Santo” (v.8). Jesus foi ungido pelo Espírito em Seu batismo, aceito pelo Pai e levado ao deserto onde foi “tentado por Satanás” (v.13). Muitos passam pelas águas batismais dispostos a receber o Espírito Santo e serem aceitos pelo Pai, mas não estão dispostos a enfrentar o deserto. Na primeira dificuldade, logo se escandalizam, perdendo o privilégio de, mesmo entre “as feras”, serem servidos e cuidados pelos anjos (v.13). Foi após o deserto que Jesus partiu “para a Galileia, pregando o evangelho de Deus” (v.14). E o fundamento de Sua pregação está em Suas primeiras palavras: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (v.15).

A vida de abnegação de Cristo nos diz que as dificuldades têm mais a nos ensinar do que a tranquilidade. Deus não tem prazer em ver o sofrimento de Seus filhos, mas é na escola do sofrimento que nossa vida se liga à vida do nosso Salvador. A experiência do endemoninhado, da sogra de Pedro, do leproso e de tantos outros que foram curados foi o que os ligou a Jesus e lhes deu uma nova percepção de quem de fato Deus é. Porque Satanás vem para “matar, roubar e destruir”, mas Jesus vem até nós para nos dar vida em abundância (Jo.10:10), e nos reconciliar com o Pai (Rm.5:10). E quando essa mudança acontece em nossa vida, ela se torna gradual e constante, de forma que, em Cristo, nos tornamos novas criaturas e Seus embaixadores, “como se Deus exortasse por nosso intermédio” (2Co.5:20).

Mas enquanto os próprios demônios “sabiam quem Ele era” (v.34), aqueles que foram criados no princípio à Sua imagem e semelhança (Gn.1:26), tinham dúvidas quanto à natureza de Jesus. “Maravilhavam-se da Sua doutrina” (v.22) e todos O buscavam (v.37) a fim de serem atendidas as suas necessidades físicas e espirituais, mas poucos foram os que deixaram tudo “e O seguiram” (v.18). Da mesma forma, Satanás tem agido hoje com grande ira, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Ou seja, até os demônios sabem que se aproxima o tempo da segunda visitação de Cristo. Como Seu último povo, o Senhor nos apela através do apóstolo Paulo: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).

A ira do inimigo se avoluma contra um pequeno povo que ousa conhecer as profecias e buscar o único conhecimento que ele não mais pode ter: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Um povo que tem buscado a devida preparação à semelhança do leproso: “Se quiseres, podes purificar-me” (v.40); que veem em Jesus, em Seu sangue remidor e purificador, em Sua graça e poder, a Fonte do conhecimento que purifica e que salva da lepra do pecado. Portanto, apenas declarar conhecê-Lo não é suficiente, amados, pois isto até os demônios fazem (v.24). Conhecer a Deus, consiste em um relacionamento pessoal com Ele, como Jesus nos deixou o exemplo: “Tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava” (v.35).

Pela experiência de uma vida de comunhão, para Marcos Jesus era o Filho de Deus. Quem é Jesus para você? Marcos nos deixou o legado de sua experiência em um livro de registros sagrados. Deus deseja que sejamos Sua carta, “conhecida e lida por todos os homens” (2Co.3:2). Que o nosso testemunho aponte para Jesus pela clara evidência de uma vida coerente com nossa pregação. E ainda que por vezes venhamos a falhar, lembremos dos pescadores rudes que Jesus chamou como discípulos, nos mostrando que a nossa parte é confiar e permitir que Ele nos purifique e nos salve, “porque todas as nossas obras [Ele as faz] por nós” (Is.26:12).

Pai Bondoso, Tu enviaste Teu Filho ao mundo para nos salvar e nos revelar o Teu caráter. Opera em nosso coração a mudança de que tanto necessitamos, para que o Teu caráter em nós nos santifique em tudo. Não queremos simplesmente saber quem Tu és, mas ter o conhecimento que salva, um relacionamento pessoal e crescente Contigo. Batiza-nos com Teu Espírito hoje, e cada dia até aquele grande Dia. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, purificados por Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Marcos1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 28 – Comentado por Rosana Barros
27 de agosto de 2024, 0:45
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A comissão evangélica inclui uma grande responsabilidade, mas também uma maravilhosa recompensa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (v.20). A promessa da presença constante de Cristo com Seus discípulos é a mais sublime e confortante promessa diante dos desafios da pregação do evangelho. O relato de “Maria Madalena e a outra Maria” (v.1) indo ao sepulcro, nos dá um vislumbre do quão significativo é estar perto de Jesus. As mulheres que O seguiam buscavam uma forma de tentar minimizar a dor pela morte de seu Mestre na esperança de ver o lugar de Seu repouso e tocar nem que fosse em Seu corpo sem vida. Receberam, porém, um consolo que está além da linguagem humana, ao verem o sobrenatural (v.5) e tocarem no Imortal (v.9).

Como prometido, Jesus iria à Galileia encontrar-Se com os discípulos, para o monte que Ele mesmo designou. Assim como a aparição dos anjos causou dois tipos de reação, a aparição de Cristo também causou duas reações: “E, quando O viram, O adoraram; mas alguns duvidaram” (v.17). Contudo, ainda que nossa fé se revele pequena, Jesus Se aproxima de nós (v.18) e nos convida a fazer parte de Seu ministério salvífico. E, mediante a autoridade que Lhe “foi dada no Céu e na terra” (v.18), Ele está regendo a Sua igreja pessoalmente “todos os dias até à consumação do século” (v.20). Como disse A. T. Jones: “Por que ir? Porque Jesus tem o poder”.

A cruz e a ressurreição de Cristo Jesus representam a vitória sobre a morte eterna e a nossa liberdade do cativeiro do pecado. O sepulcro vazio aponta para um país habitável. Dizer que os discípulos roubaram o corpo de Cristo (v.13) não faz diferença para aqueles que O amam e que têm desfrutado de um relacionamento diário com Ele. São estes que entendem o seu papel como cristãos adventistas do sétimo dia, que aguardam a volta de Jesus e permanecem fiéis à Sua Lei; que enquanto aguardam, também apressam o Dia do Senhor, dedicando a sua vida no cumprimento do último sinal profético: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).

Estamos vivendo em dias decisivos, amados. Tudo converge para o cumprimento das profecias, que definirá quem “serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Discípulos não fazem admiradores. Discípulos fazem discípulos. A ordem é muito clara: Chamar, batizar e ensinar. Ao aceitar, o crente entra na escola cuja ciência e cujo método estão sempre na escala do crescimento em Cristo, “até ser dia perfeito” (Pv.4:18). Pela contemplação de nosso Mestre sempre presente, “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). É contemplando a Jesus e tendo o nosso caráter moldado pelo Espírito Santo, que somos habilitados a ser Suas testemunhas (At.1:8).

Que a partir de amanhã, o evangelho segundo Marcos seja mais um instrumento do Espírito Santo para a nossa santificação e semelhança com Jesus Cristo. Assim como Ele “ressuscitou, como tinha dito” (v.6), logo Ele voltará, conforme também prometeu: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20). Amém! Vem, Senhor Jesus!

Pai Querido, nós Te agradecemos por tudo o que aprendemos em mais um livro! Te agradecemos porque por Tua vida também podemos viver! Te agradecemos pelo privilégio de sermos coparticipantes com Cristo no ministério de salvar vidas! Que possamos Te adorar sem duvidar e que a Tua presença conosco seja sempre muito real todos os dias. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, discípulos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Mateus28 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 27 – Comentado por Rosana Barros
26 de agosto de 2024, 0:45
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As cenas finais da vida de Cristo, especialmente as da crucifixão, devem ser cuidadosa e minuciosamente estudadas. Confesso que eu nunca havia feito isso da forma como tenho feito ultimamente, e que ainda tenho muito o que aprender e assimilar através do relato dos sofrimentos do meu Salvador. Mas garanto a vocês que não há nada neste mundo que possa ser comparado à felicidade e satisfação de ouvir a voz de Deus a me falar: “Perceba o tamanho do Meu amor por você!”

Aquele que libertou os cativos foi amarrado como um delinquente. Aquele que é o próprio Verbo (Jo.1:1-3) Se calou diante das falsas acusações. Aquele que Se despiu de Suas vestes de glória foi vestido com o manto do escárnio. Aquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores teve a Sua fronte perfurada por uma coroa de espinhos. Aquele que trocou a adoração dos anjos para vir a este mundo escuro, foi cuspido, açoitado e escarnecido. Aquele que é o Príncipe da Paz foi crucificado pelos Seus como um perturbador da paz.

Mas sabem o que é mais assustador nestes relatos, amados? O fato de que Jesus foi traído e entregue por um de Seus discípulos e que foi perseguido, preso e morto a mando dos líderes religiosos do Seu povo. A atitude de Judas após perceber a grande abominação que havia cometido não foi de arrependimento, mas de remorso (v.3). Se a devolução das moedas tivesse sido acompanhada com a devolução de seu coração a Deus, ele teria encontrado perdão. Mas ao “assinar” sua sentença com um beijo, “traindo sangue inocente” (v.4), ele entregou a Satanás o controle de suas emoções.

Os maiorais dos judeus, então, levaram Jesus à presença do governador romano. Apesar de desconhecer as Escrituras, Pilatos teve uma forte percepção através da presença e da postura de Cristo. Pensando estar julgando uma causa, ele não fazia ideia de que diante dele estava o justo Juiz. Mas ele conhecia o real motivo das acusações feitas contra Jesus: “Porque sabia que, por inveja, O tinham entregado” (v.18). Em sua ânsia de acalmar as multidões e grandemente perturbado pelo sonho de sua esposa, Pilatos viu em Barrabás a solução de sua angústia. Imagino uma forte luta espiritual dentro deste homem. Contudo, a tentativa de transmitir ao povo o encargo de sua função foi frustrada ao ouvir da turba enfurecida o veredito injusto: a absolvição de Barrabás e a condenação de Jesus. E enquanto ele lavava as mãos, contemplava com horror um povo que dizia: “Caia sobre nós o Seu sangue e sobre nossos filhos!” (v.25). Desejo este que se cumpriu quando Jerusalém foi destruída por Roma, no ano 70 d.C.

As trevas que cobriram toda a Terra não foram maiores do que as trevas que cobriam o coração dos escarnecedores. A inveja e a dureza de coração os impediu de enxergar naquela cruz o seu Resgatador. Fossem seus olhos abertos para contemplar o invisível, e veriam os anjos chorando por não poderem estar no lugar de seu Senhor. E cumprindo-se o plano da redenção, ilustrado através do santuário, o Cordeiro de Deus “entregou o espírito” (v.50). Não havendo mais a necessidade das leis em forma de ordenanças (Ef.2:15), ou seja, dos rituais que envolviam o sacrifício de animais, “o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (v.51). Não precisamos mais sacrificar um cordeirinho como símbolo da remissão dos nossos pecados, pois o verdadeiro “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29) já cumpriu o perfeito sacrifício para que todos tenhamos acesso ao Pai através dEle.

Amados, o fato de que Jesus foi rejeitado pelos Seus e principalmente por aqueles que se orgulhavam de sua moral religiosa deve ser para nós hoje um grande alerta. Ser moralmente correto e orgulhosamente religioso só faz com que as palavras de Jesus à nossa geração façam ainda mais sentido: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:17). O certificado de batismo ou as credenciais de líder religioso não equivalem a títulos de posse das moradas do Pai. Deus está à procura de Seus verdadeiros adoradores (Jo.4:23) e está a ponto de vomitar de Sua boca os que têm se recusado a tornar-se como crianças.

Perto está o Senhor de cumprir a Sua derradeira promessa e “Jesus, clamando outra vez com grande voz” (v.50), não mais para dar a Sua vida, mas para dar vida, fará despertar do pó não apenas alguns, mas todos “os mortos em Cristo […] depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:16-17). Assim como Sua morte foi um evento que abalou céus e terra, a Sua segunda vinda será o maior evento que este mundo jamais presenciou. Lembrem que João, aquele que contemplou as cenas finais de Seu Salvador até o fim foi aquele que tornou-se o discípulo amado. Você deseja ser um discípulo amado de Jesus? Contemple-O diariamente, principalmente nas cenas finais de Sua vida na Terra.

Como, pois, podemos estar preparados para a gloriosa volta de Jesus? Ele mesmo já nos deu esta resposta: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Prossigamos em conhecer o nosso Salvador (Os.6:3) e muito em breve O conheceremos face a face.

Pai amado, há dois sentimentos antagônicos em nosso coração ao lermos o capítulo de hoje: tristeza e alegria. Tristeza, porque percebemos que podemos estar na igreja, trabalhar na igreja e ainda assim estarmos completamente perdidos; que a dureza de coração não permite que os olhos e os ouvidos sejam abertos para Te conhecer. Alegria, porque o nosso Salvador não desistiu de nós e Seu amor e graça foram até o fim e ainda estão à nossa disposição. Santo Deus, não queremos ser como os principais sacerdotes e anciãos do povo; não queremos ser como Judas; não queremos ser como os soldados do governador, nem tampouco como Pilatos. Queremos ser como José de Arimateia, corajosos para confessar que Jesus é o nosso Salvador pessoal. Enche-nos do Teu amor, do puro e sublime amor do Calvário! Como João, queremos ser Teus discípulos amados. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, discípulos amados de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Mateus27 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 26 – Comentado por Rosana Barros
25 de agosto de 2024, 0:45
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Após a exposição sobre o plano para tirar a Sua vida, Jesus seguiu para Betânia e estando na “casa de Simão, o leproso” (v.6), “aproximou-se dEle uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que Lhe derramou sobre a cabeça […]” (v.7). A atitude daquela mulher provocou indignação no coração dos discípulos, ao passo que provocou admiração no coração de Jesus. Maria de Betânia (Jo.12:3) não praticou simplesmente uma boa ação, mas uma boa ação para com Jesus (v.10). Aquela mulher rompeu as barreiras do preconceito e sua coragem lhe rendeu um testemunho de fé que o próprio Cristo endossou como parte integrante da pregação do evangelho (v.13).

O relato seguinte apresenta um forte contraste com o relato anterior. Enquanto Maria entregou tudo o que tinha para ungir o seu Mestre, Judas procurou obter tudo o que pudesse para entregá-Lo aos “principais sacerdotes” (v.14). A este, foi dada a oportunidade de andar lado a lado com Jesus. Sua postura e comportamento não despertavam nenhuma suspeita diante dos demais discípulos. Muito pelo contrário. Judas era um homem que despertava admiração e que demonstrava possuir boas intenções. Jesus, portanto, era o único que conhecia a falsidade do seu íntimo.

A declaração do cumprimento profético acerca da traição não foi dita por Jesus como algo que deveria ser cumprido, mas com a tristeza de um Salvador que desejaria que não acontecesse daquela forma: “Até o Meu amigo íntimo, em quem Eu confiava, que comia do Meu pão, levantou contra Mim o calcanhar” (Sl.41:9). Jesus não impediu a Judas de participar da Ceia, mas permitiu que ele participasse da cerimônia que Ele instituiu como símbolo da “[nova] aliança” (v.28). O pão sem fermento e o vinho não fermentado representam, respectivamente, o corpo e o sangue de Cristo oferecidos como sacrifício “em favor de muitos, para remissão de pecados” (v.28).

Na verdade, Jesus não foi apenas traído por Judas e negado por Pedro, mas “os discípulos todos, deixando-O, fugiram” (v.56). A Sua agonia e profunda tristeza no Getsêmani não foi pelo medo da morte, mas pela dor da separação do Pai. O Seu clamor, misturado a lágrimas e suor “como gotas de sangue” (Lc.22:44), exprimia a tristeza de quem estava para tomar do cálice letal: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice!” (v.39). Mas que cálice tão terrível era este? A Sua morte na cruz? Era muito mais do que isso, amados! Vejamos o que diz a revelação de Jesus Cristo: “também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira” (Ap.14:10).

O Cordeiro de Deus tomou sobre Si os pecados de todo o mundo e tomou do cálice que está preparado, sem mistura de misericórdia, para os adoradores da besta e de sua imagem (Ap.14:9). Jesus não venceu simplesmente a morte física, mas a morte eterna, para que você e eu tenhamos vida, e vida em abundância (Jo.10:10). “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira.” (Rm.5:8-9). Ele foi traído, preso, injustiçado, cuspido e esbofeteado, mas “como ovelha muda” (Is.53:7), Ele “guardou silêncio” (v.63).

Chegou a hora de termos uma vida de tamanha comunhão com Cristo a ponto de que nossa feição e “modo de falar” (v.73) “denunciem” que andamos com Ele e que somos Seus discípulos. Não desperdicemos as oportunidades que nos são dadas para testemunhar, como Pedro desperdiçou. Mas ainda que, por vezes, tenhamos agido da mesma forma, Jesus nos convida a olhar para Ele novamente e perceber que o mesmo olhar que um dia nos chamou com amor: “Segue-Me”, é o mesmo que nos diz agora: “Eu te perdoo”.

Ainda há tempo de chorarmos amargamente (v.75) aos pés dAquele que tudo entregou por nós. Depositemos, hoje, o nosso coração aos Seus cuidados, e, à semelhança de Maria de Betânia, Ele endossará o nosso testemunho diante do Universo, dizendo: “São estes os que vieram da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14).

Atendamos, pois, ao último chamado dAquele que está às portas: “Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora […] Levantai-vos, vamos!” (v.45 e 46).

Senhor, nosso Deus misericordioso, a impressão que dá é que todos ainda estamos dormindo em um momento em que deveríamos estar vigiando e orando. Desperta-nos, Pai! Não queremos Te confessar como nosso Mestre para depois traí-Lo. Não queremos ser meros expectadores apenas sentados “para ver o fim” (v.58). Nem tampouco queremos Te negar diante dos homens. Pai, almejamos ir para casa. Nosso coração vibra na expectativa de ver a face do nosso Salvador e beber do vinho novo no Teu reino. Ó, Senhor, purifica-nos e guia-nos em Teu caminho eterno até a Tua volta! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pelo sangue do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#Mateus26 #RPSP

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MATEUS 25 – Comentado por Rosana Barros
24 de agosto de 2024, 0:45
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Só no cristianismo, há cerca de quarenta mil denominações diferentes que afirmam pregar a verdade. Todas utilizam a Bíblia como fonte de inspiração, mas nem todas possuem as mesmas doutrinas e ideias. Como, pois, saber em qual delas está a verdade? A resposta está na mesma Bíblia que todas elas afirmam seguir. Ao contrário do que acontece hoje com esta diversidade de religiões, Jesus deixou bem claro, através de símbolos, que, nos dias que antecedem a Sua segunda vinda só haverá dois grupos de pessoas, que podem ser representados da seguinte forma: as virgens néscias e as virgens prudentes; os servos fiéis e os servos negligentes; as ovelhas e os cabritos. As três ilustrações implicam uma sequência no desenvolvimento espiritual na vida do cristão ou na sua paralisia.

A parábola das dez virgens apresenta a necessidade não somente de possuir azeite na lâmpada, mas do dobro do azeite. Sabendo que o azeite é símbolo do Espírito Santo, a porção dobrada representa o dobro do Seu poder, um reforço necessário. Já na parábola dos talentos, percebemos que assim como as virgens prudentes possuíam o azeite em dobro, os servos fiéis também dobraram os talentos que receberam, ao passo que o servo negligente enterrou o que havia recebido. Ao comparar os salvos com as ovelhas e os perdidos com os cabritos, Jesus declarou a natureza dos dois grupos: as ovelhas seguem o seu Pastor (Jo.10:4), já os cabritos são teimosos e não aceitam os cuidados de quem queira guiá-los. Com base nesta perspectiva, Jesus encerrou o Seu discurso com uma forte e inquietante declaração.

A cena do julgamento final é descrita por Ele como uma prestação de contas. Em Apocalipse, Jesus declarou o seguinte a João: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). Mas de que obras Ele está falando? Afinal de contas, eu não sou salvo pela graça? A justificação não é pela fé? Sim, amados. Mas a fé pura e genuína é inevitavelmente operante. Quando lemos Hebreus onze, a galeria dos heróis da fé, encontramos uma coisa em comum na vida de todos eles: os resultados práticos da fé. Foi pela fé que Abel ofereceu o sacrifício que Deus havia pedido. Também foi pela fé que Noé construiu a arca. Foi pela fé que Abraão partiu para uma terra desconhecida. Nenhum deles foi salvo pelo que fizeram, mas pelo que permitiram que o Espírito do Senhor realizasse neles e através deles. Entendem?

Movidos pelo amor a Deus acima de todas as coisas, as obras daqueles homens e mulheres de Deus foram consequência da fé nAquele que buscaram conhecer. As obras descritas por Jesus não fazem parte de uma lista obrigatória com o fim de servirem de passaporte para a eternidade, mas ações tão naturais e intimamente ligadas ao coração dos justos, que nem eles mesmos se darão conta de que as praticaram. Não fazem com o fim de serem vistos pelos homens, mas porque, ao seguir a voz do seu Pastor, não conseguem fazer diferente. O amor foi escrito em seu coração.

A “meia-noite” (v.6) está chegando, quando não mais haverá tempo de adquirir azeite. Da mesma forma que Noé e sua família entraram na arca e o Senhor fechou a porta, aproxima-se o tempo em que será fechada a porta da graça (v.10) e não mais haverá oportunidade de salvação. Precisamos aproveitar o nosso tempo de oportunidade chamado HOJE para clamar como clamou Eliseu a Elias: “Peço-Te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” (2Rs.2:9). Ao permitirmos que o Espírito Santo atue livremente em nós, nossa vida será um cheiro de vida para a vida e, dentro em breve, ouviremos as palavras que mais desejamos ouvir: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (v.34).

Pai querido, pedimos que nos toque por herança porção dobrada do Teu Espírito. Ilumina a nossa mente com a luz da Tua Palavra mediante o combustível do Espírito Santo. Lança o nosso eu no pó para que Cristo viva em nós, de forma que nossas ações sejam as que o Senhor, de antemão, nos preparou. Santifica-nos em Tua Palavra e purifica o nosso coração. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, servos bons e fiéis!

Rosana Garcia Barros

#Mateus25 #RPSP

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MATEUS 24 – Comentado por Rosana Barros
23 de agosto de 2024, 0:45
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Deslumbrados os discípulos com o cenário das “construções do templo” (v.1), as palavras de Jesus certamente lhes foram como um balde de água fria. A percepção que possuíam a respeito de Jerusalém era a de uma cidade que jamais perderia a sua glória. Entendendo que Jesus lhes havia falado de um tempo específico, desejaram conhecer este tempo e os sinais que o precederiam. Na verdade, Jesus relatou neste capítulo o tempo e os sinais acerca de dois grandes eventos. O primeiro deles ocorreu no ano 70 d.C., quando o império romano destruiu Jerusalém, não ficando “pedra sobre pedra” que não fosse derrubada (v.2). Já o segundo evento ainda acontecerá e não será um acontecimento local, mas global, pois “assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (v.27).

Jesus apresentou diversos sinais que indicam a brevidade de Seu segundo advento. Guerras, destruição, fome, terremotos, desamor, falsos cristos e falsos profetas. Mas você pode estar se perguntando neste momento: E todas estas coisas já não têm acontecido desde os tempos mais remotos? Sim, é verdade. Contudo, analisemos o que o apóstolo Paulo escreveu: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). Como a parturiente, cujas dores de parto vão aumentando de intensidade, assim a intensidade dos sinais tem se revelado cada vez maior, apontando para o Dia que está “às portas” (v.33).

A vida de Cristo foi o exemplo singular e inquestionável de um Deus que deseja salvar a todos. O Sol da Justiça andou entre nós sendo Ele mesmo o Caminho excelente para a vida eterna. Se tão-somente aceitarmos nos despir do nosso eu egoísta e ruim, permitindo que os raios do amor do Salvador penetrem na escuridão de nosso íntimo, quão diferente seria a nossa expectativa quanto à Sua segunda vinda, e quão diferente seria o nosso olhar com relação aqueles que ainda não experimentaram esse amor que restaura e que transforma. Mas para podermos apresentar esse amor, precisamos conhecê-lo antes. Em um mundo onde o amor tornou-se artigo de luxo, Deus tem conservado um povo peculiar que irá “perseverar até o fim” (v.13) no sagrado ministério de amar.

O tempo de angústia jamais visto (v.21) se aproxima de nós com rapidez, assim como as águas do dilúvio que cobriram a Terra. O chamado de Deus a Noé não foi ocasionado pela ira divina, mas pela estupidez humana. Porque assim como “nos dias anteriores ao dilúvio” (v.38), as pessoas estavam completamente embriagadas por suas baixas paixões e vis preocupações a ponto de nem perceberem quando Noé entrou na arca, “assim será também a vinda do Filho do Homem” (v.39).

Muitos há que têm acreditado e até pregado que Jesus “demora-Se” (v.48), ignorando a bendita esperança e lançando sobre si o mesmo castigo que será dado aos hipócritas (v.51). Noé foi um pregador da justiça porque, acima de tudo, ele obedeceu e amou. O amor a Deus foi o que lhe motivou a construir o desconhecido e a esperar por coisas que nunca havia testemunhado. Foi o amor que o motivou a pregar em meio aos escárnios e a ser um exemplo de fidelidade e de fé “para a salvação de sua casa” (Hb.11:7).

Até quando a longanimidade do Senhor irá durar, não o sabemos (2Pe.3:9). Mas de uma coisa podemos ter certeza: Jesus Cristo voltará, “vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (v.30). Estamos nós preparados para subir ao encontro do nosso Senhor e Salvador? Eis que têm surgido e ainda hão de surgir muitos outros falsos cristos e falsos profetas, “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (v.24). A Palavra de Deus é clara, amados: o retorno de Cristo a esta Terra não será algo silencioso e secreto, mas “com grande clangor de trombeta” (v.31) e mundialmente visível, pois que “todo olho O verá” (Ap.1:7). Portanto, vigiemos e oremos, para sermos encontrados por Ele “apercebidos” (v.44).

“Vede que ninguém vos engane” (v.4), nos advertiu o Mestre. Que o amor de Deus, que é o verdadeiro amor embasado em Sua Palavra, seja derramado em nosso coração pelo Espírito Santo todos os dias (Rm.5:5). E que a prática desse amor seja “para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (v.14).

Nosso Pai de amor e de bondade, louvado seja o Teu nome por Tua longanimidade para conosco! Tua obra tem sido realizada em nossa vida e como é maravilhoso saber que temos à nossa disposição a Tua graça. Mas também, como Noé, somos chamados a pregar a Tua justiça, que é plena de misericórdia. Ajuda-nos, Pai bondoso, para que nossa vida ande em plena harmonia com Teu amor e justiça! Dá-nos o caráter de Cristo! Nós Te pedimos e Te agradecemos, em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Mateus24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 23 – Comentado por Rosana Barros
22 de agosto de 2024, 0:45
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A atual conjuntura de conflitos entre Israel e Palestina não se trata de algo novo, mas de consequências advindas de milênios de desobediência à Palavra do Senhor. Desde o rompimento das tribos, dividindo Israel entre Reino do Norte e Reino do Sul, várias batalhas têm sido travadas e várias tentativas divinas rejeitadas por um povo que prefere fazer as coisas do seu próprio jeito. Cada profeta enviado representava a misericórdia de Deus a cada geração corrompida pela apostasia. E como “Insensatos e cegos” (v.17), rejeitavam a voz profética destinando os enviados do Senhor ao martírio. Ao aproximar-se o tempo de Sua morte, semelhante aos profetas, Jesus não Se eximiu de declarar àquela geração, principalmente a seus líderes, a necessária repreensão e reprovação.

A hipocrisia era o principal insumo da religião dos escribas e fariseus. Suas vidas aparentemente impecáveis compunham um verdadeiro desfile de máscaras. Mas diante dAquele que vê o coração, foi “manifesta a vergonha da [sua] nudez” (Ap.3:18). Com um discurso duro e direto, a intenção de Cristo não consistia, porém, em envergonhá-los ou condená-los, mas em desperta-lhes a consciência e sacudir-lhes a estrutura orgulhosa, a fim de que se arrependessem, se humilhassem e fossem salvos. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (v.12). O pronunciamento dos ais segue uma sequência lógica que define bem o que Deus levará em conta no julgamento dos crentes não convertidos:

1. Criar barreiras ou impedimentos para o ingresso de novos conversos;
2. Uma vida religiosa desprovida de caridade cristã;
3. Fazer acepção de pessoas na pregação do evangelho;
4. Falsos ensinos e descaracterização do “Assim diz o Senhor”;
5. Tentativa de salvação pelas obras;
6. Hipocrisia;
7. Perseguição e rejeição à palavra profética

Antes de ouvir a voz do Espírito me chamando para uma nova vida, tudo o que eu realizava tinha a finalidade de ser vista pelos outros. Eu dizia ser para a glória de Deus, mas meu coração não se conformava enquanto não fosse preenchido de elogios. E com o ingresso nas redes sociais, esse sentimento maligno só despertou uma insana busca pela aprovação alheia, de forma que a inveja e a cobiça me transformaram em uma pessoa completamente egoísta e hipócrita. À vista da maioria eu era uma boa mulher cristã, mas, aos olhos de Deus, infeliz, miserável, pobre, cega e nua (Ap.3:17). Ou seja, totalmente perdida! Não me orgulho de falar essas coisas e, pelo perdão que me foi dado pelo meu Redentor, não tinha obrigação nenhuma de declará-las publicamente, mas eu creio que o que eu passei muitos podem estar passando hoje e precisam ser sacudidos tal qual eu fui.

O próprio apóstolo Paulo em suas cartas não escondeu suas fraquezas e, por vezes, as confessou publicamente, inclusive, detalhes de sua vida passada e de sua conversão como mais um meio de alcançar corações endurecidos (Veja At.22). “Muitos dos que creram” na pregação de Paulo também “vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras” (At.19:18). A Bíblia não diz com isso que devemos confessar uns aos outros tudo o que fizemos de errado, pois o nosso único confessionário é Cristo, que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). Mas aquilo que estava publicamente evidente ou que o Senhor nos pede que usemos como um testemunho favorável ao evangelho, isso sim tem o aval das Escrituras.

A maioria daqueles líderes religiosos, porém – fora alguns que podemos contar nos dedos de uma mão – não aceitaram a repreensão e não demonstraram frutos de arrependimento. A mudança que necessita ser realizada e a que é verdadeiramente poderosa em seus efeitos é aquela que acontece de dentro para fora. Essa é a ordem: “limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” (v.26). Também não se trata de um episódio único, mas de uma experiência que dura 24 horas por dia durante toda uma vida; um processo do aperfeiçoamento do caráter que requer um relacionamento pessoal tão íntimo com o Senhor, a ponto de permanecermos sob Suas asas, assim “como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas” (v.37).

O provérbio “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, se encaixaria perfeitamente para os escribas e fariseus antigos e modernos. Hoje, amados, não posso dizer que estou livre de mim mesma, até porque quanto mais olho para Cristo e quanto mais O conheço em Seu amor, justiça, bondade e misericórdia, mais meus defeitos ficam evidentes e mais profundo desejo mergulhar nas águas de Sua pureza e santidade. Mas é esse reconhecimento de nosso demérito e constante dependência da graça de Cristo que nos faz permanecer nEle mais do que uma criança encontra segurança no colo de seus pais. Nem os conflitos armados, nem os familiares, nem tão pouco as dissensões eclesiásticas cessarão até que, muito em breve, venhamos a dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor!” (v.39). No entanto, no que depender de nós, tenhamos “paz com todos os homens” (Rm.12:18).

Logo o nosso Salvador voltará e não adiantará expor “todas as suas obras” (v.5) diante dAquele que virá buscar apenas aqueles que se submeteram à boa obra do Espírito Santo na vida. Estude o capítulo de hoje com temor e tremor! Que o Espírito Santo sacuda a Sua igreja, realizando a poderosa e última obra de reavivamento e reforma “sobre a presente geração” (v.36).

Pai Santo, a Tua Palavra é útil para ensinar, para corrigir, para repreender e educar na justiça. Como necessitamos dar ouvidos a ela! E o Teu Espírito deseja nos moldar e revelar em nós o Teu maravilhoso caráter. Ó, Deus bendito, desperta a Tua igreja do torpor espiritual e do perigo dos extremos que nada tem a ver com o Teu puro evangelho! Como crianças, guia-nos pela mão à simplicidade e sabedoria de permanecer debaixo de Tuas asas, sob o abrigo do Espírito Santo. Transforma a nossa vida de dentro para fora e faz-nos a geração que verá o Senhor voltar. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, novas criaturas em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Mateus23 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 22 – Comentado por Rosana Barros
21 de agosto de 2024, 0:45
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Em todo o tempo de Seu ministério terrestre, Jesus apontava para o “reino dos céus” (v.1). Suas parábolas e Seus ensinamentos reforçavam o papel das Escrituras, de como a verdadeira compreensão da Palavra de Deus é imprescindível a fim de que estejamos devidamente preparados e trajados para as bodas do Cordeiro. Naquele tempo, houve uma grande rejeição do cumprimento das profecias do Antigo Testamento em Jesus. Hoje, há uma grande rejeição quanto ao Antigo Testamento, validando apenas o Novo como sendo a porção suficiente para os nossos dias; havendo ainda uma outra linha, que descaracteriza as partes da Bíblia (até mesmo do Novo Testamento) que entram em confronto com pecados que muitos insistem em praticar como se Deus não fizesse caso deles.

Quando meu irmão e eu éramos crianças, todos os anos minha mãe organizava nossas festinhas de aniversário. Mas, certa vez, para a surpresa de minha mãe e minha tristeza, ninguém de minha família compareceu à minha festa, a não ser uns poucos vizinhos, que, na maioria, nem eram pessoas tão próximas de nós. Agora imaginem a grande festa que o Rei do Universo está preparando: “as bodas de Seu Filho” (v.2)! Contudo, Seus convidados, aqueles que fazem parte de Seu povo escolhido e que até pregam e dizem aguardar com ansiedade pela festa, simplesmente rejeitam o convite. Não Se conformando, o Rei insiste: “Eis que já preparei o Meu banquete […] tudo está pronto; vinde para as bodas” (v.4), “porém, não se importaram e se foram” (v.5). O Seu convite, então, foi transferido para todos quantos o aceitarem. Mas dentre “os que estavam à mesa” (v.11) havia “um homem que não trazia veste nupcial” (v.11) e, emudecido, foi lançado “para fora, nas trevas” (v.13).

Às vésperas do término do toque da “sétima trombeta” (Ap.11:15), o Senhor nos diz: “Está pronta a festa” (v.8). Mas a que grupo pertencemos, amados? Muitos se autodenominam filhos do reino enquanto estão ocupados demais para buscar o reino de Deus, ou ainda “maltratando e matando” a palavra profética tal qual os filhos de Israel “maltrataram e mataram” (v.6) os profetas do Senhor. Professam crer na Bíblia, mas “assassinam” seus ensinos a fim de exaltar as filosofias e ideias humanas. Contudo, a ira final de Deus será manifesta contra estes “assassinos” (v.7) da verdade.

Outros há que julgam poder entrar nas bodas trajando as suas vestes de “folhas de figueira” (Gn.3:7). Recusam as vestiduras da justiça de Cristo confundindo liberdade com libertinagem. E enquanto exaltam o amor como seu principal argumento, não conseguem compreender o verdadeiro amor, aquele que foi revelado na cruz do Calvário justamente para lhes conceder o galardão de ser “vestido de vestiduras brancas” (Ap.3:5), as vestes do puro caráter de Cristo.

Amados, muitos estão por aí manifestando fazer parte da família de Deus enquanto não passam de destruidores da verdade. Estão cheios de malícia e hipocrisia, apenas inquirindo a Palavra de Deus com a finalidade de defender seus próprios conceitos e interesses egoístas. Como os fariseus e saduceus não aceitaram a Jesus como o Cristo prometido, há um conglomerado de professos cristãos “criando” o seu próprio cristo de acordo com os seus gostos e desejos pessoais. O amor a Deus e ao próximo (v.37-39) é claramente revelado nos dez mandamentos, a perfeita e imutável transcrição do caráter divino (Êx.20:3-17). E toda a Escritura depende desta verdade incontestável (v.40).

Como povo de Deus, ainda estamos sendo experimentados verbalmente, e, louvado seja Deus, pelos Seus fiéis servos que permanecem firmes pela verdade, de forma que tem se aproximado o tempo em que como foi dito a respeito de Cristo, do remanescente se dirá: “E ninguém lhe podia responder palavra, nem ousou alguém, a partir daquele dia, fazer-lhe perguntas” (v.46). Cheios do poder do Espírito Santo, seus argumentos não se fundem com ideologias humanas, mas contém um puro e suficientemente claro “assim diz o Senhor”.

Semelhante a Estêvão, o qual “não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava” (At.6:10), não haverá argumentos diante do fiel testemunho dos verdadeiros adoradores. Com convicção absoluta, discorrerão acerca das Escrituras como Estêvão no Sinédrio, com a face iluminada pelo Espírito Santo. E como foi com Jesus e com Estêvão, despertarão a ira dos emudecidos, que sem ter o que falar, usarão da força para silenciar aqueles que contrariam a sua religião barata. Logo o Senhor virá e levará os Seus escolhidos, que serão “como os anjos no Céu” (v.30). A nossa espera consiste em vivermos a cada dia como nos rogou o apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Se, pela fé, fizermos a vontade de Deus, dando “a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (v.21), certamente seremos perseguidos “por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (Ap.1:9), mas seremos guardados “da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” (Ap.3:10). A festa está pronta, amados! “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12). Busquemos “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14); pela qual Jesus orou em nosso favor: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17).

Pai Eterno, a Tua Palavra é a verdade que nos santifica e Jesus Cristo é a verdade. Isso significa que se permanecemos fiéis à Tua verdade, é porque permitimos que Cristo habite em nós mediante o Seu Espírito. Senhor, Te conhecer é tudo de que mais necessitamos. Porque aquele que Te conhece não entra em discussão com a verdade, mas a aceita ainda que implique em renúncias pessoais. Não queremos mais viver a nossa vontade, mas a Tua Pai. Que o Teu Espírito realize a obra que precisa realizar em nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, preparados para as bodas de Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Mateus22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 21 – Comentado por Rosana Barros
20 de agosto de 2024, 0:45
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Outro dia, ouvindo um programa de rádio no carro, certo pregador usou o texto da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém tão fora de contexto que chegou a ser hilário. Ele dizia que a jumenta representava o dízimo e o jumentinho, a oferta. Ao instigar seus ouvintes a doar usando tal argumento, aquele homem tornou o relato bíblico um meio de angariar dinheiro, impedindo a muitos de entender a real beleza e verdade contidas no texto sagrado.

Até aquele momento, Jesus havia guardado discrição em Seu ministério. Tudo o que fazia procurava ocultar e não permitia que o Seu nome fosse ovacionado como o Messias prometido. Em certas ocasiões, permitiu que alguns O adorassem ou se dirigissem a Ele como Salvador, mas nunca tinha permitido que as multidões O aclamassem como Rei. Entretanto, o grande momento havia chegado. A profecia de Zacarias foi cumprida e o Cordeiro pascal recepcionado por multidões em festa, que “clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!” (v.9).

Mas aquela festa logo tornou-se em cenário de inconformidade quando o Dono da Casa deparou-Se com Seu lugar santo sendo profanado pelo comércio. Haviam transformado a “casa de oração” (v.13) em casa de extorsão. O apóstolo Pedro nos adverte quanto a esta heresia destruidora: “E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias […]” (2Pe.2:2-3).

Hoje o engano tem se alastrado no meio cristão de uma forma assustadora! Homens e mulheres têm se autodenominado como ministros do Senhor, e usado a Bíblia para alcançar seus gananciosos objetivos. A Palavra que sai da boca de Deus tem sido distorcida por estes falsos “ministros de justiça” (2Co.11:15), que com os seus altares ao deus dinheiro (1Tm.6:10) têm desviado multidões da verdade para a mentira, transformando-as em figueiras que logo secam (v.19).

Na verdade, Jesus não revela todas as Suas verdades a todos. À semelhança dos “principais sacerdotes e os anciãos do povo” (v.23), muitos há que não desejam conhecer a verdade para serem libertos por ela, mas apenas para criarem seus próprios contra-argumentos. A esses, Jesus não Se revela, simplesmente pelo fato de não ter como revelar-Se para quem não possui a humildade de reconhecer que necessita de um Salvador pessoal. E a maior prova de que o amor de Jesus foi aceito por um filho é quando este o vive na prática. Entre a palavra e a ação há um espaço chamado escolha. O chamado de Deus para nós é exatamente o mesmo, todos os dias: “Filho, vai hoje trabalhar na vinha” (v.28). A que filho da parábola temos nos assemelhado, amados?

Deus enviou os Seus profetas para anunciarem as Suas verdades eternas, e muitos foram rejeitados, torturados e mortos. Então, Ele enviou o Seu Filho, que também foi rejeitado, torturado e morto. Não sejamos, pois, como “aqueles lavradores” (v.40) tolos, mas façamos parte do povo que produza para Deus “os respectivos frutos” (v.43), “fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus” (Fp.1:11).

Adoradores ou salteadores? Primeiro filho ou segundo filho? Lavradores maus ou povo que produz frutos de justiça? A escolha é minha. A escolha sua. Que o Espírito Santo realize a Sua maravilhosa obra em nosso coração e possamos dar ouvidos à Sua voz a nos indicar o caminho: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

Pai amado, o Senhor sempre teve um povo para chamar de Seu. Infelizmente, nem todos têm compreendido que o Teu chamado não é exclusivista, mas que nos torna instrumentos em Tuas mãos para estender esse chamado a todo o mundo. Querido Pai, faze de nós Teus servos fiéis, filhos obedientes que fazem a Tua vontade porque Te amamos. Expulsa de nossa vida tudo aquilo que Te desagrada e purifica-nos para que sejamos cheios do Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos.

Bom dia, cidadãos do reino de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Mateus21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 20 – Comentado por Rosana Barros
19 de agosto de 2024, 0:45
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Relatada apenas no livro de Mateus, a parábola dos trabalhadores na vinha ressalta dois princípios do reino dos céus: a justiça e a misericórdia. De forma justa, o dono da vinha acertou “um denário por dia” (v.2) com os primeiros trabalhadores. Na “terceira hora” (v.3), o chamado do senhor da vinha ainda consistia em um pagamento justo: “Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo” (v.4), e com os “da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma” (v.5). Mas com os “da hora undécima”, que ficaram “desocupados o dia todo” (v.6), além de contratá-los quando praticamente não tinha mais claridade para se trabalhar, ainda os pagou primeiro e o mesmo salário dos que haviam trabalhado desde o início da manhã. Pelo regime trabalhista atual, certamente isso caberia um processo judicial que provavelmente favoreceria os trabalhadores que haviam suportado “a fadiga e o calor do dia” (v.12).

Existem homens e mulheres que, como Paulo, têm a autoridade de dizer: “Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns” (1Co.9:22). São pessoas que receberam de Deus um chamado à Sua seara e que têm trabalhado com ardor pela causa de Cristo, dedicando sua vida e abrindo mão de muitas coisas a fim de seguir a ordem do Mestre. A estes o Senhor promete o Seu galardão se permanecerem sob o poder do Espírito Santo. Porém, creio eu e ouso afirmar que já estamos vivendo na hora undécima, quando o Senhor está chamando e reunindo os Seus últimos escolhidos que têm aceitado o convite da graça ainda que estejamos beirando as horas da noite. Filhos que, ainda que muito machucados pelos dias ociosos de pecado, carregando cicatrizes e marcas profundas, ao ouvir o convite da graça prontamente se dispõem a trabalhar com gratidão e inteireza de coração. Desde os primeiros até os últimos, todos desfrutarão da mesma recompensa: a vida eterna em Cristo Jesus.

É na cruz que a justiça e a misericórdia se abraçam e é olhando para ela que compreendemos que a morte e ressurreição de Cristo representa um dom imerecido que nem todas as boas obras poderiam pagar. Quando entendemos que nós somos os devedores e que Jesus é o único digno do salário, então fica mais fácil olhar para o nosso semelhante como nosso igual. Todos somos chamados pelo amor do Pai. A diferença é que nem todos aceitam a eleição de filhos. Não fomos chamados para requerer posições privilegiadas (v.21), mas para imitar o exemplo dAquele “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (v.28). Até quando iremos a Jesus com nossos pedidos de favores egoístas (v.20) enquanto ainda existem tantos cegos “à beira do caminho” (v.30) clamando por misericórdia?

Muitos há que ainda estão como os cegos de Jericó, clamando pela misericórdia divina enquanto uma multidão, que aparentemente está seguindo a Jesus, os repreende para que se calem (v.31). A quem nós representamos hoje? A multidão que atrapalha ou a Jesus com Sua cura linda e imediata? A verdadeira grandeza está em servir, abrindo caminho para aqueles que precisam ter seus olhos abertos para a beleza do evangelho. Que em meio aos gritos de corações que reconhecem em Jesus a sua única esperança, façamos parte dos “poucos escolhidos” (v.16) que os ajudarão a andar no caminho e que ficarão satisfeitos em compartilhar a recompensa eterna com eles. E, quem sabe, sejamos nós os “da hora undécima” (v.6).

Oh, Senhor, quão misericordioso és Tu, nosso Deus! Tens um trabalho especial para cada um de nós. E não importa a ordem da chamada, mas em que a obedeçamos. Pai Celestial, limpa o nosso coração de todo egoísmo, orgulho, vaidade, presunção, enfim, de tudo o que possa nos afastar da Tua presença e da Tua vontade. Tem compaixão de nós, e abre os nossos olhos para que possamos Te seguir, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, poucos escolhidos!

Rosana Garcia Barros

#Mateus20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100