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“E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (v.25).
Em meu estudo, percebi que o capítulo de hoje remonta os primeiros momentos do ministério terrestre de Jesus. Percebam:
- No batismo de Jesus, Deus declarou: “Este é o Meu filho amado, em quem Me comprazo” (Mt.3:17). Na entrada triunfal, Jesus é aclamado como o “Bendito”, “que vem em nome do Senhor” (v.9);
- No deserto da tentação, Jesus “teve fome” (Mt.4:2), e estando em Seu poder transformar pedras em pães recusou-se a fazê-lo e a comer. Ao avistar a figueira, Jesus “teve fome” (v.12) e quis comer, mas não havia fruto;
- Ainda no deserto, Satanás levou Jesus a Jerusalém, ao pináculo do templo, e sua proposta prometia um grande milagre diante do povo, se Ele Se lançasse dali para baixo e fosse amparado por anjos. No capítulo de hoje, ao entrar no templo em Jerusalém, Jesus agiu como nenhum do povo esperava que Ele agisse, lançando abaixo as bancas dos cambistas;
- Na última tentação do deserto, Satanás prometeu a Jesus toda autoridade (Lc.4:6). No capítulo de hoje, “os principais sacerdotes, os escribas e os anciãos” (v.27) questionaram a autoridade de Jesus.
A Palavra de Deus não é maravilhosa, amados? Deus deseja abrir os nossos olhos a cada dia e nos fazer enxergar mais e mais tesouros dos depósitos celestiais. Felizes os que permitem que o Espírito Santo lhes fale e enterneça o coração com as dádivas de Sua santa Palavra!
Eis o que profetizou Zacarias: “[…] eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc.9:9). A vida de Cristo cumpriu perfeitamente todas as profecias que a Seu respeito estava escrito. Da Sua concepção à Sua morte, tudo nEle foi o perfeito cumprimento da missão em resgatar a humanidade e em revelar o caráter do Pai. Montado num jumentinho, Sua entrada em Jerusalém foi aclamada e ovacionada. Vozes se uniram em louvor Àquele que fez os mudos falarem. Aparentemente, o cenário apontava para um povo que finalmente O havia reconhecido como o Enviado de Deus, o Messias prometido.
A expressão “Hosana”, em hebraico, significa “salva agora” ou “salva-nos, Te imploramos”. O povo clamou para que Jesus estabelecesse o Seu Reino naquele momento. Estavam prontos para coroá-Lo Rei, mas tão logo Jesus entrou em Jerusalém, “no templo, tendo observado tudo” (v.11), partiu para Betânia na companhia de Seus discípulos. Acabaram as homenagens, cessaram os gritos de alegria que, uma semana depois, se tornariam em escárnio e humilhação no cruel e injusto coro: “Crucifica-O!” (Mc.15:13).
Quando retornou a Jerusalém, a realidade do templo provocou o profundo zelo do Senhor dos Exércitos. Com autoridade e intrepidez, Jesus expulsou todos aqueles que não estavam ali para adorar, mas para se beneficiar às custas dos adoradores. O lugar que era para ser movido por orações e súplicas, havia sido “transformado em covil de salteadores” (v.17). E como aquela figueira que, de longe, parecia um convite para saciar a fome, mas na verdade não passava de uma árvore sem frutos, o templo havia se tornado apenas em um belo lugar, mas infrutífero espiritualmente.
A vida espiritual da igreja não pode ser medida por seu aparente fervor (v.9-10). Aclamações e manifestações verbais não são provas de uma igreja viva e poderosa. Precisamos lembrar que o poder do Espírito Santo foi derramado sobre os discípulos quando estes estavam reunidos em oração a portas fechadas após dez dias de busca pelo reavivamento prometido. E esta busca incluía a resolução de conflitos e a necessidade de reconciliação uns com os outros. Só então, o Espírito Santo foi derramado e a igreja primitiva passou a produzir os frutos de um relacionamento íntimo com Deus.
Deus tem agido com poder e ousadia a fim de alcançar corações ainda endurecidos. E o que Ele espera de nós, como “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), é que a nossa vida seja frutífera a tempo e fora de tempo. Que ao aproximarem-se de nós aqueles que estão sedentos em conhecer a Deus por meio de Sua Palavra, não sejam decepcionados por se deparar com cristãos de aparência, mas que não têm o alimento espiritual para oferecer. Que a nossa vida glorifique a Deus sendo o verdadeiro louvor de “Hosanas” que o mundo precisa ouvir. “Tende fé em Deus” (v.22) e permita que o Espírito Santo expulse de sua vida tudo aquilo que a tem maculado, porque você é “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19).
Querido Pai Celeste, como é maravilhoso compreender a Tua Palavra e ouvir a Tua voz por intermédio do Teu Espírito! A Tua Palavra é lâmpada, é verdade, é vida, é caminho para a eternidade, pois a Palavra é Cristo. Muda o nosso coração e santifica-nos por Tua santa Palavra. Que tenhamos uma mente clara e lúcida para experimentar a Tua vontade. Faz-nos Tua igreja pura, sem mácula ou ruga, irrepreensível, pelo poder da graça de nosso Salvador. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, coluna e baluarte da verdade!
Rosana Garcia Barros
#Marcos11 #RPSP
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“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (v.45).
Por alguma razão, o evangelho de Marcos é o único que contém todas as predições de Cristo a respeito de Sua morte e ressurreição. E em todas elas Ele falou com bastante clareza. O que impedia os discípulos de não as entender era, provavelmente, a negação em aceitar que seriam separados de seu Mestre e o conceito de que o Messias viria como um guerreiro que libertaria o Seu povo do jugo romano. Aquilo era demais para suas mentes ansiosas por grandeza e liberdade política. O percurso de Cristo na Terra, no entanto, tinha um plano sequencial que os discípulos não souberam reconhecer pelo cumprimento do que a Seu respeito estava escrito. A vida de Jesus – Seu ministério, morte e ressurreição – pode ser claramente vista no Antigo Testamento.
Mais uma vez podemos vislumbrar Jesus cumprindo as Escrituras, pelo fato de que, assim como Josué liderou Israel na travessia do Jordão para conquistar Jericó, também “Jesus, foi […] para o território da Judeia, além do Jordão” (v.1), e, com Seus discípulos, “foram para Jericó” (v.46). Vocês compreendem a beleza da Palavra de Deus e como a vida de Cristo estava sempre em comunhão com a Palavra? Jesus não dava um só passo sem seguir a orientação do Pai. Sua comunicação com o centro de comando do Universo era a oração e Sua bússola, a santa Palavra de Deus. Mas entre o Jordão e Jericó havia obstáculos para Josué (que, por sinal, é o nome hebreu equivalente a Jesus, que significa “Salvador” ou “O Senhor salva”).
Semelhantemente, Jesus teve de lidar com obstáculos: com mais um grupo de fariseus e suas armadilhas verbais, com a insensibilidade dos discípulos em tentar impedir que Ele abençoasse as crianças, com o questionamento de um jovem de coração dividido e com o pedido sem cabimento de Tiago e João. Mas assim como o povo de Israel gritou e “ruíram as muralhas” de Jericó (Js.6:20), o grito insistente de Bartimeu também resultou em um milagre. E sabem o que é mais lindo nisso tudo? É que o nosso Deus Se preocupa com o nosso casamento (v.7-8), com as crianças (v.14), com os jovens (v.21), com os ricos (v.27), com os ambiciosos (v.37) e com os pobres (v.46). Ou seja, Jesus Se compadece de todos e tem palavras de apreço e de orientação para todos nós.
A uns Jesus respondeu com outra pergunta reflexiva (v.3). A outros, simplesmente chamou para perto de Si, tomando-os nos braços (v.16). Outros, Ele olhou com amor, mesmo sabendo que seria rejeitado (v.21). Outros ainda, Ele gentilmente chamou “para perto de Si” (v.42) a fim de protegê-los do que eles próprios buscaram. E houve aquele que, mesmo aparentemente ignorado por um tempo, foi chamado por Ele (v.49). Sabem, amados, cada relato escrito da vida de Jesus também tem o objetivo de alcançar a minha e a sua vida. No capítulo de hoje Jesus nos diz que Ele deseja fazer parte da nossa história, da nossa vida. Ele nos diz que a nossa travessia está chegando ao fim e logo entraremos na terra prometida.
É só um pouco mais, e não seguiremos “Jesus estrada fora” (v.52) somente, mas “estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17). Eu creio nisso! Você crê? Então, com um só coração e espírito, oremos amados:
Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome. Venha a nós o Teu reino. Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. Porque Teu é o reino, o poder e a glória, para sempre. Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos amados do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Marcos10 #RPSP
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“E Ele, assentando-Se, chamou os doze e lhes disse: Se alguém quer ser o primeiro, será o último e servo de todos” (v.35).
Em Cristo, Deus incidiu sobre o mundo a revelação de Seu reino e de Seu caráter. Através de Sua vida, de Suas palavras e perfeita obediência, Jesus anunciou a chegada do reino de Deus a começar por Sua morte e ressurreição e pela dispensação dos dons do Espírito Santo na vida de Seus escolhidos. E um vislumbre do reino foi manifestado na ocasião da transfiguração. Levando “Consigo a Pedro, Tiago e João” (v.2), Jesus lhes revelou a glória do reino eterno. Aqueles discípulos haviam crescido ouvindo sobre como seria a libertação de Israel pelo Messias. De como o Cristo os libertaria do jugo romano e estabeleceria Seu trono em Jerusalém. Atordoado por tão sublime experiência, Pedro logo cuidou em sugerir edificar ali mesmo o que poderia ser a sede militar de Jesus e de Seu reino.
A aparição de Elias certamente os intrigou, como se fosse o cumprimento da antiga profecia: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Jesus, porém, desmistificou a profecia ao afirmar que “Elias já veio” (v.13), referindo-Se a João Batista (Mt.11:14). Aquele momento no alto do monte representava o começo e não o fim. Pedro, Tiago e João foram chamados por Cristo em momentos específicos de Seu ministério e foram ensinados a guardar em silêncio alguns destes momentos até o tempo oportuno (v.9). E o capítulo de hoje apresenta algumas situações que revelam o quanto os discípulos ainda precisavam aprender antes de assumir o posto de embaixadores do país celestial.
É quando a obra de Deus avança, quando subimos ao monte da comunhão para encontrar Jesus, que Satanás aguarda a nossa descida para tentar nos perturbar. Aquele pai estava sobremodo aflito e, frustrado pelo fracasso dos discípulos, foi em busca de seu último recurso. Jesus viu a sinceridade de seu coração e, mesmo em face da sua confissão de incredulidade, a cura do seu filho também simbolizava a cura de sua fé. As forças espirituais do mal precisam ser combatidas “por meio de oração [e jejum]” (v.29). Foi assim que Jesus venceu o inimigo no deserto. E para que sejamos vitoriosos com Ele, necessitamos nos desarmar do orgulho e da cobiça e nos revestir “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11).
A discussão dos discípulos “sobre quem era o maior” (v.34) só reforça o fato de que a jornada cristã é um processo diário de aprendizado e transformação. Jesus precisava desconstruir as ambições insensatas de Seus discípulos para então edificar em seus corações o fundamento do reino dos céus: Suas palavras ouvidas e praticadas com a simplicidade de uma criança. E da discussão sobre uma posição privilegiada no reino celeste, Jesus apontou o singelo ato de oferecer “um copo de água” (v.41) a um filho Seu como algo digno do galardão (v.41). Precisamos subir ao monte da comunhão com Deus e sair de lá com a provisão necessária para atender as necessidades de todos quanto o Espírito Santo colocar em nosso caminho. Pois aquele que não abre mão de tudo o que o faz tropeçar, acabará servindo de tropeço para outros e recebendo o destino fatal “preparado para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41).
Amados, precisamos ter sal em nós mesmos “e paz uns com os outros” (v.50) se quisermos entrar no reino dos céus. Necessitamos vigiar, orar e trabalhar a fim de que Jesus diga a respeito da nossa geração que de maneira alguma passaremos pela morte até que vejamos “ter chegado com poder o reino de Deus” (v.1). O reino que começou em Cristo ressuscitado se revelará no fim em Cristo glorificado. Jesus revelou aos discípulos a Sua morte e ressurreição (v.31). “E isto Ele expunha claramente” (Mc.8:32). Mas seus corações ainda endurecidos não compreendiam o significado de tal predição. Que possamos, contudo, compreender o que Jesus nos expõe com clareza: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12). E, como os discípulos no Pentecostes, que cheios do poder do Espírito Santo, recebamos os últimos pequeninos que Jesus aguarda para a salvação.
Santo Deus, assim como o sal antigamente, além de ser usado para dar sabor, também servia como moeda, para purificar e para conservar, dá-nos do sal celestial, Teu Espírito em nós. Não há mais tempo a perder para ficarmos discutindo ou competindo uns com os outros! Reconhecemos, Senhor, que é tempo de arrependimento e santificação. É tempo de reconhecermos o imenso sacrifício de nosso Redentor e a nossa completa dependência de Sua graça e justiça. Ajuda-nos, Pai! Ensina-nos a Te servir e servir ao nosso próximo com amor! Queremos andar Contigo e Te conhecer cada dia mais! Continua falando conosco através da Tua Palavra, pois é maravilhoso ouvir a Tua voz. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos do reino dos Céus!
Rosana Garcia Barros
#Marcos9 #RPSP
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“Ao que lhes disse Jesus: Não compreendeis ainda?” (v.21).
Os relatos dos evangelhos testificam de que Jesus passou grande parte de Seu ministério terrestre curando. Precisamos, porém, compreender o objetivo maior da cura e dos milagres. Diante de uma “grande multidão” (v.1), Jesus lhe expôs o alimento espiritual. Durante três dias aquelas pessoas estiveram com o Mestre divino, sendo confortadas e doutrinadas por Suas palavras, cheias de compaixão e de verdade. Mas Jesus também reconhecia suas necessidades e limitações físicas. E mesmo em face da letargia de Seus discípulos, realizou a segunda multiplicação de pães e peixes, despedindo aquela multidão com Sua perfeita provisão.
Entre os que se reuniam para ouvi-Lo estavam também os fariseus: um grupo domesticado por suas próprias tradições e inflexível quanto ao que acreditavam como religião. Tentavam constantemente a Cristo com perguntas maliciosas ou pedidos aleatórios. Ao pedirem “um sinal do céu” (v.11), Jesus expressou uma decepção tão profunda que em lugar nenhum do Novo Testamento encontraremos a palavra grega utilizada aqui. Os líderes religiosos de Seu povo, aqueles que deveriam instruir Israel sobre o verdadeiro conhecimento eram os mais ignorantes a respeito do que realmente importava. Não tinham o rico e suficiente alimento para oferecer ao povo. Suas vidas não passavam de um fermento cuja influência levedava contra a influência de Cristo.
Mas os discípulos não entendiam a metáfora bem empregada por Jesus acerca dos ensinamentos dos líderes de Israel, de modo que tiveram de ouvir as duras indagações: “Ainda não considerastes, nem compreendestes? Tendes o coração endurecido? Tendo olhos, não vedes? Tendo ouvidos, não ouvis?” (v.17, 18). A maior e mais terrível perseguição não viria da parte de Roma ou de outros povos pagãos, mas daqueles que diziam seguir a Deus. Se os discípulos não entendessem que sua fé e sua vida cristã precisava de um toque diário de cura, dariam início apenas a mais uma religião de aparências, com uma visão tão turva e confusa quanto a do cego em Betsaida ao abrir os olhos pela primeira vez (v.24).
Hoje, Jesus deseja tomar o Seu povo pela mão para fora de sua zona de conforto e aplicar-lhe nos olhos o que sai de Sua boca (v.23). À primeira vista, todos nós não enxergávamos senão o vulto da mensagem adventista. Contudo, creio, com convicção, de que a visão clara e perfeita já está à disposição de todos aqueles que têm buscado com genuíno interesse o reavivamento prometido. Reavivamento e reforma consiste em renúncia, em “perder a vida por causa de [Cristo] e do evangelho” (v.35). Apenas confessar que Jesus é o Cristo não é suficiente, amados. Jesus precisa ser o nosso Senhor e Salvador pessoal. Há uma cura disponível a todos nós e esta só dará o fruto do Espírito quando entendermos que precisamos primeiro levá-la “para casa” (v.26).
A maioria esmagadora das famílias está tão destroçada e tão carente do alimento espiritual, que o Espírito Santo precisa interceder “com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). E “Não compreendeis ainda” (v.21) que “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus?” (Mt.4:4). O maior milagre não está na cura física, mas em aceitarmos carregar o instrumento de morte: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (v.34). Jesus não disse que temos que carregar a cruz dEle, e sim a nossa. Precisamos morrer para o mundo e viver para Deus! Isso não significa uma vida somente de dores e aflições, mas uma vida que mesmo sofrendo terríveis perseguições e provações, não se envergonha de Jesus e de Suas palavras. Porque, bem alimentada do pão do Céu, e com o coração ardendo pela contemplação de Cristo em Sua Palavra, seus olhos podem distinguir “de modo perfeito” (v.25) a missão que o Senhor lhe confiou, para onde deve ir e o que deve evitar (v.26).
Nunca o mundo clamou tanto por cura como agora em tempos tão difíceis e incertos. Sejamos, pois, a geração de verdadeiros adoradores que repartirá com as multidões a perfeita provisão divina. Certamente, aproxima-se o tempo em que haverá “fome sobre a Terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão de mar a mar e do Norte até o Oriente; correrão por toda a parte, procurando a palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:11-12). Que Jesus nos encontre reavivados por Sua Palavra “quando vier na glória de Seu Pai com os santos anjos” (v.38).
Senhor, nosso Deus, há um grande conflito no qual todos estamos envolvidos e necessitamos como nunca antes da Tua graça e do Teu poder. Batiza-nos com Teu Santo Espírito e ajuda-nos a compreender a cada dia o que Ele deseja nos ensinar através da Tua Palavra. Tira do nosso coração tudo aquilo que não Te agrada e dá-nos força e fé para carregarmos nossa cruz na certeza de que no final receberemos a coroa da vida das mãos do nosso Salvador; não por mérito nosso, Pai, mas pelos méritos de Teu Filho, que carregou a cruz da vitória eterna. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, reavivados pela Palavra de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Marcos8 #RPSP
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“E disse-lhes ainda: Jeitosamente rejeitais o preceito de Deus para guardardes a vossa própria tradição” (v.9).
A diferença entre o puro e o imundo e entre o santo e o profano havia sido transformada em um conjunto de regras e tradições que eram manipuladas pelos líderes judeus como um meio de expor sua religiosidade. Ao contrário de Jesus, que buscava a discrição (v.36), aqueles homens faziam de tudo para serem notados e aclamados como exímios observadores da Lei. Julgando estar fazendo a vontade de Deus, “jeitosamente” (v.9) rejeitavam o “assim diz o Senhor” para guardar suas próprias tradições. Seus corações ocultavam sua malícia, mas Jesus podia os ler e enxergar o que de fato os movia.
Jesus não condenou as leis de higiene e nem as leis de saúde, e sim a maneira como elas eram observadas. Na verdade, as regras, cuja observância exigiam os fariseus, não fazem parte do corpo de leis dadas por Deus a Moisés, mas faziam parte da “tradição dos anciãos” (v.3). Enquanto lavavam as mãos várias vezes, seus corações estavam cheios de impurezas. E por mais que Jesus os advertisse, a dura cerviz os impedia de entender o que realmente importa aos olhos do Senhor. Considerando “puros todos os alimentos” (v.19), Jesus não autorizou a ingestão da carne de animais imundos, pois estes a Bíblia nem considera como alimento (Veja Lv.11). A lição que Ele deixou neste episódio não tem a ver com comida, amados, mas com pureza de coração. Seu objetivo era que o povo entendesse algo muito maior.
“Ouvi-Me, todos, e entendei” (v.14), foi o apelo de Cristo para que toda a multidão compreendesse o real significado de Suas palavras. Pois longe de estar fazendo o mesmo que fizeram os escribas e fariseus para com os discípulos, Jesus não os estava criticando, mas admoestando quanto ao uso do rigor das tradições em detrimento da Lei de Deus. Se observarmos com atenção a lista dos “maus desígnios” (v.21) que procedem do coração humano, perceberemos que todos eles estão relacionados com a quebra dos dez mandamentos. A Lei de Deus, portanto, funciona como um espelho, para que possamos reconhecer a nossa natureza pecaminosa e a nossa necessidade de um Salvador, e não para contemplarmos a nossa própria imagem com o orgulho de um legalista.
Ser um observador da Lei está muito acima de ser um crítico praticante de rituais. A verdadeira obediência envolve, em primeiro lugar, o que Cristo mesmo elencou como a primeira bem-aventurança: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). Felizes os que confessam diante de Deus a sua necessidade de um Salvador pessoal. Felizes os que assumem que, diante de sua condição pecaminosa e de seu coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), não conseguem fazer nada sem Jesus. Felizes aqueles que, à semelhança da mulher siro-fenícia, perseveram em humilhar-se perante o Senhor do Universo, porque, no final de suas súplicas, vem a vitória. Felizes os que têm um encontro com Jesus “à parte” (v.33), e permitem que Ele os cure de sua surdez espiritual e de sua língua impedida de louvá-Lo.
Não fomos chamados por Deus para sermos juízes de nossos irmãos, e sim para sermos servos uns dos outros. Deus conhece o nosso coração e sabe exatamente o que somos na essência. E todo aquele que O ama e O busca não sentirá orgulho próprio, mas em sua vergonha por sua condição tão dessemelhante de Cristo, não encontram posição mais confortável a não ser prostrar-se diante do Único capaz de salvá-lo. A bênção do Senhor e a Sua aprovação não depende do que fazemos ou deixamos de fazer, mas do que permitimos que o Espírito Santo realize em nós e através de nós. Toda a súplica que ascende aos Céus com humildade promove o maior dos milagres, que é a transformação das “obras da carne” (Gl.5:19) em “fruto do Espírito” (Gl.5:22).
“Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:16).
Nosso Pai Celestial, como o antigo Israel estamos sujeitos a cair no mesmo engano. Vivemos no tempo de Laodiceia, e podemos estar contando vantagem de uma rica e confortável situação, enquanto não passamos de miseráveis e infelizes com os olhos vendados para enxergar nossa nudez espiritual. Oh, Senhor, tem misericórdia de nós! Tem misericórdia, Pai! Faz-nos ouvir Tuas batidas nos convidando a abrir a porta do nosso coração, para que possas entrar e nos oferecer o único alimento que nutre a alma. Unge os nossos olhos, abre os nossos ouvidos, veste-nos com a justiça de Cristo e concede-nos o ouro refinado para que sejamos ricos de Tua graça e amor. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, humildes de espírito!
Rosana Garcia Barros
#Marcos7 #RPSP
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“Não é Este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nEle” (v.3).
Durante trinta anos, Jesus havia convivido com a humanidade, vendo suas mazelas e andando com pecadores. Destes trinta anos, pouco mais de vinte viveu em Nazaré. Antes de dar início ao Seu ministério público, o Seu caráter santo e irrepreensível se destacava entre seus irmãos e no meio de Seu povo. Suas palavras eram suaves e cheias de fidelidade, e ainda assim, possuíam uma solenidade incomparável. Suas atitudes eram revestidas de amor e de compaixão. Mas, de qualquer forma, à vista dos Seus, Ele não passava de um bom homem que havia crescido entre eles. Diante da incredulidade de corações que não aceitaram olhar para Jesus com os olhos da fé, Sua missão foi incompreendida e Sua natureza divina rejeitada.
Ao transmitir as instruções aos doze discípulos, Cristo os advertiu acerca das dificuldades que certamente haveriam de passar. Munidos apenas de um bordão e da roupa do corpo, as primeiras duplas missionárias foram enviadas para sentir na pele as bênçãos e os desafios do trabalho missionário. Com certeza, após este período de árduo serviço e do duro golpe da notícia sobre a morte de João Batista, o coração dos apóstolos foi fortemente atribulado. Tomados pela exaustão, foram surpreendidos pelas consoladoras palavras: “Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto” (v.31). Jesus valorizou a necessidade humana do descanso. Em linguagem contemporânea, poderíamos dizer que Jesus nos convida a termos os nossos momentos “off-line” com Ele. Momentos de estar a sós com Cristo para recarregarmos as nossas “baterias”.
Contudo, muito além do cansaço físico e emocional, estava a compaixão por aqueles pelos quais tornou-Se servo. Não tendo “tempo nem para comer” (v.31), Jesus e os doze apóstolos encontravam, em cada parada, uma grande multidão de ovelhas feridas, desgarradas e necessitadas do alimento físico, emocional e espiritual. Mas ao pedir aos discípulos para alimentar as multidões, Cristo não os desafiou a fazer, por seus próprios esforços, que “cinco pães e dois peixes” (v.38) fossem alimento suficiente para todos, e sim que aquela pequena porção fosse entregue em Suas mãos. A parte que coube aos discípulos foi a de distribuir, de repartir. Ali, Jesus ensinou outra importante lição ao Seu grupo apostólico e para todos nós: o pouco do homem que é dedicado a Deus em benefício do próximo, torna-se em montante suficiente para quem o recebe e em lucro para quem o dá. Afinal, todos “comeram e se fartaram; e ainda recolheram doze cestos cheios” (v.42-43).
A descrença no poder de Deus e a falta de conhecimento a Seu respeito resultam em rejeição. Herodes, por exemplo, sabia que João não era uma pessoa comum, mas o reconhecia como um “homem justo e santo” (v.20). As palavras do pregador itinerante lhe deixavam perplexo, a ponto de escutá-lo “de boa mente” (v.20). Mas a atitude de Herodes não passou de admiração e perplexidade. Permitindo ser governado por seus próprios impulsos, fez um juramento que lhe roubou a paz. Quantos há que, da mesma forma, têm ouvido as verdades da Palavra de Deus com a mesma animosidade, mas que, por não tomarem uma firme decisão, cambaleiam “como ovelhas que não têm pastor” (v.34) para um abismo sem volta. Jesus não pode fazer milagre onde existe resistência. Quantas vezes não tentamos conduzir a nossa vida lutando por conta própria contra os ventos desta vida, enquanto Jesus está bem à nossa frente, a nos dizer: “Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!” (v.50).
Até mesmo os discípulos estavam vulneráveis a endurecer o coração (v.52). Ninguém está imune, amados. Mas o Maravilhoso Conselheiro nos ensinou a receita contra esta enfermidade cardíaca espiritual: servir uns aos outros. Ao enviar os discípulos para ensinar, ao proporcionar-lhes a obra de distribuir o alimento à multidão, ao compelir-lhes “a embarcar” (v.45) e permitir que compartilhassem daqueles momentos de turbulência, Jesus estava lhes ensinando a sábia lição do serviço altruísta. Afinal de contas, Ele mesmo afirmou: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).
Que as Escrituras não sejam em nossa vida motivo de perplexidade ou apenas de admiração, e sim a Palavra de Deus viva que continue nos conduzindo ao pleno conhecimento do nosso Senhor Jesus Cristo e a uma vida de discipulado com Ele, por meio de Seu Espírito.
Nosso Deus e Pai, quanto necessitamos da mente de Cristo! Quanto necessitamos ser cheios do Teu Espírito Santo! Dá-nos amor uns pelos outros, Senhor! Um amor não fingido, não maculado pelo orgulho, inveja ou cobiça. Um amor que perdoe e que tenha a inconfundível assinatura do Céu. Que o mundo veja Cristo em nós, Seu amor, Sua graça, Sua verdade, Sua paz! Oh, Pai de misericórdia, preenche cada espaço de nosso coração com o Teu sublime amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Marcos6 #RPSP
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“Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti” (v.19).
Creio que os mais lindos e significativos relatos dos evangelhos são aqueles em que pessoas têm uma experiência pessoal com Jesus. Cada um deles é singular e transmite o caráter amoroso de Deus e Seu desejo em curar e salvar. O que acho mais sublime, porém, é o fato de Jesus Se deslocar de um lugar para outro, deixando as multidões a fim de atender o público de uma só pessoa. O encontro de Jesus com o “homem possesso de espírito imundo” (v.2) explica o porquê a travessia até aquele lugar foi tão turbulenta. O temporal de vento açoitando o barco onde estava Jesus foi uma forma do inimigo impedir o que estava prestes a acontecer. Cristo ouviu o grito da alma daquele sofredor e Ele certamente chegaria “à outra margem do mar” (v.1) para resgatá-lo.
A libertação daquele homem, agora “assentado, vestido, em perfeito juízo” (v.15), tinha um propósito bem maior do que simplesmente livrar os gerasenos de um endemoninhado perigoso. Diante de tal acontecimento e do que aconteceu aos porcos, suplicaram para que Jesus “Se retirasse da terra deles” (v.17). Mas “o que fora endemoninhado” suplicava para “que o deixasse estar com Ele” (v.18). Sua missão, contudo, consistia em testemunhar onde Jesus havia sido rejeitado. Existem muitos lugares onde Jesus e Sua Palavra não são bem-vindos. Julgam a obra do Senhor como sendo um prejuízo enquanto o objetivo de Deus é lançar fora todas as porcarias que estejam domesticando. A começar por sua casa e por seus parentes, aquele homem que antes representava uma ameaça foi o instrumento divino para que Cristo pudesse voltar àquele lugar e ainda libertar a muitos outros prisioneiros de Satanás.
Sabem, amados, Jesus viajou de uma margem à outra, e de novo regressou, porque Ele conhecia exatamente o tempo do milagre acontecer e para quem seria o milagre. A rejeição dos gerasenos não O desanimou, porque Ele sabia que do outro lado da margem estava um pai aflito e uma mulher enferma que precisava tocar nas Suas vestes. E Ele também sabia que o trabalho missionário do ex-endemoninhado O faria retornar a Decápolis no tempo determinado. Cristo espera que a nossa experiência com Ele nos motive a proclamar tudo o que Ele tem feito por nós e como teve compaixão de nós. Que, constrangidos por Seu amor, não nos intimidemos ainda que todos O rejeitem (v.17) ou queiram nos desanimar a nEle crer (v.35). Jesus nos diz, hoje: “Não temas, crê somente” (v.36). Porque quando Ele está prestes a realizar o maior milagre de nossa vida, Ele manda sair de nossa presença todos os incrédulos e zombadores (v.40).
Como nunca antes, estamos vivendo no tempo de correr para dentro de nossas casas e circunvizinhanças anunciando tudo o que o Senhor fez por nós; de proclamar com grande voz as três mensagens angélicas com a poderosa coerência de um testemunho favorável à pregação do evangelho eterno, ou que mesmo sem falar, nossa vida seja uma testemunha ocular do amor e do poder de Deus. Por isso, devemos compreender a nossa missão e vivê-la conforme a ordem do Senhor: “Vai […] Anuncia-lhes […]” (v.19). Nos momentos finais do conflito entre o bem e o mal, quando a tempestade se aproxima, Jesus tem derramado o Seu “Espírito sobre toda a carne” (Jl.2:28), libertando, purificando e concedendo uma nova vida a todos aqueles que, presos pelos “grilhões e cadeias” (v.4) deste mundo tenebroso, estão aceitando o Seu convite de graça.
Você e eu fomos salvos por Cristo para sermos Suas testemunhas. A começar por nossa família, Ele está ansioso por cumprir a Sua Palavra: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). O encontro de Jesus comigo, e com você, já estava registrado nos anais do Céu. O Senhor do Universo aguarda apenas a nossa permissão: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). Você já permitiu que Ele entre em sua vida e em sua casa? Ele está disposto a cruzar todas as camadas celestes e enfrentar a fúria do inimigo só para te encontrar e te dar uma nova vida. Não permita que o seu coração se feche para tão grande amor. Porque em meio de quase oito bilhões de pessoas, Ele vê você e deseja te dizer: “Filho(a), a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal” (v.34).
Paizinho amado, o Teu amor por nós se manifestou perfeitamente na pessoa do nosso Salvador. O Senhor enviou o Seu Filho para nos livrar do cativeiro do inimigo e fazer de nós Tuas testemunhas; testemunhas cujas vidas sejam uma revelação do Teu amor e do Teu poder. Senhor, pela fé, neste momento, estendemos nossas mãos para tocar nem que seja em Tuas vestes, para que o Teu poder nos envolva e nos capacite a declarar ao mundo “toda a verdade” (v.33). Toma-nos pela mão e revive e fortalece a nossa fé, pela maravilhosa obra do Espírito Santo em nossa vida. Que morra o nosso eu para que Cristo viva em nós! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, salvos para salvar!
Rosana Garcia Barros
#Marcos5 #RPSP
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“Para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam; para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles” (v.12).
Este poderia ser considerado o texto mais misterioso da Bíblia e até mesmo controverso. Os ensinos de Jesus através de parábolas despertaram a curiosidade de alguns de Seus seguidores mais próximos e dos discípulos. Replicando a profecia de Isaías, Jesus falou as palavras do versículo doze. Para compreendê-las, precisamos entender o contexto na época do profeta. A nação de Israel havia se afastado de Deus como um filho rebelde despreza a seu pai. Israel e Judá foram colocadas pelo Senhor num mesmo patamar de infidelidade: “nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás” (Is.1:4). Foi nesse contexto que Isaías foi levantado como porta-voz de Deus.
A missão de Isaías consistia em transmitir a Israel um claro e sonoro “Assim diz o Senhor”, enquanto a nação se orgulhava de sua vida religiosa e repleta de rituais e cerimônias. A obra do Senhor no meio do Seu povo consistia em retirar dela “todo metal impuro” (Is.1:25), preservar “a santa semente” (Is.6:13) e reunir os Seus fiéis de todos os povos da Terra: “Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao Senhor, dizendo: O Senhor, com efeito, me separará do Seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca” (Is.56:3). Há, portanto, um propósito divino, desde os tempos antigos, de reunir os Seus escolhidos de todas as nações da Terra como um só povo. Esse propósito, no entanto, requer um conhecimento que nem todos estão dispostos a aceitar e que muitos, caso permanecessem nas fileiras do Senhor, causariam no meio do povo de Deus um terrível prejuízo.
O caso de Ananias e Safira e de Simão, o mágico, são exemplos da intervenção divina a fim de expelir do meio de Sua pura e infante igreja a escória que abalaria a fé de muitos (At.5:1-11; At.8:9-25). Não é diferente no contexto em que vivemos do tempo do fim. O Espírito Santo está realizando uma grande e poderosa obra, a toque de urgência, reunindo o restinho dos que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). O Senhor não permitirá entrada no Céu a quem não permitiu esta obra de purificação e santificação aqui na Terra. Uma obra que não é realizada como parâmetro de medida para os outros (v.24), mas com a exclusiva função de atuar em cada um de nós individualmente. Isso significa que o terreno de nosso coração precisa ser “boa terra” a fim de produzir “a trinta, a sessenta e a cem por um” (v.8).
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (v.9). Cristo Jesus Se fez homem para nos salvar e nos deixar o exemplo perfeito de um caráter íntegro e reto. Multidões professam segui-Lo, mas somente a poucos Ele explica tudo “em particular” (v.34). Deus jamais interfere na liberdade de escolha de alguém, de forma que Ele só abre os olhos e os ouvidos, promovendo conhecimento e conversão e o perdão dos pecados, aqueles que pedem por isso com sinceridade e humildade de coração. Desta forma, entendemos melhor a profecia de Joel para os últimos dias, que diz: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). E nesse processo, por vezes, o próprio Senhor nos aponta a necessidade de passarmos para a outra margem, a sair de nossa zona de conforto e enfrentar as tempestades da vida sabendo que temos a nosso favor Aquele “que até o vento e o mar Lhe obedecem” (v.41).
Estamos a poucos passos de casa, meus irmãos. Pela fé, é possível ouvir os passos de um Deus que Se aproxima. Nem “a angústia ou a perseguição” (v.17), nem “os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições” (v.19) podem nos afastar do amor de Deus que está em Cristo Jesus se permitirmos que o Espírito Santo faça do nosso coração solo fértil e produtivo. Logo o anjo irá declarar: “Chegou a hora de ceifar, visto que a seara da Terra já amadureceu” (Ap.14:15). Eu acredito que esses últimos anos serão decisivos, e precisamos estar maduros para a ceifa como bom trigo do Senhor e não como joio imprestável. Abra o seu coração à sublime e amorosa obra do Espírito Santo. Busque o conhecimento do Senhor. Estude a Palavra de Deus com oração e com a avidez de quem está sempre escavando no desejo de encontrar mais e mais tesouros celestiais. Certamente, você terá o maravilhoso privilégio de ouvir “em particular” (v.34) a voz do seu bom Pastor.
“O reino de Deus” (v.26) será o lar daqueles que sonham mais com o abraço de Jesus do que com as ruas de ouro. Um povo que, ao contrário de Israel nos dias de Isaías, manifesta as características dadas pelo Espírito Santo: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Vigiemos e oremos, amados, “porque é chegada a ceifa” (v.29) e o Senhor não tarda a cumprir a Sua derradeira promessa: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20).
Pai, como és bondoso, paciente e misericordioso para conosco! Muitas vezes, como os discípulos, somos tardios em entender as Tuas palavras. Mas queremos um coração novo. Queremos um coração que seja solo fértil e produtivo para a Tua glória, Pai! Queremos ouvir e entender as Tuas palavras e os Teus planos para nós. Queremos estar maduros para a ceifa, como Teus preciosos grãos. Oh, Senhor, logo os quatro ventos que serão soltos vão solapar esta Terra como se ela fosse um barquinho na tempestade. Desperta-Te, ó Deus, e tem misericórdia de nós! Pois cremos que Este, que até o vento e o mar Lhe obedecem, é o Senhor, nosso Deus. Dá-nos a Tua paz na certeza de que nos ouves e que estás cuidando de nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, discípulos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Marcos4 #RPSP
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“Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (v.29).
Em cada lugar que entrava, Jesus enfrentava dois grandes desafios: o desespero das multidões e a perseguição dos líderes judeus. O Salvador não buscava para Si benefício algum e mal Lhe sobrava tempo para comer. Mas apesar de Seu altruísmo e santo procedimento, a visão dos que O perseguiam era voltada para o fato de Jesus não levar em consideração as suas absurdas tradições. Alegando agir em nome de Deus, eles promoviam suas regras arbitrárias desprovidas de qualquer demonstração de compaixão ou de interesse pelo bem dos que acusavam como “transgressores”. Em outras palavras, suas convicções eram inegociáveis.
Ocupado em favor da qualidade de vida e salvação do povo, Jesus curava as feridas do corpo e da alma. Eram tantas as mazelas apresentadas diante de Cristo, que, por vezes, Ele precisava Se afastar em “um barquinho” (v.9). Percebam, no entanto, o real interesse da multidão: “sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com Ele” (v.8). O texto não diz que eles buscaram a Jesus por causa de Suas palavras e nem por acreditarem que Ele era o Filho de Deus, mas pelo que Ele poderia lhes oferecer. Por um lado, é compreensível a atitude deles diante da oportunidade única de ter a sua condição física completamente restaurada. Por outro lado, porém, a maioria ficou apenas na cura física, deixando escapar o privilégio da cura espiritual.
A escolha dos doze apóstolos iniciou uma fase de especial interesse para o Mestre. Aqueles homens receberam instruções suficientes que, postas em prática, fariam deles os primeiros replicadores do ministério de Cristo. E para isso, não somente as curas e milagres, mas as palavras e atitudes de Jesus frente às investidas dos escribas e fariseus deveriam ser suficientes para que percebessem a incoerência daqueles que antes admiravam como exemplo de conduta santa e irrepreensível. Os próprios “parentes de Jesus” (v.21) não aceitavam o Seu ministério e, como os rabinos judeus, muitos fecharam seus corações para recebê-Lo.
Creio que a maior das acusações feitas contra Cristo foi declarada pelos escribas: “Ele está possesso de Belzebu” (v.22). Ainda assim, não foi isso que levou Jesus a concluir o que seja o pecado contra o Espírito Santo. Este pecado é eterno em suas consequências não por ser imperdoável, mas por estar fora do alcance do perdão divino. Trata-se da rejeição absoluta da graça e do perdão de Deus, devido à ausência de arrependimento e pelo endurecimento do coração a ponto de atribuir a Satanás a obra que é realizada pelo Espírito de Deus.
O cuidado do Salvador para com as multidões doentes e Suas palavras de sabedoria frente a perseguição dos líderes de Seu povo, tudo o que fazia, tinha a finalidade de perdoar e de salvar. Mas a incompreensão e a dureza de coração impediram a muitos de gozarem da geração mais privilegiada de todos os tempos. Hoje, eu creio, do fundo do meu coração, que fazemos parte da geração que verá o Filho de Deus vindo com as nuvens do céu com poder e grande glória. E assim como Ele chamou os discípulos para serem Seus primeiros seguidores, Ele está nos chamando para fazer parte de Seu último exército de verdadeiros adoradores.
Se nossas intenções não estiverem simplesmente voltadas para o que Ele pode nos oferecer, mas pelo que Ele é, pelo desejo de Sua presença em nossa vida, certamente não rejeitaremos a voz do Seu Espírito. E se não rejeitamos a voz do Espírito Santo, escolhendo fazer a vontade de Deus, logo somos da família de Cristo (v.35). Que o Espírito Santo tenha constante acesso ao nosso coração para que estejamos sempre atentos à Sua voz a nos indicar a direção certa: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).
Pai de amor e misericórdia, como Jesus recebia a todos que fossem a Ele e os ensinava e curava, concede-nos o Teu Espírito para que sejamos Tua boca, Tuas mãos e Teus pés nestes dias finais. Derrama o Teu amor, Teu maravilhoso e divino amor em nosso coração, para que vivamos aqui com os pés na Terra, mas com os olhos no Céu. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos que fazem a vontade do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Marcos3 #RPSP
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“Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (v.17).
A religião farisaica era predominante dentre os judeus e seus discursos sempre legalistas eram um fardo demasiadamente pesado para aqueles que eles julgavam indignos de sua atenção. As classes marginalizadas eram consideradas impuras, por isso, eram praticamente excluídas do convívio religioso. O ministério de Cristo, portanto, tornou-se para eles uma afronta, já que Seu público-alvo incluía “publicanos e pecadores […] em grande número” (v.15). Enquanto eles rejeitavam essas pessoas, Jesus as acolhia; uma atitude que, na concepção dos escribas e fariseus, seria inconcebível para o Messias.
Acuados por um sentimento controverso que afetava suas convicções religiosas, os líderes judeus ficavam extremamente confusos e impacientes diante das atitudes do Rabi de Nazaré. Era como se estivessem sempre na defensiva, criando uma barreira que os impedia de serem transformados pelo poder das palavras do Salvador. Diante de Cristo, pela primeira vez, eles se depararam com uma espécie de espelho que revelava quem eles realmente eram e não gostaram nem um pouco do que viram, ou melhor, do que Cristo os revelou. Contudo, ao perceberem que Jesus conseguia ler os seus pensamentos e desvendar-lhes as intenções, ao invés de entregarem o coração para uma mudança, permitiram que a inveja e o orgulho os cegassem cada vez mais para compreenderem que dentre todos aqueles que acusavam como pecadores, eles eram os que mais precisavam da cura do Médico dos médicos.
Percebam que o texto diz que “dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum” (v.1), e que “de novo, saiu Jesus para junto do mar” (v.13). O Deus da segunda chance retornava para determinados lugares com o fim de ir em busca de corações que haviam resistido antes, mas que não resistiriam ao segundo toque, ao segundo olhar, ao segundo chamado do Único que provou amá-los apesar de seus erros passados, apesar de suas vidas promíscuas, apesar de seus corações corruptos. Em Jesus eles não encontraram acusações, olhares de desprezo ou rejeição, mas o irrecusável convite do amor a lhes dizer: “Segue-Me” (v.14).
Os rabinos judeus ensinavam a cultuar, não a adorar. Em sua letargia espiritual e frieza para com os desfavorecidos, foram obrigados a contemplar a alegria e a admiração de um povo que dizia: “Jamais vimos coisa assim!” (v.12). Eles jamais tinham visto semelhante obra no meio daqueles que afirmavam ser representantes de Deus na Terra. A obra singular de Cristo ofuscava qualquer tentativa de ostentar santidade, e o Seu modo de falar os perturbava. As suas rígidas regras quanto ao jejum, mas principalmente quanto ao sábado, foram abatidas pelo Senhor que nos deu estes dois benefícios sagrados como bênçãos para o homem. O jejum nos aproxima de Deus, nos fortalece contra as tentações e aumenta o nosso senso de dependência do Senhor. Já “o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (v.27). Instituído após a criação do mundo, este dia permanece como “um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9).
Cristo sabe exatamente onde encontrar aqueles que aceitarão o Seu chamado e O seguirão. Ele conhece as Suas ovelhas e, com amor e paciência, tem buscado por cada uma delas. Todos nós fomos criados para sermos Suas ovelhas, mas nem todos aceitam os cuidados do bom Pastor. Ele respeita a nossa decisão, mas como Pastor zeloso e compassivo, está sempre à espera de ouvir o “balido” de socorro das desgarradas. O senso de justiça própria dos líderes judeus os impediu de enxergar a sua real condição: fora do aprisco do Senhor.
De todos os perigos que existem, eu creio que o pior deles seja aquele que convivemos como se fosse algo inofensivo. Fazer parte de uma igreja, afirmar ser cristão e deixar de fazer algumas coisas que o mundo faz não nos asseguram a salvação. A salvação está na pessoa de Jesus Cristo e obedecer a Sua Palavra torna-se uma resposta de amor e um deleite para aqueles que O amam. A prática do jejum não deve ser um meio de recriminar aqueles que não o praticam. Assim como a observância do sábado como dia santo do Senhor não deve ser motivo de dissensões. Que você e eu possamos reconhecer a nossa verdadeira condição de pecadores que carecem da graça de Jesus e que a nossa vida seja um crescente jornadear com Ele, até que se torne em “dia perfeito” (Pv.4:18).
Pai de amor e de bondade, a Tua Palavra tem sido anunciada pelos Teus mensageiros. Dá-nos ouvidos sensíveis e humildes para Te ouvir e obedecer. Perdoa os nossos pecados e nos cura da paralisia espiritual para que a Tua obra em nós glorifique o Teu nome. Como os publicanos e pecadores, confessamos que somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus. Dependemos completamente da Tua graça e do poder do Teu Espírito em nós. Ó, Deus eterno, livra-nos de uma religião em que Tu não estás! Faz-nos Te conhecer, nosso bom Pastor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, ovelhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Marcos2 #RPSP
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