Reavivados por Sua Palavra


LUCAS 15 – Comentado por Rosana Barros
27 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Certamente, as mais lindas e encantadoras ilustrações acerca do amor de Deus pela humanidade estão contidas neste capítulo. Uma parábola (v.3), três formas de contá-la, mas apenas um protagonista: “um pecador que se arrepende” (v.7, 10). Jesus enfatizou o zelo de Deus em salvar uma única alma que seja. Mas das três alegorias, tenho um apreço especial pela segunda, a da dracma perdida.

Multidões têm vivido sob o manto da falsa religiosidade e caridade. Pensam estar no caminho certo, quando, na verdade, estão bem longe da verdadeira piedade. A ovelha perdida não sabia como voltar para junto do seu pastor, mas sabia que precisava de ajuda. O filho pródigo caiu em si e tomou o caminho de volta para a casa do pai. Mas o que dizer da dracma? Jesus usou um objeto inanimado para ilustrar a situação de tantos que nem fazem ideia de seu fracasso espiritual.

A dracma perdida, à semelhança dos fariseus e dos escribas, representa uma classe de professos cristãos que não se dá conta de sua terrível condição. São pessoas que estão dentro de casa pensando ser o bastante para estar em segurança. Este tem sido um dos piores enganos de Satanás. Como no tempo do profeta Jeremias, dizem confiantes: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr.7:4). Precisamos, porém, manter comunhão com o Senhor da casa, para que então Ele nos oriente acerca do nosso papel em Sua obra.

Mas a feliz notícia é que Jesus não desiste de procurar as Suas dracmas, porque Lhe são muito valiosas. Eu andei muitos anos perdida dentro de casa, como a dracma que nem fazia ideia de sua triste situação. Tinha valor, mas estava entre os escombros de uma religião morna e vazia. Dentre as muitas atividades religiosas e seculares, não percebia que, paulatinamente, estava me afastando dos propósitos de Deus para minha vida. Não sabia o que era assumir um compromisso de amor com Deus, mas uma relação de negócios: eu fazia a Sua obra e Ele me retribuía com a vida eterna. Então, quando paro e penso por quanto tempo estive enganada, mais aumenta a minha gratidão por Aquele que não desistiu de me procurar.

Amados, o Senhor tem uma forma singular de falar com cada um de nós. Porque Ele nos fez diferentes uns dos outros, mas nos ama com o mesmo amor. Só Ele conhece o nosso coração, e só Ele sabe como alcançá-lo. Assim como Ele me alcançou através de Sua Palavra também deseja alcançar a todos os que desejam receber o Seu alívio e descanso. Eis o Seu convite: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). O pecado nos deixa debaixo de duras cargas, mas o amor de Jesus nos liberta de todas elas e nos dá em troca um jugo suave e um fardo leve (Mt.11:30). Porque o fardo pesado Ele já carregou por você e por mim.

Independentemente de sua situação, de ovelha, dracma ou pródigo, permita que Jesus te encontre, corra até você e te abrace com a salvação! Busque conhecê-Lo mais a cada dia através das Escrituras, pois Ele mesmo afirmou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Hoje é dia de celebração, meus irmãos! Pois o Espírito do Senhor está convertendo corações e “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (v.10).

Pai de amor e de bondade, quão grandes são as Tuas misericórdias para conosco! Louvado sejas pelo sacrifício de Cristo Jesus, que por Seu sangue, nos resgatou das trevas para a Sua maravilhosa luz! Ó, Pai, há júbilo no Céu quando um pecador se arrepende! Necessitamos todos os dias reconhecer que dependemos completamente de Ti e permitir que Teu Espírito nos conduza ao arrependimento e nos santifique. Ajuda-nos, Senhor! Não sabemos orar como convém. Mas queremos Te pedir, humildemente, que se faça a Tua vontade em nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, alvos do amor do Pai!

Rosana Garcia Barros

#Lucas15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 14 – Comentado por Rosana Barros
26 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Ao criar o homem e a mulher e dar-lhes ordem de que se multiplicassem e enchessem a Terra, o Criador revelou o Seu amor pela família. E o primeiro dia em que nossos primeiros pais desfrutaram da companhia um do outro e das bênçãos da Terra recém-criada foi o sábado, o sétimo dia. Nesse dia em especial, eles também desfrutaram da companhia do Senhor a lhes revelar pessoalmente as maravilhas contidas na natureza perfeita. Na exuberante paisagem do Éden, a voz de Seu Criador soava a cada instante como um sopro de vida e saúde e, a partir daquele primeiro sábado, Adão e sua mulher perceberam que o sétimo dia é uma lembrança semanal do amor do Pai e de Seu desejo de estar sempre com eles os santificando.

A entrada do pecado no mundo rompeu esse elo presencial da criatura com o Criador e, desde então, passamos a ter uma comunicação à distância com Deus. A construção do santuário terrestre, porém, revelava o desejo do Senhor de morar com o Seu povo: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx.25:8). Ainda que a Sua glória fosse velada para que os homens não fossem consumidos, a manifestação de Sua presença era sempre uma segurança para os verdadeiros adoradores. Mas o santuário era apenas uma sombra da realidade que surgiria na plenitude dos tempos. Pois “o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo.1:14). Jesus, a Palavra viva, veio como o sopro de vida e saúde à humanidade, revelando a glória de Deus, ou seja, revelando o caráter divino.

Jesus veio para fazer exatamente o que Ele prefigurou após a queda do homem. Veio procurar quem estava perdido, revelar a Sua cura e vestir-nos com as Suas vestes de justiça (Leia Gn.3:8-21). E Ele não poderia fazer diferente do que fez no Éden, revelando ao homem o cheiro de vida para a vida que há no sétimo dia; a oportunidade de fazer ecoar no templo do tempo o mesmo sopro vital de que Adão e Eva haviam experimentado. Suas curas sabáticas eram envoltas de especial significado e lições oportunas a fim de que os princípios do reino de Deus fossem plenamente compreendidos e praticados. A hidropisia daquele homem, que é o acúmulo de líquido em um tecido ou em alguma cavidade do corpo, não era pior do que o acúmulo de preconceitos no coração dos líderes judeus. O maior milagre não estava na cura física, mas em que esta fosse uma porta de entrada para que as Escrituras fossem bem compreendidas e sabiamente aplicadas na vida de muitos, principalmente com relação ao correto significado do sábado.

E nem sempre somos aceitos ou compreendidos na prática de nossa fé. Notem que não foi a cura, mas o que Jesus ensinou através da cura que deixou os fariseus sem palavras (v.6). Enquanto procuravam conservar criteriosamente suas próprias tradições, buscando “os primeiros lugares” (v.7) como uma justa recompensa por suas boas obras, e se orgulhavam de serem os convidados mais ilustres nos principais banquetes e ajuntamentos de Judá, Jesus exaltou a humildade e condenou a presunção. Servir a Deus não é simplesmente se parecer com um cristão, mas assumir um estilo de vida em harmonia com a vontade de Deus, ainda que não estejamos em evidência ou até sejamos rejeitados e perseguidos por aqueles que mais amamos.

Jesus foi até a cruz por causa daqueles que Deus mais ama: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). A cruz é a lição mais eficaz quando o assunto é abnegação. A nossa cruz representa, portanto, as coisas deste mundo que precisamos abrir mão a fim de seguir a Cristo. Mas não qualquer coisa. Cada um possui a sua cruz. Cada um de nós temos que abrir mão todos os dias de algo específico. Mas ao olhar para Jesus diariamente e para o sacrifício de amor que Ele fez por nós, a nossa cruz torna-se não mais um fardo pesado demais para carregar, mas uma “leve e momentânea tribulação” que “produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:17).

A jornada está difícil? Existe um acúmulo de aflições turbando o seu coração? “Não se turbe o vosso coração”, disse o Senhor (Jo.14:1). O nosso Criador e Mestre divino deseja nos curar com o sopro da saúde e nos salvar com a palavra de vida que sai de Sua boca. Portanto, amados, coloquemos a nossa cruz sobre os ombros porque ela não é sinônimo de derrota, mas é símbolo de vitória. E, ainda que incompreendidos pelos que mais amamos, lembremos que “ainda há lugar” (v.22) no reino de Deus; oremos por nossos familiares para que eles façam parte daqueles que terminarão de encher a casa de Deus (v.23). Até lá, seja uma bênção principalmente para os que não podem te recompensar e a sua recompensa será eterna, desfrutando da companhia de Deus na Nova Terra “de um sábado a outro” (Is.66:23).

Nosso Deus e Criador, reconhecemos que és o Senhor do sábado e que separastes este dia semanal para bênção, descanso e santificação. Não nos pedistes seis dias, mas um dia. E isso é muito pouco comparado à imensurável oferta que nos destes através do sacrifício de Teu Filho. Ajuda-nos a compreender a essência do sábado e viver esse dia cada semana como um prelúdio da eternidade. Graças Te damos, ó Deus, pelo privilégio desse descanso semanal que nos lembra constantemente de onde viemos, a quem pertencemos e para onde estamos indo. Pai, dá-nos forças para carregar a nossa cruz sem olhar para trás. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, discípulos de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Lucas14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 13 – Comentado por Rosana Barros
25 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Há uma tendência da nossa natureza humana em tentar justificar-nos mediante a perspectiva do pecado alheio. Do lado de fora da janela estão aqueles cujas iniquidades nos fazem parecer mais santos. E se, como cristãos, essa tem sido a nossa visão, precisamos urgentemente dar ouvidos à advertência de Cristo: “se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (v.3). A doutrina de que os problemas e as tragédias só acontecem na vida dos infiéis não é bíblica e, portanto, não deve ser considerada. A queda da torre de Siloé representa as fatalidades da vida que podem vir sobre maus ou bons. O que nos diferencia uns dos outros é a singularidade com que fomos criados, mas o que nos iguala é que todos somos pecadores e destituídos estamos “da glória de Deus” (Rm.3:23).

Existe uma barreira entre nós e Deus causada pelo pecado. Cristo Jesus veio à Terra para derrubar essa barreira e nos reconciliar com o Pai. Por Seu sangue expiatório, todos podemos desfrutar do perdão divino e de uma contínua vida de santificação. Isso não significa que neste processo jamais iremos falhar novamente, mas que, ainda que pequemos, “temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1).

Quando aceitamos a Jesus como nosso Senhor e Salvador, é necessário que o tempo revele os frutos de uma vida transformada que está crescendo um dia de cada vez. E faz parte desse crescimento o amor e a compaixão uns pelos outros. Notem que a parábola da figueira apresenta um período de esterilidade e outro como uma última tentativa de fazer a árvore frutificar. O Espírito Santo tem uma obra a fazer em cada coração e tem a técnica necessária para cada tipo de “planta”. E a única forma eficaz de verificar os resultados de Seus esforços é se o Seu fruto pode ser percebido na vida (Leia Gl.5:22-23).

Como figueiras estéreis, os líderes judeus se inclinavam ao ministério da acusação quando deveriam ser os primeiros a buscar endireitar os que andavam encurvados pelas enfermidades espirituais. Percebam que Jesus tinha uma compaixão especial por aqueles que sofriam há muitos anos como escravos de Satanás. A mulher que sofria há 12 anos com hemorragia, o homem do tanque de Betesda que há 38 anos padecia de paralisia, a “mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos” (v.11), são exemplos de que o tempo não é capaz de subjugar o amor de Deus em Cristo Jesus; que nunca é tarde para ser liberto do cativeiro do maligno; que as mãos de Cristo ainda estão estendidas para aqueles que estão sob o jugo do inimigo, “sem de modo algum poder endireitar-se” (v.11).

O evangelho do reino de Deus precisa crescer em nosso coração de forma que nossa vida seja uma árvore frondosa e frutífera de apoio e alívio para o nosso próximo, e não um espinheiro de fardos e críticas. Como fermento escondido em Cristo, que os nossos dons, concedidos e guiados pelo Espírito, sejam para o crescimento e edificação da igreja de Deus. O Senhor está chamando os Seus filhos dos quatro cantos da Terra e a nossa missão é guiá-los a Cristo, o nosso único exemplo e suficiente Salvador.

A porta franca que aberta está logo será fechada pelo justo Juiz, que Se levantará para cumprir a Sua promessa: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). “Muitos virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e tomarão lugares à mesa no reino de Deus” (v.29). Alegremo-nos, hoje, com a chegada dos trabalhadores da hora undécima! “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita” (v.24)! E, logo, nos alegraremos e nos uniremos em louvor com todos os salvos: “Bendito o que vem em nome do Senhor” (v.35)!

Nosso Pai do Céu, bendito seja o Teu nome! Necessitamos da Tua graça e do Teu poder operando em nós a transformação necessária para que a nossa vida, escondida em Cristo, frutifique para a Tua glória e louvor. Entrar pela porta estreita não é uma obra humana, mas divina. Por isso, Pai, clamamos que a Tua atuação em nós nos capacite a andar Contigo. Purifica-nos e enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Lucas13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 12 – Comentado por Rosana Barros
24 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Antes de atender e acalmar as multidões que “se aglomeraram, a ponto de uns aos outros se atropelarem” (v.1), Jesus proferiu algumas advertências extremamente importantes aos Seus discípulos. Na primeira delas, Jesus Se referiu ao perigo de uma vida de hipocrisia. Na segunda, Ele reprovou a avareza. Na terceira, os advertiu contra o ansioso interesse pela vida. Na quarta advertência, os exortou à vigilância. E, por último, esclareceu perante os Seus deslumbrados seguidores que o Seu ministério terrestre não resultaria em paz, mas em divisão (v.51). Aos Seus amigos (v.4) Jesus deu a conhecer as mais ricas lições acerca do que deve ou não ocupar o coração dos que hão de herdar a salvação.

A hipocrisia sem dúvida alguma é um dos piores estados de apostasia espiritual. O hipócrita não reconhece a sua necessidade de mudança. Para ele está tudo muito bom, “tendo forma de santidade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2Tm.3:5). A hipocrisia é um veneno que mata aos poucos e que pode levar à morte espiritual. Mas, assim como Jesus amava aqueles escribas e fariseus hipócritas, um dia esse mesmo amor me alcançou. Fui alcançada por um Deus que me despertou para a minha necessidade de desintoxicar a minha alma. Estava morrendo sem nem mesmo me dar conta disso. Não fui eu que O procurei, Ele me achou. A minha parte foi apenas a de reconhecer a minha condição e me render diante do único e verdadeiro Deus capaz de me salvar de mim mesma. O desejo do Senhor não é o de revelar os nossos pecados no dia do juízo, mas de fazê-lo agora, enquanto ainda podemos desfrutar deste “tempo da oportunidade” (2Co.6:2).

A avareza, dentre tantas coisas, também tem sido um dos piores pecados. Na verdade, é a avareza fruto do egoísmo que, por sua vez, é o estopim ou o ponto de largada para todos os demais pecados. Não foi sem razão que Paulo destacou o egoísmo em primeiro lugar, quando afirmou que “nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas” (2Tm.3:1 e 2). E depois do egoísmo, lá se vai uma lista terrível do estado do homem sem Deus. Jesus não afirmou que é pecado possuir riquezas, e sim que o pecado está em fazer uso delas apenas para benefício próprio. Isso é tão sério, que o apóstolo Paulo declarou que “o amor do dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm.6:10).

O ansioso interesse pelas coisas desta vida, portanto, não deixa de ser um mal proveniente do amor ao dinheiro. E em uma época onde o consumismo tem sido o slogan do século, a advertência de Cristo sobre a preocupação quanto às necessidades básicas da vida é extremamente oportuna. O mundo segue em um ritmo frenético, tornando a vida um fardo pesado demais para carregar. E o resultado disto tem sido uma sociedade sobrecarregada de doenças emocionais das mais diversas.

A pergunta de Jesus a cada um de nós continua sendo a mesma: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (v.25). Você deseja experimentar a verdadeira paz? Então siga este conselho: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp.4:6). Jesus não desmereceu o trabalho, mas o colocou no seu devido lugar. Ele deve ser para enobrecimento e sustento e não para esgotamento e ansiedade.

Como filhos do Reino, Jesus nos chama a assumir a postura de servos vigilantes. Como vimos, a nossa maior vigilância diz respeito a nós mesmos. Ellen White escreveu: “A fim de preparar um povo para estar em pé no dia de Deus, deveria realizar-se uma grande obra de reforma. Deus viu que muitos dentre Seu povo professo não estavam edificando para a eternidade, e em Sua misericórdia estava prestes a enviar uma mensagem de advertência a fim de despertá-los de seu torpor e levá-los a preparar-se para a vinda de Jesus” (O Grande Conflito, CPB, p.310).

O recado do profeta Jeremias nunca foi tão oportuno como para a nossa geração: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Alinhada à voz do anjo em Ap.18:4, esta mensagem é individual e é urgente. Logo, o Dia do Senhor arderá como fornalha e nada haverá “oculto que não venha a ser conhecido” (v.2). Cada um prestará contas da própria vida e “bem-aventurados aqueles servos a quem o Senhor, quando vier, os encontre vigilantes […] Quer Ele venha na segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar” (v.37 e 38). Entesouremos, pois, “tesouro inextinguível nos céus” (v.33) e muito em breve Jesus nos “confiará todos os Seus bens” (v.44).

Pai amado, queremos estar prontos quando Jesus voltar. E a preparação inclui uma vida completamente restaurada e dependente de Ti. Que sejamos semelhantes a homens e mulheres que esperam pelo seu senhor, como servos diligentes, vigilantes e prudentes. Então, Senhor, quer Cristo volte na segunda ou na terceira vigília, que Ele nos encontre como Seus mordomos fiéis, que souberam discernir o tempo. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, mordomos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Lucas12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 11 – Comentado por Rosana Barros
23 de setembro de 2024, 0:42
Filed under: Sem categoria

Existem dois grandes e poderosos elos que nos ligam a Deus: a oração e o estudo das Escrituras. Durante três anos e meio, os discípulos foram testemunhas oculares da vida de oração de seu Mestre. Seu fervor e reverência eram admiráveis e, quando observado em Seus momentos de comunhão, era praticamente visível que o Céu estava atento a cada prece que Lhe saía dos lábios. Foi num momento desses, em que “estava Jesus orando” (v.1), que seus corações foram enternecidos e compelidos a pedir: “Senhor, ensina-nos a orar” (v.1). A oração do Pai Nosso contém os princípios que devem reger as nossas orações:

1. Glorificar a Deus;
2. Submeter-nos à vontade divina;
3. Reconhecer que Deus, como nosso Provedor, nos dá a provisão diária necessária;
4. Arrepender-nos de nossos pecados, confessando-os, e perdoando os nossos semelhantes;
5. Reconhecer que precisamos do auxílio divino na luta contra o mal.

Através de uma vida de oração, encontramos sempre o forte braço do Senhor estendido para nos confortar e nos dar a certeza de que as nossas preces não são importunas, e sim o aroma agradável que sobe “à presença de Deus” (Ap.8:4). O relacionamento pessoal e íntimo de Jesus com o Pai era celebrado e confirmado a cada dia quando Jesus Se retirava para Seu lugar particular de oração. Era dali que Ele saía fortalecido e habilitado para cumprir a vontade do Pai. Nossas fragilidades e fracassos devem ser constantemente depostos no altar da oração. Quando oramos como Jesus nos ensinou, o Espírito Santo nos é dado como o maestro de nossas palavras compondo diante do santíssimo a oração que Lhe é aceitável. A simplicidade da oração do Pai Nosso nos ensina que a oração que nos eleva a Deus não é aquela de admirável oratória, mas de doce simplicidade e de humilde e infantil dependência.

De Seus refúgios solitários, contudo, Jesus saía para encontrar as multidões que queriam ouvi-Lo e ser beneficiadas com Sua cura. Dentre elas, estavam os fariseus e intérpretes da Lei sempre ávidos pela queda do Rabi de Nazaré. Quando as Escrituras deixaram de ser a voz de Deus para ser tão somente um conjunto de normas e regras como uma espada sempre apontada na direção dos pecadores, os líderes judeus deixaram de ser adoradores para serem juízes do povo. Usaram a “espada do Espírito” (Ef.6:17) de forma errada. Muitos questionam porque Deus não Se manifesta dos céus com algum sinal a fim de que o mundo creia nEle. Como os antigos fariseus, pedem um sinal, enquanto milagres atuais têm acontecido bem diante de seus olhos. A transformação de uma vida, o poder de Cristo libertando o pecador “das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9), é suficiente evidência de que o “dedo de Deus” (v.20) ainda está em atuação habilitando um povo que esteja preparado para a vinda do Senhor.

Cristo não censurou os escribas e fariseus a fim de ofendê-los. Ele falava com cada pessoa e com cada classe da forma que lhes fosse mais impactante. Sua abordagem para com aqueles que se diziam mestres da Lei foi a que mais eficácia teria a fim de perceberem sua cegueira e sua nudez. Enquanto publicavam suas boas obras como troféus de honra ao mérito, desprezavam “a justiça e o amor de Deus” (v.42). Jesus não condenou ou revogou a devolução dos dízimos, mas nos ensinou que devemos “fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (v.42). Nossa fidelidade e obediência devem figurar como resultado da justiça e do amor de Deus em nossa vida. Como discípulos de Cristo, precisamos primeiro conhecê-Lo para só então apresentar a Sua mensagem ao mundo. Não temos como compartilhar aquilo que não temos. As verdades da Palavra de Deus devem ser apresentadas sempre sob a perspectiva da cruz de Cristo, de que Deus tanto nos amou que deu o Seu único Filho para que nEle tivéssemos vida eterna (Jo.3:16).

Não havia misericórdia ou compaixão nos ensinos dos rabinos judeus. Em meio aos rituais sagrados e sacrifícios diários, perderam de compreender que o sangue derramado representava a maior prova do amor de Deus pela humanidade. Tudo não passava de um frio rigor religioso. Desta forma, o povo também não compreendia o mistério da piedade ilustrado diariamente no santuário e Israel prosseguia na ruína de uma casa dividida contra si mesma (v.17). Daquela geração foi dito: “Esta é geração perversa!” (v.29). É importante salientar que Ele não estava Se referindo a um povo pagão, mas à nação eleita. O que Jesus diria, hoje, da atual geração de crentes? Ele diria: “Bem-aventurados!” (v.28), porque ouvimos e obedecemos à Sua Palavra? Ou diria: “Insensatos!” (v.40), porque o nosso piedoso exterior esconde um interior que está “em trevas” (v.34)? Não precisamos viver a realidade de Laodiceia, amados (Ap.3:17)! Mas, pelo poder do Espírito, podemos fazer parte do restante que não compactua com a mornidão espiritual da maioria.

Nossas orações, nossas palavras e nossas atitudes devem estar envolvidas com o amor do Calvário e da sepultura vazia. Não precisamos de sinais e prodígios. Necessitamos do Espírito Santo operando o milagre da transformação diária do nosso caráter, até que brilhemos a luz de Cristo, “sem ter qualquer parte em trevas” (v.36). Cada um de nós temos enfrentado o nosso próprio deserto, mas precisamos lembrar que isso também é obra do Espírito Santo (Mt.4:1) e que, “provados, purificados e embranquecidos” (Dn.11:35), estaremos prontos para habitar no reino eterno, pela graça de Deus e pelos méritos de Cristo.

Dentro em breve, “contas serão pedidas a esta geração” (v.51). Que, vestidos da justiça de Cristo, possamos a cada dia nos apresentar diante de Deus aprovados, “como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a Palavra da verdade” (2Tm.2:15). “Orai sem cessar” (1Ts.5:17).

Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome; venha a nós o Teu reino; seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo que ora e que ama a Palavra de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Lucas11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 10 – Comentado por Rosana Barros
22 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Além de Seu pequeno grupo composto por doze discípulos, Jesus também “designou outros setenta; e os enviou de dois em dois” (v.1), como uma espécie de embaixadores que precederiam a Sua entrada em cada cidade. Antes de partirem, as primeiras duplas missionárias receberam as devidas instruções. Sendo treinadas pelo próprio Jesus, a primeira lição, em tom de advertência, foi a de que setenta era pouco à vista da grande obra que tinham pela frente. “Rogai” (v.2), ou seja, peçam, insistam, perseverem em oração a fim de que Deus “mande trabalhadores para a Sua seara” (v.2).

A lição seguinte não tem nada de motivacional: “Ide! Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (v.3). Ora, lobos matam ovelhas para devorá-las sem piedade, logo, mais uma vez Jesus afirmou que segui-Lo requer completa dependência e confiança de que, como nosso bom Pastor, Ele jamais irá nos faltar. Em cada casa que entrassem, em cada cidade que colocassem os pés, a paz de Cristo deveria ser o seu cartão de visitas, a cura, uma cortesia e a pregação do evangelho, o aval de que ali Cristo seria bem-vindo.

Infelizmente, não foi assim em todas as cidades. A rejeição à mensagem do evangelho foi destacada por Jesus em três cidades específicas: Corazim, Betsaida e Cafarnaum. Esses lugares, como todos os demais, foram abençoados com a paz de Cristo e com a realização de muitos milagres, mas, ao ouvirem a pregação do evangelho, seus habitantes revelaram que seus próprios interesses estavam acima do reino de Deus. Aceitaram os milagres, mas rejeitaram o Senhor dos milagres. Algo que temos visto muito nesses últimos dias. Muitos dizem servir a Deus, mas a realidade é que só querem um Deus que os sirva.

Apesar da aceitação do evangelho não ter sido unânime, aqueles setenta retornaram a Jesus “possuídos de alegria” (v.17). O poder que haviam recebido foi capaz de subjugar “os próprios demônios” (v.17). Cristo, porém, procurou mudar o foco daquela alegria, destacando a queda de Satanás que, expulso do Céu, jamais tornará para lá. Ao passo que os seguidores de Jesus possuem seus nomes arrolados nos céus. O nosso maior motivo de alegria não deve estar nas realizações – que, por sinal, não vêm de nós mesmos – mas na certeza de que servimos a um Deus que, por meio de Jesus Cristo, escreveu o nosso nome no Livro da Vida.

O conhecimento de Deus não é condicionado à capacidade humana de recebê-lo, mas ao reconhecimento de nossa incapacidade. Os orgulhosos e soberbos jamais conhecerão a Deus se antes não Lhe entregarem o coração a uma real e completa mudança. Como donos de um coração enganoso e “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), precisamos estar em atitude de constante vigilância a fim de que jamais caiamos na armadilha de pensar que somos capazes de dominá-lo.

Os intérpretes da Lei pensavam ter sempre a razão. De fato, eram eles estudiosos da Palavra, mas a ausência da prática os tornava meros conhecedores. De que serve, por exemplo, um médico que conhece toda a teoria da medicina, mas que nunca a colocou em prática? O conhecimento da verdade não pode ficar limitado ao seu possuidor, ele deve ser manifestado através do amor altruísta. A compaixão não é ver, sentir pena do sofrimento alheio e passar “de largo” (v.32), mas ver, aproximar-se e ser um instrumento de Deus para aliviar a dor do outro.

Hoje, Jesus nos convida a sermos Seus imitadores, cuidando das feridas do corpo e da alma de nossos semelhantes. A sermos hospedeiros daqueles que Ele tem colocado em nosso caminho. E a única coisa que Ele nos pede é: “Cuida deste homem”, cuida desta mulher, cuida desta criança, cuida deste jovem e, “Eu to indenizarei quando voltar” (v.35). Que o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo (Rm.5:5) nos conduza à prática do evangelho, mas que a nossa maior alegria não esteja no que fazemos aqui, e sim no privilégio imerecido de estarmos entre os que são chamados para as bodas do Cordeiro.

Jesus nos chama, hoje, para sermos Seus cooperadores nesta missão, proclamando ao mundo de que “está próximo o reino de Deus” (v.9). Como o bom samaritano, “Vai e procede tu de igual forma” (v.37).

Graças Te damos, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque olhas para nós, tão pequeninos e imerecedores, e nos concedes a Tua graça e o Teu conhecimento. Somos tão tardios para compreender as coisas celestiais, o que de fato é importante e tem valor aos Teus olhos! Ajuda-nos, Pai! Concede-nos o Espírito Santo abrindo nossos olhos, nossos ouvidos e nosso coração para que nossa vida revele o Teu amor e o Teu poder. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pela graça maravilhosa de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Lucas10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 09 – Comentado por Rosana Barros
21 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

A capacitação dos discípulos para a missão que abalou o mundo não foi um privilégio dado apenas a eles, mas eles foram as primícias da nova igreja de Deus, “anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte” (v.6). A fama de Jesus e de Seus feitos era o principal assunto que, a uns alegrava e a outros despertava o temor. Enquanto Herodes “se esforçava por vê-Lo” (v.9), o Salvador estava sempre acessível a todos que iam até Ele a fim de O ouvirem ou de serem por Ele curados. Ele alimentava as multidões famintas do pão do Céu e do pão físico, não fazendo diferença entre as pessoas.

Entretanto, Cristo deixou bem claro que o discipulado não é para todos. Todos são chamados, mas nem todos estão dispostos a renunciar a própria vida por amor a Cristo. A renúncia do eu requer a fé operante tanto de subir ao monte com Jesus “com o propósito de orar” (v.28), quanto de com Ele descer e enfrentar a fúria do inimigo. De todas as prerrogativas de um discípulo de Jesus, creio que a submissão seja a mais importante no sentido de cumprir a missão segundo a vontade de Deus. Como uma criança obediente a seu pai, Deus espera que, como Seus filhos, experimentemos “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade” dEle (Rm.12:2).

E, ao contrário do pensamento exclusivista dos discípulos, devemos ter em mente de que Deus também possui Seus instrumentos externos. Podem não ter o pleno conhecimento da verdade, mas estão usando a luz que possuem com a finalidade de libertar pessoas das cadeias do inimigo. A esses, no devido tempo, a luz de toda a verdade lhes será revelada pelo Espírito Santo e terão um papel fundamental no cumprimento profético dos últimos dias. Obra esta que já está sendo realizada. Suas vidas, unidas àquelas que já anunciavam toda a verdade, serão para o mundo um testemunho “de quem, decisivamente” (v.53), está indo para a Nova Jerusalém.

Seguir a Jesus significa negar a si mesmo e, a cada dia, tomar a sua cruz. Muitos têm declarado: “Seguir-te-ei para onde quer que fores” (v.57). Mas diante da primeira provação, declinam da missão. Outros, ainda que cientes de seu chamado, colocam outras prioridades à frente de ir e pregar “o reino de Deus” (v.60). E ainda outros até aceitam o chamado de Deus, desde que antes possam despedir-se de sua antiga vida. Certamente, Jesus deixou bem claro que segui-Lo é uma questão de escolha e que envolve vida ou morte, não apenas de quem é chamado, mas de todos os que podem ser alcançados em sua esfera de influência.

Enquanto muitos quando O viam corriam para perto dEle, muitos também rejeitavam a Jesus. Mas uma coisa era igual para ambos os grupos de pessoas: “o aspecto dEle” (v.53). Todos sabiam para onde Ele estava indo. Quando as pessoas olham para nós, elas sabem para onde estamos indo? A resposta negativa à nossa pregação não significa que falhamos no cumprimento da missão, mas que nem todos estão dispostos a seguir pelo mesmo caminho. Um verdadeiro discípulo de Jesus não é o mais dotado de dons e talentos, e sim aquele cujo amor do Céu resplandece na face, de forma que fique bem claro que ele aspira “a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).

Amados, o tempo é breve. Somos a geração privilegiada que está às vésperas do retorno do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Necessitamos de um reavivamento e reforma em nossa vida. Necessitamos do caráter de Jesus. Que pelo poder do Espírito Santo, sejamos verdadeiros discípulos de Cristo e que se cumpra em nossa vida a letra da canção: “E se alguém vier atrás de mim por onde vou, vai ver que Cristo e eu deixamos uma pegada só” (Novo Hinário Adventista do Sétimo Dia, n° 390).

Querido Pai Celestial, o nosso eu precisa morrer para que Cristo viva em nós. Essa é a verdadeira obra de reavivamento e reforma que necessitamos: Cristo em nós, o Senhor, Justiça Nossa. Dá-nos a sabedoria do alto para que nossas palavras e ações, até mesmo o nosso semblante revelem ao mundo de forma muito clara de que não somos daqui, mas que estamos indo para Tua casa. E nesses dias finais, que esta intrépida resolução seja ainda mais evidente, na certeza de que Jesus em breve voltará. Usa-nos para a Tua glória e para o bem e salvação de nossos pequeninos irmãos. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, discípulos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Lucas9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 08 – Comentado por Rosana Barros
20 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Acompanhado de Seus discípulos, Jesus andava “de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus” (v.1). Sua jornada também era acompanhada de “algumas mulheres” (v.2) que, movidas por profunda gratidão, “Lhe prestavam assistência com os seus bens” (v.3). Mas “de todas as cidades” (v.4) milhares de pessoas iam ter com Jesus a fim de ouvirem Sua sabedoria e serem por Ele curadas. E quando falava por meio de parábolas, a ênfase era dada ao reino de Deus quanto à forma de perdê-lo ou de alcançá-lo.

A todo discípulo Seu, Jesus lhe dá a “conhecer os mistérios do reino de Deus” (v.10) e o que era difícil de se compreender, Ele o revela. Pois “os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (v.15). É interessante notar que o verbo ouvir é constantemente usado por Jesus. Na explicação da parábola do semeador, percebam que todos ouviram a palavra, mas apenas os que a ouviram “de bom e reto coração” (v.15) foram os que deram frutos. Também na parábola da candeia, Jesus encerra dizendo: “Vede, pois, como ouvis” (v.18). Isto é, preste atenção na forma como você está ouvindo!

No episódio que se segue, Jesus não rejeitou a Sua família terrestre, mas a ampliou: “Minha mãe e Meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam” (v.21). A primeira ação, portanto, será sempre ouvir. Entretanto, é a reação ao que se ouve que define a que família pertencemos. Jesus foi bem claro ao afirmar que pertence à Sua família não os que apenas ouvem, mas os que ouvem e praticam o “assim diz o Senhor”. E isto não significa salvação por obras, amados, e sim, os frutos provenientes de uma vida cheia do Espírito Santo. Se nossas obras tivessem algum tipo de participação na salvação, certamente Jesus teria escolhido os mestres da Lei como Seus discípulos e não um grupo tão instável.

Mas Ele provou o Seu amor para com a raça caída pisando no solo enegrecido pelo pecado e escolhendo para ter perto de si homens e mulheres que, aos olhos humanos, seriam totalmente indignos de segui-Lo. Pois Aquele que lê os corações vê na mais atribulada alma a oportunidade de transformá-la no mais lindo testemunho. Por isso que a Sua ordem ao ex-endemoniado foi: “Volta para casa e conta aos teus tudo o que Deus fez por ti” (v.39). E por ter ouvido a palavra de Jesus “de bom e reto coração” (v.15) foi que, prontamente, a obedeceu, indo “ele anunciando por toda a cidade todas as coisas que Jesus lhe tinha feito” (v.39).

O que temos feito da Palavra de Deus, meus irmãos? Qual tem sido a nossa reação diante de tudo o que, até hoje, temos ouvido? Fazemos parte de uma geração tão absorvida pelos barulhos deste mundo, que parar para ouvir a voz de Deus tornou-se algo monótono e, para muitos, desinteressante. Mas Jesus nos convida a ouvir a Sua voz e da mesma forma que Ele falou e a filha de Jairo ouviu e obedeceu, Ele deseja realizar um milagre em nossa vida. E neste exato momento, Ele nos diz: “Levanta-te!” (v.54). E todo aquele que ouve a Sua voz “de bom e reto coração” imediatamente se levanta e torna-se um inquestionável testemunho do Seu poder. Pois todos os que são restaurados por Jesus, “não [podem] ocultar-se” (v.47).

Ainda que a tempestade nos açoite, confiemos nAquele cuja voz tem o poder de transformá-la em “bonança” (v.24). Que seja a nossa oração hoje:

“Ensina-me, Senhor, o Teu caminho, e andarei na Tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o Teu nome. Dar-Te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o Teu nome” (Sl.86:11-12).

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, tementes a Deus!

Rosana Garcia Barros

#Lucas8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 07 – Comentado por Rosana Barros
19 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

À vista dos fariseus e demais líderes judeus, pecadores eram todos aqueles que, além de transgredir os mandamentos de Deus, não andavam segundo o rigor de suas tradições. De uma forma mais severa, os leprosos, os publicanos, os romanos e as meretrizes eram por eles considerados a escória da sociedade. E o fato de Jesus não esquivar-Se em andar na companhia de tais pecadores, os incluindo como herdeiros da promessa, enchia de fúria o coração dos rabinos judeus.

A obra de Cristo era movida pela compaixão e pelo amor. Nada do que Ele falava ou fazia era desvinculado do poder que recebia através de Sua íntima comunhão com o Pai. A fé do centurião romano, a desesperança da viúva de Naim, a submissão e a gratidão da mulher “pecadora” (v.39), são exemplos claros de que todos são convidados a experimentar do amor de Jesus. Todos são bem-vindos! Se a graça divina é um presente para quem não merece, então, você e eu também podemos desfrutar desse dom gracioso.

Contudo, encerrado em uma prisão, aquele que havia anunciado a chegada do Cordeiro de Deus, sentia-se oprimido pela dúvida. Ao pregador do deserto restava apenas o desejo por saber de que seu ministério havia cumprido o propósito divino. Sobre este momento na vida de João Batista, declara Ellen White:

“O isolamento foi a sorte que lhe coube. E não lhe foi dado ver os frutos de seus labores. Não teve o privilégio de estar com Cristo, e testemunhar do poder divino que acompanhava a maior luz. Não lhe foi concedido ver o cego no gozo da vista, o enfermo restabelecido e o morto ressuscitado. Não contemplou a luz que irradiava de cada palavra de Cristo, derramando glória sobre as promessas da profecia. O menor discípulo que viu as poderosas obras de Cristo, e Lhe ouviu as palavras, foi, nesse sentido, mais altamente privilegiado que João Batista e, portanto, diz-se ter sido maior do que ele” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.123).

Mesmo assediado por pensamentos que, por determinado momento, lhe tiravam a paz, o retorno de seus discípulos com a resposta de Jesus frente a tudo o que eles mesmos contemplaram, complementa Ellen White: “foi o suficiente […] Compreendendo mais claramente agora a natureza da missão de Cristo, [João Batista] entregou-se a Deus para a vida e para a morte, segundo melhor conviesse aos interesses da causa que amava” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.121). João creu na verdade de que “Deus visitou o Seu povo” (v.16).

Seja por meio de “um vaso de alabastro com unguento” (v.37), ou simplesmente “com lágrimas” (v.44); seja com uma vida de privações ou apenas com um coração quebrantado pela dor da perda, Jesus não está preocupado com o que temos para oferecê-Lo, mas em como estamos oferecendo. A semelhança entre o “Não chores” (v.13) e “A tua fé te salvou” (v.50) está no fato de que Jesus sempre diz exatamente o que necessitamos ouvir. Simão, o fariseu, ofereceu um banquete a Jesus, mas o que estava por trás de sua oferta não era um coração sincero e contrito e, foi por esta razão, que Jesus o fez olhar para aquela que considerava indigna, mas cujo íntimo estava cheio de genuíno arrependimento e gratidão. E, dos lábios de Cristo, Simão ouviu não o que queria, mas o que precisava ouvir: “Vês esta mulher? […] perdoados lhe são os seus muitos pecados, porque ela muito amou” (v.44, 47).

O amor de Jesus tem sido derramado pelo Espírito Santo de forma abundante e suficiente sobre toda a humanidade. Nossos “muitos pecados” (v.47) não podem limitar o Seu poder de atuação, mas ao aceitarmos o perdão de Deus, de forma impressionante, uma multidão de pecados é transformada em muito amor. Se a única coisa que você tiver para oferecer a Jesus for uma vida manchada pelo pecado, adivinha? Jesus está disposto a te receber e a te dizer: “Perdoados são os teus pecados” (v.48). Se você se considera muito indigno de estar diante de Jesus, mas crê que a Sua Palavra tem o poder de que tanto precisa, é para você que Ele diz: “Afirmo-vos que nem mesmo em Israel achei fé como esta” (v.9). Se o pranto roubou a sua paz, Ele te diz: “Não chores!” (v.13).

Não perca o privilégio de ouvir a voz do seu Pastor, pois para as Suas ovelhas Ele jamais será “motivo de tropeço” (v.23), e sim, Aquele que as conduzirá aos pastos verdejantes da eternidade.

Santo Deus e Pai, falta muito pouco para, como João, avistarmos a Jesus, o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Mas não mais O veremos como servo sofredor, e sim como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Enquanto estamos aqui, Ele deseja nos curar pelo poder de Sua Palavra, nos reavivar e nos conduzir ao genuíno arrependimento e verdadeira adoração. Querido Pai, que o Teu Espírito nos convença do pecado, da justiça e do juízo e nos guie a toda a verdade! Prepara-nos para nos encontrarmos Contigo, nosso bom Pastor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, ovelhinhas de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Lucas7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



LUCAS 06 – Comentado por Rosana Barros
18 de setembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Jesus era seguido por multidões sedentas de cura e de libertação, mas também era criteriosamente observado pelos zelosos líderes judeus. Suas exigências quanto à observância do quarto mandamento da Lei de Deus (Êx.20:8-11) eram sobremodo pesadas e não tinham comunhão alguma com as palavras “escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18). Perante o “Senhor do sábado” (v.5), condenavam o debulhar de espigas e a cura de um homem sofredor, enquanto planejavam matar a Jesus, transgredindo em seus corações o sexto mandamento da Lei: “Não matarás” (Êx.20:13).

Após uma “noite orando a Deus” (v.12), Jesus escolheu doze homens como Seus discípulos. Àquele grupo especial foi dado o privilégio de acompanhar de perto todo o Seu ministério terrestre. Eles foram testemunhas oculares de incontáveis milagres e de um poder jamais visto. Mas creio que as lições mais importantes foram aquelas em que o olhar do Salvador lhes constrangia o íntimo. A versão de Lucas das bem-aventuranças, apesar de mais curta, acrescenta ao sermão do monte alguns contrastes dignos de reflexão. Vejamos:

1. “Bem-aventurados vós, os pobres […]” (v.20). “Mas ai de vós, os ricos!” (v.24);

2. “Bem-aventurados vós, os que agora tendes fome […]” (v.21). “Ai de vós, os que estais agora fartos!” (v.25);

3. “Bem-aventurados vós, os que agora chorais […]” (v.21). “Ai de vós, os que agora rides!” (v.25);

4. “Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos expulsarem da sua companhia, vos injuriarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem” (v.22). “Ai de vós, quando todos vos louvarem!” (v.26).

E as palavras que se seguem fazem parte de um dos discursos mais difíceis de Cristo. Na verdade, um dos mais fáceis de compreender, mas o mais difícil de se praticar. Amar os inimigos, proferir palavras de bênção aos que nos maldizem, orar por aqueles que nos caluniam, preferir humilhar-se a revidar, fazer o bem a quem não merece, emprestar sem esperar receber de volta, não julgar, não condenar, estar sempre pronto a perdoar, faz parte da lista das ações recorrentes de uma vida transformada em Cristo Jesus. Estudando a vida do Salvador, concluímos que todas essas ações foram por Ele praticadas. A Sua vida foi o perfeito cumprimento de Seus ensinamentos, o exemplo que todo discípulo é convidado a imitar.

Aquele que “é benigno até para com os ingratos e maus” (v.35), nos chama a sermos Seus imitadores: “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai” (v.36). Em um mundo onde, “por se multiplicar a iniquidade”, o amor de quase todos está se esfriando (Mt.24:12), somos chamados para, como bem-aventurados, fazer a diferença na vida das pessoas. Jesus está fazendo a mesma pergunta, hoje: “Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (v.46). “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:17).

Portanto, ouvir e praticar a Palavra de Deus, pelo poder do Espírito, edifica a nossa vida sobre a Rocha, que é Cristo, nos torna bem-aventurados e semelhantes a Jesus. Eis o “bom tesouro do coração” (v.45) e o caminho que nos levará para casa. Porque, se permitirmos que o Espírito Santo realize em nós a Sua boa obra diária, Ele formará em nós a imagem de Cristo. Sabemos, amados, segundo as profecias da Palavra de Deus, que estamos às vésperas de um tempo de angústia “qual nunca houve” (Dn.12:1), e, se quisermos estar prontos como remanescente de Deus para aquele tempo, precisamos permitir que o Espírito Santo coloque em nós o selo do Deus vivo.

Pois “os que hão de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus” (Primeiros Escritos, CPB, p.70). E “nenhum de nós jamais receberá o selo de Deus, enquanto o caráter tiver uma nódoa ou mácula sequer” (Testemunhos Seletos, v.2, p.69). Amados, aos nossos olhos isso parece impossível, mas, para o nosso Deus Todo-Poderoso nada é impossível. Portanto, vigie, ore, confie e escolha olhar para Jesus a cada dia. Certamente, a Sua graça é suficientemente poderosa para nos conceder o caráter do Céu.

Pai de amor e de bondade, desde a cruz, a Tua graça tem sido estendida a todos por quase dois mil anos. Mas, para cada um de nós, é o tempo de uma vida. Por isso, humildemente Te pedimos que nos ensine a contar os nossos dias para que alcancemos um coração sábio, um coração puro, coração que seja a morada de Jesus. Se o Senhor habitar em nós, certamente amaremos nossos inimigos, oraremos pelos que nos caluniam, faremos o bem sem esperar aplausos ou recompensas, mas seremos tão somente condutos da Tua luz. Oh, Deus vivo, nos purifica de toda iniquidade e habita em nós! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos, oremos e amemos!

Bom dia, bem-aventurados!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Lucas6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100