Reavivados por Sua Palavra


ATOS 05 – Comentado por Rosana Barros
1 de novembro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Com um só coração e alma, os apóstolos e demais membros da igreja primitiva estavam vivendo, na prática, o evangelho do reino. Vendendo suas propriedades, os valores eram entregues “aos pés dos apóstolos” (v.2), que distribuíam aos que tinham necessidade. Aquela obra era prova da mudança efetuada na vida dos novos conversos. Estava enraizado como doutrina entre os judeus que a prosperidade em todos os sentidos era sinal da aprovação de Deus, considerando os doentes e os pobres alvos da ira divina contra os seus pecados. A igreja cristã, porém, cheia do poder do Espírito Santo, compreendeu o cerne do evangelho, que não se trata de uma próspera aparência, mas de ter Jesus Cristo e Suas palavras atuando na vida de forma que esta se torne tão-somente uma manifestação da vontade de Deus.

Ananias e Safira representam uma classe de professos cristãos que não entregaram o coração aos cuidados do Espírito Santo, de forma que, “levando o restante” (v.2), buscam aparentar aquilo que não possuem. Deus não exigiu dos novos conversos a venda de suas propriedades. Houve, contudo, uma obra do Espírito nos corações. Ao reter parte do valor da propriedade, Ananias “em acordo com sua mulher” (v.2) impediram a obra do Espírito Santo e permitiram que Satanás lhes enchesse o coração. Atitudes como esta não são tomadas da noite para o dia. Antes, são o resultado da rejeição aos apelos divinos e apego ao que é terreno e perecível. Aquele era um momento crucial na história da igreja cristã e o Senhor provou estar à frente de Seu povo lançando fora de Suas fileiras os impenitentes.

A sequência do capítulo toma um rumo completamente diferente de seu início. O contraste entre a covarde infidelidade do obstinado casal e a corajosa fidelidade dos apóstolos aponta para o grande conflito que se avoluma à medida em que nos aproximamos do fim. A generosidade dos novos conversos não visava promover a si mesmos, e sim a felicidade e bem-estar do outro. Sua bondade e discrição eram sinais evidentes da obra do Espírito Santo no coração. Não precisamos acender luzes em nossa direção. Precisamos permitir que o Espírito de Deus acenda a luz de Cristo em nosso coração, santificando nossas intenções, palavras e ações. Então, tudo o que fizermos será uma clara manifestação de “todas as palavras desta Vida” (v.20).

É impossível silenciar aqueles que são guiados pelo Espírito. “Deus outorgou” o dom do Espírito Santo “aos que Lhe obedecem” (v.32). E ainda que perseguidos e severamente provados, são estes que se alegram “por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas” (v.41) por causa do nome de Jesus. Como foi com os apóstolos na prisão e no Sinédrio, Deus cuidará de Sua última igreja concedendo-lhe firmeza de caráter e fé inabalável. Neste tempo de oportunidade, enquanto os ventos são retidos pela longanimidade de um Deus de amor, cada dia representa um avanço na vida dos que amam a Deus e buscam a Sua aprovação. Seu lema de vida tem sido: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (v.29). E seus passos são guardados e firmados no áureo Caminho seguro.

O Senhor nos diz hoje: “Eu amo os que Me amam; os que Me procuram Me acham” (Pv.8:17). Muito se fala em pregar o evangelho, e devemos fazê-lo, pois esta é a nossa missão. Mas precisamos lembrar que a primitiva pregação do evangelho não aconteceu até que o poder do Espírito Santo fosse derramado; poder que foi antecedido por um maravilhoso movimento de oração. Se queremos receber a promessa da chuva serôdia, precisamos, a cada dia, ser receptáculos da chuva temporã. Os primeiros raios do sol precisam nos encontrar em nosso lugar de oração a clamar pelo dom do Espírito. A obra do Senhor há de ser finalizada pelo remanescente que sai de seus refúgios de comunhão, “todos os dias”, na igreja “e de casa em casa”, e não cessam “de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (v.42). Uma obra que abalará o mundo, pois que não é humana, mas divina. Pois se “esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus”, ninguém poderá destruí-la (v.38-39).

Jesus foi exaltado “a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados” (v.31). Como o Israel espiritual de Deus, estamos dispostos a permitir que essa obra aconteça em nós? Estamos dispostos a renunciar tudo aquilo que nos afasta de Deus e dos propósitos que Ele tem em nossa vida? Aqueles homens e mulheres da primitiva piedade entregaram tudo no altar do Senhor, inclusive a própria vida. Que não sejamos achados mentindo “ao Espírito Santo” (v.3) nem tampouco “lutando contra Deus” (v.39). Mas que, cheios do Espírito, façamos parte dos restantes que dirão ao mundo, por preceito e por exemplo, “todas as palavras desta Vida” (v.20), ainda que caiam os céus.

Pai nosso, o relato de Ananias e Safira representa o triste fato de que nem todos os cristãos são de fato cristãos. O egoísmo, a avareza e o amor ao dinheiro tem corrompido muitos corações, a ponto de não mais se importarem em mentir pra alcançar seu objetivo. A inveja também tem sido uma verdadeira praga. Assim como os líderes judeus, por inveja, lançaram Pedro e João no cárcere, estamos nos aproximando do tempo em que muitos dos Teus filhos também perderão a sua liberdade. Senhor, se isso acontecer conosco, que nos alegremos por sermos dignos de sofrer afrontas por causa do Teu Nome e não cessemos de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo. Volta logo, Jesus! Em Teu nome oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, restantes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Atos5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 04 – Comentado por Rosana Barros
31 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

A maravilhosa cura e o ousado discurso de Pedro despertaram o interesse de milhares de judeus. Tanto, que muitos “dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil” (v.4). Não obstante, alguns ficaram “ressentidos por ensinarem eles o povo e anunciarem, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos” (v.2). Os sacerdotes e os saduceus, bem como “as autoridades, os anciãos e os escribas” (v.5), reuniram-se a fim de interrogar aos discípulos Pedro e João.

Com intrepidez e “cheio do Espírito Santo” (v.8), Pedro passou a lhes falar como se tivesse frequentado a escola dos rabis e, tanto ele como João, demonstraram que, acima da educação judaica está aquela em que Cristo é o excelente Mestre. Contudo, se ainda assim as palavras não fossem suficientes, a prova maior estava “com eles”, de forma que aqueles líderes judeus “nada tinham que dizer em contrário” (v.14). E debaixo de várias ameaças, os discípulos permaneceram firmes em sua fé, sendo esta a resposta de ambos: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (v.19-20).

Aqueles homens estavam sendo impedidos de exercer livremente a sua fé. Eram considerados traidores da nação pelos rabinos judeus, que estudavam a melhor forma de coibir a sua pregação. Nem imaginavam que o movimento que apontavam como uma ameaça era, na verdade, o início de uma ceifa que está prestes a amadurecer (Ap.14:15). As primícias do ministério terrestre de Cristo compunham uma igreja que orava. Uma igreja que mesmo odiada e perseguida não temia enfrentar a represália com um irrefutável “assim diz o Senhor”. Uma igreja onde “ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum” (v.32). Era a igreja dentro de uma igreja. Daí, vem a pergunta: Onde está esta igreja hoje?

Avancemos para o livro do Apocalipse. Eis a igreja de nossos dias, descrita pelo próprio Jesus: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da Minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap.3:15-17). Esse é o retrato escrito da última igreja de Cristo na Terra. Uma igreja que se orgulha do que tem enquanto Jesus está do lado de fora! Ele mesmo diz que está à porta e bate (Ap.3:20). Ah, meus irmãos, Jesus é um cavalheiro, Ele jamais vai entrar em lugar algum sem ser convidado! Ele está à porta. Ele bate. Ele não desiste. Mas Ele nunca vai invadir a minha e a sua vida, porque Ele não invade, Ele espera para entrar com a devida permissão.

Aquela igreja orou! Aquela igreja clamou! Aquela prima comunidade cristã estava unida como um só coração e alma. Talvez, o nosso maior problema, hoje, seja exatamente a liberdade de crença da qual tanto nos orgulhamos. Porque é no fogo que se forja o mais puro ouro. A igreja cristã primitiva crescia não porque as pessoas iam em busca de bênçãos, mas porque, verdadeiramente, desejavam ser uma bênção. A mornidão atual é um grande problema, mas que tem solução. Há um chamado sendo realizado pelo Espírito Santo. Cada pessoa está sendo visitada pelo Consolador em Suas últimas súplicas. É tempo de assentar-se aos pés de Jesus como criança e dEle aprender como ser manso e humilde de coração.

Percebam que tanto o discurso de Pedro, quanto suas palavras e de João diante das autoridades, foram palavras simples, mas ditas por quem estava cheio do Espírito Santo. Portanto, amados, o poder não está na eloquência de palavras ou em discursos alongados, não está na compostura de homens doutos ou de educação elevada. Estas coisas, no máximo, alcançarão um mero assentimento ou admiração de caráter passageiro. O poder está nas seguintes palavras: “e reconheceram que haviam eles estado com Jesus” (v.13), e, “todos ficaram cheios do Espírito Santo” (v.31). Aqueles homens e mulheres investiam tempo em oração, a ponto de tremer o lugar em que oravam.

Como tem sido o uso do nosso tempo? Aproveitado ou desperdiçado? Uma vida cheia do Espírito Santo é ativa e consistente na oração; firme e coerente na ação. Oh, meus irmãos, precisamos, em nome de Jesus, deixar de ser cristãos rasos, que não têm profundidade, que não têm o mínimo necessário para que as pessoas encontrem em nós a imagem do Deus que afirmamos seguir! Que neste dia, as nossas palavras e ações não sejam motivadas por fotografias ou curtidas nas redes sociais, mas, que movidos pelo Espírito Santo, a nossa vida seja uma bênção aos nossos semelhantes, a Palavra de Deus viva em nós, ainda que apenas visualizados pelo Céu.

Pai de amor e de bondade, sabemos que todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Não queremos ter medo, mas queremos ser cheios do Teu Espírito de modo que nossa fé fique ainda mais evidente nas provações. Que a Tua Palavra continue nos reavivando, nos ensinando, nos santificando e nos educando em Tua justiça. Como crianças, queremos estar assentados aos pés de Jesus todos os dias para dEle aprender e com Ele caminhar. Enche-nos do Espírito Santo e purifica o nosso coração para Ti! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Atos4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 03 – Comentado por Rosana Barros
30 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Em determinado momento de Seu ministério terrestre, Jesus enviou Seus discípulos, de dois em dois, instruindo-os acerca de como deveriam proceder e do que deveriam realizar. Esta experiência os preparou para o que estava por vir. Pedro e João formaram a primeira dupla missionária da igreja primitiva. Aquele a quem Pedro antes desdenhou, tornou-se seu companheiro de jornada. As diferenças foram acertadas e ambos foram divinamente “cheios do Espírito Santo” (At.2:4). Capacitados para uma obra ilimitada cujos desígnios eram mais altos do que pudessem imaginar, esses discípulos eram assíduos frequentadores das reuniões de oração (v.1).

Cientes e experimentados da importância da oração, “subiam ao templo” (v.1) para orar, quando avistaram uma cena que, diz a Bíblia, se repetia por praticamente quarenta anos (At.4:22): “Um homem, coxo de nascença”, sendo colocado em uma das portas do templo “para pedir esmolas aos que entravam” (v.2). Aqueles que testemunharam durante três anos e meio os inúmeros milagres realizados por Jesus e Sua simpatia e misericórdia para com os desfavorecidos, não poderiam agir diferente. Como ministro investido pelo poder do Espírito Santo, com o coração tomado de compaixão, disse Pedro ao homem: “Olha para nós” (v.4).

Imagino que aquele homem já tinha ouvido falar de Jesus e, pelo tempo em que ali esmolava, Jesus poderia ter cruzado o seu caminho e ter-lhe curado. Mas foi para aquele tempo que sua cura deveria manifestar-se para a glória de Deus. Ao fitar os olhos naqueles dois discípulos, não imaginava que aquele seria o último dia em que precisaria erguer a cabeça para olhar nos olhos de alguém. E quando Pedro deu a voz de ordem: “em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” (v.6), o Céu aprovou o mandado, porque de lá procedeu e, imediatamente, aquele homem “de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus” (v.8).

Assediados pelo povo, que se encheu “de admiração e assombro” (v.10) pelo ocorrido, Pedro viu nova oportunidade de falar-lhes sobre Jesus. Jesus Cristo era o centro de toda a pregação dos apóstolos e tudo o que realizavam o faziam em nome dEle; cumprindo-se, assim, o que Ele prometeu: “E tudo quanto pedirdes em Meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo.14:13). Pedro logo tratou de esclarecer o que havia acontecido, de que não foi por obra humana a realização daquele milagre, mas “pela fé em o nome de Jesus, é que esse mesmo nome fortaleceu” aquele homem (v.16).

Notem que a Bíblia relata que somente Pedro dirigiu a palavra. Em nenhum momento declara que João falou algo. Isso nos revela outra importante lição. Os dons do Espírito são diferentes, mas podem ser perfeitamente combinados. Pedro, incontestavelmente possuía o dom da oratória, mas quando vamos às cartas de João, ao livro do Apocalipse e ao próprio evangelho de João, que acabamos de estudar, percebemos que a sua personalidade pacífica e mansa lhe rendeu a maior longevidade dentre os discípulos e o privilégio de ver o seu Senhor em glória, sendo eleito para escrever a “revelação de Jesus Cristo” (Ap.1:1): “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap.21:5).

“Para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At.2:39), há uma obra específica, um chamado diferente; há nem que seja um dom espiritual a fim de que, como instrumento, cada qual seja habilitado como bom soldado de Cristo. Porque “os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo” (1Co.12:4). Seja esta a nossa constante oração diante do Senhor: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is.6:8). Então, faremos parte do último exército de Deus, que marcha para o lar celeste, cheios do Espírito Santo.

Santo Deus, os Teus discípulos foram forjados na oração, tanto pública como particular. Foi pela oração perseverante que receberam a promessa do Consolador. Foi pela oração que suas diferenças foram dissipadas. Era pela oração diária que a comunicação do Espírito Santo lhes revelava o próximo passo a ser dado. Senhor, Jesus nos deixou exemplo na oração. Em Sua intimidade podia passar a noite toda orando. Mas Suas orações públicas eram breves e objetivas. Portanto, já temos o exemplo perfeito de como orar. Basta colocarmos em prática. Não sejam nossas orações como ruídos aos Teus ouvidos. Tem misericórdia de nós e ajuda-nos, Pai! Pois queremos ser Teus atalaias nestes últimos dias. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, missionários de Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Atos3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 02 – Comentado por Rosana Barros
29 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Este é um dos relatos mais rico em detalhes sobre a atuação do Espírito Santo e, ao mesmo tempo, um dos mais polêmicos. A descida do Espírito Santo “ao cumprir-se o dia de Pentecostes” (v.1) assinalou a largada evangelística da igreja primitiva de Cristo. O objetivo era claro: alcançar “todas as nações debaixo do céu” (v.5). E, para isso, os discípulos precisariam de uma capacitação sobrenatural. Foi exatamente o que aconteceu naquele memorável dia. “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4).

Imaginem a cena: Ali estavam judeus, “homens piedosos” (v.5), de todas as partes do mundo, reunidos em Jerusalém a fim de celebrar aquela festa judaica, quando, de repente, cada um ouviu, na sua “própria língua materna” (v.8), alguns galileus falando sobre “as grandezas de Deus” (v.11). Todos começaram a se aglomerar a fim de ouvir seus irmãos hebreus falando fluentemente o idioma de sua pátria. Desta vez, a iniciativa de Pedro não foi por um mero impulso, mas o seu discurso foi a voz do Espírito Santo através do instrumento humano.

Irmãos, basta uma leitura atenciosa para perceber que aquele evento não foi uma confusão de línguas estranhas, mas a clara evidência de que cada estrangeiro ouvia em seu próprio idioma a pregação que transformou a vida de “quase três mil pessoas” (v.41). A Palavra de Deus é um tesouro inesgotável e somos convidados a cavá-la a fim de encontrar mais e mais das riquezas celestes. Percebam que só neste sermão, Pedro fez três citações do Antigo Testamento. Pois está escrito: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16), e quando Paulo escreveu isso ainda não havia o Novo Testamento.

A promessa do batismo do Espírito Santo é para todos “quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (v.39). E o Seu apelo tem sido o mesmo: “Salvai-vos desta geração perversa” (v.40); uma geração que rejeita os preceitos divinos, alegando serem ultrapassados, apenas para satisfazer suas paixões. A presença do Espírito Santo é fundamental e indispensável na vida de todo aquele que aceita o chamado de Deus, a fim de que as obras da carne não prevaleçam. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl.5:16).

O resultado da atuação do Espírito Santo não foi e nunca será uma glossolalia sem sentido, mas a evidência de Seu fruto, porque “o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” (Gl.5:22-23). E foi este o fruto colhido da primeira remessa de salvos da igreja primitiva: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (v.42). E qual era a doutrina dos apóstolos? A Bíblia, a Palavra de Deus, “a espada do Espírito” (Ef.6:17); o que ficou bem claro no primeiro sermão de Pedro. “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (v.47).

A comunhão entre os novos conversos era resultado direto da ação do Espírito Santo. Não foi sem razão que Paulo destacou este atributo da terceira pessoa da Trindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a COMUNHÃO do Espírito Santo sejam com todos vós” (2Co.13:13). Esta é a obra que o Espírito Santo deseja realizar no meio do povo de Deus, que todos estejam juntos e tenham “tudo em comum” (v.44). O Espírito do Senhor une homens e mulheres piedosos “de todas as nações debaixo do céu” (v.5) com a finalidade de torná-los membros de “um só corpo”, o “corpo de Cristo” (1Co.12:20 e 27).

Façamos, pois, parte deste corpo que, empunhando a espada do Espírito, marcha com perseverança “para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14).

Pai Celestial, muitos têm uma ideia completamente equivocada quanto ao dom de línguas. O batismo do Espírito Santo não consiste em falar coisas que ninguém entenda, mas, como Jesus, falar o que procede da boca de Deus, que é a Tua Palavra. Que o fruto do Espírito seja manifestado em nossa vida para que possamos declarar ao mundo as Tuas grandezas e ser salvos desta geração perversa. Sê propício a nós pecadores, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Atos2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 01 – Comentado por Rosana Barros
28 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Após subir aos Céus à vista de Seus discípulos e dos demais que com eles estavam, Jesus proferiu Suas últimas palavras na Terra sob a perspectiva do cumprimento da promessa do Consolador. Aqueles que por três anos e meio haviam seguido o Mestre ansiavam conhecer o tempo de Seu retorno. Era muito difícil ter que lidar com a ideia da separação e, esperançosos de obter uma resposta que lhes acalmasse o coração, perguntaram a Jesus: “Senhor, será este tempo em que restaures o reino a Israel?” (v.6). Como a maioria dos judeus, muitos ainda não compreendiam que a obra de Cristo não consistia em restabelecer o reino terrestre de Israel, e sim o Seu reino eterno, “que não será jamais destruído” (Dn.2:44), a pátria celestial que já era o “sonho de consumo” dos patriarcas e profetas (Hb.11:13-16).

A resposta de Jesus consiste em dois aspectos fundamentais:

1. “Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (v.7). Após o período das duas mil e trezentas tardes e manhãs (dois mil e trezentos anos proféticos) como foi dito pelo anjo ao profeta Daniel (Dn.8:14), não nos foi revelado nenhum outro período profético com datas específicas. O tempo da segunda vinda de Cristo pode até ser especulado, como alguns tem feito, mas o que nos foi revelado como sinais da proximidade do advento do Senhor não nos dá margens a datas, e sim o quão perto estamos de ver o nosso Salvador. Como escreveu Guilherme Miller após o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844: “Fixei minha mente sobre outro tempo, e aqui pretendo permanecer até que Deus me dê mais luz – e isto é hoje, hoje e hoje até que Ele venha”. Ou seja, amados, o nosso tempo de preparo se chama hoje. Mas conquanto não saibamos o dia e nem a hora, é nosso dever, meus irmãos, saber o quão perto estamos daquele grande Dia. Devemos, como Jó, ter o nosso coração tomado de saudades do nosso Redentor, mas sem perder o foco principal, que é o segundo aspecto fundamental e que nos há de preparar para o alto clamor:

2. “Mas, recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (v.8). Não cabe a nós a especulação de prováveis datas, mas a devida preparação pessoal e o preparo de outros para o grande Dia do Senhor. E isso só acontecerá quando o povo de Deus estiver cheio do Espírito Santo. O poder de que tanto necessitamos não está em apontarmos prováveis datas e períodos “que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade” (v.7), mas em buscarmos, em oração e súplicas, o dom do Espírito pelo derramamento da chuva serôdia. É o nosso dia a dia com Deus que está definindo de que lado estamos nesta batalha que se aproxima do fim. Em resumo, podemos dizer que a resposta de Jesus foi a seguinte: “Não se preocupem com o QUANDO, mas com o COMO”. QUANDO Ele virá, não o sabemos, mas Ele nos revelou COMO Ele encontrará aqueles que Ele vem buscar: cheios do poder do Espírito Santo.

Percebam que se trata de uma decisão pessoal, mas que também envolve o corpo de Cristo: “Todos estes perseveravam unânimes em oração” (v.14). Sobre isso, escreveu Ellen White: “A função do Espírito Santo é reger todos os nossos exercícios espirituais. O Pai nos deu Seu Filho para que, por meio do Filho, o Espírito Santo pudesse vir até nós e conduzir-nos ao Pai. Por este meio divino, temos o espírito de intercessão, pelo qual podemos pleitear com Deus como um homem pleiteia com seu amigo” (E Recebereis Poder, CPB, p.351). Jesus mesmo deixou Seus mandamentos “por intermédio do Espírito Santo” (v.2), nos dando exemplo do quanto necessitamos do mesmo poder para que nossas obras não sejam vazias, mas, santificadas e ministradas pelo Espírito, produzam “frutos dignos de arrependimento” (Lc.3:8).

Amados, se tem uma obra a ser realizada hoje, ela é a mesma designada a João Batista: “E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). A obra é a mesma. O objetivo é o mesmo. Desde 1844, o Senhor tem um povo com uma mensagem final acessível a todos que desejam preparar-se para a Sua segunda vinda. Como Ellen White pontuou: “Muitos, mesmo entre os iletrados, proclamarão a Palavra do Senhor. Crianças serão impelidas pelo Espírito Santo a sair e anunciar a mensagem do Céu. O Espírito será derramado sobre aqueles que se submeterem a Suas insinuações. Rejeitando os estorvantes regulamentos e movimentos cautelosos dos homens, unir-se-ão ao exército do Senhor” (E Recebereis Poder, CPB, p.21).

Fazemos parte, hoje, deste exército militante? Que nossas orações, pensamentos e aspirações sejam unificados pelo Espírito e direcionados à nossa salvação, de nossa família e de quantos o Senhor colocar em nosso caminho. Como Davi, seja este o nosso clamor diário: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Não me repulses da Tua presença, nem me retires o Teu Santo Espírito. Restitui-me a alegria da Tua salvação e sustenta-me com um espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os Teus caminhos, e os pecadores se converterão a Ti” (Sl.51:10-13).

Pai bondoso, o Senhor nos enviou outro Consolador, o Espírito Santo que nos convence do pecado, da justiça e do juízo, nos guia a toda a verdade e nos capacita para a missão mediante Seu poder. Pai, não sabemos o dia e nem a hora do retorno de Jesus, mas nos convém saber que este Dia se aproxima e que necessitamos do Teu Espírito para sermos testemunhas do nosso Senhor e Salvador. Ensina-nos a orar e perseverar unânimes em oração. E o que quer que recebamos do Senhor para realizar, que sejamos sempre prudentes e sábios para discernir a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Atos1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 21 – Comentado por Rosana Barros
27 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Mesmo após as duas aparições de Jesus a Seus discípulos, eles continuavam consternados com os últimos acontecimentos e desorientados quanto ao que deveriam fazer dali em diante. Apesar da prova que lhes foi dada de que a ressurreição de Seu Mestre foi real, a ideia de permanecerem ainda sob o jugo romano e ameaça de perseguição por parte dos líderes judeus os intimidava. Como sempre, Pedro, tomando a dianteira, decidiu retornar ao seu antigo ofício, quando disse: “Vou pescar” (v.3). Notem que ele não chamou os demais para irem com ele, mas foram eles que se ofereceram para acompanhá-lo. Dentre todos os discípulos, Pedro possuía a mais forte personalidade e poder de persuasão. Era um líder nato e seus companheiros se sentiam mais seguros sob sua liderança.

Passaram a noite tentando pescar algo, mas “nada apanharam” (v.3). Foi quando, “ao clarear da madrugada” (v.4), já podiam avistar a praia e nela um Homem que parecia estar Se aquecendo perto de uma pequena fogueira. Então, o Estranho lhes perguntou: “Filhos, tendes aí alguma coisa de comer?” (v.4). Tristes pela noite em claro perdida, “responderam-Lhe: Não” (v.5). Mas uma voz de ordem lhes aqueceu o coração: “Lançai a rede à direita do barco e achareis” (v.6). Sentiram como se obedecer-lhe fosse a única opção. E o resultado da obediência foi a gratificante recompensa de uma rede “cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes” (v.11). Ao João declarar: “É o Senhor!” (v.7), nem o barco e nem aquela rede cheia de peixes pôde segurar o impetuoso Pedro. Que, vestindo-se, “lançou-se ao mar” (v.7) para encontrar Jesus.

O que se seguiu foi um agradável momento entre Jesus e aqueles sete discípulos. Ele já os aguardava com a refeição pronta, mas ao pedir alguns peixes a mais, Pedro novamente se adiantou e, sozinho, arrastou a pesada rede do barco para a terra. Aquele discípulo certamente não podia fazer por menos. Ele precisava se redimir. Era a terceira aparição de Jesus a Seus discípulos, “depois de ressuscitado dentre os mortos” (v.14). E foi nesta aparição que, por três vezes, Pedro foi questionado pelo Senhor: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (v.15, 16 e 17). Mas, ao perguntar pela terceira vez, Pedro entristeceu-se, e com o coração quebrantado, exclamou: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo” (v.17).

Assim como Pedro não chamou seus amigos para pescar, os deixou no barco sem se importar se precisariam de sua ajuda e arrastou a rede sozinho desprezando o auxílio de seus companheiros, ele permaneceria ocupado com sua liderança egoísta não fosse a paciência de Cristo em advertir o Seu trabalhoso filho. O que Jesus disse a Pedro naquela praia foi que ele estava completamente equivocado. Que a maior demonstração de amor que ele poderia oferecer a Jesus não eram “prestações de serviço”, mas um coração pleno de amor. Em outras palavras, quando Jesus nos chama: “Segue-Me” (v.19), a aceitação ao Seu chamado deve resultar em amor por nossos semelhantes.

Enquanto Pedro procurava de todas as formas mostrar que amava a Jesus, João era mais introvertido e sua mansidão era vista por Pedro como uma falha devoção. Mas nem sempre foi assim. Aquele que Jesus havia chamado de filho do trovão tornou-se em discípulo amado. Pedro esqueceu que aquele a quem desdenhou ao perguntar: “E quanto a este?” (v.21), foi o único com coragem suficiente para acompanhar o martírio de Jesus até o fim. Jesus possui ovelhas diferentes, amados. Cada uma possui personalidade própria e são amadas pelo Pastor celestial da mesma forma. Os doze discípulos representam a diversidade entre o povo de Deus e como Ele deseja usar pessoas diferentes e uni-las num mesmo propósito: pregar o evangelho eterno a todo o mundo.

Jesus nos diz, hoje: “Que te importa” a vida de teu irmão? “Quanto a ti, segue-Me” (v.22). Ô, amados, Jesus fez tanto, mas tanto por nós que não merecemos nada! Como, pois, ousamos julgar quem é digno ou não de segui-Lo? Olhar para o Céu e dizer “eu Te amo” é fácil. Difícil é olhar para o lado e fazer o mesmo com quem não merece. Mas é esta atitude que definirá o nosso destino eterno. Nem no mundo inteiro caberiam os livros sobre os atos de amor de Cristo, mas o maior deles foi feito para que você perceba que o amor de Deus nunca seguiu e nunca seguirá a lógica humana. Ele é poderoso em salvar e deseja fazer de você um instrumento deste poder.

Você ama a Jesus e deseja segui-Lo como Seu discípulo? Deseja praticar o genuíno amor? “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Leia o sermão do monte. Lá você vai perceber que Jesus não se esquivou de falar a verdade, mas nos ensinou que o genuíno amor é manifestado na prática de Seus mandamentos. Peça ao Espírito Santo, todos os dias, que derrame o amor de Deus em seu coração (Rm.5:5) e você será um representante do bom Pastor na Terra, apressando o Seu breve advento.

Nosso amado Deus, acredito que a mudança operada na vida do Teu discípulo João é a mesma que desejas realizar em nossa vida. Que a nova oportunidade dada a Pedro representa o Teu convite para nós, a fim de que o amor que temos para Contigo seja manifestado na vida de nossos semelhantes. Muitos têm pregado pelo mundo afora um amor de alicerce arenoso, baseado apenas em emoções e sentimentos. Mas nós almejamos o genuíno amor, que emana da cruz, pois foi pela nossa transgressão à Tua lei que Jesus teve que morrer pelos nossos pecados. Na cruz, a verdade e a justiça se encontram e irradiam o brilho do amor incondicional de Deus por nós. Enche-nos do amor genuíno, que é o cumprimento da Tua lei. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos pelo amor de Deus!

Rosana Garcia Barros

#RPSP #JOAO1



JOÃO 20 – Comentado por Rosana Barros
26 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Oprimidos pela dor e tomados de medo de que a sorte de Jesus recaísse sobre eles, os discípulos permaneciam a portas fechadas. De forma destemida, João relatou a coragem de uma mulher em particular: Maria Madalena. Ainda o sol não havia nascido, e ela não pôde mais esperar, indo ao sepulcro onde estava o corpo de seu Mestre. Porém, ao aproximar-se do local, percebeu algo estranho: a pedra estava removida, os soldados romanos não estavam lá e o corpo de Jesus havia sumido. Logo pensou que tivessem levado o seu Senhor e correu para avisar aos discípulos.

Pedro e João precisavam ver com os próprios olhos o que aquela mulher lhes falou de forma tão atônita. Correram e viram por si mesmos que ela lhes havia falado a verdade. Mas um detalhe deste relato faz toda a diferença. João diz que ele e Pedro viram os lençóis que cobriam o corpo de Cristo, mas “o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus”, este foi “deixado num lugar à parte” (v.7). E, em outras versões diz que o lenço foi “dobrado num lugar à parte”. Na tradição dos hebreus, após um servo preparar a mesa para seu senhor, ele ficava fora da visão de seu senhor aguardando que terminasse. Terminada a refeição, geralmente o senhor usava o lenço e o jogava de forma descuidada à mesa antes de se retirar. Isto era uma mensagem clara ao seu servo: “Eu já terminei”. Mas se deixasse o lenço cuidadosamente dobrado, era como se estivesse dizendo: “Eu volto já”.

A Bíblia diz que João, ao entrar e ver aquele lenço dobrado, ele “viu, e creu” (v.8). Ele entendeu o recado do seu Senhor: “Eu voltarei!”. O anúncio dos anjos e a aparição de Jesus a Maria Madalena e Seus discípulos são relatos extraordinários acerca do poder de Deus e da fidelidade de Suas promessas. E aquele lenço dobrado foi a mais linda ilustração já usada por Cristo. Após relatar em riqueza de detalhes o sofrimento e a morte do Messias, o profeta Isaías descreveu a Sua vitória: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Jó, em sua agonia e sofrimento, pela fé, viu o cumprimento da fiel promessa, ao declarar: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25).

Tomé precisou ver e tocar para crer no que Isaías e Jó não puderam vislumbrar e ainda assim creram. Mas foi a estes e a todos “os que não viram e creram” que Jesus chamou de bem-aventurados (v.29). Jesus Cristo está vivo! O apóstolo Paulo escreveu: “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1Co.15:17). A nossa fé não está firmada em um Cristo morto, mas que ressuscitou “para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu nome” (v.31). Este é o objetivo do evangelho. Este foi o objetivo do lenço dobrado. Para que você e eu façamos parte do fruto do penoso trabalho do nosso Redentor. Como diz a letra da canção: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã. Porque Ele vive, temor não há”.

Dentro em breve, amados, Jesus não aparecerá apenas a Maria Madalena e Seus discípulos, mas “todo olho O verá” (Ap.1:7). Logo, assim como Maria, poderemos declarar: “Vi o Senhor!” (v.18). Que este Dia seja para nós motivo de muita alegria! Dia em que o Senhor trocará as nossas vestes de servos pelas vestes reais do Palácio de Deus e nos levará para o banquete da eternidade. Bendito seja o nosso Senhor Jesus Cristo! Aquele que dobrou o lenço para nos dizer: “Venho sem demora” (Ap.3:11)! Como o discípulo amado, seja este o clamor do nosso coração: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Querido Deus e Pai, bendito seja o Teu nome pelo sacrifício e ressurreição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Onde fracassamos Ele foi vitorioso, e venceu a morte para que possamos participar de Sua vitória. O Senhor Jesus prometeu que voltará e nós cremos em Sua promessa, pois é fiel e verdadeira. Cremos que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus. E aguardamos com imensa expectativa o Seu retorno. Até lá, sopra sobre nós o Teu Espírito, Senhor, e dá-nos a Tua paz. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, servos dAquele que há de vir!

Rosana Garcia Barros

#João20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 19 – Comentado por Rosana Barros
25 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Mesmo após a exposição da sabedoria acima do extraordinário do Inocente réu, Pilatos mandou açoitar a Jesus. O temor de que seu julgamento fosse temerário quanto a inocentar Aquele que o povo acusava de ser inimigo de César, tornou aquele episódio em um tribunal do júri popular. Deixou sob responsabilidade dos acusadores decretarem a tão cruel sentença: “Tomai-O vós outros e crucificai-O” (v.6). Mas ao declararem o motivo de sua sorte, Pilatos “mais atemorizado ficou” (v.8) e iniciou um segundo interrogatório com Jesus que o levou a procurar soltá-Lo, “mas os judeus clamavam: Se soltas a Este, não és amigo de César!” (v.12).

Certamente, o governador romano nunca havia se sentido daquele jeito. Imagino Pilatos suando como nunca antes, pressionado por uma indescritível angústia e uma sensação constante de que Aquele prisioneiro não merecia qualquer tipo de condenação. Seu coração batia acelerado cada vez que olhava para Jesus, mas o medo lhe consumia a cada ameaça do povo. Seu veredito a favor de Cristo lhe causaria a acusação de inimigo do Império e sob a pressão das massas acusadoras, sentiu-se como segundo réu daquela feita. Então, mediante todo aquele cenário, temendo perder o seu prestígio e posição, “O entregou para ser crucificado” (v.16). E, carregando o peso da mais injusta condenação, Jesus percorreu o Seu mais doloroso caminho.

Cada vez que estudamos sobre a vida de Jesus, principalmente Seu sublime sacrifício, o Espírito Santo realiza alguma mudança em nós. Todas as vezes que permitimos a ação divina em nosso coração mediante o estudo da Bíblia e a oração, recebemos do Céu o maravilhoso e incomparável presente do conhecimento de Deus. Comunhão com Deus não é uma experiência isolada, por mais poderosa que seja. Comunhão com Deus é andar com Ele, passo a passo, dia a dia. E foi a comunhão que Cristo entretinha com o Pai que O fortaleceu para o cumprimento de Sua missão aqui na Terra. Não deveríamos nós, muito mais, estar buscando essa comunhão, esse relacionamento diário?

Quando Deus ordenou a Abraão que tomasse a Isaque e o levasse caminho de três dias ao monte Moriá e ali o oferecesse em sacrifício, Abraão prontamente obedeceu, porque ele conhecia a voz de Deus. A Bíblia diz que ele “tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado” (Gn.22:3). Ao contrário de Jesus, Isaque não fazia ideia da razão de sua peregrinação e nem que estava sendo uma figura do maior ato de amor de todos os tempos. Isaque carregou “a lenha do holocausto” (Gn.22:6). Jesus carregou a pesada cruz. Abraão “levava nas mãos o fogo e o cutelo” (Gn.22:6). O Pai faria Jesus beber do cálice de Sua ira. Abraão e Isaque “caminhavam ambos juntos” (Gn.22:6). O Pai caminhava junto a Cristo para executar o Seu mais doloroso ato. Abraão “estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho” (Gn.22:10). Jesus Se doou para ser pregado naquela cruz. Mas a voz que impediu o patriarca de concretizar o sacrifício, não foi ouvida no Calvário. E ali, perante as testemunhas do espetáculo do amor incondicional, Jesus bradou: “Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (v.30).

Tudo isso foi por mim e foi por você. Ele foi “desprezado e o mais rejeitado entre os homens […] e dEle não fizemos caso. Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si; e nós O reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas Suas pisaduras fomos sarados […] Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a boca […] Designaram-Lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na Sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou em Sua boca. Todavia, ao Senhor agradou moê-Lo, fazendo-O enfermar” (Is.53:3-10).

O texto de Isaías, sem sombra de dúvida, é a mais fiel descrição da missão messiânica. A profecia foi perfeitamente cumprida quando a morte calou o Verbo de Deus. Mas ela não faria sentido algum se a morte fosse a sua palavra final. E sob arrebatadora expectativa, os anjos e os seres dos mundos não caídos aguardavam a sequência da profecia e o seu fiel cumprimento. O lugar onde “depositaram o corpo de Jesus” (v.42), tornou-se o cenário da certeza de nossa fé e de nossa maior esperança. Pois, amanhã, veremos que a história continua.

Pai nosso que está nos Céus, mas que também habita com o abatido e contrito de espírito, graças Te damos pelo caríssimo preço de nosso resgate! O nosso Salvador foi até o fim para nos dar vida, e vida eterna. Ele morreu por nós, pecadores, miseráveis, infelizes, pobres, cegos e nus. E tudo o que o Senhor nos pede é a entrega completa do nosso coração. Pai, desperta-nos para a importância da comunhão Contigo. A vida eterna está em Te conhecer, em entreter um relacionamento pessoal e diário com o Senhor, de forma que isso se torne em uma caminhada feliz e contínua. Concede-nos o que o Senhor como nosso Pai mais deseja nos dar, que é o Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, redimidos pelo sangue do Cordeiro de Deus!

Rosana Garcia Barros

#João19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 18 – Comentado por Rosana Barros
24 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Finda a ceia e concluídas as últimas palavras de Cristo a Seus discípulos, antes de Sua morte, eles seguiram para o jardim chamado Getsêmani. Aquele jardim havia se tornado cenário de muitos momentos entre Jesus e Seus discípulos. Em meio à tranquilidade do campo e à beleza daquela pequena parcela da criação, Jesus também deleitava-Se em ali Se demorar sozinho em comunhão com Seu Pai. Foi para Ele um lugar tão especial que não considerou nenhum outro que pudesse Lhe servir de refúgio, nem mesmo o templo. Foi ali que o nosso Salvador suou gotas de sangue e fez Suas súplicas em agonizante sofrimento. Seu cantinho de oração tornou-se em campo da batalha mais cruel já registrada nas páginas da história deste mundo. Enquanto o inimigo de Deus tentava convencê-Lo de que não valia a pena tanto esforço por quem não merece, Deus enviou o Seu anjo para O confortar e fortalecer.

De repente, luzes são vistas aproximando-se rapidamente do local de oração. Eram as tochas daqueles que marchavam sob as ordens de Satanás. Mas Jesus, divinamente instruído, adiantou-Se e lhes perguntou: “A quem buscais?” (v.4). Eles, por sua vez, tentando desmerecer a pessoa de Cristo, logo incluíram a desprezada Nazaré como sendo a Sua original procedência, ao Lhe responder: “A Jesus, o Nazareno”. Aquela resposta não poderia ficar sem a divina réplica. Estava em jogo não qualquer nome, mas o nome sobre todos os nomes. Iluminado pela glória de Deus e com voz “como voz de muitas águas” (Ap.1:16), Jesus declarou: “Sou Eu”. A cena que se seguiu foi a de Judas e aquela multidão recuando e caindo no chão como mortos.

Após aquele acontecimento sobrenatural, quando finalmente conseguiram colocar as mãos em Jesus para prendê-Lo, Pedro pensou que chegada era a hora de provar a Jesus a sua lealdade e, puxando “da espada que trazia […] feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita” (v.10). Aquele ato de bravura, no entanto, foi logo reprovado como ato de covardia. Não era por espadas e armas humanas que aquela batalha seria vencida, mas pela morte de “um Homem pelo povo” (v.14). Mesmo que pela motivação errada, Caifás declarou a solução correta. E ao ver o Seu Mestre sendo levado como um malfeitor, sem que apresentasse nenhuma resistência, o coração de Pedro se encheu de incertezas.

A bravura e suposta lealdade de Pedro logo se tornou em medo e desconfiança. E aquele que havia dito daria a vida por Jesus, não hesitou em negá-Lo três vezes seguidas, e O negaria muito mais se não fosse interrompido pelo canto da culpa e pelo olhar do amor: “E logo, estando ele ainda a falar, cantou o galo. Então, voltando-se o Senhor, fixou os olhos em Pedro” (Lc.22:60-61). Muitos também têm afirmado estar dispostos a ir presos ou mesmo dar a vida por amor a Jesus. E podem até possuir sinceridade em suas palavras e intenções. Nenhum mártir, porém, foi levado à morte sem antes entregar-se à constante e fervorosa oração. A fé tornou-se mais valiosa que a vida. Mas a maioria que professa tamanha lealdade só pode conhecer sua reação quando diante da prova. Por isso que o preparo requer um relacionamento pessoal e diário com Jesus. A nossa única segurança é que Ele habite em nós.

Jesus foi então levado ao governador romano, acusado de ser réu de morte. Pilatos, porém, reconheceu não ser aquele caso como tantos outros que comumente julgava. E, aproveitando a tradição dos anciãos (v.28), fez Jesus entrar sozinho no pretório para um interrogatório privado. Ele não era de todo ignorante quanto a Jesus. Tinha ouvido de Seus milagres, de como recebia publicanos e pecadores e como ressuscitou a Lázaro. Nada poderia estar oculto ao juiz de Roma. Finalmente estava diante de Jesus, e a primeira coisa que achou pertinente perguntar foi: “És Tu o rei dos judeus?” (v.33). Ora, fosse verdade tudo o que tinha ouvido falar a respeito dEle, pensou, então Ele seria uma ameaça ao Império Romano.

Jesus bem sabia as reais intenções por trás daquela pergunta e revelou isto com outra pergunta: “Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a Meu respeito?” (v.34). O diálogo que se seguiu foi um intrigante interrogatório sobre a provável monarquia de Cristo. Contudo, a última pergunta feita por Pilatos não tem registro de resposta: “Que é a verdade?” (v.38). Eu creio que a resposta não foi registrada porque ela não foi audível, mas visível. Aquele cético governador percebeu que a verdade não é uma simples resposta convincente, ela é uma Pessoa: Jesus Cristo. E voltando para os judeus acusadores, “lhes disse: Eu não acho nEle crime algum” (v.38).

Jesus é a verdade que liberta, amados! Diante de tão maravilhosa certeza e dos relatos sagrados que testificam desta verdade, como duvidar do Único que nos ama com amor eterno (Jr.31:3)? Tantos têm se demorado a interrogar e colocar em dúvida as palavras de Jesus pregadas por Suas testemunhas, enquanto Ele pergunta: “Porque Me interrogas?” (v.21). E muitos maltratam Seus seguidores e procuram feri-los, e novamente Cristo pergunta: “Porque Me feres?” (v.23). Diante de um mundo secularizado e descrente que pergunta: “Que é a verdade?” (v.38), a nossa vida precisa dar testemunho da fiel e única resposta: Jesus Cristo é a verdade!

O cenário profético se avoluma para o fim da história deste mundo de pecado. O exemplo de oração de nosso Salvador precisa impactar a nossa vida e nos despertar para o tempo que está bem diante de nós. Vigiar e orar não é um chavão, mas um guia de sobrevivência em meio a uma geração hipnotizada pelas distrações deste século. Ou passamos tempo diário de qualidade em comunhão com Deus ou não suportaremos o que há de vir. Os últimos acontecimentos não serão cenas de mais um filme de Hollywood, mas a realidade que revelará definitivamente em que lado cada um de nós estará no grande conflito. Hoje é o tempo que temos de preparo. Não prorrogue a sua entrega. Jesus te chama agora!

Senhor Deus, almejamos permanecer em pé ainda que a nossa fé seja severamente provada. Mas só o Senhor conhece a nossa estrutura e sabe até que ponto podemos suportar a prova. Por isso, Pai, fortalece a nossa fé mediante o perseverante estudo da Tua Palavra. Como crianças, desejamos a cada dia nos assentar aos Teus pés e aprender de Ti, nosso Pai Celestial. O nosso Salvador revelou o Teu caráter, e esse caráter precisa ser gravado em nós, pois queremos habitar em Tua casa para sempre. Dá-nos Teu Espírito e que Ele possa pleitear em nosso favor, pois não sabemos orar como convém. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#João18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 17 – Comentado por Rosana Barros
23 de outubro de 2024, 0:45
Filed under: Sem categoria

Dadas as devidas instruções acerca do santuário terrestre, Moisés as transmitiu ao povo, especialmente à tribo de Levi. Desta tribo, Arão e seus filhos foram eleitos pelo Senhor para ministrar no santuário no ofício sacerdotal. Arão e sua descendência oficiariam todos os rituais do templo e eram os únicos autorizados a entrar no lugar Santo, sendo que apenas o sumo sacerdote poderia entrar uma vez ao ano no lugar Santíssimo. Os sacerdotes intercediam pelo povo e foi mediante esta atribuição que Deus disse a Moisés:

“Fala a Arão e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel e dir-lhes-eis: O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz. Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei” (Nm.6:23-27).

 Jesus estava prestes a consumar de uma vez por todas a obra que o Pai Lhe confiou (v.4). Ao mesmo tempo em que intercedeu pelos Seus, também Se doou como a perfeita e suficiente oferta pela culpa. Todo o ofício do santuário e festas anuais que apontavam para o plano da redenção se cumpriram em Cristo, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), por isso que “aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Ef.2:15). A Sua oração sacerdotal tem o mesmo objetivo da bênção sacerdotal do antigo Israel: gravar o Seu nome sobre os Seus filhos, a fim de que neles Jesus seja glorificado (v.10).

Quando Jesus fez esta oração audível perante Seus onze discípulos, com os olhos levantados para o céu, elevou seus corações a uma atmosfera completamente santa e aquele cenáculo tornou-se uma espécie de pátio do templo. Ali, o nosso Sumo Sacerdote proferiu uma intercessão pelo Seu povo de todos os tempos (v.20) através do pequeno, mas não insignificante, grupo apostólico. Percebam que a intercessão de Cristo não foi dirigida “pelo mundo” (v.9), mas por aqueles que creem nEle, “por intermédio da Sua Palavra” (v.20). Jesus não fez acepção de pessoas, Ele simplesmente estava cumprindo Seu ministério sacerdotal, pois o perdão é concedido mediante arrependimento e confissão. Ou seja, depende da decisão de cada um.

Vivemos em uma época que Jesus comparou aos dias que antecederam ao dilúvio (Mt.24:37-39). “E a vida eterna” (v.3) só será concedida aos que, à semelhança de Noé, conhecem a Deus, ou seja, que andam com Deus (Gn.6:9). Eles ouvem a voz do Senhor e a reconhecem, de forma que não duvidam de Sua Palavra e buscam guardá-la (v.6). “Santificados na verdade” (v.19) das Escrituras, seguram firme na mensagem que lhes foi confiada proclamar, ainda que odiados pelo mundo, pois “eles não são do mundo” (v.16). Noé foi chamado de louco e fanático, mas mesmo diante do ódio geral e dos muitos anos de espera, sua fé foi recompensada com a salvação de toda a sua casa (Hb.11:7).

Amados, a unidade tão destacada por Jesus em Sua oração não se trata de união de tradições humanas ou para fins ecumênicos, e sim unidade com Cristo pela santificação através da Palavra de Deus. Martinho Lutero, John Huss, Jerônimo e tantos outros reformadores não foram hereges e nem rebeldes unidos para levantar um movimento sem sentido; pelo contrário, unidos com Cristo, pela verdade revelada nas Escrituras, foram instrumentos de Deus para que o mundo conhecesse o Seu amor através de Jesus Cristo. E usar a tão sublime oração de Jesus para justificar uma falsa união que despreza o sangue derramado daqueles mártires e as verdades que por tanto tempo haviam sido lançadas por terra, é, no mínimo, uma presunção diabólica.

Hoje, Cristo atua em nosso favor no lugar Santíssimo “do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem”, como nosso Sumo Sacerdote (Hb.8:2). Estamos vivendo, profeticamente, no grande dia da expiação; dia em que precisamos afligir a alma em verdadeiro arrependimento e confissão de pecados. “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (Lv.23:29). É tempo de atendermos ao apelo do Espírito Santo: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal […] Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento. Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor” (Jl.2:12, 16 e 17).

Eis como Deus espera que o Seu povo se una! Eis a obra que deve começar em nós: conhecer o Senhor e andar com Ele. Como está escrito: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). A vida eterna está em conhecer a Deus e a Seu Filho. E esse conhecimento só acontece em resposta a um relacionamento. Que o Espírito do Senhor nos motive a estar cada vez mais perto de Jesus e dEle aprender, a fim de que o nosso coração possa arder na expectativa de que Ele volte e que possamos morar com Ele para sempre.

Pai Santo e Bendito, nós queremos Te conhecer e prosseguir Te conhecendo, andando Contigo a todo momento. Essa é uma obra que só o Teu Espírito pode realizar em nós. Ajuda-nos, Senhor! Conduz a Tua igreja à verdadeira unidade, a fim de que sejamos um no Teu conhecimento, através da Tua Palavra. Que a justiça do Teu Filho sobre nós seja a credencial de nossa unidade Contigo. E que o Teu amor esteja em nosso coração. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, unidos com Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#João17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100