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“Então, Agripa disse a Festo: Eu também gostaria de ouvir este homem. Amanhã, respondeu ele, o ouvirás” (v.22).
Mostrando maior dignidade do que os líderes judeus, Festo proporcionou a Paulo e seus acusadores um interrogatório justo e imparcial. Apesar de apresentarem contra Paulo “muitas e graves acusações” (v.7), não tendo como prová-las, não conseguiram alcançar seu objetivo final: a morte de Paulo. A este foi dada a oportunidade de defesa e a possibilidade de retornar a Jerusalém para ali ser julgado. Contudo, munido de uma consciência tranquila de que “nenhum pecado” cometeu “contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César” (v.8), ele apelou para o órgão máximo da justiça humana de sua época: “Apelo para César” (v.11).
Seu apelo foi concedido e ali permaneceu preso até que fosse enviado à suprema corte. “Passados alguns dias, o rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia a fim de saudar a Festo” (v.13). Eram comuns essas visitas e trocas de formalidades entre as autoridades da época. Era uma forma de fortalecer os laços políticos ou de cortar relações caso a cordialidade não fosse mútua. Neste caso, vimos que entre Festo e Agripa havia simpatia e que a visita do rei seria de grande utilidade para o governador, que ainda não havia conseguido chegar a uma conclusão com relação ao caso de Paulo.
Percebam que, mesmo com a intenção de angariar palavras que pudesse escrever em documento oficial, Festo despertou em Agripa a curiosidade de ouvir o que Paulo tinha a dizer. Era tudo o que o governador queria. Mesmo com a intenção errada, Festo encaminhou Agripa na direção certa. Aquela oportunidade foi dada não apenas ao rei, mas a todos os que estavam presentes naquela audiência extraordinária. Ao declarar: “vedes este homem” (v.24), outra vez, mesmo sem intenção, Festo apontou para o único naquele recinto que verdadeiramente era livre. Não era apenas curiosidade o que despertava todos a desejarem ver a Paulo e ouvir as palavras do apóstolo, e sim a realidade de corações carentes por algo melhor e maior do que uma religião meramente formal.
O que Paulo pregava e o evangelho que vivia não tinha a ver com “certo morto” (v.19), mas com Aquele que é “a ressurreição e a vida” (Jo.11:25). E mesmo que mal compreendido ou ignorado, aquele servo de Deus permanecia firme na certeza de que sua postura estava em pleno acordo com o “Assim diz o Senhor”. A prisão temporária daquele “réu” não foi suficiente para calar a sua voz e apagar o seu bom testemunho. Deus atua para salvar a todos. Desde o mais humilde servo até o mais honrado rei, Ele busca a todos. Àquelas autoridades foi dada a oportunidade de conhecer o Caminho e de escolher segui-Lo ou não. Porém, mesmo sentindo o coração arder e percebendo que nas verdades da Palavra de Deus conseguem enxergar a luz que em nenhum outro lugar há, quantos têm dado para trás quando confrontados a abandonar as concupiscências deste mundo.
Deus sempre teve na Terra um povo para chamar de Seu. Nem que este seja composto de apenas oito pessoas, como o foi no dilúvio ou de apenas um homem levado a um tribunal por causa de sua fé. Deus possui Seus representantes hoje também. Homens e mulheres que, semelhante a Paulo, têm se esforçado por manter uma “consciência pura diante de Deus e dos homens”; que não temem em chamar o pecado pelo nome e que têm reconhecido, a cada dia, a sua condição de completa dependência do Espírito Santo. Cristãos que têm despertado em seus semelhantes o desejo de conhecer o Senhor e dEle se aproximar.
Ser cristão, amados, não é ser esquisito, e sim diferente. É ser um ímã que atrai pessoas a Cristo. Pode ser que isso incomode alguns, mas a paz de Cristo no coração nos torna livres mesmo em cadeias. Que pelo poder do Espírito Santo, nossas palavras e ações andem em perfeita coerência. E ainda que chegue o tempo em que alguns manifestem não ter nada de positivo para dizer a nosso respeito (v.26), há um Deus no Céu que milita a nosso favor e que em breve, muito em breve, nos dará recompensa eterna.
Perseveremos em nosso relacionamento com Deus, e logo O veremos face a face.
Senhor, nosso Deus e Pai, como almejamos o dia em que O veremos face a face! Quando olhamos para nós, nossos defeitos e nossa condição como pecadores, não vemos como poderemos um dia estar diante de um Deus Santo; mas, cremos em Tua Palavra, onde está a fiel promessa de que se confessarmos a Ti os nossos pecados, Jesus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça. Ó, Senhor, perdoa-nos e purifica-nos! Prepara-nos para o breve encontro Contigo! E se formos levados perante as autoridades desta Terra, que de nossos lábios saiam as palavras que testifiquem da autoridade celestial que vive em nós. Enche-nos do Espírito Santo, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, representantes de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Atos25 #RPSP
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“Por isso, também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (v.16).
Existem muitas seitas espalhadas pelo mundo. Chama-se seita a um ajuntamento de pessoas que diverge ou se afasta de um determinado grupo principal. Dada a perseguição sofrida pelos próprios judeus, os cristãos judeus tinham de se reunir em pequenos grupos, de casa em casa. Foi participando de uma cerimônia de purificação segundo a lei judaica, que Paulo foi arrastado pelos judeus para fora do templo e espancado covardemente. Nada justificava aquele ato de violência a não ser o ódio incitado pelos judeus asiáticos, que não aceitavam a propagação do que denominaram “seita dos nazarenos” (v.5). Não havia abertura ao diálogo amistoso, mas a cega obsessão em matar aquele que abalou o mundo com a mensagem do evangelho “a respeito da fé em Cristo Jesus” (v.24).
Pensando estar depreciando o ministério de Paulo ao chamar o Caminho de seita, o apóstolo novamente demonstrou a inteligência e sabedoria dadas por Deus na apresentação de sua defesa. Em nenhum momento Paulo ofendia seus acusadores, mas, buscando persuadi-los, expunha-lhes as palavras com nobreza e polidez de erudito. A seriedade de seus discursos não fazia oposição ao seu porte gentil e modesto, de modo que acabava conquistando a simpatia e o respeito das autoridades romanas. Contudo, considerado pelos judeus como “o principal agitador da seita dos nazarenos” (v.5), Paulo era constantemente acusado de traição e apontado como um homem perigoso e semeador de discórdias.
Perante Félix, o apóstolo apresentou defesa inquestionável, de modo que o governador, não tendo do que acusá-lo e conhecendo mais “com respeito ao Caminho” (v.22), conservou “a Paulo detido” (v.23) até que tomasse melhor ciência de seu caso. A bajulação de Tértulo e o firme caráter de Paulo apresentaram contraste claramente perceptível, cumprindo-se a promessa do Salvador: “Quando, pois, vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo” (Mc.13:11).
O “Caminho” (v.14) apresentava uma coerência entre o ensino e a prática que nada tinha a ver com a religião farisaica. Ambos os grupos acreditavam nas mesmas Escrituras, mas apenas um, de fato, buscava praticá-la em sua essência. O esforço de Paulo por manter a “consciência pura diante de Deus e dos homens” (v.16) não era mediante apresentação de salvação por obras, mas pela fé em Cristo que, mediante o Espírito Santo, o conduzia às boas obras. Ele quis dizer que procurava viver piedosamente as verdades da Palavra de Deus e que tudo o que havia feito em Jerusalém foi simplesmente observar a lei com inteireza de coração a fim de evitar dissensões, e não de provocá-las.
O estudo deste episódio deve causar em nós dois tipos de questionamentos:
Minha fé está “de acordo com a lei e nos escritos dos profetas” (v.14)? Tenho me esforçado “por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens” (v.16)?
Pouco importa para Deus se a nossa fé é chamada de seita ou algo semelhante. Hoje, alguns chamam de seita a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Mas assim como o Espírito Santo foi concedido a Paulo e aos demais apóstolos, a Sua concessão possui uma condição: “Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo, que Deus outorgou aos que Lhe obedecem” (At.5:32). Se por obedecer à Palavra do Senhor minha fé é considerada seita, então prefiro, como os discípulos de Jesus, “obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29). O homem que foi dotado por Deus com sabedoria inédita, após uma análise acurada sobre a vida neste mundo, chegou à seguinte conclusão: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13). Percebem? De todo homem, e não apenas de todo judeu.
Na “revelação de Jesus Cristo” (Ap.1:1), é-nos dito que, nos últimos dias, Deus tem um remanescente, um povo santo, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Ora, se o Espírito Santo é concedido aos que obedecem a Deus, como conservar uma consciência pura enquanto negligencio as verdades eternas das Escrituras? Félix e Drusila tiveram a oportunidade ímpar de ouvir da boca de Paulo palavras inspiradas pelo Espírito Santo. Contudo, ao ouvirem “acerca da justiça, do domínio próprio e do Juízo vindouro” (v.25), foram tomados de medo, e não de temor. Era mais fácil recusarem-se a ouvir do que aceitar as verdades que colidiam com o estilo de vida que os agradava.
O apelo do Espírito Santo “aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), continua sendo o mesmo: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). O fato de que o único mandamento que apresenta a assinatura do Senhor Deus como o nosso Criador é o sábado (Êx.20:8-11), não desperta em você a curiosidade de estudar mais a respeito deste tema? Amados, não devemos nos preocupar com o título dado à nossa fé, mas em que ela esteja de acordo com a vontade de Deus.
Que pelo estudo sincero das Escrituras e com oração, apresentemos diante do Senhor e dos homens uma consciência purificada pelo Espírito Santo.
Nosso Deus e Pai amoroso, Tua é a justiça, Teu o domínio próprio e a Ti pertence o Juízo vindouro. Esses temas continuam sendo o cerne da pregação do Teu evangelho eterno, da verdade presente a ser pregada ao mundo através das três mensagens angélicas. Concede-nos, ó Deus, o Teu Espírito, para que esta verdade seja evidente em nossa vida, como um testemunho vivo de Cristo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, purificados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Atos24 #RPSP
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“Na noite seguinte, o Senhor, pondo-Se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a Meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (v.11).
Perante a cúpula religiosa dos judeus, Paulo iniciou nova defesa. Contudo, mal pôde pronunciar a primeira frase e logo foi ferido com uma bofetada na boca a mando do sumo sacerdote. Proferindo-lhe imediatamente uma resposta ousada, dirigindo-se ao mandante, disse: “Deus há de ferir-te, parede branqueada” (v.3). A expressão usada por Paulo, “parede branqueada”, tem o mesmo sentido do termo tão usado por Jesus ao referir-se aos líderes judeus como “hipócritas”. Ananias estava na posição de juiz, mas, na verdade agia como um acusador.
Ao tomar conhecimento, porém, de que havia falado contra o sumo sacerdote, Paulo se retratou mostrando maior respeito à lei do que aqueles que diziam estar ali para defendê-la. É certo que o apóstolo pôde se valer de suas raízes para amenizar a fúria de seus inimigos e livrar-se de castigos injustos. Perante a guarda romana, declarou-se cidadão romano. Já perante o Sinédrio, declarou-se fariseu. Sua cidadania e seu título religioso, no entanto, não o livrariam do perigo que o aguardava. Nenhum argumento humano poderia livrá-lo da morte certa. Levado de volta à fortaleza, foi na noite seguinte que ele recebeu a visita do Único capaz de livrá-lo.
Imagino a angústia daquele homem de Deus em sua cela escura, quando, de repente, sentiu uma presença ao seu lado que encheu o seu coração de uma paz indescritível. Ao ouvi-Lo falar: “Coragem!”, reconheceu-Lhe a voz. Era o seu amado Mestre! Jesus viera novamente ao seu encontro e estava ao seu lado para confortá-lo. A promessa dada por Cristo a Seus discípulos foi experimentada por Paulo de forma visível e audível: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Nenhuma cilada maligna poderia frustrar os planos de Cristo na vida de Paulo. Deus sempre possui Seus representantes em lugares estratégicos e os usa no devido tempo. E muito maior do que o exército romano que escoltava o apóstolo, era o exército celestial que o cercava.
Enviado de um lugar a outro, Paulo testemunhava de Cristo e mostrava plena convicção no que de fato acreditava. Com intrepidez apresentava em sua defesa uma fé prática que nada tinha a ver com as acusações a seu respeito. Mas também tinha plena ciência de que nem todos aceitavam as suas palavras. A sua única certeza era de que, ao seu lado, estava Alguém mais poderoso do que qualquer juiz ou governante; e que a decisão final a respeito de sua vida não estava em mãos humanas. Estava disposto a viver por Jesus, e a morrer por Ele também. Grande batalha travou aquele servo de Deus. Batalha que chamou de “bom combate” (2Tm.4:7).
Podemos nos valer das posições ou das coisas deste mundo por algum momento, mas esta segurança é temporária. Nada ou ninguém nesta terra pode garantir a nossa chegada e a nossa saída. O salmista declarou: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl.121:1). Creio que estamos vivendo nos últimos instantes deste mundo. Basta dar uma olhada nas últimas notícias e perceber o número de situações inéditas que estão acontecendo. Catástrofes, crise econômica, crise humanitária, pandemia sem precedentes, terremotos, enchentes, guerras, enfim, coisas que nunca haviam acontecido juntas assim e com tamanha intensidade. O mundo se transformou numa bomba relógio prestes a explodir. E parece que estamos nos acostumando com tudo isso. Aproxima-se o “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1) e estamos mais preocupados com as coisas vãs deste mundo do que com o nosso destino eterno.
As profecias se cumprem uma após a outra, o Espírito Santo apela com veemente urgência e a nossa rotina não difere da rotina dos ímpios! Está tudo errado, amados! Aqueles que pensam que sua religiosidade rasa e alicerçada nas areias de suas obras vazias será suficiente para sustentar sua fé no tempo da última prova, perceberá tarde demais que suas lâmpadas estão apagadas. “Mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo” (Dn.11:32). Não pela força do braço humano, mas da destra divina. Revestidos de toda a armadura de Deus, estarão prontos para a última grande batalha. Em defesa deles “Se levantará Miguel, o grande Príncipe” (Dn.12:1) e se cumprirá a profecia do salmista: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido” (Sl.91:7). Jesus está ao seu lado e te diz, agora: “Coragem! Eu sou contigo!” Confiemos nesta palavra e marchemos para a vitória final!
Nosso Pai Celestial, enquanto milhares sofrem e perecem neste mundo mal, estamos ocupados em satisfazer nossas necessidades e gostos pessoais, e envolvidos em dissensões. O nosso coração precisa de uma mudança urgente, Senhor! Não queremos ser como aqueles 40 homens, jejuando para contendas e rixas. Mas queremos ser como Paulo, cheios do Espírito Santo. Ó, Deus amado, dá-nos Teu Espírito e cerca-nos com Teu exército de anjos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército do Senhor!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo como um só exército de oração. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Atos23 #RPSP
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“E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle” (v.16).
Toda a Bíblia foi escrita apontando para o plano da redenção. Desde a entrada do pecado no mundo, foi revelado ao ser humano a obra salvífica do Descendente da mulher e a derrota da antiga serpente (Gn.3:15). O perfeito sacrifício de Cristo garantiu ao homem o resgate de sua condição pecadora, cobrindo todo penitente com Seu manto de justiça. A Bíblia, porém, apresenta um único pecado como sendo imperdoável; uma verdade que saiu dos lábios do próprio Jesus, quando afirmou: “Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (Mc.3:28-29).
O pecado contra o Espírito Santo não se trata apenas de difamar o Seu nome, mas de rejeitar a Sua obra no coração a tal ponto de não mais ouvir a Sua voz. A mulher de Ló, por exemplo, cometeu este pecado selando o seu destino eterno. Em Gênesis 19 percebemos que, atendendo à intercessão de Abraão, dois mensageiros celestiais foram enviados a fim de salvar Ló e sua família. Mas a escolha insensata de Ló em fixar residência em Sodoma lhe custou a perdição de toda a sua casa. Ao lermos a história, percebemos que Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, fez de tudo para salvar aquela família. Mas o escárnio dos genros de Ló, a morte de sua esposa e o plano incestuoso de suas filhas são provas irrefutáveis de que quando ultrapassamos os limites estabelecidos por Deus a nossa queda pode ser fatal e irreversível.
Paulo apelou a suas três origens: religiosa, cristã e de nascimento. Religiosa, a fim de deixar bem claro que o zelo pela lei que havia aprendido desde a infância permanecia intocável. Cristã, porque, ao conhecer Jesus, tudo o que havia aprendido ganhou novo significado. E de nascimento, a fim de ser poupado de um sofrimento desnecessário e que traria graves consequências para seus algozes. Quando o apóstolo disse a seus irmãos que estava disposto até mesmo a morrer pelo nome de Jesus, não significa que não faria de tudo para conservar a sua integridade física. Dar as costas ao açoite sabendo haver a possibilidade de se ver livre do opróbrio não seria um ato de coragem, mas de estupidez.
O poderoso testemunho de Paulo, suas palavras ditas com reverente autoridade e cheias do poder do Espírito Santo não foram suficientes para alcançar os corações obstinados que o interromperam, gritando: “Tira tal homem da terra, porque não convém que ele viva!” (v.22). Como o foi com Jesus, Paulo experimentou o desprezo de seu próprio povo e estava prestes a passar por semelhante sessão de açoites não fosse o escape de sua cidadania romana. Interessante, amados, que os carrascos de Paulo baixaram seus instrumentos de tortura e deram para trás ao saberem que Paulo era cidadão romano, mas aqueles que surraram o nosso Salvador e O crucificaram não tiveram esta reação diante da declaração da cidadania de Cristo: “O Meu reino não é deste mundo” (Jo.18:36). Observem que era questão extremamente grave punir um cidadão romano sem um justo julgamento. Mas aqueles que se orgulhavam de fazer parte da nação eleita de Deus não faziam caso de matar seus próprios irmãos usando de seus injustos critérios.
Nos últimos instantes deste mundo, se levantará, do meio do povo de Deus, uma classe que perseguirá os santos do Altíssimo com tanto furor quanto os de fora. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Estes serão precisamente os piores inimigos do povo de Deus, conforme está escrito: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). O pecado contra o Espírito Santo os tornará finalmente réus de pecado eterno. Sobre este tempo, revela a palavra profética:
“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, em vindo a prova, estão prontos a escolher o lado fácil, popular. Homens de talento e maneiras agradáveis, que se haviam já regozijado na verdade, empregam sua capacidade em enganar e transviar as almas. Tornam-se os piores inimigos de seus antigos irmãos. Quando os observadores do sábado forem levados perante os tribunais para responder por sua fé, estes apóstatas serão os mais ativos agentes de Satanás para representá-los falsamente e os acusar e, por meio de falsos boatos e insinuações, incitar os governantes contra eles” (EGW, O Grande Conflito, CPB, p.608).
O álibi da cidadania usado por Paulo não valerá de nada quando o mundo for agitado pela última tempestade. Pelo contrário, ao declararmos a nossa cidadania celestial e a firme esperança de que muito em breve, “de um sábado a outro” (Is.66:23), estaremos adorando ao Senhor pelos séculos eternos, despertaremos a derradeira fúria de Satanás e seus agentes que tentarão destruir a nossa fé. Portanto, amados, hoje, agora, é tempo de buscarmos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo e invocá-Lo enquanto ainda está perto (Is.55:6). Logo, o Espírito Santo encerrará a Sua obra e somente os “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem” na Terra (Ez.9:4), receberão o selo que lhes abrirá os portais eternos.
Então, “porque te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome” de Jesus (v.16)! E se você já é batizado, renove o seu compromisso com Cristo e, dia após dia, clame pelo poder do Espírito Santo a fim de fazer a vontade de Deus. Como alguém que necessita desta mesma obra salvífica diária, eu imploro: Não perca mais tempo! Pode ser a sua última chance!
Pai de amor, bondade e misericórdia, graças Te damos porque mesmo em meio a situações de injustiça, o Teu Espírito nos concede a sabedoria no momento em que mais precisamos. O Senhor nos chama a proclamar a Tua verdade a todos, ainda que a maioria a rejeite. A obra é Tua e nós somos Teus. Que se faça a Tua vontade em nós e por meio de nós. Usa-nos em Teu serviço e, como foi com Paulo, concede-nos a ousadia e o discernimento necessários a fim de que nossa vida Te glorifique e o Senhor volte logo. Queremos ir para casa, Senhor! Volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos do Reino dos Céus!
Rosana Garcia Barros
#Atos22 #RPSP
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“Então, ele respondeu: Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).
A terceira viagem missionária de Paulo foi cheia de expectativa e de forte comoção entre os irmãos. Sabendo que Paulo estava seguindo para Jerusalém, temeram por sua vida, de forma que, por mais de uma vez, alguns irmãos foram usados pelo Espírito Santo para alertar a Paulo acerca do perigo que o aguardava naquela cidade. Decidido, porém, a prosseguir viagem, tomado de um ânimo e uma confiança sobrenaturais, Paulo procurou confortar os irmãos com a coragem de quem estava disposto a dar a vida se preciso fosse “pelo nome do Senhor Jesus” (v.13).
A chegada do apóstolo em Jerusalém causou uma alegria geral entre os irmãos e após seu minucioso discurso sobre “o que Deus fizera entre os gentios por seu ministério” (v.19), deram todos glória a Deus, mas também demonstraram sincera preocupação com a sua segurança. A notícia de que Paulo e os demais apóstolos não exigiam dos gentios a circuncisão se espalhou em falsos boatos, de tal forma que os zelosos judeus esperavam apenas uma oportunidade para lançar mão de Paulo e matá-lo. Na cerimônia de purificação, porém, pensaram os irmãos ser a chance de Paulo demonstrar a seus patrícios que ele respeitava sim “os costumes da lei” (v.21).
No entanto, quase no findar dos sete dias de purificação, alguns judeus da Ásia, reconhecendo a Paulo no templo, causaram grande tumulto entre o povo, acusando o apóstolo de apostasia. Agarrado pela multidão, Paulo foi arrastado “para fora do templo, e imediatamente foram fechadas as portas” (v.30). Acho que os judeus tinham uma forma bem estranha de zelar por seus costumes. Pensavam que das portas para fora do templo podiam usar de violência contra seus semelhantes se estes não andassem conforme seus próprios critérios. Não foi a favor das leis escritas por Moisés que tão covardemente agrediram a Paulo, este foi apenas mais uma vítima do zelo infundado de um povo que vendo não via e ouvindo não ouvia.
A violência é a manifestação mais eficaz da covardia. É o grito de quem não está disposto a ouvir. Sem nenhum direito de defesa, Paulo teria morrido espancado não fosse a intervenção de Deus através “do comandante da força” (v.31). Carregado escada acima pelos soldados, o apóstolo chegou a um ponto em que pediu a palavra ao comandante. Gravemente ferido, aquele fiel servo de Cristo pediu permissão para falar aos seus agressores. Interessante observar que, ao fazer sinal com a mão, logo cessou o tumulto e “fez-se grande silêncio” (v.40). Falando na língua dos hebreus, Paulo apresentaria sua defesa com vibrante e audível voz como quem estivesse em perfeito estado físico, sendo que as marcas da violência eram bem aparentes a todos que, espantados, pararam para ouvi-lo.
Temos uma ideia muito rasa quanto ao valor de sermos chamados de cristãos. Os cristãos primitivos não tinham uma vida livre de problemas, pelo contrário, diante da sociedade da época, eles eram o problema. Perseguidos, desprezados e maltratados, muitos, como Paulo, arriscavam a própria vida por amor a Jesus a fim de salvar nem que fosse uma pessoa. Cheios do Espírito Santo, suas palavras e atitudes incomodavam os intolerantes que, movidos de inveja, só possuíam a “linguagem” da violência. Este cenário tem se repetido ao longo da história e está prestes a alcançar o seu clímax, cumprindo-se a profecia dada por Cristo: “Então, sereis atribulados, e vos matarão: Sereis odiados de todas as nações, por causa do Meu nome” (Mt.24:9).
Estamos vivendo em tempos tempestuosos, quando as notícias mais parecem uma descrição das profecias do fim dos tempos. A natureza em ebulição, as ameaças de novas pandemias, crise econômica, rebaixamento moral, o aumento significativo de conflitos civis e do número de refugiados, compõem a lista das mazelas que têm transtornado o mundo. Cidades litorâneas inteiras estão sob ameaça de ficarem embaixo d’água daqui a poucos anos. Enquanto isso, nos “bastidores” de Satanás, há um rápido avanço para que tudo isso aconteça nesta geração distraída e alheia aos últimos apelos do Espírito Santo, quando o ativismo tem tomado o lugar do evangelismo.
Eu não sei que parte das profecias escatológicas não são suficientemente claras para percebermos que estamos às portas do segundo advento de Cristo. Para os sábios do Oriente bastou um sinal! E diante de tantos sinais que nos foram dados, como podemos duvidar de que Jesus em breve voltará? O apóstolo Paulo e “Filipe, o evangelista” (v.8), viveram como se Jesus fosse voltar em seus dias. Eles entenderam que não era uma questão de quanto tempo faltava para Jesus voltar, mas quanto tempo suas vidas durariam a fim de serem servos fiéis e diligentes na obra da pregação do evangelho. Sim, Jesus está muito perto de voltar. Quanto tempo? Não sabemos. Mas de uma coisa sabemos: Ele vem buscar um povo preparado. Alguns, como Paulo, terão de enfrentar a prisão ou até mesmo a morte. Outros acharão refúgio nos lugares remotos da Terra. E ainda outros serão poupados, “cada um com sua mulher e filhos” (v.5), com o propósito de fazer parte do grupo de salvos que estarão vivos no grande Dia do Senhor.
Percebam o princípio ativo no caráter dos discípulos de Paulo: o amor. Como fiel servo de Cristo, ele não maquiava a mensagem a fim de agradar a todos, mas com sincero desejo pela salvação de todos sua pregação tinha sempre um viés de urgência, como o apelo de um pai a seus filhos que ama. Nesse sentido, suas palavras soavam como uma bênção aos sinceros e humildes de espírito, mas como blasfêmias e insultos aos ouvidos dos rebeldes e negligentes. Quando as fogueiras forem reacendidas e os tribunais de inquisição novamente mostrarem sua força, será revelado ao mundo quem são os verdadeiros adoradores. Esta terra será como o campo de Dura, e os fiéis, como os três jovens hebreus que diante de uma multidão que se curvará em adoração à besta e à sua imagem (Ap.14:9), permanecerão em pé mesmo em face da morte (Dn.3).
A preparação para este tempo deve ser feita hoje, agora! E quando a grande controvérsia for finalmente decidida, cumprir-se-á em nossa vida o mesmo que aconteceu com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: “quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is.43:2), porque o Senhor da Glória estará conosco.
Pai Santo, nós Te louvamos pelas fiéis promessas da Tua Palavra! Como os três jovens hebreus, queremos permanecer em pé quando o mundo se curvar diante do último grande engano. Enche-nos tanto de Jesus até que não reste mais nada de nós! E essa é uma obra que não conseguimos realizar. Só mediante o Teu Espírito nossa vida pode ser transformada à semelhança de Cristo. Batiza-nos com o Espírito Santo e nos ensina a andar Contigo todos os dias. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, remanescente fiel!
Rosana Garcia Barros
#Atos21 #RPSP
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“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual Ele comprou com o Seu próprio sangue” (v.28).
As pregações de Paulo possuíam uma singularidade e um poder de persuasão sobrenaturais. Eleito por Deus para uma obra grandiosa, ele não considerava a si mesmo grande coisa, mas em atitude de constante vigilância e submissão, colocava-se aos pés de Jesus, todos os dias. Com palavras de conforto e esperança, animava o coração dos crentes por onde quer que fosse, e não media esforços para “anunciar todo o desígnio de Deus” (v.27). Em Trôade, por exemplo, é-nos relatado que Paulo pregou “até à meia-noite” (v.7), quando foi interrompido pelo que poderia ter sido uma fatalidade irreversível.
O discurso que revelava aos ouvintes palavras de vida eterna, foi pausado pelo acidente com o jovem Êutico, que tomado pelo sono, “caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto” (v.9). Ao reerguer aquele jovem novamente com vida, Paulo “ainda lhes falou largamente até ao romper da alva” (v.11) e deixou a todos “grandemente confortados” (v.12). Mas ele precisava prosseguir em sua peregrinação. Após passar em algumas cidades, chegou a Mileto, de onde mandou chamar em Éfeso “os presbíteros da igreja” (v.17). Em seu discurso a estes líderes efésios, Paulo enfatizou a importância de permanecer em firmeza de propósito. Através de uma vida de oração e fé nas provações, Paulo testemunhou de Jesus “publicamente e também de casa em casa” (v.20).
O propósito da vida do apóstolo era difundir a mensagem do evangelho a fim de apressar o retorno do seu Salvador. Tanto que nos textos em que Paulo falou sobre a volta de Jesus, ele incluiu a si mesmo no grupo dos salvos que verão a Jesus, ainda vivos, quando Ele voltar, acreditando que poderia acontecer no seu tempo (1Co.15:51; 1Ts.4:17). Entretanto, de uma coisa Paulo tinha certeza: até lá, “cadeias e tribulações” (v.23) o esperavam. Estava plenamente ciente dos riscos que corria, mas em nada considerava a vida preciosa para si mesmo, contanto que completasse a sua carreira e o ministério que recebeu do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus (v.24).
O testemunho de Paulo atravessou gerações até encontrar a nossa. Geração esta que beira o cumprimento da tão extraordinária promessa do segundo advento de Cristo a esta terra. E as mesmas advertências que Paulo deu aos efésios, Jesus as declarou para o nosso tempo. Paulo disse: “entre vós penetrarão lobos vorazes” (v.29). Jesus disse: “levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos” (Mt.24:11). Paulo falou: “dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (v.30). Disse Jesus: “Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (Mt.24:10). Paulo afirmou: “Portanto, vigiai” (v.31). Jesus disse: “Portanto, vigiai” (Mt.24:42). Percebem o contexto escatológico, amados? Paulo procurava preparar uma igreja que estivesse pronta para encontrar a Cristo nas nuvens do céu, “todos os que são santificados” (v.32).
A cobiça foi o pecado destacado por Paulo neste episódio. Seu exemplo de honestidade e serviço testemunhou a seu favor e de seus semelhantes. Ao mesmo tempo em que procurava manter-se por conta própria, seu coração também era movido a “socorrer aos necessitados” (v.35). E despedindo-se daqueles que afirmou que não veria mais, “houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam” (v.37). Notem que o discurso de Paulo não foi uma agradável antífona, mas uma severa advertência contra a letargia espiritual, os falsos cristãos e contra a cobiça. Suas palavras, no entanto, foram recebidas pelos ouvintes como palavras de um pai que corrige os filhos com amor.
A Bíblia está repleta de admoestações e advertências que nem todos estão dispostos a dar ouvidos. Muitos têm sustentado a ideia de que omitindo o estudo das Escrituras estão livres de obedecê-la. Outros, contudo, apreciam certas porções da Palavra de Deus enquanto ignoram aquelas que julgam demasiado difícil de seguir. Eu não sei se você faz parte de um destes grupos acima. Mas o Espírito Santo nos convida, hoje, a conhecer “toda a verdade” (Jo.16:13). A fazer parte dos “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Toda a Bíblia se torna clara àqueles que “com toda humildade, lágrimas e provações” (v.19), se entregam a Deus de todo o coração. Assim como Paulo, permita que Deus faça de você um instrumento singular no avanço de Sua obra, e muito em breve, Jesus vai lhe “dar herança” (v.32) eterna.
Bendito seja o Senhor, nosso Criador e nosso Redentor! Queremos Te servir com toda a humildade, ainda que com lágrimas e provações. Clamamos que o Senhor nos capacite pelo Espírito Santo a darmos testemunho de Jesus, quer publicamente, quer de casa em casa. Transforma o nosso coração em Tua morada, então, mais alegria teremos em dar do que em receber. E que o nosso amor uns para com os outros seja cada vez mais fortalecido e elevado. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, instrumentos da graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Mas o espírito maligno lhe respondeu: Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?” (v.15).
Ficando Apolo em Corinto, Paulo encaminhou-se a Éfeso e para onde antes tinha sido impedido de ir pelo Espírito Santo, permaneceu “por espaço de dois anos, dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor, tanto judeus como gregos” (v.10). Através de Paulo, Deus realizou ali “milagres extraordinários” (v.11), de modo que até por meio de seus objetos pessoais as pessoas eram curadas “e os espíritos malignos se retiravam” (v.12). Apesar de serem discípulos sinceros, aqueles doze homens, que Paulo encontrou em Éfeso, não tinham conhecimento acerca do Espírito Santo e mesmo que batizados pelo batismo de João, foram novamente batizados, desta vez, “em o nome do Senhor Jesus” (v.5), e, logo após, “veio sobre eles o Espírito Santo”, por meio do qual “falavam em línguas como profetizavam” (v.6).
Desejando para si poder semelhante, “alguns judeus, exorcistas ambulantes” (v.13) tentavam invocar o nome de Jesus a fim de expulsar demônios. Porém, destituídos do Espírito Santo, foram severamente subjugados pelo espírito maligno “de tal modo […] que, desnudos e feridos, fugiram daquela casa” (v.16). Este episódio humilhante causou temor sobre os efésios, “e o nome de Jesus era engrandecido” (v.17). O que promoveu em muitos crentes grande reavivamento e reforma. Seus pecados foram confessados e reconheceram que “suas próprias obras” (v.18) estavam em desarmonia com o evangelho que haviam abraçado. Também muitos “que haviam praticado artes mágicas, reunindo os seus livros, os queimaram diante de todos” (v.19).
Certamente, a região da Ásia não foi um lugar fácil de se pregar o evangelho. Havia idolatria, magia e diversas práticas pagãs que tornavam aquele território um covil de demônios. Contudo, cheios do Espírito Santo, e sob a autoridade do Nome sobre todos os nomes, Paulo e os demais discípulos desempenharam um papel fundamental na evangelização da Ásia. Debaixo de muitas ameaças, e de uma multidão que clamava “por espaço de quase duas horas” (v.34) o nome de sua entidade religiosa, Gaio e Aristarco estavam em situação de grande risco. Paulo quis sair em defesa de seus companheiros, mas impedido por seus discípulos, e recebendo recado de “que não se arriscasse indo ao teatro” (v.31), imagino o apóstolo intercedendo fervorosamente por seus amados irmãos. Oração esta que moveu o coração de Deus a usar “o escrivão da cidade” (v.35) em favor de seus servos.
Percebam que o trabalho daqueles homens de Deus não consistia em blasfemar contra a deusa daquela gente (v.37). Eles não feriam a crença das pessoas, mas apresentavam o Deus único e verdadeiro, abrindo-lhes os olhos para a verdadeira adoração. Pregavam com ousadia, e não com grosseria. Suas palavras eram ditas com amor, e não com ironia. Era desta forma que “a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (v.20). O conhecimento da verdade promoveu um poderoso reavivamento e reforma. Além de confessarem seus pecados, decidiram abrir mão de tudo aquilo que os afastava do Senhor.
Aqueles livros de magia representam os pecados acariciados. Tudo aquilo que nossa consciência, por meio dos apelos do Espírito Santo, acusa como errado, mas que não abandonamos simplesmente porque são coisas que nos agradam. Aqueles efésios sinceros não queimaram apenas livros caros, mas como uma representação do velho homem, lançaram no fogo seus corações a fim de serem purificados e transformados em ouro refinado para a glória de Deus. Não temos poder para vencer o diabo e seus anjos, mas se estivermos revestidos da armadura de Deus (Ef.6:10), seremos vitoriosos com Cristo. E até os principados e potestades terão que reconhecer que nós somos filhos e filhas de Deus.
Estamos vivendo no tempo profético do grande dia da expiação. Jesus está no lugar Santíssimo do santuário celeste como nosso Sumo Sacerdote. É tempo de confissão e de arrependimento. É tempo de abandonarmos tudo aquilo que não condiz com o evangelho da salvação. Jesus, através do Espírito Santo, é Quem nos faz este apelo hoje! Aceite enquanto há oportunidade! O tempo é breve, amados. Necessitamos de um reavivamento e reforma em nossa vida. Jesus logo virá para buscar um povo que tem o Céu no coração.
Deus de bondade e amor, graças Te damos pelo Teu Espírito, que guia e capacita o Teu povo! Senhor, necessitamos de um reavivamento e reforma em nosso meio, que é a santificação. E Jesus nos apontou o caminho para que isso aconteça, quando disse: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade”. Então, Pai, dá-nos amor pelo estudo da Bíblia! Dá-nos amor pela oração! Dá-nos amor pela pregação do evangelho! Que o Teu amor em nós seja manifestado em atos de amor pelo nosso próximo. Conduz nossos passos com sabedoria, para que a nossa vida dê testemunho de que a nossa pregação não é ofensiva, mas salvífica. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, reavivados pela Palavra de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Atos19 #RPSP
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“Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales” (v.9).
Apesar da aparente força e determinação de Paulo, fica claro que, assim como qualquer um de nós, ele sentia a necessidade de pessoas com quem pudesse contar. Em Corinto, o apóstolo encontrou o casal Áquila e Priscila, e logo percebeu que poderia aproximar-se deles. Tendo eles o “mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas” (v.3). Fazia parte da educação judia aprender um ofício ainda na infância. Provavelmente, Paulo tenha desenvolvido esta habilidade ainda jovem, o que foi de grande utilidade para patrocinar parte de suas primeiras viagens missionárias.
Quando, porém, “Silas e Timóteo desceram da Macedônia”, Paulo sentiu-se mais seguro e amparado, de forma que “se entregou totalmente à palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (v.5). Mas ao perceber a incredulidade dos judeus de Corinto, precipitou-se em julgar que ali seu trabalho estava encerrado. Seu forte temperamento e profundo zelo falou mais alto do que a prudência que tantas vezes havia manifestado. Por duas vezes, Deus lhe mostrou que nem tudo estava perdido: Através da estadia na casa de “Tício Justo, que era temente a Deus” (v.7), e através da conversão de “Crispo, o principal da sinagoga”, que “creu no Senhor, com toda a sua casa” (v.8).
Não obstante, sentindo-se frustrado, e ferido pelas lutas do labor, Paulo necessitava mais do que palavras humanas. E quando a noite parecia tornar seu coração em trevas insuportáveis, grande luz tomou conta de seu lugar de descanso. Uma voz doce e familiar parecia invadir todo o seu ser e com emoção indescritível, ouviu as palavras de seu Senhor: “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (v.10). O seu Mestre o visitou pessoalmente! Oh, maravilhoso privilégio teve aquele fiel servo de Deus! Imagino aquele quarto novamente escurecendo, mas a face de Paulo resplandecendo em grande alegria e seu coração tomado de um refrigério que palavra alguma pode descrever.
A visão que teve de Jesus renovou-lhe as forças e “ali permaneceu um ano e seis meses, ensinando entre eles a Palavra de Deus” (v.11). Sabem, amados, não temos ideia de quantos anos ou meses permaneceremos neste mundo de pecado. Mas uma coisa é certa: falta pouco e grande é a seara. Todos nós precisamos de pessoas com as quais possamos contar. Pessoas cuja confiança nos transmita segurança e bem-estar. Mas ainda que estejamos rodeados de pessoas assim, muitas vezes permitimos que a oposição e a indiferença de alguns atrapalhem os planos que o Espírito Santo traçou para nós. Então nos angustiamos e, como Paulo, manifestamos insatisfação e medo de avançar e sermos feridos novamente.
As palavras de Jesus revelam o que angustiava o coração de Paulo. A primeira coisa que o Senhor lhe disse foi: “Não temas”. Ou seja, o corajoso apóstolo sentiu medo. Paulo já havia passado por situações aterrorizantes e a reação dos judeus coríntios dava a entender que ele estaria em grande apuro caso ali permanecesse. Mas então Jesus continuou, dizendo: “Eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal”. Que tal fazermos um exercício da fé? Memorize as palavras de Jesus ditas a Paulo, feche os seus olhos e escute Ele mesmo lhe falando. Porque todos nós somos chamados à mesma missão que teve o apóstolo. Apolo representa todo aquele que deseja ser guiado pelo mesmo Espírito. Deus nos convida a, “com grande poder”, convencer os que estão ao nosso redor, “por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus” (v.28).
De Gênesis a Apocalipse temos a perfeita obra escriturística. A única em que o Autor senta-se ao nosso lado a fim de iluminar o nosso entendimento para compreendê-la. Não permita que pessoas lhe intimidem a calar o que precisamos proclamar aos quatro ventos desta Terra. Tenho certeza que se você ama a Jesus e nEle confia, Ele tem colocado em seu caminho pessoas especiais. Mas ainda que a provação pareça ser grande demais, Jesus lhe diz hoje: “Não temas […] porquanto Eu estou contigo”. E ai daquele que ousar fazer algum mal contra uma ovelhinha do Senhor! Aproxime-se de quem realmente lhe quer bem e confie nAquele que prometeu: Eu volto logo!
Pai querido, nosso Deus companheiro de todas as horas, como é maravilhoso saber que o Senhor jamais nos abandona e que deseja nos usar no avanço da Tua obra! Estamos bem distantes do que foi a vida de Paulo, mas temos a certeza de que, se colocarmos a nossa vida inteiramente em Tuas mãos, o Senhor nos conduzirá no serviço que desejas que Te prestemos nestes últimos dias. Sim, Pai, cremos que vivemos nos últimos dias e que, se fomos chamados para este tempo, o Senhor nos ensinará e motivará a pregar com precisão a respeito de Jesus, por meio das Escrituras. Batiza-nos com Teu Espírito para que a nossa vida Te glorifique! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do mais terno amor de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Atos18 #RPSP
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“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (v.30).
Prosseguindo sua viagem, a cada estadia ficava bem claro que Paulo era peregrino em terra estranha. Seu objetivo de vida era tão-somente fazer a vontade de Deus, mesmo em face da morte. Cristo, e Ele crucificado, era o tema principal de sua pregação, levando “numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres” a crer (v.4). Ameaçados pelos judeus que, “movidos de inveja […] alvoroçaram a cidade contra eles” (v.5), Paulo e Silas tiveram que sair de Tessalônica, sendo enviados pelos irmãos a Bereia.
Em Bereia, encontraram uma classe de homens nobres que “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (v.11). Os bereanos eram judeus sinceros que baseavam a sua fé na Palavra de Deus. Se o que Paulo e Silas pregavam era verdade, a Bíblia, e ela só, revelaria. “Com isso, muitos deles creram” (v.12). Mas a notícia de tão grande colheita chegou aos ouvidos dos judeus de Tessalônica, que foram até Bereia “excitar e perturbar o povo” (v.13).
Separado de seus companheiros de jornada, Paulo ficou revoltado “em face da idolatria dominante” em Atenas (v.16). E naquele lugar iniciou uma verdadeira maratona de pregações tanto na sinagoga, como “também na praça, todos os dias” (v.17). Taxado como tagarela pelos filósofos gregos, despertou-lhes a curiosidade, de modo que foi levado por eles ao “centro de convenções” de Atenas, o Areópago. Percebiam na fala de Paulo que não se tratava de um homem ignorante, mas versado nas letras e bem articulado em palavras. E diante de um público que era a elite dos religiosos e filósofos da cidade, o apóstolo mostrou que também conhecia a cultura local.
Uns zombaram e poucos creram. Apesar do esforço de Paulo, a grande idolatria dos habitantes de Atenas era uma triste condição predominante a qual estavam profundamente arraigados. Percebendo, pois, que sua voz não seria mais ouvida, “Paulo se retirou do meio deles” (v.33). Movido pelo Espírito Santo e pelo aval de sua própria experiência, Paulo escreveu: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Sua pregação não visava autopromoção ou a fundação de uma nova igreja, e sim, levar as pessoas ao conhecimento de Deus através de Cristo, por meio da Palavra. Sua vida, porém, era uma ameaça à religião vazia e egoísta dos impenitentes, de modo que não podia ficar muito tempo em um só lugar.
Três grupos de pessoas podemos destacar do texto de hoje:
1. Os que não estão dispostos, sob hipótese alguma, a ouvir a verdade;
2. Os que, com sincero interesse, buscam a verdade na Fonte da divina inspiração e estão dispostos a por ela serem guiados;
3. Aqueles que até se interessam em ouvir a verdade, porém, confrontados com sua cultura e tradições, preferem permanecer onde estão.
A que grupo você e eu pertencemos hoje? Temos vivido em um tempo sobremodo difícil, amados. E parece que a tranquilidade de viver em um país de maioria cristã transformou o cristianismo em tradição. Quantos estão verdadeiramente dispostos a entregar tudo, inclusive a própria vida, à serviço do Senhor? Que semelhante a Paulo, nossa vida seja guiada pela Palavra de Deus, que é “a espada do Espírito” (Ef.6:17). E que se cumpra em nós a letra da canção: “Somos Teus, Senhor […] Quer vivamos ou morramos, somos Teus!”.
Pai Celestial, louvado seja o Teu nome, pois Tu és o Criador do céu e da terra, só Tu és Deus! Como Paulo, queremos pregar esta verdade com a nossa vida a Teu serviço. Para isso, concede-nos o Espírito Santo e, semelhante aos bereanos, que nossa fé esteja firmemente alicerçada no sólido fundamento da Tua Palavra. Senhor, cremos que Jesus não tarda a voltar. Perdoa os nossos pecados! Toca em nossos lábios com a brasa viva do Teu altar e purifica-os. Capacita-nos para o alto clamor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, bereanos atuais!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Atos17 #RPSP
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“Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam” (v.25).
As viagens missionárias de Paulo são carregadas de preciosas lições sobre o poder e a beleza do evangelho. Sendo um homem dirigido pelo Espírito Santo, Paulo reconhecia um verdadeiro discípulo de Cristo se este era bem recomendado pelos irmãos. Timóteo era um jovem cristão, “filho de uma judia crente, mas de pai grego” (v.1). Sua notável reputação chamou a atenção do apóstolo, que logo o recrutou como mais um companheiro de missão. A circuncisão de Timóteo é uma prova de que é necessário que usemos de sabedoria e prudência no trabalho missionário. Paulo poderia ter usado o argumento da nova epístola aos gentios a fim de justificar a incircuncisão de Timóteo, mas percebeu que isso iria desperdiçar o valioso tempo da pregação com debates e discussões inúteis. “Assim, as igrejas eram fortalecidas na fé e, dia a dia, aumentavam em número” (v.5).
O desejo do antigo Saulo por prender e matar cristãos, foi transformada em maior desejo em converter muitos a Cristo. O apóstolo dos gentios tinha pressa. Cada minuto do seu tempo era considerado precioso demais para ser desperdiçado com ócio, de forma que sua jornada evangelística era incansável. A aplicação das palavras de Ellen White ao descrever como devem ser regidas nossas orações, descrevem bem o sentimento do apóstolo: “Dá-me pessoas soterradas agora no entulho do erro, se não eu morro!” (Este Dia Com Deus, CPB, p.169). Contudo, mais do que o desejo de Paulo de anunciar o evangelho era o de Deus de salvar pessoas. O Senhor bem sabia onde haviam aqueles cujos corações clamavam por ajuda e aqueles que ainda não estavam prontos para ouvir o evangelho. E, “tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia” (v.6), bem como na Bitínia (v.7), Paulo teve “uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos” (v.9).
A reação de Paulo e seus companheiros foi imediata. Logo partiram “para aquele destino, concluindo que Deus” os “havia chamado para lhes anunciar o evangelho” (v.10). Muitas tribulações aguardavam aqueles fiéis servos do Deus Altíssimo. A conversão de pessoas, porém, era-lhes uma recompensa que superava, e muito, todo o sofrimento. E seu segredo estava em que, antes de serem homens de pregação, eles eram homens de oração. Semelhante a Jesus, para eles o sábado era um dia separado para mais estreita comunhão com Deus e com seus semelhantes. Na ausência de uma sinagoga, saíram “da cidade para junto do rio, onde” lhes “pareceu haver um lugar de oração” (v.13). Foi ali, em um lugar simples no campo, que Deus iniciou a Sua colheita na Macedônia. O Senhor “abriu o coração” de Lídia “para atender às coisas que Paulo dizia”, sendo batizada, “ela e toda a sua casa” (v.14-15).
Aquela obra de salvação estava avançando nos postos mais difíceis e, no entanto, dando os resultados mais favoráveis e eficientes. Nesse sentido, Satanás incitou “uma jovem possessa de espírito adivinhador” (v.16) a fim de causar um entrave àquela missão. Proclamando em alta voz palavras que em si não eram falsas, aquela mulher representa todos os que falam do que não entendem e não vivem. A verdade dita sem o poder do Espírito Santo, torna-se constrangedora e inconveniente. A pessoa que assim a replica, necessita ouvir, antes que seja tarde, as palavras de libertação: “Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela” (v.18). A exaltação do instrumento humano prejudica a causa de Deus mais do que a tortura física. O fato de Paulo ter ficado indignado com a exaltação e ter cantado louvores após uma severa sessão de açoites deveria ser o bastante para compreendermos isso.
Foi no momento que poderiam ter julgado mais escuro em suas vidas, que Paulo e Silas “oravam e cantavam louvores a Deus” (v.25). Certamente os vergões dos açoites inflamados pela condição insalubre da prisão e seus pés presos em cadeias, latejavam pela dor. Mas os pensamentos do que Cristo suportou, Seus sofrimentos sobremaneira maiores, os constrangia a ignorar a dor física e engrandecer Aquele a quem tanto amavam. Não foi o terremoto e o abrir das cadeias que os motivou a orar e louvar. Mas foi a oração e o louvor, apesar da tribulação, que fez tremer aquele lugar. E não somente aquele lugar, mas também o coração do carcereiro, que, “trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas” (v.29) com a pergunta que ecoa hoje de muitos corações: “Senhores, que devo fazer para que seja salvo?” (v.30).
Aquele homem estava prestes a cometer uma loucura tirando a própria vida. Estamos vivendo na época em que a prática do suicídio cresce assustadoramente. Como Paulo, precisamos ser os atalaias de Deus na Terra bradando “em alta voz” aos que estão em desespero: “Não te faças nenhum mal” (v.28)! Em nome de Jesus, não te faças nenhum mal, porque a sua pergunta tem uma resposta favorável e cheia do amor eterno: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (v.31). Após ouvir a Palavra de Deus da boca de Paulo e Silas, aquele carcereiro, antes algoz, agora lavava as feridas dos servos de Cristo e lhes dava alimento, “levando-os para a sua própria casa” (v.34). Que mudança! Oh, Senhor, como é lindo e puro o Teu evangelho! Eu desafio qualquer um a me mostrar um livro de autoajuda que promova essa transformação e esse amor genuíno! Sabe porque não podem me mostrar? Porque não existe! Somente a Palavra de Deus tem esse poder! Poder que é claramente notado na vida do que crê.
Crer, amados, é viver com lentes de realidade virtual sempre apontadas para o Céu. Crer é olhar tanto para cima, que ao olhar para os lados identificamos em cada pessoa a face de Jesus Cristo a nos dizer: “Eu morri por ela também”. Crer em Jesus é, como Paulo e seus companheiros, enxergar cada momento como oportunidades de promover a verdadeira alegria. É ter uma vida de oração e sempre um cântico no coração. É como Lídia e sua família, praticar a hospitalidade com singeleza de coração. É como o carcereiro e sua casa, manifestar “grande alegria, por terem crido em Deus” (v.34). É lavar as feridas uns dos outros, é pôr a mesa a quem necessita, é ser um instrumento de conforto para o cansado (v.40).
Por isso, crê no Senhor Jesus e o evangelho eterno entrará não somente em sua vida, mas em sua casa, promovendo salvação, cura, esperança e “grande alegria” (v.34). Os sinais no cenário mundial se avolumam para nos despertar para o fato de que logo, à meia-noite, na hora mais escura da Terra, o nosso Salvador voltará. Que, mesmo na mais severa provação que este mundo já viu, que Ele nos encontre orando e cantando “louvores a Deus” (v.25).
Senhor, nosso Deus e Pai, eu não posso falar por todos os meus irmãos, mas acredito que muitos de nós estamos passando como que pela escuridão da meia-noite e necessitamos da fé, confiança e alegria de Paulo e Silas. A Tua Palavra diz que nós seríamos “purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10). Mas que, nesse processo, alcançaríamos sabedoria para entender o tempo sobremodo solene em que estamos vivendo. Então, Pai, dá-nos forças nestes últimos dias, e fervor e alegria a fim de que a nossa vida testemunhe a outros da graça e do poder do Teu evangelho, para a salvação de muitas famílias. Batiza-nos com Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, batizados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
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