Reavivados por Sua Palavra


ROMANOS 07 – Comentado por Rosana Barros
1 de dezembro de 2024, 0:45
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Fazendo uma analogia com o casamento, Paulo procurou atrair a atenção dos romanos à aliança renovada através de Cristo. Ainda escravos das tradições e do regime da lei, os novos conversos precisavam compreender a verdadeira função da lei. Empenhados em segui-la com zelo, ergueram-na em um pedestal sobre o qual não convinha estar. A lei que deveria ser um instrumento de justiça, tornou-se-lhes uma pedra de tropeço pela sua observância com a intenção de obter a salvação. A obediência à lei de Deus tornou-se um fardo, não um prazer (Sl.1:2).

De fato, a lei aponta para a inevitável verdade de que somos pecadores e, por isso, condenados à morte; que ninguém, por mais que se esforce, pode alcançar mérito algum por intermédio da lei. Quando Jesus ampliou a extensão dos mandamentos no sermão do monte, atingiu em cheio o coração de Seus ouvintes no sentido de que a simples intenção de adulterar, por exemplo, já qualifica o pecador como adúltero e, portanto, “morto” pela quebra do sétimo mandamento do Decálogo. As nossas iniquidades, porém, não descaracterizam em nada o caráter da lei do Senhor, pois “a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (v.12).

Por meio da lei, ou seja, “por meio de uma coisa boa”, conseguimos enxergar a verdadeira face do pecado, que é “sobremaneira maligno” (v.13). Através de um instrumento espiritual, a nossa carnalidade é evidenciada e percebemos o quanto o pecado nos escraviza (v.14). Inicia-se, então, um grande conflito entre o bem e o mal. Porque quanto mais nos aproximamos de Deus, quanto mais buscamos a Sua presença e o Seu conhecimento, mais evidente se torna a nossa débil condição. Por diversas vezes, Paulo expõe a sua luta interior pelas seguintes confissões: “o pecado que habita em mim” (v.17); “na minha carne, não habita bem nenhum” (v.18); “o mal que não quero, esse faço” (v.19); “o pecado que habita em mim” (v.20); “prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros” (v.23); “Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (v.24).

Se naquela época houvesse a tecnologia que temos hoje, imagino o quanto seria compartilhada nas redes sociais a “publicação” de Paulo. Um homem que abriu mão de tudo para pregar o evangelho; que por tantas vezes correu risco de morte; um homem cujas mãos eram instrumentos de cura; que não dava um passo sequer sem a permissão do Espírito Santo. Agora, expondo a sua fragilidade, de um ser humano passível de erros como qualquer outro, que apesar de desejar com todas as forças fazer apenas a vontade de Deus, acaba fazendo o mal que sua consciência condena. Paulo simplesmente indicou, através de sua experiência, o endereço do pecado: “o mal reside em mim” (v.21).

Um dos maiores enganos de Satanás é o de nos fazer pensar que já fomos derrotados e que não temos mais jeito. Que acreditemos no ditado de que ‘pau que nasce torto, morre torto’, aprisionando-nos à “lei do pecado” (v.23). Cuidado com a aplicação dessa expressão, pois ela não tem nada a ver com a lei dos mandamentos. Paulo usa a expressão “lei” referindo-se, em diferentes casos, à lei dos mandamentos, à lei das ordenanças (ou lei cerimonial) e à lei do pecado. Mas o que seria um discurso desprovido de esperança e totalmente desanimador, termina com a bendita esperança: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (v.25).

O supremo amor de Deus pela raça caída rompe as barreiras do pecado que reside em nós, através da graça de Cristo, e nos transforma em “santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19). Eis um mistério inexplicável. É por isso que “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4). Que, pela fé, nos apeguemos à maravilhosa promessa da salvação em Cristo Jesus e que a nossa obediência seja tão-somente o resultado de nossa entrega, a ação do Espírito Santo em nós. Então, como Paulo, logo nosso discurso mudará de “o pecado que habita em mim” (v.20) para “já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20).

Pai de infinita misericórdia, diante da Tua face prostramos o nosso coração, reconhecendo nossa pecaminosidade e clamando pelo Teu perdão e pela ação do Teu Espírito em nós! Senhor, estamos vivendo em meio a tempos tão difíceis! Tão difíceis, Pai! Clamamos a Ti pela paciência de Jó, pela fé de Abraão, pela vida de oração de Daniel, pela sabedoria de Paulo, pelo caráter de Cristo, Senhor! Cria em nós um coração puro e renova dentro de nós um espírito inabalável! Apressa o Teu Dia, Senhor! Apressa! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vitoriosos pela fé em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Romanos7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 06 – Comentado por Rosana Barros
30 de novembro de 2024, 0:45
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— “Não importa o que eu faço, sou salvo pela graça.”
— “Deus só quer o meu coração.”
— “Jesus já cumpriu a lei por mim.”

Estas são frases que temos ouvido constantemente no meio cristão, não é verdade? São respostas prontas para mascarar uma consciência que, no fundo, sabe que está errada. A graça tem sido confundida com permissividade, causando uma divisão entre os crentes: de um lado o mundanismo, do outro o fanatismo. A graça, no entanto, não é manifestada em nenhum destes extremos, e nenhum deles pode torná-la mais, ou menos, abundante. O dom gracioso de Deus é manifestado na pessoa de Jesus Cristo, através de Sua perfeita obra de resgate do pecador. Dom que é para a salvação, e não para desculpar a permanência no pecado.

Aqui, Paulo comparou o batismo como um símbolo da morte e ressurreição de Cristo. Quando descemos às águas, somos “sepultados com Ele na morte pelo batismo” (v.4), para que, ao sairmos das águas do batismo, “como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (v.4). Isto é, a aceitação da salvação pela graça de Jesus, a decisão de segui-Lo e o santo batismo, devem preceder uma vida renovada. Deve haver uma mudança, a transformação do velho homem em uma nova criatura, para que não mais “sirvamos o pecado como escravos” (v.6).

Ora, sabemos que morrer para o eu não se trata de um processo fácil. Requer diligente perseverança e constante vigilância. Ou seja, dá trabalho. Não foi sem razão que Cristo afirmou: “porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt.7:14). Notem que Jesus deixou bem claro o grau de dificuldade do caminho que conduz à vida eterna e que a sua entrada é estreita, de difícil acesso. Contudo, Ele não quis dizer com isso que Deus dificulta o encontro entre Ele e o pecador, mas que as nossas escolhas tendencialmente pendem para o lado mais fácil.

Se lermos Mateus 7:13, perceberemos uma diferença que faz todo o sentido. Cristo disse que “larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela”. O destaque está nos verbos entrar, do versículo 13 e acertar, do versículo quatorze. Há um abismo de diferença entre eles. Qualquer um pode entrar em um lugar espaçoso e largo, porque é o caminho das facilidades; é onde o “corpo mortal” exibe as “suas paixões” (v.12) “como instrumentos de iniquidade” (v.13); onde não há diferença entre o santo e o profano, e a escravidão do pecado é brindada como apogeu da liberdade. Por outro lado, o acerto requer conhecimento. Para acertar com a porta estreita, primeiro, precisamos conhecê-la (Leia Jo.17:3). E Jesus disse: “Eu sou a Porta” (Jo.10:9).

Apesar de não estarmos “debaixo da lei, e sim da graça” (v.14), isto não justifica uma vida condescendente com a iniquidade. A lei de Deus revela a malignidade do pecado e a sua remuneração, “porque o salário do pecado é a morte” (v.23). Ela abre os nossos olhos para enxergar que a porta pode ser estreita e o caminho pode ser apertado, mas é somente por ali que encontramos “o dom gratuito de Deus”, “a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.23). Conhecer a Jesus e nEle permanecer é a grande chave mestra. A esse conhecimento a Bíblia denomina de santificação (v.19 e 22), “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). E faz parte do processo de santificação subjugar o próprio eu, abrir mão dos gostos e vontades pessoais se estes não estão em harmonia com a vontade de Deus. Por isso que não é um caminho fácil. Exige decisões diárias e o constante exame do coração.

A dificuldade, então, não está em Jesus, que é a Porta e o Caminho, mas na nossa natureza tão dissonante do que é santo e agradável a Deus. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às vossas paixões” (v.12). Mas oferecei-vos a Cristo “como servos para obediência” (v.16), obedecendo-Lhe “de coração à forma de doutrina a que fostes entregues” (v.17), tendo “o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (v.22). A entrada pode até ser difícil, mas é simples. Jesus é a porta. Jesus é o caminho. E se Ele nos chama para nEle entrar e nEle andar, é porque Ele já providenciou tudo de que necessitamos para que isso seja possível.

A vida de Jesus precisa estar sempre diante de nós. É em contemplá-Lo que O conhecemos e O encontramos. E essa contemplação é precisamente uma vida de comunhão com Deus. Andar com Deus não implica num arrebatamento dos sentidos, mas na simplicidade infantil de um relacionamento crescente entre a criatura e o Criador. Estudar a Bíblia e orar não podem se tornar em mero formalismo religioso. Essas duas práticas, se conduzidas pelo Espírito Santo, são justamente o que nos conduz a Cristo e Seu maravilhoso conhecimento. Amados, a graça nos foi dada de graça porque Jesus pagou um alto preço por ela. Abramos, portanto, o nosso coração para que, pelo poder da graça de Jesus, sejamos transformados à Sua semelhança.

Pai amado, santificado seja o Teu nome! Todos nós um dia fomos alcançados por Tua graça e o Teu desejo é que, mediante ela, nos tornemos praticantes da justiça para a santificação. Senhor, até nossas orações e nossos louvores precisam passar pelo crivo do Espírito Santo. E não saberíamos andar nesse mundo Contigo, não fosse a Tua Sagrada Escritura,  pelo Espírito Santo, a nos indicar o caminho. Por isso, Pai, que nossa oração mais insistente e perseverante é que o Senhor nos batize com o Teu Espírito. Se temos o Teu Espírito, temos tudo. Purifica-nos de nossos pecados e mantém os nossos olhos fixos em Jesus, o nosso amado Salvador. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, servos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Romanos6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 05 – Comentado por Rosana Barros
29 de novembro de 2024, 0:45
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A obra de justificação resulta em benefícios, cujo objetivo é sempre o mesmo: salvar o pecador. Através dela obtemos a paz e a graça sob as quais estamos seguros. De forma que até mesmo as tribulações são consideradas oportunidades de crescimento e amadurecimento espiritual, “sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança” (v.3 e 4). A palavra perseverança nos indica que a vida cristã não se trata de uma fase apenas, mas de um processo de constante crescimento que não pode paralisar. Precisamos avançar constantemente no sentido de alcançarmos a experiência pessoal com Deus, a intimidade relacional que resulta em uma esperança que “não confunde”, pela obra diária realizada “em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (v.5).

O amor, que não nos é implícito, é derramado em nosso coração. Não o amor que o mundo julga ter, e sim o maior dos dons, “o amor de Deus” (v.5); aquele que foi confirmado e provado “pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (v.8). Quando o Inocente morreu pelo culpado, o amor de Deus foi manifestado em seu sentido mais completo e perfeito. Justificados pelo sangue de Cristo, “seremos por Ele salvos da ira” (v.9), “seremos salvos pela Sua vida” (v.10). O plano da redenção nos outorgou o mais sublime privilégio e inestimável presente: “a reconciliação” (v.11).

Através de Cristo Jesus, fomos reconciliados com Deus. A separação causada pelo pecado foi rompida pelo sacrifício que nos uniu novamente ao Senhor. Sobre todo pecador arrependido, Jesus lança a Sua veste de justiça, e do Céu, Deus não mais contempla o pecador, mas o redimido por causa da manifestação do Seu amor. Pai, Filho e Espírito Santo trabalham em perfeita união nesta obra de salvação, confirmando uma esperança inconfundível que é regida e mantida pelo incomparável amor ágape.

Adão representa o fracasso humano, a derrota “pelo pecado” que nos trouxe a morte e a inevitável consequência da morte “a todos os homens, porque todos pecaram” (v.12). Como uma doença terminal, o pecado foi transmitido de geração em geração, até que viesse Aquele que venceria o pecado e pagaria o preço, o salário do pecado, que é a morte. O reino da morte que herdamos “por meio de um só”, Adão, foi vencido pelo reino da vida, “por meio de um só, a saber, Jesus Cristo” (v.17). Pela desobediência de um veio o pecado que nos condenou à morte, e pela obediência de Cristo, a graça e a justiça que nos conduz para a vida eterna.

Após milênios de pecado, a graça de Jesus continua à disposição do homem. A longanimidade de Deus se estende, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Mas esta graça, que é ilimitada, está prestes a ser interrompida pela dureza do coração humano. E diante da iminência do fim da oportunidade de aceitá-la, a atenção do Pai está voltada para os considerados mais indignos de recebê-la, pois “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (v.20). Pessoas que antes eram presas do inimigo, tornam-se as mais fervorosas testemunhas de Cristo. A última obra aponta para o seu desenlace pelo chamado do Dono da vinha aos da hora undécima. O mais minucioso labor do Espírito Santo é dedicado à humanidade nestes dias finais. E o lugar Santíssimo do santuário celeste torna-se o odre das últimas lágrimas do Salvador, derramadas em favor do homem caído.

Qual tem sido a sua resposta a tão sublime amor? Decida hoje segurar firme na esperança adventista e, pela fé, avançar com perseverança “para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor” (v.21).

Nosso Pai do Céu, louvado sejas por Tua graça abundante e maravilhosa! Graças Te damos porque o Senhor nos proveu libertação do cativeiro do pecado e salvação, mediante nosso amado Salvador! Clamamos que, por Tua bondade e fidelidade, nos conceda o batismo do Espírito Santo! Derrama em nosso coração o Teu amor, para que onde abundou o pecado possa superabundar a Tua graça. Purifica o nosso coração pela contemplação de Cristo e que a Tua Palavra seja soberana em nossa vida, de forma que estejamos prontos para o Teu grande Dia. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, justos pelos méritos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Romanos5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 04 – Comentado por Rosana Barros
28 de novembro de 2024, 0:45
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Um dos textos bíblicos mais importantes acerca da justificação pela fé é o texto de Gênesis 15:6, replicado por Paulo: “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça” (v.3). A experiência de Abraão com Deus começou quando ele ainda habitava na região da Mesopotâmia em meio a um povo envolvido com a idolatria. Deus encontrou em Abraão um coração disposto a segui-Lo e servi-Lo. Somente quando Ismael tinha por volta dos 14 anos, Deus instituiu a Abraão e sua descendência a prática da circuncisão. Ao contrário do que muitos pensam, a circuncisão não era uma marca exclusiva para os homens, mas para as famílias, no sentido de que aquela marca apontava para o plano de Deus de conservar para si um povo separado.

Mas não foi o sacrifício de Abraão de sair de sua terra natal e ir para uma terra que não conhecia, nem a sua vida piedosa, nem mesmo a sua obediência no monte Moriá, que lhe garantiram o título de “pai da fé”, mas porque, antes mesmo de ver cumprida a promessa, ele creu em Deus. Ele se tornou tão íntimo de Deus, que o próprio Senhor a respeito dEle declarou: “Abraão, Meu amigo” (Is.41:8). Os judeus declaravam que não precisavam ter fé em Cristo porque eram filhos de Abraão. Ignoravam, porém, que o próprio Abraão foi justificado por fé nAquele “que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8).

Enquanto o pecado vindica um salário, “o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23). “Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida” (v.4). Por isso que crer em Jesus e viver pela fé é deixar “as obras da carne” (Gl.5:19), e permitir que seja produzido em nós “o fruto do Espírito”, que é: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”, por isso que o verso termina dizendo que “Contra estas coisas não há lei” (Gl.5:22-23). São virtudes divinas concedidas graciosamente aos que aceitam viver e andar “no Espírito” (Gl.5:25). Portanto, o verdadeiro serviço cristão não é o que o homem faz, mas o que o Espírito Santo realiza no homem.

Se Deus tivesse ocultado das Escrituras as falhas de caráter e os pecados que ali estão registrados, teríamos todos os motivos de temer o Seu juízo e entregar a nossa alma ao desespero. Mas em Sua infinita misericórdia e bondade, os relatos estão repletos de testemunhos de pessoas “[semelhantes] a nós, [sujeitas] aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17) – inclusive Abraão, que mentiu duas vezes acerca da identidade de Sara e casou com Hagar sem consultar a Deus – para nos dizer nas entrelinhas que Jesus tem poder para perdoar as nossas iniquidades e cobrir os nossos pecados (v.7). O testemunho de uma vida transformada nada mais é do que uma vida submissa a Jesus Cristo, “o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitado por causa da nossa justificação” (v.25). “Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça” (v.16).

Vocês compreendem, amados, a glória contida na doutrina da justificação pela fé? Não é o que fazemos ou deixamos de fazer, mas o que Deus opera em nós. Foi essa verdade que abalou a Idade Média. Foi por essa mensagem que homens e mulheres penitentes deram a sua vida nas fogueiras da inquisição. John Wycliffe, Calvino, Jan Huss, Jerônimo, Filipe Melâncton, Martinho Lutero, dentre tantos outros reformadores assumiram os riscos até às últimas consequências em defesa da fé; “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). A primeira das virtudes do Espírito Santo, o amor, precede as demais e foi exatamente o que moveu os mártires reformadores a suportar com nobreza e serenidade a inevitável condenação. E será precisamente o que regerá “a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).

Cristo prometeu: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). Como Abraão, que pela fé possamos nos fortalecer, “dando glória a Deus” (v.20) e estejamos plenamente convictos de que Ele é poderoso para cumprir o que prometeu (v.21).

Santo Deus e Pai, nós Te louvamos por Tua bondade, pois ela nos conduz ao arrependimento! Nós Te louvamos por Teu amor, pois ele foi revelado no sacrifício que Jesus fez por nós! Nós Te louvamos por Tua graça, pois ela nos salvou! Nós Te louvamos pelo maravilhoso dom do Espírito Santo, pois Ele quem opera em nós o querer e o efetuar segundo a Tua boa vontade! Como Abraão, queremos ser Teus amigos, Pai! Queremos andar Contigo, sorrir Contigo, chorar Contigo, e não nos cansar da Tua companhia, mas desejá-la tanto e cada vez mais, até que o nosso coração esteja transbordante do Teu amor. Completa em nós a boa obra que o Senhor começou. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Romanos4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 03 – Comentado por Rosana Barros
27 de novembro de 2024, 0:45
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Meus irmãos, estamos vivendo em dias solenes e decisivos. Nunca a lei de Deus foi tão espezinhada e Sua Palavra tão atacada. Ao mesmo tempo, nunca se ouviu falar tanto da necessidade de reavivamento e reforma no meio do povo de Deus. Mesmo sabendo que vivemos nos últimos dias desta terra de pecado, parece que os sentidos da grande maioria dos cristãos estão amortecidos. A cada novo acontecimento da natureza uma luz vermelha é acesa e as pessoas parecem manifestar maior interesse em Deus e no que dizem as profecias, ou em preocupar-se com as condições climáticas e o que dizem os cientistas. Há um clima de suspense e de medo em todo o planeta, despertado pela pandemia, pelas guerras e ameaças de guerras e pelos últimos acontecimentos. Não precisa, porém, ser assim conosco, dado o conhecimento profético que possuímos que, como o sonido de trombeta, nos diz: Cristo em breve voltará!

As considerações de Paulo a respeito da santa lei de Deus têm sido falsamente interpretadas por muitos, exatamente como nos advertiu o apóstolo Pedro: “[…] como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe.3:15-16). Aquele que foi escolhido para escrever a maior parte do Novo Testamento, de forma alguma colocaria em dúvida o caráter imutável de Deus. A lei dos dez mandamentos, bem como toda a Escritura, revelam o caráter divino que de maneira alguma pode ser mudado, como está escrito: “Porque Eu, o Senhor, não mudo” (Ml.3:6). Em Deus “não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg.1:17).

É justamente agora que Deus requer de Seus filhos perfeita obediência, a mesma que conferiu aos antigos o título de heróis da fé. A perfeita obediência, no entanto, não se trata de justificação “por obras da lei” (v.20), mas da justificação “mediante a fé em Cristo Jesus” (v.22), que é aquela que transforma o desonesto em honesto (Lc.19:1-10); que muda um temperamento agressivo e vingativo em um trato amoroso e gentil (Mc.3:17; 1Jo.3:18); que purifica o que era impuro (Jo.8:11); que faz de uma vida sem esperança em uma vida que transmite esperança (Jo.4:15 e 39). É impossível experimentar a conversão sem arrependimento e desejo por mudança. E essa mudança envolve o abandono do pecado, que nada mais é do que “a transgressão da lei” (1Jo.3:4). A lei de Deus, portanto, é um espelho que reflete a nossa imperfeição e necessidade de um Redentor, pois “pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (v.3:20).

Cristo morreu como nosso substituto, sendo o único que cumpriu a lei de Deus com perfeição. Em aceitá-Lo como Senhor e Salvador de nossa vida, crendo em Seu perfeito sacrifício, somos cobertos por Sua justiça e passamos, pelo poder do Espírito Santo, a seguir “os Seus passos” (1Pe.2:21). No tempo final do grande conflito “foram confiados os oráculos de Deus” (v.2) aos adventistas do sétimo dia. Como último corpo de Cristo, é nosso dever proclamar a todos os cantos da Terra as três mensagens angélicas, pregando a Palavra, “quer seja oportuno, quer não”, corrigindo, repreendendo, exortando “com toda longanimidade e doutrina” (2Tm.3:2). Através do apóstolo Paulo, Jesus nos exorta a comunicarmos ao mundo que “é chegada a hora do Seu juízo” (Ap.14:7), que tem como base jurídica a lei dos Seus mandamentos (Leia Tiago.2:10-12).

Como cristã adventista do sétimo dia não posso calar tão urgente mensagem, amados. Muitos estão perecendo sem receber a alentadora e maravilhosa promessa: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3). Esta promessa e o evangelho em um único verso de João 3:16 deveriam sempre preceder o ensino profético. Porque toda a profecia aponta justamente para o amor de Deus, cuja lei bem o representa. Em face disso, podemos concluir como Paulo: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei” (v.31).

Que a nossa vida, regida pelo Espírito de Deus, seja uma confirmação de Sua boa e santa lei, cujo cumprimento é o amor (Rm.13:10).

Pai de amor, nós Te louvamos porque, como diz a letra da canção: “A Tua lei é perfeita como Tu és perfeito, meu Deus! A Tua lei é santa e justa, pois Santo e Justo Tu és!”. Em guardá-la, há vida, santificação e bênção. Mas a genuína obediência provém da fé que atua pelo amor, uma fé que também é um dom do Teu Espírito. Por isso, Senhor, enche-nos do Espírito Santo e dá-nos poder para andarmos Contigo em obediência e fidelidade porque Te amamos. Cremos que assim seremos as Tuas testemunhas dando ao mundo o alto clamor para a volta de Jesus. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, justificados pela fé em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Romanos3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 02 – Comentado por Rosana Barros
26 de novembro de 2024, 0:45
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A forma com que Paulo abordou o assunto da lei revela o porquê Deus o escolheu para escrever sobre isso. Sua própria experiência lhe conferia autoridade para tratar do assunto como quem já havia vivido sob os ditames de uma religião fria e legalista. Aos mestres da lei, Jesus chamou de hipócritas (Mt.15:7). Paulo reforçou esse conceito ao enquadrar como ímpios todos os que possuem uma vida dupla. Julgam sem piedade aqueles cujos pecados se tornam públicos, enquanto acumulam para si mesmos “ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (v.5). O apóstolo assinalou o contraste entre o severo julgamento dos homens e a “bondade, e tolerância, e longanimidade” (v.4) de Deus.

Deus sempre dá o primeiro passo na direção do homem. É Ele quem sempre toma a iniciativa. É a Sua bondade que nos “conduz ao arrependimento” (v.4), e não o contrário. Seríamos incapazes de discernir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, não fosse a bondade divina nos revelando esta diferença através da Sua Palavra. E no dia do justo juízo de Deus não haverá desculpas para o pecado. Todos serão julgados conforme a luz que receberam. “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v.13). Diante do Senhor, mesmo os que não têm o conhecimento de Sua lei e ainda assim andam como se a conhecessem, “estes mostram a norma da lei gravada no seu coração” (v.15). A transformação é feita de dentro para fora e grande luz é manifestada na vida para a salvação de outros e para a glória de Deus.

Quando avançamos para o livro de Hebreus, capítulo onze, percebemos a perfeita coerência entre a fé e a obediência. Discorrendo desde Abel até aos profetas, a Bíblia apresenta as obras de homens e mulheres de Deus que ganharam destaque na galeria dos heróis da fé. “Pela fé, Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício”. “Pela fé”, Enoque foi trasladado porque agradou a Deus. “Pela fé”, Noé construiu a arca conforme as orientações dadas por Deus. “Pela fé”, Abraão saiu de sua casa e seguiu viagem conforme Deus lhe ordenara. E a lista continua. Pessoas que provaram da confiança em Deus e de seus resultados; que, por sua influência, revelaram o caráter de Deus e a manifestação do Seu poder, “homens dos quais o mundo não era digno” (Hb.11:38). Servos fiéis de Deus que, por sua obediência, revelaram a sua fé.

Esta era a obra que o Senhor desejava realizar em Seu povo e por meio de Seu povo; que Israel fosse “guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, instrutor de ignorantes, mestre de crianças” (v.19 e 20). A realidade, porém, era que “o nome de Deus [era] blasfemado entre os gentios” por causa do mau procedimento dos israelitas (v.24). Ao mesmo tempo em que ensinavam a lei, não a cumpriam. Viviam conforme o famoso ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Sobre essa incoerência, Jesus advertiu aos Seus ouvintes: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3).

Infelizmente, não estamos livres desta condição, amados. Se trocarmos a palavra “judeu” por cristão, veremos que Paulo dissertou sobre a mesma ideia: “Porque não é [cristão] quem o é apenas exteriormente […] Porém [cristão] é aquele que o é interiormente” (v.28 e 29). Cristão, portanto, não é o legalista ou o moralista, mas o que, pela fé, de coração, é obediente à Palavra de Deus porque a sua intenção não é angariar o louvor de homens, “mas de Deus” (v.29). E suas obras exteriores, naturalmente, refletem a constante obra interior realizada pelo Espírito Santo. É Cristo em nós, a esperança da glória, Cristo, Justiça Nossa, que nos torna verdadeiramente cristãos e genuinamente convertidos.

Deus não nos criou para “ira e indignação” (v.8), mas para “a vida eterna” (v.7) em Cristo Jesus, nosso Senhor. Também não fomos chamados por Deus para condenar nossos irmãos, mas para fazer o bem, atender à justiça, repreender ao opressor, defender o direito do órfão e pleitear a causa das viúvas (Is.1:17). Podemos sim, como Paulo, proferir palavras de advertência, desde que, antes, examinemos o nosso próprio coração para que Deus não seja desonrado por nosso “sobrenome [cristão]” (v.17). Eis um resumo do capítulo de hoje nas palavras de Tiago: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22).

Deus bondoso, tolerante e longânimo, que não nos retribui segundo as nossas iniquidades, mas que é grande em misericórdia e rico em perdoar, louvado seja o Teu nome! Pai, todos nós pecamos e destituídos estamos da Tua glória. Todos nós necessitamos da Tua preciosa graça e do Teu perdão. Ensina-nos a olhar para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé e da nossa salvação, a fim de alcançarmos coração manso e humilde. Quanto necessitamos do Teu Espírito renovando a nossa mente e guiando nossas ações! Batiza-nos com o Espírito Santo e nos prepara para o Teu reino, porque cremos que o nosso Senhor logo virá. Oramos essas palavras a Ti, nos méritos e no nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, praticantes da Palavra!

Rosana Garcia Barros

#Romanos2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ROMANOS 01 – Comentado por Rosana Barros
25 de novembro de 2024, 0:45
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Iniciamos hoje um livro que nos revelará de uma forma mais clara a beleza do evangelho. Sendo o primeiro livro do Novo Testamento que Paulo escreveu, esta epístola aos romanos tem sido considerada como a carta da doutrina da justificação pela fé. Foi debruçando-se mais precisamente sobre este livro, que Lutero e os demais reformadores se levantaram contra os ditames e a falsa teologia da igreja papal. A introdução de Romanos, no entanto, já nos revela que a justificação pela fé não se trata de uma desculpa para pecar. Não é porque somos salvos pela fé em Cristo que somos livres para vivermos como quisermos. Mas, “para a obediência por fé” (v.5), fostes “chamados para serdes santos” (v.7).

Naquela época, a Bíblia era composta apenas pelo Antigo Testamento. Percebam como Paulo se refere a esta porção da Palavra de Deus: “Sagradas Escrituras” (v.2). A santidade que deveria ser manifestada entre os cristãos de Roma, foi a mesma requerida por Deus ao antigo Israel, quando disse: “Santo sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv.19:2). E a mesma reforçada no apelo de Pedro: “porque escrito está: Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). A palavra santo significa alguém que é separado para um propósito, ou, como bem descreveu Paulo, “separado para o evangelho de Deus”; é todo aquele que decide abrir mão das coisas deste mundo e viver em conformidade com a vontade do Senhor.

É sobre este prisma que a epístola de Paulo aos romanos está fundamentada: a obediência como um resultado da fé em Cristo e a santidade como consequência direta de uma vida de obediência, regida pelo Espírito Santo. Uma coisa está ligada à outra. De acordo com a Bíblia, não há como separá-las, ou como viver uma e rejeitar a outra. Seria uma incoerência; ou, como escreveu Paulo, uma atitude indesculpável. Pois “a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (v.18). Isto é, que ignoram a verdade da Palavra de Deus “para praticarem coisas inconvenientes” (v.28).

Paulo não se refere a pessoas ignorantes, mas aquelas que mesmo “tendo conhecimento de Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe deram graças”, mas se perderam “em seus próprios raciocínios” (v.21). Hoje, inseridos como estamos em uma cultura relativista e repleta de ‘achismos’, precisamos nos apegar ao profundo estudo das Escrituras, “porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (v.16). Só assim não seremos enganados por aqueles que “mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador” (v.25). Apontando para o último tempo desta Terra, Ellen White escreveu: “Pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o espírito com as verdades da Bíblia, poderão resistir no último grande conflito” (O Grande Conflito, CPB, p.593).

Muitos pecados são citados pelo apóstolo. São atitudes reprovadas por Deus, mas que constituem, principalmente em nossos dias, o quadro que mais ilustra o cenário real do homem à sua própria imagem. “Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (v.22). E como um grande manicômio, o mundo tem sofrido os resultados de tal loucura. São ideologias, teorias e filosofias que prometem liberdade e felicidade, quando a realidade revela uma sociedade infeliz e presa em coisas e prazeres que tão-somente provam o quanto está insatisfeita. Ninguém – repito – ninguém, pode ser verdadeiramente feliz longe dos propósitos de Deus. Salomão foi um rei que teve de tudo, e que pôde escrever com propriedade que tudo o que procede deste mundo não passa de vaidade (Ec.1:2).

Se muitos preferem mascarar o pecado com ideologias liberais, “cometendo torpeza” (v.27), mesmo sabendo que estão pecando (v.32), um dia terão que se deparar com o juízo dAquele que é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8), quando serão consideradas indesculpáveis. É claro que ainda existem muitos que estão em Babilônia sinceramente errados e que, no devido tempo, virão para as fileiras do Senhor. É nosso dever orar por isso e pregar o evangelho a todos. Nós fomos chamados para sermos “de Jesus Cristo” (v.6), para sermos santos (v.7), a fim de que “em todo o mundo” seja proclamada a nossa fé (v.8) e sejamos confirmados como testemunhas de Jesus Cristo.

Essa é uma obra que só o Espírito do Senhor pode realizar em nós. Não desprezemos o conhecimento de Deus, amados! Pois é através dele que o nosso caráter é santificado e somos capacitados para cumprir a missão de pregar o evangelho, sendo nós mesmos preparados para o encontro com o Senhor. Que cheios do Espírito Santo, nossa vida reflita a imagem do nosso Criador, “o qual é bendito eternamente. Amém!” (v.25).

Pai Santo, queremos ser Teus servos, chamados e separados para o Teu evangelho, para a obediência por fé e para sermos de Jesus Cristo. Santifica-nos por Tua Palavra e que possamos, como irmãos em Cristo, nos confortar uns aos outros por intermédio da fé mútua. Livra-nos, Senhor, da concupiscência que há no mundo e de uma disposição mental reprovável, que tem destruído a vida de tantas pessoas! Tem misericórdia de nós, Pai! Tem misericórdia da humanidade, tão afetada pelo pecado! Dá-nos a mente pura e santa de Cristo e uma genuína disposição em sermos Teus atalaias nestes últimos dias, pregando o Teu evangelho de salvação. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos de Jesus Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Romanos1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 28 – Comentado por Rosana Barros
24 de novembro de 2024, 0:45
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Conforme a promessa do Senhor a Paulo, nenhum dos que com ele estavam naquela embarcação pereceu. Todos conseguiram chegar a salvo na ilha de Malta. Hoje, Malta é o menor país do bloco da União Europeia e um dos países mais religiosos do mundo. Mas, naquele tempo, Malta era habitada pelo que a Bíblia denominou de bárbaros, que, ao contrário do sentido pejorativo da palavra, foram pessoas que trataram os náufragos “com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio” (v.2). Deus conduziu aquela tripulação tão sofrida pelas intempéries do mar e da tempestade a um lugar de descanso e alívio.

O milagre na vida de Paulo ao sobreviver ao ataque da víbora foi uma porta de entrada para que aquele povo lhe desse ouvidos e nutrisse por ele um grande sentimento de respeito. Públio, o “homem principal da ilha” (v.7), não imaginava que sua benignidade seria retribuída pela cura de seu pai e de todos “os demais enfermos da ilha” (v.9). Aquele povo agiu com piedade cristã mesmo sem nunca ter ouvido falar de Cristo. E Cristo, que os amou até à cruz, conduziu o Seu servo àquela ilha revelando que Ele é a única fonte do genuíno amor, bondade e cura. A influência deixada ali por Paulo certamente contribuiu para que, hoje, a ilha de Malta seja um dos países com maior presença de cristãos do mundo.

Ali, muitas curas foram realizadas e formados muitos laços de amizade. Observem que a Bíblia não relata que Paulo pregou naquele lugar, nem que houveram conversões. Simplesmente diz que muitos foram curados por intermédio de Paulo e que este e os demais foram recompensados “com muitas honrarias” (v.10). Naquele lugar, Paulo usou a linguagem que eles conseguiriam compreender. Atendendo-lhes as necessidades, refletiu o caráter de Cristo e com as mãos pregou mais do que o faria com os lábios. Instruído pelo Espírito Santo, Paulo usou de sabedoria e bom senso. E muitos, como Paulo, em lugares isolados ou austeros, iluminados pelo Espírito, têm irradiado a luz de Cristo através de uma vida altruísta, ainda que não digam palavra alguma.

Já em Roma, a realidade era outra. Perante um povo instruído acerca da Palavra, Paulo precisou usar de incisivo discurso a fim de por alguma forma despertar-lhes da decadência espiritual. A mesma linguagem usada entre os bárbaros de Malta não seria compreendida pelos judeus de Roma, assim como o seu discurso em Roma não seria compreendido em Malta. Em prisão domiciliar, Paulo recebeu “os principais dos judeus” (v.17), e durante todo o dia procurou “persuadi-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas” (v.23). Alguns foram convencidos, outros, porém, permaneceram incrédulos. E diante de grande discordância, cumpriu-se, novamente, a profecia de Isaías (Is.6:9-10).

O mesmo acontece em nossos dias. Nunca na história as Escrituras foram tão acessíveis e, ao mesmo tempo, tão ignoradas ou mal compreendidas. Na verdade, há uma terrível contrafação onde a criatura manda e o Criador obedece. O “Assim diz o Senhor” tem sido substituído pelo “não é bem assim”. E nesse sentido muitos têm vagado neste mundo como escravos de suas paixões enquanto reivindicam uma liberdade que, fora de Cristo, não existe. Sabem, amados, Deus deseja trocar as reticências do tempo neste mundo pelo ponto final. Estamos preparados para este grandioso momento? Estamos de mãos dadas com Deus na obra de preparar outros para a vinda do Senhor?

Recebendo “todos que o procuravam” (v.30), Paulo, apesar de limitado entre quatro paredes, não teve limitada a sua voz e nem o seu desejo de servir, pois continuou “pregando o reino de Deus, e, com toda a intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo” (v.31). E é assim que termina o livro de Atos (do Espírito Santo). Em que nem cadeias humanas e nem estratégias satânicas podem impedir a perfeita obra que Deus planejou desde a fundação do mundo e que há de completar quando fizer “novo céu e nova terra” (Ap.21:1).

Que o testemunho de Paulo e dos demais apóstolos não tenha sido apenas a biografia de homens e mulheres da antiguidade, mas o chamado do Espírito Santo para que façamos a diferença como discípulos de Cristo hoje, como derradeiros trabalhadores da vinha do Senhor. Com sabedoria e bom senso, avancemos com fé nAquele que em breve voltará, “e não tardará” (Hb.10:37).

Senhor, nosso Deus, louvado seja o Teu nome pelo estudo de mais um precioso livro das Tuas Escrituras! Enche-nos do Espírito Santo para que a nossa vida revele a linguagem do amor de Cristo, tanto em atos quanto em palavras. Dá-nos a sabedoria do alto, pois queremos andar nos passos do nosso Salvador. Se a Tua Palavra estiver em nosso coração, certamente nem a perseguição, nem cadeias ou qualquer outra coisa poderá nos afastar do Teu amor ou abalar a nossa fé. Continua nos reavivando por Tua Palavra, Pai! E que o estudo do livro de Romanos seja mais uma oportunidade do Teu Espírito nos ensinar, nos repreender, nos corrigir e nos educar na justiça. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, discípulos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Atos28 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 27 – Comentado por Rosana Barros
23 de novembro de 2024, 0:45
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A caminho da Itália, Paulo foi levado em um navio aos cuidados do centurião Júlio. O centurião tratou a “Paulo com humanidade”, de modo que “permitiu-lhe ir ver os amigos e obter assistência” em Sidom (v.3). Era uma viagem longa e cansativa. Requereria mais do que experiência marítima, mas confiança no poder de Deus. Os ventos eram desfavoráveis e o inverno se aproximava, indicando que era mais prudente ancorar o barco no porto onde se encontravam do que seguir viagem. Sendo advertido por Paulo a esperar, mas dando “mais crédito ao piloto e ao mestre do navio do que ao que Paulo dizia” (v.11), Júlio, bem como toda a tripulação, sofreria os danos de uma decisão imprudente.

Soprando brandamente o vento sul” (v.13), deixaram-se enganar pelo provisório bom tempo. Porém, logo descobririam que dar ouvidos às palavras de Paulo lhes seria a única chance de sobrevivência. Deus não nos impede de caminharmos para a tormenta, amados. Ele aponta o perigo e nos dá a liberdade de escolher entre a Sua instrução ou a nossa própria intuição. Precisamos ser muito cuidadosos com relação aos nossos impulsos e impressões. Quantas vezes julgamos ser inofensivos certos tipos de situações ou escolhas, quando na verdade são extremamente nocivos. Aqueles marinheiros se deixaram enganar por uma temporária brisa mesmo sabendo que se aproximava o mau tempo.

Açoitados severamente pela tormenta” (v.18), foram obrigados a aliviar o navio de sua carga. E diante de tantos dias na mesma situação, não havia mais esperança de salvamento. Diante daquele quadro aterrador, com a mente perturbada pela certeza da morte, uma fagulha de esperança foi reacendida. Novamente, o apóstolo falou àquela teimosa tripulação que, finalmente, resolveu lhe dar ouvidos. O naufrágio viria, mas junto com ele a salvação de todos. Quantas vezes nos sentimos como aqueles homens, sem esperança e vencidos por um sentimento de derrota. Nossas más escolhas acarretam consequências danosas que, em grande parte, não nos deixa enxergar uma saída. E pasmem, às vezes a saída não está no fim da tempestade, nem no abrigo da embarcação, nem mesmo num bote salva-vidas, mas em “lançar-se ao mar” até “alcançar a terra” (v.43).

Estamos prestes a enfrentar a pior tempestade que este mundo já viu. E precisamos nos desapegar de tudo o que seja humanamente “seguro” e nos apegar com todas as forças à segurança divina. Paulo mesmo nos advertiu: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão” (1Ts.5:3). Satanás usará de todos os meios para fazer muitos pensarem que estão bem seguros. E, quando as coisas estiverem de mal a pior, os fará sentir-se derrotados e sem esperança.

Mas o Senhor não deixará Seus filhos sozinhos na tormenta. Grande luz nos será dada e um ânimo sobrenatural nos despertará, e alimentados da Palavra do Senhor, teremos nossas forças restauradas. Perceberemos que não é hora de usar de artifícios humanos a fim de salvar-nos, mas confiar que tempestade alguma é capaz de destruir aqueles que Jesus já salvou. Com toda a fé, nossas orações pelo romper da alva (v.29) serão ouvidas nos Céus e quando parecer que está tudo perdido, raiará a manhã gloriosa em que Cristo voltará e será assim que todos estaremos salvos na Canaã Celestial.

Este é o desejo do Senhor para cada um de nós. “Portanto, senhores [e senhoras], tende bom ânimo! Pois eu confio em Deus que sucederá do modo” como está escrito (v.25). E “eis que Deus, por Sua graça”, salvará a “todos quantos navegam” (v.24) no mar da vida com Cristo. Louvado seja o nome do Senhor!

Deus bendito e Pai amoroso, graças Te damos porque o Senhor é bom e a Sua misericórdia dura para sempre! Enquanto os ventos deste mundo sopram levemente ou como a fúria de uma tempestade, queremos estar seguros em Ti, pois Tu és o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na tribulação. Às vezes o que o Senhor nos pede não faz muito sentido. É mais fácil pensar de forma humana e assumir o controle da situação, do que entregar tudo ao Senhor e confiar em Ti. Mas, Pai, como Paulo queremos confiar em Ti a ponto de, se preciso for, nos lançarmos em mar bravio na certeza de que cuidarás de nós. E que nossa fé em Ti não seja apenas para a nossa salvação, mas também de todos que estejam conosco. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, salvos pela graça de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Atos27 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ATOS 26 – Comentado por Rosana Barros
22 de novembro de 2024, 0:45
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A defesa pessoal de Paulo, com a devida permissão do rei Agripa, redundou em reações diversas. O início de seu discurso revela um Paulo feliz e culto. A serenidade de sua fisionomia misturava-se com o olhar penetrante de quem sabia o que estava falando. Movido por santa convicção e intrepidez, apresentou aos seus ouvintes o testemunho de sua vida antes e depois de Cristo. A esperança que lhe arrebatava o coração de alegria, era o motivo pelo qual foi feito prisioneiro.

De perseguidor a perseguido, Paulo não omitiu seus “crimes religiosos”, de modo que, além de prender cristãos, também consentia com a morte deles. Sua severa formação religiosa o tornou insensível e irremediavelmente comprometido em proteger a igreja de Deus daqueles os quais considerava “hereges”. Mas na hora mais clara do dia, seus olhos se tornaram em escuridão. Caindo em si, se deu conta de que sempre estivera cego. As palavras de Jesus lhe causaram grande temor e profundo arrependimento. Creio que foi ainda ali, na estrada de Damasco, que Paulo aceitou a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida.

Imagine que você vivesse no tempo do holocausto, e que Adolf Hitler, de repente, aparecesse em um palanque declarando que havia se arrependido do que fez e que agora era um seguidor do Deus dos judeus. Qual era o judeu, em sã consciência, que acreditaria nisso? Foi uma situação semelhante a esta que Paulo teve de enfrentar tanto em Damasco como em Jerusalém. No começo, os cristãos pensaram que Paulo estivesse blefando, até que perceberam o poder atuante do Espírito Santo em sua vida. Não é fácil lidar com mudanças e, principalmente, quando se trata da transformação de uma vida.

Ninguém que tenha experimentado a pessoa de Jesus Cristo pode permanecer do mesmo jeito. As curas e milagres que Ele realizou definem bem esta ideia. Os leprosos eram purificados, os coxos passavam a andar, aos cegos devolvia a visão, aos surdos fazia ouvir. Ou seja, ninguém ia até Jesus para sair de Sua presença da mesma forma. Aqueles que conheciam a Paulo desde a infância, percebiam nitidamente a sua mudança. O Saulo de Tarso ficou para trás e deu lugar ao Paulo de Jesus Cristo; ao apóstolo totalmente comprometido a dar testemunho, “nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer” (v.22).

Interrompido de maneira abrupta, foi chamado de louco pelo governador, quando na verdade era o mais são dentre todos os que ali estavam. Com “palavras de verdade e de bom senso” (v.25), Paulo simplesmente falou “com franqueza” (v.26) as coisas que já lhes eram notórias. Os apóstolos não pregavam uma mensagem estranha, mas, em Jesus, confirmavam o que já estava escrito na Lei e nos Profetas. O povo, portanto, não rejeitava uma mensagem nova, mas as verdades da Palavra de Deus. E ainda que convencidos da verdade, muitos, como Agripa, não estão dispostos a negar o próprio eu em detrimento de Cristo. Até simpatizam e defendem os pregadores da justiça, mas não tomam uma decisão genuína de fazer parte deste povo.

Jesus está às portas, amados! Não desperdicemos o tempo da oportunidade que se chama hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15), nem “o tempo sobremodo oportuno” que se chama agora (2Co.6:2). O Espírito Santo nos chama e “intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm.8:26). “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!” (Jr.22:29). Este tem sido o constante apelo do Espírito Santo! Por favor, não te demores a aceitar o convite do Senhor! Pode ser a tua última chamada para entrar na embarcação de Jesus rumo à vida eterna. “Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, […] todos os que hoje me ouvem” (v.29) aceitassem o convite de Cristo!

Querido Pai Celestial, graças Te damos porque quando permitimos que o Teu Espírito atue em nós, nossas palavras e nossas ações correspondem à vontade do Céu. Porque não faz sentido, humanamente falando, pregar para os que têm ouvidos e não ouvem, tem olhos e não veem. Foi assim com os profetas, com os discípulos e tem sido assim ao longo dos séculos. Mas a rejeição não é geral. Louvado seja o Senhor por isso! Verdadeiros milagres de genuína conversão têm acontecido e nós queremos fazer parte deles, Pai. Que o nosso testemunho, ainda que não seja aceito por muitos, sempre glorifique o Teu nome e revele a Tua vontade em nós e através de nós. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, tripulantes da embarcação de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Atos26 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100