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“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (v.18).
Iniciamos hoje o estudo das maiores epístolas de Paulo. Veremos que a preocupação do apóstolo era razoável, posto haver uma maior necessidade dessa igreja em receber advertências e orientações. Segundo registros históricos, Corinto era uma das principais cidades da Grécia não somente por seu potencial no comércio, mas também pela imoralidade e idolatria. Era um centro de prostituição e de templos pagãos. Mas ali também era o lar de um grupo de cristãos que corria o risco de contaminar-se com tais abominações, enfraquecendo e colocando em risco o crescimento da obra evangélica em Corinto.
As primeiras saudações de Paulo já revelam o que se espera daqueles que professam amar a Deus: “santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos” (v.2). Na própria saudação inicial, ele já deixou bem claro o motivo pelo qual a “igreja de Deus” (v.2) que estava em Corinto foi chamada: para ser santa. Santidade nada mais é do que ser separado para um propósito específico. Propósito este que precisava estar bem firme e definido na mente de cada um dos irmãos coríntios, para que fossem e permanecessem “inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (v.10).
Diante das notícias a respeito desta tão amada igreja, o Espírito Santo moveu o coração de Paulo a dirigir-lhe uma palavra de exortação. E o primeiro problema posto em destaque foi a ‘disputa partidária’ entre ministérios, em que cada um dizia: “Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo” (v.12). Cada grupo apoiava apenas os que lhe eram favoráveis e desmerecia os demais que não comungassem de suas convicções, o que estava causando divisões e acaloradas contendas. Fica claro que os “da casa de Cloe” (v.11) não tinham o objetivo de levar informações, mas de buscar soluções. A igreja estava sofrendo e algo precisava ser feito.
O primeiro questionamento que Paulo fez aos coríntios já derruba toda e qualquer tentativa de dividir o corpo de Cristo: “Acaso, Cristo está dividido?” (v.13). Quando somos colocados em nosso devido lugar de meros instrumentos, o resultado é uma igreja que entende o objetivo pelo qual foi chamada. Israel era composta por doze tribos. Não por uma ou duas, mas doze. Foi quando surgiu divergência entre as tribos, que houve a separação entre Reino do Norte e Reino do Sul, uma das maiores tragédias ocorridas no meio do povo de Deus. Este nunca foi e nunca será o plano do Senhor para a Sua igreja. Mas quando o homem coloca a sua própria sabedoria acima da sabedoria divina, o resultado sempre é uma louca tragédia.
Diante de uma igreja desunida, Paulo enfrentou o grande desafio de novamente uni-la pela “palavra da cruz” (v.18). E mesmo que seja “loucura para os que se perdem” (v.18), os salvos são chamados para pregar “a Cristo crucificado” (v.23), pregar “a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (v.24). Esta deve ser a mensagem a transbordar de nossos lábios e de nossos corações! Independente da procedência de nossa conversão, Independentemente de por quem fomos doutrinados ou batizados, diante de Deus, devemos nos colocar na mesma disposição de servos de Cristo. Porque o Espírito Santo não escolhe orgulhosos e soberbos para tomarem a frente na obra de salvação, e sim “as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (v.28 e 29).
Vivemos em dias decisivos e aproxima-se o tempo em que nossa fé em Cristo será provada severamente. Estamos, pois, preparados com nossas lâmpadas acesas pelo azeite reserva do Espírito Santo? “Fiel é Deus” (v.9), e muito em breve Ele cumprirá a Sua derradeira promessa. “Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:37). “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação” (v.26), com humildade de espírito e completa dependência de Deus. Se “vós sois dEle, em Cristo Jesus” (v.30), “glorie-se no Senhor” (v.31), para ser encontrado irrepreensível “no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.8). A Ele seja toda a honra e toda a glória, desde agora e para sempre! Amém!
Nosso Deus e Pai, vivemos em um tempo tão desafiador, em que nossa mente tem sido constantemente atingida pela loucura deste século. Senhor, blinda a nossa mente com Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus! Que sejamos as coisas humildes do mundo, que o Senhor escolheu para dar glórias a Ti. Promove a verdadeira união na Tua igreja, Pai! Socorre-me, Deus meu! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#1Coríntios1 #RPSP
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“Pois a vossa obediência é conhecida por todos; por isso, me alegro a vosso respeito; e quero que sejais sábios para o bem e símplices para o mal” (v.19).
O apóstolo termina a sua carta aos romanos fazendo recomendações e saudações de cunho pessoal. Nome por nome é citado e cada qual com sua peculiar observação. Paulo faz questão de externar o seu apreço através de palavras de motivação e reconhecimento. Expressões como “cooperadores em Cristo Jesus” (v.3), “notáveis entre os apóstolos” (v.7) e “dileto amigo no Senhor” (v.8), mostram o quanto Paulo apreciava bons relacionamentos e o quanto estas pessoas foram importantes em sua vida. De igual forma, ele termina as saudações com um conselho: “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo” (v.16). Ou seja, tenham todos o mesmo sentimento de amor fraternal.
Em contrapartida, ele admoestou seus irmãos a terem muito cuidado com seu círculo de amizades. Paulo apelou para que sejam atentos e se afastem daqueles “que provocam divisões e escândalos” (v.17), “porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (v.18). Notem que Paulo não se refere a pessoas desagradáveis e antissociais, mas que possuem língua adocicada e que gostam de conquistar por meio de elogios, enganando os mais ingênuos. A orientação do Senhor é para, “se possível, quanto depender de [nós]”, que tenhamos paz com todos (Rm.12:18). Contudo, não significa permitir que más companhias nos influenciem para o mal. Como escreveu o sábio Salomão: “Abomináveis para o Senhor são os perversos de coração, mas os que andam em integridade são o Seu prazer” (Pv.11:20).
Deus abomina toda e qualquer tentativa de causar dissensões entre irmãos (Pv.6:16 e 19). Partidarismo, polêmicas e confusões são instrumentos de Satanás para o retrocesso da obra de salvação. “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem” (v.17) com quem estão se relacionando e se suas amizades estão edificando a sua vida espiritual ou prejudicando o seu relacionamento pessoal com Deus. E mais uma vez, o apóstolo destacou a obediência como um padrão do povo de Deus: “Pois que a vossa obediência é conhecida por todos” (v.19). Isto é, vocês são reconhecidos como servos do Deus vivo, não permitam que más associações os tornem em mau testemunho.
Jesus, nosso supremo exemplo, misturava-Se com as multidões. Não rejeitava a ninguém e a ninguém tratava com desprezo. Mas a todos lançava o divino convite do amor. Da mesma forma, temos a responsabilidade, como “cooperadores em Cristo Jesus” (v.3), de lançarmos a boa semente do evangelho no coração de todos. Todavia, como Cristo, devemos ser influenciadores do bem e jamais influenciados para o mal. Mesmo dentre o professo povo de Deus, há o joio que cresce juntamente com o trigo. Deus não nos deu o direito de julgar e nem de definir quem seja joio ou trigo, mas nas palavras de Paulo nos orientou: “sejais sábios para o bem e símplices para o mal” (v.19).
Amados, “a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos, e que, agora, se tornou manifesto e foi dado a conhecer por meio das Escrituras proféticas” (v.25 e 26), nos foi dada como uma dádiva inestimável, a verdade presente “para a obediência por fé, entre todas as nações” (v.26); “a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl.1:27). Percebem, amados? Todos são convidados a experimentar a fé que gera obediência. Não foi algo dado para um povo ou uma nação em particular apenas, mas o privilégio inigualável de participar da vitória juntamente com Cristo, pois que “o Deus da paz, em breve, esmagará debaixo dos [nossos] pés a Satanás” (v.20) e reinaremos com Cristo “pelos séculos dos séculos” (v.27).
Que você seja motivo de alegria entre os irmãos e que o Espírito Santo o conserve sábio para o bem e prudente para se desviar do mal. “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém!” (v.24).
Deus bendito e Pai amoroso, nós Te agradecemos pelo estudo de mais um livro sagrado! A carta aos romanos nos ensinou, dentre tantas outras coisas, que devemos olhar para Cristo, confiar na ação do Espírito Santo e permitir que Ele nos torne semelhantes a Jesus no caráter. Senhor, não temos o poder de transformar o nosso próprio coração. Toma-o em Tuas mãos e purifica-o até que ele seja completamente Teu! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Romanos16 #RPSP
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“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (v.13).
Fica claro no livro de Romanos a preocupação de Paulo quanto ao quesito relacionamento. Tanto dos crentes com Deus, quanto de uns com os outros. Uma igreja desunida e apática certamente não era uma opção, nem tampouco uma igreja egoísta e incrédula. Paulo exortou seus irmãos a viverem o altruísmo conforme o modelo deixado por Cristo. “Porque também Cristo não Se agradou a Si mesmo” (v.3). E apontando para as Escrituras, assinalou a sua finalidade: “para o nosso ensino foi escrito” (v.4). A Palavra de Deus é nosso guia infalível e, ao estudá-la com humildade de coração, somos transformados, “de glória em glória […], como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).
A forma como lidamos uns com os outros define quem de fato nós somos. Quem possui um coração mal intencionado geralmente não revela a sua malícia a todos, mas somente àqueles que deseja atingir. Aquele, porém, que é guiado pelo Espírito Santo glorifica o nome de Deus diante de todos, ainda que nem todos queiram reconhecer. Somos convocados para fazer parte de um só povo “que concordemente e a uma voz” glorifique “ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.6). E para tanto, precisamos ter o mesmo sentimento “de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus” (v.5), “pelo poder do Espírito Santo” (v.19).
O Espírito Santo é constantemente mencionado, e destacados alguns de Seus atributos: poder (v.13 e 19), santidade (v.16) e amor (v.30). Poder para “o sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus” (v.16). Santidade para que nossa vida glorifique a Deus “por palavra e por obras” (v.18). Amor “a serviço dos santos” (v.25) e “para conduzir os gentios à obediência” (v.18). A companhia do Espírito de Deus é viver constantemente “na plenitude da bênção de Cristo” (v.29). É travar a mais árdua batalha espiritual até que do alto recebamos a tão sonhada chuva serôdia e “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14). O Espírito Santo na vida promove a troca do egoísmo pelo altruísmo e do ressentimento pela simpatia.
Paulo pediu que seus irmãos lutassem com ele em oração a seu favor (v.30). Em sua peregrinação teria de enfrentar algumas dificuldades, mas que não o impediriam de avançar conforme o Espírito Santo o guiasse. E resoluto em ajudar seus irmãos pobres que viviam em Jerusalém (v.26), continuou sua viagem blindado de “valores espirituais” (v.27) a fim de que logo pudesse ver os frutos do “evangelho de Cristo” (v.19). Percebam que Paulo afirmou que já não tinha mais opção de campo missionário onde estava (v.23). Certamente, aquele servo de Deus, guiado pelo Espírito Santo, havia cumprido o propósito pelo qual Deus o havia chamado. O mesmo, o Senhor deseja realizar através de nós nesta geração.
“Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação” (v.2). Sigamos o exemplo de Paulo e “no poder do Espírito Santo” (v.13), sejamos transformados conforme o caráter de Cristo “para a glória de Deus” (v.7) e para que estejamos “possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para [nos admoestarmos] uns aos outros” (v.14), a fim de que estejamos prontos para o breve retorno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
“E o Deus da paz seja com todos vós. Amém!” (v.33).
Pai eterno, nós reconhecemos que dependemos do Teu agir em nossa vida, mediante a boa obra do Espírito Santo. Nada podemos fazer por nós mesmos, mas se Cristo viver em nós, como Paulo, poderemos cumprir a missão em nosso tempo e fazer parte da geração que verá Cristo voltar nas nuvens do céu. Até lá, Senhor, queremos viver aqui como Teus servos, em amor não fingido uns pelos outros, nos alegrando e nos recreando mutuamente, com a alegria que provém do Teu Espírito. Não vivemos dias fáceis, mas as profecias nos dizem que falta pouco tempo para Te encontrar. Portanto, reanima o nosso coração na bendita esperança do advento e enche-nos do Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cheios do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Romanos15 #RPSP
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“Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (v.12).
Em todas as suas cartas, Paulo aponta para Cristo como o nosso único exemplo de vida, e Sua justiça como a única vestimenta capaz de cobrir a nossa nudez. Ao se referir ao “débil na fé” (v.1), não desmereceu um grupo em detrimento de outro, mas engrandeceu a graça de Deus, que é sobre todos os que O invocam. Precisamos compreender o texto à luz de seu contexto. Mediante o avanço da mensagem apostólica, alguns problemas foram surgindo entre os cristãos do primeiro século. Dentre eles, estava a abstinência de carnes sacrificadas aos ídolos – como estudamos no cap. 15 do livro de Atos – e a dúvida dos conversos judeus entre continuar observando os dias religiosos judaicos, ou não.
Muitas doutrinas e opiniões antibíblicas surgiram deste capítulo, como a abolição do sábado, o desprezo ao vegetarianismo e o fim da distinção entre carnes limpas e carnes imundas. Contudo, nada disso tem harmonia alguma com as demais Escrituras e não passa de uma deturpação das palavras de Paulo. O que o apóstolo quis destacar não foi “comida nem bebida” (v.17), mas a tolerância que precisamos ter uns com os outros, principalmente com os novos na fé. Na dúvida sobre a procedência dos alimentos cárneos, muitos decidiam fazer uso apenas de alimentos vegetais. E muita atenção para um detalhe que faz toda a diferença: Paulo usou a palavra comida, que de maneira alguma poderia abranger carnes imundas, posto que nem alimento são.
Outros recém-conversos ainda, compreendendo que os “dias” ou feriados religiosos apontavam para Cristo como o Cordeiro de Deus, não viam mais sentido em observar tais festas se o perfeito sacrifício já havia sido consumado. E isso não tinha ligação alguma com o sábado, haja vista ser este um mandamento instituído por Deus desde o Éden (Gn.2:1-3) e que será perpetuado por toda a eternidade, já que “[…] em todos os sábados, pessoas de todas as nações virão Me adorar no Templo [diz o Senhor]” (Is.66:23, NTLH).
O grande problema estava na divergência de opiniões que enfraquecia a fé de muitos. O comer carne ou não, e o observar os feriados judaicos ou não, havia deixado de ser uma questão de fé para tornar-se uma pedra de tropeço. Paulo nos aconselha a termos coerência e amor uns para com os outros. Que levemos em consideração as nossas atitudes, principalmente diante daqueles que têm mais facilidade em escandalizar-se.
Muitos têm abraçado a verdade com tanta sede que logo abrem mão de muitos hábitos que não julgam mais coerentes com a vida cristã. Mas essas mudanças não podem jamais ser instrumentos de discórdia para desmerecer aqueles que ainda praticam estes hábitos. Lançar um olhar de “fita métrica” na roupa do outro ou falar piadinhas sobre o que o irmão coloca no prato ou não, nunca terá o poderoso efeito do exemplo. Paulo não apenas ensinava o caminho correto, mas andava nele.
O objetivo da abstenção de hábitos antigos é de adoração e não de exposição. É a busca por uma vida de pureza diante de Deus, conforme o conselho do próprio Paulo aos filipenses (Fp.4:8). Admoestar ou corrigir deve sempre ter a finalidade de salvar e não de afastar. Precisamos ter muito cuidado, pois não estamos alheios à síndrome da superioridade. Todas as vezes que julgamos ser melhores do que os demais, pressionando-os através de olhares invasivos, fofocas ou palavras desagradáveis, nos colocamos a serviço do acusador. “Não nos julguemos mais uns aos outros” (v.13), mas sejamos instrumentos do Espírito Santo na obra de salvação e “edificação de uns para com os outros” (v.19).
Não torne o vosso bem em motivo de vitupério (v.16). A exaltação própria é pecado. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (v.17). Permita que o Espírito Santo continue moldando a sua vida e “a fé que tens, tem-na para ti mesmo perante Deus” (v.22). “Aquele que deste modo serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens” (v.18). Seja este o nosso lema e princípio de vida: “Quer, pois, vivamos, ou morramos, somos do Senhor” (v.8).
Pai querido, nós Te agradecemos por Teu cuidado e amor para conosco! O Senhor bem nos advertiu através de Pedro, que alguns textos de Paulo são difíceis de compreender. Mas nós cremos que o Senhor nos enviou o Teu Espírito da verdade e que, se O buscarmos de todo o nosso coração, não nos deixarás sem resposta. Porque o Paulo que escreveu o capítulo de hoje é o mesmo que também escreveu que o nosso comer, o nosso beber ou qualquer coisa que façamos deve Te glorificar. Então, Pai, habilita-nos na compreensão das Tuas Escrituras, não para debates e contendas, mas para a gloria do Teu santo nome. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Romanos14 #RPSP
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“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (v.11).
A exortação de Paulo quanto às autoridades foi e é algo extremamente necessário. Diante do cenário político em que se encontravam, os judeus possuíam um profundo sentimento de revolta contra o governo romano. Havia uma tensão acerca do regime de leis e impostos instituídos pelo Império. Contudo, ao afirmar “que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus” (v.2), o apóstolo refreou prováveis rebeliões e conteve os ânimos exaltados. Um bom servo de Deus tem por obrigação ser igualmente um bom cidadão, mostrando respeito pelos governantes e pagando “o que lhes é devido” (v.7). O limite de nossa obediência às autoridades terrenas está no que disseram os apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29).
Por sua vez, o cumprimento da lei de Deus deve reger a vida do cristão. O amor, mais uma vez, além de ser apresentado como fundamento da lei, também é o seu cumprimento. Se o fim da lei é Cristo e Ele é a Fonte de todo amor, a conclusão de Paulo faz todo o sentido. Quando interrogado sobre qual seria o maior dos mandamentos, Jesus respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. […] Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37 e 39). Jesus também apenas repetiu as Suas palavras ditas no Antigo Testamento (Dt.6:5 e Lv.19:18). Ou seja, o que Paulo falou não era algo novo, mas a confirmação do que já estava escrito, de que “o cumprimento da lei é o amor” (v.10). E o fato de Paulo citar alguns dos dez mandamentos nos dá um recado bem claro, você não acha?
Na sequência de seu pensamento, ele afirmou que os primeiros cristãos eram conhecedores de algo em comum: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo” (v.11). Este tempo de que Paulo se refere vem do grego Kairos, que significa “tempo certo”. Acreditando que Jesus poderia voltar em sua época, o apóstolo exortou o povo de Deus a estar preparado, dando-lhes algumas orientações quanto à devida conduta dos que aguardam a bendita esperança: “Andemos dignamente, como em pleno dia” (v.13). E listando uma série de pecados, Paulo apelou com a palavra inicial da maioria dos mandamentos de Deus: NÃO.
Em resumo, o que Paulo quis dizer neste capítulo é que todos os que hão de herdar a salvação, NÃO devem faltar com respeito às autoridades e nem deixar de pagar “a todos o que lhes é devido” (v.7); NÃO devem praticar “o mal contra o próximo” (v.10); NÃO devem ter comunhão alguma com “as obras das trevas” (v.12); NÃO devem andar “em orgias e bebedices”, nem “em impudicícias e dissoluções”, nem “em contendas e ciúmes” (v.13); NÃO devem dispor em nada “para a carne no tocante às suas concupiscências” (v.14).
Mas dentre tantos NÃOS, surge uma ordem positiva: “revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (v.14). Revestir significa “vestir novamente, cobrir, tapar, envolver, recobrir”. Dá a ideia de que um dia já esteve vestido, mas que agora nu, precisa ser revestido. Fazemos parte da última igreja profética, e já está mais do que na hora, meus irmãos, de despertarmos do sono; “porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (v.11).
Tiremos os olhos deste mundo vil e de sua podridão! Olhemos para cima e contemplemos o Alto e Sublime! Clamemos para que sejamos revestidos das vestiduras brancas de Cristo! Porque o amor prático é o resultado da manifestação das vestes da perfeita justiça de Cristo Jesus em nós. Assim como a nossa obediência às autoridades terrenas devem ser “por dever de consciência” e não “por causa do temor da punição” (v.5), semelhantemente, a nossa obediência à lei de Deus não deve ser por medo do juízo final, mas por amor Àquele que já nos salvou.
Pai Celestial, nosso Deus, nosso Criador, o Teu amor permeia as Tuas Escrituras e descortina diante de nós a Tua vontade expressa nos mandamentos. A Tua graça é suficiente para nos salvar e é justamente pelo poder da preciosa graça de Jesus que somos habilitados e motivados a Te obedecer. Porque reconhecemos e sabemos que o nosso Salvador foi obediente até à morte, e é o caráter dEle que almejamos em nossa vida. Ajuda-nos, Senhor, a entender essa verdade que liberta e que nos dá a real compreensão do Teu plano de salvação. Batiza-nos com o Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, revestidos do Senhor Jesus Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Romanos13 #RPSP
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“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2).
Diante de um contexto onde a grande massa religiosa vivia da prática de estereótipos, Paulo roga para que todos experimentem uma mudança de mente que constitua em um culto racional, à entrega do “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v.1). Fazendo a junção entre corpo e mente, o apóstolo mostrou que ambos estão inevitavelmente ligados e que não há como separá-los. Um depende do uso do outro e tem total participação no quesito adoração. Pois o homem é um ser holístico, integral , que foi criado à imagem e semelhança de Deus. A palavra “imagem” vem do hebraico “tselem”, que significa “aparência física”. Já a palavra “semelhança” vem de “demut”, que quer dizer “caráter”. Ou seja, amados, Deus deseja restaurar em nós o que perdemos após o pecado. Por isso a necessidade urgente de um reavivamento e reforma.
A conformidade ou aceitação de costumes que permeiam cada geração recebeu uma espécie de sublime contraste: “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (v.2). Paulo nos exorta à constante vigilância da mente através de nossa vida prática. Afinal de contas, não conformar-se com este século envolve a renúncia de práticas e costumes que não condizem com a vida que o Senhor planejou para Seus filhos. Através das entradas da alma, Satanás tem lançado inúmeras distrações e tentações que amortecem os nossos sentidos para as coisas espirituais e nos aprisionam às concupiscências da carne. A exortação da Palavra de Deus é que vivamos na contramão do mundo, com nossa mente voltada para as coisas lá do alto.
Corremos o perigo de até mesmo considerarmos nossos próprios atos religiosos como grande coisa, roubando a glória que só pertence a Deus. “Não pense de si mesmo além do que convém” (v.3) é um conselho que funciona como um antídoto contra o orgulho e a justiça própria. Paulo colocou a variedade de dons num mesmo patamar. A expressão dons espirituais já diz tudo. São “diferentes dons segundo a graça que nos foi dada” (v.6), ou seja, não vêm de nós, mas de Deus. A prática destes dons, portanto, deve ser equivalente a uma adoração de corpo e mente, todo o ser aos cuidados do Espírito Santo a fim de que a vontade de Deus prevaleça em nossa vida. Cada adorador deve estar em plena harmonia com o outro, como “um só corpo em Cristo e membros uns dos outros” (v.5).
Nesse contexto, portanto, algumas virtudes são extremamente relevantes e indispensáveis na prática da vida cristã. E, como sempre, o amor aparece como a primeira da lista. Mais do que uma virtude, o amor deve ser um princípio fundamental posto em prática através do altruísmo e das demais virtudes. Ele é a essência e define a verdadeira religião, a religião de Cristo. É através do amor prático que o caráter de Cristo é impresso em nossa vida. Consequentemente, o mal passa a ser detestável; fazer o bem, nosso ardente desejo; a cordialidade, uma consequência inevitável; servir ao Senhor, um prazer que nos satisfaz; na tribulação, nos tornamos pacientes; “na oração, perseverantes” (v.12); as necessidades do próximo se tornam mais importantes do que as nossas; a hospitalidade, nossa alegria; e a perseguição, uma oportunidade de abençoar quem não merece.
Não há lugar para o orgulho no coração daqueles que amam a Deus e desejam fazer a Sua vontade. Fazer separação entre corpo e mente como se um não tivesse relação com o outro no culto que prestamos ao Senhor é como querer que uma lâmpada acenda sem estar ligada à energia, ou que a energia mostre seus resultados sem que haja um receptor. Amados, nossa mente é o centro de controle do nosso corpo e nosso corpo é o resultado do que está cheia a nossa mente. E uma mente que é governada pelo Espírito Santo redunda em um corpo que manifesta as atitudes do caráter de Cristo.
Já senti na pele, e creio que você também, a sensação de impotência diante de uma injustiça ou o desejo de devolver na mesma moeda. Mas também já experimentei o incomparável prazer de vencer “o mal com o bem” (v.21). E pela experiência de quem já esteve em ambos os lados, posso garantir que não há nada melhor do que fazer o possível para ter “paz com todos os homens” (v.18). Retribuir o mal com o bem é a nossa grande oportunidade de sentir na pele um pouco que seja do que sentiu o nosso Salvador. É o privilégio de viver o amor em sua forma mais sublime. Portanto, não é algo de que devemos nos orgulhar, mas confessar o quão dependentes somos da Fonte de todo amor, Jesus Cristo.
Seja a nossa adoração a Deus o resultado da plena união entre mente e corpo dirigidos pelo Espírito Santo, e seremos aceitos no trono da graça como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (v.1).
Pai, só o Senhor é amor. Não temos amor se este não for derramado em nosso coração pelo Teu Espírito. Por isso, humildemente Te pedimos que o nosso coração seja transbordante do amor do Céu. Não vemos a hora de nos ver livres do pecado de uma vez por todas e quando tudo no Universo será uma doce e eterna declaração: “Deus é amor”. Poderemos ter certeza disso desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos. Prepara-nos para Te encontrar, Senhor! E que até lá, o Teu Espírito manifeste o Seu maravilhoso fruto em nós. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, um só corpo em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Romanos12 #RPSP
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“Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça” (v.5).
Através do relato bíblico percebemos que, em todo o tempo, Deus sempre teve um povo para chamar de Seu. Ainda que fosse composto de apenas oito pessoas como o foi no dilúvio, ou de quatro fiéis hebreus em Babilônia, Seus representantes assinalam na história a prova de que não é a quantidade que define a vitória, mas em que lado Deus está. Diante desta verdade inquestionável, Paulo se dirigiu aos judeus afirmando que “Deus não rejeitou o Seu povo” (v.2). E referindo-se a um profeta em especial, lhes trouxe à memória uma situação vivida por ele.
De todos os profetas do Senhor, tenho um apreço especial por dois deles: Daniel e Elias. Daniel, por sua firme convicção e admirável fidelidade. Elias, por sua fé e coragem, e também por sua fraqueza. Mas como assim sua fraqueza? Eu vou explicar. Porque ao contrário do que você pode ter pensado, eu não me equivoquei. A vida de Elias, além de revelar o poder de Deus, também revela a fragilidade humana. E em dias em que nunca houve tantos transtornos emocionais, a experiência de Elias, enquanto atribulado numa caverna, nos mostra o quanto o Senhor deseja nos livrar destes males que têm atingido tantas pessoas. Pois que “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17).
Mesmo após toda a manifestação do poder de Deus no monte Carmelo, o profeta teve medo das ameaças da ímpia Jezabel e sentiu-se só em sua peregrinação. Foi quando o Senhor foi ao seu encontro com a confortante mensagem: “Reservei para Mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal” (v.4). Deus estendeu diante de Elias uma lista de sete mil pessoas com as quais valia à pena relacionar-se. Pessoas que tinham algo em comum: eram verdadeiros adoradores. Através desta experiência de Elias, Deus deixou em Sua Palavra o tratamento para a cura emocional e as características singulares que acompanham o Seu remanescente: o toque de quem realmente se importa, a alimentação adequada, a água, o repouso, o exercício físico, o jejum, o diálogo (psicoterapia), a confiança em Deus e os relacionamentos saudáveis (1Rs.19).
Israel foi eleita como uma nação separada para propósitos sagrados e como tal deveria ser uma escola-modelo para as demais nações, que unânimes diriam: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Mas a nação eleita falhou em cumprir o seu papel, de forma que a dureza de coração os consumiu e de geração em geração, a corrupção tomou o lugar da adoração. A incoerência dos israelitas mostrava a sua desarmonia com a mensagem que professavam crer, de forma que suas vidas se tornaram o pior sermão que se pode pregar. Mas a igreja primitiva tornou-se uma prova de que tanto os ramos antigos quanto os que foram enxertados, se, mediante a fé, permanecerem firmes na raiz, Deus é poderoso para sustentá-los.
O fato é que, “também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça” (v.5). Um povo que possui características que incorporam uma mensagem contemporânea de princípios que sempre existiram, mas que não deve, de maneira alguma, se ensoberbecer de sua posição (v.20), e sim usá-la com temor para a glória de Deus e benefício de seus semelhantes. E mesmo para aqueles que, por algum motivo, se desviaram deste caminho, “Deus é poderoso para os enxertar de novo” (v.23). A maravilhosa verdade de que o Senhor usa “de misericórdia para com todos” (v.32) deve mover o Seu remanescente a espalhar as boas-novas de salvação como folhas de Outono. Nossa missão não é a de aparentar superioridade, e sim a de revelar ao mundo a glória de um Deus que Se importa com o nosso bem-estar e felicidade, aqui e no porvir.
Ainda que você sinta que suas forças acabaram. Ainda que, à semelhança de Elias, não veja mais razão de viver. Mesmo que tudo ao seu redor seja vento, terremoto e fogo, acredite que virá “um cicio tranquilo e suave” (1Rs.19:12) e dali você ouvirá a voz do Senhor a te dizer: “Você não está sozinho!” Persevere em permanecer firme à Raiz de Davi, à Videira verdadeira! “Porque dEle, e por meio dEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (v.36).
Santo e Bendito Pai, a Ti seja a glória para todo o sempre! A Tua misericórdia é para com todos e todos nós fomos agraciados pela entrega voluntária de Jesus na cruz do Calvário. Mas a salvação que Ele nos garantiu é segundo a eleição da graça. Não que o Senhor faça acepção de pessoas, mas que nossas escolhas definem se vivemos pela fé ou em soberba. Ó, Senhor, que Tua bondade nos conduza ao arrependimento para que aconteça o que profetizou Jeremias: “Naqueles dias e naquele tempo, diz o Senhor, buscar-se-á a iniquidade de Israel, e já não haverá; os pecados de Judá, mas não se acharão; porque perdoarei aos remanescentes que Eu deixar” (Jr.50:20). Opera esse milagre em nossa geração, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente segundo a eleição da graça!
Rosana Garcia Barros
#Romanos11 #RPSP
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“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (v.17).
Não havia prazer algum da parte de Paulo em repreender seus irmãos judeus. Seu intuito era simplesmente desvendar-lhes os olhos para verdades encobertas pelas tradições humanas. A sua oração era para que aqueles que agiam como ele mesmo já havia agido, também encontrassem a salvação em Cristo Jesus. Sua própria experiência fazia com que o apóstolo olhasse para os zelosos judeus com olhos de compaixão, pois se identificava com eles. Enquanto observava todos os rituais, pompas e serviços religiosos sendo realizados, via no rosto dos oficiantes a expressão de seu próprio rosto outrora rijo de um zelo consumidor. Isto lhe comovia o coração a não somente falar, mas também suplicar “a Deus a favor deles” (v.1).
Após seu encontro com Jesus, os olhos de Paulo se abriram para as boas-novas do evangelho, Sua graça e a certeza de que nem todo o zelo do mundo é capaz de salvar uma pessoa sequer se este não for resultado do amor devotado a Deus. Você pode doar tudo o que tem, pode dedicar sua vida à igreja, pode até dar a própria vida, mas se o que te motiva é o zelo, e não o amor, nada disso tem proveito algum (1Co.13:3). O zelo, certamente, tem o seu lugar na adoração a Deus e precisa ser praticado, mas na direção certa e como resultado da salvação e não como uma exposição de santidade. Paulo lhes mostrou “um caminho sobremodo excelente” (1Co.12:31), aquele cujo pavimento é o amor de Deus em sua mais sublime manifestação: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
A essência de todo o evangelho está contida nesta expressão, em que o Senhor amou ao mundo “de tal maneira”. Ele nos ama com um amor tão estranho à nossa natureza egoísta, que os salvos passarão a eternidade estudando sobre esse amor que não cabe no Universo. Paulo experimentava o amor de Deus todos os dias, por isso que cada dia de sua nova vida era dedicado a falar desse amor e vivê-lo. Porque o amor do Pai se manifesta na vida de Seus filhos para que seja transbordante na vida de outros. Se cada cristão dedicasse suas redes sociais apenas para compartilhar o amor de Cristo através da pregação de Sua Palavra, e se os relacionamentos fossem mais pessoais do que virtuais, rapidamente seria cumprida a profecia em nossos dias: “Por toda a terra se fez ouvir a Sua voz, e as Suas palavras, até aos confins do mundo” (v.18).
Paulo não condenou o zelo dos judeus, mas a sua motivação (v.2). Nem tampouco menosprezou a lei, mas apontou novamente a sua finalidade, o seu objetivo: Cristo (v.4). Ela aponta para o Único que pode nos salvar de nossos pecados, “o Senhor de todos, rico para com todos que O invocam” (v.12). Crer com o coração é o primeiro passo na Sua direção. A transformação é feita de dentro para fora, então, “com a boca se confessa a respeito da salvação” (v.10). O perfeito amor realiza a misteriosa obra de aperfeiçoamento na vida do pecador, de forma que um novo homem é apresentado à sociedade que logo identifica a mudança progressiva. Uma nova criatura renasce para calçar “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15). E quão “formosos são os pés dos que anunciam coisas boas” (v.15)!
O mundo não está faminto de comida e nem com sede de água. Como está escrito: “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor” (Am.8:11). O grande problema da humanidade não é a injustiça social, mas a falta de entendimento da justiça celestial. “Desconhecendo a justiça de Deus” (v.3), multidões vão continuar buscando água em fontes que se esgotam e comendo de alimento que logo perece. “Como, porém, invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão nAquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (v.14).
Onde estão vocês, pés mui formosos de Deus? Deus não nos enviou para revelar ao mundo “um povo rebelde e contradizente” (v.21), mas coerente e cheio de amor. Que, revestidos da justiça de Cristo, nossa vida reflita o Seu caráter. Como Paulo, que sejamos testemunhos vivos da justiça de Cristo dentro e fora da igreja. Clamemos pelo poder do Espírito Santo em nossa vida, capacitando-nos à missão que Jesus nos confiou: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc.16:15).
Pai de amor, a Tua Palavra tem sido uma bússola divina a nos conduzir para mais perto de Ti, e que nos ensina que o Teu amor é o maior dos dons derramado em nosso coração pelo Teu Espírito. Quando olhamos para Jesus, nosso perfeito Modelo e de Seus lábios ouvimos, pela fé, as palavras de vida eterna, percebemos a harmonia entre o amor e a justiça, entre a verdade e a paz. E clamamos a Ti por essa harmonia em nossa vida cristã! Clamamos pelo batismo do Espírito Santo em nós, em nosso lar e na Tua igreja! Faze de nossos pés belos instrumentos Teus na proclamação das boas-novas de que o Senhor em breve voltará. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, missionários de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Romanos10 #RPSP
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“Mas, relativamente a Israel, dele clama Isaías: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (v.27).
Paulo desabafou a sua “grande tristeza e incessante dor no coração” (v.2), em palavras sinceras movidas pelo Espírito Santo. Como alguém que sentia profundo amor pelos irmãos, apelou aos judeus pela força de sua origem, que, como israelitas, possuíam as primícias da eleição de Deus. Discorrendo desde Abraão, evocou a aliança como uma dádiva dada a quem Deus “aprouver ter misericórdia” (v.15). O apóstolo usou diversos textos do Antigo Testamento, que confirmam seu pensamento. A rejeição de Israel não interferiu em nada com a justiça de Deus e com Seus propósitos. Rejeitar a Deus acarreta consequências pessoais que definem o destino eterno de quem O rejeitou, mas, em hipótese alguma, podem frustrar os desígnios que Ele estabeleceu desde a eternidade.
Quando analisamos a história de Esaú e Jacó, percebemos uma nítida diferença entre os irmãos, não apenas no aspecto exterior, mas na vocação de cada um. Esaú era o braço direito de seu pai Isaque. Era forte e decidido, tinha porte de líder e grande influência sobre seu povo. Jacó, no entanto, era o queridinho da mamãe Rebeca. Era pacato e apreciava os cuidados domésticos. Sendo mais introvertido, e um tanto inseguro, não era tão popular quanto seu irmão. Portanto, apesar da profecia referente à liderança de Jacó, aos olhos humanos, seria mais coerente confiá-la a Esaú. Mas o Deus que esquadrinha os corações nunca Se engana, e Jacó assumiu o lugar que o Senhor lhe designou como as primícias do Israel de Deus.
Esta comparação feita por Paulo nos revela questões imprescindíveis para compreendermos que as promessas do Senhor são infalíveis e, no seu devido tempo, acontecem, quer o homem queira, quer não. “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum!” (v.14). E sim que Ele, sendo conhecedor do futuro, sabe exatamente a quem usar e como usar. Faraó foi o típico exemplo disso. Sua rebeldia não foi resultado do que Deus fez, mas as manifestações de Deus foram consequências de sua rebeldia. Em toda a história deste mundo, Deus tem suportado “com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da Sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão” (v.22-23). Porque a diferença entre o perverso e o justo só é notada quando colocados lado a lado.
À semelhança de Esaú e Jacó, só existem dois grupos aos olhos de Deus – os ímpios e os justos – que também podem ser chamados: os bodes e as ovelhas; o joio e o trigo; as virgens néscias e as virgens prudentes. O sábio Salomão dedicou praticamente metade do livro de Provérbios para estabelecer essa divisão. A verdade de que Deus chama a quem quer e salva a quem deseja não indica uma suposta predestinação, e sim a resposta do Senhor às escolhas do ser humano. Pois quando olhamos para Cristo e Sua vida dedicada a servir e amar uma humanidade que merecia a morte, compreendemos que um alto preço foi pago, e Deus não pode permitir que alguns o considerem de pouca importância. Para Israel, Jesus foi uma “pedra de tropeço” (v.32), mas todo “aquele que nela crê não será confundido” (v.33).
Portanto, ainda que o número daqueles que se dizem cristãos “seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo” (v.27). “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve” (v.28). Jacó possuía suas limitações e fraquezas. Usou de mentira para tentar conquistar o que Deus já havia prometido lhe dar. Mas foi neste vaso de desonra que o Senhor viu a possibilidade do genuíno reavivamento e reforma. Jacó foi quebrado e refeito em vaso de honra, porque se entregou nas mãos do Oleiro.
Este é o chamado de Deus para cada um de nós, hoje, como escreveu Ellen White: “a história de Jacó é uma segurança de que Deus não repelirá aqueles que foram atraídos ao pecado, mas que voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Foi pela entrega de si mesmo e por uma fé tranquilizadora que Jacó alcançou o que não conseguira ganhar com o conflito em sua própria força. Deus assim ensinou a Seu servo que o poder e a graça divina unicamente lhe poderiam dar a bênção que ele desejava com ardor. De modo semelhante será com aqueles que vivem nos últimos dias. […] Em toda a nossa desajudada indignidade, devemos confiar nos méritos do Salvador crucificado e ressuscitado. Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.139).
Senhor, nosso Deus e Pai, Te agradecemos porque, pelos méritos de Cristo, podemos fazer parte do Teu remanescente. Queremos ser Tua descendência, Senhor, filhos da promessa. Opera em nós o milagre da restauração, moldando a nossa vida a fim de sermos vasos para a Tua honra. Que por Tua graça, quando Jesus voltar, sejamos reconhecidos e chamados filhos do Deus vivo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vasos de misericórdia!
Rosana Garcia Barros
#Romanos9 #RPSP
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“Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (v.26).
A palavra “conversão” significa transformação, mudança de caminho ou direção. E estar em Cristo requer uma conversão. Não se trata, porém, de uma mudança instantânea, mas progressiva e constante. A genuína conversão promove um grande impacto na vida do novo convertido, mas não significa dizer que todos os aspectos negativos foram vencidos, e sim que, em Cristo, um a um pode ser vencido pela atuação do Espírito Santo na vida. Inicia-se, então, uma batalha espiritual, a qual Paulo chamou de “bom combate” (2Tm.4:7). Bom porque “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (v.1). Jesus Se torna o Comandante que luta as batalhas do crente e o coloca na “trincheira” infalível do Espírito Santo.
A função da lei de Deus e o entendimento acerca da lei moral, sobre a qual o próprio Deus cunhou com especial consideração, nunca foram tão questionados. Paulo era um doutor da lei, então é fato de que suas epístolas não são tão fáceis de ser compreendidas, como bem nos alertou o Senhor através de Pedro (2Pe.3:15-16). Contudo, jamais Deus deixou e nem deixará um sincero estudante das Escrituras no escuro de opiniões humanas e destituídas da sabedoria do alto. A salvação é pela graça por meio da fé em Cristo. Mas nunca uma vida salva andará “segundo a carne, mas segundo o Espírito” (v.4). “Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (v.2).
Percebam a diferença entre o pendor da carne e o pendor do Espírito. O pendor da carne: se ocupa com as “coisas da carne” (v.5), acaba em morte (v.6), “é inimizade contra Deus” (v.7), “não está sujeito à lei de Deus” (v.7), não pode “agradar a Deus” (v.8), “não tem o Espírito de Cristo” e “não é dEle” (v.9). Já o pendor do Espírito: se ocupa com as “coisas do Espírito” (v.5), cumpre “o preceito da lei” (v.4), redunda em “vida e paz” (v.6), torna o crente em habitação do Espírito Santo (v.9), “é vida, por causa da justiça” (v.10), vivificará o corpo mortal (v.11) e nos torna “filhos de Deus” (v.14). O conflito entre as duas naturezas – carnal e espiritual – será justamente a razão da maior angústia que sobrevirá ao povo de Deus antes do advento. Cumprir-se-á a revelação profética: “Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13).
Que privilégio o nosso de podermos nos dirigir a Deus como nosso Pai (v.15)! Um Pai que nos deixou escrito um Manual de sobrevivência para suportarmos “os sofrimentos do tempo presente” até que a Sua glória seja “revelada em nós” (v.18). Sabemos que “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (v.22), e que isso tem aumentado em proporções alarmantes, mas expectativa maior deve ser a nossa, “que temos as primícias do Espírito”, a ponto de gemermos “em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (v.23). A maravilhosa promessa que na casa do Pai “há muitas moradas” (Jo.14:2) deve encher o nosso coração de esperança de que muito em breve Deus cumprirá a Sua palavra e nos levará para casa. Mas assim como a missão de João Batista foi a de “habilitar para o Senhor um povo preparado” para a primeira vinda de Cristo (Lc.1:17), Cristo voltará segunda vez para buscar os vencedores (v.37), “os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14).
“Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito” (v.28). Fomos chamados para sermos “conformes à imagem de Seu Filho” (v.29), justificados para a salvação (v.30). Isso inclui uma vida de obediência, assim como Cristo “foi obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Deus não pede de nós nada que Cristo já não tenha realizado com perfeição. O povo de Deus encontra-se no mesmo Caminho (Jo.14:6), mas enquanto alguns avançam bem a frente, outros ainda se encontram no início do trajeto. Isso só nos diz que o nosso Pai tem filhinhos que estão enfrentando fases diferentes. Deixem-me ilustrar com uma citação que me ajudou muito a compreender isto:
“Uma criança de um ano é perfeita para sua idade se pode dar uns poucos passos antes de cair. Quando tiver três anos, poderá correr sem cair, e, quando tiver 16 ou 17 anos, poderá ser um atleta. Em cada uma destas três etapas, ele é perfeito. O filho de Deus pode ser maduro em qualquer nível de sua experiência progressiva, e a cada passo do caminho ele pode não apenas estar certo de sua salvação mediante o manto de justiça imputada por Cristo, como também pode possuir a maturidade espiritual própria de sua idade, em virtude da obra do Espírito Santo e o processo de santificação e crescimento” (Fernando Chaij, A Vitória da Igreja na Crise Final, CPB, p.20).
Quando entregamos a nossa vida nas mãos de Deus e nEle confiamos, a necessidade de um vínculo diário e constante gera relacionamento, e o relacionamento, conhecimento, e o conhecimento, sabedoria, e a sabedoria, paz; paz em saber que há um Pai do Céu que Se preocupa conosco e que nos liga a Ele com as inquebráveis correntes de Seu amor, “que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.39). Enquanto o mundo reverbera o primeiro engano: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4), que a nossa voz e a nossa vida sejam atalaias da verdade a repercutir as palavras de Jesus: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15).
Ó, Pai, nada pode nos separar do Teu amor! Que promessa grandiosa pra cada um de nós! É nessa promessa que nos firmamos e permanecemos, mantendo os nossos olhos em Jesus e buscando no Senhor o batismo do Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai do Céu!
Rosana Garcia Barros
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