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“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim” (v.20).
De todas as palavras de Paulo, essas, certamente, são as mais significativas para mim. A experiência pessoal do apóstolo com Cristo não ficou limitada à estrada de Damasco, mas era vivenciada todos os dias. Ele não usava de subterfúgios para afirmar sua fé. Paulo falava com a alma. Todo o seu ser estava entregue aos cuidados de Quem confiou o depósito de sua existência. Buscando “viver para Deus” (v.19), sua fidelidade não dependia das circunstâncias, mas, independentemente das mesmas, dava glórias ao Senhor pela oportunidade de servi-Lo. Cristo verdadeiramente era o seu Salvador pessoal.
Conhecido como apóstolo dos gentios, seu chamado foi específico e notoriamente polêmico. Em momento algum Paulo desprezou ou declarou nula a lei de Deus, mas procurou colocá-la em seu devido lugar de mecanismo divino de proteção. A lei aponta para os nossos pecados e, consequentemente, para a nossa necessidade de um Salvador pessoal. Ela nos impressiona no sentido de que não devemos viver como bem desejamos, mas em que há um padrão de conduta estabelecido por Deus para a nossa própria felicidade e proteção. Portanto, se Jesus foi obediente até à cruz (Fp.2:8), e Ele vive em mim, a minha obediência será o resultado da salvação obtida “pela fé no Filho de Deus” (v.20). Todo aquele, pois, que nasce no Reino dos Céus como uma nova criatura, terá por privilégio o ser participante da obediência pela fé em Cristo.
A missão mundial dada por Jesus (Mt.28:19-20) logo foi melhor compreendida no Pentecostes, quando os apóstolos, cheios do Espírito Santo, falaram no idioma materno de irmãos judeus de várias partes do mundo (At.2:4). Grande dificuldade, porém, foi encontrada quando a missão passou a incluir os gentios. Enraizados no judaísmo, os judeus conversos ao cristianismo ainda não compreendiam a universalidade do amor de Deus, de forma que houve muita dissensão e discussão acerca desta inclusão. Paulo, no entanto, era pouco tolerante quanto à imaturidade neste sentido, e buscava de todas as formas persuadir as igrejas a acolherem aos gentios sem exigir-lhes nada além do que havia sido decidido em concílio (At.15:29).
Ao relatar uma de suas idas a Jerusalém, Paulo enfatizou que nem sempre as estratégias que consideramos ser as mais eficazes realmente o são. “Em obediência a uma revelação”, ele subiu a Jerusalém e procurou pregar sobre o seu ministério dentre os gentios, aos homens “que pareciam de maior influência” (v.2). Seu objetivo era simples: formar novos líderes engajados na missão de pregar o evangelho. Contudo, percebeu que sua estratégia não deu muito certo, tendo que lidar com “falsos irmãos” (v.4) e com uma trupe de influentes que nada lhe acrescentaram (v.6). Além do mais, teve de resistir “face a face” (v.11) com o próprio Pedro acerca de sua atitude incoerente. A divisão causada entre judeus e gentios era reprovada por Paulo, ao passo que Pedro e outros ainda tinham certo preconceito. E ao tornar esta atitude pública, Paulo precisou repreender a Pedro “na presença de todos” (v.14).
O que se seguiu se trata da exata compreensão sobre a justificação pela fé e o testemunho da verdadeira conversão. Gentio ou judeu, homem ou mulher, escravo ou livre, rico ou pobre, todos são convocados a comparecer perante o Senhor, e dEle aprender. Todos nós temos um papel a desempenhar na sagrada obra de evangelismo. Seja no lar, no trabalho, na faculdade ou nos lugares mais remotos, talvez na comunidade em que você vive ou em lugares distantes, onde quer que seja, a influência benéfica de uma vida escondida em Cristo é infinitamente mais eficaz do que a aparente influência de quem representa o que de fato não vive.
O mundo não precisa ver pessoas de grande influência, amados, mas ver a influência de Jesus em nossas palavras e ações. Sejam as palavras de Paulo não apenas o que foi a experiência dele mesmo, mas que, “pela fé no Filho de Deus”, seja esta a nossa experiência diária: “Estou crucificado com Cristo, logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (v.19 e 20).
Nosso Senhor e Deus amado, a promessa do derramamento do Teu Espírito como chuva serôdia é real e verdadeira. Logo, o Senhor cumprirá a Sua promessa e nós queremos estar preparados para recebê-la e iluminar o mundo com a Tua glória. Subjuga o nosso eu, Pai, para que Teu Filho amado viva em nós! Cria em nós um coração puro e nos dota de uma fé inabalável. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, crucificados com Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gálatas2 #RPSP
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“Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v.8).
A Galácia ficava entre a Capadócia e a Macedônia, na região onde atualmente fica a Turquia. Já na introdução da epístola encontramos uma saudação em forma de oração. Paulo declara-se apóstolo de Cristo e O exalta como Aquele que, “segundo a vontade de nosso Deus e Pai” nos salvou de nossos pecados “para nos desarraigar deste mundo perverso” (v.4). Apesar de seus esforços em deixar ali uma igreja forte e vibrante, a realidade não correspondia às suas expectativas. Rapidamente, o puro evangelho estava sendo substituído por “outro evangelho” (v.6). Os cristãos judaizantes estavam criando um grupo separatista exigindo dos cristãos gentios a prática da circuncisão e de outros rituais que não mais condiziam com a nova aliança em Cristo Jesus.
Paulo conhecia os perigos de uma religião legalista. Seu passado o fazia identificar com segurança o grave problema que os gálatas estavam enfrentando. Se continuassem a proceder desta forma, não passariam de uma nova classe de cristãos fariseus, mais preocupados com o exterior do que com o que realmente importa. Pois um exterior verdadeiramente aperfeiçoado nada mais é do que o resultado de um interior santificado. Nem “um anjo vindo do céu” (v.8) tem a autorização dada por Deus, muito menos pelas Escrituras, de modificar, acrescentar ou retirar nada da Inspiração. O que o próprio Jesus disse a João em Apocalipse é perfeitamente aplicável a toda a Escritura: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro” (Ap.22:18-19).
Na época da reinvenção, da distorção de valores e das “desculpas” pessoais como meios de transformar o evangelho em uma espécie de guarda-roupas eclético, onde cada um escolhe a religião que vai vestir, certamente Paulo ficaria perplexo. No tempo em que a igreja mais se preocupa em agradar antes as pessoas do que a Deus, como imaginar que logo nossas escolhas apontarão para o mesmo princípio dos apóstolos: “Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29)? Há pessoas lá fora em busca de algo diferente; corações que clamam pelo conhecimento da verdade ainda que elas mesmas não se deem conta disso. Precisa-se urgentemente de homens e mulheres que entendam que existe um Manual seguro e verdadeiro que precisa ser estudado, compreendido e praticado. É disso que se trata o livro de Gálatas. Da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6).
Paulo não advogou pela revogação da lei, não a modificou e nem a desprezou. Paulo também não defendeu uma religião liberal, egocêntrica e, muito menos, desobediente. Aquele humilde “servo de Cristo” (v.10) simplesmente acendeu o alerta da temperança, que é tão-somente rejeitar “as obras da carne” (Gl.5:19) e permitir que “o fruto do Espírito” atue na vida (Gl.5:22-23). Meus amados irmãos, Deus não nos libertou de nossos pecados porque O obedecemos. Muito pelo contrário. Primeiro Ele nos liberta, então, nos chama à obediência. Foi assim com o antigo Israel. Primeiro Ele os libertou da escravidão do Egito e, depois, promulgou a Sua Lei. Primeiro Cristo nos perdoa e acolhe, e só então ordena: “vai e não peques mais” (Jo.8:11).
Em meio a tantos “outros evangelhos” dentro e fora da igreja, que você e eu sejamos guiados pelo mesmo Espírito que inspirou aqueles que escreveram a Palavra do Senhor. Que possamos dar ouvidos às palavras inspiradas: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).
Querido Pai do Céu, estamos cercados de igrejas e pessoas que se dizem cristãs, quando, na verdade, estão pregando outro evangelho, não o de Cristo. Não queremos viver uma religião que não Te agrada, Senhor. Clamamos pelo precioso dom do Espírito Santo, para que sejamos Teus verdadeiros adoradores. Não agradando a nós mesmos ou fazendo a vontade de homens, mas a Tua vontade, Pai. Que o testemunho da nossa vida, como foi a de Paulo, glorifique tão-somente a Ti. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Gálatas1 #RPSP
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“Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (v.5).
Toda avaliação requer um preparo anterior. Na fase escolar ou acadêmica, por exemplo, nosso conhecimento é testado através de provas e outros métodos a fim de saber se podemos avançar para a fase seguinte ou não. Na vida espiritual também somos avaliados. Seja como consequência de nossas más escolhas ou resultado da fúria do Maligno, as provações surgem e o nosso preparo anterior fará toda a diferença ao enfrentá-las. Ao encerrar a sua segunda carta aos coríntios, a linguagem de Paulo foi clara e persuasiva: ou eles se arrependiam e mudavam suas atitudes, ou teriam de ser corrigidos com rigor. Paulo fez tudo o que estava ao seu alcance para admoestá-los com brandura e não fez caso da própria vida por amor a eles.
No âmbito espiritual, porém, as provas também podem ser uma forma de reavivar em nós o que estava adormecido. A igreja de Corinto precisava voltar ao primeiro amor e todas as tribulações enfrentadas deveriam lhes servir como instrumentos de aperfeiçoamento. O exame pessoal era necessário a fim de que se arrependessem de seus pecados, os confessassem e abandonassem. Paulo não estava impondo um comportamento específico a eles, mas oferecendo-lhes a oportunidade do “aperfeiçoamento” (v.9), de crescerem espiritualmente. Mediante a autoridade que o Senhor lhe “conferiu para edificação e não para destruir” (v.10), concluiu: “Aperfeiçoai-vos, consolai-vos, sede do mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco” (v.11).
Quando o apóstolo afirmou: “Porque nada podemos contra a verdade, senão em favor da própria verdade” (v.8), expôs, a meu ver, o maior dos princípios da Bíblia: a verdade. Paulo e os demais apóstolos derramaram lágrimas e sangue em defesa das verdades da Palavra de Deus. Os reformadores, igualmente, dedicaram suas vidas contra as tradições humanas e em defesa do “assim diz o Senhor”. Todos esses homens e mulheres de Deus enfrentaram duras e longas provas em favor da verdade. E foi por sua fé e confiança no poder de Deus e em Suas promessas, que hoje temos a Bíblia em mãos em nossa própria língua materna. Aqueles cristãos abriram mão de tudo, até da própria vida, por amor à verdade que os libertou da escravidão do pecado. O amor de Deus e a infinita graça do Salvador ressurreto era tudo de que precisavam. As muitas tribulações só provaram o quanto amavam a Deus.
Da mesma sorte, como povo de Deus, somos chamados ao aperfeiçoamento. Cada um de nós necessita do autoexame diário. Há um crivo sendo realizado. Aqueles que seguem a “Testemunha fiel e verdadeira” (Ap.3:14) são conhecidos como “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Como testemunhas de Jesus (At.1:8), é nosso dever guardar e zelar pela verdade do Senhor. Não como uma obrigação imposta, mas como quem descobriu a verdadeira felicidade, pois “o seu prazer está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). Então, as últimas provas virão e “toda questão será decidida” não mais “por boca de duas ou três testemunhas” (v.1), mas, perante todo o Universo, Deus revelará “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós” (v.13).
Nosso Deus e Pai eterno, a Tua verdade é pavês e escudo para todo aquele que em Ti confia. O sincero exame pessoal só pode ser realizado se dermos liberdade ao Teu Espírito. E pedimos, Pai, que Ele sonde o nosso coração para que haja mudança e genuíno reavivamento. Que ao perseverar no estudo da Tua Palavra, cada um de nós seja santificado e purificado pelo Teu poder. Que a Tua verdade nos liberte de nós mesmos para que assim possamos levar libertação aos nossos semelhantes. Faz-nos Te conhecer cada dia mais e andar Contigo como quem caminha com um amigo íntimo. Por favor, Senhor, enche-nos do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios13 #RPSP
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“Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (v.10).
A lógica divina é totalmente diferente da lógica humana. É por isso que Paulo também afirmou que “a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Co.1:25). Muitos confundem a sabedoria e a força com os padrões humanos, limitando Deus a esses padrões terrenos e corruptíveis. Entendem sabedoria como sendo palavras bem escolhidas, e força como sendo determinação. Porém, sabedoria nem sempre está numa boa oratória e força nem sempre se encontra em alguém determinado. Ambos são dons de Deus, disponíveis a todo aquele que os busca com sinceridade.
Além de ter que expor os reveses de seu ministério, Paulo continuou declarando sobre as “visões e revelações do Senhor” (v.1) que o haviam impactado. Teve o privilégio de receber sonhos e visões e, algumas vezes, pôde ouvir e ver o próprio Jesus. Diante de tamanhas revelações, considerou seu “espinho na carne” (v.7) uma forma do Senhor livrá-lo da exaltação própria e da soberba. Apesar de seus clamores para que fosse liberto deste mal, a resposta de Jesus o impactou e o fez compreender a lógica do Céu: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (v.9).
Não sabemos do que se tratava esse “espinho na carne, mensageiro de Satanás” (v.7). Pode ter sido alguma enfermidade, ou alguém que o perturbava, mas uma coisa é certa, Paulo estava incomodado e gostaria de se ver livre disto. Mas ao invés de ter seu pedido atendido, Jesus apresentou a Sua preciosa graça como suficiente e a fraqueza de Paulo como impulsionadora do “poder de Cristo” (v.9). E o que antes lhe era um incômodo, passou a ser um incentivo para estar cada vez mais perto de Deus e uma maneira de sempre reconhecer a sua total e constante dependência dEle.
Mesmo no meio do professo povo de Deus há aqueles que se julgam sábios e fortes aos próprios olhos, chamando palavras rudes de sabedoria e autoritarismo de força. Da mesma sorte, muitos cristãos têm sido enganados por homens fraudulentos que só visam seus bens. A preocupação de Paulo e a do verdadeiro cristão deve ser de procurar sempre o bem do outro, de gastar-se em prol da salvação de pessoas, de mostrar o caminho em que devemos andar, andando também por ele. Tudo o que compartilhamos com vocês aqui no Reavivados, “falamos em Cristo perante Deus, e tudo, ó amados, para vossa edificação” (v.19). Tudo para que possamos crescer juntos na graça de Cristo e nos desenvolver na vida em todos os seus aspectos, mas, principalmente, no espiritual.
Não permita que “haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos” (v.20), pois tudo isto endurece o coração. Pedir perdão ou “dar o braço a torcer” não é sinônimo de fracasso, mas de conquista; é o reconhecimento de nossa fraqueza, abrindo espaço para a atuação do poder de Deus. “Temo” (v.20), porém, que muitos de nós “pecaram e não se arrependeram” (v.21). Que sustentando aparência de fortes e oratória de sabedoria não tenham ainda caído em si de que têm levado perante Deus “ofertas vãs” (Is.1:13). Que o Espírito Santo nos conceda um coração de carne, que possa ser moldado à imagem do caráter de Cristo. Lembremos de Sansão, de como a sua força e sabedoria humanas o levou ao fundo do poço, e de que foi no seu momento de maior fraqueza que Deus o fez sobremodo forte. Eis o segredo da verdadeira força: reconhecer as nossas fraquezas e que a força é um dom de Deus dada no tempo oportuno.
Nosso amado Senhor e Deus, acredito que cada um de nós está atravessando algum momento difícil. À medida em que o grande conflito se intensifica, sentimos a peso da atmosfera de um mundo abalado pela ira de um inimigo que sabe que pouco tempo lhe resta. Mas, como Paulo, queremos manter os nossos olhos em Cristo Jesus. Queremos entregar nossas angústias e fraquezas a Ti e confiar que o Senhor as está usando para a nossa salvação e salvação de outros. Ainda que nada somos, o Senhor nos escolheu para sermos Tuas testemunhas. Então, Pai, nos ajuda e nos ensina a lidar com as dificuldades sem perder a fé e a esperança de que logo o Senhor voltará. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fortalecidos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios12 #RPSP
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“Mas receio que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (v.3).
No princípio, quando o Senhor disse: “Haja luz” (Gn.1:3), este pequeno planeta no vasto universo começou a ganhar forma e vida. O que era sem forma e vazio tornou-se a mais bela e harmônica obra cheia das mais variadas criaturas de rara beleza. É nesse cenário que encontramos inserido o primeiro casal humano, nos dois primeiros capítulos da Bíblia. A partir do capítulo três de Gênesis, o mundo imergiu nas trevas do pecado alcançando os nossos dias, até que se cumpram os dois últimos capítulos da Bíblia com a recriação: “Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram” (Ap.21:1). E o mais profundo desejo do apóstolo Paulo era preparar a igreja “como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (v.2).
Não podemos esquecer que estamos todos inseridos num grande conflito. De um lado está Deus nos convidando à vida e à bênção, do outro, Satanás, nos impelindo à morte e à maldição. Foi assim desde que, disfarçado em serpente, “enganou Eva com a sua astúcia” (v.3). Seu engano continua sendo astuto e sagaz. Chamando a atenção para o que atrai as mais diversas classes, Satanás continua disparando as suas setas inflamadas contra a humanidade, destruindo a muitos enquanto os faz pensar que estão fazendo uma escolha inteligente. E o cristianismo tornou-se seu alvo principal não no sentido de destruí-lo, mas de reinventá-lo; uma religião que “prega outro Jesus” (v.4), um “Jesus” sentimentalista, camarada e tolerante, completamente diferente de Cristo Jesus, cuja bondade conduz ao arrependimento, cujo amor constrange, cuja amizade transforma e cuja justiça salva.
Paulo percebeu que os irmãos de Corinto estavam aceitando com facilidade falsas teorias de ministros de Satanás disfarçados “em ministros de justiça” (v.15). A comparação de que “o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (v.14) nos alerta quanto ao perigo do engano. Quando comissionado para o dom profético, Ezequiel recebeu do Senhor uma advertência bem clara: “Quando Eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei” (Ez.3:18). Não era fácil para os profetas lidar com as situações adversas, dentre elas o desprezo e a perseguição daqueles a quem tentavam salvar. Também não foi fácil para Paulo ter que escrever cartas com mensagens “graves e fortes” aos seus irmãos (2Co.10:10). Mas o seu objetivo, em primeiro lugar, estava em fazer a vontade de Deus, ainda que isto lhe custasse passar pelas mais diversas e adversas situações, como bem registradas nos versos 23 ao 28.
Aproxima-se uma tempestade que abalará este frágil planeta e revelará o ouro refinado no fogo: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: É Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Os enganos de Satanás tomarão proporções tão acima de tudo o que este mundo já viu, que, enganariam, “se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). E só estarão prontos para resistir, aqueles que estiverem bem alicerçados na Palavra da Verdade. Que, como Paulo, possamos dizer em palavras e atitudes: “A verdade de Cristo está em mim” (v.10). Nas palavras inspiradas do profeta Zacarias: “Eis as coisas que deveis fazer: Falai a verdade cada um com o seu próximo, executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz; nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo, nem ame o juramento falso, porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (Zc.8:16-17).
Ellen White escreveu: “É o Espírito Santo, o Consolador, o qual Jesus prometeu enviar ao mundo, que transforma nosso caráter na imagem de Cristo; e quando isto é realizado, refletimos como num espelho, a glória do Senhor. Isto é, o caráter daquele que assim contempla a Cristo é tão semelhante ao dEle, que quando alguém olha para ele vê o próprio caráter de Cristo brilhando como de um espelho. De modo imperceptível a nós mesmos, somos transformados dia a dia, de nossos caminhos e vontade nos caminhos e vontade de Cristo, no encanto de Seu caráter. Assim crescemos em Cristo, e inconscientemente refletimos Sua imagem” (Refletindo a Cristo, CPB, p.12). Que possamos permitir esta boa obra do Espírito Santo em nossa vida. Então, meus irmãos, nada poderá nos separar do amor de Deus em Cristo, que nos será por escudo e proteção no dia mau.
Pai de amor e bondade, estamos vivendo dias solenes e ao mesmo tempo muito difíceis. O próprio Paulo nos advertiu isso e ainda acrescentou que a forma de piedade não é prova de que há poder, e que precisamos fugir de pessoas assim. Ao mesmo tempo, necessitamos muito da Tua sabedoria para saber lidar bem com as situações adversas de forma que, se possível, tenhamos paz com todos. Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, que ao olharmos para trás possamos perceber em cada momento difícil a Tua mão protetora e restauradora sobre nós. E que o Teu Espírito continue falando conosco todos os dias através da Tua Palavra, nos santificando. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santificados na Verdade!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios11 #RPSP
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“Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18).
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus procurava comunicar-Se com o Seu povo através de Seus servos, os profetas. Eram homens e mulheres escolhidos especialmente para anunciar a Israel e a outros povos, conselhos, advertências e repreensões. Estes atalaias do Céu desempenharam um papel fundamental não somente para sua época, mas nos deixaram escrito profecias precisamente fiéis e mensagens divinas que proclamam ensinamentos cuja validade não tem fim. Entretanto, quando estas mensagens contrariavam os gostos e vontades de um povo que se recusava a abandoná-los, os profetas se tornavam alvos de sua ira e descontentamento.
Vindo em uma época em que Israel clamava pelo cumprimento da profecia messiânica, Jesus revelou o caráter do Pai e o Seu convite foi: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei […] e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:28 e 29). O povo, porém, não esperava por este convite de paz, mas por uma convocação para guerra. Ansiavam por um Messias que os libertasse do jugo romano, revelando a sua ignorância quanto aos escritos dos profetas, cumprindo-se a profecia de Isaías: “Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais” (Is.6:9). Jesus, portanto, “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11).
Paulo passou por experiências semelhantes, tendo que apresentar defesa quanto à sua autoridade como apóstolo de Cristo. Tanto ele quanto seus companheiros de ministério estavam sendo confundidos com falsos apóstolos que possuíam eloquência e credenciais convincentes, mas cujas atitudes demonstravam total incoerência com o verdadeiro testemunho de Jesus. O recado de Paulo foi muito claro: “Observai o que está evidente” (v.7). O seu apostolado não podia ser confundido porque com mansidão e humildade (v.1) ele revelava o caráter do Mestre, e não “disposições de mundano proceder” (v.2) militando “segundo a carne” (v.3). Revestido “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), o apóstolo mostrou que as armas que utilizava não eram carnais, “e sim poderosas em Deus” (v.4).
Acusado de escrever palavras “graves e fortes”, enquanto sua “presença pessoal” era “fraca” e sua pregação, “desprezível” (v.10), o que estava em jogo não era simplesmente a sua reputação, mas o princípio bíblico que buscava viver piedosamente: “que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos em atos, quando presentes” (v.11). Ele não admitiu ser comparado ou classificado com “alguns que se louvam a si mesmos”, que “medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (v.12). A vida do apóstolo dos gentios em momento algum revelou alguma ambição por exaltação própria, mas a sua glória estava em respeitar “o limite da esfera de ação que Deus […] demarcou” (v.13).
Desde o princípio, o Senhor tem usado Seus instrumentos escolhidos a fim de comunicar à humanidade o Seu amor em forma de palavras. E desde então, muitos também têm se levantado anunciando um falso chamado. Cristo mesmo nos advertiu, que especialmente em nossos dias, surgiriam “falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”. E ainda acrescentou: “Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:24-25). O objetivo dos profetas, de Paulo e do próprio Jesus, era o de cumprir a vontade de Deus sem ultrapassar os limites que Ele estabeleceu. Cristo mesmo declarou: “As palavras que Eu vos digo não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo.14:10).
Quer descobrir se alguém está pregando a verdade? “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is.8:20). Que as nossas palavras e ações sejam unicamente a atuação do Espírito Santo em nossa vida, “porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18). Como Paulo, portanto, “glorie-se no Senhor” (v.17).
Nosso Deus e Pai, santificado seja o Teu nome em nossa vida. Reveste-nos, Senhor, com a Tua armadura e capacita-nos a realizar a Tua obra com as armas do Teu poder. Enche-nos do Espírito Santo para que todos os nossos pensamentos sejam levados cativos à obediência de Cristo. Livra-nos da exaltação própria e cria em nós um coração puro, manso e humilde, à semelhança do caráter do nosso amado Salvador. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, mansos e humildes de coração!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios10 #RPSP
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“Graças a Deus por Seu dom inefável!” (v.15).
Percebendo a necessidade em prestar assistência social à igreja primitiva, os apóstolos, guiados por Deus, elegeram sete diáconos a fim de prestarem este serviço, “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (At.6:3). Deste modo, a pregação do evangelho avançaria e as igrejas ficariam assistidas. Dentre estes, “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo” (At.6:5) teve um papel muito importante não só como diácono, mas também como instrumento do Senhor no cumprimento profético. A experiência de Estêvão reflete a glória que Deus deseja manifestar na vida de Seus filhos. Em sua face havia o brilho celestial porque estava sempre “cheio de graça e poder” (At.6:8). Ele certamente foi alguém cujo legado deixou no mundo a fiel assinatura de uma testemunha de Jesus.
Neste sentido, encontramos Paulo exortando os irmãos a que mantenham-se zelosos quanto à prática da caridade. O serviço prestado em auxílio aos que necessitam deve ser uma “expressão de generosidade e não de avareza” (v.5). Outro bom exemplo é o da viúva pobre, a qual foi louvada por Jesus em sua discreta e humilde oferta, pois representava a entrega de seu próprio coração a Deus. Não há, portanto, uma proporção exata quanto ao ato de doar. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (v.7). Paulo comparou a prática da generosidade com o processo da semeadura: “aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará” (v.6).
Não encontramos nas palavras de Paulo um apoio à teoria da prosperidade. Muito pelo contrário. Como apóstolo de Cristo, mais do que ninguém, ele sabia o que era padecer necessidades, inclusive necessidades materiais, privando-se muitas vezes de receber auxílio dos irmãos a fim de evitar dissensões, abrindo mão de seus direitos como presbítero. Paulo se referiu da abundância “em toda graça”, a fim de que haja superabundância “em toda boa obra” (v.8). Isto é, todo aquele que experimenta a graça divina, consequentemente revelará os frutos de uma boa colheita. E isso nos torna, como corpo de Cristo, iguais diante de Deus e no trato uns com os outros, pois tudo o que possuímos, quer seja pouco ou muito, na matemática divina, é igualmente valioso se for usado segundo a vontade de Deus.
Contudo, a prosperidade material na vida dos filhos de Deus também deve ser considerada uma bênção. Jó, Abraão, Jacó, José, são exemplos de pessoas que possuíram muitos bens, mas que não se deixaram corromper por isso. Antes, usaram seus privilégios para a glória de Deus e benefício do próximo. Podemos concluir, então, que o pecado não está em possuir, mas em retrair. O dom da caridade nos protege contra a avareza e o egoísmo. E, como uma família bem ordenada na Terra, a igreja de Cristo, que olha para o outro com os olhos de seu Mestre, o que fazemos em favor uns dos outros “também redunda em muitas graças a Deus” (v.12). Precisamos pedir ao Espírito Santo por esta sensibilidade, que, hoje, representa algo bem maior do que simplesmente suprir algo físico, mas que, principalmente, requer de nós uma atenção especial quanto às necessidades emocionais e espirituais de nossos irmãos.
Nem sempre a ajuda recebe algum tipo de retribuição ou gesto de gratidão. E, como servos de Cristo, não devemos esperar por isso. É maravilhoso quando o auxílio retorna ao doador em forma de oração, “com grande afeto” (v.14). Mas ainda que isso não aconteça e você receba de volta nesta terra não mais do que o desprezo ou a ingratidão, o Senhor promete que “a sua justiça permanece para sempre” (v.9), e que Ele “multiplicará os frutos da vossa justiça” (v.10). Devemos sonhar com as recompensas eternas, principalmente, com a maior de todas elas: ver o nosso Senhor e Salvador face a face, Ele, que é a nossa justiça. Portanto, meus amados irmãos, quer na escassez, quer na abundância, que em qualquer circunstância possamos declarar com contentamento: “Graças a Deus pelo Seu dom inefável!” (v.15).
Pai de amor e misericórdia, graças Te damos pelo Teu dom inefável, que é a Tua graça, que nos dás de uma forma tão abundante! Na cruz do Calvário aconteceu a maior oferta de todos os tempos. O que o nosso Salvador fez por nós deve mover o nosso coração e sensibilizá-lo para estendermos a mão ao nosso semelhante com alegria. Que o Teu Espírito plante em nós a semente da generosidade de forma que possamos colher muito fruto para a Tua glória. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, abundantes em toda graça!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios9 #RPSP
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“Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários” (v.3).
O tema central deste capítulo é a caridade cristã, tanto no aspecto da generosidade através das ofertas quanto da administração das mesmas “para a glória do próprio Senhor” (v.19). Paulo iniciou com um “Provai e Vede” da igreja primitiva, relatando o testemunho das igrejas da Macedônia. A realidade financeira daquelas igrejas de espírito voluntário, porém, não correspondia com as ofertas que enviavam a fim de ajudar seus irmãos em Jerusalém. Manietadas pelas circunstâncias desfavoráveis, certamente elas seriam as últimas igrejas que poderiam oferecer algum tipo de ajuda. Na verdade, poderiam tornar-se igualmente alvo da ajuda dos demais irmãos.
No entanto, o contraste apresentado por Paulo nos revela o genuíno amor cristão e a dedicação em vivê-lo, pois que “no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade” (v.2). Pela fé, eles “deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois” aos irmãos, “pela vontade de Deus” (v.5). Vocês conseguem perceber a sequência? Primeiro eu me entrego a Deus e depois, aos meus irmãos. Esta é a ordem da vitória na vida cristã: primeiro eu para com Deus, depois, eu para com os meus semelhantes, segundo a vontade de Deus. Quando eu assumo um relacionamento pessoal e íntimo com o Senhor, a consequência se manifesta em atos de misericórdia e amor altruísta para com todos.
O que Paulo quis transmitir neste capítulo foi que a nossa vida precisa refletir o caráter dAquele que afirmamos seguir, e este reflexo precisa ser prático. Podemos ser cheios de fé, de conhecimento da Bíblia, de zelo e de orgulho pelo amor que um dia nos alcançou (v.7), mas tudo isso não tem valor aos olhos de Deus a menos que produza a sensibilidade de olhar para as necessidades dos meus irmãos como uma questão de prioridade. Aquelas igrejas pobres e atribuladas não foram persuadidas a ajudar, mas elas mesmas rogaram grandemente para que pudessem participar “da assistência aos santos” (v.4). Eis o que Paulo nos apresenta: o verdadeiro e puro amor cristão.
E não poderia haver comparação mais fiel e perfeita do que esta: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vós, para que, pela Sua pobreza, vos tornásseis ricos” (v.9). Quando olhamos para a vida de Cristo, meditando em Seu exemplo de altruísmo e em Seu sacrifício, mergulhamos no universo de um amor sem limites, e nosso caráter vai sendo transformado por intermédio da atuação do Espírito Santo. Primeiro preciso compreender o que Cristo fez por mim, então, o meu papel como cristão será revertido em amor voluntário pelos outros.
Lembrem de Isaías 58, amados. Através do profeta, Deus nos deixou uma mensagem que deve ser declarada “a plenos pulmões”, com “a voz como a trombeta” (Is.58:1). O que o Senhor nos pede não é um religião de rituais vazios. Mas a verdadeira religião, a “religião pura e sem mácula”, que consiste em “visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg.1:27).
Que a manifestação da prova do nosso amor para com o próximo seja motivada pela sincera preocupação de quem olhou para o Voluntário da cruz e entendeu que a sua missão é tão-somente imitá-Lo.
Senhor, nosso Deus, Tu és o nosso Pai bondoso que supre as nossas necessidades de uma forma que não merecemos. Quando Moisés pediu para ver a Tua glória, Tu fizeste passar por ele toda a Tua bondade. E toda a Terra será iluminada com a Tua glória nestes últimos dias, quando o Senhor tiver um povo preparado para o Céu, pois tem o Céu no coração. E uma das virtudes do Céu é compartilhar com generosidade. Mata o nosso egoísmo, Pai, para que a Tua bondade se manifeste através de nós. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, “glória de Cristo” (v.23)!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios8 #RPSP
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“Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte” (v.10).
Em todo o tempo, Paulo procurou alertar os irmãos coríntios a respeito dos perigos envolvidos quando a vida cristã fica paralisada. O primeiro amor não é um estado inicial apenas, mas deve ser renovado diariamente, “aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (v.1). Na mensagem à igreja de Éfeso, esta verdade fica bem evidente quando Jesus declarou: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap.2:4-5). Não se trata de algo forçado ou de uma tentativa de mostrar aparência de santidade, e sim o resultado da constante obra do Espírito Santo em um coração humilde e submisso.
Grande era o afeto de Paulo para com os coríntios, de forma que todo o seu esforço não era para condená-los, mas para que se sentissem amados através da preocupação e do cuidado que o apóstolo lhes demonstrava. Tomando conhecimento das necessidades de seus irmãos em Cristo, logo procurou motivá-los a buscar a pureza e a santidade que seus atos estavam corrompendo. A visita de Tito, sem dúvida, foi de extrema importância. Tito pôde conviver por certo período com aquela igreja e perceber tanto seus pontos fortes quanto seus pontos fracos. E foi por meio desta fonte segura e sincera que Paulo foi tocado a escrever esta segunda epístola.
Apesar de seu amor e sincero desejo pela salvação dos coríntios, o apóstolo se sentiu triste e em certo momento até arrependido pelo fato de ficar sabendo que a sua primeira carta os “contristou por breve tempo” (v.8). Não é fácil repreender, tampouco gostamos de ser repreendidos. Contudo, Deus faz o que for preciso para nos salvar, e se para isso tiver que nos entristecer, Ele o fará, porque “a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação” (v.10). Por outro lado, “a tristeza do mundo produz morte”, pois que ela não promove arrependimento, mas remorso. A diferença entre Pedro e Judas, por exemplo, foi que Pedro se arrependeu, ao passo que Judas apenas foi “tocado de remorso” (Mt.27:3).
Jesus nos diz: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Somos constantemente atribulados com “lutas por fora, temores por dentro” (v.5) e o nosso “Deus, que conforta os abatidos” (v.6), coloca em nosso caminho pessoas especiais para nos consolar. Paulo e Tito foram estas pessoas na vida dos coríntios e, por algum momento, eles não souberam reconhecer isso. Precisamos, no entanto, ser humildes de espírito para reconhecer as nossas faltas e a nossa total necessidade do auxílio divino. Por vezes, acabamos caindo no perigo da autodefesa, e demonstramos espírito inquieto quando contrariados. Criamos nossos próprios mecanismos de defesa e nos armamos de todos eles para ignorar a voz de Deus através de Sua Palavra ou de algum instrumento humano.
Atentemos para a trajetória dos filhos de Israel, de quantas vezes Deus usou os Seus profetas para alertá-los e corrigi-los e de quanto sofrimento poderia ter sido evitado se tão-somente o povo tivesse dado ouvidos às palavras inspiradas; de como o povo desfrutava de períodos de paz e de alegria quando era obediente. O Espírito Santo deseja reafirmar o primeiro amor todos os dias em nosso coração. E pode ser que para isso Ele tenha que nos orientar através de um instrumento escolhido. Que Ele nos conceda um coração humilde e sempre disposto a ouvir a Sua voz, discerni-la e obedecê-la.
Santo Deus, concede-nos um coração humilde e contrito para aceitarmos o assim diz o Senhor, ainda que contrarie nossos gostos e preferências. Quando vier a repreensão, que nossa mente seja guiada pelo Espírito Santo a aceitá-la e a sermos transformados pelo Teu poder. Que sejamos sempre submissos à Tua vontade porque Te amamos e Te conhecemos! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, humildes de espírito!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios7 #RPSP
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“entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (v.10).
A parte inicial deste versículo sempre foi um desafio para mim, pelo fato de não conseguir compreender como estar entristecida e ainda assim permanecer alegre. Até o dia em que entendi que a exata compreensão acerca desta afirmação de Paulo não pode ser compreendida a não ser que se torne em experiência pessoal. Após o encontro de Paulo com Cristo na estrada de Damasco, a vida dele nunca mais seria a mesma. Mergulhado em um universo de estrito zelo religioso, foi somente quando caiu que finalmente olhou para o alto. Cego e confuso, percebeu que maior cegueira era a que tinha vivido até então.
O respeitado doutor da lei e instruído na escola dos fariseus, transformou-se em perseguido por causa de Cristo. Aqueles que antes o consideravam com demasiado apreço, agora revelavam-lhe um trato rude e até homicida. Paulo trocou os privilégios e o conforto de sua posição para sofrer escárnios, perseguições e privações. À vista dos cristãos sinceros, era considerado um homem de Deus. À vista dos incrédulos, um fanático. À vista dos líderes judeus, uma ameaça. Certamente, a vida deste apóstolo não foi nada fácil. Mas tenho absoluta convicção de que ele não trocaria um dia sequer ao lado de Cristo por qualquer alívio que lhe fosse oferecido.
Extremamente coerente e divinamente inspirado, suas palavras tinham comunhão com suas obras, e seu zelo passou a ser movido pelo amor que devotava a Deus e aos irmãos, a fim de não dar “motivo de escândalo em coisa alguma” (v.3). A vida de Paulo representa a vida de todo aquele que experimenta o verdadeiro encontro com Jesus; todo aquele que vive o ponto da virada de 180°. Quando lemos a lista de Paulo quanto à vida dos “ministros de Deus” como ele, percebemos que não se tratava de um ministério cercado de regalias ou pompas, mas de tribulações e de muitas renúncias. Porém, apesar das dificuldades, ele não se esquivaria de sofrer tudo de novo porque certo estava de que, no final, poderia contemplar novamente a face de Cristo.
Quando paro e penso de onde Jesus me resgatou e o modo que Ele usou para me encontrar, mais grata me sinto pela Sua paciência para comigo. Na verdade, o ponto da virada na vida de cada um de nós é um testemunho à parte, pois que o Senhor tem um modo todo especial de falar com cada um de Seus filhos, conferindo-lhes particular atenção. E é quando passamos por esta experiência pessoal que então entendemos de fato as palavras de Paulo: “entristecidos, mas sempre alegres” (v.10). Porquê da forma que Deus desperta Seus filhos para um reavivamento e reforma necessários, da mesma sorte Satanás se utiliza de instrumentos humanos não convertidos para tornar a vida dos fiéis de Deus o mais difícil possível. O grande conflito fica cada vez mais difícil, e, de forma astuta, o inimigo procura promover alianças e amizades que “corrompem os bons costumes” (1Co.15:33).
A nossa comunhão com Cristo não pode estar fundamentada em rituais ou práticas religiosas; mas no “assim diz o Senhor” e no que fazemos com o “tempo da oportunidade” (v.2) que nos é ofertado. Este tempo se chama “agora” (v.2) e requer de nós a humildade e a submissão para reconhecermos o agir de Deus moldando o nosso caráter. Após a conversão, inicia-se o processo da santificação que, como o próprio nome já diz, é um processo, isto é, acontece por etapas, em que Jesus sempre respeita o ritmo de cada um. Mas precisamos aprender a reconhecer, “no Espírito Santo” (v.6), “o tempo sobremodo oportuno” que nos é dado para abandonarmos velhas práticas e até mesmo amizades que não têm edificado em nada a nossa vida espiritual. E isso, meus irmãos, é questão de salvação. Pois “que harmonia há entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (v.15).
A verdadeira conversão não é instantânea e nem tampouco a santificação acontece da noite para o dia. Jesus deseja nos encontrar e falar conosco todos os dias. Quando descobrimos e aceitamos este encontro diário, qualquer tristeza é vencida pela alegria de saber que, não importa o que aconteça, Jesus está ali conosco, porque Ele nos prometeu (Mt.28:20) e Ele nunca mente. Que a nossa ligação com o Céu esteja acima de qualquer ligação com as coisas deste mundo. Mas que, acima de tudo, “no Espírito Santo”, possamos viver “no amor não fingido” (v.6), “na palavra da verdade, no poder de Deus” (v.7), respeitando-nos mutuamente e sendo cooperadores com Cristo (v.1).
Sejamos, pois, pacientes uns com os outros, lembrando da paciência que Jesus tem tido conosco.
Paizinho, ainda que a vida neste mundo se torne cada vez mais difícil por escolhermos entregar o nosso coração a Ti, mesmo assim não queremos largar da Tua mão. Pois só em Ti há verdadeira felicidade e real alegria. Se sofremos por amor a Ti, temos a certeza de que o Senhor está conosco e que jamais nos deixará sozinhos. Que no tempo sobremodo oportuno que nos está disponível, tenhamos muita paciência, pureza no saber, bondade, o Espírito Santo, amor não fingido, a palavra da verdade, o poder de Deus pelas armas da justiça, sendo verdadeiros; entristecidos, mas sempre alegres. Vive em nós, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia e um feliz Ano Novo, entristecidos, mas sempre alegres!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios6 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100