Reavivados por Sua Palavra


Colossenses 3 – Comentado por Rosana Barros
27 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

Quando aceitamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossa vida, nos unimos a Ele em Sua morte e ressurreição a fim de que em Sua segunda vinda, sejamos “manifestados com Ele, em glória” (v.4). Como novas criaturas, nossos pensamentos, gostos e ações vão pouco a pouco dando lugar à vontade de Deus em uma metamorfose singular e constante. Esta união promove mudanças significativas e o resgate da imagem que outrora havíamos perdido: “segundo a imagem dAquele que [nos] criou” (v.10). Então, a “natureza terrena” (v.5), e tudo que a implica, é sepultada, para dar lugar à transformação de “filhos da desobediência” (v.6) em novos homens e mulheres em Cristo Jesus (v.10).

O contexto deste capítulo é muito claro: o cristão deve pensar, falar e agir diferente dos rudimentos deste mundo. E isso, em todos os sentidos. Aqui se encaixam perfeitamente as palavras de Jesus, quando disse: “Vós sois o sal da terra […] Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:13 e 14). Precisamos fazer a diferença não como uma denominação, não como uma nação específica, não conforme a nossa posição social, pois “Cristo é tudo em todos” (v.11). Mas como uma unidade com Cristo, “como eleitos de Deus, santos e amados” (v.12), brilhando a Sua luz e temperando o mundo “de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (v.12), servindo de forte suporte para nossos semelhantes e perdoando-nos mutuamente, “assim como o Senhor [nos] perdoou” (v.13). Se pudesse indicar um texto da Bíblia como fonte de preparo para a segunda vinda de Cristo, certamente este capítulo seria uma excelente sugestão.

A palavra “Revesti-vos” (v.12), é a mesma que Paulo usou ao se referir à armadura de Deus (Ef.6:11). Este especial revestimento, contudo, não está vinculado ao contexto de guerra, mas de paz. E acima de todas as virtudes anunciadas, está o amor, “que é o vínculo da perfeição” (v.14). O amor é a “cola” que une perfeitamente as demais virtudes, tornando-as eficazes. Já “a paz de Cristo” deve ser o árbitro em nosso coração (v.15). Ou seja, assim como Jesus não veio para julgar, mas para amar e “dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45), devemos nos unir a Ele neste mesmo propósito, olhando para todos como fortes candidatos à cidadania celestial. Precisamos estar revestidos de toda a armadura de Deus para fazer morrer a nossa natureza carnal todos os dias, mas também igualmente revestidos das virtudes do Céu para que “a palavra de Cristo” habite em nós, e como hospedeiros do Espírito Santo, sejamos capacitados a instruir-nos e aconselhar-nos “mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em [nosso] coração” (v.16).

Tudo o que fazemos, “seja em palavra, seja em ação”, deve ser realizado “em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (v.17). E não há melhor símbolo na Terra que tenha um alcance e uma eficácia maior do que uma família temente a Deus. Ao listar os deveres da família, Paulo não estava falando apenas sobre a função de cada membro do lar, mas da importância de um lar em que todos cumprem com fidelidade o dever que lhes compete. Em uma casa em que há mútua compreensão, amor incondicional e uma fé sólida, um pedacinho do Céu é estabelecido na Terra, irradiando uma luz e influência que sermão algum pode superar. Em um mundo onde a liberdade tem sido confundida com libertinagem, sob o argumento egoísta de que a felicidade é ser livre para fazer o que bem quiser, famílias têm sido destruídas e têm se destruído, recebendo “em troco a injustiça feita” (v.25).

A Cristo, o Senhor, é que estais servindo” (v.24)? Ou você vive uma farsa “visando tão somente agradar homens” (v.22) e sua própria natureza carnal? Amados, “tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (v.23). Busquemos “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (v.1). Seja a nossa vida “oculta juntamente com Cristo, em Deus” (v.3), para que o nosso eu pereça e Cristo, e somente Ele, seja revelado em nós.

Querido Pai que habita nos Céus, santificado seja o Teu nome! Senhor, queremos estar escondidos em Cristo, nEle que é a nossa vida. Cada dia que passa percebemos não somente um cenário mundial complicado, mas o cenário profético que nos diz que a nossa redenção se aproxima. Queremos estar prontos para o glorioso Dia do Senhor. Que morra o nosso eu, juntamente com tudo o que for carnal e terreno, e viva Cristo em nós. Restaura-nos à Tua imagem e semelhança, Pai, revestindo-nos da beleza do caráter de Teu Filho amado. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, “ressuscitados juntamente com Cristo” (v.1)!

Rosana Garcia Barros

#Colossenses3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Colossenses 2 – Comentado por Rosana Barros
26 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

Quanto mais estudo a Bíblia, mais percebo o quanto preciso aprender e quão pequena sou diante das infinitas riquezas das Sagradas Escrituras. E, através da oração, tenho vivido experiências que realização humana alguma, por maior que seja, pode superar. Em pouco mais de onze anos dessas experiências diárias com Jesus tenho aprendido e compreendido o que quinze anos de uma religião formal não me ensinaram. Então, amados, como Paulo, vou direto ao ponto: precisamos compreender “plenamente o mistério de Deus, Cristo, em Quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (v.2-3). Conhecer Jesus através de Sua Palavra e manter comunicação com Ele através da oração, é tudo de que precisamos a fim de vivermos nEle e testemunharmos dEle.

O gnosticismo, as práticas pagãs e o formalismo judaico estavam ameaçando corromper, com seus “raciocínios falazes” (v.4), o corpo de Cristo representado pelos cristãos colossenses. Aquele ávido amor que os resgatou das trevas para o reino de Cristo estava sendo ameaçado pela falsa “filosofia e vãs sutilezas” (v.8). Fazendo uma analogia de uma das práticas antigas de Israel, Paulo comparou a circuncisão física com a circuncisão espiritual, denominando esta última de “circuncisão de Cristo” (v.11). Isto é, aquela prática exterior que por muitos anos foi um símbolo da aliança de Deus com Seu povo, após a cruz, tornou-se desnecessária e ineficaz. A nova circuncisão, símbolo da nova aliança em Cristo, passou a ser a transformação realizada de dentro para fora que, através do batismo (v.12), sela uma nova vida regida e edificada pelo Espírito Santo.

Observem que Paulo não disse: “andai com Cristo”, ou “andai ao lado de Cristo”, e sim: “andai nEle”, o que faz toda a diferença. Isto me faz lembrar de quando os discípulos fizeram o seguinte questionamento a Jesus: “Quem é, porventura, o maior no reino dos céus?” E a resposta do Salvador, ilustrada com uma criança que Ele mesmo colocou no meio de Seus inexperientes seguidores, foi a seguinte: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mt.18:1-3). Assim como Jesus pegou aquela criança e a colocou no meio dos discípulos, assim é aquele que nEle anda. Ele não vai para onde quer e nem diz o que acha que deve dizer, mas tão somente coloca-se à disposição de Jesus para que Este o tome pela mão e lhe diga o que fazer.

Quando passamos a entender isso de verdade, em Cristo somos “radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como [fomos] instruídos, crescendo em ações de graças” (v.7). O salmista Davi foi além ao declarar ter alcançado a paz real quando aprendeu a confiar em Deus como uma criancinha de colo: “como a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe, como essa criança é a minha alma para comigo” (Sl.131:2). Você deseja desfrutar desta paz real? Cristo é o caminho (Jo.14:6), “andai nEle” (v.6). O nosso “escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças” foi cancelado quando Cristo o encravou na cruz do Calvário (v.14). Rituais, festas e dias sabáticos (ou seja, os feriados anuais, diferente do sábado do Senhor – Êx.20:8-11; Ez.20:12 e 20; Is.58:13-14), foram extintos quando a sombra deu lugar à realidade, quando o Cordeiro de Deus bradou: “Está consumado” (Jo.19:30).

A busca pela salvação através de rigor religioso é uma das mais perigosas sutilezas de Satanás. Ao invés de buscar a santidade em uma vida relacional em Cristo, muitos têm se desviado do caminho pelas vielas do “culto de si mesmo” (v.23). É um perigo sobre o qual todos nós estamos em risco. Por isso a importância da comunhão diária, a fim de que não sejamos iludidos pelos “preceitos e doutrinas dos homens” (v.22), mas firmes estejamos na nossa “fé em Cristo” (v.5), tendo “forte convicção” (v.2) no “assim diz o Senhor”. Não fomos chamados a sermos árbitros uns dos outros (v.18), amados, mas membros uns dos outros do mesmo corpo de Cristo.

Portanto, “filhinhos, agora, pois, permanecei nEle, para que, quando Ele Se manifestar, tenhamos confiança e dEle não nos afastemos envergonhados na Sua vinda” (1Jo.2:28). Então, não andaremos como trôpegos, sem saber o que fazer, nem tampouco ditaremos conceitos religiosos como indulgências disfarçadas, mas, em Cristo, buscaremos viver como Ele viveu, obedecer como Ele obedeceu e amar como Ele amou.

Nosso Pai do Céu, desejamos ser como crianças nos colocando aos pés de Cristo todos os dias para dEle aprender. Almejamos o coração de Jesus manso e humilde. Almejamos o ouro refinado no fogo, as vestes brancas e o colírio, que formam o perfeito caráter de Cristo em nós. Almejamos ser blindados pelo Teu Espírito contra os rudimentos do mundo e as tradições dos homens. Almejamos andar em Cristo e ser renovados dia a dia pela doce comunhão Contigo. Ajuda-nos, Senhor! Não Te pedimos nada fiados em nossas justiças, mas nas Tuas muitas misericórdias. E o fazemos nos méritos e no nome precioso de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, crianças em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Colossenses2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Colossenses 1 – Comentado por Rosana Barros
25 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

Esta pequena carta de Paulo aos colossenses explana diversos temas, mas todos eles convergem a um único propósito: engrandecer a pessoa de Jesus Cristo. Como um homem de fé e oração, Paulo acreditava que Deus, em Sua infinita misericórdia, lhe inspirava a escrever de forma bem assertiva a fim de alcançar o objetivo desejado, conforme a necessidade (ou as necessidades) de cada comunidade cristã. Suas orações eram sempre dirigidas com ações de graças e súplicas com pedidos sinceros pelo crescimento e aperfeiçoamento da fé de seus irmãos. O “pleno conhecimento” (v.9, 10) de Deus e de Sua vontade deveria ser o alvo espiritual das igrejas de Cristo, “advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (v.28).

Mesmo não conhecendo pessoalmente a igreja de Colossos, Paulo descreveu a sua “fé em Cristo” (v.4) por intermédio do relato de Epafras, “fiel ministro de Cristo” (v.7). As boas-novas de salvação através da “palavra da verdade do evangelho” (v.5) estavam “produzindo fruto e crescendo” (v.6), mas a oração de Paulo e sua abordagem revelam a maior necessidade daquela igreja: o “pleno conhecimento de Deus” (v.10), por meio da vida e da obra de Cristo. Paulo exaltou a pessoa de Jesus e O apresentou como Rei dos reis (v.13), Redentor (v.14), “Imagem do Deus invisível” (v.15), Criador (v.16), Eterno (v.17), Cabeça da igreja, Princípio, “Primogênito de entre os mortos” (v.18), Plenitude de Deus (v.19). Ou seja, Jesus Cristo é Deus.

Esta verdade precisava ser reavivada e confirmada no coração dos colossenses dia após dia. Os sofrimentos de Paulo por esta igreja eram causados pelos falsos ensinos que a estavam contaminando, justamente pela ausência de um relacionamento sólido e constante com Cristo. Jesus mesmo disse quando orou por nós: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Conhecer Jesus não se trata de uma apresentação formal e nem se resume a um único encontro. Conhecer Jesus é experimentá-Lo todos os dias; é um relacionamento diário e crescente. Cada dia nos é dada a oportunidade de conhecê-Lo mais, através de uma vida de comunhão com Ele.

A “palavra da verdade do evangelho” (v.5) está à nossa disposição a fim de não apenas nos oferecer informações, mas é a voz de Deus ao nosso coração falando “da esperança que [nos] está preservada nos céus” (v.5). Paulo tornou-se um ministro do evangelho justamente porque o seu encontro com Jesus não ficou limitado à estrada de Damasco. Diariamente, Jesus era uma presença muito real em sua vida, de forma que considerava os sofrimentos como uma “leve e momentânea tribulação [que] produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:17). “Cristo em [nós], a esperança da glória” (v.27), deve ser uma experiência diária. E a todo aquele que se dispõe a Seu serviço, Ele promete: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).

Precisamos, como Enoque, andar com Deus (Gn.5:24). Jesus precisa fazer parte do nosso dia a dia e o estudo diário das Escrituras e a oração nos proporcionam isso. O ensino da Bíblia tem o poder de transformar vidas, a fim de que nos tornemos perfeitos em Cristo (v.28). John Wesley certa feita afirmou: “Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo”. Essa é uma verdade que faz todo o sentido quando lembramos do apóstolo Paulo e dos poucos cristãos primitivos, que debaixo de duras cargas, pregaram o evangelho “a toda criatura debaixo do céu” (v.23). Ou seja, o mundo antigo foi abalado pelas verdades das Escrituras.

Chegada é a hora desta geração ser abalada com o “pleno conhecimento de Deus” (v.10) através dos verdadeiros adoradores do Deus vivo. Homens e mulheres que, cheios do Espírito Santo, revelarão por preceito e por exemplo que, à semelhança de Enoque, andam com Deus; que, guiados pelas preciosas verdades do evangelho de Cristo, manterão firmes seus princípios. Um conhecimento superficial da Bíblia não é apenas saber pouco, mas também é saber muito e não vivê-la. Ellen White escreveu: “Sem a iluminação do Espírito, os homens não estarão aptos para distinguir a verdade do erro, e serão presa das tentações sutis de Satanás.” (Parábolas de Jesus, CPB, p.408).

Só estaremos seguros contra os enganos do Maligno, se as verdades do Senhor estiverem alicerçadas em nosso coração pelo Espírito Santo. E essa obra deve ser diária, pois “o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2Co.4:16). Que façamos parte do último exército de Deus, que diariamente marcha resoluto “para o reino do Filho do Seu amor” (v.13).

Pai Celestial, graças Te damos porque o Senhor não nos deixou sem conselhos e advertências! Através da Tua Palavra podemos Te conhecer e conhecer a Tua vontade. O Teu reino é reino de luz. Dissipa as trevas do pecado da nossa vida, Senhor, com a luz da Tua glória, que emana de Cristo Jesus. Cristo em nós, a esperança da glória, é tudo de que necessitamos mediante o agir maravilhoso do Teu Santo Espírito. Opera em nós este milagre, Pai! Queremos andar Contigo e ser inteiramente Teus! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, amigos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Colossenses1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



FILIPENSES 4 – Comentado por Rosana Barros
24 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

O amor exala de cada palavra deste capítulo. De uma forma toda especial, Paulo encerrou a sua epístola aos filipenses com cuidadosas e bem escolhidas palavras. O seu desejo era que a generosa igreja de Filipos permanecesse unida num só propósito de viver na prática o amor cristão. Ao rogar a Evódia e a Síntique para que pensassem “concordemente no Senhor” (v.2), ficou claro que estava havendo discórdia entre elas. Apesar de terem sido importantes na obra de Deus, auxiliando o ministério de Paulo, provavelmente suas divergentes opiniões as levaram a uma contenda que certamente estava afetando toda a igreja.

Alguns teólogos acreditam que esta epístola possa ter sido escrita justamente por causa da divisão causada por essas duas mulheres. Como alguém que já havia convivido com elas, Paulo conhecia a sinceridade de ambas e o poder de influência que elas tinham na pregação do evangelho. E é muito interessante a forma como ele abordou as duas no final, citando a pessoa de Clemente e dos demais membros daquela igreja para que as auxiliassem na reconciliação. Fica evidente que era um caso conhecido de todos, portanto, todos deveriam unir forças para solucioná-lo, e não para escolher de que lado ficar. Percebem, amados? Pois, como bem afirmou Jesus: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).

Paulo se utilizou de uma sequência no encerramento desta carta. É importante analisarmos ponto a ponto:

1. Unidade (v.2): a influência dos líderes da igreja deve ser um constante incentivo à união. Ainda que em meio às diversidades, os membros da família de Cristo devem aprender a conviver com as diferenças sem que estas se tornem causas de divisões e contendas. O perdão deve sempre prevalecer;

2. Cooperação (v.3): quando a igreja se une em amor de uns para com os outros, quando a comunidade cristã experimenta, de fato, o genuíno amor, cada palavra e cada gesto torna-se uma poderosa ferramenta no avanço da obra de salvar;

3. Alegria (v.4): como já estudamos ontem, a verdadeira alegria é um dom de Deus que, quando vivido, é tão contagiante e completo, que nenhuma circunstância adversa consegue destruí-lo. A verdadeira alegria é Cristo em nós;

4. Moderação/Temperança (v.5): um cristão equilibrado não é aquele que vive uma religião morna, pois Jesus deixou mais do que claro que este tipo de atitude é reprovável diante de Deus (Ap.3:16). Mas é aquele que entende que a temperança segundo Deus é o equivalente à fidelidade; é saber fazer um uso sábio do que é bom e rejeitar tudo o que é mau, sabendo que “perto está o Senhor” (v.5);

5. Confiança em Deus através de uma vida de oração (v.6): o andar ansioso a que Paulo se refere também pode ter uma ligação direta com as divisões internas que estavam acontecendo na igreja. Quando tentamos agir por conta própria diante das dificuldades e provações, acabamos por postergar o sofrimento, e o problema não é solucionado. Assim como a oração foi a ferramenta divina que uniu os primeiros discípulos, dissipando as suas diferenças e preparando-os para receber o poder do Espírito Santo (At.1:14), ela permanecerá como a principal aliada da igreja de Cristo nos últimos dias;

6. Um caráter em construção (v.8-9): a palavra “finalmente” dá a ideia de conclusão, mas também denota ação no sentido de dar continuidade ao que haviam iniciado. Para isso, alguns critérios são apresentados como um meio de avaliar o que convém ao cristão: tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e louvável. Diante desta lista, creio que o recado é bem claro: Quer ter o caráter de Cristo? Ocupe sua mente com o que a edifica;

7. Perseverança (v.11-13): ainda que nunca tenhamos passado fome ou sofrido em prisões, cada um de nós enfrentamos lutas diferentes que podem ser experiências difíceis e até traumatizantes. Mas o cristão que deposita a sua confiança em Deus e procura viver cada ponto que temos analisado até então, recebe de Deus a força necessária para “viver contente em toda e qualquer situação” (v.11);

8. Caridade (v.14-18): Paulo chegou a dizer que a ajuda dos filipenses foi uma espécie de sociedade em seu ministério “no tocante a dar e receber” (v.15). Quando damos voluntariamente parte daquilo que possuímos, reconhecendo que tudo o que temos pertence ao Senhor, nossas ofertas tornam-se “como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus” (v.18).

O meu desejo e a minha oração, amados, é que possamos escolher viver constantemente essas tão preciosas orientações. Que unidos num só pensamento, tenhamos a mente de Cristo e façamos parte da igreja que ora, que perdoa, que ama e que cuida uns dos outros, pois é essa a igreja que o Senhor vem buscar.

A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito” (v.23).

Nosso Deus e Pai, a Ti seja a glória pelos séculos eternos! Ó, Pai, une o nosso coração ao Teu, e assim também ao dos nossos irmãos! Que a alegria celestial ilumine a nossa vida na certeza de que perto está o Senhor. Dá-nos Teu Espírito, guiando a nossa mente na direção somente do que seja verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, de boa fama, enfim, Senhor, de tudo que Lhe seja agradável. Vivemos na era da tecnologia com todos os seus apelos à conformidade com este mundo. Mas, em Ti, Senhor, e na força do Teu poder, podemos ser mais que vencedores em Cristo Jesus. Por isso, Pai, clamamos pelo poder do Espírito Santo, para que a nossa mente tenha prazer na Tua Palavra e nas coisas do alto! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, igreja militante!

Rosana Garcia Barros

#Filipenses4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



FILIPENSES 3 – Comentado por Rosana Barros
23 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

Os conceitos que encontramos na Palavra de Deus nada têm a ver com os conceitos criados pelo homem. São visões totalmente diferentes a respeito de uma mesma coisa. Para a maioria das pessoas, por exemplo, alegria é a materialização da felicidade por meio de pessoas, coisas ou realizações; é poder fazer a própria vontade; é a manifestação corporal através de sorrisos, gestos e palavras que expressam nostalgia. Entretanto, essa alegria é circunstancial e passageira. Circunstancial porque depende de fatores externos para acontecer, e passageira porque quando o motivo da alegria se esvai, ela se dissipa junto com ele.

Já a alegria segundo as Escrituras possui um conceito totalmente contrário ao que acabamos de ver. Quando Paulo disse: “Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor” (v.1), ele não exortou os filipenses a se alegrarem no Senhor a depender das circunstâncias, ou conforme as bênçãos recebidas. Mas expressou o mesmo sentimento quando escreveu aos coríntios: “entristecidos, mas sempre alegres” (2Co.6:10). Ou seja, a verdadeira alegria é um dom de Deus que não depende das circunstâncias e nem de elementos externos para ser experimentada. Ela faz parte do fruto do Espírito (Gl.5:22), é constante e não pode ser destruída pelas decepções deste mundo. Parece ilógico, no entanto, é sobrenatural.

Eu creio que a todos os dons de Deus aplica-se o princípio bíblico de que eles excedem todo o entendimento (Fp.4:7). É por isso que a alegria que provém do Céu (bem como tudo o que implica o fruto do Espírito Santo) não pode ser compreendida à luz de palavras humanas, mas deve ser provada na vida, pela fé. É através da experiência pessoal com Cristo “que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (v.3). Porque a alegria segundo Deus não pode ser atribuída ao que fazemos ou ao que fazem por nós, mas ao que permitimos que o Espírito Santo realize em nós e através de nós.

Cuidado! Cuidado! Cuidado! Por três vezes Paulo usou essa advertência utilizando três expressões diferentes, mesmo que referindo-se às mesmas pessoas. Se o ministério dado por Cristo aos homens dependesse de títulos e de obras da lei, Paulo poderia considerar-se o maioral dentre todos (v.6-7). Mas foi mediante o “conhecimento de Cristo Jesus” (v.8) que ele pôde compreender o significado da verdadeira justiça, “a justiça que procede de Deus, baseada na fé” em Cristo (v.9), e não em obras. Paulo aprendeu que as suas conquistas terrenas não tinham valor algum a partir do momento em que foi “conquistado por Cristo Jesus” (v.12). Ele descobriu que mesmo “nas aflições, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos” (2Co.6:4 e 5), sentia uma alegria inexplicável que nada e ninguém poderia destruir. Esquecendo-se do velho Saulo de Tarso, Paulo escolheu avançar “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (v.14).

Todos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento” (v.15) e “andemos de acordo com o que já alcançamos” (v.16). Lembrando que a perfeição aos olhos de Deus não é deixar de ser pecador, mas, ainda que pecador, permitir que o amor de Deus transborde do nosso coração por todos, até por nossos inimigos e por aqueles que nos perseguem (Leia Mt.5:43-48). Eis a verdadeira perfeição! Sigamos o conselho de Jesus, quando disse: “sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas” (Mt.10:16). Precisamos ser cautelosos em nossos relacionamentos, mas também livres de malícia, simples como uma criancinha. E assim seremos perfeitos aos olhos de Deus em nossa jornada cristã.

Aos que “só se preocupam com as coisas terrenas”, “o destino deles é a perdição” (v.19). Mas aqueles que vivem como que mui longe de sua verdadeira pátria, aguardam o bendito Dia em que Jesus “transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo da Sua glória” (v.21). Oh, precioso Salvador, que sublime promessa! Se almejamos o Céu e a eternidade ao lado do Senhor, precisamos trocar os conceitos deste mundo pela sabedoria divina. Olhe para a cruz de Cristo, e ali você encontrará todos os conceitos divinos em um único gesto. Olhe para cima, “pois a nossa pátria está nos Céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (v.20).

Pai bondoso, a Tua alegria é a nossa força. Temos tanto o que aprender de Ti e tanto o que abrir mão para que prossigamos avançando para o alvo. Ajuda-nos, nosso Deus, para que o que seja um desafio hoje, já não o seja mais amanhã. E, assim, possamos crescer em Cristo na certeza de Seu cuidado e constante companhia. Ajuda-nos a sermos imitadores de Paulo, assim como ele era de Cristo, não nos preocupando com as coisas deste mundo, mas almejando e aguardando a pátria celestial. Guarda-nos como a menina dos Teus olhos e volta logo, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cidadãos da Pátria celeste!

Rosana Garcia Barros

#Filipenses3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



FILIPENSES 2 – Comentado por Rosana Barros
22 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

A exortação de Paulo ao amor entre irmãos e à humildade, reflete os maiores desafios enfrentados por aquela igreja, especialmente por seus líderes. Os efeitos da unidade cristã possuem a força que opera para o crescimento e amadurecimento da igreja. Sem essa união e cumplicidade, havia um sério risco de divisões e escândalos. Paulo foi um líder que sempre se preocupou em preparar outros líderes que fossem suficientemente corajosos para o ministério, mas também completamente humildes para o serviço. Epafrodito foi um destes pupilos de Paulo que experimentou por um lado os sofrimentos de Cristo, e por outro as alegrias de servi-Lo (v.30).

É notória a preocupação do apóstolo frente ao sentimento de superioridade que estava prevalecendo entre os líderes da igreja de Filipos. “Por partidarismo ou vanglória” (v.3), muitos estavam enganando a si mesmos estabelecendo uma liderança movida pelo reconhecimento humano. Foi diante desta realidade sutil e perigosa, que Paulo lhes apresentou o supremo exemplo de humildade: Jesus Cristo. Aquele vil sentimento precisava ser transformado no “mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5), que “a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo” (v.7), que “a Si mesmo Se humilhou, tornando-se obediente até à morte” (v.8), visando o nosso bem eterno.

Assim como Cristo, “por humildade” (v.3), tornou-Se “em semelhança de homens” (v.7), e “Deus O exaltou sobremaneira” (v.9), o mesmo princípio será aplicado aos humildes quando Jesus voltar. Pois “quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e quem a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mt.23:12). O problema não está em ser reconhecido por outros, mas em engrandecer-se a si mesmo. Há progresso quando o cristão prefere a humilhação em detrimento da exaltação. Isto não quer dizer que Deus não Se agrade em reconhecer o serviço de Seus filhos aqui na Terra, nem tampouco que se alegre quando um filho Seu é humilhado, mas em que Ele conhece o nosso enganoso coração e os perigos que isto implica. Lembremos que foi o desejo por exaltação própria que fez um anjo de luz transformar-se em Satanás (Is.14:13).

Tendo em mente de que “Deus é quem efetua em [nós] tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (v.13), desenvolvamos “a [nossa] salvação com temor e tremor” (v.12), fazendo “tudo sem murmurações nem contendas” (v.14), a fim de que nos tornemos “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual [possamos resplandecer] como luzeiros no mundo” (v.15). Preservemos, amados, “a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo” (v.16), não haja tristeza por nossa causa, mas grande alegria pelo nosso “caráter provado” (v.22) e aprovado pelo Céu. Olhemos para Cristo. Meditemos em Seu exemplo. Experimentemos o Seu amor. Que a Sua humildade nos inspire cada dia. Então, o Espírito Santo nos concederá um coração manso e humilde, e aprenderemos a reconhecer como dignos de honra os humildes em cuja vida conseguimos ler: “Santidade ao Senhor” (Êx.28:36).

Ellen White escreveu o seguinte: “Os mansos são guiados pelo Senhor, porque são dóceis e dispostos a serem instruídos. Eles têm o desejo sincero de conhecer e fazer a vontade de Deus” (Patriarcas e Profetas, CPB, p. 384). Perseveremos dia a dia a aprender na escola de Cristo e Ele realizará em nós o milagre de um coração semelhante ao dEle.

Querido Pai, de que vale uma vida religiosa sem a unção do Teu Espírito e sem a Tua aprovação? A nossa maior necessidade é também o que o Senhor mais deseja nos conceder, que é o Teu Espírito. Pai amado, retira de nosso coração toda raiz de amargura que possa estar impedindo de recebermos do alto a Tua promessa. E batiza-nos com o Espírito Santo a fim de que tenhamos a mente de Cristo. Que nossos sentimentos reflitam o caráter do nosso Mestre e Redentor e, assim, possamos resplandecer como luzeiros no mundo e abreviar a Sua volta. Em nome de Jesus, Amém!

Bom dia, humildes servos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Filipenses2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



FILIPENSES 1 – Comentado por Rosana Barros
21 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

As cartas de Paulo certamente foram escritas sob divina inspiração e profundo zelo. Com sabedoria do alto, o apóstolo declarou verdades que emanam de cada versículo, tendo sempre palavras de ânimo e de coragem, mas também de advertência e de correção. Apresentando-se como servo de Cristo, sua postura era uma declaração de que suas palavras possuíam a assinatura de seu Mestre. O amor que dedicava às igrejas era puro e intenso. O início da sua epístola aos filipenses, nos mostra o seu real interesse em atingir-lhes em cheio o coração. No entanto, Paulo fez algo que ele não fez em nenhuma de suas cartas às demais igrejas. Ele fez menção especial a duas classes específicas da igreja de Filipos: “bispos e diáconos” (v.1).

O conteúdo desta epístola, portanto, foi dirigido especialmente aos líderes daquela igreja, que tinham uma importante lição a aprender. Paulo sabia que a influência de bons líderes faria a comunidade cristã daquele lugar crescer e se multiplicar, mas também sabia dos riscos que a igreja enfrentaria caso a liderança manifestasse sentimentos mesquinhos e disposição crítica. Para Paulo era sempre motivo de muita alegria lembrar de seus irmãos e interceder em oração por eles. O fato de que o evangelho de Cristo estava sendo proclamado e a mensagem avançando, aumentava-lhe a expectativa pelo cumprimento da promessa: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).

De todas as formas, guiado e orientado pelo Espírito Santo, Paulo procurava anunciar entre as nações a glória do Senhor (Is.66:19) e a esperança em Sua segunda vinda. Essa mesma paixão e esse mesmo foco deve reger a vida de todo cristão, especialmente daqueles sobre os quais repousa a responsabilidade de liderar. Ser líder não é assumir uma posição de destaque, mas de serviço. E diante de alguns, que proclamavam “a Cristo por inveja e porfia” (v.15), “por discórdia, insinceramente” (v.17), Paulo percebeu que a liderança da igreja estava dividida. De um lado, aqueles que pregavam o evangelho “por amor” (v.16), e, do outro, os que o faziam como uma disputa religiosa.

Contudo, a resposta dele frente a este comportamento nos deixou uma lição de grande valor no versículo dezoito: “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei”. Se ainda que pelos motivos errados, alguns proclamavam a mensagem certa, isso era tudo que importava. Mas Paulo foi além para resgatar também aqueles que julgavam a sua prisão como a oportunidade de se tornarem pregadores de renome. Tornaram do santo ministério uma competição a fim de alcançar uma popularidade tão maior do que a do apóstolo Paulo.

Essa ideia, no entanto, foi a mesma dos irmãos Tiago e João quando desejaram lugares de destaque no reino de Cristo. Mas a resposta final de Jesus foi: “e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt.20:27-28). A cruz nos revela a perfeita humildade e que Jesus não espera nada menor do que isto da nossa parte. Na verdade, Ele está disposto a concedê-la a todo aquele que, antes de ascender à liderança, desce com os joelhos ao chão; que assume uma posição privilegiada não por mérito próprio, mas por eleição divina. O maior dos líderes, portanto, não é o mais aclamado, e sim o que mais serve, conforme o Espírito Santo o conduz.

Vivei”, pois, “acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica” (v.27). Que a graça de sermos servos de Cristo preencha o nosso coração de amor, aniquilando toda soberba. E que, independentemente de reconhecimentos e honras terrenas, nossa alma tenha anseio por ouvir a aprovação divina a nos dizer: “Vinde, benditos de Meu Pai!” (Mt.25:34). Pois “Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (v.6).

Santo Deus e Pai, graças Te damos pela bênção de iniciarmos o estudo de mais um livro das Tuas Escrituras! Como membros da Tua igreja, Pai, que o nosso amor aumente mais e mais no pleno conhecimento e toda percepção para aprovarmos as coisas excelentes e sermos sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça. Livra-nos, Senhor, de sentimentos de inveja, porfia e discórdia! E enche-nos da provisão do Espírito de Jesus Cristo! Em nome dEle nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, benditos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Filipenses1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EFÉSIOS 6 – Comentado por Rosana Barros
20 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

Após destacar o casamento como um símbolo da união entre Cristo e Sua igreja, Paulo reforçou também a importância de um lar cristão bem ordenado; filhos e pais cumprindo seu papel para que a família seja uma bênção para o mundo. E como servos de Cristo, somos chamados a fazer, “de coração, a vontade de Deus” (v.6), ainda que ninguém esteja vendo, “servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens” (v.7). O nosso lar, além de ser um centro de convivência, deve ser também um centro de influência e da verdadeira educação. A Bíblia nos ensina a seguinte escala de prioridades:

1. Deus;
2. Família;
3. Trabalho e as demais coisas.

A prioridade número um podemos encontrar em Deuteronômio 6:5 e em Mateus 6:33. A segunda prioridade, está implícita na firme decisão de Josué, ao declarar: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15). Como também nas palavras do próprio Paulo, quando afirmou: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus, especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1Tm.5:8). A terceira prioridade, creio que nem podemos denominá-la assim. Creio que o trabalho e as demais coisas devam ser meios pelos quais Deus seja louvado e a família, beneficiada.

Quando seguimos essa sequência, cientes do conflito no qual estamos todos inseridos, somos “fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder” (v.10), tomando toda a Sua armadura, para podermos “resistir no dia mau”, e depois de termos vencido tudo, permanecermos inabaláveis (v.13). Percebam que Paulo não disse para tomarmos metade da armadura de Deus ou uma parte dela, mas toda, e ele reforçou isso duas vezes (v.11 e 13). Cada parte desta indestrutível armadura é indispensável à vida cristã. Analisemos, resumidamente, cada uma delas:

1. Cinto da verdade (v.14): é o que mantém segura a veste do soldado em seu devido lugar. Retire a verdade e você terá uma fé vacilante;
2. Couraça da justiça (v.14): é a proteção de praticamente todo o corpo. É a justiça de Cristo imputada a nós. Utilize a sua justiça própria e você ficará tão frágil quanto um soldado desarmado;
3. Calçado da “preparação do evangelho da paz” (v.15): os soldados devem possuir um calçado adequado e resistente às diversas situações de risco. Nossos pés representam o serviço missionário e o fato de estar calçado, a prontidão em aceitar este chamado. O cristão que recusa esta parte da armadura descobrirá, tarde demais, que não se chega ao Céu sozinho;
4. Escudo da fé (v.16): o escudo protege o soldado contra os ataques inimigos. Da mesma sorte, a fé é o escudo que blinda o cristão não do sofrimento e das tribulações, mas de ser vencido por eles. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb.11:6);
5. Capacete da salvação (v.17): assim como o capacete protege o soldado na guerra, a salvação em Cristo Jesus blinda a nossa mente contra as estratégias do Maligno. Não podemos, de forma alguma, permitir que a nossa mente vagueie sem propósito pelas sendas do mal. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm.12:2);
6. Espada do Espírito (v.17): a espada é a única arma ofensiva desta armadura. Como também escreveu Paulo: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb.4:12). Ela faz separação entre santo e profano, limpo e imundo, justo e ímpio. Um crente sem o conhecimento das Escrituras é um crente indefeso e presa fácil do inimigo.

Paulo acrescentou algo a mais que deve ser constante em nossa luta contra o mal: a oração. E o verso dezoito reforçou a ordem de Cristo, quando declarou: “Vigiai e orai” (Mt.26:41). Deus está, a cada dia, nos oferecendo a Sua armadura como um privilégio gratuito. Qual tem sido a sua decisão? Não saia para a guerra hoje sem essa santa e eficaz proteção! Ao contrário do que dizem, há sim um inimigo feroz e astuto querendo nos destruir. Portanto, “sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Que no retorno de nosso Senhor Jesus Cristo, façamos parte de Seu exército triunfante, “os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá […] os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” (Ap.14:4).

A graça seja com todos que amam sinceramente a nosso Senhor Jesus Cristo” (v.24).

Nosso Pai do Céu, a nossa luta não é contra pessoas, mas contra Satanás e seus anjos. São inimigos que não teríamos condições de vencer. O Senhor, porém, nos oferece a Sua armadura que a tudo suporta. Ó, Pai, reveste-nos da Tua armadura e nos ensina a orar em todo tempo no Espírito! Dá-nos a mente de Cristo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#Efésios6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EFÉSIOS 5 – Comentado por Rosana Barros
19 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

A mídia tem sido uma verdadeira aliada não somente do entretenimento, mas também da propaganda. A venda de produtos, no entanto, perdeu a razão de ser se não estiver ligada à imagem. A figura de uma celebridade em evidência tornou-se um forte meio de fazer com que as pessoas comprem não apenas um produto em si, mas a imagem de quem elas admiram. Multidões têm se iludido e perdido a identidade própria para ficar parecidas com seus ídolos. Nesse sentido, compreendemos melhor o que Paulo quis dizer, quando aconselhou: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados” (v.1). E o “produto” apresentado pelo apóstolo é o amor incondicional de Cristo. Mas nem todos estamos dispostos a adquiri-lo, já que requer renúncia, sacrifício e serviço. Uma proposta bem diferente comparada às facilidades oferecidas pelo mundo midiático, não é mesmo amados?

Jesus Cristo assumiu uma culpa que não era dEle, e Se entregou para salvar quem não merecia. Antes da cruz, contudo, foram trinta e três anos de vida neste planeta escuro, dentre os quais os três anos finais foram dedicados exclusivamente à obra do ensino. Na vida de Jesus, a teoria e a prática andavam de mãos dadas. Por preceito e por exemplo, Ele nos deixou o mais precioso legado: o Seu caráter. No entanto, na perspectiva da maioria, a Sua “propaganda” não é nem um pouco atrativa. Ele “dizia a todos: Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-Me” (Lc.9:24). Ou seja, renuncie os seus gostos e vontade própria e todos os dias carregue a sua cruz.

Realmente não há nada de atrativo em deixar de lado as preferências pessoais e seguir Alguém que nos diz que a renúncia é uma das características dos Seus seguidores. A Bíblia não revela a identidade de quem disse a afirmação a seguir, muitos, porém têm dito a mesma coisa em relação a Jesus: “Seguir-te-ei para onde quer que fores” (Lc.9:57). As mesmas multidões que pensam comprar a imagem da moda, quando na verdade estão se vendendo para a ditadura do mundo, são as mesmas que afirmam seguir a Jesus. Mas a resposta de Cristo continua sendo a mesma dada àquele desconhecido: “As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lc.9:58). Jesus não prometeu facilidades, nem tampouco prosperidade aos Seus seguidores, mas deixou bem claro de que no mundo passaremos por aflições, mas assim como Ele venceu o mundo (Jo.16:33), nEle somos “mais que vencedores” (Rm.8:37).

O casamento, certamente, é a mais linda ilustração acerca do plano da salvação em Cristo. Marido e mulher representam, respectivamente, Cristo e Sua igreja. O plano de Deus sempre foi de que o casamento seja entre um homem e uma mulher, e que ambos assumam suas funções matrimoniais a fim de que seja uma união sólida e estável. Um só corpo (v.31) é, sem dúvida alguma, a melhor definição desta união. A proposta de Paulo não é que a mulher seja a escrava da relação, mas que seja amada pelo marido com o mesmo amor altruísta de Jesus por Sua igreja, que “a Si mesmo Se entregou por ela” (v.25). E que o marido seja tão respeitado e considerado, que servi-lo seja para a mulher motivo de alegria. Percebem que há o encontro entre o serviço e o amor? Contudo, esta definição de casamento também tem sido trocada pela imagem oferecida nas novelas e filmes, que dizem: “O que importa é ser feliz”.

Interessante esta última “propaganda”, já que não é bem isso o que vemos acontecer de fato, no mundo real. A realidade mostra casamentos destruídos, filhos rebeldes, doenças emocionais e muitas, muitas lágrimas. Sobre isso, fomos advertidos: “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (v.6). Oh, amados, se tão somente seguíssemos a Cristo segundo a Sua Palavra, se verdadeiramente procurássemos “compreender qual a vontade do Senhor” (v.17), deixando de nos embriagar com o vinho deste mundo, “no qual há dissolução” (v.18), mas, cheios do Espírito, provássemos “sempre o que é agradável ao Senhor” (v.10), então, seríamos, de fato, “imitadores de Deus” (v.1), “como convém a santos” (v.3).

Não troque jamais este sublime privilégio pelo lixo da imagem deste mundo, “porque os dias são maus” (v.16), e Jesus não está vindo buscar “os filhos da desobediência” (v.6), mas uma “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (v.27). Uma igreja que reflete a imagem de seu Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Deus e Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nossa gratidão a Ti pela sabedoria da Tua Palavra e pelo acesso que temos a ela, a fim de sermos instruídos e pelo Teu Espírito habilitados para andar em Tua presença e aprender a Tua vontade. Tudo o que precisamos saber está escrito. Não temos desculpas para o pecado. Se nossa vida estiver escondida em Cristo, acolhendo o Teu ensino como um maná diário, cremos que o Espírito Santo nos indicará sempre o caminho em que devemos andar. Abençoa as famílias, Senhor! Abençoa os casais! Abençoa os filhos! Une as famílias do Teu povo com Teus laços de amor. Que cada membro da família entenda e, pela fé, pratique a Tua verdade em amor, sendo imitadores de Cristo. Queremos muito em breve fazer parte da grande e eterna família do Céu! Volta logo, Senhor! Em nome de Jesus, o nosso Redentor, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Efésios5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



EFÉSIOS 4 – Comentado por Rosana Barros
18 de janeiro de 2025, 0:45
Filed under: Sem categoria

Como corpo de Cristo, a igreja precisava compreender o verdadeiro sentido do serviço, da edificação e da plenitude, esforçando-se “diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (v.3). Uma vida de serviço abnegado e altruísta redunda na “edificação do corpo de Cristo” (v.12), que, por sua vez, resulta na “unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (v.13). E é justamente esta maturidade espiritual que livra o cristão de ser enganado “por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro” (v.14).

Para que haja unidade, é necessário espírito de cooperação mútuo e ideias que se encaixem perfeitamente a fim de atingir um alvo específico. É aí que entra o serviço, através da prática dos diversos dons espirituais. Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres (v.11), todos unidos num só propósito, “seguindo a verdade em amor”, crescendo “em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo” (v.15). Ora, se Cristo é a cabeça, isto nos diz claramente que Ele está no comando e a nossa parte é simplesmente cooperar para que aconteça a etapa seguinte: o aperfeiçoamento cristão.

Aperfeiçoar significa chegar o mais perto possível da perfeição, melhorar, aprimorar, tornar mais elevado. Não é perfeição no sentido de nunca mais errar, e sim perseverar em permanecer em Cristo e nEle buscar a força necessária para cada dia. Um médico que descobre o tratamento para a cura de uma determinada doença, por exemplo, vai aplicá-lo em seus pacientes até que se descubra um método ainda mais eficaz. Assim deve ser na vida espiritual. Precisamos avançar através de uma renovação diária da mente. A experiência pessoal que tive com o Senhor ontem não pode suprir a necessidade que tenho de uma nova experiência hoje. É nesse ponto que muitos têm perdido o primeiro amor e ressuscitado “o velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano” (v.22).

Experiências passadas podem e devem ser lembradas como provas do amor e do cuidado de Deus por nós e como testemunho de fé para outros, mas jamais devem substituir aquelas que Jesus deseja nos proporcionar dia após dia, a fim de que nos revistamos diariamente “do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade” (v.24). Uma vida de santidade só pode ser real através desse relacionamento diário com Aquele que é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8). Se cada membro do corpo de Cristo entendesse que o seu relacionamento pessoal com Jesus deve ser o primeiro passo a ser dado a cada dia, todo o corpo andaria no mesmo compasso; não haveria competição, e sim cooperação.

Ser santo nada mais é do que ser separado para um propósito específico e, neste caso, para um propósito divino. É estar constantemente submisso à vontade de Deus, reconhecendo a sua total dependência dEle. E ser mentiroso, iracundo, ladrão ou néscio em palavras, definitivamente não são características daqueles que estão caminhando para encontrar um Deus Santo em uma cidade santa. Jesus foi o perfeito exemplo de santidade, mas também nos deixou o perfeito exemplo de compaixão. A definição de que “somos membros uns dos outros” (v.25) nos diz que, ainda que a sua vida esteja em paz com Deus, ela não é parâmetro para o corpo, mas um membro em potencial para ajudar o que está enfermo a se recuperar.

Eis a “perfeita varonilidade”, a “plenitude de Cristo” (v.13): sermos “uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-[nos] uns aos outros, como também Deus, em Cristo, [nos] perdoou” (v.32). Quando compreendemos, de fato, o que Cristo fez por nós na cruz do Calvário e o que Ele está realizando hoje no Santíssimo do santuário celeste, passamos a odiar o pecado, e não os pecadores. Não “deis lugar ao diabo” (v.27), amados, nutrindo sentimentos maus, mas “longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (v.31). Que nossas mãos trabalhem para o bem. Que cada palavra nossa “transmita graça aos que ouvem” (v.29). E que o selo do Espírito Santo nos guarde “para o dia da redenção” (v.30). Avante, igreja do Deus vivo!

Deus Bendito e Santo, não merecemos que olhes para nós nem tampouco que Te compadeças de nós. Poderias do nada criar outro planeta perfeito para substituir este mundo caído, mas o Senhor não possui a nossa mente. E louvado seja o Senhor por isso! O que mais nos têm sido afetado hoje, Pai, é justamente a sede dos nossos pensamentos. É como se a nossa mente estivesse cansada, esgotada deste mundo vil e de nós mesmos, de nossa natureza caída. Por isso, nosso Deus, clamamos a Ti que nos conceda a mente de Cristo! Só assim alcançaremos a perfeita maturidade, a estatura da plenitude de Cristo. Não queremos mais entristecer o Teu Espírito, mas ser o motivo do Teu sorriso. Ó, Senhor, perdoa-nos e nos leva para casa! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, membros do corpo de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Efésios4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100