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“Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (v.15).
Iniciamos as cartas de Paulo dirigidas não mais às igrejas, mas cartas pessoais destinadas a irmãos na fé. Filho de pai gentio e mãe judia, Timóteo foi educado, desde a infância, por sua mãe e por sua avó, nas Sagradas Letras. Dentre os contemporâneos de Paulo, provavelmente ele foi o que mais viajou com o apóstolo, tornando-se uma companhia sobremodo confortante. E sendo ainda jovem, Paulo não poderia deixar de orientá-lo e confirmá-lo na fé, para que tudo o que havia aprendido desde menino continuasse progredindo e dando muito fruto. Timóteo, que aos olhos dos judeus era considerado um bastardo, foi o exímio exemplo de que o “verdadeiro filho na fé” (v.2), não é o herdeiro de um título religioso, mas o eleito pela herança da graça de Cristo Jesus.
A confissão de Paulo demonstra o seu profundo apreço e grande consideração pelo jovem Timóteo e por todos “quantos hão de crer [em Jesus] para a vida eterna” (v.16). Além de grato pelo ministério que lhe foi confiado, Paulo confessou a sua indignidade ao chamado de Deus, pois que “era blasfemo, e perseguidor, e insolente” (v.13). Seu título de doutor da lei e sua privilegiada instrução religiosa, portanto, não teriam nenhuma razão de ser não fosse a sua experiência pessoal com Jesus. Paulo precisou ficar cego para enxergar. E foi quando seus olhos se abriram para contemplar a transbordante “graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus” (v.14), que compreendeu “que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”, e, olhando para dentro de si, declarou-se o principal dentre eles (v.15).
É “por esta mesma razão” (v.16) que Deus concede misericórdia aos que julgamos como casos perdidos. Foi por esta mesma razão que Cristo conviveu com “publicanos e pecadores”, porque a Sua graça os atraía (Lc.15:1). Jesus exalava amor e, ao mesmo tempo, declarava as verdades de Sua Palavra. A lei que o povo ouvia da boca dos mestres da lei era a mesma que ouvia da boca do Salvador. A diferença estava em que aqueles declaravam a lei com a finalidade de acusar os que julgavam estar perdidos, e Jesus lhes apresentava a real finalidade da lei: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10).
Quando Paulo disse que “a lei é boa” (v.8), e, logo após, que “não se promulga lei para quem é justo” (v.9), confirmou a fiel palavra “e digna de toda aceitação” (v.15), de que Cristo veio salvar os “transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros” e a todos “que se opõem à sã doutrina” (v.9-10). Jesus assumiu sobre Si todos estes pecados e os encravou na cruz, a fim de nos oferecer a cura para todos eles. Ninguém que pratica tais pecados entrará no reino dos céus, mas todo aquele que os confessa e os abandona, serão perdoados e salvos. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9).
Ao expor o naufrágio na fé de “Himeneu e Alexandre” (v.20), Paulo não tornou público os pecados destes, mas falou do que a igreja já estava ciente. A expressão “os quais entreguei a Satanás” (v.20) não se refere à rejeição a esses irmãos, mas ao respeito pelo livre arbítrio deles. Assim como o pai permitiu que o filho pródigo seguisse o caminho que escolheu para si, Deus não nos impede de viver em pecado, e espera pacientemente que os terríveis resultados de nossa insanidade nos façam cair em si e voltar para o lugar do qual nunca deveríamos ter saído (Lc.15:17-18).
Aos que estão segurando firme na esperança adventista, o Senhor diz: “Este é o dever de que te encarrego, ó filho(a) _______, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado(a) nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (v.18-19). Mas o Senhor ainda possui ovelhas e dracmas que ainda precisam ser encontradas, e filhos pródigos que ainda precisam cair em si e voltar para os braços do Pai. Quem sabe, muitos “Himeneus” e “Alexandres” que estão sofrendo os castigos de suas más escolhas, mas que, no devido tempo, como Paulo, através de uma grande queda, terão o encontro com Jesus que mudará para sempre as suas vidas. Que Jesus reine em nosso coração e que o Espírito Santo faça de nós verdadeiros filhos na fé.
Pai de bondade, graças Te damos por nos amar a ponto de enviar Teu Filho unigênito para dar a vida por nós pecadores! Graças Te damos porque a Tua misericórdia nos alcança a cada dia, nos oferecendo o Teu perdão e a Tua graça transformadora! Graças Te damos pelo Teu Espírito, que luta por nós, mesmo que por vezes nem peçamos por isso! Graças Te damos, pois o Senhor veio ao nosso encontro e assim o faz todos os dias, e não desiste de nós! “Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (v.17).
Vigiemos e oremos.
Bom dia, verdadeiros filhos na fé!
Rosana Garcia Barros
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“Todavia, o Senhor é fiel; Ele vos confirmará e guardará do Maligno” (v.3).
Ainda que ciente da fidelidade e do amor dos irmãos tessalonicenses, Paulo ficou sabendo que estavam infiltrando-se no meio deles, irmãos que viviam desordenadamente, “porque a fé não é de todos” (v.2). A desordem quanto ao labor e ao serviço cristão provoca ociosidade, que é preenchida com preguiça e fofoca. Quando Paulo pediu oração para que o Senhor os livrasse “dos homens perversos e maus” (v.2), não se referia aos incrédulos, mas aos falsos crentes que disseminavam uma forma de vida contrária aos ensinamentos paulinos. Ao dizer: “convém imitar-nos” (v.7), Paulo não usou de soberba, mas da autoridade de quem vivia o evangelho de Cristo.
Notem que Paulo não os exortou, nem os aconselhou, mas lhes deu uma expressa ordem, em nome de Jesus, para que eles se apartassem dos irmãos que não estavam buscando viver o evangelho; não somente com a finalidade de não sofrerem influência, mas também para que os irmãos infiéis, envergonhados, pudessem reconhecer o seu pecado. Paulo não os considerava como inimigos, mas como irmãos que necessitavam ser advertidos acerca de seu mau procedimento (v.15). A genuína conversão dos tessalonicenses os faziam viver piedosamente conforme o exemplo que encontramos no livro de Atos: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” (At.2:44). Isto os unia, mas também era um risco à medida que alguns, aproveitando-se da generosidade dos fiéis, deixavam de trabalhar para viver às custas da liberalidade de outros, e ainda se achavam no direito de intrometer-se “na vida alheia” (v.11).
Precisamos levar em grande consideração o pedido inicial de Paulo, quando disse: “orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada” (v.1), para que não só oremos pelos pastores e obreiros de nossa igreja, como também a nossa vida seja uma manifestação das verdades do evangelho, “por termos em vista” oferecer ao mundo “exemplo em nós mesmos” (v.9) para nos imitarem assim como buscamos imitar a Cristo. Eu sei que este é um padrão no qual nenhum de nós cogita conseguir alcançar por si mesmo, mas é justamente por isso que precisamos que “o Senhor conduza o [nosso] coração ao amor de Deus e à constância de Cristo” (v.5). E esta é uma obra do Espírito Santo. A nossa parte é apenas aceitar esta obra em nossa vida, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5). “Quando, porém, vier o Consolador, que Eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dEle procede, Esse dará testemunho de Mim”, disse Jesus (Jo.15:26).
Quanto a nós, não nos cansemos “de fazer o bem” (v.13), procurando seguir o incomparável exemplo de Cristo Jesus. Tendo sempre em mente que todos nós somos pecadores e que, igualmente, carecemos da graça de Jesus, nos acheguemos, “portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:16). Pois ali, no lugar Santíssimo do santuário celestial, Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, intercede por todos nós, de onde está a assinatura de Deus, “de próprio punho” (v.17). “Este é o sinal” (v.17), que o Criador nos deixou nas “tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (Êx.31:18).
Que quando for revelado “o homem da iniquidade” (2Ts.2:3), nossa fé prática seja um testemunho de nossa aceitação e obediência “a toda a verdade” (Jo.16:16) e, seguindo os passos do Salvador (Jo.15:10), façamos parte do seleto grupo dos “que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
“A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós” (v.18).
Nosso amado Pai, reconhecemos que sem Ti não somos nada e que somente o Teu amor e a Tua graça podem realizar o milagre da transformação do nosso caráter. Livra-nos, Senhor, de praticar o que Te desagrada, mas que pelo poder do Teu Espírito, não nos cansemos de fazer o bem! Que o Senhor nos conceda a Tua paz em todas as circunstâncias, para que em todas elas possamos crer que Tu estás conosco. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
#2Tessalonicenses3 #RPSP
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“Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (v.13).
Precisamos entender este capítulo à luz do que está escrito no livro de Daniel. A profecia aponta para alguém que se rebelará contra Deus antes da segunda vinda de Cristo e que terá grande influência, “a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus” (v.4). As conjecturas que surgiram entre os tessalonicenses sobre “o Dia do Senhor” (v.2), como se vivessem nos últimos dias, foram esclarecidas por Paulo como ideias fora de tempo. Ele certamente havia recebido alguma luz acerca das profecias de Daniel e compreendido que o tempo determinado ainda não havia chegado. Com isto podemos perceber que o retorno de Cristo e o preparo para este Dia, são os temas centrais desta segunda epístola.
O apóstolo tinha uma fé viva na possibilidade de, ainda em vida, ver o seu Salvador retornar (1Co.15:51; 1Ts.4:17). Mas também, como estudioso das profecias, sabia que, antes, muitas coisas precisavam se cumprir. Dentre elas, a revelação do “homem da iniquidade” (v.3). A este, o profeta Daniel descreveu como um rei: “Este rei fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que se cumpra a indignação; porque aquilo que está determinado será feito” (Dn.11:36). Paulo fala de um período de apostasia que precederia a volta de Cristo. A palavra apostasia não se refere a uma rebelião externa, mas interna, ou seja, o falso ensinamento que surgiria no meio cristão, “com todo engano de injustiça” (v.10). Apostasia que seria liderada pelo “homem da iniquidade, o filho da perdição” (v.3), ou, como descrito em Apocalipse, “o falso profeta” (Ap.19:20).
Sabendo que iniquidade significa pecado, e “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4), o homem da iniquidade nada mais é do que um “fora da lei”, que tanto descumpre a lei de Deus como seduz as nações no mesmo sentido. Suas reais intenções, no entanto, só serão reveladas “em ocasião própria” (v.6). Desde os tempos apostólicos, é-nos dito que já operava “o mistério da iniquidade” (v.7), porém, o iníquo só será revelado quando o Espírito Santo, “que agora o detém” (v.7), for afastado por ocasião da conclusão do selamento dos servos de Deus (Ez.9:4; Ap.7:3). Este homem da iniquidade, “segundo a eficácia de Satanás” (v.9), operará grandes sinais “e prodígios da mentira” (v.9), “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). O apelo de Jesus continua sendo o mesmo, principalmente em nossos dias: “Vede que ninguém vos engane” (Mt.24:4).
Percebam que Paulo diz que o “engano de injustiça” será “aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (v.10). Não se enganem, meus irmãos, ou buscamos a Deus com o coração submisso e contrito através do estudo sincero de Sua Palavra, ou seremos facilmente arrastados por todo vento de doutrina. Paulo exortou os tessalonicenses a guardarem as tradições que lhes foram ensinadas por palavra e por epístolas (v.15). Isto nos diz que existe diferença entre tradição e tradição: a tradição cerimonialista (doutrinas de homens) e a tradição inspirada (pelo Espírito Santo). Com isso, Paulo chamou as suas cartas de tradições inspiradas que deveriam ser seguidas por estarem fundamentadas nos princípios divinos e não em “palavra de homens” (1Ts.2:13).
Muitos têm julgado ser de pouca importância o associar-se com os incrédulos enquanto sustentam uma postura de crentes em Cristo. Mas “que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2Co.6:14). Fomos chamados para pregar o evangelho, e não para moldá-lo segundo os padrões do mundo. Eu não sei você, mas eu sirvo ao Deus de Abraão, que não hesitou em levantar o cutelo contra o seu próprio filho. Eu sirvo ao Deus de José, que assumiu o risco de morte ao rejeitar a mulher de Potifar. Sirvo ao Deus de Daniel, que firmemente decidiu não se contaminar com as iguarias e com a idolatria de Babilônia. Sirvo ao Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que preferiam ter seus corpos queimados a ter que adorar outros deuses. Sirvo ao Deus de Paulo, que desprezava a própria vida por amor a Cristo.
Onde, pois, está a fé de nossos pais? Será que estamos dispostos a abrir mão de nossas vontades egoístas para experimentar a vontade de Deus? Será que estamos prontos para, se preciso for, padecer necessidades e privações, por “amor da verdade” (v.10)? Estamos, de fato, nos preparando para enfrentar um “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1)? Quando o mundo reverenciar o homem da iniquidade e nos for exigido que façamos o mesmo sob pena de morte, cederemos ou, como Josué decidiremos resolutos: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js.24:15)? O meu desejo e a minha oração é que “nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o [nosso] coração e [nos] confirmem em toda boa obra e boa palavra” (v.16-17). “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o [nosso] Senhor” (Mt.24:42).
Senhor, nosso Deus, louvado seja o Teu nome! Pai, concede-nos a fé de nossos pais! Uma fé operante, firme e que permaneça segura até Cristo voltar. Ó, Senhor, perdoa os nossos pecados, nos purificando de todo mal e nos concedendo um coração como o Teu! Que nada neste mundo seja mais importante do que o Senhor. Fortalece-nos nestes dias finais, Pai, com o poder do Espírito Santo! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “irmãos amados pelo Senhor” (v.13)!
Rosana Garcia Barros
#2Tessalonicenses2 #RPSP
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“Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando” (v.3).
Hoje estamos dando início ao estudo do livro de número cinquenta e três das Escrituras Sagradas. E as palavras ditas por Paulo no verso acima, a esta altura do campeonato, deveriam ser uma realidade na minha e na sua vida. Homens e mulheres cuja fé só cresce e cujo amor só aumenta, ainda que nas “perseguições e nas tribulações” (v.4); que não tomam por mérito o sofrer por Cristo, pois desconfiam de si mesmos e confiam apenas no poder divino; que sofrem pelo desejo ardente de serem “considerados dignos do reino de Deus” (v.5), pelos méritos de seu Salvador; que entendem que a vida de Jesus é o único modelo a ser seguido. Como escreveu Phillips Brooks: “Não estou enganado quando digo que todos os exércitos que já marcharam, todas as marinhas de guerra que já navegaram, todos os parlamentos que já se reuniram, todos os reis que já reinaram, em conjunto, não afetaram tanto a vida do Homem nesta Terra como aquela vida solitária – a vida de Jesus Cristo”.
Estamos diante de uma ação de graças diferente de todas as demais. Pois além de apresentar a fé e o amor como as primas virtudes do verdadeiro cristianismo, também apresenta o “reto juízo de Deus” (v.5) como “penalidade de eterna destruição” (v.9) contra os ímpios, e glória eterna para os salvos. A visão humana acerca do juízo divino tem sido equivocada e distorcida. Filmes, séries e livros de ficção têm confundido gerações e amortizado as mentes para o conhecimento da verdade. Hollywood transformou o grande conflito entre Cristo e Satanás em uma batalha épica que nada tem a ver com o real conflito que envolve o meu e o seu destino eterno. E mesmo no meio cristão, milhares têm sido influenciados por esta mídia demoníaca que tem o objetivo de tão somente desvirtuar a nossa mente das “coisas lá do alto” (Cl.3:2).
O povo de Deus passou por um terrível estado de apostasia no período do profeta Amós. Era um momento em que desfrutava de paz e tranquilidade. Na abundância e no sossego, esqueceram-se do Senhor. Sua religião era impecável em ritos e cerimônias, mas nauseante quanto à verdadeira adoração e prática de boas obras. Como uma Laodiceia do passado, confiavam em si mesmos, tornando-se independentes do Deus a quem diziam servir. E sobre o Dia do Senhor, que tanto professavam aguardar, foi-lhes dito: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz” (Am.5:18). E este recado sobremodo assustador foi dado não aos gentios, mas ao professo povo de Deus. Um recado que se estende aos nossos dias, à igreja de Laodiceia: “Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer” (Am.5:21).
O apelo do Senhor para o antigo Israel é o mesmo que faz hoje para o “Israel de Deus” (Gl.6:16). “Pois assim diz o Senhor à casa de Israel: Buscai-Me e vivei” (Am.5:4). O Dia do Senhor revelará as verdadeiras intenções e nada ficará oculto. “Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Ec.12:14). Jesus virá “para ser glorificado nos Seus santos e ser admirado em todos os que creram” (v.10). O Seu advento será o dia em que Ele contemplará “o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11). Mas também será o dia em que Ele virá “em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus, e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (v.8). Porque “aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1Jo.4:8). E Deus virá buscar os que, de fato, amaram, e porque amaram, perseveraram em obediência: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Amados, não cessemos de orar uns pelos outros, “para que o nosso Deus [nos] torne dignos da Sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé, a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em [nós], e [nós], nEle, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (v.12). Precisamos buscar ao Senhor de todo o nosso coração. O Espírito Santo está prestes a concluir a Sua obra. “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1). Seja Jesus o seu Advogado hoje, e você não precisará temê-Lo quando Ele vier como Juiz.
Nosso Deus e Pai, não queremos incorrer no erro dos filhos de Israel no tempo do profeta Amós, que desejavam a Tua vinda, sendo que não tinham o coração sincero diante de Ti nem estavam dispostos a mudar o seu modo de viver. Queremos sim ser como os tessalonicenses, cuja fé e amor revelavam um povo preparado para Te encontrar. Essa é uma obra que só o Teu Espírito pode realizar em nós. Por isso, confiantes na fidelidade da Tua Palavra, Te pedimos pelo batismo do Espírito Santo; a chuva temporã e a serôdia, para que a nossa vida glorifique tão somente a Ti. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#2Tessalonicenses1 #RPSP
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“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação” (v.8).
Em cada capítulo desta epístola, Paulo encerrou falando sobre a segunda vinda de Cristo. Sem dúvida alguma, a igreja de Tessalônica havia provado a sua fidelidade para com Deus quando, ainda que em meio à duras tribulações, permaneceu firme em fé, em amor e na esperança segura de ver seu Salvador regressar. Paulo assegurou que aquele grupo de “filhos da luz” (v.5) estava inteirado “com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite” (v.2). Não como Aquele que voltará apenas para alguns, pois “todo olho O verá” (Ap.1:7), mas como o Rei dos reis e Senhor dos senhores, que Se manifestará em glória quando os que são da noite menos esperarem. “Mas [nós], irmãos, não [estamos] em trevas, para que esse Dia como ladrão [nos] apanhe de surpresa” (v.4). Apesar de não sabermos “o dia nem a hora” (Mt.24:13), somos exortados a vigiar, ainda que durmam “os demais” (v.6).
Não sabemos o momento exato do retorno de Jesus, mas o Senhor não nos deixou às escuras. Ele nos ofertou luz suficiente. Portanto, “não desprezeis as profecias” (v.20), porque elas nos tornam conhecedores do tempo: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Quando Jesus proferiu o Seu sermão profético, elencou uma série de sinais que apontam para o fim dos tempos. Guerras, fomes, epidemias, terremotos, falta de amor, mas todos estes eram sinais que não apresentavam novidade alguma. Quando, porém, atentamos para as palavras de Paulo, no versículo três, percebemos o que Cristo quis dizer: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão”.
Assim como uma mulher grávida sente as dores das contrações de forma gradativa até a hora do parto, assim os sinais estão se intensificando apontando para o cumprimento da derradeira promessa de um Deus que não mente e que “o fará” (v.24). Ser um filho da luz, no entanto, não é simplesmente ser um conhecedor dos sinais, senão Paulo não teria exortado aos conhecedores do tempo que despertassem do sono. Ser um filho da luz é ser revestido “das armas da luz” de Cristo (Rm.13:12), é viver “em união com Ele” (v.10), ainda que durma (v.10). Creio que Paulo tenha usado desta linguagem lembrando da parábola das dez virgens. As dez eram virgens. As dez tinham suas lâmpadas acesas. As dez aguardavam o Noivo. As dez dormiram. As dez despertaram com o anúncio da chegada do Noivo. Mas apenas cinco mantiveram suas lâmpadas acesas, pois estavam preparadas com uma porção adicional de azeite e, somente estas, entraram para as bodas (Mt.25:1-13).
Que terrível cena será aquela que Cristo ilustrou com as cinco virgens loucas, quando milhares que viveram na escuridão de sua religião vazia e egoísta terão de ouvir: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12). O arauto do Senhor está a apregoar: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6). O Espírito Santo está despertando a igreja de Deus espalhada por todas as nações! Quem ouvirá a Sua voz e atenderá ao Seu clamor? “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). “Não apagueis o Espírito”, amados (v.19)! Despertemos para o momento sobremodo solene e urgente no qual estamos vivendo! “Orai sem cessar” (v.17). “Não desprezeis as profecias” (v.20), pois, “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv.29:18). Mas também não façam delas um fim em si mesmas, porque elas apenas apontam para a nossa segura salvação: Cristo Jesus, nosso Senhor.
“Regozijai-vos sempre” (v.16), na certeza de que sois guiados pelo Espírito de Deus para um lugar onde só haverá paz e alegria. “Vivei em paz uns com os outros” (v.13), para que comecem a viver aqui a atmosfera do Céu. “Admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos” (v.14), tendo sempre em mente o perdão e a misericórdia que Deus nos oferta a cada dia. “Fiel é o que [nos] chama” (v.24) e Ele não tardará. Que não haja desejo maior do que este em nosso coração: de estar para sempre com o Senhor!
Meus amados irmãos, “que o mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.23). “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco” (v.28).
Querido Deus e Pai, o mundo clama por um tempo de paz e segurança, depositando a sua confiança em homens falíveis. Mas nós confiamos no Senhor e na força do Seu poder, tomando como capacete a esperança da salvação. E esse capacete é a mente de Cristo, é o caráter dEle refletido em nós. Ó, Senhor, como um filho que pede algo que muito deseja a seus pais, nós clamamos que o Senhor nos conceda o Espírito Santo e nos santifique em tudo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos da luz!
Rosana Garcia Barros
#1Tessalonicenses5 #RPSP
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“Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais” (v.1).
Havia uma nítida preocupação de Paulo quanto à prática da santidade na igreja de Tessalônica. Apesar de sua fidelidade e generosidade, o risco de se envolverem ou tornarem permissivos pecados sexuais era muito grande, haja vista ser uma igreja composta, em sua maioria, por gentios. A mensagem da salvação pela graça unicamente pela fé em Cristo é libertadora e consoladora. Nenhuma de nossas obras seriam capazes de pagar o alto preço de nossa dívida. A vida do nosso Salvador nos é outorgada quando simplesmente aceitamos que a boa obra do Espírito Santo seja realizada em nós. E é justamente aqui que muitos se confundem. Porque não se trata de convencimento apenas, mas de conversão. Requer uma mudança de vida que nem todos estão dispostos a aceitar.
A graça não cancela a nossa necessidade de santificação, antes, a confirma. A ordem divina continua sendo a mesma: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). Basta olharmos para a vida dAquele que é o nosso exemplo de santidade. Por Sua graça, podemos nos tornar Seus imitadores, buscando seguir os Seus passos. José foi vendido por seus próprios irmãos, levado ao Egito como escravo e preso injustamente; um processo doloroso mas essencial a fim de que seu caráter fosse preparado para assumir o governo do Egito. Moisés precisou passar quarenta anos pastoreando ovelhas no deserto antes de sua missão de libertar os hebreus. São exemplos que nos mostram que Deus espera de nós uma resposta, “quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus” (v.1), e nesse sentido possamos progredir “cada vez mais” (v.1).
Amados, “Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (v.7). O que está acontecendo no meio cristão, hoje, é a prova inequívoca de que o afastamento da Palavra de Deus é letal. Pois como colocar em prática aquilo que desconheço? Como ser santo sem sorver da fonte da santidade? Jesus mesmo afirmou: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). Em contrapartida, também tem acontecido uma verdadeira batalha teológica entre ministros e leigos sempre em torno de temas que envolvem uma tomada de decisão. Contudo, eu nunca vi ou ouvi falar de ninguém que tenha entregue a vida a Cristo a partir de discussões e polêmicas. E enquanto o povo de Deus se debate entre si, Satanás se aproveita investindo na destruição das mentes, dos lares e da própria igreja.
Portanto, a progressão espiritual de que Paulo tanto exorta não se trata de justificação por obras, mas de uma resposta de amor, do resultado inevitável de uma vida relacional com Cristo através de Sua Palavra. Como está escrito: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18). “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Deus nos “dá o Seu Espírito Santo” (v.8), para que por Seu conhecimento tenhamos a vida eterna. “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). O que é mais lindo é que esse conhecimento não requer um doutorado em teologia para se obter. Ele está disponível ao mais humilde pecador que reconhece a sua necessidade em buscá-lo. E para este, a vida eterna começa aqui, pois a vida de Cristo está nele e sua própria vida, escondida em Deus, manifesta seu intenso desejo de encontrar o “Senhor nos ares”, e estar “para sempre com o Senhor” (v.17).
Este mundo caminha para a destruição final e a nossa missão como filhos e filhas de Deus requer o conhecimento que santifica, liberta e salva. Logo o Senhor voltará, amados! Logo ouviremos “a voz do arcanjo” e “a trombeta de Deus” (v.16), anunciando a nossa vitória em Cristo. Falta bem pouco para “os mortos em Cristo” (v.16) serem retirados do pó da terra com corpos glorificados e os vivos serem igualmente transformados num abrir e fechar de olhos. E o nosso tempo de preparo para a vinda do Senhor chama-se hoje, agora.
O meu desejo e a minha oração é que a nossa fé seja fortalecida e que, cheios do Espírito Santo, possamos proclamar em alta voz a verdade presente, ainda que perseguidos ou mal compreendidos. Porque “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12).
Santo Deus e Pai, ilumina a nossa mente com a gloriosa luz da Tua Palavra! Como necessitamos do Teu Espírito nos ensinando e nos ajudando a crescer Contigo a cada dia! Purifica-nos, nosso Pai! Santifica-nos! Prepara-nos para Te encontrar! Une o nosso coração com o Teu para que tudo em nós seja a Tua obra de reavivamento e reforma em nossa vida. Em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Te pedimos, confiando em Tuas fiéis promessas, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, santificados na Palavra!
Rosana Garcia Barros
#1Tessalonicenses4 #RPSP
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“E o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco” (v.12).
A comunhão experimentada pelos tessalonicenses tornou-se motivo de grande alegria para Paulo e seus companheiros. A forma como receberam e como compartilhavam o evangelho era plena, tanto em palavras como em atitudes. Eles não apenas aceitaram a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas, mas buscaram conhecê-Lo através de um relacionamento diário e real com Ele, e foi isso que fez toda a diferença. Assim como Cristo apresentou à religião farisaica o caráter divino e foi rejeitado, aquela igreja estava experimentando os sofrimentos de seu Mestre. Sua conduta cristã incomodava, de forma que não demorou para serem duramente perseguidos.
A ida de Timóteo à Tessalônica, diferente de outras cartas de Paulo, em que ele enviava seus irmãos de confiança às igrejas a fim de admoestá-las e corrigi-las, foi mais um meio de fortalecer e encorajar aqueles irmãos a fim de que não ficassem inquietos com as tribulações. E Paulo foi além, quando afirmou: “Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto” (v.3). As duras provas e perseguições não deveriam abalar a fé daquela igreja, mas fortalecê-la na certeza de que maior do que “o Tentador” (v.5), é o Deus que já o derrotou. E “o regresso de Timóteo” (v.6) foi um bálsamo ao coração do zeloso apóstolo que, ao saber da firmeza da fé e do amor dos tessalonicenses, foi grandemente consolado.
É intuito de Satanás fazer tudo o que está ao seu alcance para destruir a fé e o amor daqueles que amam a Deus. O seu maior objeto de fúria são aqueles “que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). À semelhança do que fez com Jesus, incitando os próprios judeus contra Aquele que diziam aguardar, o Tentador tem usado professos cristãos a fim de afligir os santos do Altíssimo. E a história tem se repetido, e alcançará grandes e terríveis proporções à medida que ele “sabe que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). Cumprir-se-á, então, o que o próprio Paulo advertiu: “E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At.20:30); pessoas que, possuindo aparência de santidade e mostrando um falso amor, conquistam outros com a finalidade de moldá-los à sua própria forma desvirtuada de pensar.
Oh, amados, oremos uns pelos outros, “noite e dia, com máximo empenho” (v.10), para que, de modo algum, sejamos cúmplices na obra satânica de suscitar divisões e inimizades no meio do povo de Deus. O Senhor nos chama para sermos reparadores de brechas, e para que nossos filhos edifiquem o que está em ruínas (Is.58:12). O mundo precisa de famílias que, solidificadas na verdade, revelem o verdadeiro caráter de Cristo. Um caráter que não agride, mas que ora e chora pela salvação de todos. Perto está o tempo (e creio que já começou), em que estas palavras se cumprirão: “Alguns tinham sido arrojados fora do caminho. Os descuidosos e indiferentes, que não se uniam com os que prezavam suficientemente a vitória e a salvação, para por elas lutar e angustiar-se com perseverança, não as alcançaram e foram deixados atrás, em trevas, e seu lugar foi imediatamente preenchido pelos que aceitavam a verdade e a ela se filiavam” (Ellen G. White, Eventos Finais, CPB, p.157).
De que lado estamos neste grande conflito que está prestes a terminar? Oro para que “o Senhor faça crescer e aumentar [o nosso] amor uns para com os outros e para com todos […] a fim de que seja o [nosso] coração confirmado em santidade, isento de culpa, na presença de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os Seus santos” (v.13).
Nosso amado Pai Celestial, ao lermos a Tua santa Palavra nos deparamos com tantos exemplos de cristãos genuínos, de homens e mulheres dispostos a dar a vida por Ti e uns pelos outros. E então olhamos para a nossa geração e percebemos quão distante estamos da fé primitiva! Senhor, desperta-nos a uma vida de oração intercessora com máximo empenho! Faz crescer e aumentar o nosso amor uns para com os outros, para que o nosso coração seja santificado e nisso confirmado, isento de culpa, diante da Tua presença na volta do nosso Senhor Jesus Cristo. Batiza-nos com Teu Espírito, nosso Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, firmados na fé e no amor de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#1Tessalonicenses3 #RPSP
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“A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha” (v.5).
Definitivamente, o objetivo de Paulo não era o de agradar pessoas, mas de fazer a vontade de Deus. Orientado pelo Espírito Santo, suas viagens eram sempre motivadas pela sua “ousada confiança” em Deus (v.2). Mesmo que “em meio a muita luta” (v.2), nenhum obstáculo era grande demais para alguém que estava disposto a dar “a própria vida” para que o evangelho fosse pregado a muitos (v.8). Paulo não buscava a “glória de homens” (v.6), contudo, o seu amor para com os irmãos era como o amor de um pai por seus filhos (v.7). A proclamação do evangelho o enchia do genuíno amor de Cristo, e mesmo suas próprias necessidades eram postas de lado a fim de que, de modo algum, a obra de Deus fosse infamada ou atrasada.
Paulo destacou algo interessante neste capítulo. A forma como os tessalonicenses receberam “a palavra de Deus” (v.13). Apesar da profunda consideração que nutriam por Paulo e seus companheiros de ministério, a verdade de Deus foi exaltada acima dos instrumentos humanos. Eles aceitaram a Palavra de Deus tal qual ela é e começaram a ser praticantes da mesma. Observem o final do versículo treze: “[…] a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes” (v.13). O conhecimento da verdade os levou à prática da verdade. Percebem a sequência, amados? Eles creram, e porque creram, obedeceram. Ao fazer uma analogia com a vida de Abraão, Tiago concluiu: “Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou” (Tg.2:22).
A igreja de Tessalônica tornou-se “o modelo” a ser seguido (1Ts.1:7) simplesmente porque buscou seguir o supremo Modelo: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10). Ainda que perseguida por seus próprios concidadãos (v.14), aquela igreja decidiu sofrer por Cristo e com Cristo. Certamente, aqueles irmãos queridos eram um conforto para Paulo, um conforto maravilhoso por saber que não era vã a sua labuta. Para ele era um privilégio ser um vaso escolhido de Deus para a proclamação do evangelho (v.4).
Com certeza (e agora falo em nome de todos nós que compomos a equipe do Reavivados Por Sua Palavra), não fomos delegados por homens, mas chamados por Deus. E a nossa alegria e conforto está em saber que muitos têm sido reavivados não por nossas palavras, mas pela Palavra de Deus que está acima de toda e qualquer palavra humana. Que estamos unidos num só propósito de exortarmos, consolarmos e admoestarmos uns aos outros para que possamos viver “por modo digno de Deus, que [nos] chama para o Seu reino e glória” (v.12). Por isso que, hoje, fazemos das palavras de Paulo as nossas: “Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria!” (v.20). E, de coração, declaramos que “vos tornastes muito amados de nós” (v.8).
Que Deus continue operando em nossa vida a transformação e a santificação que somente a Sua Palavra pode operar.
Pai querido, não temos nada de bom para Te oferecer, mas somente um coração corrompido pelas ranhuras do pecado. Queremos, porém, entregá-lo a Ti, porque só Tu podes transformá-lo em um coração manso e humilde, como o de Jesus. Senhor, desejamos tanto viver de modo digno diante de Ti! A Tua Palavra diz que precisamos pedir com fé e o Senhor nos dará, então Te pedimos, ó Deus, o Espírito Santo! Dá-nos Teu Espírito, Pai de amor! Concede-nos a mente de Cristo, para sermos encontrados por Ti como as virgens prudentes, como os sábios que entenderão que estamos vivendo no último cenário profético da história deste mundo. Guarda-nos para o Teu reino como os Teus pequeninos, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “amados de nós” (v.8)!
Rosana Garcia Barros
#1Tessalonicenses2 #RPSP
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“Porque de vós repercutiu a palavra do Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para com Deus, a tal ponto de não termos necessidade de acrescentar coisa alguma” (v.8).
As palavras iniciais de Paulo revelam uma comunidade evangélica que se tornou “o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia” (v.7). Com ternos afetos Paulo expressou sua alegria em saber que os irmãos de Tessalônica permaneciam servindo “o Deus vivo e verdadeiro” (v.9). Mesmo “em meio de muita tribulação” (v.6), aquela igreja mantinha firme a convicção de que o evangelho que haviam recebido não “somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo […] e por amor” (v.5), era valioso demais para ser subvertido pelas coisas deste mundo. Ali estava uma igreja reavivada que, “deixando os ídolos” (v.9), abandonando tudo o que possuía a inscrição do mal, foi uma verdadeira testemunha de Cristo e atalaia do evangelho do reino.
Por mais forte e inabalável que pareça a nossa fé, a fragilidade humana requer uma dose de ânimo a cada passo da jornada cristã. A preocupação de Paulo em relação aos tessalonicenses era que a fé deles fosse fortalecida enquanto cresciam em graça e santidade diante de Deus, mantendo os olhos sempre em vista de Cristo e de Sua gloriosa volta. Em outras palavras, Paulo os exortou a perseverar como testemunhas de Jesus, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). Quão alto deveria falar ao nosso coração o capítulo de hoje! Notem que a firmeza da esperança daqueles crentes não estava fundamentada em promessas de uma vida tranquila nesta Terra, mas que mesmo “em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo” (v.6), é possível atravessar o mar desta vida sobre o solo seguro de “Jesus, que nos livra da ira vindoura” (v.10) e nos promete um lar eterno onde “estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).
Nada neste mundo consegue abafar o grito da alma daqueles que suspiram pelo breve encontro com Jesus nos ares. A intimidade diária com as Escrituras e as sinceras e fervorosas orações os animam a prosseguir. Mesmo que sob o ataque constante e covarde daquele “que os acusa de dia e de noite” (Ap.12:10), é diante da fragilidade e completa dependência de Deus dos fiéis adoradores de Cristo que Satanás e seu exército tremem. Devemos e precisamos buscar ao Senhor de todo o coração enquanto há tempo. Nossa única defesa está na pessoa de Jesus Cristo, a Quem precisamos conhecer através de um relacionamento pessoal e constante. A experiência de Paulo foi o instrumento de Deus para que os de Tessalônica desejassem provar por si mesmos o amor e a amizade do Senhor. Da mesma forma, Deus deseja nos usar a fim de repercutir a Sua Palavra, de maneira que por toda parte seja divulgada a nossa “fé para com Deus” (v.8).
Eu posso resumir a minha experiência com Jesus em uma palavra: mudança. Mudança de rumo, mudança de prioridades, mudança de pensamento, mudança de coração. Isso não significa que a obra já está completa, amados. Muito pelo contrário. É uma obra constante, e perfeita, no sentido de que cada dia o Espírito Santo faz o que precisa ser feito. E nessa obra e batalha diária somos confrontados com o nosso pior inimigo: o nosso eu. E se somos transformados pela contemplação, para quem e para onde estamos olhando? A vida dos irmãos de Tessalônica testemunhava com precisão a sua visão santificada. Paulo afirmou: “vos tornastes imitadores nossos e do Senhor” (v.6). O que nos mostra que precisamos de boas referências aqui na Terra, mas, ainda que estas faltem, temos a referência superior que não falta e não falha: “nosso Senhor Jesus Cristo” (v.3).
Por isso, “amados de Deus” (v.4), acima de qualquer testemunha nesta Terra, que pela fragilidade humana possa nos decepcionar, temos “a Testemunha fiel e verdadeira” (Ap.3:14). Fixemos os nossos olhos em Jesus e no lar que Ele nos foi preparar. Que nesses dias finais e decisivos, sejamos contados entre os que servem “o Deus vivo e verdadeiro” (v.9). Que pelo estudo de Sua Palavra nosso coração seja tomado de saudades e do intenso desejo de correr para os braços do nosso Pai. Como uma criancinha, desejo encontrar o Senhor e ser amparada por Seu doce e inefável abraço. Desejo ouvir: “Pronto, acabou, agora você está segura, Minha filhinha!” Eu quero passar a eternidade agradecendo ao meu Deus por não ter desistido de mim! Que mesmo “em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo”, a nossa vida testifique a Quem pertencemos e para onde estamos indo.
Pai nosso que está nos Céus, santificado seja o Teu nome! Ó, Senhor, estamos tão cansados deste mundo mau e de nossa natureza pecaminosa! Como almejamos a pureza do Céu e os encantos da Tua gloriosa presença! Mesmo tão dessemelhantes de nosso Salvador, clamamos por Tua graça e misericórdia, que a boa obra que o Espírito começou em nós seja completada até o dia de Cristo Jesus. Entregamos a Ti o nosso coração para que haja genuína e progressiva mudança, até que o caráter de Cristo seja formado em nós. Dá-nos fé operante, amor abnegado e esperança firme. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1Tessalonicenses1 #RPSP
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“Perseverai na oração, vigiando com ações de graças” (v.2).
As palavras finais de Paulo em cada uma de suas epístolas são sempre carregadas de ternos afetos e de saudações a pessoas específicas. Em todas as suas cartas ele também enfatizou a importância de uma vida de oração e da prudência que necessitamos ter na obra do Senhor. No versículo cinco, Paulo estabeleceu um princípio fundamental para o evangelismo público: “Portai-vos com sabedoria para com os que são de fora; aproveitai as oportunidades”. Em espírito de oração, precisamos clamar a Deus por sabedoria para que a nossa vida seja sempre um benefício para o nosso próximo. Jesus era uma pessoa agradável e simples, que facilmente sentava nos banquetes dos ricos e também compartilhava das humildes refeições dos pobres. Todos os dias o Seu primeiro encontro era com o Pai, para que do Céu recebesse sabedoria suficiente em prol do ministério de amar para salvar.
O cristão não é alguém desagradável, cuja presença provoca aversão. Nem tampouco é influenciável, moldando-se conforme o ambiente. Jesus comia com pecadores, mas não comungava de seus pecados. Alguns fariseus e escribas O seguiam, mas Ele não Se tornava como eles para conquistá-los. Jesus simplesmente fazia a vontade de Deus enquanto Sua vida era um constante convite: “Segue-Me!” Cristo aproveitava cada oportunidade que surgia. Para a mulher samaritana, Ele foi o Homem sedento. Para a mulher adúltera, o Juiz compassivo. Para Nicodemos, o Mestre noturno. Para Zaqueu, o Conselheiro de finanças. Jesus sabia exatamente como deveria “responder a cada um” (v.6), e esta mesma sabedoria está à nossa disposição. Basta pedirmos: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tg.1:5).
A oração intercessora nos livra do egoísmo e enche o nosso coração de sincero interesse pelo bem estar e salvação de nossos semelhantes. Ela também nos prepara para o serviço missionário, nos concedendo “sabedoria para com os que são de fora” (v.5). Uma vida de fé em constante comunicação com Deus, por meio da oração e do cuidadoso estudo das Escrituras, fará também as obras que Cristo fez “e outras maiores fará” (Jo.14:12). Foi após dez dias de constante oração que os discípulos receberam a aguardada promessa do Espírito Santo e iniciaram um ministério de largo alcance. Este é o momento sobremodo oportuno para nos esforçarmos “continuamente […] nas orações” de uns para com os outros, a fim de que sejamos conservados “perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (v.12).
Portanto, “atenta para o ministério que recebeste no Senhor, para o cumprires” (v.17). Assim como Paulo pediu para que seus irmãos lembrassem de suas algemas (v.18), peço, meus irmãos, que nos lembremos uns dos outros. Cada um de nós passamos por lutas e “algemas” diferentes e necessitamos das orações e do afeto uns dos outros. Amo e oro por vocês todos os dias! Peço que lembrem de mim e de minha família em suas orações também.
“A graça seja convosco” (v.18).
Amado Pai Celestial, a Ti rendemos graças porque, em Tua infinita graça e misericórdia, não nos abandonastes! Quantas riquezas nos estão disponíveis em Tua Palavra! Riquezas que ninguém pode nos roubar, se perseverarmos em vigiar e orar. Suplicamos, Pai, que nos abra porta à Palavra, a fim de pregarmos o Teu evangelho eterno, aproveitando as oportunidades com sabedoria. Coloca em nossos lábios palavras agradáveis para sabermos como responder a cada um. Que sejamos lenitivo a nossos irmãos, atentando sempre para o ministério que recebemos no Senhor, para o cumprir. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, intercessores perseverantes!
Rosana Garcia Barros
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