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“Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como Este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (v.26).
Além de sacerdote, Melquisedeque também era rei e Abraão o considerou superior a ele mesmo. Portanto, apesar de sua origem ser desconhecida, e que o sacerdócio levítico só surgiria muito tempo depois pela descendência de Abraão, Melquisedeque prefigurou o sacerdócio de Cristo, que não foi “segundo a ordem de Arão” (v.11), e sim “segundo a ordem de Melquisedeque” (v.17). Ou seja, um sacerdócio superior e, portanto, originador de uma nova aliança.
Jesus cumpriu com fidelidade cada etapa do plano da redenção. O nosso Sumo Sacerdote e Rei humilhou-Se à estatura de um cordeiro e ofereceu o sacrifício perfeito que sacerdócio humano algum poderia oferecer. O Seu sacrifício superior, e superior aliança, revogou “a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade” (v.18). Em Cristo, toda a lei cerimonial foi cumprida e finalizada, não havendo mais necessidade de holocaustos ou de mediador humano. Foi esta a lei cancelada na cruz, jamais a lei dos Dez Mandamentos. Sobre isto, declara M. L. Andreasen:
“Que Satanás tem estado muito ativo contra a lei, é evidente. Se a lei de Deus é o reflexo de Seu caráter, e se esse caráter é oposto do de Satanás, este é por ela condenado. Cristo e a lei são um. Ele é a lei vivida, a lei feita carne. Por esse motivo Sua vida constitui uma condenação. Quando Satanás fez guerra a Cristo, combateu também a lei. Ao odiar a lei, aborreceu a Cristo. Cristo e a lei são inseparáveis” (O Ritual do Santuário, p. 248).
Aquele que possui “sacerdócio imutável” (v.24) também possui Sua lei imutável e deixou bem claro que o Seu ministério terrestre em nada a revogaria: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:17-18). Assim como o céu e a terra não passaram, a lei de Deus continua vigente e deve estar escrita em nosso coração com a tinta permanente do amor.
O amor a Deus e ao próximo resume a “cláusula pétrea” da Palavra de Deus. Jesus não veio ao mundo apenas para morrer em nosso lugar, mas para nos ensinar a amar. O santuário terrestre deveria ser o melhor lugar para se entender o amor, mas o tornaram um lugar de assassínio e de roubo. Tudo ali prefigurava o amor de Deus pela humanidade, mas o Seu próprio povo e aqueles que o dirigiam transformaram a “Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7) “em covil de salteadores” (Mt.21:13).
“Jesus Se tem tornado fiador de superior aliança” (v.22). Ele vive e está sempre intercedendo por nós. “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como Este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (v.26). Um Sumo Sacerdote que não precisa, como o era na antiga aliança, ficar oferecendo sacrifícios diários, “porque fez isto uma vez por todas, quando a Si mesmo Se ofereceu” (v.27). M. L. Andreasen também faz o seguinte comparativo:
“A lei diz: ‘O salário do pecado é a morte. Não tenho outra escolha senão exigir a vida’.
O sumo sacerdote replica: ‘Eu trouxe o sangue da vítima. Aceita-o’…
A morte do pecador satisfaz a lei. A morte do Imaculado provê resgate e liberta o pecador da morte” (O Ritual do Santuário, p. 156 e 157).
Cristo “aboliu, na Sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Ef.2:15), cumprindo “a palavra do juramento” (v.28). Através de Seu sacrifício expiatório somos purificados dos nossos pecados e recebemos a promessa da vitória final. “Filhinhos, agora, pois, permanecei nEle, para que, quando Ele Se manifestar, tenhamos confiança e dEle não nos afastemos envergonhados na Sua vinda” (1Jo.2:28).
Nosso Pai do Céu, nos ensina a olhar para a cruz a fim de sermos transformados pela contemplação de tão sublime amor! Ilumina a nossa mente com a luz que emana da Tua Palavra, para que o estudo do Teu santuário seja para nós como tesouro inestimável que quanto mais se busca mais se revela valioso. Fortalece nossa fé e nos salva por Tua graça e misericórdia! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Hebreus7 #RPSP
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“E assim, depois de esperar com paciência, obteve Abraão a promessa” (v.15).
Após avaliar a fé dos hebreus cristãos como infantil – no sentido de não haver progresso espiritual – o autor os exortou a se aprofundarem no conhecimento de Deus de modo que se deixassem “levar para o que é perfeito” (v.1). Ao elencar seis “princípios elementares da doutrina de Cristo” (v.1), pondo-os à parte como não sendo essencial naquele momento que neles se prendessem, ele não os desconsiderou. Pelo contrário, chamando-os de “base” (v.1), confirmou o sólido fundamento da doutrina de Cristo sobre a qual devemos construir e desenvolver a nossa fé. Os hebreus precisavam compreender a necessidade da edificação da fé, de seu crescimento e amadurecimento.
Notem que os princípios fundamentais apresentados neste capítulo contêm uma sequência lógica:
1. “Arrependimento de obras mortas”: O verdadeiro arrependimento envolve o abandono das obras da carne. O arrependimento nada mais é que a resposta humana à bondade divina (Rm.2:4);
2. “Fé em Deus”: Quando aceito a Jesus como Senhor e Salvador de minha vida, e me arrependo de meus pecados, é a fé em Seus méritos de justiça que me fortalece para prosseguir andando com Ele. Pois “esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1Jo.5:4);
3. “Batismos”: O batismo é a demonstração pública de que desejo seguir os passos do meu Salvador a começar pelo cumprimento da justiça que Ele mesmo Se submeteu ao iniciar o Seu ministério terrestre, nos deixando o exemplo. “E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle” (At.22:16);
4. “Imposição de mãos”: O ato de imposição de mãos a que o autor se referiu aqui pode estar associado ao ato iniciado pelos apóstolos ao impor as mãos sobre os que eram batizados, a fim de receberem o poder do Espírito Santo. Pois não há nada de mágico no batismo. O batismo deve ser uma resposta de obediência e de entrega; a permissão humana para a atuação divina. Então, “[o] Espírito Santo tomará as coisas de Deus e as revelará a você, transmitindo-as como força viva ao coração obediente” (Ellen G. White, CPB, Parábolas de Jesus, p.149);
5. “Ressurreição dos mortos”: O autor também julgou ser este um assunto bem definido entre os judeus cristãos. A verdade de que Cristo ressuscitou dos mortos, e que haverá de ressuscitar os que dormem no pó da terra, deve compor a base da fé cristã. “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos, ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29);
6. “Juízo eterno”: Eis um dos assuntos mais polêmicos na Bíblia, e, ao mesmo tempo, mais simples de se entender quando estudado e compreendido à luz do seguro e imutável “Assim diz o Senhor”. Não temos o que temer do juízo divino se confiamos a nossa vida nas mãos de Jesus Cristo, nosso Advogado celestial, O qual pagou a nossa exacerbante fiança. Como bem pontuou o discípulo amado: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1).
Pois bem, amados, com base nessa segura doutrina, precisamos erguer as paredes de nossa fé e permitir que o Espírito Santo nos transforme em Sua casa habitável, Sua santa morada. Quando há uma ruptura desta fé e, deliberadamente, um retorno à velha vida, pode acontecer a impossibilidade de que o autor se referiu, o pecado imperdoável contra o Espírito Santo. Disse Jesus: “se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir” (Mt.12:32). Trata-se, por exemplo, da obstinação de Faraó, que mais e mais endurecia o seu coração diante das manifestações do poder de Deus no derramamento das pragas sobre o Egito. Condição esta que será novamente testemunhada nos ímpios quando caírem as últimas pragas sobre a Terra (Ap.16:9, 11, 21).
Como a última igreja de Deus na Terra, não podemos nos conformar com uma fé rasa e líquida, que se apega a questões que em nada nos edificam. Mas, firmes e constantes na oração e no diligente e sério estudo das Escrituras e do Espírito de Profecia, devemos, “cada um de [nós]”, mostrar, “até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança” (v.11), para que não nos tornemos indolentes, insensíveis à obra do Espírito do Senhor, “mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas” (v.12). Como Abraão esperou com paciência pelo cumprimento da promessa, somos chamados a suportar o que julgamos demorado: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Que o Espírito Santo faça de nós verdadeiros gigantes na fé.
Pai Celestial, não existem impossíveis em nenhuma de Tuas promessas, e nós cremos que elas são fiéis e verdadeiras. Os ensinos da Tua Palavra formam a base da nossa fé e é necessário que ela cresça e seja fortalecida, para que uma vez iluminados pelo Espírito Santo assim perseveremos até o fim. Ó, Senhor, nós que já corremos para o refúgio, queremos em Ti permanecer. Que sejamos imitadores daqueles que pela fé e paciência herdam as promessas. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aperfeiçoados em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Hebreus6 #RPSP
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“E, tendo sido aperfeiçoado, tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem” (v.9).
Muito antes de Arão ou da ordem para a edificação do santuário terrestre, já havia o sacerdócio de Cristo e o santuário celeste. Após libertar o seu sobrinho Ló, bem como o povo de Sodoma e Gomorra que havia sido levado cativo e recuperado todos os seus tesouros, Abraão foi recebido por “Melquisedeque, rei de Salém […] sacerdote do Deus Altíssimo” (Gn.14:18). Este encontro misterioso e intrigante quanto ao fato de que, até então, não havia relato algum da existência de um santuário na Terra, foi a prefiguração do sacerdócio de Cristo. Levando consigo pão e vinho, o “rei de Salém”, ou “rei da paz”, também prefigurou o sacrifício de Jesus. “Assim […] Cristo a Si mesmo não Se glorificou, para Se tornar sumo sacerdote, mas O glorificou Aquele que Lhe disse: […] Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (v.5-6).
Como Sacerdote, e Sumo Sacerdote, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-Se o Autor da salvação eterna para todos os que Lhe obedecem” (v.8-9). Assim como o próprio Filho de Deus obedeceu ao chamado do Pai e procurou viver em obediência, somos chamados a seguir-Lhe o exemplo. Cristo veio a esta Terra e experimentou as nossas fraquezas, condoendo-Se de nossa triste condição. A Sua perfeita obediência nos garante a salvação eterna, mediante os Seus indiscutíveis méritos. Justificado pela fé, Abraão buscou viver em conformidade com a vontade de Deus e encontrou a bênção e a aprovação divina em seu encontro com Melquisedeque.
Da mesma forma que Cristo mesmo foi provado no sofrimento, o cristão é provado a fim de ser constantemente aperfeiçoado. O Seu sacrifício por nós foi eficaz e suficiente, mas isso não significa que não temos um papel a cumprir. “E de tudo lhe deu Abraão o dízimo” (Gn.14:20). A resposta do patriarca frente à bênção recebida, e sua obediência a ponto de estar disposto a sacrificar o próprio filho, são provas de que a salvação nunca é infrutífera, mas sempre resulta em obras de justiça. O próprio Deus provou o Seu amor para conosco, em ter-nos enviado o Seu Primogênito. Que maior prova de amor podemos Lhe oferecer se não com nossa fé operante?
Se, de fato, conhecemos “os princípios elementares dos oráculos de Deus” (v.12), então, “pela prática”, exercitemos as nossas faculdades para sabermos fazer diferença entre o bem e o mal (v.14). Assim como Abraão devolveu o dízimo de tudo o que tinha, mas se recusou a aceitar recompensas de um rei corrupto, precisamos nos apegar às verdades da Palavra de Deus que definem, de maneira muito clara, “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18).
Amados, não vai longe o tempo em que não haverá mais tempo. Logo, o Espírito de Deus Se retirará da Terra. Os últimos eventos proféticos serão sucessivos e rápidos. Estamos prontos para a tempestade que virá? Enquanto o tempo ainda nos é favorável, que possamos crescer na graça de Cristo, e alcançar, como Abraão, o mais privilegiado título que ele poderia receber do próprio Deus: “Abraão, Meu amigo” (Is.41:8).
Nosso Deus e Pai, quanto almejamos ser chamados de Teus amigos! E o alicerce de uma boa amizade inclui confiança, companheirismo, amor e disposição em fazer o outro feliz. Que seja este o alicerce de nossa amizade Contigo, Pai. Teu servo Abraão Lhe foi submisso e subiu montanha acima com seu filho porque ele Te conhecia e a obediência tornou-se algo inerente a ele, de forma que não conseguia agir diferente. Senhor, almejamos esta intimidade Contigo! Só temos um tênue vislumbre do que está para vir sobre este mundo. Fortalece a nossa fé, Senhor! Uma fé que não vacile mesmo diante do cansaço, da demora e da fome. Prepara-nos para Te encontrar e capacita-nos para a Tua última obra de salvação! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Hebreus5 #RPSP
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“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (v.9).
Cada capítulo deste livro é uma continuação do anterior, culminando na mensagem mais importante de Hebreus: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb.13:8). Ao fazer menção ao descanso “no sétimo dia” (v.4), o autor volveu o olhar dos judeus para o sábado que o Senhor instituiu ao concluir a criação, e não no Sinai. Além de representar a imutabilidade da Lei de Deus, as tábuas de pedra também representavam a dureza de coração de um povo que havia esquecido do seu Deus. Houvessem eles crido em Deus e se mantido fiéis aos Seus mandamentos imutáveis, e não teria sido necessário esculpi-los em pedras.
O “descanso de Deus” (v.10) é a recompensa que Ele dá ao homem pelas obras que Ele mesmo realiza e a oportunidade de exercer a fé nAquele que nos mantém. Quando Adão e Eva cessavam suas tarefas no Éden a cada semana, no sábado experimentavam com deleite observar, na companhia de seu Criador, uma flor a desabrochar, uma fruta amadurecer, um animalzinho a nascer, uma semente a brotar, e percebiam que tudo aquilo não acontecia pelo trabalho de suas mãos, mas unicamente pelas mãos do soberano Provedor. Suas mentes se voltavam ainda mais para Deus, e uniam suas vozes as dos anjos em louvor ao Verbo que tudo criara e mantinha. Era o próprio Jesus que andava com eles no jardim e os instruía em perfeita sabedoria. Após a queda, afastados deste contato face a face com Cristo, o sábado tornou-se um alívio aos fardos do trabalho fatigante de cada semana. Imagino o quanto o casal edênico lembrava de como aquele dia era observado no Éden e glorificavam a Deus por Sua misericórdia em mantê-lo como um sinal de que um dia eles estariam no Éden restaurado adorando ao Senhor “de um sábado a outro” (Is.66:23).
O convite de Jesus à humanidade tem uma íntima ligação com o sábado que Ele criou “por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc.2:27). Ele diz: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt.11:28-29). Percebam que logo após essas palavras, Jesus mostrou aos fariseus o verdadeiro significado do descanso sabático, como um dia de misericórdia e não de sacrifícios, e que Ele é o “Senhor do sábado” (Mt.12:8). O sábado vem até nós como uma bênção da criação, que o pecado não pôde destruir. É Jesus nos chamando para irmos até Ele, recebendo alívio e conforto de nossas labutas semanais e dEle aprendendo neste dia de especial comunhão com Ele. Apenas duas pessoas de todo o povo de Israel que saiu do Egito entraram em Canaã, porque confiaram na boa mão do Senhor e foram obedientes. Apenas um remanescente restará de todos os povos, e línguas, e nações da Terra, que irá perseverar até ao fim em confiar no Senhor e entrará, portanto, na Canaã celestial: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12).
Em todo o tempo Deus ensinou ao Seu povo que descansar nEle não se trata de uma obediência pesada, mas leve e motivada pelo amor. Infelizmente, Israel falhou em compreender que diante dele, a cada sábado, estava Aquele que caminhava no Éden com nossos primeiros pais. Hoje é o tempo da oportunidade que nos resta para aceitarmos este descanso. “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência” (v.11). “Porque não temos Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas; antes, foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (v.15). Jesus observou o sábado com Seus discípulos da mesma forma que O fazia com Adão e Eva, ao colher os frutos da terra e proporcionar-lhes momentos de deleite físico, de renovação mental e de enriquecimento espiritual.
Em nossas mãos está a Palavra de Deus, que “é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes […] e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (v.12). E em toda ela não encontramos um só versículo em que o Senhor revogue o que Ele mesmo instituiu como um dia santo desde a criação do mundo. Como também não há um versículo sequer que indique outro dia como substituto do santo sábado. Quando descansamos em Cristo, Aquele que, no sábado, descansou na tumba fria, e nEle depositamos toda a nossa confiança, O obedecemos “com alegria e não gemendo” (Hb.13:17). Portanto, “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (v.7). Assim como o sábado não é um dia de holocaustos, mas de misericórdia (Mt.12:7), “acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (v.16).
Nosso Deus e Criador, nós Te agradecemos pela bênção semanal, que é o Teu santo sábado! Muito obrigado, nosso Pai, por separar para nós este dia especial de comunhão especial Contigo! Um dia que nos lembra a quem pertencemos, de onde viemos e para onde estamos indo. Queremos estar prontos para entrar na Canaã celestial. Que a Tua Palavra continue operando em nós a santificação que tanto necessitamos! E que os nossos olhos estejam sempre no santuário, de onde Jesus intercede por nós e Se compadece das nossas fraquezas. Batiza-nos com Teu Espírito, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, aqueles que descansam em Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Hebreus4 #RPSP
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“Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (v.15).
Pela primeira e única vez nas Escrituras, Jesus recebeu o título de “Apóstolo” (v.1). Como alguém que deixa a sua própria vontade de lado, Cristo veio e cumpriu fielmente a Sua missão conforme a vontade de Seu Pai. Sendo o superior e incomparável Apóstolo, preparou a primeira formação de apóstolos que, seguindo o Seu exemplo, renunciaram a própria vida por amor ao evangelho que creram e abraçaram. Crer na Palavra de Deus e em Cristo consiste em seguir os passos de Jesus, assim como Ele andou sobre as pegadas de Deus (Jo.15:10). A expressão “santos irmãos” (v.1) indica o cuidado e o amor do autor para com os judeus cristãos, a fim de deixar claro que o seu objetivo não era feri-los, mas orientá-los quanto ao perigo de sustentar uma religião cerimonialista, tradicional, mas nada relacional.
A consideração e o respeito por Moisés e “suas leis” eram elevados acima da honra que deveria ser dada ao Legislador divino. O recado do autor foi mais ou menos o seguinte: “Ei, vocês que foram separados para habitar no Céu, considerem com muita atenção a obra realizada por Cristo na Terra e a obra que agora Ele realiza no Céu”. Ele não disse, observem as obras de Moisés, ou de Abraão, ou de outro patriarca. Mas colocou em ordem os papéis que estavam sendo invertidos. “E Moisés era fiel, em toda a casa de Deus, como servo […] Cristo, porém, como Filho, em Sua casa” (v.5-6). Cristo e Sua Palavra devem compor o fundamento de nossa fé. Construir a casa sobre esta Rocha, “a qual casa somos nós” (v.6), será a nossa única segurança frente à derradeira tempestade que se aproxima.
Tal fundamento possui um significado que Jesus mesmo descreveu: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mt.7:24). Tiago complementou este pensamento, ao dizer: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22). Ouvir e praticar são as duas ações que se fundem no plano da salvação. Precisamos compreender as palavras que Jesus dirigiu aos Seus conterrâneos judeus: “Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em Mim; porquanto ele escreveu a Meu respeito. Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas Minhas palavras?” (Jo.5:46-47). Ora, Jesus estava falando aos homens que se diziam fiéis cumpridores da lei de Deus e dos estatutos dados a Moisés. Como, pois, Jesus afirmou que eles não criam nos escritos de Moisés?
Ao citar o exemplo da rebelião de Israel no deserto, o autor de Hebreus revelou o verdadeiro significado do que seja crer conforme a Bíblia: “E contra quem jurou que não entrariam no Seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade” (v.18-19). Ao igualar a desobediência à incredulidade, o autor não abriu um precedente à salvação pelas obras, mas em que a salvação sempre resulta em boas obras, as obras do Espírito Santo. “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (v.7-8). A humanidade tem enganado a si mesma ao resistir à voz de um Consolador que está prestes a encerrar a Sua missão nesta terra. E o “engano do pecado” (v.13) endurece o coração até que se torne insensível à voz do Espírito Santo.
A resposta de Paulo ao carcereiro romano, portanto, não foi uma frase de efeito apenas, mas uma firme decisão que pode definir o nosso destino eterno: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At.16:31). Aquele que veio “engrandecer a lei e fazê-la gloriosa” (Is.42:21), está reunindo os Seus últimos e fiéis servos, cuja vida está edificada sobre a Rocha, “porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Homens e mulheres, que como o salmista, possam exclamar: “Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação todo dia!” (Sl.119:97). Servos fiéis de Deus cuja obediência exale o bom perfume de Cristo, e não o legalismo de um fariseu. “Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos” (v.14).
Deseja ser um fiel servo de Cristo? Peça ao Espírito Santo que lhe ajude a viver como Ele viveu, “tornando-se obediente até à morte” (Fp.2:8.). E logo a recompensa virá: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10).
Nosso Deus Criador, louvado seja o Teu nome por mais um sábado; o único mandamento que o Senhor iniciou dizendo: “Lembra-te”! Israel teve o privilégio de ver os Teus mandamentos escritos pelo Teu dedo em tábuas de pedra, mas não entenderam que eles precisavam, acima de tudo, estar escritos no coração. Da mesma forma não adianta sermos meramente conhecedores da Tua Palavra se não a praticarmos. Pai, queremos, como Davi, guardar a Tua Palavra em nosso coração para não pecar contra Ti. Queremos meditar nela dia e noite com alegria. Queremos Te obedecer porque Te amamos. Queremos ter o caráter de Jesus em nós, e esse caráter está codificado em Teus mandamentos. Livra-nos de um perverso coração de incredulidade! Faz-nos habitação do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fiéis servos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Hebreus3 #RPSP
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“Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos” (v.1).
O tema sobre o ministério dos anjos e a divindade de Cristo é mais importante do que de fato temos compreendido. Paulo se referiu a este tema quando incitou os hebreus cristãos a se apegarem mais firmemente “às verdades ouvidas”. Se os anjos são instrumentos divinos na obra de auxiliar os herdeiros dos tesouros celestes, tanto mais Cristo realizou a fim de assegurar a eterna herança dos salvos. Nas declarações de Cristo encontramos a razão porque somente Ele poderia cumprir o plano da salvação: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6). “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo.11:25). Jesus é a vida! E só a Vida poderia destruir “aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo” (v.14). Por mais que os próprios anjos se oferecessem para sofrer o martírio de seu Senhor, como seres criados eles não têm vida em si mesmos, portanto, seria um sacrifício inútil e insuficiente.
Prestes a iniciar o Seu ministério, “foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo” (Mt.4:1). Como um anjo de luz magnificente, Satanás se revelou como um enviado de Deus a fim de socorrer o Salvador em Sua dificuldade. Como no Éden, o apetite foi apresentado como algo que deveria ser prontamente saciado. Mas ao contrário da queda do primeiro Adão, o segundo Adão, ainda que faminto pelo período de jejum prolongado, revelou a firmeza de quem havia Se alimentado na segura fonte de nutrição divina: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4:4). E a vitória de Cristo sobre a adversário é conferida a todo aquele que escolhe se apegar às verdades de Sua Palavra com firmeza, tanto mais quanto percebe “que o Dia se aproxima” (Hb.10:25). “Pois, naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (v.18).
A vida de Jesus era completamente respaldada na Palavra da Verdade. De igual modo, Ele espera não menos fidelidade e integridade por parte de Seu povo. Aquele que, “por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, […] para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (v.9), e que por Sua obra vitoriosa nos está preparando um lugar em Seu reino (Jo.14:1-3), nos convida a ir ter com Ele e dEle obtermos o caráter que nos habilitará a morar com os santos anjos: “e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29). Se “por meio de sofrimentos, o Autor da salvação” (v.10) foi aperfeiçoado, também por meio de sofrimentos Deus há de aperfeiçoar o Seu povo, os provando, purificando e embranquecendo (Dn.11:35).
Semelhante a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego — que por sua fidelidade e inquebrantável confiança em Deus, foram lançados na fornalha grandemente aquecida – como aqueles três jovens foram os únicos dentre o seu próprio povo a negar-se prestar uma adoração espúria, Deus há de revelar diante do Universo, bem no momento de maior prova, quando for exigido que se adore a imagem da besta (Ap.13:15), que Ele possui um remanescente que se apegou com firmeza à Palavra da Verdade: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Amados, estamos vivendo em tempos difíceis, onde a ganância por territórios e poder têm dizimado a vida até mesmo de inocentes; onde muitos têm sido perseguidos, ou até mortos, pela desumanidade de homens cruéis. Até quando? Tempos ainda mais difíceis virão e precisamos, como nunca antes, seguir a ordem do Mestre: “Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do Homem” (Lc.21:36). Como os três jovens hebreus, que possamos estar em pé na presença de Deus quando as fogueiras da perseguição forem reacendidas.
Nosso Deus e Pai, nosso coração sofre com os resultados do pecado que têm se manifestado cada vez mais terríveis e chocantes! Oh, Pai, ao mesmo tempo, que alívio e alegria sentimos em saber que este é um sinal do Teu iminente retorno! A esperança da vida eterna em Cristo Jesus é o que ainda anima e fortalece o nosso espírito, e nós queremos estar prontos para o Teu grande Dia. Pai Santo e Bendito, abre bem os nossos olhos para que possamos Te ver e abre bem os nossos ouvidos para que possamos Te ouvir; pois ao contemplar a Tua face somos transformados e ao ouvir as Tuas palavras somos santificados. Capacita-nos para a missão de proclamar o Teu evangelho eterno mediante o poder do Teu Espírito, a fim de que sejamos o Teu último remanescente. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, remanescente do Senhor Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Hebreus2 #RPSP
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“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do Seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, depois de ter feito purificação dos pecados, assentou-Se à direita da Majestade, nas alturas” (v.3).
A discussão acerca da autoria de Hebreus é ampla e antiga. Ao longo de séculos, grandes estudiosos têm se debruçado sobre esta epístola e a examinado com minúcia a fim de encontrar indícios que confirmem suas expectativas. No entanto, maior luz há sobre o seu conteúdo que, independentemente do instrumento humano, revela preciosas verdades (mas sou adepta da corrente que defende a autoria paulina). “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho” (v.1-2). O autor introduziu esta epístola exaltando a pessoa de Cristo Jesus e mostrando, através da própria Escritura, a clara distinção entre Cristo e os anjos.
Destinado aos judeus cristãos, este sermão em forma de carta certamente foi escrito com o objetivo de proporcionar uma clara compreensão sobre o ministério de Jesus a partir dos escritos do Antigo Testamento, e como todos os símbolos apontavam para o Redentor da humanidade. Os anjos desempenharam um papel fundamental nos primórdios de Israel. Esses mensageiros de Deus apareceram a alguns de seus patriarcas em visões, sonhos e até em forma corpórea. Por vezes, entretanto, a Bíblia se refere ao “Anjo do Senhor” de forma diferenciada, como sendo o próprio Deus. Ele não negava que O adorassem, quando, por exemplo, apareceu a Josué e este O adorou (Js.5:14).
Mesmo que a expressão utilizada em Josué tenha sido “um homem”, não deixa de assemelhar-se à aparição dos anjos quando se mostravam em forma humana. A aparição de Cristo, “o Príncipe dos exércitos do Senhor”, era uma forma de revelar aos Seus filhos de que Ele é um Deus pessoal e que os Seus anjos estão sob o Seu governo. O autor procurou desviar a atenção dos judeus da veneração das obras angélicas, para a maravilhosa obra da redenção por meio de Cristo Jesus. “Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (v.14). O ministério dos anjos é tão somente mais um dos instrumentos de Deus para cuidar dos Seus filhos. Eles agem em favor de nossa salvação, mas nem um deles ou todos eles juntos poderiam pagar o caríssimo preço de nosso resgate.
Todas as cerimônias, festas e liturgias envolvendo o santuário terrestre prefiguravam o sacrifício, a redenção e a salvação por meio do sangue do Cordeiro de Deus. No átrio, Jesus é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). No lugar Santo, Ele é o Sacerdote que faz propiciação por nossos pecados. No lugar Santíssimo, Ele é o nosso Sumo Sacerdote, que nos purifica de todo o pecado e nos atribui a Sua própria justiça. O autor lançou o olhar para dentro do santuário e, didática e gradualmente, mostrou, ponto a ponto, que o ministério de Jesus foi perfeitamente cumprido na Terra e permanece sendo cumprido no Céu.
Aquele que é Deus conosco é “a expressão exata” do amor do Pai (v.3). Ele é o nosso Criador e os Seus “anos jamais terão fim” (v.11). Os anjos são os Seus ministros que Ele envia em nosso benefício e de todos quantos “hão de herdar a salvação”. Que jamais percamos de vista Aquele que Se entregou por nós, intercede por nós e faz expiação por nossos pecados. Sem dúvida alguma, o livro de Hebreus abrirá nossos olhos para melhor conhecermos e compreendermos o ministério sacerdotal de Cristo e para estudarmos juntos a doutrina do santuário onde Jesus é o centro de tudo. O salmista Asafe precisava compreender esta verdade a fim de desviar seus olhos deste mundo. Foi quando entrou no santuário, que então entendeu a justiça divina (Sl.73:17). Vamos nós também entrar no santuário de Deus?
Muito obrigado, Pai, pelo ministério dos anjos que o Senhor envia em nosso favor! Santo e amado Deus, a partir de hoje clamamos a Ti que nos ajude a compreender tão preciosa doutrina, que é a doutrina do santuário! Foi no Céu, no mais santo lugar, que surgiu o mistério da impiedade no coração de um anjo criado perfeito, e será lá, no santuário celestial, que Jesus acabará de uma vez por todas com o problema do pecado. Ensina-nos a olhar para o santuário, como fez Asafe, e entender que as injustiças deste mundo muito em breve terão fim e nós podemos confiar em Ti. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que hão de herdar a salvação!
Rosana Garcia Barros
#Hebreus1 #RPSP
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“Pois, irmão, tive grande alegria e conforto no teu amor, porquanto o coração dos santos tem sido reanimado por teu intermédio” (v.7).
Embora seja a mais curta epístola de Paulo, a sua mensagem é carregada de um propósito grandioso. Membro fiel da igreja de Colossos, Filemom mantinha em sua casa um pequeno grupo de crentes em Cristo e sua fé e amor eram conhecidos de todos. Apelando a este amor foi que Paulo se apresentou como “prisioneiro de Cristo Jesus” (v.1) a fim de ilustrar e reforçar seu apelo ao fiel irmão. Antes de ser convertido ao evangelho de Cristo, Onésimo havia fugido da presença de seu senhor Filemom. O pedido de Paulo, portanto, exemplifica a tônica do evangelho de Cristo, que não faz distinção entre servos e senhores, “em nome do amor” (v.9).
Onésimo se propôs a retornar ao senhorio de Filemom e Paulo buscou certificar-se de que este o receberia da mesma forma que um pai receberia um filho que volta para casa. Ainda assim, Paulo assumiu como sua, qualquer dívida que houvesse da parte de Onésimo e declarou que o perdão conferido a este servo lhe reanimaria o próprio coração. De escravo a “irmão caríssimo” (v.16), Onésimo experimentou o poder da Palavra de Cristo, que nos torna membros de um só corpo. Antes, não passava de um escravo fugitivo, até ser encontrado por Jesus para fazer jus ao significado do seu nome, que quer dizer “útil” (v.11).
Com linguagem clara e amável, Paulo foi direto ao ponto, exortando Filemom a usar de misericórdia para com Onésimo, apesar de saber que ele faria bem mais do que o apóstolo lhe havia pedido (v.21). Vivendo entre cadeias e perseguições, Paulo sentia na pele os efeitos da maldade humana. Como servos de um Senhor que nos liberta, somos chamados a agir de igual misericórdia não somente com os que se arrependem, como Onésimo, mas também com os que insistem em nos fazer o mal. Quando na cruz, sendo insultado e humilhado, Jesus orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc.23:34). Quando apedrejado por seus algozes, Estêvão também orou: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (At.7:60).
Em Cristo, todos nós somos colocados no mesmo patamar de salvos pela Sua maravilhosa graça, e o que recebemos de graça, também devemos compartilhar de graça. Assim como a graça de Deus nos é um favor imerecido, o nosso amor de uns para com os outros não deve ser uma retribuição meritória, mas a atuação do Espírito Santo em nós, a fim de que nossa “bondade não venha a ser como que por obrigação, mas de livre vontade” (v.14). Como Paulo assumiu a conta de Onésimo, estamos nós dispostos a fazer o mesmo em favor de quem errou? Unicamente pela graça de Jesus temos acesso ao perdão divino. Mas se negamos o perdão de insignificante dívida, como esperamos que o Pai perdoe o nosso incalculável débito?
Cristo mesmo afirmou: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt.6:14-15). O povo de Deus é chamado para ser perfeito como perfeito é o Pai celeste (Mt.5:48), e esta perfeição não tem a ver com cerimonialismo religioso, mas com a prática do amor imerecido. Lembremos de Judas, de como Cristo o amou até o fim, ainda que ele tenha selado a sua rejeição eterna. Lembremos de Pedro, que encontrou o amoroso olhar do Salvador, mesmo após tê-Lo negado três vezes. Olhemos para Cristo, o Amor encarnado que a Si mesmo Se deu em favor de uma raça caída e destituída de qualquer mérito. Que esse amor nos impulsione a amar como Ele nos amou, e a oferecer o perdão que constantemente Ele nos oferece.
“A graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso espírito” (v.25).
Amado Pai perdoador, derrama o Teu amor em nosso coração mediante o Teu Espírito! Como necessitamos desse amor nos impulsionando à morte do eu e ao viver de Cristo! Senhor, só Tu conheces as nossas limitações e as nossas fraquezas, e só o Senhor tem o poder de transformar o nosso coração e fazer da nossa vida um testemunho de que é possível amar quem não merece ser amado. A cruz é a maior prova disso. Dá-nos sabedoria em nossos relacionamentos, pois o amor genuíno também se manifesta em atos ou palavras de repreensão e disciplina. Enche-nos do Espírito Santo nos guiando a cada passo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados irmãos em Cristo Jesus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Filemom #RPSP
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“Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (v.5).
Muitos foram os esforços de Paulo a fim de orientar seus irmãos na fé, especialmente aqueles que haviam sido seus cooperadores e amigos de confiança. Como seu imitador e imitador de Cristo, Tito deveria transmitir as verdades eternas por palavras e ações. O respeito às autoridades, a obediência a Deus e a “cortesia, para com todos os homens” (v.2), contudo, não nos exime de nossa condição pecaminosa e totalmente dependente da graça de Deus. Antes, tornam-se o resultado da graça que aceitamos. Quando agimos de misericórdia para com os erros dos outros, lembrando da forma como Jesus nos encontrou e nos salvou, percebemos que só Ele tem o poder de transformar corações terrivelmente corruptos em corações segundo o Seu.
Olhemos para o testemunho de Davi. Adultério, homicídio e mentira envolveram a sua antiga vida, mas o Senhor que lê os corações, declarou sobre ele: “Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o Meu coração, que fará toda a Minha vontade” (At.13:22). A bondade de Deus o alcançou quando ainda no erro, e sua resposta positiva aos reclamos divinos resultou no “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (v.5). Quando agimos com sincera cortesia, inclusive com aqueles que nos perseguem, não há uma demonstração da natureza humana, mas da natureza divina atuando no homem renovado pelo Espírito de Deus. Primeiro, o nosso coração deve estar ligado ao de Deus, então, faremos a Sua vontade, não por obrigação, mas pelo amor que o Seu Espírito derrama em nossa vida.
A solicitude “na prática de boas obras” (v.8), sempre sucede a busca por um coração purificado. Aqueles que têm julgado as obras de suas mãos como dignas de louvor meritório estão no terreno encantado de Satanás, que, ao olhar para si mesmo, desejou a glória que só pertence a Deus. “Discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei” (v.9) não passam de desculpas para alimentar o ego ferido de quem sempre quer ter a palavra final. Os discursos de Cristo não ostentavam o desejo por privilegiada posição, nem tampouco por aplausos humanos, mas com humildade de palavras e simpatia no olhar, Suas obras testificavam do mais puro coração. “Fiel é esta palavra” (v.8), amados, e precisamos praticá-la não com o fim de sermos vistos (Mt.6:1), mas para revelar a glória do Pai (Mt.5:16).
Evitar “o homem faccioso” (v.10), isto é, aquele que toma partido, ou é parcial, nos livra de sérios problemas. Paulo não disse a Tito para abominar tal pessoa, mas para manter uma distância segura a fim de que não fosse envolvido em contendas e escândalos. O Espírito Santo deseja realizar em nós a Sua boa obra e completá-la no grande Dia do Senhor, “a fim de que, justificados por graça, nos tornemos Seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (v.7). A nossa parte é permitir a Sua livre atuação em nós, como cristãos “solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (v.8).
“A graça seja com todos vós” (v.15).
Nosso amado Deus, graças Te damos pelo estudo da epístola a Tito e pedimos que o Teu Espírito continue nos reavivando e iluminando o nosso caminho pelo estudo da Tua Palavra. Renova a nossa mente e purifica o nosso coração para Ti. Nós Te pedimos, não porque haja mérito em nós, mas pelos méritos do nosso Salvador, Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, regenerados e renovados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Tito3 #RPSP
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“Porquanto, a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (v.11).
Em cada fase da vida, há deveres cujo cumprimento deve acompanhar um firme compromisso com a vontade de Deus. Devemos sempre perguntar: “Qual é o meu dever, hoje, Senhor?” De uma forma geral, Salomão já havia apontado o dever da humanidade para com o seu Criador: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem” (Ec.12:13). Uma vida temente a Deus requer a observância de Seus preceitos como indispensáveis “à sã doutrina” (v.1). Consequentemente, idosos, jovens, homens e mulheres, cada qual em sua esfera pessoal, são exortados a cumprir com os deveres de quem professa servir ao Deus único e bendito.
A Tito foi ordenado: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras” (v.7). Suas palavras jamais teriam o impacto almejado se a sua própria vida não fosse um polido exemplo de quem buscava ser iluminado pela aprovação divina. Jesus, Aquele que deu a Sua vida para salvá-lo, era a sua fonte de inspiração e Modelo acima de qualquer referência humana. Olhando firmemente para o Autor e Consumador de sua fé, Tito avançava, pela graça de Deus, renegando “a impiedade e as paixões mundanas”, vivendo em seu tempo, “sensata, justa e piedosamente”, como quem aguardava “a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (v.12-13).
O sacrifício do Unigênito do Pai foi o nosso penhor, e segui-Lo e servi-Lo deve ser o nosso labor diário. Não há maior privilégio do que este. Pois que “Cristo sofreu em [nosso] lugar, deixando-[nos] exemplo para [seguirmos] os Seus passos” (1Pe.2:21). Nem as tribulações, ou perseguições, ou aflições podem superar o martírio do Salvador, “a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para Si mesmo, um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (v.14). Tito era apenas um, contra vários insubordinados que ensinavam doutrinas de homens. Mas em sua solitária missão, a destra do Onipotente o impelia a prosseguir. E ai daquele que desprezasse suas palavras!
A Inspiração nos diz que “a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, [EDUCANDO-NOS]” (v.11-12), mostrando assim que a graça de Deus instrui na justiça, levando o pecador a renunciar às obras da carne e a buscar viver em santidade. Jesus está voltando para buscar “um povo exclusivamente Seu” (v.14). Assim como em Babilônia, quando os inimigos de Daniel não conseguiram achar “nele nenhum erro nem culpa” (Dn.6:4), “que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (v.8). Lançando sobre Jesus os nossos pecados, obtemos o perdão divino e a certeza de que o nosso passado escuro jaz nas profundezas do mar (Mq.7:19). Paulo experimentou esta preciosa graça na estrada de Damasco e foi perdoado de todas as atrocidades que havia cometido na ignorância. Acredite que o mesmo Jesus deseja ter este encontro com você todos os dias e fazer da sua vida uma testemunha Sua.
Portanto, “torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras”, segundo a maravilhosa graça que do Céu é derramada sobre você, um dia de cada vez.
Pai Santo e Bendito, enquanto avanço nas páginas da Tua Palavra e percebo que estamos novamente chegando ao final de mais um ciclo de estudos, meu coração fica apertado e pensando: “Até quando, Senhor?” Daqui a pouco vamos iniciar novamente no livro de Gênesis. Sei que a Tua Palavra se renova sempre, mas estamos cansados de ficar aqui, Pai. Como Daniel ao estudar as profecias de Jeremias se deparou com o fim dos setenta anos do exílio de Teu povo em Babilônia, as profecias para o tempo do fim apontam que estamos chegando ao final do exílio do Teu último Israel neste mundo de pecado. Vem logo, Senhor! Vem logo! E até lá, guarda-nos como um povo exclusivamente Seu! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, padrão de boas obras!
Rosana Garcia Barros
#Tito2 #RPSP
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