Reavivados por Sua Palavra


TIAGO 4 – Comentado por Rosana Barros
8 de março de 2025, 0:45
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Assim como o pecado teve início no Céu, no coração de um ser criado perfeito (Ez.28:15), o mistério da iniquidade foi transmitido a todos nós a partir da queda de nossos primeiros pais. O salmista Davi escreveu: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Desde então, a humanidade, que foi criada à imagem e semelhança de seu Criador, recebeu uma mácula cujo salário é a morte (Rm.6:23). Mas o Senhor provou o Seu grande amor para conosco quando “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Cristo recebeu em nosso lugar “o castigo que nos traz a paz” (Is.53:5), mas, após a Sua ascensão, o Pai nos enviou outro Consolador, que Ele concede a todos aqueles que perseverante e sinceramente O buscam.

A cobiça, a inveja e a contenda nada mais são do que o desejo humano em possuir o que não convém, e “não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl.5:21). Desses pecados derivam as guerras e conflitos, cujo objetivo é denominado por Tiago de “nada”. Numa guerra entre povos, por exemplo, há algum benefício? Seus territórios ficam devastados; a população, assassinada ou abatida pela fome e pela violência; o governo, fragilizado; a economia, destruída. Ou seja, precisam se reerguer do NADA. E quando acontecem guerras internas no meio de uma mesma comunidade? Jesus mesmo afirmou: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).

Enquanto as contendas e invejas se originam da carne (Gl.5:19-20), as boas obras têm origem no fruto do Espírito Santo (Gl.5:22-23). Quando o texto nos diz que pedimos e não recebemos, porque não sabemos pedir (v.3), nos remete direto às seguintes palavras de Cristo: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem” (Lc.11:13). A profecia de Joel revela um tempo em que o Espírito Santo seria derramado “sobre toda a carne” (Jl.2:28), como um presente concedido a todos, mas “acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Todo aquele que, em atitude de humilde submissão, pedir pela guia divina, dando as costas para o mundo e afligindo a alma “por causa de todas as abominações que se cometem” na Terra (Ez.9:4), receberá do alto o poder do Espírito Santo e alcançará a vitória final.

Quando estudamos o livro de Daniel, aprendemos que, conforme as profecias, estamos vivendo no tempo do grande dia da expiação, ou do juízo. Tempo de humilhar o coração perante Deus. Tempo de arrependimento e confissão. Tempo de profunda reflexão e de purificação. Cumpre-nos, portanto, mais do que qualquer geração passada, considerar com muito interesse a exortação de Tiago: “Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai, chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará” (v.10). E todo aquele que entende que esta entrega e submissão deve ser pessoal, não irá se ocupar em falar mal e nem em julgar a seu irmão, mas estará bem ocupado “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).

Aqueles que têm seus pés iluminados pela guia do Espírito Santo, como Filipe, andarão em obediência à Sua voz pelas estradas da vida (At.8:26). As palavras de correção de Tiago, no entanto, mostram o desejo do Senhor em redirecionar todos os que têm vivido de modo contrário. Ainda há tempo para nos despirmos de nossas “arrogantes pretensões” (v.16), e dizermos: “Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (v.15). Porque “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl.5:25). O Senhor está cumprindo a Sua promessa. O Espírito Santo está sendo derramado. Portanto, “cada um salve a sua vida” (Jr.51:6), sabendo que “o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gl.5:8).

Que possamos estar unidos pelo Espírito Santo num mesmo propósito, como escreveu Lutero aos reformadores que estavam sofrendo severa perseguição: “Nossa principal necessidade, nosso trabalho principal, é a oração; saiba o povo que, no momento, se encontra exposto ao gume da espada e à cólera de Satanás, e ore” (O Grande Conflito, CPB, p.207). Portanto, amados, vigiemos e oremos!

Nosso Deus amado, olhar para o passado, para os cristãos do primeiro século, que eram perseguidos e martirizados em razão de sua fé e ainda assim iam às fogueiras e arenas cantando e com semblante sereno, nos faz pensar o quão distantes estamos daquela fé pura e primitiva. Creio que o problema não está na perseguição ou na liberdade religiosa, e sim em onde está o nosso coração. Senhor, enquanto a graça nos é disponível, que o nosso coração seja depositado nos celeiros do Céu. E que a nossa vida seja guiada segundo a Tua vontade. Concede-nos o Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!

Feliz sábado, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Tiago4 #RPSP

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TIAGO 3 – Comentado por Rosana Barros
7 de março de 2025, 0:45
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Este é um dos capítulos mais difíceis da Bíblia. Não no sentido de compreender, mas de praticar. Os pecados relacionados à língua podem alcançar maiores proporções do que os pecados cometidos pelo corpo, ou pode nos levar a cometê-los também. Tiago chama de “perfeito varão” todo aquele que consegue refrear a língua, porque, assim fazendo, será “capaz de refrear também todo o corpo” (v.2). Ao ilustrar tal situação com o “freio na boca dos cavalos” (v.3), a ideia central é de que nós também precisamos de um “freio”, de um aio que nos indique o caminho e nos livre de tropeçar. Este Aio especial chama-Se Espírito Santo. Como está escrito: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

Por outro lado, a comparação da língua com o leme de um navio, indica que, apesar de pequena, se ela não for governada pelo Timoneiro celestial, mas pelo “impulso do timoneiro” (v.4) do próprio eu, trágicas serão as consequências. Pois assim “como uma fagulha põe em brasas tão grande selva” (v.5), “a língua é fogo; é mundo de iniquidade […] e contamina o corpo inteiro” (v.6). E o pior: “nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero” (v.8). O perfeito varão, portanto, a que Tiago se refere, não é aquele que consegue, por sua força de vontade, refrear a língua, mas aquele que, pelo poder do Espírito Santo é capacitado a fazê-lo; que, por conhecer a sua própria natureza caída, reconhece que depende da constante ajuda do alto.

É totalmente incoerente (para não dizer detestável) diante de Deus, os lábios que O louvam e ao mesmo tempo amaldiçoam aqueles que Ele criou à Sua semelhança (v.9). Sobre estes, disse Jesus: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim” (Mt.15:8). “Meus irmãos, não é conveniente que as coisas sejam assim” (v.10). Precisamos clamar ao Senhor, todos os dias, para que de nossa boca só proceda bênção; para que o Espírito Santo governe nossas intenções, palavras e ações. Jesus foi bem claro ao afirmar: “porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado” (Mt.12:37). Ou uma coisa, ou outra, amados. Não há meio termo. Da fonte que jorra água salgada não pode jorrar água doce (v.12). Como o profeta, precisamos confessar com humildade: “ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios” (Is.6:5). E o Senhor tocará nossa boca com a brasa viva e purificadora de Seu altar (Is.6:7).

Precisamos clamar pela sabedoria do alto para que nossas palavras sejam um reflexo da atuação do Espírito Santo em nosso coração. “Pois, onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins” (v.16). Quem permite ser governado por tais sentimentos jamais passará no crivo do Céu com aqueles que amam a Deus e buscam viver piedosamente. Ao permitir que a natureza “terrena, animal e demoníaca” (v.5) endureça o coração, a voz do Espírito Santo vai perdendo a eficácia e o pecado imperdoável é cometido (Mt.12:31), pondo “em chamas toda a carreira da existência humana” (v.6). Não seja assim conosco, meus amados irmãos!

Que o Espírito Santo nos revista da sabedoria “lá do alto”, que é pura, que promove a paz, que perdoa, que é benevolente, que é “plena de misericórdia e de bons frutos”, que não toma partido ao julgar e que não dissimula (v.17). Sejamos, portanto, pelo poder de Deus, pacificadores e reparadores de brechas (Mt.5:9; Is.58:12)!

Nosso Pai do Céu, a nossa gratidão a Ti por Tua graça e misericórdia que nos alcança a cada dia e nos convida a entreter amizade Contigo. É nessa amizade diária e crescente, Senhor; é nesse relacionamento pessoal Contigo, que abrimos caminho à operação do Espírito Santo em nossa vida. Obrigado, nosso Deus amado, pelo presente maravilhoso e incomparável que é o Teu Espírito! Que o Consolador inspire nossos pensamentos, instrua nossas palavras e motive nossas ações. Perdoa os nossos pecados da língua! Toca em nossos lábios e em nosso coração com a brasa viva do Teu altar e nos purifica! Não queremos andar aqui, sozinhos, Pai. Confessamos que precisamos e dependemos do Senhor a cada passo. Guia-nos até que estejamos em Tua Casa! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, pacificadores!

Rosana Garcia Barros

#Tiago3 #RPSP

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TIAGO 2 – Comentado por Rosana Barros
6 de março de 2025, 0:45
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No evangelho segundo Mateus, vimos que as primeiras palavras de Jesus no sermão do monte, foram estas: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). A continuação da carta de Tiago aos cristãos espalhados por todo o mundo, enfatiza a lição deixada pela bem-aventurança inaugural do sermão da montanha. Olhando para Cristo, ele fez uma retrospectiva daquele sermão, destacando a humildade, o amor fraternal livre de acepções e a verdadeira obediência aos olhos de Deus, através de uma fé prática.

Incomodava Tiago o fato de ainda haver diferenças entre os irmãos, de modo que se comportassem exatamente como os de fora, tratando de forma desigual ricos e pobres. O menosprezo para com os desfavorecidos sociais era totalmente contrário à lei que afirmavam guardar. Intitulado por Tiago de “lei régia” (v.8), o amor ao próximo estava voltando a se equiparar ao patamar dos líderes judeus, perigo sobre o qual Jesus mesmo advertiu: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt.5:20). Honras e privilégios eram dados a uns e, a outros, o descaso e a indiferença. Falavam de amor cristão, mas, na prática, não passava de um jogo de interesses.

Lembram quem é o destinatário desta carta? Você e eu. É muito fácil lê-la pensando que foi escrita para os cristãos daquela época. Mas tê-la em mãos e pensar que é para você e para mim, causa um impacto bem diferente, não é mesmo? Notem que Tiago encheu este capítulo de perguntas retóricas. Jesus também fez muitas perguntas e, muitas vezes, suas respostas também eram perguntas reflexivas. Elas nos fazem olhar para dentro de nós e percebermos o nosso próprio pecado. A acepção de pessoas não ficou no passado, ela continua. E dar mais atenção a uns em detrimento de outros é uma ferida que ainda aflige a igreja de Deus.

Ainda no sermão da montanha, Jesus afirmou: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt.5:17). Tiago também utilizou de argumento semelhante ao exortar-nos à obediência a todos os dez mandamentos. Além de denominar o amor ao próximo de lei régia, ele também denominou o dez mandamentos de “lei da liberdade” (v.12), pela qual todos seremos julgados um dia. Mas “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Ainda vivemos debaixo do mesmo céu e sobre a mesma terra, portanto, a nossa fé em Cristo deve continuar se manifestando através de uma vida de obediente serviço, pois “a fé sem obras é morta” (v.26).

Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?” (v.14). Adianta um homem possuir uma perfeita oratória enquanto maltrata a sua esposa e filhos em casa? Do que vale uma mulher de aparência piedosa, mas de língua perversa? Há coerência em alguém que se diz cristão, enquanto trai o seu cônjuge? Deus, em Seu grande amor e infinita misericórdia, estabeleceu uma lei composta não de dez sugestões, mas de dez mandamentos cujo conteúdo é tão santo quanto o Seu próprio caráter. O Supremo Legislador pensou em nosso bem-estar eterno quando a esculpiu em duas pedras. Em uma delas, Ele estabeleceu como deseja ser amado (Êx.20:3-11), e na outra, como devemos amar ao nosso próximo (Êx.20:12-17).

Gosto muito da ilustração de um rosto sujo. Como Tiago mesmo disse no capítulo anterior, a lei de Deus funciona como um espelho. Ela mostra a nossa sujeira, o nosso pecado. Mas a escolha é nossa de cometer a insensatez de apenas contemplar e ignorar o que estamos vendo ou admitir que precisamos da ajuda de Cristo. Porque ninguém, em sã consciência, limpa o que está sujo com o espelho. Somente Jesus, a água da vida, pode nos purificar de todo o pecado. Deseja você, como Abraão, ser “chamado amigo de Deus” (v.23)? Abraão creu e obedeceu (v.21). Jesus confirmou esta verdade, quando falou aos Seus discípulos: “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando […] Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:14 e 17).

Seja a nossa vida uma manifestação do amor de Deus “derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm.5:5). Eis a verdadeira obediência!

Pai nosso que está nos Céus, nosso Amigo, santificado seja o Teu nome! Opera em nós, por meio do Teu Espírito, o milagre do amor! Amor a Ti e amor ao nosso próximo, sem fingimento e sem acepção! Imprime em nós o caráter de Cristo, um caráter que prefigure a atmosfera celestial. Imprime em nosso coração a Tua lei, a lei da liberdade, para que sejamos Teus verdadeiros adoradores e imitadores de Cristo. Ó, Senhor, até quando? Guarda-nos para Ti e volta logo! Clamamos em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, amigos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Tiago2 #RPSP

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TIAGO 1 – Comentado por Rosana Barros
5 de março de 2025, 0:45
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Dirigindo-se ao Israel de Deus espalhado pelo mundo, Tiago inaugurou a sua epístola com palavras de ânimo e motivação em um período em que a igreja primitiva estava sofrendo por sua fidelidade. Após o Pentecostes, uma severa oposição se abateu sobre a comunidade cristã, de forma que muitos foram mortos e outros tiveram que deixar suas casas e partir para lugares desconhecidos. Nesse tempo, o dom de línguas mostrou os seus resultados, pois que os cristãos receberam do Espírito Santo a capacidade de se comunicar e pregar o evangelho em outros idiomas. Tiago entendeu que a perseguição, a escassez de recursos e as constantes ameaças poderiam ser fatores de risco à fé comum. As “várias provações” (v.2), contudo, compreendidas conforme a sabedoria do alto, seriam um poderoso instrumento para fortalecer a igreja de Deus, e não o contrário. Tanto os irmãos de condição mais humilde quanto os ricos deveriam ter boa consciência diante de Deus e dos homens, buscando viver a fé com perseverança.

Diferente da provação, que promove uma fé resistente e perseverante, a tentação é uma “propaganda” do pecado. E “cada um é tentado pela própria cobiça” (v.14). Satanás e seus anjos se valem exatamente daquilo que acorrenta o homem à sua fraqueza. “Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta” (v.13). Existem coisas e situações que para nós não faz a mínima diferença, pois não nos interessam. Outras, porém, mexem diretamente com nossas fraquezas, podendo representar um sério risco à queda. Alguns, pensando ter adquirido força para vencer um mal, se colocam em situação vulnerável a fim de provar que são fortes o suficiente para vencer. “Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (v.16-17). Aquele que “nos gerou pela palavra da verdade” (v.18), jamais iria nos submeter ao mal. Pelo contrário, Ele nos concede força e fé firme para dizer não às ciladas do Maligno e, como Cristo, vencer pelo infalível poder das Escrituras: “Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Mt.4:7).

A realidade do mundo atual nem se compara com o que os cristãos primitivos tiveram que passar. É verdade que ainda existem lugares no mundo onde ser cristão é passível de morte, mas a nossa realidade, principalmente ocidental, é a de ainda gozarmos de liberdade religiosa. Essa liberdade é uma bênção por um lado, mas por outro também pode ser uma maldição, no sentido de que a tranquilidade gera comodidade, e a comodidade, letargia. Ficamos satisfeitos com uma religião rasa, cerimonialista e de modo a atender as nossas necessidades pessoais. O problema é que uma religião formal jamais nos dará o poder de recusar as ofertas e as sugestões do diabo. Somente pela Palavra em nós implantada, recebemos poder para a salvação (v.21). Foi assim que, no deserto, Jesus venceu Satanás pela autoridade das Escrituras. E esta vitória também pode ser a nossa se seguirmos os passos de nosso Mestre, sendo “praticantes da Palavra e não somente ouvintes” (v.22).

Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (v.25). Tiago trata sobre fé e obras de forma tão clara e tão compreensível, meus irmãos! É simples: ouvir e não praticar é igual a nada! A tentação só vai deixar de ser tentação quando no lugar da cobiça houver arrependimento e conversão. Quando dependermos de Deus como um bebê depende dos cuidados de sua mãe, então começaremos a viver a “religião pura e sem mácula” (v.27). Olharemos para os nossos semelhantes com o olhar de Cristo. E venceremos as tentações com o método de Cristo: jejum, oração e estudo da Bíblia.

Peçamos ao Espírito Santo, com fé, que pela intimidade com as Escrituras Ele nos conceda a sabedoria de que tanto necessitamos para suportar as provações e vencer as tentações.

Senhor, nosso Deus e Pai amado, a Tua Palavra é bem clara quanto ao passarmos por várias provações neste mundo. Cada filho Teu tem sido provado, e a prova da nossa fé produz perseverança, e o Senhor mesmo disse que aquele que perseverar até o fim, esse será salvo; e que a perseverança dos santos está em guardar os Teus mandamentos e a fé em Jesus. Ou seja, Pai, fé e obras devem estar em perfeita harmonia na vida do Teu povo. E nós queremos fazer parte do Teu povo, Senhor! Nós Te amamos e queremos estar onde Tu estás! Fortalece a nossa fé e dá-nos a sabedoria do alto para vivermos a religião pura e sem mácula! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, meus amados irmãos!

Rosana Garcia Barros

#Tiago1 #RPSP

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Hebreus 13 – Comentado por Rosana Barros
4 de março de 2025, 0:45
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O encerramento da epístola aos hebreus revela traços característicos da escrita de Paulo. Parece que o apóstolo dos gentios precisou usar do artifício do anonimato para não causar alvoroço entre os judeus. Houvesse ele se identificado no início da carta, e correria o risco de serem rejeitadas as suas palavras. A missão de Paulo era pregar o evangelho, mesmo que para isso tivesse que ocultar-se. O seu pedido de oração, rogos e referência a Timóteo, seu fiel companheiro de ministério, revelam, por fim, a sua identidade. Mas assim como o objetivo desta carta não era de revelar quem a escreveu, mas imprimir no coração e na mente dos judeus conversos o evangelho da salvação, também somos chamados a permitir que o Espírito Santo realize esta mesma obra em nossa vida.

Paulo encerrou a epístola elencando deveres sociais e espirituais que devem reger a vida do cristão. Vejamos:

1. Constância no amor fraternal (v.1);
2. A prática da hospitalidade (v.2);
3. A compaixão para com os presos e maltratados (v.3);
4. A pureza no casamento (v.4);
5. O contentamento e a gratidão (v.5);
6. A confiança em Deus (v.6);
7. Seguir exemplos de fé (v.7);
8. Não se deixar enganar por doutrinas que contradizem os ensinos bíblicos (v.8);
9. A “prática do bem e a mútua cooperação” (v.16);
10. Obediência e submissão aos líderes espirituais (v.17).

Esta lista de deveres sagrados não era nada, comparada às milhares de regras criadas pela tradição judaica. Os líderes religiosos oprimiam o povo a seguir com rigor regras que nem eles mesmos conseguiam cumprir. O amor a Deus era recitado no “Shemá” pela manhã e à noite, todos os dias, mas, de fato, não compreendiam a essência do que declamavam (Dt.6:4-5). O amor a Deus se expande no amor ao próximo e ambos precisam ser experimentais. Acolher, cuidar, respeitar, compartilhar, compõem a conjugação do verbo amar. E foi para isso que fomos chamados. Porque a santificação é um processo que envolve a purificação individual que contagia o todo. Aquele que ama a Deus e é por Ele santificado, como Paulo, fará de tudo para alcançar todas as classes de pessoas. Este é o amor, fruto do Espírito Santo: o amor que transforma a própria vida e a vida de outros.

Amados, “não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (v.14). Portanto, seja a nossa vida um constante labutar revestidos da armadura de Deus (Ef.6:10). Mas não nos desviemos, jamais, do Centro de toda a Bíblia: Jesus Cristo. Sua vida de pureza, amor e obediência deve ser o nosso supremo Exemplo. Ele veio não somente para pagar o preço de nosso resgate, mas para nos ensinar a amar como Ele nos amou (Jo.13:34). Certamente, se deres a Ele o seu coração, Deus lhe aperfeiçoará “em todo o bem, para cumprirdes a Sua vontade” (v.21). O que Jesus nos diz, como Sua última igreja, é muito simples de se entender: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). “Rogo-vos, com muito empenho, que assim façais” (v.19), e Jesus os guardará para a vida eterna.

A graça seja com todos vós” (v.25).

Querido Pai que habita nos Céus, encerramos mais este livro da Tua Palavra na certeza de que o Senhor falou conosco. Não somente por comentários como este, mas através do Espírito Santo em nosso estudo e comunhão pessoal e diária Contigo. Senhor, nosso lar não é aqui, por isso buscamos perseverar no caminho para a Tua Casa. Como Davi, queremos morar na Casa do Senhor para sempre. Purifica-nos de todo pecado e salva-nos para o Teu reino, Pai! Enche-nos do Espírito Santo! Traze para Teu aprisco as Tuas ovelhinhas que ainda estão dispersas! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, imitadores do amor de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Hebreus13 #RPSP

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Hebreus 12 – Comentado por Rosana Barros
3 de março de 2025, 0:45
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Após elencar tantas personagens bíblicas que se destacaram por sua fé, o autor nos apontou o único caminho sobremodo seguro para corrermos, “com perseverança, a carreira que nos está proposta” (v.1): “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (v.2). O grande evangelista Billy Graham certa feita afirmou: “O maior acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na lua, foi Deus descer e pisar na terra”. Cristo deixou o Seu trono de glória e a perfeita adoração dos anjos para vir a este mundo enegrecido pelo pecado, ser rejeitado, maltratado e morrer pendurado em uma cruz. Em Seu martírio, teve que carregar o peso, não apenas do madeiro, mas da exorbitante carga de pecados da humanidade. E tudo isso, com a serenidade e o amor de quem olhava para “o fruto de Seu penoso trabalho” (Is.53:11).

Somos, pois, convidados a considerar com atenção “Aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra Si mesmo” (v.3) a fim de não andarmos fatigados, sabendo que “nessa luta incessante contra o pecado, outros sofreram muito mais que [nós], sem falar no que Jesus enfrentou” (Bíblia A Mensagem, p. 1721). As provações nada mais são do que instrumentos de Deus para a educação de Seus filhos. A princípio, elas nos causam tristezas e temores, mas depois produzem “fruto de justiça” (v.11). Porque a provação da nossa fé, “uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:3). Portanto, “Deus […] nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da Sua santidade” (v.10).

Por isso, restabelecei as mãos descaídas e os joelhos trôpegos” (v.12), porque o nosso justo Juiz está prestes a rasgar os céus com Sua glória para nos levar para a Casa do Pai. “Exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28). É no sofrimento que o Senhor forja os Seus mais poderosos instrumentos. É a dor que nos mostra a nossa condição de doentes. Mesmo Jó, intitulado por Deus como “homem íntegro e reto, temente a Deus e que desviava do mal” (Jó 1:1 e 8), só após o seu sofrimento reconheceu: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Somos irremediavelmente maus. Não fosse pela graça de Jesus, estaríamos todos perdidos. Através do sangue expiatório do Cordeiro de Deus somos elevados à estatura de filhos da luz e, como tais, precisamos estar conectados à Fonte de toda a luz.

A santificação é o processo de uma vida inteira e requer a dedicação de um dia por vez: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Jesus mesmo nos advertiu: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt.6:34). A paz e a santidade são atributos divinos que o Espírito Santo concede a todo aquele que O obedece. Confessar o nome de Jesus, mas não representá-Lo de forma digna é ser “impuro ou profano, como foi Esaú” (v.16). Como primogênito e herdeiro das promessas, Esaú não considerou a sua primogenitura, rebaixando-a a um cozinhado de lentilhas. Sua atitude só revelou a “raiz de amargura” (v.15) de seu coração e, suas lágrimas, apenas encheram o odre de sua egoísta ambição.

Como “igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (v.23), temos buscado “a paz com todos e a santificação” (v.14)? O estudo das Escrituras e a oração têm lugar de honra em nosso tempo diário? Atentemos para o Assim diz o Senhor: “O Meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento” (Os.4:6). Não o mero conhecimento teórico da Bíblia, mas o conhecimento de Deus através da Bíblia. “Tende cuidado, não recuseis ao que fala” (v.25). Fechar os ouvidos ou evitar o confronto que a Palavra de Deus causa com nossas más tendências não irá nos eximir de comparecer perante o tribunal de Deus naquele grande Dia. “Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor” (v.28). “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (v.2), não erraremos o caminho para Casa. Você crê?

Santo Deus e Pai, o Senhor nos deixou um caminho sobremodo excelente e ainda nos deu um mapa seguro para nele permanecermos: a Tua santa Palavra. É examinando-a que Te conhecemos e podemos olhar firmemente para Jesus. Que possamos aceitar a Tua correção e disciplina como o desejo ardente de um Pai que deseja nos salvar. Nós queremos Te ver e contemplar para sempre a beleza da Tua santidade. Por isso, purifica-nos, Senhor! Que possamos Te servir de modo agradável a Ti, com reverência e santo temor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, universal assembleia do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Hebreus12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Hebreus 11 – Comentado por Rosana Barros
2 de março de 2025, 0:45
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Falar de fé é um desafio, devido à natureza particular deste dom. Por mais que tenha se tornado uma palavra de uso comum e uma expressão de motivação, a fé bíblica envolve não somente um estereótipo social, mas compromisso e ação. Conforme o versículo acima, a fé é a certeza da esperança e a convicção nas promessas que ainda não vemos; é a esperança viva, é crer para ver. Fé não se explica, fé se experimenta. E foi com base em experiências que este capítulo foi composto. Experiências que comprovam a base da fé: fidelidade (fé prática) e confiança no poder de Deus.

Se fizermos uma pesquisa pública perguntando se as pessoas confiam em Deus, certamente, entre o público cristão, teremos um percentual de praticamente 100% de respostas positivas. No entanto, o estudo de Hebreus 11 nos fornece informações suficientes para concluirmos que nem todos que afirmam confiar em Deus, de fato confiam. Ter fé em Deus inclui confiança plena em Seus propósitos, mesmo que estes sejam contrários às expectativas pessoais e à opinião geral. O autor relata, por exemplo, a experiência de Noé, que, “sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa” (v.7), contrariando todo o mundo antediluviano, que o taxou de fanático e de louco. Abraão deixou a sua terra e a casa de seu pai para ir a um lugar que ele não conhecia. Sem falar no “disparate” de caminhar três dias até um monte para sacrificar o próprio filho. Atitudes que, aos olhos humanos, são difíceis de se conceber, mas que foram reais e impactaram a história deste mundo.

De fato, sem fé é impossível agradar a Deus” (v.6). Porque a fé não é algo que se professa da boca para fora, mas que se consuma em atos de um verdadeiro adorador. “Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho” (v.2). Suas vidas deixaram um legado de fé nas promessas eternas, “confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (v.13). Quantos, hoje, estão dispostos a abandonar suas aspirações pessoais e egoístas para se render à vontade de Deus? Quantos, “agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (v.16)? Quantos de nós teríamos a coragem de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, de permanecer em pé enquanto o mundo se prostra perante a falsa adoração? Ah, amados, fé não se trata de uma confissão de palavras, mas de atitudes!

Percebem que a obediência é o resultado da fé? Pela fé, Abel obedeceu. Pela fé, Enoque foi obediente. Pela fé, “fez Noé, consoante a tudo o que Deus lhe ordenara” (Gn.6:22). Pela fé, “Abraão, quando chamado, obedeceu” (v.8). Pela fé, Moisés obedeceu, permanecendo “firme como quem vê Aquele que é invisível” (v.27). Pela fé, Israel continuou marchando, atravessando “o mar Vermelho como por terra seca” (v.29). “Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu em paz aos espias” (v.31). Pela fé, homens e mulheres de Deus “dos quais o mundo não era digno” (v.38) “obtiveram bom testemunho por sua fé”, não obtendo, “contudo, a concretização da promessa” (v.39). Eles “morreram na fé” (v.13), aguardando “a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (v.10). Suas vidas manifestavam “estar procurando uma pátria” (v.14). “Por isso, Deus não Se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (v.16).

Deus tem um lugar preparado para todos os “que O buscam” (v.6). A obediência é tão somente o resultado de uma vida impulsionada pela fé, “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). Se eu amo ao Senhor, eu creio “que Ele existe” (v.6), e se eu O amo e creio em Sua existência, confio em Seus propósitos para minha vida e O obedeço. Compreendem, amados? Os exemplos de fé do passado precisam ser vistos no presente a fim de que, ainda em nossa geração, alcancemos o glorioso futuro. “E o que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de” (v.32) tantos outros heróis da fé que não temeram entregar a própria vida pela confiança no Deus o qual serviam e em Suas promessas imutáveis.

Mas termino deixando registrado o supremo Exemplo, nas palavras do pastor Morris L. Venden:
“A obediência resulta somente pela fé porque Jesus é nosso poderoso exemplo. Ele viveu e efetuou Suas obras mediante o poder que Lhe vinha de cima (João 14:10), e não por algum poder inerente. Ele veio a este mundo não apenas para morrer por nós, para pagar a pena pelo pecado, mas também para mostrar-nos como viver dependendo de um Poder superior. Jesus levou uma vida de obediência exclusivamente pela fé e tornou-Se o maior argumento para nos provar que somos convidados a viver como Ele o fez, em obediência pela fé” (Como Conhecer a Deus, CPB, p. 121).

Pai Celestial, a fé que o Senhor deseja nos conceder e nela nos fortalecer, é a fé de Jesus, como está escrito em Apocalipse 14:12. Esta é a fé genuína, que nos assegura andar Contigo em fidelidade e nos garante o testemunho de Te agradar. Ajuda-nos, Pai! Pode ser que muitos de nós estejamos como o pai daquele jovem endemoninhado, e tenhamos que clamar: “Ajuda-me em minha falta de fé!” Ouve o clamor dos Teus filhos, Senhor, e dá-nos uma fé inabalável, a fé dos patriarcas, a fé de Jesus! Em nome dEle nós oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, obedientes pela fé!

Rosana Garcia Barros

#Hebreus11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Hebreus 10 – Comentado por Rosana Barros
1 de março de 2025, 0:45
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Já vimos que todo o sistema sacrifical representava o sacrifício de Cristo Jesus, que viria a este mundo e pagaria o preço dos nossos pecados “com uma única oferta” (v.14). Vocês entendem a magnitude do sacrifício do Salvador? Os anjos do Céu desejavam tomar o Seu lugar! Mas somente o sacrifício do Criador poderia dar fim ao abismo que O separava de Sua criatura. Criatura alguma tem o poder de remir pecados. Porque há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Só pelo sangue de Cristo conseguimos ser envoltos pelo perdão de Deus! Só pelo sangue de Cristo há esperança e salvação! “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (v.10).

Após a morte de Cristo, não fazia mais sentido algum todos aqueles rituais do santuário, pois todos eles apontavam para o verdadeiro e único sacrifício válido e suficientemente eficaz. Jesus veio e cumpriu com fidelidade todo o plano da redenção. Em Israel, havia uma regra áurea que definia a sua vitória, ou a sua ruína, caso fosse descumprida: a obediência a Deus. A Bíblia deixa bem claro que quando o povo seguia as orientações e leis do Senhor prosperava, e, quando não, colhia resultados desastrosos. Entendam: Deus não castiga, mas Ele permite que soframos as consequências de nossas próprias escolhas, porque faz parte da liberdade que Ele mesmo nos concedeu. Porque tanto nos ama, nos deu o livre arbítrio.

No princípio do mundo, o mal já existia, pois se originou no coração de um anjo, que, ao se rebelar contra Deus, foi expulso do Céu com terça parte dos anjos (Ap.12:9). Deus precisava, portanto, colocar diante de nossos primeiros pais a escolha de obedecê-Lo ou não. Deus requer que O sigamos porque O amamos e não porque temos medo de ser por Ele castigados. A obediência a Deus, pois, é nada mais nada menos do que a colheita do amor que O devotamos. Obedecemos ao Senhor porque por Ele fomos salvos e confiamos em Seus propósitos! É em nosso coração que Ele deseja gravar a Sua santa, boa e justa lei: “Porei no seu coração as Minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei” (v.16). É o mesmo que os pais fazem com seus filhos. Todo pai e toda mãe aconselha seus filhos e espera como retorno a obediência. Assim é o nosso Pai, o nosso Criador. Quem melhor do que Ele para saber como devemos andar? Antes mesmo de O conhecermos, Ele nos amou! Antes mesmo de existirmos, Ele nos escolheu!

Pelo sangue de Jesus”, podemos “entrar no Santo dos Santos” (v.19) e nos aproximar de Deus “com sincero coração” (v.22). E após “lavado o corpo com água pura” (v.22), ou seja, mediante o batismo, devemos guardar “firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois Quem fez a promessa é fiel” (v.23), considerando “também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (v.24), congregando e fazendo “admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (v.25). São conselhos que devemos ter em grande conta, visto a nossa condição como última igreja de Cristo. “Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (v.37) e “o Senhor julgará o Seu povo” (v.30).

Jesus, mediante o Seu “Espírito da graça” (v.29), ainda está batendo à porta de cada coração (Ap.3:20). Abra a porta do seu coração e deixe entrar o Rei da glória! Você verá que nada neste mundo pode se comparar à beleza e à paz de um coração movido por Deus! Entregue toda a sua vida ao Senhor e Ele apagará o seu passado, conduzirá o seu presente e assegurará para você um futuro glorioso! “Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão” (v.35).

Pai querido, quantas promessas preciosas encontramos em Tua Palavra, pois Tu és fiel! Promessas de perdão, de paz, de salvação, de vida eterna! Por meio de Jesus, do que Ele fez por nós, podemos viver neste mundo pela fé, mesmo em meio a tribulações, porque dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará. Essa bendita esperança enche o nosso coração de alegria ainda que entristecidos pelas dificuldades destes últimos dias. Louvado seja o Teu nome, Deus Altíssimo! Firma os nossos pés na Rocha que é Cristo e que nEle estejamos escondidos até a Sua vinda! Em nome de Cristo Jesus, nós oramos e confiamos de que nos ouves, Pai, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, justos que vivem pela fé!

Rosana Garcia Barros

#Hebreus10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Hebreus 9 – Comentado por Rosana Barros
28 de fevereiro de 2025, 0:45
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“Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e, sem derramamento de sangue, não há remissão” (v.22).

Após quatrocentos anos sob escravidão egípcia, os filhos de Israel finalmente marcharam em direção à liberdade. E como toda nação organizada que há sobre a Terra, Israel precisava de leis que a regessem. O Senhor deu a Moisés, portanto, leis diversas a fim de educar o povo e torná-lo modelo para os demais (Dt.4:6). Antes, porém, de estabelecer o santuário, Deus fez algo que Ele não delegou a Moisés nem a homem algum. Ele mesmo escreveu, com o Seu próprio dedo, a lei dos Dez Mandamentos (Êx.31:18). E enquanto escrevia, em meio a trovões e relâmpagos e forte clangor de trombeta, ao pé do monte, o povo ouvia e se estremecia. Contudo, bastou a ausência de Moisés por alguns dias para o juramento que haviam feito: “Tudo o que o Senhor falou faremos” (Êx.19:8), se transformar em um culto pagão a “um bezerro fundido” (Êx.32:4).

O santuário terrestre revelaria tanto a nossa condição pecadora e carente de perdão, quanto a nossa necessidade de um perfeito Mediador; tanto a impossibilidade do homem de prestar perfeita obediência, quanto a de haver Alguém que o fizesse. “É isto uma parábola” (v.9). Foi a forma didática do Senhor ensinar ao Seu povo que o plano da redenção já estava traçado “antes da fundação do mundo” (1Pe.1:20). “Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos céus” (v.23) nos fossem reveladas a fim de compreendermos a missão do Filho, e a nossa como herdeiros das promessas. O passo a passo do santuário representa também a nossa jornada rumo ao Céu. Acompanhem comigo:

Quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossa vida e cremos em Seu sacrifício expiatório (Altar de sacrifício), assim como Ele nos deixou exemplo, entregamos a nossa vida em Suas mãos através do santo batismo (pia da purificação). A partir daí, como novas criaturas em Cristo Jesus, e “sacerdócio real” (1Pe.2:9), entramos no “Santo Lugar” (v.2), “porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1Ts.4:7), a fim de que através do estudo das Escrituras (mesa dos pães) e de uma vida de oração (altar de incenso), possamos, juntos como igreja e revestidos do poder do Espírito Santo, ser a luz do mundo (candelabro). É perseverando neste caminho, que, pelos méritos dAquele que que retirou o véu da separação entre Deus e o homem (Mt.27:51), podemos adentrar no “Santo dos Santos” (v.3), e, pela fé, viver em conformidade com a vontade de Deus, em obediência à Sua lei (arca da aliança), “pois esta é a vontade de Deus: a [nossa] santificação” (1Ts.4:3).

Percebem, amados, que Deus desenhou para nós a Sua vontade e o caminho que devemos percorrer para encontrá-Lo? Através do ministério sacerdotal, descreve Andreasen, “o povo era ensinado como se devia aproximar de Deus; como o perdão podia ser alcançado; como a oração se podia tornar agradável a Deus; quão inexorável é a lei; como o amor e a misericórdia prevalecem, por fim. Todo o plano da salvação lhes era esclarecido até ao ponto em que era possível ser revelado em símbolos e ofertas. Cada cerimônia visava impressionar-lhes o espírito com a santidade de Deus e as fatais consequências do pecado. Ensinava-lhes também a admirável provisão feita mediante a morte do cordeiro. Fosse embora um ministério de morte, era glorioso em suas promessas. Contava de um Redentor, de alguém que levava o pecado, que compartilhava a carga, um Mediador. Era o evangelho em perspectiva” (O Ritual do Santuário, p.43).

Amados, Cristo Jesus “Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação” (v.26-28). A humanidade nunca esteve tão perto desta saudosa promessa, mas também nunca esteve tão longe de Deus. Os dias que antecedem o retorno do nosso Senhor e Salvador, como Ele próprio afirmou, se assemelham aos dias de Noé e aos dias de Ló (Mt.24:37; Lc.17:28). Se aproxima o tempo em que os homens “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12).

Enquanto temos a Bíblia em mãos e a graça de ainda poder estudá-la, busquemos com mais empenho a sua sabedoria, pois “o Dia do Senhor está prestes a vir sobre todas as nações” (Ob.1:15). Que Jesus nos encontre apercebidos!

Pai de bondade e misericórdia, o Teu santuário terrestre era um lugar onde o Senhor Se manifestava em perdão e misericórdia. Mas o que ali havia e ali acontecia não passava de figuras das próprias coisas celestiais, de onde temos acesso, pela fé, por meio de Cristo. É lá, no mais Santo Lugar, que Jesus intercede por nós e nos purifica de todo pecado. Nós cremos no perfeito sacrifício de Cristo por nós e de que logo Ele aparecerá segunda vez aos que O aguardam para a salvação. Concede-nos, ó Deus, Teu Santo Espírito, santificando o nosso caráter, cada dia, até aquele grande Dia! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, chamados para serem santos!

Rosana Garcia Barros

#Hebreus9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Hebreus 8 – Comentado por Rosana Barros
27 de fevereiro de 2025, 0:45
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A essência da mensagem aos hebreus é elevar a Jesus Cristo e Seu ministério sacerdotal acima do ministério sacerdotal terrestre. No que este falhou, aquele cumpriu e continua cumprindo com perfeição a sua missão de salvar. Ao declarar por intermédio de Moisés: “E Me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio deles” (Êx.25:8), era propósito de Deus ensinar o Seu povo, através do santuário terrestre, toda a beleza do plano da redenção: Jesus como Cordeiro, como Sacerdote e como Sumo Sacerdote. Jesus como a Água da vida, o Pão da vida, a Luz do mundo. Jesus como a Shekinah de Deus e o perfeito cumprimento da Lei. Cada compartimento do tabernáculo e cada objeto apontava para o Redentor de Israel e do mundo. E assim como tudo no tabernáculo mosaico era realizado conforme Deus prescrevera, Jesus o faria “como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (v.2).

Ao proferir o Seu sermão profético, Jesus volveu os olhos da humanidade para o tempo do fim. Tempo que iniciou no fim das duas mil e trezentas tardes e manhãs, conforme a profecia de Daniel 8:14, e se estenderá até o retorno de Cristo. Foi com um firme propósito, portanto, que Jesus destacou neste sermão o livro do profeta Daniel (Mt.24:15). Além dos demais sonhos e visões que recebeu, Daniel vislumbrou em visão o Ancião de Dias, o Senhor Deus, assentar-Se perante o tribunal e abrirem-se os livros. O Filho do Homem dirigiu-Se até o Ancião de Dias “e o fizeram chegar até Ele” (Dn.7:13). E em 1844 Jesus iniciou a Sua função como Sumo Sacerdote no Lugar Santíssimo do santuário celeste, o grande dia da expiação profético para a humanidade, acumulando as duas funções: de Sacerdote, intercedendo por nossos pecados, mas também de Sumo Sacerdote, purificando-nos de nossos pecados.

Se tão somente estudássemos com humildade e profundo interesse o Antigo Testamento, principalmente no que se refere ao santuário terrestre, compreenderíamos com muito mais clareza o Novo Testamento e o ministério sacerdotal de Cristo, como bem enfatizou Andreasen: “Há entre os cristãos professos os que não atribuem muita importância ou valor aos serviços do templo que foram ordenados por Deus; no entanto, verdade é que o plano evangélico da salvação, conforme revelado no Novo Testamento, se torna muito mais claro pela compreensão do Velho Testamento. Com efeito, pode-se dizer com certeza que aquele que compreende o sistema levítico do Velho Testamento, pode muito melhor compreender e apreciar o Novo Testamento. Um prefigura o outro, servindo-lhe de tipo” (O Ritual do Santuário, p.19-20).

Conforme o apóstolo Paulo, fazemos parte do “Israel de Deus” (Gl.6:16) e esta é a nova aliança que o Senhor estabeleceu para nós: “na sua mente imprimirei as Minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo” (v.10). Não um povo legalista, mas que teme a Deus e que O adora e obedece porque O ama. E Ele continua: “E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor; porque todos Me conhecerão, desde o menor deles até ao maior” (v.11). Ou seja, é um povo onde cada um busca um relacionamento íntimo com o Senhor, mediante o Seu Espírito; onde a experiência pessoal é renovada diariamente. Um povo que compreende as palavras de Cristo: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3).

E o texto do profeta Jeremias encerra com a seguinte promessa divina: “Pois, para com as suas iniquidades, usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais Me lembrarei” (v.12). Oh, sublime promessa! Precioso “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29)! Há somente duas reações a tão reveladora verdade: recusá-la ou aceitá-la. Não há uma terceira opção, amados. O grande conflito se afunila e nós precisamos decidir, hoje, de que lado estaremos quando o Noivo chegar. “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora o dia da salvação” (1Co.6:2).

Jesus não vem buscar um povo que guarda os Seus mandamentos com o fim de se salvar, mas um povo “que guarda os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12) porque “conhece ao Senhor” (v.11) e vive para adorá-Lo e servi-Lo. Portanto, “conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os.6:3). É tempo de buscarmos ao Senhor de todo o nosso coração. É tempo de erguermos a nossa cabeça com alegria, pois a nossa redenção se aproxima.

Pai de misericórdia, nós bendizemos o Teu nome pela maravilhosa obra de salvação em Cristo Jesus! Obrigado, Senhor, pelo ministério sacerdotal de Cristo, que por Tua longanimidade, ainda opera salvação aos que creem! Ó, Pai, toda a Tua Palavra é luz e é verdade, e nós queremos estar alicerçados nela. Reaviva-nos, Senhor! Queremos Te conhecer e crescer neste conhecimento através de um relacionamento pessoal e diário Contigo. Guia-nos com Teu Santo e Bom Espírito e guarda-nos para as Tuas moradas eternas! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo que conhece a Deus!

Rosana Garcia Barros

#Hebreus8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100