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“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v.6, 13 e 22).
A Idade Média, conhecida como “Idade das Trevas”, foi o marco histórico de uma decidida luta entre o engano e a verdade. Desde o mais simples casebre até o mais suntuoso palácio, havia a influência do clero ou da reforma. A mais acentuada batalha acontecia nos lares, dos quais saíam os mais fiéis defensores da verdade, ou os mais cruéis perseguidores. Não poucos tiveram que deixar o seu lar paterno devido às ameaças de seus próprios familiares. O período da igreja de Sardes (1517 a 1798) certamente foi um período de trevas de perseguição, mas também de grande luz, dada a divulgação da Palavra de Deus através dos reformadores, que levaram a Bíblia aos lares de seus conterrâneos em sua língua materna. Mas assim como no antigo Israel, quando a morte de um líder fiel marcava o início de esfriamento e apostasia nacional, com a morte daqueles que derramaram lágrimas e sangue em favor da verdade, a Reforma foi perdendo a sua força no sentido de buscar por mais luz a fim de compreenderem toda a verdade. Com a queda ascendente do papado e o período de trégua das perseguições, as fogueiras se apagaram, mas instalou-se o maior dos perigos: a letargia espiritual. Em 1798 o papa Pio VI foi preso pelo general napoleônico Berthier, marcando o fim da supremacia papal. Houve um cântico de alegria (que é o significado da palavra “Sardes”) entre os protestantes pela conquista da liberdade de culto. Também sinais extraordinários no mundo natural, como o terrível terremoto de Lisboa (1755) e o dia escuro na Nova Inglaterra (1780), marcaram o final desse período como uma preparação para o que estava por vir: o início do tempo do fim.
“Sê vigilante” (v.2) deveria ser a ordem rigorosamente obedecida pelos cristãos, contudo, foram achadas apenas “umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras” (v.4). Restavam uns poucos fiéis que perceberam o cumprimento das profecias e que muitos tesouros ainda precisavam ser descobertos na preciosa mina da verdade. Munidos da Palavra de Deus, passavam horas em estudo e oração a fim de compreenderem as Escrituras, principalmente no que se referia às profecias de Daniel e Apocalipse. Foi assim que teve início o período profético da igreja de Filadélfia (1798 a 1844). Como a igreja de Esmirna, a igreja de Filadélfia (que significa “amor fraternal”) também não recebeu nenhuma repreensão. A sabedoria celestial foi derramada sobre os fiéis e sinceros estudantes da Bíblia que com súplicas clamavam por mais luz. O período profético de Daniel 8:14, que iniciou em 457 a.C., conforme a profecia contida em Daniel 9:25, as duas mil e trezentas tardes e manhãs (em tempo profético, dois mil e trezentos anos), foi concluído em 1844, ano que marcou o grande desapontamento para aqueles que acreditavam que Jesus retornaria no final desse período. A boa notícia do retorno do Salvador cruzou os oceanos e milhares de pessoas se reuniam expectantes pelo grande acontecimento. Mas, conforme revelado a João, o que foi doce ao paladar, tornou-se amargo ao estômago, quando Jesus não veio e a decepção e desânimo tomaram conta dos pregadores do advento (Ap.10:9-10).
Mas nem todos foram vencidos pelo desânimo, e, reunidos em grupos de oração, buscaram no Senhor a resposta à sua queixa. Como Habacuque, subiram à torre de vigia e de lá obtiveram a resposta: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3). A Palavra de Deus não falhou. O que tinha que acontecer, aconteceu, como estava escrito: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). A profecia se cumpriu. O tempo profético estava correto, mas o evento não era a volta de Cristo, e sim o início de Seu ministério como Sumo Sacerdote no lugar Santíssimo do santuário celestial. Foi dado início ao juízo investigativo conforme Daniel 7:9-10, onde o caso de cada ser humano desde Adão até o último ser humano antes da volta de Cristo seria avaliado e julgado no tribunal divino. A partir desse momento de decepção e descobertas de verdades que há muito haviam sido lançadas por terra (Dn.8:12), Deus levantou a Sua última igreja na Terra, detentora da última mensagem de advertência a ser dada ao mundo: a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Inicia-se o período da igreja de Laodiceia (1844 até a volta de Jesus), a última igreja. De todas as igrejas, esta é a única que não recebe nenhum elogio. Laodiceia significa “povo do juízo”. Com o passar do tempo, a fidelidade com que a derradeira igreja do Senhor foi alicerçada, foi perdendo a sua força pela mesma arrogância que privou os líderes judeus de reconhecer em Jesus o Messias prometido: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma” (v.17). O fato, portanto, de apenas pertencer à igreja de Deus antes do segundo advento de Cristo é tão inseguro quanto ter sido um escriba e fariseu na época do primeiro advento.
Cumpriu-se na vida dos perseverantes pioneiros adventistas a fiel profecia: “Porque guardaste a palavra da Minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra” (v.10). Hoje, todos estes fiéis atalaias da verdade descansam no pó da terra até que do alto a voz da Onipotência os desperte do sono. Nenhum deles passará pelo “tempo de angústia qual nunca houve” (Dn.12:1). Estão guardados no sono dos justos pela fidelidade de um Deus que não mente e que jamais falha em Suas promessas. Oh, amados, quanto necessitamos obter de Cristo o ouro refinado da fé e do amor, as vestes de Sua justiça e o colírio de Seu Espírito, ou jamais reconheceremos a nossa miserável condição! A mensagem que temos em mãos só abalará o mundo quando ela estiver em nosso coração. A última igreja de Cristo não pode cumprir a sua missão enquanto Cristo estiver batendo do lado de fora! Quantas preciosas promessas Ele nos faz se tão somente dermos ouvidos ao “que o Espírito diz às igrejas”! Verdadeira conversão, fé inabalável, arrependimento, fidelidade às Escrituras, manter-se incontaminado do mundo, pureza de coração, perseverança e completa dependência de Deus, eis o que Ele espera encontrar na última geração dos justos.
Amados, não temos mais tempo a perder com coisas que atrasam e atrapalham a missão que Deus nos confiou. Um dia teremos de prestar contas ao Senhor da vinha, e nenhuma das desculpas que usamos diante de pessoas a fim de tentar justificar nossos erros servirá. Da boca dos servos de Deus, os verdadeiros profetas, nunca saiu um “eu acho”, mas sempre um claro e sonoro “assim diz o Senhor”. Isso, por si só, já não basta para entendermos que a sabedoria de Deus está em Sua Palavra e que precisamos abrir bem os ouvidos para a verdadeira palavra profética? Não haverá outra última igreja e nem outra última verdade presente. O relógio divino aponta para os minutos finais deste mundo de pecado, e a menos que demos ouvidos ao Espírito Santo, nossa “religiosidade” nos levará a ouvir a mais triste declaração: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mt.7:23). É porque Cristo tanto nos ama, que nos repreende e disciplina. Enquanto há graça e perdão, permita que Ele entre em seu íntimo e expulse dali tudo o que lhe impede de entregar-se a Ele por completo e de ser cheio do Seu Espírito. Aceite o convite da salvação: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (v.20).
Pai de amor e bondade, quão preciosa é a Tua Palavra! Quão preciosas as Tuas profecias, porque elas nos revelam que por tanto nos amar, o Senhor nos deixou claras orientações de como nos prepararmos para Te encontrar e de quão perto estamos nos aproximando deste glorioso momento. Ó, Senhor, fazemos parte da única igreja que não recebeu de Ti nem sequer um elogio. Tem misericórdia de nós, Pai! Somos uma geração tão tardia para entender e para Te conhecer! Eu me uno a cada um dos meus irmãos, neste momento, que desejam o Teu ouro refinado no fogo, as Tuas vestiduras brancas e o Teu colírio. Eis que abrimos a porta para que Tu, ó Rei da Glória, entre em nossa casa e juntos participemos do banquete de toda palavra que sai da Tua boca! Entra, Espírito Santo, e realiza a mudança genuína que tanto necessitamos! Nós suplicamos este milagre nos méritos e no nome de Jesus, o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus! Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, fiéis da última igreja de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse3 #RPSP
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“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (v.29).
As cartas às igrejas da Ásia são dirigidas aos seus respectivos “anjos”, cuja palavra significa “mensageiros”. Cada carta contém a mesma estrutura: Cristo fala de Si mesmo, descreve a igreja e encerra com uma promessa aos fiéis. A aplicação historicista às sete cartas se encaixa com perfeição na História, dadas as circunstâncias vividas pela igreja cristã no curso do tempo. Aquele que conhece o fim desde o princípio deixou à Sua igreja de todos os tempos conselhos e promessas a fim de que guardassem a sua fé com perseverança.
Começando pela igreja de Éfeso, a realidade desta comunidade apontava perfeitamente para a igreja primitiva. Éfeso significa “desejável” e abrange o período de 31 a 100 d.C. Inicialmente liderada pelos apóstolos, essa igreja experimentou a messe da chuva temporã: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At.2:42). Havia uma busca genuína pelo Espírito Santo e pelo conhecimento de Cristo através das Escrituras. As reuniões de oração eram constantes e suas vidas testificavam do amor genuíno e altruísta de Cristo. Mas o que havia começado de forma poderosa foi esmorecendo e a igreja cristã enfrentou um período crítico de apatia espiritual: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (v.4). Há um risco muito grande de nos perdermos em uma religião de formalidades, fazendo tudo certinho e evitando a aparência do mal, enquanto o nosso coração está endurecido para o amor de Cristo. Mais do que nunca, precisamos dar ouvidos ao apelo divino: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (v.5). Se assim o fizermos, em atitude de humildade, buscando ao Senhor de todo o coração, o Espírito Santo nos instruirá no caminho que devemos andar.
A igreja de Esmirna (do ano 100 a 313 d.C.), foi uma das duas únicas igrejas as quais Jesus não repreendeu. Esmirna significa “Perfume”. Enfatizando a Sua morte e ressurreição, Jesus falou a um povo que sofreu pelo terrível período de tribulação e pobreza. O coliseu romano foi o palco de terríveis atrocidades cometidas contra os cristãos, mas a postura íntegra daqueles homens, mulheres e crianças testemunhava de uma fé inabalável; suas vidas eram “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15). Foi um período de severa perseguição, que se agravou no ano 303, quando Deocleciano promulgou um decreto que proibia a prática do cristianismo em todo o império. Foram “dez dias” (v.10; em tempo profético, dez anos) de muito sofrimento para o povo de Deus, até que no ano 313, o edito de Constantino concedeu aos cristãos a tão sonhada liberdade religiosa. Esse período crítico da igreja cristã e a fidelidade de seus membros, mesmo em face da morte, nos deixou um legado de inabalável confiança nAquele “que esteve morto e tornou a viver” (v.8), o qual prometeu: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (v.10). Foi em um dos períodos mais tristes e terríveis da história cristã que os servos de Deus deixaram o mais lindo e fiel testemunho. Diante de nossa realidade atual de liberdade religiosa, reflita nisso.
A próxima igreja foi do período de 313 a 538 d.C.; um período de ascendência para a cidade de Pérgamo, que se tornou um dos principais centros do império. Pérgamo significa “Elevação”. Ali, foi erguido um templo dedicado à adoração da deusa romana e do imperador. Jesus Se apresentou a esta igreja como “Aquele que tem a espada afiada de dois gumes” (v.12); uma referência direta às Escrituras, como está escrito: “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb.4:12). Foi um período crítico, onde as verdades da Bíblia estavam sendo lançadas por terra em troca de uma paz temporária. Os mesmos pecados cometidos por Israel no tempo em que Balaão incitou a Balaque estavam contaminando a igreja cristã de Pérgamo. A prostituição espiritual através de uma mistura do santo com o profano estava pondo em risco a fé de muitos. Era necessário que se arrependessem e voltassem a se alimentar do sólido e suficiente maná proveniente das Escrituras. Quão terrível é omitir qualquer brilho da verdade, enfraquecendo a nossa luz! Temos uma verdade presente hoje que inclui um estilo de vida diferenciado do mundo. Muitos podem até se utilizar de sua posição privilegiada, como fez Balaão, a fim de defender sua particular opinião acerca do que chama assuntos controversos, mas o Senhor não tem controvérsias em Sua segura Palavra, nem tampouco deixa espaço para confusão e vãs discussões. Quer fazer o que você acha que não tem problema, você é livre para isso. Mas, por favor, não use como argumento o nome de Jesus e Sua santa Palavra, porque Ele e a Palavra que são um (Jo.1:1) não tem meio termo, é “sim, sim” ou “não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:37).
O significado da palavra Tiatira, “sacrifício”, já nos revela muito acerca deste período profético, que vai do ano 538 ao ano 1517 d.C. Sendo o período de trevas, com a supremacia papal e também das primeiras luzes da Reforma Protestante, a igreja cristã se dividiu entre aqueles que se submeteram à autoridade e toleraram as práticas abusivas e idolátricas da igreja romana, se unindo a seus serviços religiosos apóstatas; e aqueles que permaneceram inabaláveis à autoridade das Escrituras, separando-se da igreja católica e de suas tradições. Foi um tempo muito crítico para os fiéis, que eram poucos. Mas Deus provou mais uma vez que os poucos que estão com Ele se tornam a maioria. Os valdenses, Calvino, John Huss, Jerônimo, Lutero, foram uns poucos que se levantaram com fé e coragem em favor da verdade e iluminaram a Europa e o novo mundo com as boas-novas da justificação pela fé. Morticínio, insegurança e medo estavam por toda a parte diante das constantes ameaças das autoridades eclesiásticas. Muitos preferiram ceder aos reclamos papais a fim de defender suas vidas e propriedades, mas acabaram perecendo justamente pelo modo que mais temiam. Não havia segurança, a não ser aquela contida no coração dos mártires que enfrentavam sua sentença com a dignidade e singeleza que comovia até mesmo seus verdugos. Todo reavivamento e reforma desperta com fúria a perseguição. Ellen White escreveu: “Haja um reavivamento da fé e poder da igreja primitiva, e o espírito de opressão reviverá, reacendendo-se as fogueiras da perseguição” (O Grande Conflito, CPB, p.46).
Meus amados irmãos, todos esses recados de Cristo dados à igreja cristã de cada período da história deste mundo são perfeitamente aplicáveis a nós hoje. Precisamos dar atenção ao apelo divino, que em todo o tempo nos diz: “tão somente conservai o que tendes, até que Eu venha” (v.25). Também temos uma mensagem especial para o nosso tempo e conselhos inspirados que só entenderemos e aceitaremos mediante a sabedoria dada pelo Espírito Santo. Você está percebendo a importância de compreendermos as verdades contidas neste livro? Ele aponta para a veracidade de toda a Escritura e para as promessas infalíveis de um Deus que nos diz: “Eu virei outra vez”. Não podemos alicerçar a nossa fé em palavras de homens que disputam a razão nas redes sociais, mas na “espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). Estude a Bíblia por si mesmo com o desejo e a humildade de conhecer “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Que Deus te abençoe em sua busca e até amanhã, pela graça de Deus!
Nosso Pai do Céu, não temos o que esconder e nem podemos, diante da Tua onisciência, que nos diz: “Conheço as tuas obras”. Só Tu conheces o nosso coração. Só Tu podes sondá-lo. E só Tu tens o poder de transformá-lo. Se abandonamos o primeiro amor, clamamos que Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que possamos voltar à prática das primeiras obras. Se tivermos de padecer tribulação e pobreza, que sejamos fiéis até à morte. Se em nosso meio existem nicolaítas, ou os que sustentam a doutrina de Balaão e de Jezabel, que possamos conservar a verdade presente até que Cristo venha. Mas não conseguimos fazer nada disso sozinhos, Pai. Necessitamos do Teu auxílio! Necessitamos do Espírito Santo! Dá-nos Teu Espírito, Senhor, e fortalece-nos em Ti! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, perseverantes na verdade!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse2 #RPSP
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“Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos O traspassaram. E todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele. Certamente. Amém!” (v.7).
Desde que este livro se tornou conhecido no mundo, sua linguagem em sua maioria figurada e seus símbolos e palavras impactantes, têm causado reações diversas desde medo, curiosidade, expectativa, indiferença, mas também alegria e esperança para aqueles que encontram o verdadeiro conhecimento que advém desta profecia. Filmes, séries e quadrinhos incluem em sua trama cenas da profecia, mas não como está escrito, e usam a palavra Apocalipse como significado de morte e destruição. Do grego “apokálypsis”, Apocalipse significa “revelação” ou “ação de descobrir”, o que podemos perceber de forma bem clara já no início do livro: “Revelação de Jesus Cristo” (v.1). Esta obra, portanto, considerada pela maioria como envolta em mistério, nada mais é do que a revelação de Jesus “que Deus Lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer” (v.1).
De uma forma didática, Jesus revelou a João, “por intermédio do Seu anjo” (v.1), a história da igreja cristã e do mundo desde os tempos apostólicos até a volta de Cristo. A realidade das sete igrejas da Ásia figurava a situação do povo de Deus na Terra em momentos específicos da História. E não somente isso, mas também apontam para as dificuldades e perigos que acometem os cristãos podendo-os levar à ruína eterna caso não se arrependam, e o modo pelo qual Cristo espera encontrar o Seu povo quando Ele voltar. Aquele “que era, que é e que há de vir” (v.4) nos deixou este livro para que Seu povo possa ler, ouvir e guardar as coisas nele escritas, “pois o tempo está próximo” (v.3). Para tanto, necessitamos do Espírito Santo, aqui representado pelos “sete Espíritos” que se acham diante do trono de Deus (v.4), uma representação da plenitude do Espírito Santo, como está escrito: “Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor” (Is.11:2).
Aquele “que nos ama, e pelo Seu sangue, nos libertou dos nossos pecados” (v.5), apareceu ao Seu amado discípulo quando este se achava confinado na ilha de Patmos, “por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (v.9). Segundo a tradição judaica, João foi enviado àquela ilha depois de muitas tentativas frustradas em tirar-lhe a vida. Não podendo silenciar pela morte o servo de Deus, seus algozes o lançaram para além-mar na tentativa de, finalmente, emudecer o último apóstolo vivo de Cristo. Mas a estratégia humanamente brilhante foi ofuscada quando “o Soberano dos reis da Terra” (v.5) apareceu em Sua glória e majestade ao idoso cativo. Foi enquanto João buscava encontrar conforto divino “no dia do Senhor” (Leia Êx.16:25; Êx.20:8-11; Is.58:13-14; Ez.20:12, 20; Mc.2:28), que seu coração acelerou e seus olhos foram abertos para ver, e seus ouvidos para ouvir o que deveria escrever a fim de que este registro sagrado estivesse em nossas mãos hoje.
A descrição de Jesus Cristo é semelhante a que encontramos nas visões de Daniel e de Ezequiel. Ou seja, Aquele que falava aos Seus profetas do Antigo Testamento foi o mesmo que Se manifestou a João. Aquele que manifestava a Sua glória no santuário terrestre, agora ministrava no santuário celeste “no meio dos candeeiros” (v.13). João teve uma visão de Jesus no lugar Santo do santuário. Pois a obra do pátio foi realizada com sucesso, posto que Ele esteve morto, mas eis que está vivo “pelos séculos dos séculos” e conquistou “as chaves da morte e do inferno” (v.18). O “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29) Se deu em sacrifício por nós e tornou-Se Sacerdote de Deus oficiando como nosso Intercessor. A doutrina do santuário está mais evidente e presente no livro de Apocalipse do que qualquer outro tema. Foi de lá, do tabernáculo de Deus não feito por mãos humanas (Hb.8:2), que Ele abriu Seus oráculos à compreensão de todo aquele que busca o conhecimento da verdade com inteireza de coração. Percebam que já no primeiro capítulo, temos a explicação dada pelo próprio Jesus sobre a significação de Seus símbolos: “Quanto ao mistério que viste na Minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (v.20).
Tendo em mente que o livro de Apocalipse é uma revelação do próprio Jesus, a fim de habilitar um povo preparado para o Seu segundo advento, tomemos para nós as palavras ditas a João: “Não temas” (v.17). Em meio ao caos destes últimos dias, Cristo coloca sobre nós a Sua mão direita e, pela revelação de Sua Palavra, deseja brilhar “como o sol na sua força” (v.16) em nosso coração. Semelhante a João, ainda que confinados neste mundo de pecado e cercados pelo mar da aflição, que busquemos, pelo poder do Espírito Santo, olhos e ouvidos espirituais a fim de sermos “bem-aventurados” (v.3) do Senhor, aguardando e apressando a nossa bendita esperança.
Nosso Deus e Pai, bendito seja o Senhor que ilumina a nossa jornada com a luz que emana da Tua Palavra! A experiência de João enche o nosso coração de alegria, pois mesmo em situação tão desfavorável, foi ali que ele viu a Tua glória. Senhor, muitos de nós podemos estar enfrentando situações muito adversas, mas se perseverarmos como o idoso apóstolo, certamente Tu nos surpreenderás. Cremos que breve o nosso Salvador voltará! Mas, até lá, clamamos pelo batismo do Espírito Santo e que a nossa fé seja fortalecida na certeza de que estás sempre conosco. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos de Deus!
* Compartilhe esta mensagem com seus contatos. Convide seus amigos e familiares para estudar conosco este sagrado e poderoso livro, em linguagem simples e compreensível. E, o mais importante, ore para que o Espírito Santo ministre esta obra.
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse1 #RPSP
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“Quanto a estes foi que também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades” (v.14).
A mensagem de Judas parece um tipo de preparo para o que vem logo em seguida. Como um prólogo de Apocalipse, a epístola de Judas revela verdades tão intimamente ligadas ao tempo do fim quanto as profecias do último livro da Bíblia. A finalidade do autor foi tão somente declarar o que o Espírito Santo o inspirou a escrever sobre a grande batalha espiritual desde tempos antigos e que muito em breve será encerrada. A diligente batalha pela fé precisa ser enfrentada sabendo que, de forma dissimulada, Satanás tem introduzido seus agentes para tentar desanimar e derrubar “aos chamados” (v.1), os que têm sido despertados para viver conforme toda a luz revelada para os últimos dias. E da mesma forma que, no passado, tanto anjos quanto homens selaram seu destino de eterna perdição, “homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus”, “desde muito, foram antecipadamente pronunciados para esta condenação” (v.4).
Quando o inimigo minou o coração de terça parte dos anjos com sua iniquidade, que grande vazio foi deixado no Céu e no coração do Criador! Quão terrível e fatídico deve ter sido aquele dia! As hostes que outrora abrilhantavam as abóbadas celestes, foram expulsas das moradas santas, pois a corrupção que lhes manchou o caráter não poderia ter ligação alguma com o santo lugar, nem tampouco com a presença do Senhor que é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8). Este mesmo conflito que teve início no Céu, após a entrada do pecado, foi transferido para a Terra. A humanidade passou a ser o novo alvo do inimigo, porém, de forma ainda mais específica, ele tem procurado exercer toda sorte de maldades a fim de afligir e magoar os santos do Altíssimo. Foi assim com a primeira família humana, foi assim com Israel e o será até o fim quando ele lançar a sua última ira contra a igreja de Deus e “pelejar contra os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17).
Deus tem um povo que tem perseverado em fazer a Sua vontade e rejeitado as coisas que há no mundo. Bem como há inserido no meio do Seu povo muitos que insistem em transformar a fé em uma vitrine do “eu acho”. Que tipo de adoração estamos oferecendo a Deus quando não estamos dispostos a aceitar e viver o claro e sonoro “assim diz o Senhor”? Se a bela e apetitosa oferta de Caim, se as suas “boas intenções”, se a sua forma de adorar foram consideradas por Deus como indignas de aceitação, porque pensamos que podemos fazer o mesmo hoje diante de um Deus que não muda (Ml.3:6)? “Ai deles” (v.11), está escrito! Ai de nós, se seguirmos tamanha imprudência! Mas ainda que estejamos no caminho correto, isso não nos autoriza a difamar o nome de ninguém, mesmo que este esteja completamente errado. O fato de Miguel, que é Jesus, o Senhor dos Exércitos, não ter ousado “proferir juízo infamatório” contra o diabo; “pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (v.9), deveria ser para nós o grande exemplo de como podemos vencer nossas batalhas contra o mal: entregando tudo nas mãos do Deus Todo-Poderoso.
Toda a Terra tem manifestado que perto está o grande Dia do Senhor. E o Espírito Santo têm levantado os grandes reformadores atuais que, possuindo a mesma confiança de Lutero, estão a apregoar com fortes pancadas as teses da última verdade presente. Homens, mulheres, jovens e crianças que cheios da unção do Espírito, estão a revelar ao mundo não uma religião egocêntrica, mas “a religião pura e sem mácula” de Cristo (Tg.1:27). Creio que este exército de salvação já está sendo guardado e preparado para viver os últimos instantes deste mundo e, assim como Enoque, ser participante da graça de contemplar “o Senhor entre Suas santas miríades” (v.14) ainda em vida. Se esta era a esperança do apóstolo Paulo, porque não ser também a nossa? Devemos buscar viver cada dia com a intensidade de Jó: “Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:27).
“No último tempo”, amados, “haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões” (v.18). E não pensem que estes surgirão do meio cético, mas, principalmente, de nossas próprias fileiras. Irmãos que antes aparentavam cortesia e amizade, se revelarão como “aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (v.16) e “são estes que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito” (v.19). “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo, guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (v.20-21). Tenhamos compaixão daqueles que ainda “estão na dúvida” (v.22), e sejamos veículos de salvação para livrá-los “do fogo”, detestando toda e qualquer aparência do mal (v.23).
Olhem para o alto, meus irmãos! Eis que a nossa redenção se aproxima! Clamemos com intenso fervor “Àquele que é poderoso para [nos] guardar de tropeços e para [nos] apresentar com exultação, imaculados diante da Sua glória” (v.24).
A Ti, Pai, “ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (v.25). Dá-nos forças, Senhor, para vivermos a Tua vontade ainda que caiam os céus! Guarda-nos em Teu amor e nos ensina a orar no Espírito Santo. E mesmo diante de discursos aparentemente piedosos, mas desprovidos do Espírito, nos ajuda a discernir o engano daqueles que transformam em libertinagem a graça do Senhor. Pai, a Tua graça sobre nós custou o precioso sangue de Jesus. Ajuda-nos a lembrarmos disso todas as vezes que os púlpitos de Tua igreja forem usados de forma indevida. E que não cabe a nós difamar, mas confiar tudo em Tuas mãos, pois a Tua igreja é a menina dos Teus olhos. Derrama em nosso coração o Teu amor e fortalece a nossa fé nesses dias difíceis. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, “amados em Deus Pai e guardados por Jesus Cristo” (v.1)!
Rosana Garcia Barros
#Judas #RPSP
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“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (v.4).
Existem duas palavras de muito destaque no evangelho e nas epístolas de João: amor e verdade. De uma forma divinamente inspirada, o apóstolo decifrou o código do Céu de como permanecermos em nossa jornada cristã “por modo digno de Deus” (v.6): andando em amor na verdade. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6). Aqueles que andam na verdade, portanto, caminham para um destino certo: a vida eterna; e não somente caminham, como também servem de guia para outros como “cooperadores da verdade” (v.8). Assim era Gaio.
Apesar de sua origem desconhecida, provavelmente, Gaio fosse membro de alguma igreja que estava passando por um momento de séria crise e que precisava de motivação e conforto. Acima de tudo, ou antes de tudo, João fez votos pela “prosperidade e saúde” de seu amado irmão, assim como obteve conhecimento de sua fidelidade espiritual (v.2-3). Gaio certamente foi alguém cujo testemunho e hospitalidade teve grande impacto em sua comunidade e que ajudou a fortalecer a fé de muitos.
João se enchia de alegria ao ouvir os bons testemunhos daqueles que conheceram a verdade por seu intermédio. Como um pai, nada lhe trazia maior alegria do que saber que seus filhos estavam andando na verdade (v.4). Ou seja, estavam avançando e perseverando no caminho eterno. Mas o cerne da questão aqui é a distinção entre o bom e o mau testemunho. Enquanto Gaio procedia fielmente tanto com judeus quanto com estrangeiros, agindo como um cooperador da verdade, Diótrefes, pelo contrário, agia movido pela ambição e pela inveja. Além de não praticar a hospitalidade, também impedia quem queria fazê-lo e, mesmo que João não deixe claro que tipo de posição Diótrefes ocupava, fica claro que ele tinha certa autoridade sobre a igreja, de forma que por sua ação direta irmãos eram expulsos da igreja.
Um terceiro nome, porém, é citado validando o seu bom testemunho: Demétrio. Sua origem também é desconhecida, mas “até a própria verdade” (v.12) testificava de seu bom procedimento e o quanto sua vida cooperou para a pregação do evangelho. João não só confirmou a fidelidade de Gaio, mas também lhe deu quatro importantes orientações:
- Encaminhe os irmãos para que andem “por modo digno de Deus” (v.6);
- Acolha esses irmãos, tornando-se cooperador da verdade (v.8);
- “Não imites o que é mau” (v.11);
- Estabeleça boas amizades (v.12).
Fomos chamados para ser testemunhas de Jesus; para contar ao mundo o que vimos, ouvimos e experimentamos em nossa jornada cristã, sem fazer acepção de pessoas. Há milhares de pessoas lá fora que precisam conhecer a verdade que liberta da escravidão do pecado. E de que lado nós estamos hoje? Como “Gaios” e “Demétrios” atuais que procedem fielmente naquilo que praticam “para com os irmãos” e para com todos (v.5)? Ou como “Diótrefes” (v.9), preocupados com cargos e posições, enquanto, por nosso mau testemunho, expulsamos da igreja aqueles que Jesus comprou a tão alto preço (v.10)?
Amados, não imitemos “o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus” (v.11). Que como corpo de Cristo e Suas fiéis testemunhas, se cumpra em nós o propósito que o Senhor estabeleceu desde tempos antigos: “A sua posteridade será conhecida entre as nações, os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9).
Nosso Deus e Pai, sabemos que o Senhor não tem maior alegria do que saber que Teus filhos andam na verdade. Guia-nos em Tua verdade, mediante a ação maravilhosa do Espírito Santo! Livra-nos de sermos más testemunhas ou de sermos influenciados para o mal. Que sejamos Tuas fiéis testemunhas, Teus servos, de forma que fique evidente de que o nosso testemunho é verdadeiro. Oramos por uma vida que cresça na graça de Cristo e por ela seja transformada a cada dia até que sejamos dia perfeito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis testemunhas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#3João #RPSP
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“E o amor é este: que andemos segundo os Seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor” (v.6).
Diferente de livros cuja autoria é desconhecida, a segunda epístola de João traz um destinatário enigmático. Conforme a raiz da palavra “eklekte kyria”, que significa “senhora escolhida” ou “senhora eleita”, João tanto pode ter escrito para uma mulher e seus filhos, ou, seguindo a orientação profética quanto ao significado da palavra mulher, pode ter se dirigido a uma determinada igreja e seus respectivos membros. O fato é que o discípulo amado prosseguiu em transmitir o mesmo princípio que norteou sua primeira epístola: o amor. Estendendo o seu sentimento como sendo o mesmo de “todos os que conhecem a verdade” (v.1), ele clarificou o conceito intrínseco de amar: conhecer e praticar a verdade.
Todos os que são conhecedores da verdade e que nela permanecem são condutos do amor do Pai. Um dos sinais que apontam para a proximidade da volta de Cristo é justamente a falta de amor provocada pela multiplicação da iniquidade (Mt.24:12). O que nos leva ao seguinte raciocínio: Se a falta de amor vem pelo aumento da iniquidade, e a iniquidade, ou o pecado, “é a transgressão da lei” (1Jo.3:4), logo, o amor advém do crescimento em obediência à verdade, através do Espírito Santo, “que Deus outorgou aos que Lhe obedecem” (At.5:32). Percebem, amados?
Satanás diz: “Não precisa obedecer, viva do seu jeito!” (Isto produz morte: “porque o salário do pecado é a morte” Rm.6:23).
Deus diz: “A obediência é fruto do genuíno amor, viva do Meu jeito!” (Isto produz vida: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” Ap.2:10).
Não se trata, portanto, de salvação por obras, mas de sermos impulsionados a viver não mais conforme os nossos gostos e desejos egoístas, mas sob o constante governo do Espírito Santo. Não é o que eu faço, e sim o que Ele faz em mim, por mim e através de mim. Não se trata de um governo arbitrário, mas eleito pela escolha e entrega dos “que que andam na verdade” (v.4). O Senhor deseja restaurar em nossa vida o que no princípio foi estabelecido. E isso só acontece quando permitimos que o Espírito Santo nos guie “a toda a verdade” (Jo.16:16), “porque muitos enganadores têm saído pelo mundo afora” (v.7) e precisamos estar vigilantes para não perdermos “aquilo que temos realizado com esforço”, para recebermos “completo galardão” (v.8).
Devemos vigiar e orar para perseverar “em verdade e amor” (v.3). Mas o que exatamente é a verdade? A Bíblia nos apresenta as cinco colunas da verdade:
- Deus é a verdade: Jr.10:10; 1Jo 5:20;
- Jesus é a verdade: Jo.14:6;
- O Espírito Santo é a verdade: 1Jo.5:6;
- A própria Bíblia é a verdade: Jo.17:17;
- A Lei de Deus é a verdade: Sl.119:142, 151, 152; Tg.2:10-12
Ultrapassar “a doutrina de Cristo” (v.9) é estabelecer conceitos e ideias incompatíveis com o que Ele já nos revelou por meio de Sua Palavra. Notem que João disse basicamente assim, parafraseando, nos versos cinco e seis: “Eu não estou escrevendo nada diferente, mas o mesmo mandamento que vocês já conhecem desde que se converteram: devemos nos amar uns aos outros. E o conceito desse amor é este: praticar os mandamentos de Deus. Portanto, amar ao próximo consiste em andar nesse amor” (v.5-6). Examinem os evangelhos e verifiquem se a vida de Jesus não foi o cumprimento perfeito da verdade e do amor. E a “todos os que conhecem a verdade” (v.1), Ele diz: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).
O amor bíblico, amados, não pode ser comparado com o amor barato que tem sido vendido em muitos púlpitos a preço da ingenuidade ou do conformismo de muitos. O amor conforme as Escrituras é esclarecedor, é verdadeiro e nele não há confusão. Permita que este maravilhoso amor continue sendo derramado em seu coração pelo Espírito Santo (Rm.5:5). Que Ele te guie a toda a verdade e, nesta jornada rumo aos Céus, muito em breve, “conversaremos de viva voz” com o nosso amado Jesus, para que então, “a nossa alegria seja completa” (v.12).
Nosso Pai do Céu, o Senhor que é a própria Verdade não permitiria que fôssemos enganados pelo inimigo sem nos oferecer a oportunidade de conhecermos a verdade. Graças Te damos, Pai, pela Tua Palavra, que nos guia, nos santifica e fortalece a nossa fé em Ti! Concede-nos a sabedoria de que precisamos para não ultrapassarmos a doutrina de Cristo; antes, que possamos permanecer em verdade e amor. Paizinho, nos torna mais e mais achegados a Ti para que, naquele grande Dia, recebamos completo galardão. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, eleitos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#2João #RPSP
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“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os Seus mandamentos” (v.2).
Estamos vivendo nos últimos dias do grande conflito e, como última igreja de Cristo, somos chamados para fazer parte do Seu remanescente: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos” (v.3). E “a vitória que vence o mundo” (v.4) é a nossa fé em Jesus, pois Ele mesmo venceu o mundo (Jo.16:33). O batismo de Jesus, representado pela água, e a Sua morte, representada pelo sangue, significam a confirmação da nova aliança entre Deus e Seu povo. Todo aquele que deseja seguir o exemplo do Mestre, e ser batizado seguindo a Sua ordem, encontrará resistência como Ele mesmo encontrou. E a menos que esteja munido da armadura de Deus (Ef.6:10), revelará uma fé frágil que sucumbirá à primeira prova.
Assim como “o Pai, a Palavra”, que é Cristo, “e o Espírito Santo” são um (v.7), fomos chamados a sermos um com o Senhor como Suas testemunhas na Terra. Gosto de pensar que “o Espírito, a água e o sangue” (v.8), representam as três atuações de Deus na vida do cristão:
1. O sangue, quando aceitamos a Cristo como Senhor e Salvador de nossas vidas;
2. A água, com o batismo, o lavar regenerador de Deus no coração e início da carreira cristã;
3. O Espírito, que nos guia a toda a verdade, nos convence do pecado, da justiça e do juízo, levando-nos a uma vida de santificação em Cristo Jesus (Jo.16:8-13).
Estes três “são unânimes num só propósito” (v.8), o propósito de preparar um povo para reencontrar o seu Deus. Todo aquele, pois, que nisto crê, “tem, em si, o testemunho” (v.10). “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no Seu Filho” (v.11). Portanto, se temos o Filho, temos a vida; se, porém, não temos o Filho, não temos a vida (v.12). Quando o apóstolo Paulo declarou: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl.2:20), ele não declarou ter alcançado o estágio final da perfeição, mas a sua entrega, unida à constante obra do Espírito Santo, inculcava em sua mente a fé firme na fiel promessa: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Por isso que ele denominou a batalha espiritual de “bom combate” (2Tm.4:7), porque todo aquele que é nascido de Deus e “não vive pecando”, tem como seu fiel guarda Jesus, o Senhor dos Exércitos, “e o Maligno não lhe toca” (v.18).
A oração intercessora terá um papel decisivo nesses últimos dias. Quando um servo ou uma serva de Deus ergue suas súplicas altruístas e empenha-se diariamente a abençoar seus irmãos através de suas orações, sua própria vida recebe um novo fôlego, o Espírito Santo imprime em sua mente o verdadeiro senso de missão e derrama em seu coração o amor de Deus em generosas porções. Não podemos desistir daqueles que Cristo adquiriu com Seu precioso sangue. O “pecado para morte” (v.16) é aquele em que o pecador se recusa a ouvir a voz de Deus e repele o Espírito Santo de sua vida. Aquele que sonda os corações e conhece as intenções nos chama a fazer parte de Seu grande exército, “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).
Se “sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno” (v.19), tanto mais precisamos nos firmar nas verdades eternas e perseverar em uma vida de oração. Certamente, somos alvo das orações de alguém, ou de alguns, assim como podemos ser instrumentos de Deus para conduzir pessoas a Cristo por este ministério tão grandioso. O silêncio do suplicante diante dos homens é transformado pelo Espírito em “gemidos inexprimíveis” diante do trono de Deus (Rm.8:26). Façamos uso deste recurso tão grandioso em benefícios! Só a eternidade revelará o seu real alcance. Imitemos o sublime Exemplo: “Tendo-Se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava” (Mc.1:35).
“Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (v.20). Sigamos, pois, os Seus passos.
Pai Celestial, estamos quase chegando ao fim de mais um estudo completo da Tua Palavra. E quão insondáveis são os Teus pensamentos, quão vasta a Tua sabedoria! Não podemos alcançar o real entendimento das Tuas Escrituras se o Teu Espírito não for o nosso instrutor. Concede-nos, ó Deus, por Tua graça e misericórdia, a iluminação do Espírito Santo para que a nossa mente seja dirigida todos os dias para onde Jesus está e ali, no mais Santo lugar, nos unirmos a Ele em Sua obra de purificação. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, exército de oração!
Rosana Garcia Barros
#1João5 #RPSP
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“Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (v.8).
O amor revelado em Jesus Cristo é a chave que abre o coração humano para compreender o amor com que Ele deseja que nos amemos uns aos outros. Confessar “que Jesus Cristo veio em carne” (v.2), possui um significado muito maior do que simplesmente professar nEle crer. Confessar o nome de Jesus envolve um compromisso de vida ou morte. E, na época em que João escreveu, a acentuada perseguição provava quem realmente era uma testemunha de Cristo. Dar ouvidos a esta mensagem, portanto, não era apenas uma questão de aceitar o evangelho, mas de vivê-lo conforme as verdades reveladas. Decisão esta que exigia fé, coragem e abnegação da própria vida.
O maior dos dons, aumentado e aperfeiçoado na vida cristã, promove o sublime e indispensável conhecimento de Deus, o conhecimento que supera todos os demais e blinda a mente contra “o espírito do erro” (v.6). Podemos dizer que o amor é a fé em ação, como bem escreveu o apóstolo Paulo: “a fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). Entretanto, esse amor produzido pela fé em Cristo, é manifestado em nós através de um ato que antecedeu a nossa fé: “em haver Deus enviado o Seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dEle” (v.9). Ou seja, é um amor que não vem de nós; um amor que está além do nosso alcance produzir; um amor extravagante em graça; “é dom de Deus” (Ef.2:8).
E “se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (v.11). O fato de jamais termos visto a Deus e, ainda assim, declarar amá-Lo, só se torna uma verdade quando permitimos que o Espírito Santo derrame em nosso coração o amor divino e este amor seja revertido, por preceito e por exemplo, na vida de outros. Há no mundo um equivocado conceito de amor que acaba por confundir a muitos. Amor não se resume a gracejos e atitudes isoladas de simpatia. “Deus é amor” (v.16), e esta verdade, por si só, deveria despertar em nós um senso urgente de meditarmos na vida de Cristo e nela buscarmos a essência do evangelho. Porque se o amor é divino, não há outra fonte segura senão o próprio Deus.
Os profetas foram escolhidos pelo Senhor para transmitir as Suas palavras à humanidade. Jesus foi enviado à Terra como a própria Palavra, o Verbo que “Se fez carne e habitou entre nós” (Jo.1:14). Mas Jesus não nos deixou órfãos, e “nisto conhecemos que permanecemos nEle, e Ele, em nós: em que nos deu do Seu Espírito” (v.13). Confessar “que Jesus é o Filho de Deus” (v.15) é ser Sua testemunha a todas as nações pelo poder do Espírito Santo (Leia At.1:8). É o Espírito que aperfeiçoa o perfeito amor em nosso coração, “para que, no Dia do Juízo, mantenhamos confiança” (v.17) e não medo, porque “o perfeito amor lança fora o medo” (v.18).
Portanto, amados irmãos, “nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (v.19). Simples assim. O amor de Deus na vida promove o amor altruísta; amor que regenera, cura, perdoa e salva. Que pela comunhão diária, perseveremos em ser aperfeiçoados no amor pela oração e pelo estudo das Escrituras. Sejamos, pois, vasos de honra cheios e transbordantes do amor divino!
“Que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (v.21).
Nosso Pai amado, que grande estrago tem feito o pecado no coração humano! De modo que todas as virtudes para as quais o Senhor nos criou têm sido deterioradas, e muitos se tornam completamente destituídos de amor e misericórdia. Por mais que tenhamos sido avisados quanto a isso, ainda assim é triste ver os resultados da falta de amor e como isso tem atingido inclusive o Teu povo. Não permite, Senhor, que o nosso coração endureça! Cura o nosso coração da doença maligna da maldade, e cria em nós um coração puro! Derrama o Teu amor em nosso coração pelo Espírito Santo e nos eleva a cada dia à atmosfera pura e santa do lugar Santíssimo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, nascidos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1João4 #RPSP
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“E aquele que guarda os Seus mandamentos permanece em Deus, e Deus, nele. E nisto conhecemos que Ele permanece em nós, pelo Espírito que nos deu” (v.24).
A paternidade de Deus para com a humanidade é algo tão grandioso e sublime, que não pode ser comparada com a paternidade terrena. O único amor que Ele mesmo usou como uma analogia, para fins de compreensão humana, foi o amor de mãe (Is.49:15). O amor de Deus, porém, é um amor incomparável e acima de nosso intelecto limitado. Só a eternidade explicará um amor que dá a própria vida para salvar pessoas que não merecem ser salvas. Ele nos chama de Seus filhos e a Sua graça e misericórdia nos estende o tempo de espera de um Pai que está pronto para correr em nossa direção e nos envolver com beijos e abraços (Lc.15:20). Este capítulo, portanto, trata-se do mais lindo recado de amor de um Pai para Seus filhos.
“Amados, agora, somos filhos de Deus” (v.2), e como Seus filhos representamos os Seus interesses e somos herdeiros da fiel promessa. E, “quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque haveremos de vê-Lo como Ele é” (v.2). Crendo nesta esperança, somos purificados, “assim como Ele é puro” (v.1). Não faz parte, porém, da vida de um filho de Deus a prática do pecado, porque “aquele que permanece nEle não vive pecando; todo aquele que vive pecando não O viu, nem O conheceu” (v.6). Aqui nós entramos em um assunto extremamente delicado, que muitos não têm compreendido (ou não querem compreender). João não afirmou que deixamos de ser pecadores, mas que não mais vivemos na prática do pecado. Percebem, amados?
Diante da dificuldade do ser humano em fazer diferença entre o bem e o mal, o Senhor nos deixou Sua preciosa Palavra e os escritos do Espírito de Profecia em nosso tempo, para que possamos compreender qual a largura, altura e profundidade da última “arca” da salvação. “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém” (v.7). Temos a verdade presente em mãos para aprender e praticar a justiça que vem de Deus. E o que temos feito com este tesouro celeste? Buscado do Senhor a unção do Espírito Santo para fazer a Sua vontade, ou ignorado tudo aquilo que contraria a nossa própria vontade? Jesus não apenas Se manifestou para nos salvar, mas também “para destruir as obras do diabo” (v.8). E se o diabo veio “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10), todo aquele “que pratica o pecado procede do diabo” (v.8).
Aquele que possui “recursos deste mundo” e nega ajudar um irmão em necessidade, “como pode permanecer nele o amor de Deus?” (v.17). Aquele “que odeia a seu irmão é assassino” (v.15)! Amar “de fato e de verdade” (v.18) envolve uma boa consciência diante de Deus e diante dos homens. Ser da verdade não é deixar de errar, mas a constante busca por um coração em paz “diante de Deus” (v.21). E as nossas orações passam a ser atendidas “porque guardamos os Seus mandamentos e fazemos diante dEle o que Lhe é agradável” (v.22). Desta forma, permanecemos em Deus, e Deus, em nós, através da constante atuação do Espírito Santo em nossa vida. E a virtude inaugural de Seu maravilhoso fruto é o amor (Gl.5:22). “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a Sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos” (v.16).
A abordagem de João com relação a Caim é muito clara. Porque Caim matou Abel? “Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (v.12). A inveja despertou-lhe o ódio homicida, e este mesmo sentimento vil tem transformado a igreja de Deus no único exército que fere e que mata os seus próprios soldados. Até quando a paciência do Senhor terá de suportar este conflito “sangrento”? Os filhos de Deus, diz a irmã White, “devem ser os mensageiros vivos para proclamar uma mensagem viva nestes últimos dias” (Igreja Remanescente, p.60). Precisamos odiar o pecado que há no mundo, não as pessoas que nele estão. Declarar a verdade é diferente de atacar usando a verdade. Percebem? Que ungidos pelo Espírito Santo, como filhos de Deus que somos, sejamos sal e luz do mundo, iluminados pelo amor de nosso Pai celestial!
Amado Pai Celestial, as palavras inspiradas dadas a João – um homem que possuía uma natureza rude e vingativa, mas que foi transformado pelo poder do amor de Cristo – estas palavras chegam até nós hoje como um atalaia a nos indicar o caminho a seguir a fim de que possamos chegar seguros no Lar. O amor a Ti, Senhor, e o amor ao nosso próximo são indicativos incontestáveis de que o Teu Espírito habita em nós. Mas a verdade é que a nossa realidade como igreja de Deus está tão longe disso. Não amamos ardentemente uns aos outros. E muitas vezes o que temos é mais valorizado do que o que somos. Pai do Céu, tem misericórdia de nós! E por favor, Senhor, sacode a Tua igreja para que não tenhamos que viver por muito tempo nesta Terra. Porque, enquanto não tivermos a plenitude do Espírito Santo, Jesus não voltará. Une a Tua igreja num só propósito, num só coração, meu Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai Celeste!
Rosana Garcia Barros
#1João3 #RPSP
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“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (v.1).
O surgimento do pecado no coração de Lúcifer deu início ao grande conflito dos séculos. E a entrada do pecado no mundo, através de nossos primeiros pais, resultou em consequências terríveis e, na vida de muitos, irreversíveis. Faz parte da razão humana o poder de decisão. O Senhor nos criou e nos dotou da liberdade de escolha, contudo, como Deus de amor, estabeleceu um prazo de validade para o mal. O Criador, em Sua onisciência, já sabia que o homem pecaria, mas o Seu amor foi maior do que a nossa rebeldia. Mesmo antes da fundação do mundo, já havia a solução através do perfeito plano da salvação. A vitória de Cristo nos garantiu uma defesa incontestável e insuperável: “Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (v.1).
Todos os pecados do mundo, desde Adão até o último ser humano antes do segundo advento de Jesus, foram pagos na cruz (v.2). Esta é uma garantia irrevogável. Mas será que basta apenas acreditar nesta verdade? Israel esperava pelo Messias, e verdadeiramente acreditava na promessa. Porém, a falta de conhecimento do Pai os fez rejeitar o Filho, pois Ele “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11). Jesus lidava com as pessoas ao Seu redor com um amor tão grande e, ao mesmo tempo, ensinava com uma autoridade e paciência, sem fazer acepção alguma, que foi visto como um rebelde e, não poucas vezes, como um blasfemo. Rejeitado, humilhado e desprezado, prosseguia em fazer a vontade do Pai independentemente das reações negativas de muitos. Pela falta de conhecimento do amor do Pai, o povo não reconheceu o amor do Filho e perdeu o sublime privilégio de conhecer a vida eterna. Pois “a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Conhecer a Jesus está intimamente ligado à observância dos Seus mandamentos, e ambos não podem ser separados. Aquele que diz que conhece a Deus e vive em desobediência “é mentiroso, e nele não está a verdade” (v.4). “Aquele, entretanto, que guarda a Sua Palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus” (v.5). Permanecer em Cristo deve nos levar a “andar assim como Ele andou” (v.6). As obras de Jesus manifestadas na vida através de um espírito manso e humilde (Mt.11:29), são as maiores evidências da atuação do Espírito Santo. Não se trata de algo forçado, mas naturalmente realizado por Deus através da nossa entrega diária a Ele. Transformação e aperfeiçoamento de caráter só acontecem quando permitimos que o Espírito de Deus derrame em nosso coração a inscrição do perfeito amor (Rm.5:5). Um amor que inunda o nosso coração e nos faz amar até mesmo quem não merece, é a prova contundente de que o maior dos dons é sobrenatural e é divino.
Filhos, pais e jovens são chamados a viver o ministério de Jesus, o ministério do amor. Andar como Ele andou é prosseguir no caminho sobremodo luminoso. Ele não nos deu “mandamento novo” (v.7), e sim “novo mandamento” (v.8), ou seja, um mandamento que sempre existiu, mas que em Cristo foi engrandecido, aperfeiçoado (Is.42:21). João chamou de cego espiritual aquele “que odeia a seu irmão” (v.11). E não adianta pagar “penitência” ocupando-se em atividades religiosas e filantrópicas enquanto o coração range de ódio e de inveja. Não há como amar a Deus e odiar aqueles que foram resgatados por alto preço. Como também não há como amar a Deus e amar o mundo e o que ele oferece (v.15-16). Paulo, por exemplo, só percebeu sua cegueira espiritual quando sua visão física foi interrompida. Sinceramente errado, ele não percebia a sua incoerência até que a luz de Jesus lhe iluminou o coração.
E nós, possuindo “unção que vem do Santo” (v.20) e conhecendo que “já é a última hora” (v.18), só não seremos enganados por nosso coração corrupto e pelos anticristos e mentirosos que saem “de nosso meio” (v.19), se, como o apóstolo dos gentios e como o discípulo do amor, permanecermos nas verdades que ouvimos “desde o princípio” (v.24). Permanecendo em Cristo até que Ele venha, não nos afastaremos “envergonhados na Sua vinda” (v.28), mas, nascidos dEle (v.29), receberemos a fiel “promessa que Ele mesmo nos fez, a vida eterna” (v.25).
Deus eterno, bendito e glorioso, Tu tens um propósito na vida do Teu remanescente, que é aperfeiçoá-lo em amor, pelo poder do Espírito Santo! Como essa obra foi realizada de forma tão linda e impactante na vida daquele que um dia foi chamado de filho do trovão, opera em nós o milagre do amor, Senhor; amor a Ti e ao nosso próximo! Ajuda-nos a andar como Jesus andou! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhinhos de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
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