Reavivados por Sua Palavra


Apocalipse 13 – Comentado por Rosana Barros
7 de abril de 2025, 0:45
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Ontem estudamos sobre o grande conflito que começou no Céu e se estendeu para a Terra, quando Satanás lançaria a sua ira contra a igreja de Deus. O capítulo treze apresenta os dois poderes que, aliados ao dragão, irão se unir com o objetivo de dizimar o povo de Deus da Terra. Besta ou animal, em profecia, significa “reino ou poder” (Dn.7:17). Portanto, a besta que emerge do mar e a besta que emerge da terra são dois poderes diferentes, mas que, unidos, se tornarão potencialmente perigosos, principalmente no desfecho da história deste mundo.

Existe uma associação inconfundível entre este capítulo e Daniel capítulo sete. Ambos apresentam uma sequência de animais e destacam a figura de uma besta ou animal “terrível e espantoso” (Dn.7:7). Esses animais, na sequência da profecia de Daniel, bem como na estátua do sonho do rei Nabucodonosor, representam, respectivamente: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Mas de todos estes impérios, o último, descrito como um animal medonho, deixaria registrado na história um reinado de medo e descaso para com a Palavra de Deus. João, por sua vez, viu uma besta que saiu do mar. Ou seja, uma besta que surgiria de “povos, multidões, nações e línguas” (Ap.17:15). Observem que João apresentou um regresso histórico, uma ordem contrária dos animais citados por Daniel (v.2), corroborando com o fiel cumprimento da profecia referente aos reinos que já haviam passado.

Findo o período da supremacia política dos impérios, Roma passou a reger as nações através do poder político e religioso do papa. Considerado líder supremo, o pontífice tornou-se a figura mais importante do globo e sua palavra passou a ter vigor em todas as esferas da sociedade. Existem diversas semelhanças entre o chifre pequeno da profecia de Daniel e a besta que emerge do mar. Ambos, portanto, representam o mesmo poder: Roma Papal. Vimos que este tempo de apogeu durou “quarenta e dois meses” (v.5), 1260 anos, tendo o seu fim em 1798 com a prisão do papa Pio VI. A profecia apresenta, porém, um período no futuro em que este poder recobraria as suas forças, quando diz: “essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (v.3). Ou seja, Roma Papal reassumirá o controle do poder civil e religioso e revelará ao mundo um discurso que atrairá multidões, “aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (v.8). Será que o cenário mundial atual já não revela indícios suficientes de que esta profecia já está se cumprindo?

A besta que surge da terra, ao contrário de mar, representa um poder que surge de um lugar deserto ou pouco povoado. Fugindo da perseguição, muitos cristãos desbravaram os mares à procura de viver com liberdade a sua crença. Foi assim que surgiu a nação dos Estados Unidos da América, com seus ideais protestantes de liberdade civil e religiosa. Como os “dois chifres” não possuem coroas ou diademas como na descrição da besta anterior, eles não se referem a reinos, mas podem se referir a esses dois ideais de liberdade, já que parece um cordeiro, isto é, aparenta ser uma nação cristã, mas que no fim revelará a sua verdadeira face, “como dragão” (v.11). Há alguns anos, seria impossível fazer qualquer ligação ou conexão entre a nação norte-americana e o Vaticano. Hoje, vemos que as relações estão cada vez mais estreitas e que as portas estão sendo abertas para um diálogo cada vez mais amistoso e uma associação cada vez mais íntima.

A besta que sobe do mar representa as duas fases de Roma: pagã e papal. Partindo do princípio de que ela emerge do meio de povos e nações, as sete cabeças representam os seguintes reinos: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma pagã e Roma Papal; os povos que representam os piores inimigos do povo de Deus ao longo da história. A profecia indica que Roma adquiriu características peculiares de alguns desses povos: da Grécia (leopardo) a semelhança no sistema religioso de culto a imagens e invocação de santos; da Medo-Pérsia (urso), a instituição do domingo como dia de guarda, pois os persas dedicavam o primeiro dia da semana como um dia de culto ao deus Sol; e da Babilônia (leão), Roma copiou a soberba, o orgulho e o descaso para com a Lei de Deus (Is.13:11; Is.14:10-14).

O início da cura da ferida mortal se deu no ano de 1929, quando Benito Mussolini assinou uma concordata concedendo ao papado 44 hectares de terra, que, mais tarde, se tornaria o menor país do mundo, o Estado do Vaticano. A partir daí, os pontífices voltaram a ter um prestígio que só vem crescendo, e a nação norte-americana aclamada como grande potência mundial, mostrando que caminha para dar as mãos à primeira besta. Logo, nos será tolhida a liberdade de crença, a liberdade econômica (v.17) e até o direito fundamental de ir e vir; além do inevitável decreto de morte a todos os que se recusarem a adorar “a imagem da besta” (v.15).

Uma marca será imposta “a todos […], sobre a mão direita ou sobre a fronte” (v.16). Uma contrafação ao que o Senhor determinou para o Seu povo (Dt.6:8), que é “a perseverança e a fidelidade dos santos” (v.10). Como está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Será, portanto, uma questão de decisão voluntária em obedecer os mandamentos de Deus ou mandamentos de homens. A necessidade atual é de cristãos que reconheçam a sua incapacidade de enfrentar a grande prova final e, como Jacó, agarrem-se firmemente à destra da Onipotência até que do alto sejam revestidos de poder.

A compreensão dos símbolos de Apocalipse, porém, não pode ser maior do que o desejo por conhecer Aquele a quem este livro revela: Jesus Cristo. Pois “a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). A grande controvérsia final é uma guerra entre verdadeiros adoradores e falsos adoradores, e “o número da besta” (v.18) é a representação de uma falsa adoração. Enquanto o número sete significa perfeição e aponta para o Criador, o número seis é considerado número de homem e na antiga Babilônia era usado para definir a hierarquia das divindades pagãs (6 = deus menor; 60 = deus maior; 600 = todos os deuses). Portanto, o número da besta não aponta simplesmente para um indivíduo, mas para um sistema de falsa adoração.

A questão é: De que lado estamos hoje? Logo as restrições que serão impostas “para que ninguém possa comprar ou vender” (v.17) serão tão reais quanto o foi na época da pandemia, por exemplo. Se antes de 2020 eu tivesse dito a vocês que logo todos seríamos obrigados a usar máscaras, e que as maiores cidades do mundo obrigariam seus cidadãos a ficar dentro de casa e que fechariam suas fronteiras, provavelmente arrancaria alguns risos de uns e escárnios de outros. Mas tudo isso aconteceu como um lembrete bem claro de que as profecias bíblicas que apontam para o desfecho do grande conflito entre o bem e o mal “são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6).

Lembrem-se, amados: “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap.1:3).

Senhor, nosso Deus, muitas têm sido as lutas que enfrentamos diante de um tempo sobremodo solene. Há um inimigo ao nosso redor e a nossa única segurança está em nos apegarmos à Tua Palavra enquanto prosseguimos para o alvo olhando para Cristo. Por isso, clamamos a Ti, Pai, pelo batismo do Espírito Santo! Purifica o nosso coração e concede-nos a mente de Cristo, completamente dependente de Ti. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse13 #RPSP

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APOCALIPSE 12 – Comentado por Rosana Barros
6 de abril de 2025, 0:45
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“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” (v.17).

As cenas de uma acirrada perseguição compõem o conteúdo deste capítulo; batalhas no Céu e na Terra, que simbolizam o grande conflito cósmico desde o início até o tempo em que as forças do mal arrojarão os seus maiores esforços contra o povo de Deus. Ao contrário dos capítulos anteriores, os capítulos centrais de Apocalipse não apresentam cenas sequenciais da história, mas símbolos e mensagens que relembram relatos passados, que se aplicam ao presente e que apontam para o futuro. Estamos diante das mais relevantes verdades apocalípticas.

“Houve peleja no Céu” (v.7). A Bíblia descreve a rebelião de Satanás e seus anjos contra “Miguel e os Seus anjos” (v.7). O nome Miguel, na verdade é uma pergunta que só tem uma resposta: “Quem é semelhante a Deus?”. Ninguém, a não ser Jesus Cristo! E todas as vezes que Satanás é citado na Bíblia em alguma cena de batalha, é Miguel, ou o Anjo do Senhor, que aparece para pelejar contra ele (Js. 5:14; Dn.10:13 e 21; Zc.3:1-5; Jd.1:9). O mesmo anjo de luz que um dia presidiu a corte celeste e fazia parte da ordem dos querubins cobridores do trono de Deus (Ez.28:14), foi aquele que se insurgiu contra o Altíssimo, desejou estar acima dEle e assumir o lugar de Cristo (Is.14:14).

Após a sua expulsão do Céu, juntamente com “terça parte das estrelas do céu” (v.4), isto é, dos “seus anjos” (v.9), “o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (v.9), transferiu toda a sua fúria contra a humanidade, especialmente contra a igreja de Deus. A figura que simboliza a igreja verdadeira revela a plenitude de Cristo nesta igreja. Sabendo que mulher em profecia significa “igreja” (Is.54:1 e 5; Jr.6:2; 2Co.11:2; Ef.5:22-24), analisemos a sua descrição:

1. “Vestida do sol” (v.1): É uma igreja que reflete a Cristo, “o Sol da Justiça” (Ml.4:2) e que cumpre a sua função de iluminar o mundo (Mt.5:14), refletindo a luz de Cristo (Jo.8:12);

2. “com a lua debaixo dos pés” (v.1): Assim como a lua reflete a luz do sol, a igreja verdadeira não tem luz própria, não advoga por si, mas calça “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15). Ou seja, é portadora da luz que emana de Cristo através da Sua Palavra (Sl.119:105);

3. “uma coroa de doze estrelas na cabeça” (v.1): Tanto coroa quanto o número doze se referem ao reino de Deus. O fato de serem doze estrelas também se refere à totalidade do povo de Deus: as doze tribos de Israel, os 12 apóstolos, os 144 mil das doze tribos de Israel.

Esta mulher representa as duas fases da igreja de Deus: igreja judaica e igreja apostólica. Apesar de Cristo, o “filho varão” (v.5), ter nascido da linhagem de Israel, Sua genealogia também abrange outras nacionalidades (Mt.1:5) e Sua vida foi a maior prova de que o Seu amor não conhece fronteiras. É por isso que o grupo dos 144 mil não se restringirá a um povo específico, mas será “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap.7:9). Enquanto Satanás nos “acusa de dia e de noite” (v.10), Cristo efetua a Sua obra de constante intercessão por nós. A fúria do grande dragão sempre foi dirigida para Jesus, mas como quem não conseguiu destruí-Lo, esta fúria foi redirecionada para o povo de Deus.

O derradeiro conflito já começou a mostrar grandes e inúmeras evidências de que o diabo está entre nós “cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (v.12). Ele sabe que há um remanescente que está sendo preparado e selado para resistir à última hora, e, a fim de ferir o coração de Deus, lançará toda a sua fúria contra este grupo de fiéis, assim como no passado usou agentes humanos para ferir milhares de cristãos. “Um tempo, tempos e metade de um tempo” (v.14) se refere ao mesmo tempo que vimos no capítulo anterior e em Daniel 7:25, ou seja, o período dos 1260 anos de supremacia papal e intensa perseguição religiosa.

Lutero, Calvino, Jerônimo, dentre outros reformadores, além da irrefutável colaboração de povos sinceros, como os Valdenses, ergueram firme a bandeira das Escrituras e abriram mão da própria vida por amor ao Senhor que os salvou. Precisamos resgatar esta fé, a fé de nossos pais, a fé daqueles que não hesitaram ofertar a própria vida se fosse para ganhar alguém para o reino de Deus. Oh, quanto precisamos despertar de nossa letargia, amados! Deus sempre teve um povo para chamar de Seu e assim o será nos últimos instantes do relógio que marca o fim deste mundo de pecado. Após o desapontamento de 1844, Deus suscitou uma igreja, um atalaia para proclamar ao mundo as verdades que por tanto tempo ficaram esquecidas. Os adventistas do sétimo dia possuem não somente um privilégio, mas muito mais um dever, uma responsabilidade de anunciar o evangelho eterno a todos, e incidir uma luz sobre a importância da obediência aos mandamentos do Senhor, inclusive ao mandamento esquecido: o sábado (Êx.20:8-11).

Só existem dois caminhos, meus amados irmãos. E num universo de mais de quarenta mil diferentes denominações cristãs, fica bem claro que placa de igreja não salva, mas, certamente, existe aquela cuja placa indica o caminho certo. E a todos que, sinceramente, invocarem o nome do Senhor clamando por sabedoria, saberão por onde andar:

“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

Pai querido, como desejamos ser guiados pelo Teu Santo Espírito a cada passo! Almejamos compreender as Tuas profecias e guardá-las, não no sentido de sermos apenas detentores da verdade presente, mas no de sermos atalaias, proclamando o Teu evangelho eterno aos quatro cantos desta terra. Senhor, a peleja que começou no Céu tem ganhado força aqui na Terra, mas nós cremos que logo o autor deste conflito será destruído de uma vez por todas e nós venceremos por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra e do testemunho que demos e, que mesmo em face da morte, não amamos a nossa própria vida. Concede-nos, ó Deus, o poder do Espírito Santo para que conservemos a perseverança dos santos, os que guardam os Teus mandamentos e o testemunho de Jesus. Em nome de Cristo Jesus, nós Te pedimos e, desde já, Te agradecemos, Amém!

Vigiemos e oremos.

Feliz semana, remanescente do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#APOCALIPSE12 #RPSP

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Apocalipse 11 – Comentado por Rosana Barros
5 de abril de 2025, 0:45
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Como vimos no capítulo anterior, o dia 22 de outubro de 1844, conhecido como “dia do desapontamento”, não se referia à volta de Jesus, mas à entrada de Jesus no lugar Santíssimo do santuário celeste. A visão que se segue ainda antecede o toque da última trombeta. E João contemplou exatamente “o santuário de Deus” (v.1). Não o santuário terrestre, até porque ele havia sido destruído quando Jerusalém foi invadida pelo exército romano em 70 d.C. A João, portanto, foi dada a ordem de medir com uma vara o santuário celeste. Esta ilustração representa uma cena de juízo, que é iniciada, primeiramente, entre o povo de Deus, como está escrito no livro do profeta Ezequiel: “[…] começai pelo Meu santuário” (Ez.9:6). E como reforçou o apóstolo Pedro: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (1Pe.4:17).

Cristo iniciou a fase do juízo investigativo pelos de dentro de casa e a encerrará pelos de fora, ou seja, aqueles que rejeitaram a mensagem do evangelho. Surge, então, mais um período profético de “quarenta e dois meses” (v.2). A “cidade santa” (v.2) representa a igreja de Deus sendo alvo da ira de Satanás (Ap.12:17). Na verdade, este período corresponde aos 1260 dias proféticos do versículo seguinte, isto é, 1260 anos. Este foi o período, já estudado no livro de Daniel, em que os cristãos foram perseguidos, e muitos foram mortos, na Idade Média (538 a 1798 d.C.). As “duas testemunhas” (v.3) simbolizam o Antigo e o Novo Testamento. Jesus mesmo afirmou que são as Escrituras que dEle testemunham (Jo.5:39). Neste período houve grandes trevas espirituais e o termo “vestidas de pano de saco” (v.3) aponta para um tempo em que a Igreja Romana em seu apogeu papal faria de tudo para ocultar as verdades da Palavra de Deus.

Assim como são consideradas testemunhas de Deus, as Escrituras também receberam duas outras ilustrações: “as duas oliveiras e os dois candeeiros” (v.4), confirmando uma das visões do profeta Zacarias (Zc.4:3-7) e o que compôs o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105). Ninguém pode ir de encontro à Palavra de Deus e não sofrer as consequências por seus maus atos. Quando Elias profetizou que não iria chover por três anos e meio (1Rs.17:1), toda a Terra sentiu a tragédia de dar as costas ao “assim diz o Senhor”. Todo aquele, portanto, que ignora ou resiste às verdades das Escrituras será julgado e condenado por seu procedimento no grande Dia de Deus.

Surge, então, outro período profético em que a Palavra do Senhor seria lançada por terra: “três dias e meio” (v.9), ou seja, três anos e meio. Este foi o tempo em que a França subjugou as verdades sagradas, na terrível Revolução Francesa, de 26 de novembro de 1793 a 17 de junho de 1797. Dentre as atrocidades cometidas, a história revela com exatidão cada detalhe desta profecia:

  1. grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito” (v.8): A França tornou-se como Sodoma em imoralidade (Gn.19:5), e como o Egito, negando a existência de Deus (Êx.5:2);
  2. Os que habitam sobre a terra se alegram por causa deles, realizarão festas” (v.10): Foi abolida a semana de sete dias e instituída a semana de dez dias, e o décimo dia era dia de festas e orgias;
  3. Os “dois profetas” (Antigo e Novo Testamento, v.10) foram substituídos pela deusa da razão e proibidos os cultos religiosos.

Porém, as consequências de tamanha apostasia foram terríveis. E após instalar-se verdadeiro caos na França, os governantes tiveram de reconhecer a importância da religião para o bom andamento da nação, restabelecendo a liberdade de culto e os sete dias semanais. A Bíblia novamente ganhou força e surgiram as primeiras Sociedades Bíblicas espalhando a verdade pelo mundo afora.

Passado o segundo ai (v.14), chegamos ao toque da sétima e última trombeta. E as “grandes vozes” (v.15) vindas do Céu declaram a vitória final de Cristo e a destruição daqueles “que destroem a terra” (v.18). De onde saiu esta ordem? A Bíblia é bem clara, confirmando a profecia de Daniel, de que lá do lugar Santíssimo do “santuário de Deus, que se acha no Céu”, onde fica “a arca da Aliança” (v.19), guardiã da Lei de Deus, Jesus voltará “com poder e muita glória” (Mt.24:30). A Bíblia que foi perseguida na Idade Média e pisada na Revolução Francesa é a mesma que sobreviveu pelo poder de Deus para nos revelar hoje que a promessa do retorno de Cristo é real e está prestes a acontecer. É tempo de estarmos prontos para contemplarmos o nosso Senhor e Salvador em toda a Sua glória, porquanto muito em breve será declarado:

O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (v.15). Amém!

Nosso Bom Deus e Pai, nada é mais precioso neste mundo do que o conhecimento da verdade e da salvação em Cristo Jesus! Mas não podemos erguer um muro de orgulho por isso, e sim mantermos os nossos olhos no Santíssimo lugar, de onde Jesus derrama sobre nós a Sua graça e a Sua justiça. Queremos viver para Ti segundo os Teus propósitos, Senhor. E ainda que venham provações, ajuda-nos a sempre lembrar onde Jesus está e que em breve Ele voltará e nos levará para Casa. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, exército do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

Apocalipse11 #RPSP

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Apocalipse 10 – Comentado por Rosana Barros
4 de abril de 2025, 0:45
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Após a sexta trombeta, encontramos profecias que antecedem o toque da sétima e última trombeta. João viu “Outro anjo forte” (v.1) e a descrição deste anjo se assemelha à visão que teve de Cristo no capítulo um. O arco-íris é um símbolo da aliança de misericórdia e justiça de Deus para com a humanidade, quando prometeu nunca mais destruir o mundo através de um dilúvio (Gn.9:12-15). Portanto, Jesus desceu pessoalmente para dar a João uma revelação sobremodo importante para o tempo do fim. Seus pés entre o mar e a terra simbolizam uma mensagem universal. Mas mesmo que Apocalipse seja uma revelação de Jesus para o homem, nem tudo nos é permitido compreender. Sobre “os sete trovões” (v.4) não foi permitido a João escrever, mostrando que Deus tem muito mais a nos revelar, mas que só a eternidade poderá explicar.

Jesus “tinha na mão um livrinho aberto” (v.2). O fato de estar aberto, mostra que é uma mensagem acessível a todos. Quando Daniel recebeu as visões e as terminou de escrever, foi-lhe dito: “Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos o esquadrinharão, e o saber se multiplicará” (Dn.12:4). Ou seja, a mensagem do livro de Daniel só seria estudada e plenamente compreendida no tempo do fim. Portanto, “nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a sétima trombeta” (v.7), no tempo que antecede o retorno de Cristo à Terra, o livro de Daniel deixaria de ser um livro selado e passaria a ser um livro estudado e compreendido. Porém, quando João pediu que o anjo lhe desse o livrinho, foi-lhe dada uma ordem inusitada: “Toma-o e devora-o” (v.9). No que ele tomou o livrinho e o comeu, em sua boca, o sabor “era doce como mel”, mas ao chegar ao “estômago ficou amargo” (v.10). Era uma mensagem sobremodo doce, agradável, mas o resultado causaria amargor, decepção.

Esta profecia se cumpriu com precisão após a profecia dada a Daniel de “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” (1260 anos, como vimos no estudo de Daniel, capítulo doze). Após 1798, com o fim da supremacia papal, houve um despertamento entre homens e mulheres de Deus que se dedicaram a estudar com minucioso cuidado as profecias do “livrinho” de Daniel. Os acontecimentos do aprisionamento do papa Pio VI, do grande terremoto de Lisboa, do dia escuro (19 de maio de 1780) e da queda de estrelas (13 de novembro de 1833), despertaram a muitos a estudar a Bíblia, especialmente as profecias de Daniel. Mas porque a mensagem deste livro é descrita como se o seu entendimento resultasse em amargor, decepção? Por que seria exatamente isto que aconteceria.

Em meados de 1800, dentre os que se dedicaram a estudar, com minúcia, o livro de Daniel, estava um fazendeiro batista chamado Guilherme Miller. Com profundo e sincero interesse, este homem do campo se dedicou ao exame deste livro e chegou à conclusão de que a profecia de Daniel 8:14 se referia ao segundo advento de Cristo. Apesar da sua descoberta, Miller passou muitos anos sem revelar a outros seu entendimento, até que Deus lhe confirmasse de que ele deveria pregar esta mensagem. Embora o cálculo do tempo das duas mil e trezentas tardes e manhãs estivesse correto, o evento não se referia à volta de Jesus como Miller havia concluído. Certo de que deveria propagar esta revelação, sua voz foi ouvida e a mensagem espalhada. Foi quando Samuel Snow, estudando a purificação do santuário à luz do estudo sobre o santuário terrestre, concluiu que Jesus voltaria à Terra em 22 de outubro de 1844, conforme o calendário judaico apontava este dia como o dia da expiação (Lv.23:26-32). Houve grande comoção entre os crentes e o movimento milerita ganhou milhares de adeptos.

Então chegou o tão aguardado dia. Famílias inteiras abriram mão dos seus bens, comerciantes deixaram seus negócios; todos olhavam para o Céu na expectativa de logo avistar o seu Senhor e Salvador nas nuvens do céu. Mas quão grande foi a decepção ao perceberem que Jesus não voltaria! Choro, angústia e profunda amargura marcaram aquele fatídico dia! Muitos abandonaram a fé tão rápido quanto a aceitaram, outros, porém, convictos de que Deus não os deixaria na escuridão, dedicaram-se à oração e ao diligente exame das Escrituras a fim de entender o que havia acontecido. A partir deste incidente, Deus levantaria um povo para proclamar ao mundo o Seu último chamado. Foi assim que Hiram Edson recebeu de Deus a compreensão de que a purificação do santuário não se referia à Terra, mas ao santuário celeste. Jesus havia passado do lugar Santo para o lugar Santíssimo do santuário do Céu, dando início ao tempo do grande dia da expiação profético. Os registros de cada ser humano, desde então, seriam analisados e julgados, e apagados com o sangue do Cordeiro os pecados daqueles que se arrependeram, creram no Filho de Deus e buscaram viver conforme está escrito em Sua Palavra.

O último versículo explica porque haveria decepção, porque Jesus não voltou naquele tempo: “É necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (v.11). Isto é, ali não era o fim, mas o início do tempo do fim. Hoje nós alcançamos este tempo de misericórdia antes que seja dado o último sonido da sétima trombeta. E estamos, de fato, vivendo no fim do tempo do fim. Jesus, finalmente, está às portas e “já não haverá demora” (v.6). Qual tem sido a nossa atitude frente de estarmos às vésperas de contemplar o Rei da Glória? Miller não foi enganado por uma mensagem falsa, mas foi instrumento de Deus para o cumprimento de uma profecia que culminaria no surgimento de uma igreja, do último movimento profético, que, como fez João Batista na primeira vinda de Jesus, despertaria o mundo para a Sua segunda vinda. Alcemos a voz e proclamemos em toda a Terra o derradeiro chamado, o último clamor de um Deus que nos diz: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7).

Santo Deus e Pai, bendito seja o Senhor que ilumina a nossa jornada rumo aos Céus com a luz da Tua Palavra! Já estamos no tempo em que não haverá demora. E a nossa maior e mais urgente necessidade é de um reavivamento da verdadeira piedade entre nós. Assim como o Senhor despertou Miller e tantos outros para estudar a Tua Palavra com oração e humildade, desperta-nos a vivermos assim, Pai, sempre escavando na mina da verdade e sendo preenchidos do Teu maravilhoso conhecimento. Estamos para encerrar este ciclo de estudos da Bíblia, mas Te pedimos que o Teu Espírito nos motive a perseverar no estudo das Escrituras e na oração até que se cumpra o que os mileritas tanto almejavam, que é o Dia da Tua volta. Prepara-nos para Te encontrar, nosso Deus! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, igreja do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Apocalipse 9 – Comentado por Rosana Barros
3 de abril de 2025, 0:45
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Ao soar a quinta trombeta, João viu “uma estrela caída do céu na terra” (v.1). Segundo a maioria dos teólogos, a quinta trombeta descreve o surgimento do Islamismo. Sabendo que estrela significa anjo ou mensageiro, esta estrela simboliza um falso mensageiro, neste caso, aplicado a Maomé, último profeta do Islamismo e autor do Alcorão. Segundo os muçulmanos, Maomé recebeu revelações do anjo Gabriel, da parte de Allah (Deus em árabe). Desde então, da Arábia, “o poço do abismo” (v.2), os muçulmanos se espalharam, como gafanhotos (v.3), por todo o Oriente e parte da Europa.

Como já vimos, que em profecia um dia equivale a um ano, os “cinco meses” (v.5) equivalem a 150 anos (30×5=150). Segundo alguns estudiosos, esse período se refere à invasão do Império Otomano no território da Nicomédia, entre 27 de julho de 1299 a 27 de julho de 1449. Exatamente no fim dos 150 anos, Constantino XII, imperador grego, chegou ao trono. Seus súditos, os turcos otomanos, simbolizados pelos “gafanhotos” (v.7), foram responsáveis por devastar as províncias do Império Romano do Oriente. Assim passou o primeiro “Ai” (v.12).

O sexto anjo tocou a trombeta” (v.13) e eis que uma voz vinda do altar de incenso do Santuário Celeste deu uma ordem ao sexto anjo: “Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates” (v.14). Esta profecia tem sido compreendida como uma sequência da anterior. Os quatro anjos soltos se aplicam aos sultanatos da região do Eufrates: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá. E o período de “a hora, o dia, o mês e o ano” (v.15), equivalente a 391 anos e 15 dias, ocorreu de 27 de julho de 1449 à 11 de agosto de 1840, quando o poder otomano foi abatido.

Observem que “aqueles que não foram mortos por esses flagelos” causados pela sexta trombeta, “não se arrependeram das obras de suas mãos” e continuaram adorando “os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar” (v.20). Continuaram com suas práticas pagãs, e afeiçoados às suas más obras (v.21). Nós vivemos em um tempo de oportunidade qual nunca houve. A longanimidade de Deus se estende nestes últimos dias como uma das maiores declarações do Seu amor pela humanidade. Que o Senhor não nos encontre com o coração endurecido, mas que às vésperas do tempo de angústia qual nunca houve (Dn.12:1), guardemos firme a confissão de nossa fé e aceitemos a perfeita obra do Espírito Santo em nossa vida:

Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos, e os executem; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Ez.11:19-20).

Nosso Pai Celestial, o Senhor nos deixou no livro de Apocalipse a história final deste mundo escrita para os que leem, ouvem e guardam as profecias, a fim de prepará-los para as últimas cenas desta Terra. O grande conflito está se afunilando, e nós queremos estar bem seguros em Ti, pois Tu és o nosso refúgio e fortaleza. Senhor, o nosso eu precisa morrer para que Cristo habite em nós. Estamos cercados por tantas distrações e a impressão que dá é que estamos nos acostumando com este mundo e com defeitos de caráter como se a Tua graça fosse tolerá-los no Céu. Ó, Senhor, não! A Tua graça tem o poder de nos transformar por completo. E no Céu não existirá um só traço imperfeito de caráter. Não nos deixes cair na tentação de acharmos normal conviver com um coração cobiçoso, invejoso, irascível ou qualquer outra raiz de amargura que nos afaste da Tua presença e da presença dos Teus santos anjos! Concede-nos a mente de Cristo, pois Ele Se alegrava com os que se alegravam, chorava com os que choravam, se importava com as necessidades e sensibilidades dos Seus pequeninos irmãos. Precisamos desesperadamente do caráter de Jesus! Socorre-nos, Senhor! Nós clamamos nos méritos e no nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo transformado pela graça de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse9 #RPSP

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Apocalipse 8 – Comentado por Rosana Barros
2 de abril de 2025, 0:45
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O Céu ficou em silêncio diante da iminência do que estava para acontecer. A abertura do sétimo selo inaugura uma nova sequência de sete. João viu “sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas” (v.2). Veremos que as sete trombetas se assemelham às sete pragas, porém, o toque de trombeta na Bíblia representa Deus convidando o Seu povo para se reunir. No Antigo Testamento, a trombeta anunciava as assembleias solenes, as batalhas, além de preceder anúncios importantes (Nm.10:2-12; Jr.4:19-20). No Novo Testamento, tornou-se um símbolo do segundo advento de Cristo (1Co.15:52; 1Ts.4:16). As sete trombetas, portanto, não se referem às sete últimas pragas, mas às advertências de Deus para que o Seu povo reconheça que é chegado o tempo de que profetizou Joel: “Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembleia solene” (Jl.2:15).

Quando os anjos saíram do Santuário Celeste, “outro anjo […] ficou em pé junto ao altar, com um incensário de ouro […] com as orações de todos os santos” (v.3), representando o ministério de intercessão de Cristo e que Sua obra intercessora ainda não havia acabado. Como um prelúdio das sete últimas pragas, o sonido de cada trombeta não é um anúncio de destruição, mas um convite ao arrependimento. Através da história, o Senhor nos deixou revelados os Seus mistérios:

1ª trombeta: O juízo divino sobre Jerusalém, em 70 d.C., cumprindo-se o que o próprio Jesus profetizou ao contemplar Jerusalém: “Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt.24:2). “Porque o Senhor dos Exércitos, que te plantou, pronunciou contra ti o mal, pela maldade que a casa de Israel e a casa de Judá para si mesmas fizeram” (Jr.11:17).

2ª trombeta: Montanha, na Bíblia, é símbolo de poder ou nação (Ez.35:2; Dn.2:35). Mar significa multidões, povos (Ap.17:15). Sangue significa guerra, morte. Portanto, trata-se de um povo numeroso sendo morto pela guerra. Isto ocorreu quando o Império Romano foi subjugado pelas dez tribos bárbaras, em 352 a 476 d.C.

3ª trombeta: Assim como vimos que as estrelas representam os sete anjos ou mensageiros das sete igrejas, João viu “uma grande estrela, ardente como tocha” (v.10). Só que, desta vez, não se trata de um mensageiro de Deus, mas de uma contrafação. Com o passar dos anos, a igreja cristã foi se afastando do propósito divino, permitindo que uma falsa estrela contaminasse as puras águas da verdade, marcando um período de incredulidade e afastamento da Bíblia. Sobre estes falsos ensinadores, Judas escreveu: “estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre” (Jd.1:13).

4ª trombeta: O toque da quarta trombeta revela o período de trevas morais e espirituais da igreja cristã. Alguns estudiosos acreditam ser a fase da Idade Média, quando a verdade havia sido lançada por terra (Dn.8:12) e uma densa escuridão tomou conta do cristianismo. Ainda na quarta trombeta, surge “uma águia, que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!” (v.13). A preeminência dos três últimos ais é anunciada com pressa e em alta voz, o que deixa bem claro que se trata de algo urgente e muito sério.

Todas estas trombetas já foram tocadas e veremos que estamos no toque da sétima e última trombeta. O Senhor nos deixou revelado em Sua Palavra diversas advertências a fim de que não sejamos pegos de surpresa. Eis “o tempo sobremodo oportuno” de tomarmos uma decisão ao lado de Cristo Jesus, “eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Que, pelo poder do Espírito Santo, nossas orações subam “à presença de Deus” (v.4) como aroma suave e agradável a Ele. E que, por Sua graça e misericórdia, Ele nos guarde para o Seu reino de paz e justiça.

Pai querido, muitos podem alegar que as profecias são difíceis e que não há interpretação precisa acerca de muitas coisas, mas nós cremos que o mesmo Espírito que inspirou os profetas a escreverem é Aquele que pode iluminar a nossa mente para a devida compreensão da Tua Palavra. O Senhor disse que “os sábios entenderão”. Então, nos momentos finais desta Terra, Te pedimos sabedoria para compreendermos não somente as profecias, mas o nosso papel como Teus servos em resposta a esse conhecimento. Almejamos ver Jesus voltar em nossa geração, Pai! Mas necessitamos de muito mais do que temos até então experimentado. Necessitamos nos livrar de todo impedimento. Necessitamos nos humilhar, orar, buscar a Tua face e nos converter dos nossos maus caminhos. Então, o refrigério do Teu Espírito virá. Ajuda-nos, Senhor! Conduze-nos ao reavivamento da verdadeira piedade! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos de Deus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse8 #RPSP

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Apocalipse 7 – Comentado por Rosana Barros
1 de abril de 2025, 0:45
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Em resposta à pergunta que encerrou o capítulo anterior, há um intervalo entre o sexto e o sétimo selo, no qual João teve a visão dos cento e quarenta e quatro mil. Este número corresponde aos que serão selados com “o selo do Deus vivo” (v.2). Até que o tempo se cumpra, Deus tem contido os quatro ventos, através dos “quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra” (v.1). Ventos em profecia simbolizam guerras (Jr.4:11-13; Dn.7:2). Isto significa que Deus tem segurado os poderes das trevas a fim de não exercerem sobre a terra toda a sua fúria até que tenha selado os Seus servos. A longanimidade de Deus se estende “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).

Há dois importantes símbolos neste capítulo, cujo significado precisamos conhecer:

1. “O selo do Deus vivo” (v.2): O selo ou sinal, era usado para identificar o governante, o seu cargo e o seu território ou jurisdição. Na Lei de Deus encontramos um mandamento que contém estes três elementos: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo é o sábado do Senhor, teu Deus [nome do governante] […] porque, em seis dias, fez o Senhor [seu cargo como Criador] os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há [o Seu território]” (Êx.20:8-11). O sábado, portanto, é um sinal entre Deus e o homem (Ez.20:12, 20), e a fidelidade a este mandamento e aos demais (Tg.2:10-12) será uma das características do remanescente dos últimos dias (Ap.12:17; 14:12);

2. Os “cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel” (v.4): Sobre este símbolo muitos têm interpretado como sendo um número literal. Contudo, trata-se de um número simbólico que João descreveu como “uma grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (v.9). Este número foi dividido conforme o número das tribos de Israel. Sempre que o número doze aparece em Apocalipse, aponta para a Cidade Santa, para a vida eterna. Por exemplo: a Cidade possui 12 fundamentos, 12 portas e junto das portas 12 anjos, é um quadrado perfeito cujas dimensões medem 12 mil estádios, a árvore da vida produz 12 frutos. Além disso, Cristo também estabeleceu a Sua igreja apostólica a partir de doze discípulos. O número 12, portanto, representa a totalidade do povo de Deus. E o fato de multiplicar por mil, representa um destacamento de cada tribo. Deus está recrutando o Seu último exército, a Sua igreja militante a fim de torná-la uma igreja triunfante na batalha final.

O profeta Ezequiel também teve uma visão de um anjo que selava na fronte os fiéis servos de Deus (Ez.9:4). O selamento representa uma proteção em tempo de juízo. Quando chegar o “tempo de angústia, qual nunca houve”, o povo de Deus será salvo, “todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn.12:1). Apesar de não se tratar de um sinal visível, quando estudarmos o capítulo treze, veremos que haverá uma clara distinção entre os selados de Deus e os que receberão a marca da besta. Será um conflito cujos exércitos se distinguirão pelo caráter. Como aqueles “que não se macularam com mulheres” (Ap.14:4), ou seja, que permaneceram fiéis a Deus e ao puro evangelho, os cento e quarenta e quatro mil serão aqueles que o mundo reconhecerá como “seguidores do Cordeiro” (Ap.14:4): “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).

Estamos na iminência dos últimos acontecimentos que antecedem o Grande Dia do Senhor. E fiel é a promessa: “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (v.17). Precisamos tomar a decisão que definirá o nosso destino eterno. E o nosso tempo de decidir se chama hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Agora é o tempo de lavarmos as nossas vestiduras e as alvejarmos “no sangue do Cordeiro” (v.14), para muito em breve estarmos “em pé diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (v.9) louvando o Seu Santo nome.

Só Jesus pode realizar essa obra, mas somente você e eu podemos aceitá-la. Jesus te chama! Qual será a sua decisão? À pergunta do capítulo anterior: “Porque chegou o grande Dia da ira dEles; e quem é que pode suster-se?” (Ap.6:17), encontramos a resposta nas palavras do salmista: “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação” (Sl.24:4-5). Olhemos mais e mais a Jesus para que sejamos encontrados por Ele com a inscrição de Seu caráter em nossa vida.

Pai de amor, o Senhor estabeleceu um limite para o mal neste grande conflito. Um limite de ação e um limite de tempo. Nós Te louvamos e Te agradecemos por Tua graça e paciência com a humanidade, estendendo o tempo de oportunidade até que todos os Teus filhinhos sejam selados na fronte. Que a nossa mente esteja guardada em Ti, Pai! Coloca em nós o capacete da salvação e purifica o nosso coração com a constante presença do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, lavados e alvejados no sangue do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse7 #RPSP

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Apocalipse 6 – Comentado por Rosana Barros
31 de março de 2025, 0:45
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Com o livro em mãos, Jesus começou a abrir os selos, um por um. Cada um deles corresponde ao período profético das sete igrejas. É o conflito entre o bem e mal descrito de uma forma diferente. Veremos que o livro de Apocalipse possui símbolos diferentes para cobrir os mesmos períodos históricos, mas cada um deles apresentando novas revelações. Na abertura dos selos, veremos que os quatro primeiros possuem cavalos e cavaleiros que estão sob as ordens dos quatro seres viventes. Como mensageiros de Deus, eles deveriam cumprir a missão que lhes foi confiada.

O primeiro selo foi aberto, e foi visto a figura de um cavaleiro com um arco, montado em um cavalo branco, representando pureza. O cavaleiro recebeu uma coroa e foi vitorioso (v.2). Éfeso representa a igreja vitoriosa do período apostólico. E sabemos que, além do tempo da pura pregação de Cristo, a igreja primitiva teve um grande avanço evangelístico, pregando o evangelho a milhares de pessoas, após o Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo (At.2:4).

Foi aberto, então, o segundo selo, e o segundo ser vivente anunciou um cavaleiro com um cavalo vermelho que tiraria a paz da terra e que receberia “uma grande espada” (v.4). Este período marcou as terríveis perseguições contra os cristãos, no período profético da igreja de Esmirna, lideradas pelos imperadores romanos da época. Na abertura do terceiro selo, o terceiro ser vivente deu a voz de ordem e surgiu um cavaleiro com uma balança na mão, montado em seu cavalo preto. Neste selo encontramos alguns símbolos:

1. O trigo, que representa as Escrituras e o povo de Deus em sua pureza (Mt.13:24-30, 37, 38, 43);
2. A cevada, que apesar de parecida com o trigo, era um cereal mais barato, enquanto o trigo era cereal nobre; representando a mentira com aparência de verdade;
3. O azeite, que representa o Espírito Santo (Zc.4:2-6);
4. O vinho, que simboliza o sangue de Cristo e o puro evangelho (Mt.26:27-29; 1Co.11:25).

Ou seja, o povo, representado pelo período da igreja de Pérgamo, estava trocando o verdadeiro (trigo) pelo falso que era muito parecido com o trigo (cevada), deixando-se contaminar com os costumes pagãos pelo fato de terem recebido uma fase de “trégua” religiosa. A Bíblia, porém, faz uma advertência para que o Espírito Santo (azeite) prossiga em Sua obra de purificação dos filhos de Deus através do sangue de Cristo (vinho).

Quando o Cordeiro abriu o quarto selo” (v.7), o quarto ser vivente falou e apareceu a figura de um cavalo amarelo com seu cavaleiro “chamado Morte” (v.8). Vimos que o período da igreja em Tiatira foi o mesmo que marcou a história deste mundo com um grande massacre: o período da Idade Média, que levou milhares de cristãos à morte. A apostasia da igreja também levou fiéis a questionarem a sua autoridade e ensinos, e, por exaltarem a Bíblia como sua única regra de fé e prática, muitos foram mortos “à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra” (v.8).

No quinto selo, não vemos mais cavalos e nem cavaleiros, mas as “almas daqueles que tinham sido mortos por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam” (v.9), debaixo de um altar, clamando em alta voz. Sabemos que a Bíblia se refere ao estado dos mortos como um repouso, um sono. O próprio Cristo disse que Lázaro dormia (Jo.11:11). E como aqui se refere a almas que clamam? A palavra usada para almas neste versículo é a palavra grega “psyche”, que significa “ser vivente” ou “pessoa”. Não encontraremos na Bíblia, em lugar algum, textos se referindo a almas como entidades separadas do corpo. Quanto ao altar, é uma referência ao altar de sacrifício que ficava no pátio do santuário terrestre e que tinha depositado abaixo dele o sangue dos sacrifícios (Lv.4:18, 25, 30 e 34). Portanto, esta não foi uma visão de pessoas literais num altar literal, mas uma representação dos mártires cristãos que descansaram confiantes na fiel promessa. Quando Jesus voltar, eles receberão as vestes da justiça de Cristo e com Ele viverão para sempre.

O sexto selo foi aberto, então vemos os mesmos sinais referentes ao período da igreja de Filadélfia, sinais que se cumpriram de modo preciso exatamente neste período histórico:

1. “e sobreveio grande terremoto” (v.12): Grande terremoto de Lisboa, em 1° de novembro de 1755;
2. “o sol se tornou negro como saco de crina” e “a lua toda, como sangue” (v.12): Na Nova Inglaterra, EUA, no dia 19 de maio de 1780, conhecido na História como “o dia escuro”;
3. “as estrelas do céu caíram pela terra” (v.13): Na Costa Leste dos EUA, em 13 de novembro de 1833, houve a maior queda de estrelas já registrada na História.

E todos estes acontecimentos no mundo físico foram igualmente profetizados por Cristo, em Mateus 24:29. Portanto, amados, estamos às vésperas da abertura do sétimo e selo. O sexto selo marcou o prelúdio do tempo do fim, que culminará na volta de Cristo, quando, enfim, for aberto o último selo. Chegará o grande Dia da ira de Deus, “e quem é que pode suster-se?” (v.17). A resposta a esta pergunta descobriremos amanhã.

Amado Pai Celestial, quão maravilhoso é perceber que o Senhor não nos deixou sem aviso e que a Tua mão não está encolhida no curso de toda a História! Tu bem sabes o que nos aguarda num futuro próximo e o que necessitamos para estarmos em pé naquele grande Dia. Ajuda-nos, Senhor! Purifica o nosso coração e nos concede a vestidura branca, lavada e alvejada no sangue do Cordeiro. Livra-nos da cevada do engano, e preenche a nossa mente do trigo da verdade! E coloca sobre as feridas da nossa alma o azeite do Espírito Santo e o vinho remidor de Cristo. Nós Te pedimos e Te agradecemos, nos méritos e no maravilhoso nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 5 – Comentado por Rosana Barros
30 de março de 2025, 0:45
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Dando continuidade à visão anterior, João viu “um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos” (v.1). Na Antiguidade, o selo funcionava como uma espécie de autenticação de documento e também para lacrar as cartas. O questionamento de um anjo, descrito como “um anjo forte” (v.2), e a resposta a seguir deixaram o apóstolo inconsolável. Não foi sem razão o choro de João. Este livro simbolizava a história do mundo até o tempo do fim. A possibilidade de não haver ninguém digno “de abrir o livro e de lhe desatar os selos” (v.2) o deixou sobremodo assolado por pensar que a história da humanidade chegaria ao fim, de forma que ele “chorava muito” (v.4), até chegar “um dos anciãos” e dizer-lhe: “Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (v.5). Jesus Cristo venceu no deserto da tentação (Mt.4:1-11) e venceu na cruz (Jo.19:30) conquistando, assim, a nossa vitória.

E a visão continua apresentando “um Cordeiro como tendo sido morto” (v.6), que estava no meio do trono de Deus. A conquista de Cristo O tornou digno de advogar por nós diante do Pai. Quando João Batista avistou a Jesus vindo em sua direção, declarou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). Mais uma vez, a Trindade é apresentada a João: Deus Pai (v.1), Deus Filho (v.5) e Deus Espírito Santo (v.6). Ao tomar “o livro da mão direita dAquele que estava sentado no trono” (v.7), Jesus recebeu a adoração dos quatro seres viventes e dos vinte e quatro anciãos, que prostraram-se diante dEle enquanto “entoavam novo cântico” (v.9). O cântico de triunfo celebra a vitória de Jesus, a Sua obra redentora e “o fruto de Seu penoso trabalho” (Is.53:11): “os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (v.9). O desejo de Deus para Seu povo Israel (Êx.19:6) será consumado eternamente na vida dos remidos.

Quanto mais o tempo passa, as novas gerações vão adquirindo uma percepção tão estreita acerca do plano da salvação, que o fato de ter Cristo morrido por nós e ter-nos comprado com o Seu próprio sangue tornou-se, para a maioria, um tema clichê. Um crucifixo, uma inscrição sobre a pele ou na roupa tem sido o bastante para declarar a sua fé. Não têm o desejo de ir a Jesus, mas “fabricam” o seu próprio salvador conforme lhes apraz. João sofreu muitíssimo diante da possibilidade de não mais poder estar com o seu Senhor e novamente reclinar a cabeça em Seu peito (Jo.21:20). Seu coração desfalecia de saudades de Jesus! Anjos e seres celestiais se prostram continuamente perante o Rei da Glória e os quatro seres viventes, sem descanso, O louvam dia e noite (Ap.4:8). O Céu se comove e exulta frente à obra da redenção! E para você? O que significa o sacrifício de Cristo?

Sete coisas foram atribuídas a Ele no cântico angelical: “o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (v.12). Em Jesus há plenitude! Um Deus que Se fez servo por amor a criaturas que estavam condenadas à morte deveria ser o tema central de nossos mais profundos estudos. Porque Ele venceu, nos torna com Ele vencedores (1Co.15:57). Porque Ele vive, nos outorga a vida eterna (Jo.14:19). Porque Ele amou, nos envia o Seu Espírito para nos encher do Seu amor (Rm.5:5). Porque Ele é Santo, somos chamados a participar de Sua santidade (1Pe.1:16). Muito em breve, “toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há” (v.13), irá reconhecer a Majestade de Cristo. Que, pela graça e misericórdia de Deus, façamos parte daqueles que “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14), que buscaram viver nesta terra “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2).

Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (v.13). E diante de tão glorioso cenário, clamamos que façamos parte do Teu reino de sacerdotes que reinará sobre esta terra renovada! Ó, Senhor, muitos de nós temos chorado diante das mazelas deste mundo e da saudade que temos de Ti! Que a fé na vitória de Cristo por nós e mediante uma experiência pessoal e transformadora com Ele a cada dia, nosso coração seja reanimado na esperança de que logo estaremos no Lar. Pelos méritos de Jesus e no nome dEle nós Te oramos e clamamos: Salva-nos, Senhor! Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, resgatados pelo sangue de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 4 – Comentado por Rosana Barros
29 de março de 2025, 0:45
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João foi chamado por Jesus a subir, entrar por “uma porta no céu” (v.1) e contemplar uma outra visão. Quando nosso filho mais novo tinha por volta dos quatro anos de idade, certo dia eu estava com ele no colo próximo à janela de casa. De repente, ele fixou os olhos no céu e disse: “Mamãe, vamos subir?”. Então, eu respondi: “Sim, meu filho, um dia vamos subir”. Mas ele insistiu: “Não, mamãe vamos subir agora. O homem está chamando na porta”. E ele olhava fixamente para um determinado lugar no céu. Então, percebi que ele estava vendo o que eu não conseguia ver. E, mais uma vez, ele insistiu: “Vamos, mamãe! A porta está aberta! O homem está chamando!”.

João teve a visão do trono de Deus. E a palavra trono aparece 14 vezes somente neste capítulo, deixando claro o objetivo de exaltar a Majestade dos Céus, o Rei dos reis, que de Seu trono governa todo o universo. João não encontrou palavras para descrever o aspecto do Senhor e O descreveu como semelhante a pedras preciosas (v.3). O apóstolo entrou no Santuário Celeste, de onde lhe foi revelado as coisas que deveriam acontecer. A partir dali, o discípulo começaria a contemplar de forma mais clara o destino da humanidade, o que aconteceria com relação aos períodos históricos que vimos no estudo das sete igrejas.

Além de não ter conseguido descrever com precisão a aparência do Pai, João também contemplou um arco-íris “ao redor do trono” (v.3). O primeiro arco-íris a aparecer no céu foi um sinal entre Deus e os homens, um acordo de paz (Gn.9:13). É interessante observar que o arco-íris possui sete cores, o que aponta para a perfeição das promessas divinas. João também viu vinte e quatro tronos com vinte e quatro anciãos. Esses seres celestes podem indicar alguns dos fiéis, salvos pela graça, e contemplados a representar os salvos de todo o mundo. Suas coroas representam a vitória sobre o pecado, assim como os salvos, na volta de Cristo, receberão coroas e se assentarão em tronos (Ap.2:10; 3:21). Os vinte e quatro anciãos também representam os vinte e quatro turnos que existiam entre os sacerdotes no santuário terrestre, o que, mais uma vez, confirma que João estava diante de uma visão do Santuário não feito por mãos humanas (Hb.8:2).

Mais à frente, lemos sobre a visão de “sete tochas de fogo” (v.5) que ardem. No santuário terrestre havia um candelabro com sete lâmpadas que deveriam estar sempre acesas (Êx.25:31-39). Além de simbolizar a igreja de Deus, o candelabro também representa o Espírito Santo (v.5). Então, conseguimos obter a presença da Trindade: a voz que é Cristo, o Pai em Seu santo trono e o Espírito Santo. Então, João viu quatro seres viventes de aparência incomum. O profeta Ezequiel teve semelhante visão desses seres com o mesmo aspecto (Ez.1:4-10): um semelhante a leão, que enfatiza o caráter real de Cristo, o Leão da tribo de Judá; outro semelhante a novilho, simbolizando a Jesus como Aquele que veio servir; ainda outro semelhante a homem, nisto confirmando Jesus como o Filho do homem; e, por fim, um semelhante à águia voando, o que nos leva ao texto de Isaías 40:31, que diz: “mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”. A águia representa a divindade de Cristo, como o único capaz de nos dar a vida eterna. Estes seres declaram a todo o tempo que Santo é o Senhor, de eternidade a eternidade (v.8)! E, logo depois, erguem louvor ao Deus Criador de todas as coisas (v.11).

Meus irmãos, precisamos ter a certeza de uma coisa: não estamos sozinhos neste planeta caído. Há um Deus, que do Seu trono nos promete a vida eterna. Basta apenas aceitar. Os desígnios de Deus deixados para nós são planos de amor de um Pai amoroso que, em todas as coisas, declara ter o desejo de muito em breve nos conceder um lugar que nos está preparado desde a fundação do mundo. Antes mesmo que Ele, como Criador, proferisse a primeira palavra para criar qualquer coisa nesta terra, como Salvador já havia traçado o plano da redenção. Ele sabia que erraríamos, que cairíamos, e ainda assim escolheu nos criar, escolheu nos amar! Ouçamos, pois, a voz dAquele que nos remiu e que nos chama, hoje, a abrirmos a porta de nossa vida para que Ele se assente no trono de nosso coração e reine soberano!

Pai querido, louvado seja o Teu nome porque a porta ainda está aberta! Ainda há oportunidade de salvação para os que ainda não Te conhecem. Tu és compassivo e longânimo, Senhor! E esperas com paciência que se completem o número dos salvos. Pai, muitas vezes os nossos olhos estão velados para o sobrenatural, mas assim como meu filho viu o Senhor o chamando para subir, que, pela fé, possamos ter o mesmo desejo que ele teve de estar onde Tu estás. Enche-nos do Teu Espírito e prepara-nos para um dia nos unirmos na adoração dos anjos a declarar perante a Tua face: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso”! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100