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“No princípio, criou Deus os céus e a terra” (v.1).
Há apenas alguns anos, este versículo tornou-se para mim um dos textos sagrados mais significativos. E eu vou explicar o porquê voltando no tempo até o ano de 1993, quando ganhei do meu pai a minha primeira Bíblia. Ao abri-la, me deparei com o texto de João 1:1, que diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”.
Não sei explicar, mas com apenas dez anos de idade eu senti o meu coração arder e o desejo muito forte de entender o que estava lendo. Os anos se passaram, continuei estudando, conheci a verdade, me batizei, e somente há três anos, enquanto estudava a Bíblia em casa, que percebi o Espírito Santo fazendo conexões do primeiro versículo do evangelho de João com Apocalipse 3:14, que diz que Jesus é “o Princípio da criação de Deus”, e com Gênesis 1:1. Então, cheguei à conclusão de que o primeiro versículo da Bíblia poderia ser lido da seguinte maneira:
“[Em Cristo], criou Deus os céus e a terra”.
Fiquei emocionada com o que percebi, mas fiquei calada, pois não sabia se de fato era algo que pudesse compartilhar. Até que, na mesma semana, assistindo a um sermão do dr. Rodrigo Silva, ele explicou que, segundo o texto massorético (texto hebraico tradicional) a expressão “No princípio” também pode ser lida como “No Primeiro” ou “No Primogênito”. Eu pergunto: Quem é o Primeiro e quem é o Primogênito? Só há uma resposta, amados: Jesus Cristo.
Já nos primeiros versículos da Bíblia encontramos as três pessoas da Trindade unidas num só propósito: executar o plano da criação (v.1-2). Uma leitura rápida e superficial pode até nos oferecer algumas informações, mas somente o estudante dedicado e sincero, disposto a aprender com humildade, pode descobrir os tesouros da sabedoria de Deus.
O plano original do Criador era que desfrutássemos de uma natureza perfeitamente harmônica (v.9-24), de uma alimentação totalmente saudável (v.29) e de uma íntima comunhão com Ele e uns com os outros (v.26-28). Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus e o que Ele criou para que fosse “muito bom” (v.31), Ele deseja recriar para a eternidade. Imagem em hebraico é a palavra “tselem”, que significa aparência física. E semelhança é a palavra “demut”, que significa caráter. Você percebe? O desejo do Senhor é de nos recriar por inteiro. A pergunta é: Você aceita esta obra recriadora? O meu desejo e a minha oração é que você permita que o Verbo, o Princípio da criação de Deus, opere esse milagre em sua vida.
Nosso Criador, o Senhor tem o poder de nos recriar se assim permitirmos. Envia-nos Teu Espírito nos convencendo da nossa grande necessidade de mudança. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos! E até amanhã, pela graça e misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis1 #RPSP
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“Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (v.7).
“Da linda pátria estou mui longe, triste eu estou;
Eu tenho de Jesus saudade; quando será que vou?!
Passarinhos, belas flores, fazem-me almejar,
As maravilhas e esplendores do meu celeste lar!”
(“Saudade”, Hino 502, Novo Hinário Adventista).
Este louvor é a mais linda expressão do coração saudoso por chegar ao Lar. João viu “o rio da água da vida” (v.1). Ele viu “a árvore da vida, que produz doze frutos” (v.2). Viu “o trono de Deus e do Cordeiro” (v.3) e o brilho da glória de Deus (v.5). Foi-lhe revelado o maior privilégio que os salvos hão de ter: contemplar a face de Cristo e ter o Seu nome inscrito na fronte. Quando os salvos estiverem sob o governo de Deus “pelos séculos dos séculos” (v.5), serão sempre um símbolo da maravilhosa graça de Jesus. “Nunca mais haverá qualquer maldição” (v.3). “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (v.6).
O início da Bíblia apresenta o relato da criação do mundo, e o final, a sua recriação. Tudo o que foi manchado pelo pecado há de ser purificado com fogo e ganhar o mesmo tônus da perfeição edênica. João novamente caiu aos pés do anjo “para adorá-lo”, mas o anjo o repreendeu, dizendo: “Vê, não faças isso […] Adora a Deus” (v.9). Que diferença para o anjo rebelde que tanto deseja assumir o lugar do Altíssimo! Apocalipse apresenta o grande conflito entre a falsa e a verdadeira adoração e, ao contrário do que foi ordenado ao profeta Daniel (Dn.12:4), a João foi dito que não selasse “as palavras da profecia deste livro, porque o tempo está próximo” (v.10).
Amados, que privilégio o nosso de termos em mãos a santa Palavra de Deus! O Senhor nos deixou escrito tudo o que precisamos saber (Dt.29:29). E em Sua infinita sabedoria, usou a diversidade de seres humanos em diferentes épocas para nos dar o mesmo recado: “Por que os amo, Eu voltarei!” Toda a Bíblia aponta para o reencontro da criatura com o seu Criador. E assim como “no princípio, Deus criou” (Gn.1:1), no princípio da eternidade Ele recriará. Percebam que há uma mudança de personagens neste capítulo. Não mais um anjo, mas o próprio Senhor declara: “E eis que venho sem demora […] Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (v.12-13). A expressão “no princípio” revela muito mais do que o tempo da cronologia da Terra, mas nela está contido o fato de que fomos criados em Cristo, “o Princípio”, e nEle, “o Fim”, seremos recriados. E como no final da criação do mundo Deus deixou a Sua assinatura no sétimo dia (Gn.2:2-3; Êx.20:8-11), Jesus assinou as Suas palavras finais: “Eu, Jesus, enviei o Meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas” (v.16).
Há um princípio fundamental das Escrituras contido neste capítulo: ser humano algum tem autoridade para acrescentar ou retirar palavra alguma das Escrituras (v.18-19). Jesus também reforçou este princípio quando afirmou no sermão da montanha: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Não foi sem razão que Jesus elegeu o discípulo do amor para transmitir Suas palavras finais ao Seu povo. Há um peso de amor eterno contido em Suas últimas palavras! Há um desejo ardente por cumprir Sua promessa! Quando Ele disse: “Certamente venho sem demora” (v.20), a resposta de João não foi impulsiva ou apenas uma concordância, mas o grito de um coração que não suportava mais viver longe do Seu Senhor e Salvador. João havia experimentado andar com Cristo, desfrutar de Sua sabedoria e do Seu amor transformador. Não havia nada que ele mais amasse e desejasse do que a vinda do Senhor em glória!
Jesus não vem buscar um povo que, apesar de professar a sua crença na volta de Jesus, esteja vivendo como se Ele fosse demorar. A estes, o Senhor declara: “Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz” (Am.5:18). Jesus está vindo buscar um povo que, à semelhança de João, vive na Terra como peregrino, que diariamente lava “as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro]” (v.14), “que guarda as palavras da profecia deste livro” (v.7) como um precioso tesouro; um povo que, salvo pela maravilhosa graça de Jesus, não somente O aguarda, mas sua vida é uma constante declaração ao mundo: “Vem, Senhor Jesus!” (v.20).
“Aquele que ouve, diga: Vem!” (v.17) e declare ao Senhor a sua saudade em forma de canção:
“Cristo me deu fiel promessa, vem me buscar;
Meu coração está com pressa, eu quero já voar.
Meus pecados eram muitos, e culpado sou,
Mas o Seu Sangue põe-me limpo, e para a pátria vou”
(“Saudade”, Hino 502, Novo Hinário Adventista).
Logo irá se cumprir o meu texto favorito do espírito de profecia: “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso júbilo vibra por toda a vasta criação. DAquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor” (Ellen G. White, O Grande Conflito, CPB, p.678).
“A graça do Senhor Jesus seja com todos” (v.21).
Bom dia, peregrinos!
* Amanhã iniciamos a nova jornada do Reavivados Por Sua Palavra. Perseveremos no estudo das Escrituras e incentivemos outros a estudarem conosco.
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse22 #RPSP
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“Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (v.1).
Findos os mil anos e erradicado o pecado de uma vez por todas através do lago de fogo e enxofre, os salvos contemplarão a recriação da Terra e a cidade santa estabelecida como a capital do Universo. As verdades contidas neste capítulo anulam totalmente a falsa doutrina de que haverá um lugar de tormento eterno. A expressão utilizada no capítulo anterior, “e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Ap.20:10) tem sido compreendida por muitos como um castigo que jamais terá fim. Porém, quando analisamos esta passagem, associada ao que Jesus chamou de “fogo eterno” (Mt.25:41) e de “castigo eterno” (Mt.25:46), a palavra “eterno” vem do grego “aionios”, mesma palavra utilizada no livro de Judas (Jd.1:7), quando se refere à destruição de Sodoma e Gomorra. Ora, estas cidades não estão queimando até hoje. Portanto, o juízo final não será eterno no tempo, e sim em suas consequências.
Não haverá em todo o Universo um só resquício do mal, pois o Senhor mesmo “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (v.4). “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos”, estes sofrerão o dano da “segunda morte” (v.8). Aqui fica mais claro compreender que será o fim dos ímpios, a morte. Será o final da história do pecado e o recomeço da “gênese dos céus e da terra” (Gn.2:4). Como diz a letra da canção, Deus fará “tudo novo de novo”. Iremos ouvir o que João ouviu: “Eis que faço novas todas as coisas” (v.5). Quando Jesus declarar: “Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim” (v.6), sentiremos nosso coração repousar sobre inabalável segurança e exultar em indescritível alegria.
A descrição da cidade santa, suas portas majestosas, sua muralha surreal e suas dimensões humanamente inconcebíveis; seus fundamentos de pedras preciosas e sua praça de ouro puro, são apenas um reflexo de sua principal característica: ela “tem a glória de Deus” (v.11). Quando estudamos sobre o santuário terrestre, vimos que era no lugar Santíssimo, acima do propiciatório, onde se manifestava a “Shekinah”, a glória de Deus. Agora, observem o verso dezesseis, quando diz: “A cidade é quadrangular, de comprimento e largura iguais. E mediu a cidade com a vara até doze mil estádios. O seu comprimento, largura e altura são iguais”. Ou seja, é um quadrado perfeito. Sabem qual era o compartimento do santuário que era um quadrado perfeito e que era coberto de ouro puro? “Era o Santo dos Santos de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e vinte de altura; cobriu-o de ouro puro” (1Rs.6:20). Isto quer dizer, amados, que o lugar onde ninguém tinha acesso senão o Sumo Sacerdote, será o lugar em que iremos habitar, na presença de Deus, perante a Sua glória, por toda a eternidade.
Ali não haverá santuário, meus irmãos, porque estaremos diante do próprio Santuário, “o Deus Todo-Poderoso”, e diante do Cordeiro (v.22). Não precisaremos mais do sol e nem da lua, porque “a glória de Deus” ilumina a cidade, e Cristo “é a sua lâmpada” (v.23). As três portas em cada lado da cidade representam a graça de Jesus que foi manifestada a todas as nações da Terra. Somente entrará nela “os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (v.27). A obra de intercessão no santuário celeste ainda não terminou. Cristo continua batendo à porta de muitos corações (Ap.3:20). O Seu amor eterno (Jr.31:3) não admite a ideia de deixar um filhinho Seu para trás. Ele está, neste exato momento, procurando Suas ovelhas para carregá-las de volta ao aprisco. Ele está vasculhando a casa até encontrar as Suas preciosas dracmas perdidas. Ele está na expectativa de correr ao encontro de Seus pródigos e envolvê-los em um longo abraço.
Certamente, eu sei que, neste momento, está acontecendo uma grande festa no Céu! O motivo? A nossa entrega pessoal e o desejo de habitar para sempre com o Senhor. Se esse é o seu desejo, ore comigo agora:
Nosso Pai Celeste, oh, que esperança vibra em nosso ser, pois aguardamos o Senhor! A fé que possuímos é a fé que o Senhor nos dá, fé na promessa fiel e verdadeira que nos fez. Cremos, Pai, que o tempo logo vem e que todas as nações dos redimidos bem alerta e alegre vão cantar: “Aleluia! Cristo é Rei!” Esta é a esperança que vibra em nosso ser! Dá-nos da água da vida, Pai! E leva-nos para junto de Ti, onde não haverá mais morte, nem pranto, nem dor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, cidadãos da Pátria Celeste!
* Convide seus amigos e familiares para participarem do projeto Reavivados Por Sua Palavra. Nesta quinta-feira daremos início ao estudo do livro de Gênesis.
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse21 #RPSP
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“Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos” (v.6).
Continuando a narração do retorno de Jesus, como o Cavaleiro que “Se chama Fiel e Verdadeiro” (Ap.19:11), da derrota da besta e do falso profeta, e da destruição dos ímpios, João viu “descer do céu um anjo” tendo “na mão a chave do abismo e uma grande corrente” (v.1). As cadeias deste anjo vingador é um símbolo da prisão de Satanás (v.2), que ficará nesta terra destruída durante mil anos sem ter a quem tentar, já que “os restantes dos mortos” permanecerão nesse estado até que se completem “os mil anos” (v.5). Já estudamos o que as Escrituras dizem sobre o estado dos mortos: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito [Ruach, fôlego], volte a Deus, que o deu” (Ec.12:7). Somos a junção de pó da terra mais fôlego de vida. Portanto, nós não temos uma alma, nós somos “alma vivente” (Gn.2:7).
Nesse contexto, entendemos melhor sobre a ressurreição. De forma geral, haverá duas ressurreições: “os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”, disse Jesus (Jo.5:29). Enquanto isso, os mortos estão em um estado de sono, como bem falou Jesus antes de ressuscitar a Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Ora, se Lázaro estivesse desfrutando do Céu ao lado de Deus, será que Jesus o teria trazido de volta a este mundo de pecado? Certamente que não, amados. O sábio Salomão também escreveu: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).
Quando Jesus voltar em glória, com os Seus santos anjos, soada a trombeta de Deus, “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” e os vivos serão transformados e todos levados para junto de Cristo nas nuvens, dando início à viagem intergaláctica até à Cidade Santa, a Nova Jerusalém (Leia 1Ts.4:16-17). Os ímpios serão mortos e os que já estavam mortos (ímpios), permanecerão em seus túmulos até que se passem os mil anos. “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão” (v.7), haverá a segunda ressurreição (ressurreição dos ímpios) e ele reunirá aquela multidão “como a areia do mar” (v.8) a fim de guerrear contra “o acampamento dos santos” (v.9), “a santa cidade, Jerusalém, que [descerá] do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:9). Mas antes que haja cumprido o seu diabólico objetivo, descerá “fogo do céu”, que o destruirá, juntamente com seus anjos e com todos os ímpios, de uma vez por todas (v.9). Cumprir-se-á a “obra estranha” de Deus (Is.28:21).
Antes disso, haverá um julgamento, um acerto de contas. Cristo, Aquele que Se assenta no trono de Deus (v.11), julgará a cada um “segundo as suas obras, conforme o que se acha escrito nos livros” (v.12). Existem registros no santuário celeste. A obra de expiação de Cristo no lugar Santíssimo, desde 1844, tem sido uma obra de purificação dos registros dos santos, dos que verdadeiramente se arrependeram e daqueles que hão de se arrepender de seus pecados antes que termine o período de graça. Ninguém escapará do juízo divino, até o mar dará “os mortos que nele estavam” (v.13). Serão “julgados, um por um, segundo as suas obras” (v.13).
O Senhor virá para destruir definitivamente o pecado e toda a maldade e, todo aquele que não for “achado inscrito no Livro da Vida” (v.15), que não aceitou o chamado de amor do Salvador, procurando viver como o antigo Israel, como quem não tem Rei, cada um fazendo o que acha ser correto a seu próprio critério sem o temor do Senhor (Jz.21:25), terá de sofrer o dano da “segunda morte, o lago de fogo” (v.14). Esta nunca foi a vontade de um Deus que pacientemente espera por nós “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
O nosso tempo de espera pelo retorno de Jesus nunca poderá ser comparado ao tempo em que Deus espera até o último inscrito no Livro da Vida. Mas, no tempo determinado, Ele terá de dar fim ao pecado e cumprir Sua derradeira promessa. E está perto, meus irmãos! Está muito perto o Dia em que nossos olhos contemplarão a Redenção! Que, até lá, avancemos, perseverando em buscar “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (Cl.3:1).
Pai Celestial, não têm sido fáceis esses dias finais. Por vezes, parece que não temos mais forças, mas então o Senhor renova o nosso vigor e seguimos em frente. Louvado seja o Senhor por Sua bondade, misericórdia e paciência para conosco! Pai amado, protege a nossa mente deste tempo perigoso e que nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida para nunca mais sair. Ó, Deus eterno, quanto almejamos ouvir as doces palavras: “Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel no pouco e sobre o muito te colocarei. Entra na alegria do teu Senhor!”. Liberta-nos das amarras do pecado e nos une a Ti com os laços do Teu amor eterno! Clamamos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, inscritos no Livro da Vida do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse20 #RPSP
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“Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O temeis, os pequenos e os grandes” (v.5).
Antes da sua morte, Moisés proferiu um cântico especial contido no capítulo trinta e dois do livro de Deuteronômio, conhecido como “o cântico de Moisés”. E o final do cântico é justamente o que diz a “grande voz de numerosa multidão” (v.1), no início do capítulo de hoje. É um brado de vitória. Não mais a vitória apenas sobre os inimigos desta terra, mas a vitória final contra Satanás, o grande adversário. Também encontramos outros ecos do Antigo Testamento: Isaías 34:10 (v.3) e 63:3 (v.15); Salmo 115:13 (v.5) e 2:9 (v.15); Ezequiel 1:24 (v.6), 1:1 (v.11) e 39:4, 17-20 (v.18); Daniel 10:6 (v.12); Joel 3:13 (v.15). Uma verdadeira junção de antigas profecias que, além de terem sido aplicadas ao antigo Israel, hoje, apontam para a vitória de todo o “Israel de Deus” (Gl.6:16) através da vitória do “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (v.16).
Estas palavras em forma de louvor também apontam para as palavras de Jesus ao proferir a parábola das dez virgens, quando o Seu retorno à Terra é comparado a uma cerimônia de casamento: as “bodas do Cordeiro” (v.9). O noivo é Cristo, as virgens representam a igreja dividida entre o joio (néscias) e o trigo (prudentes), e a noiva, vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro” (v.8) é a “santa cidade, Jerusalém” (Ap.20:10). Proferidos os cânticos e confirmadas as palavras de Jesus, o anjo que falava a João “acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus” (v.9). Ou seja, tudo isto é verdadeiro; tudo o que está escrito, que os profetas já haviam pronunciado, é fato e é verdade.
Não sabemos porque exatamente neste momento João se prostra a fim de adorar o anjo, mas, certamente, tudo aquilo lhe soou aos ouvidos como uma expressão da glória de Deus. E quando o anjo ordenou que ele levantasse e adorasse somente a Deus, logo após ele proferiu a seguinte declaração: “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (v.10). Estamos diante da revelação de uma das características do remanescente dos últimos dias. Em Apocalipse 12:17, vimos que a igreja de Deus possui duas características: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. A guarda dos mandamentos é um ponto claro: se amamos a Deus, guardamos todos os Seus mandamentos (Jo.14:15; Tg.2:10-12). Mas a afirmação de que os verdadeiros adoradores são detentores do testemunho de Jesus precisava ser esclarecido.
Em cada período da história de Seu povo, Deus suscitou pelo menos um profeta ou profetisa, a fim de orientá-los e transmitir Suas palavras. Nem todos possuem livros no Cânon Bíblico, a exemplo de Elias, Eliseu, Micaías, Débora, Hulda, dentre outros, contudo, certamente, foram homens e mulheres de Deus escolhidos para uma obra que até hoje encontra eco nos corações sinceros. As palavras finais do anjo no versículo dez revelam que a igreja remanescente deveria ter o dom profético no tempo do fim. Além de ser uma igreja profética, como vimos no capítulo dez, também deve ter e manter “o espírito da profecia” (v.10). Meus irmãos, assim como de tempos em tempos Deus precisava esclarecer ao Seu povo a Sua vontade através dos profetas, quanto mais no tempo do fim, após quase dois mil anos da cruz, Ele precisava suscitar alguém que exaltasse a Palavra de Deus como a nossa única regra de fé e prática.
Observem a seguinte escala:
- Em Gênesis 15:13-14, Deus declarou a Abraão um período de quatrocentos anos de cativeiro para o povo de Deus até que viesse um libertador. Isso aconteceu quando Israel foi escravizado pelos egípcios, e libertos por Moisés após 400 anos de escravidão;
- Jeremias profetizou setenta anos de cativeiro Babilônico. O que ocorreu, com precisão, até que uma nova profecia de tempo foi dada a Daniel;
- Daniel profetizou as setenta semanas, 490 anos sobre Israel, que se cumpriu cabalmente. E nesse período Deus suscitaria João Batista, preparando o povo para receber o Messias;
- Ainda em Daniel, há a profecia dos dois mil e trezentos anos (Dn.8:14), que, como estudamos, culmina no ano de 1844. Foi neste ano, após o terrível desapontamento (Releia o comentário do capítulo dez de Apocalipse), que uma jovem de apenas dezessete anos de idade, chamada Ellen Harmon, teve a sua primeira visão. Ela viu o povo do advento andando por um longo caminho até o Céu. Aqueles que mantinham seus olhos fixos no Salvador continuavam firmes a jornada, mas os que olhavam para trás caíam em densas trevas.
Ellen Gould Harmon, após casar-se com o jovem pastor Thiago White, passou a se chamar Ellen Gould White. Seu ministério público tornou-se um precioso legado. Longe de intitular-se uma profetisa de Deus, esta mulher se autodenominou serva do Senhor. Apesar de suas limitações físicas e poucos anos de estudo, devido a uma pedrada que levou na face aos nove anos de idade, Ellen teve um ministério de setenta anos e escreveu mais de cem mil páginas sobre assuntos diversos, como educação, saúde, relacionamento, profecias dentre outros, além de ter tido mais de duas mil visões e sonhos. Seus livros não são um padrão para se estudar a Bíblia, mas, em todo tempo, ela mesma deixou bem claro que a Bíblia deve ser o padrão para que seus livros sejam estudados. Com veemência, Ellen defendeu o princípio da “Sola Scriptura”, assim como Moisés (Dt.4:2), como João (Ap.22:18-19) e como os santos mártires da Idade Média que derramaram seu sangue em defesa deste princípio.
Não foi sem razão que logo após o anjo declarar que nos últimos dias a igreja de Deus seria detentora do espírito da profecia, João vislumbrou o Cavaleiro vitorioso, Cristo Jesus. Da boca dEle saiu “uma espada afiada” (v.15), “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17), confirmando a autoridade da Bíblia. Deus suscitou um povo que, como João Batista, possui a mensagem de salvação, um convite para que todos, em todos os lugares, se arrependam e estejam prontos para o “grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:14). O fato de fazermos parte de uma igreja profética não faz de nós melhores do que os outros, antes, aumenta a nossa responsabilidade.
Ellen White foi uma pessoa como você e eu, assim como foi Elias (Tg.5:17) e os demais profetas. Se estudarmos a história, veremos que homens foram chamados antes dela para esta mesma obra, mas não a aceitaram. Daquela frágil mulher, Deus suscitou forças, não porque ela fosse melhor do que ninguém, mas porque seu coração se curvou diante da vontade de Deus. Que, hoje, nosso coração se encontre na mesma posição de humildade, aguardando o nosso Senhor e Salvador regressar. Porque o mesmo Deus que habita “no alto e santo lugar”, também habita “com o contrito e abatido de espírito” (Is.57:15).
Paizinho querido, clamamos por Tua presença em nossa vida! Nossa mente está exausta, Pai! Clamamos pelos que sofrem neste mundo de pecado que tem sido tão atacado por um inimigo que sabe que pouco tempo lhe resta! Senhor, ouve o clamor dos Teus filhinhos, que a Ti clamam de dia e de noite e faze-lhes justiça! Ajuda-nos a darmos ouvidos à Tua voz profética para estes últimos dias, pois ela nos orienta no caminho em que devemos andar para Te encontrar. E que a Tua Palavra em nosso coração se manifeste em uma vida guiada pelo Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo da profecia!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse19 #RPSP
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“Ouvi outra voz do céu, dizendo: Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (v.4).
Antes que os judeus fossem levados cativos para a Babilônia, Deus chamou o profeta Jeremias para livrá-los deste jugo. A mensagem era para que o povo não resistisse à Babilônia, e Deus os preservaria em segurança. Contudo, não deram ouvidos à voz de Deus através do Seu profeta e passaram setenta anos em cativeiro babilônico, conforme a profecia (Jr.25:11). Findos os setenta anos, o Senhor tinha uma nova ordem para o Seu povo: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Ele faria Israel retornar para casa e mostraria compaixão aos remanescentes do Seu povo (Jr.50:19-20). Babilônia foi instrumento de Deus para executar os Seus juízos, mas “se houve arrogantemente contra o Senhor, contra o Santo de Israel” (Jr.50:29). E assim, num só dia (Dn.5:30-31), “foi tomada Babilônia, e apanhada de surpresa […] Como se tornou Babilônia objeto de espanto entre as nações!” (Jr.51:41).
Antes que os judeus fossem levados cativos para a Babilônia, Deus chamou o profeta Jeremias para livrá-los deste jugo. A mensagem era para que o povo não resistisse à Babilônia, e Deus os preservaria em segurança. Contudo, não deram ouvidos à voz de Deus através do Seu profeta e passaram setenta anos em cativeiro babilônico, conforme a profecia (Jr.25:11). Findos os setenta anos, o Senhor tinha uma nova ordem para o Seu povo: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Ele faria Israel retornar para casa e mostraria compaixão aos remanescentes do Seu povo (Jr.50:19-20). Babilônia foi instrumento de Deus para executar os Seus juízos, mas “se houve arrogantemente contra o Senhor, contra o Santo de Israel” (Jr.50:29). E assim, num só dia (Dn.5:30-31), “foi tomada Babilônia, e apanhada de surpresa […] Como se tornou Babilônia objeto de espanto entre as nações!” (Jr.51:41).
Deus tem um povo exclusivamente Seu espalhado entre todos os povos, tribos, línguas e nações (Ap.14:6). O Espírito Santo tem chamado a cada um de forma especial e única, recrutando um povo militante para o “grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:14). Como já estudamos, Babilônia representa um sistema de falsa adoração que já tem caminhado para reunir todo o mundo em torno de si e de suas falsas doutrinas. Mas semelhante ao relato de Jeremias, o Senhor libertará o Seu povo do jugo do pecado para levá-lo de volta para casa. “Naqueles dias, naquele tempo, diz o Senhor, voltarão os filhos de Israel […] andando e chorando, virão e buscarão ao Senhor, seu Deus” (Jr.50:4). Sobre isto, pontuou Ellen White:
Apocalipse 18 indica o tempo em que o povo de Deus ainda presente em Babilônia será chamado a separar-se de sua comunhão. Esta mensagem, a última que será enviada ao mundo, cumprirá a sua obra. A luz da verdade brilhará então sobre todos aqueles cujo coração estiver aberto para recebê-la, e todos os filhos do Senhor que permanecem em Babilônia atenderão ao chamado: “Sai dela, povo Meu” (O Grande Conflito, p. 174).
Amados, não sabemos até quando irá durar este último chamado de Deus. Por que resistir à voz do Espírito Santo e se demorar em tomar uma firme decisão ao lado de Jesus? Não há felicidade em Babilônia, e sim, um mundo “encantado” de enganos! Os reis da terra, os mercadores e todos os que foram seduzidos por suas mentiras se lamentarão por sua ruína total e definitiva. Mas o fiel povo de Deus se alegrará na firme certeza de que aproxima-se o dia de seu resgate. Estamos quase encerrando mais uma edição do Reavivados. Na próxima semana, terminaremos estudando a recriação dos céus e da terra e, em seguida, relembraremos o plano original do Criador, quando, “no princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn.1:1). O Senhor quer nos levar para casa, meus irmãos! Levar-nos de volta ao Éden! “Vinde, e unamo-nos ao Senhor, em aliança eterna que jamais será esquecida” (Jr.50:5).
Nosso Criador, quando Tuas ordens foram dadas no início e pelo poder da Palavra, que é Cristo, o Senhor criou os céus e a terra, tudo foi feito com amor e por amor. A morte de Jesus na cruz do Calvário é a maior prova desse amor que deseja nos levar de volta ao Lar. Santo Deus, livra-nos dos enganos e sutilezas desses últimos dias e concede-nos uma mente lúcida para ouvir a Tua voz! Como foi com Elias, fortalece a nossa fé e o nosso ânimo, e capacita-nos com Teu Espírito para a obra final. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, herdeiros do novo Éden!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse18 #RPSP
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“Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (v.14).
Quão diferente é a descrição desta “mulher montada numa besta” (v.3) em comparação com a mulher que representa a igreja de Deus (Ap.12:1)! A visão que João teve foi tão surreal que ele ficou admirado “com grande espanto” (v.6). Mas a sua reação foi interrompida por um anjo que imediatamente prometeu explicar o mistério. Da mesma forma, muitos símbolos e textos deste livro podem causar em nós admiração e espanto, mas Jesus prometeu que o Espírito Santo nos guiaria “a toda a verdade” (Jo.16:13). Portanto, não devemos ter receio ou desanimar de estudar este livro. Primeiro, porque ele é a “revelação de Jesus Cristo” (Ap.1:1). Segundo, porque o Senhor está desejoso de nos falar por meio de Sua Palavra, pela iluminação do Espírito Santo.
Este capítulo nada mais é do que uma visão ampliada do que estudamos no capítulo treze. A besta que surge do mar e a besta que surge da terra, respectivamente, são retratados como “a mulher vestida de púrpura e escarlata” (v.4) e a “besta escarlata” (v.3). É o poder religioso montado no poder político e civil. Lembram do que vimos ontem sobre o significado do Armagedom? De que se trata de uma batalha entre falsos e verdadeiros adoradores, assim como se deu no monte Carmelo? Pois bem, comparemos agora esta profecia com a história do profeta Elias:
1. Jezabel era uma prostituta cultual, ou seja, uma profetiza pagã que governava o coração de seu marido, o rei Acabe – “mulher montada numa besta” (v.3);
2. Jezabel, utilizando do poder civil do marido, mandou matar todos os profetas do Senhor – “mulher embriagada com o sangue dos santos” (v.6);
3. Elias teve que fugir para o deserto e foi alimentado por Deus – vimos que o povo de Deus será perseguido (Dn.12:1; Ap.13:17), mas que cumprir-se-á a promessa de que não nos faltará a água nem o pão (Is.33:16);
4. Elias enfrentou sozinho 850 falsos profetas – o Armagedom será uma batalha espiritual entre um restante que insiste em observar os mandamentos de Deus (Ap.12:17) e multidões que serão seduzidas “por causa dos sinais” que a besta realiza (Ap.13:14);
5. Quando ficou provado no Carmelo que só o Senhor é Deus, o juízo divino foi executado, e foram mortos os “profetas de Baal” naquele mesmo dia (1Rs.18:39-40) – assim também Deus há de trazer o Seu juízo sobre a besta, que “caminha para a destruição” (v.8).
O papado, assentado “sobre muitas águas” (v.1), ou seja, que surgiu de um território muito povoado (v.5), norteando as decisões da potência norte-americana e influenciando os demais “reis da terra” (v.2), promoverá a união entre igreja e estado no sentido de embebedar “os que habitam na terra”, “com o vinho de sua devassidão” (v.2), que representa as suas falsas doutrinas. Pelo cenário atual com o disfarce de cuidar do bem comum do planeta, já não temos visto esta profecia tomando forma, confirmando a interpretação dada aos símbolos deste capítulo, do poder religioso montado sobre o poder civil? Como mãe das demais igrejas apóstatas (v.5), a igreja de Roma irá liderar uma perseguição em massa contra os santos e as testemunhas de Jesus (v.6), assim como o foi na Idade Média. Mas quando cair o terceiro flagelo e as águas se tornarem em sangue, eis que Deus fará justiça aos Seus santos mártires, “porquanto derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso” (Ap.16:6).
Apesar da grande conexão com o relato do profeta Elias, a mudança de símbolos neste capítulo causa certo desconforto no sentido de bater o martelo para uma firme interpretação. Há, portanto, duas prováveis interpretações para a identidade da besta escarlate. A primeira é que ela se trata do próprio Satanás, pela descrição ser semelhante à de Apocalipse 12:3, por possuírem a mesma cor e porque ambos se opõem a Jesus (Ap.12:13 e 17:4). Mas também, a aplicação com relação aos Estados Unidos da América é reforçada no sentido de que se refere ao último poder político mundial (Ap.13:12) que, como os sete impérios anteriores, assumirá o poder. Creio que devemos levar em conta que a expressão “falava como dragão” (Ap.13:11) é um forte indício de que esta nação preenche as características da besta escarlate no sentido de que Satanás a usará como instrumento de sua estratégia final.
O termo “durar pouco” (v.10) vem da palavra grega “olígon”, a mesma usada em Apocalipse 12:12, quando diz que o diabo sabe “que pouco tempo lhe resta”. Ora, após a sua derrota através da vitória de Cristo na cruz, já se passaram mais de dois mil anos. Portanto, este tempo não é cronológico. Independentemente, amados, de certas coisas nos serem ainda encobertas ou de nos deixarem como João, admirados e espantados, o Espírito Santo nos é enviado para nos dar a certeza da vitória final em Cristo Jesus (v.14). Vejam a história de Elias, que mesmo após a vitória no Carmelo, sentiu medo e fugiu para o deserto. Ele estava confuso e sua angústia foi tão grande que chegou a pedir a morte. Mas o Senhor, através de uma suave brisa lhe falou: “Que fazes aqui Elias?” (1Rs.19:13). A profecia que aponta para uma igreja apostatada não inclui aqueles que ainda fazem parte dela, mas que estão sinceramente errados. O apelo urgente, o alto clamor de Deus para estes é: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
Hoje, o Espírito do Senhor pode estar falando com você, que está atônito diante destas revelações ou diante da aparente ignorância com relação a algumas coisas. Ele te convida: “Vai, volta ao teu caminho” (1Rs.19:15), continua caminhando, não desista, não saia do caminho que te designei! Cristo é o caminho (Jo.14:6)! Conheça-O! Busque-O! Talvez, você e eu façamos parte daqueles que, como Elias, não passarão pela morte (2Rs.2:11); daqueles que passarão pelo grande e terrível momento de angústia final e estarão vivos no retorno do Senhor à Terra. Portanto, amados, perseveremos confiantes, “até que se cumpram as palavras de Deus” (v.17). Porque todos os nossos inimigos, “o Cordeiro os vencerá” (v.14).
Pai de bondade e misericórdia, nós Te louvamos porque o Senhor não nos deixou aqui a lutar sozinhos contra um inimigo que é mais forte do que nós! Só Tu podes vencê-lo e, Contigo, somos mais que vencedores em Cristo Jesus! Enquanto a Terra está embriagada com o vinho do engano, guarda-nos sóbrios e vigilantes, como quem não tem do que se envergonhar. Cobre-nos com Tua poderosa destra e capacita-nos a dar ao mundo o alto clamor! Oramos e agradecemos pelos méritos e no nome do Senhor dos senhores e Rei dos reis, Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, “eleitos e fiéis que se acham com [Cristo]” (v.14)!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse17 #RPSP
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“Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (v.15).
Quando Deus pronunciar o Seu último chamado ao arrependimento; quando a última oração ascender aos Céus; quando em cada coração humano estiver decidido em que lado está no grande conflito; então, cessada será a obra de intercessão e derramadas serão sobre a Terra, as sete últimas pragas. A descrição profética revela a ira de Deus agindo contra os “homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem” (v.2), com flagelos que, apesar de semelhantes às pragas do Egito, não podem ser comparados a nenhum outro que a humanidade já tenha sofrido. Como nos dias de Noé (Mt.24:37-39), os ímpios não perceberão o fim da graça até que sejam atingidos pela tempestade “da cólera de Deus” (v.1). Ficará tão evidente que eles se decidiram pelo mal, que o sofrimento dos flagelos os levará não a clamar ao Senhor por misericórdia, mas a blasfemar contra Deus (v.11).
São muitas as cogitações acerca da literalidade ou do simbolismo das sete pragas. O que precisamos levar em consideração, mediante o que já estudamos até então, é que este livro é uma junção do literal com o simbólico e que, independentemente de serem literais ou simbólicas, essas pragas evidenciam que verdadeiros e justos são os juízos de Deus (v.7), e que a Sua ira precisa ser levada em conta tanto quanto o fato de que Ele é amor. Romantizar o amor de Deus e ignorar a Sua ira tornou-se um dos piores enganos dos últimos dias. Que “Deus é amor” (1Jo.4:8.), isto é fato! Mas conta-se nos dedos os corajosos que pregam que “horrível é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb.10:31), ou que “Deus é fogo consumidor” (Hb.12:29). Deus há de fazer justiça aos Seus servos de todos os tempos e de uma vez por todas virá para dissipar o mal. Ele prometeu e nenhuma de Suas promessas jamais falhou, “tudo se cumpriu” (Js.21:45).
Semelhante ao que aconteceu no Egito, ocorrerá nos dias que antecedem o segundo advento de Cristo (Êx.7-12). A referência da quinta e da sexta pragas sobre “o trono da besta” (v.10) e “sobre o grande rio Eufrates” (v.12), são indícios de que os flagelos não atingirão todo o mundo, mas lugares específicos. Com base nisto, analisemos o conteúdo de cada taça:
1º flagelo: À semelhança da sexta praga sobre o Egito, a primeira praga de Apocalipse anuncia “úlceras malignas e perniciosas”. Assim como somente os egípcios foram atingidos pela praga e os hebreus não foram atingidos, também sofrerão a primeira praga somente os “homens portadores da marca da besta e adoradores da sua imagem” (v.2);
2º flagelo: O mar se tornará em sangue. Não sabemos como isso ocorrerá, mas certamente podemos descartar as cogitações de fenômenos naturais que causam a coloração avermelhada na água já que o relato bíblico é bem claro quando diz que o mar “se tornou em sangue como de morto, e morreu todo ser vivente que havia no mar” (v.3);
3º flagelo: Como a primeira praga que caiu sobre o Egito, assim acontecerá tanto com o mar, como vimos no segundo flagelo, como com os rios e as fontes das águas, no derramamento da terceira taça. Nesse tempo, os ímpios se levantarão contra o derradeiro povo de Deus, pois a estes “o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas” (Is.33:16). E ao observarem que nenhuma praga atinge aos fiéis observadores da lei de Deus (Sl.91:10), será tempo de grande angústia e perseguição para o fiel remanescente. E o clamor dos santos mártires que João ouviu na visão do quinto selo, pedindo por justiça, será transformado em louvor pela justiça divina: “Certamente, ó Senhor Deus, Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os Teus juízos” (v.7);
4º flagelo: Quando a quarta taça for derramada sobre o sol, terríveis serão as consequências. Criado no quarto dia da semana da criação, esta estrela tem a função de manter a vida na Terra sendo fonte de calor e de luz. A estrela que por tantos anos foi objeto de adoração dos cultos pagãos, será instrumento da ira divina. E ao invés de haver arrependimento, os ímpios blasfemarão contra Deus, exatamente como faz a besta que escolheram seguir (Ap.13:6; Dn.7:25). O adágio que diz: “O mesmo sol que amolece a cera, endurece o barro”, se aplicará com precisão neste tempo em que o solo do coração dos ímpios estiver endurecido;
5º flagelo: Houve trevas tão densas no Egito que os homens não podiam enxergar uns aos outros e os egípcios tiveram que permanecer no mesmo lugar até que cessasse a praga. Mas “todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações” (Êx.10:22-23). Quando o quinto flagelo for derramado “sobre o trono da besta” (v.10); quando ficar evidenciado que o território da mentira está mergulhado “em trevas” e todos os que seguiram a besta perceberem a sua impotência diante do caos, sentirão dor e desespero que palavra alguma pode descrever;
6º flagelo: O sexto flagelo faz referência ao rio Eufrates. Era este rio que irrigava a antiga Babilônia; e foi secando este rio que Ciro e seu exército conquistaram o Império babilônico. Devemos considerar este flagelo, portanto, de forma simbólica. Quando “o mundo inteiro” (v.14) for reunido (ecumenismo) pelos “três espíritos imundos semelhantes a rãs” (v.13; espiritismo, paganismo e protestantismo apostatado), feliz será aquele que Jesus encontrar vigilante e incontaminado das trevas deste mundo. Assim como o Senhor abriu o Mar Vermelho e fez Seu povo atravessá-lo em terra seca em direção a Canaã, assim este flagelo anuncia o livramento do remanescente de Deus, que marcha rumo à Canaã celestial. O sexto flagelo também anuncia a última grande batalha das tropas de Satanás contra o povo de Deus: o Armagedom. Esta expressão deriva do hebraico “har megido”, que significa “monte de Megido”. A região de Megido foi palco de diversas batalhas entre Israel e os povos inimigos. Mas o que nos interessa é identificar este “monte de Megido”. O monte localizado nesta região que se encaixa com precisão no contexto da última batalha, é o monte Carmelo. Só este tema seria estudo para muitas meditações, mas lhe convido a ler o relato de 1Reis 18:17-40 e perceber que assim como Elias restaurou o altar do Senhor e revelou a todos que só o Senhor é Deus, assim também, como Elias profético (Ml.4:5-6), esta obra será plenamente cumprida pelo remanescente dos últimos dias. Será a última batalha entre a verdadeira e a falsa adoração.
7º flagelo: Assim como o pecado teve início no santuário celeste, no coração de um querubim que se rebelou contra Deus, cumpre, do mesmo santuário, sair a ordem de destruição definitiva do pecado. E a mesma frase que disse na cruz, Jesus a dirá pela última vez: “Feito está” (v.17; Leia Jo.19:30). Então, uma série de juízos sobrevirão à Terra, que será abalada de uma forma “como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra” (v.18).
Não sabemos quando, mas uma coisa é certa, amados: Cristo vem! Ele prometeu! E Ele não mente! Eis que Ele vem “como vem o ladrão” (v.15). Não no sentido de ser um evento secreto, pois “todo olho O verá” (Ap.1:7), e sim, que “a respeito daquele dia e hora ninguém sabe” (Mt.24:36). A pergunta é: Estais, vós, prontos?
Santo e eterno Deus, falta pouco para este mundo ser atingido pelos flagelos do Teu juízo. Creio que os Teus anjos já estão de prontidão e o Senhor aguarda apenas as Tuas últimas ovelhas entrarem em Teu aprisco. Ó, Senhor, Tu és justo, Tu que és e que eras, o Santo, pois julgarás a Terra com equidade e com justiça! Não temos o que temer se estivermos alicerçados na Rocha que é Cristo! Firma os nossos pés no solo inabalável da Tua Palavra e enche-nos do Espírito Santo. Nosso coração está saudoso para Te encontrar e ir para Tua Casa, Pai! Ajuda-nos a vigiar e a guardar as nossas vestes até que venha o Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, Elias dos últimos dias!
Rosana Garcia Barros
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“Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das Nações!” (v.3).
Fico tentando imaginar as sensações que João sentiu ao contemplar as visões de Apocalipse. As descrições são de elementos estonteantes e de seres cuja perfeição o ser humano não pode conceber. E o que dirá contemplar o próprio Criador em Seu majestoso trono? Certamente, João, assim como Daniel, foi considerado um homem “mui amado” (Dn.9:23)! Então, mais uma cena foi revelada ao discípulo amado, e mesmo que já tivesse contemplado por tantas vezes o sobrenatural, ele mesmo a descreveu como sendo um “sinal grande e admirável” (v.1). Ele viu “sete anjos tendo os sete últimos flagelos, pois com estes se consumou a cólera de Deus” (v.1).
Quando Jesus estava no Getsêmani, em Sua agonia antes da morte iminente, Ele fez a seguinte oração: “Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt.26:39). A mensagem do terceiro anjo diz que o ímpio “beberá do vinho da cólera de Deus […] do cálice da Sua ira” (Ap.14:10). Foi deste cálice que Cristo pediu para não beber, mas que, submisso à vontade do Pai, tomou até à última gota para nos resgatar. Eis o valor deste sacrifício: “Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre” (Sl.49:8). Cristo pagou o preço dos nossos pecados de uma vez por todas para que não tenhamos que experimentar do cálice que Ele bebeu. Deus não nos criou para a destruição, amados! Ele nos resgatou para a recriação! O castigo final foi preparado “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). Contudo, também terá de destruir “os que destroem a terra” (Ap.11:18), “tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8).
Como Israel no deserto, o povo de Deus é cercado por águas, montanhas e inimigos, circunstâncias desfavoráveis, e custamos entender que servimos ao mesmo Deus que lhes abriu caminho seco no meio do mar (Êx.14:22) e que andou por sobre as águas (Mt.14:25). Naquela ilha prisão, a paisagem que João contemplava dia após dia era a do mar por todos os lados. Entretanto, Deus lhe concedeu ver um mar diferente, “um mar de vidro, mesclado de fogo” (v.2). Em sua condição, o mar representava uma limitação. Sua liberdade de ir e vir havia sido restringida pelas autoridades romanas. Mas o mar que está muito além de nosso olhar terreno não mais será um divisor de territórios, e sim o palco do maior coral que o Universo há de contemplar.
Quando estudamos o capítulo cinco de Apocalipse, vimos que os anjos e os vinte e quatro anciãos tinham nas mãos “taças cheias de incenso, que são as orações dos santos” (Ap.5:8), representando o tempo da graça de Deus sobre a humanidade. Quando, porém, os sete anjos saírem do santuário, detentor “do Testemunho” (v.5; Leia Êx.31:18), com as “sete taças de ouro, cheias da cólera de Deus” (v.7), o santuário se encherá “de fumaça procedente da glória de Deus e do Seu poder” (v.8) e cessada será a obra de intercessão, findo o tempo da graça. Então, “continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Deus fará justiça definitiva a Seu povo. Em sua incompreensão acerca desta mensagem, o salmista Asafe quase se perdeu por olhar na direção errada. A injustiça humana e a prosperidade dos ímpios o deixava perplexo, até que seus olhos se abriram para olhar para o lugar certo: “até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Sl.73:17).
Ainda estamos vivendo em tempo de graça, meus irmãos. Mas eis que este tempo caminha para o seu fim, quando cada um terá de responder por seus próprios atos. Enquanto ainda temos acesso ao santuário de Deus que, pela fé, possamos ascender ao Santíssimo todos os dias ao encontro de Cristo. Entreguemos diante do altar a oferta diária de um coração contrito e humilde. Ofereçamos diante de Deus o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:1) e clamemos para que o Espírito Santo continue realizando a Sua boa obra em nossa vida. Que lá no Céu, quando estivermos em pé no mar de vidro, possamos ver o olhar de João recordando ter visto os nossos rostos naquela visão e o olhar penetrante e amoroso de Jesus enquanto nos diz: “porque Eu vivo, vós também vivereis” (Jo.14:19).
Senhor Deus, Todo-Poderoso, grandes e admiráveis são as Tuas obras! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das Nações! Quem não temerá e não glorificará o Teu nome, ó Senhor? Pois só Tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de Ti, porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos. Não conhecemos a melodia deste cântico de louvor e adoração, mas oramos a Ti com estas palavras, confiantes nos méritos do nosso Salvador Jesus Cristo que tem poder para nos salvar e nos guardar para aquele grande Dia da reunião de todos os remidos. Como foi com Asafe, Pai, que o Teu Espírito nos ensine a olhar para o lugar certo e confiar que de lá, muito em breve, o Senhor virá em nosso livramento. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vencedores com Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (v.12).
O livro de Apocalipse está repleto de citações do Antigo Testamento. Textos dos livros históricos, dos Salmos e dos profetas compõem este livro como um grande quebra-cabeças, cujas peças revelam o seu perfeito encaixe àqueles que servem a Deus (Ap.1:1). Só neste capítulo, existem referências dos livros dos profetas Ezequiel (Ez.9:4), Sofonias (Sf.3:13), Isaías (Is.21:9; 51:17; 34:10; 63:3), Daniel (Dn.7:13) e Joel (Jl.3:13), além da referência ao livro de Gênesis (Gn.19:24). Certamente, este é um recado seguro de que “toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16) e que, de Gênesis a Apocalipse, a Bíblia é a grande carta de Deus para a humanidade. Com base nisso, compreenderemos melhor o sentido da expressão “evangelho eterno” (v.6) contida na mensagem do primeiro anjo.
Na sequência da visão das duas bestas, João viu a vitória do Cordeiro e dos 144 mil, todos os que serão achados imaculados, que não se contaminaram “com mulheres” (v.4), ou seja, que não se uniram à falsa adoração de igrejas apóstatas. Mesmo que Satanás atue por meio de instrumentalidades humanas, seguramente haverá livramento para o remanescente de Deus e cumprir-se-á a profecia do salmista: “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios. Pois disseste: O Senhor é o meu refúgio. Fizeste do Altíssimo a tua morada” (Sl.91:7-9). Nem toda a cólera do inimigo será capaz de destruir aqueles “que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro” (v.4). Aquele que faz de Deus a sua morada, “o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18).
Resta, portanto, um povo que, semelhante aos patriarcas, são mordomos de uma verdade presente para o tempo do fim: as três mensagens angélicas. A mensagem do primeiro anjo possui três características intrínsecas: urgência, abrangência e autoridade. O fato de ser “um evangelho eterno” (v.6), como vimos, nos diz que se trata do mesmo evangelho de graça transmitido a Adão, Noé, Abraão, Jacó, Davi e a toda a raça humana através do plano da salvação em Cristo Jesus, antes mesmo da fundação do mundo (Ap.13:8), para fins eternos após a recriação da Terra (Ap.21:1). Analisemos a primeira voz angélica:
- “Temei a Deus”: Tanto Jó quanto Salomão chegaram à seguinte conclusão: Temer a Deus = sabedoria (Jó 28:28; Pv.9:10). Tem a ver com o aspecto mental do ser humano, com dedicar a Deus um “culto racional” (Rm.12:1);
- “dai-Lhe glória”: Jesus disse que nós somos “a luz do mundo” (Mt.5:14). Mas com que propósito? Ele mesmo declarou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). Fé e obras andam juntas na vida do cristão que entende que nada do que faça ou deixe de fazer é resultado dele mesmo, mas é obra do Espírito Santo, a fim de que sua vida seja tão somente um farol que aponta para a glória de Deus. A expressão “pois é chegada a hora do Seu juízo” (v.7) também nos lembra de que seremos julgados segundo as nossas obras e que as nossas escolhas de agora definirão o nosso destino eterno (Ap.22:11-12). Trata-se, portanto, do aspecto físico, do que as obras de nossas mãos, como resultado da salvação ou rejeição dela, revelam ao mundo (Leia 1Co.10:31);
- “adorai Aquele que fez”: Trata-se do aspecto espiritual através da junção do todo. Como seres holísticos, não podemos separar o espiritual do intelecto e nem do nosso corpo, que, por sinal, “é santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19). Faz parte da adoração o tudo de nós em resposta ao tudo de Deus. E a referência a Deus como Criador aponta para o relato de Gênesis e para o mandamento esquecido (Êx.20:8-11).
O recado do segundo anjo, podemos dizer de uma forma popular, foi curto e grosso: “Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição” (v.8). A queda da Babilônia espiritual é previamente decretada pela justiça divina e é inevitável. Assim como o antigo império ostentava um orgulho indestrutível e foi destruído num só dia, o falso sistema de adoração dos últimos dias, “mãe das meretrizes e das abominações da terra” (Ap.17:5), ostentará uma posição inabalável. Mas quão terrível será a sua queda! O convite do Senhor aos Seus filhos que ainda se encontram enredados pelas apostasias da Babilônia espiritual é urgente: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
A mensagem do terceiro anjo é, sem dúvida, a mais relevante para os nossos dias. É um recado de juízo sobre “os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome” (v.11). Apesar de estar escrito como uma sentença, não deixa de ser também uma advertência a fim de que os fiéis servos de Deus saiam das fileiras do inimigo e avancem com perseverança no caminho estreito. E “aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (v.12). Vimos que o papado, aliado aos Estados Unidos, estabelecerá uma marca sobre os seus seguidores. Vimos também que tal marca tem a ver com uma falsa adoração. Leis serão estabelecidas a fim de instituir o domingo como o dia de guarda (sob o manto de causas legítimas) e todos os que se recusarem a aderi-las, serão perseguidos e considerados inimigos do bem comum. A guarda dos mandamentos, incluindo o sábado do sétimo dia, o mandamento de Deus em forma de selo (Ez.20:12 e 20), caracterizará os fiéis dos últimos dias como um sinal distintivo da verdadeira adoração.
Meus irmãos, estamos às vésperas da última ceifa. Dentro em breve, será decretada a ordem: “Toma a Tua foice e ceifa, pois chegou a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu” (v.15). Teríamos muito mais a falar a respeito das três mensagens e como elas apontam para o breve cumprimento da derradeira promessa. Cumpre-nos, portanto, investigarmos por nós mesmos, com humildade e espírito de oração, estas verdades tão cruciais para o nosso tempo. Do “santuário, que se encontra no Céu” (v.17), Jesus virá com todos os Seus anjos para buscar aqueles que têm “na fronte o Seu nome e o nome de Seu Pai” (v.1). Que, pela graça e misericórdia de Deus, façamos parte daquele inumerável coral que entoará um cântico novo! E ainda que venhamos a descansar antes do cumprimento da promessa, “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor” (v.13). Confiemos, amados, pois Quem fez a promessa é fiel: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).
Pai Celestial, graças Te damos por Teu grande amor para conosco através das Tuas fiéis promessas! E o que é mais lindo em Tuas promessas é que o Senhor poderia não tê-las feito. Mas a Tua fidelidade é cheia de bondade e graça. E até o fato de que um dia virás buscar um povo sem mácula, não é porque houve mérito nele, mas porque o Teu Espírito o purificou e o sangue de Jesus o embranqueceu. Pai, almejamos ser este povo peculiar e estar entre os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da Terra! Purifica-nos e torna o nosso caráter alvo mais que a neve! Não há esse poder em nós, Senhor, mas confiamos no agir do Espírito Santo. Coloca a Tua lei em nossa mente e a inscreve em nosso coração. Em nome de Jesus, nosso Salvador, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos perseverantes!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100