Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 21 – Rosana Barros
7 de maio de 2025, 0:45
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“Visitou o Senhor a Sara, como lhe dissera, e o Senhor cumpriu o que lhe havia prometido” (v.1).

Exatamente como havia dito em Sua última visita a Abraão, o Senhor voltou e lhes deu “motivo de riso” (v.6) com o nascimento de Isaque. Aquele alegre milagre carregava a sublime assinatura da fidelidade de Deus. Isaque era o filho da promessa. Contudo, por mais que Ismael fosse um filho gerado fora dos planos de Deus, ele teria o seu lugar na família de Abraão com a bênção do Senhor se não tivesse apresentado um caráter duvidoso. O fato de ter caçoado de Isaque em um momento festivo, pode até parecer algo tolo ou de pouca importância, mas que foi observado por Sara com o olhar acurado de uma mãe que temeu pela segurança futura de seu filho.

Sara viu o que Abraão não conseguia enxergar. Seu coração de pai não concebia mandar embora seu primeiro filho, por mais que este não correspondesse ao plano divino. A primeira experiência em que ele deu liberdade a Sara para fazer com Agar o que achasse melhor e o fato do Senhor ter feito Agar retornar para casa, pode ter causado dúvidas nessa segunda situação. Por vezes, uma primeira atitude realizada no ímpeto de nossas próprias paixões e vontades pode causar certo descrédito às próximas atitudes, ainda que tenhamos razão. Na primeira vez, Sara agiu segundo o ímpeto de sua raiva. Agora, porém, sua preocupação racional precisou do aval divino para que Abraão anuísse ao seu pedido.

Aquela celebração pode ter revelado a inveja de Ismael com relação ao seu irmão; um sentimento que, se não confessado e exposto diante de Deus para que seja expulso do coração, corre o sério risco de ser transformado em ódio homicida. Apesar disso, o Senhor havia prometido a Abraão que cuidaria do menino: “Quanto a Ismael, Eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação” (Gn.17:20). Ali no desespero do deserto, Deus “ouviu a voz do menino” (v.17), abrindo os olhos de Agar para um poço de água e “Deus estava com o rapaz” (v.20) por amor a Seu servo Abraão.

“Por esse tempo” (v.22), Abimeleque e o comandante de seu exército procuraram Abraão para fazer uma espécie de aliança. Aquele rei pagão reconheceu que Deus abençoava a Abraão em tudo o que fazia e desejou que essa bênção favorecesse sua casa e suas futuras gerações. E naquele acordo de paz percebemos a natureza pacificadora de Abraão que só então deu a conhecer ao rei a situação da perda de um poço que o próprio patriarca havia cavado. O silêncio frente a uma injustiça muitas vezes é visto como uma atitude tola ou ingênua. Mas ao evitar uma briga com os servos de Abimeleque, Abraão confiou de que Deus lhe faria justiça, e, no tempo certo, assim aconteceu.

Percebemos no capítulo de hoje duas situações aparentemente difíceis de se resolver, e duas soluções divinamente perfeitas. Apesar de nossos erros de percurso, quando finalmente nos entregamos nas mãos de Deus e aceitamos viver os Seus planos, Ele sempre tem a solução perfeita para as dificuldades no caminho. Abraão e Sara finalmente estavam experimentando a bênção de viver a vontade de Deus e a fé em Seus cuidados. Tanto o discernimento de Sara com relação ao perigo futuro, quanto a sabedoria de Abraão ao lidar com uma situação de briga de forma pacífica, revelam a maturidade espiritual que ambos adquiriram no curso de sua jornada com Deus.

Amados, o Espírito Santo deseja habitar em nós e realizar a Sua boa obra até completá-la no “Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Você está disposto a permitir que isso aconteça em sua vida?

Senhor, nosso Deus, retira do nosso coração todo sentimento mau que possa endurecê-lo e fechá-lo para a boa obra do Espírito Santo! Livra-nos da inveja, da maledicência e de brigas! É tempo de estarmos imbuídos do discernimento espiritual, da sabedoria e da paz para que, ao olharem para nós, o testemunho seja este: “Deus é contigo em tudo o que fazes”. E onde quer que andemos, invoquemos “ali o nome do Senhor, Deus Eterno”, confiando em Ti seja qual for a circunstância. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis21 #RPSP

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Gênesis 20 – Rosana Barros
6 de maio de 2025, 0:45
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“Agora devolva a mulher a seu marido, pois ele é profeta e intercederá por você, e você viverá. Mas, se não a devolver, saiba que você certamente morrerá, você e tudo o que é seu” (v.7).

O capítulo de hoje dá a entender que, novamente, Abraão esqueceu ou duvidou da promessa que o Senhor lhe fez: “Não temas, [Abraão], Eu sou o teu escudo” (Gn.15:1). Temendo que por causa de Sara tentassem lhe tirar a vida, pela segunda vez Abraão mentiu, dizendo: “Ela é minha irmã” (v.2). Apesar do laço de parentesco, sendo Sara de fato sua meia-irmã, a omissão de que também era sua mulher não o isentou de sua culpa. Havia pouco, Deus lhe havia prometido que Sara teria um filho e essa promessa certamente fez Satanás tremer, receoso pelo cumprimento da profecia dada em Gênesis 3:15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Abraão usou do artifício da mentira e, certamente, Satanás tencionava se aproveitar da situação. Mas como Deus interviu no Éden, a intervenção divina novamente pôde ser vista ao não permitir que tocassem em Sara e ao falar em sonhos com Abimeleque. Ao se dar conta da seriedade da situação, imediatamente o rei de Gerar reuniu os seus servos, chamou a Abraão e lhe dirigiu palavras que devem ter causado muita vergonha ao profeta do Senhor: “Que é isso que nos fizeste? Em que pequei eu contra ti, para trazeres tamanho pecado sobre mim e sobre o meu reino? Tu me fizeste o que não se deve fazer. Disse mais Abimeleque a Abraão: Que estavas pensando para fazeres tal coisa?” (v.9-10).

Vale muito a pena refletirmos sobre a admoestação feita a Abraão por um rei pagão. Que lição tremenda sobre o perigo de não se confiar no cuidado de Deus! E que relato extraordinário sobre a atuação da misericórdia do Senhor! Ainda assim, percebemos Abraão dando desculpas ao invés de assumir a sua culpa. Não é assim também conosco, amados? Não foi assim no Éden (Gn.3:12-14)? Quantas vezes tentamos mascarar nossos erros com desculpas que pensamos serem suficientes para resolver nossas questões ou simplesmente atribuímos nossa culpa a terceiros, quando, no fundo, sabemos que estamos errados. Abraão, jeitosamente atribuiu sua jornada “errante” (v.13) a Deus e a afirmação de que Sara era sua irmã ao compromisso matrimonial que havia firmado com ela ao tomá-la como esposa.

Amados, pecado é pecado. Se houvesse desculpas para ele, não seria pecado. Mas apesar do erro de percurso de Abraão, Deus revelou a Sua fidelidade. Essa experiência foi mais uma revelação do amor e da misericórdia de Deus ao Seu filho errante e mais uma oportunidade de ter seu caráter moldado na olaria divina. E mesmo que tenha criado uma situação que não era plano de Deus, Deus transformou a maldição em bênção, deixando no coração daquele rei pagão a certeza de que Ele é Deus misericordioso, poderoso e um Deus pessoal.

Pode ser que você esteja atravessando um momento ruim em sua vida por decisões tomadas no impulso do medo, ou mesmo de algum outro sentimento que te levou a mentir ou ocultar a verdade. Saiba que o Deus de Abraão é o mesmo Deus que deseja redirecionar a sua vida para o centro de Sua vontade e que Ele pode começar essa obra usando meios que, inicialmente, podem até lhe causar vergonha e dor, mas com certeza são os meios perfeitos para te trazer de volta para Ele e para os planos que Ele tem para você. Não deve ter sido nada confortável para um velho homem de Deus ser repreendido por um homem mais jovem e pagão. Mas apesar de suas desculpas, Abraão se humilhou e fez o que Deus havia dito, orando por Abimeleque e sua casa e deixando ali a bênção da fecundidade.

As situações adversas dos grandes homens e mulheres de Deus contidas na Bíblia nos revelam que eles eram homens semelhantes a nós, sujeitos “aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17). Coloque-se diariamente nas mãos do Senhor e, ainda que por vezes você cometa erros de percurso como Abraão, “temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1).

Pai misericordioso, nós Te agradecemos porque mesmo em nossa condição miserável, o Senhor nos amou e, por Jesus, nos concede o dom do perdão e da redenção! Ajuda-nos, Pai, a errar menos e acertar mais, não para exaltação própria, mas para a Tua glória e louvor! Mas se errarmos, também nos ajuda a lembrar que temos um Advogado celestial e que podemos lançar os nossos fardos sobre Ele. Concede-nos o Teu Espírito para nos conduzir os passos até chegarmos na Canaã celestial. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos amados de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis20 #RPSP

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Gênesis 19 – Rosana Barros
5 de maio de 2025, 0:45
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“Como, porém, se demorasse, pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade” (v.16).

A escolha da habitação de Ló, que foi “armando as suas tendas até Sodoma” (Gn.13:12), se revelou a pior que ele poderia ter feito. Mesmo sabendo que “os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn.13:13), Ló colocou em risco a sua família em prol de uma vida mais fácil e mais próspera. O caminho das facilidades e da prosperidade pode até se mostrar como uma campina bem regada, “como o jardim do Senhor” (Gn.13:10), mas, se não há o temor de Deus, o destino final se torna em ruína e destruição.

Muitos têm se colocado no caminho da tentação, julgando serem fortes o suficiente para resistir, esquecendo, porém, que “as más conversações corrompem os bons costumes” (1Co.15:33). Assim foi na vida de Ló e de sua família. Por amor a Abraão, o Senhor poupou a vida de Ló, e os mensageiros celestiais, encarregados de destruir as cidades ímpias, foram antes enviados para atender às súplicas de Abraão. É claro que a visita daqueles anjos despertou o interesse dos promíscuos habitantes da cidade. Ló chegou a oferecer suas duas filhas virgens para aplacar o desejo libertino da multidão, mas sem sucesso. E, em sua cegueira profana, os homens de Sodoma experimentaram a cegueira física.

Como Ló, que ofereceu suas filhas a homens maus, os que se colocam em terreno inimigo muitas vezes se veem tendo que tomar decisões impensadas no calor da emoção. O livramento dado pelos anjos também correspondeu à intercessão de Abraão. E aqui podemos perceber a importância da oração intercessora. Mas até mesmo essas orações um dia cessarão. E, assim como os anjos salvaram a vida de Ló e “fecharam a porta” (v. 10), aproxima-se o tempo em que a porta da graça será fechada e não mais haverá oportunidade de salvação. Todos terão tomado a sua decisão definitiva, como está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap. 22:11).

Amados, o relato deste capítulo precisa despertar a nossa consciência diante do tempo sobremodo solene em que estamos vivendo e daquele de grande angústia que está por vir. Se não dermos o sonido certo à mensagem do juízo hoje, amanhã será tarde demais, e o máximo que conseguiremos em resposta será o escárnio dos que amamos, semelhante ao dos genros de Ló que acharam “que ele gracejava com eles” (v.14). Nós somos detentores de boas-novas de esperança e de grande alegria, mas que também precisam revelar a devida seriedade do juízo que está prestes a irromper sobre o mundo.

Jesus mesmo comparou os dias que antecedem a Sua volta com os dias de Ló: “O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos” (Lc.17:28-29). E Ele ainda nos deixou a seguinte advertência: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc.17:32). Aquelas cidades ímpias seguiam o curso de seus prazeres e negócios, e ninguém se deu conta de que aquele seria o seu último amanhecer. E para os ímpios nos últimos dias, cumprir-se-ão as palavras de Jesus: “Eis que venho como vem o ladrão” (Ap.16:15). Mas, “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15).

Ló postergou uma decisão que precisava ser tomada com urgência, a ponto de ter que ser arrastado para fora juntamente com o que havia restado de sua família. Pois, “sendo-lhe o Senhor misericordioso”, os anjos “o tiraram, e o puseram fora da cidade” (v. 16). Eles estavam aparentemente fora de perigo, mas precisavam confiar na palavra dos anjos até chegarem a um lugar seguro. A atitude da mulher de Ló e seu trágico fim revelam uma verdade que precisa ser levada em muita consideração, na citação a seguir do espírito de profecia: “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 608).

Além do que aconteceu à mulher de Ló, suas duas filhas revelaram o estrago causado em seu caráter pela convivência com os habitantes de Sodoma, dando origem, por suas relações incestuosas, a dois dos piores povos inimigos de Israel. Abraão, contudo, mantinha a sua casa longe das cidades ímpias, a despeito da opinião alheia. Não é suficiente para você ver a diferença entre o resultado da educação das filhas de Ló e da educação de Isaque? Meus irmãos, ou nós confiamos nos planos do Senhor para o Seu povo hoje, ou corremos o risco de ter a mesma colheita de Ló. Deus nunca deixou instruções para o Seu povo a fim de privá-lo de privilégios, e sim a fim de livrá-lo de situações que podem se tornar irreversíveis. A despeito da opinião alheia, que possamos escolher fazer como Abraão. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).

Santo Deus, como Abraão levantava de madrugada para ir à Tua presença, que o Teu Espírito nos desperte a cada dia para Te encontrar. O Teu povo ainda habita em meio a muita corrupção. Alguns não porque querem, outros, porém, por escolha própria. Senhor, desperta a Tua igreja e dá-nos a fé de Abraão, para vivermos segundo a Tua vontade nestes últimos dias, independentemente de julgamentos ou perseguições. Fortalece-nos, ó Deus! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescentes fieis!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis19 #RPSP

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Gênesis 18 – Rosana Barros
4 de maio de 2025, 0:45
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“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (v.19).

Sentado à entrada de sua tenda na hora mais quente do dia, Abraão levantou os olhos e avistou três homens “de pé em frente dele” (v.2). Ele ainda não sabia, mas se tratava de Jesus e dois anjos. Apressou-se, então, correu ao encontro daqueles estranhos e ofereceu-lhes acolhida. Após comerem, perguntaram por Sara e um deles que sabemos ser o próprio Senhor, profetizou que Ele voltaria em um ano e Sara daria à luz um filho. Desta vez, foi Sara quem riu. E, embora Sara tenha negado que riu, o Senhor confirmou a Sua promessa.

Sabem quando alguém tem duas notícias para dar, uma boa e uma ruim, então pergunta: Qual das duas você prefere ouvir primeiro? O Senhor achou por bem dar logo as boas-novas a Abraão, e depois, anunciar a provável destruição de Sodoma e Gomorra. Ele não ocultou de Seu fiel servo o que estava prestes a fazer. Na verdade, o Senhor expôs perante Abraão o caminho da vida e o caminho da morte. Ao confirmar a eleição de Abraão e de sua descendência, deixou bem claro qual seria o dever daquela família como testemunha de Seu caráter na Terra. A obediência de Abraão e de seus descendentes seria a condição para o cumprimento da promessa. Em contrapartida, os habitantes de Sodoma e Gomorra estavam prestes a atingir o limite da medida de sua iniquidade e se tivessem pelo menos dez justos habitando entre eles, seria o suficiente para evitar a destruição, mas nem isso o Senhor encontrou ali.

Amados, a experiência de Abraão com o Senhor neste capítulo apresenta uma sequência lógica do conflito final entre o bem e o mal. Vejamos:

  1. O Senhor e dois anjos aparecem a Abraão. Três mensageiros celestiais. Isso te lembra alguma coisa? A última mensagem a ser dada ao mundo: as três mensagens angélicas (Ap.14:6-12);
  2. Abraão teve pressa em preparar tudo. A última mensagem a ser dada ao mundo requer urgência e diligência (Ap.14:6);
  3. Foi dada uma promessa a Abraão e Sara, dizendo: “Certamente voltarei a ti” (v.10). O último povo de Deus aguarda a promessa do retorno de Jesus, que declarou: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20).
  4. “Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade” (v.11). A promessa pode requerer um longo tempo de espera, mas “se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3);
  5. Sara riu e questionou. A demora pode causar desânimo. “E, tardando o Noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt.25:5);
  6. A Abraão foi dada instrução acerca de como viver na presença de Deus com sua casa, guardando o caminho do Senhor e praticando a justiça e o juízo. Do último remanescente de Deus, está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12);
  7. Jesus desceu para ver o que estava acontecendo em Sodoma e Gomorra (v.21). O Espírito Santo está aqui, vendo o que acontece em toda a Terra;
  8. “Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor” (v.22). A perseverança é uma das características do remanescente de Deus. Jesus declarou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13);
  9. Ao declarar que o Senhor é um justo juiz e que Ele não destrói o justo com o ímpio, Abraão apontou para a sacudidura. O Senhor faz separação entre justos e ímpios e assim o será até ao tempo do fim, quando veremos “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18);
  10. A intercessão de Abraão aponta para as últimas intercessões em favor do mundo. E sua última tentativa, para o último chamado de Deus à humanidade;
  11. Findo o diálogo, “retirou-Se o Senhor” (v.33). Assim também, o Espírito Santo “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Logo, Ele irá Se retirar da vida dos ímpios, mas jamais da vida dos que, como Abraão, permanecem em Sua presença.

Bem, amados, uma coisa é certa: “Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Os ímpios em muitos lugares devem a sua vida à presença de justos que ainda habitam entre eles. Mas chegará o tempo em que este mundo atingirá o limite da medida de sua iniquidade, e não mais haverá intercessores ou a presença refreadora do Espírito Santo na vida dos ímpios. Hoje, meus irmãos, é o tempo da oportunidade. Que, semelhante a Abraão, possamos deixar a nossa casa em ordem, aguardando e confiando de que o Senhor cumprirá a Sua última e fiel promessa: “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Pai amado, como a Tua Palavra é perfeita! E que bênção percebermos aqui em Gênesis profecias que seriam escritas mais de quatro mil anos depois em Apocalipse. Senhor, por favor, continua enchendo o nosso coração com a Tua maravilhosa esperança enquanto aguardamos o cumprimento dela com perseverança e fé! Que a Tua Palavra continue iluminando o nosso caminho e santificando a nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, filhos de Abraão!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis18 #RPSP

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Gênesis 17 – Rosana Barros
3 de maio de 2025, 0:45
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“Abrão já não será o teu nome, e sim Abraão; porque por pai de numerosas nações te constituí” (v.5).

Este encontro do Senhor com Abrão foi o marco de muitas mudanças em sua vida e de sua descendência. Apesar de já ter falado muitas vezes, e até aparecido a Abrão (Gn.12:7), a aparição relatada hoje foi muito diferente. Notem que Deus declara a Abraão, pela primeira vez: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso” (v.1), em hebraico, El Shaddai, e a atitude de Abrão também foi diferente: “Prostrou-se Abrão, rosto em terra” (v.3). O servo do Senhor percebeu a seriedade daquele novo encontro e o senso da presença de Deus. A Abrão foi dado conhecer o nome do Senhor e o seu próprio nome foi mudado para Abraão, porque seria pai de numerosas nações.

O fato do Senhor ter Se apresentado como “Deus Todo-Poderoso” aponta para a Sua atuação dentro do cenário da aliança estabelecida com Abraão, cujo nome também indica a fidelidade da promessa divina. Vocês percebem, amados? O uso dos nomes para indicar a experiência pessoal com Deus no Antigo Testamento era algo recorrente. O encontro de Jacó com Deus, por exemplo, em que seu nome foi mudado para Israel, representa a sua experiência com o Senhor e era uma constante lembrança de que Ele cumpriria Sua promessa (Gn.32:22-32). Quando o Anjo do Senhor apareceu a Manoá, pai de Sansão, ele perguntou por Seu nome, e a resposta foi: “Por que perguntas assim pelo Meu nome, que é maravilhoso?” (Jz.13:18). Conhecer o nome de Deus não é simplesmente chamá-Lo por algum de Seus nomes, e sim conhecê-Lo por quem de fato Ele é.

O fato de existirem muitas pessoas que tenham o seu nome não significa que todas são você. Como o fato de muitas denominações alegarem servir a Deus, não significa que Deus está em todas elas. Deus nos conhece pelo nome (Is.43:1), mas será que nós conhecemos o nome do Senhor? No Salmo 91, há uma promessa divina condicionada a esse conhecimento, que diz: “Porque a Mim se apegou com amor, Eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o Meu nome” (Sl.91:14). Conhecer o nome de Deus está intimamente relacionado com o conhecimento de Seu caráter. E esse conhecimento é pessoal e intransferível, da mesma forma que o Senhor dará um nome novo para cada um dos salvos, “o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Ap.2:17).

Quer dizer que na eternidade nós teremos um nome misterioso? Em parte sim. Em parte não. Não, porque não significa que ninguém saberá como lhe chamar no Céu. Sim, porque esse nome representará a nossa experiência pessoal com Deus aqui. Ao olharmos para o nosso nome na pedrinha branca, perceberemos que ninguém, a não ser nós mesmos e Jesus, poderá conhecer a essência e a profundidade do significado daquele nome. Isso é lindo demais, amados! Ninguém vai olhar para Jesus da forma que você olha, e Jesus não vai olhar para você da forma que olha para todos. Tudo terá um significado único e de valor particular para cada um de nós.

E a experiência de Abraão e de Sara foi um prelúdio do que, pela graça de Deus, viveremos em breve. Abraão “se riu” (v.17) diante da promessa de ter um filho com Sara em tão avançada idade. Mas, ao lermos o nosso nome na pedrinha, olharemos para Jesus em uma mistura de choro e riso. Riso, pela alegria de saber que Jesus nos ama pessoalmente e perceber que Ele tem senso de humor, e choro, porque mesmo diante de uma jornada onde muitas vezes tentamos, como Abraão e Sara, colocar a mão humana quando só a mão divina deveria atuar, ainda assim o Senhor foi misericordioso conosco e, sabendo de nossas fraquezas, já tinha o plano certo para corrigir nossos erros de percurso.

Meus amados irmãos, é tempo de conhecermos o Senhor pelo nome. Você pode dizer, hoje, qual é o nome do Senhor devido à sua experiência pessoal com Ele? Deus deseja fazer uma aliança com você, “aliança perpétua para a sua descendência” (v.19). Ele te promete, hoje: Eu te darei novo céu e nova terra “em possessão perpétua, e serei o seu Deus” (v.8). Mas esta promessa, como foi com Abraão, está condicionada à nossa resposta ao que Ele nos manda: “anda na Minha presença e sê perfeito” (v.1). O Senhor não nos pede nada que nos seja impossível de ser ou de fazer. Mediante o Seu Espírito, podemos andar com Ele em perfeição. Ellen White nos dá a dimensão exata do que seja isso: “Com nossas faculdades limitadas, devemos ser tão santos em nossa esfera, como Deus é santo na Sua” (Maranata – O Senhor Vem!, CPB, p.219). A eternidade começa aqui quando entendemos isso e permitimos que esse milagre seja realizado em nossa vida um dia de cada vez. Você crê?

Meu Redentor, esse é o nome do Senhor que aquece o meu coração e que me anima a perseverar todos os dias. Eu não conheço a experiência dos meus irmãos, mas eu oro para que sejam todos agraciados com o Teu conhecimento, que nos salva de nós mesmos e nos guarda para a salvação final. Senhor, humildemente Te pedimos pelo batismo do Espírito Santo, para que possamos andar em Tua presença e sermos santos em nossa esfera humana como Tu és santo na Sua. Em nome de Jesus, Te pedimos e Te agradecemos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, conhecedores de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis17 #RPSP

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Gênesis 16 – Rosana Barros
2 de maio de 2025, 0:45
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“Então, ela invocou o nome do Senhor, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para Aquele que me vê?” (v.13).

Em sua jornada em Canaã, desde que deixou a terra dos caldeus, a esperança de um filho acompanhava Abrão. O desejo deste patriarca, porém, não era maior do que a angústia de Sarai, pois ela “era estéril, não tinha filhos” (Gn.11:30). Sarai talvez se sentisse parcialmente responsável pela tristeza de seu marido. Confiante de que seu plano era o melhor e, de certa forma, arriscando o seu casamento, Sarai ofereceu a Abrão sua serva egípcia julgando que seria honrada “com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai” (v.2). Precisamos lembrar que ainda havia muito dos costumes pagãos atrelados à família de Abrão e que não era plano de Deus que aquela união acontecesse. E os resultados desastrosos disso, podemos ver até os dias de hoje.

Grávida do primeiro filho de Abrão, um sentimento de superioridade se apossou do coração de Agar e “foi sua senhora por ela desprezada” (v.4). Sarai então percebeu o princípio das dores de sua atitude impensada. E levada novamente pelo impulso das emoções, humilhou sua serva a ponto de Agar ter que fugir “de sua presença” (v.6). Ao perceber a gravidade de sua ação, Sarai provavelmente experimentou grande angústia por ter expulsado a mulher que gerava um filho para seu marido. O retorno de Agar, agora submissa, deve ter trazido alívio ao seu coração.

Mas a experiência de Agar no deserto é uma espécie de “alto-falante” divino de que o Senhor vê e Se compadece de todos, independentemente de sua origem étnica ou religiosa. A angústia de um ser humano nunca passa despercebida diante dos olhos do Pai Celestial, principalmente, quando um coração, antes orgulhoso, se humilha. O Anjo do Senhor, que na verdade é um dos nomes usados no Antigo Testamento para designar o próprio Deus, achou a Agar “junto a uma fonte de água no deserto” (v.7). A expressão “Tendo-a achado” indica que é do Senhor a iniciativa de nos encontrar. Ele espera somente uma oportunidade para agir. Percebam que Ele deu uma ordem a Agar e, só então, lhe fez uma promessa. E o cumprimento da promessa dependia da obediência de Agar à ordem divina.

A Bíblia diz que “ela invocou o nome do Senhor” (v.13). Agar reconheceu ser Ele o Deus de Abrão e ficou surpresa por ter sido vista, ou seja, por ter recebido a atenção do Senhor. Acostumada com os muitos deuses egípcios, com uma religião indiferente e ritualística, sua experiência com Deus foi impactante e única, de modo que gerou obediência pela confiança que teve no Deus que lhe viu. Ela não sabia, mas sua vida e a de seu filho seriam uma alegoria de que o plano humano nunca pode substituir ou ser comparado com o plano divino.

Ismael era filho da escrava, mas nós, “irmãos, somos filhos não da escrava, e sim da livre” (Gl.4:31). Por mais que o Senhor tenha prometido cuidar de Ismael e de sua descendência, Seu plano original não o incluía. Sarai descobriria, mesmo que pelo sofrimento, que confiar nos planos de Deus sempre é a melhor escolha a se fazer. E nós, amados? Temos confiado no Senhor e em Suas promessas? Ou temos buscado agir pelo ímpeto de nossas emoções, permitindo que nossa ansiedade gere consequências negativas que bem poderiam ser evitadas? Ó, amados, se tão somente obedecêssemos ao que o Senhor nos pede, independentemente das circunstâncias ou do tempo de espera, a nossa experiência nesta terra seria bem mais proveitosa e teríamos sempre o senso da presença constante dAquele que nos vê.

Ore ao Senhor neste instante e peça a Ele pelo dom que Ele mais deseja nos dar, que é o Espírito Santo.

Pai querido, nós Te agradecemos porque o Senhor tem os melhores planos para a nossa vida! E nós Te pedimos perdão por todas as vezes que temos atrapalhado o Senhor de cumpri-los! Concede-nos, ó Deus, o Teu Espírito, porque muito em breve, nós queremos Te ver face a face! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, filhos da promessa!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 15 – Rosana Barros
1 de maio de 2025, 0:45
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Os acontecimentos que antecederam esta fala do Senhor foram impactantes para Abrão. O peregrino cansado poderia, a partir de então, ser alvo da ira e da vingança daqueles quatro reis. É bem provável que Abrão tenha temido por sua vida e pela vida de sua casa. Mas outra aflição que sempre lhe sobrevinha era o fato de não ter um herdeiro, um descendente. O Senhor, que tudo vê, olhou para o íntimo do coração de Seu fiel servo e prometeu duas coisas: proteção e uma incontável posteridade. A Bíblia diz que Abrão creu, confiou na promessa divina e por isso foi justificado. O que prova que a justiça que vem da fé, amados, sempre existiu e, na cruz, foi consumada.

Semelhante à introdução dos mandamentos em Êxodo vinte, o Senhor falou a Abrão: “Eu sou o Senhor que te tirei de Ur dos caldeus, para te dar por herança esta terra” (v.7). Primeiro, o Senhor liberta os Seus filhos e, então, os chama a uma vida de obediência. O questionamento de Abrão no verso oito revela a liberdade que temos de pôr à prova as promessas divinas. O sacrifício orientado por Deus incluía todos os animais limpos que podiam ser sacrificados, como uma representação do sacrifício completo de Cristo. E a obediência de Abrão em fazer tudo como o Senhor lhe havia ordenado representa o resultado de uma vida de inteira submissão a Deus.

Exausto de enxotar as aves de rapina que “desciam sobre os cadáveres” (v.11), Abrão caiu em sono profundo, e a Bíblia diz que ele foi acometido por “grande pavor”, sentindo-se envolto em densas trevas. A ele foi revelado o futuro cativeiro de sua posteridade, seu livramento e seu retorno à terra prometida. Em seguida, o Senhor fez passar fogo entre as fileiras para consumir os sacrifícios e fez “aliança com Abrão” (v.18), prometendo toda a terra de Canaã à sua descendência. Sabem, amados, é certo que Abrão teve o privilégio de ter visões e sonhos e de ouvir muitas vezes a voz de Deus. Mas seu relacionamento com o Senhor não se resumia a essas experiências sobrenaturais; Abrão andava com o Senhor nas experiências ordinárias do dia a dia. Não é sem razão que, a respeito dele, o próprio Deus falou: “Abraão, Meu amigo” (Is.41:8).

Quando somos acometidos por situações que nos causam medo e que nos roubam a paz, as palavras ditas a Abrão ecoam da Palavra de Deus até nós: “Não temas […] Eu sou o teu escudo” (v.1). A justiça de Cristo sobre nós está à distância de um “Sim, Senhor, eu creio”. E é justamente essa decisão, confirmada a cada dia, que nos capacita a manter um relacionamento íntimo com Cristo e a oferecer não mais sacrifícios de animais, mas o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm.12:2). Então, o Espírito do Senhor vem sobre nós como fogo purificador, habilitando-nos para entrar nas moradas celestiais. Permita que essa obra seja realizada em sua vida.

Pai de amor e de bondade, temos enfrentado muitas dificuldades nestes últimos dias, e muitas vezes nosso coração fica ansioso e cheio de temores. Ó, Deus Santo, que a Tua Palavra continue sendo a nossa fonte de esperança e de fé a cada dia, e que o Teu Espírito nos purifique e capacite para logo estarmos com o Senhor para sempre. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, justificados pela fé!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis15 #RPSP

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Gênesis 14 – Rosana Barros
30 de abril de 2025, 0:45
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“Apossaram-se também de Ló, filho do irmão de Abrão, que morava em Sodoma, e dos seus bens e partiram” (v.12).

Estamos diante do primeiro relato bíblico de uma guerra entre povos. Aqui também vemos a primeira confederação e união entre nações: quatro reis “fizeram guerra” (v.2) contra cinco reis. A tensão entre povos e nações é antiga e aponta para a realidade de que alianças políticas podem até existir, mas não duram para sempre. Satanás tem se aproveitado de cada revés político e social para promover o derramamento de sangue. Seu objetivo é “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10), e por meio de líderes perversos esse objetivo tem sido alcançado como pudemos ver no capítulo de hoje e como podemos ver até em nossos dias.

O desfecho desta guerra, porém, revela o poder de Deus de forma impressionante. Estamos falando de uma guerra em que o lado vencedor reuniu os exércitos de quatro nações. Mas ao ser avisado do que havia acontecido, e “que seu sobrinho estava preso”, Abrão reuniu um efêmero exército de “trezentos e dezoito homens dos mais capazes, nascidos em sua casa” (v.14). Ora, se haviam nascido na casa de Abrão, nunca haviam estado em uma guerra antes. E mesmo sem possuir nenhuma experiência bélica, Abrão saiu com eles na força do Senhor dos Exércitos e, após uma emboscada, venceram os exércitos inimigos e ainda retornaram com “todos os bens, e também” com “Ló, seu sobrinho, os bens dele, e ainda as mulheres, e o povo” (v.16).

Para quem havia mentido a respeito de Sarai com medo de perder a vida no Egito, vemos aqui uma extraordinária mudança: de medroso e covarde a guerreiro corajoso e vitorioso. A relação de Abrão com os povos ao seu redor sempre havia sido pacífica, e o fato daquele “que escapara” (v.13) ter ido contar a Abrão sobre o que havia acontecido, revela que seu testemunho era de alguém que sabia como agir em tempo de perigo. Estamos todos envolvidos em um grande conflito de dimensões cósmicas. Todos os dias há um inimigo lançando sobre a humanidade os seus “dardos inflamados” (Ef.6:16). E a pergunta é: Sabemos como agir nesse tempo de perigo? A nossa única segurança está em usar a mesma armadura que Abrão usou e que Paulo aconselhou: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13).

É certo que esta guerra não é física, e sim espiritual. Mas ela envolve algo muito mais importante do que 70 ou 80 anos aqui nesta terra; ela envolve vida ou morte eterna. A vitória de Abrão e seu pequeno exército e a visita de “Melquisedeque, rei de Salém” (v.18), nos ensinam preciosas lições. Melquisedeque significa “meu rei é justiça” e rei de Salém significa “rei da paz”. A aparição do misterioso “sacerdote do Deus Altíssimo” (v.18), ilustra com perfeição o caráter de Deus: a harmonia entre a justiça e a paz. Um rei justo do reino da paz. Isso te lembra algo? Os filhos de Corá bem compreenderam esta revelação. Quando Jesus, o Rei da justiça deixou o Seu reino da paz e veio a esta Terra, na cruz se cumpriu cabalmente o que os salmistas escreveram: “a justiça e a paz se beijaram” (Sl.85:10).

Ao levar “pão e vinho” (v.18), aquele sacerdote também apontou para o precioso sacrifício do Cordeiro de Deus. E a atitude de Abrão ao devolver o dízimo e rejeitar a oferta do rei de Sodoma aponta para o que o Senhor espera de todo aquele que aceita a Jesus como seu Salvador: submissão a Ele e rejeição às coisas deste mundo. Meus amados irmãos, o nosso cativeiro está prestes a terminar. Se perseverarmos, logo estaremos adorando o nosso Rei da justiça em Seu reino de paz. A ira do inimigo está para revelar o seu mais terrível golpe e só estará seguro aquele que permanecer vestido da armadura de Deus. Que como Abrão e seu pequeno exército, sejamos o remanescente vitorioso do Senhor!

Nosso Deus e Pai, nós cremos que da forma como o Senhor capacitou Abrão e seus homens para vencerem aquela batalha que humanamente seria impossível de ser vencida, o Senhor também deseja nos capacitar para sermos vencedores no grande conflito em que estamos envolvidos. Ó, Deus, faze da nossa casa um exército vitorioso, revestido da Tua armadura! E que sejamos testemunhas da Tua justiça e da Tua paz! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas do Rei do Universo!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 13 – Rosana Barros
29 de abril de 2025, 0:45
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“Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência” (v.16).

De volta a Canaã, Abrão foi “até o lugar do altar, que outrora tinha feito; e aí Abrão invocou o nome do Senhor” (v.4). Certamente foi um ato de adoração em gratidão pelo livramento que Deus o havia dado, apesar de seu tropeço no Egito. Mas outro problema estava diante dele. Ao obedecer ao chamado divino, Abrão levou consigo a Ló, seu sobrinho. Como não tinha filhos, seus sentimentos por Ló eram afetuosos, como de um pai. Contudo, a prosperidade de ambos logo tornou-se um empecilho para que habitassem juntos. E em uma atitude de fé e humildade, Abrão colocou diante de Ló o direito de escolher em que parte da terra habitar.

Quando Ló levantou os olhos “e viu toda a campina do Jordão”, que era “como o jardim do Senhor” e “como a terra do Egito” (v.10), permitiu que o que via fosse mais importante do que o que conhecia. Pois Ló foi “armando as suas tendas até Sodoma”, e todos sabiam que “os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (v.12, 13). Diante da lição passada no Egito e dos resultados da desobediência, é possível que Ló, inicialmente, não tenha considerado habitar em Sodoma. Mas ao ir armando as suas tendas naquela direção, colocou a si mesmo e toda a sua casa no caminho da tentação. Acredita-se que Sodoma e suas cidades circunvizinhas eram grandemente prósperas e atrativas. E, sendo um homem que possuía muitas riquezas, é muito provável que Ló, de início, tenha sido bem recebido na cidade pecadora.

Vejam, amados, a diferença entre Ló e Abrão não estava em que um era pecador e o outro não. Os erros grosseiros de Abrão ao fugir para o Egito e mentir a respeito de sua esposa deixa isso bem claro. A diferença estava no que acontecia depois. Percebam que Abrão colocou diante de Ló a escolha de que direção seguir, e Ló levantou os olhos segundo os desejos do seu coração. É certo que Abrão ficou triste com a separação e com a escolha de seu amado sobrinho, mas o resultado de sua confiança na promessa divina foi a ordem dada pelo próprio Deus logo a seguir: “Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente, porque toda essa terra que vês, Eu te darei, a ti e à tua descendência, para sempre” (v.15).

As promessas do Senhor não podem jamais ser comparadas com as coisas passageiras que nossos olhos limitados podem ver. Ló viu e desejou um pedaço de terra que logo seria destruído. Abrão contemplou a promessa do lar eterno. Mesmo sendo “muito rico” (v.2), ele não colocou a sua confiança nas posses que tinha, mas manteve sempre diante de si o princípio de que era apenas um peregrino em terra estranha. Pois seus olhos contemplavam e seu coração almejava algo infinitamente maior, “porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb.11:10).

Quer você andar com os pés na Terra, mas com os olhos no Céu? Então, como Abrão, invoque o nome do Senhor, e confie em Suas promessas. Deus tem um lar eterno preparado para você e sua família. “Ergue os olhos” (v.14)! “Levanta-te” (v.17)! E erga em sua casa todos os dias “um altar ao Senhor” (v.18) que muito em breve voltará.

Santo Deus, nossos olhos muitas vezes se deslumbram com as coisas aqui desta terra, esquecendo que o nosso lar não é aqui. E quantas situações aparentemente vantajosas nos levam para um fim desastroso! Tem misericórdia de nós, Pai! Que, semelhante a Abraão, possamos ouvir o Teu chamado e obedecê-lo para a nossa salvação e de nossa casa! Em nome de Jesus, Amém!

Bom dia, obedientes e confiantes no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 12 – Rosana Barros
28 de abril de 2025, 0:45
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“Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te almaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da Terra” (v.3).

O chamado de Abraão, que na verdade tinha por nome Abrão, iniciou com a ordem divina de que ele deixasse para trás os seus parentes e seguisse para uma terra desconhecida. Abrão ouviu a voz de Deus e prontamente obedeceu, “como lho ordenara o Senhor” (v.4). Isso significa, amados, que ele conhecia o Senhor e a origem daquelas palavras. O relacionamento de Abrão com Deus não começou ali, mas tornou-se conhecido a partir dali. Sua mudança repentina, sua confiança na instrução divina e seus altares de adoração tornaram-se em poderoso testemunho por onde quer que passava.

A bênção proferida a Abrão pode ser dividida em sete partes. Percebam:

1. “De ti farei uma grande nação” (v.2);
2. “te abençoarei” (v.2);
3. “te engrandecerei o nome” (v.2);
4. “Sê tu uma bênção!” (v.2);
5. “Abençoarei os que te abençoarem” (v.3);
6. “amaldiçoarei os que te almaldiçoarem” (v.3);
7. “em ti serão benditas todas as famílias da Terra” (v.3).

Primeiro, Abrão ouviu a voz de Deus (v.1). E enquanto avançava com sua caravana na terra de Canaã, ele viu o Senhor (v.7). A aparição divina é conhecida como teofania e cremos que foi o próprio Jesus que apareceu ao Seu fiel servo. Mas eu quero que vocês percebam a ordem que se dá neste capítulo e que é tão recorrente em outros relatos bíblicos: primeiro vem o ouvir, depois o ver. O ver é como se fosse o galardão dos que ouvem e obedecem. A Bíblia diz que: “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” (Hb.11:8).

Houve, no entanto, um tempo de prova para o idoso peregrino que, ao contrário de sua inicial obediência e confiança, demonstrou medo e covardia. Abrão se esqueceu completamente da promessa do Senhor ao entregar sua mulher de bandeja a Faraó. Eu não sei vocês, mas Sara é uma das mulheres que eu gostaria de ver primeiro no Céu. Sabem por quê, amados? Porque mesmo perto dos noventa anos de idade, sua beleza era fora do comum, como veremos em nosso estudo do capítulo vinte, quando Abrão mentiu sobre ela pela segunda vez. A questão é que Abrão temeu por sua própria vida colocando em risco a vida de sua amada esposa. Mas Deus foi em extremo misericordioso e interviu antes que o pior acontecesse. A Bíblia não diz quais foram as “grandes pragas” (v.17) que caíram sobre Faraó e sua casa, contudo, foi o suficiente para que Sarai fosse devolvida a Abrão e ele e sua comitiva pudessem sair em paz do Egito.

Meus irmãos, Deus nos chama hoje a sair da nossa zona de conforto e ir para onde Ele mandar. E isso só se torna possível quando conhecemos a voz do Espírito Santo. Lembrem-se que Deus é o mesmo e Ele não muda (Ml.3:6). Ele deseja conduzir a nossa vida da mesma forma que conduziu a Abrão. E isso precisa acontecer todos os dias. A experiência que tive com Deus ontem não serve para hoje, e a de hoje não servirá para amanhã. Notem a sequência: primeiro, Abrão ouviu a voz de Deus; depois, obedeceu; logo após, chegou a Canaã; então, viu a Deus e seguiu em sua jornada por Canaã, até descer ao Egito (v.10).

A nossa única segurança, amados, está em fixar os nossos olhos em Jesus. Ele é o caminho (Jo.14:6). Se olharmos para as circunstâncias desfavoráveis, como Abrão olhou para aquele tempo de fome; se deixarmos que os problemas ofusquem os nossos olhos dAquele que prometeu estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20), sentiremos medo como Abrão e nossa falta de fé pode comprometer a salvação de outros, principalmente dos de nossa própria casa, como foi com Sarai. Que, pelo poder do Espírito Santo, possamos fixar os nossos olhos em Cristo e andar em passos firmes à Canaã celestial. E que, pela fé, possamos ouvir os passos de um Deus que Se aproxima!

Senhor, nosso Deus, Tu sabes o que é melhor para nós. Nós é que tantas vezes tomamos decisões precipitadas sem pedir a Tua orientação. Perdoa-nos, Pai! Queremos ouvir a Tua voz para muito em breve Te ver. Continua falando conosco através da Tua Palavra e nos concede a virtude de Te sermos obedientes ainda que em meio a circunstâncias adversas. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos obedientes ao Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100