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“E disse o Senhor a Jacó: Torna à terra de teus pais e à tua parentela; e Eu serei contigo” (v.3).
Enciumados pela prosperidade de Jacó, Labão e seus filhos começaram a revelar sua insatisfação. Percebendo isso, Jacó deve ter temido até mesmo por sua vida. Mas, “em sonho” (v.11), o Senhor o orientou a voltar à casa de seu pai e prometeu protegê-lo no caminho. Não era uma decisão fácil de ser tomada. Ele não estava mais sozinho como em sua jornada ao Oriente. Agora precisava ser cauteloso e pensar em como faria essa grande jornada com toda a sua família, servos e animais; e isso, sem despertar a suspeita de Labão.
Ao chamar Lia e Raquel para conversar a respeito do retorno à Canaã, Jacó se mostrou sensível aos sentimentos e à opinião de suas mulheres. Ele poderia simplesmente ter ordenado que se preparassem para a viagem. Mas em respeito ao que elas deixariam para trás, as consultou e revelou tudo o que Deus havia lhe falado em sonho. Lia e Raquel conheciam o pai que tinham e também conheciam seu marido e a intimidade que ele tinha com Deus. A resposta positiva de suas mulheres, no entanto, foi de grande importância para Jacó, e o impulso e encorajamento que ele precisava para dar início ao plano de fuga.
Apesar do discurso emocional de Labão ao alcançar Jacó e sua comitiva após “sete dias de jornada” (v.23), não fosse o Senhor ter lhe aparecido em sonho, Labão teria agido com violência e tomado de volta tudo o que considerava como sendo seu (v.43). O fato de Raquel ter levado consigo “os ídolos do lar” (v.19) da casa de seu pai, também era o motivo que Labão precisava para acusar Jacó e ter razão quanto ao que reivindicava. Fato que demonstra o quanto Raquel ainda estava distante do conhecimento do Senhor. E ainda que aqueles ídolos não tenham sido descobertos, eles representavam uma maldição no meio do acampamento. Não sabemos que fim Raquel deu aos ídolos, mas acredito que ela percebeu que não poderia permanecer com eles.
A aliança feita entre Jacó e Labão representava um acordo de paz, e aquela coluna era como uma testemunha e uma divisa constante de que ambos não iriam ultrapassar os limites um do outro. Por duas vezes, Jacó referiu-se a Deus como o “Temor de Isaque” (v.42, 53). Uma expressão que revelava não somente o seu respeito e temor ao Senhor, mas também, e eu creio que principalmente, a visão que Jacó tinha da relação de seu pai Isaque com Deus. A referência espiritual que tinha de seu pai ficou gravada em seu coração e, naquele pacto com Labão, foi revelada com a firme segurança na assinatura do nome do “Temor de Isaque, seu pai” (v.53).
A família é uma dádiva de Deus ao homem. Instituída no Éden, tinha por objetivo ser uma escola da verdadeira educação, enchendo o mundo de homens e mulheres felizes no Senhor. Mas com o pecado, veio a deturpação da família e o ardente desejo de Satanás de destruí-la. De lá pra cá, não tem sido fácil manter uma família inteira em submissão à vontade de Deus. Quantas vezes erramos como pais na instrução de nossos filhos! Quantas vezes erramos em relação ao nosso cônjuge! Quantas vezes erramos como filhos! Quantas vezes erramos como irmãos! E esses erros geram consequências que não têm como não atingir a família inteira.
O furto de Raquel quase resultou em uma tragédia, não fosse a misericordiosa intervenção divina. E creio que o que aconteceu foi o suficiente para que ela se desse conta disso. Infelizmente, nem todos têm o mesmo fim, e, fechando o coração para reconhecer o seu erro, acabam trazendo maldição e sofrimento não somente para si, mas para toda a sua família. Amados, o temor a Deus que Jacó havia aprendido de seu pai, precisa ser visto em nossa vida também, principalmente pelos de nossa casa. Temos o dever cristão de iluminar primeiramente o nosso lar com a luz que emana de Cristo. Precisamos permitir que o Espírito Santo realize a Sua boa obra em nossa vida para que essa obra seja revelada em uma vida de temor e fé em Jesus.
Em nome de Jesus, se desfaça dos ídolos do lar, caso isso seja uma realidade em sua casa! Ore para que Deus habite soberano em seu lar e deixe erguido o altar do Senhor todos os dias através do culto familiar, para que o inimigo saiba que ali ele não pode entrar. Que o Temor de Isaque seja também o seu Temor!
Deus de Abraão e Temor de Isaque, nosso Deus e Pai, nós Te agradecemos porque ao vermos a Tua intervenção na história do Teu povo, percebemos que és um Deus fiel e misericordioso! Perdoa-nos se não temos desempenhado o nosso papel como deveríamos como membros de uma família! Limpa o nosso lar de tudo o que não Te agrada e nos faz andar Contigo em todos os momentos. Que a nossa casa seja um lugar de adoração somente a Ti. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, famílias tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis31 #RPSP
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“Vendo Raquel que não dava filhos a Jacó, teve ciúmes de sua irmã e disse a Jacó: Dá-me filhos, senão morrerei” (v.1).
A esterilidade é um problema que tem afetado muitos casais. A impossibilidade de procriar, ou por parte da mulher ou por parte do homem, pode gerar um desconforto no relacionamento ou até mesmo ser motivo de divórcio. Houve um desgaste emocional muito grande por parte de Raquel ao ver a prole de sua irmã crescer enquanto ela não dava filhos a Jacó. O clamor angustiante que fez a seu marido revelam o seu desespero e a tremenda angústia que sofria. Naquele tempo, a esterilidade era considerada uma maldição e Raquel volveu sua frustração para Jacó, como se estivesse em seu poder dar-lhe filhos ou não.
Surgiram então as mandrágoras. Essas raízes eram consideradas afrodisíacas e acreditava-se que continham propriedades que promoviam a fertilidade. Os olhos de Raquel brilharam diante do que considerou ser a solução de seu problema. E, comprando as frutas de sua irmã, a troco de permitir que Lia se deitasse com Jacó por uma noite, Raquel presumiu que seu plano daria certo. Mas o tiro saiu pela culatra, pois que Lia novamente voltou a dar à luz, enquanto Raquel permaneceu estéril. Percebam que Raquel foi em busca de duas fontes erradas, ao clamar a Jacó que lhe desse filhos e ao confiar na crendice de que uma planta a tornaria fértil.
Problemas ainda maiores surgem quando buscamos a solução nas fontes erradas. Não devemos agir no impulso de nossas emoções e nem tampouco no desespero de resolver algo que fugiu de nosso controle. Existem situações que estão ao nosso alcance resolver, e Deus não nos impede de fazê-lo. Outras, porém, estão fora de nossa esfera humana. Nesses casos, pedir o auxílio divino e confiar que Deus agirá no tempo certo e do modo mais apropriado é a melhor escolha a se fazer. E Raquel precisou aprender isso a duras penas. Até que “Lembrou-se Deus de Raquel, ouviu-a e a fez fecunda” (v.22). Quando Raquel aprendeu a ir à fonte correta, Deus a ouviu e a livrou de sua angústia.
Após o nascimento de José, Jacó percebeu que era hora de voltar para casa. Essa também não seria uma decisão fácil, tanto pelo fato de não saber o que o aguardava em Canaã, quanto pela dificuldade que teria que enfrentar com seu sogro Labão. E apesar da trapaça cometida por Labão e seus filhos, o Senhor, porém, abençoou Seu servo Jacó, e este “se tornou mais e mais rico” (v.43). Precisamos entender, amados, que se colocarmos a nossa vida nas mãos de Deus e confiarmos tudo aos cuidados dAquele que tudo vê, não precisamos nos preocupar, ainda que as circunstâncias pareçam conspirar contra nós.
Se as coisas estiverem lhe parecendo desfavoráveis, pare de olhar para a sorte dos outros com ciúmes e olhe para cima, confiando nos planos de Deus para a sua vida. Como diz uma amiga minha: “Cada um tem o que Deus quer”. Ou seja, amados, Deus sabe a quem dar e o tempo de dar. E mesmo que inimigos disfarçados de amigos tentem lhe prejudicar, escolha fazer como Jacó, não vá atrás do prejuízo, mas tome as “varas verdes” (v.37) da fé e siga fazendo a vontade de Deus, e Ele cuidará de você e te abençoará.
Pai querido, nós Te louvamos pois a Tua Palavra diz que o Senhor abençoa os Seus amados enquanto dormem (Sl.127:2)! Isso significa que o fruto do trabalho de quem confia em Ti é providenciado pelo Céu. Não precisamos nos preocupar se a nossa confiança estiver em Ti, Pai. Como agradecer por tamanha bondade, Senhor? Eis aqui depositamos em Tuas mãos o nosso coração e Te pedimos, humildemente, reconhecendo nossa condição pecaminosa, que o recrie puro e cheio do Espírito Santo, para que possamos viver pela fé. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, homens e mulheres de fé!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis30 #RPSP
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“Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava” (v.20).
O relato de hoje daria uma linda história de amor como foi a de Isaque e Rebeca, não fosse o registro a partir do versículo vinte e três. Tudo parecia estar dando certo. Após o sonho revelador que teve na viagem, Jacó chegou ao poço onde encontrou Raquel, e em seguida foi bem acolhido por seu tio Labão. Jacó se apaixonou por Raquel e propôs trabalhar durante sete anos a fim de desposá-la. Findo o prazo, Jacó reivindicou sua mulher de acordo com o que haviam combinado. Mas ao invés de Raquel, Labão lhe entregou sua filha Lia. Um engano que Jacó só percebeu “ao amanhecer” (v.25).
Nesse jogo de interesses, Jacó acabou sendo enganado de forma muito parecida a que enganou seu pai. Ele, o filho mais novo, enganou seu pai cego para receber a bênção de seu irmão mais velho. Lia, a filha mais velha, deitou-se com ele em hora escura, que Jacó não podia ver, no lugar de sua irmã mais nova. Fica claro que Jacó sofreu um tipo de juízo pelo que havia feito. Ainda assim, o Senhor olhou para o sofrimento de Lia, a preterida, e a fez fecunda. Lia deu à luz a Levi, que daria origem à tribo sacerdotal, e a Judá, a tribo da qual viria o Messias.
Sentindo-se desprezada por seu marido, Lia via no nascimento de seus filhos a chance de obter o amor de Jacó. Seus três primeiros filhos foram ansiosamente aguardados com esse propósito. Mas algo aconteceu na quarta gestação. O olhar de Lia se volveu de Jacó para Deus: “Esta vez louvarei o Senhor” (v.35). Justamente no nascimento daquele que apontava para Cristo, Lia entendeu que independentemente de Jacó não amá-la como amava a Raquel, havia um Deus no Céu que abria a sua madre porque muito a amava.
O amor é um dom de Deus. Quando, porém, amamos alguém e esse amor não é correspondido, experimentamos um pouco da dor que Deus sente diante dos filhos que O desprezam. Talvez Jacó não tratasse mal a Lia. Talvez ele procurasse agir como um bom marido, cumprindo suas obrigações como tal, mas, parafraseando o que escreveu o apóstolo Paulo, “se não tiver amor”, do que adianta (1Co.13:2)? Lia ainda cometeria erros em prol dos ciúmes que tinha de sua irmã, mas após o nascimento de Judá ela percebeu que era amada por Alguém bem maior, e a partir dali, resolveu fazer a vontade de Deus, sendo uma boa esposa.
Talvez você esteja vivendo o mesmo drama de Lia, um amor não correspondido. Mas o Senhor lhe diz hoje, que há libertação se você olhar para cima. Há um Deus no Céu que te ama incondicionalmente. Ele deseja abrir a madre do seu coração, para que você dê “muito fruto” (Jo.15:8). Se o amor de Deus estiver em nós, ó amados, seremos felizes mesmo que o mundo nos odeie (Leia Jo.15:18-19)! O grande milagre do amor não está em sermos amados por pessoas, mas está em amá-las ainda que elas não nos amem; uma obra que só o Espírito Santo pode realizar em nós (Rm.5:5). Escolha, hoje, olhar para cima e permitir que o Espírito do Senhor preencha o seu coração com o único amor que verdadeiramente satisfaz.
Pai amado, a Tua Palavra diz que o Senhor nos ama com amor eterno, e também diz que o Senhor pôs a eternidade em nosso coração. Ora, somente o que é eterno pode preencher a eternidade. Por isso, Pai, preenche o nosso coração com o Teu amor e, independentemente das circunstâncias, estaremos sempre satisfeitos. Em nome do Teu amado Filho Jesus, nós Te pedimos e já Te agradecemos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados pelo Pai Celestial!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis29 #RPSP
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“Perto dele estava o Senhor e lhe disse: Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, Eu ta darei, a ti e à tua descendência” (v.13).
Alertado por Rebeca acerca do perigo de “Jacó tomar esposa dentre as filhas de Hete” (Gn.27:46), “Isaque chamou a Jacó e, dando-lhe a sua bênção, lhe ordenou, dizendo: Não tomarás esposa dentre as filhas de Canaã” (v.1). O cuidado que Abraão teve com Isaque, Isaque teve com Jacó. A única diferença é que Jacó foi até a Mesopotâmia. A viagem não seria apenas por motivo de casamento, mas de salvar-lhe a vida, pois Esaú planejava matá-lo (Gn.27:41). Jacó prontamente obedeceu a ordem de seu pai e partiu “de Berseba e seguiu para Harã” (v.10).
Sabendo que Isaque havia abençoado a Jacó e o despedido à terra de seus parentes, “para tomar de lá esposa para si” (v.6), Esaú novamente revelou seu espírito de rebelião, pois foi “à casa de Ismael e, além das mulheres que já possuía, tomou por mulher a Maalate, filha de Ismael” (v.9). Parece que ele tinha uma satisfação maligna em atormentar os seus pais através de suas mulheres pagãs. E a obediência de Jacó era para ele como uma afronta contínua. Esaú fechou o coração para Deus e seus relacionamentos eram um reflexo disso.
O famoso sonho de Jacó nos dá um vislumbre bem diferente da situação de Esaú. Depois do que havia acontecido e diante da convivência insustentável com seu irmão, é bem provável que Jacó estivesse com o coração consumido pela tristeza. A aparição do Senhor em sonho e daquela escada mística repleta de anjos, além da promessa do cuidado divino, tudo isso renovou o ânimo do viajante cansado e lhe concedeu uma experiência impactante que o fez estabelecer uma aliança com Deus, chamando aquele lugar de Betel, “a Casa de Deus, a porta dos céus” (v.22).
Aquela escada misteriosa representa algo muito maior do que Jacó pudesse imaginar. Em Seu encontro com Natanael, Jesus desvendou o mistério ao declarar: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo.1:51). Através dos séculos, os anjos de Deus têm sido “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). E a obra intercessora de Cristo no santuário celestial é o que torna possível esse cuidado providencial. O sonho também aponta para a volta de Jesus com milhares de Seus anjos, “os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31).
É tão interessante perceber, amados, que Jacó fez de uma das pedras do lugar de travesseiro e usou a mesma pedra para erigir uma coluna. Em seu sonho, ele viu uma escada repleta de anjos. E chamou ao lugar onde estava de a porta dos céus. A Bíblia diz que Cristo é “a pedra que vive” (1Pe.2:4); que Cristo é a escada (Jo.1:51); e que Ele é a porta (Jo.10:9). O próprio Cristo Se manifestou a Abraão, a Isaque e a Jacó, mas notem que nenhuma experiência foi igual a outra. Jesus também deseja Se manifestar a mim e a você. Pode não ser através de experiências tão extraordinárias e sobrenaturais, mas com certeza Ele tem o jeito perfeito de alcançar e de consolar o meu e o seu coração.
Deus teria uma bênção tão especial para Esaú quanto deu para Jacó se aquele não tivesse escolhido o caminho da rebelião. Não permita que o inimigo manche o seu coração com inveja, rebeldia e cobiça. Mas que, sob a influência dos anjos de Deus, seu coração seja renovado com ânimo, paz e confiança, e com a esperança de muito em breve ser levado “para o encontro do Senhor nos ares, e assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).
Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, que privilégio sublime sabermos que o Senhor também é o nosso Deus! E como Deus pessoal, desejas estabelecer uma relação de amizade com cada um de nós de forma especial e única. Nós Te agradecemos pelo ministério dos Teus anjos, que cuidam de nós e nos influenciam a mantermos os olhos em Jesus! Que saibamos reconhecer, como Jacó, que o Senhor está em nosso lugar de comunhão e livra-nos de um coração rebelde e perverso! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis28 #RPSP
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“Respondeu-lhe o pai: Veio teu irmão astuciosamente e tomou a tua bênção” (v.35).
Sem enxergar e avançado em idade, Isaque chamou Esaú e o orientou a preparar-se para receber a bênção dada ao primogênito. A profecia, contudo, era clara: “o mais velho servirá ao mais moço” (Gn.25:23). Tomando ciência do que estava prestes a acontecer, Rebeca não pensou duas vezes, nem tampouco consultou o Senhor, mas cometeu o grave erro de orquestrar uma mentira que lhe custaria o alto preço de não mais ver o seu filho amado. Jacó tremeu diante do plano de sua mãe, temendo que em vez de receber a bênção fosse amaldiçoado. Mas Rebeca tomou para si a maldição: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho” (v.13). Realmente ela sofreria os danos de ter agido por conta própria usando o artifício do engano.
A predileção de filhos foi um grande problema na educação de Jacó e Esaú. Mesmo ciente da promessa sobre Jacó, o amor de Isaque por Esaú não lhe permitia transmitir a bênção a seu filho mais novo. Nem a preferência de Rebeca permitiria que seu marido desse a bênção ao mais velho. E o resultado dessa guerra de interesses antagônicos foi a ruptura da família e a profunda tristeza de ter que despedir Jacó para uma terra distante. Jamais foi plano de Deus que as coisas acontecessem daquela forma. Se Rebeca houvesse confiado em Deus, ou se Jacó houvesse se negado a mentir a seu pai, ou se o próprio Isaque tivesse colocado a vontade divina acima de sua predileção, certamente teríamos uma história bem diferente no capítulo de hoje.
Quando permitimos que nossos sentimentos e gostos pessoais tomem conta do coração, desconsiderando buscar a instrução de Deus, podemos até obter em algum momento uma aparente vitória, mas os resultados futuros sempre serão desastrosos. Ao ousar manipular pessoas e situações a fim de favorecer as próprias vontades, muitos têm se colocado em terreno inimigo. Pensando obter bênçãos, trazem sobre si maldições. O desespero de Esaú também correspondeu ao seu ato insano de desprezar seu direito à primogenitura, trocando-o por um cozinhado de lentilhas (Gn.25:34). Toda aquela família disfuncional experimentou o sofrimento resultante de não colocar a vontade de Deus acima da vontade humana. E além da dor da separação de seu filho, Rebeca teve que lidar com a angústia da convivência com as esposas pagãs de Esaú, que “se tornaram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca” (Gn.26:35).
Muitos têm questionado a misericórdia de Deus frente a todos os erros de percurso de Seu povo. A resposta, amados, está na fidelidade de Deus. Porque “se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-Se a Si mesmo” (2Tm.2:13). O Senhor havia estabelecido uma aliança com Abraão e sua descendência e Ele não muda (Ml.3:6). Apesar de tantos erros cometidos, aquela família daria continuidade à promessa do Senhor, e isso deveria ser para nós não uma desculpa para o pecado, mas uma fonte de consolo na certeza de que ninguém vai tão longe que Deus não possa alcançar. Todos nós somos alvo do amor de Deus, manifestado na vida de Seu Filho. E é justamente por nos amar que Ele deseja nos tornar “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl.1:22). “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as Suas promessas” (Lc.1:37).
A última promessa de Jesus ao Seu povo, antes de Sua ascensão, foi a de revesti-lo com o poder do Espírito Santo (At.1:8). E na revelação dada a João, Sua última promessa foi: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20). A obra do Espírito Santo é a de nos preparar para o encontro com o Senhor. Vocês percebem, amados? As duas promessas estão unidas num só propósito: nos levar para casa. Apesar dos erros relatados no capítulo de hoje não terem anulado a promessa divina, eles geraram consequências que afetaram gerações e atrasaram o cumprimento da promessa da conquista de Canaã. Jesus deseja voltar, amados! Não atrasemos a Sua vinda! Sejamos, pois, verdadeiros diante do Senhor, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
Deus fiel e Pai de misericórdias, que a Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que. o Teu Espírito nos purifique e nos prepare para Te encontrar! Ó, Pai, se temos errado em nossa jornada, tornando-a ainda mais difícil, perdoa-nos e ajuda-nos a caminhar seguindo os passos de Jesus e apressando a Sua volta! Por Jesus nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros filhos da promessa!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis27 #RPSP
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“Na mesma noite, lhe apareceu o Senhor e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24).
Como nos dias de Abraão, houve fome na terra de Canaã e Isaque foi à terra dos filisteus. As dificuldades que enfrentaria ali, porém, poderiam levá-lo a descer ao Egito como fez seu pai. Desta vez, o Senhor preveniu a Isaque de que não fizesse isso, mas que ficasse onde Ele lhe indicasse porque Ele cuidaria dele e de sua casa, confirmando o juramento que havia feito a Abraão. Isaque obedeceu ao Senhor, mas cometeu o mesmo erro de seu pai ao declarar ao povo daquela terra que Rebeca era sua irmã. E essa mentira teria causado uma grande tragédia, não fosse Abimeleque ter visto quando “Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher” (v.8).
A prosperidade de Isaque ganhou fama em toda aquela região, “porque o Senhor o abençoava” (v.12). De forma que ele “prosperou, ficou riquíssimo” (v.13), e isso despertou a inveja nos filisteus. Naquele tempo, a água era considerada um recurso muito precioso, principalmente pelo contexto laboral da agricultura e da criação de animais. Ao entulharem “todos os poços que os servos de seu pai haviam cavado” (v.15), os filisteus deram o claro recado de que Isaque deveria ir embora. Até que o próprio rei foi bem direto em sua ordem de despejo e “Isaque saiu dali” (v.17).
Mais uma vez a perseverança de Isaque é percebida, nas tentativas frustradas de se ter um poço que pudesse desfrutar sem que houvesse contendas a respeito disso. Finalmente, ele conseguiu cavar um poço sem que ninguém o reclamasse e, na “mesma noite, lhe apareceu o Senhor” (v.24) e confirmou com ele a Sua aliança. Só neste capítulo vemos Deus aparecendo a Isaque por duas vezes, em ambas confirmando a promessa feita a Abraão, seu pai. Então, o mesmo rei que o havia expulsado de suas terras, retornou a Isaque a fim de estabelecer com ele uma aliança de paz, reconhecendo: “Tu és agora o abençoado do Senhor” (v.29). Era como se aquele rei pagão estivesse declarando que Isaque havia ficado no lugar de seu pai.
A bênção de Deus na vida de Seus fiéis pode gerar duas reações: admiração ou inveja. Alegrar-se com a bênção na vida alheia é um dom de Deus e faz parte do fruto do Espírito. Qual tem sido a nossa reação ao nos depararmos com as conquistas do nosso próximo? E como temos reagido quando tentam sabotar os nossos planos? A paciência de Isaque e seu caráter pacífico também apontam para um caráter que revelava o fruto do Espírito Santo. Ao declararem: “Vimos claramente que o Senhor é contigo” (v.28), até seus inimigos tiveram que reconhecer que Isaque era alguém diferente. Porque sua riqueza não estava no que possuía, mas nAquele a quem servia.
Percebam, amados, que o fruto do Espírito Santo (Gl.5:22-23) é percebido quando manifestado em ações e reações. Talvez a primeira impressão deixada por Isaque ao mentir a respeito de Rebeca não tenha sido das melhores; já a sua atitude frente às várias contendas nos poços, reagindo de forma pacífica a todas elas, pode ter feito seus inimigos confiarem nele assim como um dia confiaram em Abraão. E nós? Que impressão temos causado por onde andamos? É claro que a inveja pode nos atingir independentemente de nós mesmos. Mas ela pode sim ser evitada e afastada se, semelhante a Isaque, confiarmos no Senhor e obedecermos à Sua Palavra.
Confiemos no Senhor e na Sua Palavra, que diz: “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv.16:7).
Pai Celestial, como necessitamos do Teu Espírito a cada passo, frutificando em nós o Teu caráter! Concede-nos, ó Deus, o batismo do Espírito Santo e uma vida que Te glorifique! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, ricos do fruto do Espírito!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis26 #RPSP
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“Isaque orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril; e o Senhor lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu” (v.21).
O mistério sobre o segundo casamento de Abraão não fica claro. A expressão “outra mulher” (v.1) dá a entender que Abraão casou-se novamente após a morte de Sara. Mas não temos certeza disso. O fato é que a poligamia, um costume pagão, ainda causaria muito sofrimento ao povo de Deus. Da descendência de Quetura, por exemplo, surgiram os midianitas, que oprimiram a Israel no tempo dos juízes. Sem falar na descendência de Ismael, em constante rivalidade contra a descendência de Isaque. O fato é que a poligamia nunca foi plano de Deus e Israel teria sido poupado de muito sofrimento se tivesse rejeitado essa prática.
Mas apesar da aparente bênção da fertilidade de seus meios-irmãos, “Deus abençoou a Isaque” (v.11). E a paciência desse patriarca em esperar orando por um filho durante vinte anos, e de não tomar outra mulher como esposa, nos diz que Isaque percebeu que tomar caminhos diferentes dos propósitos divinos não vale a pena. Inicialmente podem até parecer um alívio ao fardo ou uma resposta positiva, mas depois se revelam como problemas ainda maiores. Isso nos diz que Isaque não apenas era um filho obediente, mas também um sábio observador. O próprio Paulo nos aconselhou a observarmos os erros de percurso de Israel, que “se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).
Rebeca finalmente engravidou. Só que não foi uma gestação muito tranquila. Era provável que ela se sentisse muito mal ou até mesmo tivesse que suportar muitas dores devido à luta que acontecia em seu ventre. Eram os gêmeos já competindo pela primazia. Isso parece surreal, mas é a clara revelação da natureza humana, que desde os primeiros momentos se mostra muito aquém do que originalmente foi criada para ser. A profecia sobre os irmãos, porém, não era plano de Deus, mas foi dada pela onisciência divina que sabe o fim desde o princípio. Seria uma profecia condicional, se Esaú tivesse crescido permitindo que o Senhor mudasse o seu coração. Mas o relato a seguir nos diz que isso não aconteceu.
Ao colocar o seu apetite na frente da bênção divina, “desprezou Esaú o seu direito de primogenitura” (v.34). Seu estilo de vida o havia levado a apreciar o prazer imediato e, de forma inconsequente, “jurou e vendeu o seu direito de primogenitura a Jacó” (v.33). O amor preferencial de Isaque por Esaú acabou por favorecer o seu caráter inconstante. E o amor preferencial de Rebeca por Jacó o impulsionou a querer conquistar a bênção da primogenitura através de artifícios que o Senhor jamais aprovaria. E aqui, amados, precisamos dar uma atenção especial. Certamente, Jacó cresceu ouvindo de sua mãe que um dia ele seria maior do que seu irmão. E não pense que a motivação de Jacó era má. Porque Jacó almejava a bênção espiritual. Já Esaú pensava na herança material.
Se buscamos bênçãos espirituais passando os nossos irmãos para trás, tudo o que conseguiremos será frustração e maldição. Jacó descobriria a duras penas quão terrível é agir sem a direção e a aprovação de Deus. No episódio de hoje não vemos um certo e o outro errado. Ambos erraram feio! E quantas vezes Deus precisou arrumar a nossa bagunça e limpar a nossa sujeira! Tem sido assim desde o pecado no Éden. O ser humano quebra e Deus conserta. Mas chega uma hora em que alguns criam uma barreira intransponível, fechando o coração por completo para a obra do Espírito Santo, tornando-se como Esaú, que “não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado” (Hb.12:17).
Amados, que não haja entre nós “algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura” (Hb.12:16). Mas que sejamos guiados pelo Espírito Santo, orando pacientemente no Senhor e confiando em Seus planos ainda que tenhamos que aguardar um pouco mais.
Nosso Deus e Pai, quanta paciência o Senhor tem tido conosco! Somos teimosos, e quantas vezes tentamos resolver as coisas do nosso jeito só para lá na frente levarmos um grande tombo. Ó, Pai, tem misericórdia de nós! Perdoa-nos! E nos concede o Teu Santo e Bom Espírito para que como Teus filhos amados, possamos refletir o caráter do Teu Primogênito! Em nome de Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos amados do Senhor!
E um feliz dia das mães a todas as mamães reavivadas!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis25 #RPSP
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“O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e de minha terra natal, e que me falou, e jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra, Ele enviará o Seu anjo, que te há de preceder, e tomarás de lá esposa para meu filho” (v.7).
A experiência no monte Moriá sobre a submissão de Abraão à ordem divina geralmente ofusca o fato de que também houve submissão por parte de Isaque. Em idade avançada como estava seu pai, Isaque poderia facilmente ter se negado a deitar naquele altar. Mas a fé que fez Abraão levantar o cutelo para imolar seu filho era a mesma que mantinha o filho como uma ovelha muda, conivente com a vontade de Deus. E, por isso, a obediência de Isaque é tão admirável quanto a obediência de Abraão. Porque Abraão foi obediente porque ouviu a voz de Deus, e Isaque, porque havia aprendido a obedecer ao Senhor através de seu pai.
Uma das características da impiedade nos últimos dias é a desobediência aos pais (2Tm.3:2). E uma das características da piedade é justamente o contrário: a união do coração dos pais aos filhos e dos filhos a seus pais (Ml.4:6). A unidade na fé naquela experiência entre pai e filho é o propósito de Deus para o Seu último remanescente. O Espírito Santo tem apelado a cada coração para que busquemos ao Senhor enquanto podemos achá-Lo e O invoquemos enquanto Ele está perto (Is.55:6), e isso, amados, em unidade (Jo.17:23). Notem que assim que o capítulo 22 de Gênesis encerra a experiência em Moriá, “foi dada notícia a Abraão” (Gn.22:20) de que seu irmão havia constituído descendência e o detalhe mais interessante é que lhe foi dito que “Betuel gerou a Rebeca” (Gn.22:22).
Era como se Abraão tivesse conhecido de antemão o nome de sua futura nora. A obediência de pai e filho seria recompensada. E no capítulo de hoje mais uma vez nos deparamos com a submissão de Isaque. A Bíblia diz que “era Isaque de quarenta anos, quando tomou por esposa a Rebeca” (Gn.25:20). E em nenhum momento percebemos algum tipo de negativa por parte de Isaque, mas seu silêncio novamente declarou sua lealdade e confiança no Senhor. E mesmo apesar de seu caráter firme e íntegro, ainda assim Abraão não confiou enviá-lo à sua terra natal. Um cuidado que tantos têm dispensado a seus filhos, muitas vezes permitindo que vão e frequentem ambientes que podem corromper os bons costumes (1Co.15:33).
Guiado pelo Espírito Santo, certo de que o Anjo do Senhor tomaria a frente daquela missão, Abraão enviou o seu servo de maior confiança à casa de seus parentes. Que tremenda a responsabilidade daquele servo! E isso lhe pesou no coração, de forma que não ousou se dirigir a Deus em seu próprio nome, mas em nome de seu senhor Abraão. A comunhão de Abraão com Deus era tão profunda, tão intensa e tão visível que seu nome tornou-se uma espécie de garantia para que aquela oração fosse atendida. E que relato magnífico de como Deus responde à oração humilde! Observando em silêncio Rebeca realizando exatamente o que tinha acabado de pedir em oração, imagino aquele servo boquiaberto tendo o seu coração batendo forte.
Sabem, amados, há pouco ouvi um sermão ministrado por meu pastor local, Tarcísio Pereira, comparando esse relato com a obra de Deus em Sua igreja. Ele comparou o servo ao Espírito Santo e Rebeca à igreja de Deus, sendo adornada para Isaque, que representa a Cristo. E faz todo o sentido. Como aquele servo teve pressa em levar uma esposa para o filho de seu senhor, “mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído” (v.16), o Espírito Santo não vê a hora de apresentar a Cristo a Sua “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5:27). Portanto, amados, uma característica que precisa ser encontrada em nós é a submissão à vontade divina.
Como pais, como filhos, como servos, o Senhor espera de nós nada menos do que obediência. E não me interprete errado, por favor! Não estou falando em salvação por obras. Acredito que o que temos estudado em Gênesis nesses últimos dias são claros o suficiente quanto a isso. Que a nossa obediência seja gerada pela fé que temos no Senhor e nos Seus planos. E a nossa submissão e confiança promova em outros o desejo de encontrar Jesus, o mesmo desejo que fez Rebeca declarar com convicção: “Irei” (v.58). Então, como Isaque “a amou” (v.67), seremos amados por Cristo por toda a eternidade e seremos o Seu consolo, pois “Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11).
Nosso Deus Eterno, a Tua Palavra permanece viva e eficaz e permeia o nosso coração com a envolvente e maravilhosa obra do Espírito Santo. Louvado seja o Teu nome! Queremos Te ver através do estudo das Escrituras! Queremos Te conhecer cada dia mais! Faz-nos submissos à Tua vontade, Pai! E renova em nosso coração a alegria em Tua salvação! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, filhos submissos ao Pai!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis24 #RPSP
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“Depois, sepultou Abraão a Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, fronteiro a Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã” (v.19).
Alguns anos após a experiência do Moriá, Abraão teve de enfrentar um duro golpe: a morte de Sara. A morte de sua bela e amada esposa causou profunda tristeza ao coração do patriarca que, juntamente com Isaque, lamentou e chorou por ela. Sara havia experimentado uma velhice feliz e realizada pelo cumprimento da promessa divina. Isaque tinha sido o motivo de seu sorriso e Deus havia lhe dado o presente de aproveitar a maternidade por trinta e sete anos. Agora, era Isaque quem precisava de algum motivo para voltar a sorrir. E sobre isso, estudaremos no capítulo de amanhã.
Acredito que o mais difícil quando perdemos alguém que amamos, além do sofrimento, é a burocracia que temos de lidar para providenciar o enterro. Organizar a cerimônia fúnebre, correr atrás de documentos, avisar amigos e familiares, além dos custos com tudo o que envolve a morte de alguém é, no mínimo, angustiante para quem perdeu um ente querido. Mas parece que Abraão já tinha um “plano funerário” bem elaborado e, por sinal, um dos mais caros já registrados na Bíblia.
Sua visita “aos filhos de Hete” (v.3) não foi um ato repentino de quem não sabia o que fazer, mas um ato planejado de quem sabia exatamente o que queria. Ao pedir um lugar para sepultar a sua morta, ele não apenas pediu emprestada uma cova em terreno alheio, mas “a posse de sepultura” (v.4), ou seja, o primeiro lugar na terra prometida que pudesse chamar de seu. Apesar da insistência dos filhos de Hete, Abraão recusou a oferta com inteligência, mas também com muito respeito, inclinando-se duas vezes “diante do povo da terra” (v.7, 12).
Abraão havia conquistado prestígio diante daqueles povos, que a seu respeito diziam: “tu és príncipe de Deus entre nós” (v.6). A oferta que fizeram parecia uma forma de agradecimento pelo comportamento pacífico e correto de Abraão, mas também poderia corresponder ao mesmo risco que ele não quis correr ao negar a oferta do rei de Sodoma (Gn.14:21-24). A sabedoria de Abraão ao lidar com esta situação era fruto de anos de experiência. Quantas vezes através de elogios e ofertas que parecem inofensivas, o inimigo tem laçado o coração de inexperientes filhos de Deus. Cuidado, amados! O fato de Abraão ter rejeitado aquela oferta, Eliseu ter rejeitado os presentes de Naamã (2Rs.5:16) e Paulo ter repreendido os louvores da jovem adivinhadora (At.16:16-18), já deveria ser o suficiente para abrir os nossos olhos.
Abraão adquiriu aquela porção da Canaã terrestre por “quatrocentos siclos de prata” (v.15) para sepultar a sua morta. Mas Jesus adquiriu toda a Canaã celestial através de Sua morte e ressurreição para ser a habitação dos que hão de herdar a vida eterna. Infinitamente mais caro do que o sepultamento de Sara foi o preço de nosso resgate. Não permita que as ofertas sedutoras deste mundo tirem o seu foco ou mudem os planos que Deus tem para você e através de você. A compra daquela caverna e seu entorno não representa simplesmente o túmulo dos patriarcas e das matriarcas de Israel, mas o princípio de que devemos realizar nossos negócios nesta Terra tendo sempre em mente o temor do Senhor e que o nosso lar não é aqui. Que semelhante a Abraão, nosso testemunho diário seja este: “Sou estrangeiro” (v.4).
Querido Pai do Céu, quem somos nós para chamar de nossa qualquer coisa nesta Terra? E se não merecemos nem o que seja daqui, que é corrupto e perecível, quanto mais as coisas celestiais! Mas, Pai, como Abraão nos prostramos em humilhação diante de Ti, e reconhecemos que somos pecadores e carentes de Tua graça e perdão! Perdoa-nos por todas as vezes que agimos guiados pelos impulsos de nosso coração enganoso! E dá-nos a sabedoria de que precisamos para andar Contigo em todos os negócios desta vida, nunca perdendo de vista a Jesus, que por Sua morte e ressurreição, nos garantiu a vida eterna. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, herdeiros da vida eterna!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis23 #RPSP
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“E pôs Abraão por nome àquele lugar — O Senhor Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do Senhor se proverá” (v.14).
Eu não sei qual a relação entre Deus e os montes e montanhas, mas certamente esses lugares foram os mais significativos em termos de encontro entre Deus e o homem. Não seria diferente frente ao pedido divino mais difícil já feito a um mortal: “Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que Eu te mostrarei” (v.2). Abraão conhecia a voz de Deus. Ele soube imediatamente que não se tratava de um engano, mas de uma ordem que precisava ser cumprida, ainda que não a compreendesse.
Abraão se levantou de madrugada e preparou tudo o que era necessário para seguir na viagem mais difícil de sua vida. Ele teve a sua fé provada ao extremo. Como Deus lhe pedia a vida daquele por meio de quem havia prometido lhe dar uma descendência maior do que as estrelas do céu? Era um mistério que, na verdade, enchia a mente de Abraão de expectativa, “porque considerou que Deus era poderoso até para [ressuscitar Isaque] dentre os mortos” (Hb.11:19). Tamanha era a sua fé em Deus e o relacionamento de firme confiança que havia estabelecido com Ele.
As experiências diárias são as oportunidades divinas para nos conectar a Deus e para nEle permanecermos. Quando abrimos o nosso coração à obra diária do Espírito Santo, nossa vida se torna um reflexo do caráter divino. Essa, porém, é a obra de toda uma vida. Não se trata primariamente do que fazemos, mas do que permitimos que o Espírito realize em nós. Então, aprendemos a reconhecer a Sua voz; e fazer a vontade de Deus, não se torna simplesmente uma obrigação, mas o resultado inevitável de quem não consegue agir de forma diferente. A verdadeira obediência é gerada pelo verdadeiro amor, amor de quem confia em Deus e em Seus propósitos.
O relato de hoje nos confirma tudo isso. Porque Abraão, pela fé, “estava mesmo para sacrificar o seu unigênito” (Hb.11:17). A Bíblia diz que Abraão e Isaque “caminhavam ambos juntos” (v.6) e “seguiam ambos juntos” (v.8). E isso dentro do contexto de que a lenha do holocausto foi posta sobre Isaque, enquanto Abraão “levava nas mãos o fogo e o cutelo” (v.6). Sabemos que este é um tipo que aponta para o antítipo. Pois um dia o Pai Celestial acompanhou Seu Unigênito ao monte do Calvário. Cristo carregava o madeiro de Seu sacrifício e o Pai tinha o poder de consumá-lo ou não. Mas ao contrário do que aconteceu em Moriá, o Filho de Deus foi morto. Deus sofreu a dor da qual poupou Abraão de sofrer. E Cristo pagou o preço do qual poupou a todos nós de pagar.
Amados, Deus nos chama a subir com Ele no monte da comunhão diária até que estejamos prontos para testemunhar ao mundo uma fé inabalável. Pois “os que confiam no Senhor são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre” (Sl.125:1). Cada vez que estudamos a Palavra de Deus, em oração, relendo histórias que para nós podem já ser tão familiares, mas com a confiança de que o Senhor sempre tem algo novo a nos ensinar, o Espírito Santo ilumina o nosso entendimento e nos eleva para um encontro pessoal com o Senhor.
Meus comentários não podem jamais substituir o seu estudo particular da Bíblia. Busque por você mesmo o conhecimento das Escrituras e, só então, se necessário, vá a outras fontes. Que o Espírito do Senhor te ilumine em sua jornada e te faça subir ao monte da comunhão a cada dia, para de lá descer a fim de ser uma bênção para o mundo.
Nosso Pai celestial, todos os dias Jesus subia ao monte da comunhão e descia preparado ao vale da missão. Desejamos ser como Cristo, Pai! Ajuda-nos a perseverarmos na comunhão diária, tendo a nossa mente iluminada pelo Teu Espírito e nossa fé alicerçada sobre o sólido fundamento da Tua Palavra. E que possamos reconhecer a Tua voz e obedecê-la sempre! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100