Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 41 – Rosana Barros
27 de maio de 2025, 0:45
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“Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (v.38).

Assim como os dois sonhos de José, quando ainda estava na casa de seu pai, tinham o mesmo significado, os dois sonhos de Faraó também possuíam uma interpretação única. Os sonhos de José apontavam para o que aconteceria após os sonhos de Faraó. Ao interpretá-los, José estava prestes a ver o cumprimento dos seus próprios sonhos. O motivo de ambos terem sonhado duas vezes, de formas diferentes, mas com a mesma interpretação, foi revelado a José: ‘O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus Se apressa a fazê-la’ (v.32).

Mas se pensarmos bem, José teve que esperar bons anos até que seus sonhos se cumprissem. Apenas do episódio da interpretação dos sonhos do copeiro-chefe e do padeiro-chefe, já haviam se passado dois anos. Ora, dois anos podem parecer pouco para quem tem liberdade, mas para quem está preso, pode ser uma eternidade. O tempo de Deus, no entanto, é diferente do nosso. Vivemos na era do imediatismo, onde tudo precisa ser muito rápido. José teve que aprender a paciência na escola da provação, e sua espera, por fim, recebeu a devida recompensa.

O dom de José de interpretar sonhos e sua excelente habilidade administrativa foram rapidamente notados por Faraó, que concluiu: ‘Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu’ (v.39). Assim como Potifar o colocou como administrador de sua casa e o carcereiro confiou a ele a administração da prisão, Faraó elevou José a governador do Egito. Que relato tremendo da ação de Deus na vida de quem Lhe é fiel! Em toda a terra do Egito, não havia alguém como José, em quem habitava o Espírito de Deus. E essa afirmação foi proferida pela boca de um rei pagão. Louvado seja o nome do Senhor!

Meus irmãos, hoje carecemos grandemente de homens e mulheres nos quais habite o Espírito de Deus! Se fizéssemos um estudo paralelo entre a vida piedosa de José e a de Daniel, teríamos material para escrever um livro. São muitas as semelhanças encontradas nos relatos desses dois servos do Deus Altíssimo. Mas o Senhor nos deixou escrito em Apocalipse que haverá um povo cujo caráter se assemelhará ao desses dois servos. Um remanescente está sendo preparado: um povo que, mesmo suportando o cansaço e a demora, não perde a confiança na bendita promessa de seu Senhor e Rei: ‘Certamente, venho sem demora’ (Ap.22:20).

Com os devidos preparativos, José preparou toda uma nação para o tempo da dificuldade e, por meio do Egito, salvou muitos outros povos, ‘porque a fome prevaleceu em todo o mundo’ (v.57). Chegará o tempo em que o Espírito Santo será derramado em grande abundância sobre o remanescente de Deus, que iluminará toda a Terra. Mas, até lá, somos chamados a viver para a glória de Deus em nossa esfera comum. Antes de chegar ao palácio, José serviu em uma casa e em uma prisão. Isso nos mostra que não importa o lugar onde estamos hoje: podemos servir ao Senhor em fidelidade, seja em nossa casa, no trabalho ou até mesmo em uma prisão, caso você tenha encontrado Jesus ali.

Sonhamos com a volta do nosso amado Redentor! E, no tempo determinado, Ele voltará! Não perca a esperança! Não desista, pois Ele vem buscar ‘aquele que perseverar até o fim’ (Mt.24:13). E quando Ele voltar, que nos encontre como Seus fiéis servos, José e Daniel.

Santo e amado Deus, a Tua Palavra se mostra viva e eficaz a cada dia, e preenche o nosso coração do Teu amor e do Teu temor! Louvado seja o Senhor por Sua fidelidade e por Sua graça! Aguardamos com ansiedade o cumprimento da Tua maravilhosa promessa! Guarda-nos, Senhor, como a menina dos Teus olhos e faz-nos Tuas testemunhas, nas quais habita o Teu Santo Espírito! Livra-nos da prisão deste mundo e vem nos buscar e nos levar para o Teu Palácio! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, príncipes e princesas do reino de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis41 #RPSP

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Gênesis 40 – Rosana Barros
26 de maio de 2025, 0:45
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“O copeiro-chefe, todavia, não se lembrou de José, porém dele se esqueceu” (v.23).

O cárcere de José ficava na própria casa de Potifar, talvez uma extensão da ‘casa do comandante da guarda’ (v.3) para que ele tivesse maior controle sobre os detentos. Embora a acusação contra José fosse passível de morte, sua prisão parece ter sido uma forma de preservar a reputação da mulher de Potifar. O próprio Potifar encarregou José de servir o copeiro-chefe e o padeiro-chefe de Faraó, pois ambos ‘ofenderam o seu senhor, o rei do Egito’ (v.1) e ‘por algum tempo estiveram na prisão’ (v.4).

A pergunta de José aos prisioneiros, ‘Por que tendes, hoje, triste o semblante?’ (v.7), pode parecer estranha, afinal, estavam numa prisão! No entanto, demonstra a solicitude de José em servi-los e seu empenho em tornar o ambiente mais agradável. Seus esforços eram recompensados ao ver os outros detentos alegres e satisfeitos, o que fazia com que a tristeza no rosto daqueles homens fosse prontamente notada por ele. Naquela cultura, os sonhos eram vistos como revelações dos “deuses”. José, contudo, lhes apresentou o verdadeiro Deus ao perguntar: ‘Porventura, não pertencem a Deus as interpretações?’ (v.8), e pediu que contassem o sonho.

As interpretações de José para os sonhos do copeiro e do padeiro se cumpriram ‘como José havia interpretado’ (v.22). Antes disso, porém, José, percebendo uma oportunidade de liberdade e de retornar à casa de seu pai, pediu ao copeiro-chefe que se lembrasse dele e intercedesse em seu favor perante Faraó. Mas aquele a quem José serviu e tratou com bondade o esqueceu, ‘porém dele se esqueceu’ (v.23). Reflita: preso injustamente, servindo outros, tendo sua bondade retribuída com indiferença. Não seriam motivos suficientes para José se rebelar contra Deus? Com muito menos, muitos se afastam do Senhor e atribuem a Ele seus infortúnios.

A experiência de José na prisão foi uma verdadeira prova de paciência e confiança em Deus. Mesmo ali, ele encontrava motivos para sorrir e ser útil aos outros, para a glória de Deus. Seu pedido ao copeiro-chefe, porém, também revelava sua ânsia por justiça e liberdade. Um desejo que se realizaria no tempo certo, de uma forma que José jamais poderia imaginar. Embora sua reputação tivesse sido maculada e ele estivesse injustamente em uma ‘masmorra’ (v.15), José mantinha uma boa consciência diante de Deus, e isso lhe bastava. Em sua vida, vemos o cumprimento do que o Senhor espera de cada filho Seu: ‘que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus’ (Mq.6:8).

Seja qual for a provação pela qual esteja passando, que, em Cristo, você encontre motivos para sorrir e fazer feliz a vida de outros. Enquanto Jesus não vem nos libertar do cativeiro deste mundo, que perseveremos servindo nossos irmãos e iluminando o mundo com a glória de Deus. Siga o exemplo de José e você estará em paz com Deus, não importa a situação.

Pai querido, como no hino, nós Te agradecemos pelos planos, grandes sonhos especiais que o Senhor tem para cada um de nós! No percurso desses planos o inimigo pode até tentar frustrá-los, julgando que as dificuldades nos afastarão de Ti, mas o Senhor é especialista em transformar as dificuldades em oportunidades de crescimento e amadurecimento espiritual. Prepara-nos para Te encontrar, nosso Deus! Estamos cansados deste mundo, Pai! Temos saudades de casa! Mas até que o Senhor volte, usa-nos para apressar a Tua volta. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseverantes em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis40 #RPSP

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Gênesis 39 – Rosana Barros
25 de maio de 2025, 0:45
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“O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa de seu senhor egípcio” (v.2).

Enquanto Judá e seus irmãos sofriam as consequências de seu plano maligno, José estava coberto pela mão de Deus. A partir de hoje veremos a impressionante história de um jovem que decidiu ser fiel a Deus mesmo diante das circunstâncias mais desfavoráveis, tornando-se assim um grande homem de Deus. Não podemos esquecer que José enfrentou uma longa jornada até o Egito, onde foi vendido como uma mercadoria. A Bíblia não revela o que ele teve de sofrer até alcançar a posição de um servo próspero e benquisto por seu senhor egípcio. No entanto, é muito provável que tenha enfrentado as dificuldades de um escravo até conquistar a confiança de Potifar.

Ainda assim, é perceptível a fidelidade de José e sua firme decisão de confiar no Senhor em todos os momentos; José logo se destacou, e sua fé em Deus não era oculta, já que o próprio Potifar reconheceu “que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos” (v.3). Além de próspero e excelente administrador, “José era formoso de porte e de aparência” (v.6); qualidades que logo foram apreciadas pela mulher de Potifar, que “todos os dias” (v.10), convidava José para um encontro em sua cama. Ora, seria fácil para ele enganar seu senhor e, certamente, por ser a mulher de um oficial do Egito, se tratava de uma bela mulher.

José, porém, possuía algo de que tanto o mundo carece hoje: ele tinha o senso constante da presença de Deus; José era temente a Deus. E o fato de não dar ouvidos ao que aquela mulher lhe dizia todos os dias, deixa isso bem claro. José demonstrou ser fiel aos mandamentos de Deus, amando o próximo (nesse caso, Potifar) e amando a Deus. Podemos perceber isso em sua famosa declaração: “como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (v.9). Sua consideração por Potifar e seu temor a Deus são claramente demonstrados em sua resposta e na reação em fugir da armadilha sensual daquela mulher. E mesmo assumindo o risco de morte e sendo preso injustamente, José permaneceu resiliente, de forma que, mesmo na prisão, “o Senhor era com ele, e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava” (v.23).

Será que temos tido a mesma firme resolução diante da insistência diária de um inimigo que tenta nos seduzir? A mensagem que precisa ser pregada a todo o mundo em nossa geração diz: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7-8). Temer a Deus e dar glória a Ele é viver o padrão de José. É a decisão de honrar a Deus em tudo o que fazemos, de forma que isso revele quem de fato nós somos. Não eram simplesmente as obras de José que se destacavam, mas a essência daquele servo de Deus, resultando em que tudo o que realizava tinha a inconfundível assinatura de Deus.

O livro de Apocalipse descreve uma mulher, a meretriz, chamada Babilônia, que tem seduzido as nações com o “vinho do furor da sua prostituição” (Ap.18:3). E o chamado de Deus àqueles que ainda estão lhe dando ouvidos, é: “Retirai-vos dela, povo Meu” (Ap.18:4). Ou seja, fujam dela! Como José, somos chamados a fugir dos encantos enganadores da meretriz e estarmos firmes, unidos à mulher pura e resplandecente (Ap.12:1), que é uma representação da igreja de Cristo. E nessa escolha, amados, acabamos sofrendo a fúria de um inimigo que não suporta a perseverança dos santos (Ap.12:17;14:12). Mas, se semelhante a José, que mesmo na prisão “fazia tudo quanto se devia fazer ali” (v.22), permanecermos fiéis ao Senhor fazendo o que precisa ser feito segundo a guia do Espírito Santo, com certeza o inimigo terá de contemplar a nossa prosperidade mesmo em meio à adversidade.

Se o deserto lhe alcançou por causa da sua fidelidade, não se preocupe. Como diz um provérbio beduíno, que li um dia desses: “Se você tem um destino certo, até o deserto se torna uma excelente estrada” (Rodrigo Silva, Descobertas da Fé, devocional diário, CPB, p.138).

Pai Celestial, existem muitas situações que acontecem e não entendemos o porquê. Mas ao estudarmos a Tua Palavra percebemos que nem tudo precisamos entender, e que isso fortalece a nossa fé. Enche-nos do Espírito Santo para que sejamos tementes a Ti e Te glorifiquemos com a nossa vida! E dá-nos força e coragem para perseverarmos, ainda que severamente provados! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, servos fiéis do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis39 #RPSP

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Gênesis 38 – Rosana Barros
24 de maio de 2025, 0:45
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“Levantou-se ela e se foi; tirou de sobre si o véu e tornou às vestes da sua viuvez” (v.19).

A probabilidade de Judá ter se separado “de seus irmãos” (v.1), por causa da consequência trágica de seu plano é muito grande. Foi dele a sugestão de vender José “aos ismaelitas” (Gn.37:27); e a tristeza que consumia Jacó era tão grande que temia vê-lo morrer. Para onde foi, Judá se casou com uma cananeia e teve três filhos: Er, Onã e Selá. Apesar da separação de sua família, parece que Judá tentou de alguma forma imitar seus antepassados ao escolher uma esposa para seu primogênito. A Bíblia não fala sobre a origem de Tamar, mas é bem provável que fosse uma cananeia e alguém que Judá julgou que seria uma boa esposa para seu filho.

Pelo desenrolar da história, parece que Judá ficou um bom tempo longe da casa de seu pai. Pois casou o seu primogênito, “que era perverso perante o Senhor, pelo que o Senhor o fez morrer” (v.7). Logo depois, seguindo o costume do levirato, Judá casou Tamar com Onã, mas o que ele fazia para não dar descendência a seu irmão mais velho, “era mau perante o Senhor, pelo que também a este fez morrer” (v.10). Então, Judá pensou: “Já perdi dois filhos. Eu é que não vou permitir que o filho que me restou case com essa mulher”. Era como se Tamar agora tivesse a fama de “viúva negra”. Judá não considerou a maldade de seus filhos, colocando a culpa na mulher que muito provavelmente era vítima da maldade deles.

Vendo, porém, Tamar “que Selá já era homem, e ela não lhe fora dada por mulher” (v.14), teve uma ideia. Nesse tempo, Judá também havia ficado viúvo e subiu “a Timna, para tosquiar as ovelhas” (v.13). Tamar “se disfarçou”, “cobrindo-se com um véu” (v.14) e esperou que Judá passasse pelo caminho onde estava. Sendo confundida com uma prostituta, Judá deitou-se com ela, mas não sem antes deixar nas mãos daquela desconhecida o penhor do qual ela precisava: o seu selo, o seu cordão e o seu cajado. Era como se Tamar tivesse garantias da identidade e da promessa de Judá. Quando sua gravidez foi anunciada como um crime passível de morte, aquele penhor lhe garantiu não somente a vida, mas o respeito de Judá, que reconheceu: “Mais justa é ela do que eu, porquanto não a dei a Selá, meu filho. E nunca mais a possuiu” (v.26).

Às vezes eu penso que Deus poderia ter ocultado de Sua Palavra alguns detalhes sórdidos que aconteceram no meio do Seu povo. Mas que esperança haveria para nós, ou para todo aquele que acha que foi longe demais para que Deus possa alcançá-lo e perdoá-lo? Porque foi desse encontro estranho e escuso que foi dada continuidade à genealogia do próprio Messias! Pois “Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera” (Mt.1:3), e, a partir de Perez, aos demais na árvore genealógica de Jesus. Vocês percebem, amados? Tamar foi a primeira mulher estrangeira a participar da linhagem de Jesus Cristo. Isso não significa que o que ela fez ou o que Judá fez, foi certo aos olhos de Deus, mas que Deus tem o poder de transformar um aparente fracasso em vitória.

Essa pausa na história de José é o relato de como o pecado não confessado pode causar muitos estragos. A consciência culpada de Judá o afastou de sua família, onde de alguma forma ainda havia o temor de Deus. A Palavra do Senhor nos diz: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade?” (2Co.6:14). Judá experimentou as consequências de sua transgressão, mas, apesar disso, o Senhor ainda tinha planos especiais para ele e sua descendência. Se você não consegue ver a misericórdia de Deus nessa história, eu aconselho que a releia com a visão do futuro que Judá não teve o privilégio de conhecer. Mas você e eu conhecemos a continuidade e a consumação dessa história que, em Cristo, ganhou uma nova perspectiva.

Uma família disfuncional, um pecado escondido, lembranças de um passado tenebroso, angústias que nos consomem a alma, tudo isso pode ser lançado aos pés de Jesus Cristo, hoje, agora. O que começou errado pode, de fato, ter um final feliz, se você permitir que Cristo conduza a história da sua vida. Ele nos prometeu isso e a cruz e a sepultura vazia são o penhor da nossa vitória, a garantia de que não morreremos, mas nEle viveremos, pois “tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O aguardam para a salvação” (Hb.9:28). Você crê? Então, ore comigo:

Nosso amado Pai Celestial, porque o Senhor permitiu tantas situações complicadas e aturou tantos erros no percurso do Teu povo, não o sabemos. Mas isso por um lado nos consola, pois também somos pecadores e muitas vezes até exageramos nisso. E aí podemos ver o quão misericordioso e quão paciente Tu és! Ó, Senhor, nos perdoa e transforma os nossos fracassos em uma vida vitoriosa em Cristo! Livra-nos das lembranças amargas de um passado que gostaríamos de esquecer! E nos faz confiar que todos eles foram lançados por Ti nas profundezas do mar! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, renovados em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis38 #RPSP

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Gênesis 37 – Rosana Barros
23 de maio de 2025, 0:45
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“Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais” (v.5).

Enquanto a história da família de Esaú se resumiu ao capítulo de ontem, a partir do capítulo de hoje até o final do livro de Gênesis estudaremos a história da família de Jacó, a começar pelo drama vivido por José e seus irmãos. “Israel amava mais a José que a todos os seus filhos” (v.3) e o presente especial que lhe deu, unido aos sonhos de José, fizeram com que este fosse odiado ainda mais por seus irmãos. Com apenas dezessete anos, ou José era muito ingênuo ou havia desenvolvido um certo orgulho devido à preferência de seu pai e aos sonhos que ele percebia serem da parte de Deus. Além do mais, ele observava seus irmãos e levava “más notícias deles a seu pai” (v.2). Ou seja, numa linguagem atual, José seria considerado como um “dedo-duro”.

Com isso, o coração de seus irmãos se encheu de um ódio homicida que aguardava apenas uma oportunidade para agir. Ao avistarem José de longe, “conspiraram contra ele para o matar” (v.18). “Mas Rúben […] livrou-o das mãos deles” (v.21) e propôs lançá-lo em uma cisterna seca, “para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai” (v.22). Seu plano, porém, foi frustrado. É certo que eles não mataram a José, mas o fato é que, tendo-o vendido como escravo, teriam de levar ao pai a falsa notícia da morte de seu filho amado e talvez ter que conviver o resto da vida com essa mentira. Acredito que a reação de Jacó e seu luto sem consolo foi um golpe para aqueles homens, que experimentariam por muitos anos o terrível peso da culpa.

Os sonhos de José foram predições divinas do que aconteceria um dia. Certamente, ele foi agraciado por Deus e Deus tinha planos especiais para ele. Não que José fosse melhor do que seus irmãos, amados, mas porque o Senhor sabia que ele iria corresponder ao chamado divino. É fácil julgarmos José como um adolescente mimado pelo pai e que parecia apreciar a reação dos irmãos ao lhes contar seus sonhos. A Bíblia diz que os irmãos “já não lhe podiam falar pacificamente” (v.4). Então, porque José insistia em lhes contar os sonhos que tinha? Não sabemos. Talvez tivesse que acontecer o que aconteceu ou, infelizmente, ele teve que experimentar o cumprimento de seus sonhos da maneira mais difícil por falta de sabedoria e maturidade.

Percebam que a disputa entre irmãos é uma questão antiga. Caim e Abel. Esaú e Jacó. José e seus irmãos. E assim o será até ao final dos tempos. Todos nós somos irmãos em Cristo, unidos pelos laços da cruz. E necessitamos da sabedoria do alto a fim de lidarmos uns com os outros. Nem todas as nossas experiências com Deus são para testemunho público. Precisamos pedir ao Senhor que nos ajude a discernir o que é para ser compartilhado e o que não o é, ou com quem devemos compartilhar e quando compartilhar. Nessa era da Internet, a tendência de seguir a “manada” tem atingido inclusive o povo de Deus, e muitos transformaram a vida em um livro aberto da vida real ou da vida fantasiosa que, uma hora, acaba revelando sua verdadeira face.

Sinto muito, meus irmãos, mas isso não é ser uma testemunha de Jesus. Como José, podemos até errar no percurso de nossa trajetória cristã, mas, se insistirmos em ser apenas espectadores da vida alheia, acabaremos como os irmãos dele, invejosos, com tendências homicidas e mentirosos. É uma mensagem dura, porém necessária para nós que vivemos em um tempo tão solene, às vésperas da volta de Jesus. O que temos contemplado? O que temos ouvido? Se você tem sido consumido por maus sentimentos, a Palavra do Senhor tem um conselho infalível para você: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra” (Cl.3:2). E para que isso aconteça, precisamos “instagramear” menos e folhear mais. Se a rede social é mais aberta do que a Bíblia, você pode estar lançando algum “irmão” no poço da despeita enquanto finge que a culpa não é sua.

Não seja assim conosco, meus irmãos! O que vou propor agora é desafiador, mas não é impossível. Que tal experimentar dez dias sem redes sociais? Se você depende delas em seu trabalho, tudo bem. Mas experimente não acessá-las como passatempo. Ande com uma Bíblia de bolso, e todas as vezes que se sentir tentado, ore e peça ao Espírito Santo para falar com você através das Escrituras. Troque a tela da televisão, do celular, do computador, pela simplicidade das Páginas Sagradas. Eu garanto que você não vai se arrepender. E essa garantia não é assinada por mim, mas pela fidelidade de Deus, que prometeu: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr.29:13).

Pai de amor e de bondade, nós Te damos graças porque os ensinamentos da Tua Palavra são sempre atuais e nos ajudam a discernir os perigos deste século! E desde já Te pedimos que nos ajude e nos conceda o Espírito Santo para que esses dez dias sejam apenas o começo de uma abençoada caminhada Contigo. Sabemos que esse tipo de decisão provoca a ira do inimigo. Portanto, Te pedimos força, fé e resiliência para perseverarmos confiando em Ti, não importa o que aconteça. Nós Te amamos, Senhor e queremos amá-Lo cada dia mais! Ajuda-nos a Te encontrar e Te conhecer por meio da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, fortes no Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis37 #RPSP

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Gênesis 36 – Rosana Barros
22 de maio de 2025, 0:45
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“Porque os bens deles eram muitos para habitarem juntos; e a terra de suas peregrinações não os podia sustentar por causa do seu gado” (v.7).

Partindo do princípio de que “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16), não podemos ignorar ou ler os capítulos das genealogias com indiferença ou de forma descuidada. Eles também apresentam preciosas lições e informações interessantes para que possamos compreender melhor o contexto de outros relatos bíblicos. Por exemplo: hoje vimos que “Esaú, que é Edom, habitou no monte Seir” (v.8). Mesmo sendo filho de Isaque, Esaú não foi fiel a Deus, a começar pela escolha de seus casamentos. Suas mulheres pagãs introduziram na família a adoração aos deuses cananeus, principalmente a adoração a Baal, como indica o nome de um dos príncipes edomitas, “Baal-Hanã” (v.38), que significa “Baal é gracioso”.

O fato de Esaú ter ido “para outra terra, apartando-se de Jacó, seu irmão” (v.6), indica o cuidado de Deus para com Seu servo Jacó, pois que Esaú poderia ter facilmente expulsado seu irmão de Canaã. Ao invés disso, vemos Esaú indo embora e Jacó experimentando o início do cumprimento da promessa divina. Quem diria que isso iria acontecer, amados! Aquele que antes queria matar a Jacó, simplesmente vai embora sem fazer questão pelas terras de seu pai! Impossível não vermos a mão de Deus nesse episódio! Além do mais, era necessário que os filhos de Jacó não tivessem contato com os filhos de Esaú. A descendência de Esaú gerou um povo pagão e inimigo do povo de Deus. Os edomitas revelaram em suas gerações a apostasia de seu patriarca e a impossibilidade de habitarem junto à descendência da promessa.

Percebam que Jacó não teve participação alguma nesse processo de separação, a não ser depositar a sua confiança inteiramente em Deus. Permitam-me, amados, aplicar a essa história uma verdade para o nosso tempo chamada de sacudidura. O Senhor falou através de Seu profeta: “Porque eis que darei ordens e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo no crivo, sem que caia na terra um só grão” (Am.9:9). Não precisamos nos preocupar ou nos inquietar se no meio do povo de Deus hoje os “Jacós” habitam com os “Esaús”. Porque a responsabilidade de sacudir ou de fazer a separação entre justos e ímpios não é nossa e nunca será. Deus tem uma obra sendo realizada hoje até que ela alcance seu cumprimento final na última sacudidura. E quem fará esse trabalho? Jesus nos revelou: “Assim será na consumação do século: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos” (Mt.13:49).

Percebem, amados? A obra de fazer separação não cabe a nós. É claro que muitas vezes precisamos lidar com situações bem desafiadoras no meio do povo de Deus. Mas isso já nos foi revelado. E que o Senhor nos livre de nós mesmos sermos pedra de tropeço na vida de alguém! Precisamos entender que não temos o poder de mudar a vida de ninguém e nem devemos tentar fazê-lo. Uma atitude serena diante de uma provocação revela um coração subjugado pelo Espírito Santo. Isso não significa que não temos uma parte a desempenhar como guardadores de nossos irmãos, mas que a nossa parte é limitada até ao ponto da mudança alheia, pois esta só pode ser realizada pelo Espírito Santo e não adianta ficarmos nos preocupando com algo que só Deus pode resolver. Como o Senhor tirou Esaú de Canaã, Ele mesmo enviará Seus anjos para realizar essa obra de purificação de Sua igreja.

Confie tudo nas mãos do Senhor e deixe os resultados com Ele. Medite de maneira especial nas palavras a seguir:

“Tendo feito tudo o que pode para salvar o seu irmão, pare de se preocupar, e prossiga calmamente com os seus deveres. Essa questão não é mais tua, é de Deus. […] Deixe que Deus desembarace as coisas para você. Ele é sábio o suficiente para administrar as complicações de nossa vida. Ele tem habilidade e tato. Não podemos sempre ver os Seus planos; devemos aguardar pacientemente o seu desdobrar, e não destruí-lo. Ele nos revelará a nós na hora certa em Sua boa vontade. Busque a unidade; cultive amor e conformidade em Cristo em todas as coisas. Ele é a fonte da unidade e força. Se você agir como Deus age com você, a bênção dEle virá sobre a Sua igreja” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v.5, CPB, p. 346-348). Ore, espere e confie!

Nosso amado Deus, mais uma vez entregamos a nossa vida em Tuas mãos, inclusive todas as situações que fogem do nosso controle, Pai! Ajuda-nos a descansarmos em Ti, confiando na Tua provisão! Perdoa-nos se temos agido de maneira contrária a isso, tentando resolver tudo com nossas próprias forças! Que o Teu Espírito abrande o nosso coração e nos guie sempre na direção da unidade em Cristo. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, grãos no crivo de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis36 #RPSP

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Gênesis 35 – Rosana Barros
21 de maio de 2025, 0:45
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“Vindo Jacó de Padã-Arã, outra vez lhe apareceu Deus e o abençoou” (v.9).

A renovação da aliança divina com Jacó possui muitas semelhanças com a renovação da aliança feita com Abraão, seu avô (Compare com Gn.17:1-7, 22). Como foi com Abraão, o Senhor o abençoou, chamou-o por outro nome, Apresentou-se como “o Deus Todo-Poderoso” (v.11), confirmou a Sua promessa e “Se retirou dele, elevando-Se” (v.13). Mas antes desta aparição do Senhor, Ele o orientou a subir a Betel e habitar ali, erguendo um altar no lugar onde pela primeira vez Deus lhe apareceu em sonho (Gn.28:13). Os preparativos para a viagem incluíram algumas reformas no meio do povo: lançar fora os deuses estranhos, se purificar e mudar as vestes.

Qualquer influência pagã precisava ser abandonada. E o fato de isso incluir retirar “as argolas que lhes pendiam das orelhas” (v.4) deixa bem claro a origem do uso de joias. Tudo o que remetia à antiga vida na Mesopotâmia foi enterrado e deixado para trás. O resultado daquele ato de purificação foi a aprovação divina através do “terror de Deus” sobre “as cidades que lhes eram circunvizinhas, e não perseguiram aos filhos de Jacó” (v.5). Deus dissipou do coração de Jacó o temor pela vingança dos cananeus devido ao ocorrido em Siquém. Apesar disso, essa viagem também lhe rendeu tristes episódios, como a morte de “Débora, a ama de Rebeca” (v.8), a morte de sua amada Raquel (v.19), e a traição de seu primogênito, Rúben, que “se deitou com Bila” (v.22), sua concubina.

O desejo do Senhor é o de nos abençoar e renovar conosco a Sua aliança. Está escrito: “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl.3:29). Por meio de Cristo, somos libertos do pecado e purificados de toda injustiça, tendo nossas vestes mudadas (Zc.3:4) e diariamente lavadas e alvejadas “no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). Mas essa reforma e santificação só acontece quando abrimos o nosso coração para que o Espírito Santo nos transforme de dentro para fora. Não adianta reforma sem reavivamento. Assim como não existe reavivamento genuíno sem que haja a devida reforma.

De uns anos para cá tem havido um grande apelo por reavivamento e reforma no meio do povo de Deus. O Espírito Santo tem levantado homens e mulheres dando o sonido certo da trombeta. Mas, infelizmente, muitos também têm se levantado com um zelo exagerado que julgam santo ou com um conformismo que gera letargia. Cuidado, amados! Muito cuidado! Pois nessa guerra entre legalistas e liberais Satanás exulta em sua obra de desvirtuar o povo de Deus da verdade presente e da missão de pregar o evangelho eterno. Você deseja realmente conhecer o Senhor e Sua vontade? Deseja experimentar o verdadeiro reavivamento e reforma? O método é simples, meus irmãos: estudo das Escrituras e uma vida de oração.

Se você perseverar todos os dias nesse método infalível, o Espírito Santo vai realizar a Sua boa obra em você, por você e através de você. Não existe reforma aprovada pelo Céu sem que haja uma mudança na sede de nossos pensamentos. Jesus mesmo apontou diversas vezes para o nosso interior como o primeiro lugar que precisa ser purificado. Deixo aqui alguns exemplos para que você leia e medite: Mt.5:21-22, 27-28; Mt.15:18-19; Mt.23:26; Mc.7:6; Lc.6:45. Se permitirmos que o Espírito do Senhor tenha liberdade de nos santificar, certamente o exterior será uma revelação do que acontece no interior. Isso, amados, não acontece da noite para o dia, mas é um processo diário e constante de toda uma vida. E nessa jornada, por vezes sofremos tristes episódios. Se, porém, confiarmos no Senhor, Ele nos acompanhará no caminho por onde andarmos (v.3).

Que semelhante a Jacó, possamos seguir em frente, confiando nos planos de Deus e permitindo que o Espírito Santo nos torne cristãos temperantes, que não pendem nem para a direita nem para a esquerda. Olhemos para Cristo, amados! Ele é o nosso perfeito modelo de temperança e de genuíno reavivamento.

Pai misericordioso, nós Te agradecemos por Tua paciência para esperar por cada um de nós! Se por algum motivo nos desviamos da Tua vontade, clamamos que o Teu Espírito nos coloque novamente no caminho certo! E o caminho é Cristo! Fixa os nossos olhos nEle, Senhor, para que a nossa vida revele a vida temperante de nosso Salvador. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, reavivados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis35 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 34 – Rosana Barros
20 de maio de 2025, 0:45
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“Responderam: Abusaria ele de nossa irmã, como se fosse prostituta?” (v.31).

Diná era a filha caçula de Lia com Jacó. Certamente era cercada de cuidados por seus irmãos mais velhos. Mas enquanto estes estavam “no campo com o gado” (v.5), sua irmãzinha “saiu para ver as filhas da terra” (v.1). Uma atitude inocente que provocou uma terrível tragédia. Diná não fazia ideia do quanto sua curiosidade causaria sofrimento, destruição e morte, ela foi violentada e muito provavelmente sequestrada. Quando Hamor propôs casar seu filho com Diná, ainda que alegasse que o jovem a amava, a proposta poderia ter se tornado motivo de guerra caso Jacó se recusasse a aceitá-la. E ao permitir que seus filhos tomassem à frente da resolução do problema, Jacó confiou que tudo acabaria bem.

Mas por causa do desatino cometido contra sua irmã, os filhos de Jacó “responderam com dolo” (v.13). Ou seja, maliciosamente propuseram a circuncisão de todos os homens daquela cidade. O que se seguiu foi um massacre sem precedentes cometido pelos filhos de Jacó, Simeão e Levi. Uma mancha de sangue que Jacó temeu poder ser um motivo para o ódio geral “entre os cananeus e os ferezeus” (v.30). Que tremenda dor e decepção para o coração do patriarca que só desejava viver em paz! Seus filhos revelaram um trato violento e irascível, e isso causou à família uma atmosfera constante de insatisfação e desconfiança.

Amados, nunca as coisas deste mundo estiveram tão à vista dos filhos de Deus como em nossos dias. Não é necessário sair para ver, mas apenas clicar para assistir. E o pior é que podem ser coisas aparentemente inocentes. Então, alegamos: “Ah, é só um filme!” “Mas o dorama é tão inocente!” “Estou assistindo, mas nada disso me atinge!” Por favor, meus irmãos, sejamos honestos! Não estamos mais em tempo de passar a mão por cima quando o inimigo nunca foi tão claro em seu propósito de “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). As inocentes distrações podem gerar consequências desastrosas e irreversíveis. Ou vocês pensam que a nossa mente não é afetada com o que contemplamos?

Como Hamor ofereceu tudo o que Jacó determinasse em troca de Diná, Satanás aparece como “apaziguador” de situações, insinuando ter a solução perfeita para resolver um problema que ele mesmo causou. Ele violenta a alma e depois oferece o que alega ser o remédio. Quando ele levou Jesus “a um monte muito alto” e Lhe mostrou “todos os reinos do mundo e a glória deles e Lhe disse: Tudo isto Te darei se, prostrado, me adorares” (Mt.4:8-9), Satanás deixou bem claro que o deslumbramento com as coisas deste mundo pode se transformar em idolatria. Jesus, porém, foi vitorioso sobre este pecado, amados! E podemos ser “mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou” (Rm.8:37).

Não se aproxime da tentação! Não permita que Satanás chegue tão perto a ponto de lhe falar “ao coração” (v.3). Que o Espírito Santo guarde as suas entradas da alma e que o princípio protetor de Deus esteja sempre em sua mente: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp.4:8).

Pai querido, o Senhor deseja restaurar em nós a Tua imagem e a Tua semelhança, de glória em glória, pelo agir do Teu Espírito. E para isso, Pai, precisamos manter nossos olhos fixos em Ti, em Tua Palavra. Mas como amaremos a Tua Palavra ao mesmo tempo em que amamos as coisas deste mundo? Nunca teremos uma experiência real Contigo a menos que tomemos a firme resolução de José, ao rejeitar a oferta da mulher de Potifar ou a firme resolução de Daniel, ao decidir não se contaminar com a mesa de Babilônia. Senhor, coloca em nós esse caráter firme e íntegro! Fixa os nossos olhos em Jesus, que venceu para que sejamos vitoriosos com Ele. Enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vencedores com Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis34 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 33 – Rosana Barros
19 de maio de 2025, 0:45
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“E levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel” (v.20).

Jacó voltou para o acampamento sujo, exausto e arrastando uma perna. Mas seu semblante irradiava a paz celestial. E foi nessa situação que, levantando “os olhos, viu que Esaú se aproximava, e com ele quatrocentos homens” (v.1). Mais uma vez percebemos Jacó agindo, ao enfileirar suas mulheres e filhos na ordem de sua preferência, colocando Raquel e José por último, no sentido de estarem mais longe do provável perigo. Mas o que se seguiu foi a mais impactante e comovente cena. Prostrando-se rosto em terra “sete vezes, até aproximar-se de seu irmão” (v.3), Jacó emanava a humildade de um homem transformado. Isso quebrantou o coração de Esaú, que ao ver a situação de seu irmão foi tomado de grande comoção.

Imaginem o que pode ter passado na mente de Jacó ao ver Esaú correndo ao seu encontro. Mas o que ele pode ter pensado que seria a corrida da vingança foi a corrida do abraço. “Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arroujou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram” (v.4). Foi um dos reencontros mais comoventes relatados na Bíblia. A forma como Jacó se aproximou de Esaú, prostrando-se “à terra sete vezes” (v.3), o desarmou de toda a fúria que o consumira durante aqueles anos. Era esse homem de aparência exausta e manco de uma perna, e que vinha ao seu encontro em atitude de humilhação, que ele tinha a intenção de matar? Certamente, Deus usou tudo isso e despertou em Esaú o afeto fraterno há tanto esquecido.

Ao olhar mais adiante, Esaú percebeu a diferença entre os que estavam com ele e os que estavam com Jacó. Pois enquanto ele estava acompanhado de um exército de quatrocentos homens, Jacó vinha ao seu encontro com suas mulheres e meninos e alguns servos. Ou seja, eram um alvo fácil. Mas em cada detalhe dessa história, percebemos a mão do Senhor e que aqueles anjos que por um momento foram visíveis a Jacó (Gn.32:1), permaneciam ali, cuidando e zelando por ele e por sua família. Tanto que até mesmo Esaú, através de sua atitude amistosa, foi usado por Deus para acalmar o seu coração. E ao insistir para que Esaú aceitasse seus presentes, Jacó declarou: “porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus” (v.10).

Contudo, o reencontro dos dois irmãos, por melhor que tenha sido, não significava que poderiam voltar a habitar juntos. Dois irmãos, mas dois destinos completamente diferentes. Sabemos que Esaú havia escolhido um caminho contrário à vontade de Deus e Jacó bem sabia disso. Com sabedoria e muito jeito, ele dispensou voltar com seu irmão e dispensou a companhia de qualquer de seus homens. Ao alegar que caminharia “no passo do gado” e “no passo dos meninos” (v.14), com muito respeito despediu-se de Esaú, que voltou “pelo caminho por onde viera” (v.16). E comprando Jacó uma “parte do campo” (v.19) em Siquém, “levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel” (v.20). Pela primeira vez, não se dirigiu a Deus como o Deus de Abraão ou o Deus de Isaque, e sim como o seu Deus.

Que relato impressionante sobre o cuidado de Deus e sobre a confiança em Deus! Mesmo diante de perigos e ameaças, Jacó seguiu em frente e se deparou com as duas experiências que levaram alívio ao seu coração. A primeira foi a sua experiência pessoal com o Senhor, a noite de luta que promoveu a sua paz com Deus. A segunda, foi a experiência com Esaú, que removeu o fardo da culpa e do medo que por tantos anos havia carregado. E nós, amados? Será que temos sido consumidos por circunstâncias em que não vemos uma saída? Em que precisamos ter a coragem de dar o passo na direção da solução, mas parece que estamos correndo na direção errada?

Jacó sabia exatamente para onde ir. Ele havia resolvido fazer a vontade de Deus e confiar no Senhor. Como vimos ontem, ele saiu do vale de Jaboque como um homem diferente. Sobre essa mudança, Ellen White escreveu: “Em lugar da astúcia e engano, sua vida assinalou-se pela simplicidade e verdade. Aprendera a lição de confiança singela no Braço todo-poderoso; e por entre provações e aflição curvava-se em humilde submissão à vontade de Deus. Os elementos inferiores de seu caráter foram consumidos na fornalha de fogo, o verdadeiro ouro foi refinado, até que a fé de Abraão e de Isaque apareceu aclarada em Jacó” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.208).

Se olharmos com fé para cima, apegando-nos à Palavra de Deus e abrindo o nosso coração ao Senhor como a um amigo, Ele mesmo dirigirá os nossos passos na direção certa e nos dirá: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Você crê?

Pai Celestial, nós Te louvamos por quem Tu és, Deus misericordioso e amoroso, que zela por nossa vida e por nossa salvação! Continua iluminando a nossa mente com a luz da Tua Palavra, fortalecendo assim a nossa fé em Ti e nos dando coragem de fazer a coisa certa. Guia-nos, Senhor, em Teu caminho eterno e purifica a nossa vida até que sejamos o Teu ouro refinado! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados por Deus!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis33 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Gênesis 32 – Rosana Barros
18 de maio de 2025, 0:45
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“Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (v.28).

A saída de Labão do acampamento promoveu alívio ao coração de Jacó. Ele, porém, continuava pesaroso ao pensar no que o esperava em seu encontro com Esaú. Foi então que, ao seguir viagem, “anjos de Deus lhe saíram a encontrá-lo” (v.1). E diferente da situação de tensão anterior, desta vez os visitantes eram celestiais e enviados por Deus para fortalecer o coração do aflito viajante. Sobre este acampamento, Jacó declarou: “Este é o acampamento de Deus” (v.2). Encorajado por essa experiência providencial, enviou mensageiros para informar a Esaú de sua chegada.

A resposta, no entanto, não lhe pareceu favorável, de modo que “Jacó teve medo e se perturbou” (v.7). Dividindo seu povo em dois bandos, iniciou sua estratégia de sobrevivência e orou com fervor de alma, dirigindo-se ao Senhor como Deus de seu pai Abraão e Deus de seu pai Isaque. Jacó reivindicou as promessas de Deus, mas não sem antes reconhecer sua indignidade diante da misericórdia e da fidelidade divina. Ele não somente orou, mas também agiu. E, separando entre alguns de seus servos um dos maiores presentes relatados na Bíblia, tentou aplacar a ira de Esaú com o melhor que havia em seus rebanhos. Jacó não sabia, mas estava prestes a enfrentar a maior luta de sua vida, e esta não era contra Esaú.

A luta no “vau de Jaboque” (v.22) não foi simplesmente um acerto de contas de Deus com Seu filho usurpador. Em toda a trajetória de Jacó percebemos como ele era estrategista e parece que tinha sempre um plano para atingir seus objetivos. Sua estratégia é vista em ações como aproveitar-se da fome de Esaú, participar do plano de sua mãe, propor seu trabalho em troca de Raquel, usar as varas verdes no nascimento dos rebanhos, planejar a sua fuga do Oriente, dividir seu povo em dois grupos e enviar presentes a Esaú. Nelas, percebemos que Jacó era um homem de ação, e com isso não estou dizendo que seja errado agir. É importante saber o que fazer, principalmente diante de situações de crise. Mas entre o planejamento e a ação é necessário que sempre tenhamos em mente a vontade de Deus. Devemos sempre perguntar ao Senhor: “O que queres que eu faça?”

A Bíblia diz que Jacó estava só. Aquela luta representava a sua experiência pessoal com Deus. Não havia testemunhas. Isso é tão interessante e importante de se observar, amados! Porque aquela noite dividiu a vida de Jacó em antes e depois. Foi depois daquela experiência que Jacó recebeu um nome novo. O Senhor olha para cada um de nós como se fôssemos Seus filhos únicos. Não me pergunte como isso funciona, pois está além da compreensão humana. É divino! E vale a pena repetirmos e refletirmos novamente no versículo que lemos no início: “Então, disse: Já não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste” (v.28). Eu acredito que a resposta do Senhor quando Jacó perguntou pelo nome dEle era uma pergunta retórica. Era como se o Senhor o questionasse assim: “Por que perguntas pelo Meu nome? Pois você já o conhece!”.

Ó, meus irmãos, como necessitamos dessa experiência do verdadeiro conhecimento de Deus! Jacó errou muito na vida, mas perseverou em buscar ao Senhor e o Senhor o honrou e o recompensou por isso. Todos nós somos pecadores e indignos da misericórdia e da fidelidade de Deus. Mas Ele nos ama com amor eterno e deseja que cada um de nós tenhamos uma experiência pessoal com Ele. Foi após aquela noite de luta que Jacó declarou: “Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva” (v.30). Lembram de Jó? Foi depois da sua experiência pessoal com o Senhor que ele declarou: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6).

Sabem, amados, um verdadeiro encontro com Deus que promove um verdadeiro reavivamento, é revelado no manquejar de uma vida quebrantada pelo Espírito Santo. Jacó voltou para o seu povo diferente. E o Senhor deseja nos tornar diferentes. Não no sentido de sermos melhores do que os outros, mas em reconhecermos a nossa grande necessidade da bênção divina, a ponto de como Jacó clamarmos: “Não Te deixarei ir se me não abençoares” (v.26). A culpa que consumia a mente de Jacó foi dissipada naquela noite. Que tal experimentarmos o mesmo? Deus está ansioso por realizar esse milagre em nossa vida.

Logo, estaremos diante da hora mais escura deste mundo, e só poderão contemplar o romper do dia vendo a face do Senhor os que, semelhante a Jacó, perseverarem na oração. Jesus está às portas, amados! Perseveremos em buscá-Lo e em permanecer em Sua presença até que Ele mesmo nos dê “uma pedrinha branca, e sobre esta pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Ap.2:17). O seu nome na eternidade representará a sua experiência pessoal com Deus. Isso é lindo! Isso é maravilhoso! Isso é graça! Que o Deus de Israel seja o seu Deus também!

Pai Santo e Bendito, como a Tua graça se manifestou de maneira tão grandiosa no vau de Jaboque, que ela se manifeste a nós também onde quer que estivermos. Pode ser que não precise ser uma experiência tão impactante como a de Jacó, mas certamente sabemos que o Senhor realizará o suficiente para nos salvar e nos dar um nome novo. Obrigada, nosso Deus, por Tua misericórdia e fidelidade mesmo diante da nossa indignidade! Clamamos por Tua bênção e continuaremos a clamar até que nos abençoes na vinda de nosso amado Salvador. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, filhos únicos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis32 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100