Filed under: Sem categoria
“Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus?” (v.19).
A morte de Jacó causou grande comoção não só à sua família, mas também aos egípcios, que ‘o choraram por setenta dias’ (v.3). Após esse período, José transmitiu à casa de Faraó o pedido de Jacó para ser sepultado ‘na caverna do campo de Macpela, que Abraão comprara com o campo, por posse de sepultura’ (v.13). Com a permissão de Faraó, José viajou com o corpo embalsamado de Jacó, acompanhado de seus irmãos e dos ‘principais da terra do Egito, de modo que o cortejo foi grandíssimo’ (v.9). A parada para mais sete dias de lamentação e luto, que chamou a atenção dos próprios cananeus, revela o quão impactante foi a influência de Jacó no Egito.
Ainda com o coração entristecido, José teve que lidar com a desconfiança de seus irmãos. Temendo a vingança de José pelo mal que lhe haviam feito, enviaram mensageiros com um suposto pedido de Jacó, ‘antes da sua morte’ (v.16). A Bíblia relata que, enquanto a mensagem era entregue, José chorava. Seus irmãos haviam convivido com ele durante os dezessete anos em que seu pai viveu no Egito, mas, mesmo assim, duvidaram do amor e do perdão de José. No entanto, as palavras e a atitude de José revelaram mais uma vez seu caráter nobre: ‘Assim, os consolou e lhes falou ao coração’ (v.21). José teve uma vida feliz e longeva, fazendo ‘jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui’ (v.25).
Amados, iniciamos o livro de Gênesis com a origem da vida no Éden e o terminamos com a morte de José no Egito. De Adão a José, acompanhamos a jornada da humanidade após a sua queda. E do Éden ao Egito, acredito que já percebemos o enorme contraste causado pelo pecado. No princípio, enquanto Deus dava vida ao mundo, ‘as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus’ (Jó 38:7). No fim do livro, a morte de Jacó causou ‘grande e intensa lamentação’ (v.10). Contudo, assim como no começo o Senhor manifestou Sua graça e perdão ao casal errante que merecia a morte – prometendo cuidar deles e de sua descendência, e lhes dando consolo ao coração –, no final, José confirmou seu perdão a seus irmãos errantes, prometendo cuidar deles e de seus filhos, e ‘lhes falou ao coração’ (v.21).
Ó, meus irmãos, ainda existe graça! Ainda existe perdão! E podemos, como José, ser instrumentos da graça e do perdão de Deus na vida de nossos semelhantes. Podemos confiar que, onde o primeiro Adão falhou, o segundo triunfou. ‘Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O último Adão, porém, é espírito vivificante’ (1Co.15:45). ‘Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos’ (Rm.5:19). Espero que a mensagem contida no livro de Gênesis tenha ficado muito clara e permaneça muito viva em nosso coração: Deus não abandonou a humanidade à sua própria sorte, mas, em Cristo, o segundo Adão, a redimiu e a perdoou. A decisão agora é nossa: Aceitaremos essa oferta gratuita de salvação?
Nosso amado Deus, sabendo que Jesus é o Verbo, a própria Palavra, nós Te agradecemos porque O encontramos já aqui em Gênesis. Desde o fato de que Ele é o Princípio da Tua criação, o segundo Adão, o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, e em José, percebemos um tipo de Cristo, tudo isso enche o nosso coração de esperança e de confiança em Tuas fiéis promessas. Nós Te agradecemos, Pai, pelo conhecimento de Ti através do livro de Gênesis! E o fazemos em nome de Jesus, o vitorioso Filho do Homem. Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos e perdoados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis50 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“A Tua salvação espero, ó Senhor!” (v.18).
As últimas palavras de Jacó foram predições que revelavam o que havia de acontecer à sua descendência ‘nos dias vindouros’ (v.1). Mas algumas bênçãos de Jacó a seus filhos mais pareciam maldições. Na verdade, o caráter de cada um também foi revelado, desde Rúben até Benjamim. Mesmo aqueles que receberam palavras mais duras, o objetivo ali era o de abrir-lhes os olhos para a necessidade de uma mudança genuína. Dentre todos, Dã foi chamado de serpente e de traidor. Era o famoso ‘morde e assopra’. Contudo, foi o único filho em que Jacó acrescentou um clamor: ‘A Tua salvação espero, ó Senhor!’ (v.18). O velho pai percebeu a seriedade da situação, caso seu filho não se arrependesse.
Apesar de ser o mais velho, Rúben em certo sentido perdeu a bênção da primogenitura, pois ousou deitar-se ‘com Bila, concubina de seu pai’ (Gn.35:22). A Simeão e Levi foi atribuído um trato violento, devido ao episódio em que mataram todos os homens de Siquém para vingar a humilhação de sua irmã Diná (Gn.34:25). Das bênçãos proferidas, a de Judá certamente é a mais especial. O seu arrependimento provou-se verdadeiro e Deus tinha planos para a sua descendência que ele nunca poderia imaginar. Pois a bênção de Judá apontava para Cristo, o Redentor do mundo. Não sei se Judá entendeu a grandiosidade daquelas palavras, mas certamente, aqueceram e fizeram arder o seu coração.
Outra bênção muito especial foi dada a José. Na verdade, foram bênçãos de toda sorte, ‘bênçãos dos altos céus’, ‘bênçãos das profundezas’, ‘bênçãos dos seios e da madre’ (v.25), para aquele ‘que foi distinguido entre seus irmãos’ (v.26). José realmente era diferente de seus irmãos e em toda a sua vida buscou ser fiel a Deus e andar em integridade na Sua presença. Ele, de fato, poderia ter sido o escolhido para gerar a descendência da qual viria o Messias. Mas acredito que a eleição de Judá revela algo maravilhoso: Deus tem propósitos grandiosos para todo pecador que se arrepende. Se Judá compreendeu, de fato, o que significavam as palavras de seu pai, em seu íntimo deve ter declarado: ‘Eu não mereço!’.
Amados, quando a graça de Cristo atinge em cheio um coração arrependido, a primeira reação é justamente esta: ‘Senhor, eu não mereço!’. Essa é a condição que permite ao Espírito Santo encontrar entrada e fazer morada. Mas é por não merecermos, é por nossa grande necessidade, que a graça de Deus encontra a sua razão de ser. Talvez se na genealogia de Jesus encontrássemos apenas homens como Enoque, José, Elias, Daniel, poderíamos pensar: ‘Que chance há para mim?’. Porém, na genealogia do Salvador do mundo encontramos homens e mulheres que cometeram muitos pecados e até mesmo crimes graves, mas que encontraram lugar de arrependimento e foram transformados pelo poder da graça divina.
Portanto, as palavras de repreensão de Jacó a alguns de seus filhos foram profecias condicionais. Se permitissem que Deus lhes transformasse o caráter, a última palavra a respeito de seu futuro seria do Pai Celestial. A tribo de Levi, por exemplo, por ter demonstrado zelo pelas coisas de Deus, recebeu a bênção divina (Êx.32:25-29) e foi eleita como a única tribo que poderia servir no templo (Nm.3:11-12). Da mesma forma, Deus pode mudar a sorte de qualquer pessoa que, sinceramente, O busque de todo o coração. Ele tem o poder de transformar prostitutas em mulheres puras, assassinos em homens de paz, bêbados em homens sóbrios, orgulhosos em humildes, avarentos em caridosos. Ou seja, há oportunidade para todos. ‘Porque para com Deus não há acepção de pessoas’ (Rm.2:11).
Ainda existe graça disponível para você. Aceite, hoje, esse dom gratuito! Entregue ao Senhor o papel da história de sua vida. Se você permitir, Ele apagará os seus pecados com a borracha do sangue de Jesus e escreverá o seu nome no Livro da Vida do Cordeiro com tinta que jamais se apaga.
Pai Eterno, nós Te agradecemos porque ainda que tenhamos tomado decisões erradas no passado, o Senhor deseja cuidar de nós no presente, nos preparando para um futuro glorioso. Tantos são os defeitos de caráter que precisam ser corrigidos em nossa vida! Ajuda-nos, Pai, por Tua graça e misericórdia! Como Davi, clamamos: ‘Cria em nós um coração puro e renova dentro de nós um espírito reto’! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, transformados pela graça!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis49 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“E José, tirando-os dentre os joelhos de seu pai, inclinou-se à terra diante da sua face” (v.12).
Avançado em dias e enfermo, Jacó sabia que logo descansaria. Avisado do estado de saúde de seu pai, José foi vê-lo, acompanhado de seus dois filhos. Os momentos que se seguiram não foram simplesmente palavras de bênção de um avô a seus netos, mas a bênção profética dita pelo patriarca que, sob a inspiração de Deus, revelou o futuro de Manassés e Efraim, que fariam parte das doze tribos de Israel. Cruzando seus braços e concedendo a bênção principal a Efraim, ‘que era o mais novo’ (v.14), Jacó não foi enganado por sua visão obscurecida, como José pensou. Pelo contrário, foi guiado pela visão espiritual de quem sabia o que estava fazendo: ‘Eu sei, meu filho, eu o sei’ (v.19). ‘E pôs o nome de Efraim adiante do de Manassés’ (v.20).
Veremos em nossos estudos que a profecia de Jacó se cumpriu com precisão. O velho homem estava em sã consciência e, mesmo em seu estado frágil, revelou a força do alto que o habilitava a dar as últimas instruções, relembrando e confirmando as promessas de Deus sobre a sua descendência e o seu fiel cumprimento. ‘Eis que morro, mas Deus será convosco e vos fará voltar à terra de vossos pais’ (v.21).
Deus foi com Jacó em sua juventude, no decorrer de sua vida, e não foi diferente em sua velhice. E ainda que tivesse passado um período sombrio pela notícia da perda de José, Deus não o abandonou nem o rejeitou. Jacó se afundou em uma tristeza profunda, mas o Senhor o sustentou, concedendo-lhe saúde e longevidade até que a noite de sua tristeza fosse transformada no alvorecer de grande alegria. José honrou e cuidou de seu pai nos últimos anos de sua vida, e a atitude de se inclinar à terra diante do pai era uma demonstração clara de que ele poderia ser o governador do Egito, mas nunca estaria acima da autoridade de seu pai, ainda que este estivesse velho, parcialmente cego e doente.
O quinto mandamento nos ordena: ‘Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá’ (Êx.20:12). E isso inclui o cuidado e o respeito para com os pais até mesmo na velhice. Acusado de transgredir a tradição dos anciãos, Jesus condenou a hipocrisia dos escribas e fariseus que, para guardar suas próprias tradições, transgrediam o mandamento de Deus. E lhes disse: ‘Mas vós dizeis: Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: É oferta ao Senhor aquilo que poderias aproveitar de mim; esse jamais honrará a seu pai ou a sua mãe. E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição’ (Mt.15:5-6). Recusar-se a cuidar dos pais, revertendo os recursos que lhes poderiam ser úteis para empregar em algo que seja mais importante, ainda que de natureza religiosa, é invalidar a Palavra de Deus, e isso é pecado.
Lembram que conversamos há alguns dias sobre os tempos difíceis? Dentre as razões apresentadas pelo apóstolo Paulo está a desobediência aos pais (2Tm.3:2). É uma realidade que, infelizmente, temos visto crescer no mundo e, o que é pior, até mesmo em nosso meio. Crianças e jovens têm sido instruídos e educados (para não dizer “deseducados”) na escola das telas, e estas, por sua vez, têm sido bem eficientes em corromper ‘os bons costumes’ (1Co.15:33). Muitos pais cristãos também sofrem por ter depositado sua confiança na educação do lar e submeter seus filhos ainda imaturos às instituições seculares que, em sua maioria, lhes devolvem filhos confusos ou descrentes.
Não digo que não há exceções, amados. E graças a Deus por isso! Até mesmo porque José foi enviado ainda jovem à corte corrupta do Egito. Mas pensem bem: ele não foi por vontade própria, muito menos porque Jacó o enviou. Chegando lá, José teve de enfrentar sozinho as dificuldades, mas sempre mantendo sua mente em Deus e com intenso trabalho útil. Hoje, a maioria de nós enfrentamos grandes dificuldades na educação de nossos filhos, em grande medida porque fizemos o possível para evitar suas próprias quedas e fracassos ou porque julgamos que determinar-lhes certas tarefas domésticas ou lhes ensinar um trabalho útil não condiziam com a sua fase infantil. Em outras palavras: nós os mimamos demais. E isso se reflete em uma geração que não conhece a Deus e que não suporta passar por frustrações.
Com isso, muitos têm perdido o temor de Deus, não se importando com os Seus mandamentos nem tampouco com o bem-estar da própria família. Parece um assunto muito diferente do que lemos no capítulo de hoje, mas, à luz do quinto mandamento do Decálogo, observe bem a relação de respeito e até de certo temor entre José e seu pai, e entre Jacó e seus netos. Você vai perceber que não se trata de um comportamento que condizia apenas com aquela época e naquele contexto, mas que pode ser vivido hoje no meio do Israel de Deus, se, como José, formos filhos ‘em quem há o Espírito de Deus’ (Gn.41:38). Que o Espírito Santo habite em nossa vida, e que isso seja refletido em nosso lar de forma poderosa e influente!
Querido Pai Celestial, os Teus mandamentos são luz e vida e, em obedecê-los, há felicidade. O Senhor não disse para honrarmos nossos pais se eles forem perfeitos, mas que os honremos porque isto é justo. E nós queremos viver a Tua vontade. Perdoa-nos se falhamos nesse ponto e ajuda-nos a sermos filhos que tratam seus pais com respeito, simpatia e dignidade! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos obedientes!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis48 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Assim, habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen; nela tomaram possessão, e foram fecundos, e muito se multiplicaram” (v.27).
José teve todo o cuidado de preparar sua família para encontrar o rei do Egito. Na verdade, ele levou apenas ‘cinco de seus irmãos e os apresentou a Faraó’ (v.2). Essa visita e a resposta de seus irmãos à pergunta do monarca confirmou sua posse na terra de Gósen e lhes garantiram o ofício de cuidar de todo o gado de Faraó. Então, chegou a vez de José apresentar seu pai a Faraó. A realidade no Antigo Egito era que a expectativa de vida girava em torno de trinta anos. A maioria das múmias, por exemplo, é de jovens que morreram entre os dezessete e os vinte e cinco anos. Por isso, a primeira coisa que despertou a curiosidade de Faraó foi perguntar a idade de Jacó, que era de ‘cento e trinta anos’ (v.9).
Aquela informação o impressionou profundamente. É bem provável que Faraó nunca tivesse visto alguém com aquela idade. ‘E, tendo Jacó abençoado a Faraó, saiu de sua presença’ (v.10). Certamente, a longevidade e a fertilidade do povo de Israel foram consideradas por Faraó e seu povo como mais uma prova da bênção de Deus sobre José e sua família. E tendo a fome prevalecido a cada ano do período de sete anos, José engrandeceu ainda mais o reino do Egito, pois, em troca de alimento, o povo entregou a José todo o seu dinheiro, todo o seu gado, todas as suas terras e, inclusive, a sua própria vida. Para quem havia sido vendido como escravo, acredito, José não tinha a intenção de escravizar o povo, mas ao estabelecer que eles poderiam permanecer na terra, plantar e colher, e entregar a Faraó apenas um quinto de tudo o que plantassem, o próprio povo declarou: ‘A vida nos tens dado!’ (v.25).
E como Jacó havia desfrutado da companhia de José em seus primeiros dezessete anos, Deus lhe concedeu a alegria de estar perto de José por mais dezessete anos. De modo que os anos da vida de Jacó ‘foram cento e quarenta e sete’ (v.28). Percebendo que se aproximava do fim de sua vida, Jacó chamou José e o fez prometer não o enterrar no Egito, mas que o sepultasse no túmulo de seus pais, na caverna de Macpela, lembram?
Amados, o Egito passou por um tempo de grandeza e prestígio por causa de José. Tudo o que ele empreendia, Deus abençoava. Se a influência de um só homem impactou toda uma nação e até mesmo o mundo daquela época, o que o Senhor não poderia realizar hoje, se todos nós tivéssemos o mesmo caráter daquele homem de Deus? O mundo já teria sido iluminado com a glória de Deus (Ap.18:1), e Jesus já teria voltado. Diante de Faraó, o testemunho do povo de Israel revelou prosperidade espiritual, inteligência e longevidade. E o mesmo Deus que guiou o Seu povo no passado, deseja guiar a Sua igreja hoje, a fim de que sejamos cheios do Espírito Santo, inteligentes e longevos.
Nós temos em mãos a mensagem completa: a do evangelho eterno, da verdadeira educação e da saúde plena. O que temos feito com essa preciosa mensagem, amados? Temos guardado? Temos pregado, mas sem vivê-la? Temos ignorado? Ou temos buscado, pela graça de Deus, vivê-la e transmiti-la? Precisamos estudar o método de Cristo para entender qual a nossa missão: ‘Percorria Jesus toda a Galileia, ENSINANDO nas sinagogas, PREGANDO o evangelho do reino e CURANDO toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo’ (Mt.4:23). O grande Médico-Missionário tinha o tratamento 100% eficaz para a cura do corpo e da alma. E Ele nos confiou o seu protocolo contra o pecado para que possamos, como José, abençoar a vida de muitos.
Se você aceitar ser um instrumento do Espírito Santo, sua longevidade será eterna.
Pai, ilumina o nosso caminho com a luz da Tua Palavra e nos santifica pelo poder que nela há. Não temos luz própria, Senhor. Dependemos totalmente de Cristo para que Ele brilhe em nós e nos torne Suas testemunhas. Desejamos fazer parte da profecia de Apocalipse 18:1, para que o mundo todo seja alcançado com a Tua mensagem de esperança. Usa-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, luz do mundo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis47 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Então disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito, porque lá Eu farei de ti uma grande nação” (v.3).
Sem perder tempo, Jacó partiu com sua família e fez uma parada em Berseba, que ficava na fronteira sul do que futuramente seria a nação de Israel. Ali, ele ‘ofereceu sacrifícios ao Deus de Isaque, seu pai’ (v.1). E a Bíblia diz que Deus falou a Jacó ‘em visões, de noite’ (v.2). O que significa que ele não estava dormindo. É bem provável que o sono tivesse lhe deixado, devido à conjuntura dos acontecimentos. Tão ansioso quanto José de reencontrar seu pai, estava Jacó de reencontrar seu filho. Observem que Deus o chamou pelo nome de Jacó, não de Israel. Relembrar sua história passada seria de grande ajuda naquele momento em que precisava perdoar seus filhos por terem mentido a respeito de José por mais de vinte anos. Era como se o Senhor lhe dissesse: ‘Se houve oportunidade de mudança para você, pode haver para eles também’.
Em seguida, a fala do Senhor a Jacó apresenta uma ordem bem interessante. Ele disse:
- ‘Eu sou Deus, o Deus de teu pai’. Não sabemos exatamente como foi essa visão. O certo é que Jacó estava diante do “Eu Sou”, assim como um dia estiveram Abraão e Isaque. Era como se quisesse deixar bem claro que Ele permanecia sendo o mesmo Deus, e por mais que as circunstâncias parecessem desfavoráveis, Ele continuava sendo Deus, o Deus de seu pai;
- ‘Não temas descer para o Egito’. Mesmo diante do desejo de rever José, Jacó pode ter pensado não estar agindo conforme a vontade de Deus, subindo para um país pagão com toda a sua casa (v.27). Deus apareceu para dar paz ao atribulado ancião;
- ‘Porque lá Eu farei de ti uma grande nação’. Ainda que estivessem em terra estranha, a promessa de Deus permaneceria em pé;
- ‘Eu descerei contigo ao Egito e te farei subir, certamente’. A promessa da companhia divina, sem dúvida, superava qualquer outra coisa. Deus prometeu estar com Jacó e usou o seu nome, apontando, na verdade, para a sua descendência, que futuramente regressaria à terra prometida a seus antepassados;
- ‘A mão de José fechará os teus olhos’ (v.4). E, por último, lhe deu a certeza de que Jacó não morreria sem ver novamente o seu filho amado.
Jacó mandou Judá à frente, para saber o caminho para Gósen. Quando chegaram, ‘José aprontou o seu carro e subiu ao encontro de Israel, seu pai’ (v.29). O que vemos a seguir é um dos mais comoventes encontros descritos na Bíblia. Ao ver seu velho pai, José ‘lançou-se-lhe ao pescoço e chorou assim longo tempo’ (v.29). Sua família, então, foi estabelecida numa das melhores regiões de toda a terra do Egito, privilegiada por estar próxima ao Nilo, mas distante o suficiente da corrupção da corte egípcia. José usou de sabedoria ao instruir seus irmãos no que deveriam declarar a Faraó sobre o ofício deles, como mais uma forma de protegê-los da influência idolátrica daquele povo.
Estamos vivendo tempos difíceis, amados. Talvez alguns pensem que não, visto não estarmos enfrentando um período tão terrível quanto o foi na Primeira ou Segunda Guerras Mundiais, por exemplo. O que acontece, contudo, é que a expressão ‘tempos difíceis’ pode significar, para uns, tempos de fome; para outros, tempos de guerra; ainda outros podem associar as dificuldades a tempos de doenças. Mas acredito fortemente no que a Palavra de Deus nos diz sobre tempos difíceis e quando aconteceriam: ‘Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis’ (2Tm.3:1). E na continuação do texto, o apóstolo Paulo não se referiu a fomes, guerras, desastres naturais ou epidemias. Na verdade, Jesus apontou para estas coisas como sendo ‘o princípio das dores’ (Mt.24:8).
Paulo apresentou a sede moral do próprio homem como uma bomba-relógio prestes a explodir, causando resultados ainda mais trágicos do que poderia causar uma bomba nuclear. Egoísmo, avareza, presunção, arrogância, desobediência, crueldade, traição são apenas algumas das razões apresentadas pelo apóstolo que tornaria os nossos dias em verdadeiros tempos difíceis. Talvez o que mais causasse tristeza ao coração de Jacó fosse perceber as falhas de caráter de seus filhos. Como ele desejava que cada um deles passasse por sua própria noite de luta com o Senhor! Seriam eles que dariam continuidade à nação eleita de Deus e, para isso, os ‘filhos de Israel’ (v.8) precisavam conhecer o Deus de seu pai.
Amados, José foi um homem diferenciado porque permitiu ser guiado por Deus e ter seu caráter moldado segundo o padrão celestial. Seu plano de deixar sua família separada dos egípcios foi uma forma de mantê-los afastados do que ele sabia que poderia ser uma pedra de tropeço na vida de seus irmãos, que não possuíam a mesma fibra de caráter de José para recusar os prazeres ali oferecidos. A fome não representava um mal maior do que a corrupção que poderia atingi-los. Necessitamos deste mesmo discernimento hoje. Em um mundo corrompido pelo pecado e quase a atingir o limite do cálice da ira de Deus, nosso maior cuidado deve ser com a nossa mente, a sede de nossos pensamentos.
Estamos nos aproximando daquele dia em que poderemos nos lançar ao pescoço de nosso Pai Celestial e abraçá-Lo e chorar longamente enquanto Ele enxuga as nossas lágrimas. Que você e eu não façamos parte da estatística dos tempos difíceis. Mas, qual José, que o nosso caráter seja provado e aprovado pelo Céu.
Nosso Pai amado, não vemos a hora de correr ao Teu encontro e Te abraçar longamente! Certamente também choraremos como crianças. Não permitas, Senhor, que as avenidas da nossa alma se voltem e sejam atraídas para a corrupção que há no mundo! Mas que a nossa mente esteja firmada em Ti, sendo transformada e preparada para resistir, um dia de cada vez, a estes tempos difíceis. Dá-nos, ó Deus, o Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, transformados pelo Espírito!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis46 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“José beijou a todos os seus irmãos e chorou sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele” (v.15).
Ao ouvir as palavras de Judá e perceber a mudança ocorrida em seu coração, José não pôde mais conter a emoção. Ordenando que todos os egípcios saíssem de onde estava com seus irmãos, José ‘levantou a voz em choro, de maneira’ que nem adiantou muito retirá-los dali, pois ‘os egípcios o ouviam e também a casa de Faraó’ (v.2). A pergunta que poderia estar na mente de Judá e seus irmãos naquele momento era: ‘O que está acontecendo?’ Eles não entendiam o porquê de tamanha comoção do governador do Egito, até que aquele homem declarou, com voz ainda embargada: ‘Eu sou José; vive ainda meu pai?’ E eles ‘não lhe puderam responder, porque ficaram atemorizados perante ele’ (v.3).
Enquanto José falava e explicava tudo, imagino aqueles homens tentando processar tudo o que estava acontecendo. Imagino-os lembrando dos sonhos de José e do dia em que o venderam sem se importar com os seus rogos. Tudo deve ter lhes passado na mente como um filme, e temeram. Mas José lhes falou ao coração e deixou bem claro que não foram eles que o enviaram ao Egito, mas Deus, ‘para conservação da vida’ (v.5). Então, beijou cada um de seus irmãos e chorou com eles, deixando bem claro que os havia perdoado. Só então, ‘seus irmãos falaram com ele’ (v.15). E aquele encontro familiar chegou ao conhecimento de Faraó e seus oficiais, que muito se alegraram com a notícia.
José tinha pressa em ver seu pai. Após uma separação de vinte anos, seu maior desejo era o de reencontrá-lo. Abastecidos com o melhor do Egito e levando consigo algumas das carruagens de Faraó, aqueles irmãos partiram de volta a Canaã com a seguinte ordem de José: ‘Não contendais pelo caminho’ (v.24). Ou seja, José sabia que todo aquele drama familiar poderia despertar lembranças amargas e provocar acusações de uns para com os outros. E ao chegarem em casa e declararem a Jacó: ‘José ainda vive e é governador de toda a terra do Egito’ (v.26), parecia que o coração do velho pai tinha parado de bater, de forma que não acreditou neles. Mas ao ouvir de seus filhos tudo o que havia acontecido e vendo as carruagens egípcias, ‘reviveu-se-lhe o espírito’ (v.27) e se apressou em descer ao Egito para reencontrar seu filho amado.
Dramas familiares são uma constante no mundo desde a entrada do pecado. O primeiro homicídio aconteceu ainda na família de Adão, quando Caim matou seu irmão Abel (Gn.4:8). Desde então, cada família tornou-se o principal alvo do inimigo, em sua ânsia por destruir a instituição sagrada de Deus. Mas apesar das insistentes investidas de Satanás, o Senhor tem o poder de transformar tragédias em finais felizes quando um filho Seu exerce fé e clama por Seu auxílio. A promessa para as famílias do Seu povo nestes últimos dias revela a obra que o Espírito Santo está realizando hoje. Pois assim diz o Senhor: ‘Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a Terra com maldição’ (Ml.4:6).
O perdão que José concedeu a seus irmãos é a chave que pode abrir a porta da reconciliação e da união em muitas famílias. Perdão não é um sentimento, perdão é uma decisão. Mas mesmo o perdão também é um dom de Deus, e como tal é necessário ser liberado por um coração em que Cristo habita. Tanto quem perdoa quanto quem é perdoado passam por um processo de readaptação e recuperação da confiança, que pode levar um bom tempo. Em alguns casos, porém, o perdão não significa um retorno à convivência. E pode até ser saudável e prudente que seja assim. Mas, seja qual for o resultado, o perdão verdadeiro sempre promove a cura do coração e o alívio da mente.
Seja qual for a situação em que esteja vivendo hoje, entregue tudo aos cuidados do Senhor. Permita que Ele abrande o seu coração e o torne lugar de Sua morada. Como José e seu pai estavam ansiosos pelo reencontro, há um Pai Celestial que não vê a hora de correr ao nosso encontro, nos abraçar e beijar e declarar com grande júbilo: ‘este Meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado’ (Lc.15:24). Lembre-se sempre de que foram os nossos pecados que crucificaram o Senhor da Glória. E se Ele nos perdoou e a tal ponto nos amou, também espera que nos perdoemos uns aos outros. ‘Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará’ (Mt.6:14).
Nosso Pai do Céu, juntamente com meus irmãos, clamo a Ti por Teu auxílio no desafio de perdoar! Somente um coração subjugado pelo Espírito Santo, e no qual Cristo habita, pode liberar o perdão porque entende o alto preço que foi pago por sua vida, quando ainda pecador. Em Cristo, o Senhor nos reconciliou Contigo, e somente em Cristo, podemos nos perdoar uns aos outros. Concede-nos, ó Deus, a mente e o coração de Cristo, para que sejamos Seus imitadores! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, imitadores de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis45 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“O meu copo de prata pô-lo-ás na boca do saco de mantimento do mais novo, com o dinheiro do seu cereal. E assim se fez segundo José dissera” (v.2).
Tratar Benjamim de forma especial em sua mesa não foi suficiente para que José provasse o caráter de seus irmãos. Mantendo sua identidade ainda em segredo, José contou com o apoio e a discrição do mordomo de sua casa, que logo colocou em prática o plano de seu senhor. Já fora da cidade e aliviados por retornarem em paz com Benjamim e os mantimentos necessários para suas famílias, os irmãos de José foram surpreendidos com a acusação do mordomo de José. Maior surpresa, porém, tiveram ao ver o copo de prata do governador sendo retirado do saco de Benjamim. O que se seguiu foi uma viagem de volta cheia de lamentação e espanto.
Diante da possibilidade de retornar para casa sem Benjamim, Judá iniciou talvez a defesa mais emocionante de toda a Escritura. Aquele que foi o mentor da venda de José como escravo aos ismaelitas agora se oferecia como escravo no lugar de seu irmão. O plano de José, então, foi plenamente satisfeito. Ele percebeu que estava diante de outro homem. Não se tratava mais daquele Judá invejoso e irascível, mas de um homem forjado pelo sofrimento de uma consciência culpada e que estava disposto a dar a vida pelo filho amado de seu pai. Judá não suportaria novamente causar tamanha dor ao coração de seu velho pai, pois declarou: ‘Para que não veja eu o mal que a meu pai sobrevirá’ (v.34).
O que senti ao ler o capítulo de hoje foi como se nunca o tivesse lido antes. Senti meu coração arder em cada palavra dita por Judá. Ele intercedeu por seu irmão com inteireza de coração e demonstrou verdadeiro fruto de arrependimento. Porque a tristeza que o consumia naquele momento não era pela punição que sofreria, nem uma preocupação com a sua reputação ou de explicar que tudo aquilo não passava de um mal-entendido. Não, meus irmãos! O que Judá não poderia suportar era entristecer o coração de seu pai. E nós, amados? Quando a nossa consciência nos acusa, o que tememos? Tememos o castigo? Tememos que outros saibam? Inventamos desculpas para aplacar nosso sentimento de culpa? Ou não suportamos a ideia de entristecer o coração de nosso Pai Celestial?
Que emoção José experimentou ao perceber que estava diante de um irmão transformado! Amados, todo o céu chora de alegria e ‘há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende’ (Lc.15:10). E o genuíno arrependimento é aquele que provém de um coração que sofre ao perceber que feriu o coração de Deus. Assim como Judá se ofereceu como fiador de seu irmão, Jesus não somente se ofereceu, mas consumou o ato e pagou o preço do nosso resgate. O Leão da tribo de Judá se deu para pagar uma dívida que jamais conseguiríamos pagar e ainda prometeu voltar e nos levar para morar na casa de Seu Pai.
Que essa boa notícia aqueça o nosso coração e o transforme um dia de cada vez, até que estejamos dispostos a dar a nossa vida, se preciso for, por amor aos nossos irmãos. E se o verdadeiro arrependimento e conversão ainda não nos alcançaram, que seja uma realidade em nossa vida agora, pois ‘eis, agora, o dia da salvação’ (2Co.6:2).
Nosso Pai Celestial, infelizmente a nossa teimosia muitas vezes nos faz passar por experiências que poderiam ser evitadas se tão somente conservássemos os nossos olhos sempre em Ti. Mas ainda assim, o Senhor deseja usar cada uma delas a fim de endireitar os nossos caminhos e para que possamos Te conhecer. E quando Te conhecemos, Pai, o que mais tememos é ferir o Teu coração. Se o fizemos, Senhor, que a Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que esse arrependimento nos conduza ao genuíno reavivamento. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, homens e mulheres transformados pelo amor!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis44 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“José se apressou e procurou onde chorar, porque se movera no seu íntimo, para com seu irmão; entrou na câmara e chorou ali” (v.30).
Não sabemos quanto tempo os irmãos de José demoraram para retornar, mas foi tempo suficiente para consumirem todo o cereal que haviam trazido do Egito. Diante do pedido de Jacó para que voltassem e comprassem mais mantimento, Judá viu a oportunidade de convencer seu velho pai a levar Benjamim com eles. Mesmo relutante, Jacó permitiu e usou a mesma estratégia que anos antes havia empregado com Esaú: mandou preparar muitos presentes para José e os abençoou, dizendo: ‘Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia perante o homem, para que vos restitua o vosso outro irmão e deixe vir Benjamim’ (v.14).
Era um tempo de prova para toda a família. Cada um precisava exercer sua fé em Deus, desde Jacó até Benjamim. Enquanto isso, José aguardava ansioso o retorno de seus irmãos com seu irmão mais novo. Ao ver Benjamim, ordenou a um de seus empregados que os preparassem para almoçar em sua casa. Essa notícia fez estremecer o coração de seus irmãos, que pensaram se tratar de um encontro para acusá-los de roubo por causa do dinheiro que lhes voltou nos sacos de cereais. O que os intimidava, na verdade — e sua constante desconfiança e medo — era uma consciência culpada desde o tempo em que venderam José como escravo. A cada ameaça de infortúnio, sua consciência os acusava e os fazia pensar que estavam diante de um castigo divino.
Mesmo sendo tratados agora com brandura e certos privilégios, ‘prepararam o presente’ (v.25) para entregar ao governador do Egito. Era muito difícil para eles não olharem com desconfiança para aquele momento. Chegaram a pensar que seriam punidos com a mesma sorte de José, sendo capturados como escravos (v.18). O que é isso, senão o resultado de uma mente cheia de culpa? A culpa tem seu lugar no processo que envolve o genuíno arrependimento. Ela age como a dor que indica que algo está errado. Mas, se for canalizada para o eu — como se tivéssemos o poder de vencê-la por meio de nossos próprios esforços —, ela pode levar ao mesmo fim de Judas, que tentou devolver as moedas aos sacerdotes e anciãos, mas, vendo que não adiantou, ‘foi enforcar-se’ (Mt.27:5). Contudo, se como Pedro, encontrarmos o olhar de Jesus (Lc.22:61), experimentaremos o verdadeiro arrependimento, que transforma e redime.
O certo é que, ao invés do que esperavam, os filhos de Jacó foram tratados com honra e dignidade e desfrutaram de uma excelente refeição na casa do oficial mais respeitado e poderoso do Egito. José, contudo, não pôde conter a emoção ao ver seu irmão caçula e ‘procurou onde chorar’ (v.30). E como mais uma forma de provar o caráter de seus irmãos, ‘a porção de Benjamim era cinco vezes mais do que a de qualquer deles’ (v.34). Quando olhamos para a cruz e para tudo o que nosso Salvador teve de passar por causa de nossos pecados, poderíamos nos sentir como os irmãos de José: culpados e passíveis do pior castigo possível. Mas, ao invés disso, Cristo nos prometeu levar para Sua casa e nos tratar com honra e dignidade, enquanto desfrutamos do banquete celestial. Porque ‘Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus’ (2Co.5:21).
Vocês compreendem, amados? Cristo é a nossa Justiça! Essa é a mensagem que deve permear a nossa vida e ser revelada ao mundo. Esse é o evangelho eterno que transforma e salva! Jesus está na mais sagrada câmara do santuário celeste e é ali, no Santíssimo lugar, que Ele está a derramar Suas últimas lágrimas de amor por mim e por você. Não permita que a culpa seja um agente de destruição em sua vida, mas, pela graça de Deus, que ela te faça olhar para Jesus, Aquele que quer te perdoar e te vestir com Sua perfeita justiça.
Nosso amado Pai, obrigado pela maravilhosa obra redentora de Jesus, que nos deixou escrito o caminho para encontrá-Lo! Tu conheces o nosso coração e sabes bem de que somos culpados. Perdoa-nos, Senhor! Purifica-nos de nossos pecados e prepara-nos para Te encontrar! Estamos, agora, abrindo a porta para que o Senhor entre e coma conosco e nós Contigo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, justificados por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis43 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“José era governador daquela terra; era ele quem vendia a todos os povos da Terra; e os irmãos de José vieram e se prostraram rosto em terra, perante ele” (v.6).
A notícia de que ‘havia mantimento no Egito’ (v.1) chegou até Jacó e sua família, pois ‘havia fome na terra de Canaã’ (v.5). Assim, os dez filhos de Jacó empreenderam viagem, levando consigo dinheiro suficiente para retornarem com os suprimentos necessários. Ao se prostrarem rosto em terra perante o irmão que não viam há vinte anos, não o reconheceram. Mas José os reconheceu e, ao ver aquela cena, ‘se lembrou José dos sonhos’ (v.9) que tivera quando ainda jovem. Diante do cumprimento de seus sonhos, como deveria agir? Ele resolveu, então, testar o caráter de seus irmãos. Teriam mudado aqueles que um dia o haviam vendido como escravo?
Fico imaginando como estava o coração de José. Após vinte anos sem ver sua família, ele se deparou justamente com os irmãos que tanto o maltrataram. Acredito que os três dias de prisão de seus irmãos foram três dias de oração para José. Como ele necessitava da sabedoria do alto para saber lidar com uma situação tão desafiadora! E diante da confissão de seus irmãos, que ‘não sabiam que José os entendia’ (v.23), ele, ‘retirando-se deles, chorou’ (v.24). Mas aquelas palavras ainda não provavam uma mudança de coração. Talvez se tratasse apenas de remorso e do medo de serem castigados por Deus. É bem possível que a escolha de algemar Simeão e deixá-lo preso tenha relação com a lembrança de José do irmão que mais o tratou com crueldade.
A ordem de José para que os suprissem de mantimentos e colocassem o dinheiro deles de volta em seus sacos revela sua generosidade, apesar dessa descoberta ter provocado grande temor no coração de seu pai e de seus irmãos. Enquanto Jacó não cedia em enviar Benjamim de volta ao Egito com os irmãos, como estaria José? Afinal, ele estava vivendo o real cumprimento de seus sonhos e ansiava ver novamente seu irmão mais novo e, quem sabe, seu pai. Nós também estamos há muito tempo separados de nosso Pai Celestial e de nosso irmão mais velho, Jesus Cristo. Deus nos deu Suas profecias, que nos ajudam a perceber o quão perto estamos de reencontrá-Lo. E ao vermos o cumprimento profético diante de nossos olhos, precisamos de sabedoria para discernir a vontade do Senhor.
Todos nós estamos passando pelo tempo de prova de nosso caráter. Assim como José com relação a seus irmãos, Jesus está provando o nosso caráter. É necessária a separação entre a escória e o ouro, e as provas determinam de que material somos feitos. Amados, estamos no meio de um fogo cruzado de ideias, teorias e entendimentos sobre os últimos acontecimentos e sua ligação com as profecias finais. Enquanto uns apontam para um provável ano em que Jesus voltará, outros rebatem essa ideia com sarcasmo ou indiferença. De um lado, alarmes soando; de outro, um balde de água fria. Em nome de Jesus, medite na experiência de José e você chegará à mesma conclusão que ele: ‘porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus Se apressa a fazê-la’ (Gn.41:32).
Se um sonho dúplice significa que Deus tem pressa em realizar algo, o que dizer da promessa da segunda vinda de Cristo, repetida na Bíblia cerca de 2500 vezes! Paremos de cogitar sobre ‘tempos ou épocas que o Pai reservou pela Sua exclusiva autoridade’ (At.1:7) e nos preparemos para encontrar o nosso Redentor todos os dias! Para viver o extraordinário, José precisou viver o ordinário. Lembrem-se de Noé: foram 120 anos de preparo até que o Senhor lhe deu a conhecer o tempo do dilúvio (Gn.7:4). Tenho a plena convicção de que Deus tem falado com Seu remanescente hoje e, da mesma forma que cuidou de José e o preparou para o cumprimento de seus sonhos, Ele está preparando um povo para o cumprimento de Sua derradeira promessa.
Por isso, continuemos sonhando com o Céu e com o dia em que abraçaremos Jesus. ‘Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois Quem fez a promessa é fiel’ (Hb.10:23).
Nosso Deus amoroso e grande em fidelidade, Te agradecemos por Tua maravilhosa promessa de que em breve estaremos com o Senhor para sempre! Não sabemos quando será, mas o cumprimento das profecias se avoluma e nosso coração se enche de expectativa em Te encontrar. Não permita, Pai, que essa expectativa atrapalhe a nossa caminhada Contigo. Temos um trabalho diário a fazer. Dá-nos sabedoria para realizar a Tua obra, confiantes em Ti, enquanto não deixamos de sonhar com o Céu. Enche-nos do poder do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo sábio de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis42 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Disse Faraó aos seus oficiais: Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (v.38).
Assim como os dois sonhos de José, quando ainda estava na casa de seu pai, tinham o mesmo significado, os dois sonhos de Faraó também possuíam uma interpretação única. Os sonhos de José apontavam para o que aconteceria após os sonhos de Faraó. Ao interpretá-los, José estava prestes a ver o cumprimento dos seus próprios sonhos. O motivo de ambos terem sonhado duas vezes, de formas diferentes, mas com a mesma interpretação, foi revelado a José: ‘O sonho de Faraó foi dúplice, porque a coisa é estabelecida por Deus, e Deus Se apressa a fazê-la’ (v.32).
Mas se pensarmos bem, José teve que esperar bons anos até que seus sonhos se cumprissem. Apenas do episódio da interpretação dos sonhos do copeiro-chefe e do padeiro-chefe, já haviam se passado dois anos. Ora, dois anos podem parecer pouco para quem tem liberdade, mas para quem está preso, pode ser uma eternidade. O tempo de Deus, no entanto, é diferente do nosso. Vivemos na era do imediatismo, onde tudo precisa ser muito rápido. José teve que aprender a paciência na escola da provação, e sua espera, por fim, recebeu a devida recompensa.
O dom de José de interpretar sonhos e sua excelente habilidade administrativa foram rapidamente notados por Faraó, que concluiu: ‘Visto que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão ajuizado e sábio como tu’ (v.39). Assim como Potifar o colocou como administrador de sua casa e o carcereiro confiou a ele a administração da prisão, Faraó elevou José a governador do Egito. Que relato tremendo da ação de Deus na vida de quem Lhe é fiel! Em toda a terra do Egito, não havia alguém como José, em quem habitava o Espírito de Deus. E essa afirmação foi proferida pela boca de um rei pagão. Louvado seja o nome do Senhor!
Meus irmãos, hoje carecemos grandemente de homens e mulheres nos quais habite o Espírito de Deus! Se fizéssemos um estudo paralelo entre a vida piedosa de José e a de Daniel, teríamos material para escrever um livro. São muitas as semelhanças encontradas nos relatos desses dois servos do Deus Altíssimo. Mas o Senhor nos deixou escrito em Apocalipse que haverá um povo cujo caráter se assemelhará ao desses dois servos. Um remanescente está sendo preparado: um povo que, mesmo suportando o cansaço e a demora, não perde a confiança na bendita promessa de seu Senhor e Rei: ‘Certamente, venho sem demora’ (Ap.22:20).
Com os devidos preparativos, José preparou toda uma nação para o tempo da dificuldade e, por meio do Egito, salvou muitos outros povos, ‘porque a fome prevaleceu em todo o mundo’ (v.57). Chegará o tempo em que o Espírito Santo será derramado em grande abundância sobre o remanescente de Deus, que iluminará toda a Terra. Mas, até lá, somos chamados a viver para a glória de Deus em nossa esfera comum. Antes de chegar ao palácio, José serviu em uma casa e em uma prisão. Isso nos mostra que não importa o lugar onde estamos hoje: podemos servir ao Senhor em fidelidade, seja em nossa casa, no trabalho ou até mesmo em uma prisão, caso você tenha encontrado Jesus ali.
Sonhamos com a volta do nosso amado Redentor! E, no tempo determinado, Ele voltará! Não perca a esperança! Não desista, pois Ele vem buscar ‘aquele que perseverar até o fim’ (Mt.24:13). E quando Ele voltar, que nos encontre como Seus fiéis servos, José e Daniel.
Santo e amado Deus, a Tua Palavra se mostra viva e eficaz a cada dia, e preenche o nosso coração do Teu amor e do Teu temor! Louvado seja o Senhor por Sua fidelidade e por Sua graça! Aguardamos com ansiedade o cumprimento da Tua maravilhosa promessa! Guarda-nos, Senhor, como a menina dos Teus olhos e faz-nos Tuas testemunhas, nas quais habita o Teu Santo Espírito! Livra-nos da prisão deste mundo e vem nos buscar e nos levar para o Teu Palácio! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, príncipes e princesas do reino de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis41 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100