Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 10 – Rosana Barros
15 de junho de 2025, 0:45
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“Então, os oficiais de Faraó lhe disseram: Até quando nos será por cilada este homem? Deixa ir os homens, para que sirvam ao Senhor, seu Deus. Acaso, não sabes ainda que o Egito está arruinado?” (v.7).

Moisés e Arão foram novamente enviados ao encontro de Faraó com a notícia de uma próxima praga devastadora. Essa notícia abalou o coração dos oficiais do reino. Como uma nação que já estava arruinada suportaria um novo caos? Imaginem uma nação, em nossos dias, sofrendo terremotos, furacões, incêndios, pestilências, e isso tudo em um curto intervalo de tempo de um episódio para o outro. Certamente o país ficaria devastado. Não sabemos quanto tempo duraram as pragas e o intervalo entre elas, mas acredito que a fala dos oficiais de Faraó deixa claro que não havia tempo para recuperar os estragos causados, de forma que a nação egípcia estava arruinada.

No entanto, Faraó não admitia a ideia de fazer algo segundo a vontade do Senhor. Suas tentativas de permitir que os israelitas fossem ao deserto sob suas próprias condições eram uma estratégia política para manter sua mão de obra escrava, garantindo que os hebreus retornassem ao Egito. Moisés deixou bem claro que não poderia ser como Faraó queria, mas sim como Deus havia ordenado. ‘Não há de ser assim’ (v.11) foi a resposta malcriada do rei de coração obstinado. Então, vieram os gafanhotos, ‘e não restou nada verde nas árvores, nem na erva do campo, em toda a terra do Egito’ (v.15). O estrago foi tão assombroso que o próprio Faraó, novamente, clamou em desespero para que Moisés e Arão orassem ao Senhor por livramento.

Sabemos que o clamor de Faraó era apenas para se ver livre da penalidade, e não pela culpa de um coração arrependido. Logo ele e todo o Egito estariam envoltos em trevas tão espessas que se podiam apalpar (v.21), uma representação bem real do coração de Faraó. Por três longos dias, os egípcios ‘não viram uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar […] porém todos os filhos de Israel tinham luz nas suas habitações’ (v.23). Ao criar o mundo, a primeira ordem divina foi: ‘Haja luz’ (Gn.1:3). Quando Jesus veio em carne, João O apontou como ‘a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem’ (Jo.1:9). E a respeito de João Batista, escreveu: ‘Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz’ (Jo.1:8).

Quando Jesus declarou aos Seus discípulos: ‘Vós sois a luz do mundo’ (Mt.5:14), indiretamente indicou o contraste entre a luz e as trevas, mas não no sentido de que estes possuíssem luz própria, e sim que, qual João Batista, seriam condutores da fonte de toda luz: Jesus Cristo. Da mesma forma, o fato de os filhos de Israel terem sido poupados das pragas não era porque tivessem o poder de o fazê-lo, mas sim porque o próprio Deus os livrava para que os egípcios pudessem reconhecer que se tratava do cuidado divino com o Seu povo. Aquelas cerradas trevas precederam a décima e última praga. Era como um prenúncio de que Faraó e seu povo haviam ido longe demais e, mergulhados na escuridão, a morte estava à sua espreita.

Sabem, amados, esse planeta escuro e tudo o que tem acontecido ultimamente só provam a veracidade da Bíblia e de suas profecias escatológicas. Não vale a pena perder tempo com os falsos “deuses” deste mundo, porque, à semelhança do que aconteceu no Egito, quando tudo em que aquele povo depositava sua confiança e segurança foi destruído em questão de pouco tempo, assim acontecerá no fim. Será que o que temos visto pelo mundo afora – tantos desastres e guerras dizimando milhares de vidas e destruindo propriedades sem distinção de classe social – não é mais do que suficiente para entendermos que estamos no fim e que o nosso lar não é aqui?

Aproxima-se o tempo em que esta Terra será abalada com ‘as sete taças da cólera de Deus’ (Ap.16:1), e o remanescente do Senhor será odiado pelos ímpios porque Deus os protegerá. Enquanto ainda existe graça disponível, abra o seu coração e permita que a luz de Cristo incida sobre você. E trabalhemos para dar a mensagem ao mundo, amados. Trabalhemos ‘enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar’ (Jo.9:4). Pois quando irromperem os últimos flagelos neste mundo, as decisões estarão tomadas. ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se’ (Ap.22:11). E, como Faraó, os homens blasfemarão ‘o Deus do céu’ e não se arrependerão ‘de suas obras’ (Ap.16:11). É hora de vigiar, orar, trabalhar e confiar inteiramente em Deus. E Ele iluminará a nossa vida e o nosso caminho até chegarmos em casa.

Pai das luzes, nosso Criador, nosso Mantenedor e Salvador, nós Te agradecemos porque a nossa vida foi escolhida para refletir a luz do Teu caráter! Não somos dignos, Pai. Em realidade, ninguém é. Mas aceitamos que tire de nós nossas vestes sujas e nos cubra com as vestes brancas da justiça de Cristo, nosso Senhor e Salvador pessoal. Dá-nos Teu Espírito, para que sejamos habilitados para a Tua obra de aguardar e apressar a volta de Jesus. Em meio à escuridão deste mundo, faz-nos brilhar por Ti, ó Deus! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 09 – Rosana Barros
14 de junho de 2025, 0:45
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“Então, Faraó mandou chamar a Moisés e Arão e lhes disse: Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios” (v.27).

A essa altura, a população do Egito estava exausta e, certamente, tomada por enfermidades. O sangue, as rãs, os piolhos e as moscas já haviam causado grande estrago, e todo o país estava em estado de calamidade pública. ‘Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel’ (v.26), não havia pragas. A obstinação de Faraó e seus oficiais mantinha o Egito sob o juízo divino. E aquele pesadelo estava longe de terminar, pois quanto mais Faraó endurecia o coração, mais o Senhor manifestava o Seu poder, para que Seu nome fosse ‘anunciado em toda a Terra’ (v.16), tornando o Egito um exemplo e assunto internacional diante das demais nações.

Aquele que era um dos maiores impérios da época estava à beira do colapso e da ruína. Na quinta praga, Deus feriu todo o gado egípcio ‘com pestilência gravíssima’ (v.3), mas ‘do rebanho de Israel não morrera um sequer’ (v.7), verdade essa que o próprio Faraó mandou verificar. Ainda assim, o rei do Egito permaneceu inabalável em sua teimosia, que custou ao seu povo uma praga de úlceras. Sua saúde física foi afetada com tumores que, certamente, eram dolorosos e incômodos. Nem isso, porém, dobrou Faraó de sua posição irredutível, de sorte que, desta vez, a Bíblia diz que ‘o Senhor endureceu o coração de Faraó’ (v.12). Era como se ele tivesse atingido o grau irreversível do pecado, que é o pecado contra o Espírito Santo.

O Espírito do Senhor apela ao coração humano de forma incessante, mas jamais ultrapassa a barreira do livre-arbítrio. Caso o homem O rejeite em rebelião aberta, acontece o que Jesus chamou de pecado imperdoável: ‘Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada’ (Mt.12:31). A rebelião consumada de Faraó era uma clara rejeição ao Espírito do Senhor e, se a voz do Espírito não mais é ouvida, não há como haver mudança. O terreno do coração passa a ter um dono destrutivo. Satanás ocupa a consciência, e tudo o que vem de Deus é visto como desprezível e irrelevante.

Na confissão: ‘Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios’ (v.27), parecia finalmente haver algum fio de esperança de que Faraó houvesse se arrependido. Contudo, Moisés rapidamente percebeu que tão logo cessasse a praga, ele tornaria a endurecer o coração, então declarou: ‘eu sei que ainda não temeis ao Senhor Deus’ (v.30). Não era necessário ser profeta para perceber que as atitudes de Faraó não eram coerentes com sua fala. Jesus disse, amados, que ‘toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. […] pelos seus frutos os conhecereis’ (Mt.7:17 e 20).

A nossa vida é uma revelação não somente de quem somos, mas a quem pertencemos. O Senhor disse que Moisés seria ‘como Deus sobre Faraó’ e Arão, como profeta (Êx.7:1). Somos chamados a ser testemunhas de Jesus (At.1:8), pregando o Seu evangelho eterno e confiando na obra de convencimento e conversão do Espírito Santo. O endurecimento do coração de Faraó fazia a missão de Moisés parecer infrutífera, mas tudo estava acontecendo ‘como o Senhor tinha dito a Moisés’ (v.35). Se você ainda não consegue enxergar os frutos da missão que Deus lhe confiou, simplesmente persevere e confie. Talvez nem os vejamos aqui. Mas, se não largarmos a mão do Senhor, o Céu vai revelar que a obra que plantamos ou regamos, o Espírito Santo deu o crescimento.

Nosso bom Deus, nós Te agradecemos pelo sublime privilégio de Te servir e servir aos nossos pequeninos irmãos! Somos todos pecadores e carecemos da Tua graça salvífica. Mas sabemos que nem todos aceitarão o Teu evangelho. Ajuda-nos, Pai, a pregar sem fazer distinção, sabendo que esta parte da obra pertence somente a Ti. Nós Te amamos e oramos em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo9 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 08 – Rosana Barros
13 de junho de 2025, 0:45
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‘Então, disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito’ (v.19).

Toda a terra do Egito estava dominada pelo mau cheiro das águas transformadas em sangue. O rio, antes sepultura de tantos bebês hebreus, exalava o odor da morte e, por sete dias, serviu como instrumento do juízo do Senhor sobre aquela nação. Faraó, porém, ignorou esse flagelo, a ponto de o Senhor avisar que enviaria algo ainda pior. A segunda praga foi a multiplicação de um animal considerado sagrado para os egípcios – as rãs. Esse ataque direto à idolatria egípcia, especialmente à deusa Heket (com cabeça de rã), manifestou-se com rãs por toda parte. Por motivos religiosos, os egípcios não podiam matá-las. Essa também foi a última praga que os magos conseguiram imitar. No entanto, o apelo de Faraó para que Moisés e Arão removessem as rãs do Egito revelou que somente o Senhor poderia livrar a nação daquela praga repugnante. Os magos sabiam aumentar o problema, mas não podiam solucioná-lo.

‘Vendo, porém, Faraó, que havia alívio, continuou de coração endurecido’ (v.15). No tempo determinado, a praga cessou, as rãs morreram e o Egito ‘cheirou mal’ (v.14). Mesmo em meio ao odor nauseante dos montões de rãs, o Senhor ordenou que Arão estendesse seu bordão sobre o pó da terra, de modo que ‘todo o pó da terra se tornou em piolhos na terra do Egito’ (v.17). Dali por diante, até mesmo os magos de Faraó precisaram reconhecer que suas ciências ocultas eram limitadas diante do poder do ‘dedo de Deus’ (v.19). Então, vieram as moscas. Foi nesse momento que Deus abriu os olhos dos egípcios para perceber que a ferida causada no Egito não atingia Seu povo na ‘terra de Gósen’ (v.22). A palavra distinção significava redenção. Deus interveio para redimir Seu povo, e o fato de as pragas não os atingirem era uma clara prova disso.

O Senhor não permite que o mal vá além do limite que Ele estabeleceu, amados. Semelhante à última imitação dos magos na praga das rãs, nos últimos dias haverá um último engano por meio de ‘três espíritos imundos semelhantes a rãs’ (Ap.16:13). E isso acontecerá às vésperas da volta de Jesus. E como Deus fez distinção, redimindo os filhos de Israel, Ele também terá um povo distinto, os ‘que foram selados’ com ‘o selo do Deus vivo’ (Ap.7:2 e 4): ‘São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro’ (Ap.7:14). E este povo, qual Moisés, será um povo de oração. Como ele orava e as pragas cessavam, Deus terá um povo cuja vida de oração revolucionará a última geração da Terra.

Que, semelhante a Moisés e Arão, sejamos também atalaias de Deus, homens e mulheres de oração, confiando que, por mais que haja um inimigo de coração duro e obstinado, ele está com seus dias contados (Ap.12:12).

Pai do Céu, Tu és poderoso nas batalhas e confiamos de que estás neste instante lutando por nós mediante a obra incessante do Espírito Santo. Usa-nos como Teus atalaias e intercessores nesses últimos dias. E sela-nos com o Teu selo para que, muito em breve, os nossos olhos contemplem o nosso Redentor, Jesus Cristo! Em nome dEle, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, selados para a eternidade!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 07 – Rosana Barros
12 de junho de 2025, 0:45
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“Fizeram Moisés e Arão como o Senhor lhes havia ordenado: Arão levantando o bordão, feriu as águas que estavam no rio, à vista de Faraó e seus oficiais; e toda a água do rio se tornou em sangue” (v.20).

A primeira conversa com Faraó resultou em uma aflição ainda maior para os filhos de Israel, de modo que o povo começou a se voltar contra a liderança de Moisés e Arão e, indiretamente, contra a intervenção do próprio Deus. Sentindo-se pressionado pelas circunstâncias adversas, Moisés voltou a insistir em sua incapacidade de ‘falar bem’ (Êx.6:30). O Senhor, contudo, ignorando o pessimismo de seu servo, reafirmou Suas fiéis promessas e Seu desejo de que nos acheguemos a Ele, ainda que para derramar nossos fardos e pesares. Na verdade, há um convite para todo aquele que, qual Moisés, enfrenta momentos difíceis: ‘Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei’ (Mt.11:28).

Eu creio, amados, que em cada diálogo que Moisés tinha com o Senhor, ele saía com suas forças e seu ânimo renovados. E ainda que ‘os sábios do Egito’ usassem ‘suas ciências ocultas’ (v.11) para contrafazer os sinais de Deus, Moisés e Arão sabiam que nada daquilo poderia ser comparado ao poder do Senhor. Com o coração obstinado, Faraó se recusou a ‘deixar ir o povo’ (v.14), ‘como o Senhor tinha dito’ (v.13), e sua própria atitude daria início à maior tragédia já documentada na história do Egito. O Senhor já havia advertido que manifestaria Seus sinais e maravilhas, e faria isso como uma severa repreensão à idolatria egípcia.

Ao afetar as águas do Nilo, transformando-as em sangue, Ele começou atacando os vários deuses que os egípcios relacionavam àquele rio; deuses que, acreditavam eles, eram responsáveis pela fertilidade da terra (agricultura) e das águas (piscicultura). Todas as fontes de água foram afetadas, de forma que ‘houve sangue por toda a terra do Egito’ (v.21). E, novamente, ‘com as suas ciências ocultas’, os magos do Egito fizeram o mesmo (v.22). A dimensão com que aquele flagelo afetou o Egito nem se comparava com a tentativa humana de fazer o mesmo, mas, ainda assim, ‘o coração de Faraó se endureceu’, ‘como o Senhor tinha dito’ (v.22).

Em Apocalipse, encontramos o que o futuro reserva a todo aquele que, como Faraó, escolherá endurecer o coração e não dar ouvidos à última voz profética. Assim como Israel sofreu nas mãos de Faraó, será um ‘tempo de angústia qual nunca houve’ para o povo de Deus (Dn.12:1). Mas como o Senhor preservou o Seu povo e fez distinção entre os filhos de Israel e os egípcios, assim Ele também cuidará do Seu último povo na Terra, cumprindo-se a fiel promessa: ‘Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita; tu não serás atingido’ (Sl.91:7). Enquanto o Espírito Santo trabalha em nosso coração para que possamos dar ouvidos à Palavra de Deus, os falsos profetas, semelhantes aos magos do Egito, operarão ‘grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos’ (Mt.24:24).

Necessitamos, todos os dias, correr ao mesmo lugar em que Moisés sempre buscava abrigo: ‘O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio’ (Sl.91:1-2). É nesse lugar seguro que encontramos alívio para a dor, conforto para o coração e cura para a alma. É no lugar secreto da comunhão que nossa vida é escondida ‘com Cristo em Deus’ (Cl.3:3) e de onde recebemos a orientação para viver cada novo dia na presença do Altíssimo. Como num casamento, nosso relacionamento com Cristo também deve ser na alegria e na tristeza, como está escrito: ‘Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores’ (Tg.5:13).

O Senhor deseja se relacionar conosco em todos os momentos. E, se correspondermos a esse desejo divino, não seremos enganados por nenhum charlatão, por mais convincente que possa parecer, pois estaremos firmes na Palavra da Verdade. Estamos vivendo nos últimos instantes desta Terra de pecado, amados. Invista o seu tempo em andar com o Senhor e Nele permanecer.

Nosso Pai amado, por mais que os sentimentos de Moisés ainda precisassem mudar, ele não os manifestou a homens, mas correu para o único que poderia verdadeiramente lhe ajudar. E o Senhor, com muita paciência, o acolheu e fortaleceu. Senhor, nós também muitas vezes somos tomados por sentimentos de desânimo e tristeza, ajuda-nos a levarmos tudo a Ti, em oração. E, da mesma forma, quando estivermos alegres, que nosso coração se volte para Ti em cânticos de gratidão. Livra-nos dos enganos destes últimos dias e firma nossos pés no sólido alicerce de Tua Palavra. Nós Te amamos, Pai! Nós Te amamos, Jesus! Nós Te amamos, Espírito Santo! Ouve esta oração que fazemos no nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo que habita no esconderijo do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo7 #RPSP

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Êxodo 06 – Rosana Barros
11 de junho de 2025, 0:45
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“Falou mais Deus a Moisés e lhe disse: Eu sou o Senhor” (v.2).

Vimos ontem que as perguntas de Moisés revelavam um tanto de insegurança e medo. É interessante observar que as respostas de Deus aos questionamentos humanos não são diretas, mas o Senhor guarda certo mistério com relação ao futuro para o nosso próprio bem. Infelizmente, nossos temores geralmente nos atrapalham a entender os propósitos de Deus e Ele, por Sua infinita misericórdia, guarda segredo com relação a determinados assuntos. Imaginem que Ele revelasse a Moisés o que ele teria que passar e que teria que suportar quarenta anos no deserto com um povo murmurador. Igualmente, se os hebreus soubessem o que haveriam de enfrentar, ou se o seu jugo não se tornasse sobremodo pesado no Egito, nem mesmo aceitariam sair de lá.

Fica claro que os filhos de Israel precisavam passar por uma experiência única e impactante para que Deus pudesse salvá-los não somente do jugo egípcio, mas deles mesmos. Era necessária uma mudança genuína, de coração, mente e corpo. O mandamento que lhes daria, exigiria isso: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (Dt.6:5). Ou seja, uma entrega completa de si mesmos a Deus. Por isso, ao declarar: “Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-Poderoso; mas pelo Meu nome, O Senhor, não lhes fui conhecido” (v.3), não indica que os patriarcas não sabiam que Deus era o Senhor, mas que a experiência pessoal que o povo de Israel teria com Ele seria revelada através do conhecimento relacional, de que Ele é o Senhor.

Por tanto tempo, eles foram escravizados tendo por senhor a Faraó. A partir de sua saída do Egito, iriam experimentar a liderança do próprio Deus como seu Senhor que, antes de tudo, seria o seu Libertador. Por cinco vezes encontramos neste capítulo a expressão divina a reforçar: “Eu sou o Senhor” (v.2, 6, 7, 8 e 28). Mas se nem Moisés tinha firme convicção de que daria tudo certo e permanecia inseguro com relação a si mesmo, que dirá os filhos de Israel, por tanto tempo escravizados e que não tinham o mesmo privilégio de ouvir a voz de Deus. A humildade, amados, não significa mediocridade. Notem que por mais duas vezes Moisés reforçou sua incapacidade: “E não sei falar bem” (v.12). “Eu não sei falar bem” (v.30). Se ele continuasse reforçando o que julgava ser um obstáculo para falar ao povo e para falar a Faraó, sua própria insegurança seria transmitida nas palavras que o Senhor ordenou que falasse.

Nunca foi fácil ser um profeta. Requer muito mais do que uma boa oratória, mas um coração verdadeiramente disposto a fazer a vontade de Deus. E nem sempre há a promessa de sucesso. Por vezes, o Senhor até advertia antecipadamente o profeta de que o povo não lhe daria ouvidos. A Isaías foi dito: “Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais” (Is.6:9). Ezequiel também passou por semelhante prova: “Mas a casa de Israel não te dará ouvidos, porque não Me quer dar ouvidos a Mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração” (Ez.3:7). Mas tanto a Isaías quanto a Ezequiel, foi dada a promessa do cuidado divino e que lhes cumpria simplesmente executar a vontade de Deus. “Mas tu lhes dirás as Minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes” (Ez.2:7). Percebem, amados?

Sim, Moisés estava diante de uma grande e desafiadora missão. E o Senhor levou em conta tudo o que a envolvia. Por isso, usou de muita paciência com Seu servo inseguro. Somente o tempo e as experiências diárias com Deus poderiam amadurecer o recém-chamado líder de Israel. Não é diferente conosco, meus irmãos. Deus tem um chamado para cada um de nós. Pode não ser tão grandioso quanto o chamado de Moisés. Talvez nunca ouçamos aqui a voz de Deus como ele ouvia. Mas, acredite, todo chamado divino é igualmente importante aos olhos do Senhor. Se verdadeiramente estivermos dispostos a viver a vontade de Deus, Ele nos guiará, passo a passo, conforme o ritmo que melhor nos seja, para que a nossa experiência com Ele seja real, transformadora e eterna. Que o nome de Deus seja conhecido por sua experiência pessoal com Ele.

Nosso Deus pessoal, o Senhor deseja ter um relacionamento íntimo e profundo com cada um de nós. Que possamos viver a letra da canção: ‘Olha com fé para cima’, e então, se assim permanecermos caminhando Contigo, o Senhor nos habilitará para realizarmos a Tua boa obra. Virão momentos difíceis em que pensaremos que tudo está dando errado, mas são apenas provas as quais precisamos passar para ter a nossa fé fortalecida em Ti e na fidelidade da Tua Palavra. Como foi com Moisés, tem misericórdia de nós, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, chamados para a boa obra!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 05 – Rosana Barros
10 de junho de 2025, 0:45
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‘Respondeu Faraó: Quem é o Senhor para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir a Israel’ (v.2).

Finalmente, Moisés e Arão estavam diante do grande e intransigente monarca do Egito. Dirigindo-lhe as palavras do Senhor, disseram: ‘Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o Meu povo, para que Me celebre uma festa no deserto’ (v.1). A religião no Egito era politeísta. Acredita-se que havia mais de 1500 deuses e deusas, sendo alguns dos principais do panteão egípcio: o deus Rá (associado ao sol), Ísis (deusa da fertilidade), Osíris (deus dos mortos e da ressurreição), e centenas de outras divindades, cada uma com funções e características diferentes. Ao se deparar com a visita daqueles dois homens, que apresentavam o pedido de apenas um Deus, Faraó foi até sincero ao declarar a verdade de que não conhecia o Senhor.

O conhecimento de Deus está muito além de um mero assentimento intelectual ou, como acreditavam os egípcios com relação aos seus deuses, de agradá-Lo como forma de receber Suas bênçãos. Conhecer a Deus é ter uma fé tangível, que persevera apoiada no firme alicerce de Sua Palavra. Jesus declarou: ‘E a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a Quem enviaste’ (Jo.17:3). Faraó sabia que os hebreus adoravam um único Deus, mas era tudo o que ele conhecia. E mesmo antes de enviar Moisés ao Egito, Deus já lhe havia revelado a dureza de coração de Faraó: ‘Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir se não for obrigado por mão forte’ (Êx.3:19). E disse mais: ‘mas Eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo’ (Êx.4:21). O Senhor, na verdade, usaria até mesmo o orgulho daquele rei para se dar a conhecer em toda a terra do Egito. A recusa de Faraó em se arrepender se tornaria um instrumento para a manifestação do poder divino e para deixar bem claro que só o Senhor é Deus.

A maldade de Faraó foi manifestada já no início, obrigando os hebreus a produzirem tijolos de uma forma que seria praticamente impossível. E a aflição e o aperto causados pelo rei ao povo, fizeram com que este se queixasse a Moisés e Arão e os acusasse de piorar ainda mais o seu sofrimento. Moisés, então, se volta para o Senhor e faz duas perguntas: ‘Ó, Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?’ (v.22). Duas perguntas bem interessantes. A primeira dá a entender que era o Senhor que estava afligindo os filhos de Israel. Já a segunda era, praticamente, a declaração de uma missão fracassada. Amanhã veremos, na resposta do Senhor, que Ele não leva em conta a nossa humanidade no sentido de muitas vezes não percebermos que, por trás das cortinas, há um grande conflito acontecendo.

Estava claro no discurso daquele rei pagão que ele intencionava colocar o povo contra a liderança de Moisés e Arão e contra o próprio Deus. É assim que o inimigo age. O porquê do sofrimento ecoa pelo mundo como um discurso ininterrupto de que, se há um Deus, Ele não Se importa com a humanidade. Senão, por que Ele permite que tantas coisas ruins aconteçam a inocentes, por exemplo? E os noticiários tornaram-se como o discurso odioso de Faraó, proclamando o mal e tornando milhares de corações insensíveis para com o sofrimento alheio. Amados, ainda estamos em um mundo de pecado e, se não fosse permitido ao mal manifestar todos os seus resultados desastrosos e destrutivos, simplesmente nos acostumaríamos a viver aqui, e a morte seria o fim de todo ser humano.

Mas um dia, o Filho de Deus, o único verdadeiramente inocente, entregou a Sua vida para nosso resgate. Antes, porém, Ele nos deixou o exemplo de como conhecer a Deus e andar com Ele. Jesus investia horas, principalmente as primeiras horas da manhã, para ter comunhão com o Pai. Em Seus lábios sempre se achava a resposta certa aos questionamentos, com um infalível ‘está escrito’. E seu caráter puro e conduta íntegra O faziam odioso perante aqueles que não conheciam o Senhor. Isso O entristecia, mas não O abatia. Nem a cruz O fez retroceder em Sua missão de revelar o amor de Deus pelo mundo. Precisamos olhar mais para Jesus, amados. Moisés aprenderia essa lição com o passar dos anos, e nós podemos ter a mesma experiência.

Que, mesmo não sabendo o desfecho de nossas dificuldades, confiemos que o Senhor sempre tem a palavra final na vida daqueles que O amam. Perseveremos em buscar o conhecimento do Senhor através de Sua Palavra, e o Espírito Santo realizará a Sua boa obra de gravar em nós o maravilhoso caráter de Cristo.

Santo Deus, quantas vezes o inimigo tem nos afrontado com situações que, aos nossos olhos, podem ser bem desanimadoras ou até mesmo desesperadoras. Mas nós colocamos a nossa confiança em Ti e na Tua Palavra que nos diz tantas vezes: “Não temas”. Ajuda-nos a não darmos ouvidos às sugestões do inimigo, mas a olharmos para Jesus e dEle aprender, Te conhecendo e Te amando cada dia mais! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, contempladores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 04 – Rosana Barros
9 de junho de 2025, 0:45
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“Vai, pois, agora, e Eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar” (v.12).

Mantendo o foco em sua incapacidade pessoal, Moisés, repetidamente, apresentou ao Senhor razões pelas quais ele não se considerava a pessoa mais indicada para aquela missão. Por mais que Deus deixasse claro que a obra era dEle e lhe apresentasse sinais sobrenaturais de Seu poder, Moisés insistiu em “convencer” a Deus de que seria melhor enviar outro em seu lugar: ‘Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim’ (v.13). Alguns podem até questionar se Moisés foi impedido de exercer seu livre-arbítrio, mas, ao estudarmos o relato de sua vida como líder de Israel, será impossível não perceber que o Senhor sabia o que estava fazendo. A relutância de Moisés, na verdade, refletia seu caráter humilde, suficiente para permitir que o próprio Deus tomasse a decisão por ele, enviando-o mesmo diante de sua resistência.

Por tanto tempo afastado do convívio egípcio, era bem provável que Moisés tivesse, inclusive, esquecido o idioma local ou que não tivesse mais facilidade para falar ou entender. Além do mais, sua principal companhia durante quarenta anos tinha sido os rebanhos de ovelhas, os quais apascentava. Realmente, a escolha de Deus parecia um tanto estranha. Talvez ele tenha pensado: “Ô, Senhor, se tivesses me chamado quarenta anos atrás, quando ainda era jovem, forte, fluente no egípcio e benquisto naquela nação, certamente eu teria aceitado o Teu chamado sem olhar para trás. Mas agora não passo de um pastor de ovelhas, velho, com dificuldade na fala e com uma péssima reputação no Egito”. Mal sabia Moisés que o que considerava como fraqueza era justamente o que Deus precisava para revelar a Sua força.

Amados, quando paramos para estudar e meditar na vida dos grandes homens e mulheres de Deus, percebemos que todos eles se consideravam muito pouco ou incapazes diante do Senhor e da obra que Ele lhes confiava. Notem quantas vezes Josué precisou ouvir: ‘Seja forte e corajoso, pois o Senhor é contigo’. Isso nos revela o medo e o sentimento de incapacidade que tomavam o coração daquele servo de Deus. Gideão disse: ‘Quem sou eu, Senhor?’. Isaías disse: ‘Ai de mim!’. Jeremias declarou: ‘Não passo de uma criança!’. Ezequiel passou sete dias atônito diante da difícil missão de pregar à casa rebelde de Israel. Mas todos eles e Moisés têm algo em comum: apesar das razões humanas tão desfavoráveis, eles decidiram crer nas promessas divinas inquestionáveis.

Com o coração aliviado por Deus com a notícia de que ele não era mais um homem procurado no Egito (v.19), Moisés voltou para aquela nação com ‘a sua mulher e os seus filhos’ (v.20). Sabemos que a aliança divina estabelecida com Abraão incluía a circuncisão de todo macho nascido no meio do Seu povo. Moisés era bem ciente disso e não poderia ter desobedecido a tal exigência sem que sofresse o devido juízo. O fato de Zípora ter tomado a iniciativa de cortar ‘o prepúcio de seu filho’ e depois ter chamado Moisés de ‘esposo sanguinário’ (v.25) indica sua clara oposição àquele rito e que sua atitude foi apenas para salvar a vida de seu marido. Essa experiência nos diz que o chamado divino precisa ser assumido com o devido temor e que Deus não desconsidera um ato de desobediência por negligência, pois ‘aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando’ (Tg.4:17).

E conforme o Senhor havia dito, diante dos sinais feitos por Moisés, ‘o povo creu’ e ‘inclinaram-se’ e adoraram o Senhor (v.31). Esse primeiro contato com seu irmão Arão e com ‘todos os anciãos dos filhos de Israel’ (v.29) fortaleceu e animou o coração de Moisés. Mesmo diante de um chamado tão grandioso e da experiência tão chocante na viagem com sua família, nada poderia ser mais importante ou impactante do que o fato do próprio Deus estar com ele e falar com ele. Mesmo a forte repreensão e ameaça de morte na viagem foi uma inesquecível lição de que Deus não faz acepção de pessoas e que, principalmente Moisés como líder, deveria ser o primeiro a dar exemplo de submissão e obediência. E nós, amados? Será que temos negligenciado fazer o que precisa ser feito?

Pode ser que Deus não apareça como apareceu a Moisés para exercer o Seu juízo. Mas logo todos estaremos diante do tribunal de Deus. E eu espero e oro para que todos nós estejamos ao lado de Cristo, como aqueles que foram justificados pela fé no Seu sacrifício expiatório.

Nosso Pai do Céu, o Senhor nos deixou, como Sua última igreja, uma missão sobremodo grande e sagrada: a de preparar um povo para entrar na Canaã celestial. E nessa jornada, sei que desejas nos purificar dos nossos pecados e abrir os nossos olhos para não negligenciarmos as Tuas ordenanças. Ajuda-nos, Pai! Visita-nos em nossa aflição e prepara-nos para Te encontrar! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, chamados e salvos para servir!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 03 – Rosana Barros
8 de junho de 2025, 0:45
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“Disse ainda o Senhor: Certamente, vi a aflição do Meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores. Conheço-lhe o sofrimento” (v.7).

Enquanto Moisés apascentava as ovelhas de seu sogro no deserto, seu povo no Egito sofria grande aflição. ‘E viu Deus os filhos de Israel e atentou para a sua condição’ (Êx.2:25). A vida tranquila de Moisés, contudo, parecia incompatível com a grande e solene missão de libertar Israel do cativeiro egípcio. O aparecimento do Senhor na sarça ardente que não se consumia despertou a curiosidade do experiente pastor, que já tinha oitenta anos. Com uma atitude bem diferente do passado, sua humildade se tornou evidente: ‘Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?’ (v.11).

Em uma linguagem profética e messiânica, o Senhor desceu para livrar Seu povo ‘da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel’ (v. 8). Essa não tem sido a obra divina desde o princípio? Ele desceu para criar a Terra e o ser humano; para apresentar Seu plano de redenção ao homem; para ver a corrupção dos antediluvianos e dos construtores de Babel; e para chamar Abraão, Isaque e Jacó e com eles estabelecer uma aliança. Moisés seria um tipo de Cristo, libertando o povo de Deus do cativeiro e conduzindo-o à terra prometida. No entanto, sua mente estava focada em si mesmo, em sua incapacidade e despreparo para uma obra que, a seu ver, deveria ser realizada por um poderoso líder bélico.

As primeiras palavras da resposta do Senhor deveriam ter-lhe bastado: ‘Eu serei contigo’ (v.12). A promessa de que o próprio Deus o conduziria deveria ser suficiente. Contudo, Moisés, como a maioria de nós, permitiu que seus receios superassem a certeza do cuidado divino. Quantas vezes agimos da mesma forma, e Deus, em Sua infinita bondade e misericórdia, não leva em conta nosso devaneio? É belíssimo observar que a Bíblia diz que Deus ‘disse mais’ a Moisés (v.14) e, depois, ‘Deus ainda mais’ (v.15). Deus não se agrada da incredulidade, mas tem prazer em dialogar com os de coração contrito e submisso. Lembremos de Jó: a resposta de Deus não foi a que ele esperava, mas foi justamente a que ele precisava.

Acredito que o que pesava no coração de Moisés não era a incredulidade no poder de Deus, mas sim a incredulidade em si mesmo. Ele havia se acostumado à vida tranquila e solitária de um pastor de ovelhas. Como poderia assumir uma missão tão grandiosa? A resposta do Senhor foi bem clara: ‘Eu estenderei a mão. Eu ferirei o Egito. Eu lhes mostrarei todos os Meus prodígios. Eu farei [isso] no meio dele’ (v.20). Compreendem, amados? A obra não era de Moisés, nem dos filhos de Israel; a obra era do Senhor. Moisés seria simplesmente um porta-voz, um instrumento. Estou bem convencida, amados, de que o chamado de Deus não é somente para salvar a outros, mas principalmente para a salvação daqueles a quem Ele chama.

Há quase dois mil anos, Jesus desceu, nasceu como um bebê indefeso, cresceu entre pecadores e viveu uma vida de privações, deixando no mundo a inconfundível marca de um caráter santo e perfeito. Na cruz do Calvário, Ele cumpriu Sua perfeita obra para a nossa salvação. Nenhuma obra humana poderia ter parte naquilo que somente o Salvador poderia realizar. Jesus enfrentou sozinho a senda ensanguentada para garantir que um dia Seu povo subirá à Canaã celestial. Há, porém, uma parte em que Ele nos outorga a participação: levar pecadores a Ele. Mas antes de nos envolvermos na missão de salvar vidas, nossa própria vida deve estar escondida em Cristo.

Você tem permitido que o Espírito Santo realize Sua boa obra, entrando no mais profundo do seu coração e reparando as brechas que precisam ser fechadas? As pessoas podem ver Cristo em você? Imagino como Moisés desejava permanecer exatamente onde estava. E, desde o chamado de Noé até aqui, não tenho visto um único pedido fácil vindo de Deus. Geralmente, o Senhor nos pede o que para nós pode ser o mais difícil ou, aos olhos humanos, até impossível. Mas assim como a fidelidade de Noé, Abraão, Isaque, Jacó e tantos outros teve recompensa, Ele continua agindo da mesma forma hoje com todo aquele em que Ele vê um coração submisso e disposto a amá-Lo e a servi-Lo. Confie no Senhor! Se Ele te chamou, é porque, em primeiro lugar, Ele deseja te salvar e, nessa jornada, usar sua vida para salvar a outros.

Pai Celestial, nosso Deus bondoso, como Isaías reconhecemos que somos homens e mulheres de impuros lábios e necessitamos do toque purificador e capacitador da brasa viva do Teu altar! Então, Senhor, estaremos prontos para Te dizer: ‘Eis-me aqui. Envia-me a mim’. Esvazia-nos de nós mesmos e enche-nos do Espírito Santo! Ilumina a nossa mente para que possamos reconhecer a voz do Teu Espírito e a obra que o Senhor deseja que realizemos nesses últimos dias. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, chamados para salvar!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 02 – Rosana Barros
7 de junho de 2025, 0:45
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“Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. Esta lhe chamou Moisés e disse: Porque das águas o tirei” (v.10).

Como Sifrá e Puá, no capítulo de ontem foram importantes para salvar muitos bebês, hoje percebemos a importância de mais três mulheres, desta vez, envolvidas no salvamento de apenas um bebê. O olhar de Joquebede, uma mulher da tribo de Levi, percebeu algo diferente em seu recém-nascido. Acredito que ela viu bem mais do que um bebê ‘formoso’ (v.2). E escondendo-o ‘por três meses’ (v.2), até que não pudesse mais fazê-lo, preparou ‘um cesto de junco’, calafetado ‘com betume e piche’ (v.3), para colocar seu bebê às margens do Nilo. O curioso, amados, é que a palavra usada para ‘cesto’ é utilizada também para a arca construída por Noé. Ou seja, Joquebede construiu para seu filhinho um cesto para lhe salvar a vida, assim como Noé construiu a arca ‘para a salvação de sua casa’ (Hb.11:7).

Outra mulher importante em todo esse drama familiar foi Miriã, irmã de Moisés, que à época era apenas uma menina. Ficando em lugar próximo para ver o que aconteceria com seu irmão, foi esta pequenina que viu ‘a filha de Faraó’ (v.5) encantada com seu achado no rio. Miriã não perdeu tempo e ofereceu à princesa do Egito uma ama que pudesse cuidar do menino em sua infância até que estivesse pronto para lhe ser entregue como filho. A filha de Faraó, portanto, também foi importante no processo de salvamento de Moisés. Não sabemos se Joquebede simplesmente lhe entregou o menino ou se isso lhe foi exigido. O certo é que Deus lhe deu a oportunidade de moldar-lhe o caráter e de inculcar-lhe na mente a sua origem hebreia, vista toda a influência que a partir de então receberia na corte egípcia.

A atitude de Moisés frente à violência praticada contra um dos filhos de Israel, revela sua imaturidade e despreparo para assumir a grandiosa missão para a qual estava predestinado. Notem que, assim como seu antepassado Levi, juntamente com Simeão, agiram na surdina para dizimar os homens de Siquém (Gn.34:25), Moisés olhou em redor ‘e, vendo que não havia ali ninguém, matou o egípcio, e o escondeu na areia’ (v.12). O trato violento continuava sendo transmitido e essa corrente precisava ser quebrada. Aqui entra a importância da fuga de Moisés para a ‘terra de Midiã’ (v.15) e o tempo que ali passou como um simples pastor de ovelhas.

Muitos subestimam a importância de uma mãe cristã piedosa, que se dedica com diligência na instrução de sua prole. Nosso lar deve ser uma arca de salvação. Mas vivemos em um tempo em que ser mãe em tempo integral tornou-se um tipo de alienação; em que cuidar da família é algo retrógrado e que não precisa ser uma prioridade; e em que a admiração feminina passou da mulher do lar para a próspera mulher de negócios. Isso não significa que a mulher não possa trabalhar fora, mas que qualquer trabalho ou ocupação não pode jamais ocupar a obra santa de preparar não somente bons cidadãos para esta Terra, mas cidadãos do reino celestial. Joquebede compreendeu sua missão e a cumpriu sob os cuidados e a bênção do Senhor.

É bem provável que a princesa do Egito não tivesse filhos e tenha visto em Moisés um presente dos deuses. De qualquer forma, ela também desempenhou um papel importante na vida de seu filho adotivo, oferecendo a Moisés o melhor do Egito. Cabia ao próprio Moisés decidir o reino pelo qual lutaria e, ao sair em defesa do hebreu e matar o egípcio, parece que sua escolha estava feita. Ele estava disposto a erguer a espada para defender seu povo. Pelo menos era o que parecia, até se ver ameaçado e fugir. Moisés ainda tinha muitas lições a aprender, e estas não seriam aprendidas no calor da batalha, mas nas dificuldades do deserto. Pois antes de guiar Israel por quarenta anos no deserto, ele mesmo precisou passar quarenta anos em seu próprio deserto.

Eu passei muito tempo fazendo planos para meu futuro. E admito que eram planos muito egoístas e nada sábios, pois nunca havia pedido a orientação de Deus em todo o processo. Apenas pedia que Ele realizasse o que eu mesma havia determinado como sendo o melhor para mim. Percebem o “eu” sempre em evidência? Louvo a Deus porque Ele me encontrou e mudou completamente as minhas prioridades! Hoje posso dizer, de todo o coração, como a letra da canção: “Sou feliz com Jesus, meu Senhor!”. E nesse novo processo, amados, tenho enfrentado lutas e desertos, mas quando olho para trás e percebo que tudo tem acontecido para me aproximar ainda mais do meu Redentor, louvo a Deus porque, por Sua infinita graça e misericórdia, o Senhor tem manifestado grande paciência para comigo.

Entregue-se, hoje, por completo aos cuidados de Deus! Ele te ama com amor eterno e sempre guiará você por caminho plano. Apenas pergunte ao Senhor como pode melhor servi-Lo. Se o seu desejo for a salvação da sua casa e de seus pequeninos irmãos, prepare-se para ter a sua oração atendida.

Nosso amado Pai, obrigado por Tua graça, por Tua misericórdia, por Tua paciência, por Tua fidelidade! Queremos Te servir e servir o nosso próximo conforme a Tua vontade. Mostra-nos como melhor podemos realizar a Tua obra, a começar pelos de casa, Pai! Sabemos que há um inimigo irado que deseja destruir a nossa fé e a nossa família. Blinda o nosso lar com a luz da Tua presença e que o Espírito Santo nos encha de sabedoria no cuidado com nossos filhos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, servos do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 01 – Rosana Barros
6 de junho de 2025, 0:45
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“Mas os filhos de Israel foram fecundos, e aumentaram muito, e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram, de maneira que a terra se encheu deles” (v.7).

Após prometer a Abraão um filho e uma descendência inumerável, maior que as estrelas do céu, o Senhor lhe revelou: ‘Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também Eu julgarei a nação a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas’ (Gn.15:13-14). Foi naquele momento que Abraão foi acometido de ‘grande pavor e cerradas trevas’ (Gn.15:12), um pressentimento que retratava o sofrimento que o povo de Deus passaria no cativeiro egípcio.

Após a morte de José, de seus irmãos e de ‘toda aquela geração’ (v.6), ‘se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José’ (v.8). Isso não quer dizer que ele jamais tenha ouvido falar de José e de tudo o que fez pelos egípcios, mas que, ao ignorar o passado, via a fertilidade e a prosperidade dos hebreus como uma futura ameaça. Usando ‘de astúcia’ (v.10), ‘os egípcios puseram sobre eles feitores de obras, para os afligirem com suas cargas’ (v.11), ou seja, capatazes para forçá-los a trabalhar. O interessante é que Faraó os fez construir duas ‘cidades-celeiros’ (v.11). Essas cidades, segundo estudiosos, eram locais de armazenamento dos tesouros do Egito e, possivelmente, também de alimentos, considerando o período de fome que a Terra atravessou nos tempos de José.

De qualquer forma, parecia que quanto mais afligiam os filhos de Israel, ‘tanto mais se multiplicavam e tanto mais se espalhavam’ (v.12). A estratégia de Faraó precisava mudar. Seu novo plano, então, deixou a violência dos feitores para focar na habilidade de duas ‘parteiras hebreias’ (v.15), Sifrá e Puá, que receberam ordens de matar todos os bebês hebreus do sexo masculino. O que Faraó não esperava era a coragem dessas mulheres em desobedecer às suas ordens, pois temiam mais ao Senhor do que a um rei terreno. Uma atitude que, infelizmente, se tornou um artigo de luxo no meio religioso de hoje. Sifrá e Puá usaram de maior astúcia que o rei do Egito e, por terem ‘temido a Deus, Ele lhes constituiu família’ (v.21).

Mas Faraó insistiu em seu plano perverso, ordenando a todos os egípcios que jogassem no Nilo todos os filhos que nascessem aos hebreus. Na verdade, amados, todo aquele que se levanta contra o povo de Deus não passa de uma marionete nas mãos do inimigo. Satanás sabia que, da descendência de Abraão, nasceria o Messias. E a ordem para matar todos os meninos recém-nascidos refletia sua ânsia por frustrar os planos de Deus. Contudo, os planos do Senhor não podem ser frustrados, pois Ele já havia estabelecido uma promessa com a humanidade (Gn.3:15). Como está escrito: ‘para Deus não haverá impossíveis em todas as Suas promessas’ (Lc.1:37). Afinal, ‘Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo Ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?’ (Nm.23:19).

A resposta a essas perguntas é um claro e sonoro SIM! Deus sempre cumpre as Suas promessas, pois ‘se somos infiéis, Ele permanece fiel, já que de maneira nenhuma pode negar-Se a Si mesmo’ (2Tm.2:13). O sofrimento do êxodo poderia estar apenas começando para o povo de Deus, mas até mesmo o sofrimento nesta Terra é passageiro. Havia um limite de tempo estabelecido por Deus. Ao Egito foram dados quatrocentos e trinta anos de oportunidade. Desde Cristo, a humanidade já tem quase dois mil anos de oportunidade. E, desde o fim do último período profético de Daniel 8:14, há cento e oitenta anos o povo do advento tem proclamado: ‘Breve Jesus voltará!’.

Muitos têm perguntado: ‘Até quando?’. Não o sabemos, amados, e louvado seja Deus por isso, pois Ele sabe o que faz! Precisamos, sim, mudar o foco da nossa mente para o que realmente importa: o nosso preparo, enquanto preparamos outros para o encontro com o Senhor. Que o temor a Deus – que faz parte da mensagem que temos de pregar a todo o mundo (Ap.14:6-7) – seja visto primeiramente em nossa vida. Só então estaremos prontos para o tempo de angústia, qual nunca houve (Dn.12:1), com a mesma disposição de Sifrá e Puá e com o mesmo resoluto discurso dos discípulos: ‘Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens’ (At.5:29).

Pai bendito, não temos do que nos orgulhar quando fazemos qualquer coisa, por melhor que seja. Mas temos do que nos alegrar quando o Teu bom Espírito manifesta as Tuas obras através de nós. Que sublime privilégio, nosso Pai amado! E o Senhor ainda nos recompensa quando aceitamos viver a Tua vontade. Preciosa graça do Teu amor, ó Deus! Ajuda-nos, Senhor, a sermos tementes a Ti, não importando as circunstâncias! Concede-nos o Teu Santo Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, tementes a Deus!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100