Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 20 – Rosana Barros
25 de junho de 2025, 0:45
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“Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (v.2).

Sob forte tensão, os filhos de Israel permaneciam ao pé do monte. Enquanto o Sinai fumegava e tremia, seus corações foram tomados por grande temor. Do alto, ouviram soar as palavras de Deus como som de trovões e relâmpagos. Ao abrir o Seu discurso com o Decálogo, o Senhor declarou o que seria a “Constituição Federal” de Sua nação eleita; o Seu caráter revelado ao mundo. Vimos que antes mesmo de promulgar os dez mandamentos, Ele já havia provado a fidelidade de Israel através da observância ao mandamento do sábado; e as pragas derramadas sobre o Egito, desafiando os deuses falsos daquela nação, deixaram bem claro de que “o Senhor é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses” (Sl.95:3). Ou seja, o que o Senhor promulgou no Sinai, sempre existiu, como está escrito: “As Tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos Teus justos juízos dura para sempre” (Sl.119:160).

O Soberano Tutor de Israel precisava educar o Seu instável filho. Por anos, o povo havia esquecido as palavras do Senhor e o jugo da escravidão o tornou cada vez mais incrédulo. Unindo-se à idolatria do Egito, apegaram-se aos seus costumes pagãos e não fosse a sua condição de cativos, certamente escolheriam permanecer naquela terra. A hostilidade de Faraó e a pesada mão de seus algozes fizeram com que se aproximassem de Deus e dessem ouvidos às Suas palavras. No cenário do Sinai, Deus escreveu a carta de alforria dos filhos de Israel. E a Lei que haviam esquecido foi introduzida pelo Deus que os libertou. A “lei da liberdade” (Tg.2:12) inaugurou o surgimento da nação de Israel, símbolo eterno da aliança do Senhor com o Israel espiritual de todos os tempos.

Quão profunda e intensa é a revelação do caráter de Deus nestes dez preceitos! Em cada um deles há um princípio ativo que governa o Universo e que ainda nos mantém com vida neste mundo de pecado. Analisemos resumidamente cada um deles:

  1. Não terás outros deuses diante de Mim” (v.3). O Senhor é o único Deus verdadeiro. Portanto, é Ele que rege e que sustenta o Universo. “Antes de Mim deus nenhum se formou, e depois de Mim nenhum haverá” (Is.43:10);
  2. Não farás para ti imagem de escultura […]” (v.4-6). A verdadeira adoração consiste em depositarmos a nossa fé somente em Deus. Nenhum objeto ou ser vivente pode substituir o lugar que só pertence a Deus. “Os ídolos são como um espantalho em pepinal e não podem falar” (Jr.10:5);
  3. Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão […]” (v.7). O nome de Deus está diretamente associado ao que Ele é. Por isso que somente Jesus “herdou mais excelente nome” (Hb.1:4), por ter sido a encarnação perfeita do EU SOU. Desonramos o nome de Deus todas as vezes que agimos por conta própria. Cristo em nós é o segredo da verdadeira obediência;
  4. Lembra-te do dia de sábado para o santificar […]” (v.8-11). Estabelecido na criação, o sábado havia sido esquecido pela humanidade. Deus precisava restabelecer o Seu dia para descanso, santificação e bênção em favor de Seu povo. Fossem eles fiéis na observância do sétimo dia, e jamais perderiam de vista o Criador, como único Deus verdadeiro (Leia Ap.14:7). Logo, haverá grande contenda em torno da observância deste mandamento novamente esquecido. De que lado da controvérsia você deseja estar? “Ai daquele que contende com o seu Criador!” (Is.45:9);
  5. Honra teu pai e tua mãe […]” (v.12). Os pais são representantes de Deus na Terra. O respeito e a obediência dos filhos para com os pais os ensinam as primeiras lições da verdadeira educação. Por ser o único mandamento com promessa, revela o resultado prático na vida dos filhos da obediência: “Honra a teu pai e a tua mãe […] para que te vá bem” (Ef.6:2-3);
  6. Não matarás” (v.13). Nunca foi plano de Deus que qualquer ser vivente de Sua criação morresse. Com a entrada do pecado no mundo, porém, a primeira folha a cair no chão revelou o seu salário fatal (Rm.6:23). Este mandamento nos lembra de que Deus é o Doador da vida e que, em breve, Ele destruirá o último inimigo, a morte (1Co.15:26);
  7. Não adulterarás” (v.14). O matrimônio entre um homem e uma mulher é um dos símbolos da aliança do Senhor com a Sua igreja e, semelhante ao sábado, também foi estabelecido na criação, antes do pecado. E assim como Deus permanece fiel, os cônjuges devem ser fiéis um ao outro. Disso depende a felicidade, a permanência do casamento e a estabilidade da família. “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb.13:4);
  8. Não furtarás” (v.15). Não precisa ser cristão para saber que roubar é errado. Ninguém gosta de ser roubado. Nem o próprio ladrão gosta! Precisamos ser mais zelosos quanto à observância deste mandamento. Ele pode ser mais amplo do que imaginamos (Leia Ml.3:10);
  9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (v.16). Deus nos criou para o relacionamento com Ele e uns com os outros. E todo aquele que deseja entrar na cidade de Deus pelas portas precisa aprender a viver bem em comunidade aqui. Como embaixadores da verdade, nossos lábios devem sempre declarar a verdade, e nada mais do que a verdade, pois Deus abomina “o que semeia contendas entre irmãos” (Pv.6:19);
  10. Não cobiçarás […] coisa alguma que pertença ao teu próximo” (v.17). Quando um anjo de luz resolveu quebrar o décimo mandamento com o desejo de quebrar o primeiro, sua rebelião iniciou o grande conflito que se estende até nós hoje. A cobiça é uma ferida aberta que corrói todo o corpo à medida que avança em seus propósitos egoístas. Um filho do Reino só está protegido deste mal se estiver disposto a aprender como o apóstolo Paulo: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp.4:11).

Confrontados por seus pecados, os filhos de Israel sentiram o peso da culpa e a sensação de morte. Como num espelho (Tg.1:23-24), contemplaram as suas iniquidades e perceberam a sua real condição de pecadores. “Não temais” (v.20), foi a resposta ao seu desespero. “Não temais” é a voz de Deus aos Seus filhos apontando para a graça redentora de Cristo Jesus.

Hoje, somos chamados a erguer um altar diário ao Deus que nos salvou e que nos deu os Seus mandamentos como um presente para que nos acheguemos, “confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb.4:16). E lembre-se: O altar é do Senhor. Não erga degraus nele. Não queira subir ao lugar que só a Ele pertence, “para que a tua nudez não seja ali exposta” (v.26). Que a Sua obediência seja tão somente o resultado da boa obra do Espírito Santo em sua vida. Esse é o verdadeiro testemunho de que o mundo necessita.

Pai da Eternidade, Tu és o perfeito Legislador, que nos outorga o privilégio do conhecimento dos Teus mandamentos para que possamos reconhecer a nossa condição de pecadores e a nossa grande necessidade de um Salvador pessoal. Ajuda-nos a guardarmos os Teus mandamentos em nosso coração e a obedecê-los porque nós Te amamos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo20 #RPSP

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Êxodo 19 – Rosana Barros
24 de junho de 2025, 0:45
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Avançando na jornada, Israel acampou “em frente do monte” (v.2) Sinai. Ao saberem que o Senhor lhes falaria, ficaram cheios de expectativa. A ordem foi para que Moisés purificasse o povo. Todos deveriam lavar as suas vestes para ir à presença do Senhor. Era propósito de Deus que a nação de Israel fosse Sua fiel testemunha ao mundo, proclamando o Seu nome entre todas as nações. A resposta do povo pareceu convincente para Moisés, que, ao levá-la a Deus, recebeu ordens expressas para que o povo fosse purificado e que ninguém ultrapassasse nem tocasse nos limites do monte. E após uma cerimônia de purificação, Deus Se revelou através de “trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta” (v.16).

Mesmo após terem visto os prodígios de Deus no Egito e de terem passado pelo Mar Vermelho a seco, nada poderia se comparar à experiência que tiveram ao pé do Sinai. Até então, os filhos de Israel só tinham visto os milagres de Deus. Precisavam ter uma experiência pessoal com o Deus dos milagres. Acostumados com os deuses de fundição do Egito, muitos cogitaram a ideia de ver o Senhor e esculpir-Lhe as formas em imagem. Mas todos, a não ser por Moisés e Arão, foram proibidos de “subir ao monte Sinai” (v.23), algo que o Senhor teve o cuidado de reforçar a fim de que não fossem feridos (v.24). As manifestações da presença de Deus fizeram o povo estremecer, pois “Todo o monte Sinai fumegava […], todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais” (v.18 e 19). Israel teve um prenúncio da segunda vinda de Cristo.

Este episódio é um tipo do tempo que antecede o retorno de Jesus à Terra. Deus tem, hoje, um povo de Sua “propriedade peculiar”, “reino de sacerdotes e nação santa” (v.5 e 6), para proclamar ao mundo as boas-novas de salvação. Como está escrito: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). É um chamado de obediência que prontamente nos atrevemos a declarar: “Tudo o que o Senhor falou faremos” (v.8). A verdade nos é dada como fonte de toda liberdade, mas basta o primeiro confronto com nossos gostos não convertidos para a rejeitarmos tão rápido quanto a professamos aceitar.

Israel precisava ouvir a voz de Deus não somente para nEle crer, mas também para crer em Moisés, Seu profeta (v.9). Disso dependia a segurança e a prosperidade da nação eleita, como está escrito: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Deus nunca deixou os Seus filhos às escuras. Em tempos oportunos, Ele levantou homens e mulheres a fim de revelarem a verdade presente para cada época. O profeta Amós declarou: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). A verdade presente para os dias de Noé foi: Haverá um dilúvio! No tempo determinado, entrem na arca! Nos dias de Elias foi: Não haverá chuva até que eu peça! Adorem somente a Deus! Nos dias de Jeremias foi dito: Entreguem-se à Babilônia! O Senhor cuidará de vocês! Nos dias de João Batista foi: Arrependam-se de seus pecados e sejam batizados! Eis que é chegado o Messias! Será que o Senhor deixaria o Seu último povo sem profecia?

Como igreja profética, temos em mãos a Palavra de Deus, além dos mais valiosos testemunhos dados pelo Senhor à Sua serva Ellen G. White. Uma mulher simples, que se colocou nas mãos de Deus como uma humilde serva a fim de nos revelar o sonido certo da última verdade presente. O “espírito da profecia” (Ap.19:10), como uma das características do remanescente dos últimos dias, não é um compilado de conselhos ultrapassados, e sim mais de cem mil páginas da sabedoria e do conhecimento do Senhor. Quem lê os escritos da irmã White juntamente com a Bíblia, com o objetivo de conhecer a Deus, certamente experimenta uma comunhão mais viva e eficaz com o Eterno, e compreende de forma cada vez mais clara a vontade dEle para o Seu remanescente.

À resposta rápida do povo, o Senhor replicou com a ordem de purificação: “Lavem eles as suas vestes” (v.10). Assim como a Palavra de Deus nos aponta para Cristo, o espírito de profecia tem a mesma função. Não obedecemos para sermos salvos, mas porque fomos salvos. Primeiro Israel foi liberto do Egito para depois receber a Lei. Primeiro somos lavados pelo sangue de Cristo, para depois darmos os nossos primeiros passos na nova vida. Primeiro Jesus perdoa, e só depois Ele diz: “Vai e não peques mais” (Jo.8:11). Eu creio que esta será a geração que verá as manifestações sobrenaturais do Senhor quando Ele vier com toda a Sua glória (Mt.24:30-31). E a purificação que nos habilitará a contemplar a face de Jesus não será o lavar das nossas vestes materiais, “não por obras de justiça praticadas por nós”, mas pelo “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5). O Senhor deseja te purificar hoje. Você aceita?

“Bem-aventurados aqueles que lavam as Suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas” (Ap.22:14).

Deus eterno e bendito, graças Te damos porque o Senhor não nos deixou sem profecia, pois, como está escrito, sem profecia, o povo se corrompe. Graças Te damos pelo sacrifício do nosso Redentor que, com Seu sangue, lava e purifica as nossas vestes! Obrigado, Pai Santo, pela esperança que temos na breve volta de Jesus! Que o Teu Espírito esteja em nós para que anunciemos essas boas-novas e estejamos prontos para subir e Te encontrar. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, purificados pelo sangue do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo19 #RPSP

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Êxodo 18 – Rosana Barros
23 de junho de 2025, 0:45
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“Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez” (v.21).

O diálogo entre sogro e genro revelou o amor que os envolvia. Jetro muito se alegrou com “todo o bem que o Senhor fizera a Israel” (v.9). Como é maravilhoso ter pessoas que nos amam e se preocupam conosco! Esta é uma característica especial de quem é guiado pelo Espírito Santo: alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm.12:15). A visita de Jetro certamente foi como um bálsamo para o fatigado líder, que além de receber sua família de volta, também teve a sua carga aliviada pelo conselho que, com humildade, procurou atender.

O conselho de Jetro sobre o fardo “pesado demais” (v.18) é um dos maiores ensinamentos sobre liderança. Muitos há que têm assumido posições de grande responsabilidade e carregado um peso além de suas forças. É propósito de Deus que o Seu povo se una em auxílio mútuo e que, antes de qualquer coisa, levem suas causas a Ele. É certo que algumas responsabilidades não podem ser delegadas; outras, porém, podem ser atribuídas àqueles que sejam considerados capazes de assumi-las. “Levai as cargas uns dos outros” (Gl.6:2), foram as palavras do apóstolo Paulo, que bem sabia apreciar o auxílio de irmãos queridos e cujo coração se abatia quando sozinho em suas lutas.

No entanto, alguns líderes se esquecem que a mais sagrada obra está em trabalhar pela salvação de seu lar, e esta não pode ser transmitida a terceiros. O Senhor jamais exigirá de alguém um serviço que ponha em risco a salvação da família. Deus necessita hoje de: “homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza” (v.21). Homens que assumam o seu papel como sacerdotes do lar e que sejam sábios no uso do tempo; que reconheçam suas limitações e, mais do que reconhecer que precisam da ajuda humana, reconheçam a sua total dependência de Deus. Homens que não temam fazer a vontade divina ainda que esta os conduza a uma obra desafiadora.

Nesses últimos dias, quando Cristo está às portas, há um trabalho a ser feito, um evangelho eterno a ser pregado. E o Espírito Santo está chamando “dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade” (v.21). Você aceita este chamado? Então comece esta obra em sua casa. “Se isto fizeres” (v.23), é certo de que terás bom êxito.

Senhor Deus, Criador dos céus e da terra, nosso Pai amado, nós Te louvamos por quem Tu és! Pois tens usado pessoas especiais para nos ajudarem em nossa jornada, para aliviar o nosso fardo e para que possamos nos sentir amados. Mas infinitamente maior do que a ajuda e o amor humanos, é o Senhor. Pois Tu és o nosso auxílio e o nosso amado Deus! Dá-nos a sabedoria de que necessitamos em nossa caminhada e a bênção de sermos bons irmãos e de termos bons irmãos. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres capacitados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo18 #RPSP

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Êxodo 17 – Rosana Barros
22 de junho de 2025, 0:45
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“Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque” (v.11).

Uma fonte de água é um verdadeiro tesouro no deserto. Sem água, não há vida. Ao constatarem que não havia água “em Refidim” (v.1), os filhos de Israel reiniciaram suas reclamações com tamanha agitação que Moisés temeu ser apedrejado. Mas a atitude de Moisés nos lembra qual deve ser a atitude de todo cristão diante das dificuldades: “Então, clamou Moisés ao Senhor: Que farei a este povo?” (v.4). Deixando a multidão para trás, ele entrou em audiência particular com Deus e nEle buscou a força e a sabedoria para sabercomo lidar com aquela situação.

Aquela “rocha em Horebe” (v.6), que por ser ferida produziu água, deveria ser para o povo muito mais do que simplesmente um bebedouro, mas um belo símbolo do Senhor e de Seu plano de salvação. Está escrito: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). Declarou o doce salmista: “Só Ele é a minha Rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei jamais abalado” (Sl.62:6). Olhando para o episódio em Refidim, Paulo escreveu: “e beberam da mesma fonte espiritual; porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia. E a pedra era Cristo” (1Co.10:4). Reforçando a afirmação de Cristo de que a declaração de Pedro – “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt.16:16) – seria a pedra sobre a qual Ele edificaria a Sua igreja, o próprio apóstolo confirmou: “Chegando-vos para Ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa” (1Pe.2:4).

Tudo o que acontecia em Israel, segundo a vontade de Deus, servia de ilustração de preciosas lições espirituais. Aquele que, qual Moisés, confiasse no Senhor, poderia experimentar as bênçãos da suave comunhão e de ser guiado por Seu Espírito. Arão e Hur compreenderam que tinham uma parte a desempenhar na obra de Deus. Ao segurarem os braços de Moisés e aliviarem o seu fardo, eles foram imprescindíveis para o sucesso da missão de seu líder. Percebam, amados: Moisés estava no alto do monte, Arão e Hur sustentavam seus braços cansados, Josué liderava a batalha e o povo pelejava. Cada qual tinha um papel a desempenhar. “Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos” (1Co.12:14).

A escolha do nome para o altar da vitória é a perfeita expressão de um líder verdadeiramente convertido: “O Senhor é a Minha Bandeira” (v.15). Uma vida de oração e de comunhão com o Senhor era o que fazia a diferença na vida de Moisés. Um grande exemplo de homem de oração mais próximo de nossos dias foi o evangelista George Müller. Convencido por Deus de que deveria estabelecer um orfanato em Bristol, na Inglaterra, Müller decidiu confiar totalmente no Senhor para o sustento do lugar e das necessidades dos órfãos. Este foi o princípio que o sustentou durante toda a sua vida, a qual dedicou ao serviço do Senhor no cuidado de mais de dez mil órfãos e a viajar pelo mundo como evangelista. Dando testemunho do que fazia para manter-se conectado a Deus, percebam o que Müller relatou:

“Nunca deixo de orar! […] Milhares de almas têm sido salvas em resposta às minhas orações. […] Espero encontrar dezenas de milhares delas no Céu. […] O grande ponto é nunca cansar de orar antes de receber a resposta. […] Há promessas inabaláveis de Deus e sobre elas eu descanso. […] Tenho o coração entregue para fazer a vontade do Senhor — não deixo o resultado ao mero sentimento ou a uma simples impressão. […] Procuro a vontade do Espírito de Deus por meio da Sua Palavra. É essencial que o Espírito e a Palavra acompanhem um ao outro. Se eu olhar para o Espírito sem a Palavra, fico sujeito […] a grandes ilusões. […] Não me lembro, em toda a minha vida de crente […] de que eu jamais buscasse, sinceramente e com paciência, saber a vontade de Deus pelo ensinamento do Espírito Santo por intermédio da Palavra de Deus, e que não fosse guiado certo” (Heróis da Fé, CPAD, p.125, 129).

George Müller é só um exemplo de alguém que decidiu andar com Deus. E quando alguém anda com Deus, a caminhada sempre será produtiva. Porque enquanto caminhamos, ajudamos a cuidar dos feridos no caminho e Deus vai cuidando das nossas próprias feridas. A oração e o estudo das Escrituras precisam andar juntos, amados. Ser guiado pelo Espírito Santo é ser guiado pela Palavra. O testemunho de vários homens e mulheres de Deus é uma prova viva disso. Peça ao Senhor para ter uma vida de oração e de harmonia com Sua Palavra. Ele tem planos especiais para que você seja, nesta geração, uma poderosa testemunha a erguer a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel.

Nosso Deus Santo, queremos, ó Pai, estar firmados na Rocha inabalável que é Cristo. Almejamos fazer a Tua vontade, andando Contigo todos os dias, sendo guiados por Teu Espírito através da Palavra. Almejamos ter uma comunhão Contigo como Moisés, como George Müller; uma comunhão tal que possa fluir para outros como fontes de água viva. Que fique claro diante do mundo que marchamos como exército que empunha a bandeira celestial. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, exército do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo17 #RPSP

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Êxodo 16 – Rosana Barros
21 de junho de 2025, 0:45
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“Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que Eu ponha à prova se anda na Minha lei ou não” (v.4).

Certamente você já ouviu a expressão “andar na linha”. Ela significa agir corretamente, sem se desviar, ser obediente às regras. A providência do alimento para o Seu povo, seria uma forma de provar se Israel “andava na linha” ou não. Neste caso, se seria obediente ou rebelde à lei do Senhor. Aos olhos de Deus, “andar na linha” envolve bênção ou maldição, vida ou morte (Dt.30:15). Mesmo antes de proclamar a Sua lei no Sinai, uma prova foi estabelecida a fim de iniciar o processo de reeducação de um povo há tanto tempo escravizado. Percebam que, mesmo diante de toda a murmuração dos filhos de Israel, como um Pai amoroso, o Senhor não os tratou como mereciam, mas com paciência, pôs diante deles a oportunidade de reconhecer o Seu cuidado e andar na Sua lei.

Como bem declarou Asafe: “Nada obstante, ordenou às alturas e abriu as portas dos céus; fez chover maná sobre eles, para alimentá-los, e lhes deu cereal do Céu. Comeu cada qual o pão dos anjos; enviou-lhes Ele comida a fartar” (Sl.78:23-25). Deus abriu as comportas do Céu e deu a Israel “o pão dos anjos”. Que presente imerecido, amados! A graça do Senhor foi derramada sobre o acampamento, e tudo o que o Senhor lhes pedia era, na verdade, outra fonte de bênção e descanso: “Considerai que o Senhor vos deu o sábado” (v.29). Mas as murmurações, misturadas às lembranças do que possuíam no Egito, pareciam cegar-lhes o entendimento para o grande livramento que o Senhor lhes havia dado e para que percebessem que sua saída do Egito era o cumprimento da profecia dada a Abraão (Gn.15:13-14).

O profeta Ezequiel escreveu sobre o resultado do apego do povo às coisas do Egito: “Mas a casa de Israel se rebelou contra Mim no deserto, não andando nos Meus estatutos e rejeitando os Meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles; e profanaram grandemente os Meus sábados. Então, Eu disse que derramaria sobre eles o Meu furor no deserto, para os consumir” (Ez.20:13). Semelhante a Israel, também estamos em jornada à Terra Prometida, amados. Israel passou pelas águas e foi levado ao deserto. Jesus foi batizado nas águas e levado ao deserto (Mt.4). Diversas teorias e doutrinas religiosas têm pregado mundo afora um evangelho “ornamentado” por falsos ensinos. E o discurso de prosperidade e de conforto continua arrebanhando multidões famintas que têm buscado saciar a fome com comida vazia.

Há uma porção do pão do Céu sendo derramada sobre o povo de Deus a cada dia. E muitos filhos do Reino, à semelhança do eunuco etíope na estrada “de Jerusalém a Gaza” (At.8:26), esperam por alguém que lhes responda ao questionamento: “Que é isto?” (v.15). Como “Moisés” atuais, fomos chamados pelo Senhor para uma obra que requer de nós íntima comunhão com Ele e com Sua Palavra. Deus não requer de ninguém algo além do que possa discernir. Nem todos são teólogos ou doutores da lei. Em Seu ministério, Cristo tinha em Sua companhia leigos, pescadores, coletores de impostos e mulheres. Cada qual desfrutava do Pão da Vida conforme a sua necessidade pessoal. Mas a verdade nunca pôde e nunca poderá ser desmerecida à simples estatura do ponto de vista humano.

O sábado foi instituído por Deus na criação (Gn.2:1-3); foi escrito pelo dedo de Deus em tábuas de pedra (Êx.31:18); foi observado por Cristo (Lc.4:16), pelos discípulos e pelas mulheres (Lc.23:56), como também pelo apóstolo Paulo (At.17:2). O profeta Isaías escreveu que, na eternidade, os salvos continuarão adorando ao Senhor “de um sábado a outro” (Is.66:23). O sábado é o clímax da gratidão; é o oásis no tempo para nos aliviar das tensões dos desertos deste mundo. Todo verdadeiro adorador deve compreender isto e desfrutar do dia que o Senhor fez “por causa do homem” (Mc.2:27). E em cada semana de dificuldades, Deus nos concede um dia de descanso e alívio.

Aceite este presente dado a você pelo Criador, e o sábado não será um dia de sair para colher, mas de desfrutar da bênção dobrada da perfeita provisão divina.

Nosso Criador e Mantenedor, nós Te agradecemos por Jesus, Ele é o pão que desceu do Céu por amor a nós pecadores. Ele nos reconciliou Contigo e tudo o que nos pede é que andemos nEle, pois Ele é o caminho, e a verdade, e a vida. Andar em Jesus significa seguir os Seus passos. Segura-nos pela mão e nos faz andar na linha da Tua lei de amor. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, saciados pelo Pão da vida!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo16 #RPSP

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Êxodo 15 – Rosana Barros
20 de junho de 2025, 0:45
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“O Senhor é a minha força e o meu cântico; Ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, eu O louvarei; Ele é o Deus de meu pai; por isso O exaltarei” (v.2).

Maravilhados com um livramento tão sublime, Moisés e os filhos de Israel formaram o primeiro coral da história da humanidade, entoando um cântico especial ao Senhor. Israel declarou o triunfo divino sobre seus inimigos, louvou a Deus por quem Ele é, relatou detalhes do livramento, exaltou o Senhor acima de todos “os deuses” (v.11), reconheceu a bondade e o cuidado de Deus para com eles e apontou para o futuro glorioso dos filhos de Deus no lugar que as mãos do Senhor estabeleceram em Seu reino eterno. Deve ter sido realmente emocionante participar desse coro poético e profético, que foi seguido pelo cântico festivo e alegre de Miriã e das mulheres.

No entanto, ao chegarem em Mara – nome dado ao lugar devido à situação que enfrentaram –, os filhos de Israel descobriram que as águas eram amargas. Essa descoberta promoveu a segunda murmuração entre o povo. Será que o Senhor, que operou tantos prodígios no Egito e que abriu o Mar Vermelho, não poderia cuidar de suas necessidades mais básicas? Não sabemos qual árvore Deus mandou Moisés lançar nas águas, nem se ela tinha alguma propriedade medicinal. O certo é que, através daquele simples ato de obediência, Deus tornou as águas doces, saciando a sede do povo. Ali mesmo, o Senhor lhes deu “estatutos e uma ordenação” (v.25), que provariam a fidelidade dos filhos de Israel, e disse:

“Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos Seus olhos, e deres ouvido aos Seus mandamentos, e guardares todos os Seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois Eu sou o Senhor, que te sara” (v.26).

Essa é uma das mais lindas promessas de Deus a Israel: se o povo andasse com o Senhor em obediência, Ele o recompensaria com saúde. O destino seguinte foi uma amostra de que, mesmo no deserto, Deus poderia suscitar um oásis. Essa é uma lição que precisamos levar para a nossa vida. Quando confiamos no Senhor, em Seus planos e que Ele sempre tem o melhor para nós, mesmo no deserto das tentações e dificuldades, se permanecermos fiéis à Sua Palavra, Ele é fiel em cumprir Suas promessas e nos levar para junto das águas de descanso.

Diante do Mar Vermelho, Moisés e o povo cantaram ao Senhor. Mas aproxima-se o tempo em que os salvos estarão “em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus” e entoando “o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Ap.15:2-3).

Moisés dirigiu o primeiro coral da Terra e fará parte do primeiro coral da eternidade. Eu também quero estar lá. E você? Não permita que as dificuldades o ceguem para o que Deus já operou em sua vida no passado. Clame ao Senhor, e Ele transformará suas amarguras em doces lembranças de Seu amor e cuidado. Você obedecerá ao Senhor porque O ama, e Ele fará da sua vida uma prova viva da fidelidade de Suas promessas.

Cantemos com alegria, amados:

“Deus é tão bom,
Deus é tão bom,
Deus é tão bom,
Deus é bom pra mim.

Ele voltará,
Ele voltará,
Ele voltará,
Voltará pra mim”.

Vigiemos e oremos!

Bom dia, futuro coral do Céu!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo15 #RPSP

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Êxodo 14 – Rosana Barros
19 de junho de 2025, 0:45
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“O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis” (v.14).

A notícia de que Israel estava em lugar oportuno para a captura chegou aos ouvidos de Faraó, que, reunindo seu exército com “seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito com capitães sobre todos eles” (v.7), foi ao encontro da multidão encurralada. Vendo que “os egípcios vinham atrás deles”, o medo tomou conta do coração dos israelitas, e “clamaram ao Senhor” (v.10). Mas parece que havia uma turma causando murmuração no meio do povo e declarando que não tinha saído do Egito por vontade própria. A missão de Moisés começava a dar os primeiros sinais das dificuldades que teria de enfrentar.

Porém, ao alcançar o lugar em que estavam acampados os filhos de Israel, os egípcios foram interceptados pelo próprio Senhor, que se interpôs entre eles e o Seu povo numa coluna de nuvem que “era escuridade” para Faraó e seus homens e claridade para os hebreus. Mas surpresa maior aconteceu quando perceberam que o mar não era mais um obstáculo para Israel, mas o caminho de sua liberdade definitiva. Aquele caminho em seco, com as águas “qual muro à sua direita e à sua esquerda” (v.22), foi o palco do livramento dos exércitos do Senhor e da destruição dos exércitos de Faraó. Vendo tudo o que havia acontecido e “os egípcios mortos na praia do mar” (v.30), “o povo temeu ao Senhor e confiou no Senhor e em Moisés, Seu servo” (v.31).

A ira do inimigo tem se manifestado sobre o povo de Deus em todos os tempos. E, em cada geração, Satanás tem estudado os melhores meios de “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10) a humanidade, mas, principalmente, os fiéis servos de Cristo. Ele arregimenta seus anjos caídos e formula planos de acordo com o que supõe ser a melhor estratégia para cada caso. Sabemos, contudo, que a ira do inimigo será manifestada com toda a sua força nos últimos dias contra “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Quando parecer que o povo de Deus está encurralado, sem ter como escapar, com um inimigo e seu exército irados à sua espreita, Deus manifestará o Seu poder e dará livramento aos filhos do Seu povo, pois “o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14).

E o que Satanás julgava ser a oportunidade de destruir os fiéis será, na verdade, o eterno livramento deles. Temeram a Deus, confiaram nEle e nos Seus profetas; portanto, obterão segurança e prosperidade para sempre. Como está escrito: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Eu almejo fazer parte deste grupo seleto que testemunhará em vida o retorno de Jesus! Tomara que a nossa geração desperte sem ter que passar pela quarentena no deserto! Mas sejamos aquela que, muito em breve, dirá: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e Ele nos salvará: este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).

Pai Santo, qual coluna de nuvem clareia o nosso caminho na noite deste mundo para que a nossa vida esteja escondida com Cristo em Ti. Que o Teu Espírito nos seja qual muro protetor, para que não nos desviemos para a direita nem para a esquerda, mas prossigamos em frente, temendo ao Senhor, confiando em Ti e nos Teus servos, os profetas. Queremos ver Cristo voltar e subir com Ele. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescente!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 13 – Rosana Barros
18 de junho de 2025, 0:45
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“O Senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite” (v.21).

A saída do Egito foi impactante e emocionante. Acredito que os filhos de Israel ainda não entendiam completamente que estavam livres. Após tantos anos de servidão e de tantas negativas de Faraó, parecia impossível obterem a liberdade. Mas o Senhor havia prometido livrá-los desta vez, e assim o fez. E, “com mão forte o Senhor [os] tirou de lá” (v.3). A lembrança daquele dia deveria perpetuar-se através da celebração da Páscoa anual. Seriam sete dias em que todo o Israel comeria “pães asmos” (v.6) e contaria às futuras gerações tudo o que o Senhor havia operado para tirar o Seu povo do Egito.

Não seria apenas a comemoração pelo livramento da escravidão egípcia, mas também haveria os sacrifícios dos primogênitos dos animais e o resgate dos primogênitos dos filhos de Israel. Uma lembrança constante do livramento daquela noite fatídica e da redenção dos primogênitos hebreus. Tudo isso deveria permanecer “como sinal […] e por memorial” (v.9), para que o povo de Deus não se apartasse da Sua lei. Era imprescindível que os pais fossem testemunhas a seus filhos da fidelidade do Senhor e da importância de uma vida de fé e obediência. E ao perguntarem os filhos: “Que é isso?” (v.14), os pais precisavam ter a Palavra do Senhor nos lábios e no coração, através de uma vida coerente com o que era transmitido.

A sabedoria e a misericórdia de Deus também se manifestaram no caminho escolhido para guiar o Seu povo. Ele “fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do Mar Vermelho” (v.18) para livrá-los da peleja que certamente haveria, se passassem pela “terra dos filisteus” (v.17). Foi um caminho mais longo, porém, mais seguro. E, caminhando “de dia e de noite” (v.21), o Senhor mesmo os guiava através das colunas de nuvem e de fogo. Era uma manifestação visível de que Deus estava com eles em todos os momentos.

É maravilhoso perceber como o conhecimento das Escrituras é inesgotável. Já li este capítulo algumas vezes, mas nenhuma leitura foi igual à outra. Sempre temos algo novo a aprender, algo precioso para extrair do Tesouro da Verdade. Deus estabeleceu no meio do Seu povo um princípio fundamental que deve reger todo lar cristão. A transmissão de Sua Palavra deve ser realizada através de nossas ações – “na mão” (v.9) – e estas, guiadas pela mente – “entre os teus olhos” (v.16). Se as ações dos pais refletem uma mente guiada pelo “assim diz o Senhor”, isso iluminará o lar e despertará nos filhos o sincero desejo de repercutir o conhecimento de Deus.

E em nossa jornada rumo ao Lar, temos o privilégio e a alegria de ter o próprio Senhor como nosso guia. Ele está sempre adiante de nós, ainda que nem sempre isso nos seja visível. Às vezes não compreendemos por que Ele nos conduz por caminhos que parecem mais difíceis e demorados, mas, certamente, Ele está nos livrando de caminhos curtos que seriam verdadeiros campos minados. O Senhor nunca Se aparta de nós em nossa caminhada, seja de dia, seja de noite. Ele nos protege do calor das provações e nos ilumina na escuridão de nossas noites de luta.

Apegue-se, hoje, à certeza do constante cuidado divino. Confie no Senhor e nos planos que Ele tem para você e através de você. Ele nunca te colocará num caminho que você não possa suportar, mas te guiará “com mão forte” (v.16) “pelo caminho eterno” (Sl.139:24).

Pai nosso que habita nos Céus, mas que também habita com o de coração contrito e abatido de espírito. Louvado seja o Senhor por tamanha graça! Em nossa caminhada, guia os nossos passos segundo a Tua vontade, ó Deus. Conduz a mente dos pais e dos filhos do Teu povo com a luz da Tua Lâmpada Sagrada. E que o sacrifício perfeito do verdadeiro Cordeiro pascal nos seja uma lembrança constante de nossa eterna redenção. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, remidos pelo sangue de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 12 – Rosana Barros
17 de junho de 2025, 0:45
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“Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor” (v.12).

A Páscoa foi a primeira experiência religiosa daquele povo há tanto tempo escravizado. Era essencial que ele fosse novamente ensinado sobre a verdadeira adoração. Com “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão” (v.11), os filhos de Israel deveriam comer com pressa o cordeiro, as ervas amargas e os pães sem fermento. Seria “um cordeiro para cada família” (v.3), com a opção de convidar o vizinho mais próximo, caso a família fosse pequena. O sangue do animal deveria ser passado “em ambas as ombreiras e na verga da porta” (v.7), como uma marca de proteção para que o “Destruidor” não os ferisse. Este rito seria lembrado todos os anos e transmitido de geração em geração. Diante de tudo isso, “o povo se inclinou e adorou” (v.27), cumprindo tudo o que Deus havia orientado “a Moisés e a Arão” (v.28).

Então, como o Senhor havia dito, “à meia-noite”, Ele feriu “todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito de Faraó […]” até “os primogênitos dos animais” (v.29). Naquela mesma noite, o Senhor deu livramento ao Seu povo, pois os egípcios expulsaram os filhos de Israel com pressa e lhes deram “objetos de prata, e objetos de ouro, e roupas” (v.35). “E despojaram os egípcios” (v.36). Após “quatrocentos e trinta anos” (v.40), aquela geração finalmente respirava o ar da liberdade, e “todas as hostes do Senhor saíram da terra do Egito” (v.41), pois “tirou o Senhor os filhos de Israel do Egito, segundo as suas turmas” (v.51).

A Páscoa era uma ilustração da justificação pela fé e seus resultados. Cada família foi instruída a manter-se em casa, comendo o cordeiro e o pão com ervas amargas, pronta para partir, e com a porta marcada com o sangue do cordeiro. Essa era uma cerimônia que, se o povo tivesse compreendido seu verdadeiro significado e, como o Senhor orientou, a tivesse transmitido de geração em geração, Jesus teria nascido rodeado pela nação de Israel em festa. Cada detalhe dado por Deus para esse momento deveria ser obedecido e era uma questão de vida ou morte. Passar o sangue na porta, mas não ter preparado o cordeiro como orientado, ou se o pão fosse levedado, implicaria em ser atingido pelo Destruidor. Ou observar todo o rito dentro de casa e não marcar a porta com o sangue do cordeiro também implicaria em morte. Percebem, amados?

A fé de passar o sangue nos umbrais da porta deve nos impulsionar a alimentar nossa família com o Cordeiro e o Pão do Céu. E mesmo que tenhamos que provar das “ervas amargas” da vida, no final do dia podemos encontrar em Cristo – o Cordeiro imolado – a força e a paz que nos saciam a alma. O Espírito Santo, então, preenche o nosso coração e nos mantém de malas prontas para a eternidade. Cristo, “Justiça Nossa” (Jr.33:16), Cristo, em nós, “a esperança da glória” (Cl.1:27), sempre foi a mensagem central das Escrituras. Era essa mensagem que Israel deveria entender, viver e compartilhar. Mas falhou em entender, com o tempo se negou a viver e, com isso, tornou-se incapaz de compartilhar.

Meus irmãos, o desejo do Senhor em nos libertar é muito maior do que nosso próprio anseio por liberdade deste mundo mau. Mas por que será que ainda estamos aqui? Porque ainda não entendemos, não vivemos e, por consequência, não compartilhamos a mensagem de que Jesus é a nossa justiça. Desde o primeiro cordeiro imolado por Adão, cada sacrifício apontava para Cristo como nosso único e suficiente Salvador. A obediência de Israel deveria ser fruto da fé que tinham no Deus que havia prometido livrá-los da escravidão e da morte. Havia condições estabelecidas pelo Senhor para que o povo obedecesse. Por que achamos que é diferente conosco hoje? Se o próprio Jesus foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8)?

Ó, amados, estamos em tempos solenes e decisivos. Até quando nos comportaremos como se Jesus fosse voltar daqui a cem anos? É tempo de andarmos com “lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão”! É tempo de termos até a porta de nossa casa como um lembrete vivo de que ali habita uma família que pertence ao Senhor. É tempo de alimentarmos a nossa família com a Palavra de Cristo e compartilharmos esse alimento com nossos vizinhos mais próximos. Então, o destruidor não nos atingirá. Eu não sei você, mas eu estou cansada daqui. Cansada de mim mesma. Cansada de ver tanto sofrimento. E com muita, muita saudade de Jesus e do Céu! E eu não digo isso porque me acho digna de ver o Salvador e entrar nas moradas do Pai. Muito pelo contrário. É na justiça de Cristo que me agarro a cada dia e clamo para que ela esteja sobre mim quando Ele voltar.

Não nos cabe saber o tempo da volta de Jesus, mas a Palavra nos diz que podemos não somente aguardar, mas também apressar “a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). Então, clamemos pelo Espírito Santo! Clamemos para que, mesmo nesse tempo de dormência, de sonolência, “à meia-noite” (Mt.25:6), despertemos com nossas lâmpadas acesas, cheias do precioso azeite e possamos entrar com Cristo “para as bodas” (Mt.25:10). Por favor, estude com mais interesse e profundidade a justificação pela fé, pois ela é a última mensagem a ser dada ao mundo, ela “é, na verdade, a mensagem do terceiro anjo” (Eventos Finais, CPB, p.215).

Nosso amado Pai Celestial, Tu tens sido muito paciente com o Teu povo. De geração em geração, tens conservado filhos fiéis que confiaram em Ti, ainda que não compreendessem muitas das coisas que o Senhor pedia que fizessem. Santo Deus, há uma promessa para nós, hoje, de que o Teu Espírito nos guiará a toda a verdade, e esta promessa é uma bênção porque é a verdade que nos liberta, e nós queremos desfrutar da completa liberdade que o Senhor nos oferece, a nós e a nossos filhos. Mas, antes, o Espírito Santo precisa nos convencer do pecado, da justiça e do juízo, para que possamos discernir a Tua verdade. Portanto, nos livra de nós mesmos e nos concede uma mente lúcida para que sejamos, nesta geração, filhos fiéis que vivam a Tua vontade pela fé no nosso Fiador, apressando o Seu grande Dia. Que de nossa casa saia o alto clamor que amadurecerá a Terra para a última colheita. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescente do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 11 – Rosana Barros
16 de junho de 2025, 0:45
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“Moisés disse: Assim diz o Senhor: Cerca da meia-noite passarei pelo meio do Egito” (v.4).

Orientados a pedir aos egípcios ouro e prata que pudessem levar na viagem, era como se os hebreus se apropriassem dos despojos de guerra sem que tivessem que levantar uma espada sequer. Deus havia provado ser o defensor e mantenedor de Seu povo e estava prestes a livrá-lo de uma vez por todas de sua escravidão. As palavras ditas por Moisés a Faraó e seus oficiais não mais expressavam a mansidão e a paciência tão características daquele servo de Deus. Pelo contrário, aqueles homens testemunharam, pela primeira vez, um semblante carregado de indignação. “E, ardendo em ira, [Moisés] se retirou da presença de Faraó” (v.8). O anúncio da última praga e a forma como foi dito revelava sua natureza devastadora e o fim da misericórdia e paciência de Deus para com Faraó e seu povo.

A “meia-noite” é um tempo utilizado na Bíblia como um símbolo da hora mais escura e decisiva. É um lapso de tempo apocalíptico que prefigura o fim da oportunidade. Está escrito: “De repente, morrem; à meia-noite, os povos são perturbados e passam, e os poderosos são tomados por força invisível” (Jó 34:20). Exatamente o que foi anunciado por Moisés: que haveria morte na terra do Egito, e a perturbação causaria “grande clamor”, “qual nunca houve, nem haverá jamais” (v.6). E, por mão invisível, o Senhor passaria “pelo meio do Egito” (v.4), realizando o Seu juízo. Mas, novamente, Ele faria “distinção entre os egípcios e os israelitas” (v.7), livrando o Seu povo daquele terrível flagelo.

Vocês já ouviram falar no Relógio do Apocalipse? Este relógio é um símbolo criado em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos, indicando quão perto o mundo está da “meia-noite”, ou seja, da destruição. Este relógio simbólico, porém, que hoje aponta para oitenta e nove segundos para a meia-noite, não está embasado nas profecias bíblicas, mas na situação global com relação às condições climáticas, políticas e ambientais. Contudo, há uma “meia-noite” que realmente representa o fim de todas as coisas. E esta tem a ver com morte eterna ou vida eterna. Em seu sermão profético, Jesus proferiu uma parábola que aponta para o tempo do fim: a parábola das dez virgens.

Nesta parábola, o Salvador ilustra a condição do Seu povo no tempo do fim: as dez mulheres eram virgens, as dez tinham as lâmpadas, as dez dormiram e as dez acordaram juntas. Mas, quando o arauto anunciou, à meia-noite: “Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mt.24:6), somente cinco delas tinham azeite reserva e puderam entrar com o noivo para as bodas (Mt.24:10). Quando será a meia-noite da Terra, no entanto, não nos foi dado conhecer. Através do cumprimento das profecias, podemos até saber o quão perto estamos deste momento. Mas o foco da parábola, bem como de cada advertência das Escrituras quanto ao tempo do fim, não é o de “tempos ou épocas” (At.1:7), e sim o da preparação.

Amanhã veremos que a última praga, antes da meia-noite de juízo, foi a única que requereu um preparo por parte do povo de Israel. Da mesma forma, às vésperas da meia-noite deste mundo, necessitamos do azeite reserva, que é o Espírito Santo. Ser conhecedores do tempo não significa somente saber que estamos perto do fim. Muito mais, porém, é que é tempo de buscar ao Senhor enquanto podemos achá-Lo e de invocá-Lo enquanto Ele está perto (Is.55:6). Deus nos deixou suficientes orientações em Sua Palavra de como estarmos preparados e apercebidos para o retorno de Cristo. Permita que o Espírito Santo continue reavivando a sua vida pelas Escrituras e que sua comunhão diária com Deus seja o tempo em que realmente a sua mente esteja fixada.

Nosso Pai do Céu, a meia-noite desta Terra se aproxima e é tempo de estreitarmos ainda mais a nossa comunhão Contigo. Faz-nos como crianças, submissos, confiantes e sinceros. E, para isso, precisamos do Espírito Santo, enchendo as nossas lâmpadas nesse momento de dormência. Queremos entrar com o Senhor pelas portas e sermos conhecidos de Ti. Ajuda-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100