Reavivados por Sua Palavra


Êxodo 40 – Rosana Barros
15 de julho de 2025, 0:45
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“Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo” (v.34).

O relato do livro de Êxodo é, sem dúvida, o documento histórico do nascimento de Israel como nação. Vimos o fiel cumprimento das profecias e das promessas de Deus na vida dos Seus filhos. Da descendência de Seu servo Abraão, o Senhor suscitou uma numerosa nação. A Moisés foi delegada a solene tarefa de tirar Israel do cativeiro egípcio e, sob a forte destra dAquele que o chamou, sua missão foi cumprida. Prodígios, milagres, vitórias e momentos difíceis marcaram os primeiros passos do povo sobre o deserto. E na nuvem de dia e na coluna de fogo à noite, todos podiam contemplar as manifestações da presença de Deus no meio do acampamento.

Mas o Senhor tinha algo mais a lhes oferecer; uma forma mais didática de lhes ensinar que o destino final não era uma terra aqui, mas no mundo porvir. E no romper de um ano novo, o Seu santuário foi erguido, consagrado e ungido por Moisés. “E tudo fez Moisés segundo o Senhor lhe havia ordenado; assim o fez” (v.16). Projetado segundo o modelo original (Hb.8:2), o tabernáculo deveria ser uma escola e os sacerdotes, os professores. O conhecimento de Deus estava à disposição de todo aquele que se dispusesse a aprender com a sinceridade de uma criança. O Testemunho (os dez mandamentos) foi colocado dentro da arca da aliança e, ali, do Santíssimo lugar, sob a manifestação da glória de Deus, cada palavra da Lei saía das pedras para o coração dos verdadeiros adoradores.

Como na criação o Senhor começou a dar forma a uma terra “sem forma e vazia” (Gn.1:1), Moisés começou a dar forma ao santuário. Como Deus estendeu os céus, Moisés “estendeu a tenda sobre o tabernáculo” (v.19). Como Deus criou o alimento no terceiro dia, Moisés pôs sobre a mesa “os pães da proposição” (v.23). Como colocou no céu os luzeiros do dia e da noite, Moisés “preparou as lâmpadas perante o Senhor” (v.25). Como criou os animais terrestres, Moisés “pôs o altar do holocausto à porta da tenda da congregação e ofereceu sobre ele holocausto” (v.29). Como criou o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança, os cobrindo com Sua glória, Moisés vestiu Arão e seus filhos como símbolo do sacerdócio de Cristo (v.13). “Assim, pois”, como “foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército” (Gn.2:1), “assim Moisés acabou a obra” (v.33) do santuário.

Israel tinha um vislumbre da criação a cada vez que a tenda era montada, uma ilustração do plano da redenção todas as vezes em que os sacrifícios eram oferecidos no altar, e a cada marcha pelo deserto, a sublime esperança de que o Senhor os estava guiando para casa. Amados, faço minhas as palavras de João, neste momento: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1Jo.5:13). Com mão poderosa o Senhor guiou o Seu povo, e com mão poderosa continuará guiando o Seu último Israel. Muito em breve Deus não mais precisará usar ilustrações e símbolos, mas teremos o privilégio de ser testemunhas oculares da recriação, quando Deus fará “novo céu e nova terra” (Ap.21:1).

Que a presença do Criador esteja com você “em todas as suas jornadas” (v.38), até chegar ao Lar!

Nosso Pai Celestial, louvado seja o Teu nome porque com Tua boa mão tens nos guiado! O Senhor é o nosso Criador e proveste para nós a redenção em Cristo Jesus. Nós Te agradecemos, bom Pai! Continua iluminando o nosso caminho para que possamos andar em Tuas veredas até chegarmos ao reino do Teu Filho amado. Perdoa-nos e purifica-nos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, criados para a vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo40 #RPSP

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Êxodo 39 – Rosana Barros
14 de julho de 2025, 0:45
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“Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito segundo o Senhor havia ordenado; assim a fizeram, e Moisés os abençoou” (v.43).

De todos os detalhes da roupa sacerdotal, o que mais me encanta não é o ouro, as pedras preciosas ou a forma esmerada como é descrita, mas sim a inscrição que ficava na cabeça de Arão: “Santidade ao Senhor” (v.30). Ele havia sido separado para um ofício santo, e mais do que isso, separado para o próprio Senhor. Aquela inscrição apontava para a sua sagrada missão de revelar ao povo a santidade de Deus de uma forma que pudessem compreender, e que o desejo de Deus era que, um dia, este mesmo povo fosse portador dessa mensagem ao mundo, através de uma vida coerente com a Sua Palavra (Leia Dt.4:6).

Para o ofício no santuário, o Senhor ordenou que se fizessem vestes especiais, “finamente tecidas”, além das “vestes sagradas para Arão” (v.1), “e as vestes de seus filhos” (v.41). Assim como o fez com a estrutura de todo o tabernáculo, as vestimentas “para ministrar no santuário” (v.1) foram descritas por Deus de forma detalhada. Como tudo no santuário, as roupas também deveriam declarar “Santidade ao Senhor” (v.30). Além do simbolismo das vestes, o Senhor também prezava pela decência na adoração. Em orientação anteriormente dada a Moisés, isso ficou bem claro: “Nem subirás por degrau ao Meu altar, para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx.20:26).

Já é comprovado que a roupa diz muito a respeito da pessoa e da mensagem que ela deseja transmitir. Ao mesmo tempo, há o risco de julgarmos o conteúdo pela embalagem. Nem sempre o que vemos por fora revela o que há por dentro. A estrutura do tabernáculo é um exemplo disso, já que por fora era revestida por peles de animais, e por dentro reluzia o brilho do ouro. Mas o real desejo de Deus era que a vida dos sacerdotes fosse coerente com o que os vestia de forma tão bela. Por sete vezes encontramos a expressão “segundo o Senhor ordenara a Moisés” (v.1, 5, 7, 21, 26, 29 e 31), indicando o perfeito cumprimento quanto a esta importante “obra do tabernáculo” (v.32). Cada oficial do santuário foi vestido pelo padrão de modéstia do Céu.

Tudo estava pronto. Cada detalhe foi concluído, desde a parte interna e externa, até as “vestes finamente tecidas” (v.41), preparadas “com trabalho esmerado” (Bíblia King James, 1611). Vendo que tudo havia sido feito conforme as instruções divinas, “Moisés os abençoou” (v.43). A obediência sempre vem acompanhada da bênção. E o fato de terem sido abençoados antes mesmo da primeira montagem do santuário, confirma as palavras do profeta Samuel, quando afirmou: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm.15:22). Não é o que vestimos, o que usamos ou o que fazemos que importa para Deus, e sim o porquê vestimos, o porquê usamos e o porquê fazemos. Qual é a nossa real intenção?

O apóstolo Paulo nos advertiu: “abstende-vos de toda forma de mal” (1Ts.5:22). Isso inclui todas as nossas escolhas. Mas, antes de qualquer mudança exterior, deve acontecer a mudança interior, amados. Se a aparência de santidade vista por fora não for uma extensão da obra interior do Espírito Santo, não passa de uma mentira que não pode ocultar-se dAquele que sonda os corações. “Aconselho-te”, diz o Senhor, “que de Mim compres […] vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (Ap.3:18). Não seja o nosso adorno o que é exterior, “seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4).

Que toda mudança vista em nós seja tão somente o resultado da boa obra do Espírito Santo em nosso coração.

Pai Santo, em todo o tempo o Senhor tem provido vestimentas para o homem. De vestes de luz a vestes de pele de animal, o Teu desejo sempre foi o de nos transmitir o Teu amor e que Tu tens o plano perfeito para nos salvar do pecado. Colocamos mais uma vez a nossa vida em Tuas mãos, para que cubras a nossa nudez com as vestes de Tua justiça e santidade. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vestidos pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo39 #RPSP

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Êxodo 38 – Rosana Barros
13 de julho de 2025, 0:45
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“Fez também a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação” (v.8).

Cada móvel do santuário foi feito de forma que pudesse ser facilmente transportado. Suas argolas e varais possuíam esta função e revelavam a natureza provisória daquele lugar, até que Israel pudesse erigir um templo fixo de adoração na Terra Prometida. Todas as vezes que o povo tinha de levantar acampamento, o tabernáculo era desmontado e ordenadamente movido. Deus delegou aos levitas o sagrado privilégio de participar deste momento. Onde quer que estivesse a nação eleita, ali estava a presença de Deus e a Sua mensagem de salvação.

Na Antiguidade, não havia o espelho que temos hoje. As pessoas usavam o bronze polido, tendo uma visão embaçada de sua própria imagem. Foi com os “espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação” que foi fabricada “a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze” (v.8). A aplicação deste espelho foi utilizada por Tiago, ao declarar: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tg.1:23-24). E como já vimos em estudo anterior, há um caminho muito bem delineado na estrutura do santuário.

O altar do holocausto, simbolizando o sacrifício de Cristo, representa o primeiro passo da conversão. Em seguida, vem a bacia de bronze, ou pia da purificação, simbolizando o batismo, o reconhecimento do pecador de que precisa ser lavado e purificado dos seus pecados. Assim como o espelho revela a nossa aparência e imperfeições, o batismo é um testemunho público de que somos todos pecadores e carecemos da graciosa Água da Vida a fim de nos purificar e regenerar. Deus revelou em Seu santuário as etapas da vida cristã que não podem ser negligenciadas ou ignoradas. Cristo poderia ter vindo ao mundo simplesmente para morrer pelos nossos pecados, mas Ele escolheu nos ensinar a viver a vontade de Deus e, mesmo sendo o próprio Deus, cumpriu fielmente cada etapa pré-estabelecida no santuário.

Semelhante à natureza transitória do tabernáculo do deserto, como santuários do Espírito Santo, temos o sagrado privilégio de ser representantes de Deus e de Sua Palavra onde quer que estivermos. Como peregrinos a caminho da pátria superior, é nossa missão buscar viver como Cristo viveu e ensinar a outros enquanto caminhamos. E esta é uma obra do Espírito Santo, amados. Precisamos trocar os espelhos deste mundo e contemplar, “como por espelho, a glória do Senhor”, a fim de que sejamos “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Então, Deus aceitará as nossas ofertas e não permitirá que nenhuma delas passe despercebida, entesourando-as para a eternidade, como está escrito: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12).

Olhemos para Cristo, mais e mais até que Ele volte. E, certamente, não erraremos o caminho.

Senhor, nosso Deus, nós Te agradecemos pelo plano da salvação e pela obra do Espírito Santo em nosso coração! Ajuda-nos a contemplarmos o nosso Salvador e nEle permanecermos, para que nossa vida testemunhe de Cristo e de Seu reino. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, peregrinos a caminho do Lar!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo38 #RPSP

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Êxodo 37 – Rosana Barros
12 de julho de 2025, 0:45
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“De ouro puro a cobriu; por dentro e por fora a cobriu e fez uma bordadura de ouro ao redor” (v.2).

Todos os móveis e utensílios dos lugares Santo e Santíssimo do santuário eram de ouro puro ou cobertos de ouro puro. Tudo brilhava com o esplendor do mais belo e nobre metal. As argolas e os varais serviam para a locomoção dos móveis, que só poderiam ser carregados pelos sacerdotes e levitas. Imagino a emoção do povo ao poder contemplar aquele cortejo tão significativo, feito com extremo cuidado e reverência. Ninguém do povo comum poderia sequer tocar em qualquer daqueles objetos. Nunca houve na história da igreja cristã um lugar que ensinasse mais lições sobre reverência e santidade como o santuário terrestre.

Dentro dos limites do tabernáculo do deserto foram colocados, na mais perfeita ordem, os elementos que apontavam o caminho de Deus para uma vida de verdadeira comunhão. O conhecimento do sagrado, os preciosos momentos de assembleia solene, os rituais simbólicos, as ofertas oferecidas: tudo compunha o cenário da verdadeira adoração. Da prata nas bases das colunas, do bronze nos objetos do pátio, do ouro puro que reluzia do interior do santuário à glória manifestada acima do propiciatório, havia um ardente desejo do Senhor de transmitir a seguinte mensagem: “Eu quero habitar no meio de vocês”. Foi com este mesmo desejo que Jesus veio até nós: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (Jo.1:14).

Cada detalhe da tenda da congregação era um convite à comunhão com Deus. Tudo apontava para o Senhor como o único Deus verdadeiro e digno de toda a adoração. Não era propósito de Deus que o santuário se tornasse lugar de uma religião incoerente, e sim lugar de testemunho do poder de Deus na vida de um povo que O servisse com integridade. Quando o Senhor ordenou que fizessem um lugar especial de adoração, em momento algum obrigou os filhos de Israel a ofertarem o que haviam trazido do Egito. Em todo o tempo, Moisés deixou bem claro que as ofertas deveriam ser voluntárias, de homens e mulheres que tivessem o coração disposto a doar. Eis o que sempre acompanha a conversão dos verdadeiros adoradores: um coração disposto, um espírito voluntário.

Há uma profecia de cunho escatológico no livro do profeta Zacarias, que diz: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Não foi sem razão que os principais objetos e móveis do santuário foram feitos de ouro. O ouro simboliza pureza e realeza. Como povo santo e representante de Deus na Terra, a mais sublime lição de todas estava em Israel aprender a viver as palavras do Senhor através de uma comunhão experimental. As experiências do dia a dia, os sacrifícios diários e a imagem de um lugar que em todo o tempo declarava que Deus estava com eles deveriam quebrantar seus corações e levá-los a uma real experiência com o Senhor: um relacionamento vivo, eficaz, transformador e contínuo.

O santuário terrestre e seus rituais não mais existem. Jesus, através de Sua vida, ministério e missão, revelou a Israel e ao mundo que nEle tudo se cumpriu e nEle podemos permanecer e viver, se tão somente aceitarmos o Seu diário convite de amor: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Quão maravilhoso é apegar-nos a esta promessa! Jesus, porém, não prometeu que neste mundo não passaríamos por aflições. Pelo contrário, Ele nos advertiu que teremos de enfrentar momentos difíceis, mas que devemos nos alegrar com a certeza de Sua vitória (Jo.16:33). As provações, perseguições e aflições nunca serão motivo de derrota na vida dos que experimentam Deus todos os dias.

Comunhão, amados, não é leitura da Bíblia e oração superficiais. Comunhão é permitir que o Espírito Santo navegue com total liberdade no mar de nossa existência, nos reavivando e reformando “por dentro e por fora” (v.2), retirando de nossa vida tudo aquilo que nos afasta de Deus e preenchendo o lugar com as virtudes de Seu precioso fruto. Hoje, Cristo está no Santíssimo do santuário celeste, intercedendo ao Pai como nosso Sumo Sacerdote (Hb.8:1-2). Que o Espírito Santo esteja nos purificando e provando, e que façamos parte do precioso ouro que Jesus logo virá reivindicar como Seu.

Nosso Deus bendito, somente por Tua graça, através da obra do Espírito Santo, podemos ser purificados e preparados para Te encontrar. Ajuda-nos, Senhor! Retira de nós toda a escória do pecado, e nos concede um coração puro e verdadeiramente submisso à Tua vontade. Em nome do nosso maravilhoso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, ouro provado do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo37 #RPSP

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Êxodo 36 – Rosana Barros
11 de julho de 2025, 0:45
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“Porque o material que tinham era suficiente para toda a obra que se devia fazer e ainda sobejava” (v.7).

O povo foi motivado a levar “a Moisés ofertas voluntárias” (v.3). Cada manhã, havia uma fila de homens e mulheres, todos dispostos a contribuir para a obra do santuário, até o ponto em que “o povo foi proibido de trazer mais” (v.6). Já havia sido arrecadado mais do que o necessário. Então, os homens responsáveis pela fabricação do tabernáculo seguiram à risca as especificações dadas por Moisés e realizaram uma “obra de artista” (v.8), usando somente os materiais que Deus havia ordenado. Parece que, após a apostasia no Sinai, os filhos de Israel estavam dispostos a se redimir perante Deus através da sua fidelidade.

Falar sobre mordomia e fidelidade com relação aos nossos recursos financeiros tornou-se para muitos um tema ofensivo ou até mesmo apelativo. O discurso monetário da maioria das igrejas protestantes, apontando a prosperidade material como sinal do favor divino, acabou por transformar uma doutrina bíblica e sagrada em uma fonte desonesta de dinheiro fácil. Referindo-se aos últimos dias, o apóstolo Pedro nos advertiu que falsos mestres, “movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe.2:3). O Senhor, portanto, não deixará sem punição todos os que têm lidado com esse assunto de forma leviana, com o propósito de enriquecimento às custas da ignorância de muitos.

A mordomia cristã não se trata apenas da nossa responsabilidade perante Deus com relação aos nossos recursos materiais. Somos mordomos do Senhor não apenas no que diz respeito aos dízimos e às ofertas, mas também na administração dos nossos dons, talentos, tempo e do cuidado com o nosso próprio corpo. E essa fiel administração só se torna uma oferta agradável a Deus quando é voluntária e pessoal. Sim, o dízimo é bíblico e as ofertas também (Leia Ml.3:9-10; 2Co.9:7). Mas a devolução dos dízimos e das ofertas por interesse, como uma espécie de barganha com Deus, com a finalidade de enriquecimento ou favor, não corresponde ao propósito da fidelidade financeira que o Senhor espera de Seus filhos.

Somos, por natureza, egoístas, e isso, por si só, amados, é um excelente motivo pelo qual o Senhor pede que Lhe devolvamos parte dos nossos recursos. Ao pedir aos filhos de Israel que ofertassem “de coração disposto, voluntariamente” (Êx.35:5), fica bem claro que Deus nunca exigiu e nunca irá exigir nada de nós sem o nosso consentimento. Dizimar e ofertar é um ato de adoração. E Deus só é verdadeiramente adorado quando colocamos o nosso coração em tudo que Lhe devolvemos e oferecemos. Notem que a primeira obra feita para o tabernáculo foram as cortinas que o envolveriam, a sua cobertura e o seu pavimento. Da mesma forma, como santuários do Espírito Santo (1Co.6:19), necessitamos ser envolvidos e cobertos com as vestes brancas da justiça de Cristo, sobre o sólido e dourado pavimento de Sua Palavra.

Quando permitimos que o Espírito Santo seja o nosso Instrutor no estudo das Escrituras, Ele ilumina a nossa mente e, nos conduz ao conhecimento crescente do amor de Deus na pessoa de Jesus Cristo, e é esse conhecimento que nos impulsiona a adorá-Lo com tudo o que temos e somos. Quando olhamos para a cruz, para o sacrifício supremo do nosso Salvador; quando entendemos que ali estava a mais perfeita oferta; que no contraste daquele fatídico e salvífico dia a nossa salvação foi garantida, a fidelidade se torna a resposta de um coração que é impelido a adorar ao Senhor “em espírito e em verdade” (Jo.4:23). E mesmo que a nossa vida neste mundo se resuma a privações e dificuldades, como os antigos patriarcas, aspiramos “a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).

Lembram da oferta da viúva pobre? Da sua pobreza ela ofereceu a riqueza de um coração cheio de sinceridade e gratidão e suas “duas pequenas moedas” foram reconhecidas por Jesus como “mais do que o fizeram todos os ofertantes” (Mc.12:41-44). O Senhor nos convida à verdadeira adoração, meus irmãos. Que sejamos prósperos em Cristo, “segundo a riqueza da Sua graça” (Ef.1:7).

Nosso Pai e Mantenedor, nós Te agradecemos por Tua abundante graça que nos envolve a cada manhã e nos convida a Te adorar em verdade na beleza da Tua santidade! Que nossos tesouros, nossos talentos, nosso tempo, nosso templo, que é o nosso corpo, estejam sempre diante do Teu altar, como oferta voluntária proveniente de um coração guiado pelo Espírito Santo. Porque reconhecemos que pertencemos a Ti, que tudo vem de Ti, e das Tuas mãos Te damos, Senhor. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, ricos da graça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo36 #RPSP

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Êxodo 35 – Rosana Barros
10 de julho de 2025, 0:45
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“Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao Senhor, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o Senhor tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés” (v.29).

Antes de proferir os Dez Mandamentos no Monte Sinai, Deus orientou o Seu povo sobre a guarda do sábado como um santo dia de descanso (Êx.16:29). Antes de dar as instruções sobre a construção do santuário, Ele novamente enfatizou o descanso semanal sabático (Êx.23:12-13). Antes que Moisés descesse do monte, Deus replicou: “Certamente, guardareis os Meus sábados”, e o instituiu como um sinal entre Ele e Seu povo (Êx.31:13). E, antes de iniciarem os preparativos para a construção do santuário, mais uma vez enfatizou a observância do “sábado do repouso solene ao Senhor” (v.2). Inquestionavelmente, Deus estabeleceu este dia como o porto seguro do viajante cansado e uma lembrança permanente de Sua criação e redenção.

A fidelidade quanto ao descanso do sétimo dia promoveria nos filhos de Israel a verdadeira adoração e a confiança na provisão divina. O maná diário e a porção dobrada ao sexto dia eram uma constante prova do cuidado do Senhor para com o Seu povo e deveria despertar-lhes gratidão e espírito voluntário. Quando Moisés transmitiu aos filhos de Israel “a palavra que o Senhor ordenou” quanto às ofertas voluntárias, prontamente “veio todo homem cujo coração o moveu e cujo espírito o impeliu e trouxe a oferta ao Senhor para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes sagradas. Vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração” (v.21-22). A introdução acerca do sábado em cada momento importante na jornada de Israel era uma lição de fidelidade e a oportunidade de fortalecer a identidade de um povo separado “de todos os povos da Terra” (Êx.33:16).

Bezalel foi eleito pelo Senhor para liderar a obra da construção do santuário, “e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício […] e para toda sorte de lavores” (v.31 e 33). “Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe” (v.34). Aos dois cumpria não somente realizar a obra que lhes foi designada, mas também instruir a outros no mesmo ofício. A operação matemática das bênçãos de Deus é sempre a de dividir para multiplicar. O Seu desejo não era que Israel estabelecesse um reino de portas fechadas, mas que sua fama corresse o mundo, de forma que todos pudessem declarar: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Assim como precisamos das leis de trânsito para termos o mínimo de segurança nas estradas, quanto mais necessitamos das leis do Senhor para nos assegurar a vida, e vida eterna.

Há um mundo perecendo porque lhe falta o conhecimento do Senhor. Quando nos dispomos, pela graça de Deus, a andar em novidade de vida, buscando ser fiéis aos Seus mandamentos, o Espírito Santo nos reveste com as vestes da justiça de Cristo e nos torna obreiros habilidosos e multiplicadores da esperança. Somente quando entendemos que o sábado não é apenas um dia, mas o sagrado privilégio de desfrutarmos um prelúdio da eternidade, nosso coração se enche de gratidão por podermos adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). O sábado é um tempo de encontro semanal entre a criatura e o Criador e um tempo oportuno de ensinar a outros sobre a verdade que um dia nos libertou.

Abandone os preconceitos com relação a este mandamento que é tão importante e tão válido quanto os demais (Leia Tg.2:10-12), e, com humildade e sincero desejo de descobrir a verdade sobre o sábado, continue buscando na Palavra do Senhor as respostas às suas inquietações. Que o “Senhor do sábado” (Mt.12:8) te abençoe e te santifique neste dia e te conceda um coração transbordante de gratidão! E que o Espírito Santo te encha de habilidade, inteligência e conhecimento na obra do Senhor.

Nosso amado Deus e Criador, como é maravilhoso saber que o Senhor deseja andar conosco, nos abençoar e que separaste um dia especial por semana para que possamos parar todas as nossas atividades laborais, e andar Contigo e Te adorar de forma especial. Louvado seja o Senhor! Enche-nos, ó Deus, do Espírito Santo, nos habilitando para a Tua obra. Cobre-nos com a justiça do nosso Redentor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de coração voluntário!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo35 #RPSP

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Êxodo 34 – Rosana Barros
9 de julho de 2025, 0:45
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“E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (v.6).

Moisés recebeu a ordem divina de lavrar duas novas tábuas de pedra, a fim de que o Senhor nelas escrevesse “as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas” (v.1). Moisés subiria novamente ao monte Sinai para um encontro particular com Deus. Após o devido preparo, “pela manhã de madrugada, subiu ao monte […] levando nas mãos as duas tábuas de pedra” (v.4). Como um vislumbre do segundo advento, Moisés contemplou o Senhor vindo em uma nuvem e proclamando “o nome do Senhor” (v.5). O idoso líder reagiu com palavras de louvor e adoração. “E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, O adorou” (v.8) e intercedeu em favor dos filhos de Israel (v.9).

A resposta de Deus veio em forma de aliança. Toda promessa do Senhor é assinada com o zelo de um Deus que não precisa de terceiros para cumpri-las. No contrato do Céu, as cláusulas são pétreas. Deus estabelece com o Seu povo um contrato de adesão a fim de que possamos usufruir de seus benefícios pela obediência e plena confiança em Suas palavras. O que Ele estabelece como promessa é sempre fiel e verdadeiro. Como Moisés, precisamos ir ao encontro dEle, nas primeiras horas de cada dia, “levando nas mãos” as tábuas de carne do nosso coração (2Co.3:3), exaltando o nome do Senhor e, em atitude de adoração, “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).

Quando há uma íntima relação entre o Senhor e o verdadeiro adorador, há também a resposta do adorador a este encontro privilegiado. Não há espaço para alianças corruptíveis no coração daquele que compreende que “o nome do Senhor é Zeloso” (v.14). O ministério terrestre de Cristo nos deixou o supremo exemplo da fidelidade para com a aliança divina. Mesmo recebendo pecadores e comendo com eles (Lc.15:2), Jesus deixou bem claro o cumprimento de Sua missão de resgate e o limite de ir ao pecador a fim de salvá-lo do pecado, ao proferir as três parábolas de Lucas 15. Não fazer aliança “com os moradores da terra” (v.15) em nossos dias significa atender à advertência escrita pelo apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

A infidelidade para com Deus, ou idolatria, amados, começa com pequenos passos em direção ao pecado. A contemplação tem o poder de transformar tanto para o bem como para o mal. Jesus mesmo afirmou: “São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” (Mt.6:22-23). Moisés estava sempre a contemplar o Senhor e Suas obras, sempre a buscar mais de Sua presença, sempre perseverando em avançar no conhecimento de Deus e de Sua vontade. E foi por esta contemplação e busca incansável que todos “viam que a pele do seu rosto resplandecia” (v.35) de santa consagração. Deus faz brilhar a Sua luz na face de todo aquele que verdadeiramente O invoca e confia em Suas promessas. Foi assim com Moisés, foi assim com Jesus (Mt.17:2), foi assim com Estêvão (At.6:15) e será assim com o último povo de Deus, como diz a revelação profética:

“Servos de Deus, com o rosto iluminado e a resplandecer de santa consagração, apressar-se-ão de um lugar para outro para proclamar a mensagem do Céu. Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência” (O Grande Conflito, p.611).

“Portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1Co.10:14). Apeguemo-nos à forte destra dAquele que escreveu com Seu Espírito “as dez palavras” (v.28) que nos guardam e nos livram de nós mesmos. À infidelidade de Israel e dos povos da terra, o Senhor respondeu por intermédio de Seu servo Oseias: “Ouvi a palavra do Senhor, vós, filhos de Israel, porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus”, e continuou dizendo, “o Meu povo está sendo destruído porque lhe falta o conhecimento” (Os.6:1 e 6). Que conhecimento é este, amados? No próprio livro de Oseias encontramos a resposta: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3).

Em Sua intercessão por nós, Jesus também declarou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Conhecer a Deus, eis a chave que nos abrirá os portais da eternidade! Que enquanto aqui estivermos, perseveremos em crescer neste conhecimento que transforma, que ilumina e que salva.

Nosso Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade, grande é o Teu nome! Queremos Te conhecer, Senhor, e, para isso, Te pedimos o auxílio constante do Espírito Santo, para que até mesmo o nosso rosto testifique de que andamos em Tua presença, para a glória do Teu nome! Que as Tuas dez palavras estejam escritas e gravadas em nosso coração com a tinta celestial do amor e da justiça. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, conhecedores do Deus Zeloso!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo34 #RPSP

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Êxodo 33 – Rosana Barros
8 de julho de 2025, 0:45
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“Agora, pois, se achei graça aos Teus olhos, rogo-Te que me faças saber neste momento o Teu caminho, para que eu Te conheça e ache graça aos Teus olhos; e considera que esta nação é Teu povo” (v.13).

O povo ainda estava de luto e se recuperando da experiência no Sinai. Ao tomarem conhecimento de que o Senhor não subiria com eles devido à sua dureza de coração, os filhos de Israel se puseram a chorar e tiraram de si seus enfeites dali em diante, pois eram um símbolo da idolatria cometida ao pé do monte. Antes mesmo da construção do tabernáculo, era costume de Moisés armar uma tenda fora do arraial, conhecida como “tenda da congregação” (v.7), onde ele falava com Deus. Ali era o seu refúgio de oração, de onde recebia força, conforto e orientação da parte do Senhor. E o Senhor falava com ele “face a face, como qualquer fala a seu amigo” (v.11).

Enquanto a sua ida à tenda da congregação representava o seu momento a sós com Deus, ao mesmo tempo era também uma espécie de convocação de adoração coletiva, pois quando Moisés entrava na tenda e os filhos de Israel viam “a coluna de nuvem que se detinha à porta da tenda; todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava ao Senhor” (v.10). Moisés, porém, desfrutava de uma comunhão pessoal e íntima com Deus. Sua amizade com o Senhor tornou-se seu deleite e isso só aumentava seu desejo de conhecê-Lo mais. O maior líder de Israel foi aquele que entendeu que a comunhão com Deus é o maior tesouro que o homem pode ter, e que este tesouro é inesgotável. Só a comunhão diária tem o poder de gerar no homem o desejo crescente pelo conhecimento de Deus e pelas “coisas lá do alto” (Cl.3:2).

“A Minha presença irá contigo, e Eu te darei descanso” (v.14), foi a resposta do Senhor ao pedido de Moisés. Sendo o único a falar com Deus “face a face” (v.11), a presença do próprio Jesus o motivava a dar ainda maiores passos de fé. E foi nesse sentido que seu próximo pedido se mostrou ousado e inusitado: “Rogo-Te que me mostres a Tua glória” (v.18). A aparição do Senhor ao Seu servo Moisés, até então, era-lhe revelada por meio do Deus conosco, Jesus Cristo. Isto explica o fato de não haver contradição entre os versículos 11 e 20, e sim que a revelação da glória de Deus consome pecado e pecador. Portanto, desde a queda de nossos primeiros pais, fomos destituídos da glória de Deus, até que Cristo volte. O meu encontro com Cristo, a cada dia, é o que definirá se O contemplarei em Sua glória e viverei, quando Ele regressar. E percebam, amados, que a glória do Senhor se revela em Sua bondade (v.19), e é a bondade de Deus que nos conduz “ao arrependimento” (Rm.2:4). Portanto, o arrependimento genuíno, sincero, é sempre o resultado do verdadeiro encontro com Deus.

Quão insondáveis são as profundezas de Deus! Quão inesgotáveis as bênçãos provenientes da sagrada comunhão! Nenhuma mente humana pode conceber a grandiosidade dos meios divinos a fim de estabelecer cada vez mais íntimo acesso entre o homem e Deus. Foi assim que Enoque descobriu a mais pura e sublime amizade, ao estabelecer a sua vida sobre a rocha da comunhão diária. Mais do que a sua conversação com homens, na maior parte do tempo estava em diálogo com o Eterno. A oração era a sua principal comunicação do dia. E no silêncio das paisagens naturais ainda conservadas em estado quase edênico, meditava e pacientemente aguardava a resposta do seu Senhor e Amigo.

Oh, amados, quanto precisamos estabelecer idênticos laços de amizade com o Senhor! As experiências e testemunhos de nossos irmãos são importantes e fortalecem a nossa fé, mas não representam tudo. Precisamos viver nossas próprias experiências diárias com Jesus. E isto não significa que coisas sobrenaturais devam acontecer todos os dias, e sim que, ainda que o sobrenatural não aconteça ou não nos seja revelado aos olhos, pela fé cremos que há um Deus que prometeu estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Você serve a um Deus que te conhece “pelo teu nome” (v.17), e que, todos os dias te chama: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Qual tem sido a sua resposta ao convite diário de Jesus? Ele é um Deus pessoal e deseja preparar você para ver a Sua glória, não mais te colocando “numa fenda da penha” (v.22), mas te elevando para o encontro com Ele “nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).

Está você disposto a tirar de si os atavios deste mundo para saber o caminho por onde andar, conhecer ao Senhor e achar graça aos Seus olhos (v.13)? Então busque ao Senhor enquanto pode achá-Lo, estude a Sua Palavra e fale com Ele em oração, todos os dias. Persevere nisso, e Ele irá adiante de você por onde você for e te dará descanso.

Nosso Deus e Amigo, como é maravilhoso saber que o Senhor deseja Se relacionar com cada um de nós de forma pessoal, íntima e constante. Como Moisés, nós Te rogamos que nos faças saber neste momento o Teu caminho, para que possamos Te conhecer e achemos graça aos Teus olhos! E mesmo defeituosa como seja a Tua igreja, ela é o Teu povo, Pai. Ajuda-nos a tirarmos da nossa vida os atavios deste mundo, tudo aquilo que ainda esteja nos prendendo a esta Terra, e a nos voltarmos para Ti com inteireza de coração, desejando ardentemente mais do Teu conhecimento e do preparo para que, muito em breve, estejamos prontos para contemplar a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, amigos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo33 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 32 – Rosana Barros
7 de julho de 2025, 0:45
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“Agora, pois, perdoa-lhe o pecado, ou, se não, risca-me, peço-Te, do livro que escreveste” (v.32).

O tempo em que Moisés permaneceu no monte se transformou em uma espera impaciente para os filhos de Israel. O povo, cujas origens tinham a marca do Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó e que, com mão poderosa, foi liberto do cativeiro egípcio, levantou-se para reivindicar um deus fajuto como os deuses do Egito. Uma comitiva foi designada a fim de pressionar Arão a confeccionar deuses que eles pudessem ver e tocar. No coração de muitos falsos adoradores estava o sentimento de inveja da posição de Moisés e de sua privilegiada honra de ser o único a ver a Deus. A corrupção e a idolatria do Egito os acompanhou ao deserto, de forma que não estavam dispostos a ceder quanto às suas próprias vontades nem tampouco a serem limitados a adorar a um Deus que não podiam ver.

Com as joias de ouro que trouxeram do Egito, Arão fabricou “um bezerro fundido” (v.4). Iniciaram-se as festividades, “e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas” (v.6). Enquanto isso, lá no monte, o idoso líder recebia a notificação divina de que o povo havia se corrompido, reunindo-se em uma festa idólatra. Ao acender-se a ira de Deus, percebendo a gravidade da situação, Moisés prontamente intercedeu pelos filhos de Israel, apresentando uma defesa em favor da honra do próprio Deus à vista dos egípcios (v.12) e lembrando ao Senhor de Sua fiel promessa feita aos patriarcas, de multiplicar-lhes a descendência (v.13). A ira de Deus provocou a compaixão no coração de Moisés. Seu amor pelo povo foi provado e aprovado por sua intercessão e disposição em renunciar, se preciso fosse, a sua própria salvação (v.32).

Com as tábuas da lei em mãos, Moisés desceu do Sinai cheio de santo temor e sagrado zelo. Ao ouvir o alarido da multidão em festa e ver “o bezerro e as danças […] arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte” (v.19). Esta não foi uma atitude precipitada nem condenável, mas simbólica e que representa o pecado, que nada mais é do que a quebra dos mandamentos do Senhor. O povo havia quebrado a Lei de Deus e “estava desenfreado” com a fraca liderança provisória de Arão (v.25). Contudo, mesmo diante de tamanho caos, houve um chamado especial que definiria o destino dos filhos de Levi: “Quem é do Senhor venha até mim” (v.26). A morte dos “três mil homens” (v.28) nos diz que, numa multidão composta por milhões de pessoas, uma pequena parcela é suficiente para espalhar maldição pelo poder da influência. E precisamos ser muito cuidadosos com isso, amados. Necessitamos, como nunca antes, praticar o que Jesus nos ensinou: “Vigiai e orai” (Mt.26:41).

O relato de hoje apresenta o conflito que ameaça a nossa salvação, e os retratos do verdadeiro adorador e do verdadeiro líder de Deus. Moisés tinha acesso direto ao Senhor não por ser melhor do que seus liderados, mas porque a sua adoração não se resumia aos seus encontros com Deus no monte. Dia a dia, o idoso peregrino mantinha comunhão com o Eterno, consciente de que sua posição não lhe conferia a predileção divina, e sim mais e mais necessidade de consagração pela grande responsabilidade de seu encargo. Nada fere mais o coração de Deus do que a autossuficiência humana. Mesmo aqueles que pensam estar seguros dentro do arraial, precisam atender com urgência ao apelo: “Consagrai-vos, hoje, ao Senhor” (v.29). A comunhão diária com Deus é a cola que nos mantém ligados a Ele. E uma vida em harmonia com a Palavra de Deus só é possível se mantivermos nossos olhos em Jesus, “o Autor e Consumador da fé” (Hb.12:2).

Escrevendo aos coríntios, o apóstolo Paulo falou quanto ao perigo de se confiar na própria espiritualidade. E, trazendo à memória os exemplos de Israel, inclusive do capítulo de hoje, nos deixou a solene advertência: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Co.10:12). Consagre-se ao Senhor todos os dias! Faça disso a sua primeira atividade e o seu principal objetivo de vida. Não acesse comentários antes de acessar o “Assim diz o Senhor” (v.27). Vá à Palavra! Deus deseja falar diretamente ao seu coração. Nunca terceirize esse privilégio! Pela fé, suba ao monte da comunhão para ver e ouvir o seu Senhor e Salvador. Que mesmo em meio às provas desta vida, como Jó, possamos descobrir o sublime resultado da comunhão diária: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem” (Jó 42:6).

Ó, Senhor, Deus do céu e da Terra, nós Te amamos por quem Tu és e por tudo o que tens empregado para abrir os nossos olhos para que possamos Te ver e sermos salvos! Tens usado a Tua Palavra. Tens nos dado o Teu Espírito convertedor. Tens nos concedido o privilégio da oração. Tens usado Teus servos e servas para falar ao nosso coração. Mas, acima de tudo, tens nos dado, dia a dia, a graça de podermos entrar em audiência particular Contigo no Santo dos Santos através da comunhão com o nosso Salvador pessoal, nosso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. Obrigado, bom Pai, por tão grande bênção! E perdoa as nossas transgressões! Queremos nos consagrar hoje, mais uma vez, a Ti, para que nos concedas a Tua bênção. Continua nos santificando até que estejamos prontos para Te ver face a face. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo32 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 31 – Rosana Barros
6 de julho de 2025, 0:45
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“E, tendo acabado de falar com ele no monte Sinai, deu a Moisés as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus” (v.18).

Moisés já estava para completar quarenta dias no monte Sinai. Este foi o número de dias em que permaneceu ali na presença de Deus, recebendo dEle todas as instruções sobre a construção do santuário e também as Suas leis. Mas antes de descer e retornar ao acampamento, o Senhor lhe falou acerca do artífice e dos homens que Ele capacitaria para a realização de Sua obra, bem como sobre a observância do sábado como um santo dia de descanso. Mesmo a obra da construção do santuário deveria ser interrompida a fim de que pudessem guardar o sábado do Senhor. A obediência ao quarto mandamento do Decálogo foi instituída por Deus como um sinal entre Ele e Seu povo (v.13).

O fato de Bezalel ter sido escolhido para tão nobre e santo ofício revela que era um homem consagrado a Deus e que buscava fazer a Sua vontade. Nenhum trabalho é sem valor quando empreendido segundo a habilitação do Espírito Santo. Nenhuma lida humana é de menor importância quando aplicada para a glória de Deus. O mesmo Senhor que ordenou: “Seis dias se trabalhará” (v.15), é O mesmo que promete capacitar a todos os que O buscam com inteireza de coração. O quarto mandamento, ao contrário do que muitos julgam, é uma lei trabalhista que inclui o dever do serviço e o direito do repouso. É o reconhecimento de que o Legislador é o nosso Criador: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento” (v.17).

Da mesma forma que Deus fez separação entre as coisas santas e as comuns, como Criador da semana de sete dias, Ele separou o sábado como um dia santo, separado dos demais com uma finalidade muito especial: para que conheçamos o Senhor que nos santifica (v.13). O sábado é um dia de encontro especial com o nosso Criador. É um dia de bênção e de santificação. É a coroa da semana. Afirmar que outro dia pode receber a mesma honra do sábado é teoria humana e não vem de Deus. Sem contar com os vários textos no Antigo Testamento, existem mais de 50 referências sobre o sábado só no Novo Testamento e nenhuma, repito, nenhuma, autoriza o homem a observar outro dia que não seja aquele que o Senhor chamou de santo e de Seu santo dia (Is.58:13).

Assim como o Espírito Santo capacita os homens ao trabalho, também os chama ao Seu santo alento. E quando aprendemos o significado da expressão “dedo de Deus” (v.18), entendemos melhor a afirmação anterior. Nos evangelhos de Lucas e de Mateus, encontramos o relato da cura de um endemoninhado mudo; e ao Jesus ser acusado pelos fariseus de expulsar demônios pelo poder de Satanás, a Sua resposta esclarece o que estamos tentando compreender: “Se, porém, Eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, é chegado o reino de Deus sobre vós” (Lc.11:20). Então, no relato de Mateus, encontramos o significado desta expressão: “Se, porém, Eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mt.12:28). Ou seja, os dez mandamentos foram escritos pelo Espírito Santo em pedras e, hoje, precisamos permitir que Ele os escreva em nosso coração:

“Estando já manifestos como carta de Cristo […] escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co.3:3).

Amados, estamos vivendo nos últimos instantes deste planeta de pecado. Logo, seremos libertos do cativeiro de Satanás e levados para a Canaã celestial. O sábado do sétimo dia é um lembrete constante de que o Senhor é o nosso Criador e que Ele nos proveu perfeito livramento e descanso em Cristo, nosso Salvador. Aquele que, no princípio, criou “os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11), prometeu voltar e criar “novo céu e nova terra” (Ap.21:1). E Ele deseja operar em nós o milagre da recriação, nos enchendo “do Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento” (v.3), para que a nossa vida seja para louvor da Sua glória. E, cada sábado, nos concede a graça de uma comunhão mais íntima com Ele e com o corpo de Cristo, renovando nossa fé e nossas forças, a fim de que sejamos uma bênção à humanidade e apressemos o retorno do nosso Redentor.

Como Jesus mesmo afirmou: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc.2:27). Portanto, o sábado é um presente do Criador à criatura. É a inscrição do Espírito Santo no tempo. E quer você aceite, quer não, permanecerá sendo um sinal entre Deus e Seus verdadeiros adoradores (Ez.20:12 e 20; Ap.14:7), e identificará o remanescente dos últimos dias, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). O Senhor nos convida a desfrutar de Seu santo dia como um prelúdio do Céu. “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9).

Pai Santo e Senhor do sábado, nós Te louvamos porque cada semana o Senhor deseja nos encontrar de forma especial e renovar a nossa comunhão Contigo e com nossos irmãos, para que todos os dias sejamos cheios do Espírito Santo, como povo habilitado, inteligente e conhecedor, proclamando ao mundo com a nossa vida que Jesus é o caminho, a verdade e a vida. Que a nossa preparação para o sábado em cada semana aponte para a nossa preparação para o nosso descanso eterno, quando estivermos com nosso Salvador para sempre. Pois o Senhor, Justiça Nossa, também é a nossa paz. Obrigado, Pai amado! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, cheios do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo31 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100