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“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).
Os filhos de Israel finalmente estavam chegando às portas da terra prometida. Todo o sofrimento passado recebeu uma dose de doce alívio ao avistarem os doze príncipes de Israel a caminho da missão de espiar a terra. Imagino quão grande era a expectativa do povo. Como seria, afinal, a terra da liberdade? Teria lugar suficiente para todos? “Vede a terra” (v.18) foi a ordem inicial de Moisés para os doze espias, a fim de que retornassem ao acampamento com todas as informações possíveis. “Tende ânimo” (v.20) foi sua ordem final, para que, independentemente do que vissem, permanecessem confiantes no poder de Deus e na fidelidade de Sua promessa.
Aqueles homens “subiram e espiaram a terra” (v.21). Eles viram uma terra com dimensões a perder de vista, montanhas verdejantes e campos e mais campos dos quais brotavam as riquezas da flora local. Viram também as cidades fortificadas, os moradores que exibiam o vigor da saúde e alguns com estatura que se assemelhava à de nossos primeiros pais. Era, sem dúvida, um lugar de tirar o fôlego, principalmente do ponto de vista de quem havia saído do cativeiro para o deserto. Porém, mesmo diante das maravilhas de Canaã e carregando um único cacho de uvas sobre os ombros de dois deles, os espias retornaram com seus corações tomados de medo, descartando por completo a possibilidade de Israel conquistar aquele lugar.
Dois deles, no entanto, Calebe e Oseias (a quem Moisés chamou Josué), tendo as manifestações de Deus e Seu cuidado constante para com Israel bem fixos na mente, estavam dispostos a enfrentar e contra-argumentar o pessimismo de seus outros companheiros. “Ao cabo de quarenta dias” (v.25), eles retornaram ao acampamento. Dez dos espias iniciaram seu discurso, a princípio, com inegáveis indícios da realidade de que verdadeiramente era uma terra que manava “leite e mel” (v.27). Isso eles não podiam negar. Contudo, a continuação de suas notícias começou a mudar a feição dos filhos de Israel; em questão de segundos, eles passaram da alegria para o desespero. Percebendo o resultado do “noticiário” daqueles príncipes, Calebe “fez calar” (v.30) a todos e, a plenos pulmões, gritou o brado da vitória: “Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).
Diante de dez reclamações e duas defesas, Moisés estava diante da maior sedição que ocorreria em Israel, superando até mesmo a idolatria no Sinai. E aquela geração selaria seu destino final como errantes pelo deserto. Um dia, amados, Deus enviou a este mundo o Seu Filho unigênito. Jesus nasceu, viveu e morreu para que você e eu fôssemos libertos do cativeiro do pecado e para que, muito em breve, possamos passar do deserto desta vida para o gozo da Terra que Ele prometeu nos preparar (Jo.14:1-3). O antigo Israel estava prestes a provar o antegozo da eternidade. Estava às vésperas de entrar no lugar que poderiam chamar de lar. Mas, ao escolher dar ouvidos às palavras de depreciação e dúvida acerca da promessa divina, toda uma geração cairia no deserto sem avançar um passo sequer em direção a Canaã.
O apóstolo Pedro nos advertiu de que, nos últimos dias, surgiriam muitos “escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe 3:3-4). Estamos, meus irmãos, buscando, com súplicas, a força, a resistência e a fé de Josué e Calebe? Eu não sei quanto a vocês, mas eu estou cansada! Sinto minha fragilidade aflorar a cada passo que dou neste mundo escuro. Percebo que o grande conflito está sendo decidido em cada coração. Um Armagedom individual está acontecendo na minha e na sua vida. E de que lado nós estamos? Daqueles que desistem porque julgam difícil alcançar a promessa? Que olham para as dificuldades, esquecendo-se do poder de Deus? Ou daqueles que confiam nos méritos de Cristo, que conquistou nossa vitória na cruz do Calvário?
Seja esta a minha e a sua oração neste dia:
Ó, Deus Todo-Poderoso, nestes momentos finais que antecedem a nossa entrada no Lar eterno, reveste-nos com a Tua armadura e faz-nos Calebes atuais, que farão soar a todas as nações da Terra o último brado da vitória! Te oramos, em nome de Cristo Jesus, Amém!
Eis a resposta de Jesus neste tempo tão difícil:
“A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, aperfeiçoados no poder de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Números13 #RPSP
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“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (v.3).
De todas as virtudes do Espírito Santo, a mansidão ganhou destaque na vida de Moisés, uma prova inequívoca da transformação realizada por Deus em sua vida. Aquele que matou um egípcio e o enterrou na areia, e que enxotou sozinho os algozes das filhas de Jetro, revelou que a influência da comunhão com Deus produz o divino fruto no caráter. Moisés tornou-se, portanto, um padrão de mansidão. Seu tato para com o povo era sempre pacífico, e suas palavras, ainda que por vezes de advertência, eram carregadas de uma santa paz. A atmosfera que o cercava promovia um respeitoso temor entre o povo, e ninguém ousava duvidar de sua eleição divina. Ninguém, exceto pela inveja e cobiça de seus próprios irmãos.
Escolhido como chefe espiritual da nação e sumo sacerdote do templo de Deus, Arão era responsável por reger as atividades no santuário. Junto com Miriã, ele viu em Zípora, mulher de Moisés, a desculpa para alimentar seus amargos sentimentos. A liderança mosaica despertou neles a insatisfação de terem que se submeter a seu irmão mais novo. É provável que Miriã tenha sido quem instigou a dúvida e semeou a intriga no coração de Arão. O castigo que lhe foi aplicado parece apontar para isso e, por sete dias, “detida fora do arraial”, ali permaneceu, “e o povo não partiu enquanto Miriã não foi recolhida” (v.15).
Além de enfrentar, todos os dias, os ânimos acalorados do povo, Moisés teve de lidar com a sedição de seus próprios irmãos. Instigado por Miriã, Arão poderia ter resistido às suas ruins suspeitas, mas, semelhante à sua fraqueza ao confeccionar o bezerro de ouro, permitiu ser novamente influenciado. Convocados pelo Senhor para um encontro particular, os três irmãos foram à tenda da congregação. Primeiro, Deus separou Moisés de seus irmãos, chamando apenas Arão e Miriã para que se apresentassem diante dEle. O sofrido líder foi ali poupado da conversa que resultou na lepra de sua irmã. Por um instante, quem sabe, eles tenham cogitado que Deus os estava prestigiando ao chamá-los primeiro. Mas quão grande deve ter sido o temor de seus corações ao perceberem a indignação do Senhor.
A respeito do protesto dos irmãos, “o Senhor o ouviu” (v.2). Nada há encoberto que o Senhor não tenha conhecimento, amados. Antes mesmo que aquele comentário, inicialmente tímido, se revertesse em mais um fardo sobre Moisés e em resultados desastrosos para os próprios envolvidos, Deus cuidou de cortar o mal pela raiz. Moisés não era somente um profeta, mas um amigo do Senhor. “Boca a boca” (v.8) e face a face o Senhor lhe falava. Arão e Miriã sentiram suas faces empalidecerem diante do questionamento divino: “Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (v.8). E, diante da praga instantânea de Miriã, rogando a Moisés que intercedesse por ela, Arão só pôde concluir: “Loucamente procedemos e pecamos” (v.11).
Sutilmente, o inimigo lança mão de seus agentes humanos para instigar a inveja, a intriga e a dissensão. Diálogos duvidosos, conversas influenciadoras e comentários maldosos dão o início à contenda entre irmãos. Eis um problema que não escolhe classe social, grau de parentesco ou idade. Basta haver duas pessoas unidas na mesma disposição de criticar alguém para que rapidamente sejam submetidas a um “júri popular”. Este tem sido um dos principais agravantes da queda espiritual na igreja de Deus, uma das estratégias mais eficazes e bem-sucedidas de Satanás. Enquanto ele distrai o professo povo de Deus em conflitos internos, há multidões perecendo, famintas da Palavra e do amor de Cristo, por meio daqueles que, como Moisés, deveriam estar refletindo o caráter divino.
Ouso afirmar que este é um dos capítulos mais importantes deste livro, apesar de ser um dos menores. Nele, podemos perceber, entre tantas outras lições: o perigo da intriga; a dura realidade de que, por vezes, inimigos podem se levantar de onde menos imaginamos; que Deus não tolera a inveja e a maledicência; mas também percebemos como vale a pena ser fiel a Deus e fazer a Sua vontade; que a mansidão vence a ira; e que a oração em favor dos que nos perseguem pode promover perdão e restauração. Ó, amados, há um mundo que geme com grandes dores espirituais, físicas e emocionais! Perderemos tempo e colocaremos em risco nossa salvação e a de outros para reclamar posições e direitos que não nos pertencem? Gastaremos os instantes finais que ainda temos alimentando nossa natureza carnal? Ou, como Moisés, nos submeteremos à influência do Espírito Santo para que Ele molde nosso caráter para a glória de Deus? A maledicência, meus irmãos, é uma lepra cujas chagas consomem a alma, condenando-a à ruína eterna! Deus nos livre deste terrível mal!
Ó Deus, rogo-Te, que o Senhor cure o Teu povo desta praga maldita e o recolha de volta ao Teu aprisco como povo purificado e mui manso! Que perseveremos, através do estudo da Tua Palavra, todos os dias, em aprender de Jesus, que é manso e humilde de coração. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, mansos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Números12 #RPSP
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“Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (v.29).
Vivendo como peregrinos no deserto, os filhos de Israel enfrentavam muitas privações, mas o cuidado e o zelo do Senhor para com eles não lhes deixava faltar nada quanto às suas necessidades básicas. A água da rocha e o maná eram uma prévia da fartura que encontrariam em Canaã e deveriam ser motivo de grande gratidão. Acostumados, porém, com os alimentos do Egito, permitiram que seus desejos os dominassem a ponto de assumirem uma atitude de queixa e murmuração. Essa atitude foi incitada pelo “populacho” (v.4), o povo híbrido, ou seja, hebreus que se casaram com egípcios e que ficavam nas extremidades do acampamento. O apetite dominou a razão, acendendo assim a ira de Deus como fogo consumidor. Então, Moisés orou pelo povo, e “o fogo se apagou” (v.2).
Diante da tenda de Moisés, família após família apresentava sua queixa e, em tom de ameaça, expressava o desejo pelos alimentos da terra do exílio. Vendo Moisés que, novamente, a ira de Deus se havia acendido contra o povo, com o coração quebrantado, depôs diante do Senhor o seu pesado fardo. O grande líder reconheceu sua impotência diante da obra de guiar pelo deserto um povo tão obstinado e rebelde, que conservava no coração as coisas do Egito. Pedindo a morte, Moisés demonstrou um alto grau de sofrimento emocional, pensando ser essa a solução para sua profunda angústia. O fiel servo de Deus rasgou o coração diante de seu Pai em sinceridade, e sua humildade e mansidão foram expostas como a força motriz de sua liderança.
A resposta divina veio na forma de setenta homens designados para auxiliar o grande líder, dividindo com ele as dificuldades da jornada no deserto. Disse o Senhor a Moisés: “Tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles” (v.17). No tempo determinado, “o Espírito repousou sobre eles, e profetizaram” (v.25). Dois deles, porém, Eldade e Medade, não foram à tenda da congregação, como ordenado pelo Senhor. Contudo, o mesmo Espírito foi derramado sobre eles, de modo que profetizavam no arraial. Josué, “servidor de Moisés” (v.28), entendeu que a atitude daqueles dois era uma espécie de ameaça à liderança de Moisés. Este, no entanto, demonstrou genuíno interesse em que todo o povo pudesse experimentar a suave e poderosa atuação do Espírito Santo.
Quando o apetite e as paixões carnais assumem o controle da mente humana, o homem fica limitado a enxergar tão somente o corruptível. Com o coração furtado pela cobiça, suas ambições tornam-se irracionais, suas aspirações, frustradas, entrando em um processo de constante insatisfação. O insuperável Educador celestial utiliza Seus métodos de ensino conforme a necessidade de Seus aprendizes. Ao prover o arraial com codornizes, o Senhor não exagerou em Sua provisão, mas deu ao povo exatamente na medida do que desejavam. Por meio de sua glutonaria, Israel experimentou os resultados de permitir que a vontade própria assuma o lugar da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).
Assim como Moisés desejou que o Espírito Santo fosse derramado sobre todo o povo, o Senhor deseja derramar Seu Espírito “sobre toda a carne” (Jl.2:28). Mas, assim como apenas setenta homens dentre os filhos de Israel estavam prontos para recebê-Lo, hoje, poucos têm se preparado para receber a chuva serôdia. Desde o Éden, Satanás tem usado o apetite para desvirtuar o homem da vontade de Deus. Ele sabe bem a intrínseca relação entre corpo e mente e é especialista em induzir estilos de vida que promovam o vício, a doença e o bloqueio da razão para a clara compreensão do “assim diz o Senhor”. Há luz suficiente para que não sejamos alvos dessa estratégia maligna. Temos aceitado e buscado praticar a luz que nos foi dada, amados?
Não há ruptura entre mente, corpo e espírito. O homem é um ser holístico e, como tal, precisa buscar a nutrição ideal de cada aspecto de sua vida. É um processo que requer renúncia, perseverança, confiança na provisão divina e completa dependência de Deus. Encerro hoje com a advertência de uma parte da luz que nos foi dada nestes últimos dias, por meio da mensagem de saúde:
“Meu irmão e minha irmã, tendes uma obra a fazer que ninguém pode fazer por vós. Despertai de vossa letargia, e Cristo vos dará vida. Mudai vosso modo de viver, de comer e de beber, e vosso sistema de trabalho. Enquanto continuardes no caminho que tendes seguido por anos, não podereis discernir com clareza coisas eternas e sagradas. Vossas sensibilidades estão embotadas, e vosso intelecto, obscurecido. Não tendes estado a crescer em graça e no conhecimento da verdade, como é vosso privilégio. Não tendes crescido em espírito, mas aumentado em trevas” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, CPB, p.45).
Ó, Senhor, nosso Deus, como necessitamos do Teu Espírito em nossa vida! Como necessitamos de uma mente lúcida para discernir a Tua voz das vozes deste mundo! Como necessitamos cuidar melhor da nossa saúde colocando em prática os Teus remédios naturais: ar puro, luz solar, temperança, exercício físico, água, alimentação saudável, descanso e confiança em Deus! Não foi sem razão que o Senhor nos deixou orientações preciosas sobre saúde nestes dias finais, porque chegará o tempo em que precisaremos suportar o cansaço, a demora e a fome. Ajuda-nos, Senhor, a zelar pelo nosso corpo e, consequentemente, pela nossa mente, pois somos templos do Teu Espírito! Tira de nós o desejo pelas iguarias do príncipe deste mundo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, templos do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Números11 #RPSP
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“Se vieres conosco, far-te-emos o mesmo bem que o Senhor a nós nos fizer” (v.32).
Ao som de um único instrumento, todo o povo compreendia a mensagem a ser transmitida. Em suas celebrações, assembleias solenes, preparação para marchar ou até mesmo para a guerra, havia um sonido certo de trombeta. Na devida ordem, cada lado do acampamento entendia que havia chegado sua vez de partir. Não havia desculpas para o descaso, pois todo Israel sabia discernir a mensagem que cada toque deveria transmitir. De todos os toques, o toque a rebate era uma espécie de alarme, um prenúncio de que algo estava para acontecer, geralmente alertando-os de algum confronto inimigo.
Antes de Israel iniciar suas peregrinações no deserto, “jornada após jornada” (v.12), ainda estava na companhia de Moisés o seu cunhado, Hobabe. Vendo que este pretendia voltar à sua terra, Moisés rogou que ele permanecesse com eles e participasse das bênçãos que o Senhor daria a Seu povo Israel. Certamente, o líder de Israel reconheceu em Hobabe a experiência de quem sabia como sobreviver no deserto, além, é claro, da afeição que lhe tinha. Podemos dizer que Hobabe representa aqueles que estão sendo convidados a fazer parte do povo de Deus e que recebem a solene advertência: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
A trombeta é um instrumento apocalíptico que vem anunciando ao mundo, ao longo da história, que o fim se aproxima. As sete trombetas que o apóstolo de Patmos viu na mão dos sete anjos (Ap.8:2) estavam para ser tocadas, e cada uma representa um tempo profético na história da humanidade. Segundo a profecia bíblica, a sexta e penúltima trombeta anuncia um desastre sem precedentes, momentos calamitosos que antecedem o soar da última trombeta. Apesar de ser um sonido de juízo sobre a Terra, os homens não se arrependeram de suas obras más, permanecendo em sua idolatria, assassinatos, feitiçarias, prostituição e furtos (Ap.9:20-21).
Diante de um quadro tão desanimador às vésperas do soar da sétima trombeta, João viu outro anjo forte que anunciou o surgimento de um povo por meio do estudo de um “livrinho” (o livro de Daniel). Contudo, assim como foi com João, doce à boca e amargo ao estômago, esse povo sofreria um grande desapontamento com a mensagem que antes lhes havia causado grande alegria (Ap.10:1-11). Os mileritas acreditavam que o fim do período anunciado pelo profeta Daniel, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14), culminaria no retorno de Cristo à Terra, quando, na verdade, era o início do juízo investigativo no Céu. Jesus passou do Lugar Santo para o Lugar Santíssimo do santuário celeste, e essa fase de Seu ministério começaria pelos de casa (Ap.11:1-2; 1Pe.4:17).
Um pequeno grupo de crentes, ainda que decepcionado pelo terrível desapontamento, acreditou que o Senhor tinha algo a lhes falar por meio daquela prova. Descobriram, então, que a data de 22 de outubro de 1844 não era o fim, mas o começo do fim. Pois “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Nascia, a partir dali, um movimento profético, a última igreja de Deus na Terra, com a missão de pregar o “evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), um atalaia de Deus a fim de dar ao mundo o sonido certo da trombeta, de chamar os servos do Senhor que ainda se encontram em Babilônia para participarem conosco da grande ceia do Senhor, das “boas coisas” (v.29) que Ele prometeu ao Seu povo.
“Levanta-te, Senhor” (v.35) tem sido o clamor daqueles que peregrinam pelo deserto deste mundo e percebem a brevidade dos tempos. Há um inimigo cruel e desleal no encalço dos filhos do reino, que tem agido apressadamente, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). É tempo de nos consagrarmos ao Senhor e de sermos revestidos de toda a Sua armadura, para podermos “ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações. Como Moisés, precisamos chamar nossos amigos e familiares que ainda se encontram em zona de risco. A última trombeta está para ser tocada. Não há tempo a perder, amados! Que nossa vida, nas mãos do Senhor, seja um instrumento de salvação a Seu comando e que, de nosso coração, saia o constante e urgente clamor: “Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel” (v.36). “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Pai Celestial, Tu sabes que o maior desejo do coração daqueles que Te amam é que Jesus volte logo. Mas, ao mesmo tempo, nosso insistente clamor é que haja tempo de arrependimento para todos os que amamos e pelos quais oramos. Queremos discernir o sonido certo da trombeta, Pai. Não queremos dar ao mundo sons de alarme falso, nem tampouco negligenciar a urgência do tempo em que vivemos. Concede-nos, ó Deus, o Espírito Santo, para aprendermos a contar os nossos dias a fim de alcançarmos coração sábio! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, milhares de milhares de Israel!
Rosana Garcia Barros
#Números10 #RPSP
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“Segundo o mandado do Senhor, se acampavam e, segundo o mandado do Senhor, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés” (v.23).
As festas cerimoniais que compunham o calendário de Israel eram celebradas em datas fixas, instituídas pelo próprio Deus. A festa inaugural era a Páscoa. No tempo determinado, os filhos de Israel deveriam rememorar a noite em que o Senhor livrou os primogênitos do Seu povo e os libertou do cativeiro egípcio. A Páscoa era um símbolo de remissão e libertação, uma data a ser observada em família e um privilégio concedido a naturais e estrangeiros. Todos eram convidados a “celebrar a Páscoa ao Senhor” (v.14). Mas todo aquele que negligenciasse esse privilégio deveria ser eliminado do povo, levando “sobre si o seu pecado” (v.13).
A Páscoa simboliza a entrega do Cordeiro de Deus, que “tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Is.53:4). O sangue de Cristo foi derramado para que fôssemos salvos do salário do pecado. Seu sacrifício abriu para nós uma janela de liberdade rumo à manhã gloriosa de Sua segunda vinda. Em cada memória de Israel acerca daquela noite definitiva, havia um cântico especial ao Senhor que os livrou e os salvou. O sangue nos umbrais das portas os selou para a vida, enquanto aguardavam, apercebidos, a ordem para partir. Muitos não têm a mesma disposição e prontidão que os filhos de Israel tiveram. Quando, porém, a porta da graça for fechada, como nos dias de Noé, só perceberão quando o povo do advento já estiver selado em segurança na “arca” da salvação.
Jesus percorreu o caminho da cruz, ensinando-nos, a cada passo, que confiar em Deus é nossa única segurança. Precisamos atender ao conselho de Moisés: “Esperai, e ouvirei o que o Senhor vos ordenará” (v.8). Em um mundo altamente acelerado e imediatista, esperar parece perda de tempo. É desanimador o lema mundial de que quanto mais rápido, melhor, e acabamos deixando de ouvir o que o Espírito de Deus tem a nos falar. Aqueles que estavam impuros aguardaram a resposta divina, e o Senhor lhes indicou uma Páscoa especial para que tivessem tempo de se purificar. Deus não quer “que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Esperar em Deus pode ser sinônimo de segunda chance.
A nuvem da presença de Deus, que ficava acima do santuário, era a bússola de Israel. “Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam” (v.17). A única alternativa era esperar, “segundo o mandado do Senhor” (v.20). Nem sempre os caminhos que o Senhor traça para nós são tranquilos e livres de perigo. Por vezes, precisamos lidar com inimigos; outras vezes, com o calor de nossos desertos; e, ainda outras, com nossa própria teimosia. Uma coisa é certa, amados: quer acampados, quer em marcha, a constante presença de Deus é uma garantia segura e eterna para todos os que O amam.
Vejamos a descrição do cenário pascal, nas palavras de Ellen G. White:
“A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o ‘Cordeiro de Deus’, em Quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co.5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.192).
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:7-8).
Nosso Deus e Pai de misericórdias, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos pelo sangue do Cordeiro, que nos purifica, que nos redime e que nos guarda, a nós e a nossa casa! Senhor, hoje nós temos a Tua Palavra como a nossa bússola, como um guia seguro para permanecermos em Teu caminho eterno. Que sejamos pacientes até que Cristo volte, confiando nas fiéis promessas da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, pacientes e perseverantes peregrinos!
Rosana Garcia Barros
#Números09 #RPSP
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“E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; os levitas serão Meus” (v.14).
O candelabro, ou menorá, era um dos três móveis que ficavam no Lugar Santo do santuário. Sua função era manter o ambiente sempre iluminado. Sua significação, porém, é bem mais ampla e abrangente. Ele representa Cristo como a Luz do mundo e se expande como um símbolo do Espírito Santo, da Igreja e das Escrituras, conforme está escrito (Jo.8:12; Mt.25:1-13; Mt.5:14; Sl.119:105). A luz que emana de Deus por meio de Cristo Jesus é a fonte de todo poder na vida do cristão. Seu Espírito nos ilumina por meio de Sua Palavra e nos habilita a viver como uma igreja que irradia o fulgor do Sol da Justiça. Diante de um mundo que se apressa para o fim, precisamos manter acesa a chama que nos conduzirá às bodas da eternidade (Mt.25:4).
Como já estudamos, a tribo de Levi foi separada por Deus para o Seu santo ofício na tenda da congregação. Diante de tamanha responsabilidade, o Senhor instituiu uma cerimônia de purificação para os filhos de Levi, por meio de água e sangue. Além de se lavarem e lavarem suas vestes, também deveriam oferecer sacrifícios e holocaustos perante o Senhor. Sua eleição deveria despertar neles um forte senso de missão e consagração. O Senhor os habilitaria a lidar com as coisas santíssimas, conforme as instruções dadas aos gersonitas, aos coatitas e aos filhos de Merari. Não deveriam, jamais, mover um objeto sequer do santuário fora do que o Senhor ordenara por meio de Moisés.
Por analogia, podemos dizer que nós somos os filhos de Israel, e nossos pastores e obreiros são os levitas “para o serviço do Senhor” (v.11). Semelhantemente à ordem dada a Israel, o Senhor nos chama para erguermos nossas mãos em apoio aos Seus ministros, para nos unirmos a eles em cooperação e, assim, sermos todos úteis em Sua obra. Da mesma forma, cada homem a serviço do santo ministério deve buscar viver de acordo com as prescrições divinas, em plena harmonia com a Palavra de Deus, zelando pelas ovelhas de Seu rebanho. Toda igreja que entende que a seara do Senhor só prospera por meio da unidade, com irmão cooperando com irmão, é uma igreja que cresce e dá frutos. A ação do Espírito Santo é notoriamente vista em todos os que praticam esse princípio, tornando-os uma luz singular em meio às trevas de um mundo exclusivista e materialista.
Há uma mensagem final a ser proclamada, um sonido certo de trombeta a ser anunciado, um tempo de purificação e consagração a ser obedecido. Aos observadores do santo sábado do Senhor, aos que temem e dão glória “Àquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7), há uma luz disponível para propósitos eternos. Ainda que opositores se levantem, ainda que nosso próprio “eu” seja nossa pior prova ou que não nos consideremos aptos para o serviço do Senhor, o mesmo Deus que chamou de Seu primogênito uma das menores tribos de Israel nos chama hoje para fazermos parte das primícias que, em breve, Ele virá buscar. Ligados a Cristo Jesus, todos nós, pastores e ovelhas, marcharemos confiantes de que o retorno do nosso Senhor “está para se cumprir no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3).
Nosso Deus e Pai, louvado seja o Senhor que nos deixou a Tua Palavra para iluminar o nosso caminho! Obrigado, bom Pai, por Jesus, Ele que é o Sol da Justiça, a gloriosa Estrela da Manhã, que ilumina a nossa vida com Sua graça e salvação! Graças Te damos pelo Espírito Santo, que clareia os nossos olhos para a verdade das Tuas Escrituras e nos guia pelo caminho que devemos andar! Ajuda-nos, Senhor, a perseverar até o fim, unidos em Cristo, aguardando e apressando o Seu retorno! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, luz do mundo!
Rosana Garcia Barros
#Números08 #RPSP
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“Esta é a dádiva feita pelos príncipes de Israel para a consagração do altar, no dia em que foi ungido […]” (v.84).
Exatamente “no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo” (v.1), uma oferta especial foi oferecida pelos “príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais” (v.2). Instruído pelo Senhor, Moisés logo distribuiu essas ofertas entre os levitas, exceto aos filhos de Coate, pois estes não teriam necessidade de carros ou animais, “porquanto a seu cargo estava o santuário, que deviam levar aos ombros” (v.9). Além da oferta levada ao tabernáculo no primeiro dia, outra oferta sucedeu aquele momento em mais doze dias. Começando pelo príncipe dos filhos de Judá, a cada dia, o príncipe de uma tribo se dirigia ao tabernáculo para oferecer sua dádiva, segundo a ordem das tribos. O detalhe é que as ofertas de todos os príncipes eram idênticas.
As Escrituras têm uma característica especial que, para muitos de nós, pode parecer cansativa: a repetição. O capítulo de hoje relata a oferta de príncipe por príncipe, repetindo suas ofertas, ainda que todas sejam idênticas. O Senhor, porém, não faz nada sem um propósito bem definido. Nossa mente pode receber fortes influências, negativas ou positivas, pelo processo de repetição. Quando a Bíblia reforça uma ideia ou ensinamento, é porque o Senhor deseja que assimilemos algo de grande importância naquela mensagem. Ao lermos sobre as dádivas idênticas dos príncipes de Israel, percebemos que Deus não olha para o valor das nossas ofertas nem faz acepção de doadores. Aos olhos de Deus, toda oferta apresentada diante do Seu altar, como expressão de alegria do adorador, é semelhante à oferta da viúva pobre (Lc.21:1-4).
Ao oferecerem seus presentes ao Senhor, não houve tentativa de angariar reconhecimento humano. Nenhum príncipe levou além ou aquém do que o outro. Toda a atenção deveria estar voltada para a adoração ao Senhor, que havia descido para habitar no meio de Seu povo. Não ousaram destacar nenhuma de suas obras. No dia determinado, cada príncipe, em atitude de reverência e santo procedimento, sem pompa ou anúncio prévio, conduzia suas ofertas ao local designado e rogava ao Senhor por Seu favor e bênção. Consagrado o altar pelos filhos de Israel, o santuário tornou-se morada de Deus e fonte de comunicação entre Ele e Seu povo por meio de Moisés, que “ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho, entre os dois querubins; assim [o Senhor] lhe falava” (v.89).
Deus não exige de Seus filhos ofertas mecânicas nem lhes pede além do que suas posses permitem ofertar. Também não pode abençoar onde há descaso para com Sua Casa e Sua obra. Onde há um grupo de crentes reunidos, deve haver a cooperação de todos para o avanço da obra do Senhor. Isso inclui nossa adoração por meio dos dízimos e das ofertas. Muitos têm alimentado o sentimento maligno de que apenas os mais afortunados devem se empenhar em devolver e doar. Fossem eles mais fiéis no pouco que possuem, não teriam necessidade alguma dos recursos dos ricos. A bênção do Senhor não está sobre quem dá mais, mas sobre “quem dá com alegria” (2Co.9:7). São esses os amados de Deus que saltarão de júbilo quando ouvirem da boca de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu [Senhor]” (Mt.25:23).
Mordomia, amados, é adoração. Se queremos crescer como verdadeiros adoradores de Deus, precisamos nos dedicar ao exame de Sua Palavra com diligência, sem descaso ou desleixo, clamando pela sabedoria do Espírito da verdade. Como os bens foram distribuídos aos levitas de forma diferente, Deus também distribui os bens desta terra conforme Lhe apraz, de acordo com a capacidade de cada um em administrar. Tudo o que ofertamos ao Senhor de coração, seja pouco ou muito, é computado nos Céus como o montante afortunado daqueles que entenderam que a maior e melhor oferta já nos foi dada: Jesus Cristo. Jesus, de boa vontade, deu Sua vida por mim e por você. Nenhuma oferta humana, ou todas elas juntas, poderia se assemelhar ao alto preço de nosso resgate.
Que a alegria que brota do fruto do Espírito Santo nos motive não somente a ofertar os nossos recursos ao Senhor, mas que tudo em nós seja uma resposta de amor ao Deus que nos salvou.
Pai Celestial, o Senhor tanto nos amou que nos deu o Seu único Filho. E essa oferta de amor, que nos proveu libertação, deveria ser suficiente para humilhar o nosso coração e rendê-lo a Ti. Porque cremos, Senhor, que se o nosso coração for Tua propriedade, tudo em nossa vida será uma oferta de verdadeira adoração a Ti. Ó, Pai, faz-nos habitação do Teu Espírito para que tenhamos os ouvidos abertos e atentos para ouvir a Tua voz, mediante o estudo da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, príncipes e princesas do reino dos Céus!
Rosana Garcia Barros
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“Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei” (v.27).
Ao estudarmos a lei do nazireado, creio que todos nós nos reportamos ao nazireu mais famoso da Bíblia: Sansão. O voto de nazireu incluía a abstenção do fruto da vide e de todos os seus derivados, a proibição de cortar os cabelos e de tocar em qualquer cadáver. Era um voto feito por um período determinado ou por toda a vida. “Por todos os dias do seu nazireado, santo será ao Senhor” (v.8). Sansão nasceu de uma mulher estéril e, desde o ventre, foi dedicado ao Senhor como nazireu. Na fase adulta, porém, suas ações não condiziam com seu voto, pois depositava confiança em sua força, como se fosse um talento peculiar. Apesar de ter se arrependido no final de sua vida, como teria sido diferente o desfecho de sua história se ele tivesse compreendido a razão de sua vocação.
Quanto ao voto ou juramento, Cristo nos ordenou: “Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis […] Seja, porém, a vossa palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:34 e 37). Jesus, por meio de Sua vida e ministério, nos deixou o exemplo de que a fidelidade ao Senhor deve ser resultado de uma vida de santificação. O Senhor busca homens e mulheres que assumam o posto de seu dever com temor, tremor e humildade de coração. Será esse o povo que os anjos do Senhor reconhecerão, e, no grande Dia de Deus, a seu respeito dirão: “Isto é santo” (v.20), quando o Senhor mesmo “enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31).
Todas as vezes que Israel se preparava para marchar, segundo as orientações do Senhor, antes de partir, o acampamento era tomado por um grande silêncio e, em atitude de reverência, todos ouviam a bênção proferida pelos sacerdotes. Anjos poderosos eram comissionados por Deus para acampar ao redor do Seu povo. Jovens, idosos e crianças sentiam em seus corações a alegria de saber que o Senhor estava no meio deles, garantindo-lhes proteção e cuidado. Assim como fez com Moisés, Deus também desejava refletir o Seu rosto sobre todo o Seu povo. Israel havia sido eleito para refletir o caráter do Senhor, seu Deus: um povo santo, separado para o propósito de glorificar o Senhor em toda a Terra.
O mundo está diante dos últimos instantes de oportunidade para aceitar o chamado de Deus. É tempo de “se consagrar ao Senhor” (v.2), não mais para cumprir um juramento, mas para estar preparado para ver a Deus. “Segui”, amados, “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). Muitos dizem aceitar Jesus como seu Salvador, mas O rejeitam como seu Senhor. Desejam as bênçãos, mas ignoram os deveres. Se seguir a Cristo e Sua Palavra implica abandonar suas paixões e inclinações pessoais, escolhem seguir uma religiosidade menos exigente; querem um “cristo” que ignore seus pecados e os considere aceitáveis e inofensivos. Ó, amados, essa não é a religião de Cristo! “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27).
A bênção está relacionada à inscrição do nome de Deus sobre um povo eleito para ser santo, como o Senhor é santo. Santidade, amados, não se trata de impecabilidade, mas da perseverante e sincera busca pelo conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Diante de tão solene momento, precisamos consagrar nossa vida ao Senhor e ser o reflexo de Seu caráter para um mundo que sofre em agonia. Reflitamos nas palavras de M. L. Andreasen:
“É agora o tempo de enviar a mensagem profética até os confins da Terra. Foi esta a ordem de Cristo quando nos confiou a grande comissão evangélica de ensinar todas as nações e batizá-las, ‘ensinando-lhes a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado’ (Mt.28:20). Essa ordem — de observar todas as coisas — está a par com a mensagem profética, de que obedecer é melhor do que sacrificar. Uma vez feita esta obra, o fim virá” (O Ritual do Santuário, CPB, p. 60).
“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is.40:3).
“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (v.24-26). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, consagrados ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (v.7).
Calcula-se que uma multidão de aproximadamente dois milhões de hebreus tenha saído do Egito no início do êxodo. Habitando em tendas e em condições adversas, o Senhor precisava zelar pela salubridade de Seu povo e pela manutenção da justiça. Diante do perigo iminente de uma epidemia ou doença contagiosa, havia um local designado, fora do arraial, para proteger toda a comunidade. A lepra, por algum motivo, era a doença mais temida e parecia que a condição temporária dos filhos de Israel os tornava mais vulneráveis, podendo transformá-la em uma calamidade nacional. Para os doentes, era uma situação triste e constrangedora, mas necessária para a segurança de todos.
Além de preocupar-Se com a saúde e o bem-estar de Israel, o Senhor também zelava pela justiça. Tanto a lei da restituição quanto a ” a lei para o caso de ciúmes ” (v.29), relacionada aos ciúmes de um marido em relação à sua esposa, revelam que Deus não aplicará Seu juízo apenas no julgamento final, mas também disciplina, aqui e agora, aqueles que cometem pecado. No entanto, assim como nessas leis há uma prestação de contas com sanções para promover confissão e arrependimento, Deus continua agindo da mesma forma, a fim de que sejamos encontrados por Ele com “boa consciência” (1Tm 1:19). A justiça de Deus é plena de misericórdia, e Suas advertências sempre têm a finalidade de salvar o pecador.
A penalidade descrita para o adultério, “fazendo-te o Senhor descair a coxa e inchar o ventre” (v.21), encontra eco nas palavras de Jesus, que definem seu objetivo: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não que todo o teu corpo seja lançado no inferno” (Mt.5:29). Jesus não falava de mutilação, mas de renúncia. O castigo físico aplicado a uma mulher adúltera era uma marca de que é preferível ser disciplinado por Deus para a salvação do que permanecer no pecado e perder a vida eterna. É melhor beber as águas amargas do Senhor, que apagam as maldições (v.23), do que as águas enganadoras do pecado, que envenenam para a morte.
Há, atualmente, uma grande confusão sobre a aplicação da disciplina e a prática do evangelho do amor. Para muitos, não há harmonia entre ambos. Os erros devem ser relevados, as advertências, abandonadas, e as disciplinas, esquecidas, em nome do amor. Substituíram o temor do Senhor pela lógica humana; o “assim diz o Senhor” pelo “assim disse o homem que o Senhor disse”. Para muitos, não há mais necessidade de orientação e correção, afinal, todos somos pecadores, e as escolhas individuais não seriam da conta de ninguém. Contudo, esse pensamento representa um perigo que pode se espalhar como lepra no meio do povo de Deus, caso não seja erradicado. “Confessará o pecado que cometer” (v.7) e “apresentará a mulher perante o Senhor” (v.18) são frases impactantes que destacam a necessidade de o pecador confessar seus pecados, apresentar-se diante do Senhor e aceitar Sua justiça, dizendo: “Amém! Amém!” (v.22).
Amar como Cristo nos amou não significa ser conivente com o erro, pois Ele pagou um alto preço pelos nossos pecados. Pelo contrário, significa proporcionar ao pecador a oportunidade de encontrar o caminho da cruz e ser transformado. Muitos abandonam as fileiras do Senhor por se sentirem ofendidos ao sofrerem disciplina por sua má conduta, tornando-se, assim, perseguidores dos irmãos e da igreja de Deus. Por outro lado, há aqueles que são desviados pelo mau testemunho ou pelo procedimento de um professo cristão que os disciplinou sem seguir a ordem bíblica: “disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se dos laços do diabo” (2Tm.2:25).
À Sua última igreja, o Senhor declara: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). O zelo é o atributo que o Senhor nos concede para despertar nossa consciência para o que é bom e rejeitar o que é mau. Que de nossa boca não saiam palavras ásperas ou de depreciação contra nossos irmãos, mas que, por preceito e exemplo, possamos conduzi-los a Cristo, o justo e fiel Juiz. Que o Espírito Santo nos conceda um coração humilde, disposto a aceitar a correção, e cheio do amor de Deus para admoestarmos uns aos outros com espírito de brandura e sincero interesse em sua salvação, pois essa é a revelação do caráter de Cristo.
Santo Pai, o Senhor criou o casamento como uma instituição sagrada e como um símbolo da nossa união Contigo. Concede aos casados do Teu povo um casamento que honre ao Senhor; que haja fidelidade, pureza, respeito e genuíno amor. Que as mulheres respeitem Seus maridos como ao Senhor. Que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela. Derrama perdão, reconciliação e restauração aos casais que precisam. E purifica a todos nós da lepra maligna do pecado! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, alvos do amor e da justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Segundo o mandado do Senhor, por Moisés, foram designados, cada um para o seu serviço e a sua carga; e deles foram contados, como o Senhor ordenara a Moisés” (v.49).
Como vimos no capítulo anterior, não bastava ser um levita para assumir a obra de Deus no santuário. Havia uma hierarquia e divisão de cargos e funções que designava cada um para um serviço determinado. Havia também condições para que cada serviço pudesse ser realizado, a fim de preservar a vida dos próprios levitas. Certos objetos do tabernáculo precisavam ser preparados por Arão e seus filhos antes que os levitas tivessem acesso a eles para os transportar. A arca da aliança, por exemplo, bem como os objetos e móveis utilizados no Lugar Santo, precisavam ser cuidadosamente cobertos antes que os filhos de Coate tivessem acesso a eles, para que não morressem.
Através destas regras sobre o transporte do santuário, tanto os levitas quanto os demais filhos de Israel recebiam preciosas lições sobre santidade, reverência e temor do Senhor. Cada vez que precisavam levantar acampamento e marchar, todo o povo podia ver com que ordem e decência os levitas carregavam os objetos sagrados. Era um trabalho que exigia grande responsabilidade e cuidado com as “coisas santíssimas” (v.19). Enquanto permanecessem fiéis ao mandado do Senhor, Ele os abençoaria e protegeria em todas as suas viagens. Engana-se quem pensa que Deus não requer hoje de Seu povo o mesmo cuidado e zelo para com a Sua obra. Cada discípulo de Jesus é chamado a realizar um serviço específico na grande obra final, e precisamos permitir que o Senhor nos indique esse dever exato.
Após o Pentecostes, os discípulos foram capacitados para um ministério mundial de proclamar as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. O Espírito Santo falou a Filipe para ir ao encontro de um eunuco etíope e ensinar-lhe as Escrituras (At.8:29). O apóstolo Pedro recebeu instruções do Espírito Santo, após uma visão, para pregar também aos gentios (At.10:20). Paulo foi impedido pelo Espírito Santo de ir a certo lugar e, por meio de uma visão, entendeu para onde deveria ir naquele momento (At.16:7-10). O mesmo Espírito continua guiando os filhos de Deus hoje, e nosso papel é estar atentos para ouvir Sua voz: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.2:7).
Não podemos lidar com a sagrada obra do Senhor conforme nos apraz, mas precisamos entender qual é a vontade de Deus em nosso trabalho nesta terra. Ele não exigiu que os sacerdotes tomassem para si todos os encargos do templo, mas designou uma tribo inteira para auxiliá-los. Também não colocou sobre os ombros de poucos o peso de carregar o santuário, mas dividiu as funções para que ninguém fosse sobrecarregado. O primeiro convite que Jesus nos faz é o de ir até Ele, depondo a Seus pés todo o nosso cansaço e sobrecarga, e trocarmos pelo Seu jugo suave e Seu fardo leve (Mt.11:28-30). Só então estaremos aptos para realizar a obra que Ele nos designou, conforme o Espírito nos guie. Entender isso é crucial para que o reino de Deus avance em seus propósitos e o Senhor nos acrescente, dia após dia, os que vão sendo salvos (At.2:47).
Há um inimigo que conhece muito bem a ordem e a disciplina celestial, que já fez parte do cenário do Céu na perfeita obra dos anjos, mas cuja rebelião o expulsou do lugar de Deus. Ele faz de tudo para distrair o povo do advento e impedi-lo de avançar ordenadamente, aproveitando-se da fragilidade de cristãos professos para isso. A respeito disso, Ellen White escreveu: “Satanás bem sabe que o sucesso apenas pode acompanhar a ação ordenada e harmoniosa. Bem sabe que tudo que se relaciona com o Céu se acha em perfeita ordem, e que sujeição e disciplina perfeita caracterizam os movimentos da hoste angélica. Ele estuda e faz esforços para levar os cristãos professos o mais longe possível da disposição ordenada por Deus; portanto, engana até o povo professo de Deus, e faz-lhes crer que a ordem e a disciplina são inimigas da espiritualidade” (A Igreja Remanescente, CPB, p.24).
Precisamos estar atentos para ouvir o Espírito do Senhor a nos indicar cada passo que devemos dar no sagrado dever missionário e no cuidado para com a Sua casa de oração. Se atendermos ao primeiro chamado de Cristo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28), certamente seremos habilitados a cumprir a Sua ordem: “Ide” (Mt.28:19). E eis que Ele estará conosco, “todos os dias, até à consumação do século” (Mt.28:20).
Nosso amado Pai celestial, o Senhor ama a ordem e a disciplina. Tudo no Céu segue um curso perfeito e santo. Não poderia ser diferente no lugar em que o Senhor habitava no meio do Seu povo e que apontava para o perfeito plano da redenção. Hoje, Pai, a Tua Palavra nos diz que somos templos do Espírito Santo. Então, ajuda-nos a lidarmos com a nossa vida tendo sempre a consciência de que, na verdade, ela não é nossa, ela é Tua, e deve ser vivida para a Tua glória. Que, como igreja, sejamos guiados por Teu Espírito, com ordem e decência, servindo ao Senhor com temor e tremor, mas também com amor e devoção. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, igreja ordenada do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
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