Reavivados por Sua Palavra


Números 21 – Rosana Barros
1 de setembro de 2025, 0:45
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“E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil” (v.5).

Após enfrentarem tantas perdas e mortes, finalmente Israel sentiria o sabor da vitória. Sob juramento, avançaram corajosamente contra Arade, cumprindo com fidelidade o que votaram a Deus. E o Senhor lhes entregou os inimigos nas mãos. Porém, na ocasião de terem que “rodear a terra de Edom” (v.4), ficaram impacientes, tornando a murmurar contra Moisés e contra Deus. Moisés já não tinha mais o seu irmão Arão para compartilhar suas angústias. Havia perdido a sua dupla de oração, e necessitava como nunca de conforto e alívio. Antes, o povo se voltava contra Moisés e contra Arão. Percebam que, após a morte de Arão, a Bíblia diz que eles falaram “contra Deus e contra Moisés” (v.5). Apesar de não ter mais seu irmão, Moisés tinha o próprio Deus para compartilhar suas provações.

Chamando o maná, “o pão dos anjos” (Sl.78:25), de “pão vil” (v.5), Israel ascendeu a ira do Senhor que, antes de ver Moisés sendo novamente ameaçado de morte, prontamente retirou a Sua proteção do povo quanto às serpentes do deserto, “e morreram muitos do povo de Israel” (v.6). Mas àquele mesmo líder que rejeitaram, correram em busca de livramento. Reconheceram em Moisés o único capaz de ser ouvido por Deus. “Então, Moisés orou pelo povo” (v.7), e, segundo o mandado do Senhor, fez “uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste” e aqueles que haviam sido mordidos, ao olharem para a serpente de bronze, eram sarados (v.9). Uma ordem um tanto estranha, mas que possuía um profundo significado.

Depois disto, Israel prosseguiu marchando, jornada após jornada. Em algumas delas Moisés recebia do Senhor o alívio de uma jornada tranquila. Em outras, porém, era assediado pela incredulidade e dureza de coração do povo. Tendo suas necessidades atendidas, os filhos de Israel irrompiam em cânticos de louvor. Em situações de perigo ou de escassez, tornavam a murmurar. Mesmo as constantes vitórias sobre os reinos inimigos não eram suficientes para assegurar-lhes que a verdadeira felicidade está em fazer a vontade de Deus, independentemente das circunstâncias. O deserto tornou-se a necessária escola do sofrimento para um povo que precisava aprender a confiar em Deus.

Que misericórdia e que paciência o Senhor tinha para com aquele povo rebelde! Vez após outra, Israel desafiava a Deus com suas palavras provocativas e suas atitudes insanas. Como “cobras” do deserto, os filhos de Israel não aliviavam quando o assunto era murmuração. Envenenaram-se a si mesmos ao rejeitar o cuidado paterno de Deus. Muitos têm dúvida quanto à serpente de bronze. Não se tratava, porém, de uma imagem de escultura para fins de adoração, mas para fins de ensino e de cura. Também não havia naquela escultura o poder da cura, mas na fé, através da obediência à instrução divina dada por intermédio de Moisés, o Senhor sarava os que haviam sido mordidos “por alguma serpente” (v.9).

Jesus mesmo afirmou que aquela serpente levantada no deserto foi um símbolo de Seu sacrifício para a salvação dos que n’Ele creem: “E do modo por que Moisés levantou a serpente de bronze no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado para que todo o que n’Ele crê tenha a vida eterna” (Jo.3:14-15). Isso mesmo, amados. O texto que introduz um dos versículos mais conhecidos das Escrituras, são palavras de Cristo acerca daquele fatídico episódio do deserto. Isso nos mostra que Israel estava diante de um dos símbolos do amor eterno de Deus por uma raça caída, corrompida, mas que é alvo constante de Sua compaixão e amor. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).

Todas as vezes que rejeitamos a provisão de Deus para nossa vida, estamos a replicar as palavras de Israel: “E a nossa alma tem fastio deste pão vil” (v.5). Caímos no perigo de dar as costas ao cuidado do Senhor e termos que enfrentar sozinhos os desertos desta vida. Muitos, contudo, nesta lida solitária, selam o seu destino final, perecendo pelo caminho. O Senhor nos convida, hoje, a olhar para a cruz e viver. Mesmo que, em algum ponto da nossa caminhada, tenhamos nos desviado dos propósitos divinos e sido contaminados pelo veneno mortal do pecado, assim diz o Senhor: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22).

Assim como Deus concedeu tantas vitórias a Israel, Ele deseja fazer de nós vitoriosos em Cristo Jesus. Temos um conflito a enfrentar todos os dias, e precisamos, antes de qualquer outra coisa, crer em Jesus e em Seu perfeito sacrifício. Creia que Aquele que já venceu a morte eterna por nós, “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef.3:20). Como Paulo, não duvidemos que, muito em breve, “se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (1Co.15:54).

Nosso amado Pai do Céu, parece que o nosso apetite tem sempre alguma ligação com o pecado e a rebelião. Foi assim no Éden. Foi assim com Esaú. Foi assim com os filhos de Israel. E se o Senhor deixou ao Teu último povo orientações sobre saúde é porque a história tende a se repetir. Ó, Senhor, o Teu povo Israel comeu do cereal do Céu e, mesmo assim, murmurou contra Ti! Livra-nos, Santo Deus, de pecarmos contra Ti nesse sentido! Dá-nos sempre um coração grato e satisfeito com a Tua provisão! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vitoriosos em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Números21 #RPSP

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Números 20 – Rosana Barros
31 de agosto de 2025, 0:45
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“Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em Mim, para Me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei” (v.12).

O capítulo de hoje narra episódios muito tristes e desanimadores para Israel, mas, principalmente, para o seu líder. Enlutado pela morte de sua irmã Miriã, Moisés ainda teve de enfrentar a dureza de coração dos filhos de Israel, novamente manifestada pela falta de água. Cegos pela incredulidade, exigiam que suas necessidades fossem atendidas com urgência. Como de costume, em situações como esta, Moisés e Arão “se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu” (v.6). A ordem do Senhor foi bem clara: “Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água” (v.7).

Em toda a sua trajetória como líder, Moisés se mostrou manso e apaziguador. Cheio do Espírito do Senhor, sempre buscou fazer tudo como Deus lhe havia ordenado. As murmurações de Israel e os desafios do deserto foram provas que lhe constituíram um caráter humilde e dependente de Deus. Como porta-voz do Senhor, importava que buscasse viver em conformidade com o seu chamado. A sua intimidade com Deus, no entanto, não o autorizava a tomar para si, ou dividir com Deus, os méritos de obra alguma. O instrumento humano jamais poderá reclamar para si a glória que só pertence a Deus, sem sofrer as devidas consequências por isso.

Cansado de lidar com um povo grandemente rebelde, ignorou a ordem do Senhor e, ao invés de falar à rocha, “feriu a rocha duas vezes com seu bordão” (v.11). A sua exaltação diante de Israel lhe custou a mesma condição de incredulidade do povo: “Visto que não crestes em Mim”, disse o Senhor a Moisés (v.12). Ele e Arão, que foi conivente com a ação do irmão, não entrariam na terra prometida. Quão decepcionado não deve ter ficado Moisés consigo mesmo! E qual não deve ter sido a sua decepção ao ver negado o seu pedido de passagem pacífica pelo reino de Edom! Desolado por sua atitude impensada, pela morte de Miriã e pela negativa de Edom, ainda teve de lidar com a morte de Arão e o luto de 30 dias de Israel.

Moisés foi um grande líder, mas também era um ser humano com tendência a falhar como você e eu. A lição que deveria ter dado ao povo através do falar à rocha simbolizava o ministério de Cristo. Uma vez ferido, não havia necessidade de ser ferido segunda vez. Por Suas feridas recebemos o acesso ao Pai e o privilégio de apenas falar: “Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede” (Jo.4:15). Quando agimos segundo os nossos próprios impulsos, o prejuízo não recai apenas sobre nós, mas também interfere na vida de outros. As atitudes de um líder, porém, têm um impacto ainda maior. Lembrem de Elias, quando estava próximo ao fim de sua missão, ele fraquejou e se foi ao deserto pedindo para morrer (1Rs.19:4). Também Moisés, tão perto de entrar na terra prometida, desviou os olhos do Senhor.

É certo que vivemos em um mundo repleto de desafios e, especificamente em nossos dias, vivemos em um mundo onde a sobrevivência em si é um tremendo desafio. E nos entristecemos, nos magoamos, nos decepcionamos, e somos marcados por situações e pessoas que ameaçam nossa fé e nossa alegria de viver. É fácil julgar a atitude de Moisés. É fácil julgar a atitude dos nossos semelhantes. Difícil é admitir que somos tão pecadores e falhos quanto qualquer um deles. O Senhor não chamou um homem capaz de liderar as hostes de Israel, Ele chamou um homem tímido e pesado de língua, e o elevou à estatura de um líder ousado e fluente. Jesus não chamou os doutores da lei, mas pescadores, homens leigos, desprezados pela sociedade, e os elevou à estatura de discípulos Seus.

Saibam, amados, como Elias e Moisés, estamos às vésperas de nossa eterna redenção. Alguns estarão vivos como Elias. Outros, serão ressuscitados como Moisés. Mas percebam que estes servos de Deus também tiveram suas fraquezas, e parece que o fim de sua trajetória foi o mais perigoso e desafiador. A profunda tristeza de Elias ou a atitude impaciente de Moisés pode apontar para o que acontecerá a muitos do povo de Deus nos dias finais. Talvez, agora mesmo, muitos estejam sujeitos a estes mesmos sentimentos. Como o Senhor falou a Elias através de uma suave brisa e como repreendeu Moisés com oportunidade de arrependimento, Ele deseja realizar o mesmo por Seus filhos atribulados hoje.

Como líder na educação dos seus filhos, você pode ter falhado muito como mãe. Como líder do lar, você pode ter errado muito como pai. Como líder da igreja de Deus, você pode ter decepcionado muito como pastor. Mas há um Deus que se importa com você, e que pode até te disciplinar aqui na Terra, mas sempre com o objetivo de levar você e sua família para o Céu. Moisés pode ter perdido o direito de entrar na Canaã terrestre, mas recebeu a recompensa da ressurreição para desfrutar da Canaã celeste (Leia Mt.17:3; Jd.9). E esta promessa foi estendida para mim e para você. Um dia estaremos em um lugar onde Deus nos “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4). Pela graça de Deus eu quero estar lá. E você?

Nosso amado Senhor, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos por Teu amor e paciência para conosco! Ó, Pai, queremos ir para Casa! Muitas vezes as provações nos fazem ter atitudes que não Te agradam e acabamos perdendo o sagrado privilégio de sermos guiados pelo Teu Espírito. Tão perto como estamos de nossa eterna redenção, sabemos que a guerra espiritual se intensifica, mas queremos estar escondidos em Teu esconderijo, ó Altíssimo! E quer fales conosco como brisa suave ou como um pai que repreende o filho, que sejamos submissos à Tua voz. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, alvo da misericórdia de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Números20 #RPSP

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Números 19 – Rosana Barros
30 de agosto de 2025, 0:45
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“Um homem limpo ajuntará a cinza da novilha e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e será ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado” (v.9).

Diferentemente dos demais rituais, o da água purificadora era derivado do sacrifício de um animal específico: “uma novilha vermelha” (v.2). Como todos os demais, incluía procedimentos específicos para serem realizados e tinha um objetivo específico: purificar. Em alguns casos, o homem tornava-se imundo e necessitava de uma cerimônia que pudesse purificá-lo. No primeiro capítulo das Escrituras, está escrito: “E o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). E em seu último capítulo, Jesus nos oferece a água viva: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Ou seja, a água é símbolo da criação e também da redenção.

Em sua jornada pelo deserto, por duas vezes, Israel recebeu por fonte de água uma rocha. No livro do profeta Isaías, encontramos a seguinte palavra do Senhor: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). O salmista escreveu e o apóstolo Pedro ratificou: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (Sl.118:22; 1Pe.2:7). Cristo é a Fonte da água viva, o Doador da pureza, a Rocha da salvação. Na gênese da Terra, o Seu Espírito estava por sobre as águas (Gn.1:2); no início de Seu ministério terrestre, Ele foi batizado nas águas (Mt 3:16); certa feita, foi encontrar Seus discípulos andando sobre as águas (Mt.14:25); foi com água que lavou os pés dos discípulos ensinando-lhes a preciosa lição da humildade (Jo.13:5); Seu último pedido à humanidade foi por água (Jo.19:28); Seu último chamado ao homem consiste em uma oferta de água (Ap.22:17).

Creio que o encontro de Jesus com a mulher samaritana seja o episódio mais conhecido e mais esclarecedor acerca do simbolismo da água. Considerada uma mulher imunda e desprezada por sua condição de vida, aquela mulher teve o sublime privilégio de experimentar a água purificadora direto da Fonte. Através daquele episódio, Cristo deixou claro que ninguém é tão imundo que não possa ser limpo. Pecado algum é tão grande que não possa ser perdoado. Hoje, não há mais aquela cerimônia da água purificadora. Na verdade, há uma real oportunidade de cura e de restauração através de Cristo Jesus. Aquele ritual apontava para Cristo e Sua missão de resgate: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14).

A suprema Fonte deseja nos tornar Suas fontes intermediárias no mundo. Aquela mulher junto ao poço não só bebeu da rica Fonte, mas, compreendendo a mensagem, tornou-se uma fonte a jorrar para a vida eterna na vida de seus compatriotas, inclusive aqueles que antes a perseguiam e rejeitavam. Assim como Cristo aproximou-se dela sem levar em conta os seus muitos pecados, imediatamente ela decidiu fazer o bem sem olhar a quem. A morte do Unigênito de Deus deu ao mundo o livre acesso à água purificadora. Todos que desejam viver piedosamente em Cristo necessitam ser lavados por Ele. E o batismo é o símbolo que sela esse desejo de assumir um compromisso com Cristo e a inauguração de uma nova vida com Ele.

Instituído na nova aliança, o batismo por imersão representa a linda decisão do pecador em ter sua vida renovada e o primeiro passo na direção do reino dos Céus. Jesus mesmo afirmou: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo.3:5). O batismo não é segurança de salvação, amados, mas é o meio que Deus usa para criar o primeiro vínculo do pecador com a pureza de Cristo. Não há poder algum nas águas batismais, mas nAquele que se faz presente por sobre as águas. O Espírito Santo pairava por sobre as águas na criação, pairou sobre Jesus em Seu batismo e paira sobre as águas do batismo de cada pessoa que, sinceramente, decide dar este passo de fé.

Se você ainda não se decidiu pelo batismo, continue estudando a Bíblia, ore ao Senhor, e Ele certamente o guiará para a melhor decisão de sua vida. A água purificadora o espera. Se você tem a oportunidade de tomar uma decisão hoje, “não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Aceite o chamado de Deus: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At.2:38).

Ó Senhor, nosso Deus, Tu que tens a água purificadora, a refrigerante água da vida, lava-nos, purifica-nos, limpa-nos de nossos pecados e impurezas! Como necessitamos desta obra de purificação, Senhor! Muitos de nós já fomos batizados, mas precisamos beber da água da vida e ser lavados por ela todos os dias, através de um relacionamento real e salvífico com Jesus. Por isso, Pai, reaviva-nos! E que o Teu Santo Espírito ajude os meus amados irmãos que ainda precisam tomar a decisão de descer às águas do batismo. Que eles ouçam o Teu chamado e se entreguem ao sublime privilégio de seguir os passos de Jesus. Obrigada por Tua paciência em nos esperar e em nos amar, Pai querido! Por Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, purificados pela Água da Vida!

Rosana Garcia Barros

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Números 18 – Rosana Barros
29 de agosto de 2025, 0:45
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“Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (v.20).

Confirmado o sacerdócio de Arão e sua descendência, o Senhor cuidou de confirmar os seus direitos e deveres no santo ofício. Como representantes do povo diante de Deus, Arão e seus filhos carregavam sobre si o peso da responsabilidade pelas iniquidades do povo. Também necessitavam de mediação e deveriam ser exemplo perante Israel, por meio de uma vida de santa consagração e serviço. Seus “irmãos, os levitas” (v.6), também foram separados pelo Senhor para servirem na tenda da congregação, segundo as orientações e limites estabelecidos por Ele.

A parte devida aos sacerdotes, como uma espécie de salário por seu serviço, consistia nas ofertas e nas “coisas consagradas dos filhos de Israel” (v.8). Tudo seria dado a eles, exceto o que deveria ser consumido no fogo do altar. Também lhes cabia tomar para si “o melhor do azeite” (v.12), as primícias da terra e o valor dado pelo resgate dos primogênitos. Deus reservou para os sacerdotes praticamente tudo o que Israel levava ao santuário. Apesar de terem sido destituídos de possuir terras, o Senhor lhes proveu porção de valor inestimável, ao declarar: “Eu sou a tua porção e a tua herança” (v.20). Já os dízimos, ou seja, a décima parte das rendas do povo, eram revertidos aos levitas, que também não teriam parte na “herança no meio dos filhos de Israel” (v.23).

O santo ofício sacerdotal era uma figura do sacerdócio de Cristo, que levou sobre Si as nossas iniquidades e nos proveu um sacrifício aceitável a Deus para a nossa redenção. Os sacerdotes de Israel eram apenas uma representação do que Cristo fez e faz pela humanidade caída. Ele comprou para nós o direito de estarmos diante de Deus sem precisarmos mais de mediadores humanos, pois há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Em Seu ministério terrestre, Jesus cumpriu fielmente a obra que o Pai Lhe designou, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). E em Seu ministério celeste, oficia hoje diante do Pai como o nosso Sumo Sacerdote, intercedendo em nosso favor, até que sejam selados todos os servos de Deus (Ap.7:3).

Há uma exortação divina em cada porção das Escrituras de que a nossa única segurança está em seguir os passos de Jesus Cristo. Todo o serviço do santuário apontava para Cristo, Sua vida e obras. E Sua perfeita obediência nos permitiu participar com Ele da Sua vitória. NEle recebemos poder para obedecer. Contudo, sendo incapazes de cumprir a lei sem o peso de nossos pecados, somente por Cristo e Sua justiça perfeita podemos ser coparticipantes de Sua natureza. Portanto, se não fizermos de Cristo Jesus a nossa porção aqui, não teremos parte alguma na herança futura.

Como “sacerdócio real” de Deus nos últimos dias (1Pe.2:9), cumpre-nos viver de modo digno do nosso chamado; como quem não espera recompensas nesta Terra, mas o galardão eterno que Cristo nos comprou. Enquanto aqui estivermos, depositemos diante do altar do Senhor as primícias de tudo o que temos e somos, e que, pela fé, aceitemos o resgate que foi pago em nosso favor. Se Deus for a nossa porção, “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).

Seja Deus a nossa porção e teremos lugar na herança que Jesus nos garantiu: “voltarei e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).

Nosso Deus e Mantenedor, graças Te damos pois Tu és a nossa porção! Graças Te damos por suprir as nossas necessidades e, principalmente, pela provisão celestial ao enviares Teu Filho amado para pagar o preço do nosso resgate! Graças Te damos pelo Teu Espírito, o maravilhoso Consolador que nos mantém em Teu caminho eterno! Ó, Pai, ajuda-nos a viver a Tua vontade a cada dia e a estarmos sempre satisfeitos com as bênçãos que nos dás! Santifica-nos, Senhor! E volta logo! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, herdeiros da promessa!

Rosana Garcia Barros

#Números18 #RPSP

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Números 17 – Rosana Barros
28 de agosto de 2025, 0:45
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“O bordão do homem que Eu escolher, esse florescerá; assim, farei cessar de sobre Mim as murmurações que os filhos de Israel proferem contra vós” (v.5).

Além da liderança de Moisés, o sacerdócio de Arão também foi posto em dúvida pelos filhos de Israel. Cada tribo reivindicava como seu o direito da eleição divina. Fomentando inveja, discórdia e más suspeitas, alegavam não haver democracia. A notícia de que tal geração não entraria na terra prometida provocou-lhes grande tensão e anseio por um líder que os conduzisse para onde desejavam ir. A liderança de Moisés já havia sido confirmada. Precisavam também de uma prova inequívoca do chamado dado a Arão e sua linhagem como detentores do ofício sacerdotal.

Aos filhos de Israel foi dada a ordem de separar um bordão sobre o qual estaria o nome do chefe de cada tribo, ao todo, “doze bordões” (v.2). Esses bordões seriam colocados no santuário, diante do Testemunho, ou seja, diante da arca da aliança. A vara de madeira sem vida, do homem a quem Deus havia escolhido como líder de Seu tabernáculo, floresceria, cessando então as murmurações quanto à eleição sacerdotal. Assim aconteceu, e “Moisés pôs estes bordões perante o Senhor, na tenda do Testemunho” (v.7). “No dia seguinte, Moisés entrou na tenda do Testemunho, e eis que o bordão de Arão, pela casa de Levi, brotara, e, tendo inchado os gomos, produzira flores e dava amêndoas” (v.8).

A eleição divina não é regida pelos padrões humanos, amados. Deus não escolhe por partidarismo ou por grau de excelência, por berço ou por posses. O Pai do Céu olha para aqueles cujo coração anseia por uma experiência real com Ele. Aqueles pelos quais Cristo orou: “É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que são Teus” (Jo.17:9). Estes são “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15), produzindo muito fruto. Em sua vida e obras, não procuram revelar justiça própria, mas, cheios do Espírito Santo, são verdadeiras testemunhas do poder transformador do evangelho eterno. São líderes não por desejo próprio ou por conveniência humana, mas pela onisciência divina que vê o coração (1Sm.16:7).

Deus apela ao Seu povo, um povo peculiar — separado para uma obra que excede em poder e luz a todas que já foram dadas ao homem realizar — que desperte para a solenidade do tempo que se chama hoje. Hoje, e não amanhã; hoje, e não em datas especiais ou imaginárias, somos chamados a perfumar o mundo com as boas-novas da salvação e recolher os frutos de nossa lida nesta terra. Muitos têm questionado: “Acaso expiraremos todos?” (v.13). Cristo voltará em nossa geração, ou ainda haverá outra? Creio que não seja esta a indagação correta a ser feita, e sim: Acaso estamos prontos? Faremos o que estiver ao nosso alcance para que esta seja a última geração da Terra?

A atenção de Deus está voltada para todo aquele que O tem buscado com inteireza de coração. De todas as nações da Terra, o Senhor ouve corações a suplicar por auxílio e a humilhar-se perante Ele em genuíno arrependimento. Há uma obra a ser realizada com urgência, e poucos são os que têm estendido suas mãos em clamor por mais poder. A porção adicional de azeite (Mt.25:4) aguarda somente o pedido daqueles que farão dela o combustível eficiente para o avanço da última grande obra. Não desanimemos, amados! Mas também não abandonemos nossa torre de vigia. Vigiai e orai! Eis qual deve ser nosso constante esforço. Olhemos para além do véu, de onde Cristo ministra a nosso favor. Avancemos confiantes de que Ele estará conosco “todos os dias, até à consumação do século” (Mt.28:20).

Eu sei que estamos vivendo momentos difíceis. Sei que, por vezes, nosso coração nem tem palavras para expressar ao Senhor. Vivemos em meio a uma geração corrupta, semelhante aos dias de Noé e aos dias de Ló (Lc.17:26-32). Muitos podem até estar pensando, neste instante, como os filhos de Israel: “Eis que expiramos, perecemos, perecemos todos” (v.12). Mas lembremos, meus irmãos, que o dilúvio veio quando as pessoas menos imaginavam; que Sodoma e Gomorra foram atingidas pelo fogo em um dia em que seus habitantes julgavam ser como outro qualquer. Perseveremos, portanto, em clamar pelo Espírito Santo, e Ele continuará convertendo nossos caminhos em trajeto santo e agradável a Deus, cheio de flores e frutos para Sua eterna glória.

Santo Deus, temos tanto ainda a aprender com a Tua Palavra. Mesmo com nossas limitações humanas, o Senhor nos deixou a Tua vontade escrita em linguagem que podemos compreender. E não há desculpas para nenhum de nós se negligenciarmos tamanho privilégio de manusear e estudar as Escrituras todos os dias. O Senhor tem planos e propósitos para cada um de nós dentro do cenário final do grande conflito. Que o nosso coração e a nossa mente se abram para ouvir com atenção a voz do Espírito Santo, para que a nossa vida floresça e dê muito fruto, para revelar ao mundo que só o Senhor é Deus. Em nome do nosso amado Redentor, nós Te pedimos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, bom perfume de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Números17 #RPSP

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Números 16 – Rosana Barros
27 de agosto de 2025, 0:45
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“E disse à congregação: Desviai-vos, peço-vos, das tendas destes homens perversos e não toqueis nada do que é seu, para que não sejais arrebatados em todos os seus pecados” (v.26).

A incredulidade de Israel, frente ao relatório pessimista dos dez espias, causou-lhe a danosa consequência de um longo período de quarenta anos no deserto. Inconformados com o resultado de sua desobediência, Corá, Datã e Abirão, com mais duzentos e cinquenta “varões de renome” (v.2) do povo, “se ajuntaram contra Moisés e contra Arão” (v.3). Não aceitavam a sentença divina e lançaram sobre seus líderes o pesado fardo da culpa. Pensavam poder assumir a liderança e julgavam ser isso a coisa certa a fazer, usando, inclusive, o nome do Senhor como aval de suas ambições. Uma falsa segurança tomou conta de seus corações endurecidos e, por serem a maioria e a nata da nação, consideraram aquele protesto como o primeiro passo de sua vitória rumo à terra prometida.

Ao mandar chamar Datã e Abirão, Moisés recebeu uma resposta ousada e rebelde, a confirmação de que seriam sempre um estorvo à sua liderança. Pela primeira vez, a Escritura relata uma atitude inversa ao seu caráter manso e pacífico: “Moisés irou-se muito” (v.15). O grande líder, porém, não ousou usar sua ira para ferir seus inimigos, mas confiou na justiça divina. Em contrapartida, ostentando espírito de liderança e exibindo sua predileção entre o povo, “Corá fez ajuntar contra eles [Moisés e Arão] todo o povo à porta da tenda da congregação” (v.19). Todos contra dois! Esse foi o resultado da rebelião causada pelos príncipes do povo.

Imaginem o que Moisés não sentiu ao contemplar todo o povo contra ele. O mesmo Moisés que deixou sua pacata vida de pastor de ovelhas para liderar milhares de milhares pelo deserto; o mesmo que, diante da ira de Deus, ofereceu sua salvação a fim de poupar a vida do povo. Novamente, Deus ameaçou destruir os filhos de Israel. Mas aqueles que tinham o espírito de verdadeiros líderes intercederam por seus irmãos. E, diante da ordem do Senhor, os agitadores, que antes atraíram milhares para junto de si, viram todo o povo afastar-se deles como quem foge de leprosos. Sua ambição, egoísmo e rebeldia haviam contaminado suas famílias e os levaram, a todos, à mesma condenação.

No dia seguinte, um novo tumulto se instalou, e “toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão” (v.41). A morte daquelas famílias foi colocada na conta deles: “Vós matastes o povo do Senhor” (v.41). Não bastasse a tragédia do dia anterior, Israel suscitou algo pior, dando início a uma corrida contra o tempo a fim de cessar a praga do meio do arraial. Após correr “ao meio da congregação” e fazer expiação por ela (v.47), Arão se colocou “em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga” (v.48). A mortandade naquele dia foi de “catorze mil e setecentos, fora os que morreram por causa de Corá” (v.49).

Foi por meio de uma rebelião que Lúcifer iniciou sua obra no Céu, enganando um terço dos anjos. E será por meio de uma rebelião que cumprirá seu portento final, “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Instalado o tumulto nas esferas moral e espiritual, Satanás tem instigado uma atitude de rebeldia, mesmo entre o professo povo de Deus. Notem que a rebelião inicial de Corá envolvia homens de influência, eleitos pela própria nação para serem seus príncipes. Entretanto, Deus desaprovou a conduta e as intenções de todos eles. E nenhum deles — repito, amados — nenhum deles escapou do juízo divino.

A nossa confiança, meus irmãos, deve estar depositada em Deus e em Sua Palavra. Moisés e Arão eram depositários do claro e fiel “assim diz o Senhor”, e, semelhante à sua experiência, os fiéis servos de Deus dos últimos dias têm sofrido a indiferença e a perseguição daqueles que não têm o temor do Senhor. O apóstolo Paulo já nos alertou quanto a isso: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). E, quanto mais o tempo passa, mais difícil tem sido e mais evidente fica que não precisamos ir tão longe para sofrer por causa da nossa fé.

A rebelião de Corá, Datã e Abirão permanece infiltrada na igreja como um veneno letal contra os que agem no mesmo espírito. Envenenam o corpo de Cristo, a si mesmos e suas famílias. A cada manifestação de desobediência obstinada, tomam uma leve dose do mal que os destruirá, caso não mudem de atitude. Infiltrados entre o trigo, muitas vezes não podem ser discernidos, mas perto está o dia em que chegará “a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu” (Ap.14:15). E, semelhante aos duzentos e cinquenta príncipes de Israel, esta será a sorte de quem não se arrepender (v.35).

A maravilhosa graça de Cristo ainda está à nossa disposição, amados. Ele tem intercedido por nós, junto ao Pai, constante e incansavelmente. A praga do pecado tem ceifado a vida de milhares todos os dias. Mas o grande Dia do Senhor se aproxima, quando, finalmente, o nosso Intercessor irá declarar: “cessou a praga” (v.50). Não devemos perder tempo com discussões que não edificam, nem com comparações e competições que desunem o corpo de Cristo, mas precisamos seguir o exemplo de Moisés e Arão, que intercediam pelo povo e confiavam no agir de Deus. Disso depende a nossa salvação, a da nossa casa e a de muitos que esperam ver Jesus em nós. Espero que o capítulo de hoje tenha feito você temer e tremer!

Ó Senhor, nosso Deus, não queremos ser rebeldes como Corá e seus partidários! Não queremos, a esta altura do tempo, estar com o coração endurecido nem com vãs aspirações! Não, Senhor! Queremos, sim, ser guiados pelo Espírito Santo! Ó Deus, Autor e Conservador de toda a vida, salva-nos por Tua graça! E dá-nos, como Moisés e Arão, um coração disposto a amar até mesmo aqueles que nos perseguem! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela maravilhosa graça de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Números16 #RPSP

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Números 15 – Rosana Barros
26 de agosto de 2025, 0:45
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“Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por Deus. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (v.41).

Em cada registro sobre as ofertas que deveriam ser levadas ao Senhor, no tabernáculo, há uma nova descoberta, uma nova percepção acerca dos propósitos divinos. Além de usar o método de repetição a fim de impactar a mente humana com as coisas sagradas, Deus também acrescenta novas informações que ampliam nossos horizontes para a compreensão de verdades e princípios eternos. Não era desejo do Senhor que Israel tomasse apenas para si o privilégio de tê-Lo como Deus, mas que fosse uma nação receptiva a todo estrangeiro que quisesse conhecer e servir ao único Deus verdadeiro: “Como vós, assim será o estrangeiro perante o Senhor” (v.15). Isso me lembra o seguinte texto do profeta Isaías:

“Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao Senhor, dizendo: O Senhor, com efeito, me separará do Seu povo. […] Aos estrangeiros que Se chegam ao Senhor, para O servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte e os alegrarei na Minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:3,6 e 7).

As mesmas leis e os mesmos ritos cerimoniais deveriam ser observados por naturais e estrangeiros. Todos eram iguais perante o Senhor. E, se todos, por ignorância, errassem e não cumprissem “todos estes mandamentos” (v.22), tinham de assumir o erro, levando uma oferta pelo pecado e “um novilho para holocausto” (v.24). O sacerdote faria expiação por toda a congregação, e seriam perdoados. O mesmo critério era usado de forma individual, tanto para o natural quanto para o estrangeiro. A pessoa, porém, que fizesse “alguma coisa atrevidamente” (v.30), injuriando o Senhor e desprezando Sua Palavra, seria eliminada do meio do povo e levaria sobre si sua iniquidade.

Antes mesmo de proferir os Dez Mandamentos no monte Sinai, o Senhor provou Seu povo quanto à observância do sábado. O quarto mandamento já inicia declarando sua pré-existência: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx.20:8). Ao recolherem o maná em dobro na sexta-feira, estavam lançando um firme alicerce espiritual de confiança na provisão de Deus. A morte do homem que colheu lenha no sábado não foi um ato sanguinário e cruel de um Deus tirano. Também não foi um pecado por ignorância, mas o Senhor, que sonda os corações, sabia que, atrevidamente, o homem havia desprezado o mandamento, assumindo a fatal consequência de seu pecado: “Porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).

O capítulo de hoje também menciona as “borlas”, que eram franjas na parte inferior das vestes e serviam como um símbolo, uma lembrança dos mandamentos do Senhor. Foi na borla da veste de Cristo que a mulher com o fluxo de sangue tocou e foi curada (Lc.8:44). Até mesmo na vestimenta, Israel deveria reproduzir a vontade de Deus. Ao contrário do que o mundo tem pregado, o Senhor nos diz: “Não seguireis os desejos do vosso coração, nem dos vossos olhos, após os quais andais adulterando” (v.39). O mundo está sendo tomado por um cristianismo emocional, sustentado pelo fundamento arenoso e instável da vontade humana. O princípio estabelecido por Deus em Sua Palavra, de que todos devem participar da verdadeira adoração, não inclui, em parte alguma, o desejo ou os gostos do coração humano. Aquele que detalhadamente definiu como deveria ser adorado pelo antigo Israel é o mesmo que concedeu à Sua igreja militante o conhecimento profético para os últimos dias.

Segundo Ellen White, o mesmo princípio é aplicado na igreja de Deus, hoje. Ela escreveu:

“A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade, por Ele dotada de poder para fazer uma obra especial; e se ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nela habitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar ao Senhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor” (Minha Consagração Hoje, CPB, p.249).

Para cada filho de Deus, há um chamado. Para cada um de nós, há um ou mais dons a serem multiplicados. Mães, assumam sua sagrada obra; vasculhem os Testemunhos como em busca de um tesouro perdido; pela graça de Deus, pratiquem os ensinos ali contidos, na certeza de que o Senhor lutará por vocês e salvará seus filhos (1Tm.2:15). Pais, há uma vasta coleção de conhecimento à sua disposição; vocês possuem uma grandiosa obra a executar como sacerdotes do lar; desviem-se do exemplo de Eli (1Sm.2:29). Filhos, o dever de vocês consiste em honrar a Deus e sua família; procurem dominar suas paixões, buscando ao Senhor como Daniel, que três vezes ao dia se punha de joelhos em meio à ímpia Babilônia (Dn.6:10); procurem fugir das tentações, à semelhança de José, que fugiu da oferta sensual da mulher de Potifar (Gn.39:12).

Depositemos, hoje, amados, a nossa vida e a nossa família no altar do Senhor! Esta, certamente, é uma oferta “de aroma agradável ao Senhor” (v.14).

Senhor, nosso Deus, somos limitados e nossa natureza pecaminosa muitas vezes nos coloca em encrenca. Se pecamos contra Ti por ignorância, que se cumpra a Tua Palavra de que o Senhor não leva em conta os tempos da ignorância. Perdoa-nos e ajuda-nos a não pecar contra Ti, pelo poder que há no sangue do nosso Salvador! O que seria de nós se a salvação pertencesse somente a Israel, Senhor? Mas o Senhor nos chamou para Si e nos adotou como filhos legítimos por meio de Cristo. Muito obrigado, Paizinho querido! Coloca em nosso coração as borlas da fidelidade e da obediência à Tua Palavra, porque nós Te amamos. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#Números15 #RPSP

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Números 14 – Rosana Barros
25 de agosto de 2025, 0:45
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“O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações” (v.18).

A incredulidade tomou conta de todo o acampamento. Decididos a retornar ao Egito sob as ordens de um novo capitão, os filhos de Israel lançaram mão de pedras com o objetivo de dar fim a Moisés, Arão e aos dois espias que ameaçavam os seus planos. O Senhor, no entanto, Se manifestou em defesa de Seus servos e para declarar o veredicto contra a nação que O afrontou por “dez vezes” (v.22). Foi dito que, a partir de Moisés, Deus suscitaria um “povo maior e mais forte” (v.12), concedendo à sua descendência a herança que Israel havia desprezado. A reação do provado líder, porém, manifestou em seu caráter a misericórdia e o amor do divino Oleiro. Intercedendo pelo povo, ele rogou ao Senhor que o perdoasse mais uma vez.

O perdão não anula a justiça divina, amados. A respeito daquele grande pecado, o Senhor declarou: “Eu lhe perdoei” (v.20), mas não poderia permitir que os filhos de Israel fossem poupados das consequências de sua iniquidade. Os que desprezaram o “assim diz o Senhor” para seguir palavras humanas não entrariam na terra prometida. No entanto, Calebe e Josué entrariam na terra que espiaram, e a sua descendência a possuiria, visto que neles houve outro espírito, e perseveraram em seguir ao Senhor. E ao povo foi dada a ordem de mudar de rumo e caminhar “para o deserto, pelo caminho do mar Vermelho” (v.25). Ou seja, em vez de avançar, Israel deveria retroceder. Iniciava ali a jornada de quarenta anos que deixaria para trás uma geração rebelde e obstinada, suscitando uma geração que tomaria posse da promessa: “Mas os vossos filhos”, disse o Senhor, “[…] farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes” (v.31).

Uma grande confusão se instalou em Israel ao contemplarem a morte dos dez espias “que infamaram a terra” (v.37). Percebendo a gravidade da situação e a seriedade das palavras divinas pronunciadas por Moisés, “levantaram-se pela manhã cedo e subiram ao alto do monte, dizendo: Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado” (v.40). A esse despertar tardio, contudo, veio a perturbadora resposta: “Não subais, pois o Senhor não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos” (v.42). Mais uma vez, Israel não deu ouvidos ao profeta de Deus. E com que angústia de alma sofreu Moisés ao ver a teimosia de um povo retornando ferido e derrotado! Com que agonia viveu o restante de sua peregrinação, sabendo que todo aquele povo, exceto Calebe e Josué, seria consumido no deserto e ali seria sepultado!

Amados, cada cena da jornada de Israel é um chamado de Deus para que o Seu povo do tempo do fim desperte para o tempo de sua peregrinação. À semelhança de Israel, estamos às portas do cumprimento da última promessa. Como Josué e Calebe, Deus tem um remanescente fiel sendo enviado ao mundo, tendo nos lábios e no coração o último clamor. Homens e mulheres que têm sido desprezados e até mesmo ameaçados pelos impenitentes, mas acolhidos e levados a sério pelos humildes de coração. Em tom de maior urgência, o Senhor declara, hoje: “Até quando Me provocará este povo e até quando não crerá em Mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (v.11).

Prestes a cruzar a linha de chegada, às vésperas de encerrar a nossa carreira, em tempo de solene advertência, precisamos de olhos e ouvidos espirituais para, como Josué e Calebe, mantermos firme a nossa fé nAqueleque jamais deixa de cumprir as Suas promessas. Milhares têm aderido à mesma ideia do antigo Israel: “Levantemos um capitão e voltemos para o Egito” (v.4), e, sob a loucura da bandeira humana, desprezam a bandeira vitoriosa do Príncipe Emanuel. Mas o período de graça, que se apressa para o seu limite, não postergará o tempo determinado para o seu fim e, amedrontados pela ruína daqueles que antes seguiram como seus mentores em lugar do que está escrito, os rebeldes passarão por um falso despertar que resultará em frustração e completa derrota. A Palavra do Senhor é bem clara, amados, e precisamos dar ouvidos a fim de permanecermos firmes como Calebe e Josué: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (1Co.5:11).

Se Israel houvesse aceitado a disciplina e a correção do Senhor como oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento do caráter, jamais teria escolhido o lado pessimista dos dez espias. Como temos encarado as provas que enfrentamos? Não pense ninguém que o Senhor poupará alguma iniquidade em Seu juízo final. Ele está separando a escória do ouro e o joio do trigo. Despertemos para “o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2)! A igreja de Deus está sendo sacudida, meus irmãos! E o Espírito Santo está selando os últimos “Josués” e “Calebes”, “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4). Enquanto isso, como Israel subiu ao monte a fim de tentar reaver o tempo de oportunidade desperdiçado, se apressa o tempo em que os que rejeitaram a verdade “andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12).

Prepara-te, Israel de Deus! “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14).

Ó, Pai Eterno, o mundo tem conhecido como desde os primórdios o Senhor tem Se levantado em favor do Teu povo. Como em cada geração, tens conservado filhos fiéis a Ti. Agora que estamos no tempo da última igreja, da última trombeta e do último clamor, rogamos que a Tua força Se engrandeça, pois o Senhor é longânimo e grande em misericórdia, e perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado. Santo Deus, perdoa, pois, a nossa iniquidade, segundo a grandeza da Tua misericórdia e como também tens nos perdoado até hoje! Não queremos passar mais quarenta anos no deserto deste mundo! Não, Pai! Ó, Senhor, queremos ir para o Lar! Faz-nos a geração de Josués e Calebes que estarão vivos para entrar na Canaã celestial! Pelos méritos do nosso amado Redentor, Jesus Cristo, nós clamamos a Ti, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, “Josués” e “Calebes” dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#Números14 #RPSP

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Números 13 – Rosana Barros
24 de agosto de 2025, 0:45
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“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).

Os filhos de Israel finalmente estavam chegando às portas da terra prometida. Todo o sofrimento passado recebeu uma dose de doce alívio ao avistarem os doze príncipes de Israel a caminho da missão de espiar a terra. Imagino quão grande era a expectativa do povo. Como seria, afinal, a terra da liberdade? Teria lugar suficiente para todos? “Vede a terra” (v.18) foi a ordem inicial de Moisés para os doze espias, a fim de que retornassem ao acampamento com todas as informações possíveis. “Tende ânimo” (v.20) foi sua ordem final, para que, independentemente do que vissem, permanecessem confiantes no poder de Deus e na fidelidade de Sua promessa.

Aqueles homens “subiram e espiaram a terra” (v.21). Eles viram uma terra com dimensões a perder de vista, montanhas verdejantes e campos e mais campos dos quais brotavam as riquezas da flora local. Viram também as cidades fortificadas, os moradores que exibiam o vigor da saúde e alguns com estatura que se assemelhava à de nossos primeiros pais. Era, sem dúvida, um lugar de tirar o fôlego, principalmente do ponto de vista de quem havia saído do cativeiro para o deserto. Porém, mesmo diante das maravilhas de Canaã e carregando um único cacho de uvas sobre os ombros de dois deles, os espias retornaram com seus corações tomados de medo, descartando por completo a possibilidade de Israel conquistar aquele lugar.

Dois deles, no entanto, Calebe e Oseias (a quem Moisés chamou Josué), tendo as manifestações de Deus e Seu cuidado constante para com Israel bem fixos na mente, estavam dispostos a enfrentar e contra-argumentar o pessimismo de seus outros companheiros. “Ao cabo de quarenta dias” (v.25), eles retornaram ao acampamento. Dez dos espias iniciaram seu discurso, a princípio, com inegáveis indícios da realidade de que verdadeiramente era uma terra que manava “leite e mel” (v.27). Isso eles não podiam negar. Contudo, a continuação de suas notícias começou a mudar a feição dos filhos de Israel; em questão de segundos, eles passaram da alegria para o desespero. Percebendo o resultado do “noticiário” daqueles príncipes, Calebe “fez calar” (v.30) a todos e, a plenos pulmões, gritou o brado da vitória: “Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).

Diante de dez reclamações e duas defesas, Moisés estava diante da maior sedição que ocorreria em Israel, superando até mesmo a idolatria no Sinai. E aquela geração selaria seu destino final como errantes pelo deserto. Um dia, amados, Deus enviou a este mundo o Seu Filho unigênito. Jesus nasceu, viveu e morreu para que você e eu fôssemos libertos do cativeiro do pecado e para que, muito em breve, possamos passar do deserto desta vida para o gozo da Terra que Ele prometeu nos preparar (Jo.14:1-3). O antigo Israel estava prestes a provar o antegozo da eternidade. Estava às vésperas de entrar no lugar que poderiam chamar de lar. Mas, ao escolher dar ouvidos às palavras de depreciação e dúvida acerca da promessa divina, toda uma geração cairia no deserto sem avançar um passo sequer em direção a Canaã.

O apóstolo Pedro nos advertiu de que, nos últimos dias, surgiriam muitos “escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe 3:3-4). Estamos, meus irmãos, buscando, com súplicas, a força, a resistência e a fé de Josué e Calebe? Eu não sei quanto a vocês, mas eu estou cansada! Sinto minha fragilidade aflorar a cada passo que dou neste mundo escuro. Percebo que o grande conflito está sendo decidido em cada coração. Um Armagedom individual está acontecendo na minha e na sua vida. E de que lado nós estamos? Daqueles que desistem porque julgam difícil alcançar a promessa? Que olham para as dificuldades, esquecendo-se do poder de Deus? Ou daqueles que confiam nos méritos de Cristo, que conquistou nossa vitória na cruz do Calvário?

Seja esta a minha e a sua oração neste dia:

Ó, Deus Todo-Poderoso, nestes momentos finais que antecedem a nossa entrada no Lar eterno, reveste-nos com a Tua armadura e faz-nos Calebes atuais, que farão soar a todas as nações da Terra o último brado da vitória! Te oramos, em nome de Cristo Jesus, Amém!

Eis a resposta de Jesus neste tempo tão difícil:

“A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, aperfeiçoados no poder de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Números13 #RPSP

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Números 12 – Rosana Barros
23 de agosto de 2025, 0:45
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“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (v.3).

De todas as virtudes do Espírito Santo, a mansidão ganhou destaque na vida de Moisés, uma prova inequívoca da transformação realizada por Deus em sua vida. Aquele que matou um egípcio e o enterrou na areia, e que enxotou sozinho os algozes das filhas de Jetro, revelou que a influência da comunhão com Deus produz o divino fruto no caráter. Moisés tornou-se, portanto, um padrão de mansidão. Seu tato para com o povo era sempre pacífico, e suas palavras, ainda que por vezes de advertência, eram carregadas de uma santa paz. A atmosfera que o cercava promovia um respeitoso temor entre o povo, e ninguém ousava duvidar de sua eleição divina. Ninguém, exceto pela inveja e cobiça de seus próprios irmãos.

Escolhido como chefe espiritual da nação e sumo sacerdote do templo de Deus, Arão era responsável por reger as atividades no santuário. Junto com Miriã, ele viu em Zípora, mulher de Moisés, a desculpa para alimentar seus amargos sentimentos. A liderança mosaica despertou neles a insatisfação de terem que se submeter a seu irmão mais novo. É provável que Miriã tenha sido quem instigou a dúvida e semeou a intriga no coração de Arão. O castigo que lhe foi aplicado parece apontar para isso e, por sete dias, “detida fora do arraial”, ali permaneceu, “e o povo não partiu enquanto Miriã não foi recolhida” (v.15).

Além de enfrentar, todos os dias, os ânimos acalorados do povo, Moisés teve de lidar com a sedição de seus próprios irmãos. Instigado por Miriã, Arão poderia ter resistido às suas ruins suspeitas, mas, semelhante à sua fraqueza ao confeccionar o bezerro de ouro, permitiu ser novamente influenciado. Convocados pelo Senhor para um encontro particular, os três irmãos foram à tenda da congregação. Primeiro, Deus separou Moisés de seus irmãos, chamando apenas Arão e Miriã para que se apresentassem diante dEle. O sofrido líder foi ali poupado da conversa que resultou na lepra de sua irmã. Por um instante, quem sabe, eles tenham cogitado que Deus os estava prestigiando ao chamá-los primeiro. Mas quão grande deve ter sido o temor de seus corações ao perceberem a indignação do Senhor.

A respeito do protesto dos irmãos, “o Senhor o ouviu” (v.2). Nada há encoberto que o Senhor não tenha conhecimento, amados. Antes mesmo que aquele comentário, inicialmente tímido, se revertesse em mais um fardo sobre Moisés e em resultados desastrosos para os próprios envolvidos, Deus cuidou de cortar o mal pela raiz. Moisés não era somente um profeta, mas um amigo do Senhor. “Boca a boca” (v.8) e face a face o Senhor lhe falava. Arão e Miriã sentiram suas faces empalidecerem diante do questionamento divino: “Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (v.8). E, diante da praga instantânea de Miriã, rogando a Moisés que intercedesse por ela, Arão só pôde concluir: “Loucamente procedemos e pecamos” (v.11).

Sutilmente, o inimigo lança mão de seus agentes humanos para instigar a inveja, a intriga e a dissensão. Diálogos duvidosos, conversas influenciadoras e comentários maldosos dão o início à contenda entre irmãos. Eis um problema que não escolhe classe social, grau de parentesco ou idade. Basta haver duas pessoas unidas na mesma disposição de criticar alguém para que rapidamente sejam submetidas a um “júri popular”. Este tem sido um dos principais agravantes da queda espiritual na igreja de Deus, uma das estratégias mais eficazes e bem-sucedidas de Satanás. Enquanto ele distrai o professo povo de Deus em conflitos internos, há multidões perecendo, famintas da Palavra e do amor de Cristo, por meio daqueles que, como Moisés, deveriam estar refletindo o caráter divino.

Ouso afirmar que este é um dos capítulos mais importantes deste livro, apesar de ser um dos menores. Nele, podemos perceber, entre tantas outras lições: o perigo da intriga; a dura realidade de que, por vezes, inimigos podem se levantar de onde menos imaginamos; que Deus não tolera a inveja e a maledicência; mas também percebemos como vale a pena ser fiel a Deus e fazer a Sua vontade; que a mansidão vence a ira; e que a oração em favor dos que nos perseguem pode promover perdão e restauração. Ó, amados, há um mundo que geme com grandes dores espirituais, físicas e emocionais! Perderemos tempo e colocaremos em risco nossa salvação e a de outros para reclamar posições e direitos que não nos pertencem? Gastaremos os instantes finais que ainda temos alimentando nossa natureza carnal? Ou, como Moisés, nos submeteremos à influência do Espírito Santo para que Ele molde nosso caráter para a glória de Deus? A maledicência, meus irmãos, é uma lepra cujas chagas consomem a alma, condenando-a à ruína eterna! Deus nos livre deste terrível mal!

Ó Deus, rogo-Te, que o Senhor cure o Teu povo desta praga maldita e o recolha de volta ao Teu aprisco como povo purificado e mui manso! Que perseveremos, através do estudo da Tua Palavra, todos os dias, em aprender de Jesus, que é manso e humilde de coração. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5). 

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, mansos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Números12 #RPSP

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