Reavivados por Sua Palavra


Levítico 06 – Rosana Barros
21 de julho de 2025, 0:45
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“E o sacerdote fará expiação por ela diante do Senhor, e será perdoada de qualquer de todas as coisas que fez, tornando-se, por isso, culpada” (v.7).

Diferente dos pecados ocultos ou dos pecados por ignorância, o Senhor também estabeleceu um tipo de sacrifício para os pecados voluntários. Até mesmo para pecados praticados com dolo, por vontade e escolha do pecador, há provisão para o perdão. Diante disso, éinteressante quando pessoas julgam que o Deus do Antigo Testamento é diferente do Deus do Novo Testamento. Alegam que o primeiro é rigoroso e impiedoso, um Deus tirano e irado; enquanto o último é manso e pacífico, um Deus piedoso e misericordioso. Não acredito que nenhum de nós avalie Deus Pai desta forma, mas considero válido analisarmos este ponto de vista à luz das Escrituras.

Bem, até aqui estudamos sobre a forma como Deus lidou com o pecado de Adão e Eva, como os procurou, lhes falou com paciência, prometeu libertação e como os vestiu e perdoou. Vimos Noé pregando por mais de uma centena de anos para que o mundo se arrependesse. Vimos Abraão, chamado como patriarca da nação eleita de Deus, mentindo e agindo por conta própria, mas sendo perdoado e amado pelo Senhor. Vimos Isaque sendo poupado da morte. Vimos Jacó sendo redimido e abençoado. Vimos José na corte egípcia e como Deus usou sua vida como uma bênção até mesmo para aquela nação pagã. Vimos a misericórdia divina atuando dez vezes no Egito a fim de chamar a atenção daquele povo. Estamos estudando sobre a paciência do Senhor com Seu povo murmurador. Então, vemos que Ele proveu um lugar de adoração onde Ele pudesse habitar no meio do Seu povo.

A respeito do Senhor, Moisés exclamou: “Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êx.34:6). O salmista Davi declarou: “Pois a Tua misericórdia se eleva até aos céus, e a Tua fidelidade, até às nuvens” (Sl.57:10). Mesmo diante da apostasia de Israel, o profeta Miqueias encerrou o seu livro exaltando a misericórdia de Deus: “Quem, ó Deus, é semelhante a Ti, que perdoas a iniquidade e Te esqueces da transgressão do restante da Tua herança? O Senhor não retém a Sua ira para sempre, porque tem prazer na misericórdia” (Mq.7:18). O apóstolo João escreveu o poderoso resumo do amor de Deus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). E Jesus mesmo afirmou: “Não crês que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo.14:10).

O mesmo Deus que lidou com Israel com tanta paciência e lhe ofertou tantas oportunidades de arrependimento, é o mesmo que “Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo.1:14). Em um só versículo, percebemos a compreensão do apóstolo, inspirado pelo Espírito Santo, sobre a ligação entre a vinda de Jesus e o santuário. “O Verbo Se fez carne” (pátio onde acontecia o sacrifício), “cheio de graça e de verdade” (lugar Santo), “e vimos a Sua glória” (lugar Santíssimo). Percebem, amados? Em cada sacrifício, no fogo que não se apagava, nas ofertas de manjares, nas coisas santas, estava escrito o amor incondicional de Deus pela humanidade.

O Senhor nos diz hoje: “Não temas; Eu sou o Primeiro e o Último” (Ap.1:17). Ele é o Deus do Antigo e o Deus do Novo. O Deus das Escrituras. O mesmo Deus, que não muda (Ml.3:6) e “em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg.1:17). Se você pecou conscientemente e acha que não há perdão para você, lembre de quantas vezes a misericórdia do Senhor alcançou a nação rebelde de Israel. Lembre-se de Zaqueu que roubava seu próprio povo de forma premeditada, mas que agarrou a oportunidade dada por Jesus e não a deixou passar. Você é amado(a) pelo Deus vivo! Jesus morreu por você! Abra a porta e deixe Ele entrar! “Porque o Filho do Homem [ou seja, Aquele que Se identifica com você e que conhece as suas lutas] veio buscar e salvar o perdido” (Lc.19:10).

Nosso amado Deus e misericordioso Pai, nossa gratidão a Ti por Tua bondade que nos conduz ao arrependimento, por Teu perdão, por Teu amor longânimo para conosco! Louvado seja o Teu santo nome! Quantas vezes, Senhor, temos pecado de forma consciente e pensamos não haver chance para nós. Há um inimigo que constantemente nos acusa e que tenta nos convencer de que não há mais saída. Mas, como Zaqueu, nós queremos subir no sicômoro da esperança e descer para cear Contigo e Tu conosco. Que o Teu perdão promova em nós a salvação em Cristo Jesus e o desejo e o poder do Espírito de não mais ferir o Teu coração! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, perdoados e salvos em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Levítico06 #RPSP

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Levítico 05 – Rosana Barros
20 de julho de 2025, 0:45
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“Será, pois, que, sendo culpado numa destas coisas, confessará aquilo em que pecou” (v.5).

Havia uma necessidade urgente de ensinar aos filhos de Israel a triste condição de que o pecado faz separação entre o homem e Deus (Is.59:2). Os sacrifícios, a intercessão dos sacerdotes e a manifestação da glória de Deus deveriam ser para os pecadores a revelação do Messias, o roteiro do plano da salvação. Cada tipo de sacrifício tinha sempre o objetivo final de salvar do pecado e purificar o pecador. Os pecados, ainda que fossem ocultos, precisavam ser confessados diante do Senhor e expiados com sacrifício. Eram as ofertas pela culpa e pelo pecado.

Na segunda parte do capítulo, encontramos o sacrifício pelo sacrilégio ou prejuízo quanto às “coisas sagradas do Senhor” (v.14). Se houvesse qualquer tipo de dano às coisas do santuário, mesmo que sem a intenção de cometê-lo, era necessário o sacrifício e a restituição da quinta parte do valor envolvido. Transgredir “os mandamentos do Senhor”, ainda que não o soubesse, recebeu um grau ainda maior de culpa, constituindo “iniquidade” (v.17). Esta oferta revela a importância que o Senhor dá aos Seus mandamentos, em não eximir ninguém que os transgrida. Foi pelas nossas transgressões que Cristo morreu em nosso lugar. Seus mandamentos constituem a lei régia do Universo e serão a base legal no dia do juízo (Tg.2:12).

Em todos estes casos há a conclusão indiscutível do desejo de Deus em estender o Seu perdão à humanidade. Mas há também claros recados de que nem a ignorância e nem o que é oculto exime o pecador de ir em busca do perdão. Na caminhada cristã, o humano precisa cooperar com o divino. Não eram as ofertas em si que operavam a remissão do pecador, mas a sua intenção ao ofertá-las. Existe hoje uma necessidade absurda por divulgação da imagem. As redes sociais estão cheias de aparência, enquanto a realidade da maioria absoluta grita por socorro. E, infelizmente, amados, muitos que se dizem cristãos acabam piorando a situação tornando-se “viralizadores” do pecado alheio.

Uma das funções das ofertas era a confissão de pecados. A verdade precisava ser dita diante do Onisciente. Isto não significava que o pecador tinha de confessar os seus pecados diante de todos, e sim diante de Deus e do sacerdote oficiante. Mas todas as vezes em que um filho de Israel carregava a sua oferta a caminho do tabernáculo, ele precisava atravessar parte do acampamento até chegar lá. Somos todos pecadores e carecemos da graça de Deus. A mesma atitude que o Senhor esperava de Israel, Ele espera de nós hoje. Que quando virmos nossos irmãos indo ao Senhor em busca de perdão, possamos nos compadecer e cooperar com o Espírito Santo no processo de resgate. No que estiver ao nosso alcance, encaminhemos o errante aos pés do Salvador.

Mesmo sem essa intenção, os algozes da mulher adúltera a levaram ao melhor lugar do mundo. Enquanto o seu pecado era divulgado nas “redes sociais” de Israel, Jesus manteve o silêncio e escreveu, em lugar em que facilmente seriam apagados, os pecados de seus acusadores. Ali ela não encontrou palavras condenatórias, mas o perdão de um Deus que a amava incondicionalmente. Pode ser que você esteja passando por situação semelhante. Pode ser que você não tenha encontrado braços que lhe amparem, mas dedos que lhe acusam. Saiba que, ainda assim, há um Deus que está bem perto de você e que as pedras que lhe ameaçam a vida não têm mais poder do que a Rocha da vida eterna que, agora, te diz: “Nem Eu tampouco te condeno; vai e não peques mais” (Jo.8:11). Se você aceitar, Jesus lhe dará uma nova vida com Ele.

Nosso Pai Celestial, nossa natureza é má e tendenciosa para o pecado, mas, ainda assim, o Senhor nos amou a ponto de enviar Teu Filho amado para morrer por nós, sendo nós ainda pecadores. Obrigado, bom Pai! Senhor, perdoa os nossos pecados ocultos e nos ajuda a caminhar Contigo enquanto ajudamos nossos pequeninos irmãos pelo caminho. Que não sejamos acusadores de nossos irmãos, mas guardadores. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, alvos do amor de Deus em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Levítico05 #RPSP

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Levítico 04 – Rosana Barros
19 de julho de 2025, 0:45
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“… e o sacerdote por eles fará expiação, e eles serão perdoados” (v.20).

Sabemos que o pecado surgiu da rebelião de um anjo de luz que ambicionou ser “semelhante ao Altíssimo” (Is.14:14). E, por sua maldade, semeou discórdia no coração de terça parte dos anjos (Ap.12:7) e fez cair os nossos primeiros pais (Gn.3:6). A essência do pecado sempre será a maldade, a corrupção. Mas nem sempre o pecado é gerado pela vontade de cometê-lo. Muitos, e até líderes religiosos, como no caso dos sacerdotes no capítulo de hoje, cometem pecados “por ignorância” (v.2). Ou seja, pecados não intencionais. O termo usado para pecado, neste caso, é uma palavra hebraica que significa “errar o alvo”.

Diferente da raiz hebraica para iniquidade, que significa pecado deliberado, em que alguém sabe que está em pecado, mas escolhe permanecer nele, o pecado por ignorância ou não premeditado, apesar de não ser doloso, não deixa de ser pecado, e Deus concedeu aos Seus filhos uma provisão especial a fim de que houvesse expiação para este fim específico. Os sacerdotes, a nação, seus príncipes e cada indivíduo eram chamados a oferecer aqueles sacrifícios quer seus pecados fossem ocultos ou notórios à coletividade. Através destes sacrifícios, do reconhecimento de que precisavam do auxílio e perdão de Deus a fim de ensiná-los a andar pelo caminho correto, os filhos de Israel adquiriam uma fé sólida e, a cada passo, seriam ensinados a fazer diferença entre o santo e o profano.

Os sacrifícios pelos pecados por ignorância nos ensinam duas lições de cunho espiritual extremamente relevantes: primeiro, que não há desculpas para o pecado, pois “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Pecado é pecado, não importa se culposo ou doloso. E segundo, que Deus deseja nos estender o Seu perdão mesmo por pecados que cometemos sem saber. Creio que o texto a seguir resume bem o desejo do Senhor em nos reconduzir ao alvo: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Precisamos do Espírito Santo a nos guiar pelo caminho, a fim de que nossos tropeços e quedas não sejam fatais.

O objetivo final destes sacrifícios era o perdão, como percebemos nas expressões: “e eles serão perdoados” (v.20); “e este lhe será perdoado” (v.26); “e lhe será perdoado” (v.35). Amados, cada dia o Senhor nos convida a irmos ao pé da cruz e ali oferecermos o sacrifício de um coração contrito e desejoso em fazer a Sua vontade. Através das Escrituras, o Espírito Santo tem nos ensinado, nos repreendido, nos corrigido e nos educado na justiça (2Tm.3:16). Temos nós aceitado ouvir a Sua voz a nos conduzir pelo caminho? Infelizmente, enquanto estivermos na condição vulnerável de pecadores, corremos o risco constante de errar o alvo. Mas para todo filho e filha de Deus que diariamente dedica a vida no altar do Senhor, há uma maravilhosa notícia: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At.17:30).

Cristo Jesus está de braços abertos para nos receber e interceder pelos nossos pecados. Enquanto a graça ainda nos está disponível, corramos ao encontro dAquele que já realizou por nós o perfeito sacrifício. O fato de o Senhor não levar “em conta os tempos da ignorância” não significa que devemos permanecer ignorantes, mas que, diligentemente, como herdeiros do Reino eterno, devemos seguir os passos dAquele que sofreu em nosso lugar (1Pe.2:21). Pois “todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus [Jesus Cristo] o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18).

Pai de amor e misericórdia, a nossa natureza pecaminosa nos coloca em constante apuro, mas nós confiamos na fidelidade da Tua Palavra, que nos promete que Cristo é capaz de nos perdoar e de nos purificar de toda injustiça. Louvado seja o Senhor por tão grande salvação! Faz-nos novas criaturas em Cristo Jesus, mediante o lavar renovador e restaurador do Espírito Santo! Faz-nos mais semelhante a Jesus a cada dia, Pai! Perdoa-nos e purifica-nos para que a nossa vida Te glorifique! Em nome de Jesus, Amém!

Feliz sábado, nascidos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Levítico04 #RPSP

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Levítico 03 – Rosana Barros
18 de julho de 2025, 0:45
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“Se a oferta de alguém for sacrifício pacífico, se a fizer de gado, seja macho ou fêmea, oferecê-la-á sem defeito diante do Senhor” (v.1).

Os sacrifícios pacíficos eram sacrifícios voluntários, uma espécie de oferta de gratidão. Poderiam, também, ser uma oferta votiva, ou seja, para o cumprimento de algum voto feito pelo adorador a Deus. Em todo caso, havia um coração grato e feliz por trás de cada sacrifício pacífico. Mas é necessário e muito importante que compreendamos a ordem das ofertas mencionadas desde o primeiro capítulo deste livro. Em primeiro lugar, Deus inspirou Moisés a escrever sobre os holocaustos, as ofertas que precisavam ser completamente queimadas; símbolo de uma vida inteiramente entregue a Deus e morta para o pecado. Depois, temos as orientações acerca das ofertas de manjares; símbolo de uma vida missionária cheia do Espírito Santo. E então, temos os sacrifícios pacíficos; símbolo da alegria e do amor que o verdadeiro adorador tem pelo Senhor.

Sabem, amados, é muito fácil nos perdermos na leitura da Bíblia porque simplesmente não entendemos os detalhes ali contidos. O capítulo de hoje é um exemplo disso. É a gordura das entranhas que precisa ser queimada, é “o redenho sobre o fígado com os rins” (v.4) que precisam ser tirados; e acabamos perdendo o principal, que é o desejo do Senhor em nos instruir através de Sua preciosa Palavra. O conhecimento teológico é importante e é válido, mas ele não pode jamais estar acima do conhecimento relacional com o Deus da Palavra. Tem você ouvido a voz de Deus através do estudo diário da Bíblia? Seu coração arde ao entrar em contato com o Livro dos livros? Você tem oferecido a Cristo a oferta pacífica da comunhão diária com Ele?

Percebam que os sacrifícios, além de suas especificações sobre como deveriam ser oferecidos, também havia a clara ordenança de que não poderiam apresentar qualquer tipo de defeito. Nenhuma mancha ou deformidade física poderia haver. Deveriam ser “sem defeito diante do Senhor” (v.1). Se fôssemos analisar essa exigência olhando para nós – que precisamos apresentar diante do Senhor uma vida sem defeito algum – poderíamos agora mesmo entrar em desespero. Mas nós somos convidados, meus irmãos, a ofertar ao Senhor a nossa vida “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:2). Como Davi, podemos ofertar ao Senhor a nossa vida escondida em Cristo e, pela fé, declarar: “Pois tudo vem de Ti, e das Tuas mãos Te damos” (1Cr.29:14).

Parece até clichê dizer que Jesus é o supremo sacrifício pacífico, pois Ele Se entregou por nós, e fez isso por amor e pela alegria em nos salvar. Parece que a mensagem da cruz foi substituída pelo “status” da luz. As pessoas não vão mais à igreja em busca de uma decisiva mudança de vida, mas atraídas pelos holofotes de uma adoração emocional e rasa. Troquem as músicas apelativas pela oração e pela súplica, e as pregações covardes por um cortante e assertivo “assim diz o Senhor”, então veremos genuínas conversões como sacrifícios pacíficos “de aroma agradável ao Senhor” (v.5). Enquanto estivermos lidando com o pecado como se fosse algo pequeno, quando ele cobra de cada um de nós um preço fatal, continuaremos aqui neste mundo, tendo aparência de piedade, mas sem poder algum.

Amados, a chama do Espírito Santo precisa aquecer o nosso coração todos os dias, e, pela justiça de Cristo, consumir toda a escória do pecado e nos tornar ofertas pacíficas a Deus. Não adianta termos o título de cristãos se Cristo não for o primeiro e o último em nossa vida. Em nome de Jesus, lembremos das palavras inspiradas de Davi: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Não espere um reavivamento coletivo enquanto você mesmo não o busca. Moisés precisou de quarenta anos na solidão entre as ovelhas até que Deus o capacitasse para a missão de liderar Israel. Não limite a atuação do Espírito Santo a um culto de uma hora na igreja. Se você não O buscar todos os dias na solidão de seu retiro de comunhão, como espera reconhecer a Sua voz quando Ele finalmente lhe chamar para a missão?

O Espírito do Senhor apela ao seu coração, hoje, para que você persevere na oração e no estudo das Escrituras. Que nada seja mais importante em sua vida do que a comunhão com Seu Pai e Amigo. Conhecer a Deus e a Jesus é vida eterna (Jo.17:3). E esse conhecimento só pode ser obtido mediante uma vida de relacionamento com Deus, que permite a ação constante e transformadora do Espírito Santo. Portanto, “quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).

Nosso amado Pai, entregamos em Tuas mãos a nossa vida, como oferta voluntária e pacífica, em reconhecimento de quem Tu és e do que tens feito por nós! Mas o que temos a te oferecer é um coração podre, Senhor, que para nada presta, a não ser que seja miraculosamente trocado por um novo coração. Nós cremos que o Teu Espírito pode realizar esse milagre e nós suplicamos que Ele realize essa cirurgia cardíaca espiritual em nós! Abre os nossos olhos para a realidade de que todos somos miseráveis, infelizes, pobres, cegos e nus, por isso necessitamos da justiça de Cristo. Seja Cristo a nossa Justiça, Pai, então, seremos aceitos por Ti no Amado. Nós Te amamos e aguardamos com esperança o Teu retorno! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, ofertas pacíficas ao Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Levítico03 #RPSP

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Levítico 02 – Rosana Barros
17 de julho de 2025, 0:45
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“Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal” (v.13).

As ofertas de manjares, assim como os holocaustos, eram queimadas no altar, como “aroma agradável ao Senhor” (v.2). Mas, ao contrário da queima total dos holocaustos, apenas uma porção dos manjares era queimada no altar. Porém, o fermento e o mel não eram queimados. Esses dois produtos poderiam até ser ofertados para o consumo dos sacerdotes, mas não poderiam ser queimados como oferta agradável ao Senhor. O fermento, sabemos que é símbolo do pecado, mas a referência quanto ao mel não tem explicação bíblica. Alguns estudiosos, porém, defendem a tese de que o mel simboliza os prazeres da carne, os desejos do homem carnal.

Outro produto em destaque é o azeite. Assim como o sal, toda oferta de manjares tinha a presença do azeite. O azeite é símbolo do Espírito Santo. Se o holocausto representava a oferta integral do pecador a Deus, a oferta de manjares representava o segundo passo, que é a prática da mordomia. Uma parte era queimada ao Senhor e o restante era “de Arão e de seus filhos” (v.3). Não poderia haver verdadeiro holocausto se logo após não viesse a oferta de manjares, uma dádiva de gratidão. Assim como a oferta de manjares sem holocausto não passava de salvação por obras. Portanto, a entrega total do coração a Deus sempre resulta em fidelidade e generosidade, gerados pela gratidão em reconhecer a Deus como Doador e Mantenedor da vida e pela constante atuação do Espírito Santo.

Já o sal era símbolo de aliança, de conservação, representava algo tão especial que de modo algum poderia faltar em nenhuma oferta de manjares. Jesus disse que Seus discípulos são o “sal da terra” (Mt.5:13). Ora, o que faz o sal além de conservar, amados? Ele torna conhecido o sabor do alimento. Ou seja, o mundo conhecerá a Palavra de Deus (o sabor do alimento), se você for um genuíno cristão (o sal). As palavras têm poder, mas não têm o mesmo impacto do exemplo. Ser cristão é ser imitador de Cristo. É Ele que nos “tempera”. Não somos nós, mas a obra dEle em nós! Porque “nEle vivemos, nos movemos, e existimos” (At.17:28).

Analisemos as palavras de advertência de Cristo com relação ao fermento: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é hipocrisia” (Lc.12:1). A palavra hipócrita deriva do grego “hypokrités”, que significa “sob a máscara”, palavra usada para os atores de teatro da época. O seu significado fica ainda mais claro nas seguintes palavras de Jesus: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3). Já ouviram aquele ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Pois bem, este é o resultado na vida de todo aquele que tem um bom discurso, mas que não passa disso. Nossa vida precisa estar escondida em Cristo, como o sal está “escondido” no alimento. O sal é importante, mas ninguém em sã consciência vai provar o alimento e elogiar o sal. Percebem?

Quando entregamos a nossa vida inteiramente a Cristo, o Espírito Santo inicia uma obra que só terá perfeito cumprimento no Dia do Senhor. É um processo diário e que requer de nós uma íntima comunhão com Deus. Uma vida entregue à vontade divina fala mais do que muitos sermões. Não é, porém, o que fazemos, mas o que o Espírito de Cristo opera em nós que faz a diferença. Não tem sido fácil viver em uma época de tantos desafios, com tantas distrações. Mas podemos confiar na promessa de Jesus, quando disse: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20).

Como as ofertas de manjares só eram aceitas com sal e azeite, seja a nossa vida uma oferta “de aroma agradável ao Senhor” (v.9), temperada com o azeite do Espírito Santo e com o sal de uma vida cristã relevante e coerente. Que Deus, por Sua graça e misericórdia, nos ajude!

Nosso Deus e Pai, nós Te louvamos pela promessa de que o Senhor sempre estará conosco por meio do Teu Espírito! Estamos vivendo tempos difíceis, Pai. Mas desejamos temperar a vida das pessoas ao nosso redor com as Tuas boas-novas de salvação. Ajuda-nos, por Tua graça e misericórdia, a sermos sal da Terra, cheios do Espírito Santo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, sal da Terra!

Rosana Garcia Barros

#Levítico02 #RPSP

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Levítico 01 – Rosana Barros
16 de julho de 2025, 0:45
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“E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação” (v.4).

O terceiro livro de Moisés foi escrito como um manual de relacionamento com o Senhor e uns com os outros. Seu título indica o chamado de Deus para a tribo de Levi, tanto para o sacerdócio, através da descendência de Arão, quanto para os demais serviços do tabernáculo. E a primeira orientação dada a Moisés quanto aos rituais do santuário foi sobre os holocaustos. Certamente esta era a principal forma de oferta, a que era queimada por completo. O livro já inicia com uma lição de integridade. Antes de consumar o sacrifício, o homem colocava a sua mão sobre a cabeça do animal, representando a substituição, confessava os seus pecados e participava da imolação junto com o sacerdote. Só depois o sacerdote prosseguia sozinho, fazendo a expiação pelo pecador como um símbolo do sacerdócio de Cristo.

O fato de haver “holocausto de gado” (v.3) até “holocausto de aves” (v.14) indica o cuidado de Deus para com todos, incluindo ricos e pobres na adoração. Quando José e Maria foram apresentar o bebê Jesus no templo, levaram, segundo o que está escrito, “um par de rolas ou dois pombinhos” (Lc.2:24), visto que as suas posses não lhes permitiam levar um cordeiro (Lv.12:8). Assim, não apenas o holocausto, mas cada oferta específica incluía a participação de todos. Todavia, os sacrifícios não passavam de símbolos que deveriam representar o mais profundo desejo de corações entregues à vontade de Deus. O salmista Davi bem descreveu o que realmente o Senhor deseja de Seus filhos:

“Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos pelo pecado não requeres. Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a Tua lei” (Sl.40:6-8).

Há uma ruptura entre o Céu e a Terra, pois os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus (Is.59:2). O “aroma agradável ao Senhor” (v.9), como um tipo do perfeito e suficiente sacrifício de Cristo, revelava a vitória do Messias sobre o pecado e a futura restauração da humanidade com o divino. O que realmente importava naqueles sacrifícios era a entrega do coração a Deus, como está escrito: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Há um abismo de diferença entre entregar o coração a Deus e a máxima “Deus só quer o meu coração”. Percebam que após a entrega do coração vem o agradar-se dos caminhos de Deus. Isto é, um coração convertido é um coração que aceita ser guiado pelo Espírito Santo, em obediência à Palavra de Deus.

Para que sejamos aceitos “perante o Senhor” (v.3), não precisamos mais realizar sacrifícios, mas aceitar o sacrifício de Jesus e Sua perfeita obra de mediação perante o Pai, entregando a nossa vida diante do altar todos os dias. Foi com profundo senso de seus pecados que Davi compôs o Salmo 51, onde declarou: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Também, através de Isaías, “assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15).

Como o holocausto era consumido por inteiro, assim deve ser a nossa entrega pessoal ao Senhor. Não foi sem razão que a primeira virtude espiritual destacada na vida de Jó foi a integridade (Jó 1:1). O Senhor conhecia o caráter íntegro de Seu servo. O coração de Jó era um verdadeiro holocausto que ardia diariamente “perante o Senhor” (v.5). Seja o nosso coração um holocausto “de aroma agradável ao Senhor” (v.9), pois Aquele que “a Si mesmo Se ofereceu” por inteiro e “fez isto uma vez por todas” (Hb.7:27), voltará e nos levará para Ele, para que onde Ele está, nós estejamos também (Jo.14:3).

Pai querido, nós iniciamos hoje o estudo do terceiro livro da Tua Palavra com o coração agradecido e ao mesmo tempo contrito, pois necessitamos da Tua sabedoria, da iluminação do Espírito Santo para que possamos aprender mais de Ti. Ó, Deus amado, fala ao nosso coração de forma que a Tua Palavra opere em nós o que mais necessitamos, que é um reavivamento da verdadeira piedade. Desejamos ser Tuas testemunhas íntegras, mediante a vida de Cristo em nós. Por isso, nos entregamos em Tuas mãos. Ajuda-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres íntegros!

Rosana Garcia Barros

#Levítico01 #RPSP

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Êxodo 40 – Rosana Barros
15 de julho de 2025, 0:45
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“Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo” (v.34).

O relato do livro de Êxodo é, sem dúvida, o documento histórico do nascimento de Israel como nação. Vimos o fiel cumprimento das profecias e das promessas de Deus na vida dos Seus filhos. Da descendência de Seu servo Abraão, o Senhor suscitou uma numerosa nação. A Moisés foi delegada a solene tarefa de tirar Israel do cativeiro egípcio e, sob a forte destra dAquele que o chamou, sua missão foi cumprida. Prodígios, milagres, vitórias e momentos difíceis marcaram os primeiros passos do povo sobre o deserto. E na nuvem de dia e na coluna de fogo à noite, todos podiam contemplar as manifestações da presença de Deus no meio do acampamento.

Mas o Senhor tinha algo mais a lhes oferecer; uma forma mais didática de lhes ensinar que o destino final não era uma terra aqui, mas no mundo porvir. E no romper de um ano novo, o Seu santuário foi erguido, consagrado e ungido por Moisés. “E tudo fez Moisés segundo o Senhor lhe havia ordenado; assim o fez” (v.16). Projetado segundo o modelo original (Hb.8:2), o tabernáculo deveria ser uma escola e os sacerdotes, os professores. O conhecimento de Deus estava à disposição de todo aquele que se dispusesse a aprender com a sinceridade de uma criança. O Testemunho (os dez mandamentos) foi colocado dentro da arca da aliança e, ali, do Santíssimo lugar, sob a manifestação da glória de Deus, cada palavra da Lei saía das pedras para o coração dos verdadeiros adoradores.

Como na criação o Senhor começou a dar forma a uma terra “sem forma e vazia” (Gn.1:1), Moisés começou a dar forma ao santuário. Como Deus estendeu os céus, Moisés “estendeu a tenda sobre o tabernáculo” (v.19). Como Deus criou o alimento no terceiro dia, Moisés pôs sobre a mesa “os pães da proposição” (v.23). Como colocou no céu os luzeiros do dia e da noite, Moisés “preparou as lâmpadas perante o Senhor” (v.25). Como criou os animais terrestres, Moisés “pôs o altar do holocausto à porta da tenda da congregação e ofereceu sobre ele holocausto” (v.29). Como criou o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança, os cobrindo com Sua glória, Moisés vestiu Arão e seus filhos como símbolo do sacerdócio de Cristo (v.13). “Assim, pois”, como “foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército” (Gn.2:1), “assim Moisés acabou a obra” (v.33) do santuário.

Israel tinha um vislumbre da criação a cada vez que a tenda era montada, uma ilustração do plano da redenção todas as vezes em que os sacrifícios eram oferecidos no altar, e a cada marcha pelo deserto, a sublime esperança de que o Senhor os estava guiando para casa. Amados, faço minhas as palavras de João, neste momento: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1Jo.5:13). Com mão poderosa o Senhor guiou o Seu povo, e com mão poderosa continuará guiando o Seu último Israel. Muito em breve Deus não mais precisará usar ilustrações e símbolos, mas teremos o privilégio de ser testemunhas oculares da recriação, quando Deus fará “novo céu e nova terra” (Ap.21:1).

Que a presença do Criador esteja com você “em todas as suas jornadas” (v.38), até chegar ao Lar!

Nosso Pai Celestial, louvado seja o Teu nome porque com Tua boa mão tens nos guiado! O Senhor é o nosso Criador e proveste para nós a redenção em Cristo Jesus. Nós Te agradecemos, bom Pai! Continua iluminando o nosso caminho para que possamos andar em Tuas veredas até chegarmos ao reino do Teu Filho amado. Perdoa-nos e purifica-nos! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, criados para a vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo40 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 39 – Rosana Barros
14 de julho de 2025, 0:45
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“Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito segundo o Senhor havia ordenado; assim a fizeram, e Moisés os abençoou” (v.43).

De todos os detalhes da roupa sacerdotal, o que mais me encanta não é o ouro, as pedras preciosas ou a forma esmerada como é descrita, mas sim a inscrição que ficava na cabeça de Arão: “Santidade ao Senhor” (v.30). Ele havia sido separado para um ofício santo, e mais do que isso, separado para o próprio Senhor. Aquela inscrição apontava para a sua sagrada missão de revelar ao povo a santidade de Deus de uma forma que pudessem compreender, e que o desejo de Deus era que, um dia, este mesmo povo fosse portador dessa mensagem ao mundo, através de uma vida coerente com a Sua Palavra (Leia Dt.4:6).

Para o ofício no santuário, o Senhor ordenou que se fizessem vestes especiais, “finamente tecidas”, além das “vestes sagradas para Arão” (v.1), “e as vestes de seus filhos” (v.41). Assim como o fez com a estrutura de todo o tabernáculo, as vestimentas “para ministrar no santuário” (v.1) foram descritas por Deus de forma detalhada. Como tudo no santuário, as roupas também deveriam declarar “Santidade ao Senhor” (v.30). Além do simbolismo das vestes, o Senhor também prezava pela decência na adoração. Em orientação anteriormente dada a Moisés, isso ficou bem claro: “Nem subirás por degrau ao Meu altar, para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx.20:26).

Já é comprovado que a roupa diz muito a respeito da pessoa e da mensagem que ela deseja transmitir. Ao mesmo tempo, há o risco de julgarmos o conteúdo pela embalagem. Nem sempre o que vemos por fora revela o que há por dentro. A estrutura do tabernáculo é um exemplo disso, já que por fora era revestida por peles de animais, e por dentro reluzia o brilho do ouro. Mas o real desejo de Deus era que a vida dos sacerdotes fosse coerente com o que os vestia de forma tão bela. Por sete vezes encontramos a expressão “segundo o Senhor ordenara a Moisés” (v.1, 5, 7, 21, 26, 29 e 31), indicando o perfeito cumprimento quanto a esta importante “obra do tabernáculo” (v.32). Cada oficial do santuário foi vestido pelo padrão de modéstia do Céu.

Tudo estava pronto. Cada detalhe foi concluído, desde a parte interna e externa, até as “vestes finamente tecidas” (v.41), preparadas “com trabalho esmerado” (Bíblia King James, 1611). Vendo que tudo havia sido feito conforme as instruções divinas, “Moisés os abençoou” (v.43). A obediência sempre vem acompanhada da bênção. E o fato de terem sido abençoados antes mesmo da primeira montagem do santuário, confirma as palavras do profeta Samuel, quando afirmou: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm.15:22). Não é o que vestimos, o que usamos ou o que fazemos que importa para Deus, e sim o porquê vestimos, o porquê usamos e o porquê fazemos. Qual é a nossa real intenção?

O apóstolo Paulo nos advertiu: “abstende-vos de toda forma de mal” (1Ts.5:22). Isso inclui todas as nossas escolhas. Mas, antes de qualquer mudança exterior, deve acontecer a mudança interior, amados. Se a aparência de santidade vista por fora não for uma extensão da obra interior do Espírito Santo, não passa de uma mentira que não pode ocultar-se dAquele que sonda os corações. “Aconselho-te”, diz o Senhor, “que de Mim compres […] vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (Ap.3:18). Não seja o nosso adorno o que é exterior, “seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4).

Que toda mudança vista em nós seja tão somente o resultado da boa obra do Espírito Santo em nosso coração.

Pai Santo, em todo o tempo o Senhor tem provido vestimentas para o homem. De vestes de luz a vestes de pele de animal, o Teu desejo sempre foi o de nos transmitir o Teu amor e que Tu tens o plano perfeito para nos salvar do pecado. Colocamos mais uma vez a nossa vida em Tuas mãos, para que cubras a nossa nudez com as vestes de Tua justiça e santidade. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vestidos pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo39 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 38 – Rosana Barros
13 de julho de 2025, 0:45
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“Fez também a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação” (v.8).

Cada móvel do santuário foi feito de forma que pudesse ser facilmente transportado. Suas argolas e varais possuíam esta função e revelavam a natureza provisória daquele lugar, até que Israel pudesse erigir um templo fixo de adoração na Terra Prometida. Todas as vezes que o povo tinha de levantar acampamento, o tabernáculo era desmontado e ordenadamente movido. Deus delegou aos levitas o sagrado privilégio de participar deste momento. Onde quer que estivesse a nação eleita, ali estava a presença de Deus e a Sua mensagem de salvação.

Na Antiguidade, não havia o espelho que temos hoje. As pessoas usavam o bronze polido, tendo uma visão embaçada de sua própria imagem. Foi com os “espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação” que foi fabricada “a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze” (v.8). A aplicação deste espelho foi utilizada por Tiago, ao declarar: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tg.1:23-24). E como já vimos em estudo anterior, há um caminho muito bem delineado na estrutura do santuário.

O altar do holocausto, simbolizando o sacrifício de Cristo, representa o primeiro passo da conversão. Em seguida, vem a bacia de bronze, ou pia da purificação, simbolizando o batismo, o reconhecimento do pecador de que precisa ser lavado e purificado dos seus pecados. Assim como o espelho revela a nossa aparência e imperfeições, o batismo é um testemunho público de que somos todos pecadores e carecemos da graciosa Água da Vida a fim de nos purificar e regenerar. Deus revelou em Seu santuário as etapas da vida cristã que não podem ser negligenciadas ou ignoradas. Cristo poderia ter vindo ao mundo simplesmente para morrer pelos nossos pecados, mas Ele escolheu nos ensinar a viver a vontade de Deus e, mesmo sendo o próprio Deus, cumpriu fielmente cada etapa pré-estabelecida no santuário.

Semelhante à natureza transitória do tabernáculo do deserto, como santuários do Espírito Santo, temos o sagrado privilégio de ser representantes de Deus e de Sua Palavra onde quer que estivermos. Como peregrinos a caminho da pátria superior, é nossa missão buscar viver como Cristo viveu e ensinar a outros enquanto caminhamos. E esta é uma obra do Espírito Santo, amados. Precisamos trocar os espelhos deste mundo e contemplar, “como por espelho, a glória do Senhor”, a fim de que sejamos “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Então, Deus aceitará as nossas ofertas e não permitirá que nenhuma delas passe despercebida, entesourando-as para a eternidade, como está escrito: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12).

Olhemos para Cristo, mais e mais até que Ele volte. E, certamente, não erraremos o caminho.

Senhor, nosso Deus, nós Te agradecemos pelo plano da salvação e pela obra do Espírito Santo em nosso coração! Ajuda-nos a contemplarmos o nosso Salvador e nEle permanecermos, para que nossa vida testemunhe de Cristo e de Seu reino. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, peregrinos a caminho do Lar!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo38 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 37 – Rosana Barros
12 de julho de 2025, 0:45
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“De ouro puro a cobriu; por dentro e por fora a cobriu e fez uma bordadura de ouro ao redor” (v.2).

Todos os móveis e utensílios dos lugares Santo e Santíssimo do santuário eram de ouro puro ou cobertos de ouro puro. Tudo brilhava com o esplendor do mais belo e nobre metal. As argolas e os varais serviam para a locomoção dos móveis, que só poderiam ser carregados pelos sacerdotes e levitas. Imagino a emoção do povo ao poder contemplar aquele cortejo tão significativo, feito com extremo cuidado e reverência. Ninguém do povo comum poderia sequer tocar em qualquer daqueles objetos. Nunca houve na história da igreja cristã um lugar que ensinasse mais lições sobre reverência e santidade como o santuário terrestre.

Dentro dos limites do tabernáculo do deserto foram colocados, na mais perfeita ordem, os elementos que apontavam o caminho de Deus para uma vida de verdadeira comunhão. O conhecimento do sagrado, os preciosos momentos de assembleia solene, os rituais simbólicos, as ofertas oferecidas: tudo compunha o cenário da verdadeira adoração. Da prata nas bases das colunas, do bronze nos objetos do pátio, do ouro puro que reluzia do interior do santuário à glória manifestada acima do propiciatório, havia um ardente desejo do Senhor de transmitir a seguinte mensagem: “Eu quero habitar no meio de vocês”. Foi com este mesmo desejo que Jesus veio até nós: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (Jo.1:14).

Cada detalhe da tenda da congregação era um convite à comunhão com Deus. Tudo apontava para o Senhor como o único Deus verdadeiro e digno de toda a adoração. Não era propósito de Deus que o santuário se tornasse lugar de uma religião incoerente, e sim lugar de testemunho do poder de Deus na vida de um povo que O servisse com integridade. Quando o Senhor ordenou que fizessem um lugar especial de adoração, em momento algum obrigou os filhos de Israel a ofertarem o que haviam trazido do Egito. Em todo o tempo, Moisés deixou bem claro que as ofertas deveriam ser voluntárias, de homens e mulheres que tivessem o coração disposto a doar. Eis o que sempre acompanha a conversão dos verdadeiros adoradores: um coração disposto, um espírito voluntário.

Há uma profecia de cunho escatológico no livro do profeta Zacarias, que diz: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Não foi sem razão que os principais objetos e móveis do santuário foram feitos de ouro. O ouro simboliza pureza e realeza. Como povo santo e representante de Deus na Terra, a mais sublime lição de todas estava em Israel aprender a viver as palavras do Senhor através de uma comunhão experimental. As experiências do dia a dia, os sacrifícios diários e a imagem de um lugar que em todo o tempo declarava que Deus estava com eles deveriam quebrantar seus corações e levá-los a uma real experiência com o Senhor: um relacionamento vivo, eficaz, transformador e contínuo.

O santuário terrestre e seus rituais não mais existem. Jesus, através de Sua vida, ministério e missão, revelou a Israel e ao mundo que nEle tudo se cumpriu e nEle podemos permanecer e viver, se tão somente aceitarmos o Seu diário convite de amor: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Quão maravilhoso é apegar-nos a esta promessa! Jesus, porém, não prometeu que neste mundo não passaríamos por aflições. Pelo contrário, Ele nos advertiu que teremos de enfrentar momentos difíceis, mas que devemos nos alegrar com a certeza de Sua vitória (Jo.16:33). As provações, perseguições e aflições nunca serão motivo de derrota na vida dos que experimentam Deus todos os dias.

Comunhão, amados, não é leitura da Bíblia e oração superficiais. Comunhão é permitir que o Espírito Santo navegue com total liberdade no mar de nossa existência, nos reavivando e reformando “por dentro e por fora” (v.2), retirando de nossa vida tudo aquilo que nos afasta de Deus e preenchendo o lugar com as virtudes de Seu precioso fruto. Hoje, Cristo está no Santíssimo do santuário celeste, intercedendo ao Pai como nosso Sumo Sacerdote (Hb.8:1-2). Que o Espírito Santo esteja nos purificando e provando, e que façamos parte do precioso ouro que Jesus logo virá reivindicar como Seu.

Nosso Deus bendito, somente por Tua graça, através da obra do Espírito Santo, podemos ser purificados e preparados para Te encontrar. Ajuda-nos, Senhor! Retira de nós toda a escória do pecado, e nos concede um coração puro e verdadeiramente submisso à Tua vontade. Em nome do nosso maravilhoso Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, ouro provado do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Êxodo37 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100