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“Segundo o mandado do Senhor, se acampavam e, segundo o mandado do Senhor, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés” (v.23).
As festas cerimoniais que compunham o calendário de Israel eram celebradas em datas fixas, instituídas pelo próprio Deus. A festa inaugural era a Páscoa. No tempo determinado, os filhos de Israel deveriam rememorar a noite em que o Senhor livrou os primogênitos do Seu povo e os libertou do cativeiro egípcio. A Páscoa era um símbolo de remissão e libertação, uma data a ser observada em família e um privilégio concedido a naturais e estrangeiros. Todos eram convidados a “celebrar a Páscoa ao Senhor” (v.14). Mas todo aquele que negligenciasse esse privilégio deveria ser eliminado do povo, levando “sobre si o seu pecado” (v.13).
A Páscoa simboliza a entrega do Cordeiro de Deus, que “tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Is.53:4). O sangue de Cristo foi derramado para que fôssemos salvos do salário do pecado. Seu sacrifício abriu para nós uma janela de liberdade rumo à manhã gloriosa de Sua segunda vinda. Em cada memória de Israel acerca daquela noite definitiva, havia um cântico especial ao Senhor que os livrou e os salvou. O sangue nos umbrais das portas os selou para a vida, enquanto aguardavam, apercebidos, a ordem para partir. Muitos não têm a mesma disposição e prontidão que os filhos de Israel tiveram. Quando, porém, a porta da graça for fechada, como nos dias de Noé, só perceberão quando o povo do advento já estiver selado em segurança na “arca” da salvação.
Jesus percorreu o caminho da cruz, ensinando-nos, a cada passo, que confiar em Deus é nossa única segurança. Precisamos atender ao conselho de Moisés: “Esperai, e ouvirei o que o Senhor vos ordenará” (v.8). Em um mundo altamente acelerado e imediatista, esperar parece perda de tempo. É desanimador o lema mundial de que quanto mais rápido, melhor, e acabamos deixando de ouvir o que o Espírito de Deus tem a nos falar. Aqueles que estavam impuros aguardaram a resposta divina, e o Senhor lhes indicou uma Páscoa especial para que tivessem tempo de se purificar. Deus não quer “que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Esperar em Deus pode ser sinônimo de segunda chance.
A nuvem da presença de Deus, que ficava acima do santuário, era a bússola de Israel. “Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam” (v.17). A única alternativa era esperar, “segundo o mandado do Senhor” (v.20). Nem sempre os caminhos que o Senhor traça para nós são tranquilos e livres de perigo. Por vezes, precisamos lidar com inimigos; outras vezes, com o calor de nossos desertos; e, ainda outras, com nossa própria teimosia. Uma coisa é certa, amados: quer acampados, quer em marcha, a constante presença de Deus é uma garantia segura e eterna para todos os que O amam.
Vejamos a descrição do cenário pascal, nas palavras de Ellen G. White:
“A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o ‘Cordeiro de Deus’, em Quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co.5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.192).
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:7-8).
Nosso Deus e Pai de misericórdias, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos pelo sangue do Cordeiro, que nos purifica, que nos redime e que nos guarda, a nós e a nossa casa! Senhor, hoje nós temos a Tua Palavra como a nossa bússola, como um guia seguro para permanecermos em Teu caminho eterno. Que sejamos pacientes até que Cristo volte, confiando nas fiéis promessas da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, pacientes e perseverantes peregrinos!
Rosana Garcia Barros
#Números09 #RPSP
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“E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; os levitas serão Meus” (v.14).
O candelabro, ou menorá, era um dos três móveis que ficavam no Lugar Santo do santuário. Sua função era manter o ambiente sempre iluminado. Sua significação, porém, é bem mais ampla e abrangente. Ele representa Cristo como a Luz do mundo e se expande como um símbolo do Espírito Santo, da Igreja e das Escrituras, conforme está escrito (Jo.8:12; Mt.25:1-13; Mt.5:14; Sl.119:105). A luz que emana de Deus por meio de Cristo Jesus é a fonte de todo poder na vida do cristão. Seu Espírito nos ilumina por meio de Sua Palavra e nos habilita a viver como uma igreja que irradia o fulgor do Sol da Justiça. Diante de um mundo que se apressa para o fim, precisamos manter acesa a chama que nos conduzirá às bodas da eternidade (Mt.25:4).
Como já estudamos, a tribo de Levi foi separada por Deus para o Seu santo ofício na tenda da congregação. Diante de tamanha responsabilidade, o Senhor instituiu uma cerimônia de purificação para os filhos de Levi, por meio de água e sangue. Além de se lavarem e lavarem suas vestes, também deveriam oferecer sacrifícios e holocaustos perante o Senhor. Sua eleição deveria despertar neles um forte senso de missão e consagração. O Senhor os habilitaria a lidar com as coisas santíssimas, conforme as instruções dadas aos gersonitas, aos coatitas e aos filhos de Merari. Não deveriam, jamais, mover um objeto sequer do santuário fora do que o Senhor ordenara por meio de Moisés.
Por analogia, podemos dizer que nós somos os filhos de Israel, e nossos pastores e obreiros são os levitas “para o serviço do Senhor” (v.11). Semelhantemente à ordem dada a Israel, o Senhor nos chama para erguermos nossas mãos em apoio aos Seus ministros, para nos unirmos a eles em cooperação e, assim, sermos todos úteis em Sua obra. Da mesma forma, cada homem a serviço do santo ministério deve buscar viver de acordo com as prescrições divinas, em plena harmonia com a Palavra de Deus, zelando pelas ovelhas de Seu rebanho. Toda igreja que entende que a seara do Senhor só prospera por meio da unidade, com irmão cooperando com irmão, é uma igreja que cresce e dá frutos. A ação do Espírito Santo é notoriamente vista em todos os que praticam esse princípio, tornando-os uma luz singular em meio às trevas de um mundo exclusivista e materialista.
Há uma mensagem final a ser proclamada, um sonido certo de trombeta a ser anunciado, um tempo de purificação e consagração a ser obedecido. Aos observadores do santo sábado do Senhor, aos que temem e dão glória “Àquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7), há uma luz disponível para propósitos eternos. Ainda que opositores se levantem, ainda que nosso próprio “eu” seja nossa pior prova ou que não nos consideremos aptos para o serviço do Senhor, o mesmo Deus que chamou de Seu primogênito uma das menores tribos de Israel nos chama hoje para fazermos parte das primícias que, em breve, Ele virá buscar. Ligados a Cristo Jesus, todos nós, pastores e ovelhas, marcharemos confiantes de que o retorno do nosso Senhor “está para se cumprir no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3).
Nosso Deus e Pai, louvado seja o Senhor que nos deixou a Tua Palavra para iluminar o nosso caminho! Obrigado, bom Pai, por Jesus, Ele que é o Sol da Justiça, a gloriosa Estrela da Manhã, que ilumina a nossa vida com Sua graça e salvação! Graças Te damos pelo Espírito Santo, que clareia os nossos olhos para a verdade das Tuas Escrituras e nos guia pelo caminho que devemos andar! Ajuda-nos, Senhor, a perseverar até o fim, unidos em Cristo, aguardando e apressando o Seu retorno! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, luz do mundo!
Rosana Garcia Barros
#Números08 #RPSP
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“Esta é a dádiva feita pelos príncipes de Israel para a consagração do altar, no dia em que foi ungido […]” (v.84).
Exatamente “no dia em que Moisés acabou de levantar o tabernáculo” (v.1), uma oferta especial foi oferecida pelos “príncipes de Israel, os cabeças da casa de seus pais” (v.2). Instruído pelo Senhor, Moisés logo distribuiu essas ofertas entre os levitas, exceto aos filhos de Coate, pois estes não teriam necessidade de carros ou animais, “porquanto a seu cargo estava o santuário, que deviam levar aos ombros” (v.9). Além da oferta levada ao tabernáculo no primeiro dia, outra oferta sucedeu aquele momento em mais doze dias. Começando pelo príncipe dos filhos de Judá, a cada dia, o príncipe de uma tribo se dirigia ao tabernáculo para oferecer sua dádiva, segundo a ordem das tribos. O detalhe é que as ofertas de todos os príncipes eram idênticas.
As Escrituras têm uma característica especial que, para muitos de nós, pode parecer cansativa: a repetição. O capítulo de hoje relata a oferta de príncipe por príncipe, repetindo suas ofertas, ainda que todas sejam idênticas. O Senhor, porém, não faz nada sem um propósito bem definido. Nossa mente pode receber fortes influências, negativas ou positivas, pelo processo de repetição. Quando a Bíblia reforça uma ideia ou ensinamento, é porque o Senhor deseja que assimilemos algo de grande importância naquela mensagem. Ao lermos sobre as dádivas idênticas dos príncipes de Israel, percebemos que Deus não olha para o valor das nossas ofertas nem faz acepção de doadores. Aos olhos de Deus, toda oferta apresentada diante do Seu altar, como expressão de alegria do adorador, é semelhante à oferta da viúva pobre (Lc.21:1-4).
Ao oferecerem seus presentes ao Senhor, não houve tentativa de angariar reconhecimento humano. Nenhum príncipe levou além ou aquém do que o outro. Toda a atenção deveria estar voltada para a adoração ao Senhor, que havia descido para habitar no meio de Seu povo. Não ousaram destacar nenhuma de suas obras. No dia determinado, cada príncipe, em atitude de reverência e santo procedimento, sem pompa ou anúncio prévio, conduzia suas ofertas ao local designado e rogava ao Senhor por Seu favor e bênção. Consagrado o altar pelos filhos de Israel, o santuário tornou-se morada de Deus e fonte de comunicação entre Ele e Seu povo por meio de Moisés, que “ouvia a voz que lhe falava de cima do propiciatório, que está sobre a arca do Testemunho, entre os dois querubins; assim [o Senhor] lhe falava” (v.89).
Deus não exige de Seus filhos ofertas mecânicas nem lhes pede além do que suas posses permitem ofertar. Também não pode abençoar onde há descaso para com Sua Casa e Sua obra. Onde há um grupo de crentes reunidos, deve haver a cooperação de todos para o avanço da obra do Senhor. Isso inclui nossa adoração por meio dos dízimos e das ofertas. Muitos têm alimentado o sentimento maligno de que apenas os mais afortunados devem se empenhar em devolver e doar. Fossem eles mais fiéis no pouco que possuem, não teriam necessidade alguma dos recursos dos ricos. A bênção do Senhor não está sobre quem dá mais, mas sobre “quem dá com alegria” (2Co.9:7). São esses os amados de Deus que saltarão de júbilo quando ouvirem da boca de Jesus: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu [Senhor]” (Mt.25:23).
Mordomia, amados, é adoração. Se queremos crescer como verdadeiros adoradores de Deus, precisamos nos dedicar ao exame de Sua Palavra com diligência, sem descaso ou desleixo, clamando pela sabedoria do Espírito da verdade. Como os bens foram distribuídos aos levitas de forma diferente, Deus também distribui os bens desta terra conforme Lhe apraz, de acordo com a capacidade de cada um em administrar. Tudo o que ofertamos ao Senhor de coração, seja pouco ou muito, é computado nos Céus como o montante afortunado daqueles que entenderam que a maior e melhor oferta já nos foi dada: Jesus Cristo. Jesus, de boa vontade, deu Sua vida por mim e por você. Nenhuma oferta humana, ou todas elas juntas, poderia se assemelhar ao alto preço de nosso resgate.
Que a alegria que brota do fruto do Espírito Santo nos motive não somente a ofertar os nossos recursos ao Senhor, mas que tudo em nós seja uma resposta de amor ao Deus que nos salvou.
Pai Celestial, o Senhor tanto nos amou que nos deu o Seu único Filho. E essa oferta de amor, que nos proveu libertação, deveria ser suficiente para humilhar o nosso coração e rendê-lo a Ti. Porque cremos, Senhor, que se o nosso coração for Tua propriedade, tudo em nossa vida será uma oferta de verdadeira adoração a Ti. Ó, Pai, faz-nos habitação do Teu Espírito para que tenhamos os ouvidos abertos e atentos para ouvir a Tua voz, mediante o estudo da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, príncipes e princesas do reino dos Céus!
Rosana Garcia Barros
#Números07 #RPSP
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“Assim, porão o Meu nome sobre os filhos de Israel, e Eu os abençoarei” (v.27).
Ao estudarmos a lei do nazireado, creio que todos nós nos reportamos ao nazireu mais famoso da Bíblia: Sansão. O voto de nazireu incluía a abstenção do fruto da vide e de todos os seus derivados, a proibição de cortar os cabelos e de tocar em qualquer cadáver. Era um voto feito por um período determinado ou por toda a vida. “Por todos os dias do seu nazireado, santo será ao Senhor” (v.8). Sansão nasceu de uma mulher estéril e, desde o ventre, foi dedicado ao Senhor como nazireu. Na fase adulta, porém, suas ações não condiziam com seu voto, pois depositava confiança em sua força, como se fosse um talento peculiar. Apesar de ter se arrependido no final de sua vida, como teria sido diferente o desfecho de sua história se ele tivesse compreendido a razão de sua vocação.
Quanto ao voto ou juramento, Cristo nos ordenou: “Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis […] Seja, porém, a vossa palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mt.5:34 e 37). Jesus, por meio de Sua vida e ministério, nos deixou o exemplo de que a fidelidade ao Senhor deve ser resultado de uma vida de santificação. O Senhor busca homens e mulheres que assumam o posto de seu dever com temor, tremor e humildade de coração. Será esse o povo que os anjos do Senhor reconhecerão, e, no grande Dia de Deus, a seu respeito dirão: “Isto é santo” (v.20), quando o Senhor mesmo “enviará os Seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os Seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt.24:31).
Todas as vezes que Israel se preparava para marchar, segundo as orientações do Senhor, antes de partir, o acampamento era tomado por um grande silêncio e, em atitude de reverência, todos ouviam a bênção proferida pelos sacerdotes. Anjos poderosos eram comissionados por Deus para acampar ao redor do Seu povo. Jovens, idosos e crianças sentiam em seus corações a alegria de saber que o Senhor estava no meio deles, garantindo-lhes proteção e cuidado. Assim como fez com Moisés, Deus também desejava refletir o Seu rosto sobre todo o Seu povo. Israel havia sido eleito para refletir o caráter do Senhor, seu Deus: um povo santo, separado para o propósito de glorificar o Senhor em toda a Terra.
O mundo está diante dos últimos instantes de oportunidade para aceitar o chamado de Deus. É tempo de “se consagrar ao Senhor” (v.2), não mais para cumprir um juramento, mas para estar preparado para ver a Deus. “Segui”, amados, “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). Muitos dizem aceitar Jesus como seu Salvador, mas O rejeitam como seu Senhor. Desejam as bênçãos, mas ignoram os deveres. Se seguir a Cristo e Sua Palavra implica abandonar suas paixões e inclinações pessoais, escolhem seguir uma religiosidade menos exigente; querem um “cristo” que ignore seus pecados e os considere aceitáveis e inofensivos. Ó, amados, essa não é a religião de Cristo! “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27).
A bênção está relacionada à inscrição do nome de Deus sobre um povo eleito para ser santo, como o Senhor é santo. Santidade, amados, não se trata de impecabilidade, mas da perseverante e sincera busca pelo conhecimento que salva: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3). Diante de tão solene momento, precisamos consagrar nossa vida ao Senhor e ser o reflexo de Seu caráter para um mundo que sofre em agonia. Reflitamos nas palavras de M. L. Andreasen:
“É agora o tempo de enviar a mensagem profética até os confins da Terra. Foi esta a ordem de Cristo quando nos confiou a grande comissão evangélica de ensinar todas as nações e batizá-las, ‘ensinando-lhes a guardar todas as coisas que Eu vos tenho mandado’ (Mt.28:20). Essa ordem — de observar todas as coisas — está a par com a mensagem profética, de que obedecer é melhor do que sacrificar. Uma vez feita esta obra, o fim virá” (O Ritual do Santuário, CPB, p. 60).
“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is.40:3).
“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto e te dê a paz” (v.24-26). Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, consagrados ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Números06 #RPSP
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“Confessará o pecado que cometer; e, pela culpa, fará plena restituição, e lhe acrescentará a sua quinta parte, e dará tudo àquele contra quem se fez culpado” (v.7).
Calcula-se que uma multidão de aproximadamente dois milhões de hebreus tenha saído do Egito no início do êxodo. Habitando em tendas e em condições adversas, o Senhor precisava zelar pela salubridade de Seu povo e pela manutenção da justiça. Diante do perigo iminente de uma epidemia ou doença contagiosa, havia um local designado, fora do arraial, para proteger toda a comunidade. A lepra, por algum motivo, era a doença mais temida e parecia que a condição temporária dos filhos de Israel os tornava mais vulneráveis, podendo transformá-la em uma calamidade nacional. Para os doentes, era uma situação triste e constrangedora, mas necessária para a segurança de todos.
Além de preocupar-Se com a saúde e o bem-estar de Israel, o Senhor também zelava pela justiça. Tanto a lei da restituição quanto a ” a lei para o caso de ciúmes ” (v.29), relacionada aos ciúmes de um marido em relação à sua esposa, revelam que Deus não aplicará Seu juízo apenas no julgamento final, mas também disciplina, aqui e agora, aqueles que cometem pecado. No entanto, assim como nessas leis há uma prestação de contas com sanções para promover confissão e arrependimento, Deus continua agindo da mesma forma, a fim de que sejamos encontrados por Ele com “boa consciência” (1Tm 1:19). A justiça de Deus é plena de misericórdia, e Suas advertências sempre têm a finalidade de salvar o pecador.
A penalidade descrita para o adultério, “fazendo-te o Senhor descair a coxa e inchar o ventre” (v.21), encontra eco nas palavras de Jesus, que definem seu objetivo: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não que todo o teu corpo seja lançado no inferno” (Mt.5:29). Jesus não falava de mutilação, mas de renúncia. O castigo físico aplicado a uma mulher adúltera era uma marca de que é preferível ser disciplinado por Deus para a salvação do que permanecer no pecado e perder a vida eterna. É melhor beber as águas amargas do Senhor, que apagam as maldições (v.23), do que as águas enganadoras do pecado, que envenenam para a morte.
Há, atualmente, uma grande confusão sobre a aplicação da disciplina e a prática do evangelho do amor. Para muitos, não há harmonia entre ambos. Os erros devem ser relevados, as advertências, abandonadas, e as disciplinas, esquecidas, em nome do amor. Substituíram o temor do Senhor pela lógica humana; o “assim diz o Senhor” pelo “assim disse o homem que o Senhor disse”. Para muitos, não há mais necessidade de orientação e correção, afinal, todos somos pecadores, e as escolhas individuais não seriam da conta de ninguém. Contudo, esse pensamento representa um perigo que pode se espalhar como lepra no meio do povo de Deus, caso não seja erradicado. “Confessará o pecado que cometer” (v.7) e “apresentará a mulher perante o Senhor” (v.18) são frases impactantes que destacam a necessidade de o pecador confessar seus pecados, apresentar-se diante do Senhor e aceitar Sua justiça, dizendo: “Amém! Amém!” (v.22).
Amar como Cristo nos amou não significa ser conivente com o erro, pois Ele pagou um alto preço pelos nossos pecados. Pelo contrário, significa proporcionar ao pecador a oportunidade de encontrar o caminho da cruz e ser transformado. Muitos abandonam as fileiras do Senhor por se sentirem ofendidos ao sofrerem disciplina por sua má conduta, tornando-se, assim, perseguidores dos irmãos e da igreja de Deus. Por outro lado, há aqueles que são desviados pelo mau testemunho ou pelo procedimento de um professo cristão que os disciplinou sem seguir a ordem bíblica: “disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se dos laços do diabo” (2Tm.2:25).
À Sua última igreja, o Senhor declara: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). O zelo é o atributo que o Senhor nos concede para despertar nossa consciência para o que é bom e rejeitar o que é mau. Que de nossa boca não saiam palavras ásperas ou de depreciação contra nossos irmãos, mas que, por preceito e exemplo, possamos conduzi-los a Cristo, o justo e fiel Juiz. Que o Espírito Santo nos conceda um coração humilde, disposto a aceitar a correção, e cheio do amor de Deus para admoestarmos uns aos outros com espírito de brandura e sincero interesse em sua salvação, pois essa é a revelação do caráter de Cristo.
Santo Pai, o Senhor criou o casamento como uma instituição sagrada e como um símbolo da nossa união Contigo. Concede aos casados do Teu povo um casamento que honre ao Senhor; que haja fidelidade, pureza, respeito e genuíno amor. Que as mulheres respeitem Seus maridos como ao Senhor. Que os maridos amem suas esposas como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela. Derrama perdão, reconciliação e restauração aos casais que precisam. E purifica a todos nós da lepra maligna do pecado! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, alvos do amor e da justiça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Números05 #RPSP
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“Segundo o mandado do Senhor, por Moisés, foram designados, cada um para o seu serviço e a sua carga; e deles foram contados, como o Senhor ordenara a Moisés” (v.49).
Como vimos no capítulo anterior, não bastava ser um levita para assumir a obra de Deus no santuário. Havia uma hierarquia e divisão de cargos e funções que designava cada um para um serviço determinado. Havia também condições para que cada serviço pudesse ser realizado, a fim de preservar a vida dos próprios levitas. Certos objetos do tabernáculo precisavam ser preparados por Arão e seus filhos antes que os levitas tivessem acesso a eles para os transportar. A arca da aliança, por exemplo, bem como os objetos e móveis utilizados no Lugar Santo, precisavam ser cuidadosamente cobertos antes que os filhos de Coate tivessem acesso a eles, para que não morressem.
Através destas regras sobre o transporte do santuário, tanto os levitas quanto os demais filhos de Israel recebiam preciosas lições sobre santidade, reverência e temor do Senhor. Cada vez que precisavam levantar acampamento e marchar, todo o povo podia ver com que ordem e decência os levitas carregavam os objetos sagrados. Era um trabalho que exigia grande responsabilidade e cuidado com as “coisas santíssimas” (v.19). Enquanto permanecessem fiéis ao mandado do Senhor, Ele os abençoaria e protegeria em todas as suas viagens. Engana-se quem pensa que Deus não requer hoje de Seu povo o mesmo cuidado e zelo para com a Sua obra. Cada discípulo de Jesus é chamado a realizar um serviço específico na grande obra final, e precisamos permitir que o Senhor nos indique esse dever exato.
Após o Pentecostes, os discípulos foram capacitados para um ministério mundial de proclamar as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. O Espírito Santo falou a Filipe para ir ao encontro de um eunuco etíope e ensinar-lhe as Escrituras (At.8:29). O apóstolo Pedro recebeu instruções do Espírito Santo, após uma visão, para pregar também aos gentios (At.10:20). Paulo foi impedido pelo Espírito Santo de ir a certo lugar e, por meio de uma visão, entendeu para onde deveria ir naquele momento (At.16:7-10). O mesmo Espírito continua guiando os filhos de Deus hoje, e nosso papel é estar atentos para ouvir Sua voz: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.2:7).
Não podemos lidar com a sagrada obra do Senhor conforme nos apraz, mas precisamos entender qual é a vontade de Deus em nosso trabalho nesta terra. Ele não exigiu que os sacerdotes tomassem para si todos os encargos do templo, mas designou uma tribo inteira para auxiliá-los. Também não colocou sobre os ombros de poucos o peso de carregar o santuário, mas dividiu as funções para que ninguém fosse sobrecarregado. O primeiro convite que Jesus nos faz é o de ir até Ele, depondo a Seus pés todo o nosso cansaço e sobrecarga, e trocarmos pelo Seu jugo suave e Seu fardo leve (Mt.11:28-30). Só então estaremos aptos para realizar a obra que Ele nos designou, conforme o Espírito nos guie. Entender isso é crucial para que o reino de Deus avance em seus propósitos e o Senhor nos acrescente, dia após dia, os que vão sendo salvos (At.2:47).
Há um inimigo que conhece muito bem a ordem e a disciplina celestial, que já fez parte do cenário do Céu na perfeita obra dos anjos, mas cuja rebelião o expulsou do lugar de Deus. Ele faz de tudo para distrair o povo do advento e impedi-lo de avançar ordenadamente, aproveitando-se da fragilidade de cristãos professos para isso. A respeito disso, Ellen White escreveu: “Satanás bem sabe que o sucesso apenas pode acompanhar a ação ordenada e harmoniosa. Bem sabe que tudo que se relaciona com o Céu se acha em perfeita ordem, e que sujeição e disciplina perfeita caracterizam os movimentos da hoste angélica. Ele estuda e faz esforços para levar os cristãos professos o mais longe possível da disposição ordenada por Deus; portanto, engana até o povo professo de Deus, e faz-lhes crer que a ordem e a disciplina são inimigas da espiritualidade” (A Igreja Remanescente, CPB, p.24).
Precisamos estar atentos para ouvir o Espírito do Senhor a nos indicar cada passo que devemos dar no sagrado dever missionário e no cuidado para com a Sua casa de oração. Se atendermos ao primeiro chamado de Cristo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28), certamente seremos habilitados a cumprir a Sua ordem: “Ide” (Mt.28:19). E eis que Ele estará conosco, “todos os dias, até à consumação do século” (Mt.28:20).
Nosso amado Pai celestial, o Senhor ama a ordem e a disciplina. Tudo no Céu segue um curso perfeito e santo. Não poderia ser diferente no lugar em que o Senhor habitava no meio do Seu povo e que apontava para o perfeito plano da redenção. Hoje, Pai, a Tua Palavra nos diz que somos templos do Espírito Santo. Então, ajuda-nos a lidarmos com a nossa vida tendo sempre a consciência de que, na verdade, ela não é nossa, ela é Tua, e deve ser vivida para a Tua glória. Que, como igreja, sejamos guiados por Teu Espírito, com ordem e decência, servindo ao Senhor com temor e tremor, mas também com amor e devoção. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, igreja ordenada do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Números04 #RPSP
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“Mas a Arão e seus filhos ordenarás que se dediquem só ao seu sacerdócio, e o estranho que se aproximar morrerá” (v.10).
Escolhidos para um ofício sobremodo sagrado, Arão e seus filhos deveriam cumpri-lo com fidelidade e dedicação exclusiva. Assim como o Senhor separou um dia da semana como sendo Seu, a tribo de Levi também foi por Ele consagrada como Sua. Deus a designou como o primogênito de Israel e a dividiu em três grupos: os filhos de Gérson (v.25), os filhos de Coate (v.29) e os filhos de Merari (v.36). A cada um desses grupos foi designada a responsabilidade de cuidar de determinada parte do santuário. Deus estabeleceu uma divisão de cargos em que cada grupo teria uma função específica, mas todos estariam unidos na mesma missão de realizar o transporte do santuário cada vez que o povo tivesse que marchar.
A primogenitura na Bíblia possui um significado especial. Nem sempre os que abriam a madre eram os que recebiam a bênção privilegiada, mas o Senhor deixou bem claro, através de exemplos como Jacó, José e Davi, que nascer primeiro não era o único requisito para obter o favor divino; porque Aquele que sonda os corações conhece aqueles que são as primícias de Sua ceifa. Os levitas, portanto, mesmo não sendo descendentes do primogênito de Israel, receberam tal eleição pelo próprio Senhor. E após a contagem dos primogênitos dos filhos de Levi, Deus ordenou a Moisés que também se realizasse um censo de “todo primogênito varão dos filhos de Israel” (v.40), o que excedeu o número dos filhos de Levi em “duzentos e setenta e três” (v.46). Por isso, um resgate foi exigido por aqueles que eram “demais entre eles” (v.48).
A obra de Deus não pode ser realizada de qualquer jeito ou conforme a preferência humana. A preleção do Senhor quanto ao ofício no tabernáculo e os deveres de cada um deixa isso evidente. Antes de existir o santuário, Ele estabeleceu como ele deveria ser feito e quem o faria. Antes que o santuário pudesse ser inaugurado, chamou Moisés e o instruiu em todas as coisas. Antes que Israel tivesse que marchar pela primeira vez após a construção do santuário, o Senhor deu instruções sobre como o desmontariam e quem seriam os responsáveis por isso. Definitivamente, precisamos ter um respeitoso temor e reverência por tudo o que o Senhor separou para ser santo, especialmente com aqueles que Ele escolheu para ministrar a Sua obra. Foi com profundo zelo que Paulo se retratou ao ter falado de forma exaltada com o sumo sacerdote: “Não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal de uma autoridade do teu povo” (At.23:5).
Com que cuidado, amados, devemos lidar com as dificuldades que surgem no meio do povo de Deus! Mesmo após levar uma bofetada na boca por ordem de um líder de caráter maculado e inimigo de Cristo, o apóstolo Paulo considerou mais a Palavra do Senhor que a sua própria honra. A mesma eleição privilegiada do antigo Israel hoje nos é oferecida pela graça de Cristo Jesus. Simbolicamente, podemos dizer que fazemos parte dos “duzentos e setenta e três” que excederam e fomos resgatados não mais pelo dinheiro desta Terra, mas pelo precioso sangue do Cordeiro de Deus. Como está escrito: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe.1:18-19). Esta sublime verdade deveria, por si só, encher nosso coração de alegria perene e inamovível. Alegria que nada nem ninguém neste mundo pode destruir. Um contentamento que nenhuma provação pode roubar.
Uma obra maior e mais urgente está diante de nós, e o Senhor tem um propósito especial e grandioso para a vida de cada um de Seus filhos. Todos nós somos chamados a fazer parte dessa solene missão. Ninguém que se propõe a crescer no conhecimento de Deus é abandonado ao ócio. Todos temos um trabalho a realizar. O mesmo Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, de Moisés e dos levitas, é O mesmo que olha com atenção para aqueles que O amam e não os deixa sem resposta. Aquele que nos escolheu como as Suas primícias e nos resgatou por alto preço deseja nos levar para a Casa do Pai o mais breve possível. Sejamos, pois, “tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:11 e 12).
Nosso Pai do Céu, Tu conheces o nosso íntimo como ninguém. O Senhor tem sido tão paciente e a Tua bondade é inquestionável. Como necessitamos olhar para Jesus, para o plano da redenção, para a Sua Palavra e vivermos por fé! Perto está o dia em que virás buscar o Teu Israel, em que manifestarás a Tua justiça. E nós aguardamos novo céu e nova terra, nos quais habita a justiça. Ó, Senhor, nosso Deus, que sejamos Teus primogênitos, dedicados a Ti, guiados pelo Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, primogênitos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Números03 #RPSP
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“Os filhos de Israel se acamparão junto ao seu estandarte, segundo as insígnias da casa de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da congregação se acamparão” (v.2).
A disposição das tribos de Israel enquanto acampavam no deserto foi meticulosamente organizada por Deus. Cada tribo, conforme sua turma designada, deveria permanecer em seu lugar, tanto ao acampar quanto ao marchar. As primeiras tribos compunham o “arraial de Judá” (v.9), que ficava “ao lado oriental (para o nascer do sol)” (v.3); elas marchariam em primeiro lugar. O segundo grupo, o “arraial de Rúben” (v.16), era composto por três tribos, que acampavam “para o lado sul” (v.10), sendo as que marchariam “em segundo lugar” (v.16). O arraial dos levitas ficava no meio dos demais grupos, ao redor do tabernáculo. “Para o lado ocidental” (v.18) ficavam as tribos de Efraim, Manassés e Benjamim, compondo o “arraial de Efraim”, que marcharia “em terceiro lugar” (v.24). E, finalmente, o “arraial de Dã”, localizado ao norte, marcharia por último. Esta ordem foi estabelecida pelo próprio Deus e certamente obedecia a uma lógica divina para fins especiais.
Tal organização promovia confiança nas promessas de Deus. Ele prometeu habitar no meio do Seu povo. Acampando ou marchando, os filhos de Israel tinham sempre a presença de Deus no meio deles: “como se acamparem, assim marcharão, cada um no seu lugar” (v.17). Certa vez, ouvi a ideia de que, vista do alto, a planta do acampamento de Israel, conforme a disposição das tribos, formava a imagem de uma cruz com o santuário ao centro. E, ao marcharem assim dispostos, carregavam a “cruz” por onde quer que fossem. Parece-me plausível que pudesse ser assim. Além disso, eles eram organizados por famílias, “segundo a casa de seus pais” (v.34). Ou seja, os membros de cada família estavam sempre juntos, tanto ao acampar quanto ao marchar. Israel estava dividido por tribos, estandartes, turmas e famílias, mas era um só povo com um só objetivo: alcançar a Terra Prometida.
Na visão de João, do livro selado com sete selos, o apóstolo ficou perturbado e chorou muito com a informação de que ninguém era digno de abrir aquele livro e desatar-lhe os selos. Até que um dos 24 anciãos se dirigiu a ele em sua aflição e lhe disse que “o Leão da tribo de Judá […] venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Ap.5:5). Percebam que o arraial que marchava à frente de Israel era o de Judá. Um símbolo inquestionável de Cristo, o Senhor dos Exércitos, marchando à frente do Seu povo. Uma marcha vitoriosa dAquele que “saiu vencendo para vencer” (Ap.6:2). Jesus declarou a Seus discípulos: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt.16:24). Quem sabe o Salvador visualizou o acampamento de Israel ao proferir estas palavras. Esse símbolo faz com que as palavras de Jesus tenham um sentido ainda mais significativo e pontual. Assim como o antigo Israel acampava e marchava conforme a orientação de Deus, colocando o plano divino acima de suas aspirações terrenas, nós, como povo remanescente, precisamos fazer o mesmo. Porque, todas as vezes que Israel se desviava da vontade do Senhor, desfigurava o projeto divino e colocava em risco a segurança e o bem-estar de todos.
Tomar a cruz de Cristo e levá-la não tem a ver com trabalho excessivo nem com autoflagelo, mas em nos tornarmos um reflexo do amor sacrificial do Salvador, de forma que Ele sempre esteja no centro de nossa vida. Esta é uma obra que Ele deseja realizar não somente em nós, mas também em nossos lares, na igreja e, por fim, no mundo. Esta é a sequência que precisamos obedecer. Esta é a mensagem da cruz que o mundo precisa conhecer: que Deus tem uma família na Terra composta por pessoas de todas as tribos, línguas, povos e nações, mas unida num só propósito e marchando para o mesmo lugar. Que, pela fé, façamos parte desta família mundial, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15) que, cheia do Espírito Santo, acampada ou em marcha, é uma prova inequívoca de que “o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).
Nosso amado Pai Celestial, bendito seja o Senhor, que deseja ordenar a nossa vida e o nosso lar exatamente onde precisamos estar ou onde precisamos andar! Não permita, Senhor, que os nossos pés se firmem ou caminhem onde o Senhor não aprova. Queremos andar e permanecer no centro da Tua vontade. Por isso, Te pedimos o que o Senhor tem prazer em nos dar, que é o Espírito Santo. Que o Teu Espírito nos guie pelo caminho que devemos andar e que a nossa vida esteja sempre firmada na Rocha que é Cristo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, Israel de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Números02 #RPSP
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“Como o Senhor ordenara a Moisés, assim os contou no deserto do Sinai” (v.19).
Do monte para o deserto. Esta mudança de cenário introduz o livro de Números com o primeiro censo da nação de Israel. Foi no tabernáculo recém-inaugurado que Moisés recebeu as orientações de Deus sobre como proceder com a contagem do povo. Ele e Arão contariam os homens de “vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra em Israel” (v.3). O Senhor ainda declarou o nome dos príncipes de cada tribo que os auxiliariam nesta missão. Não era propósito de Deus que o Seu povo se envolvesse em conflitos com as demais nações. Uma clara prova disso foi a sua saída do Egito, em que o povo não precisou erguer uma espada sequer, mas apenas confiar no poder de Deus. Todavia, chegaria o tempo em que Israel rejeitaria o governo de Deus e, sob a monarquia de reis terrenos, precisaria estar pronto para as guerras que inevitavelmente surgiriam.
Contados “nominalmente […] cabeça por cabeça” (v.18), cada homem capacitado a lutar foi recrutado para o alistamento militar de Israel. Cada tribo dispôs seu próprio destacamento. Em cada família havia pelo menos um hábil soldado capaz de representá-la. A tribo de Levi, porém, não entrou na contagem do censo. Aos levitas, cabia a responsabilidade de “cuidarem do tabernáculo do Testemunho, e de todos os seus utensílios, e de tudo o que lhe pertence” (v.50). Quando Israel acampava, cada tribo possuía seu lugar designado, “cada um junto ao seu estandarte, segundo as suas turmas” (v.52). Já a tribo de Levi acampava “ao redor do tabernáculo do Testemunho” (v.53), para que ninguém não autorizado do povo tivesse acesso às coisas santas e morresse. A tribo de Levi, portanto, era uma espécie de exército do santuário, protegendo seu próprio povo. E todas as tribos, mesmo divididas por estandartes, deveriam estar sempre unidas pela mesma bandeira: “O Senhor É Minha Bandeira” (Êx.17:15).
Estamos vivendo o tempo do maior censo já realizado pelo Senhor: o censo dos “inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações, tribos, línguas e povos. Todos, sem acepção de pessoas, podem alistar-se no exército do Deus vivo. No entanto, a convocação tem prazo para acabar e se apressa para o fim. Há um conflito ocorrendo neste exato momento. Desde a entrada do pecado no mundo, a humanidade tem enfrentado um inimigo cruel e desleal. E somente com o uso da armadura correta poderemos estar em pé no Dia do Senhor. Eis a ordem superior que devemos obedecer: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). Enfrentamos uma guerra que seria facilmente vencida pelo inimigo não fosse a graça do Senhor dos Exércitos. A esse respeito, acompanhem comigo a seguinte citação:
“O antagonismo que existe entre Cristo e Satanás revelou-se de maneira flagrante na recepção que Jesus teve. A pureza e santidade de Cristo suscitaram o ódio dos ímpios contra Ele. Sua vida de renúncia era uma perpétua reprovação a um povo orgulhoso e sensual. Satanás e os anjos caídos uniram-se aos homens maus contra o Campeão da verdade. A mesma inimizade é manifesta em relação aos seguidores de Cristo. Quem quer que resista à tentação, suscitará a ira de Satanás. Cristo e Satanás não podem harmonizar-se. ‘Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus, serão perseguidos’” (2Tm.3:12; O Grande Conflito, CPB, p.223).
Cumpre-nos fazer o que fez Israel, amados: “Assim fizeram os filhos de Israel; segundo tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim o fizeram” (v.54). Através de Sua Palavra, o Senhor continua instruindo o Seu povo e preparando-o para entrar na Canaã celestial. Temos o Céu a nosso favor e precisamos deixar isso muito claro através de nossas escolhas. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7). Eis a nossa arma secreta: “Ao som de fervorosa oração, treme todo o exército de Satanás […] É quando anjos todo-poderosos, revestidos da armadura do Céu, vêm em auxílio da desfalecida e perseguida alma, Satanás e seus anjos retiram-se, pois bem sabem que está perdida a sua batalha” (Mensagens aos Jovens, CPB, p.53).
Encerre o seu estudo de hoje com uma leitura cuidadosa de Efésios 6:10-18. Avante, exército do Deus vivo! “Proclamai isto entre as nações: Apregoai guerra santa e suscitai os valentes; cheguem-se, subam todos os homens de guerra” (Jl.3:9).
Ó, Senhor dos Exércitos, almejamos fazer parte do Teu último exército de oração; de estar entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar! Une o Teu povo neste mesmo propósito, Senhor Deus! Que possamos tocar a trombeta em Sião, proclamando uma assembleia solene, congregando desde os anciãos até os que mamam, rasgando o nosso coração diante de Ti, para que possamos nos alegrar no Senhor, nosso Deus, que faz descer sobre nós, em justa medida, a chuva temporã e a serôdia. Louvado seja o Senhor que Se compadece de nós e não permite que sejamos envergonhados! Porque nós cremos que, dentro em breve, Aquele que vem virá, e não tardará. Preciosa promessa! Obrigado, Pai, porque a Tua Palavra é fiel e verdadeira! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército do Deus Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Números01 #RPSP
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“No entanto, nada do que alguém dedicar irremissivelmente ao Senhor, de tudo o que tem, seja homem, ou animal, ou campo da sua herança, se poderá vender, nem resgatar; toda coisa assim consagrada será santíssima ao Senhor” (v.28).
Os votos e os dízimos constituem a parte final desta coleção de normas estabelecidas por Deus, conhecida como “Código de Santidade”. O voto consistia em uma espécie de acordo do homem diretamente com Deus, visando o favor divino a fim de alcançar uma determinada bênção. Ana, por exemplo, fez um voto com o Senhor, prometendo dedicar seu primeiro filho exclusivamente a serviço dEle, caso Ele lhe abrisse a madre. Esse voto ela cumpriu ao entregar o menino Samuel aos cuidados do sacerdote Eli, ainda em tenra idade. Fazer um voto a Deus implicava um sagrado compromisso que culminava em uma oferta específica que era levada ao santuário pelo votante. O voto implicava em compromisso, gratidão e plena confiança na provisão divina. Conforme o sábio Salomão, “Melhor é que não votes do que votes e não cumpras” (Ec.5:5).
O dízimo, por sua vez, foi estabelecido como uma prova de fidelidade e um “antídoto” contra a avareza e o egoísmo. Ao separar “todas as dízimas da terra” (v.30) e entregá-las aos sacerdotes, os adoradores eram levados ao consciencioso entendimento de que tudo o que tinham era fruto da bênção de Deus, e devolver a décima parte era muito pouco diante da abundância de que desfrutavam na terra que o Senhor lhes havia dado por herança, mas o suficiente para lhes provar a fidelidade para com o Doador divino. Enquanto o sistema de ofertas não possui uma porcentagem específica, o dízimo coloca todos os fiéis em pé de igualdade. Para Deus não importa se você devolve o dízimo de um salário mínimo ou de uma grande fortuna. Aquele que é o Dono do ouro e da prata (Ag.2:8) não precisa do nosso dinheiro; nós, porém, precisamos dizimar, sendo este o método mais eficaz de declararmos ao Senhor que nós confiamos nEle como o nosso Provedor e Mantenedor.
Infelizmente, muitos transformaram esse assunto em uma forma de enriquecimento fácil. A famosa teologia da prosperidade tem conquistado multidões de seguidores, atraídos pela promessa de abundância de recursos. Através de discursos criativos e apelativos, líderes espirituais reúnem milhares de pessoas, e muitas delas deixam em seus lugares de culto as economias de toda uma vida. Pedro já havia nos advertido com relação a esse engano: “também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe.2:3). Por outro lado, não há sociedade mais próspera do que aquela estabelecida entre o homem e Deus, onde o Sócio Majoritário só nos pede o mínimo, enquanto nos promete o máximo de lucro: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro […] e provai-Me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Ml.3:10).
A fidelidade nos dízimos e nas ofertas não é uma questão material, mas espiritual. Ela faz parte da nossa adoração ao Senhor. O mesmo Deus que declara: “Não furtarás” (Êx.20:15) é O mesmo que não muda (Ml.3:6) e que continua a advertir o Seu povo: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós Me roubais e dizeis: Em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml.3:8). Se fazer um voto ou juramento ao Senhor e não cumprir, constitui uma grave ofensa, imagine usufruir de dinheiro roubado! Lembremos do exemplo de Ananias e Safira, que, pela cobiça, levaram ao Senhor uma oferta mentirosa (At.5:1-11). Ao devolvermos ao Senhor, com inteireza de coração, parte dos recursos que Ele mesmo nos deu, o Espírito Santo nos concede mais da fidelidade de Seu fruto e nos apegamos menos às coisas deste mundo. “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm.6:10).
Há bênção e verdadeira felicidade em fazer a vontade de Deus, amados. Que a nossa vida e os nossos bens declarem que tudo o que somos e o que temos pertencem ao Senhor. Que possamos dar ouvidos às palavras do nosso Resgatador: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no Céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:19-21).
Pai querido, nós Te agradecemos pela bênção do estudo de mais um livro da Tua santa Palavra! Que todas as advertências, repreensões, e que todo o ensino, tenham sido para nós como espada de dois gumes, dividindo a nossa vida em antes e depois de Levítico! Senhor, reconhecemos a importância deste livro não apenas como um guia seguro para o antigo Israel, mas também para nós, que vivemos nos últimos dias deste mundo de pecado. Ó, Senhor, que perseveremos em ser santificados pela verdade! Depositamos em Tuas mãos tudo o que temos e somos, para a Tua glória. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Levítico27 #RPSP
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