Reavivados por Sua Palavra


Números 19 – Rosana Barros
30 de agosto de 2025, 0:45
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“Um homem limpo ajuntará a cinza da novilha e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e será ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado” (v.9).

Diferentemente dos demais rituais, o da água purificadora era derivado do sacrifício de um animal específico: “uma novilha vermelha” (v.2). Como todos os demais, incluía procedimentos específicos para serem realizados e tinha um objetivo específico: purificar. Em alguns casos, o homem tornava-se imundo e necessitava de uma cerimônia que pudesse purificá-lo. No primeiro capítulo das Escrituras, está escrito: “E o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). E em seu último capítulo, Jesus nos oferece a água viva: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Ou seja, a água é símbolo da criação e também da redenção.

Em sua jornada pelo deserto, por duas vezes, Israel recebeu por fonte de água uma rocha. No livro do profeta Isaías, encontramos a seguinte palavra do Senhor: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). O salmista escreveu e o apóstolo Pedro ratificou: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (Sl.118:22; 1Pe.2:7). Cristo é a Fonte da água viva, o Doador da pureza, a Rocha da salvação. Na gênese da Terra, o Seu Espírito estava por sobre as águas (Gn.1:2); no início de Seu ministério terrestre, Ele foi batizado nas águas (Mt 3:16); certa feita, foi encontrar Seus discípulos andando sobre as águas (Mt.14:25); foi com água que lavou os pés dos discípulos ensinando-lhes a preciosa lição da humildade (Jo.13:5); Seu último pedido à humanidade foi por água (Jo.19:28); Seu último chamado ao homem consiste em uma oferta de água (Ap.22:17).

Creio que o encontro de Jesus com a mulher samaritana seja o episódio mais conhecido e mais esclarecedor acerca do simbolismo da água. Considerada uma mulher imunda e desprezada por sua condição de vida, aquela mulher teve o sublime privilégio de experimentar a água purificadora direto da Fonte. Através daquele episódio, Cristo deixou claro que ninguém é tão imundo que não possa ser limpo. Pecado algum é tão grande que não possa ser perdoado. Hoje, não há mais aquela cerimônia da água purificadora. Na verdade, há uma real oportunidade de cura e de restauração através de Cristo Jesus. Aquele ritual apontava para Cristo e Sua missão de resgate: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14).

A suprema Fonte deseja nos tornar Suas fontes intermediárias no mundo. Aquela mulher junto ao poço não só bebeu da rica Fonte, mas, compreendendo a mensagem, tornou-se uma fonte a jorrar para a vida eterna na vida de seus compatriotas, inclusive aqueles que antes a perseguiam e rejeitavam. Assim como Cristo aproximou-se dela sem levar em conta os seus muitos pecados, imediatamente ela decidiu fazer o bem sem olhar a quem. A morte do Unigênito de Deus deu ao mundo o livre acesso à água purificadora. Todos que desejam viver piedosamente em Cristo necessitam ser lavados por Ele. E o batismo é o símbolo que sela esse desejo de assumir um compromisso com Cristo e a inauguração de uma nova vida com Ele.

Instituído na nova aliança, o batismo por imersão representa a linda decisão do pecador em ter sua vida renovada e o primeiro passo na direção do reino dos Céus. Jesus mesmo afirmou: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo.3:5). O batismo não é segurança de salvação, amados, mas é o meio que Deus usa para criar o primeiro vínculo do pecador com a pureza de Cristo. Não há poder algum nas águas batismais, mas nAquele que se faz presente por sobre as águas. O Espírito Santo pairava por sobre as águas na criação, pairou sobre Jesus em Seu batismo e paira sobre as águas do batismo de cada pessoa que, sinceramente, decide dar este passo de fé.

Se você ainda não se decidiu pelo batismo, continue estudando a Bíblia, ore ao Senhor, e Ele certamente o guiará para a melhor decisão de sua vida. A água purificadora o espera. Se você tem a oportunidade de tomar uma decisão hoje, “não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Aceite o chamado de Deus: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At.2:38).

Ó Senhor, nosso Deus, Tu que tens a água purificadora, a refrigerante água da vida, lava-nos, purifica-nos, limpa-nos de nossos pecados e impurezas! Como necessitamos desta obra de purificação, Senhor! Muitos de nós já fomos batizados, mas precisamos beber da água da vida e ser lavados por ela todos os dias, através de um relacionamento real e salvífico com Jesus. Por isso, Pai, reaviva-nos! E que o Teu Santo Espírito ajude os meus amados irmãos que ainda precisam tomar a decisão de descer às águas do batismo. Que eles ouçam o Teu chamado e se entreguem ao sublime privilégio de seguir os passos de Jesus. Obrigada por Tua paciência em nos esperar e em nos amar, Pai querido! Por Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, purificados pela Água da Vida!

Rosana Garcia Barros

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Números 18 – Rosana Barros
29 de agosto de 2025, 0:45
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“Disse também o Senhor a Arão: Na sua terra, herança nenhuma terás e, no meio deles, nenhuma porção terás. Eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (v.20).

Confirmado o sacerdócio de Arão e sua descendência, o Senhor cuidou de confirmar os seus direitos e deveres no santo ofício. Como representantes do povo diante de Deus, Arão e seus filhos carregavam sobre si o peso da responsabilidade pelas iniquidades do povo. Também necessitavam de mediação e deveriam ser exemplo perante Israel, por meio de uma vida de santa consagração e serviço. Seus “irmãos, os levitas” (v.6), também foram separados pelo Senhor para servirem na tenda da congregação, segundo as orientações e limites estabelecidos por Ele.

A parte devida aos sacerdotes, como uma espécie de salário por seu serviço, consistia nas ofertas e nas “coisas consagradas dos filhos de Israel” (v.8). Tudo seria dado a eles, exceto o que deveria ser consumido no fogo do altar. Também lhes cabia tomar para si “o melhor do azeite” (v.12), as primícias da terra e o valor dado pelo resgate dos primogênitos. Deus reservou para os sacerdotes praticamente tudo o que Israel levava ao santuário. Apesar de terem sido destituídos de possuir terras, o Senhor lhes proveu porção de valor inestimável, ao declarar: “Eu sou a tua porção e a tua herança” (v.20). Já os dízimos, ou seja, a décima parte das rendas do povo, eram revertidos aos levitas, que também não teriam parte na “herança no meio dos filhos de Israel” (v.23).

O santo ofício sacerdotal era uma figura do sacerdócio de Cristo, que levou sobre Si as nossas iniquidades e nos proveu um sacrifício aceitável a Deus para a nossa redenção. Os sacerdotes de Israel eram apenas uma representação do que Cristo fez e faz pela humanidade caída. Ele comprou para nós o direito de estarmos diante de Deus sem precisarmos mais de mediadores humanos, pois há “um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Em Seu ministério terrestre, Jesus cumpriu fielmente a obra que o Pai Lhe designou, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). E em Seu ministério celeste, oficia hoje diante do Pai como o nosso Sumo Sacerdote, intercedendo em nosso favor, até que sejam selados todos os servos de Deus (Ap.7:3).

Há uma exortação divina em cada porção das Escrituras de que a nossa única segurança está em seguir os passos de Jesus Cristo. Todo o serviço do santuário apontava para Cristo, Sua vida e obras. E Sua perfeita obediência nos permitiu participar com Ele da Sua vitória. NEle recebemos poder para obedecer. Contudo, sendo incapazes de cumprir a lei sem o peso de nossos pecados, somente por Cristo e Sua justiça perfeita podemos ser coparticipantes de Sua natureza. Portanto, se não fizermos de Cristo Jesus a nossa porção aqui, não teremos parte alguma na herança futura.

Como “sacerdócio real” de Deus nos últimos dias (1Pe.2:9), cumpre-nos viver de modo digno do nosso chamado; como quem não espera recompensas nesta Terra, mas o galardão eterno que Cristo nos comprou. Enquanto aqui estivermos, depositemos diante do altar do Senhor as primícias de tudo o que temos e somos, e que, pela fé, aceitemos o resgate que foi pago em nosso favor. Se Deus for a nossa porção, “nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39).

Seja Deus a nossa porção e teremos lugar na herança que Jesus nos garantiu: “voltarei e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3).

Nosso Deus e Mantenedor, graças Te damos pois Tu és a nossa porção! Graças Te damos por suprir as nossas necessidades e, principalmente, pela provisão celestial ao enviares Teu Filho amado para pagar o preço do nosso resgate! Graças Te damos pelo Teu Espírito, o maravilhoso Consolador que nos mantém em Teu caminho eterno! Ó, Pai, ajuda-nos a viver a Tua vontade a cada dia e a estarmos sempre satisfeitos com as bênçãos que nos dás! Santifica-nos, Senhor! E volta logo! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, herdeiros da promessa!

Rosana Garcia Barros

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Números 17 – Rosana Barros
28 de agosto de 2025, 0:45
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“O bordão do homem que Eu escolher, esse florescerá; assim, farei cessar de sobre Mim as murmurações que os filhos de Israel proferem contra vós” (v.5).

Além da liderança de Moisés, o sacerdócio de Arão também foi posto em dúvida pelos filhos de Israel. Cada tribo reivindicava como seu o direito da eleição divina. Fomentando inveja, discórdia e más suspeitas, alegavam não haver democracia. A notícia de que tal geração não entraria na terra prometida provocou-lhes grande tensão e anseio por um líder que os conduzisse para onde desejavam ir. A liderança de Moisés já havia sido confirmada. Precisavam também de uma prova inequívoca do chamado dado a Arão e sua linhagem como detentores do ofício sacerdotal.

Aos filhos de Israel foi dada a ordem de separar um bordão sobre o qual estaria o nome do chefe de cada tribo, ao todo, “doze bordões” (v.2). Esses bordões seriam colocados no santuário, diante do Testemunho, ou seja, diante da arca da aliança. A vara de madeira sem vida, do homem a quem Deus havia escolhido como líder de Seu tabernáculo, floresceria, cessando então as murmurações quanto à eleição sacerdotal. Assim aconteceu, e “Moisés pôs estes bordões perante o Senhor, na tenda do Testemunho” (v.7). “No dia seguinte, Moisés entrou na tenda do Testemunho, e eis que o bordão de Arão, pela casa de Levi, brotara, e, tendo inchado os gomos, produzira flores e dava amêndoas” (v.8).

A eleição divina não é regida pelos padrões humanos, amados. Deus não escolhe por partidarismo ou por grau de excelência, por berço ou por posses. O Pai do Céu olha para aqueles cujo coração anseia por uma experiência real com Ele. Aqueles pelos quais Cristo orou: “É por eles que Eu rogo; não pelo mundo, mas por aqueles que são Teus” (Jo.17:9). Estes são “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15), produzindo muito fruto. Em sua vida e obras, não procuram revelar justiça própria, mas, cheios do Espírito Santo, são verdadeiras testemunhas do poder transformador do evangelho eterno. São líderes não por desejo próprio ou por conveniência humana, mas pela onisciência divina que vê o coração (1Sm.16:7).

Deus apela ao Seu povo, um povo peculiar — separado para uma obra que excede em poder e luz a todas que já foram dadas ao homem realizar — que desperte para a solenidade do tempo que se chama hoje. Hoje, e não amanhã; hoje, e não em datas especiais ou imaginárias, somos chamados a perfumar o mundo com as boas-novas da salvação e recolher os frutos de nossa lida nesta terra. Muitos têm questionado: “Acaso expiraremos todos?” (v.13). Cristo voltará em nossa geração, ou ainda haverá outra? Creio que não seja esta a indagação correta a ser feita, e sim: Acaso estamos prontos? Faremos o que estiver ao nosso alcance para que esta seja a última geração da Terra?

A atenção de Deus está voltada para todo aquele que O tem buscado com inteireza de coração. De todas as nações da Terra, o Senhor ouve corações a suplicar por auxílio e a humilhar-se perante Ele em genuíno arrependimento. Há uma obra a ser realizada com urgência, e poucos são os que têm estendido suas mãos em clamor por mais poder. A porção adicional de azeite (Mt.25:4) aguarda somente o pedido daqueles que farão dela o combustível eficiente para o avanço da última grande obra. Não desanimemos, amados! Mas também não abandonemos nossa torre de vigia. Vigiai e orai! Eis qual deve ser nosso constante esforço. Olhemos para além do véu, de onde Cristo ministra a nosso favor. Avancemos confiantes de que Ele estará conosco “todos os dias, até à consumação do século” (Mt.28:20).

Eu sei que estamos vivendo momentos difíceis. Sei que, por vezes, nosso coração nem tem palavras para expressar ao Senhor. Vivemos em meio a uma geração corrupta, semelhante aos dias de Noé e aos dias de Ló (Lc.17:26-32). Muitos podem até estar pensando, neste instante, como os filhos de Israel: “Eis que expiramos, perecemos, perecemos todos” (v.12). Mas lembremos, meus irmãos, que o dilúvio veio quando as pessoas menos imaginavam; que Sodoma e Gomorra foram atingidas pelo fogo em um dia em que seus habitantes julgavam ser como outro qualquer. Perseveremos, portanto, em clamar pelo Espírito Santo, e Ele continuará convertendo nossos caminhos em trajeto santo e agradável a Deus, cheio de flores e frutos para Sua eterna glória.

Santo Deus, temos tanto ainda a aprender com a Tua Palavra. Mesmo com nossas limitações humanas, o Senhor nos deixou a Tua vontade escrita em linguagem que podemos compreender. E não há desculpas para nenhum de nós se negligenciarmos tamanho privilégio de manusear e estudar as Escrituras todos os dias. O Senhor tem planos e propósitos para cada um de nós dentro do cenário final do grande conflito. Que o nosso coração e a nossa mente se abram para ouvir com atenção a voz do Espírito Santo, para que a nossa vida floresça e dê muito fruto, para revelar ao mundo que só o Senhor é Deus. Em nome do nosso amado Redentor, nós Te pedimos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, bom perfume de Cristo!

Rosana Garcia Barros

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Números 16 – Rosana Barros
27 de agosto de 2025, 0:45
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“E disse à congregação: Desviai-vos, peço-vos, das tendas destes homens perversos e não toqueis nada do que é seu, para que não sejais arrebatados em todos os seus pecados” (v.26).

A incredulidade de Israel, frente ao relatório pessimista dos dez espias, causou-lhe a danosa consequência de um longo período de quarenta anos no deserto. Inconformados com o resultado de sua desobediência, Corá, Datã e Abirão, com mais duzentos e cinquenta “varões de renome” (v.2) do povo, “se ajuntaram contra Moisés e contra Arão” (v.3). Não aceitavam a sentença divina e lançaram sobre seus líderes o pesado fardo da culpa. Pensavam poder assumir a liderança e julgavam ser isso a coisa certa a fazer, usando, inclusive, o nome do Senhor como aval de suas ambições. Uma falsa segurança tomou conta de seus corações endurecidos e, por serem a maioria e a nata da nação, consideraram aquele protesto como o primeiro passo de sua vitória rumo à terra prometida.

Ao mandar chamar Datã e Abirão, Moisés recebeu uma resposta ousada e rebelde, a confirmação de que seriam sempre um estorvo à sua liderança. Pela primeira vez, a Escritura relata uma atitude inversa ao seu caráter manso e pacífico: “Moisés irou-se muito” (v.15). O grande líder, porém, não ousou usar sua ira para ferir seus inimigos, mas confiou na justiça divina. Em contrapartida, ostentando espírito de liderança e exibindo sua predileção entre o povo, “Corá fez ajuntar contra eles [Moisés e Arão] todo o povo à porta da tenda da congregação” (v.19). Todos contra dois! Esse foi o resultado da rebelião causada pelos príncipes do povo.

Imaginem o que Moisés não sentiu ao contemplar todo o povo contra ele. O mesmo Moisés que deixou sua pacata vida de pastor de ovelhas para liderar milhares de milhares pelo deserto; o mesmo que, diante da ira de Deus, ofereceu sua salvação a fim de poupar a vida do povo. Novamente, Deus ameaçou destruir os filhos de Israel. Mas aqueles que tinham o espírito de verdadeiros líderes intercederam por seus irmãos. E, diante da ordem do Senhor, os agitadores, que antes atraíram milhares para junto de si, viram todo o povo afastar-se deles como quem foge de leprosos. Sua ambição, egoísmo e rebeldia haviam contaminado suas famílias e os levaram, a todos, à mesma condenação.

No dia seguinte, um novo tumulto se instalou, e “toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão” (v.41). A morte daquelas famílias foi colocada na conta deles: “Vós matastes o povo do Senhor” (v.41). Não bastasse a tragédia do dia anterior, Israel suscitou algo pior, dando início a uma corrida contra o tempo a fim de cessar a praga do meio do arraial. Após correr “ao meio da congregação” e fazer expiação por ela (v.47), Arão se colocou “em pé entre os mortos e os vivos; e cessou a praga” (v.48). A mortandade naquele dia foi de “catorze mil e setecentos, fora os que morreram por causa de Corá” (v.49).

Foi por meio de uma rebelião que Lúcifer iniciou sua obra no Céu, enganando um terço dos anjos. E será por meio de uma rebelião que cumprirá seu portento final, “para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24). Instalado o tumulto nas esferas moral e espiritual, Satanás tem instigado uma atitude de rebeldia, mesmo entre o professo povo de Deus. Notem que a rebelião inicial de Corá envolvia homens de influência, eleitos pela própria nação para serem seus príncipes. Entretanto, Deus desaprovou a conduta e as intenções de todos eles. E nenhum deles — repito, amados — nenhum deles escapou do juízo divino.

A nossa confiança, meus irmãos, deve estar depositada em Deus e em Sua Palavra. Moisés e Arão eram depositários do claro e fiel “assim diz o Senhor”, e, semelhante à sua experiência, os fiéis servos de Deus dos últimos dias têm sofrido a indiferença e a perseguição daqueles que não têm o temor do Senhor. O apóstolo Paulo já nos alertou quanto a isso: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). E, quanto mais o tempo passa, mais difícil tem sido e mais evidente fica que não precisamos ir tão longe para sofrer por causa da nossa fé.

A rebelião de Corá, Datã e Abirão permanece infiltrada na igreja como um veneno letal contra os que agem no mesmo espírito. Envenenam o corpo de Cristo, a si mesmos e suas famílias. A cada manifestação de desobediência obstinada, tomam uma leve dose do mal que os destruirá, caso não mudem de atitude. Infiltrados entre o trigo, muitas vezes não podem ser discernidos, mas perto está o dia em que chegará “a hora de ceifar, visto que a seara da terra já amadureceu” (Ap.14:15). E, semelhante aos duzentos e cinquenta príncipes de Israel, esta será a sorte de quem não se arrepender (v.35).

A maravilhosa graça de Cristo ainda está à nossa disposição, amados. Ele tem intercedido por nós, junto ao Pai, constante e incansavelmente. A praga do pecado tem ceifado a vida de milhares todos os dias. Mas o grande Dia do Senhor se aproxima, quando, finalmente, o nosso Intercessor irá declarar: “cessou a praga” (v.50). Não devemos perder tempo com discussões que não edificam, nem com comparações e competições que desunem o corpo de Cristo, mas precisamos seguir o exemplo de Moisés e Arão, que intercediam pelo povo e confiavam no agir de Deus. Disso depende a nossa salvação, a da nossa casa e a de muitos que esperam ver Jesus em nós. Espero que o capítulo de hoje tenha feito você temer e tremer!

Ó Senhor, nosso Deus, não queremos ser rebeldes como Corá e seus partidários! Não queremos, a esta altura do tempo, estar com o coração endurecido nem com vãs aspirações! Não, Senhor! Queremos, sim, ser guiados pelo Espírito Santo! Ó Deus, Autor e Conservador de toda a vida, salva-nos por Tua graça! E dá-nos, como Moisés e Arão, um coração disposto a amar até mesmo aqueles que nos perseguem! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela maravilhosa graça de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

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Números 15 – Rosana Barros
26 de agosto de 2025, 0:45
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“Eu sou o Senhor, vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por Deus. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (v.41).

Em cada registro sobre as ofertas que deveriam ser levadas ao Senhor, no tabernáculo, há uma nova descoberta, uma nova percepção acerca dos propósitos divinos. Além de usar o método de repetição a fim de impactar a mente humana com as coisas sagradas, Deus também acrescenta novas informações que ampliam nossos horizontes para a compreensão de verdades e princípios eternos. Não era desejo do Senhor que Israel tomasse apenas para si o privilégio de tê-Lo como Deus, mas que fosse uma nação receptiva a todo estrangeiro que quisesse conhecer e servir ao único Deus verdadeiro: “Como vós, assim será o estrangeiro perante o Senhor” (v.15). Isso me lembra o seguinte texto do profeta Isaías:

“Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao Senhor, dizendo: O Senhor, com efeito, me separará do Seu povo. […] Aos estrangeiros que Se chegam ao Senhor, para O servirem e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a Minha aliança, também os levarei ao Meu santo monte e os alegrarei na Minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:3,6 e 7).

As mesmas leis e os mesmos ritos cerimoniais deveriam ser observados por naturais e estrangeiros. Todos eram iguais perante o Senhor. E, se todos, por ignorância, errassem e não cumprissem “todos estes mandamentos” (v.22), tinham de assumir o erro, levando uma oferta pelo pecado e “um novilho para holocausto” (v.24). O sacerdote faria expiação por toda a congregação, e seriam perdoados. O mesmo critério era usado de forma individual, tanto para o natural quanto para o estrangeiro. A pessoa, porém, que fizesse “alguma coisa atrevidamente” (v.30), injuriando o Senhor e desprezando Sua Palavra, seria eliminada do meio do povo e levaria sobre si sua iniquidade.

Antes mesmo de proferir os Dez Mandamentos no monte Sinai, o Senhor provou Seu povo quanto à observância do sábado. O quarto mandamento já inicia declarando sua pré-existência: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx.20:8). Ao recolherem o maná em dobro na sexta-feira, estavam lançando um firme alicerce espiritual de confiança na provisão de Deus. A morte do homem que colheu lenha no sábado não foi um ato sanguinário e cruel de um Deus tirano. Também não foi um pecado por ignorância, mas o Senhor, que sonda os corações, sabia que, atrevidamente, o homem havia desprezado o mandamento, assumindo a fatal consequência de seu pecado: “Porque o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23).

O capítulo de hoje também menciona as “borlas”, que eram franjas na parte inferior das vestes e serviam como um símbolo, uma lembrança dos mandamentos do Senhor. Foi na borla da veste de Cristo que a mulher com o fluxo de sangue tocou e foi curada (Lc.8:44). Até mesmo na vestimenta, Israel deveria reproduzir a vontade de Deus. Ao contrário do que o mundo tem pregado, o Senhor nos diz: “Não seguireis os desejos do vosso coração, nem dos vossos olhos, após os quais andais adulterando” (v.39). O mundo está sendo tomado por um cristianismo emocional, sustentado pelo fundamento arenoso e instável da vontade humana. O princípio estabelecido por Deus em Sua Palavra, de que todos devem participar da verdadeira adoração, não inclui, em parte alguma, o desejo ou os gostos do coração humano. Aquele que detalhadamente definiu como deveria ser adorado pelo antigo Israel é o mesmo que concedeu à Sua igreja militante o conhecimento profético para os últimos dias.

Segundo Ellen White, o mesmo princípio é aplicado na igreja de Deus, hoje. Ela escreveu:

“A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade, por Ele dotada de poder para fazer uma obra especial; e se ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nela habitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar ao Senhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor” (Minha Consagração Hoje, CPB, p.249).

Para cada filho de Deus, há um chamado. Para cada um de nós, há um ou mais dons a serem multiplicados. Mães, assumam sua sagrada obra; vasculhem os Testemunhos como em busca de um tesouro perdido; pela graça de Deus, pratiquem os ensinos ali contidos, na certeza de que o Senhor lutará por vocês e salvará seus filhos (1Tm.2:15). Pais, há uma vasta coleção de conhecimento à sua disposição; vocês possuem uma grandiosa obra a executar como sacerdotes do lar; desviem-se do exemplo de Eli (1Sm.2:29). Filhos, o dever de vocês consiste em honrar a Deus e sua família; procurem dominar suas paixões, buscando ao Senhor como Daniel, que três vezes ao dia se punha de joelhos em meio à ímpia Babilônia (Dn.6:10); procurem fugir das tentações, à semelhança de José, que fugiu da oferta sensual da mulher de Potifar (Gn.39:12).

Depositemos, hoje, amados, a nossa vida e a nossa família no altar do Senhor! Esta, certamente, é uma oferta “de aroma agradável ao Senhor” (v.14).

Senhor, nosso Deus, somos limitados e nossa natureza pecaminosa muitas vezes nos coloca em encrenca. Se pecamos contra Ti por ignorância, que se cumpra a Tua Palavra de que o Senhor não leva em conta os tempos da ignorância. Perdoa-nos e ajuda-nos a não pecar contra Ti, pelo poder que há no sangue do nosso Salvador! O que seria de nós se a salvação pertencesse somente a Israel, Senhor? Mas o Senhor nos chamou para Si e nos adotou como filhos legítimos por meio de Cristo. Muito obrigado, Paizinho querido! Coloca em nosso coração as borlas da fidelidade e da obediência à Tua Palavra, porque nós Te amamos. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#Números15 #RPSP

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Números 14 – Rosana Barros
25 de agosto de 2025, 0:45
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“O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta gerações” (v.18).

A incredulidade tomou conta de todo o acampamento. Decididos a retornar ao Egito sob as ordens de um novo capitão, os filhos de Israel lançaram mão de pedras com o objetivo de dar fim a Moisés, Arão e aos dois espias que ameaçavam os seus planos. O Senhor, no entanto, Se manifestou em defesa de Seus servos e para declarar o veredicto contra a nação que O afrontou por “dez vezes” (v.22). Foi dito que, a partir de Moisés, Deus suscitaria um “povo maior e mais forte” (v.12), concedendo à sua descendência a herança que Israel havia desprezado. A reação do provado líder, porém, manifestou em seu caráter a misericórdia e o amor do divino Oleiro. Intercedendo pelo povo, ele rogou ao Senhor que o perdoasse mais uma vez.

O perdão não anula a justiça divina, amados. A respeito daquele grande pecado, o Senhor declarou: “Eu lhe perdoei” (v.20), mas não poderia permitir que os filhos de Israel fossem poupados das consequências de sua iniquidade. Os que desprezaram o “assim diz o Senhor” para seguir palavras humanas não entrariam na terra prometida. No entanto, Calebe e Josué entrariam na terra que espiaram, e a sua descendência a possuiria, visto que neles houve outro espírito, e perseveraram em seguir ao Senhor. E ao povo foi dada a ordem de mudar de rumo e caminhar “para o deserto, pelo caminho do mar Vermelho” (v.25). Ou seja, em vez de avançar, Israel deveria retroceder. Iniciava ali a jornada de quarenta anos que deixaria para trás uma geração rebelde e obstinada, suscitando uma geração que tomaria posse da promessa: “Mas os vossos filhos”, disse o Senhor, “[…] farei entrar nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes” (v.31).

Uma grande confusão se instalou em Israel ao contemplarem a morte dos dez espias “que infamaram a terra” (v.37). Percebendo a gravidade da situação e a seriedade das palavras divinas pronunciadas por Moisés, “levantaram-se pela manhã cedo e subiram ao alto do monte, dizendo: Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado” (v.40). A esse despertar tardio, contudo, veio a perturbadora resposta: “Não subais, pois o Senhor não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos” (v.42). Mais uma vez, Israel não deu ouvidos ao profeta de Deus. E com que angústia de alma sofreu Moisés ao ver a teimosia de um povo retornando ferido e derrotado! Com que agonia viveu o restante de sua peregrinação, sabendo que todo aquele povo, exceto Calebe e Josué, seria consumido no deserto e ali seria sepultado!

Amados, cada cena da jornada de Israel é um chamado de Deus para que o Seu povo do tempo do fim desperte para o tempo de sua peregrinação. À semelhança de Israel, estamos às portas do cumprimento da última promessa. Como Josué e Calebe, Deus tem um remanescente fiel sendo enviado ao mundo, tendo nos lábios e no coração o último clamor. Homens e mulheres que têm sido desprezados e até mesmo ameaçados pelos impenitentes, mas acolhidos e levados a sério pelos humildes de coração. Em tom de maior urgência, o Senhor declara, hoje: “Até quando Me provocará este povo e até quando não crerá em Mim, a despeito de todos os sinais que fiz no meio dele?” (v.11).

Prestes a cruzar a linha de chegada, às vésperas de encerrar a nossa carreira, em tempo de solene advertência, precisamos de olhos e ouvidos espirituais para, como Josué e Calebe, mantermos firme a nossa fé nAqueleque jamais deixa de cumprir as Suas promessas. Milhares têm aderido à mesma ideia do antigo Israel: “Levantemos um capitão e voltemos para o Egito” (v.4), e, sob a loucura da bandeira humana, desprezam a bandeira vitoriosa do Príncipe Emanuel. Mas o período de graça, que se apressa para o seu limite, não postergará o tempo determinado para o seu fim e, amedrontados pela ruína daqueles que antes seguiram como seus mentores em lugar do que está escrito, os rebeldes passarão por um falso despertar que resultará em frustração e completa derrota. A Palavra do Senhor é bem clara, amados, e precisamos dar ouvidos a fim de permanecermos firmes como Calebe e Josué: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (1Co.5:11).

Se Israel houvesse aceitado a disciplina e a correção do Senhor como oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento do caráter, jamais teria escolhido o lado pessimista dos dez espias. Como temos encarado as provas que enfrentamos? Não pense ninguém que o Senhor poupará alguma iniquidade em Seu juízo final. Ele está separando a escória do ouro e o joio do trigo. Despertemos para “o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2)! A igreja de Deus está sendo sacudida, meus irmãos! E o Espírito Santo está selando os últimos “Josués” e “Calebes”, “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4). Enquanto isso, como Israel subiu ao monte a fim de tentar reaver o tempo de oportunidade desperdiçado, se apressa o tempo em que os que rejeitaram a verdade “andarão de mar a mar e do Norte até ao Oriente; correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12).

Prepara-te, Israel de Deus! “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14).

Ó, Pai Eterno, o mundo tem conhecido como desde os primórdios o Senhor tem Se levantado em favor do Teu povo. Como em cada geração, tens conservado filhos fiéis a Ti. Agora que estamos no tempo da última igreja, da última trombeta e do último clamor, rogamos que a Tua força Se engrandeça, pois o Senhor é longânimo e grande em misericórdia, e perdoa a iniquidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado. Santo Deus, perdoa, pois, a nossa iniquidade, segundo a grandeza da Tua misericórdia e como também tens nos perdoado até hoje! Não queremos passar mais quarenta anos no deserto deste mundo! Não, Pai! Ó, Senhor, queremos ir para o Lar! Faz-nos a geração de Josués e Calebes que estarão vivos para entrar na Canaã celestial! Pelos méritos do nosso amado Redentor, Jesus Cristo, nós clamamos a Ti, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, “Josués” e “Calebes” dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#Números14 #RPSP

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Números 13 – Rosana Barros
24 de agosto de 2025, 0:45
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“Então, Calebe fez calar o povo perante Moisés e disse: Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).

Os filhos de Israel finalmente estavam chegando às portas da terra prometida. Todo o sofrimento passado recebeu uma dose de doce alívio ao avistarem os doze príncipes de Israel a caminho da missão de espiar a terra. Imagino quão grande era a expectativa do povo. Como seria, afinal, a terra da liberdade? Teria lugar suficiente para todos? “Vede a terra” (v.18) foi a ordem inicial de Moisés para os doze espias, a fim de que retornassem ao acampamento com todas as informações possíveis. “Tende ânimo” (v.20) foi sua ordem final, para que, independentemente do que vissem, permanecessem confiantes no poder de Deus e na fidelidade de Sua promessa.

Aqueles homens “subiram e espiaram a terra” (v.21). Eles viram uma terra com dimensões a perder de vista, montanhas verdejantes e campos e mais campos dos quais brotavam as riquezas da flora local. Viram também as cidades fortificadas, os moradores que exibiam o vigor da saúde e alguns com estatura que se assemelhava à de nossos primeiros pais. Era, sem dúvida, um lugar de tirar o fôlego, principalmente do ponto de vista de quem havia saído do cativeiro para o deserto. Porém, mesmo diante das maravilhas de Canaã e carregando um único cacho de uvas sobre os ombros de dois deles, os espias retornaram com seus corações tomados de medo, descartando por completo a possibilidade de Israel conquistar aquele lugar.

Dois deles, no entanto, Calebe e Oseias (a quem Moisés chamou Josué), tendo as manifestações de Deus e Seu cuidado constante para com Israel bem fixos na mente, estavam dispostos a enfrentar e contra-argumentar o pessimismo de seus outros companheiros. “Ao cabo de quarenta dias” (v.25), eles retornaram ao acampamento. Dez dos espias iniciaram seu discurso, a princípio, com inegáveis indícios da realidade de que verdadeiramente era uma terra que manava “leite e mel” (v.27). Isso eles não podiam negar. Contudo, a continuação de suas notícias começou a mudar a feição dos filhos de Israel; em questão de segundos, eles passaram da alegria para o desespero. Percebendo o resultado do “noticiário” daqueles príncipes, Calebe “fez calar” (v.30) a todos e, a plenos pulmões, gritou o brado da vitória: “Eia! Subamos e possuamos a terra, porque, certamente, prevaleceremos contra ela” (v.30).

Diante de dez reclamações e duas defesas, Moisés estava diante da maior sedição que ocorreria em Israel, superando até mesmo a idolatria no Sinai. E aquela geração selaria seu destino final como errantes pelo deserto. Um dia, amados, Deus enviou a este mundo o Seu Filho unigênito. Jesus nasceu, viveu e morreu para que você e eu fôssemos libertos do cativeiro do pecado e para que, muito em breve, possamos passar do deserto desta vida para o gozo da Terra que Ele prometeu nos preparar (Jo.14:1-3). O antigo Israel estava prestes a provar o antegozo da eternidade. Estava às vésperas de entrar no lugar que poderiam chamar de lar. Mas, ao escolher dar ouvidos às palavras de depreciação e dúvida acerca da promessa divina, toda uma geração cairia no deserto sem avançar um passo sequer em direção a Canaã.

O apóstolo Pedro nos advertiu de que, nos últimos dias, surgiriam muitos “escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação” (2Pe 3:3-4). Estamos, meus irmãos, buscando, com súplicas, a força, a resistência e a fé de Josué e Calebe? Eu não sei quanto a vocês, mas eu estou cansada! Sinto minha fragilidade aflorar a cada passo que dou neste mundo escuro. Percebo que o grande conflito está sendo decidido em cada coração. Um Armagedom individual está acontecendo na minha e na sua vida. E de que lado nós estamos? Daqueles que desistem porque julgam difícil alcançar a promessa? Que olham para as dificuldades, esquecendo-se do poder de Deus? Ou daqueles que confiam nos méritos de Cristo, que conquistou nossa vitória na cruz do Calvário?

Seja esta a minha e a sua oração neste dia:

Ó, Deus Todo-Poderoso, nestes momentos finais que antecedem a nossa entrada no Lar eterno, reveste-nos com a Tua armadura e faz-nos Calebes atuais, que farão soar a todas as nações da Terra o último brado da vitória! Te oramos, em nome de Cristo Jesus, Amém!

Eis a resposta de Jesus neste tempo tão difícil:

“A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co.12:9).

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, aperfeiçoados no poder de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Números13 #RPSP

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Números 12 – Rosana Barros
23 de agosto de 2025, 0:45
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“Era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a Terra” (v.3).

De todas as virtudes do Espírito Santo, a mansidão ganhou destaque na vida de Moisés, uma prova inequívoca da transformação realizada por Deus em sua vida. Aquele que matou um egípcio e o enterrou na areia, e que enxotou sozinho os algozes das filhas de Jetro, revelou que a influência da comunhão com Deus produz o divino fruto no caráter. Moisés tornou-se, portanto, um padrão de mansidão. Seu tato para com o povo era sempre pacífico, e suas palavras, ainda que por vezes de advertência, eram carregadas de uma santa paz. A atmosfera que o cercava promovia um respeitoso temor entre o povo, e ninguém ousava duvidar de sua eleição divina. Ninguém, exceto pela inveja e cobiça de seus próprios irmãos.

Escolhido como chefe espiritual da nação e sumo sacerdote do templo de Deus, Arão era responsável por reger as atividades no santuário. Junto com Miriã, ele viu em Zípora, mulher de Moisés, a desculpa para alimentar seus amargos sentimentos. A liderança mosaica despertou neles a insatisfação de terem que se submeter a seu irmão mais novo. É provável que Miriã tenha sido quem instigou a dúvida e semeou a intriga no coração de Arão. O castigo que lhe foi aplicado parece apontar para isso e, por sete dias, “detida fora do arraial”, ali permaneceu, “e o povo não partiu enquanto Miriã não foi recolhida” (v.15).

Além de enfrentar, todos os dias, os ânimos acalorados do povo, Moisés teve de lidar com a sedição de seus próprios irmãos. Instigado por Miriã, Arão poderia ter resistido às suas ruins suspeitas, mas, semelhante à sua fraqueza ao confeccionar o bezerro de ouro, permitiu ser novamente influenciado. Convocados pelo Senhor para um encontro particular, os três irmãos foram à tenda da congregação. Primeiro, Deus separou Moisés de seus irmãos, chamando apenas Arão e Miriã para que se apresentassem diante dEle. O sofrido líder foi ali poupado da conversa que resultou na lepra de sua irmã. Por um instante, quem sabe, eles tenham cogitado que Deus os estava prestigiando ao chamá-los primeiro. Mas quão grande deve ter sido o temor de seus corações ao perceberem a indignação do Senhor.

A respeito do protesto dos irmãos, “o Senhor o ouviu” (v.2). Nada há encoberto que o Senhor não tenha conhecimento, amados. Antes mesmo que aquele comentário, inicialmente tímido, se revertesse em mais um fardo sobre Moisés e em resultados desastrosos para os próprios envolvidos, Deus cuidou de cortar o mal pela raiz. Moisés não era somente um profeta, mas um amigo do Senhor. “Boca a boca” (v.8) e face a face o Senhor lhe falava. Arão e Miriã sentiram suas faces empalidecerem diante do questionamento divino: “Como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (v.8). E, diante da praga instantânea de Miriã, rogando a Moisés que intercedesse por ela, Arão só pôde concluir: “Loucamente procedemos e pecamos” (v.11).

Sutilmente, o inimigo lança mão de seus agentes humanos para instigar a inveja, a intriga e a dissensão. Diálogos duvidosos, conversas influenciadoras e comentários maldosos dão o início à contenda entre irmãos. Eis um problema que não escolhe classe social, grau de parentesco ou idade. Basta haver duas pessoas unidas na mesma disposição de criticar alguém para que rapidamente sejam submetidas a um “júri popular”. Este tem sido um dos principais agravantes da queda espiritual na igreja de Deus, uma das estratégias mais eficazes e bem-sucedidas de Satanás. Enquanto ele distrai o professo povo de Deus em conflitos internos, há multidões perecendo, famintas da Palavra e do amor de Cristo, por meio daqueles que, como Moisés, deveriam estar refletindo o caráter divino.

Ouso afirmar que este é um dos capítulos mais importantes deste livro, apesar de ser um dos menores. Nele, podemos perceber, entre tantas outras lições: o perigo da intriga; a dura realidade de que, por vezes, inimigos podem se levantar de onde menos imaginamos; que Deus não tolera a inveja e a maledicência; mas também percebemos como vale a pena ser fiel a Deus e fazer a Sua vontade; que a mansidão vence a ira; e que a oração em favor dos que nos perseguem pode promover perdão e restauração. Ó, amados, há um mundo que geme com grandes dores espirituais, físicas e emocionais! Perderemos tempo e colocaremos em risco nossa salvação e a de outros para reclamar posições e direitos que não nos pertencem? Gastaremos os instantes finais que ainda temos alimentando nossa natureza carnal? Ou, como Moisés, nos submeteremos à influência do Espírito Santo para que Ele molde nosso caráter para a glória de Deus? A maledicência, meus irmãos, é uma lepra cujas chagas consomem a alma, condenando-a à ruína eterna! Deus nos livre deste terrível mal!

Ó Deus, rogo-Te, que o Senhor cure o Teu povo desta praga maldita e o recolha de volta ao Teu aprisco como povo purificado e mui manso! Que perseveremos, através do estudo da Tua Palavra, todos os dias, em aprender de Jesus, que é manso e humilde de coração. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5). 

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, mansos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Números12 #RPSP

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Números 11 – Rosana Barros
22 de agosto de 2025, 0:45
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“Porém Moisés lhe disse: Tens tu ciúmes por mim? Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (v.29).

Vivendo como peregrinos no deserto, os filhos de Israel enfrentavam muitas privações, mas o cuidado e o zelo do Senhor para com eles não lhes deixava faltar nada quanto às suas necessidades básicas. A água da rocha e o maná eram uma prévia da fartura que encontrariam em Canaã e deveriam ser motivo de grande gratidão. Acostumados, porém, com os alimentos do Egito, permitiram que seus desejos os dominassem a ponto de assumirem uma atitude de queixa e murmuração. Essa atitude foi incitada pelo “populacho” (v.4), o povo híbrido, ou seja, hebreus que se casaram com egípcios e que ficavam nas extremidades do acampamento. O apetite dominou a razão, acendendo assim a ira de Deus como fogo consumidor. Então, Moisés orou pelo povo, e “o fogo se apagou” (v.2).

Diante da tenda de Moisés, família após família apresentava sua queixa e, em tom de ameaça, expressava o desejo pelos alimentos da terra do exílio. Vendo Moisés que, novamente, a ira de Deus se havia acendido contra o povo, com o coração quebrantado, depôs diante do Senhor o seu pesado fardo. O grande líder reconheceu sua impotência diante da obra de guiar pelo deserto um povo tão obstinado e rebelde, que conservava no coração as coisas do Egito. Pedindo a morte, Moisés demonstrou um alto grau de sofrimento emocional, pensando ser essa a solução para sua profunda angústia. O fiel servo de Deus rasgou o coração diante de seu Pai em sinceridade, e sua humildade e mansidão foram expostas como a força motriz de sua liderança.

A resposta divina veio na forma de setenta homens designados para auxiliar o grande líder, dividindo com ele as dificuldades da jornada no deserto. Disse o Senhor a Moisés: “Tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles” (v.17). No tempo determinado, “o Espírito repousou sobre eles, e profetizaram” (v.25). Dois deles, porém, Eldade e Medade, não foram à tenda da congregação, como ordenado pelo Senhor. Contudo, o mesmo Espírito foi derramado sobre eles, de modo que profetizavam no arraial. Josué, “servidor de Moisés” (v.28), entendeu que a atitude daqueles dois era uma espécie de ameaça à liderança de Moisés. Este, no entanto, demonstrou genuíno interesse em que todo o povo pudesse experimentar a suave e poderosa atuação do Espírito Santo.

Quando o apetite e as paixões carnais assumem o controle da mente humana, o homem fica limitado a enxergar tão somente o corruptível. Com o coração furtado pela cobiça, suas ambições tornam-se irracionais, suas aspirações, frustradas, entrando em um processo de constante insatisfação. O insuperável Educador celestial utiliza Seus métodos de ensino conforme a necessidade de Seus aprendizes. Ao prover o arraial com codornizes, o Senhor não exagerou em Sua provisão, mas deu ao povo exatamente na medida do que desejavam. Por meio de sua glutonaria, Israel experimentou os resultados de permitir que a vontade própria assuma o lugar da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).

Assim como Moisés desejou que o Espírito Santo fosse derramado sobre todo o povo, o Senhor deseja derramar Seu Espírito “sobre toda a carne” (Jl.2:28). Mas, assim como apenas setenta homens dentre os filhos de Israel estavam prontos para recebê-Lo, hoje, poucos têm se preparado para receber a chuva serôdia. Desde o Éden, Satanás tem usado o apetite para desvirtuar o homem da vontade de Deus. Ele sabe bem a intrínseca relação entre corpo e mente e é especialista em induzir estilos de vida que promovam o vício, a doença e o bloqueio da razão para a clara compreensão do “assim diz o Senhor”. Há luz suficiente para que não sejamos alvos dessa estratégia maligna. Temos aceitado e buscado praticar a luz que nos foi dada, amados?

Não há ruptura entre mente, corpo e espírito. O homem é um ser holístico e, como tal, precisa buscar a nutrição ideal de cada aspecto de sua vida. É um processo que requer renúncia, perseverança, confiança na provisão divina e completa dependência de Deus. Encerro hoje com a advertência de uma parte da luz que nos foi dada nestes últimos dias, por meio da mensagem de saúde:

“Meu irmão e minha irmã, tendes uma obra a fazer que ninguém pode fazer por vós. Despertai de vossa letargia, e Cristo vos dará vida. Mudai vosso modo de viver, de comer e de beber, e vosso sistema de trabalho. Enquanto continuardes no caminho que tendes seguido por anos, não podereis discernir com clareza coisas eternas e sagradas. Vossas sensibilidades estão embotadas, e vosso intelecto, obscurecido. Não tendes estado a crescer em graça e no conhecimento da verdade, como é vosso privilégio. Não tendes crescido em espírito, mas aumentado em trevas” (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, CPB, p.45).

Ó, Senhor, nosso Deus, como necessitamos do Teu Espírito em nossa vida! Como necessitamos de uma mente lúcida para discernir a Tua voz das vozes deste mundo! Como necessitamos cuidar melhor da nossa saúde colocando em prática os Teus remédios naturais: ar puro, luz solar, temperança, exercício físico, água, alimentação saudável, descanso e confiança em Deus! Não foi sem razão que o Senhor nos deixou orientações preciosas sobre saúde nestes dias finais, porque chegará o tempo em que precisaremos suportar o cansaço, a demora e a fome. Ajuda-nos, Senhor, a zelar pelo nosso corpo e, consequentemente, pela nossa mente, pois somos templos do Teu Espírito! Tira de nós o desejo pelas iguarias do príncipe deste mundo! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Números11 #RPSP

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Números 10 – Rosana Barros
21 de agosto de 2025, 0:45
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“Se vieres conosco, far-te-emos o mesmo bem que o Senhor a nós nos fizer” (v.32).

Ao som de um único instrumento, todo o povo compreendia a mensagem a ser transmitida. Em suas celebrações, assembleias solenes, preparação para marchar ou até mesmo para a guerra, havia um sonido certo de trombeta. Na devida ordem, cada lado do acampamento entendia que havia chegado sua vez de partir. Não havia desculpas para o descaso, pois todo Israel sabia discernir a mensagem que cada toque deveria transmitir. De todos os toques, o toque a rebate era uma espécie de alarme, um prenúncio de que algo estava para acontecer, geralmente alertando-os de algum confronto inimigo.

Antes de Israel iniciar suas peregrinações no deserto, “jornada após jornada” (v.12), ainda estava na companhia de Moisés o seu cunhado, Hobabe. Vendo que este pretendia voltar à sua terra, Moisés rogou que ele permanecesse com eles e participasse das bênçãos que o Senhor daria a Seu povo Israel. Certamente, o líder de Israel reconheceu em Hobabe a experiência de quem sabia como sobreviver no deserto, além, é claro, da afeição que lhe tinha. Podemos dizer que Hobabe representa aqueles que estão sendo convidados a fazer parte do povo de Deus e que recebem a solene advertência: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

A trombeta é um instrumento apocalíptico que vem anunciando ao mundo, ao longo da história, que o fim se aproxima. As sete trombetas que o apóstolo de Patmos viu na mão dos sete anjos (Ap.8:2) estavam para ser tocadas, e cada uma representa um tempo profético na história da humanidade. Segundo a profecia bíblica, a sexta e penúltima trombeta anuncia um desastre sem precedentes, momentos calamitosos que antecedem o soar da última trombeta. Apesar de ser um sonido de juízo sobre a Terra, os homens não se arrependeram de suas obras más, permanecendo em sua idolatria, assassinatos, feitiçarias, prostituição e furtos (Ap.9:20-21).

Diante de um quadro tão desanimador às vésperas do soar da sétima trombeta, João viu outro anjo forte que anunciou o surgimento de um povo por meio do estudo de um “livrinho” (o livro de Daniel). Contudo, assim como foi com João, doce à boca e amargo ao estômago, esse povo sofreria um grande desapontamento com a mensagem que antes lhes havia causado grande alegria (Ap.10:1-11). Os mileritas   acreditavam que o fim do período anunciado pelo profeta Daniel, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14), culminaria no retorno de Cristo à Terra, quando, na verdade, era o início do juízo investigativo no Céu. Jesus passou do Lugar Santo para o Lugar Santíssimo do santuário celeste, e essa fase de Seu ministério começaria pelos de casa (Ap.11:1-2; 1Pe.4:17).

Um pequeno grupo de crentes, ainda que decepcionado pelo terrível desapontamento, acreditou que o Senhor tinha algo a lhes falar por meio daquela prova. Descobriram, então, que a data de 22 de outubro de 1844 não era o fim, mas o começo do fim. Pois “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Nascia, a partir dali, um movimento profético, a última igreja de Deus na Terra, com a missão de pregar o “evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), um atalaia de Deus a fim de dar ao mundo o sonido certo da trombeta, de chamar os servos do Senhor que ainda se encontram em Babilônia para participarem conosco da grande ceia do Senhor, das “boas coisas” (v.29) que Ele prometeu ao Seu povo.

“Levanta-te, Senhor” (v.35) tem sido o clamor daqueles que peregrinam pelo deserto deste mundo e percebem a brevidade dos tempos. Há um inimigo cruel e desleal no encalço dos filhos do reino, que tem agido apressadamente, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). É tempo de nos consagrarmos ao Senhor e de sermos revestidos de toda a Sua armadura, para podermos “ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações. Como Moisés, precisamos chamar nossos amigos e familiares que ainda se encontram em zona de risco. A última trombeta está para ser tocada. Não há tempo a perder, amados! Que nossa vida, nas mãos do Senhor, seja um instrumento de salvação a Seu comando e que, de nosso coração, saia o constante e urgente clamor: “Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel” (v.36). “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Pai Celestial, Tu sabes que o maior desejo do coração daqueles que Te amam é que Jesus volte logo. Mas, ao mesmo tempo, nosso insistente clamor é que haja tempo de arrependimento para todos os que amamos e pelos quais oramos. Queremos discernir o sonido certo da trombeta, Pai. Não queremos dar ao mundo sons de alarme falso, nem tampouco negligenciar a urgência do tempo em que vivemos. Concede-nos, ó Deus, o Espírito Santo, para aprendermos a contar os nossos dias a fim de alcançarmos coração sábio! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, milhares de milhares de Israel!

Rosana Garcia Barros

#Números10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100