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“Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (v.21).
Em sua segunda carta, o apóstolo Pedro já não mais se refere aos “forasteiros da Dispersão” (1Pe.1:1), mas aos que “obtiveram fé igualmente preciosa na justiça” (v.1) de Jesus Cristo, assim como ele e os demais conversos haviam obtido. A preciosa graça que os havia alcançado rasgaria as cortinas do tempo até atingir o coração da última geração de cristãos dos últimos dias. O que o pastor Pedro escreveu, certamente alcançaria as últimas ovelhas do rebanho do Senhor. Mesmo após a sua morte, sua voz não seria calada e, por meio destas cartas, tremendas advertências nos são dadas para que possamos crescer “no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (v.2); o conhecimento fundamental e indispensável para “todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm.4:8).
Conduzidos “à vida e à piedade, pelo conhecimento completo dAquele que nos chamou para a Sua própria glória e virtude” (v.3), os filhos de Deus têm recebido grande luz, e, à cada geração, apesar das trevas morais e espirituais que têm se multiplicado, Deus os têm suprido de sabedoria e entendimento. O conhecimento de Deus e do Seu Cristo através de uma vida de comunhão e de relacionamento diários, e a plena esperança nas Suas “preciosas e mui grandes promessas”, os estão tornando “coparticipantes da natureza divina” (v.4). Santo e sagrado privilégio! O ser humano é convidado a refletir o caráter de Cristo ainda aqui, através da diligente prática dos seguintes atributos, perfeitamente associados, nesta ordem:
1. Fé;
2. Virtude;
3. Conhecimento;
4. Domínio Próprio;
5. Perseverança;
6. Piedade;
7. Fraternidade;
8. Amor.
Através destas coisas, existindo em nós e em nós aumentando (v.8), o Espírito Santo cuida de produzir e multiplicar o Seu sublime fruto. E Pedro enfatizou a importância de uma procura diligente quanto a “confirmar a [nossa] vocação e eleição” (v.10), o que lança por terra a teoria de “uma vez salvo, salvo para sempre”. Assim como o próprio Jesus cumpriu com diligência cada etapa de Seu ministério terrestre, perdendo a Sua vida para reconquistá-la ao terceiro dia, como Seus discípulos, somos chamados para morrer para as “paixões que há no mundo” (v.4) e viver segundo a eleição até que, por Sua graça, alcancemos o galardão naquele grande Dia. “Pois desta maneira é que [nos] será amplamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v.11).
O pecado nos tornou naturalmente egoístas e, dentro deste contexto, nossas tendências estão sempre voltadas a atender as nossas próprias vontades e ambições. Abrimos mão dos benefícios da providência divina quando nos rebaixamos a atender aos caprichos de nosso enganoso e corrupto coração. Somente a constante entrega do humilde suplicante pode promover a transformação do coração e o crescimento tão necessário do conhecimento de Deus e de Cristo. Aquele que nos guia “a toda a verdade” (Jo.16:16), possui verdades de valor inestimável para o nosso tempo, mas nem todos estão dispostos a aceitá-las e vivenciá-las, como enfatizou Ellen White:
“Os que apresentam a verdade para este tempo não devem esperar ser recebidos com mais favor do que o foram os primeiros reformadores. A grande controvérsia entre a verdade e o erro, entre Cristo e Satanás, há de aumentar em intensidade até ao final da história deste mundo” (O Grande Conflito, CPB, p.66).
A Bíblia não é um livro comum, nem tampouco um compêndio de “fábulas engenhosamente inventadas” (v.16). Toda ela aponta para o reencontro da criatura com o Seu Criador. “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28). E assim como Pedro foi testemunha ocular na primeira vinda do nosso Salvador, nós o seremos em Sua segunda vinda. Busquemos, pois, com muito mais empenho, estar confirmados na verdade presente (v.12), pois, conforme “a palavra profética”, ela é como “uma candeia que brilha em lugar tenebroso”, e nos aponta o caminho para Casa. Lembrem-se: “Crede no Senhor, vosso Deus e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Vigiemos e oremos!
Bom dia, “coparticipantes da natureza divina” (v.4)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #2Pedro1 #RPSP
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“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (v.8).
Após a Sua ressurreição, assentado à praia com sete de Seus discípulos, por três vezes Jesus perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu Me amas?” (Jo.21:16). A insistência do Mestre pela terceira vez, no entanto, entristeceu o coração daquele que O negara por três vezes, e, dotado de uma humildade que antes lhe faltava, o arrependido discípulo, por fim, respondeu: “Senhor, Tu sabes todas as coisas, Tu sabes que eu Te amo”. Então, também pela terceira vez, a ordem foi proferida: “Apascenta as Minhas ovelhas” (Jo.21:17). Assim como o Senhor confiou o ministério pastoral a Pedro, outros também receberiam o mesmo chamado. Pedro destacou alguns princípios que devem reger este sagrado ministério:
1. O pastor deve conduzir o seu “rebanho” espontaneamente, “não por constrangimento” (v.2), e cuidar de suas necessidades;
2. O pastor não faz o seu trabalho por ganância, “mas de boa vontade” (v.2), ainda que tenha de passar por privações;
3. O pastor deve ser um modelo de Cristo para o rebanho (v.3). Deve ser o primeiro a dar o exemplo.
Diante dos deveres dos presbíteros, Pedro não deixou a cargo somente destes líderes o dever cristão de seguir as orientações de Deus, mas continuou sua fala a uma classe especial: “Rogo igualmente aos jovens: sede submissos aos que são mais velhos; outrossim, no trato de uns com os outros, cingindo-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a Sua graça” (v.5). O cumprimento do dever sempre vem acompanhado de uma recompensa. Deus mostra a Sua misericórdia e graça para conosco, mesmo diante da verdade de que “nEle vivemos, nos movemos, e existimos” (At.17:28). Trata-se de um dever cristão a união entre líderes e liderados na obra de salvação. Enquanto não houver esta unidade imprescindível, em espírito de humildade; enquanto o povo de Deus não se humilhar “sob a poderosa mão de Deus” (v.6), a derradeira chuva não cairá.
Semelhante a Daniel e seus companheiros em Babilônia, o Senhor tem chamado os jovens cristãos desta geração a fechar a boca de leões e glorificar o Seu nome em meio às chamas. Jovens que, à semelhança de José, fujam da tentação e do pecado (Gn.39:12); que assim como Samuel, estejam dispostos a dizer ao Senhor: “Fala, porque o Teu servo ouve” (1Sm.3:10). Jovens como o reformador escocês George Wishart, que dedicou sua juventude à serviço de Deus. Ou como a norte-americana Ellen G. White, que mesmo jovem e com a saúde debilitada, tornou-se um poderoso instrumento nas mãos do Senhor. Todos estes passaram por diversos sofrimentos, mas, “firmes na fé”, resistiram ao maligno (v.9). Certamente, o Senhor tem levantado na nossa “irmandade espalhada pelo mundo” (v.9), um exército de jovens fiéis revestidos da armadura de Deus, pronto para combater “o bom combate” (2Tm.4:7).
“Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à Sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (v.10). É na mais alta temperatura do crisol que sai o mais puro ouro. Pois assim diz o Senhor: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Quando as chamas da última perseguição envolverem o mundo, haverá a definitiva separação entre o trigo e o joio, entre o ouro e a escória. Não mais haverá líderes e liderados, mas dois grupos: os salvos e os perdidos. Cumprir-se-á o que está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).
Perseveremos firmes, amados, sendo reavivados e santificados pela Palavra de Deus, “lançando sobre Ele toda a [nossa] ansiedade, porque Ele tem cuidado de [nós]” (v.7). “Paz a todos vós que vos achais em Cristo” (v.14). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, “rebanho de Deus” (v.2)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Pedro5 #RPSP
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“Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (v.8).
Uma nova vida em Cristo requer abnegação e renúncia do que é mau e dedicação e serviço “na prática do bem” (v.19). Sepultado o velho homem nas águas do batismo, é dado o “start” da vida cristã a fim de que o Espírito Santo conceda doses diárias da pureza de Cristo. O batismo, porém, como um símbolo da morte e ressurreição de Cristo, não é garantia de santidade, mas apenas o início da jornada cristã. Pedro aprendeu esta lição à duras penas. Só compreendeu que não eram as suas obras, mas a perfeita obra do Senhor que o salvaria, quando o cantar do galo o despertou para encontrar o olhar penetrante e perdoador de seu Redentor. Cristo mesmo, após ser batizado, foi levado pelo Espírito ao deserto, de onde saiu vitorioso contra o diabo. Aqueles entendem o batismo como um fim em si mesmo ou a solução de tudo, geralmente terminam como as sementes lançadas entre pedras ou entre espinhos (Mt.13:20-22), e logo abandonam o evangelho que um dia os cativou.
A exortação de Pedro rompe as barreiras do tempo e chega até nós como uma mensagem tão atual quanto as notícias de amanhã: “no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (v.2). E qual é a vontade de Deus? O apóstolo Paulo nos responde: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). Precisamos estudar a Palavra de Deus não para obter informações, mas para sermos por ela transformados. E esta transformação causa estranheza entre aqueles que eram acostumados ao nosso antigo estilo de vida. Alguns compreendem, outros, porém, tornam-se nossos perseguidores. “Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão” (v.4). E quer nós, os vivos, quanto aqueles que já morreram, todos tivemos a oportunidade de ser alcançados pelo evangelho (v.6), porque Deus é o mesmo e não muda, desde o princípio (Ml.3:6; Tg.1:17). Só ao Senhor competirá “julgar vivos e mortos [ou seja, aqueles que já morreram e serão ressuscitados]” (v.5) no dia do Seu juízo.
“Ora, o fim de todas as coisas está próximo” (v.7), meus irmãos, e “a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada” (v.17). E o que irá separar os cabritos das ovelhas (Mt.25:32), será justamente o amor e a obediência. Todos aqueles que permitiram que a perfeita obra do Espírito Santo fosse completada, que não a tomaram por mérito próprio, que preferiram se humilhar a revidar, que suspiraram e gemeram “por causa das abominações” que eram cometidas na Terra (Ez.9:4), estes, colocados pelo Rei da Glória à Sua destra, ouvirão: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). Estes tiveram “amor intenso uns para com os outros” (v.8), amaram os seus inimigos e, aos seus perseguidores, retribuíram com orações (Mt.5:44). Eis a genuína transformação realizada pela Palavra do Amor!
Amados, “como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (v.10), que nossas palavras e serviço glorifiquem a Deus, “por meio de Jesus Cristo, a Quem pertence a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (v.11). Portanto, não estranhemos “o fogo ardente que surge no meio de [nós]”, dando ênfase a este tipo de coisa (v.12), mas que a alegria que brota de um coração diariamente purificado pelo sangue de Cristo, nos motive a perseverar até alcançarmos a exultante alegria de ver o nosso Salvador regressar. “Se, pelo nome de Cristo, [somos] injuriados, bem-aventurados [somos], porque sobre [nós] repousa o Espírito da glória de Deus” (v.14). É melhor sofrermos fazendo a vontade de Deus do que praticando o que não nos convém. Não considere, pois, “sofrer como cristão” (v.16) motivo de vergonha, mas como oportunidade de glorificar “a Deus com esse nome” (v.16). Vigiemos e oremos!
Bom dia, cristãos que glorificam a Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Pedro4 #RPSP
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“Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (v.12).
Os conselhos matrimoniais contidos neste capítulo não definem um casamento perfeito, mas incidem luz sobre os cônjuges dispostos a viver as orientações deixadas por Deus. Em uma igreja em ascensão, era comum que muitas mulheres aceitassem a mensagem do evangelho quando já casadas. E diante do desafio de permanecer firmes na fé, Pedro as exortou não a encher os ouvidos de seus maridos incrédulos com discursos religiosos, mas a conquistá-los “por meio do procedimento” (v.1). Um “honesto comportamento cheio de temor” (v.2) era, e continua sendo, o melhor método evangelístico, principalmente dentro de casa.
Uma mulher temente a Deus, trajada “de um espírito manso e tranquilo” (v.4) não significa, contudo, uma mulher desleixada, mas cuja beleza interior reflete no exterior. Seu foco não está em exibir o que é corruptível, mas em respeitar seu marido e esperar em Deus (v.5). Sara é citada como exemplo de submissão e de esposa idônea. “Pela fé”, ela “recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel Aquele que lhe havia feito a promessa” (Hb.11:11). Sua confiança foi honrada, assim como o Senhor tem honrado toda mulher que nEle confia. Também o marido, herdeiro “da mesma graça de vida” (v.7), deve desempenhar sua função levando em consideração os sentimentos de sua esposa, tratando-a com dignidade, para que suas orações não sejam interrompidas.
Do relacionamento conjugal, Pedro avançou para o relacionamento fraternal. Como filhos e filhas de Deus, fomos chamados para abençoar, ainda que tenhamos de “sofrer por causa da justiça” (v.14). Viver em paz com os outros não significa ser conivente com suas más ações, e sim praticar “o que é bom” (v.11), mesmo que o retorno não seja positivo. “Porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal” (v.17). Noé e sua família tiveram de suportar as mais cruéis perseguições e zombarias, mas permaneceram firmes no propósito de fazer a vontade do Senhor. Através do idoso pregador, Jesus “pregou aos espíritos em prisão” (v.19), ou seja, aos antediluvianos presos nas trevas do pecado. Estiveram frente a frente com a verdade que liberta (Jo.8:32), enquanto “a longanimidade de Deus aguardava” (v.20). Escolheram, porém, recusar o último chamado de Deus e “poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água” (v.20).
Amados, “ainda que venhais a sofrer por causa da justiça, bem-aventurados sois” (v.14). Simplesmente segui a prática do bem e a paciência, “santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós […] com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo” (v.15-16). Confiem que, da mesma forma que o Senhor Se manifestou em defesa de Moisés: “como, pois, não temestes falar contra o Meu servo, contra Moisés?” (Nm.12:8), assim Ele Se levantará para fazer justiça aos Seus servos atuais.
Portanto, não paguem o “mal por mal ou injúria por injúria, antes, pelo contrário”, bendizei os que vos amaldiçoam, “pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança” (v.9). Vigiemos e oremos!
Bom dia, praticantes do bem!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Pedro3 #RPSP
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“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes dAquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (v.9).
Antes do início de qualquer construção, é realizada uma fase de limpeza. O solo precisa ser preparado e estar livre de toda contaminação. Só então estará pronto para receber o alicerce que irá sustentar toda a edificação. Assim somos nós. Quando nos despojamos “de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências” (v.1), preparamos o solo do nosso coração para ser edificado em Cristo Jesus como casa espiritual, a fim de sermos sacerdócio santo (v.5). Foi quando os discípulos resolveram suas divergências e uniram-se em oração, que tornaram-se aptos para receber o poder do Espírito Santo e serem testemunhas de Jesus. Onde há contendas e invejas, difamações e ruins suspeitas, não há “crescimento para salvação” (v.2), nem tampouco o poder do Espírito.
Fomos chamados, como “povo de Deus” (v.10), para proclamarmos “as virtudes” de Cristo (v.9). “Amados, exorto-vos, como peregrinos e forasteiros que sois, a vos absterdes das paixões carnais, que fazem guerra contra a alma, mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios” (v.11-12). O mundo precisa de servos e servas de Deus como Daniel, que quando observado pelos inimigos, não pôde ser acusado, “porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn.6:4). “Porque assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos” (v.15). Pois “todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nEle é divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (1Jo.3:9).
Eis o resumo da “ópera”, amados: “Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei” (v.17). A vida de Jesus foi a perfeita sinfonia e não houve sequer uma nota dissonante, pois Ele “não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em Sua boca” (v.22). Em Sua incomparável obra pelo resgate da raça caída, “quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-Se Àquele que julga retamente” (v.23). Fomos chamados para seguirmos os Seus passos (v.21) e, como Ele, suportar a injustiça, retribuindo sempre o mal com o bem. O apóstolo Paulo também escreveu aos romanos: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21).
Pelas chagas de Cristo fomos sarados (v.24). Pela morte mais injusta sobre a face da Terra, nos foi garantida a justiça eterna que nos habilita para o Céu. Tendo em mente que foram os nossos pecados que pregaram o corpo de Jesus “sobre o madeiro” (v.24), vivamos “como servos de Deus” (v.16), praticando o bem ainda que retribuídos com o mal. Que com o coração alicerçado em Cristo Jesus, nossas palavras e atitudes sejam luz para a glória do Pai, pelo poder do Espírito Santo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo de propriedade exclusiva de Deus!
* Oremos por uma vida no Espírito. Oremos uns pelos outros!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Pedro2 #RPSP
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“Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (v.22).
Já na primeira carta de “Pedro, apóstolo de Jesus Cristo” (v.1), podemos perceber a obra santificadora do Espírito Santo na vida daquele que, de todos os discípulos de Cristo, certamente era o mais impulsivo e impetuoso. Ao enfatizar a eleição de Deus, lançou por terra o conceito judaico, que por tanto tempo ele mesmo havia defendido, de conquistar a salvação por obras. A eleição divina, no entanto, não significa a obra de um Deus que escolhe uns para a salvação e outros para a perdição, “porque para com Deus não há acepção de pessoas” (Rm.2:11). Consiste, porém, na aceitação ou não do homem quanto ao chamado de Deus. A “presciência de Deus Pai” (v.2), isto é, o fato de Deus conhecer todas as coisas do princípio ao fim, não interfere em nada no livre arbítrio que Ele mesmo nos deu. Não podemos, por exemplo, ir às urnas votar em pessoas que não se candidataram à eleição, mas somente nos candidatos que cumpriram todos os requisitos legais para a candidatura. Da mesma forma, o Senhor não elege aqueles que, voluntariamente, rejeitam a “santificação do Espírito” (v.2).
A eleição divina e obra de santificação, “mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5), ao contrário do que a maioria acredita, não é uma aquisição única e uma exposição de palavras sem sentido e gestos enlouquecidos, e sim “para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo” (v.2). Notem que a obediência vem pela santificação, como um resultado da obra contínua do Espírito Santo na vida do cristão. E assim como a aspersão do sangue do cordeiro no santuário significava a purificação dos pecados, o sangue de Cristo nos lava e nos purifica de todo o pecado. Só por meio da obra redentora de Jesus alcançaremos “a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (v.5). Como está escrito: “Eles, pois, o venceram [Satanás] por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).
Aquele que experimentou o terrível preço de negar Seu Salvador, aprendeu que mesmo “contristados por várias provações” (v.6), os eleitos de Deus devem perseverar na certeza de que, Aquele que sonda os corações, “segundo a Sua muita misericórdia” (v.3), nos estenderá o mesmo olhar de amor que fez estremecer a Pedro naquele dia fatídico (Lc.22:61). Porque é na provação que a nossa fé é fortalecida e confirmado o seu valor, tornando-se “mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo”, para que “redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (v.7). Porque este é o resultado da nossa fé: “a salvação da [nossa] alma” (v.9). Todos os esforços estão sendo feitos na Terra “pelo Espírito Santo enviado do Céu” (v.12), e todo o Céu tem trabalhado para que a nossa “fé e esperança estejam em Deus” (v.21) e nEle permaneçam.
“Como filhos da obediência” (v.14), somos chamados para sermos santos “segundo é santo Aquele que [nos] chamou” (v.15). Este processo de santificação que redunda em obediência é obra de toda uma vida. E ela não acontece simplesmente pela restrita observância da Lei, mas pela experiência pessoal de quem é guiado pelo Espírito Santo a praticar a essência da Lei: o amor. Leia com muita atenção as citações seguintes do pastor Morris L. Venden:
“Atualmente há pessoas que ficaram tão frustradas com a melhor obediência que puderam prestar em sua própria força, que decidiram abandonar totalmente sua crença na vitória. Sim, os discípulos pecaram, falharam e caíram repetidamente, mas há algo além disso! Através do contínuo relacionamento com Cristo foram transformados à Sua imagem e se tornaram mais do que vencedores por Aquele que nos amou […] Somente o cristão fiel poderá compreender e experimentar o que é realmente a obediência. Não é simplesmente outro esforço para ajudar-se a si mesmo, nem mudança de comportamento, nem o enfoque do pensamento positivo que proporciona mudanças exteriores àqueles que têm suficiente força de vontade para consegui-las. A obediência pela fé provém unicamente do coração e só é alcançada por aqueles que mantém comunhão diária com Jesus Cristo” (Como Conhecer a Deus, p. 118, 119 e 125).
Portemo-nos, pois, “com temor durante o tempo da [nossa] peregrinação” (v.17), “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis” (v.18) que fomos resgatados de nossos pecados, “mas, pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (v.19). Prossigamos em sermos regenerados e reavivados pela “Palavra de Deus, a qual vive e é permanente” (v.23), pois, “seca-se a erva e cai a sua flor; a Palavra do Senhor, porém, permanece eternamente.
Ora, esta é a Palavra que vos foi evangelizada” (v.24-25). Permita que ela continue te guiando para Casa! Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos da obediência!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #1Pedro1 #RPSP
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“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas” (v.7).
As derradeiras palavras de Tiago nos exortam a olhar para o presente século. O Espírito Santo lhe revelara os piores problemas e as maiores necessidades dos últimos dias. Dentre os pecados perniciosos, as riquezas mal adquiridas e mal administradas são veementemente condenadas: “Tesouros acumulastes nos últimos dias” (v.3). Cristo mesmo já havia advertido: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mt.6:19). O tolo se esquiva de tais palavras, construindo celeiros maiores a fim de viver “regaladamente sobre a terra” (v.5). “Mas Deus lhe [diz]: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc.12:20).
A má administração dos bens que o Senhor nos dá, contudo, não será um mal maior do que o mau uso da língua. O julgamento parcial e o falso testemunho são fortes artimanhas malignas a fim de enfraquecer e destruir o povo de Deus. No sofrimento e na paciência, os profetas de Deus “perseveraram firmes” (v.11) no caminho do Senhor. E dois nomes em particular surgem no texto como modelo a ser considerado: Jó e Elias. A “paciência de Jó” (v.11) redundou em um fim que nem ele mesmo esperava. Assim como a fé de Elias e sua vida de oração o tornou as primícias dos vivos que serão salvos no segundo advento de Cristo. Realmente, a vida destes dois servos de Deus tem muito a nos ensinar.
De todos os livros históricos do Antigo Testamento, o livro de Jó é o único que apresenta uma cena do mundo invisível, relatando um diálogo entre Deus e Satanás. O grande conflito é desvendado e temos uma visão mais clara da intensa luta entre o bem e o mal. Jó era um “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1), e ao contrário do que Satanás sugeriu, nenhuma dessas características dependia das circunstâncias, mas faziam parte de seu firme caráter, que foi provado “no sofrimento e na paciência” (v.10). Já Elias, “era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (v.17). Sua confiança em Deus e vida de oração lhe renderam um ministério singular de restaurar a verdadeira adoração em Israel.
Nestes dois servos, encontramos algo em comum que será encontrado no remanescente dos últimos dias: a perseverança. Jesus assegurou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Mesmo ante as dificuldades extremas que os assolaram, preservaram a firme esperança na vinda de Cristo. Foi com inequívoca certeza que Jó declarou: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:25-27). Jó representa a classe de justos que será despertada do sono da morte no grande Dia do Senhor. Elias, que em vida “subiu ao céu num redemoinho” (2Rs.2:11), representa a classe de justos vivos que será transformada “num abrir e fechar de olhos, ao ressoar a última trombeta” (1Co.15:52).
Não sabemos se estaremos vivos ou não quando Cristo vier “sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória” (Mt.24:30). É por isso que o nosso tempo de oportunidade se chama Hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores” (v.13). Que a nossa vida glorifique ao Senhor, e certamente Ele atenderá as nossas súplicas. Como Jó intercedeu por seus amigos e Elias orou para que chovesse, oremos uns pelos outros, até recebermos “as primeiras e as últimas chuvas” (v.7) do Espírito Santo. Seja este o nosso lema até o fim: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8). Vigiemos e oremos!
Bom dia, justos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará” (v.10).
Assim como o pecado teve início no Céu, no coração de um ser criado perfeito (Ez.28:15), o mistério da iniquidade foi transmitido a todos nós a partir da queda de nossos primeiros pais. O salmista Davi escreveu: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Desde então, a humanidade, que foi criada à imagem e semelhança de seu Criador, recebeu uma mácula cujo salário é a morte (Rm.6:23). Mas o Senhor provou o Seu grande amor para conosco quando “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Cristo recebeu em nosso lugar “o castigo que nos traz a paz” (Is.53:5), mas, após a Sua ascensão, o Pai nos enviou outro Consolador, que Ele concede a todos aqueles que perseverante e sinceramente O buscam.
A cobiça, a inveja e a contenda nada mais são do que o desejo humano em possuir o que não convém, e “não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl.5:21). Desses pecados derivam as guerras e conflitos, cujo objetivo é denominado por Tiago de “nada”. Numa guerra entre povos, por exemplo, há algum benefício? Seus territórios ficam devastados; a população, assassinada ou abatida pela fome e pela violência; o governo, fragilizado; a economia, destruída. Ou seja, precisam se reerguer do NADA. E quando acontecem guerras internas no meio de uma mesma comunidade? Jesus mesmo afirmou: “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mt.12:25).
Enquanto as contendas e invejas se originam da carne (Gl.5:19-20), as boas obras têm origem no fruto do Espírito Santo (Gl.5:22-23). Quando o texto nos diz que pedimos e não recebemos, porque não sabemos pedir (v.3), nos remete direto às seguintes palavras de Cristo: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedirem” (Lc.11:13). A profecia de Joel revela um tempo em que o Espírito Santo seria derramado “sobre toda a carne” (Jl.2:28), como um presente concedido a todos, mas “acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). Todo aquele que, em atitude de humilde submissão, pedir pela guia divina, dando as costas para o mundo e afligindo a alma “por causa de todas as abominações que se cometem” na Terra (Ez.9:4), receberá do alto a porção dobrada do Espírito Santo e alcançará a vitória final.
Quando estudamos o livro de Daniel, aprendemos que, conforme as profecias, estamos vivendo no tempo do grande dia da expiação, ou do juízo. Tempo de humilhar o coração perante Deus. Tempo de arrependimento e confissão. Tempo de profunda reflexão e de purificação. Cumpre-nos, portanto, mais do que qualquer geração passada, considerar com muito interesse a exortação de Tiago: “Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração. Afligi-vos, lamentai, chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza. Humilhai-vos na presença do Senhor, e Ele vos exaltará” (v.10). E todo aquele que entende que esta entrega e submissão deve ser pessoal, não irá se ocupar em falar mal e nem em julgar a seu irmão, mas estará bem ocupado “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).
Aqueles que têm seus pés iluminados pela guia do Espírito Santo, como Filipe, andarão em obediência à Sua voz pelas estradas da vida (At.8:26). As palavras de correção de Tiago, no entanto, mostram o desejo do Senhor em redirecionar todos os que têm vivido de modo contrário. Ainda há tempo para nos despirmos de nossas “arrogantes pretensões” (v.16), e dizermos: “Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (v.15). Porque “se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gl.5:25). O Senhor está cumprindo a Sua promessa. O Espírito Santo está sendo derramado. Portanto, “cada um salve a sua vida” (Jr.51:6), sabendo que “o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna” (Gl.5:8).
Que possamos estar unidos pelo Espírito Santo num mesmo propósito, como escreveu Lutero aos reformadores que estavam sofrendo severa perseguição: “Nossa principal necessidade, nosso trabalho principal, é a oração; saiba o povo que, no momento, se encontra exposto ao gume da espada e à cólera de Satanás, e ore” (O Grande Conflito, CPB, p.207). Portanto, amados, vigiemos e oremos!
Feliz semana, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Tiago4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100

