Reavivados por Sua Palavra


Números 29 — Rosana Barros
9 de setembro de 2025, 0:45
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“No dia dez deste sétimo mês, tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; nenhuma obra fareis” (v.7).

A continuação da descrição das ofertas nas festas solenes menciona a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos. Já estudamos sobre essas cerimônias no livro de Levítico e vimos que havia uma sequência lógica e profética em cada uma delas, apontando tanto para o ministério terrestre de Cristo quanto para os acontecimentos que antecedem Sua segunda vinda. A Festa das Trombetas preparava o povo para a solenidade do Dia da Expiação. Por conseguinte, o Dia da Expiação preparava Israel para a celebração da Festa dos Tabernáculos.

Como o “sonido de trombetas” (v.1), os eventos que antecederam o início do tempo do fim anunciaram ao mundo a necessidade de urgente reavivamento e reforma. Lutero, Jerônimo, Calvino, entre outros reformadores, descobriram nas Escrituras a fonte da verdadeira felicidade, que nem mesmo as constantes ameaças de morte poderiam lhes roubar. Após grande clamor que atingiu muitas das civilizações, provocando a curiosidade de conhecer o Livro Sagrado que até então só era acessível ao clero, a custo de sangue, suor e lágrimas, a Bíblia começou a ser traduzida e distribuída em outros idiomas.

O prenúncio e o início do tempo do fim foram marcados, qual som de trombetas, por eventos anunciados pelo próprio Jesus (Mt.24:29). Lisboa foi praticamente destruída quando, em 1755, foi atingida por terrível terremoto. Em 1780, a Nova Inglaterra e partes do Canadá ficaram em densas trevas em pleno dia. Conhecido como “o dia escuro”, naquele dia o sol não deu sua claridade e a lua ficou como tingida de vermelho. Em 1833, a costa Leste dos Estados Unidos foi atingida pela maior chuva de meteoros já registrada na história. E como uma espécie de sábado histórico, o tempo do juízo investigativo, em que Cristo entrou no Santíssimo do santuário celeste, aponta para um momento de resgatar a mensagem de João Batista e do próprio Cristo: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.3:2; 4:17).

Desde então, esses sonidos permanecem a ecoar a todos os que, com inteireza de coração, buscam conhecer ao Senhor através de Sua Palavra. Desde 1844, vivemos, simbolicamente, o Dia da Expiação. É tempo de santa convocação e aflição de alma. É tempo de empregarmos todos os nossos esforços na derradeira obra de salvação e usarmos com intensidade o mais poderoso instrumento dado por Deus ao homem: a oração. Uma vida de oração é o que sustenta a armadura do cristão (Ef.6:18). É através desta ligação direta do homem com Deus que seremos conduzidos à grande Festa dos Tabernáculos, quando estaremos para sempre nas moradas do Pai (Jo.14:1-3).

E assim como “falou Moisés aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe ordenara” (v.40), o povo de Deus recebeu neste tempo solene a palavra profética através de Ellen G. White. Uma jovem de apenas 16 anos de idade, com saúde debilitada e pouca escolaridade, mas que foi escolhida por Deus como Sua mensageira, por meio de quem falou através de mais de dois mil sonhos e visões, em cerca de 70 anos de ministério. Se você ainda não conhece seus escritos, eu o convido a deixar o preconceito de lado e ler algo que ela escreveu. Você verá que não se trata de uma segunda Bíblia, mas de uma luz menor que o conduzirá à luz maior, que é a Palavra de Deus, e ao preparo necessário para sermos encontrados apercebidos no grande Dia do Senhor.

Que o Espírito Santo continue nos conduzindo e reavivando nesta jornada rumo à grande festa que não terá fim!

Pai de amor, nós Te agradecemos porque nestes últimos dias, que o apóstolo Paulo chamou de tempos difíceis, o Senhor não nos deixou sem a palavra profética! E a Tua Palavra diz que o Teu remanescente será reconhecido também por ter o espírito da profecia. Ó, Senhor, dá-nos Teu Espírito para compreendermos e aceitarmos a Tua vontade nestes dias finais!! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel do tempo do fim!

Rosana Garcia Barros

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Números 28 — Rosana Barros
8 de setembro de 2025, 0:45
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“É holocausto contínuo, instituído no monte Sinai, de aroma agradável, oferta queimada ao Senhor” (v.6).

Como quem instrui uma criança, Deus precisava inculcar na mente de Seu povo todas as cerimônias já estabelecidas no Sinai. A repetição das leis concernentes aos rituais do santuário tinha o objetivo didático de preparar Israel para transmitir, de geração em geração, os símbolos que apontavam para a missão do Messias. As ofertas contínuas, mais conhecidas como os sacrifícios da manhã e da tarde, representavam a Cristo, mas também a necessidade humana em permitir que o Senhor seja o primeiro e o último na vida. E a ênfase dada pelo Senhor, ao dizer: “Da Minha oferta, do Meu manjar para as Minhas ofertas” (v.2), comunica ao homem o plano exclusivamente divino de seu resgate.

Até o tempo de tais ofertas foi estabelecido por Deus, “a seu tempo determinado” (v.2), “dia após dia” (v.3), “um […] pela manhã, e o outro, ao crepúsculo da tarde” (v.4). No sábado, “além do holocausto contínuo e sua libação” (v.10), havia uma oferta especial sabática. O início de cada mês também era dedicado ao Senhor com ofertas específicas, e o primeiro mês do ano, celebrado com a festa da Páscoa, sete dias de celebração, inaugurada e encerrada com “santa convocação” (v.18). O Senhor ensinou aos Seus filhos a melhor forma de administrar o tempo, de forma que jamais esquecessem a Quem pertenciam, de onde tinham vindo e para onde estavam indo.

Cada detalhe das instruções dadas pelo Senhor a Moisés na construção de Seu santuário e na adoração que ali seria oferecida revela o cuidado de um Deus que conhece nossa natureza carnal e totalmente dependente de Sua constante presença e cuidado. Daquela nova geração, poucos haviam presenciado os prodígios do Senhor no Egito e a Sua gloriosa manifestação no Sinai. A fim de livrar a nação da apostasia, Deus usaria Seu servo Moisés antes de sua morte, a fim de proclamar as leis que a protegeriam. Não poderia ser diferente com a última geração dos filhos de Deus. De forma pontual, conforme os limites temporais previamente indicados nas Escrituras, o Senhor ergueu uma voz profética para nossos dias.

Desviados dos princípios eternos da Palavra de Deus, aqueles que haviam se unido à reforma protestante precisavam resgatar as verdades outrora esquecidas. Iluminados por um reavivamento pessoal e coletivo, um grupo de crentes, cheio do Espírito Santo, tornou à Bíblia como em busca de um tesouro perdido. Examinando as Escrituras ponto a ponto, especialmente o livro do profeta Daniel, seus olhos foram abertos para o solene tempo em que estavam vivendo, julgando fazer parte da geração que contemplaria o retorno de Cristo à Terra sem passar pela morte.

Qual não foi a sua decepção, o dia do advento tornou-se em dia de terrível desapontamento. Acertaram na data, mas erraram no evento. Em 22 de outubro de 1844, milhares de cristãos choraram amargamente a triste realidade de que o tempo determinado ainda não havia chegado. Contudo, homens de Deus que experimentaram o poder que os conduziu a tal experiência, buscaram em oração o consolo e a resposta do Senhor. Era necessário que ainda profetizassem “a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). E enquanto Jesus entrava no lugar Santíssimo do santuário celeste, a fim de iniciar Seu juízo investigativo, Deus levantou um povo para proclamar ao mundo Seu “evangelho eterno” (Ap.14:6) e terminar a missão que culminará na volta de Jesus: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).

Não sabemos o dia e nem a hora em que o Filho do Homem virá. E não compete a nós marcar novas datas, mas confiar no tempo determinado por Deus, enquanto dia a dia fortalecemos nossa fé oferecendo nossa vida no altar do Senhor como sacrifício contínuo, vivo, santo e agradável a Ele, que é nosso culto racional (Rm.12:1). Por isso, o tempo que o Eterno nos dá de presente é este: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Aproveitemos este tempo com Deus até que Ele o torne eterno.

Pai, nós Te agradecemos porque também temos a Tua Palavra e podemos estudá-la, e memorizá-la, e repeti-la, para que a Tua verdade fique bem gravada em nosso coração. Ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio e que aguardemos a volta de Jesus com expectativa, mas, principalmente, com fé. E volta logo, Jesus! Em Teu nome oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo do advento!

Rosana Garcia Barros

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Números 27 — Rosana Barros
7 de setembro de 2025, 0:45
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“Então, disse Moisés ao Senhor: O Senhor, autor e conservador da vida, ponha um homem sobre esta congregação (v.15-16).

Israel vivia em uma sociedade patriarcal. A genealogia do povo era feita a partir dos nomes dos chefes das famílias, bem como o censo era realizado pela contagem dos homens capazes de sair à guerra. Além disso, os filhos homens eram detentores do direito de partilha de herança. O relato bíblico de hoje apresenta uma exceção com as filhas de Zelofeade e como a iniciativa delas resultou em benefício para as futuras gerações. Filho da tribo de Manassés, Zelofeade não teve filhos que dessem continuidade à sua linhagem. Suas filhas, contudo, não foram passivas diante da possibilidade de ficarem sem herança e do nome de seu pai cair no esquecimento.

Apesar de ter morrido no deserto, Zelofeade não se aliou “contra o Senhor no grupo de Corá” (v.3). E mesmo não deixando descendência masculina, deixou no meio do povo uma linhagem de mulheres corajosas e decididas, que não temeram apresentar o seu caso diante do santuário, na presença dos líderes e de todo o Israel. Ainda que a lei dada por Deus a Moisés implicasse na transmissão da herança aos filhos homens, aquelas mulheres acreditavam que serviam a um Deus que olharia com justiça para o seu caso. E foi exatamente o que aconteceu. A partir da iniciativa delas, o Senhor ampliou a lei da herança conforme situações semelhantes.

Depois disso, o Senhor anunciou a morte do idoso líder de Israel. Moisés subiria ao “monte Abarim” (v.12) para avistar Canaã e logo após ser recolhido, assim como se deu com Arão. Sua rebeldia “no deserto de Zim” (v.14) lhe custou a privação quanto a pôr os pés na terra prometida. Todavia, Moisés não teve particular preocupação. Não ousou questionar a vontade de Deus nem reclamar os anos de labor do Egito ao deserto. Mas com o coração comovido e apiedado por um povo cujos corações eram inconstantes, fez apenas um pedido ao Senhor: que levantasse um novo líder para conduzir a nação ao cumprimento da promessa. Um pastor que guiasse as ovelhas de Israel em segurança para casa.

O Senhor, então, designou Josué, um “homem em quem há o Espírito” (v.18) e ordenou que Moisés lhe impusesse as mãos e o apresentasse perante o sacerdote e perante toda a congregação. Aquele que andava lado a lado com Moisés, que o auxiliava de perto, foi o escolhido de Deus para dar continuidade à liderança de Seu povo. A companhia de Moisés, seu crescimento como líder, seus acertos e erros, sua humildade e compaixão, foram uma verdadeira escola para o recém-eleito chefe. Preciosas lições foram extraídas do dia a dia. Mesmo sem saber, Josué estava sendo preparado para a ousada tarefa de liderar Israel na posse da herança prometida.

O Administrador divino estabeleceu direitos e deveres diversos tanto para homens quanto para mulheres. Ambos, sendo obedientes às instruções divinas, estão a permitir que o Senhor assuma o governo de sua vida e de sua casa. O pedido das filhas de Zelofeade representa o clamor de muitos que têm sido injustiçados e marginalizados frente a situações que estão fora de seu controle. Aquelas mulheres seriam deixadas à margem da pobreza e a família de seu pai desassistida, se não tivessem ido ao Senhor em busca de auxílio. E cada caso apresentado diante de Deus com justas intenções é visto pelo “autor e conservador da vida” (v.16) com especial consideração.

Tanto o pedido das filhas de Zelofeade quanto o pedido de Moisés implicava em continuar a história de uma família e a história de um povo. Precisamos, hoje, tomar posse do espírito daquelas mulheres e do grande líder de Israel para que a história de nossa família continue eternamente, fazendo parte do povo eleito do Senhor que desfrutará da herança eterna. Que, no fim, o Senhor possa dizer a nosso respeito: “Eles falam o que é justo” (v.7). Homens e mulheres, “em quem há o Espírito” do Deus vivo (v.18).

Santo Deus e Pai, bendito seja o Senhor que não desampara Seus filhinhos e que cedo fará justiça àqueles que a Ti clamam de dia e de noite! Concede-nos, Senhor, um coração regido pelo Teu Espírito, para que andemos em justiça e santidade, como ovelhas guiadas e cuidadas por Ti, nosso Bom Pastor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, homens e mulheres benditos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Números27 #RPSP

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Números 26 — Rosana Barros
6 de setembro de 2025, 0:45
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“Entre estes, porém, nenhum houve dos que foram contados por Moisés e pelo sacerdote Arão, quando levantaram o censo dos filhos de Israel no deserto do Sinai” (v.64).

A longa peregrinação de Israel pelo deserto começava a dar sinais de seu fim. Como no Sinai, Deus ordenou a Moisés que fizesse o censo dos homens aptos para a guerra (v.2). Acampados às margens do Jordão, próximo a Jericó (v.3), o povo estava prestes a entrar na terra prometida. O censo começou pela tribo de Rúben e terminou com uma contagem especial dos levitas.

O censo relembrou a rebelião de Datã e Abirão, que, junto com suas famílias, sofreram as consequências de sua desobediência (v.9-10). Contudo, “os filhos de Corá não morreram” (v.11), evidenciando que a justiça de Deus pune o culpado, mas preserva o inocente. A morte de Nadabe e Abiú também foi mencionada, encerrando o censo com a contagem dos levitas. Os 40 anos no deserto forjaram um povo capaz de reconhecer o pecado e transmitir, de geração em geração, os princípios de Deus. Conforme o Senhor havia prometido, toda aquela geração rebelde pereceria no deserto, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num (v.65), preservados por sua obediência e confiança em Deus.

Jesus comparou os últimos dias aos tempos de Noé e Ló (Lc 17:26-30). No relato do dilúvio, Noé “achou graça diante do Senhor” (Gn.6:8) e obedeceu fielmente a Deus, salvando sua família (Gn.6:22). Nos dias de Ló, apenas ele e suas duas filhas escaparam da destruição de Sodoma e Gomorra. Ló, porém, foi considerado justo, pois se angustiava com a impiedade ao seu redor (2Pe.2:7-8). Será que, hoje, podemos encontrar graça diante de Deus e sermos justos, mesmo cercados pela iniquidade?

Noé e sua família, o justo Ló, Josué e Calebe, representam o remanescente fiel que Deus encontrará em Seu retorno. Em um mundo com mais de oito bilhões de pessoas, o Espírito Santo está reavivando um povo que resiste ao pecado e confia nas promessas divinas. Deus realiza um último censo, alertando-nos contra o pecado que começou com a rebelião de um anjo e culminará em enganos como “ensinos de demônios” (1Tm.4:1). Nossa segurança está em fixar os olhos em Jesus e confiar em Sua justiça.

Há uma necessidade urgente de crentes obedientes como Noé, íntegros como Ló e corajosos como Josué e Calebe. Precisamos de uma geração que não se contamine com o mal, resista às influências corruptas e confie em Deus, ainda que o mundo a rejeite. O Senhor promete uma recompensa eterna às Suas famílias fiéis (v.57). A salvação bate à porta de nossos lares clamando para entrar e realizar o seu milagre. Assim como Josué e Calebe, que tiveram suas vidas e famílias preservadas por sua dedicação, nós também podemos herdar a Canaã celestial.

Hoje é dia de decisão, de sermos registrados no censo celestial. Como o apóstolo dos gentios, seja esta a nossa firme resolução: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8).

Nosso Deus e Criador, nós Te louvamos pela bênção de mais um sábado na Tua presença e em contato com a sabedoria da Tua Palavra! Queremos confiar no Senhor e Te obedecer como fez Noé. Queremos ser convencidos pelo Teu Espírito do pecado, da justiça e do juízo, como foi Ló. Queremos ser fiéis e corajosos como foram Josué e Calebe. Concede-nos, ó Deus, o caráter semelhante ao de Cristo! Precisamos de Ti! Que, por Tua graça e misericórdia, nossos nomes estejam no censo dos cidadãos do Teu reino. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, herdeiros da Canaã celestial!

Rosana Garcia Barros

#Números26 #RPSP

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Números 25 — Rosana Barros
5 de setembro de 2025, 0:45
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“Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas” (v.1).

Ao chegarem a Sitim, lugar agradável, após uma fase de vitórias e de tranquilidade, Israel caiu no perigo do comodismo. Começaram a ceder aos encantos das mulheres moabitas de forma sutil, até que o seu pecado se tornou público e ousado. Unindo-se à luxúria e idolatria daquelas mulheres, os homens do povo permitiram que a razão fosse apagada e o governo do próprio eu tomasse posse total de sua existência. Completamente obscurecidas as entradas da alma, “o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas” (v.2), desafiando a autoridade de Deus e trazendo maldição para dentro do acampamento.

Estava em risco a segurança e a posteridade de Israel. Não alcançando o seu intento por encantamentos e maldições, Balaque, orientado pelo próprio Balaão, lançou no meio de Israel a terrível semente da licenciosidade e da idolatria. Suas mulheres eram as iscas, e os filhos de Israel as presas. Tão degradante é a quebra do sétimo mandamento, e tão ampla em suas consequências, que o Senhor compara a idolatria ao adultério. Entregue as faculdades do homem aos enganos de seu coração, e a sedução logo trata de corromper o intelecto às mais baixas paixões. A sanidade é comprometida e todo o corpo é contaminado pelos desejos de consumir o que não lhe convém.

Quando o jovem José esquivou-se e fugiu da sugestão sedutora da mulher de Potifar (Gn.39:12), unindo seu esforço pessoal à bênção divina, o jovem hebreu tornou-se uma fortaleza impenetrável e Satanás não mais poderia corrompê-lo. “Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do Senhor se acendeu contra Israel” (v.3), porque seu pecado fez do povo de Deus uma cidade sem muros, completamente vulnerável às ciladas inimigas, passível de ser dizimado pelo mal que eles mesmos acolheram. E a maldição que o Senhor não permitiu ser lançada dos montes, Israel recepcionou pela porta da frente.

A imagem esmagadora e deprimente dos corpos sem vida dos homens israelitas, e principalmente de seus líderes, causou uma comoção sem precedentes. “Moisés e toda a congregação dos filhos de Israel […] choravam diante da tenda da congregação” (v.6). Mulheres perderam seus maridos, mães lamentavam por seus filhos, filhos choravam e buscavam compreender o que significava tão grande terror. Mas enquanto os juízes de Israel prosseguiam em executar a ordem divina e Israel lamentava tão grande ruína, “um homem dos filhos de Israel” (v.6), “príncipe da casa paterna dos simeonitas” (v.14), ousada e publicamente, desafiou a ira de Deus entrando no arraial a fim de fornicar com uma princesa midianita.

Aterrado pelo horror que tinha de contemplar e com um senso de profundo temor e reverência diante do Senhor, Fineias, neto de Arão, sentindo seu coração arder pelo zelo de Deus, “levantou-se do meio da congregação, e, pegando uma lança” (v.7) matou Zinri e Cosbi; “então a praga cessou de sobre os filhos de Israel” (v.8). A este zeloso descendente de Arão, foi feita a promessa “do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel” (v.13). Percebam que a linhagem real dos pecadores não foi levada em conta na hora da punição. Pelo contrário, o título de líder de Zinri lhe conferia uma responsabilidade superior aos comuns do povo. Sua posição privilegiada deveria ser de igual forma honrada e admirada através de uma vida de santa consagração diante de Deus. Mas, infelizmente, suas escolhas o levaram à ruína. Pois “o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17).

Amados, quanto mais o tempo passa, costumes e tradições que antes faziam parte da cultura de um povo, sofrem mudanças e adaptações. Algumas se fazem necessárias e não implicam em quebra de princípios. Outras, contudo, são verdadeiras “mulherinhas” que, no princípio, não aparentam ser uma ameaça, mas cuja concessão cumulativa vai moldando o caráter a condescender com o mal, até que este seja considerado aceitável. Quanto a isto, a Palavra de Deus é muito clara: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is.5:20). A igreja de Deus ganharia muito em levar em grande conta esta solene advertência e princípio eterno. Mas àqueles sobre os quais Deus investiu no cargo da liderança de Seu povo, recai tal palavra com peso maior.

Meus irmãos e líderes ungidos de Deus, o propósito do Senhor em todo tempo tem sido o de zelar pela identidade de um povo santo, sacerdócio real, que receberá Seu galardão no último Dia. Não tropeçamos em montes, mas em pequenas pedras. É pelo uso da sutileza e de “inocentes” concessões, que Satanás vai degradando a mente humana e tornando-a insensível aos apelos do Espírito Santo. A porta da misericórdia está prestes a fechar, amados. Semelhante a José, que vivendo em integridade diante de Deus, as tentações não encontrem uma só brecha em nossa vida. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7).

Senhor, nosso Deus, que relato mais triste! Tantos milagres o Senhor realizou no meio do Teu povo. Tantas foram as provas do Teu cuidado e amor. Ainda assim, foram rebeldes e se entregaram à sensualidade e à idolatria. Pai de misericórdia, há uma sacudidura sendo feita hoje. Como no antigo Israel, o Senhor também está limpando o Teu arraial nesses últimos dias e habilitando um povo preparado para a Tua volta. Santifica-nos, Paizinho querido! Livra-nos da promiscuidade e da idolatria! Purifica nosso coração, pois nós queremos Te ver! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, sacerdócio real de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Números25 #RPSP

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Números 24 – Rosana Barros
4 de setembro de 2025, 0:45
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“[…] Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem” (v.9).

Diferentemente das duas primeiras vezes, Balaão não saiu a fim de cumprir seus agouros e rituais supersticiosos. Ao contemplar as tribos de Israel acampadas em perfeita ordem ao redor do santuário de Deus, seus olhos foram abertos não apenas para o que via naquele momento, mas, vindo “sobre ele o Espírito de Deus” (v.2), contemplou o futuro glorioso de um reino que não terá fim (Lc.1:33). A “palavra do homem de olhos abertos” (v.3) foi uma profecia de inspiração divina acerca das bênçãos do Senhor sobre o Seu povo ao decorrer da história e de sua vitória final “nos últimos dias” (v.14). Ele viu o Leão da tribo de Judá e a promessa de Seu reino eterno.

Furioso com as palavras de Balaão, Balaque o repreendeu e culpou Deus por não conceder ao adivinho as honras prometidas. Balaão, porém, continuou a profetizar, reafirmando a vitória de Israel sobre todos os seus inimigos. Ao declarar: “de Israel subirá um cetro” (v.17), ele profetizou tanto o reinado de Davi quanto o reinado eterno de Cristo. Contudo, embora movido pelo Espírito Santo ao proferir essas palavras, Balaão não entregou sua vida ao Senhor, e sua contribuição para a obra de Deus limitou-se àquele momento. Ele retornou para casa, mas seu coração permaneceu preso ao desejo de obter as riquezas que Deus lhe negara.

As três bênçãos pronunciadas por Balaão sobre Israel revelam o caminho perfeito de Deus para Seus filhos em todos os tempos. A primeira bênção aponta para o perdão, a santificação e o descanso dos justos na morte. A segunda destaca o fiel cumprimento das promessas divinas, a constante presença de Deus com Seu povo e Seu zelo por ele. A terceira proclama a vitória de Israel sobre seus inimigos, a bênção de suas moradas e o triunfo final por meio do reinado de Cristo. Essas promessas demonstram claramente o cuidado de Deus por Seu povo, desde o início até a consumação de todas as coisas.

Não sabemos até quando o nosso tempo de graça irá durar. Cada um de nós é chamado a tomar uma decisão pessoal e definitiva. Deus deseja nos perdoar, nos santificar e, ainda que apanhados pela morte, nos guardar no descanso dos justos para a primeira ressurreição, como está escrito: “Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). O Senhor é fiel e nenhuma de Suas promessas jamais falhou (Js.21:45). Ele prometeu estar conosco “todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Ele tem cuidado de nós (1Pe.5:7). E, “por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25), nos levando para as eternas moradas do Pai (Jo.14:1-3).

Não sabemos por quanto tempo o período da graça se estenderá. Cada um de nós é chamado a fazer uma escolha pessoal e definitiva. Deus deseja nos perdoar, nos santificar e, mesmo que enfrentemos a morte, nos preservar no descanso dos justos até a primeira ressurreição, como está escrito: “Pois o Senhor mesmo descerá dos céus com voz de comando, com a voz do arcanjo e com o som da trombeta de Deus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1Ts.4:16). O Senhor é fiel, e nenhuma de Suas promessas jamais falhou (Js.21:45). Ele prometeu estar conosco “todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt.28:20), cuidando de nós (1Pe.5:7) e, por fim, se levantará sobre a terra (Jó 19:25), conduzindo-nos às moradas eternas do Pai (Jo.14:1-3).

Ao longo das gerações, o Senhor tem estendido ao mundo Seu amoroso convite: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Muitos reconhecem Sua existência e poder, mas, como Balaão, embora ouçam Sua voz, não permitem que Ele transforme seus corações. O mundo os atrai mais. Eles não se rendem ao Oleiro, que deseja moldar seus corações. Fascinados pelas bênçãos de Deus, não desejam, contudo, fazer parte de Seu povo eleito, escolhendo o caminho de Balaão: “Eis que vou ao meu povo” (v.14). Assim, retrocedem, retornando ao caminho de onde vieram.

A promessa de que “Israel fará proezas” (v.18) continua se cumprindo e alcançará seu ápice no triunfo final do “Israel de Deus” (Gl.6:16). Jesus não nos chamou para uma experiência passageira, mas para a vida eterna com Ele, que começa aqui para todo aquele que nEle crê. Não perca a oportunidade de fortalecer sua comunhão com Deus, buscando diariamente a unção do Espírito Santo. Que a oração seja seu respirar e a Bíblia, seu alimento. Que se cumpram em nós as palavras de Ezequiel: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis” (Ez.36:26-27).

Ó Senhor, nosso Deus, assim como a salvação é um dom do Céu, assim também é a fidelidade e obediência a Ti. Tira de nós, Pai, o coração de pedra e dá-nos um coração de carne, um coração modelável pelo Teu Espírito! Que sejamos o Teu último Israel, sob o vitorioso estandarte do Príncipe Emanuel. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Números24 #RPSP

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Números 23 — Rosana Barros
3 de setembro de 2025, 0:45
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“Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou? Como posso denunciar a quem o Senhor não denunciou?” (v.8).

Chegando ao lugar designado, Balaão orientou Balaque a construir sete altares e neles oferecer sacrifícios. Saindo da presença do rei, Balaão seguiu para um lugar solitário a fim de encontrar-se com o Senhor. Diante da presença de Deus, ele ouviu a Sua resposta e retornou ao monarca a fim de lhe expor a palavra divina. Qual não foi a sua surpresa, ao invés de ouvir palavras de maldição, Balaque teve de ouvir Balaão abençoando os filhos de Israel. Apesar de frustradas suas expectativas, não desistiria tão fácil de realizar o seu intento. Indicando outro lugar, ofereceu outros sacrifícios e aguardou que, desta vez, a resposta lhe fosse favorável.

“Encontrando-Se o Senhor com Balaão” (v.16) pela segunda vez, colocou em sua boca novas palavras de bênção para o Seu povo. Balaque foi obrigado a ouvir a confirmação da eleição divina quanto ao Seu povo Israel e a declaração de que “contra Jacó não vale encantamento, nem adivinhação contra Israel” (v.23). Maldição alguma pode atingir aqueles a quem o Senhor abençoou. Encantamento algum tem efeito sobre aqueles no meio dos quais Deus habita. A obstinação de Balaque, no entanto, o levou ao terceiro lugar e à terceira tentativa. Todos os seus sacrifícios, porém, eram inúteis e desprezíveis aos olhos do Senhor. E quanto mais alto subia, mais seu coração se elevava e mais o medo o aterrorizava ao avistar os estandartes de Israel.

A prática do uso de encantamentos e agouros a fim de prejudicar alguém não ficou no passado, apenas mudou de forma. O uso de maldições é uma prática mais comum do que possamos imaginar. O ocultismo ainda permanece destilando seu veneno para os que não se submetem à proteção divina. Deus mesmo abomina qualquer tipo de feitiçaria e ordena os Seus filhos a se afastarem de suas práticas: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv.19:31). “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos, se consultarão os mortos?” (Is.8:19).

Lugares estratégicos, tentativas incontáveis e sacrifícios vazios nunca terão o poder de tocar num só fio de cabelo daqueles que pertencem a Deus. “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18). Cristo Jesus, o Senhor dos Exércitos, assume a linha de frente da batalha de todo aquele que O aceita como Senhor e Salvador de sua vida. Os inimigos podem ir de um lugar a outro em uma sina incansável para destruir os servos de Deus, mas sob a fortaleza inabalável da justiça do Altíssimo, nada os pode abater. Como disse Jesus: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28).

Assim como Israel não fazia ideia do que acontecia acima deles, muitas vezes não temos noção das tentativas frustradas do inimigo em nos derrotar. Um dos piores e maiores enganos de Satanás, principalmente nestes últimos dias, é que seunome e sua existência sejam furtados dos púlpitos da igreja. Quando sua atuação é ignorada e seus estratagemas contados como situações do acaso, perde-se a noção de que estamos todos envolvidos em um grande conflito. Precisamos estar constantemente vigilantes quanto a este grande conflito. Eis a nossa segurança: “O Senhor, seu Deus, está com ele, no meio dele se ouvem aclamações ao seu Rei” (v.21). Seja a nossa vida uma oferta contínua de louvor e adoração ao nosso Rei e Ele nos guardará do mal, inclusive, e principalmente, quando estivermos em condição mais vulnerável.

Façamos da oração de Davi a nossa oração hoje:

Senhor, “Guarda-me como a menina dos olhos, esconde-me à sombra das Tuas asas, dos perversos que me oprimem, inimigos que me assediam de morte. Insensíveis, cerram o coração, falam com lábios insolentes; andam agora cercando os nossos passos e fixam em nós os olhos para nos deitar por terra. […] Eu, porém, na justiça contemplarei a Tua face; quando acordar, eu me satisfarei com a Tua semelhança” (Sl.17:8-11 e 15). Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela justiça de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Números23 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Números 22 – Rosana Barros
2 de setembro de 2025, 0:45
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“Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás o povo; porque é povo abençoado” (v.12).

As constantes vitórias sobre os seus inimigos, o milagroso livramento do Mar Vermelho e os prodígios de Deus em favor de Israel no Egito fizeram deste povo o mais temido entre as nações. Além de ser muito numeroso, o santuário móvel revelava a presença de um Deus Todo-Poderoso e intimidava todo aquele que o avistava. Diante de tão poderosa ameaça, Balaque, rei dos moabitas, temeu por seu reino. Ele sabia, porém, que não se tratava apenas de evitar uma guerra com lanças e espadas, mas de um conflito que envolvia forças espirituais.

Julgando haver na Terra alguém capaz de interromper a bênção divina, Balaque mandou chamar um conhecido adivinho cujos encantamentos eram famosos por seus resultados. A Bíblia não menciona a origem de Balaão, mas diz que ele tinha conhecimento do Deus verdadeiro. Persuadido pelos “anciãos dos moabitas e os anciãos dos midianitas” (v.7), Balaão lhes ofereceu pousada e pediu que aguardassem a resposta do Senhor quanto ao seu pedido. A primeira fala do Senhor ao pretenso profeta veio em forma de pergunta: “Quem são estes homens contigo?” (v.9). Ora, Deus sabia quem eles eram. A pergunta era na verdade uma reprovação à atitude de Balaão, que deveria tê-los mandado embora assim que tivesse ouvido a proposta, mas, no íntimo, ele desejava as recompensas oferecidas.

Em resposta à ordem divina, logo pela manhã ele dispensou os “príncipes de Balaque” (v.13) para que retornassem à sua terra. O medo do rei pelo confronto com o povo de Deus, no entanto, fez Balaque insistir com Balaão, enviando-lhe príncipes “mais honrados do que os primeiros” (v.15) com promessas superiores. Acredito que a atitude de Balaão diante da primeira comitiva também foi um incentivo ao rei para insistir em seu intento. A primeira experiência não havia sido suficiente para que Balaão dispensasse a segunda comitiva. Ele esperava que, de algum modo, pudesse ser recompensado. Pela segunda vez, submeteu-se aos encantos da cobiça. O Senhor já havia lhe dado resposta, mas ele insistiu em obter a resposta que pudesse favorecê-lo.

E partindo para uma missão fadada ao fracasso, seguiu a passos pesados ao encontro de seu benfeitor. Sua consciência não o deixava em paz e, nesta viagem maldita, aliviava suas tensões espancando o animal que parecia estar tão nervoso quanto o dono. Por três vezes o Anjo do Senhor Se pôs no caminho de Balaão a fim de tirar-lhe a vida, e por três vezes a jumenta que o carregava o livrou da morte. “Então, o Senhor fez falar a jumenta” (v.28), que iniciou o diálogo mais estranho e bizarro da Bíblia. Balaão estava tão desorientado que não se deu conta de estar conversando com um animal, até que Deus abriu os seus olhos e “ele viu o Anjo do Senhor, que estava no caminho, com a sua espada desembainhada na mão” (v.31).

Prostrado com o rosto em terra, Balaão recebeu as últimas orientações acerca do que fazer e, ao chegar diante do monarca de Moabe, deixou claro que seus encantamentos não poderiam prevalecer diante da vontade de Deus: “A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei” (v.38). Levado para lugares cada vez mais altos, “Balaão viu dali a parte mais próxima do povo” (v.41). Olhando de cima, Balaque considerava lançar sobre Israel a maldição que os destruiria, ignorando que do mais alto lugar, há um Deus que cuida do Seu povo.

A atitude de Balaão frente às ofertas de Balaque representa a atitude de muitos frente às ofertas de Satanás. Mesmo reconhecendo a reprovação divina quanto ao mal que os assedia, até resistem por um tempo, mas retornando o inimigo com mais tentadoras sugestões, sem resistência moral e espiritual, ignorando o poder que lhes foi dado para resistir à primeira oferta, são deixados a seguir pelo caminho que escolheram. E mesmo que usem o nome do Senhor para justificar suas escolhas, em seu íntimo há um conflito gerado pela conscienciosa certeza de que estão partindo para um caminho contrário à vontade de Deus.

Faz parte integrante da fé cristã acreditar em relatos como o dilúvio, o grande peixe que engoliu o profeta Jonas e a conversa entre Balaão e a sua jumenta. Os atos sobrenaturais de Deus simbolizam o Seu grande zelo em fazer com que o homem caminhe na direção correta. A jumenta simboliza o incomparável amor de Deus em nos salvar de nós mesmos. Como Balaão, muitos vagueiam pelas estradas da vida em busca de honras desta Terra. A justiça de Deus arde como espada flamejante diante de nossos pecados, mas as Suas misericórdias nos desviam do castigo merecido. Convencidos de que estamos seguindo na direção certa, somos comprimidos pelas circunstâncias e a dor e o sofrimento tornam-se instrumentos da graça para nos despertar de nossa letargia. Então, desviados e feridos, nos sentimos desamparados, e é aí que Deus pode abrir os nossos olhos para a realidade do grande conflito que envolve o nosso destino eterno.

Tudo isso, no entanto, se não reconhecido como atos de Deus para nos salvar, provoca no homem o desejo de vingança e olhamos para as nossas frustrações com a mesma ira de Balaão por seu animal de carga. O mesmo Deus que converteu a língua de uma jumenta em língua de erudito, é Aquele que age em defesa de Seu povo hoje. Inimigos podem até nos olhar de cima e assumirem posições mais elevadas, mas a nossa confiança deve estar em Deus: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl.121:1-2).

Nada neste mundo é mais amado por Deus do que o Seu povo. Somos alvos das bênçãos e das misericórdias divinas. Não incorramos no erro da igreja de Pérgamo, que sustentava “a doutrina de Balaão, o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição” (Ap.2:14). Segundo a Bíblia, Balaão prosseguiu em auxiliar o rei de Moabe em suas investidas contra Israel. Isso nos mostra que precisamos ter muito cuidado quanto àqueles que afirmam ser profetas de Deus, mas cujos corações são contaminados pela cobiça.

Avancemos em oração para as cenas seguintes desta história repleta de ricos ensinamentos e sérias advertências.

Senhor, nosso Deus, como Teu povo somos chamados à missão de pregar o evangelho eterno. Mas, antes, precisamos Te conhecer e sermos submissos à Tua vontade, Pai. Precisamos do poder do Espírito Santo. Não entendemos como alguém pode ouvir a Tua voz, como Balaão ouviu, ter aquela experiência no caminho, e ainda assim permanecer com o coração endurecido! Ó, Senhor, não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal! Livra-nos da avareza e dos ídolos deste mundo! E que o Anjo do Senhor esteja em nosso caminho não com a espada da vingança, mas com a espada da proteção. Sejamos, ó Pai, o Teu povo abençoado! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo abençoado do Deus Todo-Poderoso!

Rosana Garcia Barros

#Números22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Números 21 – Rosana Barros
1 de setembro de 2025, 0:45
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“E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito, para que morramos neste deserto, onde não há pão nem água? E a nossa alma tem fastio deste pão vil” (v.5).

Após enfrentarem tantas perdas e mortes, finalmente Israel sentiria o sabor da vitória. Sob juramento, avançaram corajosamente contra Arade, cumprindo com fidelidade o que votaram a Deus. E o Senhor lhes entregou os inimigos nas mãos. Porém, na ocasião de terem que “rodear a terra de Edom” (v.4), ficaram impacientes, tornando a murmurar contra Moisés e contra Deus. Moisés já não tinha mais o seu irmão Arão para compartilhar suas angústias. Havia perdido a sua dupla de oração, e necessitava como nunca de conforto e alívio. Antes, o povo se voltava contra Moisés e contra Arão. Percebam que, após a morte de Arão, a Bíblia diz que eles falaram “contra Deus e contra Moisés” (v.5). Apesar de não ter mais seu irmão, Moisés tinha o próprio Deus para compartilhar suas provações.

Chamando o maná, “o pão dos anjos” (Sl.78:25), de “pão vil” (v.5), Israel ascendeu a ira do Senhor que, antes de ver Moisés sendo novamente ameaçado de morte, prontamente retirou a Sua proteção do povo quanto às serpentes do deserto, “e morreram muitos do povo de Israel” (v.6). Mas àquele mesmo líder que rejeitaram, correram em busca de livramento. Reconheceram em Moisés o único capaz de ser ouvido por Deus. “Então, Moisés orou pelo povo” (v.7), e, segundo o mandado do Senhor, fez “uma serpente de bronze e a pôs sobre uma haste” e aqueles que haviam sido mordidos, ao olharem para a serpente de bronze, eram sarados (v.9). Uma ordem um tanto estranha, mas que possuía um profundo significado.

Depois disto, Israel prosseguiu marchando, jornada após jornada. Em algumas delas Moisés recebia do Senhor o alívio de uma jornada tranquila. Em outras, porém, era assediado pela incredulidade e dureza de coração do povo. Tendo suas necessidades atendidas, os filhos de Israel irrompiam em cânticos de louvor. Em situações de perigo ou de escassez, tornavam a murmurar. Mesmo as constantes vitórias sobre os reinos inimigos não eram suficientes para assegurar-lhes que a verdadeira felicidade está em fazer a vontade de Deus, independentemente das circunstâncias. O deserto tornou-se a necessária escola do sofrimento para um povo que precisava aprender a confiar em Deus.

Que misericórdia e que paciência o Senhor tinha para com aquele povo rebelde! Vez após outra, Israel desafiava a Deus com suas palavras provocativas e suas atitudes insanas. Como “cobras” do deserto, os filhos de Israel não aliviavam quando o assunto era murmuração. Envenenaram-se a si mesmos ao rejeitar o cuidado paterno de Deus. Muitos têm dúvida quanto à serpente de bronze. Não se tratava, porém, de uma imagem de escultura para fins de adoração, mas para fins de ensino e de cura. Também não havia naquela escultura o poder da cura, mas na fé, através da obediência à instrução divina dada por intermédio de Moisés, o Senhor sarava os que haviam sido mordidos “por alguma serpente” (v.9).

Jesus mesmo afirmou que aquela serpente levantada no deserto foi um símbolo de Seu sacrifício para a salvação dos que n’Ele creem: “E do modo por que Moisés levantou a serpente de bronze no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado para que todo o que n’Ele crê tenha a vida eterna” (Jo.3:14-15). Isso mesmo, amados. O texto que introduz um dos versículos mais conhecidos das Escrituras, são palavras de Cristo acerca daquele fatídico episódio do deserto. Isso nos mostra que Israel estava diante de um dos símbolos do amor eterno de Deus por uma raça caída, corrompida, mas que é alvo constante de Sua compaixão e amor. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).

Todas as vezes que rejeitamos a provisão de Deus para nossa vida, estamos a replicar as palavras de Israel: “E a nossa alma tem fastio deste pão vil” (v.5). Caímos no perigo de dar as costas ao cuidado do Senhor e termos que enfrentar sozinhos os desertos desta vida. Muitos, contudo, nesta lida solitária, selam o seu destino final, perecendo pelo caminho. O Senhor nos convida, hoje, a olhar para a cruz e viver. Mesmo que, em algum ponto da nossa caminhada, tenhamos nos desviado dos propósitos divinos e sido contaminados pelo veneno mortal do pecado, assim diz o Senhor: “Olhai para Mim e sede salvos” (Is.45:22).

Assim como Deus concedeu tantas vitórias a Israel, Ele deseja fazer de nós vitoriosos em Cristo Jesus. Temos um conflito a enfrentar todos os dias, e precisamos, antes de qualquer outra coisa, crer em Jesus e em Seu perfeito sacrifício. Creia que Aquele que já venceu a morte eterna por nós, “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos” (Ef.3:20). Como Paulo, não duvidemos que, muito em breve, “se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória” (1Co.15:54).

Nosso amado Pai do Céu, parece que o nosso apetite tem sempre alguma ligação com o pecado e a rebelião. Foi assim no Éden. Foi assim com Esaú. Foi assim com os filhos de Israel. E se o Senhor deixou ao Teu último povo orientações sobre saúde é porque a história tende a se repetir. Ó, Senhor, o Teu povo Israel comeu do cereal do Céu e, mesmo assim, murmurou contra Ti! Livra-nos, Santo Deus, de pecarmos contra Ti nesse sentido! Dá-nos sempre um coração grato e satisfeito com a Tua provisão! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, vitoriosos em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Números21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Números 20 – Rosana Barros
31 de agosto de 2025, 0:45
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“Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em Mim, para Me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei” (v.12).

O capítulo de hoje narra episódios muito tristes e desanimadores para Israel, mas, principalmente, para o seu líder. Enlutado pela morte de sua irmã Miriã, Moisés ainda teve de enfrentar a dureza de coração dos filhos de Israel, novamente manifestada pela falta de água. Cegos pela incredulidade, exigiam que suas necessidades fossem atendidas com urgência. Como de costume, em situações como esta, Moisés e Arão “se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu” (v.6). A ordem do Senhor foi bem clara: “Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água” (v.7).

Em toda a sua trajetória como líder, Moisés se mostrou manso e apaziguador. Cheio do Espírito do Senhor, sempre buscou fazer tudo como Deus lhe havia ordenado. As murmurações de Israel e os desafios do deserto foram provas que lhe constituíram um caráter humilde e dependente de Deus. Como porta-voz do Senhor, importava que buscasse viver em conformidade com o seu chamado. A sua intimidade com Deus, no entanto, não o autorizava a tomar para si, ou dividir com Deus, os méritos de obra alguma. O instrumento humano jamais poderá reclamar para si a glória que só pertence a Deus, sem sofrer as devidas consequências por isso.

Cansado de lidar com um povo grandemente rebelde, ignorou a ordem do Senhor e, ao invés de falar à rocha, “feriu a rocha duas vezes com seu bordão” (v.11). A sua exaltação diante de Israel lhe custou a mesma condição de incredulidade do povo: “Visto que não crestes em Mim”, disse o Senhor a Moisés (v.12). Ele e Arão, que foi conivente com a ação do irmão, não entrariam na terra prometida. Quão decepcionado não deve ter ficado Moisés consigo mesmo! E qual não deve ter sido a sua decepção ao ver negado o seu pedido de passagem pacífica pelo reino de Edom! Desolado por sua atitude impensada, pela morte de Miriã e pela negativa de Edom, ainda teve de lidar com a morte de Arão e o luto de 30 dias de Israel.

Moisés foi um grande líder, mas também era um ser humano com tendência a falhar como você e eu. A lição que deveria ter dado ao povo através do falar à rocha simbolizava o ministério de Cristo. Uma vez ferido, não havia necessidade de ser ferido segunda vez. Por Suas feridas recebemos o acesso ao Pai e o privilégio de apenas falar: “Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede” (Jo.4:15). Quando agimos segundo os nossos próprios impulsos, o prejuízo não recai apenas sobre nós, mas também interfere na vida de outros. As atitudes de um líder, porém, têm um impacto ainda maior. Lembrem de Elias, quando estava próximo ao fim de sua missão, ele fraquejou e se foi ao deserto pedindo para morrer (1Rs.19:4). Também Moisés, tão perto de entrar na terra prometida, desviou os olhos do Senhor.

É certo que vivemos em um mundo repleto de desafios e, especificamente em nossos dias, vivemos em um mundo onde a sobrevivência em si é um tremendo desafio. E nos entristecemos, nos magoamos, nos decepcionamos, e somos marcados por situações e pessoas que ameaçam nossa fé e nossa alegria de viver. É fácil julgar a atitude de Moisés. É fácil julgar a atitude dos nossos semelhantes. Difícil é admitir que somos tão pecadores e falhos quanto qualquer um deles. O Senhor não chamou um homem capaz de liderar as hostes de Israel, Ele chamou um homem tímido e pesado de língua, e o elevou à estatura de um líder ousado e fluente. Jesus não chamou os doutores da lei, mas pescadores, homens leigos, desprezados pela sociedade, e os elevou à estatura de discípulos Seus.

Saibam, amados, como Elias e Moisés, estamos às vésperas de nossa eterna redenção. Alguns estarão vivos como Elias. Outros, serão ressuscitados como Moisés. Mas percebam que estes servos de Deus também tiveram suas fraquezas, e parece que o fim de sua trajetória foi o mais perigoso e desafiador. A profunda tristeza de Elias ou a atitude impaciente de Moisés pode apontar para o que acontecerá a muitos do povo de Deus nos dias finais. Talvez, agora mesmo, muitos estejam sujeitos a estes mesmos sentimentos. Como o Senhor falou a Elias através de uma suave brisa e como repreendeu Moisés com oportunidade de arrependimento, Ele deseja realizar o mesmo por Seus filhos atribulados hoje.

Como líder na educação dos seus filhos, você pode ter falhado muito como mãe. Como líder do lar, você pode ter errado muito como pai. Como líder da igreja de Deus, você pode ter decepcionado muito como pastor. Mas há um Deus que se importa com você, e que pode até te disciplinar aqui na Terra, mas sempre com o objetivo de levar você e sua família para o Céu. Moisés pode ter perdido o direito de entrar na Canaã terrestre, mas recebeu a recompensa da ressurreição para desfrutar da Canaã celeste (Leia Mt.17:3; Jd.9). E esta promessa foi estendida para mim e para você. Um dia estaremos em um lugar onde Deus nos “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4). Pela graça de Deus eu quero estar lá. E você?

Nosso amado Senhor, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos por Teu amor e paciência para conosco! Ó, Pai, queremos ir para Casa! Muitas vezes as provações nos fazem ter atitudes que não Te agradam e acabamos perdendo o sagrado privilégio de sermos guiados pelo Teu Espírito. Tão perto como estamos de nossa eterna redenção, sabemos que a guerra espiritual se intensifica, mas queremos estar escondidos em Teu esconderijo, ó Altíssimo! E quer fales conosco como brisa suave ou como um pai que repreende o filho, que sejamos submissos à Tua voz. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, alvo da misericórdia de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Números20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100