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“Não os temais, porque o Senhor, vosso Deus, é o que peleja por vós” (v.22).
Os últimos anos da jornada de Israel no deserto foram marcados por conflitos e batalhas com os povos vizinhos. As nações pagãs haviam enchido o cálice da ira de Deus, de modo que, semelhante a Sodoma e Gomorra, desde o menor até o maior, todos davam publicidade ao mal. A vitória contra “Ogue, rei de Basã” (v.1) e a descrição do tamanho do seu “leito de ferro” (v.11) revelam o poder de Deus no meio de Seu povo. Não era por sua capacidade bélica ou pela força de seu braço que Israel vencia, mas pelo braço do Onipotente.
Tão perto como estava da terra prometida, Moisés fez um último pedido ao Senhor, de que permitisse sua entrada em Canaã. Seu velho coração almejava colocar os pés naquela terra separada por Deus como herança a Seu povo; na mesma terra onde pisaram Abraão, Isaque e Jacó. Mas apenas seus olhos contemplariam aquele lugar. Deus tinha algo incomparavelmente melhor para Seu servo sofredor. A aparição de Moisés para Cristo na transfiguração é uma prova inequívoca de que o grande líder de Israel não pôde viver para entrar na Canaã terrestre, mas passou por uma ressurreição especial para viver na Canaã celeste (Veja Mt.17:1-8 e Jd.9).
O objetivo de Deus para Seu povo era que Israel se tornasse uma nação modelo diante dos demais povos da Terra. Ele não ordenaria a destruição completa de nações se ali tivessem pessoas dispostas a conhecê-Lo e servi-Lo. Sabemos, porém, que o Senhor não interfere em nosso livre arbítrio, mas, se O amamos, devemos amá-Lo sem reservas, ainda que nossas expectativas não sejam atendidas; porque, semelhante a Moisés, Ele deseja nos dar muito além do que possamos imaginar. Precisamos apenas nos entregar ao Seu cuidado paternal e confiar de que Ele fará o melhor por nós.
A nossa luta, hoje, “não é contra o sangue e a carne”, ou seja, não é contra pessoas, amados, “e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso”, contra Satanás e os anjos caídos (Ef.6:12). E neste grande conflito não teríamos a mínima chance de vencer, como Israel não o teria no passado, não fosse a vitória de Cristo por nós. Jesus é o Senhor dos Exércitos, Aquele que luta nossas batalhas. E, nesta certeza, devemos avançar como exército militante rumo ao eterno triunfo.
“Não temas” (v.2) diante das circunstâncias adversas! Permita que o Senhor faça delas oportunidades de crescimento e de aperfeiçoamento do seu caráter. Ainda que aqui não alcancemos nossos sonhos, lembre de que o sonho eterno de Deus para nós supera qualquer expectativa desta Terra. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co.4:17).
Nosso Pai Celestial, nós Te louvamos por Tua paciência, bondade e fidelidade! Obrigado, Senhor, pelo perdão que nos oferece a cada dia e pelas oportunidades de crescer em graça, em sabedoria, em conhecimento do Senhor! Porque a vida eterna está em Te conhecer e nós clamamos para que o Teu Espírito continue nos dando esse conhecimento diário e crescente. Luta por nós, Senhor! Precisamos de Ti! Nós Te amamos! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, aqueles que amam a Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Pois o Senhor, teu Deus, te abençoou em toda a obra das tuas mãos; Ele sabe que andas por este grande deserto; estes quarenta anos o Senhor, teu Deus, esteve contigo; coisa nenhuma te faltou (v.7).
A rebelião de Israel os levou a retroceder para o lugar inicial de sua peregrinação. E após uma jornada prolongada ao redor da montanha de Seir, o Senhor orientou Seu povo a marchar para o norte. Passariam pelas fronteiras das terras dos filhos de Esaú, que temeriam ao avistar aquela numerosa e organizada multidão. Na verdade, o temor consistia na fama de Israel pelos prodígios que o Senhor realizou no Egito e em sua peregrinação no deserto. A ordem dada por Deus, contudo, incluía um procedimento pacífico tanto para com eles, como também para com os descendentes de Ló. Pela fidelidade do Senhor, aquelas terras pertenciam aos descendentes de Esaú e de Ló, tanto quanto Canaã um dia pertenceria aos filhos de Israel.
Em um trajeto consideravelmente curto, Israel demorou “trinta e oito anos, até que toda aquela geração dos homens de guerra se consumiu no meio do arraial, como o Senhor lhes jurara” (v.14). Mesmo sob as ordens de atravessar as terras inimigas em paz, o Senhor sabia da recusa de Seom em conceder a Israel uma passagem pacífica e tanto este reino quanto outros testemunharam da força de um povo cujo Deus é o Senhor dos Exércitos. Ao ouvirem da fama de Israel, todas as nações tremeriam diante dela e seriam tomadas por terrível angústia. Acabara seu tempo de graça, de forma que não restava dos povos cananeus “sobrevivente algum” (v.34).
Seom representa as primícias da terra que Deus havia prometido aos filhos de Israel. Após uma longa jornada, aquela geração estava preparada para a tão aguardada conquista. No livro Educação encontramos a seguinte revelação: “No trato com os errantes no deserto, em suas marchas de um para outro lado, expostos à fome, à sede e ao cansaço, em perigos de adversários gentios, e na manifestação de Sua providência em seu socorro, Deus procurava fortalecer lhes a fé, revelando-lhes o poder que continuamente operava para seu bem. E havendo-os ensinado a confiar em Seu amor e poder, era Seu intuito pôr diante deles, nos preceitos de Sua lei, a norma de caráter que, pela Sua graça, desejava alcançassem” (Ellen G. White, Educação, CPB, p.34).
Muitos julgam árdua e demorada a jornada cristã neste mundo. Já se passaram quase dois mil anos desde que Jesus nos prometeu as moradas do Pai (Jo.14:1-3), e que estamos andando “por este grande deserto” (v.7). No entanto, o Senhor, nosso Deus, tem estado com Seu povo todo este tempo e, sendo o bom Pastor, jamais permitiu que nada nos faltasse (v.7). Pelo contrário, aqueles que nEle confiam e se entregam por completo ao Seu amoroso cuidado, sentem alegria na tristeza, alívio na dor e paz na tribulação. A amizade com Cristo sacia-lhes a alma e é como uma fonte que jamais se esgota, fluindo da vida para o benefício dos semelhantes.
Quem anda no Caminho excelente já pode provar aqui das primícias do celeste Lar. Por Seu Espírito, Deus nos concede na Terra o antegozo de Sua bondade e a paz “que excede todo o entendimento”, guardando nosso coração e nossa mente “em Cristo Jesus” (Fp.4:7). Através do fruto do Espírito (Gl.5:22-23), podemos provar das delícias que havemos de usufruir pelos séculos eternos. “Levantai-vos, agora” (v.13), Israel de Deus, e marchemos, pela fé, “à terra que o Senhor, nosso Deus, nos dá” (v.29)!
“Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, Aquele que vem virá e não tardará” (Hb.10:35-37). “Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, vemos em Tua bondade para com os filhos de Esaú, de Moabe e de Amon, que a Tua fidelidade é inquebrável. Pois mesmo se tratando de povos inimigos, o Senhor teve misericórdia deles por amor a seus pais, Isaque e Ló. Mas não queremos, como eles, ter apenas possessões aqui nesta terra. Almejamos o Lar, a Nova Jerusalém, que o Senhor prometeu aos que Te amam e guardam os Teus mandamentos. Por isso, clamamos pelo Espírito Santo, pois não conseguiremos chegar lá por nossas forças, mas somente pela justiça de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Leva-nos “à terra que o Senhor, nosso Deus, nos dá” (v.29)! Por Jesus, Te clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, geração eleita do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“O Senhor, vosso Deus, vos tem multiplicado; e eis que, já hoje, sois multidão como as estrelas dos céus” (v.10).
Na planície do Jordão, Moisés iniciou seu primeiro discurso ao povo antes de sua morte. O livro de Deuteronômio é composto de um rico compêndio da história de Israel, suas leis, a importância da obediência, a repetição dos dez mandamentos e das cerimônias do santuário; uma série de quatro sermões do grande líder hebreu. Diante de uma nova geração que, em sua maioria, não testemunhou os prodígios do Egito e nem a manifestação do Senhor no Sinai, Moisés proferiu as palavras deste livro a fim de entregar a Josué uma nação ciente de seus direitos e deveres para com Deus e uns para com os outros.
Moisés não começou seu discurso relembrando as experiências do Egito. Ao narrar a trajetória no deserto, ele destacou Israel não como um povo cativo, mas como uma nação livre. Passo a passo, a mão do Senhor conduzia Israel “como um pai leva seu filho” (v.31), disciplinando-o quando necessário e amando-o em todo o tempo. Apesar disso, o povo frequentemente murmurava contra Deus e seus líderes, mesmo diante de inúmeros milagres e bênçãos visíveis. Nem os prodígios foram suficientes para aplacar a insatisfação de um povo acostumado a reclamar. Contudo, Israel servia a um Deus fiel, que cumpriu a promessa feita a Abraão: “Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. Assim será a tua descendência” (Gn.15:5).
Hoje, em um mundo onde o lucro muitas vezes dita as prioridades, multidões têm seguido pelo caminho de uma religião circunstancial. As circunstâncias governam a vida e sob a mínima prova, abandonam sua fé. O que aconteceu com Israel acontece hoje no “grande e terrível deserto” (v.19) deste mundo. E o mesmo consolo nos é dado: “Não temas e não te assustes” (v.21). Porém, à semelhança da antiga nação, muitos permanecem “rebeldes à ordem do Senhor, nosso Deus” (v.26), compondo uma “maligna geração” (v.35) que não verá o lar eterno. Como necessitamos do Espírito do Senhor nos conduzindo e fortalecendo! Como necessitamos de uma fé que não desfaleça mesmo em face das dificuldades! Uma fé que possa declarar em verdade: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação” (Hc.3:17-18).
Assim como Israel parou para ouvir o discurso de seu líder, precisamos parar para ouvir o que o Senhor deseja nos falar por meio de Sua Palavra. Lembrem-se de que os comentários aqui são apenas auxiliares, e não podem jamais substituir a sua busca e o seu contato pessoal com as Escrituras. O seu relacionamento com Deus precisa ser autêntico e profundo. Nestes dias decisivos, precisamos compreender que a verdadeira adoração não consiste apenas em fazer parte de Israel, mas em ser um verdadeiro adorador do Deus de Israel, independentemente das circunstâncias. Tão perto como estamos da pátria celestial, que naquele grande Dia, o Senhor possa dizer a nosso respeito: “ele(a) ali entrará” (v.38).
Nosso amado Senhor, Criador dos céus e da terra, bendito seja o Senhor, que Se debruça de Teu trono para ouvir nossas orações e para nos falar através da Tua Palavra! Ó, Pai, dá-nos o poder do Espírito Santo para sermos Tuas testemunhas! Queremos andar Contigo em um relacionamento crescente e intenso até que o nosso caráter seja semelhante ao de Cristo. Ajuda-nos, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
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“São estes os mandamentos e os juízos que ordenou o Senhor, por intermédio de Moisés, aos filhos de Israel nas campinas de Moabe, junto ao Jordão, na altura de Jericó” (v.13).
Pensando na divisão da herança, alguns representantes da tribo de Manassés consultaram Moisés acerca da parte que caberia às filhas de Zelofeade. Apesar da conquista dessas mulheres de um direito divinamente reconhecido, seus irmãos de tribo visualizaram o prejuízo que lhes sobreviria caso elas casassem com homens de outras tribos. A transmissão daquelas terras diminuiria a herança daquela tribo e acrescentaria às tribos de seus futuros maridos, caso estes não pertencessem a Manassés.
Considerando justa a preocupação da “tribo dos filhos de José” (v.5), bem como havia tido como justo o pedido das filhas de Zelofeade, o Senhor, por intermédio de Moisés, ordenou que tanto estas quanto qualquer filha de Israel que possuísse alguma herança, se casasse “com alguém da família da tribo de seu pai, para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais” (v.8). Assim fizeram as filhas de Zelofeade, casando-se “nas famílias dos filhos de Manassés” (v.12), conservando a herança de sua tribo de origem.
Na fronteira da terra prometida, era necessário um povo comprometido com o Senhor e com Sua Palavra. Os “mandamentos e os juízos” (v.13) de Deus deviam ser obedecidos para que os filhos de Israel experimentassem os maravilhosos resultados da obediência. A repartição da herança seria um dos frutos de sua fidelidade a Deus e a oportunidade de provar e ver que Ele é um Deus justo que não dá a um menos e a outro mais, mas em justa medida divide a recompensa.
Havia uma visível preocupação do Senhor para com as famílias de Israel. Se os casamentos fossem realizados conforme às ordenanças estabelecidas por Deus, grande bênção os acompanharia. Semelhante às filhas de Zelofeade, precisamos confiar no “assim diz o Senhor”, na certeza de que Ele não irá nos desamparar. Aos solteiros, Ele diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Sl.37:5). Aos casados, diz: “As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor […] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela. […] Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama” (Ef.5:22, 25 e 28).
Não é sem razão que o livro de Números termina abordando o casamento entre os filhos de Israel. A família é a base da sociedade, amados. E famílias sólidas no firme alicerce das Escrituras constituem o mais poderoso instrumento de Deus na Terra. Jesus voltará para buscar um povo composto por famílias que perseveraram em viver a vontade de Deus com integridade, e que farão parte dos números dos milhares de salvos. Que, pela graça e misericórdia do Senhor, a minha e a sua casa façam parte desta última estatística.
Pai bondoso, louvado seja o Senhor pelo estudo de Números! É o Senhor mesmo que nos convida a arrazoar Contigo e nós Te pedimos que o Espírito Santo continue nos admoestando, repreendendo, corrigindo e instruindo através da Tua Palavra. E que esta bênção seja não somente sobre nós, mas também sobre a nossa família. Concede aos Teus filhos solteiros a Tua direção para que façam escolhas sábias e que os casados sejam fiéis ao seu dever. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias do Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Não contaminareis, pois, a terra na qual vós habitais, no meio da qual Eu habito; pois Eu, o Senhor, habito no meio dos filhos de Israel” (v.34).
Das quarenta e oito cidades estabelecidas por Deus como cidades dos levitas, seis delas foram separadas para um fim especial. Cada tribo de Israel daria cidades para a habitação dos levitas e para as cidades de refúgio “na proporção da herança” (v.8) que recebesse. As cidades de refúgio serviam para acolher o homicida que matasse “alguém involuntariamente” (v.11). Na linguagem jurídica atual, poderíamos denominar tal homicídio de culposo, ou seja, sem a intenção de matar.
Mesmo que fosse um ato involuntário, o homicídio derramava na terra um sangue que precisava ser expiado, assim como o crime culposo hoje, apesar de ter uma pena amenizada, não deixa de ter a sanção penal prevista. Enquanto aguardava um julgamento que levasse em conta a ausência de dolo, o homicida não poderia sair dos muros da cidade de refúgio, devendo ficar ali “até à morte do sumo sacerdote, que foi ungido com o santo óleo” (v.25). A morte do sumo sacerdote prefigurava o sacrifício de Cristo, que faria expiação por toda humanidade. Mas se o homicida saísse “dos limites de sua cidade de refúgio, onde se tinha acolhido, e o vingador de sangue” o encontrasse “fora dos limites dela”, este poderia matá-lo sem que fosse “culpado do sangue” (v.26-27).
Feliz é aquele que faz do Senhor o seu refúgio! Para este há sempre a segurança em saber que sua vida está nas melhores mãos. Diz o salmista: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Somos todos pecadores, e, portanto, culpados do sangue do Inocente Filho de Deus. Porque “assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm.5:12). “Mas Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades” (Is.53:5).
Somente em Cristo podemos permanecer seguros até que Ele venha. Sair de Sua presença significa colocar em risco a própria vida, podendo selar o destino eterno para a perdição. Ao contrário do vingador de sangue em Israel, que geralmente era um dos parentes mais próximos da vítima, buscando vingar o sangue derramado, há um derramador de sangue espreitando cada vida humana, esperando a mínima oportunidade para matar e destruir todo aquele que abandona o seguro refúgio divino. Portanto, amados, “sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8).
Enquanto estivermos abrigados no esconderijo do Altíssimo, Satanás continuará apenas em derredor. A cada dia, apegue-se à Palavra de Deus e à oração, e você permanecerá seguro até àquele Grande Dia.
Ó, Pai Eterno, queremos habitar em Teu esconderijo todos os dias de nossa vida! Seja sobre nós a Tua graça para que o inimigo não nos toque! E que nossa vida seja um testemunho vivo do Teu amor e cuidado. Nós Te amamos, Senhor! E Te oramos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, refugiados no Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
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“A estes o Senhor ordenou que repartissem a herança pelos filhos de Israel, na terra de Canaã” (v.29).
Estabelecidos os limites da terra prometida, Eleazar, Josué e os príncipes das nove tribos e meia foram designados por Deus para repartir Canaã por herança a Israel. Conforme o número de pessoas de cada tribo, uma porção seria dada de forma proporcional. As duas tribos e meia que ficaram do outro lado do Jordão “receberam a sua herança” (v.15), e, apesar de não ter parte na posse de terras, a tribo de Levi receberia cidades a fim de lhes servir como habitação.
Com que expectativa os filhos de Israel aguardavam a ordem divina de avançar no território prometido! Era uma geração ansiosa por ver o que seus pais foram privados devido à sua incredulidade. Após a árdua jornada no deserto, a visão de Canaã era um verdadeiro oásis, um refrigério para os exaustos peregrinos. A exposição acerca da divisão da herança acendeu-lhes no coração a chama da esperança e aumentou-lhes a disposição fiel em fazer a vontade de Deus.
Há um povo, hoje, cujo coração arde na expectativa de receber a eterna recompensa. Um povo que, qual os sábios do Oriente (Mt.2:2), reconhecem os sinais que apontam para o cumprimento da promessa. Que, como os pastores no campo (Lc.2:8), são orientados pelo Céu a seguir pelo caminho que conduz a Cristo. Um remanescente que, qual Israel, conhece o tempo de lutas que antecede a recompensa, mas que marchará com perseverança (Ap.14:12), mantendo os olhos em seu divino General. Um povo que, selado “com o Santo Espírito da promessa” (Ef.1:13), avança para o país celestial, “de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp.3:20).
Tão perto como estamos de receber nossa herança eterna, está nosso coração a arder pela expectativa da futura recompensa? Temos saudades do Deus que nunca vimos e do lugar que nunca fomos? Oh, amados, há um lugar nas moradas do Pai preparado especialmente para você e para mim! Mas recompensa maior será o privilégio eterno de contemplarmos face a face nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em um mundo de conflitos entre nações, nós servimos a um Deus que não mente e que nos fez a mais linda e preciosa promessa acerca do lar de eterna paz:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3).
Breve Jesus voltará! Esta não é apenas a letra da canção, meus irmãos, mas a verdade que deve aquecer o nosso coração a cada dia. Logo estaremos em casa! Glória a Deus! Acredite: “esta vos será a terra, segundo os limites de seu contorno” (v.12); a “pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).
Senhor, nosso Deus e Pai, como Israel no passado, ainda estamos na jornada do deserto deste mundo a caminho do Lar. Mas nós cremos, Pai, que estamos às portas do maior evento que este mundo testemunhará, que é o segundo advento do nosso Salvador, Jesus Cristo. Por isso, clamamos pelo batismo do Espírito Santo, nos fortalecendo para o que há de vir e nos preparando para a vida futura! O Senhor prometeu que voltará e nós cremos em Tua promessa. Ó, Senhor, volta logo! Temos saudades! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, herdeiros da pátria celestial!
Rosana Garcia Barros
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“Escreveu Moisés as suas saídas, caminhada após caminhada, conforme o mandado do Senhor; e são estas as suas caminhadas, segundo as suas saídas” (v.2).
Os anos passados no deserto foram registrados por Moisés a mando do Senhor. Cada caminhada ganhou um diário que guardaria lembrança para as futuras gerações. A história de Israel não cairia no esquecimento, mas passaria a compor os primeiros livros do Cânon Sagrado e deixaria à humanidade um legado de tirar o fôlego. Os relatos dos altos e baixos da nação eleita, ainda hoje, despertam o olhar crítico de quem não consegue conceber que o Deus do Novo Testamento é o mesmo dos antigos registros sagrados. Este pensamento, no entanto, lançaria por terra o evangelho contido dentro do mais famoso verso bíblico: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
Enquanto Israel prosseguia “caminhada após caminhada” (v.2), à cada experiência vivida, Deus preparava Seu povo para o futuro. Tanto a morte de Arão quanto a notícia de que Israel se aproximava de Canaã, fizeram o coração dos filhos de Israel pulsar no desejo de logo encontrar descanso no lugar prometido. Contudo, não seria tão fácil assim a sua conquista. Precisavam desapossar os habitantes de Canaã a fim de desfrutar de suas moradas. Aqueles povos, à semelhança do Egito, receberam um prolongado tempo de graça que escolheram ignorar, a fim de permanecer na prática da idolatria e da imoralidade. A promessa de paz seria condicional à obediência de Israel em livrar-se daquelas nações idólatras e de tudo o que envolvia sua falsa adoração.
Na fronteira da última promessa, nossos olhos quase podem contemplar o Rei que Se aproxima. Aleluia! Não podemos nos prender nas derrotas e vitórias do passado, mas, sem dúvida, elas nos ajudam a olhar com esperança para o futuro. Os relatos de Israel, os arquivos da reforma protestante, os escritos dos pioneiros adventistas fazem parte de uma memorável coleção da atuação divina no meio de Seu povo. Em cada fase da história desta Terra, Deus tem agido pontualmente conforme a necessidade humana. Sua atuação no Antigo Testamento relata um período difícil de santificação e purificação de Israel, mas também o desejo de estender as bênçãos da salvação a todos os que se arrependessem e O buscassem de todo o coração, como foi com os habitantes de Nínive (Jn.3:10).
A ordem divina de não permitir a união do santo com o profano não ficou no passado, amados, mas também será um dos sinais que fará a diferença “entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Creio que a história de Israel deixa isso bem claro. Paulo reforçou este princípio, ao escrever: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas?” (2Co.6:14). Sigamos os passos de Cristo Jesus, que Se misturava com todos para curar e salvar, e não para comungar com seus pecados.
“Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus” (2Co.7:1). Que em nossa jornada nesta Terra, cheios do poder do Espírito Santo, sejamos a mensagem que o mundo precisa receber: de que Jesus está voltando e precisamos estar prontos para este grande Dia.
Pai Celestial, graças Te damos por mais um sábado na Tua presença! Graças Te damos porque a história de Israel está escrita “para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1Co.10:11)! Entregamos em Tuas mãos nosso coração, para que ele seja habitação do Espírito Santo e, assim, possamos permanecer em nossa jornada Contigo até chegarmos ao Lar. Por Tua graça e misericórdia, e pela justiça de Cristo, nos purifica e nos salva, Pai de amor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, santificados para a vida eterna!
Rosana Garcia Barros
#Números33 #RPSP
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“Por que, pois, desanimais o coração dos filhos de Israel, para que não passem à terra que o Senhor lhes deu?” (v.7).
Prestes a entrar em Canaã, duas tribos e meia de Israel fizeram um pedido inusitado: o de permanecer nas terras antes de atravessar o Jordão, pois nelas havia muito pasto para seu gado. De início, Moisés os fez lembrar do episódio em Cades e do que isso havia custado a Israel. Mas a segunda fala dos representantes daquelas tribos esclareceu seu pedido e tranquilizou o coração do idoso líder, que, prontamente, lhes atribuiu herança daquém do Jordão, desde que cumprissem sua palavra e avançassem com as demais tribos contra os inimigos da nação. Cientes da maldição que lhes sobreviria caso não cumprissem o que lhes fora determinado, acordaram: “O que o Senhor disse a teus servos, isso faremos” (v.31). Assim, aquelas tribos estabeleceram suas moradas na Transjordânia, cada qual com suas cidades segundo a divisão estabelecida por Moisés.
Havia motivos suficientes para que Moisés ficasse alarmado com a escolha daquelas duas tribos e meia. Perto de sua morte, não poderia deixar encargo tão pesado sobre os ombros de seu sucessor. Procurou, então, resolver com celeridade a questão que poderia provocar nova contenda entre os filhos de Israel. A incredulidade tornaria a consumir o coração do povo e ameaçaria deixá-lo novamente em quarentena. Moisés tinha que ser rápido e enérgico, a fim de não permitir tamanho infortúnio. O esclarecimento daquelas tribos quanto às suas intenções de permanecer lutando ao lado de seus irmãos até que chegassem ao seu lugar, deu alívio ao coração do líder de Israel e garantiu o cumprimento de seu pedido.
A promessa do Senhor a Israel consistia nas terras dalém do Jordão, mas aquelas tribos vislumbraram terras férteis e abundantes na fronteira. Mesmo tendo sido atendido o seu pedido, não temos mais detalhes sobre os resultados positivos ou negativos desta surpreendente escolha. O plano original de Deus era que toda a nação habitasse em Canaã. Agora parecia que estava havendo uma separação. O Senhor opera no meio do Seu povo pela manifestação do Espírito Santo a fim de promover a comunhão e a unidade. Contudo, ninguém atravessará os portais eternos, sem que haja concordado com isso. O contentamento com as terras da fronteira levará muitos a lutar junto com o povo de Deus a caminho do Lar, mas, fincados os seus pés ali, não tomarão parte da herança eterna.
Decisões semelhantes têm sido tomadas a cada dia, e muitos que hoje tomam posição nas fileiras de Deus alegam vantagem em suas equivocadas escolhas. É como se cada um declarasse: “O plano de Deus é bom, mas o meu é melhor”. Em tempos de sacudidura, amados, nossas escolhas devem refletir para onde estamos indo. Estamos simplesmente marchando com a intenção de voltar, ou avançando “para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14)? É tempo de nos consagrarmos inteiramente ao Senhor, de modo que estejamos com os pés nesta terra, mas com os olhos sempre no Céu.
Ó amados, este mundo está caminhando para o período mais crítico de toda a História. Será “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). E onde está nosso coração, hoje? Nas terras deste lado, ou nas moradas eternas do Senhor? Tão perto como estamos de ver Jesus voltar, que não nos conformemos com este século, mas que busquemos no Senhor a transformação e a renovação da nossa mente, para que possamos experimentar a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita (Rm.12:2). Tantas coisas horríveis têm acontecido pelo mundo afora! Até quando vamos continuar vivendo aqui como se Jesus fosse demorar a voltar? Há uma obra urgente a ser realizada. Que o Espírito Santo nos guie e nos ajude a nunca retroceder.
Nosso Deus e Pai, queremos assumir o posto de nosso dever sem esmorecer e sem olhar para trás. A nossa luta tem se intensificado e nosso coração anseia entrar na Canaã que o Senhor preparou para aqueles que Te amam. Ó Deus Todo-Poderoso, precisamos de Ti! Precisamos do poder do Espírito Santo! Precisamos de mudança genuína de coração! Precisamos odiar o pecado, mas amar o pecador! Precisamos perder a graça deste mundo e sonhar com o Céu! Ajuda-nos, Senhor! Ajuda os nossos filhos! Ajuda a Tua igreja! E, por favor, Senhor, volta logo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, herdeiros da Nova Jerusalém!
Rosana Garcia Barros
#Números32 #RPSP
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“Assim, dos milhares de Israel foram dados mil de cada tribo: doze mil ao todo, armados para a guerra” (v.5).
Orientados “por conselho de Balaão” (v.16), os midianitas conseguiram enfraquecer muitos de Israel através dos encantos de suas mulheres. Fatal e irreversível foi a consequência para os que se deixaram contaminar pela idolatria e imoralidade disseminadas por elas. Grande clamor ascendeu no arraial de Deus até que chegou o tempo da “vingança do Senhor” (v.3). Foram convocados mil homens de cada uma das tribos de Israel, totalizando doze mil homens “armados para a guerra” (v.5). Este exército matou “todo homem feito”, além dos “reis dos midianitas”, e inclusive “Balaão, filho de Beor, mataram à espada” (v.8).
Vitoriosos, os filhos de Israel regressaram da batalha com as recompensas da guerra: “as mulheres dos midianitas e as suas crianças; também levaram todos os seus animais, e todo o seu gado, e todos os seus bens” (v.9). Contudo, ao Moisés deparar-se com aquelas que foram os instrumentos de maldição, indignou-se e ordenou que fossem mortas todas as que “fizeram prevaricar os filhos de Israel contra o Senhor” (v.16), mas que deixassem vivas as mulheres virgens. Também mandou exterminar as crianças do sexo masculino a fim de que não suscitassem descendência no futuro. E um período de purificação foi observado antes que o exército e os cativos pudessem entrar no arraial; as presas foram divididas e ofertas estabelecidas para serem dedicadas ao Senhor.
Em número de doze mil, ao todo, aquele pequeno exército, comparado às grandes forças bélicas dos povos pagãos, retornou ao acampamento incólume. “Teus servos fizeram a conta dos homens de guerra que estiveram sob as nossas ordens, e nenhum falta dentre eles e nós” (v.49) – declararam os capitães dos milhares do exército. Visto o Senhor ter-lhes concedido tão grande bênção e livramento, apresentaram uma oferta voluntária, “cada um o que achou” (v.50); tesouros que foram levados “à tenda da congregação, como memorial para os filhos de Israel perante o Senhor” (v.54).
Temos um vislumbre muito aquém do que realmente acontecia nestas guerras sangrentas. Para alguns povos, porém, esta destruição era inevitável dado o grau de corrupção de seus habitantes. E a ira de Deus é muitas vezes questionada frente aos relatos do Antigo Testamento. Fica evidente que o Senhor não admitia a união do puro com o imundo e nem da justiça com a injustiça. A fim de evitar tal mistura, tanto os pagãos quanto os filhos de Israel que se rebelassem contra o Senhor deveriam ser punidos, e servirem de exemplo para as futuras gerações, como pontuou o apóstolo Paulo: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).
Como último exército do Deus vivo, somos convocados a nos apresentar “armados para a guerra” (v.5). A nossa luta, no entanto, não consiste mais no uso de lanças e espadas, e nem de uns contra os outros, mas em estarmos revestidos da armadura de Deus. Cingidos “com a verdade”, vestidos “da couraça da justiça”, calçados “com a preparação do evangelho da paz”; embraçando sempre o escudo da fé, tomando “o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos (Ef.6:14-18). Então, estaremos aptos para a batalha e permaneceremos inabaláveis até a vinda de nosso Senhor e Salvador Cristo Jesus.
Não esqueçamos que nossa luta é contra Satanás e as potestades que estão a seu serviço. E até em nossas vitórias ele tenta incluir recompensas que não fazem parte do plano divino para nossa vida. As mulheres midianitas podem representar tudo aquilo que julgamos ser uma bênção, mas que não passam de estratégias malignas para nos destruir. Apegue-se ao Senhor e à sabedoria de Sua Palavra, e, certamente, o Espírito Santo lhe mostrará a diferença entre o puro e o imundo, entre a justiça e a injustiça. Precioso foi o sangue derramado para que sejamos purificados! Que nosso coração seja sempre uma oferta voluntária dedicada ao Senhor e que isso se reflita em nossa vida.
Senhor, nosso Deus, o que aconteceu com Israel no passado tem se repetido por meio das inúmeras distrações e maldições que o inimigo das almas tem infiltrado no meio do Teu povo. Não permite, Pai, que sejamos enganados ou seduzidos, mas que a nossa vida esteja alicerçada na Tua Palavra. Batiza-nos com Teu Espírito e nos reveste da Tua armadura! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, exército do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Números31 #RPSP
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“São estes os estatutos que o Senhor ordenou a Moisés, entre o marido e sua mulher, entre o pai e sua filha moça se ela estiver em casa de seu pai” (v.16).
O voto ou juramento era realizado para fins de adoração, gratidão, reavivamento espiritual ou até mesmo para alcançar alguma bênção. Tanto o homem quanto a mulher podiam fazer um voto, desde que respeitassem os estatutos estabelecidos por Deus para esse propósito. A mulher, no entanto, deveria levar em conta a aprovação de seu pai ou de seu marido quanto ao voto realizado. Por vezes, pelo “dito irrefletido dos seus lábios” (v.6), uma mulher poderia fazer juramentos que fossem prejudiciais tanto a si mesma quanto à sua família. Para tanto, o pai ou o marido, responsáveis por sua proteção e segurança, foram autorizados pelo Senhor a “anular o voto que estava sobre ela” (v.8).
Um voto muito conhecido na Bíblia, feito por uma mulher, foi o voto de Ana. Sendo incapaz de gerar filhos, Ana prostrou-se em humilhação diante do Senhor e prometeu que, se Ele lhe desse um filho, ela o dedicaria a serviço dEle. Ciente da grande tristeza de sua amada esposa devido à sua esterilidade, seu marido, Elcana, não reprovou o voto de Ana, mas concordou em cumpri-lo logo após o desmame do pequeno Samuel (1Sm.1:24). Deus nunca Se agradou de votos precipitados ou realizados por motivos egoístas. A mulher exerce um papel fundamental no seio do lar e é muito importante que ela promova uma atmosfera de harmonia e de mútua cooperação entre os membros da família.
Na cruz do Calvário, Jesus cumpriu o supremo voto dando Sua vida para resgate de muitos. Quando encarnado entre nós, ao observar a incoerência dos votos e juramentos realizados, nos deixou a seguinte ordem: “de modo algum jureis” (Mt.5:34). Muitos dos juramentos daquela época eram feitos de forma pública e audível a fim de revelar uma aparência de piedade, enquanto o coração era guiado por orgulho e vaidade. Da mesma sorte, o jejum era praticado como um mostruário de “santos”. Mas, ao contrário disso, Jesus jejuou no deserto, deixando-nos exemplo de que o jejum é uma prática espiritual entre o homem e Deus e não uma “propaganda” de santidade.
O Senhor não espera de nós, hoje, que nos obriguemos com votos e juramentos, mas com uma vida consagrada a Ele e intimamente ligada à dEle. Como mulher, mãe e esposa, devo conhecer e buscar praticar meus deveres diante de Deus e de minha família. Não posso viver em função apenas de mim mesma, mas zelar pelo bem-estar de minha casa, pois está escrito: “A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba” (Pv.14:1). Olhemos para Cristo, para Sua vida abnegada e altruísta, e, certamente, encontraremos lições suficientes que nos ensinarão a sermos servos e servas de Deus não somente de palavra, mas de fato e de verdade, para a glória do Pai Celestial.
Pai de amor, nosso único clamor neste dia é que Teu Espírito guie o nosso coração, e bem assim as nossas palavras e ações! Que hoje, todos nós, homens e mulheres, nos ocupemos em andar Contigo e Te servir, segundo a Tua vontade. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, servos e servas do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Números30 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100