Reavivados por Sua Palavra


Levítico 04 – Comentado por Rosana Barros
17 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“[…] e o sacerdote por eles fará expiação, e eles serão perdoados” (v.20).

Sabemos que o pecado surgiu da rebelião de um anjo de luz que ambicionou ser “semelhante ao Altíssimo” (Is.14:14). E, por sua maldade, semeou discórdia no coração de terça parte dos anjos (Ap.12:7) e fez cair os nossos primeiros pais (Gn.3:6). A essência do pecado sempre será a maldade, a corrupção. Mas nem sempre o pecado é gerado pela vontade de cometê-lo. Muitos, e até líderes religiosos, como no caso dos sacerdotes no capítulo de hoje, cometem pecados “por ignorância” (v.2). Ou seja, pecados não intencionais. O termo usado para pecado, neste caso, é uma palavra hebraica que significa “errar o alvo”.

Diferente da raiz hebraica para iniquidade, que significa pecado deliberado, em que alguém sabe que está em pecado, mas escolhe permanecer nele, o pecado por ignorância ou não premeditado, apesar de não ser doloso, não deixa de ser pecado, e Deus concedeu aos Seus filhos uma provisão especial a fim de que houvesse expiação para este fim específico. Os sacerdotes, a nação, seus príncipes e cada indivíduo eram chamados a oferecer aqueles sacrifícios quer seus pecados fossem ocultos ou notórios à coletividade. Através destes sacrifícios, do reconhecimento de que precisavam do auxílio e perdão de Deus a fim de ensiná-los a andar pelo caminho correto, os filhos de Israel adquiriam uma fé sólida e, a cada passo, seriam ensinados a fazer diferença entre o santo e o profano.

Os sacrifícios pelos pecados por ignorância nos ensinam duas lições de cunho espiritual extremamente relevantes: primeiro, que não há desculpas para o pecado, pois “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Pecado é pecado, não importa se culposo ou doloso. E segundo, que Deus deseja nos estender o Seu perdão mesmo por pecados que cometemos sem saber. Creio que o texto a seguir resume bem o desejo do Senhor em nos reconduzir ao alvo: “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Precisamos do Espírito Santo a nos guiar pelo caminho, a fim de que nossos tropeços e quedas não sejam fatais.

O objetivo final destes sacrifícios era o perdão, como percebemos nas expressões: “e eles serão perdoados” (v.20); “e este lhe será perdoado” (v.26); “e lhe será perdoado” (v.35). Amados, cada dia, o Senhor nos convida a irmos ao pé da cruz e ali oferecermos o sacrifício de um coração contrito e desejoso em fazer a Sua vontade. Através das Escrituras, o Espírito Santo tem nos ensinado, nos repreendido, nos corrigido e nos educado na justiça (2Tm.3:16). Temos nós aceitado ouvir a Sua voz a nos conduzir pelo caminho? Infelizmente, enquanto estivermos na condição vulnerável de pecadores, corremos o risco constante de errar o alvo. Mas para todo filho e filha de Deus que diariamente dedica a vida no altar do Senhor, há uma maravilhosa notícia: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At.17:30).

Cristo Jesus está de braços abertos para nos receber e perdoar os nossos pecados. Enquanto a graça ainda nos está disponível, corramos ao encontro dAquele que já realizou por nós o perfeito sacrifício. O fato de o Senhor não levar “em conta os tempos da ignorância” não significa que devemos permanecer ignorantes, mas que, diligentemente, como herdeiros do reino eterno, devemos seguir os passos dAquele que sofreu em nosso lugar (1Pe.2:21). Pois “todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus [Jesus Cristo] o guarda, e o Maligno não lhe toca” (1Jo.5:18). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, nascidos de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Levítico 03 – Comentado por Rosana Barros
16 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“E porá a mão sobre a cabeça da sua oferta e a imolará diante da tenda da congregação; e os filhos de Arão aspergirão o sangue sobre o altar, em redor” (v.8).

Todas as ofertas feitas pelo povo tinham significado especial, mas esta era diferente das demais em sua finalidade. Ela não representava oferta pelo pecado, mas oferta de gratidão. A palavra pacífico vem do hebraico “shelem”, que quer dizer “benefício”. Portanto, esta oferta era uma forma de gratidão ao Senhor por todos os Seus benefícios e deveria ser feita de forma voluntária. Havia a porção que deveria ser queimada. “Toda a gordura será do Senhor” (v.16). E o sangue também era retirado e aspergido ao redor do altar. Há um mandamento final quanto a estes dois, gordura e sangue, a fim de que não façam parte da dieta do homem.

Por questões de saúde, entendemos que esta ordem divina ainda permanece como “estatuto perpétuo” (v.17) e nos abstemos do uso destes elementos da carne. É bem verdade que pela mensagem de saúde que nos foi dada somos chamados a retornar à dieta original do Éden, e, certamente, usufruiremos de mais saúde e qualidade de vida. Não podemos, porém, fazer confusão quanto ao sangue para fins de doação. Deus foi enfático: “nem sangue jamais comereis” (v.17). Mas a doação e transfusão de sangue para salvar vidas é completamente lícito e até uma forma de agradecer ao Senhor, o Doador da vida, pela oportunidade de ser participante nesta obra.

Outra finalidade da oferta pacífica era pelo cumprimento de algum voto. O adorador ia ao templo agradecer pela bênção alcançada por meio de seu voto a Deus. Por exemplo, Ana pediu a Deus um filho e votou ao Senhor entregá-lo ao Seu serviço após o desmame, e assim o fez (1Sm.1:24). Não é errado fazer votos ou firmar um propósito com o Senhor. Errado é votar e não cumprir, ou tornar o voto uma espécie de barganha com Deus. A respeito deste aspecto, pontua M. L. Andreasen:

“Esta é a hora e oportunidade supremas da igreja. O mundo credor de uma demonstração de que há um povo que permanece fiel em meio de uma infiel geração; que respeita a própria palavra, bem como respeita a Palavra de Deus; que é fiel à fé uma vez entregue aos santos. Está atrasada a manifestação dos filhos de Deus. Rm.8:19[…] E esta manifestação revelará um povo que tem o selo da aprovação de Deus. Guarda os mandamentos. Tem a fé de Jesus. Sua palavra é sim, sim, e não, não. São irrepreensíveis diante do trono de Deus” (O Ritual do Santuário, p.104).

O ser humano, desde a sua queda, sente a necessidade de perdoar e de ser perdoado, quer seja por Deus ou pelos semelhantes. E por mais que alguém diga que não se importa com isso, a ausência do perdão o consome e lhe tira a paz e até a saúde. Portanto, na oferta pacífica, o povo de Israel reconhecia o perdão de Deus, era uma forma de agradecer o beneplácito amor do Senhor. Quando reconhecemos que Cristo Se deu voluntariamente (oferta pacífica) para o perdão dos nossos pecados (sacrifício pelo pecado), vemos que há uma ordem aí. Costumamos pedir, pedir e pedir. Mas, e agradecer? Somos ingratos por natureza. O que prova que o sentimento de gratidão também é um dom de Deus.

Quando compreendemos o dom precioso de Cristo, queremos participar de Sua alegria em nos ofertar. A oferta pacífica era a única em que os filhos de Israel poderiam ter participação ativa, eles comiam daquela oferta, era uma festa entre amigos e familiares. O maior desejo do Senhor é que nos alegremos nEle. Cristo disse: “Neste mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Em 1Tessalonicenses 5:16, está escrito: “Regozijai-vos sempre”. A gratidão produz em nós saúde e alegria. Só seremos gratos quando compreendermos que Jesus Cristo deseja muito mais nos salvar do que nós desejamos ser salvos. Ele nos amou primeiro! Por isso, “Não temais! Bem mais valeis do que muitos pardais” (Lc.12:7). “Buscai, antes de tudo, o Reino de Deus, e todas as coisas vos serão acrescentadas” (Lc.12:31).

Que o Senhor esteja, a cada dia, em primeiro lugar em nossa vida. Ele bate à porta do nosso coração e nos diz: “Segue-me”. Eis o segredo. Andar nas pisadas de Jesus Cristo. Simples assim. Não há erro neste voto sagrado. E Jesus encherá o nosso coração de gratidão, alegria e paz que excedem todo entendimento! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, agraciados em Jesus Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Levítico 02 – Comentado por Rosana Barros
15 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Toda oferta dos teus manjares temperarás com sal; à tua oferta de manjares não deixarás faltar o sal da aliança do teu Deus; em todas as tuas ofertas aplicarás sal” (v.13).

As ofertas de manjares, assim como os holocaustos, eram queimadas no altar, como “aroma agradável ao Senhor” (v.2). Mas, ao contrário da queima total dos holocaustos, apenas uma porção dos manjares eram queimados no altar. Porém, o fermento e o mel não eram queimados. Esses dois produtos poderiam até ser ofertados para o consumo dos sacerdotes, mas não poderiam ser queimados como oferta agradável ao Senhor. O fermento, sabemos que é símbolo do pecado, mas a referência quanto ao mel não tem explicação bíblica. Alguns estudiosos, porém, defendem a tese de que o mel simboliza os prazeres da carne, os desejos do homem carnal.

Outro produto em destaque é o azeite. Assim como o sal, toda oferta de manjares tinha a presença do azeite. O azeite é símbolo do Espírito Santo. Se o holocausto representava a oferta integral do pecador a Deus, a oferta de manjares representava o segundo passo, que é a prática da mordomia. Uma parte era queimada ao Senhor e o restante, era “de Arão e de seus filhos” (v.3). Não poderia haver verdadeiro holocausto se logo após não viesse a oferta de manjares, uma dádiva de gratidão. Assim como a oferta de manjares sem holocausto não passava de salvação por obras. Portanto, a entrega total do coração a Deus sempre redunda em fidelidade e generosidade, gerados pela gratidão em reconhecer a Deus como Doador e Mantenedor da vida e pela constante atuação do Espírito Santo.

Já o sal era símbolo de aliança, de conservação, representava algo tão especial que de modo algum poderia faltar em nenhuma oferta de manjares. Jesus disse que Seus discípulos são o “sal da terra” (Mt.5:13). Ora, o que faz o sal? Ele torna conhecido o sabor do alimento. Ou seja, o mundo conhecerá a Palavra de Deus (o sabor do alimento), se você for um genuíno cristão (o sal). As palavras tem poder, mas não têm o mesmo impacto do exemplo. Ser cristão é ser imitador de Cristo. É Ele que nos “tempera”. Não somos nós, mas a obra dEle em nós! Porque “nEle vivemos, nos movemos, e existimos” (At.17:28).

Analisemos as palavras de advertência de Cristo com relação ao fermento: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é hipocrisia” (Lc.12:1). A palavra hipócrita, deriva do grego “hypokrités”, que significa “sob a máscara, palavra usada para os atores de teatro da época. O seu significado fica ainda mais claro nas seguintes palavras de Jesus: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3). Já ouviram aquele ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Pois bem, este é o resultado na vida de todo aquele que tem um bom discurso, mas não passa disso. Nossa vida precisa estar escondida em Cristo, como o sal está “escondido” no alimento.

Quando entregamos a nossa vida inteiramente a Cristo, o Espírito Santo inicia uma obra que só terá perfeito cumprimento no Dia do Senhor. É um processo diário e que requer de nós uma íntima comunhão com Deus. Uma vida entregue à vontade divina fala mais do que muitos sermões. Não é, porém, o que fazemos, mas o que Espírito de Cristo opera em nós que faz a diferença. Não tem sido fácil viver em uma época de tantos desafios, mas podemos confiar na promessa de Jesus, quando disse: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). Como as ofertas de manjares só eram aceitas com sal e azeite, seja a nossa vida uma oferta “de aroma agradável ao Senhor” (v.9), temperada com o azeite do Espírito Santo e com o sal de uma vida cristã relevante. Que Deus, por Sua graça e misericórdia, nos ajude! Vigiemos e oremos!

Bom dia, sal da Terra!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Levítico 01 – Comentado por Rosana Barros
14 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“E porá a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor dele, para a sua expiação” (v.4).

O terceiro livro de Moisés foi escrito como um manual de relacionamento com o Senhor e uns com os outros. Seu título indica o chamado de Deus para a tribo de Levi, tanto para o sacerdócio, através da descendência de Arão, quanto para os demais serviços do tabernáculo. E a primeira orientação dada a Moisés quanto aos rituais do santuário foi sobre os holocaustos. Certamente esta era a principal forma de oferta, a que era queimada por completo. O livro já inicia com uma lição de integridade. Antes de consumar o sacrifício, o homem colocava a sua mão sobre a cabeça do animal representando a substituição, confessava os seus pecados e participava da imolação junto com o sacerdote. Só depois o sacerdote prosseguia sozinho fazendo a expiação pelo pecador como um símbolo do sacerdócio de Cristo.

O fato de haver “holocausto de gado” (v.3) até “holocausto de aves” (v.14), indica o cuidado de Deus para com todos, incluindo ricos e pobres na adoração. Quando José e Maria foram apresentar o bebê Jesus no templo, levaram segundo o que está escrito, “um par de rolas ou dois pombinhos” (Lc.2:24), visto as suas posses não lhes permitir levar um cordeiro (Lv.12:8). Assim, não apenas o holocausto, mas cada oferta específica incluía a participação de todos. Todavia, os sacrifícios não passavam de símbolos que deveriam representar o mais profundo desejo de corações entregues à vontade de Deus. O salmista Davi bem descreveu o que realmente o Senhor deseja de Seus filhos:

Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos pelo pecado não requeres. Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a Tua lei” (Sl.40:6-8).

Há uma ruptura entre o Céu e a Terra, pois os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus (Is.59:2). O “aroma agradável ao Senhor” (v.9), como um tipo do perfeito e suficiente sacrifício de Cristo, revelava a vitória do Messias sobre o pecado e a futura restauração da humanidade com o divino. O que realmente importava naqueles sacrifícios era a entrega do coração a Deus, como está escrito: “Dá-me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv.23:26). Há um abismo de diferença entre entregar o coração a Deus e a máxima “Deus só quer o meu coração”. Percebam que após a entrega do coração vem o agradar-se dos caminhos de Deus. Isto é, um coração convertido é um coração que aceita ser guiado pelo Espírito Santo.

Para que sejamos aceitos “perante o Senhor” (v.3), não precisamos mais realizar sacrifícios, mas aceitar o sacrifício de Jesus e Sua perfeita obra de mediação perante o Pai, entregando a nossa vida diante do altar todos os dias. Foi com profundo senso de seus pecados que Davi compôs o Salmo 51, onde declarou: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Também “assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, O qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15).

Como o holocausto era consumido por inteiro, assim deve ser a nossa entrega pessoal ao Senhor. Não foi sem razão que a primeira virtude espiritual destacada na vida de Jó foi a integridade. O Senhor conhecia o caráter íntegro de Seu servo. O coração de Jó era um verdadeiro holocausto que ardia diariamente “perante o Senhor” (v.5). Seja o nosso coração um holocausto “de aroma agradável ao Senhor” (v.9) e Aquele que “a Si mesmo Se ofereceu” por inteiro, e “fez isto uma vez por todas” (Hb.7:27), virá e nos levará para Ele, para que onde Ele está, nós estejamos também (Jo.14:3). Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres íntegros!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 40 – Comentado por Rosana Barros
13 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo” (v.34).

O relato do livro de Êxodo é, sem dúvida, o documento histórico do nascimento de Israel como nação eleita. Vimos o fiel cumprimento das profecias e das promessas de Deus na vida dos Seus filhos. Da descendência de Seu servo Abraão, o Senhor suscitou uma numerosa nação. A Moisés foi delegada a solene tarefa de tirar Israel do cativeiro egípcio e, sob a forte destra dAquele que o chamou, sua missão foi cumprida. Prodígios, milagres, vitórias e momentos difíceis marcaram as primeiras pegadas do povo sobre o deserto. E na nuvem de dia e na coluna de fogo à noite, todos podiam contemplar as manifestações da presença de Deus no meio do acampamento.

Mas o Senhor tinha algo mais a lhes oferecer. Uma forma mais didática de lhes ensinar que o destino final não era uma terra aqui, mas no mundo porvir. E no romper de um ano novo, o Seu santuário foi erguido, consagrado e ungido por Moisés. “E tudo fez Moisés segundo o Senhor lhe havia ordenado; assim o fez” (v.16). Projetado segundo o modelo original (Hb.8:2), o tabernáculo deveria ser uma escola e os sacerdotes, os professores. O conhecimento de Deus estava à disposição de todo aquele que se dispusesse a aprender com a sinceridade de uma criança. O Testemunho (os dez mandamentos) foi colocado dentro da arca da aliança e, ali, do Santíssimo lugar, sob a manifestação da glória de Deus, cada palavra da Lei saía das pedras para os corações dos verdadeiros adoradores.

Como na criação o Senhor começou a dar forma a uma terra “sem forma e vazia” (Gn.1:1), Moisés começou a dar forma ao santuário. Como Deus estendeu os céus, Moisés “estendeu a tenda sobre o tabernáculo” (v.19). Como Deus criou o alimento no terceiro dia, Moisés pôs sobre a mesa “os pães da proposição” (v.23). Como colocou no céu os luzeiros do dia e da noite, Moisés “preparou as lâmpadas perante o Senhor” (v.25). Como criou os animais terrestres, Moisés “pôs o altar do holocausto à porta da tenda da congregação e ofereceu sobre ele holocausto” (v.29). Como criou o homem e a mulher à Sua imagem e semelhança, os cobrindo com Sua glória, Moisés vestiu Arão e seus filhos como símbolos do sacerdócio de Cristo (v.13). “Assim, pois”, como “foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército” (Gn.2:1), “assim Moisés acabou a obra” (v.33) do santuário.

Israel tinha um vislumbre da criação a cada vez que a tenda era montada, uma ilustração do plano da redenção todas as vezes em que os sacrifícios eram oferecidos no altar, e a cada marcha pelo deserto, a sublime esperança de que o Senhor os estava guiando para casa. Amados, faço minhas as palavras de João, neste momento: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1Jo.5:13). Com mão poderosa o Senhor guiou o Seu povo, e com mão poderosa continuará guiando o Seu último Israel. Muito em breve Deus não mais precisará usar ilustrações e símbolos, mas teremos o privilégio de ser testemunhas oculares da recriação, quando Deus fará “novo céu e nova terra” (Ap.21:1).

Que a presença do Criador esteja com você “em todas as suas jornadas” (v.38), até ao Lar! Vigiemos e oremos!

Bom dia, criados para a vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo40 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 39 – Comentado por Rosana Barros
12 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Viu, pois, Moisés toda a obra, e eis que a tinham feito segundo o Senhor havia ordenado; assim a fizeram, e Moisés os abençoou” (v.43).

Para o ofício no santuário, o Senhor ordenou que se fizessem vestes especiais, “finamente tecidas”, além das “vestes sagradas para Arão” (v.1), “e as vestes de seus filhos” (v.41). Assim como o fez com a estrutura de todo o tabernáculo, as vestimentas “para ministrar no santuário” (v.1) foram descritas por Deus de forma detalhada. Como tudo no santuário, as roupas também deveriam declarar “Santidade ao Senhor” (v.30). Além do simbolismo das vestes, o Senhor também prezava pela decência em Sua Casa de Oração. Em orientação anteriormente dada a Moisés, isso ficou bem claro: “Nem subirás por degrau ao Meu altar, para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êx.20:26).

Já é comprovado que a roupa diz muito a respeito da pessoa e que mensagem ela deseja transmitir. Ao mesmo tempo, há o risco de julgarmos o conteúdo pela embalagem. Nem sempre o que vemos por fora revela o que há por dentro. A estrutura do tabernáculo revelava isso, já que por fora era revestida por peles de animais, e por dentro reluzia o brilho do ouro. Mas o real desejo de Deus era que os sacerdotes e levitas fizessem jus ao que os vestia de forma tão bela. Por sete vezes encontramos a expressão “segundo o Senhor ordenara a Moisés” (v.1, 5, 7, 21, 26, 29 e 31), indicando o perfeito cumprimento quanto a esta importante “obra do tabernáculo” (v.32). Cada oficial do santuário foi vestido pelo padrão do Céu.

Tudo estava pronto. Cada detalhe foi concluído, desde a parte interna e externa, até as “vestes finamente tecidas” (v.41), preparadas “com trabalho esmerado” (Bíblia King James, 1611). Vendo que tudo havia sido feito conforme as instruções divinas, “Moisés os abençoou” (v.43). A obediência sempre vem acompanhada da bênção. E o fato de terem sido abençoados antes mesmo da primeira montagem do santuário, confirma as palavras do profeta Samuel, quando afirmou: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar” (1Sm.15:22). Não é o que vestimos, o que usamos ou o que fazemos que importa para Deus. E sim, porque vestimos, porque usamos e porque fazemos. Qual é a nossa real intenção?

O apóstolo Paulo nos advertiu: “abstende-vos de toda forma de mal” (1Ts.5:22). Isso inclui todas as nossas escolhas. Mas, antes de qualquer mudança exterior, deve acontecer a interior. Se a aparência de santidade vista por fora não for uma extensão da obra interior do Espírito Santo, não passa de uma farsa que não pode ocultar-se dAquele que sonda os corações. “Aconselho-te”, diz o Senhor, “que de Mim compres[…] vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez” (Ap.3:18). Não seja o nosso adorno o que é exterior, “seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível trajo de um espírito manso e tranquilo, que é de grande valor diante de Deus” (1Pe.3:4).

Que toda mudança vista em nós seja tão somente o resultado da boa obra do Espírito Santo em nosso coração. Vigiemos e oremos!

Bom dia, vestidos pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo39 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 38 – Comentado por Rosana Barros
11 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Fez também a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze, dos espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação” (v.8).

Cada móvel do santuário foi feito de forma que pudesse ser facilmente transportado. Suas argolas e varais possuíam esta função e revelavam a natureza provisória daquele lugar, até que Israel pudesse erigir um templo fixo de adoração na terra prometida. Todas as vezes que o povo tinha de levantar acampamento, o tabernáculo era desmontado e ordenadamente movido. Deus delegou aos levitas o sagrado privilégio de participar deste momento. Onde quer que estivesse a nação eleita, ali estava a presença de Deus e a Sua mensagem de salvação.

Na Antiguidade não havia o espelho que temos hoje. As pessoas usavam o bronze polido, tendo uma visão embaçada de sua própria imagem. Foi com os “espelhos das mulheres que se reuniam para ministrar à porta da tenda da congregação”, que foi fabricada “a bacia de bronze, com o seu suporte de bronze” (v.8). A aplicação deste espelho foi utilizada por Tiago, ao declarar: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência” (Tg.1:23-24). Como já vimos em estudo anterior, há um caminho muito bem delineado na estrutura do santuário.

O altar do holocausto, simbolizando o sacrifício de Cristo, representa o primeiro passo da conversão. Em seguida, vem a bacia de bronze, ou pia da purificação, simbolizando o batismo, o reconhecimento do pecador de que precisa ser lavado e purificado dos seus pecados. Assim como o espelho revela a nossa aparência e imperfeições, o batismo é um testemunho público de que somos todos pecadores e carecemos da graciosa Água da Vida a fim de nos purificar e regenerar. Deus revelou em Seu santuário as etapas da vida cristã que não podem ser negligenciadas ou ignoradas. Cristo poderia ter vindo ao mundo simplesmente morrer pelos nossos pecados, mas Ele escolheu nos ensinar a viver a vontade de Deus e, mesmo sendo o próprio Deus, cumpriu fielmente cada etapa pré-estabelecida no santuário.

Semelhante à natureza transitória do tabernáculo do deserto, como santuários do Espírito Santo, temos o sagrado privilégio de ser representantes de Deus e de Sua Palavra onde quer que estivermos. Como peregrinos a caminho da pátria superior, é nossa missão buscar viver como Cristo viveu e ensinar a outros enquanto caminhamos. E esta é uma obra do Espírito Santo. Precisamos trocar os espelhos deste mundo e, contemplar, “como por espelho, a glória do Senhor”, a fim de que sejamos “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Então, Deus aceitará as nossas ofertas e não permitirá que nenhuma delas passe despercebida, entesourando-as para a eternidade, como está escrito: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12).

Olhemos para Cristo, mais e mais até que Ele volte. E, certamente, não erraremos o caminho. Vigiemos e oremos!

Bom dia, peregrinos a caminho do Lar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo38 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 37 – Comentado por Rosana Barros
10 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“De ouro puro a cobriu; por dentro e por fora a cobriu[…]” (v.2).

Todos os móveis e utensílios dos lugares Santo e Santíssimo do santuário eram de ouro puro ou cobertos de ouro puro. Tudo brilhava o esplendor do mais belo metal. As argolas e os varais serviam para a locomoção dos móveis, que só poderiam ser carregados pelos sacerdotes e levitas. Imagino a emoção do povo ao poder contemplar aquele cortejo tão significativo feito com extremo cuidado e reverência. Ninguém do povo comum poderia sequer tocar em qualquer daqueles objetos. Nunca houve na história da igreja cristã um lugar que ensinasse mais lições sobre reverência e santidade como o foi com o santuário terrestre.

Dentro dos limites do tabernáculo do deserto foram colocados na mais perfeita ordem os elementos que apontavam o caminho de Deus para uma vida de verdadeira comunhão. O conhecimento do sagrado, os preciosos momentos de assembleia solene, os rituais simbólicos, as ofertas oferecidas, tudo compunha o cenário da verdadeira adoração. Da prata nas bases das colunas, do bronze nos objetos do pátio, do ouro puro que reluzia do interior do santuário à glória manifestada acima do propiciatório, havia um ardente desejo do Senhor de transmitir a seguinte mensagem: “Eu quero habitar no meio de vocês”. Foi com este mesmo desejo que Jesus veio até nós: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai” (Jo.1:14).

Cada detalhe da tenda da congregação era um convite à comunhão com Deus. Tudo apontava para o Senhor como o único Deus verdadeiro e digno de toda a adoração. Não era propósito de Deus que o santuário se tornasse lugar de uma religião incoerente, e sim lugar de testemunho do poder de Deus na vida de um povo que O servisse com integridade. Quando o Senhor ordenou que fizessem um lugar especial de adoração, em momento algum obrigou os filhos de Israel a ofertarem o que haviam trazido do Egito. Em todo o tempo, Moisés deixou bem claro de que as ofertas deviam ser voluntárias, de homens e mulheres que tivessem o coração disposto a doar. Eis o que sempre acompanha a conversão dos verdadeiros adoradores: um coração disposto, um espírito voluntário.

Há uma profecia de cunho escatológico no livro do profeta Zacarias, que diz: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9). Não foi sem razão que os principais objetos e móveis do santuário foram feitos de ouro. O ouro simboliza pureza e realeza. Como povo santo e representante de Deus na Terra, a mais sublime lição de todas estava em Israel aprender a viver as palavras do Senhor através de uma comunhão experimental. As experiências do dia a dia, os sacrifícios diários e a imagem de um lugar que em todo o tempo declarava que Deus estava com eles deveriam quebrantar seus corações e levá-los a uma real experiência com o Senhor. Uma experiência viva, eficaz, transformadora e contínua.

O santuário terrestre e seus rituais não mais existem. Jesus, através de Sua vida, ministério e missão, revelou a Israel e ao mundo que nEle tudo se cumpriu e nEle podemos permanecer e viver, se tão somente aceitarmos o Seu diário convite de amor: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei” (Mt.11:28). Quão maravilhoso é apegar-se a esta promessa! Jesus, porém, não prometeu que neste mundo não passaríamos por aflições. Pelo contrário, Ele nos advertiu que teremos de enfrentar momentos difíceis, mas que devemos nos alegrar com a certeza de Sua vitória (Jo.6:33). As provações, perseguições e aflições nunca serão motivo de derrota na vida dos que experimentam Deus todos os dias.

Comunhão, amados, não é leitura da Bíblia e oração superficiais. Comunhão é permitir que o Espírito Santo navegue com total liberdade no mar de nossa existência, nos reavivando e reformando “por dentro e por fora” (v.2), retirando de nossa vida tudo aquilo que nos afasta de Deus e preenchendo o lugar com as virtudes de Seu precioso fruto. Hoje, Cristo está no Santíssimo do santuário celeste (Hb.8:2), intercedendo ao Pai por nós. Que o Espírito Santo esteja nos purificando e provando, e que façamos parte do precioso ouro que Jesus logo virá reivindicar como Seu. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, ouro provado do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo37 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Êxodo 36 – Comentado por Rosana Barros
9 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“E disseram a Moisés: O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra que o Senhor ordenou se fizesse” (v.5).

Em matéria de gratidão, Israel deixou um legado histórico no preparo para a construção do santuário. De igual forma, quando o rei Davi manifestou o seu desejo em construir um santuário fixo ao Senhor, a Bíblia relata que “o povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo” (1Cr.29:9). A relação do povo com o santuário era movida por profundo senso da presença de Deus. Mesmo o Senhor deixando claro que não seria Davi a construir o templo, e sim seu filho Salomão, ele fez questão de deixar a sua contribuição e preparar o povo para a sublime obra que seu sucessor havia de dirigir.

Aquele templo provisório no deserto, porém, foi fabricado com materiais resistentes, mas também que fossem fáceis de montar e desmontar à medida em que Israel se locomovesse pelo deserto. Todas as suas cortinas, cobertas e tábuas de sustentação ao redor possuíam o seu lugar de encaixe. Era como um grande quebra-cabeças, cuja montagem desenhava no centro do acampamento a morada de Deus no meio do Seu povo e o plano da salvação em Cristo Jesus. Como já vimos, cada peça do santuário possuía especial significado, todas apontando para o ministério de Cristo e para a redenção não somente de Israel, mas de todos os que vão a Cristo. E para a construção deste lugar, o povo ofertou tanto material que o “que tinham era suficiente para toda a obra que se devia fazer e ainda sobejava” (v.7).

Da mesma forma que, a cada manhã, os filhos de Israel recebiam do Céu o maná, “cada manhã o povo trazia a Moisés ofertas voluntárias” (v.3). Rapidamente, Moisés conseguiu tudo o que era necessário para erguer o tabernáculo, de forma que “o povo foi proibido de trazer mais” (v.6). Esta disposição voluntária em forma de ofertas tem um significado tão nobre e santo quanto à mensagem do próprio santuário. Ela é um tipo da entrega voluntária de Jesus, que ofertou mais do que podemos imaginar para nos garantir a vida eterna. Todas as vezes que levamos em nossas mãos as nossas ofertas voluntárias à casa do Senhor, elas representam a nossa gratidão pela oferta incomparável de Cristo. Somente quando compreendemos esta tão maravilhosa graça e permitimos que ela nos transforme, nossa vida, tempo, talento e tesouros tornam-se primariamente a serviço do Deus que nos salvou.

Há uma obra grandiosa e urgente a ser realizada em nossos corações. Da mesma maneira que o Senhor agiu no meio do Seu povo, o Seu Espírito tem movido “a todo homem cujo coração o impeliu a se chegar à obra para fazê-la” (v.2). Há um clamor sendo erguido a cada coração, e somente aqueles que estão dispostos a fazer “segundo tudo o que o Senhor havia ordenado” (v.1), entenderão que se trata de um chamado que exige uma decisão firme e resistente às dificuldades do deserto deste mundo. Somente pelos méritos do perfeito Ofertante poderemos concluir a obra que Ele nos confiou. Como mordomos de Deus dos últimos dias, precisamos atender à solene advertência da mensageira do Senhor:

“O tempo é muito breve, e tudo que deve ser feito tem de ser feito rapidamente. Os anjos estão segurando os quatro ventos, e Satanás está tomando vantagem de cada um que não esteja plenamente firmado na verdade. Toda pessoa será provada. Todo defeito de caráter, a menos que seja vencido pelo auxílio do Espírito de Deus, tornar-se-á meio certo de destruição. Sinto como nunca antes a necessidade de que nosso povo seja fortalecido pelo espírito da verdade; pois os ardis de Satanás enredarão a todos que não fazem de Deus a sua força. O Senhor tem muito trabalho por ser feito; e se nós fizermos o que Ele nos designou, colaborará com os nossos esforços” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v.5, p. 573). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, fiéis mordomos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo36 #RPSP



Êxodo 35 – Comentado por Rosana Barros
8 de abril de 2022, 0:45
Filed under: Sem categoria

“Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao Senhor, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o Senhor tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés” (v.29).

Antes de proferir o Decálogo no monte Sinai, Deus orientou o Seu povo acerca da observância do sábado como um santo dia de descanso (Êx.16:29). Antes de dar as instruções sobre a construção do santuário, novamente enfatizou o descanso semanal sabático (Êx.23:12-13). Antes que Moisés descesse do monte, replicou: “Certamente, guardareis os Meus sábados”, e o instituiu como um sinal entre Ele e Seu povo (Êx.31:13). E, antes de iniciarem os preparativos para a construção do santuário, mais uma vez enfatizou a observância do “sábado do repouso solene ao Senhor” (v.2). Inquestionavelmente, Deus estabeleceu este dia como o porto seguro do viajante cansado e lembrança indelével de Sua criação e redenção.

A fidelidade quanto ao descanso do sétimo dia promoveria nos filhos de Israel a verdadeira adoração e confiança na provisão divina. O maná diário e a porção dobrada ao sexto dia era uma constante prova do cuidado do Senhor para com o Seu povo e despertava-lhe gratidão e espírito voluntário. Quando Moisés lhes transmitiu “a palavra que o Senhor ordenou” quanto às ofertas voluntárias, prontamente, “veio todo homem cujo coração o moveu e cujo espírito o impeliu e trouxe a oferta ao Senhor para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes sagradas. Vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração” (v.21-22). A introdução acerca do sábado em cada momento importante na jornada de Israel era uma lição de fidelidade e a oportunidade de fortalecer a identidade de um povo separado “de todos os povos da terra” (Êx.33:16).

Bezalel foi eleito pelo Senhor para liderar a obra da construção do santuário, “e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício[…] e para toda sorte de lavores” (v.31 e 33). “Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe” (v.34). Aos dois cumpria não somente realizar a obra que lhes foi designada, mas também instruir a outros no mesmo ofício. A operação matemática das bênçãos de Deus sempre dividir para multiplicar. O Seu desejo não era que Israel estabelecesse um reino de portas fechadas, mas que sua fama corresse o mundo, de forma que todos pudessem declarar: “Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6). Assim como precisamos das leis de trânsito para termos o mínimo de segurança nas estradas, quanto mais necessitamos das leis do Senhor para nos assegurar a vida.

Há um mundo perecendo porque lhe falta o conhecimento do Senhor. Quando nos dispomos a, pela graça de Deus, andar em novidade de vida buscando ser fiéis aos Seus mandamentos, o Espírito Santo nos reveste com as vestes da justiça de Cristo e nos torna obreiros habilidosos e multiplicadores da esperança. Somente quando entendemos que o sábado não é apenas um dia, mas o sagrado privilégio de desfrutarmos um prelúdio da eternidade, nosso coração se enche de gratidão por podermos adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). O sábado é um tempo de encontro semanal entre a criatura e o Criador e um tempo oportuno de ensinar a outros sobre a verdade que um dia nos libertou.

Abandone os preconceitos com relação a este mandamento que é tão importante e válido quanto os demais (Tg.2:10-12), e, com humildade e sincero desejo de descobrir a verdade sobre o sábado, continue buscando na Palavra do Senhor as respostas às suas inquietações. Que o “Senhor do sábado” (Mt.12:8) te abençoe e te santifique neste dia e te conceda um coração transbordante de gratidão! Vigiemos e oremos!

Um bom dia da preparação para o sábado, homens e mulheres de coração voluntário!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Êxodo35 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100