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“Assim, Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas; então, os filhos de Israel clamavam ao Senhor” (v.6).
Israel havia desfrutado quarenta anos de paz, sob a liderança de Débora. Mas poucos anos bastavam de apostasia para o povo ficar “muito debilitado” (v.6) e perceber que precisava do Senhor. Por “sete anos” (v.1), os midianitas oprimiram Israel “destruindo os produtos da terra […] e não deixavam em Israel sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos” (v.4). Comparados a gafanhotos que passam e que tudo arruínam, eles “entravam na terra para a destruir” (v.5). Uma situação que se tornou insuportável e que levou a nação a buscar o auxílio do Senhor em oração.
Em resposta ao clamor dos filhos de Israel, “o Senhor lhes enviou um profeta” (v.8). A Bíblia não diz o seu nome, mas, certamente, a sua mensagem operou com grande efeito. Percebam que o profeta não disse nada novo, ou uma revelação extraordinária. Ele simplesmente os lembrou de uma mensagem que já lhes era conhecida, mas que haviam negligenciado. Foi um recado curto, objetivo e claro. Foi um chamado ao arrependimento: “contudo, não destes ouvidos à Minha voz” (v.10). O afastamento de Deus era a causa de seus infortúnios, e reconhecer isso era imprescindível para que o Senhor pudesse agir em seu favor.
E foi justamente nesse cenário que surgiu o chamado do quinto juiz de Israel: Gideão. Filho de “Joás, abiezrita” (v.11), da família “mais pobre em Manassés” (v.15), Gideão seria a última pessoa a que o povo apontaria como seu líder. Mas as palavras do Senhor revelam o que o homem não consegue ver: “O Senhor é contigo, homem valente” (v.12). Deus não escolhe ninguém por predileção ou por capacitação. Ele escolhe pela disposição do homem em servi-Lo e obedecê-Lo. A total dependência de Deus em atitude de humildade é a principal característica de um verdadeiro líder. Como aquele profeta desconhecido, pode ser que muitos filhos de Deus não tenham seus nomes nos anais da História, mas se cumpriram o chamado do Senhor em sua vida, seus nomes estão arrolados como testemunho eterno no “Livro da Vida” (Ap.3:5).
O diálogo entre “o Anjo do Senhor” (v.11) e Gideão aconteceu no momento em que este agia com diligência a fim de preservar o alimento que tinha a salvo dos midianitas. E a fala do Senhor lhe pareceu contraditória diante de sua realidade. Gideão foi sincero com Deus: “Se o Senhor é conosco, por que nos sobreveio tudo isto? E que é feito de todas as Suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito?” (v.13). Gideão não somente questionou o aparente “abandono” divino, mas também a própria declaração do profeta que lhes foi enviado e lhes declarou: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eu é que vos fiz subir do Egito e vos tirei da casa da servidão” (v.8). Não é errado questionar e ser sincero com Deus. Na verdade, é isso o que Ele espera de nós: “Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor” (Is.1:18). O Senhor nos convida a expor diante dEle nossas razões e argumentos e espera que o façamos sem arrodeios, mas direta e francamente, abrindo-Lhe o coração em sinceridade.
Ao invés de dar explicações ao seu questionamento, o Anjo do Senhor lhe deu uma missão: “Vai nessa tua força e livra Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei Eu?” (v.14). É interessante observar e meditar nesse método divino. Quando Jó questionou o Senhor acerca do seu sofrimento, Ele lhe expôs a grandeza de Seu poder criador e lhe deu a missão de orar por seus amigos. Quando o profeta Elias O questionou sobre sua situação de perseguido por seu próprio povo, Deus lhe deu a missão de ungir reis e o profeta que ficaria em seu lugar. Nem sempre, amados, o Senhor nos responde segundo os nossos questionamentos, mas a Sua resposta sempre envolve a nossa vida como uma resposta viva para o benefício de outros.
Amados, a oferta de Gideão, aprovada e consumida com o fogo divino, representa a oferta de um coração completamente submisso à vontade de Deus; de alguém que faz de seu lugar de oração diário, pela fé, “um altar ao Senhor” (v.24). “O Senhor É Paz”, meus irmãos (v.24)! Mas a paz do Senhor não é uma permissão à covardia. Ele nos chama na mesma força e valentia de Gideão a derrubar os “altares” de abominação que possam haver em nosso lar e na igreja. Isso, porém, deve ser feito segundo aconteceu com Gideão: “Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.4:6). “Então, o Espírito do Senhor revestiu a Gideão” (v.34), e assim será com cada um de nós se, como ele, estivermos dispostos a assumir o nosso posto do dever até que Cristo volte.
Muitos podem até se levantar contra nós e nos dar apelidos pejorativos como foi com Gideão (v.32), mas se perseverarmos em seguir ao “Cordeiro por onde quer que vá” (Ap.14:4), Ele prometeu nos dar “uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe” (Ap.2:17). Um nome que representa a nossa experiência pessoal com o Eterno. Persevere em buscar ao Senhor de todo o coração. “Está alguém entre vós sofrendo? Faça oração” (Tg.5:13).
Ó, Pai de misericórdias, como Gideão, muitos dos Teus filhos têm sofrido muitas perseguições e duras batalhas. Vem ao nosso encontro, fala ao nosso coração e nos capacita por Teu Espírito a cumprirmos a missão segundo a Tua vontade! Nós cremos que o Senhor É Paz e que logo estaremos no Teu Lar de eterna paz. Até lá, dá-nos a força e a sabedoria de que precisamos para derrubar de nosso coração, de nosso lar e do meio do Teu povo todo altar de idolatria. Reveste-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fortes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Assim, ó Senhor, pereçam todos os Teus inimigos! Porém os que Te amam brilham como o sol quando se levanta no seu esplendor” (v.31).
Semelhante a Moisés após o livramento do Mar Vermelho, Débora, juntamente com Baraque, entoou um cântico de gratidão ao Senhor pela vitória contra Jabim. Creio que seja o primeiro dueto musical registrado na Bíblia. Este poema, ou salmo hebraico, é atribuído à autoria de Débora e celebra com louvor a conquista dada a Israel. “Naquele dia” (v.1), em que Deus humilhou seus inimigos, a única juíza de Israel fez de seu cântico o som de uma trombeta em vitória. Todo o Israel deveria ouvir aquele salmo e bendizer ao Senhor.
Como “mãe em Israel” (v.7), Débora buscou orientar e encorajar seu povo como a um filho e exaltou os “atos de justiça do Senhor”, que os conduziu “ao seu lar” (v.11). Ao mesmo tempo, reconheceu que este despertamento deveria começar por ela mesma: “Desperta, Débora, desperta, desperta, acorda, entoa um cântico” (v.12). Se ela tivesse olhado para a condição miserável do povo, ao invés de confiar em Deus e de tomar uma atitude pessoal, “até que eu, Débora, me levantei” (v.7), quão diferente teria sido o desfecho dessa história. O despertamento precisa primeiramente acontecer em mim e em você. Não podemos e não devemos esperar até que haja um despertar coletivo. O Espírito Santo espera a nossa decisão e promete fazer a nossa vida brilhar a luz do Céu.
Hoje, em tempos de crise espiritual em que se repete a atitude dos rubenitas: “Entre as facções de Rúben houve grande discussão” (v.16), há um predominante espírito de divisão e dissensões entre aqueles que deveriam ser os nobres da Terra: “Então, desceu o restante dos nobres, o povo do Senhor em meu auxílio contra os poderosos” (v.13). E isto inclui também os líderes, pois, depois de Débora, “desceram guerreiros”, “desceram comandantes […] os que levam a vara de comando” (v.14). Como foi com Débora, amados, necessitamos de um espírito de liderança que nos una num só coração e propósito; em que as diferenças não sejam motivos de divisão, mas oportunidades de realizar a obra do Senhor de formas diferentes.
Qual tem sido a nossa atitude frente às investidas do inimigo e à realidade de uma igreja morna (Leia Ap.3:15)? Precisamos despertar, amados! Precisamos acordar do sono de uma vida cristã acomodada e crítica para a fulgurante vida que irradia a luz da glória de Deus (Leia Mt.5:14). Nunca foi tão contemporânea a advertência do apóstolo: “já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).
“Avante, ó minha alma, firme!” (v.21). Oremos, amados, e peçamos ao Senhor que a mudança comece em nós e faremos parte do “restante dos nobres” (v.13) que entoarão o cântico dos salvos (Leia Ap.15:2-4) e que serão conduzidos para a terra de eterna paz.
Nosso Pai Celestial, como Tua filha Débora, queremos despertar e iniciar o dia louvando o Teu nome por Teus atos de justiça! Ajuda-nos, Senhor, a avançar no Teu caminho eterno, firmes e unidos no Espírito Santo! Faze brilhar o Teu rosto sobre nós, porque nós Te amamos, nosso Deus! Dissipa as dissensões e nos une num só coração e propósito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, nobres de Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau perante o Senhor, depois de falecer Eúde” (v.1).
A morte de um juiz de Israel era sinônimo de afastamento de Deus por parte do povo. Apesar disso, eu acredito que o Senhor sempre tem os Seus fiéis em meio aos infiéis. Mas a incredulidade, a apatia espiritual e a condescendência com o mal bloqueavam o coração da maioria à ação do Espírito Santo. E mais uma vez a apostasia deu lugar ao sofrimento, “porquanto Jabim tinha novecentos carros de ferro e, por vinte anos, oprimia duramente os filhos de Israel” (v.3). O Senhor Se retirava do meio do Seu povo. É possível que, por um tempo, isso não fosse percebido. Pode ser que muitos na prática do mal, pensassem: “O Senhor não o vê; nem disso faz caso o Deus de Jacó” (Sl.94:7). Mas o próprio Deus declara: “Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, Eu provo os pensamentos” (Jr.17:10).
Deus, então, suscitou uma mulher como juíza do Seu povo: Débora, profetisa (v.4). O Senhor subjugaria o orgulho dos homens do próprio Israel e das demais nações através de duas mulheres. Na simplicidade da sombra de uma árvore, havia um juízo justo proferido por Débora, e no interior de uma casa, “Jael, mulher de Héber” (v.21) faria juízo contra o inimigo de Israel. Débora subiu à batalha com Israel. Jael viu a oportunidade de provar sua lealdade ao Deus de Israel. Ambas foram tementes a Deus e tiveram a coragem que muitos homens em sua época não tiveram. Nunca foi plano de Deus o emprego da violência, amados. Contudo, conhecendo o coração humano, o Senhor sabia que seria necessário o preparo do Seu povo para as guerras que viriam.
O chamado de mulheres na Bíblia deixa bem claro que todos nós temos um papel a desempenhar na obra do Senhor. Homens, mulheres, crianças, jovens e idosos, todos precisam se alistar no exército de Cristo. Um exército que não mais pega em armas humanas e cujos inimigos são sobrenaturais, “porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Ef.6:12); contra seres que já estiveram na glória do Pai Celestial, mas que agora agem sob o governo do “pai da mentira” (Jo.8:44). E contra inimigos sobrenaturais, precisamos de estratégias, força tática e armas espirituais: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11).
Ser um homem ou uma mulher de Deus não é resultado de esforços pessoais ou por força de pensamento. É a vida de Cristo em nós que nos torna semelhantes a Ele. Nossos esforços não podem estar concentrados em nós mesmos, no que faremos para ficarmos mais parecidos com Jesus, e sim na pessoa dEle, em Seu amor, Sua graça, Seu perdão, Sua bondade, Sua beleza de caráter. Porque é pela contemplação que somos transformados à imagem de Cristo, “de glória em glória, […] como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). E, pelo poder da graça de Deus, entendemos “que somos feituras dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10). Só podemos entender o chamado do Senhor em nossa vida e obedecê-lo, se primeiro formos a Ele humildemente em busca de sabedoria. E esta sabedoria, amados, está em Sua Palavra.
Nem todos serão chamados como profetas como foi com Débora, mas todos nós fomos chamados a compartilhar com o mundo o que os profetas do Senhor escreveram, “movidos pelo Espírito Santo” (2Pe.1:21). O Senhor também levantou nesses últimos dias uma profetisa. Mesmo muito jovem e com a saúde fragilizada, Ellen Gould White aceitou o chamado divino que homens antes dela não tiveram a coragem de aceitar. Todos os seus escritos apontam para a Palavra de Deus como a nossa única regra de fé e prática. Foi-nos profetizado que o remanescente de Deus seria fiel a todos os Seus mandamentos e que teriam o espírito da profecia (Leia Ap.12:17; 19:10). Ellen White passou por todas as provas bíblicas de um profeta verdadeiro. Mas não acredite em mim. Busque em fontes históricas confiáveis e leia algum de seus livros. Eles não substituem a Bíblia. Eles nos fazem amar ainda mais a Bíblia e fortalecem a nossa esperança na breve volta de Jesus.
Logo o mundo enfrentará uma guerra em proporções bem maiores do que o antigo Israel teve que enfrentar. Porque, como nos foi revelado, trata-se de uma batalha espiritual. E neste mar de classes e ideologias em que vivemos, só restarão dois grupos: os salvos e os perdidos (Leia Ap.22:11). Precisamos, hoje, nos abrigar à sombra da Videira verdadeira, que é Cristo (Leia Jo.15:1), pois só nEle há perfeita justiça. Seja o nosso coração o lugar da vitória do Salvador.
Santo Deus, nosso Pai amado, Tu sabes exatamente quem nós somos. Não há nada que possamos esconder de Ti. Sabes que a nossa condição não é nada favorável e que uma capa de santidade não garante a nossa salvação. Por isso, nós clamamos, hoje, que o Senhor remova a nossa pretensa capa, as nossas inúteis folhas de figueira e nos vista com o manto de Tua justiça! Livra-nos da vergonha de nossa nudez, Senhor, e nos faz vitoriosos no nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vitoriosos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
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“Os filhos de Israel fizeram o que era mau perante o Senhor e se esqueceram do Senhor, seu Deus; e renderam culto aos baalins e ao poste-ídolo” (v.7).
O convívio entre os israelitas e os cananeus começou, em parte, a ficar pacífico por meio de casamentos. Pois os filhos de Israel tomaram das mulheres dos cananeus para si e “deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses” (v.6). Não havia, portanto, mais razão para entrar em conflito, já que ambos estavam unidos na idolatria. Por isso, “a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e Ele os entregou nas mãos de” (v.8) reis que subjugaram a nação à condição de servos. Isto é, Deus tirou a Sua mão protetora de sobre o Seu povo. A opressão era tamanha que Israel clamava, e o Senhor lhes suscitava um libertador. No capítulo de hoje encontramos os três primeiros Juízes de Israel: Otniel, Eúde e Sangar.
Estes três homens, em momentos diferentes, foram instrumentos da vingança de Deus contra os opressores de Seu povo. De Otniel é dito: “Veio sobre ele o Espírito do Senhor, e ele julgou a Israel” (v.10). Diferente de seus irmãos, Otniel se manteve incontaminado das abominações com que eles se envolveram, e o Senhor pôde usá-lo. “Então, a terra ficou em paz durante quarenta anos” (v.11). Da mesma forma foi com Eúde e com Sangar, cujos feitos renderam para Israel um período de paz de “oitenta anos” (v.30). Mas além dos casamentos mistos, a morte de seus líderes era um fator agravante para a apostasia. Quando “Otniel, filho de Quenaz, faleceu” (v.11), os filhos de Israel voltaram “a fazer o que era mau perante o Senhor” (v.12). E veremos no capítulo de amanhã que a morte de Eúde também marcou um novo tempo de apostasia em Israel.
A fidelidade a Deus, amados, requer uma caminhada constante com Ele. A Bíblia nos diz que podem até haver quedas no percurso, “porque sete vezes cairá o justo e se levantará” (Pv.24:16). Quando perdemos de vista o senso da presença divina, é aí que desviamos os nossos pés do caminho. Por isso que a comunhão diária com Deus é a nutrição da alma. Separar momentos de oração e estudo das Escrituras é imprescindível para se manter uma fé viva e inabalável. Todas as manhãs nos tem sido dado o privilégio de conversar com o Rei do Universo e de ouvi-Lo mediante a Sua Palavra. Nenhuma decisão deveria ser tomada, nenhuma conversa iniciada, nenhuma atividade realizada antes de irmos à presença do Senhor em oração. Se os filhos de Israel tivessem buscado essa comunhão com Deus, não teriam entrado em matrimônio com os pagãos nem em apostasia após a morte de seu líder.
Na ocasião em que o Senhor designou setenta anciãos como auxiliares de Moisés, dois deles, Eldade e Medade, que haviam permanecido no arraial, ali começaram a profetizar. Josué propôs proibi-los, mas a resposta de Moisés revela que a sua comunhão com Deus não era para ser algo exclusivo, mas que todos poderiam experimentar se buscassem de todo o coração: “Tomara todo o povo do Senhor fosse profeta, que o Senhor lhes desse o Seu Espírito!” (Nm.11:29). O Espírito Santo é um presente que o Pai Celestial deseja dar a Seus filhos (Leia Lc.11:13). Poder nenhum na terra ou no céu, nem os principados e potestades, podem superar o poder que é concedido a um filho ou filha de Deus que ora. E se almejamos habitar no Lar de eterna paz, não podemos jamais estar ancorados na fé de outros. Necessitamos da nossa própria experiência com o Senhor. E isso requer perseverança, amados.
Oremos para que as nossas escolhas e os nossos relacionamentos reflitam uma vida sobre a qual está “o Espírito do Senhor” (v.10).
Nosso Deus e Pai, como o Senhor foi paciente com Israel no passado, nós Te agradecemos porque tens sido longânimo para conosco! Mas sabemos que chegará o tempo em que a Tua ira será manifesta sobre os desobedientes e os que não Te conhecem. Pai, concede-nos o Teu Espírito para que sejamos Teus filhos obedientes, que conhecem o Teu nome, perseverando na comunhão Contigo a cada dia. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, perseverantes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Vós, porém, não fareis aliança com os moradores desta terra; antes, derribareis os seus altares; contudo, não obedecestes à Minha voz. Que é isso que fizestes?” (v.2).
Ó, amados, como nós somos tardios para ouvir e fazer a vontade de Deus e rápidos para dar as costas ao Senhor! Eu começo hoje com esse desabafo porque a realidade do antigo Israel tem se repetido no meio do povo de Deus. O Senhor havia sido bem claro com Seu povo acerca de não se misturarem com as nações de Canaã e havia prometido nunca invalidar a Sua aliança com Israel. Mas Israel pecou contra o Senhor ao permitir que os moradores da terra habitassem no meio deles e estabelecessem lugares de adoração pagã, contaminando a terra com suas práticas demoníacas. E a pergunta retórica do Senhor aos filhos de Israel ecoa em nossos dias com a mesma força persuasiva: “Que é isso que fizestes?” (v.2).
Bastou Josué e os demais líderes fiéis morrerem para a geração seguinte cair em terrível apostasia. Aquela geração “não conhecia o Senhor, nem tampouco as obras que fizera a Israel” (v.10). Ou seja, era como uma nação qualquer de Canaã. Perderam a sua identidade como nação eleita de Deus. Mas percebam, meus irmãos, que as Escrituras revelam a bondade e a misericórdia de Deus para com aquele povo ingrato, pois “Suscitou o Senhor juízes” (v.16) para os livrar das mãos de seus inimigos. Tão logo, porém, “falecendo o juiz, reincidiam e se tornavam piores do que seus pais” (v.19). “Pelo que a ira do Senhor se acendeu contra Israel” (v.20) e não mais expulsaria do meio do povo as nações pagãs que restaram, mas elas lhes serviriam como prova, se guardariam ou não “o caminho do Senhor” (v.22).
Não tem sido diferente com as últimas gerações do povo de Deus. Foi profetizado que viveríamos “tempos difíceis” (2Tm.3:1), porque a maldade humana atingiria o auge de sua existência, mas não somente isso, ela estaria intimamente ligada à religião: “tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2Tm.3:5). O apóstolo Paulo teve um vislumbre dos nossos dias e reforçou que essa terrível impiedade viria na “forma de piedade”. Essa advertência precisa nos fazer temer e tremer, amados! Porque Israel não chegou ao ponto em que chegou de grande apostasia de um dia para o outro, mas de uma geração para a outra. E se queremos ver Cristo voltar em nossa geração, algo precisa acontecer em nós de dentro para fora. E esse “algo” se chama reavivamento e reforma.
Muitos têm negligenciado e até rejeitado esse tema como se fosse um discurso duro demais. Outros têm erguido a bandeira do extremismo, dando à mensagem um tom que o Senhor jamais aprovou. E nessa guerra entre extremos, perdemos o sagrado privilégio do devido conhecimento do Senhor através do prometido avivamento. “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que Lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2Tm.2:19). Deus nos diz, hoje, que o Seu povo possui uma identidade profética e que essa identidade não tem parte alguma com a injustiça. Uma identidade que será conservada na vida de todo aquele que se empenhar em buscar ao Senhor de todo o coração.
Reavivamento, meus amados irmãos, nada mais é do que uma renovação interior, uma mudança de coração, como está escrito: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez.36:26). Reforma é a parte visível do reavivamento, é a reação exterior à obra do Espírito no coração, como o Senhor mesmo concluiu por intermédio do Seu profeta: “Porei dentro de vós o Meu Espírito e farei que andeis nos Meus estatutos, guardeis os Meus juízos e os observeis” (Ez.36:27). Percebem, amados? Tudo é obra de Deus. A nossa parte é permitir que o Espírito Santo habite em nós e nos habilite a viver para a glória do Senhor.
Ó, meus irmãos, não podemos mais ser tardios em entender tudo isso! Precisamos clamar pelo Espírito Santo! Precisamos ser a geração que não dará as costas ao Senhor, mas a geração que conhece a Deus e a Jesus Cristo a quem Ele enviou (Jo.17:3), habilitando “para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). Ei, geração do advento, Cristo está às portas! E todas as manifestações terríveis da natureza pelo mundo, por mais que sejam as visitações de um inimigo que sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12), também são permitidas por Deus para que a humanidade desperte para o tempo sobremodo solene em que estamos vivendo. O Senhor não é, jamais foi e nunca será insensível ao sofrimento humano. Ele chora com os que choram. Mas se o sofrimento é o único meio para que muitos se voltem para Ele, assim Ele o permitirá. Sabem por quê, amados? Porque após o reavivamento e a reforma há uma fiel e eterna promessa: “Habitareis na terra que Eu dei a vossos pais; vós sereis o Meu povo, e Eu serei o vosso Deus” (Ez.36:28).
Jesus voltará em breve para buscar a Sua “igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5:27). Não por méritos ou justiças pessoais, mas pela justiça de Cristo, que nos purifica “por meio da lavagem de água pela Palavra” (Ef.5:26). O Espírito do Senhor deseja nos lavar e nos purificar de dentro para fora, e nos manter em pé mesmo em meio às ameaças da impiedade e da falsa piedade. Portanto, meus amados irmãos: “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias; julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal. O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts.5:19-23).
Nosso amado Pai de misericórdias, nós Te damos graças por não desistires de nós! Envia-nos o Teu Santo e Bom Espírito para promover em nós o verdadeiro reavivamento e reforma a fim de que nossa vida glorifique tão somente a Ti, Pai. Faz-nos a geração que conserva a identidade inconfundível dos futuros cidadãos da pátria celestial. Por Tua graça nós Te pedimos, e o fazemos certos nos méritos e no precioso nome de nosso Salvador Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, reavivados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
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“Respondeu o Senhor: Judá subirá; eis que nas suas mãos entreguei a terra” (v.2).
O livro de Juízes inicia a fase dos líderes militares de Israel. Escolhidos por Deus, os juízes de Israel deveriam sustentar a fidelidade à aliança divina, mantendo sempre a visão de que o Senhor era o seu Líder supremo. Após a morte de Josué, “os filhos de Israel consultaram o Senhor” (v.1), e o Senhor designou a tribo de Judá como a primeira tribo a subir “aos cananeus para pelejar contra eles” (v.1). Aliada à tribo de Simeão, Judá feriu “os cananeus e os ferezeus” (v.4) e prenderam um líder cananeu com um requinte de crueldade que, na verdade, ele mesmo reconheceu ter sido uma justa punição: “assim como eu fiz, assim Deus me pagou” (v.7).
Percebemos, contudo, uma certa permissividade das tribos em relação aos cananeus. A maior parte delas permitiu que os inimigos habitassem no meio do povo sem apresentar resistência ou tornando-os apenas “sujeitos a trabalhos forçados” (v.30). Uma decisão que lhes custaria caro, pois abriu brechas para que, aos poucos, os costumes, hábitos e práticas pagãs contaminassem o povo que Deus havia chamado para revelar Seus princípios e Seu caráter. Israel ainda não havia compreendido esse propósito divino, e após a morte de Josué e dos demais líderes, que permaneciam fiéis à Palavra do Senhor, isso ficaria cada vez mais evidente.
Diante dos desafios destes últimos dias, temos consultado ao Senhor em busca de auxílio e sabedoria? Temos feito da Palavra de Deus a nossa norma de fé e de vida? Sabem, amados, é muito fácil sermos enredados pelas sutilezas do inimigo se não estivermos com nossos pés fincados na Rocha da nossa salvação. Dentre as multidões de Israel que foram condescendentes em aceitar que a idolatria permanecesse em seu meio, eu pergunto: De qual deles temos notícia? Qual o nome deles? Não o sabemos. Mas se eu mencionar o nome de José do Egito, Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, Isaías, Jeremias, certamente lembraremos destes homens de Deus que permaneceram fiéis e, por suas vidas irrepreensíveis, condenaram a impiedade que os cercava.
O Senhor não tolera a “iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is.1:13). Não existe meio termo quando o assunto é adoração, amados. Um princípio que o profeta Elias reforçou: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o” (1Rs.18:21). O próprio Jesus afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt.6:24). A missão dos filhos de Deus consiste em ir a todo o mundo e fazer “discípulos de todas as nações” (Mt.28:19), mas “eles não são do mundo” (Jo.17:14). Ou seja, estamos no mundo, mas não pertencemos a ele. Pela graça de Cristo, mediante a fé, fomos salvos e libertos do pecado para proclamarmos “as virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9).
Luz e trevas não se misturam, amados. E termino hoje com uma citação que nos lembra da nossa responsabilidade: “O povo de Deus tem hoje uma luz muito maior do que o antigo Israel. Têm não só uma luz maior, mas também as instruções dadas por Deus a Moisés para serem transmitidas ao povo. Deus especificou a diferença entre o sagrado e o profano e declarou que essa diferença deveria ser estritamente observada” (Cristo Triunfante, CPB, 25 de abril).
Pai amado, precisamos do Espírito Santo nos dando o discernimento necessário para não sermos negligentes quanto à diferença entre o bem e o mal, entre o sagrado e o profano. Batiza-nos com Teu Espírito para que nossa vida reflita a luz da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
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“Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.15).
A despedida de Josué marcou a renovação da aliança entre Israel e o Senhor e a sua firme resolução de servi-Lo com toda a sua família. Conforme a autoridade que por Deus lhe foi conferida, Josué provou que a sua liderança excedia a dos monarcas da Terra, introduzindo o seu último discurso com um claro e sonoro “Assim diz o Senhor” (v.2). Nenhum destaque pessoal ou conquistas particulares serviram como tema, e nenhuma homenagem que pudesse exaltar a criatura em lugar do Criador pôde ter lugar naquela assembleia solene.
Dirigindo-se ao povo com as cãs da experiência, Josué dispensou falar suas próprias palavras e, com temor e tremor, foi pela última vez usado por Deus como Seu porta-voz. Que grande e sublime responsabilidade repousava sobre ele! Sentiu maior peso do que quando liderou os exércitos de Israel em batalha. Estava diante de um conflito que arma nenhuma pode resolver: o conflito pela conquista dos corações. Através de seu testemunho de fidelidade, deixou o legado de uma família entregue à vontade de Deus, mas sabia que isso não seria suficiente se o povo não erradicasse por completo a idolatria do meio de Israel.
Ao relatar um resumo da história de Israel desde o seu início, através de Josué, o Senhor desejava promover no coração de cada filho Seu o reconhecimento e a gratidão imprescindíveis para o crescimento e aperfeiçoamento do caráter. Sendo a geração que desfrutava da herança prometida, que dava início a uma nova fase na história do povo de Deus, selar um compromisso de integridade e fidelidade em servir ao Senhor resultaria num forte impacto às futuras gerações.
Contudo, o compromisso assumido diante de Josué: “nós também serviremos ao Senhor” (v.18), revelaria a sua natureza perecível tão logo morressem todos os “que sabiam todas as obras feitas pelo Senhor a Israel” (v.31). Ou seja, houve uma terrível falha no cumprimento da ordem dada aos pais de Israel: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:5-7).
Aos pais cumpre a mais solene e sagrada obra, que é a de educar filhos para a eternidade. Em tempos de crise familiar, distorção de valores e ídolos modernos, como povo de Deus, somos chamados para fazer a diferença. Não há maior desafio, hoje, do que manter a chama do altar da família sempre acesa. E nesse grande conflito não há estratégia melhor e mais eficaz do que a dos joelhos dobrados e coração contrito. Precisamos orar por nossos filhos, amados! E, acima de tudo, pelo poder do Espírito Santo, ser o exemplo que eles precisam ver. Hoje eu ouvi uma ilustração que foi para mim como um bálsamo divino: Nós ensinamos nossos filhos e fazemos a nossa parte como quem coloca uma orquídea em uma árvore. Mas a escolha de servir a Cristo caberá a eles, como a orquídea que precisa lançar suas raízes na árvore a fim de sobreviver. Portanto, precisamos orar para que eles tenham sua própria experiência com Jesus e escolham a vida.
As três vozes angélicas estão gritando o último chamado de Deus (Ap.14:6-12). E “como foi nos dias de Noé” (Mt.24:37), assim será na segunda vinda de Cristo. Semelhante a Noé, cuja família foi salva do dilúvio, Deus deseja salvar “tu e a tua casa” (At.16:31). Tome, hoje, a firme decisão de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (v.15), e “para sempre herdarão a terra” (Is.60:21).
Nosso Pai Celestial, apesar de termos procurado fazer o melhor por nossos filhos, como seres humanos que somos, também cometemos muitos erros. Por Tua graça e misericórdia, Senhor, Te pedimos que completes na vida deles a verdadeira educação que, porventura, tenhamos falhado em dar. Faze-os Te conhecer, Pai! Retira do nosso lar e do nosso coração tudo aquilo que não Te agrada e mostra-nos como melhor podemos Te servir. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias vitoriosas em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“Esforçai-vos, pois muito para guardardes e cumprirdes tudo quanto está escrito no Livro da Lei de Moisés, para que dela não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda” (v.6).
Sendo “já velho e entrado em dias” (v.1), Josué cuidou de deixar para Israel as suas últimas instruções. Chamando “a todo o Israel” (v.2) e seus líderes, num verdadeiro ajuntamento solene, o líder de Israel relembrou as bênçãos do Senhor e Sua fidelidade em lhes dar a terra da promessa, e exprimiu a sua preocupação de que o povo permanecesse fiel ao seu chamado como nação eleita, se esforçando por guardar e cumprir a Palavra do Senhor. Deus chamou os filhos de Israel para serem um povo santo (Lv.11:45). E a obediência à Palavra de Deus os guardaria de se misturarem com as nações de Canaã que haviam restado entre eles (v.7), livrando-os da apostasia e da falsa adoração.
O esforço e o empenho de Israel deveriam estar centrados no maior dos mandamentos: “para amardes o Senhor, vosso Deus” (v.11). A experiência pessoal com Deus promove confiança e segurança no cuidado divino. O exame sincero, cuidadoso e humilde da Palavra de Deus transforma o coração e nos habilita a viver uma vida santa diante de Deus. O esforço, no entanto, não deve ser uma piedade forçada, adquirida pela ineficiência humana, mas sim a entrega voluntária de um “coração compungido e contrito” diante de Deus (Sl.51:17). Josué sabia que a santificação provém da Palavra de Deus, mediante a rendição e o reconhecimento das bênçãos do Senhor. Por isso, a todo momento ele deixava bem claro diante de seus liderados que a conquista da terra prometida só foi possível mediante o poder de Deus.
Apegar-se a Deus (v.8), amados, exige de nós uma escolha diária. Como nos apegamos, por exemplo, ao nosso cônjuge, Deus deseja estabelecer e fortalecer a nossa relação diária com Ele. O povo foi convocado a confiar em Deus e a permanecer numa jornada de intimidade com Ele, pois essa seria a sua segurança contra as ciladas das nações inimigas. Josué colocou perante o povo a mesma decisão que Moisés lhes havia declarado: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (Dt.30:15). A bênção e a maldição foram claramente expostas a Israel, e ambas exigiam uma decisão pessoal e intransferível. Da mesma forma, as Escrituras nos revelam claramente a bênção e a maldição, a vida e a morte, o bem e o mal. E, entre essas forças cósmicas conflitantes, está a nossa liberdade de escolha. A quem seguiremos? A quem escolheremos servir?
A estas perguntas, veremos amanhã, na resposta de Josué, o caminho da vida. Estamos, hoje, amados, na realidade de um mundo semelhante aos dias de Noé e aos dias de Ló (Lc.17:26-29): um mundo tomado pela apostasia e pela violência, pelo egoísmo e pela promiscuidade. Uma Babilônia espiritual que tem afligido o povo de Deus, um povo que permanece firme pela verdade. Como Daniel e seus amigos resolveram firmemente não se contaminar com as iguarias e com o vinho do rei de Babilônia (Dn.1:8), nós somos chamados a guardar a mesma perseverança: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). “São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula” (Ap.14:4-5).
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Dt.30:19-20). “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl.3:29).
Santo Deus, aqui estamos mais uma vez, mais um dia, para receber do Céu as bênçãos da comunhão Contigo através da Tua Palavra. Mantém, por Teu Espírito, os nossos olhos nas Escrituras, o nosso coração no Teu altar, a nossa vida em Tuas mãos, para que possamos seguir o Cordeiro por onde quer que vá e permanecer incontaminados do mundo. E volta logo, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
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“Assim, Josué os abençoou e os despediu; e eles se foram para as suas tendas” (v.6).
A fidelidade das duas tribos e meia que habitariam “dalém do Jordão” (v.4) foi reconhecida por Josué que, diante do repouso da guerra, não viu mais razão para mantê-los longe de casa, despedindo-os com uma bênção especial e com os despojos dos inimigos. Mas ele não os despediu sem, antes, admoestá-los quanto ao zelo em permanecerem observando a Palavra do Senhor: “Tende cuidado, porém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do Senhor, vos ordenou: que ameis o Senhor, vosso Deus, andeis em todos os Seus caminhos, guardeis os Seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e o sirvais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (v.5). E assim, eles retornaram “à terra da sua possessão, de que foram feitos possuidores, segundo o mandado do Senhor, por intermédio de Moisés” (v.9).
Ao chegarem lá, a primeira atitude daquelas tribos foi construir um altar, “um altar junto ao Jordão, altar grande e vistoso” (v.10), de forma que foi facilmente visto pelas tribos que estavam além do Jordão. Aquele monumento desconhecido foi interpretado pelos filhos de Israel como um ato contra Deus, de modo que “ajuntou-se toda a congregação dos filhos de Israel em Siló, para saírem à peleja contra eles” (v.12). Antes, porém, enviaram “Fineias, filho de Eleazar, o sacerdote, e dez príncipes com ele, de cada casa paterna um príncipe de todas as tribos de Israel” (v.13, 14), para inquiri-los acerca daquele altar. As palavras dos líderes de Israel às duas tribos e meia revelam um caráter acusatório que os líderes dos filhos de Rúben, de Gade e da meia tribo de Manassés trataram logo de erradicar.
Mas o temor dos filhos de Israel não deixava de ser legítimo. Afinal de contas, foi pela infidelidade e incredulidade dos seus pais que estes vaguearam quarenta anos no deserto até que morressem. Foi pela infidelidade de Acã que a ira de Deus se acendeu sobre todo o povo. “Pois aquele homem não morreu sozinho na sua iniquidade” (v.20). Ó, amados, isso é tão sério! Se todos tivéssemos o temor que tiveram os filhos de Israel naquele episódio, quanta desgraça seria evitada! A nossa influência pode ser uma bênção ou uma maldição na vida de outros, a depender das nossas escolhas. Mas louvado seja Deus porque aquele altar não era um lugar de adoração, mas de testemunho! Entre as duas tribos e meia e as demais tribos estava o Jordão, e a preocupação dos rubenitas, dos gaditas e dos manassitas foi que, em algum momento, as demais tribos dissessem a seus filhos: “Que tendes vós com o Senhor, Deus de Israel? […] não tendes parte no Senhor” (v.25). Portanto, “chamaram o altar de Testemunho, porque disseram: É um testemunho entre nós de que o Senhor é Deus” (v.34).
Quem dera todos erguessem o altar do Senhor em seu lar! Quem dera toda igreja fosse um altar de testemunho para o mundo! Que cada cristão fosse uma testemunha do Senhor impossível de não ser notada! A preocupação dos construtores daquele monumento era de que as futuras gerações não fossem privadas de adorar ao Senhor e nem excluídas do povo de Deus. Que o Jordão não fosse uma barreira, mas um caminho seguro em direção à verdadeira adoração. E que seus filhos não fossem impedidos de adorar o verdadeiro Deus. Não deve ser esta também a nossa preocupação? Deste lado do “Jordão” corremos o risco de perdermos de vista o que está além do rio. Certamente, a preocupação daqueles pais de Israel não era somente com a reação de seus irmãos, mas em que seus filhos nunca esquecessem a quem pertenciam.
Como pais e educadores, temos uma sagrada obra em mãos. E não pense que, por não ter filhos, você está excluído desta responsabilidade. Todos nós, de alguma forma, estamos contribuindo para fortalecer ou enfraquecer a fé de alguém. Somos todos testemunhas a favor ou contra o Senhor. Aquele altar de pedras um dia foi derrubado, mas seu objetivo foi cumprido na vida de muitos. Da mesma forma, muitos filhos de Deus podem até ter encerrado sua vida nesta terra, mas seu testemunho continuará produzindo efeitos em muitos corações. O bom testemunho pessoal é a rede social grande e vistosa, a mais curtida por Deus, e cujo compartilhamento tem um alcance que só o Céu vai revelar. E como Acã “não morreu sozinho na sua iniquidade” (v.20), o falso testemunho também produz terríveis resultados.
Que o Espírito Santo faça da nossa vida um testemunho fiel “de que o Senhor é Deus” (v.34) e, oremos, “para que o nosso Deus [nos] torne dignos da Sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé, a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em [nós], e [nós], nEle, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2Ts.1:11-12).
Nosso Pai amado, não fomos chamados para sermos altares de adoração, mas altares de testemunho, indicando o caminho para a verdadeira adoração a Ti. Jesus disse que o amor uns para com os outros será o que nos identificará como Suas testemunhas. Ó, Espírito Santo, derrama o amor divino em nosso coração! Como o povo era direcionado ao tabernáculo para Te adorar, nós nos voltamos ao Teu santuário celeste, crendo que é dali que o nosso Senhor Jesus Cristo realiza a Sua maravilhosa obra de intercessão. Concede-nos sermos habitação do Teu Espírito para que nossos filhos Te conheçam! E volta logo, “o Poderoso, o Deus, o Senhor” (v.22)! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
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“Nenhuma promessa falhou de todas as boas palavras que o Senhor falara à casa de Israel; tudo se cumpriu” (v.45).
Com cada tribo em sua possessão, a tribo de Levi poderia reivindicar o que “o Senhor ordenou, por intermédio de Moisés”, de que receberiam “cidades para habitar e os seus arredores para os [seus] animais” (v.2). Assim, “os filhos de Israel deram aos levitas, da sua herança, segundo o mandado do Senhor, estas cidades e os seus arredores” (v.3). E segue-se uma grande lista de “cidades e os seus arredores” (v.8) que lhes foram dadas para habitação. Dentre estas cidades, estavam, inclusive, as cidades de refúgio. Notem que eles não ficaram nos arredores de Jerusalém, mas espalhados entre todas as tribos, inclusive dalém do Jordão, pois possuíam a sagrada responsabilidade de instruir todo o Israel na Palavra de Deus.
Uma das cidades dadas aos levitas foi Hebrom, que Calebe havia conquistado. “Porém o campo da cidade, com suas aldeias, deram a Calebe, filho de Jefoné, por sua possessão” (v.12). Ou seja, Calebe não perdeu sua herança, mas teve o privilégio de ter em seu território os descendentes de Arão. Uma forma de Deus lhe dizer que Ele cuidaria de sua descendência mediante o constante contato com a Sua Palavra. E as cidades com seus arredores foram dadas à tribo de Levi, como o Senhor havia prometido, “ao todo, quarenta e oito cidades com seus arredores” (v.41).
A repetição e os detalhes em alguns capítulos da Bíblia podem até parecer desnecessários e entediantes. Nunca devemos, contudo, desmerecê-los ou ignorá-los, pois não estamos lidando com qualquer livro, amados. É a Palavra do Deus Todo-Poderoso. Ao estudá-la, precisamos ter sempre em mente as palavras inspiradas de Paulo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm.3:16). Se não houver fome e sede de aprender, um real desejo por ouvir a voz de Deus mediante a Sua Palavra, não passará de uma leitura superficial e, portanto, sem a eficácia do real propósito de examiná-la: “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm.3:17).
Meus irmãos, nenhuma promessa do Senhor jamais falhou, “tudo se cumpriu” (v.45), conforme a fidelidade “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4). E as promessas temporais cumpridas no antigo Israel são tipos que apontam para o antítipo de uma promessa eterna ao Israel de Deus de todos os tempos. Porque “há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada” (Sl.46:4-5). E foi exatamente esta cidade, este reino eterno que o Senhor prometeu aos Seus filhos, pois “o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído […], mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn.2:44). “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Is.35:10). “Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade” (Hb.11:16). Ó, amados, o Senhor nos diz, hoje: “Estas palavras são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6).
Está na hora de erguermos o nosso clamor e, como os levitas, pleitearmos pela promessa do Senhor. Está na hora de termos fome e sede do conhecimento de Deus. Está na hora de, como Calebe, sermos submissos à vontade do Senhor, aceitando-a como um privilégio e como a sabedoria de Deus para nosso próprio bem. O profeta do Apocalipse viu uma cidade, “a qual tem a glória de Deus […] e o Cordeiro é a sua lâmpada. […] No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida […] Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os Seus servos O servirão, contemplarão a Sua face, e na sua fronte está o nome dEle” e “o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap.21:11,23; 22:2-5). Logo, estaremos na cidade que Jesus nos preparou (leia Jo.14:1-3), e desfrutaremos também dos seus arredores, quando o Senhor fizer “novo céu e nova terra” (Ap.21:1). Que essa esperança vibre em nosso ser, pois aguardamos o Senhor!
Santo Deus e Pai de fidelidade, nós cremos em Tuas promessas! Louvado seja o Senhor pela maior das promessas que é a vida eterna em Cristo Jesus! As cidades deste mundo estão sujeitas à destruição, Senhor! Isso é tão triste, Pai! Não queremos ficar mais tanto tempo aqui! Pela fé, que possamos almejar e aguardar a cidade que tem fundamentos eternos. Nosso coração anseia por isso, Pai amado! Não porque haja em nós mérito algum, mas por Tuas muitas misericórdias e porque cremos na justiça perfeita do nosso Redentor. Volta logo, Senhor! Vem nos levar para a Tua santa morada! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, futuros moradores da cidade de Deus!
Rosana Garcia Barros
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