Reavivados por Sua Palavra


Deuteronômio 23 — Rosana Barros
9 de outubro de 2025, 0:45
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“Porém, o Senhor, teu Deus, não quis ouvir a Balaão; antes, trocou em bênção a maldição, porquanto o Senhor, teu Deus, te amava” (v.5).

Quando o Senhor ordenou que fosse construído um santuário para a Sua habitação, limites foram estabelecidos a fim de manter a santidade daquele lugar. A determinados grupos de pessoas foi proibido o acesso tanto às assembleias santas quanto ao próprio tabernáculo. Deus reprovava a mutilação de membros, que geralmente era realizada em cultos pagãos. Por isso os eunucos eram privados de participar das reuniões santas de Israel. Isto não incluía, contudo, aqueles que eram castrados por acidente ou doença, que não haviam escolhido tal condição, ou aos que conhecessem o Senhor após a mutilação (Leia Is.56:3-5).

Os amonitas e os moabitas, descendentes da relação incestuosa de Ló com suas filhas (Gn.19:37-38), e os povos que negaram ajudar Israel no deserto, também não podiam participar das assembleias. Porém, a história de Rute, a moabita, revela a natureza redentora de um Deus pessoal que deseja mudar nossa história; e o povo que era proibido de participar das assembleias solenes, através de uma mulher que resolveu fazer a diferença, foi incluído pelo Senhor na genealogia de Jesus Cristo (Leia Mt.1:5). Essa é a graça transformadora de Deus que está à disposição de todos.

A limpeza do acampamento e a higiene pessoal dos filhos de Israel eram questões que deveriam ser levadas a sério. Deus estabeleceu regras que protegiam o povo contra doenças infecciosas e mantinham o acampamento limpo, simbolizando a pureza de um povo cujo Deus andava no meio dele. A prostituição e a sodomia (homossexualismo) também eram considerados por Deus como imundície e abominação, e de forma alguma poderia participar da comunhão os que tais coisas praticassem. Não podemos esquecer de que quando Jesus estendeu o perdão à mulher adúltera, Ele também lhe falou: “vai e não peques mais” (Jo.8:11).

Jesus revelou aos filhos de Israel o estilo de vida que eles deveriam ter praticado, se tão somente tivessem submetido o coração ao governo de Deus. Seu ministério terrestre estabeleceu o verdadeiro cumprimento da lei, que é o amor (Rm.13:10). Fosse Israel sensível à voz de Deus, e não teria se transformado na nação que desprezava os estrangeiros, que matava sem piedade e que rejeitou o Salvador da humanidade. Israel não reconheceu o tempo de sua salvação porque não conhecia o Senhor que lhe veio salvar. Corremos o mesmo perigo, hoje, a menos que busquemos conhecer a Deus e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou (Jo.17:3).

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Deus deseja transformar “em bênção a maldição” que Satanás tenta lançar sobre nós, porquanto Ele nos ama. Que “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5) nos purifique e nos habilite para o encontro com o Senhor nos ares, e então entraremos e estaremos “na assembleia do Senhor, eternamente” (v.3).

Querido Pai do Céu, que a nossa busca diária por Ti não se resuma a um mero ritual religioso, mas numa jornada onde o Teu conhecimento, através da Tua Palavra, nos leve a Te conhecer mais e mais a cada dia e nos faça desejar estar na Tua assembleia para todo o sempre. Que o Espírito Santo coloque em nosso coração cada vez mais o desejo de andar Contigo e de ir para Tua casa. Purifica-nos e prepara-nos para Te encontrar! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, alvos do amor e da misericórdia de Deus!

Rosana Garcia Barros

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Deuteronômio 22 — Rosana Barros
8 de outubro de 2025, 0:45
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“A mulher não usará roupa de homem, nem o homem, veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor, teu Deus” (v.5).

Uma série de leis é relatada neste capítulo com base em princípios que não se perdem com o tempo. Algumas leis e tradições passam, mas os princípios da Palavra de Deus são imutáveis e revelam o caráter de seu Autor. A honestidade deve ser observada em todos os aspectos da vida do povo de Deus, e, mais especificamente, quanto ao zelo pelos bens materiais uns dos outros. O ditado “Achado não é roubado” nunca poderá ter harmonia com a vida cristã, pois é totalmente contrário ao caráter de Deus.

O princípio estabelecido no versículo cinco, caracteriza o cuidado do Criador em estabelecer as diferenças quanto ao modo de vestir entre o homem e a mulher; para que, de modo algum, houvesse confusão em distinguir os gêneros (masculino e feminino). Isso deixa claro que as roupas feitas por Deus para vestir nossos primeiros pais tinham esta distintiva definição (Gn.3:21). O pecado e a rejeição de Deus como Criador, no entanto, afetou “o modo natural” das relações humanas, introduzindo no mundo as “paixões infames” que têm pisoteado abertamente o princípio imutável de que o Senhor criou o homem e a mulher (Rm.1:26). “O que passar disso vem do maligno” (Mt.5:37).

Como Criador, o cuidado de Deus também é estendido para a natureza e a preservação das espécies. Através do exemplo de um ninho de passarinhos, estabeleceu o Seu povo como guardião da natureza e cooperador com Ele em sua conservação. Ao contemplar a criação, Israel deveria enxergar o amor de um Deus que cuida até mesmo dos passarinhos. Jesus reforçou esse amor e cuidado ao declarar: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mt.6:26).

A lei seguinte é muito interessante, pois trata do cuidado com a segurança doméstica. Podemos dizer que o “parapeito” (v.8) representa as regras de segurança que devem ser obedecidas em nossa casa, tanto para preservar a integridade física dos membros da família quanto a integridade mental e espiritual. Em todos os aspectos da vida, Deus nos chama a edificarmos a nossa casa sobre a Rocha, que é Cristo. Nisto consiste a segurança eterna de nosso lar. Pois “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Sl.127:1).

Virgindade, pureza, casamento, adultério e estupro são temas de vasto estudo, mas os princípios contidos nas leis concernentes a eles também contêm um peso imutável. Deus criou o homem e a mulher para viverem em um relacionamento heterossexual, monogâmico e dentro do casamento. Os relacionamentos fora deste contexto são reprovados pelo Senhor – e ponto final. E não sou eu quem diz isso, mas “Assim diz o Senhor”. E mesmo que não haja mais a pena de morte imposta no passado, lembremos que é só uma questão de tempo, e o pecado contra o corpo vai requerer o seu salário fatal (Ez.18:4; Rm.6:23).

Portanto, amados, seja a nossa vida e a nossa casa dirigidas pelos princípios da Palavra imutável de Deus, que através do Espírito Santo nos diz: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

Nosso Deus e amado Pai Celestial, se prosseguirmos em Te conhecer, certamente nosso desejo será sempre fazer a Tua vontade. Então, seremos honestos em todos os negócios da vida, o que vestimos Te honrará, cuidaremos da Tua criação e nossos relacionamentos estarão em harmonia com Teus princípios. Ajuda-nos, Senhor, pois necessitamos do Espírito Santo a cada passo! Guia-nos em Teu caminho seguro! Perdoa o nosso enganoso coração e o transforma para Ti! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio22 #RPSP

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Deuteronômio 21 — Rosana Barros
7 de outubro de 2025, 0:45
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“Sê propício ao Teu povo de Israel, que Tu, ó Senhor, resgataste, e não ponhas a culpa do sangue inocente no meio do Teu povo de Israel. E a culpa daquele sangue lhe será perdoada” (v.8).

O capítulo de hoje confirma uma verdade absoluta: Cada vida humana é preciosa aos olhos de Deus! Fosse achado “alguém morto, caído no campo, sem que [soubessem] quem o matou” (v.1), providências deveriam ser tomadas a fim de expiar aquele sangue derramado. Os sacerdotes e os anciãos da cidade mais próxima do lugar onde estava o morto deveriam seguir as orientações de Deus a fim de eliminar do meio do povo “a culpa do sangue inocente” (v.9).

Em uma cultura radicalmente machista, com homens que precisavam aprender o verdadeiro dever de um marido, o Senhor proveu meios de proteger as mulheres rejeitadas, inclusive, as estrangeiras. Há a possibilidade da rejeição quanto a ex-cativa abranger motivos culturais ou religiosos incompatíveis. Como, por exemplo, a recusa da mulher em partilhar da mesma fé de seu cônjuge ou de querer incluir à religiosidade do lar os costumes pagãos de sua nação de origem. Seja qual tenha sido a causa da rejeição por parte do homem, nada justifica tal atitude e Deus não permitiu que essa rejeição fosse seguida por escravidão e maus tratos.

Da mesma sorte, Israel admitia a poligamia, algo que foi estabelecido pelo homem e que tantos danos tem causado desde então. Apesar de também não se tratar do ideal de Deus para o casamento, Ele não permitiu que houvesse injustiça quanto aos direitos da mulher aborrecida ou menos amada, principalmente se esta gerasse o primogênito da família. O Senhor lhe daria um consolo e tranquilidade, assim como o foi com Lia, que tanto desejava o amor de Jacó. Mas em todo esse trato quanto ao matrimônio, encontramos a raiz da questão nas palavras de Jesus: “Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mt.19:8). Jesus apontou para o modelo de casamento do Éden como o ideal de Deus. E assim Ele tem feito nesse tempo do fim, indicando ao Seu último povo o caminho seguro de volta ao Éden restaurado.

A educação do lar era um dos assuntos de destaque na história de Israel. A ordem era clara quanto ao ensino dos pais aos filhos: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). Porém, tivesse alguém “um filho contumaz e rebelde […], dissoluto e beberrão” (v.18 e 20), que reiteradamente não desse ouvidos à voz de seus pais, a morte por apedrejamento era seu destino. Com tristeza inexprimível, os pais entregavam aquele filho a fim de que o mal não se estendesse para o seio de outras famílias. A verdadeira educação, amados, também é um retorno ao princípio. E, para isso, precisamos desenvolver a nossa salvação “com temor e tremor” (Fp.2:12), para que, como corpo de Cristo, “se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1Co.12:26).

Como pais, não cogitamos a ideia de entregar um filho nosso que seja, ainda que rebelde, à sentença de morte. E julgamos extremamente severa a punição de um filho desobediente, ou um absurdo o repúdio do marido para com sua mulher. E, de fato, eram leis duras para um povo de coração duro. Contudo, a última parte deste capítulo revela a natureza do sacrifício de Cristo, o Filho obediente do Pai. Quando lemos que “o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” (v.23), temos um vislumbre maior do que Jesus passou por mim e por você. Ele Se fez maldito para que fôssemos benditos. Uma verdade que rasga as cortinas do tempo e nos diz que o Inocente morreu para o perdão do culpado. E que a nossa parte é crer em Jesus e nEle andar para que sejamos restaurados à condição original para a qual fomos criados.

Em tempo de graça e de oportunidade, que possamos escolher aceitar o sacrifício que nos trouxe a paz e vivermos em conformidade com o plano original do Criador para o casamento e para a educação dos nossos filhos. E, certamente, Jesus completará a obra levando a nossa família para a Casa do Pai.

Senhor, nosso Deus e Pai, em onisciência e perfeita sabedoria, sabias o que passaria o Teu povo no tempo do fim e, como deixastes o dom de profecia através de Moisés ao antigo Israel, também nos deixastes hoje as preciosas orientações do espírito de profecia para que possamos em breve entrar na Canaã celestial. Pai, que pela fidelidade das Escrituras que nos dizem que a Tua última igreja precisaria desse recurso, nos motiva a estudá-lo e a vivê-lo para a Tua glória. Seja o casamento e o lar dos Teus filhos a poderosa e fiel propaganda do evangelho eterno ao mundo. Por Tua graça e misericórdia, nós Te oramos, Senhor. Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pelo Inocente Filho de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio21 #RPSP

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Deuteronômio 20 — Rosana Barros
6 de outubro de 2025, 0:45
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“[Pois] o Senhor, vosso Deus, é quem vai convosco a pelejar por vós contra os vossos inimigos, para vos salvar” (v.4).

Um período sucessivo de guerras estava à frente de Israel. O Senhor precisava instruir a nação acerca do que teria de enfrentar e como se portar diante da batalha. Até mesmo em estado de guerra, Deus ensinou Seus filhos que nem em uma situação tão extrema as questões familiares devem ser ignoradas. O Originador da família admitiu exceções no alistamento militar a fim de manter a harmonia e preservação do lar de cada filho de Seu povo. Assim, os que haviam edificado casa nova, os recém-casados, e mesmo os medrosos eram liberados da guerra.

De igual forma, o Senhor também manifestou Seu desejo pela paz entre as nações, ao declarar: “Quando te aproximares de alguma cidade para pelejar contra ela, oferecer-lhe-ás a paz” (v.10). A guerra, portanto, era a última opção. E mesmo a servidão da nação que aceitasse o acordo de paz seria beneficiada pelas leis criadas para o bem-estar dos servos, oportunizando a Israel tratá-los da forma como gostariam de ter sido tratados quando estavam sob cativeiro egípcio. Essa oportunidade de paz, no entanto, não incluía as cidades cananeias, pois estas já estavam condenadas à destruição (v.17), e sim as cidades que estavam “mui longe” (v.15), ou seja, fora das fronteiras de Canaã.

O primeiro porta-voz de guerra seria o sacerdote, que dirigiria ao povo palavras de ânimo, de incentivo e de bênção. Logo após, falariam ao povo os oficiais da nação, declarando as exceções quanto ao alistamento dos exércitos de Israel e designando “os capitães dos exércitos para a dianteira do povo” (v.9). O motivo da total destruição dos povos que habitavam em Canaã, era para que não corrompessem Israel com “todas as suas abominações” (v.18). Infelizmente, como Sodoma e Gomorra, as nações de Canaã rejeitaram os apelos divinos que por tantos anos de graça haviam se estendido. E, semelhante ao tempo de Ló, desde o menor até ao maior haviam sido maculados pelas abominações “que fizeram a seus deuses” (v.18). Ou Israel destruía por completo aqueles povos, ou seria ensinado a imitá-los. A influência maligna da idolatria precisava ser detestada e erradicada pela raiz, a fim de preservar a nação eleita de semelhante punição.

Estamos todos envolvidos em uma grande guerra espiritual, amados. O campo de batalha? A Terra. Os inimigos? Satanás e seus anjos. O exército do Deus vivo? Aqueles que se revestem de Sua armadura. O sacerdote e capitão que está a dianteira do povo de Deus? Jesus Cristo. O Representante de Cristo que guia Seu povo por caminho seguro? O Espírito Santo. E assim como houve “peleja no Céu” (Ap.12:7) e Cristo e Seus anjos venceram a batalha contra o diabo e seus anjos, “o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14).

“Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13). 

Senhor Deus, sabendo que a nossa luta tende a se intensificar cada dia mais, pedimos que nos conceda o Espírito Santo, para que Tua armadura nunca se aparte de nós! Pai amado, que nesse conflito final nossos olhos estejam postos em Ti, para que não desfaleça nosso coração! Fortalece-nos até que voltes! E volta logo, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, exército do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio20 #RPSP

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Deuteronômio 19 — Rosana Barros
5 de outubro de 2025, 0:45
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“Não o olharás com piedade: vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (v.21).

Estamos diante de um contexto difícil de se conceber, partindo do princípio de que “Deus é amor” (1Jo.4:8). Um dos maiores questionamentos de muitos tem sido justamente este: Se Deus é amor, como explicar alguns dos Seus atos no Antigo Testamento? Como harmonizar este Deus com Jesus e Suas obras? Na verdade, havia uma real necessidade de impor estreitos limites que evitassem a tolerância com o pecado e a prática da injustiça; uma urgência em instruir de forma mais enérgica um povo prestes a cruzar as fronteiras de Canaã.

As cidades de refúgio eram uma irrefutável representação da misericórdia e da justiça de Deus. Não é somente o ato do pecado em si que fere o coração do Senhor, mas, principalmente, a intenção ao praticá-lo. O mandamento é claro: “Não matarás” (Êx.20:13), mas se alguém transgredisse tal mandamento “sem o querer” (v.4), teria a oportunidade de encontrar abrigo em uma das cidades de refúgio para que fosse conservada sua vida. O pecado, no entanto, é tão cruel, que mesmo o cometendo sem intenção, acabamos colhendo as suas ruins consequências, afinal, mesmo que o homicida tivesse para onde ir, teria de deixar para trás seu lar e aqueles a quem amava.

A famosa lei do “olho por olho, dente por dente” (v.21), apesar de ser considerada severa e hostil, foi uma maneira de impor limites a fim de evitar excessos no ato de punir. Diante de um povo duro de coração, não houvesse o Senhor instruído Moisés a limitar as sanções, e Canaã se tornaria um covil de assassinos. O real desejo de Deus para Israel era que a nação aprendesse a viver em paz uns com os outros e que, por seu exemplo, as demais nações convertessem “as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; [que] uma nação não [levantasse] a espada contra outra nação, nem [aprendesse] mais a guerra” (Is.2:4).

O ministério terrestre de Cristo foi o cumprimento e o supremo exemplo do que Deus deseja seja Seu povo na Terra, “para que viva” (v.4), “para que te vá bem” (v.13) e receba por herança a “terra que o Senhor, teu Deus, te dá para a possuíres” (v.14). Jesus foi a personificação do Pai, a perfeita manifestação do caráter do grande EU SOU. Ele mesmo afirmou: “Quem me vê a Mim vê o Pai” (Jo.14:9). Ainda há “uma porta aberta no céu” (Ap.4:1). Ainda há uma oportunidade de graça, amados. Deus nos chama para fazermos dEle o nosso refúgio e foi Ele mesmo, por Seu amor tão intenso e imenso, que “deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).

Tão perto como estamos de entrar na Canaã celestial, Deus está preparando Seu povo peculiar: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te” (Ap.3:19). Ellen White escreveu: “Quereis ir para a glória e desfrutar tudo que Deus tem preparado para os que O amam e estão dispostos a sofrer por Seu amor? Então tereis de morrer para que possais viver. Preparai-vos, preparai-vos, preparai-vos. Precisais ter maior preparo do que até agora. […] Sacrificai tudo a Deus. Deponde tudo sobre o Seu altar — o eu, a propriedade e tudo o mais — como um sacrifício vivo. Tudo é reclamado para entrar na glória” (Primeiros Escritos, CPB, p.67).

Aceitemos, hoje, a divina oferta de graça e, enquanto aguardamos a nossa futura herança, vigiemos e oremos.

Bom Pai do Céu, o Senhor ama a todos, inclusive os filhos rebeldes e pródigos e os chama de volta aos Teus braços. Muitas vezes esse caminho de volta inclui sofrimentos e aflições, mas que são necessários para que os errantes caiam em si. Se por algum motivo nos afastamos de Ti e da Tua vontade, traz-nos de volta, Pai! Que pelo agir do Espírito Santo, nossos olhos sejam postos em Jesus, Autor e Consumador de nossa fé! E que pela contemplação sejamos transformados à semelhança do Seu caráter. Em nome de Jesus, Amém!

Feliz semana, filhos amados do Pai!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio19 #RPSP

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Deuteronômio 18 — Rosana Barros
4 de outubro de 2025, 0:45
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“Perfeito serás para com o Senhor, teu Deus” (v.13).

O zelo da tribo de Levi no episódio do bezerro de ouro lhe rendeu a eleição divina para a obra sagrada do santuário. As famílias desta tribo foram organizadas para cuidar de diferentes partes do tabernáculo, e, da descendência de Arão, se perpetuaria a linhagem sacerdotal. Esse tema precisava ficar bem claro na mente dos filhos de Israel para que o povo comum não se aproximasse das coisas sagradas e morresse. Como o Éden foi a escola de nossos primeiros pais, o santuário tornou-se a escola de Israel, ensinando-lhes lições diárias sobre santificação e o plano da redenção.

Era costume entre os povos pagãos consultar quem lhes oferecesse algum tipo de agouro. Através da necromancia, magia e consulta aos “mortos”, eles praticavam rituais e cerimônias abomináveis como, por exemplo, o sacrifício de seus próprios filhos. Deus foi muito enfático com relação a isso: “pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (v.12). Usar de qualquer desses artifícios é abominável e caracteriza um ato de rebeldia contra Deus e desprezo por Sua Palavra. Algo que não ficou no passado, amados, mas que pode se tornar bem real quando a magia e a feitiçaria entram nas casas através das telas, em filmes, séries, desenhos animados e jogos.

Quão diferente é, no entanto, o papel de um profeta de Deus. Não há predições humanas, nem concepções falíveis ou consulta aos “mortos”, e sim a perfeita vontade de Deus expressa através de um instrumento escolhido para este fim. Moisés foi considerado o grande líder e profeta do Senhor na história de Israel, mas ele mesmo reconheceu que de Israel sairia um grande profeta, maior do que ele. Um profeta que faria tudo o que o Senhor lhe ordenasse. Apesar de ter se referido em primeiro instância a seu sucessor Josué, Moisés também apontou para o ministério do Messias.

Apesar de ter sido sobremodo importante, o ministério de Moisés jamais poderia superar o de Cristo. Daquela nação, apesar de inconstante e rebelde, sairia a salvação não apenas de Israel, mas de toda a humanidade. Jesus veio e cumpriu fielmente as palavras de Seu Pai: “Eu nada posso fazer de Mim mesmo”, declarou Ele, “na forma por que ouço, julgo. O Meu juízo é justo, porque não procuro a Minha própria vontade, e sim a dAquele que Me enviou” (Jo.5:30).

Jesus nos foi o perfeito exemplo de dependência e abnegação. Inteiramente entregue à vontade do Pai, não dava um só passo sem que antes não houvesse buscado em oração toda a sabedoria necessária. Cumpre-nos olhar para Cristo e seguir-Lhe as pisaduras. Precisamos atender ao Seu chamado: “aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:29). O vasto e rico conhecimento de Deus está à nossa disposição e, a cada dia, nos é dado o privilégio de adquirirmos a inscrição de Seu caráter por intermédio do Espírito Santo: “E Eu colocarei o Meu Espírito dentro de vós, e vos farei andar nos Meus estatutos, e guardareis os Meus juízos, e os farei” (Ez.36:27).

Na ótica divina, a perfeição é alcançada quando há uma entrega completa do coração, quando permitimos que Ele seja o único Deus e Senhor de nossa vida; quando ao contemplar Seu caráter, somos transformados à Sua semelhança. Sigamos, pois, o exemplo de nosso Salvador e Mestre: Vigiemos e oremos!

Pai Celestial, Jesus nos advertiu que em nossos dias surgiriam falsos profetas e ensinos de demônios, enganando a muitos. Que pelo conhecimento da Tua verdade e da Tua bondade, não sejamos iludidos ou seduzidos pelos enganos destes últimos dias. Que a Tua Palavra continue iluminando o nosso caminho e o Teu Espírito realizando a necessária transformação em nosso caráter. Em nome de Jesus, Amém!

Feliz sábado, discípulos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio18 #RPSP

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Deuteronômio 17 — Rosana Barros
3 de outubro de 2025, 0:45
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“E o terá consigo e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer o Senhor, seu Deus, a fim de guardar todas as palavras desta lei e estes estatutos, para os cumprir” (v.19).

De todos os pecados, certamente a idolatria ganha destaque no Antigo Testamento. Rodeada de nações pagãs, a nação israelita precisava obedecer às palavras do Senhor como um meio de proteção contra a idolatria. E a condescendência de alguns seria transformada em uma terrível epidemia se tais pessoas continuassem a propagar no meio do povo a transgressão à aliança de Deus. Cada caso, porém, deveria ser julgado de forma justa, mediante o “depoimento de duas ou três testemunhas” (v.6).

Deus estabeleceu os sacerdotes e os juízes para julgar os litígios que surgissem no meio do povo. Algumas questões menores poderiam ser resolvidas entre os próprios litigantes. Porém, em casos que julgassem serem difíceis demais de se resolver, deveriam buscar “a sentença do juízo” (v.9) estabelecida pelos sacerdotes e juízes, tendo o cuidado de fazer segundo tudo o que anunciaram, sem desviar-se “para a direita nem para a esquerda” (v.11). E aquele que agisse “soberbamente” (v.12), ou seja, que não aceitasse dar ouvidos ao sacerdote e ao juiz, deveria ser punido com a morte, pois havia escolhido receber “o salário do pecado” (Rm.6:23).

Além da questão da idolatria e dos litígios entre os filhos de Israel, estes também manifestariam o desejo de serem governados por um monarca terreno como as demais nações. Prevendo o futuro clamor de Israel por um rei, o Senhor deixou mandamentos específicos que deveriam ser observados pelos futuros monarcas de Israel: não multiplicar cavalos, não voltar ao Egito, não multiplicar para si mulheres e nem “prata ou ouro” (v.16-17). Também deveria escrever e conservar consigo as palavras da lei, as Escrituras, e lê-las todos os dias.

Salomão, por exemplo, foi um rei dotado de excelente sabedoria, mas parece que esqueceu das leis concernentes à sua posição, fazendo tudo ao contrário do que o Senhor estabeleceu como mandamentos da monarquia de Israel: “O peso do ouro que se trazia a Salomão cada ano era de seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro” (666! Coincidência? Creio que não, amados!) “Os cavalos de Salomão vinham do Egito e da Cilícia” (Do Egito! De onde o Senhor havia dito: “Nunca mais voltarei por este caminho”, v.16); “Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração” (Exatamente como o Senhor havia dito: “para que o seu coração não se desvie”, v.17) (1Rs.10:14, 28 e 11:3).

A idolatria, a injustiça, a soberba, a ambição dos monarcas dos outros povos transformaram aquelas nações em trevas e maldição na Terra. O povo de Deus foi chamado por Ele para ser luz e bênção. O apóstolo Paulo escreveu: “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Ef.3:8). Eis o que deve impulsionar nossa vida. Eis o que deve ocupar nosso coração e fazê-lo pulsar na direção de Deus: Iluminar a vida de outros. Para isso, precisamos ler todos os dias a Palavra de Deus e permitir que, por meio dela, o Espírito Santo molde o nosso caráter e nos liberte de todos os ídolos modernos que nos afastam de Cristo e da solene missão que Ele nos confiou. Ellen White escreveu o seguinte:

“Quando o povo de Deus tirar os olhos das coisas deste mundo e os puser no Céu e em coisas celestiais, será um povo peculiar porque verá a misericórdia, bondade e compaixão que Deus mostrou aos filhos dos homens. Seu amor evocará deles uma resposta, e na vida mostrarão aos que os rodeiam que o Espírito de Deus os dirige, que estão pondo suas afeições nas coisas do alto e não nas da Terra” (Nos Lugares Celestiais, CPB, 27 de dezembro, p.368).

É tempo de tomarmos decisões bem acertadas ao lado do Senhor, para que o nosso coração não se eleve sobre os nossos irmãos e não se aparte do Seu mandamento.

Santo Deus, reconhecemos que só o Senhor é Deus e não há outro. Mas essas palavras precisam ser reais em nossa vida. Por isso clamamos que nos livres dos ídolos modernos e de todas as influências corruptoras deste mundo! Queremos unicamente Te servir e Te adorar, Senhor. Faz-nos cheios do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, luz do mundo!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio17 #RPSP

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Deuteronômio 16 — Rosana Barros
2 de outubro de 2025, 0:45
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“Alegrar-te-ás perante o Senhor, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o Senhor, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o Seu nome” (v.11).

As três principais festas de Israel, apesar de instituídas pelo Senhor para Seu povo, eram festas que incluíam a participação de estrangeiros. A Páscoa celebrava a libertação de Israel do cativeiro egípcio. Como servos e estrangeiros que foram, os filhos de Israel deveriam lembrar de como haviam saído do Egito à noite e apressadamente, e acolher o estrangeiro que no meio deles habitasse. Eram cerimônias festivas, mas também solenes e de um valioso significado. São símbolos da trajetória vitoriosa de Cristo e da vitória final de Seu povo de todos os tempos.

Sabemos que Cristo é o Cordeiro pascal, e que Sua vida, morte e ressurreição nos comprou o direito de participarmos com Ele de Sua vitória: “vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com Ele” (Ap.17:14). Assim como Israel saiu do Egito à noite, quando chegar a hora mais escura deste mundo, em que as trevas do pecado mostrarem seu lado mais sombrio e maligno, o Senhor virá para libertar de uma vez por todas o Seu povo do cativeiro do inimigo. Hoje podemos estar comendo o pão da aflição, mas, dentro em breve, “no sétimo dia” (v.8) da manhã da redenção, exultaremos em marcha triunfante ao banquete celestial.

De forma figurativa, podemos dizer que “quando a foice começar na seara” (v.9), começará a ser definido o destino eterno de cada ser humano. Como nos dias de Noé, o Espírito Santo “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Mas antes que seja retirado do mundo o Consolador, há uma obra final a ser realizada na vida de todo aquele que O tem buscado com a inteireza de coração dos discípulos do primeiro século. Selados para a eternidade, estarão apenas a aguardar o momento de serem recolhidos. A chuva serôdia será para eles o que foi o Pentecostes para a igreja primitiva e o último sinal será cumprido, dando as boas-vindas ao Dia do Senhor: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14).

Finalmente, os santos do Altíssimo, providos do caráter de Cristo, resultado da obra do Espírito Santo, não comparecerão perante a face do Senhor “de mãos vazias” (v.16), mas, cada um, “segundo a bênção que o Senhor, seu Deus” (v.17) lhe concedeu, apresentará as obras de suas mãos “na proporção em que possa dar” (v.17), erguendo cânticos de alegria quando ouvir da boca de seu Senhor: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu [Senhor]” (Mt.25:23). Pela fé, seguiram nas pisaduras de Jesus e com Ele subirão e reinarão pelos séculos eternos!

“A justiça seguirás, somente a justiça, para que vivas e possuas em herança a terra que te dá o Senhor, teu Deus” (v.20). Cristo vem! Ele vem! Aleluia! Que cobertos com o manto de Sua justiça, confiemos em Sua fiel promessa: “E eis que venho sem demora, e Comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras” (Ap.22:12).

Nosso amado Pai, graças Te damos pelo precioso Cordeiro de Deus que derramou o Seu sangue e Se entregou para que tenhamos vida e vida em abundância! Graças Te damos pelo Espírito Santo, nosso bom Consolador, que nos santifica por Tua Palavra e nos ensina o caminho em que devemos andar! Nós Te agradecemos, Senhor, pela promessa da bendita volta de Jesus! Ó, Pai, nos ensina a seguir a justiça e somente a justiça, todos os dias de nossa vida, para que possamos herdar novos céus e nova terra e viver na Tua presença para sempre! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos do Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Deuteronômio 15 — Rosana Barros
1 de outubro de 2025, 0:45
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“Pois nunca deixará de haver pobres na terra; por isso, Eu te ordeno: livremente, abrirás a mão para o teu irmão, para o necessitado, para o pobre na tua terra” (v.11).

A observância dessas leis consistia em amparar os necessitados e libertar os cativos. A cada sete anos, as dívidas deveriam ser perdoadas e os servos postos em liberdade. Deus também estabeleceu um “projeto social” para atender aos pobres de Israel. Aproximando-se o ano da remissão, contudo, havia quem negasse prestar assistência ao necessitado visto saber que muito provavelmente não receberia de volta o montante emprestado. Uma atitude que o Senhor deixou bem claro reprovar.

Em Israel já haviam as diferenças sociais e econômicas. Mas o plano divino consistia em erradicar a pobreza do meio do Seu povo: “para que entre ti não haja pobre” (v.4), ainda que não deixasse “de haver pobre na terra” (v.11). Questionado acerca do “desperdício” do precioso perfume que Maria derramou a Seus pés, Jesus respondeu usando a citação do versículo onze do capítulo de hoje: “Porque os pobres, sempre os tendes convosco […]” (Jo.12:8). Vejo na resposta de Cristo o destaque ao caráter pessoal tanto da atitude de Maria quanto daqueles que reprovaram sua atitude.

Da mesma forma que Maria de Betânia ungiu a Jesus com o melhor que possuía, devemos cooperar com Deus na obra de ajudar liberalmente a quem necessita, mas isso não nos autoriza a reprovar aquele que julgamos estar usando mal seus recursos. A obra de Deus é vasta, o corpo de Cristo composto por diversos membros, há variedade de dons, mas o Espírito é o mesmo (1Co.12:4). Quando permitimos que o Senhor governe nossos recursos, o resultado sempre será um antídoto contra o egoísmo. Ao contrário disso, incorremos na triste realidade apontada na citação a seguir:

“Tem-se apoderado da igreja a lepra do egoísmo. O Senhor Jesus Cristo curará a igreja dessa terrível enfermidade, se esta quiser ser curada. O remédio encontra-se no capítulo cinquenta e oito de Isaías” (Conselhos Sobre Mordomia, CPB, p.85).

Como embaixadores de Cristo, somos chamados a viver em união ainda que sejamos diferentes uns dos outros. Creio que quando um servo se recusava a sair da casa de seu senhor, era porque tinha por senhor alguém que também o servia com atitudes de amor, respeito e consideração. O perdão oferecido quanto às dívidas também unia credores e devedores em amor e generosidade. Jesus nos deixou o maior exemplo de serviço abnegado e de remissão de dívidas. Ele foi o cumprimento exato destas leis:

“Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mc.10:45).

Em um mundo repleto de mazelas, corrupção e disparidades sociais, que não endureçamos nosso coração e nem fechemos a mão ao nosso “irmão pobre” (v.7); mas também não sejamos acusadores dos que julgamos que estejam indiferentes ao sofrimento alheio, pois estes podem ter sido separados pelo Espírito Santo para encher muitos lugares com o perfume do amor. Perseveremos, juntos, “na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (At.2:42).

Senhor, nosso Deus, o Senhor tanto nos amou, que deu o melhor do Céu por nós! Através de Jesus e Seu sacrifício fomos alcançados por Tua graça e é justamente essa graça que devemos compartilhar com nossos semelhantes. Dá-nos coração sensível e disposto a compartilhar também as dádivas materiais que bondosamente têm nos concedido. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Deuteronômio 14 — Rosana Barros
30 de setembro de 2025, 0:45
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“Porque sois povo santo ao Senhor, vosso Deus, e o Senhor vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da Terra, para Lhe serdes Seu povo próprio” (v.2).

A expressão “Filhos sois do Senhor” (v.1) revela o grau de relacionamento que Deus deseja manter com Seu povo. Como um Pai amoroso e justo, Deus ama e zela por Seus filhos ensinando-lhes os princípios inegociáveis de Sua Palavra e como mantê-los no coração como regra de fé e prática. Algumas leis dadas a Israel exigiam-lhes abnegação e separação quanto aos costumes pagãos. A mutilação, ou autoflagelo, era comumente praticada pelos moradores de Canaã, principalmente em rituais fúnebres. Como povo santo ao Senhor, a nação eleita deveria se abster de tais costumes.

Outro ponto que era totalmente ignorado pelos cananeus era o da alimentação. O consumo de carnes imundas era comum. Portanto, Israel deveria abster-se de ter uma dieta igual às demais nações, e seguir as orientações deixadas por Deus quanto ao consumo de animais. O Senhor foi muito claro: “Não comereis coisa alguma abominável” (v.3). Como Criador, Ele bem sabe as implicações decorrentes à saúde humana pelo consumo da carne de certos animais e o quanto a dieta está intimamente relacionada à saúde mental e espiritual. Eis um assunto que requer uma reflexão mais séria de nossa parte, tendo em consideração de que somos “raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9), e que nosso corpo “é santuário do Espírito Santo” (1Co.6:19).

Já o dízimo foi incluído pelo Senhor como fazendo parte da adoração. Quando o adorador levava ao tabernáculo a décima parte de suas rendas, reconhecendo a Deus como seu Senhor e Mantenedor, também estava a aprender a valiosa lição do temor do Senhor e do altruísmo. Temer a Deus, prestar-Lhe reverência e profundo respeito deve ser o jornadear de todo cristão. Quando devolvemos o que é de Deus, através de nossos dízimos e ofertas, visando adorá-Lo e também a fim de ajudar nosso próximo, declaramos a Quem pertencemos. Não se trata de uma barganha, amados, mas de uma resposta de amor Àquele que deu a própria vida para nos salvar.

Este capítulo é uma explícita declaração de que o povo de Deus é um povo com costumes diferentes, com uma alimentação diferente e com uma visão de dinheiro diferente da visão mundial capitalista e consumista. Não podemos e não devemos nos conformar “com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). Nossa vida é um dom de Deus e é preciosíssima aos Seus olhos. Portanto, o que fazemos, o que comemos e como adoramos é sim do interesse divino e declara para onde estamos indo.

Apesar da permissão e da tolerância divina com relação ao “vinho” e à “bebida forte”, isso não nos autoriza, hoje, a fazer uso de bebidas fermentadas. Em Sua longanimidade, o Senhor tolerou muitas práticas no meio do Seu povo, ainda que não as aprovasse. Isso, no entanto, não os impediu de sofrer as consequências de seus atos. Percebam o que diz o comentário a seguir: “Deus tolerou que os israelitas tivessem escravos, mas os protegia contra injustiças (Êx.21:16, 20). [¼] Do mesmo modo, Deus nunca aprovou o divórcio e a poligamia. [¼] Deus, porém, tolerou isso por certo tempo e deu instruções designadas a salvaguardar os direitos das mulheres. [¼] O mesmo pode ser dito sobre o vinho e a bebida forte. [¼] Não há desculpa para o argumento de que não há nada de errado em usar bebida alcoólica, alegando-se que Deus uma vez permitiu isso. Como observado, Ele também permitiu práticas como a escravidão e a poligamia. A Bíblia adverte que os ‘bêbados’ não ‘herdarão o reino de Deus’ (1Co.6:10)” (CBASD, v.1, CPB, p.1101).

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co.10:31). Como testemunhas de Jesus, filhos do Pai Celestial, que cheios do poder do Espírito Santo possamos escolher, “todos os dias” (v.23), viver aqui “em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:11 e 12). Para tanto, vigiemos e oremos!

Nosso amado Deus, como nosso Pai e Criador, Tu bem sabes o que é melhor para nós. O Senhor nos deixou escrito tudo que precisamos saber para obter o Teu conhecimento, que liberta, que cura e que salva. Ó, Senhor, mas como pecadores nós somos teimosos e quantas vezes damos as costas às Tuas orientações, apenas para colhermos os resultados danosos de nossas más escolhas. Paizinho, estende sobre nós as Tuas mãos de graça, ainda que sejam para nos corrigir, mas não nos deixes à sorte de nosso coração enganoso. Por favor, Pai, opera em nós o milagre da genuína conversão! Em nome de Jesus, Amém!

Bom dia, filhos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100