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“O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; cetro de equidade é o cetro do Teu Reino” (v.6).
O coração do salmista transbordava “de boas palavras” (v.1) e essas palavras foram consagradas a Deus; uma composição inspirada segundo a melodia celeste. A celebração de um casamento tornou-se a ilustração mais adequada para descrever o amor inigualável do Ungido de Deus por Sua noiva. Afinal, Quem é “o mais formoso entre os filhos dos homens?”. Quem “dos lábios extravasou graça” (v.2)? Quem é Aquele cujo trono é eterno (v.6)? Quem foi ungido “com o óleo de alegria, como a nenhum” outro (v.7)? A Quem os povos “louvarão para todo o sempre” (v.17)? Há uma só resposta a todas essas perguntas: Jesus Cristo.
Apesar de não ser considerado por inteiro como um Salmo messiânico, é bem notória a utilização da figura de Jesus em muitas passagens. A Bíblia compara a união entre Cristo e Sua igreja com a união matrimonial entre um homem e uma mulher: “porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja […] Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela” (Ef.5:23,25).
Observe novamente o verso dez do Salmo de hoje. Ele é como um amoroso convite à igreja de Deus de todos os tempos, mas que também não deixa de ser um chamado urgente:
— “Ouve, filha; vê, dá atenção”. Dá atenção a Quem Se despiu da glória de um Rei e vestiu-Se da humanidade para que um dia possa celebrar as Suas bodas contigo. Desperta para dar ouvidos à voz do teu Senhor! Ouve, vê e obedece! Diz o Senhor: “dá-Me ouvidos e não te desvies das palavras da Minha boca” (Pv.5:7).
De Gênesis a Apocalipse, as Escrituras testificam de Cristo (Jo.5:39). A “Palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4) nos serve de aio para que as palavras de nossa boca sejam resultado de um coração em que Cristo reina soberano (Ef.3:17). O convite do Príncipe da Paz é que possamos dar ouvidos à Sua voz por meio do Espírito Santo (Ap.2:7), observar a Sua Palavra (1Tm.4:9,13) e obedecê-la (Ap.14:12).
Estamos muito perto das bodas do Cordeiro, amados! E a Bíblia também aponta a noiva como um símbolo da cidade santa (Ap.21:9-10), e nós, as virgens (Mt.25:1-13). As virgens prudentes serão “as virgens” (v.14) que “serão dirigidas com alegria e regozijo”, e que “entrarão no palácio do Rei” (v.15). Se tão-somente aceitarmos o convite do Senhor (v.10), faremos parte deste grupo seleto, e dia a dia Ele derramará sobre nós do Seu Espírito preparando o nosso caráter para em breve nos encontrarmos com o Noivo. Prepara-te “para te encontrares com o teu Deus” (Am.4:12)! O Rei vem vindo! Vigiemos e oremos!
Bom dia, virgens prudentes
Rosana Garcia Barros
#Salmos45 #RPSP
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“Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva” (v.6).
Um cenário de guerra e de derrota é descrito no Salmo de hoje. É o clamor de um povo pelo favor de Deus. Um povo que ouviu falar dos prodígios do Deus de Israel e que clamava para ser testemunha ocular do Seu livramento. O testemunho de seus pais fez toda a diferença e conduziu o povo a reconhecer que a vitória só vem do Senhor (v.8).
Quão importante é a orientação dada pelos pais! Este é o segredo do sucesso da verdadeira educação dado por Deus: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). E não há melhor forma de fixar um ensinamento na mente dos pequeninos do que pelo exemplo. Quando praticamos o que ensinamos, transmitimos credibilidade e a lição deixa de ser apenas uma hipótese para ser algo concreto. O salmista revelou que tudo o que ouviu dos pais foi elevado a uma fé prática. Apesar de não ter visto o que os pais relataram, confiou plenamente no que eles disseram (v.7).
Não é fácil louvar a Deus após uma derrota. Por mais que nossos pais tenham sido tementes a Deus e tenham nos conduzido no caminho correto, nunca estamos preparados o suficiente para enfrentar as batalhas desta vida. Necessitamos diariamente de “toda a armadura de Deus” (Ef.6:11). Além das guerras que dão ibope aos noticiários, temos que enfrentar a maior de todas elas, a guerra cuja disputa envolve o meu e o seu coração. Lembram do nosso estudo de ontem? Se estivermos em constante comunhão com Deus, poderemos afirmar com perseverança: “Não tornou atrás o nosso coração, nem se desviaram os nossos passos dos Teus caminhos” (v.18).
Este conflito espiritual é travado a cada dia em que abrimos os nossos olhos. Por mais que sejamos “considerados como ovelhas para o matadouro” (v.22), “[…] somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou” (Rm.8:37). As batalhas que lutamos sozinhos são passos vacilantes na direção do abismo. As batalhas que Jesus luta por nós são vitórias contadas de geração em geração (v.1). E ainda que, por amor a Deus (v.22), tenhamos que enfrentar o vale da sombra da morte, Ele ouvirá o nosso clamor (v.23) e Se levantará para nos socorrer e nos resgatar (v.26) no tempo determinado.
Deus conhece a intensidade do grande conflito pelo qual estamos passando. Os poderes e autoridades desta Terra estão marchando num mesmo ritmo a fim de alcançarem o objetivo final de Satanás, que é “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Grandes homens de intelecto têm se levantado nos palanques e nos púlpitos com seus discursos científicos e tecnológicos usando até mesmo a Palavra de Deus para persuadir a muitos. Precisamos manter nossas lâmpadas acesas e ter o óleo da salvação em nossa vida, conduzindo nossos filhos nesse mesmo caminho.
Se reconhecermos que somente pelo auxílio divino estaremos seguros, então o Senhor dos Exércitos comandará a nossa vitória. A oração, símbolo da comunhão pessoal, da amizade com Deus; o jejum, símbolo de renúncia, da abnegação das coisas deste mundo (Is.58); o estudo da Palavra de Deus, o qual nos santifica; são precisamente os meios dados por Deus ao homem para que este reconheça a cada dia: “Tu és o meu Rei, ó Deus” (v.4). Neste tempo de grande perigo, é hora de clamarmos ao Senhor como nunca antes: “Levanta-Te para socorrer-nos e resgata-nos por amor da Tua benignidade” (v.26). Porque “é certo que não dormita, nem dorme o Guarda de Israel” (Sl.121:4). Vigiemos e oremos!
Bom dia, vitoriosos em Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos44 #RPSP
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“Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha alegria; ao som da harpa eu Te louvarei, ó Deus, Deus meu” (v.4).
Este Salmo parece uma continuação do Salmo de ontem. O verso cinco possui o mesmo conteúdo dos versos cinco e onze do Salmo anterior. E mensagem central do Salmo de ontem foi o desejo de ver a Deus. A de hoje é o desejo de estar no lugar onde Deus habita.
Certamente, o salmista sabia o que queria e a opressão dos inimigos era algo que muito o incomodava (v.2). Um povo contencioso, ou seja, duvidoso, litigioso, (v.1), o afligia a ponto de questionar a Deus sobre o seu infortúnio (v.2). Ao pedir que o Senhor enviasse a Sua luz e a Sua verdade (v.3), o salmista revelou a forma de sermos guiados ao santo monte de Deus: “Lâmpada para os meus pés é a Tua Palavra e luz para os meus caminhos” (Sl.119:105); “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17).
Somente na Palavra de Deus podemos encontrar a luz para nos fazer enxergar, e a verdade para nos santificar. Todos os que desejam estar onde o Senhor está buscam a iluminação das Escrituras e, através do conhecimento da verdade estão em conexão com Cristo, sendo “transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).
Não existe resultado Céu, se antes não houver esforço de nossa parte aqui nesta terra. Jesus mesmo nos advertiu: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois Eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão” (Lc.13:24). O esforço que Cristo requer de nós não se refere às nossas obras, amados. Não se trata de quem dá mais estudos bíblicos ou acumula mais cargos na igreja. Trata-se de comunhão pessoal. As obras externas devem ser tão somente o resultado da obra interna que Deus realiza no coração. Pois fomos “criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef.2:10).
Prestem bastante atenção, amados: não temos como saber qual é a vontade de Deus em nossa vida se não formos Seus amigos. O que foi que levou Enoque a ser trasladado para o Céu? A sua intimidade em andar com Deus (Gn.5:24). O que foi que levou Abraão a ser conhecido como amigo de Deus (Is.41:8)? A sua fé adquirida pela comunhão que tinha com Deus (Gn.15:6). O que foi que livrou Daniel da fúria dos leões? A sua intimidade com Deus através de uma vida de oração (Dn.6:10).
Portanto, ser reavivado pela Palavra e manter uma vida de oração, estabelece um elo de ligação entre criatura e Criador que culminará no breve encontro com Ele: “Então, irei ao altar de Deus” (v.4). Se Deus é a sua alegria, se você anela estar em Sua habitação, então, como o salmista, você tem o privilégio de dirigir-se a Ele como “Deus meu” (v.4). Com essa esperança maravilhosa em seu coração, declare neste momento: Espero “em Deus, pois ainda O louvarei, a Ele, meu auxílio e Deus meu” (v.5). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos43 #RPSP
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“Contudo, o Senhor, durante o dia, me concede a Sua misericórdia, e à noite comigo está o Seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida” (v.8).
Precisamos de três coisas essenciais para viver. A primeira delas é o ar. Sem respiração não há vida. A segunda é a água. Somos movidos por este “combustível” natural. E a terceira, e não menos importante, é o alimento. O alimento traz energia e força para o nosso corpo. Porém, se o ar que respiramos não é de boa qualidade; se a água que bebemos é contaminada; se a nossa alimentação é desregrada, corremos o sério risco de sofrer complicações que podem até mesmo resultar em morte.
Abrindo o Livro II de Salmos, encontramos o ar (v.1), a água (v.2) e o alimento (v.3). As três necessidades básica para a sobrevivência. Os filhos de Corá suspiravam por Deus. Conforme o dicionário, suspirar significa “respiração forte e prolongada ocasionada pela dor”. Ou seja, o anelo era tão grande pela presença de Deus, que chegava a ser doloroso. Percebem que trata-se de um cenário de alguém que sofre de saudades? “Quando irei e me verei perante a face de Deus?” (v.2).
Quando esperamos em Deus, também passamos em nossa vida por períodos de angústia. Geralmente lembramos de como era boa alguma fase de nossa vida (v.4) e suspiramos por aquele momento especial ao lado de pessoas especiais. Sentir saudades, contudo, de Alguém que nunca vimos, é resultado de uma vida de íntima comunhão com Ele. Pois todo aquele que se achega a Deus com inteireza de coração, deseja ardentemente encontrá-Lo.
Oh, amados, precisamos praticar a respiração da alma, como está escrito: “Orai sem cessar” (1Ts.5:17)! Precisamos orar como quem abre o coração a um amigo. Entrar em nosso quarto, fechar a porta e conversar com nosso Pai que nos vê em secreto (Mt.6:6). Precisamos aprender a clamar, a suspirar por Deus; a sentir saudades de um Deus que nunca vimos, mas, como Jó, cremos que em breve O veremos: “Vê-Lo-ei por mim mesmo, os meus olhos O verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim” (Jó 19:27).
Precisamos sentir sede do Deus vivo e permitir que Ele supra esta nossa necessidade assim como supriu a mulher samaritana junto ao poço (Jo.4:15). Precisamos abandonar os cântaros da ilusão e parar de procurar água nos poços secos deste mundo, a fim de sermos saciados pela água da vida eterna. Jesus nos convida: “Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17).
Por fim, precisamos nos alimentar do Pão do Céu (Jo.6:51) e regar Seus pés com lágrimas de arrependimento (Lc.7:44). Ele nos deixou a Sua Palavra para que possamos dela obter os nutrientes espirituais para responder aos que nos “dizem continuamente: O teu Deus, onde está?” (v.3, 10), que “não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
As misericórdias do Senhor acabaram de se renovar em nossa vida. Ao anoitecer, louve “ao Deus da minha vida” (v.8) e da sua vida. Em tempo sobremodo solene e às vésperas do glorioso retorno de Cristo, que possamos buscar o ar, a água e o alimento divinos, eis o que nos moverá a esperar em Deus (v.5, 11) a sentir saudades dEle (v.1) e a amar a Sua vinda (v.2; 2Tm.4:8). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, os que amam a vinda do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos42 #RPSP
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“Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” (v.9).
Após a entrada do pecado no mundo, não fosse a intervenção divina, e todos seríamos súditos do reino de Satanás. A “antiga serpente” (Ap.12:9) iniciou sua trajetória na Terra já com sua sentença e sua derrota decretadas: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15). Lúcifer era um anjo querubim criado para uma função privilegiada no Céu. Estava constantemente diante do trono de Deus no santuário celeste, até que o mistério da iniquidade o corrompeu e sua ambição, “subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is.14:14), selou o seu destino final: “O diabo […] foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap.20:10).
O Salmo de hoje também apresenta mais uma profecia messiânica, a respeito da traição de Judas. Ao participar da última ceia com Jesus, Judas foi tratado por Ele como todos os demais e teve a oportunidade de ter seus pés lavados por Aquele a quem trairia (Jo.13:12-29). Contudo, mesmo diante de tamanha graça e misericórdia, o falso discípulo selou o seu destino eterno como agente de Satanás em ferir o calcanhar dAquele que tanto o amou, cumprindo a profecia e recebendo sobre si terrível maldição: “ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” (Mt.26:24).
O fracasso de seus inimigos em fazer-lhe mal era para Davi um sinal da aprovação divina: “Com isto conheço que Te agradas de mim; em não triunfar contra mim o meu inimigo” (v.11). O triunfo de Jesus sobre o inimigo das almas é garantia eterna para “todo o que nEle crê” (Jo.3:16). Como seguidores de Cristo, precisamos imitar-Lhe o exemplo de humildade e perdão, ofertando até aos nossos inimigos o que o Céu voluntariamente tem nos concedido. Pois “o que acode ao necessitado, o Senhor o livra no dia do mal […], o protege; preserva-lhe a vida e o faz feliz; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, Tu lhe afofas a cama” (v.1-3).
Aos Seus amigos, Jesus ordenou: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:17). Não é fácil, amados, pois antes de qualquer coisa precisamos nos despir de nosso orgulho e muitas vezes nos humilhar. Mas que possamos perseverar em olhar para Cristo e vislumbrar o Seu caráter através do diligente e sincero exame das Escrituras. Ninguém Se humilhou mais do que o nosso Salvador. Em Seu exemplo encontramos força e coragem para fazer o que é certo. “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, da eternidade para a eternidade! Amém e Amém!” (v.13). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, amigos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos41 #RPSP
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“Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; Tu és o meu amparo e o meu libertador; não Te detenhas, ó Deus meu!” (v.17).
Creio que muitos de nós já passamos por livramentos em que pudemos perceber, claramente, o cuidado de Deus e o poder da oração. O nosso dia a dia, contudo, é repleto de livramentos que nem sequer percebemos. Às vésperas do final do grande conflito, estamos vivendo dias solenemente considerados pelo Céu para salvar e maliciosamente usados por Satanás “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10), pois ele bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).
Entretanto, o clamor de Davi por livramento não tinha como principal objetivo a sua integridade física apenas, mas a espiritual. E é com esta que precisamos nos preocupar. O desejo de Davi era o de viver para Deus e com Deus. A sua confissão revela o que mais lhe afligia: “Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniquidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece” (v.12). Semelhante ao salmista, foi a confissão do apóstolo Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Rm.7:18).
Como um arauto das boas-novas de Deus, o salmista não tinha sua fé oculta. Diante da “grande congregação” (v.9) não buscava a autopromoção de sua vida piedosa, e sim a proclamação das virtudes dAquele que o “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Jesus nos deixou o perfeito exemplo de uma vida de comunhão com Deus. E sempre que saía de seus lugares de oração, multidões eram atraídas a Ele. Porque a comunhão com o Céu, amados, é atraente! Nem todos os que são atraídos, porém, possuem boas intenções. Como declarou Davi, existem “os que se comprazem no meu mal” (v.14).
“Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira” (v.4). Anjos poderosos são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Todo o Céu está envolvido na obra de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). E num urgente chamado, o Senhor nos convida para proclamarmos o “evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6).
Existe um acusador estrategista que se compraz em nosso mal. A respeito disso, escreveu Ellen White: “Satanás é o acusador de nossos irmãos, e é o seu espírito que inspira os homens a espreitar os erros e defeitos do povo do Senhor, conservando-o sob observação, enquanto deixa ignoradas suas boas ações. Ele está sempre em atividade quando Deus opera pela salvação das almas. […] O príncipe do mal disputa cada polegada de terreno em que o povo de Deus avança em sua jornada rumo à cidade celestial” (CPB, O Grande Conflito, pág. 395).
No lugar Santíssimo, Jesus está a interceder por nós: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo.17:15). Como Davi, espere “confiantemente pelo Senhor” (v.1) e em Seu perfeito livramento. Vá até Jesus como você está e Ele “circuncidará o teu coração” (Dt.30:6). “Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus, não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso” (Dt.4:30-31). Ao lado do Senhor dos Exércitos, avançamos para a vitória final. Vigiemos e oremos!
Bom dia, vitoriosos em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Salmos40 #RPSP
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“[…] Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (v.5).
A vaidade da vida, destacada por Davi no Salmo de hoje, encontra um paralelo com o que o seu filho Salomão escreveria mais tarde: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec.1:2). Tanto o pai quanto o filho chegaram a uma conclusão: a vida neste mundo é um sopro, é passageira. “Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta” (v.6). Como escreveu Ellen White: “Mas os cristãos são peregrinos na Terra; estão em terra estranha, parando, por assim dizer, por apenas uma noite. Nosso lar está nas mansões que Jesus foi preparar-nos. Esta vida é apenas um vapor que se desfaz” (CPB, A Verdadeira Riqueza, p.50).
O salmista iniciou com um monólogo. É Davi falando consigo mesmo, mais ou menos assim:
— Preciso estar vigilante para não falar demais. Vou fechar a minha boca diante dos que não são tementes a Deus.
O resultado disto foi dor de coração e angústia. Ele passou a ter uma real noção da brevidade da vida e de tudo o que o homem acumula nesta terra (v.6). É tudo “pura vaidade” (v.11). Enquanto a esperança de muitos estiver depositada nesta vida passageira e nas coisas deste mundo, ela passará “como uma sombra” (v.6). Mas se o Senhor for a nossa esperança, podemos ter a certeza de que ainda que tenhamos que passar pelo fogo das provações (v.11), Ele ouvirá a nossa oração (v.12).
Apesar de ter iniciado o Salmo como a figura de um homem emudecido (v.2), Davi o terminou com um “grito por socorro” (v.12). Podemos até nos calar para evitar falar o desnecessário, mas não podemos negligenciar o diálogo com o Eterno. De dia e de noite precisamos clamar: “Ouve, Senhor, a minha oração” (v.12). Antes que o nosso prazo de vida nesta terra chamado “nada” (v.5) se esgote, antes que seja tarde demais, que o nosso “grito por socorro” alcance os ouvidos misericordiosos de Deus. Reconhecer que somos seres finitos e dependentes dEle nos faz olhar na direção do Único que é eterno e declarar: “Tu és a minha esperança” (v.7).
Entreguemos a nossa vida nas mãos de Jesus! Ele é a própria Vida (Jo.14:6)! E ainda que morramos aqui, quando Ele voltar, “com poder e muita glória” (Mt.24:30), nossa vida será transformada de “alguns palmos” (v.5) em dias incontáveis. Vigiemos e oremos!
Bom dia, peregrinos a caminho do Lar!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos39 #RPSP
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“Na Tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não Te é oculta” (v.9).
Quantas vezes nos sentimos tão mal por nossos erros e atitudes precipitadas que sentimos até vergonha de orar e pedir perdão! Mas nossa mente é tomada por um sentimento de impotência diante de nossa própria natureza pecaminosa e o grito da alma eclode em clamor e confissão. O Salmo de hoje revela palavras de quem viveu momentos assim. É importante reconhecer a nossa condição como pecadores e a nossa necessidade constante do perdão e do favor divino. Corremos o risco, porém, de estar carregando um fardo demasiadamente pesado.
Sabendo que é “a bondade de Deus que [nos] conduz ao arrependimento” (Rm.2:4), precisamos atender ao Seu chamado crendo que Ele nos ouvirá e atenderá. Nossas fraquezas e defeitos de caráter, sejam herdados ou adquiridos, não são irremediáveis. E ainda que nossas más escolhas tenham nos provocado prejuízos no corpo ou na mente, Jesus não nos trata com indiferença, mas estende para nós Sua terna mão de misericórdia e nos oferece auxílio e salvação:
“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve” (Mt.11:28-30).
Não é errado clamar a Deus por socorro. Pelo contrário. É quando mais necessitamos de Seu perdão e graça, quando mais sentimos repulsa de nossa triste condição, quando em humilhação nos voltamos para Ele como servos, que Ele nos recebe como filhos amados e nos oferece as vestes de Sua justiça. É contemplando a Cristo, Seu sacrifício expiatório, Seu amor incondicional e Sua vitória sobre o mal, que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).
Ninguém, nem mesmo Satanás, tem o direito de nos acusar por pecados que já foram confessados e perdoados. Como Davi diante de seus adversários, precisamos ser “como quem não ouve e em cujos lábios não há réplica” (v.14). Que o Senhor nos conceda um coração humilde e contrito em tempo de frieza e mornidão, crendo que “Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:6). Portanto: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp.4:6-7). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhinhos do Pai de amor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos38 #RPSP
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“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (v.5).
Certa vez, ouvi uma frase que me fez refletir: “Só leva pedrada a árvore que dá frutos”. A Bíblia destaca as qualidades de Davi da seguinte forma: “sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (1Sm.16:18). Que cristão não gostaria de ter uma biografia como esta? Davi era uma pessoa tão agradável, que, tão logo o conheceu , Saul “o amou muito e o fez seu escudeiro” (1Sm.16:21).
Contudo, aconteceu o que Saul não esperava. Ele percebeu que aquele menino pastor poderia ameaçar o seu trono, então, o amor de interesses acabou. Enquanto a bênção de Deus não estava mais com ele, era visível a presença do Senhor na vida de Davi. E o coração de Saul, movido por inveja e ódio, só desejava uma coisa: procurar “tirar-lhe a vida” (v.32).
Diferente do que muitos até o aconselharam a fazer (1Sm.24:4), Davi escolheu confiar no Senhor e fazer o bem (v.3). Teve a vida de Saul em suas mãos por duas vezes, e não lhe fez nenhum mal. Ele entregou o seu caminho aos cuidados de Deus, confiou nEle e em Sua perfeita justiça (v.5 e 20). Sabemos que fim teve Saul, não pela ira de Davi, mas por suas próprias escolhas caminhou para a morte: “A sua espada, porém, [lhe] traspassará o próprio coração” (v.15). Porque, como escreveu o sábio Salomão, “o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17).
Não há vantagem alguma na vingança, pois tudo o que é guiado pelo furor, “certamente[…] acabará mal” (v.8). Confiemos na justiça divina, porque a Deus “pertence a vingança” (Rm.12:19). Percebam quantas preciosas promessas contém neste Salmo, e todas referentes aos que herdarão o reino dos céus: “os que esperam no Senhor possuirão a terra” (v.9); “Mas os mansos herdarão a terra” (v.11); “a herança deles permanecerá para sempre” (v.18); “Aqueles a quem o Senhor abençoa possuirão a terra” (v.22); “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (v.29). Disse Jesus: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).
Portanto, “espera no Senhor, segue o seu caminho, e Ele te exaltará para possuíres a terra” (v.34). Os ímpios podem até ter uma aparente prosperidade (v.35), mas, um dia, não mais existirão (v.36). Quer ser amparado por Deus junto com sua família (v.25)? Quer ser um herdeiro da Nova Terra (Ap.21:1)? Então, busque em Cristo a mansidão, “aparta-te do mal e faze o bem, e será perpétua a tua morada” (v.27), “e a sua descendência será uma bênção” (v.26). Vigiemos e oremos!
Bom dia, mansos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos37 #RPSP
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“Continua a Tua benignidade aos que Te conhecem, e a Tua justiça, aos retos de coração” (v.10).
Amigos, parentes, cônjuges, filhos, geralmente são aqueles que podemos dizer que conhecemos. Alguns, de forma superficial, outros, mais intimamente, como aqueles com quem convivemos mais de perto. De certa forma, porém, o nosso conhecimento se limita ao que podemos ver e ouvir. E, muitas vezes, a depender da situação, alguém que julgamos conhecer revela atitudes que jamais poderíamos imaginar. Daí surgem as decepções e até mesmo a ruptura de relacionamentos.
Está escrito que o pecado fez separação entre nós e Deus (Is.59:2). Houve um rompimento no relacionamento entre o homem e o Criador, de forma que passamos a necessitar de uma escada de ligação com o Céu. Jesus Cristo é essa escada. Os sacrifícios da antiga aliança apontavam para esta verdade. A Jacó foi dada esta revelação através de um sonho (Gn.28:12) e o próprio Jesus a confirmou apontando para a Sua segunda vinda: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo.1:51).
Em nosso coração há um grande conflito que se intensifica a cada instante. Quando rejeitamos Aquele que veio para restaurar o nosso relacionamento com o alto, somos dominados pelo engano e pela corrupção inerente à nossa natureza carnal (Jr.17:9). A descrição feita por Davi acerca da malícia humana em contraste com a bondade divina revela a nossa constante necessidade de Deus e da atuação de Seu Espírito em nossa vida. Como “trapo da imundícia” (Is.64:6) são nossas ações sem Deus, ainda que aparentem piedade. Mas é onde ninguém consegue conhecer e investigar que o Senhor nos vê e nos sonda (Sl.139:2).
O que temos permitido entrar em nosso coração? Ao deitar, são os nossos pensamentos perversos, ou, como Paulo, podemos afirmar: “Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co.2:16)? Nunca houve um tempo onde houvesse tanta necessidade de o homem estabelecer um relacionamento tão íntimo com Deus como hoje, em que o virtual tomou o lugar do presencial. Conhecer a Deus e o Seu amor leal materializado em Cristo Jesus, mantendo uma comunhão pessoal e diária com Ele é o conhecimento que salva. Disse Jesus: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Estamos às portas de contemplar o maior evento de todos os tempos: a gloriosa aparição de Cristo, a segunda vinda de nosso Senhor e Salvador. Antes, contudo, Satanás tentará imitar a derradeira promessa, aparecendo com seus anjos como ministros de luz. Só ficará em pé e não será enganado aquele que conhece a Deus, que guardou a Palavra do Senhor em seu íntimo. Logo veremos o cumprimento final do sonho de Jacó, mas também se cumprirá a profecia do salmista: “Tombaram os obreiros da iniquidade; estão derruídos e já não podem levantar-se” (v.12). Como também está escrito: “quando do céu Se manifestar o Senhor Jesus, com os anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus” (2Ts.1:8).
Meus irmãos e minhas irmãs, como diz o pastor Alejandro Bullón: “Conhecer Jesus é tudo!” NEle “está o manancial da vida” (v.9). Portanto, aceitemos, agora, o Seu benigno convite: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, “retos de coração” (v.10)!
Rosana Garcia Barros
#Salmos36 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100