Reavivados por Sua Palavra


Salmo 63 – Comentado por Rosana Barros
8 de julho de 2023, 0:45
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“Ó Deus, Tu és o meu Deus forte; eu Te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de Ti; meu corpo Te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (v.1).

Atormentada por sua situação vergonhosa, certa mulher samaritana saiu de sua casa na hora mais quente do dia para buscar água. Seus pensamentos a perturbavam. Seu coração estava tão seco quanto o cântaro que carregava. Não ousava levantar a cabeça a fim de não deparar-se com olhares de acusação. Jamais havia imaginado que estava para ter um encontro que mudaria para sempre a sua vida; um encontro que já estava marcado na agenda divina.

Ao avistar aquele Estranho, deve ter pensado que seu longo trajeto debaixo do sol havia sido perdido, mas que, talvez, pudesse nem sequer ser notada, e, tomando coragem, aproximou-se da fonte. Logo, o silêncio foi quebrado com um inesperado pedido: “Dá-Me de beber” (Jo.4:7). Ainda que separados por centenas de anos, Davi e a mulher samaritana tinham algo em comum: sede de Deus. A diferença é que Davi conhecia a Fonte, e a mulher estava prestes a conhecer.

Profundamente machucada pelos resultados de uma vida sem esperança, possuía um vazio na alma pior do que a sede que procurava saciar naquele poço. Davi havia experimentado a graça de Deus e seus dias eram vividos com a intensidade de quem O amava com todo o coração. A samaritana só conhecia o desprezo das pessoas e a decepção por parte daqueles que diziam amá-la. A sede de Davi era por permanecer na presença do Senhor. A sede da mulher era por ser amada de verdade. Duas realidades que representam bem o desejo de Deus de acolher a todos que aceitem o Seu convite.

O Senhor tem um encontro marcado com esta geração antes que a provisão do Espírito Santo seja encerrada. Todo aquele que O conhece O busca com maior intensidade, reconhecendo a sua completa dependência de Deus. E para todo aquele que, qual a mulher samaritana, ainda precisa encontrá-Lo e conhecê-Lo, há um último e urgente apelo sendo realizado. Como foi com aquela mulher, é necessário que eu experimente um encontro pessoal com Cristo aqui, para que, semelhante a Davi, O encontre todos os dias, “enquanto eu viver” (v.4), até o Dia marcado pelo Céu em que Ele virá “com as nuvens, e todo olho O verá” (Ap.1:7).

Você não precisa percorrer o caminho da vergonha para encontrar-se com Cristo. E, talvez, Ele esteja, agora, bem à sua frente lhe dizendo: “Eu que falo contigo” (Jo.4:26). Como a mulher, abandone o cântaro de seu passado escuso, aceite a maravilhosa graça de Cristo e seja uma testemunha dAquele que te oferece a água viva: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Pois “vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23).

Ó Pai, que no Teu glorioso Dia sejamos encontrados por Ti “à sombra das Tuas asas” (v.7)!

Enquanto aguardamos, amados, vigiemos e oremos!

Feliz sábado, salvos pela graça!

Rosana Garcia Barros

#Salmos63 #RPSP

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Salmo 62 – Comentado por Rosana Barros
7 de julho de 2023, 0:45
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“Confiai nEle, ó povo, em todo tempo; derramai perante Ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio” (v.8).

Já pararam para pensar que todos nós, de certa forma, somos movidos pela fé? Vivemos em um mundo incerto. Não sabemos, por exemplo, o que pode nos acontecer ao sairmos de casa a cada dia. Sendo assim, a fé nos é uma necessidade intrínseca. Mas a diferença entre esta fé básica (vamos chamá-la assim) e a fé como um dom do Espírito Santo (1Co.12:9), está na palavra CONFIANÇA. Corremos o risco de estar exercendo apenas a fé básica, esquecendo-nos de procurar uma fé que nos sirva de escudo (Ef.6:16). A fé como um dom de Deus não nos dá coragem apenas para sair de nossa zona de conforto, mas para viver a confiança de modo a abandonar todos os padrões que divergem da vontade de Deus, através de um estilo de vida que deixe bem claro que nós confiamos no Senhor “em todo tempo” (v.8).

“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa” (v.1, 5), foi o que Davi repetiu duas vezes, expressando a sua total confiança no Senhor. A nossa vida deve ser uma expressão muito clara de nossa confiança em Deus. Exemplos? Sadraque, Mesaque e Abede-Nego poderiam ter feito como os seus milhares de conterrâneos judeus, ajoelhando-se diante da estátua de Nabucodonosor e simplesmente dizendo em seus corações: “Olha Deus, nós estamos aqui ajoelhados diante desta imagem, mas o Senhor sabe que o nosso coração é Teu”.

Só que não foi isso o que aqueles três jovens fizeram. Eles permaneceram em pé, deixando bem claro que não adoravam a Deus apenas da boca para fora (v.4), mas confiavam no Senhor “em todo tempo”. E o que dizer do profeta Elias? Enfrentou sozinho um rei furioso, 850 profetas pagãos e um povo que havia se corrompido. Que tremenda confiança em Deus! E o profeta Daniel? Ele não poderia ter orado escondido? Porque tinha que abrir as janelas para fazer isso? Presunção? Não, amados. Confiança no Deus Todo-Poderoso que tem todo o poder nas mãos (v.11).

Percebem o que há em comum nesses personagens bíblicos? A confiança que eles tinham em Deus se revelou em suas obras. O legado de fé genuína que eles deixaram foi revelado por suas ações. Fazer algo para ser visto diante dos homens não é demonstração de fé e de confiança, mas de orgulho e de vaidade, e ainda nos priva do galardão do Pai. Disse Jesus: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste” (Mt.6:1).

Contudo, fazer a vontade de Deus em meio à perseguições, tribulações e ameaças, e mesmo assim permanecer firmes, confiando que dependemos totalmente de Deus (v.7), isto sim se confirma em obras de justiça, resultado do amor que sentimos pelo Deus da nossa salvação (v.6), derramado pelo Espírito Santo em nosso coração (Rm.5:5). O Senhor nos diz hoje: Confie em Mim e isso em silêncio!

Precisamos falar menos e orar mais. Os três amigos de Daniel não gritaram em protesto, eles simplesmente ficaram em pé em espírito de oração. Daniel não reivindicou os seus direitos na porta do palácio, ele orou. Elias não pediu a Deus que descesse fogo dos céus para consumir os seus algozes, mas orou para testemunhar a todos de que só o Senhor é Deus. Portanto, espere em Deus, confie nEle, busque-O enquanto há tempo e sua vida será um testemunho a todos ao seu redor de “que o poder pertence a Deus” (v.11).

Prepara-te, querido irmão, querida irmã! Jesus está voltando! Só dEle vem a nossa salvação (v.1) e a nossa esperança (v.5)! Derrama o teu coração perante o Rei dos reis e Senhor dos senhores, e, certamente, a sua vida será vista por Ele como resultado da boa obra do Espírito Santo. Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, homens e mulheres de fé!

Rosana Garcia Barros

#Salmos62 #RPSP

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Salmo 61 – Comentado por Rosana Barros
6 de julho de 2023, 0:45
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“Desde os confins da terra clamo por Ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim” (v.2).

Assim como desfrutamos de dias felizes, também enfrentamos dias tristes. Isso é natural, dada a nossa condição como pecadores e o mundo caído em que vivemos. E isso fica bem evidente nos Salmos de Davi. No palácio como um rei, ou nas cavernas como um fugitivo, seu coração anelava por Deus. Sua constante dependência do Senhor e confiança em Suas promessas lhe apontava a distância inalcançável entre criatura e Criador. Somente pela graça de Deus, mediante a fé, nossa vida pode ser colocada na santa altitude.

Enquanto fugia de Saul, sua vida estava em perigo, mas foi no conforto do palácio que quase pereceu. Embriagado pelas baixas paixões, cometeu atrocidades e carregou em seu coração o terrível fardo da morte de seu fiel valente. Davi aprendeu da forma mais triste que nada em sua vida era digno de honra. Que o fato de ter sido escolhido por Deus não lhe conferia mérito algum, e sim uma maior responsabilidade; que sua posição real não era nada se não fosse levado para o mais alto lugar: “para a rocha” (v.2). E sua mente não teria suportado o peso da culpa, não tivesse ele compreendido a maravilhosa promessa do perdão divino, naquele tempo representado pelos sacrifícios no santuário terrestre.

Os dias tempestuosos nos ajudam a lembrar que dependemos dAquele que acalma as tempestades. Que por maiores que sejam as nossas responsabilidades e por melhor que avaliemos o nosso desempenho em cumpri-las, absolutamente nada do que fazemos é computado nos arquivos do Céu como degraus para a salvação. Cristo é a escada que nos conduz ao santo lugar. Uma verdade que Ele mesmo declarou: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo.1:51). Quando cremos no perdão de Jesus e, pela fé, o aceitamos, podemos confiar de que “Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9).

Apesar dos momentos de queda e de fraqueza, Davi escolheu olhar para o passado com as lentes da misericórdia divina e olhar para o futuro com as lentes da fé. Ainda que o nosso coração esteja abatido, o Senhor nos convida a entregá-lo em Suas mãos e permitir que Ele o transforme na firme morada do Espírito Santo. Então, a nossa vida será de fidelidade e obediência não pelo que fazemos, mas pelo que permitimos que o Espírito realize em nós, pois “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), realizou o perfeito e suficiente sacrifício.

É tempo de confissão e de arrependimento. É tempo de olhar para Cristo e dEle aprender. É tempo de, pela graça de Deus, sermos homens e mulheres prudentes, cheios do Espírito Santo: “Todo aquele, pois, que ouve estas Minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha” (Mt.7:24-25). E a rocha é Cristo (1Co.10:4)! Vigiemos e oremos!

Bom dia, firmes sobre a Rocha!

Rosana Garcia Barros

#Salmos61 #RPSP

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Salmo 60 – Comentado por Rosana Barros
5 de julho de 2023, 0:45
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“Em Deus faremos proezas, porque Ele mesmo calca aos pés os nossos adversários” (v.12).

A palavra restabelecer significa voltar ao estado antigo. A súplica de Davi: “Restabelece-nos!” (v.1), tinha a ver com refazer laços que se haviam rompido. Percebemos neste Salmo um desabafo de Davi seguido de uma resposta de Deus. Os conflitos entre as nações não se limitam a derrotas e vitórias, mortos e sobreviventes, mas acarretam muitos prejuízos a curto e longo prazo. Davi e o povo de Israel estavam experimentando os reveses da guerra. Foi no momento mais difícil que o salmista tirou do coração a sua mais sincera súplica. E é quando isso acontece, que os céus não podem conter a resposta divina.

Este Salmo é atribuído ao tempo em que Davi feriu os siros e rendeu os edomitas como seus servos, “e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (2Sm.8:14), pois ele reconhecia que “vão é o socorro do homem” (v.11), mas “em Deus faremos proezas” (v.12). Como o professor se cala enquanto aplica uma prova, nas provações o Senhor parece guardar silêncio, gerando em Seus filhos um sentimento de abandono: “Não nos rejeitaste, ó Deus?” (v.10). Mas tão certo como Ele vive, só por Ele podemos obter a almejada aprovação e vitória.

Se desejamos um resultado satisfatório em uma avaliação, o que precisamos fazer primeiro? Precisamos de preparo, não é mesmo? E a depender do que está em jogo, nosso preparo requer de nós um esforço maior. Então, lá estamos, diante do professor ou avaliador. Daí, eu pergunto: Quem avalia vai poder nos ajudar na hora da prova? Certamente que não. Porque ali estamos sendo avaliados de acordo com o que já aprendemos. O nosso tempo de preparo espiritual, contudo, quando aproveitado andando com Deus, nos habilita a enfrentar as provas na certeza de que Ele permanece conosco por meio de Seu Espírito. E assim como um professor se alegra com as conquistas de seus alunos, Jesus “verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito” (Is.53:11).

E logo chegará o tempo em que o povo de Deus dará seus últimos passos neste mundo sem um intercessor. Clamemos ao Espírito Santo, meus irmãos, que abra os nossos olhos e nos conceda a sabedoria do alto para discernirmos o tempo solene em que estamos vivendo e a sucessão de acontecimentos que apontam para o breve retorno do nosso Redentor. “Cristo vem! Arrependam-se todos!” Deve ser a mensagem a ser dada a um mundo em acelerada decadência. Porque, quando o Senhor colocar Sua destra sobre o gonzo da porta da graça e encerrá-la, acontecerá o que Ele revelou à Sua serva: “Ao deixar Jesus Sua posição como intercessor do homem junto a Deus, faz-se o solene anúncio: ‘Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.’ Ap. 22:11. Então o Espírito repressor de Deus é retirado da Terra” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, CPB, p. 201).

Você entende? As guerras, reveses e provações pelas quais temos que passar não significam que Deus não está conosco, e sim que Ele está cumprindo a Sua função de Mestre. Continue buscando na Palavra de Deus o preparo para cada situação da vida, e, principalmente, o preparo para a vida eterna, que é o batismo do Espírito Santo, “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). Que o Senhor restabeleça a nossa fé e comunhão com Ele e que os piores momentos de nossa vida não nos sejam pedras de tropeço, mas provas que serão vencidas, “porque Ele mesmo calca aos pés os nossos adversários” (v.12). Vigiemos e oremos!

Bom dia, vitoriosos em Jesus Cristo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Salmos60 #RPSP

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Salmo 59 – Comentado por Rosana Barros
4 de julho de 2023, 0:45
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“Eu, porém, cantarei a Tua força; pela manhã louvarei com alegria a Tua misericórdia; pois Tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia” (v.16).

Como um valente guerreiro, Davi suscitou a ira de muitos inimigos. Mas pior que esses, eram os que se levantavam contra ele sem causa (v.3-4). Movido por inveja e pelo medo de perder a sua coroa, Saul perseguiu a Davi e de muitas formas atentou contra a vida dele. Davi, por outro lado, por vezes teve a vida de Saul em suas mãos, mas escolheu confiar na justiça divina. Deus conservou em seu coração a consideração, respeito e amor que nutria pelo primeiro rei de Israel e pai de seu melhor amigo Jônatas.

Cercada a sua casa pelos homens de guerra mais competentes dos exércitos de Israel, de seu íntimo o salmista ergueu uma súplica a Deus. Quando absortos pelas tribulações, a quem recorremos? Qual tem sido a nossa reação diante de afrontas e perseguições? Estamos estudando diariamente o Livro que testifica de Cristo. Ele é a Palavra (Jo.1:1; Ap.19:13). Ao olharmos para a Sua vida e exemplo, nos deparamos com “o Homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como de quem os homens escondem o rosto, era desprezado […] Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca” (Is.53:3 e 7).

Em nossa natureza carnal jamais conseguiríamos por esforço próprio nos assemelhar à natureza de Cristo, não fosse a atuação do Espírito Santo. É o poder de Deus aliado ao esforço humano que produz nova vida. Como o filho do trovão foi transformado em discípulo do amor, há uma obra sendo realizada na vida de todo aquele cujo coração é diariamente ofertado nos depósitos do Céu. Não há má tendência que não seja transformada, nem herança biológica que resista à arte do grande Oleiro. Como Davi, precisamos clamar: “Vem ao meu encontro” (v.4), ó Deus, e transforma a minha vida!

Temos um senso muito grande de autoproteção e autocomiseração. É claro que no caso de Davi, ele era a vítima de uma perseguição injusta, mas em nenhum momento usou de sua angústia e sofrimento para angariar a piedade de ninguém. Suas dores eram segredadas a Deus e do alto aguardava a sua libertação. Jesus foi terrivelmente perseguido e oprimido por aqueles a quem veio salvar. Mas não consigo imaginar o meu Salvador devolvendo insulto com insulto e nem reclamando a Seus discípulos a indiferença sofrida por parte dos líderes religiosos. Imagino sim, o que a Bíblia revela: “Retirando-se, porém, os fariseus, conspiravam contra Ele, sobre como Lhe tirariam a vida. Mas Jesus, sabendo disto, afastou-Se dali” (Mt.12:14-15). “E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava Ele só” (Mt.14:23).

Diante de ofensas e perseguições, seja a nossa voz ouvida no Santíssimo: “Em Ti, força minha, esperarei; pois Deus é meu alto refúgio” (v.9). Não julgue o seu temperamento como algo que não tem jeito. Satanás se alegra quando subestimamos o poder de Deus. Apegue-se à palavra viva e transformadora: “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp.4:13). Olhe para Jesus! Ele é a fonte de toda consolação e libertação. É contemplando-O que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Faça isso, e viverás! Vigiemos e oremos!

Bom dia, contempladores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Salmos59 #RPSP

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Salmo 58 – Comentado por Rosana Barros
3 de julho de 2023, 0:45
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“Então, se dirá: Na verdade, há recompensa para o justo; há um Deus, com efeito, que julga na Terra” (v.11).

Impressionado pelas injustiças e pela impunidade dos perversos, Davi não ocultou a sua ira. A parcialidade das autoridades jurídicas da época e seu julgamento iníquo provocava no grande rei e guerreiro fome e sede de justiça. A prosperidade e tranquilidade dos ímpios despertava-lhe o anseio pela justiça divina e pela vingança dos justos. Seu sentimento, porém, não lhe era peculiar, nem tampouco eram exclusivas de seu tempo as obras que contemplava.

Desde Abel, “a voz do sangue” dos filhos de Deus “clama da terra” (Gn.4:10). O mesmo símbolo é apresentado na visão de João, na abertura do quinto selo: “Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?” (Ap.6:10). Elencados como justos pela dispensação de Cristo, muitos dormem no pó da terra até que se completem “o número dos seus conservos e seus irmãos” (Ap.6:11). No juízo final veremos o cumprimento da profecia dada a Daniel e confirmada por Jesus: “Muitos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Dn.12:2). “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29).

A Bíblia apresenta uma impiedade adquirida desde a concepção (v.3); de pessoas que já nascem com a índole corrompida. Muitos estudiosos classificam a índole como um conjunto de peculiaridades e de características inerentes à pessoa desde o seu nascimento. Ou seja, são as heranças biológicas, tendências transmitidas dos pais aos filhos. A índole, contudo, difere do caráter, pois este é adquirido através da educação e do ambiente em que o indivíduo é exposto. Há esperança, portanto, para todo aquele que se dispõe a aprender na escola de Cristo. Pois, assim diz o Senhor: “Mas, se o perverso se converter de todos os pecados que cometeu, e guardar todos os Meus estatutos, e fizer o que é reto e justo, certamente viverá; não será morto” (Ez.18:21).

Tão perto como estamos da gloriosa aparição de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que pela graça de Deus não façamos parte do grupo descrito pelo apóstolo Paulo (2Tm.3:1-5). Não há herança de sangue que não possa ser lavada pelo sangue do Cordeiro! Os últimos apelos estão sendo feitos antes que os ímpios “desapareçam como águas que se escoam” (v.7). Eis o desejo do Eterno: “que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). “Ouvi isto, vós, todos os povos” (2Cr.18:27), antes que chegue o tempo em que se dirá: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Portanto: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.3:2). Vigiemos e oremos!

Bom dia, lavados pelo sangue de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Salmos58 #RPSP

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Salmo 57 – Comentado por Rosana Barros
2 de julho de 2023, 0:45
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“Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia, pois em Ti a minha alma se refugia; à sombra das Tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades” (v.1).

Diante da vista do suntuoso templo de Jerusalém, Jesus desviou o olhar de admiração de Seus discípulos para as cenas finais deste mundo. O capítulo 24 do evangelho segundo Mateus relata o sermão profético de Cristo. Ali, Ele descreveu o que aconteceria antes da destruição de Jerusalém, no ano 70 d.C., e antes da Sua segunda vinda à Terra. Guerras e rumores de guerras, fomes, terremotos, epidemias, são alguns dos sinais que Ele nos revelou como sendo “o princípio das dores” (Mt.24:8). Como uma parturiente prestes a dar à luz, as contrações aumentam, e “toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora” (Rm.8:22).

“Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa” (v.2), declamou Davi em virtude da acirrada perseguição de Saul. Ele não sabia quando se veria livre daquele apuro, mas que enquanto aguardava livramento, estava em lugar mui seguro: “à sombra das Tuas asas me abrigo” (v.1). Os sinais descritos por Cristo aos Seus discípulos estão perante os nossos olhos e rapidamente se avolumam. Ao nosso redor vemos o medo e o desespero, e, por outro lado, o descaso e a indiferença para com a Palavra de Deus.

Na pandemia, vimos grifes famosas fabricando máscaras faciais e álcool em gel. Pessoas sendo tolhidas dos direitos mais básicos pela aplicação de multas e violência. Hospitais superlotados e barracões de emergência remontavam a um verdadeiro cenário de guerra. Famílias em quarentena. Ruas vazias. Viagens canceladas. Economia em frangalhos. Os maiores líderes da Terra impotentes diante de um vírus microscópico. Em poucos dias, o agitado e autossuficiente planeta se viu obrigado a fazer o que jamais cogitou fazer: parar. E rejeitando o descanso do sábado bíblico como uma impossibilidade, a parada obrigatória tornou-se uma forte aliada do enganador para estabelecer o seu sábado ilegítimo.

Qual tem sido a nossa reação diante de tudo isso? Eis a reação de Davi em meio à forte tormenta: “Firme está o meu coração, ó Deus, o meu coração está firme; cantarei e entoarei louvores” (v.7). Não é errado sentir medo se ele nos leva para mais perto de Deus. Como uma criança que busca a segurança dos pais em noite de tempestade, precisamos nos abrigar nos braços do nosso Pai do Céu, que “dos céus [nos] envia o Seu auxílio e [nos] livra” (v.3). E como um filho que dá ouvidos à instrução de seu pai, precisamos estar atentos ao alerta que inaugurou o sermão profético de Cristo: “Vede que ninguém vos engane” (Mt.24:4).

A Palavra de Deus é muito clara quanto ao verdadeiro dia de guarda. O sábado é o autêntico sinal de Deus entre Ele e Seu povo (Ez.20:12 e 20). É a digital do Criador no tempo. E seremos severamente provados quanto a isso. Mais do que nunca, é hora de reunirmos nossas famílias em torno das Escrituras e firmar nossos corações nas verdades do Céu; de rendermos graças ao Senhor “entre os povos” e cantar-Lhe “louvores entre as nações” (v.9), “até que passem as calamidades” (v.1).

Em meio aos leões e às flechas do Maligno, “ávidos de devorar os filhos dos homens” (v.4), o Espírito Santo está atuando nos corações dos fiéis de Deus, que “serão purificados, embranquecidos e provados” (Dn.12:10), habilitados para o Senhor como “um povo preparado” (Lc.1:17) “para o encontro do Senhor nos ares” (1Ts.4:17), “e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante Mim, diz o Senhor” (Is.66:23). O Senhor do sábado está voltando! Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhinhos do Pai do Céu!

Rosana Garcia Barros

Salmos57 #RPSP

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Salmo 56 – Comentado por Rosana Barros
1 de julho de 2023, 0:45
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“Pois da morte me livraste a alma, sim, livraste da queda os meus pés, para que eu ande na presença de Deus, na luz da vida” (v.13).

Davi tornou-se o alvo da fúria de muitos inimigos. Sendo constantemente perseguido, sua vida por muitas vezes esteve em situações de risco. Contudo, mais do que um guerreiro valente, ele era um adorador temente. Ainda que sentisse medo, sua confiança em Deus não vacilava. Ele sabia a Quem pedir socorro e que ninguém tinha poder sobre a sua vida, a não ser o Senhor: “bem sei isto: que Deus é por mim” (v.9).

Os filhos das trevas não passam de instrumentalidades de Satanás para tentar abater os filhos de Deus. Mais do que guerras e rumores de guerras, há um intenso conflito pela conquista do meu e do seu coração. Davi suportou muitas angústias e derramou muitas lágrimas, mas ele sabia a Quem servia e conhecia a limitação de seus adversários: “Que me pode fazer um mortal?” (v.4). No odre de Deus depositava as suas lágrimas (v.8) e diante do perigo clamava por misericórdia. Muito mais necessitamos desta fé sólida, visto o tempo que se apressa para o fim.

Está escrito que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef.6:12). A armadura de Deus é nossa única salvaguarda contra essas forças superiores. Jesus Cristo é a armadura! Ele já venceu esta guerra por nós. Ele é “a luz da vida” (v.13). E Ele mesmo declarou: “Ainda por um pouco a luz está convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; e quem anda nas trevas não sabe para onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz” (Jo.12:35-36).

O apóstolo Paulo afirmou: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm.8:31), e continuou: “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.8:38-39). Diante de tais palavras de esperança, como Davi, precisamos exaltar a Palavra do Senhor: “cuja palavra eu exalto” (v.4); “cuja palavra eu louvo […], cuja palavra eu louvo” (v.10).

Jesus Cristo é a resposta a todas as nossas inquietações. Ele sabe o que é ser perseguido e maltratado, e deseja nos conceder o Seu poder para vencermos como Ele venceu. Lembre-se de que “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:10). É no vitupério de Cristo que somos forjados para o Seu reino. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhos da luz!

Rosana Garcia Barros

#Salmos56 #RPSP

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Salmo 55 – Comentado por Rosana Barros
30 de junho de 2023, 0:45
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“Livra-me a alma, em paz, dos que me perseguem; pois são muitos contra mim” (v.18).

O contexto deste Salmo foi um dos mais tristes para Davi, e, creio eu, seja uma das causas que mais aflige o coração dos filhos de Deus. Já não fosse suficiente ter que lidar com inimigos declarados, Davi teve de enfrentar a profunda tristeza de conviver com amigos íntimos cuja “boca era mais macia que a manteiga, porém no coração havia guerra” (v.21). Sendo um homem temente a Deus, sabia identificar o ódio voluntário. Mas a contenda disfarçada, contudo, o consumia de tristeza: “sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado” (v.2).

A lamentação do salmista pela traição de seus amigos foi um dissabor vivido por muitos servos de Deus. O profeta Jeremias, por exemplo, sendo fortemente perseguido e ameaçado pelo seu próprio povo, fez uma oração bem parecida com o Salmo de hoje (Em Jr.18:18-23), e o Senhor mesmo o alertou, dizendo: “Porque até os teus irmãos e a casa de teu pai, eles próprios procedem perfidamente contigo; eles mesmos te perseguem com fortes gritos. Não te fies deles ainda que te digam coisas boas” (Jr.12:6).

Em Seu ministério terrestre, Jesus teve de conviver com semelhante situação. Entre as multidões que O seguiam, havia muitos corações endurecidos. E até mesmo entre os Seus discípulos, havia um que O trairia com palavras brandas (v.21) e com um beijo (Mt.26:49). Judas representa a classe de falsos amigos de que Davi se referiu. São aqueles que conservam no coração sentimentos malignos, mas que se esforçam por manifestar aparência de piedade. Na experiência de Davi, de Jeremias, do próprio Jesus e de tantos outros, porém, todo fiel e sincero servo de Deus deve encontrar conforto. Pois assim como o Senhor os ajudou a identificar a falsidade e os livrou de todo o mal, certamente, o mesmo Deus há de, hoje, abrir os olhos dos justos e livrá-los dos perigos ocultos.

Sabem, amados, tomara não façamos parte desta classe maldita. Antes ser perseguido do que ser perseguidor de nossos irmãos. Pois, como foi o fim de Judas, assim será o fim daqueles que rejeitam a voz do Espírito Santo. Há um único meio de que podemos fazer uso e Davi bem o descreveu: “Eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz” (v.16-17).

Quando perseguido por seus próprios amigos, Davi orou. Quando ameaçado de morte pelos que desejava o bem, Jeremias orou. Ao aproximar-se a hora da traição, Jesus orou. Portanto, não entregue o seu coração à vingança, mas “Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te susterá; jamais permitirá que o justo seja abalado” (v.22). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, imitadores de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#Salmos55 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



Salmo 54 – Comentado por Rosana Barros
29 de junho de 2023, 0:45
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“Ó Deus, salva-me, pelo Teu nome, e faze-me justiça pelo Teu poder” (v.1).

O código universal de socorro, “SOS”, surgiu da necessidade de alertar uma situação de perigo ou necessidade urgente que ponha a vida em risco. Apesar das suposições, esta sigla não tem um significado específico. Foi criada pelo simples fato de não ser confundida com outra e porque eram as letras mais fáceis de reproduzir e mais difíceis de serem confundidas no famoso código Morse. Desde então, o SOS tem sido usado como padrão de socorro em todo o mundo.

Há, porém, um meio de pedir socorro bem mais antigo e que, mesmo conhecido de muitos, tem sido negligenciado: a oração. O apelo do salmista pelo socorro divino expressa a sua necessidade de livramento e proteção. Em sua rota de fuga, por vezes Davi se deparava com falsos aliados, que tão logo tivessem a oportunidade, delatavam a sua localização a Saul. Mas em meio ao perigo, Davi sabia a Quem recorrer. Sua fé estava alicerçada em Deus e com confiança declarava: “o Senhor é quem me sustenta a vida” (v.4).

Em momentos de fragilidade e quando nos encontramos em situação de risco, a quem recorremos? Como Davi, você pode afirmar: “Deus é o meu ajudador” (v.4)? É na crise que somos confrontados com as nossas debilidades e do Céu nos é oferecido o perfeito livramento. Entretanto, costumamos canalizar as nossas orações em nossos problemas, e não em nossa real necessidade de buscar a Deus. A oração é o “SOS” do cristão. Mas o seu principal objetivo não é o de atender às nossas necessidades, mas o de nos conectar ao divino Socorrista.

Com base na experiência da angústia de Jacó, Ellen White declarou: “Ao rodearem-nos os perigos, e ao apoderar-se da alma o desespero, devem confiar unicamente nos méritos da obra expiatória. Nada podemos fazer de nós mesmos. Em toda a nossa desajudada indignidade, devemos confiar nos méritos do Salvador crucificado e ressuscitado. Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto” (Patriarcas e Profetas, 203). Semelhante a Jacó, pela graça de Cristo, que nossa noite de angústia redunde em uma manhã gloriosa. Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de oração!

Rosana Garcia Barros

#Salmos54 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100