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“Enviou o Senhor contra Jeoaquim bandos de caldeus, e bandos de siros, e de moabitas, e dos filhos de Amom; enviou-os contra Judá para o destruir, segundo a palavra que o Senhor falara pelos profetas, Seus servos” (v.2).
A sequência de reis, tanto em Israel quanto em Judá, é desesperadora. É inconcebível à mente humana o tamanho da misericórdia do Pai para com o Seu filho rebelde. Mas no capítulo de hoje, aparentemente, o quadro mudou e encontramos uma frase um tanto chocante: “o Senhor não o quis perdoar” (v.4). Dentre tudo o que Deus nos oferece, o perdão, sem dúvida, é o mais importante e essencial para que possamos ter paz e certeza da salvação. Deus não rejeita um filho que se arrepende e volta aos Seus caminhos. A parábola do filho pródigo deixa isso bem claro (Lc.15:11-32). Então, por que a Bíblia diz que Deus não quis perdoar? Cristo também contou uma outra parábola a respeito disso. Acompanhem comigo:
Um homem devia muito dinheiro a um rei. Vamos dar um valor atual: digamos que ele devesse cem milhões de reais. Ou seja, era uma dívida impagável. Como o homem não podia pagar, nem que trabalhasse toda a sua vida, a lei dizia que ele e sua família deveriam ser vendidos como escravos. Então, aquele homem implorou pela misericórdia do rei. O rei se compadeceu dele e perdoou a sua dívida. Só que, ao sair da presença do rei, o homem se deparou com outro que lhe devia mil reais e o apertou contra a parede para que pagasse a sua dívida. Como não houve retorno, o encerrou na prisão. Quando o rei soube de sua atitude, mandou chamá-lo e disse-lhe: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também Eu me compadeci de ti?” (Mt.18:32-33).
O contexto desta parábola se refere ao perdão que devemos ofertar ao nosso semelhante, mas também nos diz que Deus não pode perdoar aquele que verdadeiramente não se arrepende. Porque aquele que se arrepende de coração e recebe o perdão dos Céus entende que esse perdão deve ser compartilhado. Apesar de Manassés ter manifestado arrependimento no final de sua vida (2Cr.33:13), seus pecados levaram o povo a uma tremenda corrupção. Os judeus não se arrependiam de seus pecados, nem tinham compaixão de seus conservos, pois derramavam sangue inocente (v.4). E o que Deus havia dito que Seus filhos não fizessem, tornou-se em grandes trevas em Judá.
No reinado de Joaquim, Deus manifestou a Sua ira, ou seja, o Seu juízo contra o Seu filho rebelde. E “o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv.3:12). Nabucodonosor foi instrumento de Deus para punir Judá. Mas, dentre os que foram levados cativos à Babilônia, encontravam-se quatro jovens tementes a Deus: Daniel, Hananias, Misael e Azarias (Dn.1:6). E quando estudarmos o livro de Daniel, veremos que Deus não abandonou o Seu povo, mas usou esses filhos fiéis como prova de que não havia desistido dele e, através das profecias de Daniel, mostrou que o Seu plano de salvação não era nacional, mas mundial; que Ele conserva para Si um remanescente “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap.7:9). E que Ele julga retamente a cada um, como está escrito: “Portanto, Eu vos julgarei, a cada um segundo os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus. Convertei-vos e desviai-vos de todas as vossas transgressões; e a iniquidade não vos servirá de tropeço” (Ez.18:30).
É a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento, amados (Rm.2:4). Mas Ele nos deu, como uma das maiores provas do Seu amor, o livre-arbítrio. Temos a livre escolha de segui-Lo e amá-Lo, ou de dar-Lhe as costas e rejeitá-Lo. Ainda assim, Deus, sendo conhecedor de nosso íntimo, vai até o último instante para salvar um pecador. Enquanto há fôlego, há chance. Enquanto há vida, o Espírito Santo não cessa a Sua obra de salvar. Mas o Espírito Santo “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Quanto mais o pecador rejeita os apelos divinos, mais a Sua voz vai perdendo o volume. Digamos que o filho pródigo foi ao “Egito”, porém teve a chance de se arrepender e voltar para a casa do pai. Porém, Judá tanto se rebelou que o “Egito” não mais saiu de sua terra. Percebem o perigo? Enquanto estamos no “Egito” da vida, ainda há oportunidade; mas, se permitirmos que o “Egito” entre em nossa vida, corremos o sério risco de nunca mais sair dele.
O Senhor tem prazer em perdoar, se não o fosse, não teria enviado o Seu único Filho para remissão dos nossos pecados (Jo.3:16). O perdão de Deus está estendido a todos, mas nem todos o aceitam. Nem todos estão dispostos a serem transformados pela graça de Cristo. A aceitação não se encontra no fato de chorarmos e nos humilharmos apenas, mas no fato de que o perdão deve passar a ser um dom prático em nossa vida, algo que foi bem ilustrado por Cristo na parábola do credor incompassivo. Hoje, Deus nos diz: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos (ou seja, se arrepender e mudar de direção), então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os Seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14).
Que este perdão imerecido transborde de nossa vida, principalmente por quem julgamos não merecer o nosso perdão, ainda que não tenhamos do outro uma resposta favorável. Pois “Deus mostra o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).
Senhor, nosso Deus Pai, por Tua graça e misericórdia temos o privilégio de sermos chamados Teus filhos. E, como Teus filhos, queremos andar Contigo e habitar na Tua Casa para sempre. Como o Senhor ainda tinha os Seus fiéis naquele tempo tão trágico em Judá, faze de nós, pelo poder do Espírito Santo, Teus fiéis neste tempo trágico em que estamos vivendo. Não queremos fazer o que é mau perante Ti. Livra-nos de nosso coração corrupto e cria em nós um coração puro! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos da bondade de Deus!
Rosana Garcia Barros
#2REIS24 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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