Reavivados por Sua Palavra


1Reis 17 — Rosana Barros by Ivan Barros
18 de fevereiro de 2026, 0:45
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“Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias” (v.16).

Em tempos de grave crise espiritual, o Senhor suscitou um grande profeta. Com a autoridade dada pelo Céu, Elias proferiu ao rei Acabe o juízo que sobreviria à nação de Israel. Durante três anos e meio, a terra foi afligida por uma terrível seca que afetou, inclusive, outras nações. Contudo, Deus poupou Seu servo de sofrer os reveses de um reino apostatado e idólatra. Foi no deserto que Elias provou do cuidado da bondade e do cuidado de Deus de forma mais concreta, bebendo a água do ribeiro e comendo o alimento que os corvos lhe serviam.

Acabe havia ultrapassado os limites da paciência divina e levou Israel a se corromper com os costumes e práticas pagãs. Como se não bastasse andar nos pecados de Jeroboão, ele “tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios; e foi, e serviu a Baal, e o adorou ” (1Rs.16:31). Sua rebelião era o resultado direto de seu envolvimento com a idolatria de sua mulher e tinha um objetivo claro: “irritar ao Senhor, Deus de Israel” (1Rs.16:33). Acabe desafiou o Senhor, e isso não ficaria sem resposta.

Enquanto isso, diariamente, Elias meditava no silêncio de seu refúgio e buscava aproximar-se cada vez mais do Senhor, perante cuja face estava. Não sabemos quanto tempo durou aquele acampamento de um homem só, mas, “passados dias, a torrente secou” (v.7). Não era o momento de voltar para casa, mas de avançar para um novo destino — Sarepta —, o que evidencia que a seca castigava também as nações vizinhas. Sobre a viúva de Sarepta, Jesus declarou: “Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias […] e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom” (Lc.4:25-26).

A cada refeição, aquela viúva estrangeira contemplava um milagre em sua cozinha. Sua confiança e submissão à vontade de Deus, através da palavra profética, ilustra o que ocorre no tempo do fim, quando o Senhor procura as Suas ovelhas e as tem buscado (Ez.34:11). Mas uma coisa ainda lhe faltava; era preciso mais do que abundância de alimento para convencê-la. Foi diante da morte de seu filho que sua verdadeira necessidade foi exposta: “Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade…?” (v.18).

Presa a um passado escuro, aquela viúva vivia atormentada pelo peso da culpa, entendendo o infortúnio do filho como castigo por seus erros. Não havia farinha ou azeite que satisfizesse sua necessidade de sentir-se perdoada. Mas ao ver a rubra face do menino que antes padecia gélido sobre o seu leito, seu coração foi preenchido com a paz que só o Senhor pode dar. Ela reconheceu em Elias um homem de Deus e verdadeiro atalaia: “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (v.24).

Jesus declarou: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas” (Mt.17:11). Como João Batista foi o “Elias” de sua época, Deus suscita hoje um povo no mesmo espírito e poder. Com fome e sede de ouvir as palavras da vida eterna, muitos aceitam o convite da graça, mas nem todos compreendem sua dimensão pessoal até serem provados como foi na experiência daquela viúva. Eis o maior milagre que pode nos acontecer, amados, o de ouvirmos a nosso respeito: “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus [que tu és mulher de Deus] e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (v.24).

Deus está levantando um povo peculiar, que “maneja bem a palavra da verdade” (2Tm.2:15), que dá o sonido certo da trombeta (Jl.2:1) e que tem “bom testemunho dos de fora” (1Tm.3:7). Homens e mulheres cheios do Espírito Santo, submissos à vontade de Deus e que não temem chamar o pecado pelo nome e agir em defesa do que é correto. Cada um na esfera de seu chamado, entendendo que na diversidade de dons é necessário haver unidade. Seguramente, amados, a vida de Elias aponta para a realidade do último remanescente de Deus, que, penso eu, já começou a experimentar seu cumprimento escatológico. E, diante dessa realidade tão próxima, a pergunta é: Estamos apercebidos quanto a isso?

Que o tempo de deserto nos habilite a subir ao monte da batalha final na força e no poder do Senhor, Deus de Israel. Avante, último Elias!

Senhor, Deus de Israel, temos um chamado sagrado e solene para dar ao mundo como som de trombetas. O Teu evangelho eterno precisa ser pregado a todos, e esta nossa missão só pode ser bem-sucedida e só poderá atingir o seu cumprimento final se estivermos cheios do Espírito. Por isso, Pai, clamamos a Ti que nos encha do Espírito Santo e nos habilite a viver neste mundo com os pés na Terra, mas com os olhos no Céu! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, Elias dos últimos dias!

Rosana Garcia Barros

#1REIS17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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