Reavivados por Sua Palavra


Deuteronômio 21 — Rosana Barros by Ivan Barros
7 de outubro de 2025, 0:45
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“Sê propício ao Teu povo de Israel, que Tu, ó Senhor, resgataste, e não ponhas a culpa do sangue inocente no meio do Teu povo de Israel. E a culpa daquele sangue lhe será perdoada” (v.8).

O capítulo de hoje confirma uma verdade absoluta: Cada vida humana é preciosa aos olhos de Deus! Fosse achado “alguém morto, caído no campo, sem que [soubessem] quem o matou” (v.1), providências deveriam ser tomadas a fim de expiar aquele sangue derramado. Os sacerdotes e os anciãos da cidade mais próxima do lugar onde estava o morto deveriam seguir as orientações de Deus a fim de eliminar do meio do povo “a culpa do sangue inocente” (v.9).

Em uma cultura radicalmente machista, com homens que precisavam aprender o verdadeiro dever de um marido, o Senhor proveu meios de proteger as mulheres rejeitadas, inclusive, as estrangeiras. Há a possibilidade da rejeição quanto a ex-cativa abranger motivos culturais ou religiosos incompatíveis. Como, por exemplo, a recusa da mulher em partilhar da mesma fé de seu cônjuge ou de querer incluir à religiosidade do lar os costumes pagãos de sua nação de origem. Seja qual tenha sido a causa da rejeição por parte do homem, nada justifica tal atitude e Deus não permitiu que essa rejeição fosse seguida por escravidão e maus tratos.

Da mesma sorte, Israel admitia a poligamia, algo que foi estabelecido pelo homem e que tantos danos tem causado desde então. Apesar de também não se tratar do ideal de Deus para o casamento, Ele não permitiu que houvesse injustiça quanto aos direitos da mulher aborrecida ou menos amada, principalmente se esta gerasse o primogênito da família. O Senhor lhe daria um consolo e tranquilidade, assim como o foi com Lia, que tanto desejava o amor de Jacó. Mas em todo esse trato quanto ao matrimônio, encontramos a raiz da questão nas palavras de Jesus: “Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio” (Mt.19:8). Jesus apontou para o modelo de casamento do Éden como o ideal de Deus. E assim Ele tem feito nesse tempo do fim, indicando ao Seu último povo o caminho seguro de volta ao Éden restaurado.

A educação do lar era um dos assuntos de destaque na história de Israel. A ordem era clara quanto ao ensino dos pais aos filhos: “tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Dt.6:7). Porém, tivesse alguém “um filho contumaz e rebelde […], dissoluto e beberrão” (v.18 e 20), que reiteradamente não desse ouvidos à voz de seus pais, a morte por apedrejamento era seu destino. Com tristeza inexprimível, os pais entregavam aquele filho a fim de que o mal não se estendesse para o seio de outras famílias. A verdadeira educação, amados, também é um retorno ao princípio. E, para isso, precisamos desenvolver a nossa salvação “com temor e tremor” (Fp.2:12), para que, como corpo de Cristo, “se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1Co.12:26).

Como pais, não cogitamos a ideia de entregar um filho nosso que seja, ainda que rebelde, à sentença de morte. E julgamos extremamente severa a punição de um filho desobediente, ou um absurdo o repúdio do marido para com sua mulher. E, de fato, eram leis duras para um povo de coração duro. Contudo, a última parte deste capítulo revela a natureza do sacrifício de Cristo, o Filho obediente do Pai. Quando lemos que “o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus” (v.23), temos um vislumbre maior do que Jesus passou por mim e por você. Ele Se fez maldito para que fôssemos benditos. Uma verdade que rasga as cortinas do tempo e nos diz que o Inocente morreu para o perdão do culpado. E que a nossa parte é crer em Jesus e nEle andar para que sejamos restaurados à condição original para a qual fomos criados.

Em tempo de graça e de oportunidade, que possamos escolher aceitar o sacrifício que nos trouxe a paz e vivermos em conformidade com o plano original do Criador para o casamento e para a educação dos nossos filhos. E, certamente, Jesus completará a obra levando a nossa família para a Casa do Pai.

Senhor, nosso Deus e Pai, em onisciência e perfeita sabedoria, sabias o que passaria o Teu povo no tempo do fim e, como deixastes o dom de profecia através de Moisés ao antigo Israel, também nos deixastes hoje as preciosas orientações do espírito de profecia para que possamos em breve entrar na Canaã celestial. Pai, que pela fidelidade das Escrituras que nos dizem que a Tua última igreja precisaria desse recurso, nos motiva a estudá-lo e a vivê-lo para a Tua glória. Seja o casamento e o lar dos Teus filhos a poderosa e fiel propaganda do evangelho eterno ao mundo. Por Tua graça e misericórdia, nós Te oramos, Senhor. Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pelo Inocente Filho de Deus!

Rosana Garcia Barros

#Deuteronômio21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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