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“Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais” (v.5).
Enquanto a história da família de Esaú se resumiu ao capítulo de ontem, a partir do capítulo de hoje até o final do livro de Gênesis estudaremos a história da família de Jacó, a começar pelo drama vivido por José e seus irmãos. “Israel amava mais a José que a todos os seus filhos” (v.3) e o presente especial que lhe deu, unido aos sonhos de José, fizeram com que este fosse odiado ainda mais por seus irmãos. Com apenas dezessete anos, ou José era muito ingênuo ou havia desenvolvido um certo orgulho devido à preferência de seu pai e aos sonhos que ele percebia serem da parte de Deus. Além do mais, ele observava seus irmãos e levava “más notícias deles a seu pai” (v.2). Ou seja, numa linguagem atual, José seria considerado como um “dedo-duro”.
Com isso, o coração de seus irmãos se encheu de um ódio homicida que aguardava apenas uma oportunidade para agir. Ao avistarem José de longe, “conspiraram contra ele para o matar” (v.18). “Mas Rúben […] livrou-o das mãos deles” (v.21) e propôs lançá-lo em uma cisterna seca, “para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai” (v.22). Seu plano, porém, foi frustrado. É certo que eles não mataram a José, mas o fato é que, tendo-o vendido como escravo, teriam de levar ao pai a falsa notícia da morte de seu filho amado e talvez ter que conviver o resto da vida com essa mentira. Acredito que a reação de Jacó e seu luto sem consolo foi um golpe para aqueles homens, que experimentariam por muitos anos o terrível peso da culpa.
Os sonhos de José foram predições divinas do que aconteceria um dia. Certamente, ele foi agraciado por Deus e Deus tinha planos especiais para ele. Não que José fosse melhor do que seus irmãos, amados, mas porque o Senhor sabia que ele iria corresponder ao chamado divino. É fácil julgarmos José como um adolescente mimado pelo pai e que parecia apreciar a reação dos irmãos ao lhes contar seus sonhos. A Bíblia diz que os irmãos “já não lhe podiam falar pacificamente” (v.4). Então, porque José insistia em lhes contar os sonhos que tinha? Não sabemos. Talvez tivesse que acontecer o que aconteceu ou, infelizmente, ele teve que experimentar o cumprimento de seus sonhos da maneira mais difícil por falta de sabedoria e maturidade.
Percebam que a disputa entre irmãos é uma questão antiga. Caim e Abel. Esaú e Jacó. José e seus irmãos. E assim o será até ao final dos tempos. Todos nós somos irmãos em Cristo, unidos pelos laços da cruz. E necessitamos da sabedoria do alto a fim de lidarmos uns com os outros. Nem todas as nossas experiências com Deus são para testemunho público. Precisamos pedir ao Senhor que nos ajude a discernir o que é para ser compartilhado e o que não o é, ou com quem devemos compartilhar e quando compartilhar. Nessa era da Internet, a tendência de seguir a “manada” tem atingido inclusive o povo de Deus, e muitos transformaram a vida em um livro aberto da vida real ou da vida fantasiosa que, uma hora, acaba revelando sua verdadeira face.
Sinto muito, meus irmãos, mas isso não é ser uma testemunha de Jesus. Como José, podemos até errar no percurso de nossa trajetória cristã, mas, se insistirmos em ser apenas espectadores da vida alheia, acabaremos como os irmãos dele, invejosos, com tendências homicidas e mentirosos. É uma mensagem dura, porém necessária para nós que vivemos em um tempo tão solene, às vésperas da volta de Jesus. O que temos contemplado? O que temos ouvido? Se você tem sido consumido por maus sentimentos, a Palavra do Senhor tem um conselho infalível para você: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra” (Cl.3:2). E para que isso aconteça, precisamos “instagramear” menos e folhear mais. Se a rede social é mais aberta do que a Bíblia, você pode estar lançando algum “irmão” no poço da despeita enquanto finge que a culpa não é sua.
Não seja assim conosco, meus irmãos! O que vou propor agora é desafiador, mas não é impossível. Que tal experimentar dez dias sem redes sociais? Se você depende delas em seu trabalho, tudo bem. Mas experimente não acessá-las como passatempo. Ande com uma Bíblia de bolso, e todas as vezes que se sentir tentado, ore e peça ao Espírito Santo para falar com você através das Escrituras. Troque a tela da televisão, do celular, do computador, pela simplicidade das Páginas Sagradas. Eu garanto que você não vai se arrepender. E essa garantia não é assinada por mim, mas pela fidelidade de Deus, que prometeu: “Buscar-Me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr.29:13).
Pai de amor e de bondade, nós Te damos graças porque os ensinamentos da Tua Palavra são sempre atuais e nos ajudam a discernir os perigos deste século! E desde já Te pedimos que nos ajude e nos conceda o Espírito Santo para que esses dez dias sejam apenas o começo de uma abençoada caminhada Contigo. Sabemos que esse tipo de decisão provoca a ira do inimigo. Portanto, Te pedimos força, fé e resiliência para perseverarmos confiando em Ti, não importa o que aconteça. Nós Te amamos, Senhor e queremos amá-Lo cada dia mais! Ajuda-nos a Te encontrar e Te conhecer por meio da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, fortes no Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis37 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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