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“E levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel” (v.20).
Jacó voltou para o acampamento sujo, exausto e arrastando uma perna. Mas seu semblante irradiava a paz celestial. E foi nessa situação que, levantando “os olhos, viu que Esaú se aproximava, e com ele quatrocentos homens” (v.1). Mais uma vez percebemos Jacó agindo, ao enfileirar suas mulheres e filhos na ordem de sua preferência, colocando Raquel e José por último, no sentido de estarem mais longe do provável perigo. Mas o que se seguiu foi a mais impactante e comovente cena. Prostrando-se rosto em terra “sete vezes, até aproximar-se de seu irmão” (v.3), Jacó emanava a humildade de um homem transformado. Isso quebrantou o coração de Esaú, que ao ver a situação de seu irmão foi tomado de grande comoção.
Imaginem o que pode ter passado na mente de Jacó ao ver Esaú correndo ao seu encontro. Mas o que ele pode ter pensado que seria a corrida da vingança foi a corrida do abraço. “Esaú correu-lhe ao encontro e o abraçou; arroujou-se-lhe ao pescoço e o beijou; e choraram” (v.4). Foi um dos reencontros mais comoventes relatados na Bíblia. A forma como Jacó se aproximou de Esaú, prostrando-se “à terra sete vezes” (v.3), o desarmou de toda a fúria que o consumira durante aqueles anos. Era esse homem de aparência exausta e manco de uma perna, e que vinha ao seu encontro em atitude de humilhação, que ele tinha a intenção de matar? Certamente, Deus usou tudo isso e despertou em Esaú o afeto fraterno há tanto esquecido.
Ao olhar mais adiante, Esaú percebeu a diferença entre os que estavam com ele e os que estavam com Jacó. Pois enquanto ele estava acompanhado de um exército de quatrocentos homens, Jacó vinha ao seu encontro com suas mulheres e meninos e alguns servos. Ou seja, eram um alvo fácil. Mas em cada detalhe dessa história, percebemos a mão do Senhor e que aqueles anjos que por um momento foram visíveis a Jacó (Gn.32:1), permaneciam ali, cuidando e zelando por ele e por sua família. Tanto que até mesmo Esaú, através de sua atitude amistosa, foi usado por Deus para acalmar o seu coração. E ao insistir para que Esaú aceitasse seus presentes, Jacó declarou: “porquanto vi o teu rosto como se tivesse contemplado o semblante de Deus” (v.10).
Contudo, o reencontro dos dois irmãos, por melhor que tenha sido, não significava que poderiam voltar a habitar juntos. Dois irmãos, mas dois destinos completamente diferentes. Sabemos que Esaú havia escolhido um caminho contrário à vontade de Deus e Jacó bem sabia disso. Com sabedoria e muito jeito, ele dispensou voltar com seu irmão e dispensou a companhia de qualquer de seus homens. Ao alegar que caminharia “no passo do gado” e “no passo dos meninos” (v.14), com muito respeito despediu-se de Esaú, que voltou “pelo caminho por onde viera” (v.16). E comprando Jacó uma “parte do campo” (v.19) em Siquém, “levantou ali um altar e lhe chamou Deus, o Deus de Israel” (v.20). Pela primeira vez, não se dirigiu a Deus como o Deus de Abraão ou o Deus de Isaque, e sim como o seu Deus.
Que relato impressionante sobre o cuidado de Deus e sobre a confiança em Deus! Mesmo diante de perigos e ameaças, Jacó seguiu em frente e se deparou com as duas experiências que levaram alívio ao seu coração. A primeira foi a sua experiência pessoal com o Senhor, a noite de luta que promoveu a sua paz com Deus. A segunda, foi a experiência com Esaú, que removeu o fardo da culpa e do medo que por tantos anos havia carregado. E nós, amados? Será que temos sido consumidos por circunstâncias em que não vemos uma saída? Em que precisamos ter a coragem de dar o passo na direção da solução, mas parece que estamos correndo na direção errada?
Jacó sabia exatamente para onde ir. Ele havia resolvido fazer a vontade de Deus e confiar no Senhor. Como vimos ontem, ele saiu do vale de Jaboque como um homem diferente. Sobre essa mudança, Ellen White escreveu: “Em lugar da astúcia e engano, sua vida assinalou-se pela simplicidade e verdade. Aprendera a lição de confiança singela no Braço todo-poderoso; e por entre provações e aflição curvava-se em humilde submissão à vontade de Deus. Os elementos inferiores de seu caráter foram consumidos na fornalha de fogo, o verdadeiro ouro foi refinado, até que a fé de Abraão e de Isaque apareceu aclarada em Jacó” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.208).
Se olharmos com fé para cima, apegando-nos à Palavra de Deus e abrindo o nosso coração ao Senhor como a um amigo, Ele mesmo dirigirá os nossos passos na direção certa e nos dirá: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21). Você crê?
Pai Celestial, nós Te louvamos por quem Tu és, Deus misericordioso e amoroso, que zela por nossa vida e por nossa salvação! Continua iluminando a nossa mente com a luz da Tua Palavra, fortalecendo assim a nossa fé em Ti e nos dando coragem de fazer a coisa certa. Guia-nos, Senhor, em Teu caminho eterno e purifica a nossa vida até que sejamos o Teu ouro refinado! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados por Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis33 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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