Reavivados por Sua Palavra


1CRÔNICAS 24— Rosana Barros by Ivan Barros
13 de abril de 2026, 0:45
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“O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do Senhor, segundo a maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o Senhor, Deus de Israel, lhe ordenara” (v.19).

Sem dúvida, o ofício sacerdotal era o de maior responsabilidade dentro da nação eleita. Como principais líderes religiosos de Israel, cabia aos sacerdotes a missão de fortalecer a espiritualidade do povo, ensinando-o a guardar todas as palavras da Lei. Dando continuidade aos últimos atos de Davi, este cuidou de dividir os sacerdotes “segundo os seus deveres no seu ministério” (v.3), de forma justa e ordenada.

Não se sabe que tipo de método foi utilizado, mas, “sendo escolhidas as famílias por sorte” (v.6), Davi promoveu uma espécie de comissão de nomeações harmônica e prática. Como as famílias que descendiam de Itamar estavam em menor número — metade do número das famílias de Eleazar — o procedimento utilizado por Davi também promoveu igualdade entre todos: vinte e quatro “dos cabeças das famílias dos sacerdotes” (v.31). Mais uma vez, percebemos a preocupação de Davi com a organização no que dizia respeito às coisas de Deus.

“O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do Senhor, segundo a maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o Senhor, Deus de Israel, lhe ordenara” (v.19). Tanto os príncipes do santuário como os príncipes de Deus, sacerdotes e sumo sacerdotes, representavam as “funções religiosas da mais elevada hierarquia” (CBASD, v.3, p.194). Tudo deveria seguir um padrão criterioso, e estes sacerdotes principais tinham por dever garantir isso.

O próprio santuário era uma figura de Cristo e de Seu ministério. Tudo ali apontava para o plano da redenção e seu objetivo salvífico. O fato de haver formas preestabelecidas de como tudo deveria funcionar não elimina em nada o caráter de um Deus que faz de tudo para salvar. Se a cada geração de sacerdotes houvesse a mesma disposição em servir ao Senhor através da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), certamente haveria sempre comunhão entre forma e resultado, e a primeira visitação de Jesus teria sido celebrada não só por todo o Israel, mas por todo o mundo daquele tempo.

Como povo de Deus dos últimos dias, necessitamos do abundante dom do Espírito a fim de cumprirmos com fidelidade os deveres de nosso chamado. Não queremos estar inertes como o Israel do passado, mas alertas nas colinas de Belém e na jornada dos sábios do Oriente. A religião de Cristo possui, sim, limites bem estabelecidos em Sua Palavra; mas, se obedecidos apenas como uma formalidade, não passam de regras pesadas quando, na verdade, são centelhas do ardente amor de Deus pela humanidade. Pastores e líderes, hoje, devem fazer brilhar ainda mais a luz do protoevangelho e não serão menos cobrados no juízo do que os que oficiavam no santuário; pois estes deveriam anunciar a primeira vinda de Cristo, e aqueles, devem alertar às últimas gerações de que Ele voltará.

Como no santuário, os nossos locais de culto devem ser regidos com ordem e harmonia, respeitando que, apesar de haver uma hierarquia, esta não pode e não deve ser usada ou considerada de forma arbitrária, mas sob o zeloso olhar de quem ama o bom Pastor e as ovelhinhas de Seu rebanho. Negociar princípios em troca de pequenas concessões pode não parecer perigoso, mas tem o potencial de causar grave ruptura e divisão no meio do povo de Deus. Como membros do corpo de Cristo, precisamos estar bem atentos quanto a isto, “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).

Sempre que houver risco de cometermos alguma injustiça ou que surjam diferenças que ameacem a harmonia do corpo de Cristo, busquemos ao Senhor de todo o nosso coração, oremos e clamemos por Seu auxílio e, certamente, o Espírito Santo nos unirá num só pensamento (At.4:32). Como “sacerdócio real” de Deus, fomos eleitos para proclamar “as virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Vivamos, pois, ministros e membros da Igreja de Deus, segundo os deveres do ministério que o Senhor nos confiou. Pois isto é justo e nos guiará para Casa.

Pai de amor eterno, o Senhor mesmo orientou a Teu servo Moisés no monte a respeito da ordem no Teu santuário. Hoje, temos muitas orientações inspiradas quanto à ordem e decência na Tua casa de oração. Que possamos nos inclinar diante da Tua vontade e não nos erguer diante dos nossos gostos e achismos! Por favor, Pai, quebra o nosso orgulho e dá-nos a simplicidade infantil de nos humilharmos sempre diante do “assim diz o Senhor”! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, sacerdócio real de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1CRÔNICAS24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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