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“Temeu Davi a Deus, naquele dia, e disse: Como trarei a mim a arca de Deus?” (v.12).
A liderança de Davi nos deixou registros de sabedoria e sensatez. Ele não decidia pelo povo; ele decidia com o povo. Não que sempre desse ouvidos à voz da multidão, mas a opinião de seus liderados não era ignorada. O desejo de Davi era governar um povo de um só Senhor e, para isso, necessitava reaver tudo o que auxiliasse no cumprimento desse propósito. Mas até um líder assim pode falhar: antes de ter consultado o povo, Davi deveria ter consultado a Deus.
A arca de Deus, ou arca da aliança, estava em outra cidade de Israel, Quiriate-Jearim; ali havia permanecido por muitos anos, até que Davi resolveu levá-la para Jerusalém. A arca ficava no Lugar Santíssimo do santuário e era o único objeto daquele compartimento. Dentro dela estavam a vara de Arão que floresceu, uma urna de ouro com maná e as tábuas do Testemunho, ou seja, os Dez Mandamentos (Hb.9:4). Ali estava a confirmação da aliança de Deus com o Seu povo e a perfeita expressão de Seu caráter. Não se tratava, portanto, de um objeto qualquer, mas de uma obra de arte sagrada que carregava a assinatura do dedo de Deus (Êx.31:18).
Saul não se importou em buscar a arca do Senhor; ele estava tão focado nas guerras e na inveja que sentia por Davi, que permitiu que a maior batalha surgisse em seu próprio coração, aprisionando-o ao pecado. Apesar das boas intenções de Davi, ele também cometeu o grave erro de transportar a arca sem seguir as orientações de Deus, (que determinavam que ela fosse carregada nos ombros pelos levitas). Por tocar no que não lhe era permitido, Uzá morreu. Sua morte entristeceu o coração de Davi de tal forma que toda a sua alegria desvaneceu, e ele se negou a prosseguir com o trajeto. “Assim, ficou a arca de Deus com a família de Obede-Edom” (v.14).
Depois de saber o que tinha acontecido com Uzá, você teria coragem de receber a arca da aliança em sua casa? O resultado desse “depósito compulsório” foi três meses de bênçãos sobre a casa de Obede-Edom e sobre tudo o que ele possuía. Era perante a arca, no Lugar Santíssimo, que a glória de Deus se manifestava e somente o sumo sacerdote poderia entrar ali uma vez ao ano, no dia da expiação. Uzá ignorou isso; já Obede-Edom entendeu que ali era “invocado o nome do Senhor, que se assenta acima dos querubins” (v.6), e a sua obediência e reverência resultou em bênção.
Após o sacrifício de Cristo, o véu do santuário se rasgou de alto a baixo (Mt.27:51), dando-nos livre acesso ao Santíssimo. Hoje, podemos falar com o Pai por intermédio do Filho. Mas, assim como Jesus foi “obediente até à morte” (Fp.2:8), Deus capacita Seus filhos à obediência por Sua graça transformadora. A Lei do Senhor “é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm.7:12). Ora, santidade, justiça e bondade são atributos almejados por todo aquele que muito em breve deseja estar diante da face de Deus. Levar a arca para Jerusalém “pareceu justo aos olhos de todo o povo” (v.4), mas, assim como havia uma forma certa de transportá-la, Jesus nos deixou o perfeito exemplo de como devemos andar com Deus.
A pergunta é: “Como trarei para mim a arca de Deus?” (v.12). Precisamos conhecer a diferença entre o certo e o errado, entre o santo e o profano. Não é o que achamos que seja correto e santo, mas o que a Bíblia estabelece por princípios acerca disso. Entendem, amados? Notem que Davi e o povo viviam um momento de muita alegria, com toda sorte de instrumentos, “com todo o seu empenho” (v.8). Mas este episódio deixa bem claro que, se o nosso empenho em fazer a obra de Deus não estiver em comum acordo com as Escrituras, com a verdade presente, mais cedo ou mais tarde nossa alegria se tornará em profundo desgosto.
Assim diz o Senhor: “segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (Ag.2:5). O desejo de Deus é que aceitemos a Sua aliança e sejamos ricamente abençoados com o Espírito Santo em nossa vida e em nosso lar. Então, não teremos o que temer. Temos em nossas mãos a Palavra de Deus, e nela, muitos tesouros a serem explorados. Não negligenciemos o que Saul negligenciou, nem toquemos no que não nos convém como Uzá. Que o Espírito Santo nos desperte e reavive, fazendo de nosso lar uma casa de bênção, como foi a de Obede-Edom.
Pai Celestial, nosso Deus, Jesus disse que o Senhor procura os Seus verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade. Podemos, como Davi, estar empenhados em uma adoração que não Te agrada. Ó, Senhor, livra-nos da sorte de Uzá! Abençoa o nosso lar como abençoaste a casa de Obede-Edom! Que permaneçamos em Ti, em fidelidade à Tua Palavra, sendo ensinados a Te adorar da forma correta. E perdoa os nossos pecados nesse sentido, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, famílias abençoadas!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS13 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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