Reavivados por Sua Palavra


2Reis 20 — Rosana Barros by Ivan Barros
15 de março de 2026, 0:45
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“Perguntou ele: Que viram em tua casa? Respondeu Ezequias: Viram tudo quanto há em minha casa; coisa nenhuma há nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse” (v.15).

Não fomos criados para morrer, amados. A morte tem sido uma intrusa desde que o homem trocou o planejamento divino pelo pecado. É por isso que, em toda a história da humanidade, por mais que a morte esteja presente em tudo o que tem vida; numa folha que cai, numa flor que murcha ou no luto por um ente querido; tudo o que tem vida caminha para o triste e fatídico final: a morte. Somos obrigados a conviver com ela, mas aceitá-la não faz parte de nossa natureza, pois Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). Ou seja, fomos criados para a vida.

Como todos os que prezam pela vida, Ezequias não estava pronto para morrer e clamou ao Senhor pela cura. Em prantos, apelou a Deus que considerasse os seus anos de fidelidade; sua súplica foi ouvida e atendida. Quinze anos a mais lhe foram concedidos, e o retrocesso da sombra “no relógio de Acaz” (v.11) foi a sua garantia. Após um tratamento natural com “uma pasta de figos” (v.7), já com a saúde restabelecida, Ezequias recebeu cartas e presentes do rei da Babilônia. Desta vez, porém, Ezequias não teve a mesma atitude que tomou com as cartas de Senaqueribe. Como o conteúdo se mostrou amistoso, em vez de estender as cartas babilônicas perante Deus, “Ezequias se agradou dos mensageiros e lhes mostrou toda a casa do seu tesouro […] nenhuma coisa houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias não lhes mostrasse” (v.13).

Ezequias expôs todas as suas riquezas; contudo, esqueceu do principal: o Senhor Deus. Aqueles mensageiros foram enviados a um rei que esperavam encontrar moribundo ou até morto. Ezequias teve a oportunidade ímpar de mostrar àqueles pagãos o poder de Deus, o Único capaz de curar enfermidades mortais e de fazer o sol retroceder. Trocou o testemunho pelo testamento. Entretanto, tudo o que deixaria por herança a seus herdeiros seria destruído e espalhado no futuro, mas parece que essa desgraça não o afetou, pois, afinal de contas, ele não seria atingido. Uma atitude que destoa completamente do Ezequias do capítulo anterior.

Meus amados irmãos, precisamos estar atentos nestes últimos dias. Estamos vivendo na prorrogação deste mundo caído, e o inimigo de Deus nem sempre se apresenta de forma voraz como Senaqueribe. Ele também se manifesta como o rei da Babilônia: com cartas amistosas e presentes que encantam, mas que revelam seus terríveis efeitos mais cedo ou mais tarde. A pergunta para nós continua sendo a mesma: “Que viram em tua casa?” (v.15). A nossa casa não deve ser um espetáculo para ser divulgado, mas um cenário do poder operante de Deus. A oportunidade desperdiçada por Ezequias pode não ter lhe trazido danos pessoais imediatos, entretanto, abriu as portas para o futuro caos no meio do povo que ele, como rei, deveria proteger.

O Senhor está disposto a curar as nossas enfermidades e a interferir na ordem natural das coisas por amor a todo aquele que, com inteireza de coração, O busca. Ele ouve as nossas orações, vê as nossas lágrimas e está disposto a realizar milagres em nossa vida. Só que nem sempre a cura ou o sobrenatural correspondem ao verdadeiro milagre que Deus deseja realizar. O verdadeiro milagre não nasce no nosso coração, mas no coração de Deus. Entendem, amados? Nem sempre o que considero um milagre o é na essência. A essência do milagre está na firme confiança: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8).

O maior desejo do Senhor não é o de nos conceder curas e tesouros nesta terra, mas que estes apontem para a eternidade. Deus não nos chamou para servirmos como exposição de bênçãos, mas como cooperadores em Sua incansável obra de salvar. Entendendo que vivemos em tempos emprestados, que o mundo veja em nossa casa a presença de um Deus de amor que deseja acrescentar anos sem fim à nossa vida. O Senhor tem retrocedido não apenas dez graus no relógio das profecias, mas um tempo sobremodo longânimo, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Que o maior dos milagres muito em breve aconteça na minha e na sua vida: “E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4).

Nosso amado Pai Celestial, nós Te agradecemos pelo maior dos milagres, que é a salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos, porque o Senhor não desiste de nós e nos alcança a cada dia com a Tua graça! Concede-nos, ó Deus, o Espírito Santo, para que a nossa vida e a nossa casa revelem ao mundo o maior dos tesouros, que é Cristo. Livra-nos de nós mesmos, para que não frustremos os Teus propósitos. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, lares de esperança!

Rosana Garcia Barros

#2REIS20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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