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“Porque andou no caminho dos reis de Israel e até queimou a seu filho como sacrifício, segundo as abominações dos gentios, que o Senhor lançara de diante dos filhos de Israel” (v.3).
De nação santa de Deus, Israel estava a um passo de ganhar em maldade para as nações pagãs. Contrastando com os demais reis de Judá, Acaz não foi apenas um rei, mas um dos piores, pois “andou no caminho dos reis de Israel” (v.3). Não foi apenas um pai; foi o assassino de seu próprio filho. Não foi apenas um político estrategista; foi um falso adorador. Ele trocou o socorro do Senhor pela ajuda de homens, e o altar do Senhor foi colocado sem utilidade ao lado de um altar pagão. Deliberadamente, Acaz trocou a bênção pela maldição. Perdeu totalmente a noção do sagrado e se desfez das coisas santas como quem descarta objetos comuns.
O “troca-troca” de Acaz, infelizmente, não ficou exclusivo àquela época. Transformou-se em algo tão sutil que já não desperta revolta. Percebam que Acaz não deixou de observar os ritos sagrados, e os fazia como se fossem dedicados ao Senhor e oficiados por um sacerdote do Senhor. Entretanto, fazia-os no lugar e do modo que ele mesmo escolheu. Hoje, muitos dizem adorar a Deus, mas cada um da forma que mais lhe agrada. Falar de reavivamento e reforma tornou-se um discurso “extremista”, enquanto a maioria dos cristãos, especialmente os jovens, naufraga no mar de um cristianismo sem profundidade, nem tampouco identidade.
O capítulo de hoje nos traz uma lição fundamental para a nossa jornada cristã: deixar de lado o “assim diz o Senhor” para fazer a própria vontade é uma contrafação às preciosas verdades contidas na Palavra de Deus, e quem segue por esse caminho jamais terá êxito. Quando entregamos o nosso coração a Deus, o resultado inevitável é uma vida em constante progresso espiritual. Isso é um processo chamado santificação. E não significa que nunca mais vamos errar, mas que, mesmo cometendo erros de percurso, não largaremos da mão de Deus. Vimos que Davi, por exemplo, é o nome que representa um bom rei diante de Deus. Davi, porém, cometeu muitos e graves erros em sua vida. A diferença é que Davi não foi rebelde, mas escolheu entregar o seu coração aos cuidados do Senhor.
Liberdade não é viver o que eu acho ser correto. Liberdade é servir a Deus da maneira que Ele mesmo orientou. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Existem, a título de ilustração, profissionais preparados para servir à sociedade. Se um médico prescreve um medicamento, é natural que o providenciemos e iniciemos o tratamento. Se um engenheiro aprova um projeto, é sinal de que podemos dar início às obras. Se o nosso carro vai para a revisão e o mecânico diz que está tudo em ordem, voltamos para casa confiantes de que o carro não dará problema. Confiamos nestes profissionais simplesmente porque eles são especialistas em sua área de atuação. Então, por que é tão difícil para o ser humano confiar nAquele que o criou? Em vez de corrermos para os braços do nosso Criador, nos atiramos nos braços falhos de outras criaturas. E, semelhante a Acaz, adiamos a entrega do nosso coração a Deus, deixando para uma “deliberação posterior” (v.15).
Assim como não fomos criados de qualquer jeito, a verdadeira adoração ao Criador não pode ser de qualquer maneira. Uma vida consagrada no altar do Senhor tem vínculo com o Céu através do diligente estudo da Palavra, da oração e do testemunho. Através de um relacionamento diário com Jesus, experimentamos as bênçãos de uma vida com propósitos eternos e, como o salmista, podemos declarar a cada amanhecer: “Faze-me ouvir, pela manhã, da Tua graça, pois em Ti confio; mostra-me o caminho por onde devo andar, porque a Ti elevo a minha alma” (Sl.143:8). Já uma vida sem comunhão é uma vida vazia, que busca preencher o abismo da alma imitando as obras de outras que se encontram na mesma condição. Como a beleza daquele altar pagão, o pecado se mostra atraente e acaba sequestrando todo aquele que por ele é vencido.
Ellen White escreveu o seguinte: “Quanto mais intimamente vos relacionardes com a Fonte da luz e do poder, tanto mais abundante a luz que sobre vós incidirá, e maior o poder com que haveis de trabalhar para Deus” (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.493). Sobre qual altar temos dedicado a nossa vida e como temos feito isso? Que possamos atender ao apelo do Espírito Santo através do apóstolo Paulo, consagrando, diariamente, no altar do Senhor, o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o [nosso] culto racional” (Rm.12:1).
Nosso amado Pai e Criador, perdoa-nos por todas as vezes que buscamos auxílio no lugar errado e tentamos fazer as coisas do nosso jeito como se o Senhor tivesse a obrigação de aceitar a nossa oferta imperfeita! Pai, opera hoje em nosso coração o milagre da conversão, para que os nossos sentidos sejam governados pelo Espírito Santo e isso seja para nós motivo de muita alegria. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, consagrados no altar do Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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